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07/01/2009 - 11:07

Características da crise

Por orlando monteiro

Que tal esta entrevista como contribuição ao debate sobre como desenrolar o nó do desenvolvimento? Que tal Nassif, essa idéia de utilizar os fundos para alavancar como política de estado? Junto com o Pré-Sal dá liga boa, não dá? …”Dá pra fazer uma PAÌS”…!

Leia a seguir trechos da entrevista de Francisco de Oliveira à Carta Maior:

Carta Maior – A crise financeira atual repõe a centralidade do trabalho, ou seja, devolve à esquerda o sujeito histórico que ele acreditava ter se esfarelado na história?
Chico de Oliveira – Na verdade, não concordo que essa seja uma crise financeira; tampouco acho que a sua origem esteja nos mercados financeiros centrais. A meu ver estamos diante de uma crise da globalização do capital. Todas as outras também foram crises globais, claro, devido à centralidade do capitalismo norte-americano. Mas essa crise não floresce exatamente num ponto geográfico; à rigor, se formos localizá-la seria na incorporação da mais-valia gerada na China e na Índia nos últimos vinte anos; novidade esta que influenciou o conjunto da globalização capitalista e redundou no atual colapso; uma crise de realização do valor. O sintoma financeiro é sua manifestação mais evidente, mas não a sua essência.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15467

Comentário

Nesse sentido, é da mesma natureza das crises pré 1890 e das sucessivas crises que marcaram a primeira etapa de internacionalização do capital – que se encerra com a Primeira Grande Guerra.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia, História, Novo Modelo Tags:

37 comentários para “Características da crise”

  1. João Carlos disse:

    André Oliveira escreveu:
    “A crise está na incorporação da mais-valia gerada na China e na Índia nos últimos vinte anos??
    Desculpe mas ele viajou”

    Traduzindo do jargão marxista para um economês mais popular. O aumento de oferta de trabalhadores devido à incorporação das populações da Índia e da China à produção industrial, fenômeno também chamado Globalização, diminuiu os preços cobrados pelo Trabalho. Lembrem-se, se oferta aumenta sem um correspondente aumento de demanda, os preços caem.

    É uma análise interessante, pois considera que a crise foi gerada pela Globalização e que a crise é um fenômeno mais extenso do que uma crise financeira. É fato que os EUA transferiram boa parte da sua produção industrial para a Índia e China e que gerou uma desindustrialização do país. Nessa situação, não seria possível à população dos EUA manter os níveis de renda e de consumo nos patamares que existiam sem o surgimento de algum esquema financeiro trambiqueiro (os tais derivativos).

    Ao longo dos próximos anos e décadas teremos um longo debate sobre o que causou a atual crise e como o fenômeno se desenvolveu, mas temo que quando houver um consenso a China já será a maior potência e a hegemonia dos EUA terá sido relegada aos livros de História.

  2. Indio Tupi disse:

    Aqui do Alto Xingu, os índios lembram que os fundos de pensão são entidades de direito privado e seus dirigentes têm que prestar contas dos investimentos e da rentabilidade das respectivas aplicações aos seus associados, assim como à entidade patrocinadora e aos órgãos supervisores. Partidos políticos, sindicatos e sindicalistas não têm ingerência sobre a gestão dos fundos, mas apenas os associados, por meio de eleições e aprovação anual das contas, e a respectiva entidade patrocinadora, por meio de indicação de conselheiros. Evidentemente, nada impede que partidos políticos montem chapas para disputarem a direção de fundos de pensão. Mas, essa nunca foi uma prática aceita pelos associados, os quais, após contribuírem por décadas, desejam que o respectivo fundo acumule reservas suficientes para assegurar justa aposentadoria na velhice. É um direito trabalhista que vem do século XIX. Nada impede, no entanto, que os fundos de pensão venham a participar, desde que com total liberdade de avaliação dos projetos e de decisão, de projetos de investimento dentro de um Plano Estratégico de Investimento de um eventual governo brasileiro, mas isso dentro dos princípios de segurança, liquidez e rentabilidade — e não a fundo perdido. Mas, o prezado Chico de Oliveira deixou de enfocar o aspecto muito mais relevante para a transformação da economia brasileira em uma colméia de investimentos: o governo tem que restituir o Banco Central à sociedade civil retirando seu controle das garras do rentismo financeiro. Seria fácil: bastaria compor a diretoria com 10 representantes dos seguintes setores: agronegócio, índustria, comércio, setor financeiro público, setor financeiro de economia mista, setor financeiro privado, trabalhadores rurais, trabalhadores urbanos e dos dois maiores partidos políticos. Teríamos um Banco Central com representatividade social e, obviamente, com sensibilidade para as necessidades de investimento da economia brasileira e, portanto, para a redução das taxas de juros, essas sim, estratégicas para o sucesso de qualquer projeto brasileiro de envergadura. Estranhamente, esse tabu neoliberal — a autonomia do Banco Central — ficou de fora das preocupações do nosso Chico. Imperdoável!

