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Arquivo de janeiro, 2007

31/01/2007 - 22:27

O compositor Baden

“Prá que chorar”, um dos clássicos de Baden e Vinicius, com depoimento de Chico Buarque e a interpretação do grande Zeca Pagodinho.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
31/01/2007 - 22:22

O deus do violão

E aqui, “Samba Triste”, com o maior violonista popular da história, Baden Powell de Aquino.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
31/01/2007 - 22:18

A bossa de Salinas

Além da milonga, Salinas conhece como poucos o balanço da bossa. É um fã declarado de Baden, mas tem seu próprio estilo. Aqui é uma homenagem explícita a um dos maiores violonistas da história, Baden.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
31/01/2007 - 22:16

O violão argentino de Salinas

Luiz Salinas é o grande nome do violão argentino contemporâneo. Veja ele tocando “Zamba Tonada” e repare onde Yamandu foi buscar o visual.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
31/01/2007 - 22:10

Para dormir relaxado

Olha aí, o gênio incomparável do duo Abreu, os irmãos Sërgio e Eduardo Abreu, que interromperam precocemente a carreira, quando já eram considerados o maior duro de violão do planeta.

A peça é a Toccata K-14 de Scarlatti. É recomendável ouvir acompanhado de uma boa taça de vinho. Confesso que poucas vezes ouvi interpretação igual ao dessa peça:

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
31/01/2007 - 16:40

A soja e o etanol

Do Projeto Brasil

Usada em larga escala no Brasil, a soja deve ser o principal insumo na produção nacional de biocombustível. Porém, especialistas apontam essa escolha como um erro, e apresentam uma relação de matérias-primas com melhores resultados na relação entre energia produzida e consumida.

Uma saca de soja gera quatro vezes mais energia do que foi utilizada para cultivá-la. O destaque nesse quesito é o etanol, com geração de energia cerca de dez vezes maior ao que foi gasto na produção. Dendê, óleo por planta, girassol, mamona, algodão, pinhão-manso e amendoim geram até seis vezes mais energia.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
31/01/2007 - 14:16

O peso do pedágio

Do advogado Ives Gandra da Silva Martins, em “O Globo” de ontem:

“A Ministra Dilma Rousseff, com o apoio entusiástico do governador Roberto Requião, informou que é intenção do governo federal não privatizar as rodovias federais, apesar do fantástico sucesso que foi a privatização das principais rodovias estaduais, especialmente de São Paulo”.

Observação

Não existe uma só declaração da Ministra no sentido de não privatizar as rodovias. Aparentemente, o Dr. Ives não se ateve às provas dos autos.

Aliás, grande parte dos tiros que Dilma vem recebendo nos últimos dias se explica pela decisão de impor redução nas tarifas de pedágio.

Quem poder ser contra pagar menos pedágio pelo mesmo serviço? Ninguém. Então toca atribuir afirmação que ela não fez, ou criticar super-poderes que até agora, pelo menos, foram exercidos com discernimento.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
31/01/2007 - 13:49

Virou o disco da Previdência

O disco da Previdência já virou, e ainda não caiu a ficha dos colegas que insistem que não mudou nada com a contabilização correta dos gastos.

A partir de agora eles farão colunas ou reportagens analisando separadamente déficit da previdência pública e do Regime Geral. E vão continuar insistindo que nada mudou.

Quando falarem em déficit do Regime Geral, vão partir da base de R$ 3,8 bi, não mais dos R$ 40 bi anteriores, e vão achar que nada mudou.

Na hora de definir quem paga a conta, vão atribuir a empregados e empregadores a conta correta dos R$ 3,8 bi, e vão achar que nada mudou.

São absolutamente imutáveis.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
31/01/2007 - 09:58

Lula e os controles cambiais

O leitor Douglas envia texto (tenho a ligeira impressão que de minha autoria) mostrando como o Banco Central da era Lula ampliou a flexibilização das remessas de dólares, prejudicando ainda mais a fiscalização. Na época, mantive uma polêmica com Alexandre Schwartsman, o pai desse absurdo.

“A circular 3.187, de 16 de abril 2003, autorizou os bancos a manter contas de não-residentes e a proceder a créditos via TED (Transferência Eletrônica Disponível), podendo ser em nome do pagador ou de outra instituição financeira em nome próprio, inviabilizando a fiscalização, o controle e a prevenção de evasão de divisas.”

