LN: Esta é demais: 1966: Chico Buarque ‘babando’ e bebendo na fonte com Donga cantando “Pelo Telefone”. Repare no final uma hora que o Pixinguinha limpa as lágrimas de emoção….Dá para não acreditar em um povo que produz algo assim ??!! abs, ótimas festas para vc e sua família…
“Um bom sinônimo de desonesto é indigno.
E servidor do povo indigno não pode e não
deve escapar incólume”
Dizem que os esquimós têm 32 diferentes palavras para descrever a neve, elemento onipresente em sua vida. Não sei quantas temos, no Brasil, para falar de desonestidade, mas – para início de conversa – além de ladrão e corrupto, me ocorrem meliante, gandaia, bandalheira, larápio, picareta, maracutaia, batedor de carteira, gatuno, trambicagem, safadeza, bandido e malandro.
Curiosidades etimológicas à parte, isso certamente confirma que a questão vem de longe, e que não por acaso permeia a vida e a língua que hoje une mais de 180 milhões de brasileiros.
É evidente que a desonestidade não é um fenômeno nativo nem recente. Existe desde que os homens desenvolveram o conceito da honestidade e seu oposto e se encontra em todas as culturas e línguas desde o início da civilização – inclusive nas leis e religiões que há tantos milênios visam a reprimi-la e puni-la.
É aí que fico fascinado com o que me parece ser uma das principais e mais urgentes questões da nossa vida pública: a impunidade. Pois, se é verdade que na vida real somos todos permanentemente tentados a cometer uma ou outra desonestidade, é também verdade que a grande maioria consegue resistir às tentações correspondentes por uma mistura de ensinamentos, princípios éticos ou religiosos e – certamente – receio de alguma punição.
Como múltiplas reportagens de VEJA e tantos outros veículos vêm mostrando ao longo do tempo, o que diferencia o Brasil dos países mais avançados e desenvolvidos do planeta não é o número de casos em que nossos governantes desviam recursos públicos ou se aproveitam de seu cargo para obter vantagens ilícitas. Isso, infelizmente, parece ser uma constante planetária. O que varia muito de um país para outro é o que acontece aos transgressores quando descobertos. É o que lhes acontece em seguida.
A progressiva – e muito bem-vinda – institucionalização do país vem resultando em crescente número de investigações e denúncias nessa frente por parte da Polícia Federal, do Ministério Público e da grande imprensa. Mas o que vem acontecendo em seguida? As ações entre amigos no âmbito legislativo, o corporativismo, o nosso tortuoso sistema jurídico e os intermináveis recursos de muitos competentes e bem remunerados advogados vêm se juntando para frustrar praticamente todas as tentativas de punir os governantes que – em todos os níveis da vida pública nacional – abusam da sua autoridade, traindo a confiança dos seus eleitores, desviando recursos públicos e se locupletando impunemente.
Sei que é virtualmente impossível esperar que todos os nossos prefeitos, vereadores, deputados, senadores, governadores e outros dirigentes políticos sejam íntegros e dedicados apenas à boa gestão da coisa pública e ao bem comum. E é exatamente por isso que urge acelerar as mudanças indispensáveis para garantir que todos os que violarem a lei sejam não apenas julgados e condenados, mas – quando assim for determinado – que também passem a cumprir sua pena na prisão. Pois um bom sinônimo de desonesto é indigno. E servidor do povo indigno não pode e não deve escapar incólume.
Somente quando virmos cada vez mais corruptos atrás das grades é que poderemos finalmente festejar o fim da impunidade que tantos males tem trazido ao país.
Roberto Civita é presidente da Editora Abril e editor de VEJA
Comentário
Internamente, nos destaques do ano, a revista apresenta o delegado Protógenes como o homem que atropelou a legalidade e não menciona Daniel Dantas. Decididamente, Roberto Civita perdeu a vergonha.
Não vi nenhuma grande mídia divulgar esse acontecimento:
“A mídia não noticiou
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23.12.2008
Excessivamente preocupados com a crise financeira, os órgãos de informação brasileiros não informaram o sucesso do lançamento do míssil espacial VLS-1, feito com sucesso no dia 20 de outubro de 2008, partindo da base de São José dos Campos, e não de Alcântara, como era costume.
A última experiência foi desastrosa. Com problemas de pré-ignição, o lançamento fracassou dando causa a incêndio que destruiu grande parte da base maranhense, além de matar 21 pessoas. Grande lástima, sem dúvida. O sucesso é auspicioso. Vai permitir o lançamento de satélite geoestacionário, proporcionando ao país facilidade nas comunicações, principalmente.
