O guardião do mercado
Por JOAO DA ROCHA
Concordo plenamente com o pensamento de Fernando Cardim, da UFRJ, na entrevista de hoje, no Valor Economico. O Banco Central tem que entender que o seu papel é de defensor da moeda e não dos especuladores, como vem agindo até hoje e o Tesouro desviando recursos para o capital volátil improdutivo e esquecendo as prioridades nacionais.” (clique aqui)
Valor: O BC deve atuar mais pesadamente no câmbio, para evitar uma desvalorização exagerada?
Cardim: Eu tenho defendido o controle de capitais há muitos anos, inclusive nos períodos em que a inundação de aplicações em busca dos juros que o BC oferecia gentilmente parecia satisfazer a todos. O BC não deveria queimar reservas para permitir saída de capitais a níveis mais baixos, nem permitir que a volatilidade implique custos importantes para a economia real, mas, sim, criar dificuldades para essas saídas, especialmente de residentes.
Valor: Fazer isso num momento de escassez de recursos externos não diminuiria ainda mais o fluxo de dinheiro estrangeiro?
Cardim: É uma preocupação válida, mas controles não se aplicam indiscriminadamente. Eu proponho controles de saída razoavelmente drásticos com relação ao capital de residentes, como foi da tradição brasileira até que isso começasse a ser desmontado pela equipe de FHC. Quanto aos não-residentes, os controles deveriam ser de entrada, o que, no momento, não é um problema, mas voltará a ser quando as coisas se normalizarem. Controles devem incidir principalmente sobre entradas para carteira [renda fixa e ações], não necessariamente para investimentos diretos. Apesar do discurso de economistas de bancos, que sugere que as diversas modalidades são solidárias entre si, a experiência mostra que, ao contrário, investidores aproveitam as oportunidades que lhes são oferecidas. Investidores diretos e em carteira não são os mesmos grupos. É possível discriminar entre eles. (SL)
Por Fernando Gomes
Estadão de hoje, B-4:
“Até banqueiro pede redução de juros – avaliação foi unânime entre representantes de empresas e de bancos na reunião com Mantega e Meirelles. O presidente do Bradesco, Marcio Cypriano defendeu ontem a antecipação da reunião do Conselho de Política Monetária (do Banco Central), marcada para os dias 20 e 21, para que os juros possam cair mais rapidamente… Meirelles não demonstrou o menor entusiasmo com a proposta… Meirelles disse respeitar as críticas, mas defendeu a política monetária, dizendo que ela, até agora, tem se mostrado bem-sucedida: ‘se acertamos no passado, tenho fé que vamos continuar acertando’, disse Meirelles…. ‘Aconteceu um milagre’ (disse um empresário ao se referir ao fato de TODOS na reunião, menos Meirelles, pedirem a redução dos juros.”
Nassif,
A Política Monetária do Brasil agora virou uma questão de fé. Só falta o tarô e jogar búzios.
Imaginemos o BC cortar míseros 0,5% dia 21′.01 e só 45 dias depois mais 0,5%. A vaca já estará no brejo até os chifres. Tudo pelo capricho de um presidente xiita do BC.


“”Fazer isso num momento de escassez de recursos externos não diminuiria ainda mais o fluxo de dinheiro estrangeiro?”"
O investidor quer segurança e rentabilidade.
Nenhum país da América Latina oferece credibilidade.
Seria por isso que o BRASIL oferece o maior juros do planeta?
Escrevo isso,não por concordar,porque já esgotei os argumentos pra criticar Meireles..
Apenas estou procurando uma justificativa….
Creio que já é unanime que se o mundo continuasse tentantando evitar apenas a recessão fatamente iríamos enfrentar uma depressão econômica.
A luta já não é mais contra uma recessão munidal, e sim a luta hoje é claramente para evitar a depressão econômica.
Caso o BACEN não acorde e continue lutando a guerra anterior o Brasil irá enfrentar o inferno da recessão e do desemprego.
É certo que apenas o Política Monetária não conseguirá evitar que o inferno da recessão e do desemprego se instale no Brasil, mas sem uma política monetária adequada para enfrentar a recessão, somente a política fiscal não conseguirá evitar o inferno da recessão e do desemprego no Brasil.
Apesar de ainda não estar totalmente claro, tudo indica que o atual patamar do câmbio e das reservas cambiais será mais do que suficiente
para garantir o financiamento da Balança de Pagamentos ao longo de 2009 e 2010.
Mas será preciso jogar os juros da Selic no chão ainda em 2009, caso contrário o câmbio se valorizará novamente caindo abaixo do R$ 2,00 inviabilizando o equilíbrio das contas correntes ao longo de 2009 e 2010.
O nosso problema é o COPOM, que vem perdendo todas as oprtunidades.
A atual crise de liquidez internacional e mais do que suficiente para impedir uma expansão exagerada do crédito no Brasil, e sem crédito não o menor risco de um descompasso entre a oferta e ademanda no Brasil.
Já perdemos o primeiro semestre de 2009 em termos de ação da Pol´tica Monetária, a lentidão anunciada pelo COPOM inica que perderemos também o segundo semestre de 2009.
Mesmo uma ação fical mais ousada por parte da Fazenda ainda não pode ser efetuada enquanto não ficar claro que os juros da selic serão derrubados em 2009.
É triste e revoltante, mas infelizmente o COPOm nos levará o para o inferno da recessão e do desemprego.
Primeiro foi a garantia de finaciamento externo que não se concretizou, depois um descompasso entre a oferta e a demanda que se não se manifestou, agora um risco cambial que não existe e o pior o COPOM dá claros sinais de que o risco maior é de um crescimento exagerado do PIB em 2009, quando na verade o risco de uma forte recessão em 2009 é muito maior.
Se nada for feito em termos de Polítca Monetária, a queda de atividade econômica manisfetada no terceiro trimestre de 2008 se repetirá ao longo de 2009 e 2010.
Está mais que claro que se ocorrer uma subida da inflação será muito fácil controlar em 2009, agora se a recessão se instalar mesmo fazendo o impossível e o inimaginável não conseguiremos sair rápida da recessão no Brasil.
A Europa, os EUA, o Japão estão aí para provar que depois que se perde a confinça nem o impossível e o inimaginável consegue reverter facilmente uma recessão.
Bom dia COPOM, 08 de janeiro de 2009. A depressão bate a porta do mundo, a recessão já está instalada em por parte do planeta, diria em cerca de 80% do PIB mundial, e a recessão ameaça perigosamente o Brasil.
O Fernando quer impor controle de capitais hoje, para poder fazer o confisco amanha. Obrigado Fernando, mas no Brasil, o seu conselho nao eh escutado por ninguem de relevancia!
O outro problema do Fernando Cardim eh a habilidade de imaginar uma realidade alternativa. Ao contrario do que ele afirma, o Bacen NAO tem queimado reservas.
Parece que ninguém entendeu que o governo, aliás, todos os governos desde o collor, conforme já amplamente exemplificado e citado aqui, se nortearam por aquele compromisso “político-financista”.
Não é o BC. É o governo Lula. É política de governo. São centenas de bilhões que vão para o ralo todos os anos.
E à aqueles que elogiam o governo e se contentam com as migalhas que sobram para o povo brasileiro lembrem-se sempre que ele serve a dois senhores: um muito bem, o mercado que o controla, e outro mal, que é a sociedade, a previdencia social, a saúde, a educação, a segurança. O que sobra vem para esta segunda parcela.
Se é prioridade dele, quem somos nós, simples mortais, para mudar isso..?(ainda mais estando o povo satisfeitíssimo).
Não fazem trocentos anos que o Nassif vem denunciando isso..?
Até parece que sou de esquerda, mas não sou. Votaria em qualquer um que simplesmente administrasse o país pensando no povo brasileiro, em primeiro lugar.
