A república do grampo
Do Estadão
Quadrilha quebrava sigilo para espionar
Policiais e funcionários de operadoras rastrearam políticos
Bruno Tavares e Marcelo Godoy
Centenas de pessoas, entre elas políticos e empresários, tiveram os sigilos telefônico, bancário e fiscal quebrados ilegalmente por um esquema de espionagem do qual participavam policiais, executivos de empresas de telefonia, funcionários de bancos e pessoas ligadas à Receita Federal. Essa é a acusação dos promotores do Grupo de Atuação Especial e Controle Externo da Atividade Policial (Gecep) e do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic). Uma das vítimas foi o deputado federal José Aníbal, líder do PSDB na Câmara.
Comentário
Dois pontos relevantes:
1. Segundo a matéria, as investigações duraram quatro anos. Provavelmente contaram com sistemas prolongados de escuta. Comprova o que o mundo jurídico está careca de saber: para desmantelar quadrilhas e crime organizado, há a necessidade de um trabalho pertinaz, demorado.
2. Gilmar Mendes se insurgiu contra essa prática justamente na operação que visa condenar a pessoa que mais recorreu ao esquema clandestino de escutas, Daniel Dantas. Deixou de lado o óbvio, o de que o sistema de escutas ilegal é amplo e irrestrito, com inúmeros exemplos divulgados pela mídia, para concentrar seus ataques justamente na operação de escuta que tinha amparo legal.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: Dantas, grampo, Satiagraha

Gosto daqui porque algumas verdade aparecem. Como esta ¨Deixou de lado o óbvio, o de que o sistema de escutas ilegal é amplo e irrestrito,¨. Ou seja, é fácil e simples de fazer escuta. Entretando, no caso ABIN/Gilmar ninguém provou que nenhum agente ABIN estava envolvifo, mas provaram que mesmo se quissesse, pelos aparelhos atrasados e conhecimento que dispõe para isso, nunca poderia ter feito isso. Asim, como, o delegado não gravou tudo da ¨conversa essencial¨, no restaurante, não foi por não querer, mas por nem saber manipular um gravador.