iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

24/11/2009 - 10:03

Os Garotas e as Homens (título provisório)

* Aumenta u som!

* Galera, está muita loucura a postagem dos comentários neste blog e tal. Resolvi botar ordem na casa e estabelecer umas regras. Falei? A partir de hoje tem que ser assim:

regras

* Hahaha. O mais importante está no fim. Os que estiverem de meia rosa estão proibidos de comentar neste blog, ok? Brincadeira, claro. Aqui é um lugar tão democrático, mas tão democrático, que até tentamos sortear ingressos para o show do Sting com o índio Raoni de “backing vocal”.

* WTF? U2 cotado para headline do Glastonbury 2010?
E, claro, cada coisa no seu lugar. E, claro, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Mas eu vejo aqui os eventos grandes e médios com um público bem pequeno e lá, tipo o Glastonbury 2010, esgotando quase 180 mil ingressos um ano antes de ocorrer e sem ninguém saber uma só atração que vai tocar. E eu fico pensando…

* Mano Brown na capa da “Rolling Stone” de dezembro? Racionais ficando, hum, mais “pop”? O que mais, 2009?

* CONTAGEM PARA O GOSSIP – Atração brasileira para dois ou três shows aqui em março de 2010, conforme já assopramos neste espaço há dias, a poderosa banda americana Gossip se apresentou no último final de semana em um programa da TV francesa. Beth Ditto ruiva, de vestido coladinho e berrando “I trust yooooooooou” como se a TV na França fosse encerrar suas transmissões para sempre. Já vi alguns shows do Gossip, estou mais ou menos acostumado com a performance-nunca-normal da Beth Ditto, mas tenho um pouco de medo do que pode acontecer aqui quando ela estiver gritando de calcinha e de sutiã em palcos brasileiros. Medo bom. E, claro, desde que o show seja em algum lugar bacana, óbvio, e não na, tipo, Chácara do Jockey. Mas, como ela mesmo diz, “it’s up to me and you to prove it”.

* AINDA O WALKMEN E A VEIA NO PESCOÇO DO HAMILTON - Pena que pouca gente viu no Rio de Janeiro e ninguém viu em SP (porque não teve aqui) o show da banda americana de indie-heart (haha) The Walkmen, neste último final de semana. Aconteceu no tal festival universitário da MTV (?!?!) que a emissora promoveu na Marina da Glória, exclusivamente para os cariocas. Dona de uma coleção incrível de músicas boas e intensas, o Walkmen conta na sua linha de frente com a performance-doação do artsy Hamilton Leithauser, que canta sempre no limite do infarto, parece.
Numa apresentação que eu vi da banda em Chicago, em 2006, naquele Pitchfork Festival, escrevi aqui sobre a veia saltada do pescoço de Hamilton, quando ele canta apaixonadamente suas canções. Botei até esta foto no blog, na época:

walkmenveia

Agora, no Rio, em 2009, não está diferente, não. Parece que, quando suas músicas chegam ao refrão, o pescoço dele vai explodir. Confira a bela “We’ve Been Had”, não ligue para a gritaria feminina, e veja logo no começo as movimentações para fora do corpo da veia do pescoço de Hamilton. Dá um pause por volta dos 28s, haha.

* OS GAROTAS – A banda masculina Girls, de San Francisco, passou pela ótima rádio KEXP, de Seattle, para uma session. O Girls interpretou a tocante “Laura”, com o filho-de-deus Chris Owens usando uns óculos escuros hippongo estiloso. É uma cannabis nos óculos dele?