  3. Ale AR disse:

    A crise atual tem sua origem simplesmente no abandono das moedas lastreadas, e na adoção do dólar como moeda de troca internacional. Os EUA decidiram então parar de trabalhar, mandar produzir tudo fora do país, e pagar com dinheiro falso. Esse dinheiro falso é acumulado pelos países produtores/ exportadores como se fosse ouro, o que não é. Além disso, foi permitido pelas autoridades que o fracionamento do sistema bancário extrapolasse todos os limites do bom senso, indo até 40X. A permanente injeção de dinheiro na economía (inflação) provocou a alta dos ativos de forma quase permanente (ações primeiro, e imóveis depois). Sobre esta lei da antigravidade econômica, os bancos montaram toda classe de esquemas piramidais, dando crédito irrestrito a pessoas e corporações, e ainda, graças a globalização, espalharam esses riscos pelo planeta afora. Ainda mais, todos os governos também fizeram isso internamente, imprimindo dinheiro falso para cobrir rombos previdenciários (outro gigantesco esquema piramidal, onde o dinheiro que entra serve para pagar as aposentadorias atuais, e não para gerar um fundo sustentável), para financiar guerras, e programas de estímulo. Jamais a solução vai ser imprimir mais dinheiro falso. Jamais a existência de grandes massas populacionais vai ser uma vantagem per se. É como se um pai de família, sem emprego e atolado em dívidas, visse como solução aos seus problemas aumentar o seu mercado de consumo, tendo mais filhos, pedir mais dinheiro emprestado, sair de férias e gastar tudo, criando a sensação na família de que a crise já passou. Ao voltar de férias, terá uma dívida ainda maior, gastos maiores, terá gasto o novo dinheiro emprestado em futilidades não produtivas, e ficará numa situação pior do que a anterior. Se isso faz sentido para uma pessoa, porque não faz sentido para um conjunto de pessoas, que é uma nação?

  4. arkx disse:

    Índio Tuoi,

    aqui da Serra da Mantiqueira, arkx sugere considerar os seguintes pontos sobre os fundos de pensão:

    - foram os fundos que bancaram grande parte das privatizações (junto com o BNDES) de FHC. apesar disto não tem o devido lugar na gestão das empresas, sendo o caso da telefonia o mais emblemático – com todas as ramificações desde Ricardo Sérgio até Daniel Dantas;

    - quando se escrever a história de como o PT descobriu o “mapa da mina”, se constatará que não foi exatamente com Delúbio no FAT, e sim quando os “companheiros” venceram eleições para a diretoria dos fundos de pensão;

    - fundos de pensão tem obrigações de longo prazo mas grande volume dos recursos são aplicados em ações, renda variável sujeita a risco não muito compatível com os objetivos do fundo. mas isto faz parte do “mapa da mina”’

    - fundos de pensão deveriam aplicar em títulos públicos com rentabilidade compatível com as obrigações do fundo, sendo que os títulos deveriam ser para financiar infraestrutura.

    - fundos de pensão deveriam participar diretamente da gestão das empresas que tem participação – e não apenas os cargos decorativos em conselhos.

    Índio Tupi está totalmente certo. de nada adianta qualquer iniciativa se a matriz de todas as mudanças não for feita, que vem a ser a retomada do BC.