O lançamento foi assistido pelo Ministro da Defesa, Nelson Jobim e pelo Comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juni Saito. Não se entende a causa da notícia não ter sido divulgada na imprensa. Pode acreditar-se que para muitos países não interessava o Brasil ser capaz de colocar satélites em órbita, o que significa também o seu notável desenvolvimento bélico, pois mísseis de muito longo alcance não são bem vistos pelas nações que não os possui. Mesmo as poderosas potências, que além do vetor têm a ogiva nuclear, não ficam muito satisfeitas quando um fato desta natureza é atingido. Leia mais »
O capitalismo que dominou o mundo pós-soviético está centralizado na economia americana e, por conseguinte, nos dólares americanos. É um intrincado sistema global que, no entanto, possui um centro bem claro e definido.
Isso, sem dúvida dá um poder considerável aos EUA. Veja bem, poder considerável, não infinito; de Reagan para cá os EUA tem vivido bem além de suas possibilidades, mas foi no governo Walker Bush que eles ultrapassaram o limite.
Qualquer um sabe que o poder americano pós-soviético sobre bases políticas e não econômicas; os dólares em circulação pelo mundo somavam (e somam) um valor muito maior do que o da produção americana; seu valor se fundamenta no fato de que os Estados Unidos, por serem sido a única superpotência global, tinham força e credibilidade para manter a sua estabilidade. Leia mais »
Artigo de Cesar Benjamin, na Folha, sobre os ciclos econômicos (clique aqui) . Passa pelos ciclos de Kondratiev, de Schumpeter até chegar a Ignácio Rangel, que escreveu sobre os ciclos sem conhecer a obra de Kondratiev.
É uma discussão importantíssima, porque sobre fenômenos que estão acontecendo agora, sob nossos olhos.
Rangel dizia que períodos de crise, inflação, desequilíbrios, criavam as condições para acumulação de capital nas mãos de grupos mais dinâmicos – que passariam a comandar o ciclo seguinte.
Não me lembro se, nas suas obras, ele analisava as ferramentas que permitiam essa acumulação. Em “Os Cabeças de Planilha” e nas pesquisas que estou fazendo para meu próximo livro, fica claro que os movimentos de acumulação se davam em torno de títulos da dívida externa, sejam títulos soberanos, de estados ou de empresas.
A crise derrubava o preço. Investidores mais espertos (ou com mais ligações com as autoridades rerguladoras) adquiriam na bacia das almas. Depois revendiam com um deságio menor para ou o Estado ou a estatal, ou então convertiam em moeda local pelo valor de face ou com pequeno deságio.
É o que está por trás do mais escandaloso episódio contemporâneo: a possibilidade aberta pelo então Ministro Maílson da Nóbrega no final do governo Sarney, de que dívida externa fosse convertida em cruzados. E em toda atuação do Banco Central, do meio do governo Collor em diante, acentuando-se no pós-Real. O Delegado Protógenes avança um pouco nesse tema na entrevista concedida ao Caros Amigos.
Em geral esses jogos são mais disfarçados e, pela complexidade, menos acessíveis à opinião pública. Nos arquivos de Getúlio Vargas no CPDOC, por exemplo, há um relatório de um informante seu, sobre as jogadas do presidente do Banco do Brasil, Guilherme da Silveira (da Tecelagens Bangu) com títulos da dívida do governo de São Paulo.
O ponto fora da curva foi Daniel Dantas, o banqueiro alucinado, que acabou permitindo expor os porões desse financismo.
São esses banqueiros e gestores de fundo que comandarão o próximo ciclo de investimento.
Prédios do governo e complexos de segurança do grupo Hamas foram alvo; número de mortos pode chegar a 140
Agências internacionais
GAZA – Aviões israelenses F-16 lançaram uma série de ataques contra a região da Faixa de Gaza neste sábado, 27. Explosões múltiplas foram ouvidas em vários locais na Cidade de Gaza, segundo os moradores. De acordo com os hospitais locais, há pelo menos 70 pessoas mortas e dezenas de feridos, mas autoridades médicas palestinas e o ministro da Saúde do Hamas, Basem Naím, segundo a AFP, dizem que o número pode chegar a ao menos 140.
Logo após os ataques, um assistente do Ministro da Defesa, Ehud Barak, disse qye Israel está pronto para ampliar seus ataques militares na Faixa de Gaza.
Já o ministro de Assuntos de Prisioneiros da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Ashraf al-Ajrami, disse que os mortos nos ataques podem superar 120, enquanto os feridos são avaliados em cerca de 200.
