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11/03/2009 - 11:28
* Popload em São Paulo. Mas de malinhas prontas para Curitiba e de malonas quase prontas para o Texas (Austin, South by Southwest).

Esta pessoa, com estes sapatos, vem ao Brasil fazer quatro shows. Já contei aqui de uma história pessoal minha com ele sobre… sapato?
* AS DATAS OFICIAIS DO OASIS NO BRASIL - Atenção, vai ser assim, segundo o MySpace dos Gallagher:
- Rio de Janeiro - Citibank Hall – 7 de maio
- São Paulo - Arena Anhembi – 9 de maio
- Curitiba - Pedreira Paulo Leminski – 10 de maio (alô, PR. A Pedreira não tinha fechado?)
- Porto Alegre - Gigantinho – 12 de maio
Sobre ingressos, a mensagem em inglês vem assim: ‘Tickets go on sale from March 20th for Citibank clients then go on general sale from March 27th. All tickets are available through Ticketmaster or by phone: (11) 2846-6000 (São Paulo) and 0300 789 6846 (other states)”.
* O FAUSTÃO E O INDIE - Crossover de interesses díspares. Ontem no Milo, hoje em programa de auditório dominical da Globo. A sempre estranha participação da Mallu Magalhães em programas de TV se deu domingo passado no mais-mainstream-impossível Faustão, logo após o gol do Ronaldo. Acaba que, no ar, vendo a “força incrível da música independente nacional”, o apresentador global criou um novo quadro para o seu programa: “Garagem”, onde vai “revelar” nomes emergentes do cenário musical brasileiro. É isso: Faustão na Garagem. Garagem nos domingos da Globo, ao vivo, em cores, sem ser trilha sonora de matérias de Física quântica ou de saúde do “Fantástico”. Fico imaginando, sei lá, o Holger tocando “Nelson” no Faustão. Ou o Bo$$ in Drama cantando”Favorite Song” e minha mãe vendo a performance do Péricles e olhando para mim com cara de “WTF?”. O sertão vai virar mar.
* QUANDO O CHILI PEPPERS ENCONTROU O TING TINGS - Leitor esperto me mandou isso por email (veja bem, o leitor não é esperto porque me mandou isso por email…). Apareceu em forum de discussão de site de fã dos malucos da Califórnia. É um mashup do clááássico batidão “Give It Away” com “Shut Up and Let Me Go”, representante da frescura (no sentido de novo) indie da dupla inglesa Ting Tings. Achei bom. Ouve aê.

* POPLOAD E O (CINEMA) INDIE - Dois filmes do cinema independente americano têm dominado a atenção dos bastidores da cultura pop (leia “blogs”). Um fala de amor. Veja bem. Não é um “filme de amor”, diz o cartaz. E, sim, um “filme sobre o amor”, coisas bem diferentes. O outro é considerado a “renovação do cinema de horror”, o “novo ‘A Morte do Demônio’”, em referência ao genial clássico do Sam Raimi, dos anos 80. O “New York Times” disse que não sabia se ficava com medo ou se ria do filme. Mas a “Fangoria”, veículo mais “sério” (nesses casos), gostou. A história e os “boos” parecem ser o de sempre. Mas a história toda é, digamos, muito louca. Ambos os filmes foram “destaques” no último Sundance Festival, em janeiro. “Unborn” chegou a entrar em cartaz em alguns países, em circuito limitadíssimo. Vamos a eles:
- (500) DAYS OF SUMMER: Estrelado pela fofésima atriz-roqueira Zooey Deschanel, da esperta banda She & Him, o filme tem já um trailer clássico circulando com um início matador. Um cara está ouvindo iPod (ou coisa que o valha) num elevador quando a Zoey chega e diz: “I love The Smiths”. O rapaz faz uma cara de “como assim?”. Ela aponta para o fone de ouvido dele e começa a cantarolar “There Is a Light That Never Goes Out”. O elevador abre a porta e a garota sai, do mesmo jeito que entrou. Como se, para ela, nada tivesse acontecido. Sem perceber direito que mudou a vida do cara do iPhone em dois minutos. Para resumir e dar o tom do filme, é assim: o moço se apaixonou por uma menina que até ama Smiths, mas acha que o amor não existe. Poor guy. A produtora de “(500) Days of Summer, que tem percorrido apenas festivais (passa semana que vem na mostra de filmes novos do South by Southwest) e só entra em cartaz nos EUA em julho, fez uma campanha na internet para a galera escolher o pôster oficial do filme. Não sei direito qual ganhou, mas tinham que escolher entre estes aqui:


Ah. Summer, no título, no caso, é a menina, não a estação.
- THE UNBORN:Parece que em Sundance, segundo um amigo meu que sabe das coisas, gente até desmaiou vendo esse filme, agora no começo do ano. Tenho esse “The Unborn” já, aqui no meu computador, e não achei para tanto. É mais “O Exorcista” do que “A Morte do Demônio”. E exagera no “truque dos espelhos”. Mas não dá para deixar de admirar o “plot” do filme, de tão bizarro. Começa que ele é estrelado pela boneca Odette Yustman, de “Cloverfield” (a garota é das boas. Só curte filme esquisito, pelo jeito). A história… Bem, como posso contar? É mais ou menos assim (pequeno spoiler, pequeno spoiler!!): Yustman, no caso Casey, começa a ser assombrado por um moleque macabro e um cachorro com máscara. Depois seus olhos começam a mudar de cor. A coisa só vai ficando pior. Ela na verdade está recebendo a “visita” corpórea de um dybuuk (que na cultura judáica significa um ser amaldiçoado que morreu e não consegue ir para o céu. E, se não consegue, tem que ficar por aqui mesmo, entende?). Agora vem o melhor e vou parar por aqui sem mais falar: o menino fantasma, no fim, é uma vítima dos nazistas em Aushwitz, no Holocausto. Tá?