    é ilusão que uma redução da Selic em 0,25%, ou mesmo de 0,50%, implicam em grande alteração na política monetária. mudanças no BC devem ser estruturais, na linha do sugerido pelo Índio Tupi.
    .

  5. Indio Tupi disse:

    Aqui do Alto Xingu, os índios ressaltam que a crise global decorre de excesso de investimento nos países emergentes, principalmente China, Índia, que gerou sobrecapacidade mundial de produção. A deflação e a estagnação ocorrem porque a demanda agregada mundial está anêmica; será crescente a taxa de desemprego e a compressão salarial será intensificada. Vários bancos centrais já estão com taxas de juros próximas a zero, colocando a economia mundial presa em três armadilhas: de liquidez, de deflação e de dívida: o banco central não pode mais estimular a economia, o consumo e o investimento se congelam e, com a queda do emprego, a demanda cai ainda mais. As esperanças repousam em políticas heterodoxas de expansão fiscal, de redução da tributação, resgate de instituições financeiras, de investidores e de tomadores. Se houve a criação de sobrecapacidade de produção, houve excesso de crédito; houve excesso de investimento. E, nesse festival de felicidade, ocorreram muitas bolhas especulativas. Foi a maior bolha de ativos e de crédito da história econômica. Agora, estamos no epicentro do maior aperto de crédito da história. As perdas do setor financeiro ficarão acima dos US$ 2 trilhões. O sistema financeiro mundial está praticamente paralizado e só funciona com injeções na veia por parte de muitos bancos centrais, que assumiram o papel de bancos comerciais e de tomador de papéis empresariais. Nesse contexto de restrição de crédito, em que a retração econômica se disseminará em nível mundial, provocando queda de cotações de matérias-primas e produtos primários — que respondem por 50% de nossas receitas de exportação –, sem mencionar os preços dos bens industriais, e retração dos mercados consumidores de produtos brasileiros, faltou ao nosso prezado Chico de Oliveira ter apontado quais setores da economia brasileira seriam alvo de investimentos, explicitando as razões, de onde proviriam os recursos — os fundos de pensão estão sujeitos a regras explicítitas de aplicação e rentabilidade — e de onde proviria a demanda para a absorção desses produtos.

  6. Caro João Carlos,

    Eu estou familiarizado com a teoria marxista e seus jargões e continuo achando que o Francisco Oliveira viajou.

  7. Alexandre Weber- Santos/S.P. disse:

    Quer ver o Brasil sair bacanão da crise.

  8. Jorge disse:

    muito interessante esse momento em que estamos vivendo, como se nota pelos comentarios aqui. Acho que ainda há possibilidade de um refluxo da globalização. Diante do avanço da produtividade, acho que seria preciso colocar em discussão a redução da jornada de trabalho e a criação de mais vagas e portanto mais consumidores (ativando assim a demanda). Quanto ao barateamento da força de trabalho creio que seja preciso a criação de sindicatos mundiais de trabalhadores e a expansão de movimentos de comércio justo (social e ecológico). De qualquer forma será preciso uma revolução cultural. Não sei se o mundo será capaz.

  9. arkx disse:

    Índio Tupi (desculpe-me pela grafia errada anteriormente)

    do alto da Serra da Mantiqueira parece-me bem claro tanto os setores alvo de investimentos quanto a origem dos recursos.

    - origem dos recursos: queda da Selic, remunerar o over com taxa real negativa e zerar o superávit primário.

    - investimentos:

    1. reforma agrária com alto conteúdo tecnológico (Embrapa, Senar, APLs);

    2. reforma urbana (urbanizar as favelas onde for possível, onde não for, construir bairros populares com alta qualidade de vida);

    3. incorporação do “empreendedorismo informal” (legalizar os milhares de pequenos negócios);

    4. reaparelhamento da saúde pública;

    5. reforma e criação de universidades e escolas técnicas;

    6. ampla e profunda reforma da infraestrutura de transportes;

    7. foco 1: água, alimentos, energias renováveis.

    8. foco 2: TI, petróleo, reaparelhamento militar (inclusive reativação da indústria bélica);
    .

  10. João Carlos disse:

    André Oliveira escreveu:

    “Caro João Carlos,

    Eu estou familiarizado com a teoria marxista e seus jargões e continuo achando que o Francisco Oliveira viajou.”

