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18/08/2009 - 15:16

Benga, Comichão, Coçadinha, Popload Gig, o Woodstock twittado, Me N My, Lucy, vodca com cranberries

* Affe.

* Popload Gig 2 está morto. Longa vida ao Popload Gig 3. Outubro? Dezembro? Quem mesmo? Sugestões?

* Me inscrevi para tentar ingressos para o show “surpresa” que o Arctic Monkeys anunciou para semana que vem, quarta-feira, no incrível Brixton Academy, em Londres, cheio de “special guests” e o primeiro no Reino Unido desde dezembro de 2007. Além de ser, óbvio, o primeiro por lá depois do lançamento do álbum novo. “Humbug” sai na próxima segunda-feira. Será que rola?

* PERGUNTA: NO DIA 7 DE NOVEMBRO, VOCÊ VAI EM QUAL? - Segue a grande questão pop de 2009, depois que os dois encorpados festivais anunciaram que vão realizar suas edições NO MESMO DIA, com outros 364 dias no ano para escolherem.

Xiiiii. Jane’s Addiction não vem mais, pelo que eu soube. NOT! Necas. A banda estava vindo para o Maquinária, tudo beleza. O Planeta Terra entrou na jogada e ofereceu mais. Virou leilão. O Maquinária, novo festival endinheirado do Brasil, que já tinha oferecido US$ 1 milhão para trazer o Foo Fighters (sem sucesso), aumentou a proposta. O Jane’s Addiction pensou, pensou e disse: “Só em 2010″.

Se o Maquinária perdeu grande atração, o PT também amargou a sua. O grupo americano Yeah Yeah Yeahs, depois de um forte namoro, disse um “não” definitivo nesta segunda-feira, de acordo com uma fonte.

A banda indie curitibana Copacabana Club deve estar na escalação nacional do Planeta Terra, depois de estrelar o Popload Gig no Rio e em SP.

O famoso DJ e produtor francês Etienne De Crecy, veterano bamba da house music, está vindo para tocar no Playcenter.

Mike Patton, atração do Maquinária com o grande FNM, está em forma. Em recente festival na Hungria, ele subiu nas costas de um segurança, botou uma calcinha vermelha na cabeça e depois começou a engolir o cordão de seu tênis, segurando uma das extremidades. Quando tinha só um pouquinho para fora, ele começou a puxar o cadarço de volta. Que beleza.

* POPLOAD GIG 2 – FRIENDLY FIRES, COPACABANA CLUB, BROLLIES & APPLES E A NOITE EM QUE… – Bom, a modéstia me impede de falar sobre o meu próprio festival. Então vou deixar que a galera fale por mim.

“A apresentação durou uma hora, única frustração para quem assistiu ao show, que já figura entre os melhores do ano.”
“RG Vogue”

“O mais legal da noite foi poder ver uma banda legal em um lugar pequeno, com o público se divertindo como se não houvesse amanhã. Raridade no mundo indie.”
Paulo Terron, “With Lasers”

“E nesta segunda rolou a segunda edição do Popload Gig, festival que teve Friendly Fires, Copacabana Club e Brollies & Apples. Vi as duas primeiras. Sobre o Copacabana Club: não foi o melhor deles que vi, mas o show teve as costumeiras doses de animação, cor e músicas dançantes.
Friendly Fires foi fora de série. A banda fez a temperatura do Studio SP subir lá em cima, o povo se espremia e tentava dançar, cantava junto. Os caras são, além de bons músicos, carismáticos,”
Thiago Ney, “Ilustrada no Pop”, Folha Online

“Preocupado que estou com uma viagem na semana que vem, nem em sonho perdi tempo indo atrás do Lúcio pra solicitar algum tipo de credenciamento pra Popload Gig II. Entenda: eu não vou morrer se eu não assistir o Friendly Fires. E nem por isso deixei de anunciar a gig no blog, desejo o maior sucesso do mundo pra ela.”
Humberto Finatti, “Zap’n'Roll”

“A segunda edição do festival Popload Gig é uma mostra da nova realidade do cenário de shows no Brasil. Primeiro, por trazer ao Brasil uma banda que está estourando no underground mundial – os ingleses do Friendly Fires, donos de um dos melhores discos de 2008… Segundo, por mostrar a tendência atual de venda de ingressos a preços abusivos, cobrando exorbitantes R$ 90 para um evento que junta três artistas desconhecidos do grande público: eles e os brasileiros Brollies and Apples e Copacabana Club.”
Dênis Moreira, “Vírgula”