Ok, só mais uma coisinha: “The Unborn”, alé de tuuuuudo, ainda envolve um papo macabro sobre gêmeos, o Gary Oldman fazendo o padre exorcista e beisebol.
“The Unborn” estréia no Brasil no dia 20 de março, parece. Tem Prodigy na trilha. Dá para ver e ir depois ao show do Radiohead, para o dia ficar bem estranho.
* FAITH NO MORE NO BRASIL - Como??? Onde???? Quando????
Não vai rolar…
Produtores brasileiros consultaram preço e disponibilidade para show da rediviva banda aqui no Brasil, neste ano.
Ouviram um “O preço é US$ 800 mil por show” na orelha.
Desencanaram na hora.
* JB NO BRASIL - Eu sei que isso é tudo que você queria saber. Mas o maio sonoro brasileiro não vai ficar só no Oasis. A banda de pivetes Jonas Brothers, praga adolescente meio country, meio pop, religiosos, e que uma amiga minha de gosto respeitável diz que tem um “lado bom, sim, viu?”, vem tocar no Brasil. São dois shows, um em São Paulo, no dia 23 de maio. Outro no Rio, no dia seguinte. Feche portas e janelas.
* KEANE NO BRASIL - Haha. Es-que-ci completamente que o Keane ia tocar em São Paulo. Mas um amigo meu, também bom de gosto, não esqueceu e ainda por cima foi ao Credicard Hall ver. E gostou!?!?!?!. O que ele falou foi o seguinte:
“Lúcio. Sei que vc não gosta do Keane e nem deve ter ido ontem… Meu, o show foi muuuito bom !!! Melhor que no ano passado! O Tom Chaplin deve ser o cara mais gente boa da música pop! A cada duas frases, três são elogiando o Brasil e o público… Até cansa… Mas ele parece acreditar mesmo em todos os elogios…
E eles estão com um público fiel aqui! O Credicard tava quase lotado e o público cantava quase todas. Eu ficava me perguntando: de onde essa mulecada conhece tanto o Keane? Os caras quase não tocam no rádio, não passa vídeo na TV e não são bonitos (e tinha muuuuita mulher na platéia…).
E no bis tocaram uma versão impecável de ‘Under Pressure’! Acho que nem o aquele “Queen” no ano passado deve ter tocado uma versão tão perfeita! Perfeita demais, vão dizer alguns…
Enfim, foi ‘fenomenal’! E espero que hoje seja mais ‘fenomenal’ ainda…”
Não liga para o fim do relato do meu amigo. Ele começou a misturar os assuntos.
- YEAHS - Estava motivado para escrever sobre o bom lançamento do novo Yeah Yeah Yeahs, “It’s a Blitz’, que está previsto para ser lançado (!) oficialmente em 14 de abril, embora já esteja toooodo na net desde fevereiro. Mas andou me dando uma preguiça do disco e de escrever sobre. Tento novamente no próximo post. Por enquanto, deixo o vídeo da lindona “Zero”, que apareceu nesta semana. Ahaza, Karen O.
- WHITE STRIPES? RACONTEURS? - Mister Jack White, talvez o melhor guitarrista do mundo (errei?), parece estar com nova banda. Um quarteto chamado Dead Weather. Um evento secreto com esse novo grupo de Jack aconteceria nesta quarta-feira. Vamos ver o que sai daí. UPDATE - Pior que o papo é sério mesmo. Foi lançado um site oficial do Dead Weather. As infos preliminares dão conta de que a banda tem nos vocais a Allison Mosshart, popular VV do The Kills, além de Jack Lawrence do Raconteurs no baixo e Dean Fertita do Queens of the Stone Age na guitarra. E, não, o Jack (parece) não toca guitarra, mas sim bateria! Jack goes Meg.
O site não possui informação alguma, apenas umas imagens randômicas, um espaço para cadastrar e-mail numa newsletter e duas músicas. São elas “Are Friends Electric?” e “Hang You From the Heavens”. Essa última a Popload entrega aqui, fresquinha. Ou quentinha, como você preferir.
* PROMOÇÃO RADIOHEAD/SP E PROMOÇÃO RADIOHEAD RJ - Agora sim a coisa animou. A Popload vai dar um ingresso para cada show histórico da banda Radiohead (mais Kraftwerk + Los Hermanos - Vanguart) no Brasil. Dia 20, no Rio. Dia 22, em São Paulo. Para concorrer, o de sempre. Disputas sangrentas devem ocorrer ou pelo email lucio_ribeiro@ig.com.br ou nos comentários aí embaixo. Please, avisem claramente na linha de assunto para qual show-cidade você está concorrendo. Go!
Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog
Tags relacionadas: 500 Days of Summer, Dead Weather, Faith No More, Jack White, Keane, Mallu Magalhães, oasis, Red Hot Chili Peppers, The Unborn, Ting Tings, Yeah Yeah Yeahs
06/02/2009 - 20:12
* O legal é que eu não voltei mais ao post passado não por minha causa. Eu até tentei, hahaha. Falha técnica.
* MANCHESTER/LONDRES - Então vou lá e já volto. Vou contando aqui.
* OASIS VÍDEO - Falando em Manchester, nesta semana apareceu o vídeo novo do Oasis, para a música “Falling Down”. Fiquei com preguiça de colocar o filminho aqui. A música é até boa, mas um vídeo do Oasis é sempre um vídeo do Oasis. Você vê, não entende por que eles fazem um vídeo daquele jeito e no momento seguinte esquece. Esse traz a incrível história de uma princesa da Inglaterra infeliz que chora bastante e é menosprezada pelo Liam e pelo Noel numa festa aí. Mas, tirando o resultado final da obra videoclíptica dos Gallagher, o legal foi a mensagem que o rapper americano Kanye West botou no blog dele, a respeito: “O vídeo novo do Oasis parte meu coração”. Não entendi se foi zoeira, fruto da famosa briga recente do Noel com o rap dos EUA (Jay-Z, Glastonbury), mas o West chegou a postar o vídeo no blog. Deve estar falando sério.
Falling Down, do Oasis, sai como single no dia 9 de março. Uma das músicas “lado B” vai ser uma versão remix para a música com 22 minutos de duração, feita pelo Gaz Cobain, do Amorphous Androgynous. Vou repetir: 22 minutos. Tem ainda outras duas versões remix (uma feita pelo Prodigy e outra pelo Twiggy Ramires, baixista do… Marilyn Manson), além de uma canção inédita, chamada “Those Swollen Hand Blues”.
* POPLOAD EM CURITIBA - Evento bem classe com discotecagem Popload em Curitiba, dia 13 de março. Os espertos Copacabana Club, Bo$$ in Drama e Popload. Pelo que eu entendi, é em um lugar chamado John Bull Music Hall. Festa de lançamento do vídeo de “Just Do It”, do CC.
* O VÍDEO DO GOLDEN FILTER - Sensacional a história do “vídeo dos beijos destruidores”, da misterioooooosa banda Golden Filter, que circula na internet e foi colocado aqui no post passado. O vídeo NÃO é do Golden Filter. É da banda belga The Subs. Alguém pegou e colocou a música do Golden Filter no vídeo do Subs e soltou por aí. A confusão toda é muito boa, e para ambas as partes. I mean: para o Golden Filter e para mim. A música dos belgas é bem chata, tipo “industrial meets ilha-de-capri”. Na descrição deles no MySpace, diz que eles são “beatbastards” que queriam apenas ver onde o trance (!?!?) poderia chegar. Tivemos a sorte de ter visto o vídeo certo com a musica errada. Ninguém merece o electrocafona meio ilha-de-capri de background para um casal tão antenadinho, em clima tão hot. Golden Filter é a trilha ideal para o vídeo. O Golden Filter não deve nem estar sabendo que tem um vídeo legal, hahahaha. Talvez sem conhecimento da confusão, lotou show em Nova York sem disco nem gravadora em seu primeiro show por lá (e sério!), e vai lançar single no dia 16 na Inglaterra, vídeo ao vivo, etc…
* Começaram a aparecer os primeiros registros do Golden Filter em seu primeiro show nos EUA, no Le Poisson Rouge, NY, em 30 de janeiro. Dá uma olhada no zoado vídeo ao vivo de “Solid Gold”, o single, com a vocalista loira bem hippie-louca, só para ter uma idéia da indie-disco da banda.

