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08/01/2009 - 11:19

O guardião do mercado

Por JOAO DA ROCHA

Concordo plenamente com o pensamento de Fernando Cardim, da UFRJ, na entrevista de hoje, no Valor Economico. O Banco Central tem que entender que o seu papel é de defensor da moeda e não dos especuladores, como vem agindo até hoje e o Tesouro desviando recursos para o capital volátil improdutivo e esquecendo as prioridades nacionais.” (clique aqui)

Valor: O BC deve atuar mais pesadamente no câmbio, para evitar uma desvalorização exagerada?

Cardim: Eu tenho defendido o controle de capitais há muitos anos, inclusive nos períodos em que a inundação de aplicações em busca dos juros que o BC oferecia gentilmente parecia satisfazer a todos. O BC não deveria queimar reservas para permitir saída de capitais a níveis mais baixos, nem permitir que a volatilidade implique custos importantes para a economia real, mas, sim, criar dificuldades para essas saídas, especialmente de residentes.

Valor: Fazer isso num momento de escassez de recursos externos não diminuiria ainda mais o fluxo de dinheiro estrangeiro?

Cardim: É uma preocupação válida, mas controles não se aplicam indiscriminadamente. Eu proponho controles de saída razoavelmente drásticos com relação ao capital de residentes, como foi da tradição brasileira até que isso começasse a ser desmontado pela equipe de FHC. Quanto aos não-residentes, os controles deveriam ser de entrada, o que, no momento, não é um problema, mas voltará a ser quando as coisas se normalizarem. Controles devem incidir principalmente sobre entradas para carteira [renda fixa e ações], não necessariamente para investimentos diretos. Apesar do discurso de economistas de bancos, que sugere que as diversas modalidades são solidárias entre si, a experiência mostra que, ao contrário, investidores aproveitam as oportunidades que lhes são oferecidas. Investidores diretos e em carteira não são os mesmos grupos. É possível discriminar entre eles. (SL)

Por Fernando Gomes

Estadão de hoje, B-4:

“Até banqueiro pede redução de juros – avaliação foi unânime entre representantes de empresas e de bancos na reunião com Mantega e Meirelles. O presidente do Bradesco, Marcio Cypriano defendeu ontem a antecipação da reunião do Conselho de Política Monetária (do Banco Central), marcada para os dias 20 e 21, para que os juros possam cair mais rapidamente… Meirelles não demonstrou o menor entusiasmo com a proposta… Meirelles disse respeitar as críticas, mas defendeu a política monetária, dizendo que ela, até agora, tem se mostrado bem-sucedida: ‘se acertamos no passado, tenho fé que vamos continuar acertando’, disse Meirelles…. ‘Aconteceu um milagre’ (disse um empresário ao se referir ao fato de TODOS na reunião, menos Meirelles, pedirem a redução dos juros.”

Nassif,

A Política Monetária do Brasil agora virou uma questão de fé. Só falta o tarô e jogar búzios.
Imaginemos o BC cortar míseros 0,5% dia 21′.01 e só 45 dias depois mais 0,5%. A vaca já estará no brejo até os chifres. Tudo pelo capricho de um presidente xiita do BC.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Economia, Novo Modelo Tags:

52 comentários para “O guardião do mercado”

  1. anarquista disse:

    “”Fazer isso num momento de escassez de recursos externos não diminuiria ainda mais o fluxo de dinheiro estrangeiro?”"

    O investidor quer segurança e rentabilidade.

    Nenhum país da América Latina oferece credibilidade.

    Seria por isso que o BRASIL oferece o maior juros do planeta?

    Escrevo isso,não por concordar,porque já esgotei os argumentos pra criticar Meireles..

    Apenas estou procurando uma justificativa….

  2. Roberto São Paulo/SP disse:

    Creio que já é unanime que se o mundo continuasse tentantando evitar apenas a recessão fatamente iríamos enfrentar uma depressão econômica.

    A luta já não é mais contra uma recessão munidal, e sim a luta hoje é claramente para evitar a depressão econômica.

    Caso o BACEN não acorde e continue lutando a guerra anterior o Brasil irá enfrentar o inferno da recessão e do desemprego.

