Daqui a pouco começa a ceia. A Ruiva já foi para a cozinha desde cedo, preparando um banquete mineiro: lombo, tutu. As menininhas Bibi e Dodó passaram o dia inteiro brincando com os avós e com a tia Marina. Daqui a pouco chegam as meninonas, Mariana e Luizinha e a boneca da Clarinha, minha neta e sobrinha das menininhas.
Vai ser uma ginástica. Primeiro, ceia em casa. Depois, as meninonas vão até a casa da família da mãe, a Ica. Se por aqui não terminar muito tarde, tentarei ir à casa de uma das minhas irmãs, onde estará o restante da familinha – os irmãos e suas famílias. Amanhã, o ritual de visitar a familiona, as tias, que, depois de tantos anos de São Paulo, ainda conservam a afetividade doce e contida do interior.
Atrás da tela do computador, vocês, uma multidão de amigos desconhecidos, irmanados nessa loucura que é a Internet, nessa relação ao mesmo tempo afetiva e impessoal, de velhos-novos companheiros se reunindo diariamente em torno de notas, comentários e discussões.
Pretendia escrever mais, mas para quê? O que vale é desejar, do fundo do coração, um Feliz Natal e um grande 2009 para vocês e para o Brasil.
Estamos atravessando a maior revolução da história, com essa crise que veio para modificar hábitos, costumes, a economia, as relações de poder. Por cima das paixões, das lutas, do velho estendendo tentáculos agonizantes, tentando asfixiar o novo, há os valores eternos da civilização: a solidariedade, a busca do bem comum, a recuperação do amor próprio nacional, a capacidade de enxergar o Brasil como um todo, uma nação em que pobres, ricos, trabalhadores, empresários consigam de unir em torno de um ideal comum: a busca do desenvolvimento com justiça social, a redução das desigualdades e do preconceito, o combate a toda forma de discriminação.
Meu agradecimento especial à Ruiva e as meninas mais velhas, que tiveram coragem para enfrentar a barbárie, que esconderam de mim as noites mal-dormidas, o choro com as ofensas, para não derrubar minha disposição de ir até o fim nessa batalha. Essa batalha contra a escuridão, aliás, ajudou a fortalecer ainda mais a família. Souberam entender – sem que eu precisasse explicar – que não haveria como não me apresentar à luta.
Quando algum conhecido, ou algum de vocês, perguntava de onde vinha a energia para enfrentar esse festival inédito de baixarias, a resposta era simples: uma família equilibrada, unida em torno de princípios e valores claros.
Nessas poucas horas que faltam para a ceia, a lembrança voa para dona Tereza e seu Oscar, para a casa da minha infância. Não é mais uma lembrança dolorida. É a sensação de estar cumprindo adequadamente os ensinamentos que me passaram.
E pé na tábua que 2009 está aí, à nossa espera!
Feliz Natal.
Por Thiago M.
Feliz Natal, Nassif!
Como presente encaminho um link para um video muito bonito, que mostra a linguagem universal dos seres humanos: o sorriso. E é impossível não sorrir, assistindo.
Primeiros quinze minutos (não assisti tudo), a repórter Lia Rangel mostrando a a competência exibida no programa anterior. Show! Todas as perguntas necessárias, as delicadas, formuladas com educação e com a intenção de quem quer arrancar informações jornalísticas.
A partir dos 17:50 minutos, Protógenes afirma que existe uma lista de jornalistas financiados por Dantas para manipular as informações.
Aos 31:00 a afirmação taxativa de Protógenes sobre o tal grampo de Mendes: é um episódio inédito na história do país, duas autoridades avalizarem um grampo sem provas.
Desativei uns plugins aqui no sistema, para ver se estavam interferindo no Internet Explorer. Alguém que tem o IE poderia fazer uns testes para conferir se os bugs permanecem?
Atenção, quando foram abrir um link, cliquem com o botão direito do mouse e escolham a opção “abrir em outra janela”.
Nassif, não sei se existe algum empecilho de ordem ética, porém, gostaria que vc comentasse o artigo do Kanitz sobre a regulamentação sobre a capacidade de alavancagem dos bancos estabelecida em Basileia I e II. Conforme entendia, até então, essa regulamentação seria muito salutar. O artigo encontra-se no endereço clique aqui.
Comentário
No início dos anos 80, tínhamos por hábito (o Kanitz e eu) de brincar com as fórmulas matemáticas nos primeiros computadores pessoais que apareceram. Usando o Visicalc, veja só.
Na época, o Kanitz desenvolveu uma tese muito criativa – que ele mostra no artigo – mostrando o impacto deletério da inflação sobre as taxas de juros dos empréstimos internacionais. No Brasil, com o intituto da correção monetária, o principal era corrigido pela inflação; mas os juros (como percentual) continuavam fixos.
Nos EUA, eram os juros que aumentavam. Os efeitos sobre a dívida eram fulminantes. Para cada 100 que o país pagava, parcela cada vez maior era destinada aos juros; comendo a parte que poderia servir de amortização à dívida.
Publicado ontem pelo Noblat esta história provavelmente faz parte do relatório da PF sobre a investigação do grampo.
Conversei há pouco com o senador Demóstenes Torres. Ele me contou que estava no seu gabinete acompanhado de cinco pessoas quando conversou com Mendes por telefone. As cinco: três funcionários do Ministério da Justiça, um procurador da Justiça de Minas Gerais e um assessor do Senado.
Tais pessoas ouviram o que Demóstenes disse a Mendes. São testemunhas, portanto, de parte do diálogo.
Semanas depois, Demóstenes foi procurado por um repórter da VEJA que lhe apresentou a transcrição completa da conversa. Ele reconheceu na transcrição o que dissera e ouvira. Mendes também reconheceu.
Protóneges tentou vender a tese de que o repórter da revista reconstituiu a conversa com a ajuda de Demóstenes e de Mendes. No caso, o senador e o ministro teriam sido cúmplices do repórter na invenção de um episódio que quase procovou uma crise institucional.
Comentário
Essa história da importância do áudio merece uma explicação mais detalhada. Leia mais »
Está um tanto difícil entender a dimensão da crise econômica.
De um lado, há os catastrofistas, que acham que o país desaparece a partir de janeiro. De outro os que julgam que, como pouco aconteceu até agora, nada de grave acontecerá depois.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.