A queda na produção industrial
Por Marcos Doniseti
Acabou de ser divulgada a seguinte notícia:
IBGE: produção industrial tem maior recuo desde 1995
A produção industrial do Brasil recuou 5,2% em novembro frente a outubro, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o órgão, esta foi a maior queda na comparação com o mês anterior desde maio de 1995 (-11,2%). Em relação ao resultado de novembro de 2007, a queda foi de 6,2%.
Segundo o IBGE, a redução frente ao mesmo mês do ano anterior também quebra um ciclo de 28 meses consecutivos de alta neste tipo de comparação. “Esse resultado refletiu o comportamento negativo de 21 dos 27 ramos pesquisados e atingiu todas as categorias de uso”, explicou o órgão em nota.
“(Este resultado evidencia) um aprofundamento do ritmo de queda da atividade e um alargamento do conjunto de segmentos com decréscimo de produção”, afirmou o IBGE.
Com a queda em novembro, na comparação com o mês anterior, o indicador tem o segundo resultado negativo seguido, acumulando perda de 7,9% entre setembro e novembro, na série com ajuste sazonal, apontou o estudo.
“O principal impacto negativo (em novembro) veio da indústria de veículos automotores, com queda de 22,6%, seguida por máquinas e equipamentos (-11,9%), edição e impressão (-14,8%), indústrias extrativas (-10,9%) e metalurgia básica (-10,2%)”, apontou o levantamento de novembro.
Obs: Nassif, a queda foi maior do que se previa? os dados de Novembro refletem o auge dos efeitos da crise? se refletem o auge, então a tendência é a de que a produção se recupere daqui para a frente? como estão os estoques das indústrias? cheios? vazios? corre-se o risco de termos uma onda de demissões no setor industrial agora ou os empresários irão aguardar o fim do 1o. trimestre para tomar uma decisão a respeito?
Comentário
Continuo achando rigorosamente impossível prever o que será 2009. A parada brusca a partir de setembro reflete aspectos psicológicos. Assim como novembro mostrou queda acentuada da produção industrial, em dezembro a redução do IPI permitiu manter o ritmo da indústria automobilística.
Por outro lado, todos os casos mais graves de crise são consequência da retração brusca do crédito e da queda nos preços das commodities. O consumo ainda está em patamares adequados e as ações anti-crise estão começando a produzir alguns resultados.
Para entender melhor essa queda em novembro.
1. A economia vinha num ritmo acelerado. Os estoques acompanham esse ritmo.
2. Quando há uma redução no ritmo de vendas, os estoques ficam excessivos. Por isso, a queda na produção é mais que proporcional à queda no consumo, porque há a necessidade, primeiro, de trazer os estoques para níveis compatíveis com o novo ritmo de vendas.
3. Por isso mesmo, não dá para tomar a queda de novembro como indicativa do novo patamar.
Por André Silva
No UOL: “Em meados do mês passado, a Fenabrave previu um recuo de 19% nas vendas em 2009 sobre 2008, mas nesta terça-feira alterou a estimativa para uma alta de 3,13%, com a possibilidade de atingir 4,89 milhões de unidades.”
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags:

Nunca jamais ví um período de festas em que se consumiu tanto e de um tudo. Creio que haverá um pouco mais de cuidado com os cartões de crédito e cheques especiais, mas o consumo continuará. A febre de viagens também tende a continuar. Espero que o governo tenha a sensatez de abrir novamente a economia quando a demanda começar a ser desproporcional à oferta. Se for esperar pela leseira dos empresários, que não querem nem fuçar à procura de crédito, até inflação teremos em 2009. Parece até um pacto: “Investimento, só depois da posse de Serra.”
uma leitura sem fla-flu do relatório do IBGE
veremos
que esta até bom
de uma olhada em Bens de Capital
ainda não é desta vez que lula “sifu”!
Nassif, a notícia abaixo não é meio contraditória?
“SP: caem endividamento e confiança do consumidor em janeiro
Em janeiro houve uma queda de cinco pontos percentuais em relação ao número de famílias endividadas no município de São Paulo, passando de 50% em dezembro para 45%, enquanto a confiança retraiu 2% em relação ao mês anterior e alcançou 124,4 pontos, o menor índice desde novembro de 2005, quando atingiu 117,3 pontos.
Segundo a Fecomercio, a queda dos indicadores deve-se pelas expectativas negativas dos consumidores devido à crise financeira internacional, o que gera cautela para a aquisição de novas dívidas ou financiamentos.
http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200901061812_RED_77735932&idtel=
Obs: Nassif, a população ficou assustada com o noticiário sobre a crise global, cortou os seus gastos e, agora, está menos endividada.
Com a queda do endividamento, no entanto, pode-se abrir uma oportunidade para que, no futuro, as pessoas voltem a desfrutar de melhores condições financeiras e possam, novamente, fazer novas dívidas e consumir mais.
Nassif, acho que a entrada de alguns milhões de consumidores, no mercado, que absorveu parte dos produtos importados e parte do acéscimo da produção nacional, não deixou grandes estoques nas indústrias.
Se houver controle das importações e da inflação, por conta da ganância de meia dúzia, acho que saímos dessa, inclusive porque ainda temos outros milhões, para entrar na ‘divisão do bolo”.Sdc
Nassif,vamos ver agora como vai reagir o BACEN ,reducao de 0,25% e uma piada e coisa de quinta coluna. Vamos ver !
IBGE ?…Miriam Leitão ?…Grande Imprensa?….
Isso já tá enchendo o saco.
Não podemos mais levar a sério essa gente. O Brasil merece mais
e melhores informações.
Pelo menos temos Blogs como este. Obrigado Nassif
Nassif,
daqui a pouco faltará argumento para justificar o injustificável:a “marolinha”.
Eu conheço a praia que Lula esta hospedado na Base Naval de Aratu na periferia de Salvador, fica em uma pequena enseada no interior da Bahia de Todos os Santos, sabe qual a principal diferença de la para Fernando de Noronha?
Em Noronha as ondas são muito grandes na Bahia de Aratu só tem marolinhas…
EH
O que assustou mesmo no dado do IBGE foi a consistência da queda: 65% dos produtos tiveram contração de produção comparado a novembro de 2007. E o mesmo aconteceu em todo o globo. Queira Deus que novembro-dezembro tenha sido o fundo do poço da indústria global.
Ruben
Hoje no portal do Terrra, o Vice José Alencar chuta o pau da barraca e culpa o COPOM pela queda de atividade industrial por suas decisões de elevação dos juros da Selic.
Tem a ver? Tem sim senhor .
É o unico fator? Nâo sei não, senhor.