Há algum tempo atrás, Meirelles et caterva eram um caso de administração.
Agora já está virando caso de polícia!
O que parece claro é haver uma contradição e um afatamento cada vez maior do discurso do Presidente e das políticas do BACEN.
O discurso de fim de ano do Lula foi o que poderíamos esperar de um verdadeiro estadista: uma visão clara da evolução do País nos últimos anos, diferenciação com respeito à era FHC, e, no bojo da crise, uma apresentação nitidamente keynesiana. Parece que depois de anos o Lula aprendeu direitinho o tal multiplicador de gastos.
Não surpreende a sanha do PiG em desqualificar o keynesianismo do Presidente. É só ver o blog do Noblat ou da Lúcia Hipólito.
É nesse sentido que se agudiza a contradição Governo versus BACEN.
As circunstâncias que mantiveram Meirelles parece mudar aceleradamente. Mesmo para o Presidente — que sempre se viu seduzido pelo discurso econômico conservador (como conservador inato que é) — a barberagem no BACEN nos últimos meses está clara: a crise se aprofundou no Brasil sem que os ases do equilíbrio fizessem alguma coisa…Na verdade, apenas pioraram as expectativas…que se refletiram no tombo da economia.
Com esse BACEN, Lula não faz sucessor.
Caro Nassif,
Em duas palavras, para dizer, se não tudo, muita verdade: Falta Governo.
Sds,
Nassif,
Eu acho interessantíssimo, ver diariamente aqui, grande números de comentaristas citarem exemplos da Pig, a grande orquestração midiática do mal visando desestabilizar este governo.
Mas não vejo quase ninguém criticar ou questionar( exceto vc Nassif), quando esta mesma Pig, através de seus jornalistas economicos e outros, elogia a política econômica, o Bc, o controle da inflação, é assim mesmo que se faz.! Aí ninguém desconfia nem reclama, ah, o governo é bom mesmo. Aí ninguém vê que o que o governo pratica na área economica está em linha com os interesses da Pig, e de quem está por trás dela.
Não vêem que, conforme vc mesmo já disse muitas vezes, que a política econômica do FHC e do Lula, são idênticas na essencia, e o que difere um governo do outro é uma ampliação do bolsa famíla, um Pacquizinho, uma coisinha aqui outra lá.
Que a grande orquestração na verdade está por trás da pig, que faz com que os presidentes no país sejam simples marionetes a serviço de terceiros( o capital), e que a nós, só nos resta trabalhar, rezar, e pedir sorte, para não precisarmos necessitar dos precaríssimos serviços que o estado nos presta, a um custo altíssimo.
Estadão de hoje, B-4:
“Até banqueiro pede redução de juros – avaliação foi unânime entre representantes de empresas e de bancos na reunião com Mantega e Meirelles. O presidente do Bradesco, Marcio Cypriano defendeu ontem a antecipação da reunião do Conselho de Política Monetária (do Banco Central), marcada para os dias 20 e 21, para que os juros possam cair mais rapidamente… Meirelles não demonstrou o menor entusiasmo com a proposta… Meirelles disse respeitar as críticas, mas defendeu a política monetária, dizendo que ela, até agora, tem se mostrado bem-sucedida: ‘se acertamos no passado, tenho fé que vamos continuar acertando’, disse Meirelles…. ‘Aconteceu um milagre’ (disse um empresário ao se referir ao fato de TODOS na reunião, menos Meirelles, pedirem a redução dos juros.”
Nassif,
A Política Monetária do Brasil agora virou uma questão de fé. Só falta o tarô e jogar búzios.
Imaginemos o BC cortar míseros 0,5% dia 21′.01 e só 45 dias depois mais 0,5%. A vaca já estará no brejo até os chifres. Tudo pelo capricho de um presidente xiita do BC.
Até o presidente do Bradesco, Marcio Cypriano, reforçou o pedido por uma queda da taxa Selic. E ele também pediu pela antecipação da reunião do Copom, a fim de que os juros sejam reduzidos o quanto antes.
Se até o verdadeiro patrão do Henrique Meirelles (não o Lula, mas o presidente do Bradesco) está querendo isso, então parece que agora, finalmente, os juros serão reduzidos, Nassif.
Mas, veja que, para isso, foi necessário o presidente do Bradesco dar a ordem… Senão…
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=49251
Nassif, olha o artigo do Paulo Nogueira Batista publicado hoje na ‘Folha’:
Paulo Nogueira Batista Jr: A indústria foi para o brejo
Peço ao leitor licença para começar hoje com uma autocitação. Bem sei que não é de bom-tom. Paciência, não vou resistir. No dia 11 de dezembro, logo depois que o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) resolveu manter os juros nas alturas, publiquei as seguintes observações: “Hoje, o risco dominante é a recessão – ou uma desaceleração pronunciada no caso do Brasil. (…) A política monetária brasileira está demorando a se adaptar às novas circunstâncias. Existem motivos de sobra para começar a reduzir a taxa de juro no Brasil. Acumulam-se sinais de que a economia está perdendo impulso”.
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=49253
Obs: É por essas e outras que defendo que o Paulo Nogueira Batista Jr. deveria ser o Presidente do BC. E você, Nassif, deveria ser o Ministro do Planejamento. O Paulo Bernardo não me parece um mau sujeito, mas entendo que ele apita muito pouco nas decisões governamentais e não planeja muito, não.
Não deixem o Meireles ler esta notícia:
BC britânico reduz juros para menor patamar desde 1694
vcs leram correto:
Um mil SEICENTOS…( 1694)
AGAIN:
Mais de TREZENTOS ANOS( é sério)
http://economia.uol.com.br/ultnot/2009/01/08/ult4294u2087.jhtm
qualquer dia chegam nos meus ”’trocentos”.
porque nos 300 já estão.
Creio que o mais importabte a destacar é o fato que nem colocando os juros no chão as Autoridade Monetária dos EUA, Japão e da União Européia estão conseguindo evitar a recessão, e por enquanto não há o menor sinal de que isto seja possível.
O BACEN está seguindo os mesmos erros do BCE e do Banco Central da Inglaterra, primeiro em desconsiderar o peso da crise financeira americana, depois na demora em inicar a queda dos juros.
Quando o BACEN iniciar os corte de juros da Selic, se iniciar, temo que já seja tarde, mesmo colocando os juros da selic negativos ainda em 2009 talvez já não seja mais possível evitar o inferno do desemprego e da recessão.
No caso do mercado de automóveis, mesmo que se repita as vendas de dezembro de 2008 ao longo de 2009, o que já seria muito diante do atual nível de confiança do consumidores, haverá uma forte queda na produção e nas vendas do setor automobilístico em relação a 2008.
Creio que temos que prepar o impossível e o inimaginável, os dados que estão aparencendo indica que já é tarde para as medidas tradicionais e graduais.
O BACEN já perdeu o bonde da história.
João Rocha,
Sua chamada para o artigo do Fernando Cardim é importante na medida que, na entrevista, ele salienta o papel do câmbio e não dá relevância ao papel do juro (pelo que li da parte da entrevista que você trouxe para o site). No momento, entretanto, a preocupação deveria ser com a valorização do real que está voltando.
Há uns comentário para o texto “A perna manca das reformas” de 07/01/2009 às 10:14 em que esta questão está sendo tratada, a meu ver, equivocadamente, embora seja opinião de leigo. Há muito eu observo que as análises são feitas todas de forma segmentada. De uma feita se discute o juros como ruim porque valoriza o real. Depois o juros é criticado porque aumenta a dívida pública. Mais à frente o juro é ruim porque reduz o crescimento econômico. O câmbio também é analisado assim, por segmentos. A desvalorização do real inviabiliza as importações. Desvalorizado o real, cria-se recessão. Desvalorizado o real, aumentam-se as dívidas em dólares de empresas nacionais públicas e privadas.