* PETER. BJORN. JOHN. - Falando no Golden Filter e sem falar de novo no remix cool que eles fizeram para “Lay It Down”, nova do Peter Bjorn & John… Sobre os suecos, nossos amigos já, e nessa expectativa boa que cerca o novo disco deles, “Living Thing”, que sai só em março, me lembro da viagem que fiz a Estocolmo no ano passado. Visitei o estúdio dos caras, que estavam trabalhando em dois discos. Um foi aquele “incidental” e instrumental, “Seaside Rock”, e o outro era este “Living Thing”, o “de verdade”, verdadeiro sucessor da fase “Young Folks”. Juro que ouvia uns barulhos estranhos no estúdio e que o sonzinho que rolava ali não parecia a “música do assobio”, o hit mundial, a canção que foi massacrada em 70 seriados americanos e até em novela brasileira. Achei que fosse só os caras ouvindo rap, dance, sonzinhos estranhos. Agora, depois dessas músicas novas deles que estão surgindo desde o final do ano passado, estou começando a crer que já era coisa de “Living Thing”. Na semana passada, o iTunes lançou a ótima “Nothing to Worry About”, de um certo modo oficioso, já que a música tinha vazado na internet havia algumas semanas. E vazou no blog do Kanye West (!?!?!), hahahaha. Em “estreia mundial”, avisava o Kanye.

Coro de crianças, batidas compassadas com palmas, voz largada tipo rock inglês de moleque. Nem parece o Peter Bjorn & John, de tão maluquinha. E parece muito Peter Bjorn & John.
Mas chegamos em “Laid It Down”, que também vazou faz um tempinho e era chamada de “Hey”, com a extensão “Shut the Fuck Up, Boy”. Essa que o Golden Filter remixou, acima. A letra é direta. “Hey, shut the fuck up, boy. You are starting to piss me off. Take your hands off that girl. You have already had enough.” Não vejo a hora de pegar o disco todo na mão.

* APP DA HORA: SATURDAY NIGHT FEVER - Let’s boogie? Hahaha. Esse ainda nem baixei, de emoção. Pelo que eu entendi você dá uma dedada no iPhone e tem nas mãos um concurso de dançarinos de disco music, incluindo hinos como “YMCA”, do Village People; “Shake Your Groove Thing”, de Peaches & Herb, e “Car Wash”, da Rose Royce. E, com o dedo, vai controlando os movimentos do dançarino, as giradinhas, agachadas, os braços abertos, as jogadas de mão para cima, o boogie todo. Ganhando pontos por isso. O vídeo abaixo te dá uma noção do nível da coisa. Dá para chamar uns três amigos e… competir na disco.

* R-A-D-I-O-H-E-A-D - Rolou no domingo a edição 2009 do Grammy, em Los Angeles. A festa, que sempre é cheia de pompa, teve alguns nomes de peso do pop como Robert Plant e Coldplay levando boa parte dos prêmios para casa. Até aí, nada de novo. Mas o destaque mesmo fica para a apresentação de “15 Step”, com o Radiohead (que levou dois prêmios) sendo acompanhado pela USC Marching Band, grupo formado por estudantes da Universidade do Sul da Califórnia, todos trajados com a camisa da W.A.S.T.E.
Legal o Thom Yorke com cabelo/barba de Liam Gallagher e a introdução da fofa Gwyneth Paltrow, que no final do discurso para o Radiohead dá uma piscadinha básica para o Sr. Martin, na platéia. Sem falar no clima Olodum-meets-Michael-Jackson da performance. Preciso refletir mais para saber se gostei. Calma.

