O compositor Baden
“Prá que chorar”, um dos clássicos de Baden e Vinicius, com depoimento de Chico Buarque e a interpretação do grande Zeca Pagodinho.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:“Prá que chorar”, um dos clássicos de Baden e Vinicius, com depoimento de Chico Buarque e a interpretação do grande Zeca Pagodinho.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:E aqui, “Samba Triste”, com o maior violonista popular da história, Baden Powell de Aquino.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Além da milonga, Salinas conhece como poucos o balanço da bossa. É um fã declarado de Baden, mas tem seu próprio estilo. Aqui é uma homenagem explícita a um dos maiores violonistas da história, Baden.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Luiz Salinas é o grande nome do violão argentino contemporâneo. Veja ele tocando “Zamba Tonada” e repare onde Yamandu foi buscar o visual.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Olha aí, o gênio incomparável do duo Abreu, os irmãos Sërgio e Eduardo Abreu, que interromperam precocemente a carreira, quando já eram considerados o maior duro de violão do planeta.
A peça é a Toccata K-14 de Scarlatti. É recomendável ouvir acompanhado de uma boa taça de vinho. Confesso que poucas vezes ouvi interpretação igual ao dessa peça:
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Usada em larga escala no Brasil, a soja deve ser o principal insumo na produção nacional de biocombustível. Porém, especialistas apontam essa escolha como um erro, e apresentam uma relação de matérias-primas com melhores resultados na relação entre energia produzida e consumida.
Uma saca de soja gera quatro vezes mais energia do que foi utilizada para cultivá-la. O destaque nesse quesito é o etanol, com geração de energia cerca de dez vezes maior ao que foi gasto na produção. Dendê, óleo por planta, girassol, mamona, algodão, pinhão-manso e amendoim geram até seis vezes mais energia.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Do advogado Ives Gandra da Silva Martins, em “O Globo” de ontem:
“A Ministra Dilma Rousseff, com o apoio entusiástico do governador Roberto Requião, informou que é intenção do governo federal não privatizar as rodovias federais, apesar do fantástico sucesso que foi a privatização das principais rodovias estaduais, especialmente de São Paulo”.
Observação
Não existe uma só declaração da Ministra no sentido de não privatizar as rodovias. Aparentemente, o Dr. Ives não se ateve às provas dos autos.
Aliás, grande parte dos tiros que Dilma vem recebendo nos últimos dias se explica pela decisão de impor redução nas tarifas de pedágio.
Quem poder ser contra pagar menos pedágio pelo mesmo serviço? Ninguém. Então toca atribuir afirmação que ela não fez, ou criticar super-poderes que até agora, pelo menos, foram exercidos com discernimento.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:O disco da Previdência já virou, e ainda não caiu a ficha dos colegas que insistem que não mudou nada com a contabilização correta dos gastos.
A partir de agora eles farão colunas ou reportagens analisando separadamente déficit da previdência pública e do Regime Geral. E vão continuar insistindo que nada mudou.
Quando falarem em déficit do Regime Geral, vão partir da base de R$ 3,8 bi, não mais dos R$ 40 bi anteriores, e vão achar que nada mudou.
Na hora de definir quem paga a conta, vão atribuir a empregados e empregadores a conta correta dos R$ 3,8 bi, e vão achar que nada mudou.
São absolutamente imutáveis.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:O leitor Douglas envia texto (tenho a ligeira impressão que de minha autoria) mostrando como o Banco Central da era Lula ampliou a flexibilização das remessas de dólares, prejudicando ainda mais a fiscalização. Na época, mantive uma polêmica com Alexandre Schwartsman, o pai desse absurdo.
“A circular 3.187, de 16 de abril 2003, autorizou os bancos a manter contas de não-residentes e a proceder a créditos via TED (Transferência Eletrônica Disponível), podendo ser em nome do pagador ou de outra instituição financeira em nome próprio, inviabilizando a fiscalização, o controle e a prevenção de evasão de divisas.”