    É certo que apenas o Política Monetária não conseguirá evitar que o inferno da recessão e do desemprego se instale no Brasil, mas sem uma política monetária adequada para enfrentar a recessão, somente a política fiscal não conseguirá evitar o inferno da recessão e do desemprego no Brasil.

  3. Roberto São Paulo/SP disse:

    Apesar de ainda não estar totalmente claro, tudo indica que o atual patamar do câmbio e das reservas cambiais será mais do que suficiente
    para garantir o financiamento da Balança de Pagamentos ao longo de 2009 e 2010.

    Mas será preciso jogar os juros da Selic no chão ainda em 2009, caso contrário o câmbio se valorizará novamente caindo abaixo do R$ 2,00 inviabilizando o equilíbrio das contas correntes ao longo de 2009 e 2010.

    O nosso problema é o COPOM, que vem perdendo todas as oprtunidades.

    A atual crise de liquidez internacional e mais do que suficiente para impedir uma expansão exagerada do crédito no Brasil, e sem crédito não o menor risco de um descompasso entre a oferta e ademanda no Brasil.

    Já perdemos o primeiro semestre de 2009 em termos de ação da Pol´tica Monetária, a lentidão anunciada pelo COPOM inica que perderemos também o segundo semestre de 2009.

    Mesmo uma ação fical mais ousada por parte da Fazenda ainda não pode ser efetuada enquanto não ficar claro que os juros da selic serão derrubados em 2009.

    É triste e revoltante, mas infelizmente o COPOm nos levará o para o inferno da recessão e do desemprego.

  4. Roberto São Paulo/SP disse:

    Primeiro foi a garantia de finaciamento externo que não se concretizou, depois um descompasso entre a oferta e a demanda que se não se manifestou, agora um risco cambial que não existe e o pior o COPOM dá claros sinais de que o risco maior é de um crescimento exagerado do PIB em 2009, quando na verade o risco de uma forte recessão em 2009 é muito maior.

    Se nada for feito em termos de Polítca Monetária, a queda de atividade econômica manisfetada no terceiro trimestre de 2008 se repetirá ao longo de 2009 e 2010.

  5. Roberto São Paulo/SP disse:

    Está mais que claro que se ocorrer uma subida da inflação será muito fácil controlar em 2009, agora se a recessão se instalar mesmo fazendo o impossível e o inimaginável não conseguiremos sair rápida da recessão no Brasil.

    A Europa, os EUA, o Japão estão aí para provar que depois que se perde a confinça nem o impossível e o inimaginável consegue reverter facilmente uma recessão.

    Bom dia COPOM, 08 de janeiro de 2009. A depressão bate a porta do mundo, a recessão já está instalada em por parte do planeta, diria em cerca de 80% do PIB mundial, e a recessão ameaça perigosamente o Brasil.

  6. Jonas Julio disse:

    O Fernando quer impor controle de capitais hoje, para poder fazer o confisco amanha. Obrigado Fernando, mas no Brasil, o seu conselho nao eh escutado por ninguem de relevancia!

    De onde você tirou isso? Qual a relação entre controle de capitais e confisco?

  7. Jonas Julio disse:

    O outro problema do Fernando Cardim eh a habilidade de imaginar uma realidade alternativa. Ao contrario do que ele afirma, o Bacen NAO tem queimado reservas.

    Tem queimado reais. E violentamente. Depois, quando a especulação estoura, é obrigado a cobrir a necessidade de dólares das empresas para fechar as contas.

  8. adauto disse:

    Parece que ninguém entendeu que o governo, aliás, todos os governos desde o collor, conforme já amplamente exemplificado e citado aqui, se nortearam por aquele compromisso “político-financista”.

    Não é o BC. É o governo Lula. É política de governo. São centenas de bilhões que vão para o ralo todos os anos.

    E à aqueles que elogiam o governo e se contentam com as migalhas que sobram para o povo brasileiro lembrem-se sempre que ele serve a dois senhores: um muito bem, o mercado que o controla, e outro mal, que é a sociedade, a previdencia social, a saúde, a educação, a segurança. O que sobra vem para esta segunda parcela.

    Se é prioridade dele, quem somos nós, simples mortais, para mudar isso..?(ainda mais estando o povo satisfeitíssimo).

    Não fazem trocentos anos que o Nassif vem denunciando isso..?

    Até parece que sou de esquerda, mas não sou. Votaria em qualquer um que simplesmente administrasse o país pensando no povo brasileiro, em primeiro lugar.