* E não, o Gilberto Gil, nossa única esperança, não conseguiu trazer o prêmio de Melhor Álbum de World Music. O grupo vencedor foi um quarteto formado por Mickey Hart, Zakir Hussain, Giovanni Hidalgo e Sikiru Adepoju, com o álbum “Global Drum Project”. Don’t worry, Gil.
* Nesta terça (10/2), chegou às lojas americanas “Incredibad”, álbum da “banda” formada pelos humoristas da Lonely Island (Saturday Night Live). O projeto com letras-zoeira tem convidados especiais nos vocais, como o sempre presença Justin Timberlake e o… Julian Casablancas, que canta na faixa “Boombox”. A Popload entrega o vocalista do Strokes bem, hã, à vontade nesse novo trabalho.

* TING TINGS - Demorou. Vídeo novo da agora “banda-de-gente-grande”, com lançamento mega nos EUA, re-edição de vídeos e tudo mais. O sétimo (!!!) single, a ser lançado no dia 23 de fevereiro, fica para a música “We Walk”, que também está no álbum We Started Nothing (rodando na net desde sempre, e nas lojas desde maio do ano passado). Dizem que o vídeo é dark. Não achei não. Para mim, Katie White quis mesmo é se inspirar naquele comercial com um outro White conhecido nosso. Dá uma comparada: qualquer semelhança não é mera coincidência.

* Seguinte. O publicador não está querendo me ajudar, sorry y’all! Assim que os problemas técnicos e a neve deixarem, eu volto. Ou não…
Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog
Tags relacionadas: Golden Filter, Grammy, iPhone, Julian Casablancas, Kanye West, Lonely Island, Manchester, oasis, Peter Bjorn & John, Radiohead, Saturday Night Fever, Ting Tings
18/09/2008 - 17:28
* Ou “Os melhores shows da sua (e da minha) vida”.
* Resolvi ir de post novo, Brasil! A história do melhor show internacional da história aqui no país merece espaço especial e exclusivo. Mas, antes…
* OFFSPRING CONFIRMA PLANETA TERRA (MAS A BOA NOTÍCIA É OUTRA) - Nesta quarta-feira à noite, a banda americana Offspring disse “sim” sobre sua escalação no próximo festival Planeta Terra, que acontece no dia 8 de novembro, na Vila dos Galpões, em São Paulo. Eu achava que era a organização do Terra que estava com a decisão, mas a confirmação veio, mesmo, da banda. Embora já tenha “passado” de ser uma atração superimportante, o grupo punk californiano tem sua relevância no rock e faz um show divertido. Mas o fato é que seu ingresso no line-up do PT, obviamente no Main Stage, pode prestar um bom serviço para o Indie Stage, o palco dois. É que com a entrada do Offspring no palcão pode empurrar a ótima banda inglesa Bloc Party para um show mais, hum, intimista no palco indie. O palco principal deve ser composto por Jesus & Mary Chain, Offspring, Kaiser Chiefs, Mallu Magalhães, Curumin e outros. O palco indie deve ter, assim, Breeders, Bloc Party, Animal Collective, Spoon, Foals, aparentemente. Vamos aguardar. Mas esse palco indie está ficando de dar inveja ao… ao… Reading Festival.
* VAI DAR PARA VER TODOS OS SHOWS DO PT - A escalação dos palcos do Planeta Terra, a Popload foi informada pelo “Big Eye”, está sendo elaborada para que todos os shows, seja no Main Stage ou no Indie Stage, possam ser vistos sem encavalamento de atrações. Pelo menos por meia hora todo mundo poderá assistir a todas as apresentações, é o que promete o festival. Isso é um outro avanço em relação ao evento do ano passado. Quem viu o show do histórico Devo perdeu no palco principal a sensacional performance do Rapture no palco indie. E vice-versa.
* O Big Eye é o “ser” virtual que faz o blog do novo site do festival Planeta Terra. O cara sabe das coisas, por lá.
* BAFO EM BH - Offspring, Maroon 5 e o festival Pop Rock Brasil, que aconteceria em novembro em Belo Horizonte, está cancelado pela Justiça?
* TING TINGS E O AMOR - A música “romântica” da dupla indie dance inglesa Ting Tings, de Manchester, já está nas ondas do rádio e em vídeo (e logo, logo em alguma novela da Globo, hehe). É a fofa “Be the One”, que está no delicioso primeiro álbum da banda, “We Started Nothing”. É a quarta música do CD de estréia a virar single, fato nobre nestes tempos. O vídeo de “Be the One” veio à tona nesta semana, enquanto o single só tomará os caminhos das lojas no meio de outubro. Como toda música do Ting Tings, ela começa num ritmo maneiro e vai acelerando, acelerando. What you gonna offer now, Ting Tings?

* MALLU MAGALHÃES ENTREVISTADA POR… MALLU MAGALHÃES - Você não entende o hype da menina que começou o ano tocando no Milo Garage e hoje está no palco principal do festival Planeta Terra? Não compreende como ela em poucos meses foi vista por milhões na internet, apareceu na Globo, já teve música tocada em campanha nacional de TV, foi vinheta da MTV, gravou com produtor internacional, cortejada por astro do rock brasileiro e o escambau? Então a Mallu, conversando com a Mallu, vai te explicar tu-do. Não perca a parte da comida preferida dela.