“Em março de 2005, a resolução 3.265 do Conselho Monetário Nacional acabou com o limite anual de US$ 5 milhões, no caso de remessas para investimentos no exterior; extinguiu a necessidade de explicar o motivo do investimento; passou a liberar todas as aplicações externas, exceto as regulamentadas (invertendo a lógica de controle).”
Medida Provisória nº 281, de 15 de fevereiro de 2006DOU de 16.2.2006
Reduz a zero as alíquotas de imposto de renda e da Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF) nos casos que especifica, e dá outras providências.
Convertida na Lei nº 11.312, de 27 de junho de 2006.
LUIS INÁCIO LULLA DA SILVA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:
Art. 1o Fica reduzida a zero a alíquota do imposto de renda incidente sobre os rendimentos, definidos nos termos da alínea “a” do § 2o do art. 81 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, produzidos por títulos públicos federais, adquiridos a partir da data de publicação desta Medida Provisória, quando pagos, creditados, entregues ou remetidos a beneficiário residente ou domiciliado no exterior, exceto em país que não tribute a renda ou que a tribute à alíquota máxima inferior a vinte por cento.
A circular 3.187, de 16 de abril 2003, autorizou os bancos a manter contas de não-residentes e a proceder a créditos via TED (Transferência Eletrônica Disponível), podendo ser em nome do pagador ou de outra instituição financeira em nome próprio, inviabilizando a fiscalização, o controle e a prevenção de evasão de divisas.
Em março de 2005, a resolução 3.265 do Conselho Monetário Nacional acabou com o limite anual de US$ 5 milhões, no caso de remessas para investimentos no exterior; extinguiu a necessidade de explicar o motivo do investimento; passou a liberar todas as aplicações externas, exceto as regulamentadas (invertendo a lógica de controle).
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:É provável que Adriana Almeida, viúva do milionário da Sena, assassinado, seja culpada. Mas recomendaria especial cuidado na cobertura da mídia.
Adriana é prato feito. Jovem, bonita, casando com um paraplégico depois que ele se torna milionário. É interesseira, tem amante. É a suspeita preferencial.
Mas não basta para torná-la criminosa. Tipos como ela, subitamente enriquecida (pelo casamento) e simplória, costumam ser alvo de todo tipo de jogada. Tanto ela pode ser a assassina quanto estar sendo envolvida nisso por pessoas interessadas em chantageá-la.
O rico instantâneo é prato preferencial da malandragem, simplesmente porque a cabeça não consegue acompanhar a reciclagem do bolso. São os patos preferenciais. É só analisar o que aconteceu com os integrantes da quadrilha que assaltou o Banco Central no nordeste.
De tudo o que li até agora, fala-se de escutas telefônicas, mas não se revela o teor; fala-se em quebra de sigilo bancário, mas não se informa o que a quebra revelou.
Se estivesse nos meus períodos iniciais de repórter, trataria de começar a investigar outras possibilidades nesse assassinato e nessa incriminação da Adriana, mesmo correndo o risco de não dar em nada.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Para mudar o país, antes tem que mudar a agenda. O PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) conseguiu introduzir uma mudança fundamental: a de que sem crescimento, nada dará certo. Os dados macroeconômicos do programa criaram uma armadilha positiva. Essa foi a primeira batalha na mudança da agenda.
A segunda batalha será em torno do chamado PIB potencial, limite de crescimento definido arbitrariamente pelo Banco Central, a partir da qual supostamente haveria riscos de inflação. Segundo especialistas diretamente envolvidos com o PAC, dá para ganhar essa discussão também. Os “modelitos” do BC, ao definir um PIB potencial de 3,5%, balizam a política monetária de tal maneira que a profecia se realiza.
