Um retrato na parede
Curiosa a coluna do Clóvis Rossi sobre Paulo Lacerda. Diz que o Brasil é o único caso em que Eliot Ness é exilado e Al Capone continua solto (clique aqui).
Rossi, que pratica diuturnamente o exercício da indignação, desta vez é contido. Não solta o que traz na garganta. O que levou à saída de Lacerda? Um grampo provavelmente falso, uma armação que envolveu uma revista de circulação nacional e o presidente do Supremo Tribunal Federal; uma campanha implacável de mídia, cega e surda às reclamações dos leitores.
Sua coluna não menciona o nome de Daniel Dantas, assim como outros colunistas não o fazem.Virou tabu no jornal. Dantas só aparece em algumas reportagens, o mínimo imprescindível para tentar demonstrar que o jornal é isento.
Na mesma página, o editorial da Folha diz:
“A revelação de que nem o presidente do Supremo Tribunal Federal escapou da febre de grampos, a pretexto da chamada Operação Satiagraha, selou o destino de Lacerda. Foi afastado da Abin em setembro e, agora, exonerado”.
O jornal participou diretamente da armação para derrubar Paulo Lacerda, fazendo eco a uma possível fraude, mesmo agora, quando nenhum observador minimamente informado acredita mais no tal grampo. Alguma coisa séria, muito além da falta de sensibilidade jornalística, fez o jornal perder o pulso do leitor.
Não surpreende que, ultimamente, os grandes desempenhos de jornalistas da Folha só ocorram em eventos fora do controle jornal – nas entrevistas na televisão.
Esse é o preço de se ter quebrado a espinha dorsal da redação, ter permitido que outros temas se imiscuíssem na cobertura jornalística a ponto de abandonar o lema que, nos anos 80 e 90, transformou-a no jornal mais influente do país.
Sem a visão editorial do seu Frias, restou o enquadramento da redação, para poupar Otavinho do duro exercício do discernimento. Estão todos enquadrados, cessou a pluralidade, não há mais surpresas.
A velha-jovem e provocativa Folha, também já não há. É apenas um retrato na parede.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: Folha

A Folha deixou de ser um órgão de imprensa e passou a fazer parte de um projeto político de centro-direita, com Serra no comando.
Trocou o jornalismo pela propaganda política.
Pior que o culto aos falsos heróis é a adoração aos vilões verdadeiros que certa parcela de nossa sociedade pratica.
Nassif,
Esse cidadão não merece ser lido por ninguém, a menos que tenhámos a necessidade de saber o que não presta. Ele, como diria PHA, é colonista, pois colunista é jornalista comprometido com a verdade dos fatos.
Nassif,feliz 2009.
também fui assinante da FSP por 20 anos,
virou uma porcaria,cancelei a assinatura
como já tinha feito com a revista isto é.
a minha maior decepção foi com o clovis
rossi, rasgou a saia?
Sobre a FENAPEF e sua opinião sobre os delegados Paulo Lacerda e Protógenes, alerto para o detalhe de que essa entidade mantém uma richa com os delegados federais, principalmente pela diferença de status entre as carreiras dentro da instituição.
Boa sugestão do leitor Eduardo.No site da FENAFEF tem-se a primeira impressão de que o sindicato dos policiais federais é mais de direita do que a própria grande mídia.
Os leitores daqui diriam que lá também haveria infiltração do esquema DD.
http://www.fenapef-desenv.org.br/fenapef/noticia/index/19474
Sugiro a leitura da matéria a seguir, veiculada no site CONJUR (de vocês sabem quem), onde se nota outro exemplo de alinhamento entre a posição defendida pela FENAPEF e pela revista(?):
http://www.conjur.com.br/static/text/63958,1
Pior ou bem próximo da FSP são os Editoriais de opinião do Estadão.
Chegam a dar náuseas. Revoltam pela parcialidade e distorção de fatos / dados.
Engraçado que acusam de abuso de ideologia quando nada mais fazem do que utilizar (e abusar) da sua para defender seus pontos de vista. Como nessa aqui:
Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 2008
Crise no ensino médico – Bráulio Luna Filho
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081231/not_imp300952,0.php
Os outros editoriais ou todos seguem a mesma linha, desqualificam pela via ideológica e pela manipulação de dados.
Rapaz, lendo alguns comentários neste blogue digo, não sei o que vocês tanto elogiam esse tal de Jânio de Freitas. Que era bom e agora se perdeu, e outros bla, bla, bla.