Fontes palestinas dizem que prédios do governo e complexos de segurança pertencentes ao grupo Hamas no coração da cidade foram alvo de mísseis israelenses. Relatos não-confirmados de jornalistas locais dizem que pelo menos 200 pessoas ficaram feridas, segundo o correspondente da BBC em Jerusalém, Paul Wood.
Entre as áreas atingidas, está o porto da Cidade de Gaza e várias sedes das forças de segurança do Hamas, que disse que foi um bombardeio aéreo.
O bombardeio ocorre dois dias depois que o governo israelense adotou a decisão de empreender uma operação militar em grande escala em Gaza, se os grupos armados palestinos continuassem com o lançamento de foguetes contra o território de Israel.
Segundo a imprensa israelense, a execução dessa intervenção militar aconteceria a partir de domingo, para dar tempo às autoridades egípcias de realizar uma última tentativa de mediação entre Israel e Hamas.
A mediação egípcia tinha o objeivo de renovar a trégua que as duas partes assinaram em junho e concluiu no último dia 19. Data Ações
EU ESTIVE EM SDEROT, DIARIAMENTE FOGUETES KASSAM SAO LANCADOS SOBRE ISRAEL SIM. eu vi! No dia que eu estava lá mataram uma mulher em frente a um posto de gasolina, e por sorte o posto n˜ao explodiu. Tem materias na Internet. Entre no you tube, coloque Hamas e Fatah, para ver o que um faz com o outro, e sao ambos arabes. Tem um vídeo do pessoal do Hamas COMENDO seu inimigo morto. Isso mesmo, COMENDO! Tem outro do pessoal do Hamas matando todo mundo num casamento muçulmano, tudo entre eles mesmos. Acho que Israel tem o direito de se defender sim.
O Estadão traz um tema que não é novo, mas sempre presente: o problema com a adoção enfrentado por pais despreparados (clique aqui). Não há fórmula mágica para tratar com filhos biológicos ou adotados. Mas há uma regra fundamental, que permite superar eventuais problemas: a adoção (tanto do filho biológico como do adotado) tem ser que integral. Ou seja, os pais têm que se dar conta, no momento da adoção, que a relação é para toda vida, que na sua frente há uma criança que compartilhará de seus valores, dependerá de seu apoio e do seu afeto.
A matéria do jornal traz os problemas usuais, pais achando que os filhos adotados não mostram gratidão (!!!), que agridem os filhos biológicos. Nem diria que é besteira o que dizem, porque acreditam nisso: é muito mais motivo de pena, por não serem suficientemente evoluídos para entender a maravilha de se ligar a um ser humano indefeso e ser responsável por sua formação e segurança.
Testemunhei algumas histórias de filhos adotados problemáticos (da mesma forma que existem filhos biológicos problemáticos). Nenhuma me marcou tanto quanto uma amiga em Santo Amaro, em cuja casa se armavam saraus para que a mulher do Tio (o pianista Laércio de Freitas) preparasse comida para receber os melhores músicos de São Paulo.
A dona da casa tinha duas filhas, que eram anjos em forma de meninas, carinhosas, lindas, lindas, lindas, dessas de cativar à primeira vista; e um menino, hiper-ativo, com problemas sérios.
Os três foram adotados quando já tinham alguma idade, creio que 7 anos as meninas, 5 anos o menino. Foram encontrados pela polícia na casa dos pais biológicos, acorrentados a uma mesa, com marcas de chicote nas costas, de queimadura de cigarros. Foram recuperados para a vida e para o afeto pelo trabalho da nova mãe. Não foi só atendimento, ida a psicólogos e coisas do gênero: foi afeto direto na veia.
O menino tinha problemas de hiperatividade. No seu caso, tratamento com psicólogos, medicamento. E o afeto permanente daquela mãe.
Uma medida provisória (MP) publicada ontem no Diário Oficial da União autoriza o Tesouro Nacional a emitir títulos públicos federais para capitalizar o Fundo Soberano do Brasil (FSB). Essa possibilidade era expressamente vedada na lei que criou o FSB, mas a proibição foi anulada. O montante de títulos que poderão ser emitidos não foi definido.
O Diário Oficial que trouxe a MP publica também a lei 11.887, que cria o Fundo Soberano. Assim, em seu primeiro dia de existência, o FSB foi alterado. O dispositivo da lei que proibia a emissão de títulos públicos para capitalizar o FSB foi modificado pela MP antes, portanto, de entrar em vigor. (continua)
Comentário
A oposição continua tendo o padrão Raul Jungman-Arthur Virgilio. É notória a falta de rumo.
O fundo soberano pode ser uma boa ferramenta para o desenvolvimento brasileiro, como pode ser um fator de descontrole. Tudo depende da regulamentação.