A mãe de todas as batalhas será demonstrar que sem desvalorização do real, não haverá como conseguir crescimento. O argumento do Banco Central será que mexer no câmbio trará de volta a inflação. O contra-argumento é que ou o BC trabalha com meta de inflação ou com meta cambial. Será o lance final para o espetáculo do crescimento. Mas há pouca esperança de que aconteça ainda neste governo. Em Lula, a esperança ainda não venceu o medo. E a prova maior foi o comportamento do Copom (Comitê de Política Monetária) em sua última reunião.
O dilema é que o PAC poderá acrescentar meio ponto ao PIB. Mas o câmbio, sozinho, subtraiu 1,2 no ano passado e vai subtrair mais agora. É uma ciranda ingrata. O consumo cresce, mas, na hora de bater na produção, o câmbio desvia para importações. No ano passado o crescimento poderia ter sido superior a 4 pontos. Não foi exclusivamente por conta do efeito direto do câmbio.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:A grande resistência ao PAC, dentro do governo, decorreu dos “modelitos” que indicavam que a dívida pública poderia não cair como proporção do PIB. A discussão acabou quando ficou demonstrado que, com 4,25% de superávit, a dívida cairia de qualquer maneira, em qualquer cenário de crescimento. Recorreu-se até à fórmula de Fábio Giambigi. Mas não se divulgou de quanto poderia ser a queda com juros menores.
Você poderá conferir esses dados na aba de ECONOMIA.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Na aba de Economia (clique aqui), a Coluna Econômica trata da “arte de sempre iludir”, um dos piores vícios da gestão econômica no país.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Ana Moffo tem uma gravação lindíssima da Ária da Bachiana número 5 de Villa-Lobos, com o contracanto do violoncelo de Rostropovich. Não consegui encontrar no Youtube. Mas aí vai um tira-gosto de Anna Moffo, em um dueto com Robert Merrill. Repare que linda.
Olha o imperialismo chinês invadindo até a praia do violão. Xuefei Yang interpretando os Estudos números 11 e 12 de Villa-Lobos.
Aqui o inglês Julien Bream, novinho, interpretando os Estudos números 3 e 4 de Villa.
Um video raríssimo da maior cantora lírica brasileira, Bidu Sayão, interpretando “O mio bambino caro”, de Gianni Schicchi. Olha que graça de moça era a jovem Bidu.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:O PAC geme e sofre para liberar meio ponto percentual do PIB para investimentos. Se, em um ataque de bom senso o Copom reduzisse a taxa Selic para (altos)10% em 2007, depois caindo um ponto percentual ao ano até 2010, a economia com juros seria a seguinte (em relação às projeções da pesquisa Focus):
* 1% do PIB em 2007.
* 1,16% em 2008
* 1,26% em 2009
* 1,5% em 2010
Em quatro anos, 5% do PIB.
E não se está falando em taxas imprudentes, mas em manter as taxas mais elevadas do planeta, ainda que em um nível menor.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Na aba de Economia (clique aqui), a planilha que serviu de base para os cálculos macroeconômicos do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento).
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Clique aqui para conferir a planilha que serviu de base para a análise macroeconômica do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento).
1. Utilizando as projeções da pesquisa Focus do Banco Central para a taxa Selic, crescimento de 5% ao ano a partir de 2008, e superávit primário de 4,25% (com meio ponto para o PPI), a dívida cairia de 50% do PIB para 39,75% em 2010.
2. Suponha que o superávit primário caia para 3,25% do PIB. Nesse caso, em 2010 a relação dívida/PIB estaria em 43,78%.
3. Suponha que, em um ataque de bom senso, a taxa Selic média fique em 11% este ano caindo um ponto ao ano até 2010. A relação dívida/PIB cairia para 37,2%
4. Vamos imaginar que o PIB cresça sofríveis 3% ao ano até 2010. A relação dívida/PIB cairia para 43,13%.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags:Enviado por: Carlos Lourenço
(…) Diz que Mantega foi massacrado porque a city cobraria coerência das ações de outro nível de governo com o PAC. Que eu saiba tal coerência jamais ocorreu em ambiente democrático. Ainda bem, pois não é necessária. Quase todos os instrumentos para aceleração do crescimento estão nas mãos do Governo Federal. O que é preciso é apoio político dos governadores para a aprovação das medidas no Congresso.