“Cheio de energia, o trio – que vira sexteto ao vivo – tocou as músicas de seu álbum de estreia e deixou 400 pessoas encharcadas de tanto dançar (e se espremer na frente do palco).”
“iG Música”

“Delícia a Popload Gig ontem … acabando de chegar no escritório, bom dia!”
jujunatal, no Twitter

“I know you would I know you wanted to jump in the… @popload gig”
tonollica, no Twitter

A fantástica “Paris”, ao vivo, no Studio SP – POPLOAD GIG 2

“Lovesick”, que abriu o show à noite, sendo executada à tarde, na passagem de som – POPLOAD GIG 2

* ITCHY AND SCRATCHY - Não sei bem por que e isso talvez deva explicar muito do meu “eu”, mas adoro desenhos animados toscos e/ou podres. Tipo “Beavis & Butthead”, “South Park”. E, claro, “Comichão & Coçadinha”. Não sei você, mas eu, o Bart e a Lisa curtimos bem. Vi no Twitter ontem, algum amigo reverberando, que alguém compilou todos os “Comichão & Coçadinha” neste vídeo aqui.

* DUAS DAS TRÊS MELHORES MÚSICAS DO MUNDO HOJE – São estas daqui embaixo.

- Eve & Benga – “Me N My”.
O nome é ótimo, a letra é uma delícia, o ritmo é de matar. Chamam essa música de a “Get Yr Freak On” de 2009. O negócio é mesmo bombástico.
A rapper dureza Eve botou letra em cima de eletronices e batidas do gênio do dubstep britânico Benga e deu nisso.

A letra da música goes like this: “Me and my bitches up in the club/ Me and my bitches up in the club… Never knew a bitch like you could dance/ Never knew a bitch like you could dance. Dance, dance, dance. C’mon dance, c’mon dance”. Parece Prodigy, parece big beat. O “Pitchfork” disse que lembra “Busy Child”, do Crystal Method. Pelas referências, você tem uma idéia com o que está lidando.

- Big Pink – “Dominos”
É a música que eu falei aqui já, das “garotas que caem como dominó”, obra da deliciosa dupla indie-dance Big Pink. O duo me lembra o MGMT: quando erra na música, ela fica bem chata. Quando acerta, é um dos grupos do ano. O vídeo de “Dominos” é muito classy. E o que a Lovefoxxx está fazendo na bateria?!?! Quem é essa japonesa?

* WOODSTOCK NO TWITTER - Para falar bem a verdade, essa foi a melhor maneira de comemorar os 40 anos do marcante festival. A simulação do que seria twittar no Woodstock se o evento hippie fosse hoje rodou loucamente na internet. Parece que a “Rolling Stone” gringa publicou o desenho em suas páginas. E o jornal gaúcho “Zero Hora” traduziu. Ficou assim:

10:45 AM Aug 14th
Indo em direção à fazenda distante. Espero não pegar muito tráfego…

9:27 AM Aug 15th
Richie Havens parece que vai tocar para sempre. OK, eu entendi, a guerra é um saco #woodstock

5:40 PM Aug 15th
Joan Baez dedicando Drug Store Truck Driving Man para o governador da Califórnia

1:05 AM Aug 16th
Cara… Quill está matando a pau. Acho que vai estourar. Pessoas vão lembrar dessa banda para sempre :D #A&R

12:27 PM Aug 16th
RT @wavygravy Não tomem o ácido marrom

12:40 PM Aug 16th
@carlossantana Você está matando a pau. Mas seus chapas não vão a lugar nenhum com esses solos de bateria

2:37 PM Aug 16th
@slystone Desculpa, perdi seu show. Não sei se você poderia me levar mais alto do que eu estou agora.

2:49 AM Aug 17th
@abbiehoffman Sai do palco, idiota. Eu quero ver o The Who

5:17 AM Aug 17th
Seja qual for a droga que está fazendo o Joe Cocker tremer e suar daquele jeito eu queria tomar só a metade e ficar deitadão

2:17 PM Aug 17th
@seanpenn Feliz aniversário de 9 anos, campeão!