    Não sei o quanto ele “viajou”. Já havia lido sobre o aumento da oferta do Fator Trabalho bem antes da crise aparecer. Parece ser uma das razões do barateamento dos preços dos produtos industrializados e uma razão da baixa inflação dos países centrais nos últimos 10 anos. Acho que Krugman tocou no assunto em um dos seus artigos, bem antes da crise estourar. E Krugman é keynesiano e não marxista.

    Há fenômenos estranhos ocorrendo. O endividamento dos EUA e o fato de boa parte da dívida estar nas mãos do governo chinês. A crise nos EUA não é só financeira, a recessão começou em dezembro de 2007, antes da crise financeira estourar. E as montadoras americanas estão tecnicamente falidas, precisarão de ajuda governamental por muito tempo.

    Sugiro analisar os pontos levantados pelo pensador marxista com cuidado. Uma análise “fora da caixa”, longe do pensamento tradicional, pode focar pontos que passam despercebidos.

    Não me parece que a crise financeira que vemos agora seja a causa do processo em curso, mas um sintoma, um resultado. Venho afirmando há muito tempo que essa crise só ocorreu devido ao processo de desregulamentação bancária, que ocorreu nos governos Clinton e Bush. Foi quebrada a separação entre bancos comerciais e bancos de investimento e muito banco comercial investiu o dinheiro do correntista em derivativos. Além disso, o sistema de valoração destes derivativos jamais foi fiscalizado, porque a crença era que os mercados se auto-regulam.

    Se há a possibilidade de que um processo mais amplo esteja ocorrendo, ele deve ser analisado. E venho repetindo já há muito tempo que estamos vivendo uma mudança de paradigma histórico, o fim da hegemonia dos EUA. Meus primeiros posts aqui sobre a crise que estamos vivendo agora remontam a 2007 e eu já dizia que era mudança de paradigma histórico.

    Minha análise jamais foi marxista. No entanto, devo reconhecer que Francisco Oliveira aponta um fator que jamais levei em consideração e que pode ser importante para uma análise mais geral. O fato é que está ocorrendo um processo de desindustrialização dos EUA nas últimas décadas. O papo de que economias avançadas só precisam do setor de serviços é balela, na verdade é o caminho para economias falidas. Os EUA estavam exportando, nos últimos anos, derivativos. Ninguém mais vai comprar.

  11. JOSÉ LUIZ COUTO disse:

    Como alguem já disse: se quiser alguma notícia boa sobre o Brasil ou sobre Lula, leia os jornais do exterior. Deu no Financial Times: “Brasil está ‘bem colocado’ para enfrentar crise”.

    O Brasil está mais bem colocado para enfrentar a crise do no passado, diz reportagem na edição desta quinta-feira do jornal britânico, “Financial Times”.

    Segundo “FT”, há um ano o Brasil parecia a muitos investidores “como um modelo de descolamento (decoupling)”, explicando que o sistema financeiro do país “tinha pouco contato com a crise do subprime dos Estados Unidos ou investimento bancário no mundo desenvolvido”.

  12. arkx disse:

    João Carlos,

    ->.”E venho repetindo já há muito tempo que estamos vivendo uma mudança de paradigma histórico, o fim da hegemonia dos EUA.”

    em livro recente (citado aqui no Blog do Nassif – “O mito do colapso do poder americano”), José Luís Fiori e Carlos Medeiros analisam:

    - o “declínio relativo”dos EUA frente à China faz parte de um processo de acumulação de poder e riqueza dos EUA, já que o crescimento da China é dependente e associado a economia norte-americana (assim como anteriormente ocorreu com Alemanha e Japão);

    - EUA não estariam no rumo do colapso por ainda controlarem: tecnologia de ponta (civil e militar), preço internacional de alimentos e energia, acesso às principais fontes de energia e a moeda internacional;

    - EUA tem seu passivo externo, assim como o pagamento de suas importações, efetuados em sua própria moeda;

    .

  13. Jorge disse:

    Redução da jornada de trabalho no ocidente e na China. Esse é a grande bandeira trabalhista no século XXI. E pelo que tem sido dito aqui, uma das chaves para superarmos a crise estrutural que vivmos hoje.