Serra, que, de fato, é dos economistas mais brilhantes do Brasil e não um macaqueador de modelinhos, já deixou sua opinião sobre PAC e juros, em nota logoapós a decisão do COPOM. É eloquente e correta.
A questão do microcrédito é outra e não vejo como possa servir de liame lógico entre PAC e a “defesa” do Banco Central.
O Banco Central (leia-se: COPOM) não sabe muito de política monetária. Há relativo consenso de que desde 2004, sucessivas barbeiragens do COPOM abortaram tímido ciclo expansivo sem necessidade. Assim, uma economia com risco país de 1700 pontos paga as maiores taxas de juro do planeta.
Mesmo o..”mercado” estimava o IPCA de dezembro em 4%, logo, abaixo do centro da meta. A decisão de cortar 0,25% da taxa básica foi, portanto, outra barbeiragem.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags:Onde buscar recursos para financiar o déficit da Previdência, aumentar a arrecadação e, ao mesmo tempo, reduzir a carga tributária?
A resposta é óbvia, mas vem sendo sistematicamente mascarada por uma espécie de fogo de encontro, que vive encontrando álibis, desculpas e bodes expiatórios para desviar a discussão do foco central. A culpa é do velho do meio rural que se aposentou sem contribuir.
Tem limites para a hipocrisia.
O foco central é óbvio. A partir do Plano Real, foi implantada uma política sistemática de colocar o grande capital a salvo da tributação. Esse processo se deu com o Banco Central fechando os olhos aos grandes movimentos de expatriação de capitais. Bancos de investimento passaram a captar recursos no próprio Brasil, para fundos sediados no exterior, afrontando a lei e a fiscalização do Banco Central.
Conversei certa vez com um funcionário do BC que, no final dos anos 90, assistia impotente a enxurrada de recursos remetida por Edemar Cid Ferreira para o exterior. Nada podia fazer porque os procedimentos eram autorizados por resoluções internas do BC.
No modelo americano, quando saem recursos do país para fundos em paraísos fiscais, o titular tem que explicar a destinação. E não basta saber que está no fundo A ou B, mas onde foi aplicado, na ponta final. Tudo isso para a Receita americana poder cobrar.
Por aqui, a orgia foi ampla. É só conferir as mansões e quadros de Edemar Cid Ferreira. E seu caso ficou público porque quebrou. E os que não quebraram?
Nem se fale do dinheiro criminoso, do tráfico, dos escândalos políticos. Fiquemos no dinheiro ilegal, mas não proveniente do crime organizado. Esse volume de bilhões e bilhões de dólares não paga impostos. É dinheiro brasileiro, com origem no Brasil, que meramente através do expediente de sair para o exterior e voltar na forma de capital externo, deixou de pagar impostos.
É por aí que se acertarão as contas públicas brasileiras. E não aumentando ainda mais os impostos sobre empresas e trabalhadores, ou deixando velho morrer de fome.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:A partir da contribuição do leitor Hans Bintje.
O governo federal listou obras prioritárias no PAC (Programa de Aceleração de Crescimento). Essas obras são feitas nos Estados, já que a União é a soma dos Estados. Os governadores querem se apropriar de parte das receitas do PAC. E para quê? Para financiar obras estaduais. Se ficam com parte dos recursos, significa que reduz-se parte dos projetos definidos pelo PAC. Esses projetos seriam substituídos por outros, definidos pelos governos estaduais.
A maneira mais lógica de coordenar esses investimentos passa pelos governos estaduais definirem seus próprios PACs, tomando como modelo o PAC federal, inclusive pensando em formas de otimizar as finanças estaduais, combalidas após a negociação das dívidas pós-Plano real.