5:39 PM Aug 17th
Eu queria evitar esse ácido marrom, mas todas minhas pedras estão cobertas de lama #youknowuahippie

9:57 PM Aug 17th
Finalmente @jimilixxx está nos trazendo pra casa

 

10:38 AM Aug 18
RT @hellsangels Festa com vocês na Califórnia! Garantimos que os anos 60 vão durar pra sempre

* POPLOADED 120 – STAY TUNED - O programa de rádio Poploaded, com sua incrível session ao vivo, chegou ao número 120. Nesta edição, o programa apresentado pelo dispensa-comentários Fabio Massari e por euzinho mesmo próprio traz as prediletas da casa, tipo Only Ones, Born Ruffians, The XX, Yeah Yeah Yeahs, La Roux, Mate of State, Throw Me the Statue e mais.
Na famosa session no moderno estúdio da rua Amauri recebemos a visita sonora do grande Eddie Spaguetti, membro fundador do não menos grande Supersuckers, banda do Arizona que no começo dos anos 90 caiu no meio da revolução de Seattle, assinando com a Sub Pop.
Spaguetti veio ao Brasil recentemente fazer shows de seu disco solo, acompanhado do guitarrista Jordan Shapiro, que apenas toca com Bob Dylan.
Os dois, na session de cinco músicas que gravaram no estúdio do iG, mostraram um indie-country (”americana”) de chorar. Como aqui, em “Breaking Honey’s Heart”. Então chora.

 
* POPFELLAS QUINTA APRESENTA… – A megahot balada dentro da balada. A Popfellas, uma das festas deste blog que acontece quinzenalmente e às quintas dentro da “premiada” Rockfellas, nesta semana vem turbinada. Nas picapes, o incrível DJ Gil Barbara divide as picapes comigo e com o Focka, uma vez que o Rafael Íntimo Urenha está dando rolê em Londres, fucking bastard. E, no palco, a Popfellas orgulhosamente apresenta a internacional Lucy & Popsonics, trio de Brasília formado pela Fernandinha, o Pio e a sensacional Lucy. Para quem não conhece, dá uma olhada neste trechinho de show deles em junho agora na Holanda. No Vegas, quinta, vai ser ainda melhor.

* A IMAGEM DO HORRORS NO ESPELHO - Ok, já superlotei de vídeos este post e vai demorar para carregar em alguns computadores… Mas não dá para deixar de lado o vídeo psicodélico e colorido da banda mais urubuzenta e p&b dos últimos tempos, o genial Horrors, sobrinhos do Cramps e do Nine Inch Nails (aliás, a premiere do clipe foi no canal oficial do NIN no YouTube). A música é a linda “Mirror’s Image”, do último disco. F***. Já postei aqui minha foto com o Faris?

* Por ora, é só, folks. Outro pra você. Tchau.
* PS: estou tentando um prêmio inacreditável para o próximo sorteio.
* PS2: a história do cigarro e da “nova balada” depende de uma historinha em andamento. Acho que vai dar para o próximo blog.
* PS3: fui

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
13/08/2009 - 18:11

Especial os maiores festivais do mundo. Hoje: Woodstock, Reading Festival e Popload Gig

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***** POPLOAD GIG – CIRCO VOADOR (RJ) *****

A loooooooooooooooovesick. Quase 1100 pessoas na etapa carioca do Popload Gig, sábado à noite, no Rio de Janeiro. O Friendly Fires, atração principal, começou o show tipo assim:

***** POPLOAD GIG POPLOAD GIG POPLOAD GIG POPLOAD GIG *****

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* C’mon, baby. Light my fire.

* Oi, nós somos o Friendly Fires…

* FRIENDLY FIRES E O BRASIL - “Derrubem aquela estátua do Cristo Redentor e botem uma nossa”.

* Já percebeu que eu vou gastar o post falando dos três festivais citados no título, né? Fora o resto. Mas vamos começar dizendo o seguinte:

* READING FESTIVAL 2009 - Daqui duas semanas. De Arctic Monkeys a Fight Like Apes. De Radiohead a XX. De Yeah Yeah Yeahs a Big Pink. De Kings of Leon a Dananananaykroyd. E a Popload, se nada der errado, estará lá.

* POPLOAD GIG 2 – Hoje vou falar menos do festival deste blog, que acontece neste sábado, dia 15, no Circo Voador (Rio), e na segunda, 17. Porque quem vai falar são os caras da atração principal, o grupo inglês suuuuuuuperbombado Friendly Fires. O FF toca com os brasileiros-cool Copacabana Club e Brollies & Apples.

Trazer o Friendly Fires hoje ao Brasil é tipo trazer o Arctic Monkeys uma semana antes de eles lançarem o primeiro disco, não? Ou o Nirvana uma semana antes de eles tocarem no Reading Festival 1991. O Libertines antes de o Pete Doherty brigar e ser expulso do grupo. O…
Está bem, eu paro.

Estou manchando a amizade com amigos importantes e com muita gente da imprensa, que não se agilizaram antes, porque está impossível botar uma pessoa magrinha a mais no Studio SP, na segunda. Já foi dificil conceder um passe para o povo do Channel 4 (Inglaterra) e da Fox latina, que vão cobrir o festival. Hihi. Agora, nem se o Jon Pareles (”NY Times”) pedir ele consegue entrar.

* O ótimo baterista do Friendly Fires, o Jack Savidge, andou retwittando o que eles vêm fazer no Brasil.

“jackbsavidge RT @xampucomx: @jackbsavidge Friendly Fires is coming to Brazil to fucking everything!!!!”

* Aí os sujeitos do Friendly Fires explicaram o lance do samba. E falaram que querem ir a um baile funk. Ai, ai.

* PERGUNTA: NO DIA 7 DE NOVEMBRO, VOCÊ… - Haha. Já que vamos experimentar uma guerra de megafestivais num mesmo sábado de novembro, essa questão vai ficar reverberando aqui no blog para eu tentar medir quem vai onde.

No dia 7/11, você vai ao Planeta Terra (Ting Tings, Yeah Yeahs, Green Day, Grizzly Bear, tudo não confirmado) ou vai no Maquinária (Faith No More confirmado, Jane’s Addiction e Deftones “confirmados” pela Popload.)

Jane’s Addiction twitta a Popload. Aliás, o Twitter do Jane`s Addiction, comandado por um site ligado à banda, mas não-oficial, parece, postou a data do Brasil e falou do Maquinária, linkando a Popload como fonte. Acho bom esse meu chute estar certo, hahahaha. Ainda não dá para assumir como verdade porque o festival não se manifestou. Eu, como “empresário do rock” (hihi), sei que essas coisas mudam em questão de horas. Até porque o Jane’s Addiction pode acabar no T…

Falando nisso, o Planeta Terra, que vai acontecer no Playcenter (conforme adiantou a Po…) divulgou que o festival vai ter 10 bandas internacionais e 10 nacionais. E que o ingresso custará R$ 140 (inteira) e R$ 70 (meia). E atenção: a entrada dará direito ao público a utilizar os brinquedos do parque.

Dos dez nomes nacionais, dois a gente já sabe. Macaco Bong e Killers on the Dancefloor.

* PURPLE HAAAAAAAAAZE: WOODSTOCK 40 ANOS - É isso aí, bicho! Não é exagero dizer que, se não fosse o Woodstock, não haveria hoje festivais gigantescos como o Reading Festival, o Glastonbury, o Popload Gig e o Gui Festival (vai, me deixa com minha piadinha…).
A princípio uma festinha numa fazenda de Nova York em um final de semana de agosto de 1969, o Woodstock fugiu do controle e acabou transformando o mundo.
Mais de 500 mil pessoas, há 40 anos, se juntaram para ver o que ainda hoje é o mais famoso evento jovem da história, revolucionário tanto na música em particular, na cultura no geral, e com fortíssima importância política e social. Então, para este blog que adora um festivalzinho aqui, na Inglaterra, EUA, Dinamarca, Espanha, onde for, fica esta pequena área dedicada aos três dias que abalaram o mundo (”rocked the world” fica mais… hum… “rock”).

Para começar, não quero dizer nada nem fazer previsões para o futuro, hahahaha, mas o Woodstock aconteceu entre os dias 15 e 17 de agosto de 1969. O Popload Gig acontece nos dias 15 e 17 de agosto de 2009. Tá bom, tá bom…

A foto lá em cima abriu um material do “New York Times” sobre os livros do Woodstock que estão sendo lançados agora. Um deles é o…

Saiu no Brasil o espetacular livro “Woodstock” (”Back to the Garden – The Story of Woodstock”), que conta a história oral do festival, construído dia a dia do evento, atração por atração, em depoimentos de quem tocou ou pelo menos “só” testemunhou o mais famoso encontro de jovens do planeta, como jornalistas, produtores, escritores, técnicos de som. “Woodstock”, de Pete Fornatale, editora Agir, tem narração escrita da época ou de agora de gente como Jimi Hendrix, Joe Cocker, Jerri Garcia, Santana etc.

Fornatale era um jovem radialista em Nova York, estreando na profissão semanas antes de Woodstock acontecer. Ele diz que, logo após a meia-noite do dia 27 de julho de 1969, ele fazia, estreando na rádio WNEW, seu primeiro comercial ao vivo. Antes, quando o vinil parou de rodar, ele primeiro anunciou o nome das músicas que tinha acabado de tocar: “Sing This Altogether”, dos Rolling Stones, “All Together Now”, dos Beatles, e “You Can All Join In”, do Traffic. Depois leu o seguinte texto:

“A Feira de Arte e Música de Woodstock é uma exposição aquariana em White Lake, na cidade de Bethel, condado de Sullivan, Nova York. Na sexta-feira, 15 de agosto, vocês verão e ouvirão Joan Baez, Arlo Guthrie, Tim Hardin, Richie Haens, The Incredible String Band, Ravi Shankar e Sweetwater.
“No sábado, 16, tocam Canned Heat, Creedence Clearwater, Grateful Dead, Keef Hartley, Janis Joplin, Jefferson Airplane, Mountain, Santana e The Who, o grupo mais quente da cena atual.
“No domingo, 17, The Band, Jeff Beck… Crosby, Stills and Nash, Jimi Hendrix… e isso não é tudo. Ingressos à venda pelo correio ou na agência local de venda de ingressos a 7 dólares para qualquer dia, dois dias a 14 dólares e 18 dólares para os três dias. Um passe especial de dois dias está disponível pelo correio a 13 dólares.
“Para ingressos e informações, escreva para a Feira de Arte e Música de Woodstock, caixa postal 996, Radio City Station, Nova York, um-zero-zero-um-nove ou ligue para Murray Hill 7-0700.

((agora a melhor parte))
“Lembre-se: a Feira de Arte e Música de Woodstock será realizada em White Lake, na cidade de Bethel, Condado de Sullivan, Nova York. Eles tiveram alguns problemas por lá, mas parece que vai ficar tudo bem”.

* Essa última linha, segundo Fornatale, foi um improviso bem ruinzinho. Ele segue, na introdução de seu livro. “Só que ninguém tinha a menor ideia da importância que o festival de três dias teria, não apenas para fãs de música, mas para colunistas, jornalistas, políticos, críticos, sociólogos, escritores e militantes do movimento jovem. Aqueles eram meus primeiros minutos no ar na mais importante das inovadoras FMs de rock dos EUA e eu auniciava um evento que logo redifiniria a cultura, o país e os valores de toda uma geração.”

* Outro livro recém-lançado no Brasil é “Aconteceu em Woodstock” (ed. Record), de Elliot Tiber e Tom Monte. Elliot Tiber foi o sujeito que apresentou o produtor do então “pequeno festival”, Michael Lang, ao dono da fazenda onde ocorreria a revolução toda, Max Yasgur. Eu imagino a conversa.
“Oi, Max, esse aqui é o Elliot. Beleza? Ele está a fim de fazer um festivalzinho com algumas bandas na sua fazenda. Coisa rápida, íntima. Pode ser?”

* O livro de Elliot Tiber serviu de base para o filme do famoso diretor chinês Ang Lee, de mesmo nome “Taking Woodstock”, que teve premiére no festival de Cannes, estréia nos EUA no final de agosto e vem ao Brasil apenas em janeiro do ano que vem. O trailer de “Aconteceu em Woodstock”, do Ang Lee, é assim:

Mais um livro que está sendo lançado, desta vez ainda só nos EUA. É “The Road to Woodstock”, de Michael Lang (que assina junto Holly George-Warren), outro documento fascinante sobre os tais três dias de agosto de 69, porém mais técnico e menos musical. Lang foi um dos quatro organizadores do festival e conta como o festival foi de “modesto” ao maior da história.

“Nobody killed anybody, nobody raped anybody, nobody shot anybody. In the history of humankind, I think it’s probably the only group of people that size that didn’t do any of that”, disse David Crosby of Crosby, Stills and Nash.

Reza a lenda que foram consumidas 26 toneladas de maconha nos três dias do festival. Se você levar em conta que rodaram pelo Woodstock, dá quase 20 quilos pra cada pessoa. Acho que não, né? Ou sim?!? O músico Henry Gross brinca com o número absurdo: “Quase 26 toneladas de maconha evaporaram em Woodstock e nenhum caso de glaucoma foi registrado”.

Para quem manja inglês e quer ver um vasto material sobre o festival, o “New York Times” trouxe ótimos textos nos últimos dias, a respeito do Woodstock. O bamba Jon Pareles escreveu um deles, onde aponta que nem tudo, na verdade, foi paz e amor sem nenhum custo para isso.