  9. waleria disse:

    Há algum tempo atrás, Meirelles et caterva eram um caso de administração.

    Agora já está virando caso de polícia!

  10. Rodrigo Carvalho disse:

    O que parece claro é haver uma contradição e um afatamento cada vez maior do discurso do Presidente e das políticas do BACEN.

    O discurso de fim de ano do Lula foi o que poderíamos esperar de um verdadeiro estadista: uma visão clara da evolução do País nos últimos anos, diferenciação com respeito à era FHC, e, no bojo da crise, uma apresentação nitidamente keynesiana. Parece que depois de anos o Lula aprendeu direitinho o tal multiplicador de gastos.

    Não surpreende a sanha do PiG em desqualificar o keynesianismo do Presidente. É só ver o blog do Noblat ou da Lúcia Hipólito.

    É nesse sentido que se agudiza a contradição Governo versus BACEN.

    As circunstâncias que mantiveram Meirelles parece mudar aceleradamente. Mesmo para o Presidente — que sempre se viu seduzido pelo discurso econômico conservador (como conservador inato que é) — a barberagem no BACEN nos últimos meses está clara: a crise se aprofundou no Brasil sem que os ases do equilíbrio fizessem alguma coisa…Na verdade, apenas pioraram as expectativas…que se refletiram no tombo da economia.

    Com esse BACEN, Lula não faz sucessor.

  11. Caro Nassif,

    Em duas palavras, para dizer, se não tudo, muita verdade: Falta Governo.

    Sds,

  12. adauto disse:

    Nassif,

    Eu acho interessantíssimo, ver diariamente aqui, grande números de comentaristas citarem exemplos da Pig, a grande orquestração midiática do mal visando desestabilizar este governo.

    Mas não vejo quase ninguém criticar ou questionar( exceto vc Nassif), quando esta mesma Pig, através de seus jornalistas economicos e outros, elogia a política econômica, o Bc, o controle da inflação, é assim mesmo que se faz.! Aí ninguém desconfia nem reclama, ah, o governo é bom mesmo. Aí ninguém vê que o que o governo pratica na área economica está em linha com os interesses da Pig, e de quem está por trás dela.

    Não vêem que, conforme vc mesmo já disse muitas vezes, que a política econômica do FHC e do Lula, são idênticas na essencia, e o que difere um governo do outro é uma ampliação do bolsa famíla, um Pacquizinho, uma coisinha aqui outra lá.

    Que a grande orquestração na verdade está por trás da pig, que faz com que os presidentes no país sejam simples marionetes a serviço de terceiros( o capital), e que a nós, só nos resta trabalhar, rezar, e pedir sorte, para não precisarmos necessitar dos precaríssimos serviços que o estado nos presta, a um custo altíssimo.

  13. Fernando Gomes disse:

    Estadão de hoje, B-4:

    “Até banqueiro pede redução de juros – avaliação foi unânime entre representantes de empresas e de bancos na reunião com Mantega e Meirelles. O presidente do Bradesco, Marcio Cypriano defendeu ontem a antecipação da reunião do Conselho de Política Monetária (do Banco Central), marcada para os dias 20 e 21, para que os juros possam cair mais rapidamente… Meirelles não demonstrou o menor entusiasmo com a proposta… Meirelles disse respeitar as críticas, mas defendeu a política monetária, dizendo que ela, até agora, tem se mostrado bem-sucedida: ‘se acertamos no passado, tenho fé que vamos continuar acertando’, disse Meirelles…. ‘Aconteceu um milagre’ (disse um empresário ao se referir ao fato de TODOS na reunião, menos Meirelles, pedirem a redução dos juros.”
    Nassif,
    A Política Monetária do Brasil agora virou uma questão de fé. Só falta o tarô e jogar búzios.
    Imaginemos o BC cortar míseros 0,5% dia 21′.01 e só 45 dias depois mais 0,5%. A vaca já estará no brejo até os chifres. Tudo pelo capricho de um presidente xiita do BC.

  14. Marcos Doniseti disse:

    Até o presidente do Bradesco, Marcio Cypriano, reforçou o pedido por uma queda da taxa Selic. E ele também pediu pela antecipação da reunião do Copom, a fim de que os juros sejam reduzidos o quanto antes.