Creio que a discussão deveria passar primeiro pelo modelo de crescimento econômico que se pretende adotar. Ele pode ser induzido pelo mercado externo ou induzido pelo mercado interno. Para ser pelo mercado externo, deve-se ter como pressuposto o dólar valorizado. Essa é minha opção. E creio que ela funciona mesmo agora que o mundo entrou em crise. Não funcionaria se, da crise do subprime em 2007 até outubro deste ano, o governo tivesse insistido nesse modelo, pois nesse caso o Brasil estaria em outubro de 2008, após a crise, totalmente arrasado (As exportações representariam um percentual muito maior do que elas representaram com o real valorizado e o tambo delas seria mais sentido na economia e haveria uma queda também no mercado interno, ainda que ele estivesse menos alavancado).
Fiquei de explicar para o texto antigo de Luis Nassif na aba de economia o que eu chamo de perícia do governo e que consistiu em alterar o rumo da economia fazendo o mercado interno crescer em ritmo muito forte a partir de meados de 2007, facilitando o máximo os financiamentos. Penso que o governo foi instruído para proceder assim, ou então teve muita sorte, pois não creio que o Mantega tenha suficiente conhecimento da realidade econômica para poder fazer essa análise prospectiva e adotar medidas que foram extremamente boas para o país.
Não gosto do desenvolvimento puxado pelo mercado interno que exige o real valorizado, pois isso leva, no longo prazo, sempre a crises no balanço de pagamento. Esse é o modelo preferido pela esquerda, pois privilegia o consumo interno, mas como eu saliento, no longo prazo, ele é catastrófico para o país.
Se optarmos pelo crescimento puxado pelo mercado externo não podemos permitir que o câmbio fique abaixo de R$ 2,20 reais por dólar. E temos que ter consciência que esse modelo de desenvolvimento requer sacrifício da população (Sacrifício e não poupança, pois sacrifício todos fazem e poupança só quem faz são os ricos). Sacrifício que a própria desvalorização se incumbe de fazer, mas que precisa da ajuda do juro alto. O problema é o juro alto com o câmbio flutuante. O controle de capitais se torna importante para que o juro alto não valorize o real. O sacrifício é necessário e isso é facilmente compreendido se se observa que o crescimento induzido pelo setor externo é feito através de excedente para exportação e esse excedente só existe se o consumo interno diminuir.
A crise de outubro nos deu todas as condições necessárias para se adotar esse modelo, ainda que estivéssemos com um processo de crescimento elevado, um crescimento da taxa de inflação e uma taxa de juros sendo elevada, pois desvalorizou o câmbio como em nenhum outro país, e houve uma forte redução do consumo, tão forte que o governo teve que adotar políticas de indução ao consumo. Mais à frente essas medidas de favorecimento ao consumo devem ser retiradas.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 08/01/2009
é isso aí – lula tem que tirar o tucano do BC e colocar alguem com melhor bom senso.
Nassif, até o Larry Flynt está pedindo um plano de resgate para ajudar a indústria pornográfica…
Se até a indústria pornográfica está tão mal, assim, então é porque a coisa está feia, mesmo…
Notícia:
Larry Flynt quer plano de resgate à indústria pornográfica
O fundador da revista masculina Hustler, o americano Larry Flynt, se juntou a seu colega Joe Francis, criador de vídeos adultos, para pedir ao Congresso dos Estados Unidos por uma assistência financeira à indústria pornográfica, nos mesmos moldes da ajuda recentemente aprovada para fabricantes de automóveis. De acordo com o Telegraph, os dois empresários pediram aos parlamentares para “rejuvenescer o apetite sexual da América”.
“O Congresso parece disposto a ajudar os negócios mais importantes de nossa nação. Sentimos que merecemos a mesma consideração”, disse Francis em depoimento, de acordo com a publicação.
“A indústria pornográfica foi ferida pela crise como todo mundo e eles vão pedir por US$ 5 bilhões”, disse Owen Moogan, porta-voz de Flynt.
Em entrevista ao site TMZ, Francis admitiu que a iniciativa foi uma medida de precaução, e não um resgate de emergência. Apesar de a venda e aluguel de DVDs de caído 22% no ano passado, os dois empresários dizem que a busca por pornografia na Internet continua crescendo.
http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200901081544_RED_77740848&idtel=
Eita, nóis, como falamos aqui em Poços de Caldas….. quero ver, agora, onde vamos meter tanta cara de economistas que a vida inteira se vestiram de Mandrake. ….Era fácil, né?…misturavam o passado com o futuro, faziam lá uns prognosticozinhos e “vamo que vamo”….Diante dessa incógnita toda, adivinhem alguma coisa, por favor, senão vai ficar muito chato….
A quem pensam enganar?
Carlos Chagas – Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA – Nos idos do governo Garrastazu Médici, aquele do “milagre brasileiro”, era proibido divulgar que a inflação havia ultrapassado 12% ao ano. Implacável, a censura impunha o patamar máximo e quem o ultrapassasse era processado pela Lei de Segurança Nacional. O diabo era quando o cidadão comum ia à feira ou ao supermercado, porque os preços se multiplicavam. No início dos anos setenta, a inflação real encostava-se aos 40%, mas como seria preso por subversão quem protestasse, o remédio foi durante muito tempo aceitar os índices oficiais.
O tempo passou, a censura também, mas a moda pegou, ainda que mais sofisticada. Ninguém será processado e preso por contestar a informação do governo de que a inflação beira os 4%. Pelo contrário, a popularidade de Lula torna esse percentual verdade absoluta.
Só que tem um problema: quem faz compras toda semana sente a diferença. Do feijão ao tomate, da manteiga ao sabão, em um ano tudo dobrou de preço. Só os salários não sobem, depois da desindexação canhestra promovida desde o governo do sociólogo. Contestarão os economistas ser necessário tirar a média de tudo, porque, afinal, o uísque importado até caiu, assim como os perfumes franceses, os carros zero quilômetro e o caviar.
Estamos sendo enganados pelo governo dos trabalhadores, como fomos pelo governo dos generais. Claro que sem constrangimentos nem risco à nossa saúde, mas o resultado é o mesmo. Como idêntico parece o comportamento da mídia, exaltando os números fajutos dos detentores do poder. Apesar de tudo, prevalecerá a natureza das coisas, ou dos produtos à venda nas prateleiras.
Sinceramente, controle de câmbio é uma bobagem. Coisa de anos 40.
O problema é na BMF com dólar futuro. Especuladores brasileiros tupiniquins.
Discordo de tudo do Bacen do Meirelles, mas centralizar câmbio e outras, já vimos isto e não deu certo.
O X são os juros brasileiros, incompatíveis com o momento atual do Brasil e do Mundo. Coisa simples de resolver, numa canetada e autoridade presidencial.
O generais romanos gostavam de citar uma máxima estratégica: Em situações de extrema adversidade, quando você está cercado por todos os lados e em situação de fragilidade, é preciso ser o mais ousado possível.
Não adianta reunião extraordinária do Copon e coisa que o valha, tem de inovar prá valer e peitar os poderes constituídos. A situação é de extrema emergência.
Sugiro a criação de áreas de desenvolvimento comercial/industrial em diversos pontos do pais, umas 300 com 100 hectares cada. O regime jurídico e tributário seria especial, o mais simplificado possível, assim brasileiros e estrangeiros que quisessem trabalhar e empreender teriam o seu mister facilitado.
Foi mais ou menos o que a China fez, mas agora tem de ser mais radical.
Se não tentar , depois vai se arrepender.
Grande ideia, controle de capitais!!!!! Assim ninguem conseguiria tirar o capital do país. Genial!!!
Só uns pequenos detalhes que nem valem a pena falar: Será que o investidor extrangeiro continuaria investindo num pais que não deixa esse dinheiro sair quando ele mais precisa? Será que um pais com baixa poupança historica consegue investir sem capital externo?
