21/07/2006 - 08:53
A Sadia desistiu da oferta de compra do controle da Perdigão. Na segunda-feira, ela havia feito uma oferta voluntária (e hostil, no sentido que o mercado dá ao termo) pelo controle da companhia. Oferecia um preço equivalente à média dos últimos 30 pregões, mais um ágio de 35%.
Os fundos que controlam a Perdigão não aceitaram. As fundações se juntaram, alegaram falha legal e preço ruim. Posteriormente, ante manifestação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), mantiveram a tecla no preço ruim.
A Sadia melhorou discretamente o preço, mas os fundos não quiseram sentar para negociar. Alegaram que ela não poderia ter ido a mercado, mas, sim, conversado diretamente com os controladores. A Sadia alegou que no Novo Mercado não existe a figura do controlador, e o que ela fez foi seguir as novas regras.
Na verdade, mesmo em companhias listadas no Novo Mercado, só com ações ordinárias (com direito a voto) existe a figura do bloco de controle.
Ocorre que essa operação é importante demais para o país para submergir por questão de suscetibilidade ferida. Os grandes players internacionais já estão de olho no país. Frangosul e outras empresas foram desnacionalizadas. Internacionalmente, os produtores brasileiros enfrentam barreiras de governos, aliados aos produtores dos respectivos países.
Portanto, a fusão tem uma lógica comercial e econômica clara. A questão é discutir os termos. Só que, para se chegar a um acordo, os dois lados têm que ceder, compartilhamento de poder, de estratégias.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
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21/07/2006 - 08:52
Anote aí o tema central que tomará corações e mentes dos economistas brasileiros nos próximos meses: a reciclagem da poupança. À medida que as taxas de juros internas se reduzam, que cesse a arbitragem para os capitais externos, haverá uma migração de recursos da renda fixa para os ativos reais.
Nessa migração poderá estar o início de um processo virtuoso de crescimento, ou mais uma volta inútil no moto-contínuo da crise.
Há vários riscos nessa transição:
Uma nova rodada de bolha no mercado de ações.
Aumento excessivo nos preços dos ativos reais, de alguma maneira rebatendo nos índices de inflação. E o Banco Central atuando novamente de acordo com o manual, subindo os juros para abortar a nova etapa de crescimento.
Trata-se de uma transição importante, complexa, que exigirá um BC muito mais sofisticado e flexível do que o atual. Por flexível se entenda entender a dinâmica dos preços e parar de atuar sobre as estatísticas (que refletem apenas o passado e não necessariamente a dinâmica do processo futuro).
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
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21/07/2006 - 08:50
Última posição do atendimento da Palm sobre os problemas com o teclado do LifeDrive. De fato, depois de meia hora de uso o teclado trava. O caminho é parar o trabalho, ir até o ícone do teclado, entrar, desabilitar, habilitar de novo e rezar para ver se funciona. Ou seja, dá um tranco para ver se volta.
O pior é que já fiz isso várias vezes, já cheguei a resetar o aparelho. Às vezes volta, às vezes não volta. Como é que pode, em um aparelho para uso profissional, a fonte na sua frente conversando e você anotando, depender dos humores do aparelho?
O atendimento informa que não há nada sobre atualização do sistema operacional, sugere que envie o aparelho para a assistência técnica. Para quê, se é um problema comum a todos os LifeDrive?
Se fosse uma empresa minimamente preocupada com o cliente, teria providenciado um recall no software. E recall em software não tem nem o custo de receber os aparelhos. É só deixar disponibilizado no seu site.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
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