    Se até o verdadeiro patrão do Henrique Meirelles (não o Lula, mas o presidente do Bradesco) está querendo isso, então parece que agora, finalmente, os juros serão reduzidos, Nassif.

    Mas, veja que, para isso, foi necessário o presidente do Bradesco dar a ordem… Senão…

    http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=49251

  15. Marcos Doniseti disse:

    Nassif, olha o artigo do Paulo Nogueira Batista publicado hoje na ‘Folha’:

    Paulo Nogueira Batista Jr: A indústria foi para o brejo

    Peço ao leitor licença para começar hoje com uma autocitação. Bem sei que não é de bom-tom. Paciência, não vou resistir. No dia 11 de dezembro, logo depois que o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) resolveu manter os juros nas alturas, publiquei as seguintes observações: “Hoje, o risco dominante é a recessão – ou uma desaceleração pronunciada no caso do Brasil. (…) A política monetária brasileira está demorando a se adaptar às novas circunstâncias. Existem motivos de sobra para começar a reduzir a taxa de juro no Brasil. Acumulam-se sinais de que a economia está perdendo impulso”.

    http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=49253

    Obs: É por essas e outras que defendo que o Paulo Nogueira Batista Jr. deveria ser o Presidente do BC. E você, Nassif, deveria ser o Ministro do Planejamento. O Paulo Bernardo não me parece um mau sujeito, mas entendo que ele apita muito pouco nas decisões governamentais e não planeja muito, não.

  16. anarquista disse:

    Não deixem o Meireles ler esta notícia:

    BC britânico reduz juros para menor patamar desde 1694

    vcs leram correto:

    Um mil SEICENTOS…( 1694)

    AGAIN:

    Mais de TREZENTOS ANOS( é sério)

    http://economia.uol.com.br/ultnot/2009/01/08/ult4294u2087.jhtm

    qualquer dia chegam nos meus ”’trocentos”.

    porque nos 300 já estão.

  17. Roberto São Paulo/SP disse:

    Creio que o mais importabte a destacar é o fato que nem colocando os juros no chão as Autoridade Monetária dos EUA, Japão e da União Européia estão conseguindo evitar a recessão, e por enquanto não há o menor sinal de que isto seja possível.

    O BACEN está seguindo os mesmos erros do BCE e do Banco Central da Inglaterra, primeiro em desconsiderar o peso da crise financeira americana, depois na demora em inicar a queda dos juros.

    Quando o BACEN iniciar os corte de juros da Selic, se iniciar, temo que já seja tarde, mesmo colocando os juros da selic negativos ainda em 2009 talvez já não seja mais possível evitar o inferno do desemprego e da recessão.

    No caso do mercado de automóveis, mesmo que se repita as vendas de dezembro de 2008 ao longo de 2009, o que já seria muito diante do atual nível de confiança do consumidores, haverá uma forte queda na produção e nas vendas do setor automobilístico em relação a 2008.

    Creio que temos que prepar o impossível e o inimaginável, os dados que estão aparencendo indica que já é tarde para as medidas tradicionais e graduais.

    O BACEN já perdeu o bonde da história.

