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13/07/2011 - 11:30

Yeah Yeah Yeahs no “Jornal Nacional”?

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* Popload em Barcelona. Mas com um olhar global.

* Parece que nesta quinta-feira, mais conhecida como amanhã, o festival megablaster Rock in Rio 2011 anuncia no “Jornal Nacional”, da Globo, as bandas de seu “dia novo”, o tal dia extra, que acontecerá incluído no meio da programação “normal”, no dia 29 de setembro, uma quinta-feira.

* Pode ser que alguns nomes indies, uns pop e outros “clássicos” apareçam no anúncio. já estou vendo (errr, não vou ver) a Fátima Bernardes ou o marido dizerem: “O músico Stevie Wonder e a banda indie Yeah Yeah Yeahs estão confirmados no festival Rock in Rio…”, dois dos nomes que salvo alguma mudança nas últimas semanas devem reverberar no Brasil todo na hora do telejornal global.

* Fala “indie”, Fátima. Fala!

* Fala “indie”, William. Fala!

* Até um tempinho atrás, a silenciosa banda The XX e a popeira americana Ke$ha estavam fortes nas negociações. Vamos ver o que a Fátima ou o Will têm a dizer.

Adoro as fotos da Karen O

Notas relacionadas:

  1. Pum, Cecê e Rock’n'roll: a nova configuração das baladas de SP pós-lei antifumo. Franz Ferdinand, Yeah Yeah Yeahs, FNM e Jane’s Addiction: o segundo semestre esquenta. E maaaaais.
  2. Reading Fest Extravaganza, Belchior e Vanusa, Vagner Love, Sonic Youth e/ou Snow Patrol, vídeo do Yeah Yeah Yeahs, Nick, Hornby, Summer e Tarantino (título provisório)
  3. Yeah Yeah Zeppelin e o “The Feel Bad Movie of Christmas”
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , ,
14/06/2011 - 16:03

O Rock in Rio não confirma, mas…

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* Está engraçado o übermegablaster festival Rock in Rio 2011, que tem 300 nomes peso pesados da música, vendeu em quatro dias todos os ingressos para sua maratona de seis dias de festival e, dizem, bate recordes de movimentação em rede sociais. Eu, que julgo conhecer um monte de amigos, conhecidos e/ou outros tipos de frequentadores de festivais e shows, além de ter uma razoável ferramenta para saber de expectativa de leitores e tal, não conheço NINGUÉM que vai ao festival. Tem alguma coisa errada nisso. Tanto que vou iniciar uma pesquisa por aqui. Quem vai mesmo?

* Nos últimos dias o Rock in Rio disparou o mesmo email algumas vezes anunciando o “dia extra” que foi aberto no festival. Anunciando o “dia extra” e dizendo que não está confirmada a vinda do veterano músico Steve Wonder. É só email “O Rock in Rio não confirma…”, pra lá e pra cá.
Bom, o tal sétimo dia do Rock in Rio será 29 de setembro, uma quinta-feira.
E está dando QUASE para afirmar que as atrações internacionais, pelo menos algumas delas, vão fazer meus amigos-conhecidos reconsiderarem uma esticada à Cidade do Rock.

O que está sendo falado, e tomara mesmo que role, porque se tudo for anunciado comporia o dia mais legal dos sete do RiR, é o seguinte:


Steve Wonder – Ke$ha – Yeah Yeah Yeahs – The XX
***
***

Verdade, Karen?

Notas relacionadas:

  1. Pum, Cecê e Rock’n'roll: a nova configuração das baladas de SP pós-lei antifumo. Franz Ferdinand, Yeah Yeah Yeahs, FNM e Jane’s Addiction: o segundo semestre esquenta. E maaaaais.
  2. Julian e o futebol brasileiro. O indie nacional na Casa Branca. Morfina, Jesus e outras “elevações”
  3. Um dia tranquilo no rock mundial
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , ,
30/05/2011 - 12:38

Yeah Yeah Zeppelin e o “The Feel Bad Movie of Christmas”

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* Ou “Os indies que amavam Led Zeppelin”…

Quem esteve em alguma das principais salas de cinema dos Estados Unidos no último final de semana foi “surpreendido” com o trailer “red band” de “The Girl with the Dragon Tatoo”, versão hollywoodiana para “Os Homens Que Não Amavam as Mulheres”, best seller sueco baseado no primeiro livro da trilogia Millenium, de Stieg Larsson.

A produção americana – que chega aos cinemas de lá em 21 de dezembro e em 10 de fevereiro de 2012 no Brasil – é dirigida por David Fincher (“Clube da Luta”, “A Rede Social”). A música tema é uma cover de “Immigrant Song”, clássico do Led Zeppelin, que ganhou uma versão nervosa na voz de Karen O (Yeah Yeah Yeahs) e produção de Trent Reznor (Nine Inch Nails).

O trailer “pesado” ainda não foi divulgado oficialmente. Até agora, só filmagens espertas feitas nos cinemas. Tanto trailer quanto música ficaram geniais, juntos.

Notas relacionadas:

  1. O amor e o horror. E vice-versa. (fora as datas do Oasis)
  2. Pum, Cecê e Rock’n'roll: a nova configuração das baladas de SP pós-lei antifumo. Franz Ferdinand, Yeah Yeah Yeahs, FNM e Jane’s Addiction: o segundo semestre esquenta. E maaaaais.
  3. Um dia tranquilo no rock mundial
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , ,
16/03/2011 - 17:10

Um dia tranquilo no rock mundial

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* Popload em Dublin.

Enquanto o Bono foge da Popload, daqui a gente observa que hoje é um dia tranquilo no planeta, em relação à música. Tirando que…

- O Yeah Yeah Yeahs, uma das principais atrações do Lollapalooza Chile, cancelou o show marcado para o festival (02/04). Caiu também a data de Buenos Aires, Luna Park (31/03). O “Brasil” bem que tentou trazer esse show pra cá, mas a banda pediu um cachê compatível a um show de reunião do Oasis com Liam e Noel se abraçando…

- Jack White fez uma apresentação na tarde de hoje no South By Southwest (SXSW), em Austin. Ele tocou no busão-loja-palco da Third Man Rolling Record, que ficou estacionado em frente ao restaurante Frank’s Diner. As músicas apresentadas por White foram “Pink Cadillac”, de Bruce Springsteen, e “Dead Leaves and the Dirty Ground” do… White Stripes. Só queria demitir a Meg, né, Jack? O busão-loja de discos é este aqui abaixo. E Jack White relembrando White Stripes está logo a seguir

- O SXSW, que realiza sua edição 25 neste ano, não está fraco, não. Tanto que até a prestigiosa revista inglesa para “assuntos internacionais” importantes, a “The Economist”, foi para Austin e inclusive separou uma página especial em seu site para falar das “tendências” do evento. O link é este.

- Mais uma vez, o big jornal inglês “The Guardian” tem feito cobertura especial do festival. O diário britânico mandou três jornalistas, mais fotógrafos, para o evento texano. No site deles tem um ranking com as 10 bandas que estão despertando mais atenção de quem quer comparecer/ler sobre o evento (clique na imagem para aumentar). Entre elas está Noa & The Whales, Neon Trees, Naked & Famous etc. A banda mais cobiçada de todas é “aquela”, que estourou em 2001 e lança disco novo semana que vem (para quem já não baixou, claro). Eles tocam amanhã no showcase da Levi’s, no Auditorium Shores Stage.

- Ainda sobre o SXSW, uma foto da esperta agitadora paulistana @Lalai com um cara boa praça lá em Austin.

- Estou aqui, mas não tiro o olho daí, ok, Bethânia? Já vi até o bloguinho homenagem. E tem até Tumblr já. Desse jeito o Brasil quebra haha.

* Lembrando que a Popload está em Dublin a convite do uísque Jameson, a bebida mais pedida por 97% das bandas gringas que vão ao Brasil. Este blog participará na Irlanda do Jameson Global Broadcast nas festas do St. Patrick’s Day.

Notas relacionadas:

  1. Conan, o barbaro. Jack, o White
  2. O Foo Fighters, as loiras gêmeas no pole dancing e a cena rock do ano no cinema
  3. Dez anos depois, os Strokes voltam para vazar o rock
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , ,
28/01/2011 - 08:38

Lollapalooza Chile: line up oficial, ingressos, degustação de vinhos e outras coisas mais

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A aventura de Perry Farrell com seu Lollapalooza em terras chilenas, além de oficial, agora já tem cara e corpo.

Com quase 60 atrações, o Lollapalooza Chile (2 e 3 de abril no Parque O’Higgins em Santiago) escala de Matanza a Kanye West, sem deixar de lado atrações mais farofas como Killers, Ben Harper e Fatboy Slim. Mas tem muita “coisa nossa” ali. Vai falar que não é uma ótima ideia viajar até Santiago para ver Drums, National, Yeah Yeah Yeahs, Flaming Lips, a fofa da Cat Power e o… Como Asesinar a Felipes?