“Em março de 2005, a resolução 3.265 do Conselho Monetário Nacional acabou com o limite anual de US$ 5 milhões, no caso de remessas para investimentos no exterior; extinguiu a necessidade de explicar o motivo do investimento; passou a liberar todas as aplicações externas, exceto as regulamentadas (invertendo a lógica de controle).”

Medida Provisória nº 281, de 15 de fevereiro de 2006DOU de 16.2.2006

Reduz a zero as alíquotas de imposto de renda e da Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF) nos casos que especifica, e dá outras providências.

Convertida na Lei nº 11.312, de 27 de junho de 2006.

LUIS INÁCIO LULLA DA SILVA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:

Art. 1o Fica reduzida a zero a alíquota do imposto de renda incidente sobre os rendimentos, definidos nos termos da alínea “a” do § 2o do art. 81 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, produzidos por títulos públicos federais, adquiridos a partir da data de publicação desta Medida Provisória, quando pagos, creditados, entregues ou remetidos a beneficiário residente ou domiciliado no exterior, exceto em país que não tribute a renda ou que a tribute à alíquota máxima inferior a vinte por cento.

A circular 3.187, de 16 de abril 2003, autorizou os bancos a manter contas de não-residentes e a proceder a créditos via TED (Transferência Eletrônica Disponível), podendo ser em nome do pagador ou de outra instituição financeira em nome próprio, inviabilizando a fiscalização, o controle e a prevenção de evasão de divisas.

Em março de 2005, a resolução 3.265 do Conselho Monetário Nacional acabou com o limite anual de US$ 5 milhões, no caso de remessas para investimentos no exterior; extinguiu a necessidade de explicar o motivo do investimento; passou a liberar todas as aplicações externas, exceto as regulamentadas (invertendo a lógica de controle).

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
31/01/2007 - 09:48

A viuvinha assassina

É provável que Adriana Almeida, viúva do milionário da Sena, assassinado, seja culpada. Mas recomendaria especial cuidado na cobertura da mídia.

Adriana é prato feito. Jovem, bonita, casando com um paraplégico depois que ele se torna milionário. É interesseira, tem amante. É a suspeita preferencial.

Mas não basta para torná-la criminosa. Tipos como ela, subitamente enriquecida (pelo casamento) e simplória, costumam ser alvo de todo tipo de jogada. Tanto ela pode ser a assassina quanto estar sendo envolvida nisso por pessoas interessadas em chantageá-la.

O rico instantâneo é prato preferencial da malandragem, simplesmente porque a cabeça não consegue acompanhar a reciclagem do bolso. São os patos preferenciais. É só analisar o que aconteceu com os integrantes da quadrilha que assaltou o Banco Central no nordeste.

De tudo o que li até agora, fala-se de escutas telefônicas, mas não se revela o teor; fala-se em quebra de sigilo bancário, mas não se informa o que a quebra revelou.

Se estivesse nos meus períodos iniciais de repórter, trataria de começar a investigar outras possibilidades nesse assassinato e nessa incriminação da Adriana, mesmo correndo o risco de não dar em nada.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
31/01/2007 - 07:30

A batalha do crescimento

Para mudar o país, antes tem que mudar a agenda. O PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) conseguiu introduzir uma mudança fundamental: a de que sem crescimento, nada dará certo. Os dados macroeconômicos do programa criaram uma armadilha positiva. Essa foi a primeira batalha na mudança da agenda.

A segunda batalha será em torno do chamado PIB potencial, limite de crescimento definido arbitrariamente pelo Banco Central, a partir da qual supostamente haveria riscos de inflação. Segundo especialistas diretamente envolvidos com o PAC, dá para ganhar essa discussão também. Os “modelitos” do BC, ao definir um PIB potencial de 3,5%, balizam a política monetária de tal maneira que a profecia se realiza.

