A armadilha terrestre
De O Globo
Israel inicia ofensiva por terra em Gaza
GAZA – Israel ampliou neste sábado a ofensiva contra o Hamas na Faixa de Gaza, dando início à invasão por terra. Uma coluna de veículos militares protegida por helicópteros de combate entrou em Gaza, no início da noite, com o objetivo de isolar áreas de onde palestinos estariam disparando foguetes contra o território israelense.
Na última hora, também entraram em território palestino, a pé, dezenas de soldados de artilharia e infantaria. Segundo a TV israelense Canal 2, dezenas de combatentes do Hamas teriam morrido durante a ofensiva por terra. Por outro lado, um líder do Hamas baseado em Damasco informou na rede de TV Al Arabiya, com sede em Dubai, que um grupo de soldados israelenses teria sido abatido nos confrontos. Há informações de que o Hezbollah estaria abrindo outra fonte de combates a Israel na fronteira com o Líbano, o que pode ampliar o conflito.
O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, assegurou que a invasão “não será fácil e não será curta”, enquanto o braço armado do Hamas advertiu que o Estado judeu “pagará um alto preço” pela operação. Na TV, Barak assegurou, pouco depois do início da ofensiva por terra, que as Forças Armadas “continuarão ampliando a operação”, mesmo que esta traga muitas dificuldades e vítimas.
Comentário
Posso morder a língua, mas acho que Israel embarcou na armadilha da auto-suficiência. Rüssia e Estados Unidos já se estreparam em todas as guerras, quando tiveram que acionar a infantaria. No mano a mano, o jogo é outro, ainda mais enfrentando uma população que, por indignação e/ou princípios religiosos, não tem medo da morte. De um lado, soldados invadindo território alheio; do outro, população e guerrilheiros defendendo sua terra e sua família. Se essa ofensiva durar uma semana, Israel se atolará no pântano. Quero ver como a opinião pública israelense reagirá à morte de seus filhos em combate.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional Tags: Gaza, guerra, Israel, Palestina


Carlos,
Quem raciocina como você quer vingança. E, se você leva a mão ao coldre, meu amigo, não pode esperar que o outro lado lhe mande flores.
Está mais do que na hora de mandar às favas o que aconteceu 50 anos atrás. Se você tentar ser coerente com suas premissas, terá que concluir que o estado de Israel tem que sumir do mapa, com todo o território sendo devolvido aos palestinos. Poxa, já que começou, vá até o fim. Você põe as premissas na mesa e, na hora de sacar a conclusão, sai de fininho…
Suponhamos que aquilo que aconteceu na primeira metade do século passado tenha sido mesmo uma violência contra o povo palestino. Suponhamos isso com toda a honestidade. Que conclusão você tira? A conclusão que EU TIRO é a seguinte: Isso ficou para trás. O Estado de Israel é uma realidade, e temos que imaginar soluções que não suponham o seu extermínio. Nâo podemos pensar a partir de uma perspectiva na qual todo e qualquer acordo proposto está condenado a ser ruim simplesmente porque, de nossa perspectiva, qualquer concessão ao outro lado não está reparando adequadamente uma injustiça cometida há mais de 50 anos. O que você quer? A guerra? Então, pode parar de se debater. Ela está bem aí, diante dos nossos olhos.
Israel não tem economia para sustentar uma guerra.
De onde vem o dinheiro de Israel que não produz petróleo?
Um avião militar de ultima geração custa uma fortuna.
Não é difícil concluir.
Pobre Obama. Obama chester.
Carlos
Vou procurar para ler. E ver o filme. Estou bastante interessado nesse assunto, MUITO DIFÍCIL DE SOLUCIONAR… hj no Globo, pag. 30, tem uma ótima entrevista…
Bom dia, se der.
zeh
Caro José de Abreu,
O texto do Millman tenta nos convencer de que todas as críticas às políticas do Governo Israelense podem ser postas na conta de um anti-semitismo oculto por parte dos críticos. Que o governo alemão atual, democrático, não poderia condenar os atos do governo de Israel por conta do Holocausto e do Nazismo. É como se a classe política alemã tivesse ainda hoje alguma responsabilidade pelo que os Nazistas fizeram na década de 30 e 40 e,portanto, estão moralmente incapacitados para condenar as barbaridades cometidas por outros países. Essa é a mesmo tática que vem sendo usada há décadas por Israel para desqualificar a priori qualquer oposição e que é tão criticada por intelectuais judeus como Finkelstein e Pape. É simplificação extrema. O drama histórico do Holocausto e a memória de suas vítimas foi reduzido à moeda de troca política.
A grande ironia do destino é que as vitimas do Gueto de Varsóvia estejam reinventando, recriando, a “política do Gueto” no século XXI.