* O SHOW GRINGO MAIS INCRÍVEL QUE O BRASIL JÁ VIU - Depois dessa história de show espetacular do Hives em São Paulo (que eu perdi), comparando ao do Franz Ferdinand no Rio (2006), e às portas dos grandes festivais brasileiros cheeeeeios de atrações bacanas, decidi pensar nos meus shows internacionais inesquecíveis da história, estimular você a dizer os seus e convidar gente bacana (não que você não seja bacana…) para também dar seus depoimentos. Enfim, vou começar com um ranking superpessoal do que eu considero as melhores e mais marcantes apresentações que eu já vi na vida. Óbvio que eu vou esquecer coisa importante. Mas vamos lembrando e corrigindo a rota. Então, ficamos assim. Vou fazer uma lista rápida do que eu lembro de shows marcantes, fazer o meu Top 5 e depois perguntar para você e para uns outros bons sobre seus eleitos. Não exatamente nessa ordem…
* Echo & The Bunnymen em 1987/ Ramones, Olympia, SP, 1994/ Rolling Stones em Copacabana, 2006/ Guns N’ Roses Rock in Rio 2001/ Depeche Mode, Olympia, SP, 1994/ Nirvana Hollywood Rock 1993/ Beastie Boys, Olympia, SP, 1994/ Stones + Dylan 1998/ New Order no Olympia (SP), em 2001/ Pixies Curitiba Pop Festival 2004/ Weezer, Curitiba Rock Festival 2005/ Michael Jackson, SP, 1993/ Madonna, SP, 1993/ The Cure, SP, 1987/ The Strokes, Tim Festival 2005/ Arcade Fire, Tim em Porto Alegre, 2005/ U2 Popmart tour 1998/ Mallu Magalhães no Milo, 2008 (hehe)/ Chili Peppers, Hollywood Rock 1993/ David Bowie, Parque Antarctica, 1990/ Smashing Pumpkins Hollywood Rock 1996/ Metallica, estádio do Flamengo, RJ, 1999/Police, Maracanãzinho, 1981/ Nick Cave, Projeto SP, 1989/ Sonic Youth Free Jazz 2000/ Cypress Hill, Close Up Planet 1996/ Teenage Fanclub no Sesc Pompéia/ Belle & Sebastian no Tim 2001/ Faith No More Rock in Rio II 1991/ Oasis 1998/ Lou Reed, Palace, 1996/ LCD Soundsystem no Sonar Brasil 2004/ Prodigy no Skol Beats/ Chuck Berry, Free Jazz 1993/ Jesus & Mary Chain, Projeto SP, 1990/ Paul McCartney, Pacaembu, 1994/ Kiss, Pacaembu, SP, 1994/ Morrissey no Olympia, SP, 2000/ Man or Astro-man? em Londrina/ Ozzy no Rock in Rio I, 1985/ Supergrass no Campari Rock 2006/ Flaming Lips, Claro Que É Rock 2005/ Queens of the Stone Age no Rock in Rio 2001/ Neil Young no Rock in Rio 2001/ Pantera, Olympia, SP, 1995/ Cocteau Twins, SP, 1991 (ou 1990?)/ Lemonheads, Santos, 1994/ Pearl Jam na Praça da Apoteose 2005/ Arctic Monkeys no Tim 2007/ Page & Plant, Hollywood Rock 1996/ Franz Ferdinand no Circo Voador 2006/ Asian Dub Foundation, Abril pro Rock 2001, Recife/ Simple Minds, Hollywood Rock 1988/ Green Day no Via Funchal, 1998/ Metallica, Parque Antárctica, 1993/ Mudhoney, SP, 2001/ Atari Teenage Riot no KVA, SP 1999 (?)/ Superchunk, Broadway, 1998 e dezenas de outros…
* ENQUETE POPLOAD-SHOWS DA VIDA - Enquanto eu vou escrevendo os meus, quero saber o seu. Quais são os shows internacionais no Brasil que mais marcaram sua vida? Vou tentar estabelecer um “ranking dos shows inesquecíveis”, vamos ver. Manda bala. Não que precise, mas esta enquete vai ter prêmio, para quem votar nos comentários ou mandar email para lucio_ribeiro@ig.com.br.
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* MEU TOP 5 - Vamos nessa. Claro que pensando hoje, o que foi diferente ontem, e que amanhã posso achar outra coisa, os shows mais marcantes que eu vi no Brasil foram, pela ordem:

Grohl, Cobain e Novoselic posam no banheiro do Morumbi, momentos antes de o grupo ir para o palco e fazer o histórico show do Hollywood Rock, em janeiro de 1993. Foto: Joe Giron/Corbis
1. Nirvana, Morumbi, 1993, festival Hollywood Rock
Essa mitológica apresentação do Nirvana em São Paulo, em janeiro de 1993 é tida pela banda como a mais desastrosa da carreira do grupo de Kurt Cobain. A crítica musical brasileira malhou. Mas ninguém da platéia estava nem aí para isso. Gente do Nirvana disse à época que foi o maior público para o qual o grupo se apresentou. O show foi uma ZONA, mas o Nirvana tinha acabado de deixar a música pop uma zona, de qualquer modo. Então fazia sentido. A palavra que eu mais gosto de utilizar para definir esse concerto é: CATARSE. Ver o Nirvana, naquele instante, aqui em São Paulo, era como ver os Beatles em San Francisco em 1966. Estar no Morumbi naquela noite parecia ao mesmo tempo que algo novo estava começando na vida de todo mundo, mas que também parecia ser o fim de tudo. Eu, que não sou de chapar em bebida, vi o show completamente atrapalhado, na frente do palco, no meio da muvuca. No outro dia, meu corpo doía. Eu estava inteiro roxo.
Até hoje, 15 anos depois, recebo emails de gringos ingleses e americanos querendo detalhes do dia em que Kurt Cobain subiu ao palco fora de órbita no Morumbi. Imagino que seja o show de rock mais procurado do mundo, talvez porque é o que menos se tem imagens. Já me ofereceram 500 dólares por uma fita que contivesse o show, porque uma vez surgiu o boato de que eu tinha uma cópia. Mas não. Amigos meus já vasculharam os arquivos da Globo e da MTV, mas esse show nunca apareceu. A Globo transmitiu ao vivo o show do Rio, na semana seguinte, então esse tem fácil. Comprei a fita dele em Camden Town, em Londres. Apresentação da Maria Paula. Reportagens de Maurício Kubrusly. Mas o do Morumbi… Teoria da conspiração roqueira total.
Na internet, até um tempo atrás, tinha uns 10 minutos de imagens, apenas. No famoso vídeo/DVD oficial “Live! Tonight! Sold Out!” tem cenas do show no Morumbi. Traz a antológica apresentação da banda no palco, feita pelo João Gordo, que introduziu o trio gritando: “E com vocês, a maior banda underground de todos os tempos. Nirvaaaaaaaaanaaaaaaa”. O show todo foi doido, esquisito, estranho e, talvez por tudo isso, maravilhoso. Kurt Cobain estava fora de si, chapadão, devagar demais. Engatinhou no palco, quebrou tudo, se vestiu de mulher. Quando o Nirvana começou sua performance com “School”, na platéia parecia que o mundo ia acabar. No palco, Kurt Cobain estava com rotação alterada, e Krist Novoselic e Dave Grohl estavam desesperados. O show continuou caótico. “Smells Like Teen Spirit”, com Flea dos Chili Peppers no trompete, quase não saiu. Em certa altura, começaram a tocar Iron Maiden. Depois passaram a zoar. Kurt sentou na bateria, Krist foi para a guitarra, Grohl no baixo e vocal. É histórica a foto que saiu de Kurt na capa da Ilustrada, da “Folha de S.Paulo”, sentado à bateria, com a legenda dizendo “Dave Grohl, baterista do Nirvana”. Enfim, o Nirvana começou a zoar com tudo. Passaram a tocar só covers: Duran Duran, Queen, Clash, “8675309/Jenny”. O show parecia um ensaio numa garagem fuleira de Seattle, não diante do “maior público da banda”.
Seis anos depois da apresentação do Nirvana no Morumbi, cinco anos depois do suicídio de Kurt Cobain, tive oportunidade de entrevistar o gênio Dave Grohl em Miami, na ocasião do lançamento de um disco do Foo Fighters. Quando veio o assunto do show do famooooooooso show do Morumbi, Grohl ficou louco. Desembestou a falar mais do que do próprio disco de sua banda. Dave Grohl disse o seguinte: “Claro que eu me lembro dos shows no Brasil. Em SP, tinha uma loja de presente do hotel onde estávamos que vendia Valium (Maksoud Plaza). Ou algo parecido. No momento de ir para o estádio tocar, fui procurar o Kurt e ele estava lá nessa loja, tomando um comprimido atrás do outro, sei lá quantos. Fiquei horrorizado. Quando entramos no palco, a multidão urrou como eu nunca tinha visto, umas 80 mil pessoas. A primeira música que tocamos foi “School”, que começava assim (aí Grohl faz o som de guitarra com a boca e reproduz a bateria nas pernas). Só que Kurt começou com uma microfonia absurda, sem parar nunca. E, quando entrou na música, foi assim (Grohl faz o som de guitarra de novo, só que num ritmo muito mais lento). Ele estava em outra rotação. Olhei para o Krist (Novoselic, o baixista) na hora. Ficamos apavorados. Vi Krist chegar no ouvido dele e dizer: “Acelera, acelera. Pelo Amor de Deus”. O legal é que o público não estava nem aí e urrava tão alto quanto a música. Foi inacreditável. E no outro dia um jornal disse: Nirvana faz jam session para 80 mil pessoas. Foi loucura. Tocamos até “Rio”, do Duran Duran. Outra hora, mudamos os instrumentos: eu toquei baixo, o Krist tocou guitarra e o Kurt foi para bateria. Foi insano.” Isso: foi insano.
O setlist do show do Morumbi, achei na internet, é assim: School • Drain You • Breed • Sliver • In Bloom • About A Girl • Dive • Come As You Are • Love Buzz • Lithium • (New Wave) Polly • D-7 • Smells Like Teen Spirit (com Flea, do Red Hot Chili Peppers) • On A Plain • I Hate Myself and Want to Die (jam) • Negative Creep • Been a Son • Something In the Way • Blew • Aneurysm • Territorial Pissings • Run to the Hills (jam) • Heartbreaker (jam) • We Will Rock You • Should I Stay Or Should I Go • Rio • 867-5309/Jenny • Kids In America • Seasons In the Sun • Lounge Act •Heart-Shaped Box • Scentless Apprentice • Milk It
A palhaçada na cover de “Seasons in the Sun” é emblemática. A música louca dos anos 60 que virou sucesso mundial absurdo nos anos 70 na voz do desconhecido (na época) Terry Jacks, dizem, virou cover do Nirvana pela última vez em São Paulo. A canção era chamada por alguns também como “O Moribundo”, porque a letra era a mensagem de um cara que estava morrendo e se despedindo dos amigos e da mulher. Ambigua, não se sabia se o cara ia se matar ou estava morrendo por causas naturais. Pouco mais de um ano depois da performance do Morumbi, Kurt Cobain se matava em sua casa, em Seattle.


2. Pixies, Curitiba Pop Festival, 2004
Se alguém em 2003 dissesse que os Pixies fossem voltar à ativa, com a mesma formação, com o mesmo pique nos palcos, e que iriam tocar no Brasil, em show exclusivo só em Curitiba, eu ia rir muito. Ou chorar. Minha terceira banda predileta da história, tive a oportunidade de ver mister Black Francis, Deal, Santiago e Lovering duas vezes em Londres no começo dos anos 90, mas logo o quarteto se despedaçou e o sonho de testemunhar a vinda da banda ao Brasil morreu junto. E não é que, graças à iniciativa indie de uma turma curitibana abençoada, anos depois o Brasil iria receber os Pixies? O show a princípio foi subdimensionado, porque indie. Era para ser na Ópera de Arame (3 mil pessoas). Mas a correria atrás dos ingressos foi tão voraz, a invasão paulistana a Curitiba se desenhou tão forte, que o evento causou a primeira pane da internet brasileira na venda de ingressos (estou mentindo?) e foi parar na mágica Pedreira Paulo Leminski (10 mil). E assim foi. Se a palavra para descrever o show do Nirvana de SP foi CATARSE, o dos Pixies em Curitiba é… MÁGICO.

