A retórica dos economistas
Na aba de ECONOMIA (clique aqui) a Coluna Econômica analisa um dos truques mais utilizados pela retórica dos economistas: as correlações com falsas relações de causalidade.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Economia, Sem categoria Tags: planilha

Nassif,
Volta e meia vc toca no tema, dos artficios retóricos,usados pelos cabeças de planilha para justificar o injustificavel.
Por isso tomo a liberdade de sugerir uma leitura , a quem se interessar pelo tema : Como vencer um debate sem precisar ter razão; de Arthur Schopenhauer.
Todos os truques dos cabeças estão lá.E os escritos tem quase 200 anos. Nem nisso eles são originais.
Abs,
Boa dica, Pedro.
Nassif,
Por favor, me diga aonde o Alexandre Schwartsman e o Pastore confundiram causalidade com correlacao.
Vc nao me respondeu que livros leu sobre econometria ou contabilidade social, mas eu respondo mesmo assim. No ano passado, li o Gelman& Hill (Data Analysis Using Regression and Multilevel….) e o Platt (Mickey Mouse numbers in world history). Nao sao livros introdutorios, mas se quiser eu te envio um lista de leitura para iniciantes.
Leo, você leu todos os livros de economia, mas não leu os artigos que estão em discussão. O artigo do Pastore na aba de ECONOMIA é o ponto central da discussão. Agora que mostrou sua bibliografia completa a revista, saque dos argumentos e seja bem vindo à discussão.
Desculpe chegar tarde… olha, Não gosto de generalizações, esse negócio de economistas, engenheiros, trabalhadores ou mesmo expressões do tipo “cidadãos produtivos” só enraiza mais preconceitos na cabeça de ignorantes, tipo “cabeça de planilha”, há economistas e economistas, de UM, só sei do PAPA. O pior, pela minha experiencia, vc não falou, que é a alteração de escala GRAFICA, esta sim um perigo, ao invés de demonstrar a curva, muitos tentam pegar trechos dela ou de sua crista. Qto a relacionar baixo crescimento somente com juros, TAMBÉM acho de uma simplificação perigosa …mas? fazer o que né?
Uma retórica simplificadora da realidade que os economistas usam e abusam é formada por clichês, bordões, trocadilhos e alegorias, geralmente bobagens irrelevantes que eles acham geniais e inserem em debates e entrevistas. A mais célebre é a história do “não há almoço gratis” do monetarista-rei Milton Friedman, que significa em síntese que o Estado não deve dar dinheiro aos pobres. Um outro chavão horroroso é aquele que diz que “uma meia inflação é como uma meia gravidez”, uma imbecilidade total pois os dois fenomenos na sua essência nada tem a ver, a inflação sendo um fato derivado da ação humana, não tendo ciclo definido, pode durar três meses ou cinquenta anos e a gravidez sendo um fato da natureza, com ciclo definido para cada espécie. O economista mediocre acha esses chavões a quintessência da sabedoria economica e alguns comentaristas repetem essas baboseiras como papagaios, sem se aprofundarem na sua pobre ilogicidade. Ao contrário de facilitarem o entendimento da economia, esses chavões obscurecem e confundem, vão sendo passados para frente por quem ouviu e finge que entendeu, multiplicando a ignorancia.
Um famoso comentarista da mídia eletrônica usa e abusa desses bordões furados, mistura futebol com economia e faz uma salada vulgar tipo “a inflação bateu na trave” e por ai vai, um estilo repetitivo e monotono que já dura várias décadas.
Uma certa autoridade economica que nada entende de economia, um copista de copistas de quem é porta-voz, tambem gosta de repetir chavões gastos como se fossem éditos reais
Na verdade a economia não precisa nem de teorias complicadas e nem de chavões vulgares e sim de clareza na exposição das idéias e de sua relação com o mundo real.
Obrigado por vc me indicar onde começou esse quiprocó.
Veja, Nassif, é uma questão de identidades contábeis. Um aumento do saldo de transações correntes é uma redução da poupança externa. Que tem ser compensada de alguma forma para que que não gere uma redução dos investimentos. (Por isso eles falam em corte dos gastos públicos, sacou?). Abra qualquer livro de contabilidade social que vc verá que a lógica do Pastore e cia.
PS Vc escreveu: “Primeira potência moderna erigida quando a economia se tornou ciência, no século 18 a Inglaterra jamais admitiu que produtos têxteis da Índia fossem vendidos internamente, para não matar sua indústria têxtil”. Isso eh falso.