O burburinho em torno do line up de festival grande sempre é bacana, vide Coachella. Na quarta-feira, mostramos aqui duas possíveis escalações. A do pôster era bem mais fantasiosa, mas a do quadro negro já entregava pelo menos 60-70% do line up final. As ausências mais sentidas em relação ao “não oficial” tem Lou Reed, Goldfrapp, Chris Cornell, DEVO, Crystal Castles e, óbvio, Strokes, que apareciam em todas as prévias. Fora o Arcade Fire, que vinha sendo bem comentado também. Fica para a próxima.

Os ingressos já estão à venda a partir de hoje no site Puntoticket. Por agora, só vendem passaportes para os dois dias. Venda individual só após 11 de fevereiro. São esperadas cerca de 50 mil pessoas por dia.

Lá também terá a tal Área Vip, no caso o Lolla Lounge Pass, que garante acesso ilimitado aos lounges colocados próximos aos palcos principais e do Arena Stage, além de acesso às plataformas com visão privilegiada, banheiros reservados, áreas de descanso, comida, cerveja e degustação de vinhos durante o dia. (Clique no mapa para ampliar).

- PREÇOS DOS INGRESSOS
(Preços em R$ a confirmar, vou conferir direito)

Pista – (passaporte para os 2 dias)
Pré-venda, 1º lote (10 mil ingressos): $55.000 (R$ 190,00)
Pré-venda 2º lote (10 mil ingressos): $68.000 (R$ 230,00)
Venda geral (20 mil ingressos): $76.000 (R$ 260,00)

Lolla Lounge – (passaporte Vip para os 2 dias)
Pré-venda (Mil ingressos): $160.000 (R$ 540,00)
Venda geral: $190.000 (R$ 650,00)

Pista (ingresso individual, a partir de 11/02)
Pré-venda (10 mil ingressos): $36.000 (R$ 120,00)
Venda geral: $42.000 (R$ 140,00)

Lolla Lounge – (ingresso Vip individual)
$120.000 (R$ 410,00)

* Os californianos do Deftones e do Cypress Hill vão esticar suas turnês na América do Sul e (do Chile) embarcam para São Paulo para uma apresentação única e conjunta no dia 4 de abril no Credicard Hall, com organização da T4F. Clientes Credicard, Citibank e Diners terão direito à pré-venda exclusiva que começa semana que vem, dia 2, e vai até dia 8. A venda geral será dia 9 de fevereiro.

* Fiquei sabendo também que outros nomes do Lollapalooza, como o Devendra Banhart, estão sendo oferecidos para clubes de São Paulo, mas ninguém ainda fechou. O detalhe: estão sendo oferecidos SÓ para São Paulo. Será que…

Notas relacionadas:

  1. Todas essas coisas que eu tenho feito
  2. Jane’s says “Yes”! O incrível XX! O incrível Flaming Lips! E mais outras coisas incríveis.
  3. Lollapalooza – eXXtravaganza
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , ,
15/12/2009 - 11:34

E a música mais incrível de 2009 é…

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Um salve para o amigo leitor. Outro para a leitora.

Então ficamos assim, nestes estertores de 2009. Já consigo postar texto, foto e vídeo através de um app de iPhone. Já posso ler livros no próprio, já que a Amazon acaba de liberar vendas para o Kindle desde o Brasil e eu não preciso do Kindle propriamente para ter os livros no celular (mais ou menos isso). Na acupuntura, enquanto aguento quatro ventosas nas costas, vou ouvindo a XFM (Inglaterra) ou a Urbana FM (Buenos Aires) em tempo real. E estou desde esta semana lendo o “Guardian” e o “Independent” pelo celular . Que mais, hein, modernidade?

modernidade

* O disco de 2009 já está definido, para mim e para você. E a “melhor música do ano”, já? Se prepara, pois eu vou perguntar a sério. E dizer qual foi a eleita da Popload.

* WHAM! – Eu seeeeeeeeeeeeeei que a gente fala um pouquinho demais de Arctic Monkeys, neste blog. Mas, por culpa só deles, eu não consigo evitar. Talvez a recorrência macaquiana seja significativo de coisas. Mas, enfim, show recente da banda de Sheffield passando por Nova York, semana passada. E, engatado ao hit “Fluorescente Adolescent”, o grupo amiguinho do Josh Homme (já falo mais sobre isso) emendou uma cover de… Wham!

* SMELLS LIKE LOVE SPIRIT- Courtney Love, a Yoko Ono dos 90, ex-mulher maluca do guitarrista Kurt Cobain e ex-líder da grande banda Hole, reaparece no mundo pop tal qual o Nirvana, mas por motivos diferentes. Primeiro porque ela perdeu os “direitos legais” sobre a filha dela e de Cobain, a Frances Bean. Depois por estar estampando a capa da revista “Dazed & Confused”. A publicação britânica diz que Love está de volta e faz um título óbvio e bem bom: Love tears us apart. Dentro, Love está mais à vontade nas fotos.

love

A revista é o centésimo veículo a trazer os melhores das décadas, mesmo com a década terminando só no final do ano que vem. Qualquer disco espetacular lançado em 2010 vai obrigar todo mundo a refazer as listas, hehe.

* AS PESSOAS QUE ARRUINARAM A DÉCADA – Ainda sobre o “balanço da década”. O “Guardian” fez uma lista engraçada, esta do título deste item, e escalou entre elas as seguintes pessoas que “screwed up” os anos 00.
1. Will.I.AM - Por fazer “My Humps”, do Black Eyed Peas, “Ordinary People”, com o John Legend, e “Beep”, que as Pussycat Dolls cantam.
2. Jessica Simpson - Ela estragou a arte de ser “sexy”. Por causa dela, os ingleses têm que aturar a Chantelle, a Jade e o elenco de The Hills. Boa esta.
3. Steve Jobs - Por matar o hábito de ouvir um disco inteiro. O dono da Apple primeiro pediu pra todo mundo botar a imensa coleção de discos num aparelhinho. E por causa disso ninguém mais tem paciência de ouvir um álbum todo, porque é uma música e SKIP. Além disso o cara conseguiu botar os seriados de TV no iTunes, onde ainda vende e aluga filmes, inventou o iPhone, criou a App Store. Loser!
4. Harry Potter - Por disseminar para sempre a arte das continuações. Então ninguém importante nunca vai morrer na “Parte 1″ dos filmes, nada vai ser resolvido…
5. Mark Ronson - Por empestear o pop com covers. “Houve um tempo em que existia a música pop. E a música pop era bacana. Então surgiu o Mark Ronson e lançou o álbum ‘Version’, com versões (dã) ‘matadoras’ de músicas pop conhecidas. Aí um milhão de pessoas passou a fazer mesmo. E aí a música pop deixou de ser bacana. Valeu, Mark!”
Haha. E ainda botou um daqueles “Veja também: Nouvelle Vague”. Hahahaha.
6. Michael Cera – Astro dos mega-hists do cinema “Juno” e “Superbad”, o cara ilude os sujeitos indies, nerds e espinhentos a acreditarem que podem pegar garotas.
7. Nina Myers - Haha. Lembram a espiã do mal do primeiro ano da série “24″, que tinha um caso com o Jack Bauer? O tema para ela do “Guardian” é assim: “Ela morreu. Ela está viva. Ela morreu. Ah, quem se importa mais?”. Quando ela posava de fofinha até matar a tiros a mulher GRÁVIDA do herói Jack Bauer no final do primeiro dia (temporada) do seriado, mudou a história da TV: ninguém estava mais a salvo, não importa o quão importante um personagem é. Mas depois ela inspirou o fenômeno do “Ninguém nunca está realmente morto” nas histórias, então…
Tem o “Veja também: Heroes, Lost…”. Hahahaha.
8. Frank Black – O herói das bandas reformadas. Depois que ele resolveu remontar os Pixies, e isso não é por causa dos Pixies em si, uma centena de bandas mortas acharam-se no direito de voltar também, nunca em estado tão bom quanto quando terminaram ou fizeram sucesso. “Veja também: Blur, Led Zep, Dinosaur Jr, The Stooges, Pavement e segue infinito”
9. Sir Tim Berners-Lee - Inventou a internet. OMG!
10. Josh Homme - Hahaha. Este não dá!. O “Guardian” primeiro o chamou de Deus, o cara mais cool do rock e o sujeito mais interessante a aparecer com uma guitarra nesta década. Depois diz que ele fez projetos paralelos bem chatos (The Desert Sessions, Eagles of Death Metal, Them Crooked Vultures). E por fim fez xixi no Cálice Sacrado ao transformar o Arctic Monkeys em menininhos comportados. “De-fanging the Arctic Monkeys”, usou o “Guardian”. Fang é o dente canino, famosos com os vampiros. Muito bom.
“Veja também: Jack White, Mark Lanegan, Dave Grohl”. Hahahaha.