Mas porque se prender a detalhes…
A propósito de mamatas.
Até a alguns dias eu sabia que quando alguém perde outro ganhou. A “grana” só troca de mãos. Sabia?
Passei alguns dias no litoral e num almoço, com familiares do marido de nossa sobrinha, uma criatura fez o comentário de que estaria ganhando bom dinheiro na bolsa. E eu meio incrédulo… É?!. “Sim compro na baixa vendo na alta…”.Até aí “morreu o Neves”. E a novidade (pra mim): o cara vendia ações que não tinha; algo com opção de recompra.
Mas recompra de que? Fui salvo. Parentes chegaram e a conversa derivou para outras plagas.
Bem, como não passei atestado lá para pouco mais de dúzia de pessoas, resolvi passar aqui, para algumas dúzias de milhares. Por favor, alguém traga a luz e me convença que isto não é especular e que isto não piora o estado das coisas.
Quase esqueço, minha sobrinha passou aqui ontem vinda da praia e disse que a criatura, o tal das “aplicações”, passava os dias enfrente a dois(2) notebooks, operando como se estivesse frente ao tabuleiro de xadrez jogando com pretas e brancas. O cara leva as últimas à ”lei de Gerson”.
“Você acha que para quem vem investir a longo prazo no país, interessa a volatilidade do câmbio?”
” Finalmente, capital volátil nunca foi garantia de aumento do investimento em nenhum país.”
Investimento de longo prazo não é sinonimo de investimento sem liquidez. Um investimento de curto prazo po de se tornar de longo prazo e vice-versa
“Controles devem incidir principalmente sobre entradas para carteira [renda fixa e ações],”
Ah é, e pq? Quanto geram as operações na Bovespa, BMF e DTVMs? Qts empregos há diretamente ligados a esta instituiçoes? Ele prefere ADRs e emissão de dívida externa? Já sei, ele é um saudosista, gostava mesmo do esqueminha BVRJ e tal.
“Eu proponho controles de saída razoavelmente drásticos com relação ao capital de residentes, como foi da tradição brasileira…”
pois é, um saudosista.
Novamente, qual o motivo?
quais as evidencias ele tem para apresentar de que isso é bom?
Caro Nassif
Quando podemos identificar os investidores dos especuladores?! As noticias geralmetne comentam de fuga de investidores. Tenho cá minhas dúvidas sobre o que está ocorrendo.
Saudações
Avelino
Nassif,
e a historinha que não podemos crecer mais que 3% ao ano pois o inflação seria da epoca do Sarney? Estamos a 5% e não vi isto acontecer…. Juros X crecimento, porque não falam mais no tal do PIB potencial?
Prezado Nassif,
Não sou economista e não tenho embasamento teórico para debater em profundidade com seus leitores mais capacitados. O meu sentimento, entretanto, é de que ter controle de entrada e saída de capitais é uma questão de bom senso, evitando estas constantes oscilações de taxa cambial que nós empresários enfrentamos no Brasil.
Conheço e lido com empresas que têm boas gestões, fabricam produtos de qualidade, investiram em modernização de seus parques produtivos e, no entanto, tiveram resultados pífios em 2008 pela valorização do real desde o final de 2007.
Não há eficiência, competência, qualidade, volume de produção que aguente preços de venda desfavoráveis. E neste mundo globalizado, os preços internacionais servem de balizamento para muitos dos preços internos.
A taxa de câmbio é um parâmetro tão importante em nossas vidas que é inaceitável que ela possa variar tanto e de forma tão imprevisível. Especialmente, quando quem mais se beneficia destas flutuações são os que passam mais longe dos setores produtivos.
Ao anarquista : o qu ejustifica juros pagos tão favoráveis, oferecidos por um governo à banca, é a certeza de que não há banca que aceite títulos de validade duvidosa com lucro(risco) baixo. Espera prá ver a evolução do quadro eleitoral e , num rompante , a HH surgir como favorita.Ao Rob SP : É certo que … o inferno da recessão, do desemprego, E ESQUECESTE DA INFLAÇÃO ?
Veja: o governo baixou a aliquota do IPI, os carros cairam de preço. Vendeu-se o estoque, certo ? mas a fábrica precisa continuar… Então , 1º demite um pouco prá se ajustar, OK ?!
2º mede-se os novos níveis de produção necessária a atender o mercado comprador. Daí , apura-se o CUSTO da fábrica e divide-se por essa capacidade de vendas. Resultado ? Aumento no valor unitário do produto final. É isso o que as revendas já estão fazendo. Se não há quem compre, tem que ganhar o suficiente em cima de poucas vendas.
Sempre foi assim a economia de mercado, é isso mesmo ?
LN, poderia coletar dados dos seus arquivos/fontes para nós, por favor ?
1) quanto o bradesco tem em títulos do governo ? central + tesouro + tudo ?
2) quanto é o valor da carteira de empréstimos + financiamento do Bradesco ?
3) Prematuramente, quanto o Bradesco lucrou em 2008 estimado ?
Já escutei entrevista do Sr. Cipriano na qual ele disse que o banco é uma das instituições de melhor fomento social. Argumentou, com razão, que emprega XXX mihares de pessoas e que tem lucro de R$ ?? Bi, entretanto, se demitisse todos os funcionários e formasse um pequeno escritório com 5 ou 10 pessoas e comprasse com o capital + patrimonio do banco , somente titulos do governo , o Banco teria maior ganho.
Triste verdade !! Afinal , MC não tem culpa do governo gastar demais e ter que pedir emprestado
Luis Nassif
Eu tenho feito o meu esforço para demonstrar que o Banco Central no Brasil (E talvez em qualquer país sério do mundo) não é autônomo. São muitos os meus escritos nesse sentido. Sou blogueiro diletante. Faço isso pelo prazer, pois redigir para mim é um exercício de aprendizado e aprender, dá-me prazer. E também por pretensão. Há uma só coisa que eu penso saber mais que quase todo mundo: sobre tributação e uma que penso saber menos que quase todo mundo: sobre música. Os outros assuntos sei pelo interesse que me despertaram nos meus 54 anos de vida.
Disse que outra razão para ser blogueiro foi a minha pretensão. Pretensão que foi alimentada no início das minhas incursões pelos blogs, pois quando comecei a fazer comentários nos blogs, em 2006 (talvez anteriormente tenha feito algum comentário ou no Observatório da Imprensa ou no Jornal de Debates), um dos primeiros comentários teve uma repercussão muito grande, açulando meu apetite (Talvez a expressão “açulando o apetite” foi utilizada aproveitando o momento da Guerra de Gaza, pois tem como origem aquela historieta em que se diz que o judeu se justifica: “Que cão bravo é esse que quando a gente dá um pontapé ele late e volta-se querendo morder”). Pois bem, em um dos meus primeiros comentários, critiquei um artigo de um jornalista em que ele elogiava o FHC e dizia que o Cláudio Lembo tinha inveja de FHC, porque FHC havia derrotado Lembo em 1978. Como o jornalista não estava sendo fatual, censurei-o por isso. No outro dia quando voltei ao blog dele, o texto tinha desaparecido. Por sorte tinha feito cópia e pude comprovar o que ocorrera. A partir dai achei que os meus escritos eram capazes de mudar alguma coisa. Parece, entretanto, que aquilo foi isca para viciar o jogador, pois nunca mais ocorreu algo semelhante. E o meu Windows 98 fica cada vez mais lento e eu me sinto cada vez mais cansado. Mas a pretensão de que aqui ou ali eu sei de alguma coisa que está sendo omitida e que pode ser útil para a compreensão do problema continua a acalentar-me os comentários.