Aí, sim, haveria uma coordenação federativa capaz de alavancar muito mais os benefícios trazidos pelo PAC.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Enviado por: Hans Bintje
Caro Nassif:
Esse seu artigo me colocou na situação bizarra de defender o Banco Central. O Mantega foi massacrado essa semana em Londres porque os investidores logo perceberam que o plano, apesar de bom, não está sendo acompanhado pelas outras esferas de governo. É a velha estória: uma andorinha só não faz verão.
O PAC federal deveria ter sido acompanhado por PACs estaduais. Perceba que eu não estou falando de coordenação entre os projetos, o que seria altamente desejável, mas sim de metodologias. Por exemplo, por que José Serra, um dos “mais brilhantes economistas do país” (palavras de Dilma Rousseff) não veio a público dizer quais são os planos para a economia paulista para os próximos anos?
A partir daí poderiam ser avaliadas as sinergias entre os projetos, otimizando a alocação de recursos, inclusive com a elaboração planos de investimentos privados mais sofisticados.
A impressão deixada entre os londrinos é que cada projeto apresentado é um fim em si mesmo, sem maiores repercussões no restante da economia. Ninguém esperava que os valores destinados ao PAC fossem muito maiores que os anunciados, tendo em vista as restrições orçamentárias do governo federal brasileiro, mas a alavancagem está muito baixa.
Isso não passou desapercebido pelo pessoal do Banco Central. O processo é semelhante ao que aconteceu no microcrédito, em que:
- O BC disse que ainda não tem condições de oferecer uma explicação definitiva para a preferência dos bancos de perder dinheiro, em vez de mergulhar no microcrédito. Mas arrisca um palpite: despreparo. “Talvez os bancos precisem de estruturas maiores para trabalhar nesta área”, afirmou o diretor do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. (clique aqui).
O que acaba acontecendo é que, de acordo com a mesma fonte, “da criação do microcrédito a dezembro de 2006, as instituições financeiras recusaram-se a emprestar 45% de tudo aquilo que estavam obrigadas. Em cifras, negaram R$ 782 milhões em crédito aos pobres, com quem poderiam ter lucrado cobrando juro de 27% a 60% ao ano. Em vez disso, acharam melhor mandar a bolada ao Banco Central (BC), onde o dinheiro descansa sem ganho para as instituições.”
Em resumo: os investidores vão deixar o dinheiro onde está enquanto não surgir oportunidade melhor. O Banco Central sabe disso e vai manter a política monetária para não despejar na economia mais recursos do que ela poderia absorver sem gerar inflação; se fizesse isso agora, com o PAC federal sozinho do jeito que está, iria surgir uma bolha que exigiria a elevação de juros logo em seguida.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags:Veja na aba MINHAS MÚSICAS (clique aqui) a nova sambista paulista que está conquistando o Rio de Janeiro.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Dos pais corujas Flávia e Carlos
Caros amigos
Uma surpresa mais que agradável ver nossa filha Verônica Ferriani sair na capa da Veja Rio (em anexo) neste mês de janeiro de 2007! Essa foto foi tirada na sua apresentação no Rio Scenarium ( Lapa, Rio de Janeiro – uma casa tradicional da cidade maravilhosa) nos dias 9, 10 e 11 p.p. com o violinista francês Nikola Krassik e banda.
Convidamos vocês a visitarem seu site oficial: www.veronicaferriani.com.br e queremos avisá-los de alguns shows em que ela estará nesses próximos tempos:
Continuam suas apresentações no Carioca da Gema dias 1º de fev. e 15/02. Rua Mem de Sá, 79 – Lapa – Rio de Janeiro.
Música é sempre gostoso, traz alegria e paz, envolve nossos sentimentos com o ritmo, a melodia e ficamos felizes em compartilhar essa trajetória da nossa filha Verônica com cada um de vocês.
Comentário
Duas sambistas paulistas estão conquistando o Rio. Uma, a Fabiana Cozza; outra, a Verônica. Ambas participaram da gravação do “Ensaio”, que gravei para o Fernando Faro.