Israel tem tecologia bélica e dinheiro de sobra para localizar a trajetória e a origem de qualquer míssil, antes mesmos que eles cheguem ao solo. E tem mísseis muito mais sofisticados que os utilizados pelo Hamas. Eles podem detonr o ponto de origem d qualqur míssil minutos após seu lançamento. Por que não usam essa táica? Porque aos militares e políticos isralenses interessa que o Hamas os ataque… É argumento para receber as polpudas verbas militares doadas pelos EUA todos os anos para Israel e que caem diretamente no coo desses mesmos militares e políticos.
Os líderes do Hamas tem interesse em manter os conflitos com Israel porque é deles que tiram seu poder político.
Esta guerra não interessa nem ao povo israelense nem ao povo palestino. Porém o genocídio provocado por Israel sobre uma população por eles oprimida é injustificável. A diferença no número de mortos é brutal, expondo claramente a brutalidade israelense para com a população palestin.
TAmbém é incrível a insensibilidade do Hamas que age para manter a escalada de violência somente para manter se poder, em sacrifício de sua própria gente.
A gente pensa por que nossos avós não fizeram nada diante do holocausto provocado pelos nazistas. O motivo é o mesmo pelo qual nós não fazemos nada contra este holocausto perpetrado pelo Estado de Israel.
Jamie,
“Não abrem a fronteira sequer para receber os refugiados. Mas ficam lá, queimando bandeirinhas.”
Primeiro, quais sao esses paises arabes que voce menciona? Para voce sao todos iguais nao? Muculmano e arabes sao tudo a mesma coisa ou voce nao os menciona porque nao sabe nada a respeito deles portanto nao sabe das condicoes politicas, territoriais e demograficas do Libano que ja recebeu palestinos expulsos no passado mas nao tem como faze-lo hoje? Ou de que a Jordania tambem ja os recebeu ? Ou de que o Egito na realidade, apesar de arabe, assim como a Jordania, eh aliado dos USA e de Israel nao querendo palestinos no seu territorio? Os que abanam bandeiras sao o povo. Os governantes, proxies dos USA nao fazem isso.
“O Hamas, que através de um cruento golpe de estado e matanças de compatriotas palestinos, dirige uma férrea ditadura, onde a lei penal é digna de quem a impõem: amputações de membros, flagelações, forca. ”
O Hamas foi eleito e depois expulsou em um golpe as forcas policiais do Fatah. Agora, por favor, mencione as fontes das amputacoes de membros e flagelacoes. Voce esta confundindo a arabia saudita ( outra aliada dos USA e Israel ou com o Taliba que nem arabe eh ) com os palestinos? Tudo a mesma coisa nao?
“O Hamas, em lugar de converter sua área de governo em um local habitável, transformou-a em uma base militar com grande apoio do exterior (fundamentalmente do Irã) ”
Voce esqueceu de mencionar que assim que foi eleito democraticamente pelo povo os palestinos de Gaza tiveram seus recursos bloqueados pelos USA e a fronteira foi bloqueadas por Israel e Egito. Nada entra nem sai sem autorizacao dos dois. Comida, roupas, remedios, madeira, cimento, bala de goma, detergente. Absolutamente nada que nao seja contrabandeado entra. Talvez a grande culpa do Hamas seja, alem de contrabandear armas por tuneis, nao contrabandear fabricas por estes tuneis de modo a dar emprego aos habitantes da faixa de Gaza. Assim o grande ” apoio ” dos persas xiitas iranianos aos arabes sunitas palestinos seriam avioes, submarinos e helicopteros juntamente com seus mortais misseis, contrabandeados pelos tuneis, tornando assim Gaza numa “area militar” ?
“Sao ditaduras sangrentas, cortam membros dos contrários, extirpam os clitóris de suas mulheres para que não tenham prazer, etc e tal.
(…)
ISSO TEM NOME: preconceito, racismo(…)”
Exato, preconceito e racismo é externar a ignorância de atribuir atos de tribos africanas isoladas a todos os muçulmanos e árabes.
E isso também pode ser chamado de “antissemita”, porque os árabes são um povo semita, assim como os judeus que vivem lá. Dizer que apenas os judeus são semitas me parece ser o mesmo que dizer que eles não têm direito sequer a serem compreendidos como os legítimos habitantes daquela região. E ainda são demonizados como bárbaros que querem jogar o mundo de volta à Idade Média. Um insulto à inteligência de qualquer um.
É Nassif… Blogueiro sofre mesmo.
Olá,
Jamie!
Totalmente de acordo com seu comentário de 03/01/2009 – 18:42
Desde 1948 Israel faz isso. Então, como hoje, havia pacifistas e belicistas e idealistas e quem não dorme se não fizer um discurso e quem não dorme se não arranacar uma unha e esquerdista de bistro e direitista das alianças para o progresso da vida e o escambau, enfim.
Discutir o assunto sob o prisma religioso é algo selenita, embora seja agradável aos sionistas. Os deuses não passam escrituras de terras, nem em cartórios do céu, nem nos da terra.
Os estados unidos da américa têm lado definido e não mudarão. O presidente Obama tem lado. Coitado, vai ter mais trabalho retórico, porque dele esperava-se ingenuamente outra postura. Mas, ele é bom retoricamente.
A Europa tem lado.
