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Arquivo de janeiro 6th, 2009

06/01/2009 - 22:38

Trivial do Led Zeppelin

Da Comunidade do Blog

Kashmir – Led Zeppelin (ao vivo)

* Adicionado por Beto Palaio

Autor: luisnassif - Categoria(s): Fora de Pauta, Música Tags:
06/01/2009 - 18:36

O Madoff dos anos 60

Maddof não foi nem o primeiro nem o último grande punguista internacional que tinha laços com o Brasil.

Uma das “locomotivas sociais” – como se dizia ne época – do Rio de Janeiro dos anos 50 e 60 foi Perla Lucena, frequentadora do chamado circuito Elizabeth Harden (Londres-Paris-Nova York), o mais disputado pelos diplomatas de todo mundo.

Uma das mulheres antológicas da elegância brasileira. Perla foi casada com Graham Mattison, financista que acabou envolvido em escândalos, acusado de ter enrolado a milionária Bárbara Hutton, que foi casada com Cary Grant.

O fato gerou uma série de TV “Poor Little Rich Girl: The Barbara Hutton Story”, em que o papel de Bárbara foi protagonizado por Farrah Fawcett e o de Mattison por David Ackroyd.

Autor: luisnassif - Categoria(s): História Tags:
06/01/2009 - 15:15

Sem limites

Do Último Segundo

ONU afirma que escola estava demarcada; Israel diz ter respondido a ataque

GAZA – Um funcionário da ONU em Gaza disse que a escola onde dezenas de palestinos foram mortos por um bombardeio israelense, nesta terça-feira, estava claramente demarcada com uma bandeira da organização internacional e que sua localização havia sido comunicada às autoridades de Israel.

Da BBC

O vídeo da reportagem: clique aqui.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional Tags: , ,
06/01/2009 - 12:31

Os bônus soberanos

Por Roberto São Paulo/SP

Da Reuters Brasil

Brasil abre emissão de bônus de 10 anos em dólares

SÃO PAULO (Reuters) – O Tesouro Nacional anunciou nesta terça-feira a abertura de uma emissão de títulos globais de 10 anos nos mercados norte-americano e europeu.

Em nota, o Tesouro informou apenas ter concedido mandato para a emissão de títulos denominados em dólares e que pode estender a operação para a Ásia.

De acordo com uma fonte, os bancos contratados para a operação foram Goldman Sachs e Merrill Lynch.

(Por Daniela Machado e Elzio Barreto)

Comentário

Está na hora do Tesouro começar prestar contas dessas emissões, justificativas técnicas, ganhos para o país, oportunidades etc.

Por daniel valladao

Vamos ver as justificativas do Tesouro:

“• manter presença nos mercados mais líquidos da comunidade financeira internacional;”

Para que “manter presença nos mercados” seja uma justicativa em si, é preciso justificar gastos com juros, risco cambial e deságio nessas emissões.

Isoladamente, isso não é justificativa alguma, e mais parece ato falho, chegando-se ao desvio de finalidade ao simplesmente no contexto dessa justificativa trocar-se a pessoa jurídica pelas físicas que patrocinam esse processo.

“• criar curvas de referência com custos mais baixos para o financiamento do setor governamental e do setor privado”

Ah é. ?.. Onde está demonstrado que essas captações proporcionam esses custos mais baixos ?

“• efetuar operações que visem alongar os prazos e reduzir os custos do passivo externo.”

Absurdo. Temos reservas cambiais que podem ser usadas para resgatar os títulos já em circulação… Manter reservas que pagam 2, 3% ao ano e ao mesmo tempo manter um endividamento em 6, 7% não me parece nada lógico…

Se não tivesse criticado por várias vezes essa “mutreta” do Tesouro, eu perguntaria se não haveria algum dessa “boquinha” para mim também.