  18. Clever Mendes de Oliveira disse:

    João Rocha,
    Sua chamada para o artigo do Fernando Cardim é importante na medida que, na entrevista, ele salienta o papel do câmbio e não dá relevância ao papel do juro (pelo que li da parte da entrevista que você trouxe para o site). No momento, entretanto, a preocupação deveria ser com a valorização do real que está voltando.
    Há uns comentário para o texto “A perna manca das reformas” de 07/01/2009 às 10:14 em que esta questão está sendo tratada, a meu ver, equivocadamente, embora seja opinião de leigo. Há muito eu observo que as análises são feitas todas de forma segmentada. De uma feita se discute o juros como ruim porque valoriza o real. Depois o juros é criticado porque aumenta a dívida pública. Mais à frente o juro é ruim porque reduz o crescimento econômico. O câmbio também é analisado assim, por segmentos. A desvalorização do real inviabiliza as importações. Desvalorizado o real, cria-se recessão. Desvalorizado o real, aumentam-se as dívidas em dólares de empresas nacionais públicas e privadas.
    Creio que a discussão deveria passar primeiro pelo modelo de crescimento econômico que se pretende adotar. Ele pode ser induzido pelo mercado externo ou induzido pelo mercado interno. Para ser pelo mercado externo, deve-se ter como pressuposto o dólar valorizado. Essa é minha opção. E creio que ela funciona mesmo agora que o mundo entrou em crise. Não funcionaria se, da crise do subprime em 2007 até outubro deste ano, o governo tivesse insistido nesse modelo, pois nesse caso o Brasil estaria em outubro de 2008, após a crise, totalmente arrasado (As exportações representariam um percentual muito maior do que elas representaram com o real valorizado e o tambo delas seria mais sentido na economia e haveria uma queda também no mercado interno, ainda que ele estivesse menos alavancado).
    Fiquei de explicar para o texto antigo de Luis Nassif na aba de economia o que eu chamo de perícia do governo e que consistiu em alterar o rumo da economia fazendo o mercado interno crescer em ritmo muito forte a partir de meados de 2007, facilitando o máximo os financiamentos. Penso que o governo foi instruído para proceder assim, ou então teve muita sorte, pois não creio que o Mantega tenha suficiente conhecimento da realidade econômica para poder fazer essa análise prospectiva e adotar medidas que foram extremamente boas para o país.
    Não gosto do desenvolvimento puxado pelo mercado interno que exige o real valorizado, pois isso leva, no longo prazo, sempre a crises no balanço de pagamento. Esse é o modelo preferido pela esquerda, pois privilegia o consumo interno, mas como eu saliento, no longo prazo, ele é catastrófico para o país.
    Se optarmos pelo crescimento puxado pelo mercado externo não podemos permitir que o câmbio fique abaixo de R$ 2,20 reais por dólar. E temos que ter consciência que esse modelo de desenvolvimento requer sacrifício da população (Sacrifício e não poupança, pois sacrifício todos fazem e poupança só quem faz são os ricos). Sacrifício que a própria desvalorização se incumbe de fazer, mas que precisa da ajuda do juro alto. O problema é o juro alto com o câmbio flutuante. O controle de capitais se torna importante para que o juro alto não valorize o real. O sacrifício é necessário e isso é facilmente compreendido se se observa que o crescimento induzido pelo setor externo é feito através de excedente para exportação e esse excedente só existe se o consumo interno diminuir.
    A crise de outubro nos deu todas as condições necessárias para se adotar esse modelo, ainda que estivéssemos com um processo de crescimento elevado, um crescimento da taxa de inflação e uma taxa de juros sendo elevada, pois desvalorizou o câmbio como em nenhum outro país, e houve uma forte redução do consumo, tão forte que o governo teve que adotar políticas de indução ao consumo. Mais à frente essas medidas de favorecimento ao consumo devem ser retiradas.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 08/01/2009

  19. gepeto disse:

    é isso aí – lula tem que tirar o tucano do BC e colocar alguem com melhor bom senso.

  20. Marcos Doniseti disse:

    Nassif, até o Larry Flynt está pedindo um plano de resgate para ajudar a indústria pornográfica…

    Se até a indústria pornográfica está tão mal, assim, então é porque a coisa está feia, mesmo…

    Notícia:

    Larry Flynt quer plano de resgate à indústria pornográfica

    O fundador da revista masculina Hustler, o americano Larry Flynt, se juntou a seu colega Joe Francis, criador de vídeos adultos, para pedir ao Congresso dos Estados Unidos por uma assistência financeira à indústria pornográfica, nos mesmos moldes da ajuda recentemente aprovada para fabricantes de automóveis. De acordo com o Telegraph, os dois empresários pediram aos parlamentares para “rejuvenescer o apetite sexual da América”.

    “O Congresso parece disposto a ajudar os negócios mais importantes de nossa nação. Sentimos que merecemos a mesma consideração”, disse Francis em depoimento, de acordo com a publicação.

    “A indústria pornográfica foi ferida pela crise como todo mundo e eles vão pedir por US$ 5 bilhões”, disse Owen Moogan, porta-voz de Flynt.

    Em entrevista ao site TMZ, Francis admitiu que a iniciativa foi uma medida de precaução, e não um resgate de emergência. Apesar de a venda e aluguel de DVDs de caído 22% no ano passado, os dois empresários dizem que a busca por pornografia na Internet continua crescendo.

    http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200901081544_RED_77740848&idtel=

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