A mãe de todas as batalhas será demonstrar que sem desvalorização do real, não haverá como conseguir crescimento. O argumento do Banco Central será que mexer no câmbio trará de volta a inflação. O contra-argumento é que ou o BC trabalha com meta de inflação ou com meta cambial. Será o lance final para o espetáculo do crescimento. Mas há pouca esperança de que aconteça ainda neste governo. Em Lula, a esperança ainda não venceu o medo. E a prova maior foi o comportamento do Copom (Comitê de Política Monetária) em sua última reunião.

O dilema é que o PAC poderá acrescentar meio ponto ao PIB. Mas o câmbio, sozinho, subtraiu 1,2 no ano passado e vai subtrair mais agora. É uma ciranda ingrata. O consumo cresce, mas, na hora de bater na produção, o câmbio desvia para importações. No ano passado o crescimento poderia ter sido superior a 4 pontos. Não foi exclusivamente por conta do efeito direto do câmbio.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
31/01/2007 - 07:15

Juros e PAC

A grande resistência ao PAC, dentro do governo, decorreu dos “modelitos” que indicavam que a dívida pública poderia não cair como proporção do PIB. A discussão acabou quando ficou demonstrado que, com 4,25% de superávit, a dívida cairia de qualquer maneira, em qualquer cenário de crescimento. Recorreu-se até à fórmula de Fábio Giambigi. Mas não se divulgou de quanto poderia ser a queda com juros menores.

Você poderá conferir esses dados na aba de ECONOMIA.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
31/01/2007 - 07:00

A arte de sempre iludir

Na aba de Economia (clique aqui), a Coluna Econômica trata da “arte de sempre iludir”, um dos piores vícios da gestão econômica no país.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
30/01/2007 - 23:21

Para dormir em paz

Ana Moffo tem uma gravação lindíssima da Ária da Bachiana número 5 de Villa-Lobos, com o contracanto do violoncelo de Rostropovich. Não consegui encontrar no Youtube. Mas aí vai um tira-gosto de Anna Moffo, em um dueto com Robert Merrill. Repare que linda.

Olha o imperialismo chinês invadindo até a praia do violão. Xuefei Yang interpretando os Estudos números 11 e 12 de Villa-Lobos.

Aqui o inglês Julien Bream, novinho, interpretando os Estudos números 3 e 4 de Villa.

Um video raríssimo da maior cantora lírica brasileira, Bidu Sayão, interpretando “O mio bambino caro”, de Gianni Schicchi. Olha que graça de moça era a jovem Bidu.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
30/01/2007 - 18:52

A Selic e o custo dos juros

O PAC geme e sofre para liberar meio ponto percentual do PIB para investimentos. Se, em um ataque de bom senso o Copom reduzisse a taxa Selic para (altos)10% em 2007, depois caindo um ponto percentual ao ano até 2010, a economia com juros seria a seguinte (em relação às projeções da pesquisa Focus):

* 1% do PIB em 2007.

* 1,16% em 2008

* 1,26% em 2009

* 1,5% em 2010

Em quatro anos, 5% do PIB.

E não se está falando em taxas imprudentes, mas em manter as taxas mais elevadas do planeta, ainda que em um nível menor.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
30/01/2007 - 18:43

A planilha do PAC

Na aba de Economia (clique aqui), a planilha que serviu de base para os cálculos macroeconômicos do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento).

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
30/01/2007 - 18:42

A planilha do PAC

Clique aqui para conferir a planilha que serviu de base para a análise macroeconômica do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento).

1. Utilizando as projeções da pesquisa Focus do Banco Central para a taxa Selic, crescimento de 5% ao ano a partir de 2008, e superávit primário de 4,25% (com meio ponto para o PPI), a dívida cairia de 50% do PIB para 39,75% em 2010.

2. Suponha que o superávit primário caia para 3,25% do PIB. Nesse caso, em 2010 a relação dívida/PIB estaria em 43,78%.

3. Suponha que, em um ataque de bom senso, a taxa Selic média fique em 11% este ano caindo um ponto ao ano até 2010. A relação dívida/PIB cairia para 37,2%

4. Vamos imaginar que o PIB cresça sofríveis 3% ao ano até 2010. A relação dívida/PIB cairia para 43,13%.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags:
30/01/2007 - 14:30

Democracia e coerência

Enviado por: Carlos Lourenço

(…) Diz que Mantega foi massacrado porque a city cobraria coerência das ações de outro nível de governo com o PAC. Que eu saiba tal coerência jamais ocorreu em ambiente democrático. Ainda bem, pois não é necessária. Quase todos os instrumentos para aceleração do crescimento estão nas mãos do Governo Federal. O que é preciso é apoio político dos governadores para a aprovação das medidas no Congresso.

