iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade
31/05/2007 - 12:26

O “professor de Deus” e o fundo de exportação

Vai aí a nova obra-prima do “professor de Deus”, com minhas observações sublinhadas.

Cigarras, formigas e efeitos especiais
Por Alexandre Schwartsman

Breve introdução.

O ambiente econômico é o que em física se chama de realidade complexa. Tem muitas variáveis inter-relacionadas. Mexeu em uma, altera o equilíbrio e afeta outra, que por sua vez interfere em uma terceira, e assim por diante.

Há dois tipos de economistas. Numa ponta, os grandes economistas sabem enxergar o todo e identificam co-relações que passam despercebidas aos economistas menores. É preciso visão sistêmica, sensibilidade, intuição. Identificadas possíveis co-relações, entra em cena, o segundo tipo de economista, que poderíamos chamar de “tarefeiros”. São os sujeitos que vão buscar os números, montar seus cálculos para conferir se as hipóteses estão corretas. É trabalho importante, mas menos nobre.

Cabeças de planilha são economistas do segundo grupo que, a partir de um levantamento de uma peça, tiram conclusões para o jogo todo, querem integrar a primeira divisão. São aqueles cujas planilhas não comportam muitas variáveis. E acabam tomando a célula pela planilha inteira.

Vamos entender como é isso.

UM ESPECTRO ronda o Brasil -o espectro das más idéias. A mais recente é a proposta de tributar as exportações de commodities para reduzir seu ímpeto e depreciar a moeda, supostamente justificada pelos casos do Chile e da Noruega, países que tributam as exportações de cobre e petróleo, respectivamente. No entanto, à parte o mérito de reconhecer que o desempenho das exportações (e não a taxa de juros) é o principal fator de pressão sobre a moeda, uma análise detalhada indica que, no ranking das más sugestões, esta ocupa lugar de destaque.

Quanto à afirmação de que a apreciação se deve apenas ao desempenho das exportações, dou a resposta ao David Kupffer, em seu artigo desta semana no “Valor”: “A medida da entrada “física” de dólares deve ser o saldo em transações correntes – o saldo conjunto das transações comerciais e também das operações referentes a serviços como seguros, fretes e royalties. E esse não está em trajetória ascendente, já que no primeiro trimestre de 2005 foi de US$ 2,66 bilhões, no de 2006 caiu para US$ 1,57 bilhões e agora está em US$ 1,39 bilhões. Longe de caracterizar um reforço na entrada de dólares, isso significa uma contração de quase 50% em relação ao primeiro trimestre de 2005, quando a trajetória de apreciação cambial estava em seu início”. Além disso, quando faz antecipação de exportação e outras operações do gênero,o exportador está também seguindo a lógica financeira, e não comercial. Deu para perceber a diferença entre o economista que enxerga diversos ângulos e o que enxerga só uma célula da planilha?

Os números são eloqüentes: na Noruega, petróleo e gás representam 64% das exportações totais e 62% das novas exportações; no Chile, o cobre abrange 56% das exportações, o equivalente a 72% das novas exportações. A dependência dessas economias de commodities, porém, não cessa aí. No caso chileno, por exemplo, o cobre também representou receita fiscal de 5% do PIB (Produto Interno Bruto) no ano passado.

Vale dizer, nesses países tanto o desempenho fiscal como as contas externas estão fortemente ligados a uma única commodity, de preço volátil e não-renovável. Não é necessário grande esforço para concluir que a simples prudência recomenda poupar ganhos extraordinários para dias menos felizes. Em tais períodos, os dividendos desses fundos, se bem aplicados, mantêm o balanço de pagamentos em boa forma e evitam cortes drásticos dos gastos públicos.

Afora a questão cíclica, dois outros pontos são relevantes. Como cobre e petróleo são finitos, não é justo que as gerações correntes se apropriem de toda a riqueza; parte deve ser poupada para as gerações futuras.

Olha a sofisticação do “professor de Deus”, incluindo aspectos intertemporais em sua análise.

Por fim, nos dois países, as empresas produtoras são estatais, de modo que as decisões de produção e exportação de commodities são menos sensíveis à tributação que as tomadas por empresas privadas.

No Brasil, em contraste, os dez principais produtos de exportação representaram apenas 35% das exportações em 2006 (41% das novas exportações) e fração ainda menor dos tributos.

“Apenas” 35% das exportações é ótimo. A conta correta é a balança comercial do setor, quanto cada setor representa sobre a geração de saldos comerciais. O que a geração de tributos tem a ver com o raciocínio? Não me pergunte.

Em outras palavras, não há um quadro de dependência fiscal ou de balanço de pagamentos que se assemelhe ao dos países acima para justificar a adoção dessa política, que só serviria assim para aumentar a carga tributária, sem contar que o país já dispõe de US$ 135 bilhões de reservas.

Dependência fiscal? O fundo não tem função fiscal, mas de reduzir o ingresso de dólares para impedir a apreciação da moeda. Repare que o “professor de Deus” vai pegando argumentos, como quem joga lego, mas sem conseguir encaixar a peça no lugar adequado.

É verdade que petróleo e minérios são finitos, mas já se pagam royalties pela sua exploração.

O que tem a ver os royalties com a necessidade de reduzir a pressão sobre a entrada de dólares? Nenhuma. Ele achou o argumento interessante e colocou, mesmo não tendo nada a ver com a discussão.

Só não perguntem se esses recursos estão sendo devidamente poupados para o bem das gerações vindouras.

Uma frase retórica, inútil para a tese que ele pretende defender.

Por fim, são empresas privadas que respondem pelo grosso das exportações brasileiras, o que sugere uma resposta bem mais negativa à taxação que no Chile ou Noruega: pelo contrário, os volumes embarcados devem cair.

Se a taxação tornar a exportação onerosa, não se exporta nada. Se a exportação não for onerosa (e a intenção do fundo não é tornar a exportação onerosa), a troco de quê o exportador deixará de exportar? Qual a lógica dessa afirmação?

Trata-se, pois, de mera importação de uma idéia sem maior preocupação com o entorno em que foi gerada nem com o ambiente no qual seria aplicada. Curiosa ironia para quem sempre criticou a teoria econômica tradicional por supostamente refletir as condições de países desenvolvidos sem consideração pelas especificidades nacionais…

O “professor de Deus” reconheceu, finalmente, que tem que aprender a adaptar o manual para a análise das circunstâncias de cada economia. Falta, agora, apenas utilizar as variáveis corretas para analisar a economia.

Se colocasse seu senso de minúcia a serviço de um raciocínio mais complexo, poderia comparar cotações x dólar / custo de produção dos principais produtos. Com a queda do dólar nesses níveis, alguns produtos agrícolas já bateram no fundo do poço, mesmo com o aumento das cotações internacionais. Poderia ser um bom argumento contra o fundo de exportação. Ou poderia tentar entender as implicações financeiras inclusive sobre a balança comercial (induzindo à antecipação de exportações). Mas seria incluir mais variáveis do que comporta o “buffer” da sua planilha.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags:

80 comentários para “O “professor de Deus” e o fundo de exportação”

  1. Economista disse:

    Luis pergunta:
    “E os benefícios?”

    Tem razao… tem a Ferrovia do Aco, a Transamazonica, a Rio-Santos em linha reta por dentro da serra, aquela usina de Angra que qualquer dia afunda, o complexo militar-industrial que exportava a credito para o Saddam Hussein…

  2. Luis Nassif disse:

    E a substituição de importações, criando um belo tecido industrial. Não tome a parte (os abusos dos anos 80) pelo todo.

  3. Economista disse:

    Nassif:
    “E a substituição de importações, criando um belo tecido industrial. Não tome a parte (os abusos dos anos 80) pelo todo.”

    Abusos dos anos 80? Parece-me uma linguagem bem amena para descrever a hiperinflacao, o calote da divida externa, o endividamento descontrolado, a favelizacao de SP e Rio durante o milagre, toda a conta que ficou para a geracao que esta trabalhando hoje pagar…

  4. Alan Souza disse:

    Economista, por favor:

    “Abusos dos anos 80? Parece-me uma linguagem bem amena para descrever a hiperinflacao, o calote da divida externa, o endividamento descontrolado, a favelizacao de SP e Rio durante o milagre, toda a conta que ficou para a geracao que esta trabalhando hoje pagar…”

    Cara, vc precisa voltar pros livors, e pesquisar livros sérios. Esses desvios que vc aponta acima NAO OCORRERAM na época do milagre, mas sim na década de 80, com a abertura política.
    O que ocorreu no final dos anos 70 (quando já não se falava mais em milagre, foi a criação desenfreada de empresas estatais, muitas dando prejuizo, muitas sendo geridas por militares do segundo escalão.
    Aí entao, a dívida publica explodiu, mas apos saída dos militares do poder, os governos civis cometeram erros crassos na conduçao da politica economica, e nos gastos publicos, gerando um aumento de dívida brutal e um descontrole total das finanças. TODAS as instâncias, municipal, estadual e federal, gastaram a rodo e lançaram a conta para a hiperinflação pagar.

    Olha, cara. Muda de nick, sim? Vc não é economista nao.

  5. Jacques disse:

    Pare com xilique Nassif. Já chega sua atração nada saudável pelo Alexandre…

  6. Luis Nassif disse:

    Se eu estou parado, e vocês é que vêm aqui tomar as dores (próprias?), quem é o incomodado? Do meu lado, me divirto muito em comentar oas artigos do Schwartsman.

  7. Economista disse:

    Alan escreveu:
    “Cara, vc precisa voltar pros livors, e pesquisar livros sérios”

    E vc precisa melhorar a sua interpretacao de texto, pois o que voce esta criticando no meu comentario nao esta no meu comentario.

    Favor nao contar pro meu patrao q nao sou economista, ok?

  8. Claudio Pires disse:

    É verdade que o comportamento do Schwartsman fora das “quatro linhas” é lamentável.. mas a minha impressão, Nassif, é que vc segue a mesma linha, atacando aparentemente de forma gratuita não as idéias, mas as pessoas de quem vc discorda.. o Nassif pergunta “O Schwartzman deveria merecer um tratamento mais fidalgo do que o que dedica às suas vítimas?” Eu creio que sim, fidalguia acima de tudo no debate de idéias.. se o Nakano realmente é grande (ele é pouco conhecido no RJ) com certeza ficou na dele..

  9. Luis Nassif disse:

    Tá bom, Cláudio. Minhas contestações são especificamente em cima dos argumentos, dos sofismas, da maneira como se suprimem variáveis para facilitar o modelito. Você tem suficiente experiência em PUC e de economia real (espero que sua experiëncia profissional passe pela macro e pelo rico mundo setorial do lugar onde vocë trabalha) para contribuir para o debate. Levo profundamente a sério quem escreve a sério e agrega conhecimento. Como sempre levei a sério seu amigo Giambiagi, até o momento em que resolveu colocar a política na frente da análise.

  10. arkx disse:

    >”O Swartzman passa o artigo tentando demonstrar que as realidades chilena e norueguesa são completamente diferentes da brasileira, por isso o fundo lá é viável e aqui não… ”

    o ex Diretor do BC passa o artigo, e todos os anteriores, tentando demonstrar que nenhum dos problemas brasileiros decorre da mais alta taxa de juros reais do mundo.

    >”pra quem entende um pouco de economia os escritos do Nassif são absolutamente irrelevantes. ”

    para quem entende um pouco de economia e um pouco de operações do mercado os escritos do ex Diretor do BC só tem relevância para desmascarar que o único objetivo é legitimar um modelo de mercado de capitais que pauperiza o Brasil, em vez de ser a mola propulsora do desenvolvimento (ver Ignácio Rangel, A Inflação Brasileira, que já em 1963 decifrara o enigma da esfinge brasileira)

    > “Creio que seja um ensaio para mais tarde afirmar que o grande responsável hoje pela valorização do dolar são os altos juros da Selic. ”

    não há causa única para realidades complexas. alta taxa de juros, flutuação cambial não administrada, livre movimentação de capitais, funções do BC definidas de modo incompleto (deveria incluir crescimento do PIB e nível do emprego), falta de intregação entre BC e TN (taxa Selic serve a política monetária e ao mercado financeiro – corrige reservas bancárias e dívida pública).

    as soluções tb não podem ser únicas. não basta a queda dos juros.

  11. Alan Souza disse:

    Economista,

    Ta bom, combinado. Nao conto pro seu chefe. Ademais, peço-lhe desculpas pela ofensa ao seu titulo.

    Mas não retiro nada mais do meu comentarios. A sua argumentação com o Nassif indica uma clara mistura de fatos não concatenados no tempo. O dito milagre foi antes, com a construção de itaipu, com o DDD e DDI da Embratel, etc, atc.
    Aí entao veio a crise de petroleo de 73 e o governo foi pego com as calças na mão, e a economia começou a descer ladeira. Teve dividas, sim, e projetos pegos incompletos no meio da crise, tais aqueles que vc listou. Mas o mais importante, foi depois, com a abertura politica, e a incapacidade dos governantes de controlar os proprios gastos etc, etc. Claro que tem mais coisa no caldeirão. Mas se a crise de 73 não tivesse ocorrido, talvez ainda tivessemos governo militar até hoje.

  12. Eduardo CPQ disse:

    Caro Nassif,

    Creio que você não deve ter entendido o Sr. Cláudio.

    Ele não se referiu ao patético antigo, ultrapassado, que vigiu até a bela Sinfonia, criação de Tchaikovski no final do século XIX, mas ao sentido moderno, globalizado, do Pateta de Disney.

    Não sendo peripatético, parece que patetas há apor aqui, vários e um tanto sensíveis, pois não?

    E será crime falar dos presidentes Getúlio e Juscelino? Seria pré-história?

    Abraço

  13. Luis Nassif disse:

    Eduardo, recebi o PPT com Piazolla e Van Gogh. Muito bonito.

  14. Economista disse:

    Alan escreveu:
    “Mas se a crise de 73 não tivesse ocorrido, talvez ainda tivessemos governo militar até hoje. ”

    Vc sente saudades?

  15. Piki disse:

    Não entrarei nas discussões pessoais. Já dei minha opinião aqui.
    Taxação de exportação, p/ desvalorizar o real, é uma idéia totalmente inócua no Brasil. Não é possível que com uma roubalheira dessas ainda se queria deixar mais dinheiro na mão do governo. É demais isso…

  16. Luiz disse:

    Nassif e Alan,
    Vcs não estão sendo muito justos.
    A explosão dos anos 70, em se considerado o crescimento populacional especialmente o aumento de população urbana, mostram que o tal milagre foi mais estilo David Coperfield, do que de qualquer Santo.
    Não podia falar mal do governo, não podia nem falar; só o governo podia gritar, e bradava confetes em si mesmo.
    Os militares é que geraram os abusos dos anos 80, as obras faraônicas, tais como priâmides, destinadas a sucumbir a sua prórpia memória.
    Ademais como vcs mesmo defendem, a visão de longo prazo, os anos 70 se devem à década passada, esta sim planejou, mas a realidade explodiu e atropelou todos os melhores planos, fazendo com que eles parecessem ruins. Os militares foram infelizes em quase todo o planejamento, são bons engenheiros, bons operadores, sem dúvida; pegaram carona neste atropelamento se dizendo responsáveis por um milagre que na verdade nunca existiu, a não ser na propaganda que fizeram de si mesmos.
    As tentativas de se planejar hoje são refutadas pelo trauma dos tais planos atropelados, e a engenharia econômica do curto prazo ainda hoje é erroneamente bem vista pela associação com os operadores militares da época do milagre da ilusão.
    É muito duro quebrar uma cultura e transpor um trauma.

  17. Alan Souza disse:

    Vai uma lista do que foi implantado no governo militar e vejam se o que temos agora não foi iniciado la:
    1) Embratel, DDD , DDI, Teles
    2) Minerio de Carajas
    3) Embraer
    4) enriquecimento de uranio
    5) soja na agricultura
    6) Pro-alcool e carros a alcool
    7) BNH
    8) reserva de informatica
    9) Inpe, programa espacial
    10) embrapa
    11) CNPq

    Algo foi criado depois, ou so melhorado?

  18. Alan Souza disse:

    Economista,
    Nao, nao sinto saudades. E mesmo durante os negros anos da inflação galopante, achava que valia o custo de suportar os descaminhos dos fisiologicos e populistas criados pelos militares, que erravam a mais não poder. Sabia que, no final, teriamos um pais mais justo e prospero. A minha colocação sobre a crise do petroleo é apenas para levantar que na minha opinião este foi o fator determinante da mudança de rota. Não tenho condições de avaliar quanto tempo mais a ditadura teria durado, mas certamente teria durado bem mais.
    O ponto, volto a repetir é que, da crise, a ditadura começou a fazer agua e os projetos ditos faraonicos nao puderam ser finalizados.

    Luiz,
    O tal milagre foi mesmo uma jogada de marketing do governo militar, mas a palavra foi utilizada somente ate’73.

    Depois foi um deus-nos-acuda com racionamento, taxação de superfluos
    e programas de substituição de importações.
    Mas o que rebato, foi a tese do Economista sobre o dirigismo economico de 50 a 70 gerando uma superdivida externa e hiperinflação. Ora, JK fez divida externa mas industrializou o pais. Os militares, no inicio tambem. Mesmo no fim do governo Figueiredo, o Brasil tinha um parque industrial crescente. Mas aí entao, a redemocratização do pais, sem uma lei de responsabilidade fiscal, os populismos, introduziram uma exacerbação da inflação e o aumento de dívida em vez da volta do pais para bases solidas.

    E o conceito de faraonico é tão falso quanto o de milagre economico.

    Agora, queria ver se um economista atual, até mesmo o Mangabeira, propondo um pro-alcool. Queria ver alguem propondo a criação de uma Embraer na atual conjuntura. E o enriquecimento de uranio da Marinha? Vcs fazem ideia de quantos pesquisadores foram estudar na Alemanha? Não tem PAC que faça isso. E o IPEA-rio não é mais o mesmo de 1982-84.
    Temos que nos conformar, não é mesmo?

  19. Luiz disse:

    Ditaduras, necessariamente centralizadoras, quando se vão deixam o caos em seu vácuo, . Lembre da iugoslávia e da Argentina.
    São as instituições que devem evoluir, este é o legado principal de um governo e não a propaganda de milagres faraônicos.
    Uma Transamazônica hoje teria enormes dificuldades em consegur licenciamento ambiental, o que não significa que não houve amadurecimento.
    Os anos 80 receberam o legado dos anos 70 que recebeu dos 60. Os militares fizeram um período negro e quando fez água saltaram do barco, mostrando sua covardia e incapacidade gerencial intrínseca, eles são treinados pra guerra, construções temporárias e emergenciais, no máximo. Heróis na luta anti-comunista que se perenizaram na ambição do capitalismo, nos legando um capitalismo com 20 anos de atraso e estirpando qualquer assisstencialismo por mais básico que possa se atribuir uma origem socialista. Eles são os responáveis últimos pela balbúrdia civil dos anos 80, o Lula é criaçaõ deles. Jamais saberemos como seria se JK fosse reeleito ao invés de morto (ou matado, como dizem alguns).
    ALAN, fazer qualquer suposição em história é perda de tempo.
    Outro filhote destes anos negros me parecesse ser este Schwartz, que escrúpulos uma pessoa assim pode ter? Veja as atitudes das Alexandretes, isto é auto-explicativo.
    20 anos de imbecilização, me lembrei até das músicas do legião urbana: “geração coca-cola”. Nassif, vc não é um gênio, o resto é que é f…da.

  20. Economista disse:

    1) Embratel, DDD , DDI, Teles

    Deu na mesma, como a tecnologia se barateou, a infraestrutura de telecomunicacoes hoje em dia eh semelhante, seja para paises que comecaram relativamente cedo (Brasil) ou tarde (Argentina). Mas pelo menos privatizamos as teles muito bem, no topo do mercado!

    2) Minerio de Carajas

    Setor privado poderia ter feito

    3) Embraer

    E um caso de sucesso, mas dentro do mesmo programa, companhias como a Engesa ano sobreviveram. Sinceramente, nao da para saber se o retorno do investimento foi positivo.

    4) enriquecimento de uranio

    ??

    5) soja na agricultura

    Esse um caso de intervencao do Estado positiva para a economia: pesquisa cientifica

    6) Pro-alcool e carros a alcool

    Idem.

    7) BNH

    Desastre sem tamanho. Um dos motivos de nossas quase duas decadas de estagnacao e inflacao alta…

    8) reserva de informatica

    Desastre total. Uma das politicas mais burras do seculo 20.

    9) Inpe, programa espacial

    O Brasil seria um pais melhor se metade desse orcamento tivesse sido usado para aumentar salario de professoras do primario.

    10) embrapa

    Idem, vide soja.

    11) CNPq

    Nao posso cuspir nesse prato.

Deixe um comentário:

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

Os campos com * são de preenchimento obrigatório






Voltar ao topo