Por Ruben

Pelo amor de Deus, emitir 10 anos a 6%, não tem nem que pensar duas vezes… Ainda mais quando o país está numa dinâmico de expansionismo fiscal. Quem vai financiar as atividades do BNDES em 2009 senão o tesouro? Agora, com juros prefixados longos a 12% dá para voltar a emitir as NTNF. Mercado melhorou absurdamente nestas últimas semanas. Janela de oportunidade não se desperdiça. Cabe lembrar que os títulos brasileiros estão sendo negociados próximos aos preços de títulos AA corportativos. O setor financeiro não vai conseguir captar, o setor corporativo só o conseguiria a taxas muito mais elevadas: nada mais “justo” que o tesouro captar e repassar via BNDES dentro da ótica do expansionismo fiscal. Alguém vai ter que financiá-lo: os bancos não estão pre-dispostos a criar moeda e tampouco a poupança interna vai fechar a conta. Eu defendi abertamente a recompra dos títulos quando estavam sendo negociados a 10% de juros. A 6% é para emitir sem dó nem piedade.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: ,
06/01/2009 - 12:23

A queda na produção industrial

Por Marcos Doniseti

Acabou de ser divulgada a seguinte notícia:

IBGE: produção industrial tem maior recuo desde 1995

A produção industrial do Brasil recuou 5,2% em novembro frente a outubro, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o órgão, esta foi a maior queda na comparação com o mês anterior desde maio de 1995 (-11,2%). Em relação ao resultado de novembro de 2007, a queda foi de 6,2%.

Segundo o IBGE, a redução frente ao mesmo mês do ano anterior também quebra um ciclo de 28 meses consecutivos de alta neste tipo de comparação. “Esse resultado refletiu o comportamento negativo de 21 dos 27 ramos pesquisados e atingiu todas as categorias de uso”, explicou o órgão em nota.

“(Este resultado evidencia) um aprofundamento do ritmo de queda da atividade e um alargamento do conjunto de segmentos com decréscimo de produção”, afirmou o IBGE.

Com a queda em novembro, na comparação com o mês anterior, o indicador tem o segundo resultado negativo seguido, acumulando perda de 7,9% entre setembro e novembro, na série com ajuste sazonal, apontou o estudo.

“O principal impacto negativo (em novembro) veio da indústria de veículos automotores, com queda de 22,6%, seguida por máquinas e equipamentos (-11,9%), edição e impressão (-14,8%), indústrias extrativas (-10,9%) e metalurgia básica (-10,2%)”, apontou o levantamento de novembro.

Obs: Nassif, a queda foi maior do que se previa? os dados de Novembro refletem o auge dos efeitos da crise? se refletem o auge, então a tendência é a de que a produção se recupere daqui para a frente? como estão os estoques das indústrias? cheios? vazios? corre-se o risco de termos uma onda de demissões no setor industrial agora ou os empresários irão aguardar o fim do 1o. trimestre para tomar uma decisão a respeito?

Comentário

Continuo achando rigorosamente impossível prever o que será 2009. A parada brusca a partir de setembro reflete aspectos psicológicos. Assim como novembro mostrou queda acentuada da produção industrial, em dezembro a redução do IPI permitiu manter o ritmo da indústria automobilística.

Por outro lado, todos os casos mais graves de crise são consequência da retração brusca do crédito e da queda nos preços das commodities. O consumo ainda está em patamares adequados e as ações anti-crise estão começando a produzir alguns resultados.

Para entender melhor essa queda em novembro.

1. A economia vinha num ritmo acelerado. Os estoques acompanham esse ritmo.

2. Quando há uma redução no ritmo de vendas, os estoques ficam excessivos. Por isso, a queda na produção é mais que proporcional à queda no consumo, porque há a necessidade, primeiro, de trazer os estoques para níveis compatíveis com o novo ritmo de vendas.

3. Por isso mesmo, não dá para tomar a queda de novembro como indicativa do novo patamar.

Por André Silva

No UOL: “Em meados do mês passado, a Fenabrave previu um recuo de 19% nas vendas em 2009 sobre 2008, mas nesta terça-feira alterou a estimativa para uma alta de 3,13%, com a possibilidade de atingir 4,89 milhões de unidades.”

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags:
06/01/2009 - 11:49

Os republicanos e o New Deal

Por mcn

O UOL publicou hoje mais uma tradução de artigo do Paul Krugman para o NYT sobre a crise econômica. Como sempre, muito bom. Clique aqui.

Novamente, ele defende uma solução do governo Obama contra o provável cenário de depressão que se configura, aumentando os gastos públicos para estimular o emprego, como fez Roosevelt. Mas prevê dificuldades:

“De forma mais ampla, após décadas declarando que o governo é o problema, não a solução, sem contar o desprezo à economia keynesiana e ao New Deal, a maioria dos republicanos não vai aceitar a necessidade de uma solução de grandes gastos, tipo Franklin Delano Roosevelt, para a crise econômica.”