O resultado, digamo-lo sem firulas, é o seguinte: o ódio sedimentará nas almas das gerações futuras, caso Israel não mate a todos, e será o combustível de um conflito duradouro.
Os suicidas israelenses são absolutamente irresponsáveis com suas futuras gerações. Eles não podem lançar a bomba, porque aquilo tudo é muito pequeno. Terão que ganhar convencionalmente.
A única saída – dentro da lógica atual israelense – é o completo extermínio. E eles tentarão. Isso de terrorismo, foguetes de Hamas e outras coisas é conversa furada.
Esse “professor, filósofo e jornalista da UFRGS” José de Abreu ignora (ou pior: esconde ou mente) que Saladino, quando expulsou os cruzados de Jerusalém, na verdade libertou os judeus que sobraram do massacre dos cristãos. E que tradicionalmente, até o sionismo começar a infectar o Oriente Médio, árabes e judeus conviviam pacificamente. Esse “professor, filósofo e jornalista” também ignora ou esconde ou mente quando não cita que os primeiros terroristas do Oriente Médio foram a Stern, o Haganá e o Irgun.
Porque o “professor, filósofo e jornalista não listou o que aconteceu quando os sionistas tomaram o poder? Apenas para ele se instruir:
Quando a Union Jack foi hasteada pela última vez em Jerusalém, a 14
de Maio de 1948, Ben-Gurion tornou-se Primeiro Ministro.
Algumas semanas antes deste acontecimento a Irgun e a Gang Stern
viraram as suas atenções para outros alvos.
A 10 de Abril de 1948 a população de Nasr el Din foi massacrada.
A 5 de Maio de 1948 foi a vez de homens, mulheres e crianças da aldeia de Khoury.
No dia em que o mandato Britânico acabou os aldeões de Beit Drass foram chacinados.
Na aldeia de Deir Yassin, a Irgun matou 250 Árabes, numa orgia de
violência sem precedentes. O Secretário de Estado Britânico para as
Colónias, falando aos Comuns disse: “Esta bárbara agressão é uma
prova de selvajaria. É um crime a acrescentar à longa lista de
atrocidades cometidas pelos Sionistas até este dia, e para o qual não
conseguimos encontrar palavras de repulsa…”
Perto do final de 1948, o Gang Stern assassinou o mediador das Nações
Unidas para a Palestina, o Conde Folke Bernadette. O seu “crime” foi
preocupar-se com os Árabes Palestinianos.
Endosso tudo o que a Nilva disse. Esse “professor, filósofo e jornalista” é colega do privatizador da Sorbonne.
João Vergílio,
O reconhecimento de uma injustiça, mesmo que cometida há 50 anos ou mais, nada tem a ver com vingança, meu caro. Isto é História, e não pode ser negado. Reconhecer a Nakba, e compreender as suas causas e as suas consequências, não implica negar a existência do estado de Israel. A lógica que você está querendo impor ao meu pensamento é furada! Eu apenas quis mostrar onde estão as origens do conflito. Não há como negar a Nakba palestina. Não sou eu quem falo, mas o próprio povo palestino, que a cada ano relembra esse triste episódio da sua história. Mesmo em Israel existem escolas onde se aprende sobre a “desgraça” imposta aos palestinos. Até mesmo judeus ortodoxos (não me refiro àqueles do Naturei Karta) reconhecem que o povo palestino foi tremendamente injustiçado naquele episódio.
Justiça seja feita, ou por indenizações às famílias que foram expulsas de suas terras, ou pelo direito ao retorno. Um estado palestino deve ser criado de acordo com as fronteiras anteriores à guerra dos seis dias, tendo Jerusalém oriental como capital. Esta solução é compartilhada por palestinos e por muitos judeus, como Uri Avnery.
Prezado Zeh (José de Abreu),
É sempre bom levar uma discussão com quem está disposto a conhecer os dois lados da história. No post mais recente do Nassif sobre essa guerra eu indiquei algumas páginas bem interessantes e bem informativas.
Abraços,
Carlos
O Sr. Gralme disse:
“Mas Israel nunca propos o aniquilamento das nações inimigas.”
Então porque não permite a formação do Estado Palestino? Isso não é aniquilar uma nação inimiga?
Será que os membros de um povo que tem seudireito à formar um estado nacional próprio estão tão errados assim ao pregar a aniquilação do Estado que expulsou-os de suas terras, que lhes nega o direito à ter uma nação e que oprime seu povo?
Isarel deve cumprir o tratado da Onu que prevê a divisão da terra e a formação do estado palestino, caso contrários está sim aniquilando uma nação e tornando seu povo um inimigo.
O que diria Moisés se visse o Estado de Israel escravisando os Palestinos da mesma forma que o Povo Judeu foi escravisado no Egito?
O Estado de Israel é um estado terrorista e criminoso. Embora eu não concorde com a violência e o radicalismo do Hamas, não tenho como achar que o Estado Israelense seja diferente, exceto que tem mais poder econômico e militar e que mata muito mais gente…