3. Kraftwerk, Free Jazz, Jockey Club, SP, 1998
Fiz a resenha deste show para a Folha, lá no longínquo 98. Foi engraçado ver, na época da explosão da “nova” música eletrônica, esses tios alemães da eletrônica a-ssom-brar o Jockey Club (ai, que saudade do Free Jazz/Tim Festival no Jockey). O título do meu texto foi “OK Computer”. E dizia o seguinte:
“Alguém na platéia soltou que era a principal banda que tocou no Brasil desde 1500, o que remeteu diretamente à famosa capa da revista americana “Spin” ao grupo alemão, que indagou, na manchete: “Kraftwerk”. Mais influentes que os Beatles?. É complicado discordar. Começava “Computer World”, a música-título do pulsante álbum de 1981, que jogou o punk dentro de um disquete e o entregou ao tecnopop. A essa altura era engraçado testemunhar como um show de uma banda de três décadas soava tão completamente contemporâneo. Um testamento ao vivo de quão longe o Kraftwerk levou a pop music e quão pouco ela progrediu além das inovações proporcionadas pelo grupo alemão anos e anos atrás.
O show caminhava, e não era estranho se sentir um personagem de “Blade Runner” ou dos livros de Aldous Huxley, tentando dançar de maneira moderna músicas dos anos 70. Em “The Man-Machine” e “Tour de France” (com imagens de ciclistas em movimento sendo projetadas nos telões), o clima era de uma noite na ópera. Eram operetas eletrônicas. Ficava claro entender por que nos 70 os álbuns do Kraftwerk eram difíceis de ser encontrados nas lojas européias, já que parte delas colocava os discos nas prateleiras de música clássica. (…) Quantos robôs bacanas não foram criados pelo Kraftwerk nestes anos todos, de David Bowie a Afrika Bambaataa, de Depeche Mode à toda cena eletrônica dominante destes tempos?
Foi um show para não ser deletado jamais da memória. O único senão foi não ter levado meu PC para o Jockey Club. Ele iria amar o Kraftwerk.”

Foto escura do show do Jockey, de 1998. Bom, o que importa para o Kraftwerk está bem iluminado
4. Nick Cave, Projeto SP, São Paulo, 1989
Numa das eras indies mais legais para shows no Brasil, a era dos shows do famoso “Projeto SP” (Jesus & Mary Chain, Stray Cats, Sisters of Mercy, Iggy Pop, Devo, Cocteau Twins etc.), em tempos mais que improváveis para shows indie bons aqui no país, apareceu para nós um sujeito australiano sinistro, com uma banda absurda (os Bad Seeds), um álbum incrível (”Tender Prey”) e um show arrebatador de indie-blues-gótico sobre amor e morte. “Deanna” foi uma das músicas mais impressionantes que eu vi em uma apresentação ao vivo de alguém. Eu tenho uma péssima memória para tudo, inclusive para coisas que aconteceram no dia anterior, quanto mais em 1989. Mas lembro muito de muitas coisas desse show de 19 anos atrás. Isso deve significar algo.
5. Strokes, Cais do Porto, Rio, 2005
Enfim os moleques que salvaram o r… hahahaha. Enfim os Strokes vieram ao Brasil, para shows em São Paulo, Rio e Porto Alegre, no Tim Festival. A estréia foi no MAM do Rio, a sede antiga do festival. A primeira apresentação foi boa, mas não booooooooooa. Eles estavam tensos com a família toda no Rio, a lista VIP da Alicinha Cavalcanti estava em massa, o de sempre… Aí alguém do Rio teve o bom senso de marcar um show deles para o gelado e sinistro Cais do Porto, com ingressos mais baratos, para a molecada (que é quem ouvia Strokes, mesmo). Aí entupiu, o clima estava animado, a galera pirou, a banda se soltou, o lugar ferveu. E assim foi.
* Sonic Youth (Free Jazz), Belle & Sebastian (idem), o primeiro Beastie Boys, Echo & The Bunnymen e New Order, estes dois últimos dos anos 80, entrariam na minha lista se fosse um Top 10.
* PROMOÇÃO INGRESSOS - Vamos começar já essa história. Quem participar da enquete do “show da vida” vai concorrer a:
1. Um ingresso para o Skol Beats
2. Um ingresso para o Planeta Terra Festival
3. Um ingresso para o show do Tim Festival do dia 23/10, em São Paulo (Gossip, Klaxons, Neon Neon)
* Já Já - Um update do final de semana.
Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog
Tags relacionadas: Festivais, Kraftwerk, Mallu Magalhães, Nirvana, Pixies, Planeta Terra, Ting Tings
17/09/2008 - 10:34
((((versão dois))))
* Popload em São Paulo. Eê.