Em vez de se concentrar em um trabalho produtivo, na discussão da regulamentação, a oposição PSDB-DEM faz o mesmo que criticava no PT, quando oposição: atira no fundo pelo que ele poderá representar de pontos para o governo.
Pontos a serem discutidos:
1. O fundo será exclusivamente para investimentos ou fará parte das reservas estratégicas para enfrentar futuros problemas nas contas externas? Esse ponto é relevante para definir a composição dos seus ativos. Se for reserva, terá que contar com ativos líquidos.
2. Que tipo de projetos serão apoiados pelo fundo? Haverá regras claras? Por exemplo, projetos de infra-estrutura; ou projetos que reduzam a vulnerabilidade externa brasileira.
3. Nas aplicações do fundo, haverá a divisão dos riscos com financiadores privados?
4. Que tipo de garantias serão exigidas dos projetos financiados pelo fundo?
Eu queria ter tempo e paciêcia para buscar as declarações mais incríveis de especialistas sobre o atual governo.
Consegui coletar estas. (Nota: análises da época do mensalão)
JB
Para psicanalistas, o comportamento do presidente é típico de quem está em choque
Enquanto o país vive momentos de perplexidade com o festival de denúncias que a cada dia ganha novos capítulos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem apresentado reações freqüentemente contrárias às expectativas da população. Na última sexta-feira, quando novas acusações atingiram o Ministro da Fazenda, Antonio Palocci, o país prendeu a respiração diante da TV. O presidente admitiu “estar tranqüilo”, além de convicto de que tudo será esclarecido.
Para a psicanalista Halina Grynberg, do ponto de vista psíquico, o comportamento do presidente é típico de quem está em choque:
- Ele vive o que chamamos de “quadro de estupor traumático”. O mundo está desabando à volta dele e Lula não tem o que fazer. Esse espanto, a sensação de “isso não podia estar acontecendo comigo”, é mais freqüente do que imaginamos. Uma pessoa num cenário destes não faz nada porque o mundo exterior a supera – analisa.
(…) – O momento em que vivemos é uma amostragem da completa destituição da lei na sociedade brasileira. A perversão tomou conta do tecido social. Todos querem usufruir de todos os bens o tempo todo, sem freios – afirma a psicanalista, que vê a imagem de Lula paralisado e atônito, sinalizando angústia e anestesia psíquica.
(…) O psicanalista Lindenberg Rocha explica que Lula passa por um momento de “denegação”, em que ele nega que nega porque não quer acreditar no que está acontecendo:
Mesmo negando a realidade, o psicanalista não tem dúvidas de que, em breve, o presidente vai ter de cair na real. Ninguém, segundo ele, tem uma estrutura tão sólida para suportar tamanha pressão e denúncias.
- Mesmo porque a nossa identidade é baseada no nosso grupo social. E, se todos começam a cair, a gente cai também – prevê Lindenberg. (…)
Não sei como se coloca o nome e a carreira em jogo assim. Deus do céu.
Por wilson cunha junior
Hehehe, Não há como deixar Woody Allen de fora dessa conversa:
Muita gente defende a privatização tendo como exemplo o setor de telefonia celular. Mas entre as razões do sucesso no setor estão a existência de concorrência e a evolução tecnológica da indústria.
Vejo exemplos em setores onde não há concorrência (exceto no momento de licitar a concessão),em que a privatização não apresentou bons resultados, como:
- serviço de transporte coletivo através de ônibus. As tarifas sempre aumentam, mas os ônibus continuam velhos, lotados e o setor é frequentador assíduo da justiça do trabalho;
- serviço de água e esgoto. Em Manaus, por exemplo, a privatização ocorreu há mais de uma década e até hoje a periferia sofre com desabastecimento.
Ou seja, privatizar não é palavra mágica nem maldita por si só.
Comentário
No caso de Manaus e de muitas concessionárias, o problema foi governantes tentando receber pelo pagamento da concessão. Há três critérios que entram na composição da tarifa: universalização dos serviços (o que demanda investimento), tarifas módicas e pagamento pela concessão (a chamada concessão onerosa).
Quando ocorre o pagamento (caso das concessões rodoviárias em São Paulo, saneamento em Manaus e sistema de telefonia), a tarifa é maior. Ou seja, ocorre uma bitributação: o contribuinte pagou impostos e tarifas que permitiram a construção do sistema antigo; e pagará de novo pelo pagamento exigido dos novos concessionários.