* AS HOMENS - Banda performática do Brooklyn (de onde mais?) que era apenas um projetinho de DJs do Le Tigre já tem um tempo, a Men prepara o corpinho para fazer barulho mesmo em 2010, quando deve soltar um primeiro disco “para valer”. Formada pelas garotas JD Samson, que tem mais bigode que eu e você juntos, e Johanna Fateman, a Men até lembra o electropunk do Le Tigre, mas numa rotação mais devagar e com vocal mais, well, calmo.

men2
JD e Jo, as meninas do Men

Andaram excursionando com Gossip e Peaches. Nos shows venderam o EP abaixo, chamado “Limited Edition Demo”, que esgotou rapidinho e agora só existe para compra na Amazon e no iTunes.

men3

Tem o vídeo Brooklyn-loucurinha-artsy delas para a música “Credit Card Babe”. Ele é assim:

* UM CERTO FINAL DE SEMANA DE SHOWS – Vou voltar ao assunto mais um pouquinho, só porque a gente vive mesmo um mundo musical bizarro. Primeiro temos os dois principais festivais do país, com atrações internacionais grandes, sendo realizado na mesma cidade no mesmo dia. Logo depois, vemos uma banda como Killers com público abaixo da expectativa tocando para um povo no mar de lama, nosso “own private Glastonbury”. Enquanto isso, no Rio, e só no Rio, a MTV faz um “festival universitário”, por algum motivo, escala um grupo de show bacana como o Walkmen, não traz para São Paulo, e junta, segundo relato, nem 100 pessoas diante da atração. Antes de o show começar, não estava tããão vazio. Aí realizaram um sorteio de passagens aéreas e uns kits com Snickers (o chocolate). Por fim, anunciaram o vencedor de um concurso de banda que a MTV estava promovendo. Mas, logo após do resultado propagado, foi todo mundo embora, deixando o Walkmen sozinho fazendo um show bem particular para os poucos fãs na Marina da Glória. No dia seguinte, teve o Sting cantando com o índio Raoni no que sobrou da nada confortável Chácara do Jockey, que teve um cenário do tipo deste abaixo. Que novembro!

241109_naturalama
Público vendo o Lenine em show do About Us, domingo, que teve o Sting como atração principal. Foto Flavio Moraes/Arena Foto

* NOVA YORK CONTRA O CRIME – Não é só de bandas novas (Brooklyn) que vive a mais famosa cidade do mundo.

24horas

* SUPERSUCKERS CANCELOU. ISSO SUCKS - A banda americana Supersuckers, atração do Goiânia Noise Festival e que faria shows em São Paulo, se enrolou com os vistos brasileiros e desencanou de vir para o país. Outra tentativa de trazer a “maior banda do mundo” está sendo feita, só que para 2010.

* Este post é uma obra inacabada. Volto já com mais, inclusive com ingresso para o AC/DC e outras cositas.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , ,
02/10/2009 - 09:45

A morte (e o renascimento) do indie. A maldição da múmia. A semana no Twitter. E outras histórias

* Boça maldito, hahahahaha. “The mummy loves heavy metaaaaaaaaaaaaaaal”.

* Glorioso em um dia, sonolento no outro. A performance do Franz Ferdinand na festa do vídeo da MTV, para “No You Girls, uma noite depois do show da The Week, perdeu em animação, peso e muito susto (hein?) para a do Massacration.

* E eu que pensei que a coisa mais apavorante da noite era estar sentado muito perto dos caras do Jota Quest. Hahaha, quase engoli o iPhone.

* Falando em apresentação para a TV…

* WALKMEN NO BRASIL - Numa semana de divulgação de vários shows futuros por aqui, chega à Popload a ótima notícia que o ilustríssimo grupo do grande Hamilton Leithauser toca em São Paulo e outras praças em dezembro. Luxo.

* QUEM PRECISA DO MGMT QUANDO SE TEM… FRANK JORGE - “Quero dar uma banda. Quero dar uma volta. Quero… dar um rolêêêê.”
Gênio.

* PROMOÇÃO PLANETA TERRA FESTIVAL: SONIC YOUTH, PRIMAL SCREAM, TING TINGS E VOCÊ - Vamos começar isso de uma vez. A Popload dá a largada no sorteio de DOIS PARES de ingressos para o festival PT, que acontece no dia 7 de novembro no Playcenter, em São Paulo. Concorra mandando seus pedidos nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. E, por favor, não faça como a menina que faturou o ingresso do Franz Ferdinand, que quase teve um infarte quando recebeu meu email avisando do resultado. Obrigado.

* O INDIE MORREU? QUE “NOVO INDIE” É ESTE? - Nesta sexta-feira, na Funhouse, pela conversa que tem corrido pelos bastidores indies, deve acontecer uma das últimas edições da festa “R-Evolution”.
Tradicional festa indie das sextas-feiras, a “R-Evolution” existe desde que a Funhouse existe, tipo 2002.

- A Funhouse foi um dos primeiros redutos paulistanos a fazer a “virada da cultura indie” do marasmo para a animação, como um resultado material da revolução virtual do começo dos anos 2000, e na esteira da revigoração do rock, chacoalhado à época pelos novinhos Strokes e White Stripes.
Só que, sete anos depois, a Funhouse está perdendo seu fôlego, com o fim da antiga “R-Evolution” e a mudança de endereço da “Funhell”, a bombada festa de quarta-feira que deixa o lugar para ir fazer bagunça às sextas no clube Vegas.

- Neste sábado, o velho-de-guerra grupo paulistano Jumbo Elektro lança na choperia do Sesc Pompéia o “Terrorist”, seu propagado último álbum. E, dizem eles, a apresentação ao vivo no Sesc pode ser a última da banda.

- Não faz muito tempo, a festa Peligro, outro “monumento indie” paulistano, que era de um núcleo de agitadores que promovia shows, lançava discos e começou na outrora famosa garagem do Milo, encerrou suas atividades, dentro do clube Neu.

- Lá na Inglaterra, um dos grandes nomes do rádio britânico dos últimos 15 anos pelo menos, o locutor Steve Lamacq, foi tirado fora do ar pela Radio One e colocado somente com programas na internet.

- Eu, frequentador de rock e de noite há muitos anos, tenho notado faz tempo que o gás da turma que protagonizou a tal “virada” em 2000/2001 acabou e eles estão saindo de cena. E, mais ainda, percebendo que o “flip” geracional virou total. A chavinha girou.

- Nessas minhas andanças para tocar em festas de vários lugares do Brasil, nunca gostei muito de tocar em Porto Alegre, por exemplo. Até este ano.
Antes, achava as festas meio devagares, uma galera a fim de “clássicos” indies ou rock standard mais do que de novidades. Nada de mistura de estilos. Característica local.
Pois agora em 2009 já estive por lá tocando em umas três ocasiões e percebi que o público gaúcho é outro, mais animado, mais antenado, olhando para a frente, mais receptivo ao novo. Nova característica local.

- No show do Oasis este ano no Rio de Janeiro, em vez de encontrar os indies cariocas das antigas cantando abraçados “Live Forever” e outros hits dos 90 da banda (da época em que ela era boa), vi um Citybank Hall abarrotado por molecada, todos gritando letra por letra as músicas novas.

- Os lugares em que toco aqui em São Paulo cada vez mais enche de moçada de 20 e pouquinhos anos. Menos até. No Alley tem um grupinho cativo de jovens indies coreanos que não perdem uma Pop!Up. Indies coreanos!!! No Vegas, na PopFellas, uma vez praticamente interpelei na pista uma garota tipo 18, 19 anos que cantava com conhecimento espantoso qualquer coisa que eu tocava na pista. De La Roux a XX, de Dirty Projectors a Passion Pit, dos “mais conhecidos” MGMT a Friendly Fires.
- Eu: “Onde você se informa sobre música? Qual rádio você escuta? Que revista e jornal você lê?”
- Ela: “Nada disso que você falou. Tem um milhão de lugares em que eu fico caçando coisas sobre música, mas todos na internet”.