Outro dia passo a participação da Fabiana. Veja aí que graça a Verônica, cantando “Didi”.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Música Tags:Enviado por: Ruben
Acho que a exportação direta do etanol seja o menor dos problemas. Há algo muitíssimo mais preocupante subjacente à euforia do etanol americano: pela primeira vez na história o preço do trigo para entrega na safra americana passou os US$ 4 o bushel. Nos próximos dias/semanas o mercado decidirá se irá prevalecer um novo patamar de preços agrícolas e de carnes, ou não. Para complicar as coisas, o clima não ajuda… Temo que milho a US$ 8 não é impensável. E com o preço do milho irá os preços da soja, do trigo, do arroz, do frango, do boi, etc, etc, etc… O choque nos países pobres vai ser grande, mas não bastasse isso, o nível de preços das exportações brasileiras vai disparar mais uma vez: se já é difícil manter o real vendido por mais de 2,15 dolares, vai ser difícil mantê-lo acima de 1,80! Os gênios do BC se colocaram numa sinuca de bico: “never underestimate predictability of stupidity!” Desesperador. Temos tudo para dar certo, mas tem gente que não quer: pelo amor de Deus, Lula, faça algo.
PS: acho que a Austrália é um bom exemplo de desenvolvimento numa nação exportadora de matéria bruta. É claro que há pré-condições importantes, em particular ter as instituições adequadas (coisa que Brasil nem de longe tem). De qualquer forma, se é para fazer, faça direito: austrália tem déficit em conta corrente desde sempre! Não acho que seja uma estratégia de desenvolvimento adequada para o Brasil, mas em si mesma, em abstrato, é potencialmente eficaz. África do Sul, por exemplo, está tentando replicá-la com relativo sucesso: o futuro dará seu parecer. Outra coisa é certa, a estratégia do Brasil, ou melhor, a total ausência dela, não nos levará a lugar algum: isso o presente já nos diz!
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags:O “Globo” de hoje traz uma bela matéria de capa do caderno de Economia sobre a mudança na contabilidade do déficit da Previdência. Mas continua embarcando em alguns erros de enfoque e de números:
1. Compara a mudança contábil (de tirar das costas da Previdência gastos com aposentadoria rural e com isenções setoriais) a uma mera operação “tapa-buracos”. Não é. Ainda não caiu a ficha que despesa da Previdência vai direto para a conta de empregadores e empregados que contribuem para o INSS. Despesa que não é da Previdência vai para a conta do Tesouro. Ou seja, mexeu na conta do déficit, mexeu na definição de quem paga. Trata-se de mudança radical. Quase R$ 40 bi que, antes, seriam debitados à conta dos empregados e empregadores, comprometendo ainda mais o emprego formal, passam a ser déficit fiscal, compartilhado por todos os contribuintes.
2. Continua errando nos números. Se se retiram das costas da Previdência as aposentadorias rurais e as isenções para os diversos setores (Simples, filantrópicas etc.), o rombo efetivo da Previdência passa a ser de R$ 3,8 bi em 2006, e não R$ 24 bi como diz “O Globo”, nem R$ 13 bi, como insiste a “Folha”. Mudou totalmente o foco da discussão sobre o déficit da Previdência.
O Ministro da Previdência Nelson Machado é um craque que, apenas com o uso correto e adequado dos números, liquidou com a operação “delenda a Previdencia” e seu exército de especialistas em sofismas planilheiros.
Agora, já se pode começar a discutir a sério a questão do déficit da Previdência, que precisa ser enfrentado, sim, mas em bases honestas.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:A decisão do PAC de aumentar para R$ 4 mil a isenção para microcomputadores não visou a inclusão digital. Para a inclusão, bastariam computadores de R$ 1.500. No fundo ajudará as empresas a renovarem seu parque de máquinas, mas, principalmente, ajudará a Microsoft que, com o novo sistema operacional, o Vista, precisará de uma ampla renovação em máquinas com maior capacidade. Com menos de um gigabyte de memória, o Vista não funciona.