Quanto à posição do André, perfeita: não existe privatização ou estatização virtuosa ou nociva em si. Há que se analisar cada setor para encontrar a melhor alternativa, sem dogmatismo ideológico. Leia mais »
a todos as boas festas. Ainda hoje (26/12) às 19:00 hs reprise na TV Senado, de debate que participei com o excelente Juiz Federal do TRF-RJ, Doutor William Douglas, dissidentes sobre as leis de ´cotas raciais´ nas Universidades Públicas. Tal projeto de Lei PLC 180/08, já aprovado na Câmara dos Deputados em 20/11, encontrava-se para ser aprovado no Senado Federal na semana pp. e foi adiado para logo após o recesso parlamentar, em fevereiro.
Como sempre, embora seja a favor de Ações Afirmativas, apresento argumentos contrários a identidade jurídica racial – pelos efeitos colaterais não desejados – e o ilustre Juiz, advoga a favor desse tipo de legislação.
Os comentários e críticas serão bem-vindas, o que não podemos é permitir que legislação dessa dimensão que vai alterar a cidadania das gerações futuras, seja acolhida por nossa geração, sem maiores debates e reflexões.
Por Antonio Arles
Nassif, que tal, para promover o tal debate que o Sr. Militão diz ser tão importante, publicar aqui no Blog o excelente texto do Juiz Federal Willian Douglas sobre suas posições sobre a questão das cotas. O texto foi publicado também no Viomundo do Azenha e o Endereço é esse: clique aqui.
Agora, fiquei com a impressão de estar ouvindo a Regina “Eu tenho medo” Duarte nessas curtas palavras do Sr. Militão. Parece que a estratégia de 2002, quando o jogo estava perdido, continua valendo.
Como auditor da Receita Federal, torno a enviar-lhe um comentário, cujo tema espero que voce possa colcar em pauta.
Trata-se da privatização dos aeroportos de Viracopos e Galeão.
No modelo atual, onde a aduana brasileira tem pouca (ou quase nenhuma) força nestes locais (só pra citar uma, na França a aduana DECIDE em qual aeroporto uma aeronave pode pousar) e contando com um quantitativo ridículo de servidores, tal processo, se seguir adiante objetivando apenas motivos políticos, poderá se transformar em mais uma catástrofe para os trabalhadores e indústrias brasileiras.
O grupo chinês que comprou a Variglog (não comprou a Varig por razões “suspeitas”, é o maior interessado em Viracopos. Comprou a Variglog e já tem uma dívida imensa com a Infraero.
Imagine voce se este grupo, que ostenta em sua história interesses escusos, dono de uma empresa de transportes aéreos, compra também a concessão de administrar o maior aeroporto de cargas do país?
A aduana do Brasil não é órgão arrecadador, é orgão de defesa, de segurança nacional. Ao abandonar a aduana, hoje com apenas 3500 servidores (na Farnça são 30 mil, nos EUA 50 mil), está abandonando também o emprego e a indústria.
Depois não adianta vir com campanha contra a pirataria ou de apoio à indústria. Nos outros países eles não tem o menor receio de parar tudo nos portos, aeroportos ou fronteiras terrestres.
Aborde este tema. Posso contribuir com relatos que ninguém acreditará.
Sorte, saúde e paz em 2009 a voce, família e todos seus seguidores!
Por Selma
Pelo que entendi, estamos discutindo privatizacao de fiscalizacao. Na minha opiniao nunca vai acontecer, cabe inclusice uma ADI preventiva no caso de tramitacao de lei nesse sentido, visto que toda fiscalizacao é funcao “típica de Estado”. Como o particular vai fiscalizar outro particular? Determinadas funcoes do Estado estao fundamentadas em uma teoria do Direito Administrativo, nosso poder legislativo nao pode alterá-la ao seu bel prazer. Existe a mesma discussao no servico de inspecao federal de alimentos (SIF). Para mim é inconstitucional.
Por Augusto Cesar
Esse auditor, que nem deve ser aduaneiro, usa uma falsa preocupação com o controle aduaneiro para disfarçar posições meramente ideológicas. Trabalhei oito anos na aduana aeroportuária e não tenho o menor medo da privatização de portos e aeroportos. A Receita Federal só não “tem força” nos aeroportos porque não é respeitada pela Infraero – tudo governo, tutti amici. Mas nos recintos alfandegados privados a manutenção da concessão fala mais alto ao bolso do concessionário e a Receita Federal é ouvida e obedecida em suas prerrogativas.
E os que falaram aqui sobre separar a aduana da RFB, realmente é uma ótima idéia. E porquê não tirar também a imigração da Polícia Federal e unificar o controle aduaneiro de pessoas e bens num único órgão? O problema é que nem RFB nem DPF querem perder posiçoes. A aduana e a imigração são onde as greves desses órgãos se fazem sentir.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.