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: ,
06/01/2009 - 11:00

Balanço da crise

Clique aqui para um apanhado da crise, segundo os jornais.

(http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDRp-SgoQ3I2XuOoj)

No caderno Dinheiro, da Folha, matéria mais técnica sobre o aumento da inadimplência, sem terrorismo, relativizando os dados e com avaliações não alarmistas de especialistas.

No restante, um conjunto de matérias assustadoras sobre os efeitos da crise no Japão, Estados Unidos.

Finalmente, o primeiro acordo entre sindicatos e uma montadora, nos moldes apresentado outro dia pelo David Zylbertjan e o Guilherme Afif: a Renault acertou com o Sindicato suspender o contrato de trabalho de mil funcionários por cinco meses. Eles receberão seguro-desemprego e complementação salarial da companhia.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags:
06/01/2009 - 10:55

Israel e o espelho

Boa matéria da editora de Mundo da Folha, Cláudia Antunes, sobre a midia ocidental e a invasão de Gaza:

ARTIGO

Veto de Israel à mídia ricocheteia

CLAUDIA ANTUNES
EDITORA DE MUNDO Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional Tags: ,
06/01/2009 - 10:47

O fator Hamas

Da Folha

Israel criará nova realidade, diz ex-chanceler

SAMY ADGHIRNI

DA REPORTAGEM LOCAL

Israel não quer destruir o Hamas politicamente, mas militarmente, disse à Folha por telefone Shlomo Ben Ami, analista israelense e ex-chanceler (2000-01) no governo do então premiê Ehud Barak.

FOLHA – Qual a saída à crise?
SHLOMO BEN AMI – Israel não pretende destruir o Hamas politicamente, mas militarmente. A meta é criar uma nova realidade para impedir que o grupo tenha tantas armas como antes. Qualquer solução deve incluir, além de um cessar-fogo: 1) monitoramento para um controle rigoroso da fronteira Gaza-Egito; 2) fim do uso de Gaza como base de lançamento de mísseis contra o território israelense; 3) troca de prisioneiros. Eu acho que o presidente Mahmoud Abbas deveria produzir este cessar-fogo, para que recupere a legitimidade aos olhos do povo palestino. Só assim ele poderá dar seguimento às negociações de paz.

FOLHA – Israel deveria negociar com o Hamas?
BEN AMI – Eu acho que sim, mas o governo pensa diferente. Cedo ou tarde precisaremos iniciar algum tipo de processo político. O Hamas não é uma organização jihadista global, mas uma entidade nacionalista que não exporta terror fora da Palestina. Seu negócio é a libertação palestina. A partir do momento em que escolheu o caminho das urnas, tornou-se parte das negociações. Foi um erro dos EUA, dos europeus e de Israel não apoiar os acordos de Meca [fevereiro de 2007], pelos quais a Organização pela Libertação da Palestina e o Hamas uniam suas forças num governo de unidade nacional. Israel pode e deve destruir a capacidade bélica do Hamas, que cometeu um erro ao lançar-se no ramo militar. Sua verdadeira força vem de seu “soft-power”. Estamos falando de uma rede social que ampara e cuida das pessoas. A destruição contraria tudo o que o grupo fez por 1,5 milhão de pessoas. A força do Hamas vem de sua vertente social. Militarmente, Israel sempre será mais forte.

FOLHA – Qual é o impacto do ataque na política israelense?
BEN AMI – O principal efeito foi a total suspensão da campanha para as eleições [legislativas, marcadas para 10 de fevereiro]. Ela foi substituída por declarações de pessoas que aproveitam para aparecer junto ao eleitorado. É provável que o ministro da Defesa [e candidato trabalhista, Ehud Barak] se fortaleça nas pesquisas de opinião e, em função do andar da ofensiva, isso pode ter um impacto sobre as posições do líder da oposição [o ex-premiê linha dura Binyamin Netanyahu]. De qualquer maneira, há um pleno consenso na política israelense de que a ofensiva era absolutamente necessária.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional Tags: , ,
06/01/2009 - 10:36

PF: centralização ou descentralização?