PS – Como usuário, não desgostei não. Mas é a história que o próprio Serra colocou: porque não o saneamento?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:A afirmação de Bill Gates em Davos, de que em cinco anos o atual modelo de televisão irá desaparecer, não mereceu o destaque devido. Com a Internet, modelos iniciais de sites de vídeo, como o Youtube, já ganharam o mundo. Com os provedores garantindo banda larga, os portais garantindo armazenamento e organização, e os provedores podendo livremente colocar conteúdo, quem há de resistir? O trabalho em rede venceu.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Na aba de Economia (clique aqui), a Coluna Econômica fala das críticas inconsistentes e das críticas objetivas contra o PAC.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Do Clarin de hoje
La recaudación tributaria de enero se encamina a dejar en las arcas del Tesoro unos 14.000 millones de pesos, un 30 por ciento más que los 11.164 millones de pesos de igual mes del año pasado, según las primeras estimaciones oficiales.
( ) De esta forma, 2007 se iniciaría con el mismo ritmo de crecimiento en los recursos con el que finalizó 2006, año en el que por esta situación se logró un superávit primario superior a los 23 mil millones de pesos.
Este fuerte aumento en los ingresos fiscales del primer mes del 2007 estuvo sostenido, según adelantaron las fuentes del Gobierno, por un auge del consumo relacionados con el turismo.
A eso hay que sumarle el impacto del efecto del boom de consumo de diciembre, por las fiestas de fin de año. Hay que tener en cuenta que lo percibido por el Impuesto al Valor Agregado (IVA), ingresa a las arcas oficiales con un mes de rezago.
Esto, junto al crecimiento económico, que rondará entre el 7 por ciento y 8 por ciento interanual, según los primeros cálculos, serán de los principales factores que impulsen la suba en la recaudación.
Por su parte, el incremento en lo volúmenes de las ventas al exterior, junto al aumento de los precios de las materias primas favorecieron la recaudación de derechos de exportación. Los técnicos estiman que esta tendencia se sostendrá durante 2007, un año para el cual se prevé que continúe la fase positiva de precios de las commodities.
La incógnita está puesta en determinar si los aportes patronales seguirán con el nivel de incremento del 40 por ciento que venían registrando el año pasado, por el aumento de empleo registrado y los salarios.
Para este año, la Ley de Presupuesto aprobada por el Congreso estima que los ingresos deberán rondar los 169.000 millones de pesos. El año pasado se recaudaron algo más de 150.000 millones de pesos, lo que marcó un crecimiento del 25,8 por ciento respecto a la del 2005.
Los 150.008 millones de pesos del 2006 representaron el 23,2 por ciento del PBI, siendo el valor más alto de la serie histórica para la presión tributaria en la Argentina. Aún así, el valor está por debajo del 30% del promedio de los países desarrollados.
( ) De este crecimiento de casi el 26 por ciento en la recaudación durante el año pasado, 7 puntos correspondieron a un mayor cumplimiento por parte de los contribuyentes, más empleo registrado, y el combate al contrabando, explicó Abad en su momento al dar a conocer las cifras. Puso como ejemplo que durante el año pasado se registraron 140.000 personas que trabajan en empleo doméstico, llevando el padrón a 210.000 empleados.
(Suspiro)
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Há uma animada discussão na aba de ECONOMIA, na qual alguns leitores criticaram o que consideraram excesso de pessimismo de Luiz Carlos Mendonça de Barros, alertando para os riscos de uma explosão nas exportações de etanol.
Não está errado, não, pessoal. O que foi a doença holandesa? Foi a explosão nas exportações de um produto primário (o gás), que provocou um aumento brutal no superávit comercial, apreciando a moeda nacional a ponto de destruir diversos segmentos empresariais.
Sem as exportações de etanol o Brasil já está passando por isso, devido à irresponsabilidade do Banco Central. E quando explodirem as vendas externas de álcool?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: