13/11/2006 - 21:26
Enviado por: Thor Ribeiro
Nassif,
Pegando um aspecto desse texto gostaria que você desenvolvesse mais, ou abrisse espaço pra quem quiser, sobre a alternativa do ensino superior público pago. Claro que teria de ser algo com faixas de isenções, planos de empréstimos a juros decentes, etc.
Acho que melhoraria muito o setor sem onerar mais os cófres públicos e com pouco custo político/social, já que muitos saem de colégios particulares de 1000 ou mesmo 2000 reais a mensalidade e passam a estudar de graça; com toda certeza não se importariam se pagassem uma parcela disso a universidade.
De qualquer jeito obrigado
Comentário
O tema é oportuno. Muitos sustentam que a maioria dos alunos das universidades federais são de baixa renda. Até pode ser. Mas, dado o grau de excelência do ensino público superior – um ativo inestimável do país –, a maioria dos alunos, mesmo os abastados, entre uma universidade pública e uma privada, na maioria das vezes optaria pela pública.
Além disso, o diploma dá uma condição de trabalho privilegiada ao aluno, depois de formado. Nada mais justo que, aqueles que tenham condição, devolvam ao Estado, ou à sua universidade, a ajuda que receberam do conjunto de contribuintes.
De qualquer modo, um bom tema para discussão.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
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13/11/2006 - 20:13
O lançamento da Ecodiesel tinha o problema do sócio oculto. Mas vale a pena analisar o trabalho apresentado ao mercado, de acordo com as novas normas do Novo Mercado.
Trata-se de um avanço no sistema de governança corporativa, porque detalha os fatores de risco trabalhista, social, econômico, tributário e político. Em geral, esses prospectos se limitam a ser bastante genéricos em relação aos fatores de risco. O relatório é uma aula de análise setorial, com identificação de oportunidades e riscos.
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13/11/2006 - 19:16
Estava folheando o livro “Gasto Público Eficiente”, lançado pela Topbooks, com vários autores e prefácio de Rubens Ricupero.
Francamente, não sei quando esse tema relevante vai sair das generalidades dos economistas e ser entregue a gestores com sensibilidade social e política e conhecimento de indicadores de desempenho. É inacreditável a miopia desse pessoal.
Setor público não é empresa. A meta do setor público é atender bem sua clientela: os cidadãos. Esse é o ponto de partida de qualquer projeto de gestão eficiente.
A partir do momento em que se definam indicadores de qualidade de atendimento, e metas a serem alcançadas, começa a se entrar nos processos e acrescentar metas de redução de custos e melhoria de processos. Legitima-se a racionalização com transparência que assegure que a qualidade dos serviços não será piorada, ou poderá até ser melhorada.
Mas esse pessoal não sabe avançar além da tesoura sem nenhum critério, nenhuma sensibilidade política, quanto mais social.
Propõem reduzir subsídios relativos às aposentadorias e pensões. Que subsídio? Com crescimento de 5% há subsídio? Se retirar a assistência social, há subsídio?
Propõem acabar com um salário mínimo de pagamento aos maiores de 65 anos, mesmo que não tenham contribuído, porque “sinaliza à população jovem de baixa renda que não vale a pena contribuir para a previdência”. Ora, por conta da estagnação e da insensibilidade social imposta por esse tipo de pensamento, a opção do jovem não é entre contribuir ou não contribuir, mas de entrar ou não para o crime. Se nem essa história de déficit conseguiu se legitimar, como irão fazer para avançar contra os abusos? Cortando do velhinho da zona rural? Tenha-se a santa paciência!
Propõem a extinção do FGTS, o fim da gratuidade do ensino superior, a redução no volume de transferência de recursos para estados e municípios, redefinição dos critérios de partilha do Fundo de Participação dos Municípios.