- Antigamente um ser que estava nas baladas mais pela música do que por outras coisas (leia-se “paquera”), o indie era considerado em sua maioria um ser nerd, assexuado e que pouco dançava em pista. Uma balada na Funhouse ou no Milo, minhas amigas costumavam (costumam) dizer, sempre acabava (acaba) no “0 a 0″. Hoje, tenho visto, o novo indie é bem mais dançarino e “pegador”. E acaba levando o “velho indie” a tomar gosto pela história também.

- Talvez nada a ver ou tudo a ver. Teve uma reportagem mais ou menos recente do jornal “The Guardian” que dizia que o Friendly Fires, uma das bandas indies mais bacanas dos últimos anos, odeia quando chamam a banda de indie: “Nosso som tem mais a ver com a Madonna”, declaram.

- E, possivelmente o maior exemplo de que a chave geracional visivelmente e abruptamente virou na música pop, compare estas duas trilhas sonoras de filmes novos:

1) “500 Dias com Ela”. O filme indie do ano, garoto de uns 20 e tantos ou 30 e poucos tem desventuras amorosas com mocinha de mesma idade. A trilha sonora foca Smiths, Joy Division, embora tenha até um Belle & Sebastian e alguma coisa mais nova…
2) “New Moon”, o novo longa da saga vampiresca “Twilight”. O filme tem em sua trilha para teenagers de 11 a 17 anos Thom Yorke (!), Muse, Killers, Lykke Li, Grizzly Bear, Editors…

O indie como o conhecíamos está morto. Um “novo indie” pegou o bastão e está muito vivo. Essa foi só uma pensata inicial sobre o assunto. A gente volta a ele mais vezes, tenho certeza.

* O QUE EU APRENDI COM O TWITTER NESTA SEMANA – Mais uma edição da seção campeã de audiência da Popload, o espacinho dedicado ao que a gente viu de melhor (ou não) nesta semana no Twitter. Vimos isso:

@manuellasg: a maior modalidade nas Olimpiadas no Rio? Corrida de bala perdida

@redufit RT @ftrc RT @amandamelito: atitude seria Marcelo Camelo com uma camiseta “free polanski”

@pterron: Melhor momento do VMB: Lúcio Ribeiro vs Múmia.http://tinypic.com/r/msk3e0/4

@lucioribeiro: Cacete, q susto [com a múmia]. Depois achei q era o thiago ney, haha

@abazzan: AHAHAHAHAHA a múmia zuou o lucio ribeiro, pode muito ir embora kapranos

@djmulher A DANI CALABRESA é o ZACHARIAS de VESTIDO COQUETEL. #VMB

@anabean Desculpa, tô chegando no VMB agora e posso ter perdido alguma coisa, mas… por que a Marina Person tá fazendo a Vanusa on ecstasy?

@NMEmagazine Pixies kick off ‘Doolittle’ tour in Dublin http://bit.ly/18IIE9

@neozeitgeist: packt like sardines in a crushd tin box#franzferdinand

@vcunha Chris Novoselic escreve sobre o Nirvana, a briga com Axl Rose e Brian May: http://bit.ly/3hpGXS

@tiagoagostini A cover de “Time To Pretend” do Frank Jorge q foi melhor que todo show do MGMT http://bit.ly/2m2GMa

@hectorlima Trailer da série FLASH FORWARD c\ suas infos do facebook: http://www.flashforwardexpe… via @sagas

@caffarena Gente, o Doctor Who tá namorando a mina da banda dos modeletes cariocas!! Bafo!!!!!!! http://bit.ly/U9wVM

@pitchforkmedia Portishead working on new album. Geoff Barrow: “if all goes well it could be [out] in a year’s time”.

@arnaldobranco Devem ter dito pro Tarantino que ele teria que assistir a algum filme brasileiro.

@trabalhosujo Tropa de Elite sueca – http://migre.me/7LAq

* Não pensa que acabou, não, Brasil. Mas, enquanto não volto, vou deixar vocês com uma banda incrível:

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , ,
Voltar ao topo