Acordem, se alguma vez foram, este e outros respeitados, é porque antigamente não havia Internet para desmascara-los. Hoje estão todos nús…
Aliás, jornalista das Organizações Globo sempre foram, e agora mais em tempos de Ali Kamel, vaquinhas de presépios e paus-mandados.
Fazem qualquer coisa para manter o seu emprego na Empresa. Segundo eles, dá status. Em compensação vende-se a alma ao diabo (como na política). Tudo a ver, plim, plim
+ ficção e/ou realidade:
Jânio de Freitas mostra na Folha do dia 30/12 de forma insofismável que na PF haveria um herdeiro do Inspetor Clouseau participando das gravações de vídeo que flagraram a tentativa de suborno aos delegados .O cinegrafista seria um funcionário ou um contratado da Rede Globo.Leiam e descubram porquê.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc3012200803.htm
Está ficando interessante ler o blog, uma vez que como contraponto ao que tem se comentado aqui temos alguns comentaristas sérios, e comentaristas dignos de ser leitores do Kiko.
Esses devem ter integrado filas em alguma livraria com um chapéu na cabeça esperando um autógrafo de seu guru, ou mesmo votado no site do Kibeloco em um livro qualquer para que o “livro” País dos Petralhas não seja eleito o “pior livro do ano”.
Risível. O mais risível ainda é a mudança de nomes ou nicks dos comentários, acreditando em seu total anonimato.
Nassif, confundi Elio Gaspari com Jânio de Freitas, e misturei Globo com FSP. Me desculpe.
A opinião vale do mesmo jeito pois os duas empresas se equivalem neste balaio em está a mídia brasileira.
Agradeço por não ter postado.
Não precisa postar este nota também.
João Virgílio
Em atenção ao seu pedido das 16:58 hs e 17:04hs do dia 31/12,
o link da matéria no Economist :
http://www.economist.com/world/americas/displaystory.cfm?story_id=12725169
Informo que há outra de setembro, que poderá buscar na própria página.
Att
LPorto
“Se a informação é correta, porque nenhum grande jornal repercutiu?”
A resposta do Nassif ao comentario do José Adailton demonstra que ainda resta nele uma certa confiança na “grande imprensa”.
A mesma imprensa que neste terreno movediço de brigas entre torcidas organizadas é ( quando interessa) chamada de PIG por muitos comentaristas.
Afinal, a “grande imprensa” é confiável? Podemos fundamentar nosso convencimento pelo que ela publica ( ou deixa de publicar)? Quando devo acreditar nela? Quando devo ignorar?
Ridícula a Folha de S. Paulo. Não importa se foi cinegrafista da Globo, Record ou do canal erótico que filmou a cena. Houve crime corrupção ativa. Está sentenciado!
DECRETO-LEI No 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940 (Código Penal)
CORRUPÇÃO ATIVA
Art. 333 – Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa
HO PAULO, SE TOCA MEU CARO, SE COM O CONHECIMENTO JURIDICO E INTELCTUAL QUE O SUPREMO MINISTRO DO SUPREMO DIZ TER, SERIA COMICO SE O MESMO NAO CONSEGUICE DEFINIR O CERTO DO ERRADO, OU NAO? ASIM SENDO EU SEM FORMAÇAO NENHUMA PODERIA DISCORRER SOBRE ALGO ACIMA DOS MEUS PARCOS CONHECIMENTOS.
Nassif, interessante é que o jornalista cita várias vezes o nome do “Eliot Ness”, mas não tem coragem de citar um único “Al Capone”. Poderia até ter citado um nome, fora do caso DD, mas parece que nenhum deles “convem”. È melhor generalizar. O presidente Lula, tambem é citado.
O governo que se cuide, investigue e tenha provas, para amanhã não ser acusado de interferência nas investigações, porque esse pessoal é cínico, estão subindo no muro, mas vindo todos do mesmo lado
Um comentarista disse, “por não haverem encontrado provas do tal grampo, isto não prova nem de longe que não houve”. Eu digo, por não haverem encontrado provas (mas, tem gravação…), da obtenção de “facilidades” no STF, isto não prova nem de longe que não houve. OU então, por não haverem encontrado provas (mas, tem gravação…), da tentativa de suborno do delegado da PF,(liberação do HC), isto não prova nem de longe que não houve. Outra coisa , um cidadão é correto, até que faça algo incorreto. Função pública, não dá “status” de honestidade a ninguem. Sdc.