Clique aqui para ler matéria da Folha sobre a reestruturação da Polícia Federal.

É uma boa matéria – de Fernando Barros de Mello e Afonso Benites – tratando de um tema relevante, o novo modelo de gestão da PF.

O delegado-geral Luiz Fernando Corrêa é conhecido como homem alinhado com modernos conceitos de gestão. Ele tem procurado descentralizar as ações da PF, em contraposição ao modelo anterior, no qual o delegado titular do inquérito retinha informações e mantinha sigilo até em relação a outros colegas, para evitar vazamentos.

Tenho minhas dúvidas sobre a eficácia da descentralização do combate ao crime organizado e solicitaria os comentários de leitores do ramo, que estejam acompanhando essas mudanças. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Mídia Tags: , ,
06/01/2009 - 10:18

A reação contra o Supremo

Leitores, conhecidos jornalistas às vezes me escrevem ou telefonam desanimados com o quadro atual: será possível que não haja freios à ação de Gilmar Mendes, aos absurdos que comete? E sempre lhes digo: é impossível a manutenção de superpoderes – ou da ilusão de superpoder – em ambiente democrático. Impossível!

Sempre que surge um superpoderoso – real ou aparente – a tendência da opinião pública é criar anticorpos até repor o equilíbrio anterior.

Foi o que  ocorreu com o Ministério Público na segunda metade dos anos 90. A cumplicidade procuradores-mídia criou um aparente superpoder, com procuradores plantando denúncias, perseguindo colegas, forçando as provas. Foi o pior momento do MP depois da Constituição.

Criou resistências no próprio ambiente do MP. Surgiu uma nova geração profissional, discreta, rigorosa e combativa, indignada com o antigo Procurador-Geral, taxado de “engavetador”, mas sem avalizar os abusos cometidos pelos xiitas. A grande mudança ocorreu na gestão Cláudio Fontelles, simultaneamente ao trabalho realizado por Paulo Lacerda na Polícia Federal, e à consolidação do trabalho em equipe dos órgãos de repressão ao crime organizado, no âmbito do Sistema Brasileiro de Inteligência – que Gilmar Mendes pretende destruir.

Agora, a percepção de abuso de poder surge de onde menos se esperava, do Supremo Tribunal Federal, devido à ação arbitrária de Gilmar Mendes. E a reação começou.

Confira na matéria abaixo, do Estadão. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: ,
06/01/2009 - 10:10

Fora de Pauta

Aí vai o fora de pauta, enquanto preparo meus comentários.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Fora de Pauta Tags:
06/01/2009 - 09:00

Fotos da guerra

Da Comunidade do Blog

Por Maria Dirce

Autor: luisnassif - Categoria(s): Fotografia, Sem categoria Tags: ,
06/01/2009 - 08:30

A psiquiatria sem hospícios

Por wilson cunha junior

Gentileza era louco? Eu também quero ser.

Na Argentina em 1991 pacientes de um hospital psiquiátrico receberam um tratamento diferente: Participar de um programa de rádio.

A intenção inicial do programa era apenas recuperar o uso da línguagem cuja perda é um dos elementos associados à psicose e mostrar o perigo de reclusões psiquiátricas.

Com apoio de artistas e intelectuais, em especial o músico franco-espanhol Manu Chao, a coisa foi além.

Um exemplo: clique aqui

Por Lucas Jerzy Portela

vale ressaltar a experiência radical do PAI-PJ, de Minas Gerais, em que presidiarios com transtornos mentais sao tratados em regime totalmente aberto, nos CAPS. Não há mais manicomio judiciário em Minas, nem hospitais de custódia.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Saúde, Sem categoria Tags:
06/01/2009 - 08:00

Casas Bahia com pé no freio

Por josé adailton

Casas Bahia fecha mais da metade das lojas no RS

A Casas Bahia informou nesta segunda-feira que vai fechar oito das 14 lojas que possui no Rio Grande do Sul. De acordo com o comunicado, a decisão de encerrar a atividade na maioria dos pontos-de-venda no Estado deve-se “ao cenário incerto da economia em função da crise mundial”.

Clique aqui.

Com esta notícia deixa-se de acreditar em Papai Noel e em George Orwell.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags:
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