“Para realmente você entender o que foi o Woodstock, você tem que ver que, de várias maneiras, o festival foi incrivelmente difícil e desagradável. Primeiro que foi uma multidão de pessoas no meio de um lugar estranho e longe, circundados por um engarrafamento gigante de carros. O tempo estava horrível. As filas para comprar comida e bebida não tinham fim. O cheiro que saia dos banheiros portáteis era de matar num nível absurdo. E a lama. “Havia felicidade naquela lama. Estava todo mundo afundado, mas pareciam estar adorando. Me lembrou uns bufalos que você vê na Índia, submersos em lama”, lembrou Ravi Shankar no livro “Woodstock”, de Fornatale.

DVD. Está sendo lançado por aqui a versão em caixa bombada para o histórico “Woodstock, Três Dias de Paz, Amor e Música”, o filme-documento lançado por Michael Wadleigh em 1970, um ano após o festival, vencendo naquele ano o prêmio Oscar de documentário. São quatro DVDs, um com o filme original todo remasterizado, outro com a versão do diretor (cerca de quase quatro horas a mais de sobras), mais imagens nunca vistas de bastidores, entrevistas com quem esteve lá e performances de bandas que tocaram em Woodstock, mas não tinham entrado no filme, tipo The Who, Jefferson Airplane, Creedence Clearwater Revival e Grateful Dead. O documentário “Woodstock, Onde Tudo Começou” está também na caixa. Uma festa hippie. O filme original, não custa lembrar, teve um jovem Martin Scorsese como um de seus editores.

O lance do Woodstock, conclui Pareles, não é não ter havido estupros e assassinatos nos três dias em que 500 mil pessoas estavam aglomeradas no mesmo lugar. E sim todo mundo se tratarem de modo gentil mesmo sob essas condições ruins para um convívio pacífico.

Nick e Bobbi Ercoline fizeram história com uma das mais famosas fotos de Woodstock, essa aí acima. Eles se conheceram e se apaixonaram na época do festival. Quer ver como eles estão hoje?

O casal, ambos com 60 anos hoje, ainda mora na região de onde aconteceu o Woodstock, tipo menos de uma hora de distância do local.

O jornal carioca “O Globo” desta sexta-feira traz um apetitoso especial sobre Woodstock. O jornal até entrevistou um dramaturgo brasileiro que, fugindo da ditadura brasileira em 1969 e levando a vida como garçom, acabou caindo no Woodstock, a convite de um amigo que disse que “artistas importantes e novos” iriam se apresentar. “(Esse amigo) Falou ainda que tínhamos que nos fantasiar um pouco, porque éramos muito certinhos”, disse Luiz Carlos Góes, que para ser “aceito no meio das figuras estranhas que se encaminhavam para o festival” arrancou as mangas de uma camisa, botou colares e uma bandana no cabelo. “Todo mundo falava com a gente. A estrada estava tomada por tribos, que fumavam maconha sem medo. Logo, o congestionamento no trânsito fez com que os motoristas largassem seus carros e se juntassem à multidão”, lembrou Góes, que afirmou ter tomado seu primeiro ácido naquela noite de Woodstock. “Havia algo no ar, uma nova relação entre as pessoas. Foi como um batismo.”

* Outro evento musical importante a ser lembrado em seus 40 anos é o Harlem Cultural Festival, mais conhecido como Black Woodstock. Aconteceu mais ou menos paralelo ao famoso Woodstock (foi uma série de shows em julho e agosto de 1969), em Nova York, e celebrava a música negra em meio à gigantesca tensão racial que acontecia na época. O Black Woodstock, que teve como segurança os Panteras Negras, já que a polícia não quis se envolver na história, teve shows de B.B. King, Nina Simone, Stevie Wonder, Sly & The Family Stone, entre muitos outros. Escalação “fraca”, não?

* POPLOAD GIG 2 – OS VENCEDORES DO RIO - Já contactados e já confirmados, eis os dois ganhadores do ingresso do festival deste sábado, no Circo Voador, etapa carioca da Popload Gig 2.

- Thiago Pinto Sardenberg Gomes
- Caroline de Andrade Azevedo

O vencedor de São Paulo, solitário, recebe a notícia por aqui e por email na segunda cedo. Fica esperto.

* THANKS FOR NOT SMOKING - Todo o papo sobre o cigarro e a falta de (a nova configuração social das baladas de SP) vem no próximo post. Tive uma idéia…

* E só.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , ,
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