Eles são, entretanto, sofridos. E não são retilíneos nem concisos. E outrora acreditava que minhas idéias eram inovadoras até descobrir que um, dois ou mais séculos antes alguém já dissera coisa igual ou parecida. E minhas idéias são escassas, dai gostar muito da anedota de que Einstein em visita ao Brasil fora ciceroneado por Autregésilo de Athayde e observando que o acadêmico anotava a todo momento alguma coisa, perguntou-o o que ele fazia com aquelas anotações. Austregésilo respondeu que anotava toda idéia que ocorria a ele para não esquecê-la e perguntou se Einstein não fazia algo semelhante. Einstein respondeu que na vida só tivera uma idéia.
Com as dificuldades inerentes a escrever que carrego, cada vez mais freqüentemente faço cópias dos meus escritos difundidos na blogosfera. Ao trazer eles aqui para o seu blog espero que eles não sejam por isso censurados, pois para mim isso seria o fim do mundo.
Deixo então indicado o endereço de alguns comentários em que eu tento demonstrar que o Banco Central não é autônomo.
Fiz um comentário para texto de Rolf Kuntz, com o título de “A fascinante história da meta única porém múltipla” de 03/07/2007 e que saiu no Observatório da Imprensa identificado por ISSN 1519-7670 – Ano 13 – nº 440 – 3/7/2007 (Nota-se que o texto é de meados de 2007) e encontrado em:
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=440IMQ001
Nove meses depois enviei 10 comentários para outro texto de Rolf Kuntz intitulado “Os juros, a inflação e o comício” de 22/04/2008, saído no Observatório da Imprensa de nº 482 e encontrado em:
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=482IMQ002
E mais recentemente enviei 9 comentários para o texto de Luiz Weis publicado em 15/09/2008 e com o título de “O fator esquecido na aprovação a Lula”. Esse texto saiu no Observatório de Imprensa, mas só consigo encontrá-lo pelo título ou pelo endereço transcrito a seguir:
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/blogs.asp?id=%7BA50C17BE-BB79-45F2-ADC4-A1EEE195C093%7D&id_blog=3
E há muitos comentários dispersos que inseri no seu site praticamente durante todo o ano de 2008. Um ponto de encontro de alguns argumentos que eu coligi se encontra junto ao texto de Andre Araujo no na aba de economia com o título de “O modelo de metas de inflação” de 03/08/2008 às 07:59. Nos comentários que enviei há mais minha visão crítica do Regime de Metas de Inflação. Para encontrar esse texto há que ir no endereço antigo do blog do Luis Nassif, na aba de economia e procurar o texto no histórico para o mês de agosto.
Não sou economista, mas aventuro em dizer que a inflação é um fenômeno político e não econômico. Em resumo esse é o cerne de minha argumentação para demonstrar a submissão dos técnicos do Banco Central aos desejos do político. A proeminência dos economistas nessa seara se deve ao fato de um dos métodos mais eficazes de combate a inflação, o aumento da taxa de juro, ser um método econômico, mas a inflação só tem repercussão política.
Procure em um artigo ou livro de economista que melhor entenda de inflação todo o arrazoado dele mostrando os malefícios do processo inflacionário. Depois solicite a um economista com bom conhecimento dos fundamentos econômicos para rebater com argumentos consistentes e lógicos as teses dos malefícios econômicos da inflação. Tem-se material igual ou superior ao do primeiro economista.
A idéia de autonomia do Banco Central só cabe na cabeça dos que acreditam que os técnicos são mais competentes do que os políticos. Se isso fosse realidade, os técnicos dominariam os políticos. Até hoje, na história da humanidade o mundo político é que comanda o mundo técnico.
A recessão é sempre uma possibilidade. O Banco Central, com uma taxa de Selic de 13%, possui, entretanto, uma margem de manobra que não existe em nenhuma economia no mundo. Eles teriam que ser muito incompetentes para não serem capazes de reverter o processo. É uma situação mil vezes melhor que a americana que não pode mais reduzir o juro ou a do Japão na década de 90. Não sou economista, mas penso que o temor que você as vezes manifesta e criticas que também estão presentes na maioria dos comentários são totalmente infundados. O momento atual é de incerteza para um segmento expressivo da economia e ao mesmo tempo verifica-se que há muita coisa funcionando. A sociedade sabe que nesse ano de 2009 haverá gastos do governo da ordem de 40% do PIB. Muitos vão agradecer que tenhamos aqui no Brasil esse nível de gastos. Eu não reduziria os juros esse mês, esperaria para a próxima reunião. Essa é uma opinião de leigo que reconhece que o Banco Central possui muito mais instrumentos para adotar a decisão correta.
Não creio acertada a adoção do câmbio flutuante no Brasil. Não vejo, entretanto, discussão sobre esse assunto na quantidade e qualidade que se seria desejável. Sei que é difícil para o governo Lula mudar o modelo. A solução é esperar a volta da CPMF que reduzia o fluxo de entrada e saída de dólar da economia e torcer para que, por vias tortas, se consiga, ainda que vagarosamente, criar mecanismos que aproximem a taxa de câmbio de um modelo mais arrastado e ao memo tempo mais previsível, mais próprio para um país de moeda fraca como o Brasil.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 08/01/2009
Marcos Doniseti,
Para mim, o Banco Central não deveria mover-se muito nesse primeiro trimestre de 2009. Há muito incerteza. De todo modo, como a taxa está bastante alta não creio que se possa dizer que houve mexida se o Banco Central reduzir a taxa em até 1 ponto percentual.
É uma pena o Brasil não contar com a CPMF nesse período, pois ela era um excelente indicador da situação econômica. É bem verdade que ela criava um pouco de resistência ao consumo. Numa situação normal em que se adota uma política desenvolvimentista puxada pelo mercado externo essa restrição ao consumo até que era boa. Agora não tanto, mas, se ela ainda estivesse presente no ordenamento tributário brasileiro, o governo poderia abaixar a alíquota para incentivar o consumo e ao mesmo tempo iria observando semanalmente como a economia brasileira estava se movimentando.
Vamos ver se, mais à frente, as pessoas mais interessadas no sucesso do Brasil conseguem trazê-la de volta.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 08/01/2009
Aqui do Alto Xingu, os índios lamentam que o blog não abriu um espaço especial para o INUSITADO “bate-boca” entre o Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o Presidente da FEBRABAN, que não apenas pediu a redução da Selic como também defendeu que isso fosse providenciado em reunião antecipada. Não sei se o blog está perdendo o foco, com muitas matérias secundárias sendo priorizadas, em detrimento de um assunto de tão capital importância quanto a renitência do BC em reduzir a Selic, agora criticada pelo representante dos próprios banqueiros. BC brasileiro: mais realista que o Rei!!!
Por favor,
juros Selic 7,75% a.a.
E pode acreditar, não sai ninguém do país.
Estão destruindo a conta fiscal dando redução de impostos como banana ao invés de reduzir os maiores juros do planeta.
Parem de dar dinheiro para banco.
Lula, seus melhores aliados são: trabalhadores e emopresários.
Empresários…
eu quis dizer…
Veja essa notícia, Nassif:
Palácio do Planalto e Fazenda defendem corte agressivo dos juros para manter economia aquecida
Publicado em: Correio Braziliense
Por: Vicente Nunes
O governo já admite, em discussões internas, que o Brasil não está mais lidando com um processo de desaceleração da economia, mas com riscos concretos de recessão, que pode se estender até o fim do primeiro semestre deste ano, provocando uma onda de desemprego. Por isso, conforme se diz no Ministério da Fazenda e no Palácio do Planalto, o Banco Central terá de ser mais agressivo no corte da taxa básica de juros (Selic), que começará neste mês, mais precisamente nos dias 20 e 21, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne.
Para assessores do ministro Guido Mantega e de auxiliares do presidente Lula, uma redução de 0,5 ponto percentual agora, como estima o mercado, tornou-se piso. “É daí para mais. Esperamos que o BC não seja mais realista do que o rei”, frisou um técnico da Fazenda, assinalando que a retração do Produto Interno Bruto (PIB) no último trimestre de 2008 ficou entre 1% e 1,2%. “O que nos assusta é que novas quedas estão previstas para os dois primeiros trimestres deste ano”, emendou.
A avaliação dentro do governo é de que o conservadorismo exagerado do BC pode levar à confirmação do cenário mais pessimista traçado pelos analistas, de expansão entre 1% e 2% do PIB em 2009, o que será um tombo considerável, se for levado em conta que o crescimento do ano passado ficou próximo de 5,5%. O novo quadro vislumbrado pelo governo se consolidou depois da queda de 8% da indústria no acumulado entre outubro e em novembro e da certeza de que em dezembro, janeiro e fevereiro não será muito diferente.
“Tudo indica que a retração da atividade industrial continuará e vai nos dar muita dor de cabeça. Sendo assim, temos de virar o jogo o mais rapidamente possível, e isso passa pela redução mais forte dos juros”, disse um assessor palaciano. “O ideal seria um corte de até dois pontos nas três primeiras reuniões do ano do Copom”, frisou. Só assim, acredita parte da equipe econômica, se conseguirá reverter o pessimismo para que empresários e consumidores voltem a produzir e a comprar, tornando mais factível a meta de crescimento de 4% fixada pelo presidente Lula.
Virar o jogo
Na Fazenda, auxiliares de Mantega dizem que as medidas de estímulo à economia já anunciadas pelo governo, como o corte de impostos, darão uma boa contribuição para evitar o pior. Mas falta agora o BC entrar no jogo e se “engajar de verdade” na preservação do crescimento, decisão que será facilitada pela forte queda da inflação. “Na minha opinião, está na hora de o BC virar o jogo e mudar o padrão de atuação. A situação atual é inédita. Se nada mais agressivo for feito na política de juros, são grandes as chances de o Brasil crescer entre 0,5% e 1% neste ano”, assinalou Vitória Saddi, economista para a América Latina da RGE Monitor, consultoria do prestigiado Nouriel Roubini, que previu, com antecedência, o estouro da bolha imobiliária dos Estados Unidos e todo o estrago que isso provocaria.
Para Luís Otávio de Souza Leal, economista-chefe do Banco ABC Brasil, com “a inflação em baixa e a atividade surpreendentemente em queda”, o custo econômico e político de o BC errar ao não cortar rapidamente os juros será muito maior do que depois corrigir os excessos de uma Selic mais baixa. Segundo o economista-chefe da SLW Asset Management, Carlos Thadeu Filho, com a atividade econômica indo para o buraco, há riscos de a inflação ficar abaixo do centro da meta perseguida pelo BC, de 4,5%.
http://desempregozero.org/2009/01/08/hora-de-evitar-a-recessao/
Já esta mais q na hora de Lula deixar esta politica turbinada de FHC, e lançar uma nova politica economica, turbinar as coisas boas tudo bem, mas esta politica de juros esta mais p aberração, sabemos q a dívida é muito grande e com juros baixos poderia haver uma corrida p a venda de titulos ou falta de interesse nestes, mas pode até ser bom, o proprio gov compraria estes titulos a menor preço, basta vender um pouco dos dolares em carteira já q não rendem nada mesmo, ou vende titulos só no mercado internacional, trazendo um pouco mais de Dolar, já q a tendéncia deste é com o tempo desvalorizar frente ao Real, quando isto acontecer comprasse os titulos novamente. Nassif, estou delirando ou é uma saida p os juros altos.
Creio que em função de mais oportunidade perdida pelo COPOM, a economia está dando um mergulho em direção ao inferno da recessão e do desemprego.
Nem mais o impossível e o inimaginável será suficiente. Será necessário medidas drásticas para salvar o crescimento e milhões de empregos.
Creio que o Governo do Presidente Lula precisa ter os nomes para uma eventual e necessária e rápida substituição dos membros do COPOM.
Talvez apenas isso possa salvar o Brasil do inferno da Recessão e do desemprego.
É claro, que sempre devemos estar atentos a inflação, mas a ruptura nas relações econômicas foi muito maior do que se esperava, e risco de uma enorme recessão é muito maior que qualquer risco de inflação.
Não hámais espaço para ações ousadas, esse tempo já passou, está na hora de medidas drásticas.
A decisão é política, só o LULA pode tomá-la.
O interessante, e aqui vai uma reflexão louca – quase alucinada, é que quando tento entender a motivação final de toda esta loucura, lá no fundo, fundo mesmo, aqueles pensamentos que a gente nem quer pensar que pode ter, me vem à mente :
O que falta a esta nação é amadurecimento para encarar o seu próprio destino, doa a quem doer, seja ela qual for.
O duro é o projeto de nação que vamos instituir. Falta projeto e falta mais coisa, dai vem a impotência.
Minha contribuição: Penso que uma estrutura matemática possa dar mais confiança ao projeto, na medida que não deixe ele ser ingovernável, ininteligível e desconectado em suas partes.
Se não tentar, depois vão se arrepender.
Roberto São Paulo,
Não vejo razão para tanta preocupação. A incerteza que existe no mercado é se o processo de paralisação de economia continua nos altos níveis em que se encontra ou se a economia voltará aos trilhos normais a partir do 2º trimestre de 2009. A queda na produção informada agora não é nenhuma surpresa. Está dentro do que se viu nos meses de novembro e dezembro. Outros setores não sofreram tanto. Só em março saberemos o que ocorreu com o PIB no 4º trimestre. Poderemos ter um crescimento do PIB no 4º trimestre em relação ao 4º trimestre do ano anterior perto de 0%. Essa situação é um desastre, mas é um desastre com aparência de passageiro.
De todo modo o que ocorreu não foi por culpa do Banco Central. Para as pessoas que criticam o Banco Central peça a elas que informem desde quando o Banco Central esteve errado e que cenário se construiria a partir daquele momento em que o Banco Central erra até o instante da crise de outubro e nos seis meses que se seguirão ao mês de outubro. Peça para apresentar o cenário com indicadores: a) PIB, b) relação dívida /PIB, c)exportações/PIB, d) saldo na balança comercial, e)taxa de juros, f) taxa de câmbio, g) reservas e h) inflação no período. Faça uma comparação entre o cenário do crítico do Banco Central e o cenário real que nós convivemos. Com atenção você vai verificar que ninguém será capaz de construir um cenário melhor do que o atual (Salvo se se tiver a coragem de se propor um cenário com inflação elevada e, portanto, com os índices de popularidade de Lula lá no chão). Eu sou a favor de índices de inflação mais elevados (algo em torno de 20 a 40% ao ano), mas torço para Lula manter elevado os índices de popularidade dele.
E outra coisa, onde eu referi Banco Central deve-se entender governo Lula, pois como volto a insistir, o Banco Central só é autônomo para os cabeças de planilhas que não entendem nada de política, e se acham o supra-sumo da tecnicidade ou tecnocracia ou qualquer coisa que o valha.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 08/01/2009
Creio que os dados estão demonstrando uma redução de atividade muito maior do que se esperava, o que obriga a tomar decisões sem esperar que o quadro fique claro, na medida que dos dados completos da situação só teremos no segundo trimestre de 2009, quando já será muto tarde.
A situação exige que seja tomada decisões com umaa visão opaca.
Mas é preciso ter claro que em um quadro de recessão internacional caso a recessão se instale no Brasil dificlmente conseguiremos uma recuperação rápida da economia, mesmo recorrendo a medidas drásticas.
O tempo de medidas drásticas e preventiva é agora, caso ocorra qualquer excesso que provoque uma inflação no Brasil, a recessão na economia internaciona ajudará a fazer a correção necessária da demanda e conter a inflação.
Não há o que temer, no quadro atual de recessão internacional, não haverá dificuldade nenhuma em fazer correções se ela se fizerem necessárias, o que pouco provável.
Além da queda da demanda está correndo uma forte queda da renda, em função de estar havendo uma queda dos preços em reais apesar da forte valorização do câmbio.
O Preço da nafta despencou em reais, um importante insimo da indústria, e assim será com vários produtos agrícolas e insumos industrias.
Nassif:
Acho um tremendo desperdicio de recursos publico, o governo brasileiro manter uma diretoria do banco central, bastaria apenas um presidente, para que reunir tantas pessoas insensiveis aos problemas do país, quando na verdade elas estão defendendo os ganhos exorbitantes dos expeculadores. Não adianta nada sociedade, os empresarios, economistas renomados e o proprio governo espernear sobre as taxas de juros praticadas pelo bc, pois esses diretores, que recebem gordos salarios para trabalhar contra os interesses do país, se eles forem demitidos, no outro dia estarão empregados em outros bancos, e estarão expeculando da mesma forma, a unica solução é o presidente lula destituir toda a cupula do bc, e nomear outra composta por representantes dos ministerios: da fazenda, planejamento, trabalho, representante patronal das federações: da industria, comercio, agricultura, dos bancos e economista da sociedade civil, creio que assim cortariamos o cordão umbilical que une a atual diretoria do bc, com o mercado financeiro e especulativo, com uma diretoria ampla da sociedade, as decisões e resultados seriam de interesse do país, consequentemente de toda a população, diferentemente o que acontece hoje.
Do IBGE
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1300&id_pagina=1
IPCA de dezembro fica em 0,28% e fecha 2008 em 5,90%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de dezembro de 2008 teve variação de 0,28%, 0,08 ponto percentual abaixo da taxa de novembro (0,36%) e 0,46 ponto percentual abaixo do índice de dezembro de 2007 (0,74%). Com isso, o IPCA do ano de 2008 ficou em 5,90%, maior resultado desde 2004 (7,60%) e 1,44 ponto percentual acima da taxa de 2007 (4,46%). Assim como havia ocorrido em 2007, o IPCA de 2008 foi influenciado principalmente pela alta dos alimentos.
Cidadão Brasileiro,
O presidente do Banco Central é só para inglês ver. Seja brasileiro e não dê importância para ele. O que conta no Banco Central são seus diretores. Eles são meros assessores do Presidente da República e ficam acompanhando a economia para decidir qual é a taxa de juro. A taxa de juro é um instrumento importante de política econômica e é o mecanismo mais fácil de se combater a inflação. O presidente com seus assessores políticos tem interesse em manter uma taxa de inflação baixa para que a popularidade dele não caia. É uma questão política e não econômica.
Os economistas cismaram que a inflação não pode ser alta e sabem que nessa área de taxa de juro há um pouco de matemática (o aumento da quantidade de moeda em um determinado ano é passado para a inflação nos próximos 5 anos – Pesquisa de economistas portugueses que o Delfim Netto nos informou no Valor Econômico em 2002) e estatística e assim eles podem se especializar e vangloriar-se de conhecimento que ninguém mais sabe.
Na antigüidade e na idade média e até o início do Séc. XX, combatiam-se os processos inflacionários com mais impostos e quem ocupava cargos importantes na área de finanças públicas eram os advogados, pois eles sabiam lidar melhor com a imposição tributária. Depois que houve a centralização dos Bancos Centrais e como é muito difícil aumentar os impostos, embora do início do Séc. XX para esse início do Séc. XXI, a carga tributária tenha saído de 10% para 35%, os economistas passaram a se constituir na grande esperança do chefe de executivo de se ter taxas de inflação baixas com índices de crescimento suficiente para assegurar ao chefe do executivo bons índices de popularidade.
Talvez você esteja fazendo sua análise pensando ser semelhante a época de FHC com a época de Lula. Foram épocas diferentes. Embora FHC tenha sido professor de História do Pensamento Econômico, ele tem grande dificuldade com os números e tem medo dos economistas e assim se afastou completamente do Banco Central só pedindo que não deixassem a popularidade dele cair com aumento da inflação. No primeiro mandato dele quem mandava, seja como diretor, seja como presidente, era o Gustavo Franco. No segundo mandato, Armino Fraga com as boas reações dele com os financistas americanos e sem limites (Em 1999 ele elevou a Selic para 45% e em 2002 com o dólar subindo nas alturas ele ficou só olhando, pois sabia que inflação no governo dos outros não dói, foi por isso que o Delfim Netto fez o artigo sobre o efeito prolongado na inflação do aumento da base monetária) comandou o Banco Central impondo essa figura tacanha do Regime de Metas. A realidade de Lula é outra. Ele não sabe nada de economia, mas não tem medo de economista e escuta seus conselheiros e assessores. E a crise atual é distinta daquelas que ocorreram no período de FHC.
Roberto São Paulo,
A redução da atividade não está sendo maior do que a esperada. Parece que quando o John Snow (ele substitui o Paul O’Neil que teve que demitir-se por considerar errado a redução de impostos desejada por Bush) era secretário do Tesouro dos Estados Unidos ele rebateu a idéia dos críticos de que os Estados Unidos estavam em recessão alegando que as duas locomotivas da economia americana eram a construção civil e veículos e como esses setores estavam pujantes não havia porque falar em recessão. No Brasil a situação só não é semelhante aos Estados Unidos (e seria pior, pois a indústria tem muito mais participação no Brasil do que nos Estados Unidos) porque as commodities são bem mais relevantes para a economia brasileira do que para os Estados Unidos, apesar de eles serem maiores produtores de commodities do que o Brasil. Mas esses dois setores sofreram um baque forte e portanto qualquer análise conseguiria prever o tamanho da crise.
O que você deve ficar atento é com o câmbio, pois é ele que terá condições de relançar a economia brasileira. Se ele se mantiver acima de 2,20 e havendo a recuperação como já ocorre das commodities agrícolas a situação brasileira será a melhor possível. Para que as commodities relancem a economia brasileira é necessário que haja excedente e portanto o consumo interno não pode aumentar muito. Você só faz isso com aumento dos impostos e aumento do juro ou reduzindo os gastos públicos. Aumentar o juro ou deixá-lo elevado como está é a maneira mais fácil.
Outra solução é fazer a opção pelo mercado interno. Eu só recomedaria essa opção daqui a uns vinte anos, se a economia brasileira possuir um PIB em torno de U$ 6 trilhões. Se o Brasil adotar essa política agora, ele vai cair na esparrela do governo FHC. A todo momento teremos crise na balança de pagamentos (Lembre-se que só em 2007 nós produzimos mais veículos do que o pico de 1997).
Clever Mendes de Oliveira
BH, 09/01/2009
Creio que a Política do Governo do Presidente Lula é de dar autonomia ao Banco Central, é isto que vem fazendo, mas a crise e o comportamento dos membros do COPOM podem levar o Governo do Presidente Lula a tomar medidas drásticas para impedir a recessão e o desemprego, retirando a Autonomia concedida ao Banco Central e unificar a Política Econômica.
Não há tempo para o debate econômico e a correção na Política Monetária precisa ser feita de maneira rápida, o restante da Política econômica está muito bem até agora.
Não creio que transformar o país numa plataforma de exportação seja o melhor caminho para o desenvolvimento econômico e social nem para o Brasil, nem para qualquer país.
O que precisamos fazer é ajustar nossas exportações as necessidade de financiamento da Balança de Pagamentos. O aumento da produção de petróleo e do biodiesel deve facilitar esta tarefa a partir de 2011.
O fundamental é realizar a distribuição de renda via aumentos do salário mínimo, da ampliação das políticas socias, e da melhoria da gestão e dos serviços públicos.
Creio que a queda de atividade ecconômica no Brasil está sendo muito maior do que se imaginava, pois além da forte queda da liquidez e da queda da demanda externa, ainda está havendo uma forte queda de confiança dos consumidores no Brasil, mesmo o desemprego ainda não ter se instalado de fato, nem ter ocorrido qualquer alteração na renda dos consumidores
O erro do COPOM está sendo em não aproveitar a forte queda da atividade econômica no Brasil e a forte queda dos juros internacionais para derrubar os juros da Selic e viabilizar as medidas anti-cíclicas necessárias para a recuperação da atividade econômica.
O que o COPOM está fazendo ao manter elevadíssimos os juros da Selic está contribuindo determinantemente para continuidade da forte queda da atividade econômica no Brasil, abrindo as portas do inferno da recessão e do desemprego.
Roberto São Paulo,
Na minha opinião você se deixou cegar por um longo tempo de informações equivocadas. Veja por exemplo esse excerto de texto de Luis Nassif publicado na Folha de São Paulo de 07/05/2004, pág. B-3, com o título de “O fim das utopias”. Diz Luis Nassif, cujos escritos não podem ser jamais colocados no mesmo grupo dos jornalistas e jornais da nossa elite econômica, predadora e oportunista: “A primeira constatação que importa é que o tempo econômico e político de Lula se esgotou. No ano passado, houve enorme efervescência quando se percebeu que havia um governo que ouvia. Hoje há consenso de que o governo só ouve, mas não escuta nem age. E não é nem questão de querer: é de não saber.”
E continua Luis Nassif no segundo parágrafo: “Até alguns meses atrás, havia espaço para a redução acelerada das taxas de juros e a manutenção do câmbio em níveis que livrassem o país dos impactos das crises internacionais. Agora já se entrou na rota da crise, e esse espaço acabou. Se tiver de aumentar as taxas, será em cima de uma base extremamente elevada, aumentando a vulnerabilidade da economia. Sem reduzir os juros, é aguardar que o crescimento da dívida gere a crise que resolva pela via rápida o impasse.”
Eu poderia continuar, pois o terceiro parágrafo é bastante mais rigoroso com o Banco Central. Se houver interesse em ler todo o texto pode ir no endereço: (http://cronicats.blogger.com.br/2004_05_01_archive.html)
Vou discutir alguns dos pontos do seu último comentário. Como costumo dizer, só os ingleses e os que se tomam por ingleses acham que o Henrique Meirelles é quem dita o comando sobre a taxa Selic. Você, nos seus últimos posts está-se tomando por inglês. Nenhum país sério dá autonomia para um Banco Central. FHC deu porque ele toma o mundo como se fosse segmentado: aqui é a arena política e eu sei negociar com os políticos manda-chuva, aqui é área do Banco Central e eu vou por alguém que entende disso. FHC, entretanto, nunca teve experiência de chefe de executivo e por isso fez aquele estrago todo no Brasil. Os tempos agora são outros. É preciso imaginar o Lula e seus assessores como um bando de incompetentes para achar que foi dada autonomia para o Banco Central. Como eu disse, só os jornalistas que se tomam por ingleses é que acham Lula incompetente. Veja os links no meu email para o João da Rocha onde fica fácil verificar como Lula manipula a mídia, fazendo-a divulgar que o Banco Central é autônomo, mas se a inflação cair os méritos cabem a Lula
Em relação às medidas drásticas a que você se refere, penso que só há que se falar nelas se um trabalho de prospecção verificar que o futuro tem esse colorido que você parece prevê. Eu creio que o futuro próximo está incerto, mas os primeiros indicadores: preços de commodities se estabilizando em níveis altos se se comparam com os preços de 3 a 4 anos atrás.
No seu terceiro ponto há a grande divergência entre a sua concepção de modelo econômico para o Brasil e a minha preferência pelo modelo exportador. Até 1983, eu defendia o modelo de crescimento via mercado interno. Quando o Brasil fez a maxidesvalorização e eu vi que o Brasil passou a crescer, chegando a uma taxa de 7,8% em 1985, eu mudei de opinião. Passei a preferi o modelo exportador. Só em 2003 nós voltamos a trilhar com persistência o mesmo caminho. Alteramos a rota em 2007 por sorte ou porque o presidente Lula foi avisado que haveria uma crise como nunca houvera outra igual e ela seria mais bem enfrentada se o país afastasse um pouco do viés exportador. E por sorte, o Presidente que adotou o modelo exportador, é um presidente preocupado com a vasta gama dos excluídos na população brasileira.
Excetuando os países da cortina de ferro, que acabaram, no mundo todo só cresceram com continuidade os países que adotaram o viés exportador. Japão, Alemanha, os Tigres Asiáticos. Mesmo os Estados Unidos apresentavam, no Séc. XIX, um viés exportador, e para voltarem-se para o mercado interno eles tiveram que dar o calote nos financistas europeus. Nossa opção pelo mercado interno deve ficar para daqui a vinte anos.
A distribuição de renda deve ser feita, mas não adianta acelerar o processo. O aumento do salário mínimo no início do plano real fortaleceu o viés de mercado interno que se instalou na economia e nos levou a sucessivas crises no Balanço de Pagamentos.
A queda é setorizada. Procure uns três ou quatros grupos de supermercados de perifería, com bazar pequeno, e que estejam na faixa de faturamento de cerca de 1 bilhão de reais no ano. Obtenha dados sobre o faturamento mensal durante o ano. Você verá que não houve alteração na curva de crescimento. Nas medidas do PIB que virão nos próximos meses talvez além da indústria teremos problemas nas taxas de investimento do setor privado. Com cuidado e sem pressa poderemos enfrentar esses problemas.
Se o governo Lula fizer a opção por crescer puxado pelo mercado interno, eu concordo com você que não é necessário manter a taxa Selic tão alta. Mas se a opção for incentivar o mercado interno via o setor exportador, e as condições da taxa de câmbio são extremamente favoráveis, o governo não pode deixar a taxa de juro cair, mas evitando que o real se valorize.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 08/01/2009
Creio que o que ocorreu é que até maio de 2006 o Ministro da Fazenda estava alinhado com o Presidente do Banco Central do Brasil.
A partir da posse do Ministro Guido Mantega na Fazenda, houve a ruptura desse alinhamento que persiste até hoje, onde ficou claro a Autonomia concedida ao Banco Central pelo Governo do Presidente Lula.
Nos EUA tem um Banco Central Indepedente, Na Inglaterra e Na Zona do Euro também, neste lugares há um gestor da Polítca Monetária e um outro gestor para o restante da Política Econômica.
Agora pressões políticas faz parte vida de qualquer gestor.
Eu sei que a maioria dos países prefere o modelo de plataforma de exportação para alavancar o desenvolvimento. Só que considero o modelo do desenvolvimento do mercado interno muito melhor.
O Japão tem uma das melhores distribuição de renda do mundo, usou o modelo de plataforma de exportação para alavancar o crescimento, mas não significa que não havia outras opções.
A queda está se dando em importantes setores da economia, dados do IBGE indicam que a queda foi generalizada.
A queda das vendas de bens duráveis e do investimento em bens de capital e a queda da demanda externa, ainda não se refletiram no emprego, caso o COPOM não reduza os juros da selic, certamente isto vai acontecer.
A queda do emprego além de diminuir a renda, afeta muito a confiança dos consumidores.
O que está ocorrendo agora é uma forte e brusca desaceleração nas vendas interna e externa, isto provoca uma queda muito maior na produção para ajustar os estoques, o setor de mineração, fundição e laminados e de produção de automóveis literalmente paralizaram a produção, outros setores reduziram as contratações e reduziram as horas extras.
Luis Nassi,
Fiz referência a este post “o Guardião da Moeda” em comentário enviado hoje, 02/06/2009 às 23:49, para o post “As grande profecias” de 01/06/2009 às 14:23 de autoria de Wedem aqui no seu blog.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 02/06/2009