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29/05/2007 - 07:00

O guru maior do mercado

Coluna Econômica – 29/05/2007

Ao longo de sua história republicana, a economia oscilou entre duas vertentes comandando o processo de investimento: os industriais e os financistas. Em fases de transformação o financista tem grande utilidade. O industrial tem enorme dificuldade em reestruturar sua atividade, porque implica vender ativos, fazer novos investimentos. Já o financista pode mobilizar poupança e entrar rapidamente em novos negócios.

Todos, em geral, acumulam capital com operações no mercado de capitais e de câmbio. Depois de capitalizados, os mais sérios, como Barão de Mauá ou Walther Moreira Salles, tornam-se grandes e fundamentais empreendedores. Os aventureiros, como o Conselheiro Mayrink (o homem do qual Rui Barbosa tornou-se sócio) limitam-se a aplicar golpes.

***

A partir dos anos 90, esses gestores de recursos passam a dominar a política econômica e os investimentos no país. O paradigma maior é Jorge Paulo Lemann, do GP Investimentos, homem que criou o modelo do moderno banqueiro de negócios.

Seu processo de enriquecimento seguiu um padrão comum nos anos 80: informações especiais sobre inflação e sobre indexadores de governo, e uso da matemática financeira para operações de arbitragem na Bolsa.

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Em seu banco, Lemann criou uma cultura fortemente baseado nos princípios protestantes de sua formação. Esquemas de participação nos lucros, cobrança férrea por resultados, a condenação a toda forma de exibicionismo.

A partir do Real, resolveu ingressar na economia real. Adquiriu algumas empresas antes disso, conseguiu algum sucesso inicial melhorando a sua gestão financeira. Mas quando veio a estabilização econômica, acabou esbarrando na falta de familiaridade com os negócios, amargando prejuízos.

Na fase da bolha da Internet, acabou investindo em algumas empresas “ponto com”. Parte dos insucessos acabou sendo repassado para algumas empresas de telecomunicações adquiridas na privatização.

***

Seu maior lance foi a compra da Brahma e, depois, a incorporação da Antárctica, em um processo de fusão que recebeu a aprovação surpreendente do CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico). Da incorporação resultou a Ambev, com pleno controle do mercado brasileiro de bebidas.

O segundo grande lance foi quando vendeu a Ambev para a Interbrew, empresa belga, assumindo parte preponderante do seu capital. Acabou tornando-se um empresário belga, apesar do próprio presidente da República, Lula, saudar a desnacionalização como se fosse um feito nacional.

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O sucesso de Lemann se deveu a uma visão estratégica apuradíssima, a um amplo conhecimento das modernas ferramentas financeiras, ao uso intensivo dos programas de gestão e qualidade para melhorar sua rentabilidade, e a uma influência decisiva sobre as decisões de dois governos.

Firmou-se como o mais importante empresário brasileiro da globalização. E mostra a importância do Estado não abrir mão da política econômica. Um animal empresarial como ele, se não houver elementos de política econômica capazes de direcionar sua energia, torna-se global. O país vira apenas uma plataforma para se lançar no mundo.

Hoje o poder dos gestores tornou-se imbatível. Se não houver mais Estado, tornar-se-ão senhores absolutos da economia, da mídia e da política.

Para incluir na lista Coluna Econômica

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags:

19 comentários para “O guru maior do mercado”

  1. Andre Araujo disse:

    O que é eficiência empresarial pode gerar uma enorme ineficiência social, os grupos piranhas deixam um rastro de destruição pelo caminho, a curta história da Ambev é uma cronica de escombros de empregos, culturas, uma atitude obsessiva e doentia nos executivos, práticas discutiveis no relacionamento com o Estado, a aprovação pelo CADE da compra da Antarctica é mais que discutível, a atitude da Fundação Antonio e Helena Zerrener que aprovou a venda de seu valiosissimo patrimonio, o cobntrole da Antarctica, crucial para a estratégia de criação da Ambev, por um preço irrisório (280 milhões de reais) inexplicavel. Como subproduto a destruição da tradicional rede de distribuidores, que empregava em torno de 100.000 pessoas, a destruição do paladar diferenciado das cervejas do grupo, onde hoje só muda o rotulo, fechamento generalizado de fábricas e liquidação de empregos em cidades e regiões.
    Do ponto de vista financeiro-empresarial são eficienticimos, do ponto de vista do interesse do País são predatórios e anti-nacionais.
    Concordo com sua tese, ou o Estado controla esses grupos ou o País vai virar uma ruina social.
    Parte do resultado já está à mostra a completa desnacionalização de um setor que era brasileiro há cento e trinta anos, uma empresa híbrida que não se sabe se é daqui, da Bélgica ou de paraiosos fiscais, hoje o centro de decisões já não está mais no Brasil, todos os controladores moram no exterior, um processo totalmente predatório onde o Brasil é largado pelo caminho como o cachorro da mudança.

  2. gustavo disse:

    Acho engracado quando administradores de empresa falam em empreendedorismo, proatividade,etc….oq isso quer dizer?? o unico empreendedor no Brasil ‘e o proprio Estado, comprando caf’e(velha republica), substituindo importacoes(industrializacao de getulio a geisel)…sem o auxilio estatal o espirito animal dos empresarios fica reprimido abrindo espaco para que a economia se resuma ao estudo das calculadoras financeiras e da especulacao…que nada criam de concreto…

  3. Raphael disse:

    Qual o problema de “um animal empresarial como ele se tornar global”? Parece-me ranço de nacionalismo coletivista obtuso. Os brasileiros e seus talentos pertencem ao Brasil e não podem se lançar no mundo? Alguma justificativa plausível pra isso? Ou é só inveja de quem é bem sucedido com base em seu próprio talento?

  4. Luis Nassif disse:

    Aiaiaiaiaiaiaiaiaiaiai…

  5. Cristiano Moraes disse:

    Um comentário rápido. Apenas acho que no embate constante de empresários vs financistas, quem perde é a sociedade. Existem também inúmeros empresários que constituiram empresas através de posições privilegiadas concedidas pelo governo.

    Infelizmente a verdade é que o Brasil carece muito de exemplos de reputação não comprometida, seja empresários ou financistas (mas certamente existem bons exemplos de ambos os lados).

  6. Eugênio Valadares disse:

    Temos ouvido repetidas vezes que o Brasil é um “mercado emergente”.

    Em que pese o emergente, não creio que o País seja um mercado.

    Nossa posição geográfica no planeta já lançou as diretrizes mestras de nosso gigantismo: uma longa faixa oceânica ante o Atlântico e uma enorme fronteira terrestre com dez estados vizinhos. Possuímos incríveis jazidas minerais (maior provìncia mineral do planeta), petróleo, mais de 15% da água doce do planeta, terra agricultável em abundância, nenhum deserto, nenhum vulcão ativo, nenhuma geleira.

    Nosso território, dos mais generosos do mundo, possui riqueza natural tão incomum, que nossa Amazônia é verdadeiramente uma cobiça internacional, assediada por ONGs (norte-americanas, digo, estadunidense, – pois os mexicanos que são norte-americanos já têm seus problemas em Chiapas – e européias) de interesses escusos como nos mostra Gélio Fregapani no livro Amazônia, a grande cobiça internacional (Editora Thesaurus, Brasília).

    Deveríamos, isto sim, um país soberno.

    Contudo, querem roubar nosso sonho de ser uma grande nação; expropriar nossa noção de gigantismo. Não só nos chamam de mercado, mas tentam limitar nossa nação no tempo, cultura e espaço que interessa ao capital financeiro. São os “cabeça de planilha” que nos fala o Nassif e seus “temores sistêmicos”, “riscos endêmicos”,e coisa e tal.

    O vice-presidente, recentemente, disse que o País está encabrestado e ainda há o barbicacho. Irretorquível e insofismável. O cabresto e o barbicacho substituem o freio, empregado para controlar o cavalo ao ser montado, em pêlo, ainda no pasto.

    Quando optamos por ser mercado emergente, somos um país cabisbaixo, sem coragem, domesticado, doente e pedinte: o animal dominado pelo cabresto dos juros altos e o barbicacho importado dos modismos e estrangeirismos. Quando optamos por ser uma nação forte e soberana, rompemos com tudo isso. Elevamos a auto-estima, despertamos a confiança e o orgulho de ser brasileiros. Precisamos, portanto, romper com a perda da nossa autoconfiança e construirmos nossa própria agenda; desarmar a intensa campanha de propaganda internacional sobre os perigos ambientais resultantes da devastação da Amazônia e de nossa incapacidade para preservá-la. Precisamos rever a renúncia do País ao uso pleno da energia nuclear e a exagerada demarcação das reservas de terras dos índios, que são um risco iminente contra nossa soberania.

    Quando se fala em Patriotismo, Pátria, Nação brasileira, imediatamente associa-se isso a regime militar, à Direita, a posições politicamente “reacionárias”… E não é por aí…
    Precisamos de romper as amarras e dar fluxo ao verdadeiro interesse nacional, sem rótulos de direita, esquerda, centro. Um país soberano, portanto. Não um mercado.

  7. Andre Araujo disse:

    Se já não bastasse o dominio no mercado de cervejas, com mais de dois terços dele, a Ambev acaba de comprar a Cintra, aumentando a fatia que já era excessiva, antes do pronunciamento do CADE. Mal comprou já demitiu a rodo, no estilo deles, fechou a filial do Rio, demitiu a área comercial, já amaeça fechar fábricas da adquirida. Não esperam o que o CADE tem a dizer, mas porque esperariam? Há algum problema para a Ambev? Pela experiencia passada nenhum, é ir em frente, afinal aqui é o Brasil, o Estado não se atreve a controlar um grupo tão eficiente.

  8. rique disse:

    BNDES,foi induzido a erro.Imaginou,financiar uma futura multinacional brasileira e patrocinou uma operação transnacional. Os números reais ,jamais serão conhecidos.Muito menos, a localização dos valores envolvidos. Certas história, contém um irresistível “glamour “, a tentar os “amanuenses”.Lembra aquela conhecida frase,”hollywodiana”: “Os homens de apaixonam por Gilda,mas vão para a cama com Rita Hayworth”.Na verdade, a troca não era de toda ruim .O que mudava ,era a espectativa…

  9. Alexandre Porto disse:

    Curiosamente o seu amigo Celso Ming comenta justamente essa entrevista hoje.

    Um blog/debate Nassif e Ming seria campeão de audiência.

    Só temo pelo fim da amiade.:)

    Ambos discordam em tudo. São minhas leituras obrigatórias pela manhã em respeito a independência que demonstram em suas análises.

  10. Raí disse:

    Aos defensores do empresariado-predador:Em algumas nações onde a religiosidade anda ao lado do Estado,e segue o Islamismo,o lucro demasiado e danoso ao seu povo,é punido com cadeia,e longe de querer isto para o Brasil,o que eu defendí num comentário anterior,cujo conteúdo foi tachado,quase como reacionário,onde defendí,a tese que o empresário moderno,tem de ter uma conciencia social,e não ser predador,como o mega-investidor Jorge Lemann,que tinha acesso a informações privilegiadas no centro do poder do governo anterior,e usando este acesso,e seus influentes amigos,sabia a hora de “comprar e de vender”seus papeis,e correr para as aplicações que estariam em alta num futuro próximo.As suas “sacadas de mestre”na compra de empresas em dificuldades,ou nas fusões que seu banco múltiplo patrocinava,eram garantidas,e tinham respaldo dos órgãos públicos,que ao invez de defender o mercado,ajudavam ao empresário.Se mais pessoas do seu meio,pensassem como o mesmo,dentro em pouco,nossas melhores e mais rentáveis empresas, estariam nas mãos de empresas extrangeiras,sem nenhum compromisso com o nosso povo,razão maior do trabalho de quem se considera um empreendedor conciente de suas responsabilidades sociais.

  11. manu disse:

    Parabens, Nassif!

    Voce sabe por em palavras o que sentimos mas não conseguimos transmitir.

    Quando lembro de você falando das “abelhas assassinas”, penso como vc fez mudar meu ponto de vista. Ao invés de atacar cegamente, tentar entender e colocar em palavras.

    Muitas das abelhas apenas queriam dizer o que você acabou de mostrar, mas ao invés disso só conseguiam zunir…

    Está na hora de alfabetizarmos as abelhas.

    Um abraço!

  12. Paulo disse:

    Tem uma mina a ser explorada, ANGOLA. Lá existe desenvolvimento, baixa carga trubutária, falam portugues, gostam dos brasileiros do bem, e alguma corrupção. Tem um monte de brasileiros ganhando rios de dinheiro lá. Pasmem, lé é muito melhor para ganhar dinheiro que o Brasil, aqui é um horror. Com certreza dentro de 10 anos lá vai ficar muito melhor que o Brasil, já que lá o crescimento economico é sustentado pelo petroleo e não por dividas, e os militares fazem pesados investimentos em industrias e infraestruturas.
    Nassif, voce podeia ver o que acontesse em Angola.

  13. Luis Nassif disse:

    Andei escrevendo sobre ela ou aqui ou na aba de Economia.

  14. Um dono de boteco disse:

    Caro Nassif,

    não entendo bem o que me leva a ler todos os dias seu blog. Muitas vezes não consigo entender artigos complexos (ou nem tanto) de câmbio, dolar, selic, tjlp, essas coisas. Mas sei que essas coisas influenciam minha vida e tento, juro, compreender. Neste post específico, posso perceber algumas coisas do que você sempre fala, e o caso da Inbev me faz sentir isso na pele ( no bolso para ser mais exato). Pouco depois que o CADE aprovou a fusão das cervejarias ficou claro o que é negociar com monopólio, e não é fácil. A moda agora, depois que a Femsa obteve sucesso com a fórmula, é uma espécie de tabela em que o preço do produto e estipulado de acordo com o preço que varejo vende o produto. Vende barato, compra barato, vende caro, compra caro. A idéia básica é vender mais, óbvio, mas comprimindo a margem do varejo. Regra (nova) do jogo, ajuste-se a ela ou passe o boné para frente. Há um ano eram 12 funcionários, hoje são 10. Conversando com o dono de uma rede pequena de 7 farmácias verifiquei que o problema ocorre de forma semelhante, alguns grandes laboratórios tentam, digamos, impor um preço de venda. A questão é se isso pode ser relacionado ao valor do dolar ou não. Se está difícil exportar deve existir pressão para grandes empresas colocar o máximo de produtos no mercado interno e não perder rentabilidade por queda de volume na produção. Ou talvez seja apenas o espírito ‘ animal empreendedor ‘ de grandes empresários diante de uma janela que se abriu. Não sei. Começo achar que é um pouco de tudo e não esperava que o dolar, selic e essas outras siglas me atingissem tão cedo.
    Em tempo, não gosto do ‘guru’ mencionado. Essa fusão fez mais mal do que bem.

  15. Marcelo Paladino disse:

    Na minha óptica, o esfacelamento da sociedade organizada é proporcional ao enfraquecimento do Estado como balisador das atividades produtivas.
    Tal qual o nome da raposa ser afixado na porta da vice-presidência executiva do galinheiro…

  16. oscar disse:

    Excelentes comentários do André
    Araujo,do Eugênio Valadares e do
    Rai. Aquela * visão estratégica apuradíssima* costuma ser atributo
    dos fratos daquelas sociedades
    secretas,pois não ? Não me surpreenderia nada descobrir que
    êste gênio da gestão pertence a um
    destes clubes.Pode ser a *Nova Ordem* rondando.Quem sabe se
    não são os * Bilderberger* ou os
    *illuminati*.Sei que o nobre jornalista
    não acredita em *Protocolos… …*.
    Sabemos que essa turma é fortíssima.Basta ver que os Bush
    pertencem aos *Skul & Bones*…
    Não pretendo assustar ninguem,más esse pessoal não
    está interessado em nada ,em particular.Eles só querem tudo…

  17. Ivan Ferretti disse:

    Acho que o ponto que o post traz é uma discussão do tipo de sociedade queremos… será que o foco deve ficar somente na questão do emprego ? O Andre Araujo parecia que fazia analises completas, agora parece sindicalista… Enquanto lá fora se fala em inovação, produtividade e educação voltada a transformar operarios semi-analfabetos em profissionais mais aptos, aqui a linha basicamente é implementar algum tipo de socialismo… Desculpem a minha franqueza, mas me surpreendo com o teor de alguns comentários em comparação com minhas crenças.

  18. Andre Araujo disse:

    Prezado leitor Ivan Ferretti : Esse tipo de grupo financista chamado “piraña” nasceu no Chile logo após a queda de Allende, em 1973, quando foram reprivatizadas 850 empresas, arrematadas por cinco grupos formados por “Chicago boys”, economistas audazes com conexões internacionais. Nessa primeira fase do Governo Pinochet a ousadia dos “pirañas” passou a se constituir em uma ameaça ao próprio Estado, o poder deles assustou o General Augusto Pinochet que os liquidou todos e prendeu os cabeças, o maior dos quais Javier Vial, do Grupo BHC.
    A analise do post foi de natureza politica e não ideológica, o crescimento incontrolável desses grupos ameaça o Estado e o enfretamente contra esse excessivo poder, no caso do Chile, veio da extrema-direita e não do sindicalismo que no contexto da Ambev parece bem acomodado, como todo o sindicalismo brasileiro. Quanto ao meu comentário posso lhe assegurar que jamais defendi posições sindicalistas e nem me parece que o post do Nassif tenha algo a ver com isso. A questão é bem mais complexa, trata-se do Estado e seu poder e lembremos que o maior inimigo do capitalismo predatório nos Estados Unidos foi Theodore Roosevelt. um imperialista de quatro costados, que criou a legislação anti-trust e rachou o grupo Standard Oil.
    O capitalismo só é fecundo se no seu afâ de ganhar dinheiro deixa em troca alguma coisa para o País. O capitalismo industrial brasileiro criou riquezas para si e para toda a Sociedade. O problema dos grupos “pirañas” é que não deixam nada em troca, é apenas uma bomba de sucção de riquezas , prontamente remetidas para o Exterior.

  19. Ivan Ferretti disse:

    Caro Andre Araujo,
    Obrigado pelos esclarecimentos adicionais sobre o capital que apenas explora, o ponto que me incomoda é a sensação que não há modelos empresariais a seguir, pois todos são descomprometidos com os interesses do país e acabam sendo os vilões, mas apesar destes fatos não consigo deixar de admirar questões fundamentais para o sucesso de qualquer empreitada no mundo moderno globalizado: Meriticracia, gestão estratégica e alta performance. Mas concordo que temos que repensar como equilibrar as questões de geração de renda para os trabalhadores, pois em empresas industriais tendem a diminuir cada vez mais a mão de obra, para poderem competir globalmente e para não serem engolidos pela concorrência. Acredito que um dos caminhos é por reformas que permitam redução do custo de CLT…

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