Esse tempo passou. Há a necessidade de racionalização dos gastos públicos, sim, mas dentro de uma nova ótica, que leve em conta a missão do serviço público. Enquanto esses especialistas-do-valor-agregado não entenderem isso, não aprenderem a trabalhar com indicadores de desempenho e metas com o setor privado, nao completarem sua formação com um mínimo de conhecimento político e social, continuarão isso: anacrônicos e generalistas.
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13/11/2006 - 14:28
De acordo com o Sebrae São Paulo, um dos produtos mais importantes do programa de bioenergia será o fortalecimento da pequena e média empresa no campo.
Hoje em dia, o pequeno fornecedor de cana arrenda parte de suas terras para a usina. Com os recursos, já está adquirindo implementos mais sofisticados para trabalhar a parte não arrendada da fazenda.
A previsão é de, em poucos anos, haver uma explosão das pequenas propriedades profissionalizadas.
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13/11/2006 - 12:00
O carnaval dos artistas defendendo o sistema S da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas é tão falso quanto um teatro de ficção. Os artistas consideram, corretamente, a importância do Sesc para as artes.
Só que pequena e micro empresa nunca contribuiram para o sistema S desde o Estatuto da Micro Empresa.
Embarcaram em um roteiro estranho para torpedear uma boa lei.
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13/11/2006 - 10:57
Os ataques de Diogo Mainardi a Mino Carta devem ser analisados de uma ótica mais ampla. O problema é o estilo imprimido por Eurípedes Alcântara à “Veja”. Mainardi é consequência.
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13/11/2006 - 07:56
Estarei o dia todo em um seminário sobre a Lei Geral das Pequenas e Micro Empresas. Mandarei posts de lá.
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13/11/2006 - 07:53
Publicada hoje em página inteira em “O Globo”, a sentença do juiz Fabrício de Fontoura Bezerra, condenando o jornal por crimes contra a honra de Eduardo Jorge Caldas Pereira, homem de confiança do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, é um documento relevante para se entender os limites da liberdade de imprensa.
Em um momento em que se considera ameaça à imprensa a mera menção do telefone de um jornal em um inquérito policial, o resumo dos ataques sofridos por Eduardo Jorge em apenas um jornal, é chocante.
Vítima de um conluio entre jornalistas e procuradores — e parlamentares petistas, que atuaram como os pefelistas e tucanos agora –, ambos inescrupulosos, Eduardo teve sua vida devassada, sofreu acusações das mais graves provindas de fontes em “off”, sem poder se defender. Foi comparado a PC Farias, acusado de liberar verbas para o TRT em São Paulo, em uma campanha sórdida – porque fundamentalmente ideológica – comandada pelo procurador Luiz Francisco, mas com o beneplácito de jornais, que podiam usufruir das manchetes escandalosas. Seria interessante comparar os abusos contra sua privacidade com esse episódio do número de telefone divulgado pela PF.
Desde então, Eduardo Jorge empreendeu a maior luta individual que um indivíduo já ousou contra os crimes de imprensa no Brasil. Foi obsessivo, a ponto de às vezes extrapolar. A cada nota que saía em jornal, mandava cartas reclamando ser ouvido.
A sentença do juiz coloca nos devidos termos a questão da liberdade de imprensa. Reconhece com uma das liberdades fundamentais em uma democracia. Mas, assim como os demais poderes, não existe liberdade ilimitada.
“Para coibir esses excessos, esses desvios de ética, esses abusos no exercício da liberdade de escrever e de pensar, foi que os legisladores de todos os tempos, fixando limites a essa liberdade, classificaram de delitos os desmandos dos autores. Sem esse freio legal, a imprensa, de dínamo propulsor da civilização, se tornaria, em mãos inescrupulosas, num látego da liberdade”.
Que a luta de Eduardo Jorge, um marco contra os abusos da imprensa, assim como foi o caso Escola Base, receba o devido reconhecimento de todos aqueles que batalham pelo aprimoramento e democratização da mídia, independentemente de cor política.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
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