Dez anos
Foram dez anos, exatamente dez anos atrás quando a fui buscar no Hotel da Alameda Lorena onde se hospedavam cientistas e professores para os seminários da USP. Você tinha vindo para um encontro de farmácia. Alguns meses antes nos tornamos amigos virtuais, trocando conselhos e nos consolando mutuamente pelo ICQ.
Eu me encantava com seus modos, sua graça, quando chegava entusiasmada contando como fora a uma festa e chamara a atenção por sua beleza; ou pedindo uma pausa, para que pudesse esquentar o jantar do pai, que acabara de vir do trabalho; ou quando me mandava poemas que se encaixavam tão bem nas situações que atravessava.
Não tinha a menor idéia do que iria encontrar no hotel, quando marquei pegá-la às 20 horas para um jantar. Pelas molecagens nas salas de chat, imaginava uma menina magrinha, elétrica, com cabelos ouriçados, mesmo você sutilmente me avisando que não era bem assim.
Parei o carro no pátio do hotel e te olhei de leve caminhando em minha direção. Apresentou-se, entrou, e nem olhei direito para seu rosto. Estava vexado de sair com uma moça tão mais nova, ainda que não houvesse nenhuma intenção maior no encontro, a não ser o de conhecer uma amiga virtual. Era eu mentindo para mim. E você para você, quando supôs que seria apenas um encontro corriqueiro.
Minha timidez impediu-me de perceber, de cara, que você estava inibida. Nem parecia aquela serelepe que atazanava a sala com provocações. Só a olhei de fato, só vi seus olhos, olhei seu rosto, os dentes meio separados quando chegamos ao Chalé Alpino, pedimos o prato e o vinho, e parei para respirar.
Nem sei se parei para respirar ou deixei de respirar quando, pela primeira vez, olhei seu rosto. Foi um choque, um impacto que não esperava. O vinho correu solto e tirou a inibição. A conversa fluiu, todas as confidências trocadas no ICQ vieram à tona, estimuladas pelo vinho.
No túnel escuro em que me metera, de repente seu rosto era um farol, tão intenso que, em determinado momento, a chamei para vir embaixo da minha asa, e avancei um beijo, que você não recusou.
Depois, fui deixá-la no hotel, mas a acompanhei até o apartamento. Nem me lembrava direito o que tinha acontecido. Durante muito tempo imaginei que era um sonho e que, em determinado momento, eu a cobria de declarações, uma enxurrada de palavras, apaixonadas, segurando seu rosto com minhas duas mãos.
Muito tempo depois você me disse que não havia sido sonho. Fiz, de fato, as declarações, justo eu que fugia de qualquer envolvimento como o diabo da Cruz, que tinha todos os pruridos para expor sentimentos, quanto mais para fazer declarações. Mas tudo o que eu imaginara sonho, tinha de fato acontecido.
Naquela noite começou uma nova vida, complicada, difícil, mas que me salvou da solidão.
Hoje, dez anos depois, quando vejo nossas menininhas, vejo a mocinha de 25 anos tornando-se mulher, sofrida, amadurecida, companheira, constato que já fiz muitas apostas na vida, muitas apostas erradas.
Mas na maior delas, ganhei você, as menininhas, e a certeza de uma longa vida companheira pela frente.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crônica Tags:

Coerente com minha essência, renasço e morro em incontáveis ciclos. E assim é feita minha vida, que só foi plena quando vim vivê-la a seu lado. O resto? Era bruma.
Mostra para a Virgínia, agora. Aquela, a Reinaldete.
hehehheheheh
lindo e romântico. continuem assim.
abraços.
Caro Mouro
Quase pensei que esta prosa ia ……..ia……….mas, caiu a ficha !!!!!!
Caro Nassif,
também na minha história completam-se 10 anos que um farol brilhou-me no céu de Campestre e me aprisionou para sempre à vida da região fantástica de Poços de Caldas. também sentimento puro e fulminante, quase como o seu. e minha vida tomou um rumo novo, gosto novo (e um filho novo! André Luiz). mas comento tudo isso apenas para dizer-lhe que a sua crônica hoje está muito mais que isso: é um poema em prosa. parabéns!
Estou a passar por algo bastante parecido.
E.. e é bom encontrar-me com seres do meu planeta.
Felicidades.
desculpe usar este link, mas não achei nenhuma outra forma de perguntar:
Este texto foi realemtne escrito por Luiz Nassif ?
“Elite privilegiada
Muitos se dizem aviltados com a corrupção e a baixeza de nossos políticos.
As revistas, jornais e tv’s que defenderam os corruptos em troca de contratos oficiais estão eliminadas da minha vida (Isto É, Carta Capital, Globo, etc). A imprensa adesista é um “câncer a ser combatido”. As tv´s que demitiram jornalistas que incomodaram o governo (lembra da Record com o Boris Casoy?) já deixaram de ser assistidas em casa.
Eu não, eles são apenas o espelho do povo brasileiro: um povo preguiçoso, malandro e que idolatra os safados. É o povo brasileiro que me avilta!
Não é difícil entender porque os eleitores brasileiros aceitam o LULA e a quadrilha do PT como seus líderes. A maioria das pessoas deste país faria as mesmas coisas que os larápios oficiais: mentiriam, roubariam, corromperiam e até matariam.Tudo pela sua conveniência.
Com muitas exceções, os brasileiros se dividem em 2 grupos:
1) Os que roubam e se beneficiam do dinheiro público.
2) Os que estão esperando uma oportunidade de entrar para o grupo 1.
Por que será que o brasileiro preza mais o Bolsa Família que a moralidade?
Fácil: Com a esmola mensal do bolsa família não é preciso trabalhar, basta receber o dinheiro e viver às custas de quem trabalha e paga impostos.
Por que será que o brasileiro é contra a privatização das estatais?
Fácil: Em empresa privada é preciso trabalhar, ser eficiente e produtivo; senão perde o emprego. Nas estatais a eficiência é zero, comprometimento é zero e todos a receber o salário garantido, pago com o imposto dos mesmos idiotas contribuintes.
Para mim chega!
Passei minha vida inteira trabalhando, lutando e tentando ajudar os outros.
Resultado: Hoje sou chamado de “Elite Privilegiada”.
Hoje a moda é ser traficante, lobista, assaltante e excluído social.
Por isso, tomei a decisão de deixar de ser inocente ,útil e de me preocupar com este povo que não merece nada melhor do que tem.
Daqui pra frente, mudarei minha postura de cidadão.
Vou me defender e defender os direitos e interesses da nossa “Elite Privilegiada”.
1) Ao contrário dos últimos 20 anos, não farei mais doações para creches, asilos e hospitais. Que eles consigam os donativos com seu querido “governo voltado para o Social”.
2) Não contribuirei mais com as famosas listinhas de fim de ano para cesta de natal, de porteiros manobristas, faxineiros e outros (O ABÍLIO TINHA RAZÃO). Eles já recebem a minha parte pelo Bolsa-Família.
3) Não comprarei mais CDs e não assistirei a filmes e peças de teatro dos artistas que aderiram ao Lulismo (lembra, tem que por a mão na %!@$&@#!).
Eles que consigam sua renda com as classes c e d, já que a classe média que os sustentou até hoje não merece consideração.
4) Não terei mais empregados oriundos do norte-nordeste (curral eleitoral petista). Por que eles não utilizam um dos milhões de empregos gerados por este governo?
5) Depois de 25 anos pagando impostos, entrarei no seleto grupo de sonegadores. Usarei todos os artifícios possíveis para fugir da tributação, especialmente dos impostos federais (IR). Assim, este governo usará menos do meu dinheiro para financiar o MST, a Venezuela, a Bolívia e as “ONG´s fajutas dos amigos do Lula”.
6) Está abolida toda e qualquer “gorjeta” ou “caixinha” para carregadores, empacotadores, frentistas, e outros “excluídos sociais”. Como a vida deles melhorou MUITO com este governo de “esquerda”, não precisam mais de esmolas.
7) Não comprarei mais produtos e serviços de empresários que aderiram ao Lulismo. É só consultar a lista da reunião de apoio ao Lula, realizada em Setembro/06. Como a economia está¡ “uma beleza”, eles não estão precisando de clientes da “Elite Privilegiada”…
9) Só trabalho com serviços públicos privatizados. Como a “Elite Privilegiada” defende a Privatização, usarei DHL ao invés dos Correios, não terei contas na CEF, B.Brasil e outros Órgãos Públicos Corruptos.
10) Estou avisando meus filhos: Namorados petistas serão convidados a não entrar em minha casa. E dinheiro da mesada que eu pago não financia balada e nem restaurante com petista. Sem Negociação.
11) Não viajo mais para o Nordeste. Se tiver dinheiro, vou para o exterior, senão tiver vou para o Guarujá. O Brasil que eu vivo é o da “Elite Privilegiada” , não vou dar PIB para inimigo.
12) Não vou esquecer toda a sujeira que foi feita para a reeleição do “Sapo Barbudo”, nem os nomes dos seus autores. Os boatos maldosos da privatização (Jacques Wagner, Tarso Genro, Ciro Gomes), a divisão do Brasil entre ricos e pobres (Lula, José Dirceu), a Justiça comprada no STF (Nelson Jobim), a vergonha da Polícia Federal acobertando o PT (Thomas Bastos), a virulenta adesão do PMDB (Sarney, Calheiros, Quércia), a superexposição na mídia do Lula (Globo).
Sugiro que vocês comecem a defender sua ideologia e seu estilo de vida, senão, logo, logo , teremos nosso patrimônio confiscado pela “Ditadura do Proletariado”.
Estou de luto! O meu país morreu!
- EU DESISTI DO BRASIL!!!
Luiz Nassif “
Falso.
Assim é muito fácil escrever, a história já é bonita em si…
Parabéns!