Por acaso, eu estou com o Mitchell “British Historical Statistics” em mãos. Entre 1784-1786 eles importaram 1,344 milhoes de libras do produto da Ásia. Um valor considerável. Apenas 500 mil libras a menos do que importaram de algodao cru no mesmo periodo.
Sugiro ler sobre o Tratado de Methuen (em 1703) com Portugal, a posição frente aos texteis da Índia, as críticas de Adam Smith ao tratado e a defesa de Fridrick List mostrando a engenhosidade da Inglaterra.
Ao inves de aceitar que deu uma informacao errada, muda de assunto. Desisto.
Leo, estou lhe dizendo que não dei informação errada. Você é quem pegou o período errado. Se quer mais detalhes, leia o “Sistema Nacional de Economia Política”, de Friedrick List, Abril Cultural, 1983. (Coleção Os Pensadores). É nele que se analisa o protecionismo inglês do começo do século 18, as críticas de Adam Smith e os contra-argumentos de List.
Andre Araujo,
Não existe almoço grátis sintetiza apenas que tudo tem um custo. Friedman defendeu que o melhor é exatamente dar dinheiro para as pessoas, lembrando que IR “negativo” é idéia dele.
Quanto ao discurso dos economistas. Analista de Banco é fadado aos diagnósticos imediatos e ao senso comum dos Analistas de Banco. As Mirian Leitão da vida correm atrás ou destes ou dos especialistas do governo que, por seu turno, falam o discurso oficial.
Se tem um sério problema na análisa econômica brasileira é a falta de centros de analise e pesquisa independentes. O Instituto de Economia da UFRJ, com seu Grupo de Conjuntura, está engatinhando nessa direção (http://www.ie.ufrj.br/pesquisa/pesquisa.html), mas é preciso mais, muito mais.
Pesa muito o preconceito em vários centros de economia à pesquisa empírica e questões outras que não seja as “Grandes Questões”.
Prezado colega de blog Daniel Coelho : Friedman estava longe de ser carinhoso com os pobres. O que ele disse, naquele apogeu do welfare state, era que seria melhor dar dinheiro vivo aos pobres do que prover serviços sociais, na presunção de que isso custaria menos aos contribuintes americanos. Não era o que ele gostaria, era o mal maenor frente a beneficios como os coupons de alimentação, medicare. bolsas de estudo, etc O ideal mesmo para ele era não dar nada aos pobres, que cada um se virasse na economia de mercado mas que se não tivesse jeito era melhor dar grana viva. Quem curte egoismo e individualismo acha essas ideías o máximo. Quem acredita em outros valores abomina essa visão. Tem gosto para tudo.
Eu fiz uma pesquisa e constatei que 70% das pessoas que tomam refrigerantes light estão acima do peso. Está provado que refrigerantes light engordam!
Paulo, vamos introduzir os métodos estatísticos na música, correlacionando consumo de cerveja e sincopado? Só faltam os músicos, porque a medicina e a economia já arrebentaram com a boca do balao.
Nassif, qual é a real intenção desses economistas? Eles são tão idiotas assim mesmo ou tem como objetivo enganar para lucrar?
Manter juros elevados em qualquer hipótese.
Todo cuidado com estatísticas é pouco. Alguém já disse que o estatístico é o sujeito que vê uma casa com dois carros na garagem, ao lado de outra casa que nem garagem tem, e prova que em média nenhum dos dois vizinhos está a pé.
Nós que desconfiamos da estatística temos boa companhia. Quando Einstein confrontou-se com o uso de função estatística para a resolução de problemas da mecânica quântica comentou: Deus não joga dados com o universo.
O emprego de função estatística era para contornar os problemas advindos do princípio da incerteza, enunciado por Heisenberg, que mostrava a impossibilidade de se medir simultaneamente com precisão a velocidade e a posição de uma partícula sub-atômica.
Este princípio confirma que observador interfere no objeto observado, portanto o observador não é um elemento neutro ao fenômeno observado. Se é assim para a realidade de uma ciência da natureza, imaginem para uma ciência humana como a economia, onde os inter$$e$ são vultosos.
Devagar com andor que a estatística também é de barro.
Simplesmente não consigo acessar o texto “A Retórica dos Economistas”. Ao clicar “clique aqui” sou redirecionado ao blog antigo, sem a matéria.