  14. Indio Tupi disse:

    Aqui do Alto Xingu, os índios esclarecem ao arkx: 1) é falso afirmar que os fundos de pensão “bancaram grande parte das privatizaçõers” (eles participaram no próprio interesse; em casos raros foram forçados pelo governo de FHC, contra forte repúdio dos associados; 2) ao contrário do afirmado por arkx, os fundos de pensão estão representados nos Conselhos de Administração e nos Conselhos Fiscais das empresas em que participam; 3) é pura fantasia afirmar, como faz arkx, que os fundos de pensão constituem “mapas da mina” do PT; a propósito, houve uma CPI sobre o assunto, criada para apurar acusações da espécie, levantadas principalmente pelo então PFL, que chegou à conclusão que a acusação era infundada; 4) embora arkx desconheça, os fundos de pensão sempre aplicaram em títulos públicos.

  15. cidadao brasileiro disse:

    Nassif:
    O que muito se fala é que muitas empresas perderam até 60% do valor, mas como? se disser que elas perderam credibilidade moral, isso aceito, vou citar um exemplo:
    se um empresario tem uma empresa de onibus em São Paulo, com uma frota de 1000 onibus, fabricados no ano 2000, e ele vem no nordeste, e diz que esse patrimonio vale digamos R$ 100 milhões, mas ele não diz em que estado estão estes onibus, e um nordestino interessado no compra, quando vê os onibus mal conservados e que não valem os R$ 100 milhões, mas sim R$ 40 milhões, como afirmar que esses empresario teve uma perda de 60% do seu patrimonio, apenas o seu patrimonio é que estava superfaturado do seu valor real, trocando em miudos, ele estava querendo aplicar um golpe em algum incauto, e isso a bolsa de valores fazem muito bem, com a especulação de ações, e não é dificil aplicar um golpe, basta um sujeito esperto, ter algum dinheiro, pesquisar empresas quase quebradas, ações que não vale praticamente nada, comprar o maximo de ações dessa empresa, e depois de algum tempo por a venda essas ações, e ele mesmo recompar por valores expressivos, isso leva outros expeculadores a querer essas ações, depois eles põe a venda essas ações, e ganham um bom dinheiro dos otarios, que quando vão abrir os olhos perderam dinheiro, e essas ações não valem praticamente nada, esse golpe já fora praticado.

  16. arkx disse:

    Índio Tupi,

    assunto é importante e já está saindo de foco. mas vá lá…

    1. fundos de pensão bancaram sim, com o BNDES, privatizações de FHC, com reflexões na hoje fusão Oi/Brt. e Daniel Dantas;

    2. representantes de fundos de pensão em Conselhos de Administração e Fiscal das empresas não rem poder de fato para decidir a política das empresas. cargos são na prática complemento de remuneração dos conselheiros (por isto muito disputados por indicações políticas). empresas com participação dos fundos de pensão deveriam ser geridas voltadas para os interesses nacionais, e não para rentabilizar investidores de Wall Street (ADR);

    3.fundos de pensão são sim o principal “mapa da mina” do PT.falo de R$ 1,5 milhão em cima da mesa (e não dentro de malas ou nas cuecas);

    4. óbvio que fundos de pensão investem em títulos públicos!!! mas analise o portfólio e verifique rapidamente a desproporção aplicada em ações (alguns casos mais do que 50% dos recursos!).

    Índios são gente boa, mas tão por fora do que ocorre nos fundos de pensão.

    CPI nenhuma vai apurar nada dentro do quadro político atual, onde todos os envolvidos tem o rabo preso. e o melhor exemplo disto é o jogo de compadres para abafar a Satiagraha.

    .

  17. arkx disse:

    índios do Alto Xingu,

    considerem o poder que se tem ao gerir centenas de bilhões de reais.

    um telefonema para um grande banco, resulta num CDB de R$ 1 ou R$ 2 bi.

    qual a contrapartida? ligue os pontinos…

    não se trata de corrupção pessoal (apesar de algumas vantagens sempre estarem disponíveis).

    olha aí agora acontecendo na cara de todo mundo a transação BB/Votorantim.

    .

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