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Arquivo de dezembro 31st, 2008

31/12/2008 - 16:23

Trivial de 2009

Vou seguir a sugestão do Humberto e escrever a última nota do ano para, em seguida, me preparar para o novo ano.

Comigo, a Ruiva e as menininhas. A Maricota e a Clarinha foram para a praia; a Luizinha para Punta Del Este, com o namorado uruguaio. Os primos deverão chegar a Poços nos próximos dias. No domingo vou atrás, armado de bandolim, notebook (que ninguém é de ferro) e das duas menininhas. A Ruiva seguirá pouco depois.

Não deixarei de passar em São Sebastião da Grama, onde estão plantadas as raízes maternas. Se tudo der certo, levarei comigo tia Clélia e Sara para, juntos, bebermos das lembranças familiares mais antigas, de Grama a Poços.

Essas poucas horas para terminar o ano, são momentos para balanço, para mergulho nas profundezas ancestrais da família, dos antepassados, das figuras referenciais do Brasil.

Nesse mergulho intergerações, vêm à tona as lembranças de um país em permanente construção, as cantigas de roda de infância, as Bachianas de Villa-Lobos, os sons de Cascatinha e Inhana, a densidade de Milton Nascimento, as guarânias de Luiz Vieira, a voz de Bidu Sayão, as vozes de Tonico e Tinoco, os sons do agreste, do Recife de todos os sons, o samba baiano, o choro carioca, o violão gaúcho, as todas mineiras…

Estamos construindo uma Nação, e haverá uma longa luta pela frente para que seja implantado definitivamente a tolerância, a boa vontade, a busca do bem comum.

Confesso ter ficado extremamente sensibilizado com o evangélico que me incluiu nas orações familiares, com o leitor católico que me honrou com suas orações, e o leitor agnóstico que me desejou o apoio das forças cósmicas.

Há em comum a confiança no poder da fé transformadora, na crença de que é possível mudar a realidade, o país.

De certo modo, nesse ano de uma luta, a princípio desigual, conseguimos – nós todos – criar uma comunidade que passou a compartilhar de valores semelhantes. Ainda há muito radicalismo, muita intolerância, típica de quem está aprendendo a lidar com essa maravilha da Internet.

Mas há a convicção profunda de que estamos todos participando de uma revolução, da Internet, do trabalho colaborativo, do conhecimento construído a várias mãos, que ajudará a desenhar um Brasil melhor.

Alguns participam com idéias, outros com pesquisas, há uma multidão solidária e comovente que participa com orações.

Desejo a todos vocês um grande ano, com todas as dificuldades que tiverem que ser enfrentadas. Em meu nome e no de minha família, agradeço o apoio que deram nessa batalha sem quartel, em um momento em que os valores da civilização pareciam ameaçados por um conluio sem precedentes do crime organizado.

Há um novo país nascendo. E todos nós estamos ajudando no parto de uma grande nação.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Fora de Pauta Tags:
31/12/2008 - 15:56

O novo Windows

Por Marcos

Nassif, A microsoft vem com tudo com o “Windows 7″. O pré-beta era melhor que o XP e o Vista, O Beta é um colosso.

Parece que agora eles acertaram a mão. A nova OS é impressionante.

Comentário

Vamos aguardar para conferir. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Internet, Tecnologia Tags:
31/12/2008 - 13:36

Um clássico contemporâneo

Dos vídeos da Comunidade do Blog

Gal Costa & Herbert Viana – Lanterna dos afogados

* Adicionado por Maria Dirce

Autor: luisnassif - Categoria(s): MPB, Música Tags:
31/12/2008 - 13:31

Um retrato na parede

Curiosa a coluna do Clóvis Rossi sobre Paulo Lacerda. Diz que o Brasil é o único caso em que Eliot Ness é exilado e Al Capone continua solto (clique aqui).

Rossi, que pratica diuturnamente o exercício da indignação, desta vez é contido. Não solta o que traz na garganta. O que levou à saída de Lacerda? Um grampo provavelmente falso, uma armação que envolveu uma revista de circulação nacional e o presidente do Supremo Tribunal Federal; uma campanha implacável de mídia, cega e surda às reclamações dos leitores.

Sua coluna não menciona o nome de Daniel Dantas, assim como outros colunistas não o fazem.Virou tabu no jornal. Dantas só aparece em algumas reportagens, o mínimo imprescindível para tentar demonstrar que o jornal é isento.

Na mesma página, o editorial da Folha diz:

“A revelação de que nem o presidente do Supremo Tribunal Federal escapou da febre de grampos, a pretexto da chamada Operação Satiagraha, selou o destino de Lacerda. Foi afastado da Abin em setembro e, agora, exonerado”.

O jornal participou diretamente da armação para derrubar Paulo Lacerda, fazendo eco a uma possível fraude, mesmo agora, quando nenhum observador minimamente informado acredita mais no tal grampo. Alguma coisa séria, muito além da falta de sensibilidade jornalística, fez o jornal perder o pulso do leitor.

Não surpreende que, ultimamente, os grandes desempenhos de jornalistas da Folha só ocorram em eventos fora do controle jornal – nas entrevistas na televisão.

Esse é o preço de se ter quebrado a espinha dorsal da redação, ter permitido que outros temas se imiscuíssem na cobertura jornalística a ponto de abandonar o lema que, nos anos 80 e 90, transformou-a no jornal mais influente do país.

Sem a visão editorial do seu Frias, restou o enquadramento da redação, para poupar Otavinho do duro exercício do discernimento. Estão todos enquadrados, cessou a pluralidade, não há mais surpresas.

A velha-jovem e provocativa Folha, também já não há. É apenas um retrato na parede.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags:
31/12/2008 - 10:00

Fora de Pauta

Aí vai o último fora de pauta do ano.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Fora de Pauta Tags:
31/12/2008 - 09:33

Delfim e a crise

Da Agência Estado

‘Lula é o único economista que presta no Brasil’

Delfim Netto diz que virtude de Lula é falar a verdade sobre a economia

Roberval Angelo Schincariol e Roger Marzochi, da Agência Estado Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Cultura, Economia Tags:
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