* O FIM DO INDIE BRASILEIRO COMO O CONHECÍAMOS - Meses atrás este blog revelou a mudança de geração e costumes que está transformando para sempre o status quo do indie nacional tal qual estávamos acostumados. Aí, como exemplo, revelou o fim das festas tradicionalíssimas que eram emblemas do “velho indie”, tais quais Funhell, Peligro e Revolution. Muita gente chiou, se explicou, ligou pedindo explicações, disse que não era bem assim. Galera twittou e depois destwittou, achando que era cascata. Pois nesta semana, oficialmente, a “Revolution”, há oito anos comandando as sextas-feiras da Funhouse, e a última dessa trinca de festas indie-tradição a sobrar de pé, anuncia que tem mais quatro edições e depois fim. De uma era.

**************RETROSPECTIVA 2009**************

* O DISCO DO ANO (LEITORES) - A Popload elegeu, no último post, o disco de estréia do grupo britânico XX como o melhor álbum de 2009. Opinião do blog e tal.
Pois o leitor da Popload, estimulado pela enquete do último post, também botou o XX no topo. Seguido muito de perto por Arctic Monkeys e Yeah Yeah Yeahs. O top 5 dos leitores ficou assim:

1º – The XX- “XX” … 37 votos
2º – Arctic Monkeys, “Humbug”… 33
3º – Yeah Yeah Yeahs – “It’s Blitz”… 32
4º – Phoenix – “Wolfgang Amadeus Phoenix”…21
5º – Them Crooked Vultures – “Them Crooked Vultures” e
Franz Ferdinand – “Tonight” 17

Foram citados 78 álbuns diferentes, com destaques para Megadeth, Green Day e João Bosco & Vinícius…

* A MÚSICA DO ANO (POPLOAD) - Mais uma vez o conselho de notáveis da Popload, seis sujeitos (uma sujeita), se reuniu, avaliou, brigou, se estranhou e no fim chegou a um consenso duvidoso, titubeante, porque o ano foi recheado de músicas boas. Mas ainda assim, tendo que pegar uma, elegeu esta aqui a melhor música de 2009.

- “Lisztomania”, Phoenix

Pô, um francês ganhar? Ainda mais com um comecinho falando “So sentimental”… Mas a música do Phoenix , deliciosa do início anos 80 ao refrão melodramático e ao final em suspenso, fez a transformação de uma banda de gueto para uma banda bastante conhecida ainda que no mundo indie, que por si só não anda nada pequeno. “Lisztomania” ainda gerou pelo menos três remixes bem bons e o “mashup videoclíptico” mais legal dos últimos tempos, este que você (re)vê abaixo. O título de canção mais bacana do ano, pelo menos por aqui na Popload, a gente acha que está em boas mãos.

O site indie-bíblico Pitchfork divulgou suas 100 melhores canções de 2009 e deu “My Girls”, música lindaça do grande Animal Collective, bem votada no conselho Popload. Mas, dentre as dez primeiras da lista do P4k, o Phoenix emplacou duas músicas. “1901″ ficou em terceiro. “Lisztomania” pegou o oitavo.

Mas é de novo a história. Uma coisa é a opinião da Popload. Outra coisa é a SUA opinião. Queria saber qual, para você, foi a melhor canção de 2009. Pode mandar seu voto para lucio_ribeiro@ig.com.br ou botá-lo nos comentários, mesmo.

PROMOÇÃO MELHORES DO ANO – Votando na “música do ano”, você concorre aos seguintes prêmios:
1. Camiseta Nirvana da Reverbcity – Sorteio nesta sexta. A personalíssima loja paranaense de camisetas “musicais” Reverbcity criou uma estampa cool para a banda de Kurt Cobain, que faz parte de uma nova coleção sobre as grandes bandas dos anos 90. E doou uma dessas, tamanho M, para a Popload sortear entre seus leitores. Quer? É uma igualzinha a esta aqui:

Nirvana.popload

2. A edição inglesa de “XX”, álbum do grupo The XX, um dos bons destaques do destacavelmente bom 2009. Sorteio nesta sexta.

3. DUAS pacoteiras de discos ótimos da nova distribuidora Lab 344, que botou no mercado nacional as edições caseiras dos discos:
- “The Eternal”, Sonic Youth
- “The BBC Sessions”, Belle & Sebastian
- “Jukebox”, Cat Power
- “Varshons”, Lemonheads
A Popload sorteia dois pacotes contendo em cada esses quatro discos citados. Bom presente de Natal, não?

4. DVD do Primal Scream: os dois DVDs “Riot City Blues Tour”, show cheio de extras da banda de Bobby Gillespie em Londres realizado em novembro de 2006.

* CHEGA - Postzinho difícil de ser concluído, mas agora foi. E sexta tem mais. E nesta quinta tem a última Poplfellas (Vegas) do ano. Be my guest. Vai ser nervosa. No palco, as Drama Queen. Na pista eu e os gênios Urenha, Fiervo e Focka. Nice!

Notas relacionadas:

  1. RETROSPECTIVA 2009
  2. Jane’s says “Yes”! O incrível XX! O incrível Flaming Lips! E mais outras coisas incríveis.
  3. London Calling: batom vermelho, peixe e fritas. O maior Reading Festival de todos. Ting Tings indo aí. La Roux fofura. O fim do Oasis? E muito mais (título provisório)
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , ,
11/08/2009 - 12:29

Pum, Cecê e Rock’n'roll: a nova configuração das baladas de SP pós-lei antifumo. Franz Ferdinand, Yeah Yeah Yeahs, FNM e Jane’s Addiction: o segundo semestre esquenta. E maaaaais.

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* Opa.

* Minha posição a respeito da lei antifumo é tranquila. Não tenho nada contra quem fuma, desde que faça isso a 3.945 quilômetros longe de mim.

* De todo modo, vendo a propaganda do governo sobre os garotos-propagandas da nova lei (Rogério Ceni, Sonia Abrão, Fernando Vanucci, Jô Soares, Otávio Mesquita e Gugu), dá vontade de acender cinco cigarros de uma vez.

* Enfim, o lance é que, passado o primeiro final de semana da vida noturna sob a égide da nova lei, os clubes e casas de shows mudaram de cara. E de cheiro. E de vibe. A Popload ouviu a galera daqui (donos de clubes e frequentadores) e de fora (Londres, Nova York) para contar o que melhora e o que piora agora, com o fim do fumacê insuportável.

* ALEX & ALEXA - Que fofura pop essa história do Alex Turner e da namorada, a “babe” Alexa Chung, a modelo e apresentadora da MTV que era ícone britânico e agora está virando “it-girl” nos EUA!!!
O incrível “The Sun” que deu a história. O líder do Arctic Monkeys fez uma música tributo para Alexa, que vai estar no novo álbum, o poderoso “Humbug”, que sai fisicamente em poucos dias mas que… É a faixa baladosa “Fire and the Thud”, com um toque de deserto americano dado pela mão produtora do Josh Homme (Queens of the Stone Age).
Enfim. Alexa está de mudança para os EUA, para estrelar um programa na MTV americana. Meses atrás, quando ela contou do convite para ele, Alex meteu na letra que estava compondo: “If it’s true you’re gonna run away/Tell me where, I’ll meet you there”. Aí foi e comprou um apartamento no Brooklyn, em Nova York, para ela morar e ele escapar para lá assim que a banda deixar. Don’t sleep ’til Brooklyn, Alex.

* FRANZ FERDINAND NO VMB? YEAH YEAH YEAHS NO PLANETA TERRA? - Papinho bom rolando nos bastidores do indie nacional. Duas bandas incríveis voltando para cá, com os shows de seus discos novos. Franz Ferdinand deve estrelar a festa do vídeo da MTV no dia 1º de outubro, em São Paulo, com chance de reverberações em outros palcos abertos. October: Franz Ferdinand. A esperta Karen O pode estar trazendo suas roupas cool e o Yeah Yeah Yeahs para desfilarem no palco do festival Planeta Terra, provavelmente 7 de novembro, no Playcenter. Depois do espetacular show no Tim Festival 2006, o YYYs agora viria com as músicas do CD “Its Blitz!”, tipo “Heads Will Row”, a canção indie mais eletronizada (remixada) destes últimos tempos.

Yeah everyone! Everybody knows it! Franz Ferdinand ao vivo em Londres, agora em junho. Banda pode vir ao Brasil em outubro.

* IDA MARIA? ESTÁ TUDO BEM? – A norueguesa cool e gata Ida Maria, dona de um dos discos mais legais do ano passado, se mostrou um pouco fora de forma no Lollapalooza 2009, que aconteceu no último final de semana em Chicago. Não sonoramente, claro.


Ida Maria em 2008


Ida Maria em 2009
Foto José Guilherme Padovani

* MAQUINÁRIA 2009 – FAITH NO MORE CONFIRMA, JANE’S ADDICTION VEM Aí – O Faith No More entrega no Twitter:

RODDYBUTTOM Finally! BRAZIL!!! The Maquinaria Festival, November 7 in Sao Paulo welcomes FNM!!! tickets on sale Aug 14 at www.ingressorapido.com.br

E a Popload entrega na fofocagem. O festival deve ter dois dias (6 e 7? 7 e 8?). Outros dois nomes acertados, parece, é o das bandas JANE’S ADDICTION e DEFTONES.

Vige.

Será que o Planeta Terra vai manter mesmo o dia 7 de novembro como o de sua realização?

* POPLOAD GIG 2 CHEGANDO – FRIENDLY FIRES/ COPACABANA CLUB/ BROLLIES & APPLES - Está chegando a hora. Sábado, no Rio, acontece a primeira perna da segunda edição do festival realizado por este blog. No histórico Circo Voador. O melhor: com ingressos ainda a venda. Porque para o show de segunda-feira em SP…

* Para você ter uma idéia do que você vai ver (ou não!), confira o vídeo de uma das grandes músicas deste século, “Paris”, do Friendly Fires, gravada de cima do palco no Lollapalooza 2009, neste final de semana. O som está direcionado para a frente, mas dá para sentir uma “Paris” batuqueira e acelerada. Delícia.

* Vencedor do ingresso: Continuam valendo para sorteio dois ingressos para o Popload Gig do Rio de Janeiro, neste sábado. Na sexta eu aviso os vencedores. Aqui em São Paulo tem o vencedor do único e precioso ingresso colocado à baila:

- Cassiano Rosário (Curitiba)

E atenção. Surgiu mais um ingresso do Studio SP para ser sorteado. Quem ainda quiser ver o Popload Gig segunda-feira em São Paulo deve tentar a sorte nos comentários, e só nos comentários, deixando o email certo para contato, porque será avisado na próxima sexta do resultado.

* UM VÍDEO – GIRLS – “LUST FOR LIFE” - Quer dizer, o segundo vídeo para a mesma música do esperto grupo indie Girls, quarteto de meninOs de San Francisco. A deliciosa “Lust for Life”, não um cover do Iggy Pop e sim uma pegajosa canção campeã dos blogs no ano passado, agora ganha um vídeo “galera”. Um monte de gente bonita, amigos da banda, cantando “Lust for Life” e aparecendo ou em cama, ou no banheiro ou em cenários da cidade mais paz-e-amor do planeta.
Galera bonita. “I wish I had a boyfrieeeeeend. I wish a love man in my life”, canta a voz feminina convidada, enlistando seus desejos. “I wish I had a suntan, I wish I had a pizza and a bottle of wine”, continua, em dueto com o “frentista” do Girls, o cabeludo Christopher Owens. “Lust for Life” sai em single de 7 polegadas no começo de setembro. O álbum de estréia do Girls, no final do mês.

* UMA MÚSICA – BIG PINK – “DOMINOS” - Essas garotas caem como dominós. Já há algumas cenas rola nas rádios inglesas o novo single do Big Pink, duo britânico apontado como um dos grandes nomes novos para 2009. O disco de estréia deles vem no florido setembro, pela lendária 4AD, e com o promissor nome de “A Brief History of Love”. Andei experimentando “Dominos” em pista e a ela funciona que é uma beleza. Big Pink, o nome da banda, tem origem na “tenda das viagens”, do festival de Woodstock, montada pela organização do mitológico festival para atender o pessoal louco de drogas, que estavam vendo “elefantes cor-de-rosa”. Cool.

* UMA SESSION – BLACK DRAWING CHALKS AO VIVO NO IG - Se eles levarem para a MTV como vídeo oficial e não ganharem o VMB, é marmelada. Espetacular resultado videoclíptico para a pequena pérola sonora da a bombada banda de Goiânia, Black Drawing Chalks, um dos indie-favoritos deste blog. Este “ao vivo” para “My Favourite Way” foi gravado especialmente para o programa “Poploaded”, braço radiofônico deste blog comandando pelo mito Fabio Massari e por este que vos escreve. Música boa, banda boa, vídeo bom. Que beleza!

Talvez você não consiga ver no detalhe do vídeo do Black Drawing Chalks ao vivo no iG, mas ele foi filmado pela equipe Los Mascarados. Você vai ouvir muito falar desses caras.

A session do Black Drawing Chalks faz parte da edição 119 do Poploaded, que não fica só em “My Favourite Way”. Tem a banda goiana em performance de “Precious Stone”, também, ao vivo no estúdio da rua Amauri. O Poploaded 119 traz ainda muita conversinha e músicas de John Carpenter (hein?), Gossip, Big Pink, Mother Mother, Bag Raiders, Pale Young Gentlemen, Litte Boots, Arctic Monkeys e Ting Tings instrumental, entre outras. Só alegria. 

* UM TEASER – THEM CROOKED VULTURES - A nova superbanda do pedaço, a The Crooked Vultures, Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters), Josh Homme (QOTSA), John Paul Jones (Led Zeppelin), começa a ganhar vulto, não bastasse os nomes envolvidos. A notícia do surgimento eclodiu há poucos dias. O primeiro show foi domingo passado, no Metro, em Chicago. Shows na Inglaterra estão sendo marcados. Dizem que eles tocam no Rock en Seine, em Paris. E tem um clip rolando no Youtube sobre a canção “Nobody Loves Me and Neither Do I”, que fechou o show de Chicago.

* Já venho com mais.

 

Notas relacionadas:

  1. As rádios de rock e os festivais de rock
  2. Brüno. Andreas. Alex Monkeys. Alex Ferdinand. Michael. E o Noah
  3. Para a “UP!” e avante. O incrível Crystal Stilts, a sua-nova-banda-predileta Kid British e os dois lugares mais cool no mundo hoje
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,
30/06/2009 - 08:03

Ferrou: Dandy Warhols quis a morte de Michael Jackson. Extra: como o Twitter vai salvar a música. Xi, Brasil: o indie e a gripe. Nheca: o indie e o cocô. E mais Jacko e o Glasto-tal. E o Blur me esperando

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* Michael? MICHAEL?

* Correria, hein? Jacko e Glasto agitaram a nossa vida pop nos últimos dias. Obviamente mais o primeiro caso.

Camiseta-sucesso do Glastonbury deste ano. O astro Michael Jackson morria na sexta-feira enquanto o famoso festival britânico estava em plena atividade em seu primeiro dia. Histórica.

* No quesito “minha vida”, algo que está agitando também é uma gripe forte. Mas não é isso que você está pensando, não…

* Popload em Londres. Se tudo sair como o planejado, este blog será escrito nos próximos dias direto da capital inglesa, na companhia de uma galera como Blur, Friendly Fires, Franz Ferdinand, Passion Pit, Foals, Vampire Weekend e. Vamos ver o que rola.

* Estou indo, claro e especialmente, para o Blur no Hyde Park. Porque, você sabe, eu tenho uma parklife.

Não sou só eu. All the people. So many people.

* O “CASO FAITH NO MORE” - Muito ouriço sobre a vinda da turma do Mike Patton para estes lados. A Argentina começaria a vender os ingressos para seu show de outubro nesta segunda-feira, com absurda procura. Em Santiago, as 25 mil entradas já, a esta hora, devem estar esgotadas, tamanho o fuzuê chileno para ver a volta do grupo. Aqui no Brasil… Apesar do silêncio incômodo, a banda, sim, deve estar fechada para vir ao país. O tecladista Roddy Bottum disse que o Faith No More não tocar no Brasil é como se ele comesse seu próprio cocô. Que beleza. Falou “poo”, em inglês, mais infantil. Mas no fim dá na mesma. Vai, Brasil. Anuncia os caras.

* O INDIE E A GRIPE SUÍNA - Essa história é tragicamente boa. Já não basta a crise econômica para ficar atrapalhando os shows gringos futuros… A recente turnê do músico sueco Jens Lekman pela América do Sul (ele tocou em São Paulo, Santiago e Buenos Aires) rendeu ao cantor a “doença da moda”, a gripe H1N1, mais (erroneamente, dizem) conhecida como gripe suína. O coitado está de quarentena, diz. Não pode sair de casa. Está vendo o verão pela janela, disse em seu blog. Lekman sofreu, segundo seus relatos. A doença “pegou” quando ele estava retornando à Europa, num avião da Air France. Tremedeira e alucinações causadas pela febre, que apertou sob o Atlântico. Pediu ajuda a bordo e a delicadeza francesa solicitou que ele esperasse o avião aterrissar. Começou a sofrer “segregação” no vôo, por parte dos passageiros sentados próximos a ele. Foi ao banheiro “se isolar” e desmaiou no vaso. Ele não vai esquecer mais os shows que fez por aqui.

* EXTRA! DANDY WARHOLS QUIS A MORTE DE MICHAEL JACKSON (E, MAIS, A RELAÇÃO DE JACKO COM O INDIE) - Simples assim. A banda de Portland, que já teve sua glória indie e cujo líder tem o descolado nome Courtney Taylor-Taylor, botou em letra de música em 2003 que esperava a morte do astro pop. Tudo por causa dos Beatles. É assim:

Na letra de “Welcome to the Monkey House”, faixa que abre o CD de mesmo nome e que na sequência tem a incrível “We Used to Be Friends”, Taylor-Taylor canta o seguinte:

“When Michael Jackson dies we’re covering Blackbird”.

Michael na época era dono do espólio dos Beatles e tudo o que ligasse o grupo de Lennon & McCartney tinha que ter sua aprovação. E o Dandy Warhols queria fazer uma cover de “Blackbird”. Para isso, precisava que Michael Jackson morresse. Entendeu? Hahaha.

Na letra, Taylor ainda tira uma onda do fato de que o DW fazer uma cover de tal música não seria absurdo, nem considerada cover. Porque quase ninguém conhece “Blackbird” ou sabe que é música dos Beatles. A não ser que alguém no rádio fale isso antes de tocar a canção. Taylor zoando geral.

No fim, óóóbvio, a prometida cover dos Beatles há seis anos foi cobrada agora pelos fãs, via internet, NO DIA SEGUINTE DA MORTE DO MJ. Agora vão ter que fazer, hahaha. E botar nas rádios como “música do Dandy Warhols”, porque ninguém vai reconhecer.

No site oficial da banda já tem uma resposta a isso:

“Hey. Since the tragic news of Mr. Jackson’s passing yesterday, we here at the website have been besieged with requests of the status of The Dandys’ cover of The Beatles’ “Blackbird”, as foretold, and some would say, fore-promised (that’s probably not a word), in the title track of our 2003 album Welcome To The Monkey House.
“Please note that this was not an anticipated event and we had no cover of “Blackbird” all rearin’ to go. I mean, how could we? With both Courtney and Fathead currently out of town we cannot say when we will be able to get to this cover of “Blackbird”, but we will, as soon as we are all together and able, since we have come to find that it means so much to a lot of you.”
Genial.

* Ainda neste post, “Jacko e o indie”.

* GLASTONBURY 2009 - O consenso é que o famoso festival lamacento britânico foi “morno” nesta edição. Aham… Acho que, desta vez, só uns 100 shows foram legais, dos 1200 que tiveram. Haha, inglês tem uma outra medida para as coisas. Blur fechando o show com “Universal”, a zoeira indie de La Roux e Micachu, Franz Ferdinand mandando “No You Girls” e Kapranos falando para a multidão “Sometimes I say stupid things because I never wonder how the girl feels. How the girl feels. How the girl feels…”, Dizzee Rascal mandando “Stand Up Tall” e “Bonkers” na sequência no áudio com o público mais louco que eu ouvi (Radio One) desde Chemical Brothers fazendo “Hey Boy Hey Girl” tipo 2000, Neil Young e Paul McCartney cantando juntos “A Day in the Life”, dos Beatles. Esse foi o “Glastonbury chato”, de longe o festival mais fácil, graças à “modernidade”, de ser ouvido e visto sem ter que sair de casa da história. Já falo mais sobre isso.


O Glastonbury sempre deixa a fazenda com esse visual as segundas de manhã… (Foto: foodbymark)


…E geralmente deixa assim quem o acompanha durante todo o final de semana. Ou pelo menos quem tenta acompanhar. (Foto: Crouch24/7)

Mal termina a edição do festival e muita gente já fica tensa, projetando e querendo saber quais bandas vão tocar no Glastonbury do ano seguinte. A crítica especializada corre sempre atrás, querendo saber quais serão as bandas headline e, principalmente, quais bandas novas aparecerão nos palcos alternativos para que sejam criados novos hypes. Enfim, é grande o número de pessoas que considera o Glastonbury o “maior e mais importante festival de música do mundo”. Só que essa máxima de festival mais importante para a música, segundo o Alex Kapranos, não precisa ser necessariamente levada em conta, após uma das frases mais comentadas do último final de semana, falada por ele à BBC. “Você não precisa assistir aos shows para se divertir em Glastonbury. Música aqui é segundo plano”.


É só falar em Glastonbury que aparece a chuva/lama. Mas várias pessoas “don’t give a fuck” para detalhes pequenos como esse. (Foto: Julian Lawson)


Uma das grandes preocupações da organização do evento foi com a gripe suína. Seis pessoas com suspeita, entre as 175 mil que acompanharam o festival, tiveram que se retirar do festival. (Foto: Gigwise)

* Você não está sozinho, Jens. A onda da gripe suína andou preocupando a organização do festival. No começo da semana passada, até andou se falando em um possível adiamento do evento. De acordo com dados prévios do domingo, último dia do festival, seis pessoas foram atendidas e isoladas com suspeita de terem sido infectadas pelo vírus, sendo quatro homens (dois do País de Gales e dois da Escócia), uma garota (escocesa) e uma criança, que estava com sua família. Todos, após medicados e isolados, precisaram deixar o festival.


Quando se pensa em Glastonbury, todo ano o Franz Ferdinand é sempre citado (antes) como banda a ser escalada e (após) como um dos shows mais comentados do festival. (Foto: BBC)


Parece o Horrors, mas é o Klaxons, que apareceu em show-surpresa, fazendo referências a filmes Tim Burton, trajados como personagens de “Beetlejuice”, “Edward Mãos de Tesoura” e “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça”. Mas o detalhe principal: tocaram só as “velhas”. Apenas duas músicas novas do álbum que deve ser lançado em… em… 2010. Então, Klaxons? A new rave já…(Foto: BBC)

Outro assunto “off” que tomou conta do Glastonbury, lógico, foi a morte de Jacko, que morreu um dia antes do início oficial do evento, assim como aconteceu com outra lenda, Jimi Hendrix, que tombou 24 horas antes da primeira edição do festival. As bad girls supercomentadas Lily Allen e Lady GaGa fizeram discursos sobre o fato. O Neil Young entrou no palco tocando o clássico “Hey Hey, My My” dizendo que “o Rei se foi, mas nunca será esquecido”, enquanto fazia uma pose com o punho levantado. Mas quem teve a manha mesmo foi a louquinha Karen O., do Yeah Yeah Yeah’s. Antes de tocar “Maps”, um dos hits da banda, ela disse que “gostaria de dedicar esta música a Michael Jackson. E também a todas as mamães aqui presentes…” What?


A lenda Neil Young chegou, fez pose de Michael Jackson e saiu do Glastonbury como umas das apresentações memoráveis da história do evento. (Foto: NME)


Provavelmente o show mais aguardado do evento, Damon Albarn apareceu com seu Blur para encerrar a edição 2009 do Glastonbury. (Foto: Getty Images)

* QUEM OUSA PARAR O HYPE DO PHOENIX? SEUS FÃS! - Está virando polêmica interessante essa bombação atual em torno da “cinematográfica” banda francesa Phoenix, capitaneada pelo velho conhecido Thomas Mars, pai da filha da diretora Sofia Coppola. Ao mesmo tempo que os franceses experimentam uma bombação “nível Coldplay” na cena americana (o termo não é meu), fãs indies dos caras estão o-di-an-do o novo CD do grupo, “Wolfgang Amadeus Phoenix”, o de “pop classique”. A afirmação é a de que nenhuma música nova seria boa o suficiente para, por exemplo, fazer parte do disco “Alphabetical”, de 2004. Hahaha.

Mas o fato é que o Phoenix segue aparecendo bem nos EUA. Os shows estão loucura. Eles se despediram dos palcos americanos (momentaneamente) domingo passado, quando tocaram com ingressos esgotados em Los Angeles. Em Nova York, como a Popload reportou, o Phoenix causou sensação. O gás “americano” foi tanto que um dos integrantes tombou doente, por causa de estafa. Hahaha. Integrante do Phoenix com estafa é demais. Coitado, justo agora que a banda, a partir de quinta agora e a partir de Calais, na França, vai dar a volta ao mundo e só vai parar de tocar em dezembro.

Em abril, eles se apresentaram no “Saturday Night Live”. No mês passado, tocaram para milhões via programa do David Letterman. Só na semana passada, a banda teve música na trilha de seriado americano e de programa da MTV. E, para completar, tocaram no programa do Jimmy Kimmel para outros milhões. A performance, esta aí embaixo, foi para a fofa “Lisztomania”, o hit atual. Veja.

* JACKO E O INDIE - Tirando a história do Dandy Warhols “desejando” a morte do Michael Jackson, o indie já cruzou o caminho do Rei do Pop em outros momentos marcantes. Alguns deles (me ajuda se tiver outros):

- A grande revolução do rock nos anos 90 contou com uma “participação especial” do nosso amigo Michael Jackson. O monumental “Nevermind”, segundo álbum do Nirvana, foi lançado em setembro de 1991, ali no submundo do indie. O terremoto causado por Kurt Cobain, o rock sujinho e “Smells Like Teen Spirit” começou a tremer tudo e aumentar de intensidade até que, em janeiro de 1992, o mundo mudou. O “Nevermind” chegou ao primeiro lugar da “Billboard”, desbancando do topo adivinha quem? Michael Jackson e seu álbum “Dangerous”.

- No Brit Awards de 1996, o gênio Jarvis Cocker, do Pulp, simplesmente invadiu o palco enquanto Jacko se apresentava, fazendo pose de Jesus Cristo e rodeado por criancinhas. A intenção de Jarvis – que pouco tempo atrás disse ter se arrependido – era a de protestar contra o comportamento do Rei do Pop e como a mídia o tratava, como um semi-Deus. Isso foi na época em que Michael Jackson estava sendo acusado dos primeiros supostos crimes de pedofilia.
Jarvis subiu ao palco correndo e mostrou a barriga. Logo em seguida, foi abordado pelos seguranças. Na época até falaram que três crianças que participavam da apresentação sofreram ferimentos causados pelo Jarvis, mas isso depois foi desmentido.
A repercussão foi gigante, ganhou destaque na mídia e muita gente deu opinião. Uma das mais célebres foi a do Noel Gallagher. “Jarvis é totalmente inocente. Ele é uma estrela. Tudo que ele fez foi subir ao palco e mostrar a barriga, mas na Inglaterra as pessoas acharam isso algo chocante. Não é algo como ele chegar no palco e acertar a cabeça do Michael com um taco de baseball. Para Michael Jackson vir até este país depois de tudo o que vem acontecendo, e vocês sabem do que estou falando, vestindo uma manta branca e levantando a mão pensando que é o novo Messias, alguma coisa está acontecendo. Quem ele pensa que é? Eu?”

Algumas covers indies para músicas arrasa-quarteirões de Michael Jackson também são conhecidas. Tem desde o Chris Cornell (ex-Soundgarden) e o fofo Belle & Sebastian interpretando “Billie Jean” até Fall Out Boy (indie?) e Neil Finn “fazendo o Michael” cada qual a seu modo. Inclui-se na lista o Ian Brown (ex-Stone Roses), que botou duas covers de Jacko em CD: “Thriller” e, óbvio, “Billie Jean”. Dois players para você:

* THE WAY WE LIVE NOW – Esta deve virar uma coluna fixa aqui na Popload, para falarmos do mundo de hoje e dessa coisa da modernidade, hahaha. O título (foi mal que deixei em inglês mesmo, mas fuck it) é uma homenagem a uma saborosa seção do “New York Times”. Comecei no último post, como “O mundo e a modernidade”. Acaba que…

- O técnico mais caro do Brasil, Wanderley Luxemburgo, R$ 550 mil mensais e mais “valioso” que o Muricy e o treinador da seleção brasileira, foi demitido do Palmeiras. Bomba na grande imprensa? Nada. O próprio Luxa postou a notícia no blog dele e no Twitter. Foi aquela bola de neve de informação na noite de sexta. A TV deu muitas horas depois. Os jornais deram muitas horas depois. O papo rendeu discussão velha mídia x nova mídia, de novo. No Twitter, óbvio. O caso me lembrou de certa forma a história TMZ-Michael Jackson. Até alguns veículos online demoraram a dar a notícia, porque queriam checar a informação, embora tal informação tenha sido dada pelo próprio envolvido. Tempos confusos. Não para nós.

- O diário inglês “Guardian”, talvez o mais bacana jornal do mundo, criou um tópico especial para sua cobertura do festival Glastonbury, que aconteceu na Inglaterra no último final de semana. Debaixo de toda resenha do show tinha um resumo chamado “In a Tweet”: 140 toques explicando de modo direto qual foi a do show analisado. E a luxuosa versão online do jornal botou todos os seus jornalistas twittando direto do festival.

- Esta é enviada pelo poploader candango Eduardo Palandi, gênio: “Minha contribuição para o “the way we live now”: pizza. A tecnologia está revolucionando o processo de pedir uma pizza: a Domino’s inventou um rastreador de pedidos que é surreal, porque rola um lance-a-lance na internet ou por SMS, desde o momento em que você fecha a compra até a entrega, passando pela montagem, pelo forno e pelo empacotamento. Com uma certa “narração” dos lances que até identifica os funcionários, tipo “Mike levou a pizza ao forno” ou “Tom saiu com ela para entrega”.
- “Mas não é só isso”, continua Palandi. “Tem a moda das pizzarias no Twitter. A primeira foi a NakedPizza, de Nova Orleans, que trocou a veiculação de seus telefones nos veículos de entrega e na placa do lado de fora da loja pela divulgação do endereço do microblog. E ganhou mais de 5 mil seguidores em três meses. Depois disso, a Pizza Hut começou a explorar as possibilidades do Twitter, chegando a colocar, no “New York Times”, um anúncio de “procura-se twitteiro de verão”, para “narrar, em 140 caracteres ou menos, o que rola na Pizza Hut”. Por aqui, a Uma Pizza, de Florianópolis (@umapizza), está entrando na onda, aceitando pedidos por MSN, Skype ou por aquela geringonça das antigas que chamamos de telefone. E, se você mencionar um código divulgado apenas no Twitter da pizzaria, e que muda a cada dia da promoção, ganha 10% de desconto.”

- Na noite de terça veio o aviso: “Hoje, pizza em dobro. Peça o regulamento pelo msn (umapizza@hotmail.com) ou ligue e se informe (48) 3028-xxxx. Palandi exclama: “Peça o regulamento pelo MSN? Cacete!!”

- Por último, mas não menos importante, aliás uma das coisas mais importantes que eu soube em anos (hahaha, adoro frases assim), e que vai ser bem esmiuçada em próximos posts, é que… veja bem… O TWITTER VAI SALVAR A MÚSICA. Vou resumir. Depois explico melhor.

A Amanda Palmer, uma integrante pequena de uma banda pequena de um cena pequena, que era cantora-pianista do grupo The Dresden Dolls, está encontrando A REVOLUÇÃO do indie! Ela revelou que ganhou recentemente U$ 19 mil dólares no Twitter. Em 10 horas. Ela fez uma campanha no Twitter para quem estivesse de bobeira numa sexta-feira à noite, como ela. Ofereceu camisetas. Vendeu todas. Ofereceu um show exclusivo aos seguidores dela na rede social. Vendeu centenas de ingressos. Tudo pelo twitter. Depois fez um pequeno leilão com trecos assinados por ela. Faturou US$ 19 mil. Seus mini-posts em 140 toques foram retwittados, ganharam tradução em várias linguas, repercutiram em blogs etc.
Palmer diz que não faturou 1% disso vendendo seus discos solo. Ela afirma que está pensando seriamente em abrir um site chamado “Huge State of the Music Industry and How Everything Is Going to Have to Change”. Vamos supor que uma artista tão pequena como a grande Amanda Palmer tenha, sei lá, apenas 30 mil fãs. Enquanto o Metallica tenha, sei lá, 30 milhões. 1) A Amanda Palmer em 10 horas ganhou US$ 19 mil com uma simples twittada. 2) Imagina quando artistas grandes descobrirem o Twitter. Voltaremos ao assunto.

* Bom, chega. Agora, se nada der errado, o próximo post será “obrado” da Inglaterra. Óbvio, vai rolar um sorteio “presente de viagem”, relativo ao show do Blur no Hyde Park e outras coisas pop que eu descolar em Londres. Então, pode ir se manifestando nos comentários, porque a concorrência começa aqui. E, lembre-se. Ainda não está resolvido o “problema dos comentários engolidos”. Então tente postar só palavras. Evite links e outros efeitos. Beleza?

Notas relacionadas:

  1. Texas guitar massacre. Os ingressos do Oasis no Brasil (atualiza(n)do)
  2. Está de bobeira em junho? Mais: Faith No More no Brasil!!!
  3. Poplegoad edition. Montevidéu, Pixies, Blur, Beirut duas vezes, a conversinha do U2 e chega por enquanto
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
11/03/2009 - 11:28

O amor e o horror. E vice-versa. (fora as datas do Oasis)

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* Popload em São Paulo. Mas de malinhas prontas para Curitiba e de malonas quase prontas para o Texas (Austin, South by Southwest).

Esta pessoa, com estes sapatos, vem ao Brasil fazer quatro shows. Já contei aqui de uma história pessoal minha com ele sobre… sapato?  

* AS DATAS OFICIAIS DO OASIS NO BRASIL - Atenção, vai ser assim, segundo o MySpace dos Gallagher:

- Rio de Janeiro – Citibank Hall – 7 de maio
- São Paulo – Arena Anhembi – 9 de maio
- Curitiba – Pedreira Paulo Leminski – 10 de maio (alô, PR. A Pedreira não tinha fechado?)
- Porto Alegre – Gigantinho – 12 de maio

Sobre ingressos, a mensagem em inglês vem assim: ‘Tickets go on sale from March 20th for Citibank clients then go on general sale from March 27th. All tickets are available through Ticketmaster or by phone: (11) 2846-6000 (São Paulo) and 0300 789 6846 (other states)”.

* O FAUSTÃO E O INDIE - Crossover de interesses díspares. Ontem no Milo, hoje em programa de auditório dominical da Globo. A sempre estranha participação da Mallu Magalhães em programas de TV se deu domingo passado no mais-mainstream-impossível Faustão, logo após o gol do Ronaldo. Acaba que, no ar, vendo a “força incrível da música independente nacional”, o apresentador global criou um novo quadro para o seu programa: “Garagem”, onde vai “revelar” nomes emergentes do cenário musical brasileiro. É isso: Faustão na Garagem. Garagem nos domingos da Globo, ao vivo, em cores, sem ser trilha sonora de matérias de Física quântica ou de saúde do “Fantástico”. Fico imaginando, sei lá, o Holger tocando “Nelson” no Faustão. Ou o Bo$$ in Drama cantando”Favorite Song” e minha mãe vendo a performance do Péricles e olhando para mim com cara de “WTF?”. O sertão vai virar mar. 

* QUANDO O CHILI PEPPERS ENCONTROU O TING TINGS -  Leitor esperto me mandou isso por email (veja bem, o leitor não é esperto porque me mandou isso por email…). Apareceu em forum de discussão de site de fã dos malucos da Califórnia. É um mashup do clááássico batidão “Give It Away” com “Shut Up and Let Me Go”, representante da frescura (no sentido de novo) indie da dupla inglesa Ting Tings. Achei bom. Ouve aê.

* POPLOAD E O (CINEMA) INDIE - Dois filmes do cinema independente americano têm dominado a atenção dos bastidores da cultura pop (leia “blogs”). Um fala de amor. Veja bem. Não é um “filme de amor”, diz o cartaz. E, sim, um “filme sobre o amor”, coisas bem diferentes. O outro é considerado a “renovação do cinema de horror”, o “novo ‘A Morte do Demônio’”, em referência ao genial clássico do Sam Raimi, dos anos 80. O “New York Times” disse que não sabia se ficava com medo ou se ria do filme. Mas a “Fangoria”, veículo mais “sério” (nesses casos), gostou. A história e os “boos” parecem ser o de sempre. Mas a história toda é, digamos, muito louca. Ambos os filmes foram “destaques” no último Sundance Festival, em janeiro. “Unborn” chegou a entrar em cartaz em alguns países, em circuito limitadíssimo. Vamos a eles:

- (500) DAYS OF SUMMER: Estrelado pela fofésima atriz-roqueira Zooey Deschanel, da esperta banda She & Him, o filme tem já um trailer clássico circulando com um início matador. Um cara está ouvindo iPod (ou coisa que o valha) num elevador quando a Zoey chega e diz: “I love The Smiths”. O rapaz faz uma cara de “como assim?”. Ela aponta para o fone de ouvido dele e começa a cantarolar “There Is a Light That Never Goes Out”. O elevador abre a porta e a garota sai, do mesmo jeito que entrou. Como se, para ela, nada tivesse acontecido. Sem perceber direito que mudou a vida do cara do iPhone em dois minutos. Para resumir e dar o tom do filme, é assim: o moço se apaixonou por uma menina que até ama Smiths, mas acha que o amor não existe. Poor guy. A produtora de “(500) Days of Summer, que tem percorrido apenas festivais (passa semana que vem na mostra de filmes novos do South by Southwest) e só entra em cartaz nos EUA em julho, fez uma campanha na internet para a galera escolher o pôster oficial do filme. Não sei direito qual ganhou, mas tinham que escolher entre estes aqui:

 

Ah. Summer, no título, no caso, é a menina, não a estação.

- THE UNBORN:Parece que em Sundance, segundo um amigo meu que sabe das coisas, gente até desmaiou vendo esse filme, agora no começo do ano. Tenho esse “The Unborn” já, aqui no meu computador, e não achei para tanto. É mais “O Exorcista” do que “A Morte do Demônio”. E exagera no “truque dos espelhos”. Mas não dá para deixar de admirar o “plot” do filme, de tão bizarro. Começa que ele é estrelado pela boneca Odette Yustman, de “Cloverfield” (a garota é das boas. Só curte filme esquisito, pelo jeito). A história… Bem, como posso contar? É mais ou menos assim (pequeno spoiler, pequeno spoiler!!): Yustman, no caso Casey, começa a ser assombrado por um moleque macabro e um cachorro com máscara. Depois seus olhos começam a mudar de cor. A coisa só vai ficando pior. Ela na verdade está recebendo a “visita” corpórea de um dybuuk (que na cultura judáica significa um ser amaldiçoado que morreu e não consegue ir para o céu. E, se não consegue, tem que ficar por aqui mesmo, entende?). Agora vem o melhor e vou parar por aqui sem mais falar: o menino fantasma, no fim, é uma vítima dos nazistas em Aushwitz, no Holocausto. Tá?

Ok, só mais uma coisinha: “The Unborn”, alé de tuuuuudo, ainda envolve um papo macabro sobre gêmeos, o Gary Oldman fazendo o padre exorcista e beisebol.

“The Unborn” estréia no Brasil no dia 20 de março, parece. Tem Prodigy na trilha. Dá para ver e ir depois ao show do Radiohead, para o dia ficar bem estranho.

* FAITH NO MORE NO BRASIL - Como??? Onde???? Quando????
Não vai rolar…
Produtores brasileiros consultaram preço e disponibilidade para show da rediviva banda aqui no Brasil, neste ano.
Ouviram um “O preço é US$ 800 mil por show” na orelha.
Desencanaram na hora.

* JB NO BRASIL - Eu sei que isso é tudo que você queria saber. Mas o maio sonoro brasileiro não vai ficar só no Oasis. A banda de pivetes Jonas Brothers, praga adolescente meio country, meio pop, religiosos, e que uma amiga minha de gosto respeitável diz que tem um “lado bom, sim, viu?”, vem tocar no Brasil. São dois shows, um em São Paulo, no dia 23 de maio. Outro no Rio, no dia seguinte. Feche portas e janelas.

* KEANE NO BRASIL - Haha. Es-que-ci completamente que o Keane ia tocar em São Paulo. Mas um amigo meu, também bom de gosto, não esqueceu e ainda por cima foi ao Credicard Hall ver. E gostou!?!?!?!. O que ele falou foi o seguinte:

“Lúcio. Sei que vc não gosta do Keane e nem deve ter ido ontem… Meu, o show foi muuuito bom !!! Melhor que no ano passado! O Tom Chaplin deve ser o cara mais gente boa da música pop! A cada duas frases, três são elogiando o Brasil e o público… Até cansa… Mas ele parece acreditar mesmo em todos os elogios…
E eles estão com um público fiel aqui! O Credicard tava quase lotado e o público cantava quase todas. Eu ficava me perguntando: de onde essa mulecada conhece tanto o Keane? Os caras quase não tocam no rádio, não passa vídeo na TV e não são bonitos (e tinha muuuuita mulher na platéia…).
E no bis tocaram uma versão impecável de ‘Under Pressure’! Acho que nem o aquele “Queen” no ano passado deve ter tocado uma versão tão perfeita! Perfeita demais, vão dizer alguns…
Enfim, foi ‘fenomenal’! E espero que hoje seja mais ‘fenomenal’ ainda…”

Não liga para o fim do relato do meu amigo. Ele começou a misturar os assuntos.

– YEAHS - Estava motivado para escrever sobre o bom lançamento do novo Yeah Yeah Yeahs, “It’s a Blitz’, que está previsto para ser lançado (!) oficialmente em 14 de abril, embora já esteja toooodo na net desde fevereiro. Mas andou me dando uma preguiça do disco e de escrever sobre. Tento novamente no próximo post. Por enquanto, deixo o vídeo da lindona “Zero”, que apareceu nesta semana. Ahaza, Karen O.

– WHITE STRIPES? RACONTEURS? - Mister Jack White, talvez o melhor guitarrista do mundo (errei?), parece estar com nova banda. Um quarteto chamado Dead Weather. Um evento secreto com esse novo grupo de Jack aconteceria nesta quarta-feira. Vamos ver o que sai daí. UPDATE – Pior que o papo é sério mesmo. Foi lançado um site oficial do Dead Weather. As infos preliminares dão conta de que a banda tem nos vocais a Allison Mosshart, popular VV do The Kills, além de Jack Lawrence do Raconteurs no baixo e Dean Fertita do Queens of the Stone Age na guitarra. E, não, o Jack (parece) não toca guitarra, mas sim bateria! Jack goes Meg.
O site não possui informação alguma, apenas umas imagens randômicas, um espaço para cadastrar e-mail numa newsletter e duas músicas. São elas “Are Friends Electric?” e “Hang You From the Heavens”. Essa última a Popload entrega aqui, fresquinha. Ou quentinha, como você preferir.

* PROMOÇÃO RADIOHEAD/SP E PROMOÇÃO RADIOHEAD RJ - Agora sim a coisa animou. A Popload vai dar um ingresso para cada show histórico da banda Radiohead (mais Kraftwerk + Los Hermanos – Vanguart) no Brasil. Dia 20, no Rio. Dia 22, em São Paulo. Para concorrer, o de sempre. Disputas sangrentas devem ocorrer ou pelo email lucio_ribeiro@ig.com.br ou nos comentários aí embaixo. Please, avisem claramente na linha de assunto para qual show-cidade você está concorrendo. Go!
 

Notas relacionadas:

  1. Homem com Homem; Mulher com Mulher
  2. FUGA PARA O INTERIOR – O INDIE NA ESTRADA
  3. Troca-troca: Popload em Manchester. Morrissey em São Paulo
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , ,
12/02/2009 - 18:12

Troca-troca: Popload em Manchester. Morrissey em São Paulo

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* Popload em Manchester. Neve, neve & rock’n'roll. Brrrrrrrrock.

* MORRISSEY NO BRASIL - Simples assim. Fechado. Tudo o que eu sei é que a princípio tem um show em São Paulo. Não sei data, não sei locais, não sei a quantidade. Ê, povo regulado nas informações.

“Me espera aí, Brasil. Estou chegando!”

* Vamos agora aos esclarecimentos técnicos. O servidor do iG tem enfrentado problemas nos últimos dias, o que deixou impossível na maior parte do tempo atualizar, comentar, postar foto, vídeo. Ou até mesmo visualizar o blog, em muitos casos. Tem sido uma loteria, e não só com a Popload. Então, desta vez, e só desta vez, a “falha” não tem sido (só) minha, hehe. Mas parece que estamos ok, agora. Popload e iG: trabalhando para servi-lo melhor.

* Aí eu tava lá na neve e…

* NME TOUR 2009 - É engraçado olhar as escalações da turnê de bandas novas/promissoras/tendências que o famooooooso semanário “New Musical Express” escala todo começo de ano para rodar o Reino Unido com o mesmo line-up e em várias cidades, fazendo um barulho indie enorme, com intuito de promover sua grande festança de premiação, o “NME Awards”, que acontece em Londres no final do mês. Em 2007, o recado dado pelo novo rock para aquele ano era o da “alegria”. Klaxons, CSS, New Young Pony Club. Deboche, cor, loucurinha. No ano passado, era uma moçada mais nova, fazendo rock “com algo a dizer”. Tipo Cribs (não tão novo), Ting Tings, Joe Lean and Jing Jang Jong (esse não rolou). Este ano o tal aviso é bem sombrio: o da morte, desespero. Os britânicos vivem o novo dark. Isso já foi falado bastante aqui, mas o resultado está muito evidente agora.

Glasvegas, que no ano passado nesta mesma época eu vi abrir para o Wombats, ali, meio tímidos, hoje é o grande nome da noite, com um álbum (mais ou menos) recém-lançado que chegou a número dois da parada de discos do Reino Unido, só perdendo para o Metallica. Outra das atrações da tour do “NME” deste ano é o White Lies, cujo disco de estréia lançado agora em janeiro, esse sim, chegou a número 1, graças a músicas sorumbáticas como “Death” e “To Lose My Life”. Tem a fofa Florence and the Machine, representante do enorme hall de mulheres que cantam hoje no pop, quase sempre de modo igual. E o incrível Friendly Fires, membro da indie dance que é um sopro de alegria na cena inglesa da nuvem negra. Mas eles estão ofuscados pela penumbra pop. Vamos ver como o ano se encaminha nesse cenário britânico carregaaaaado da música jovem.

Então. E, em Manchester, dois dias esgotados no Academy, os shows dessas bandas foram assim:

- GLASVEGAS: O tom é funebre, ok. Então por que foi o show mais alto que eu ouvi nos últimos anos? Por que aquela altura para mostrar o desespero e a melancolia reinante, meldels? Fora a parte distorcida, que fazia às vezes parecer um Jesus & Mary Chain à beira do suicídio. Se bem que “Daddy’s Gone” a referência é um My Bloody Valentine torto saído de um cemitério. Entende? (Eu não…)

- FRIENDLY FIRES: Um dos melhores álbuns do ano passado, mas claramente com um show não a altura do disco. Essa fama sempre perseguiu o FF (não é Franz Ferdinand, hein. Nem Foo Fighters. Nem Fiery Furnaces. Nem Fleet Foxes… Nem… nossa, quanta banda FF!). Mas o show de agora está bem melhor que o que eu vi deles em 2008. Dance delícia, músicas boas, luzes cool, o melhor baixo do novo rock, vocalista rebolando “like he just doesn’t care”. Só alegria. Xô, tristeza indie.

- WHITE LIES – A banda nova número um das paradas graças à canção do cara que foge do pior dos pesadelos. O White Lies, talvez pela juventude e roupas pretas, caminha entre músicas iguais e hits bem bacanas, tipo “Unfinished Business”, “To Lose My Life” e esta aí em cima, que encerrou o show: “Death”.

- FLORENCE AND THE MACHINE – A imponente e vozeiruda Florence, dizem favorita a alguns Brit Awards graças a apenas dois singles, entrou já cantando “Hospital Beds”, do jovem grupo americano Cold War Kids. Florence grita tanto que abafa os instrumentos de sua banda Machine, mas sua garra nos singles “Kiss with a Fist” e “Dog Days Are Over” impressionam para um show de abertura em que as pessoas ainda estão chegando.

* PETE DOHERTY E O “NOVO AMOR” - O lost boy do rock é capa da edição do Dia dos Namorados do semanário “New Musical Express”, que todo mundo namora (hihi). Pete está mostrando na revista algumas de suas músicas novas, que estarão no seu primeiro disco solo, chamado, “Grace/Wastelands”. É o primeiro trabalho com assinatura solitária de Pete Doherty, ex-Libertines e fora do Babyshambles. O disco sai oficialmente em março e tem colaborações do guitarrista do Blur, Graham Coxon. A atormentada “New Love Grows on Trees” é bem lindona e está aí embaixo para audição. Mas o single do CD será “Last of the English Roses”.

Dizem que, com o coração rasgado de amor, as mensagens nas músicas são pouco para seu grande amor, a modelo Kate Moss, e muito para o seu grande amor, o parceiro de Libertines Carl Barat.

Dá para ouvir outras músicas no site do “NME”, inclusive o single. Dá para ouvir aqui “New Love…”.

* YEAH YEAH YEGGS - Na era da gastronomia, a banda cool nova-iorquina Yeah Yeah Yeahs ressurge com uma incrível capa para seu aguardado novo álbum. “It’s Blitz!”, o terceiro, que ficará disponível apenas em abril. Mas, nos próximos dias, a gente já ouvirá “Zero”, o primeiro single do disco.

* FALANDO EM LOVE - Beth Ditto, a dona da banda Gossip, na capa da revista “Love”, neste mês dos namorados.

* DEPECHE MODE NO SEGUNDO SEMESTRE - Outra turnê prometida, ensaiada, parece que vem mesmo ao Brasil em 2009. A histórica banda inglesa de Dave Gahan/Andrew Fletcher/Martin Gore, segundo os próprios músicos em entrevistas para a imprensa mexicana e chilena, estão alinhavando a turnê latina para setembro/outubro, mais provavelmente neste último mês.

* A QUESTÃO OASIS – Na briga dos grandes produtores de shows do Brasil, o bom da história é que a banda, pareeeeece, está mesmo assegurada. Não ligo muito para “quem está trazendo”, mas parece que a T4F levou essa da Mondo, que parece já tinha até pré-contrato assinado. E começam a pipocar concorrência de datas para maio em algumas capitais do país, cada um puxando a sardinha, ou melhor, a banda para seu lado. Na última vez que veio ao Brasil, no começo de 2006, o Oasis anunciou oficialmente seus shows no país com apenas 40 dias de antecedência. Então está valendo.

* PROMOÇÃO MONSTRO - Prêmios monstro da Monstro Discos, de Goiânia. Duas caixas gigantes da gravadora indie mais agitada do país estão a sorteio aqui, contendo o seguinte recheio:
- Um disco do incrível Black Lips em edição nacional com bônus
- Um CD da banda francesa Papier Tigre
- O ábum “Tributo ao Mudhoney”, com indies brazuca tipo Wlverdes, Autoramas, Holger, Superguidis, Lucy and the Popsonics, MQN, Macaco Bong entre outros
- O disco de estreia do Macaco Bong, considerado o disco de 2008 pela revista “Rolling Stone”
- Uma camiseta “crasse” da Monstro. Mais postais e bottons.
Está bom, né?

* QUITO? - Como assim? Popload indo para Quito, no Equador, neste domingo. Simples assim? Não me pergunte por quê. Ou pergunte. O próximo post, portanto, vai ser equatoriano. Não é uma mera cordilheira que vai nos parar. Mas ainda volto a este, acho.

Notas relacionadas:

  1. Popload na Itália: Sinto dizer, mas eu avisei!! ((final))
  2. Popload em Londres: vampiras, tiros, facadas e a “new grave”
  3. Popload em Londres: a revolução será downloadada
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , ,
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