Serra, que, de fato, é dos economistas mais brilhantes do Brasil e não um macaqueador de modelinhos, já deixou sua opinião sobre PAC e juros, em nota logoapós a decisão do COPOM. É eloquente e correta.

A questão do microcrédito é outra e não vejo como possa servir de liame lógico entre PAC e a “defesa” do Banco Central.

O Banco Central (leia-se: COPOM) não sabe muito de política monetária. Há relativo consenso de que desde 2004, sucessivas barbeiragens do COPOM abortaram tímido ciclo expansivo sem necessidade. Assim, uma economia com risco país de 1700 pontos paga as maiores taxas de juro do planeta.

Mesmo o..”mercado” estimava o IPCA de dezembro em 4%, logo, abaixo do centro da meta. A decisão de cortar 0,25% da taxa básica foi, portanto, outra barbeiragem.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags:
30/01/2007 - 12:50

O buraco fiscal

Onde buscar recursos para financiar o déficit da Previdência, aumentar a arrecadação e, ao mesmo tempo, reduzir a carga tributária?

A resposta é óbvia, mas vem sendo sistematicamente mascarada por uma espécie de fogo de encontro, que vive encontrando álibis, desculpas e bodes expiatórios para desviar a discussão do foco central. A culpa é do velho do meio rural que se aposentou sem contribuir.

Tem limites para a hipocrisia.

O foco central é óbvio. A partir do Plano Real, foi implantada uma política sistemática de colocar o grande capital a salvo da tributação. Esse processo se deu com o Banco Central fechando os olhos aos grandes movimentos de expatriação de capitais. Bancos de investimento passaram a captar recursos no próprio Brasil, para fundos sediados no exterior, afrontando a lei e a fiscalização do Banco Central.

Conversei certa vez com um funcionário do BC que, no final dos anos 90, assistia impotente a enxurrada de recursos remetida por Edemar Cid Ferreira para o exterior. Nada podia fazer porque os procedimentos eram autorizados por resoluções internas do BC.

No modelo americano, quando saem recursos do país para fundos em paraísos fiscais, o titular tem que explicar a destinação. E não basta saber que está no fundo A ou B, mas onde foi aplicado, na ponta final. Tudo isso para a Receita americana poder cobrar.

Por aqui, a orgia foi ampla. É só conferir as mansões e quadros de Edemar Cid Ferreira. E seu caso ficou público porque quebrou. E os que não quebraram?

Nem se fale do dinheiro criminoso, do tráfico, dos escândalos políticos. Fiquemos no dinheiro ilegal, mas não proveniente do crime organizado. Esse volume de bilhões e bilhões de dólares não paga impostos. É dinheiro brasileiro, com origem no Brasil, que meramente através do expediente de sair para o exterior e voltar na forma de capital externo, deixou de pagar impostos.

É por aí que se acertarão as contas públicas brasileiras. E não aumentando ainda mais os impostos sobre empresas e trabalhadores, ou deixando velho morrer de fome.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
30/01/2007 - 12:25

Os PACs estaduais

A partir da contribuição do leitor Hans Bintje.

O governo federal listou obras prioritárias no PAC (Programa de Aceleração de Crescimento). Essas obras são feitas nos Estados, já que a União é a soma dos Estados. Os governadores querem se apropriar de parte das receitas do PAC. E para quê? Para financiar obras estaduais. Se ficam com parte dos recursos, significa que reduz-se parte dos projetos definidos pelo PAC. Esses projetos seriam substituídos por outros, definidos pelos governos estaduais.

A maneira mais lógica de coordenar esses investimentos passa pelos governos estaduais definirem seus próprios PACs, tomando como modelo o PAC federal, inclusive pensando em formas de otimizar as finanças estaduais, combalidas após a negociação das dívidas pós-Plano real.

Aí, sim, haveria uma coordenação federativa capaz de alavancar muito mais os benefícios trazidos pelo PAC.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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