* Vamos lá que a coisa não está fácil, Brasil. O título do post ia ser “Alguma Coisa Não Está Bem Comigo”, mas este dançou. Hoje, por aqui, você vai saber qual foi o maior show internacional que já teve neste país em todos os tempos. E, também, promete ser o maior post de todos os tempos. Vamos ver o que dá isso.
* NINE INCH NAILS CANCELADO – Pelos famosos “problemas técnicos”, a oportunidade de ver o palco incrível e a performance da banda de Trent Reznor no Brasil já era. O show na cidade aconteceria no próximo dia 7 de outubro. Foi um efeito dominó do cancelamento da apresentação de Porto Alegre, por baixa venda de ingressos, conforme informou a Popload na semana passada. Segundo diz-se na indústria, os ingressos para o show de SP estavam vendendo muito bem, mas a empresa Mondo Entretenimento, responsável pela vinda da banda, resolveu pagar a multa de cancelamento do show a ter que bancar os custos extras que sobraram depois que Porto Alegre pulou fora. Ainda na parte sul-americana, Bogotá (Colômbia) também fica sem ver o NIN.
* TING TINGS NA NOVELA – Olha onde foi parar a dupla inglesa Ting Tings. O hit “That’s Not My Name” foi trilha sonora na casa da cafetina Silene no capítulo de terça-feira de “A Favorita”. Não é que eu ouvi o Ting Tings na Globo enquanto assistia a novela, entende? Estava passando pela sala quando…
* Quer mais? No CD “trilha internacional” de “A Favorita” tem Regina Spektor e Katy Perry!!!!!
* PLANETA TERRA vs. KYLIE MINOGUE vs. MAROON 5 vs. NIGHTWISH – Mais uma integrante para o “junta tribos” alertado por este blog para o dia 8 de novembro em São Paulo. A musa australiana Kyle Minogue é a mais nova oficialmente confirmada para a mais movimentada data sonora que São Paulo já teve em sua história, em relação a shows internacionais desse vulto. Então fica assim:
dia 8 de novembro, sábado:
- Jesus & Mary Chain, Bloc Party, Kaiser Chiefs, Breeders, Animal Collective, Mylo, Calvin Harris, Mallu Magalhães (hihi) na Vila dos Galpões.
- Kylie Minogue no Credicard Hall
- Maroon 5, no HSBC Brasil
- Nightwish, no Via Funchal
* PETER BJORN & JOHN ABRE PARA A POPLOAD – Um Popload DJ set está confirmado no festival No Ar Coquetel Molotov, em Recife, neste sábado. O hypado grupo sueco toca e na seqüência tem a Popload. Ué, é verdade!
* O já bem famoso festival indie pernambucano começou nesta segunda passada em Recife com cinema, palestras e exposição. Sexta e sábado tem os shows, entre outros, de PB&J, Shout Out Louds (Suécia), Club 8 (Suécia), Final Fantasy (Canadá), Marcelo Camelo (Rio), Mallu Magalhães (SP), Guizado (SP), Vanguart (MT), Julia Says (PE).
* Popload DJ set nesta quarta-feira na Funhell, festa “hot” da Funhouse. Rafael Urenha (Party Íntima) e Ricardo Athayde (banda Stop Play Moon) também tocarão na balada. Na quinta-feira, 25, Popload no Vegas. Em outubro, em Ponta Grossa (PR). Em novembro, BH.
* MGMT SE ESQUECEU DO BRASIL? – Atração espertíssima do próximo Tim Festival, o grupo nova-iorquino MGMT, de shows 50% ótimo-50% hippie chato, começa a turnê com Beck no próximo sábado, como você pode conferir na página deles do MySpace. Lá tem todas as apresentações futuras da banda, incluindo México e Austrália. Mas não tem as datas do Brasil…
* O “ESQUEMÃO” DOS INGRESSOS – A eterna ladainha de reclamações sobre preço justo de ingressos, meia entrada, venda confusa pela internet, cambistas cada vez mais profissionais e público cada vez mais esfolado, a gente está cansado de saber, não tem solução. Inclusive participei de um “Debate MTV” sobre o tema nesta semana e o programa acabou como começou, sem chegar a lugar nenhum. Então, o jeito é “se virar”. Por exemplo, os ingressos para o show do REM em São Paulo (R$ 200 o mais barato, R$ 500 o para a absurda “área VIP” na frente do palco). No dia anterior à venda, uma galera conseguiu comprar entradas por R$ 50 a inteira, na pista. Graças a um link “mágico” que veio de dentro da T4F (Time 4 Fun) Mondo, a promotora da tour, chegou a um fã-clube e foi parar no Twitter. Quem estava atento ao lance teve meia-hora para comprar o ingresso pelos cerca de R$ 50 (26,37 dólares, com a taxa de conveniência), mediante um cadastro rápido e a senha “fornecida”. E aí…

* Um esquema parecido já ocorreu para as famosas entradas dos shows da Madonna e a Time 4 Fun, a organizadora da turnê. Total vingança dos nerds.
* Eu imagino de onde vem esse “link mágico”, mas não vamos mexer muito com essas coisas para não gorar.
* ALGUMA COISA NÃO ESTÁ CERTA COMIGO - Recentemente apareceu o novo vídeo do espetacular grupo Cold War Kids, formação indie-blues-country da Califórnia que lança seu segundo álbum (”LOyalty to Loyalty”) na semana que vem. O primeiro som a ser conhecido do novo disco foi “Something Is Not Right with Me”, que a banda deu de graça em seu MySpace. Jä vi uns três vídeos dessa música no Youtube. O orginal/oficial é dirigido pela famosa diretora inglesa de vídeos Sophie Muller, que ultimamente montou “Sex on Fire”, do Kings of Leon, e “That’s Not My Name”, do Ting Tings, a banda da novela das 8 (e meia). Gosto do Cold War Kids porque é uma das bandas mais contagiantes que eu vi num palco em tempos recentes. Os moleques se matam a cada música, ninguém fica parado no lugar (nem o baterista). O vídeo oficial de “Something Is Not Right with Me” mostra um pouco isso. Mas tem um outro vídeo legal da mesma música, que, no link está com a assinatura atribuída a Sophie Muller. É um bem louco, com uma molecada brincando com fogo. Bom, melhor você ver por si mesmo. Primeiro o oficial, da Sophie Muller. Depois o do fogo, da “Sophie Muller”.


* SOULWAX/2MANYDJS/NITE VERSIONS - Uma das mais incríveis entidades indie dance dos últimos anos, a dupla de irmãos belgas do 2ManyDJs lançou há alguns dias um sensacional DVD chamado “Part of the Weekend Never Dies”, que contém um documentário sobre os DJs/banda/projeto e conta como serviram de ponte para o rock e o eletrônico construindo uma importantíssima cena de amigos. Vi o DVD inteiro nesta semana. Primeiro eles explicam: o 2ManyDJs é uma dupla de DJs que toca música dos outros. O Soulwax é uma banda de rock. O Nite Versions é o Soulwax remixado e tocado ao vivo. O documentário tem depoimentos do povo do LCD Soundsystem, Klaxons, Justice, Erol Alkan, Peaches, entre outros músicos que botaram o rock para dançar bonito nesta década. Além do documentário, e no melhor estilo remix, misturaram 120 shows pela Europa, Ásia, América do Norte, Oceania e América do Sul para construir uma apresentação do Soulwax inteirinha em trechos. O resultado é bem bom. Tem cenas do Soulwax tocando no Anhembi, na excelente performance deles no Nokia Trends de 2006. Tava lá vendo o documentário e de repente vejo os irmãos Dewaele com a camisa do Palmeiras. Num jogo do Palmeiras. E tem cenas, no “Part of the Weekend”, de palmeirenses brigando na arquibancada. Bizarro. “Part of the Weekend Never Dies”, além de trazer um CD de áudio com faixas do Soulwax ao vivo e ser bem divertido, é um documento de época.
* JÁ JÁ – A parte final e principal do post. Pensou em qual foi o maior show que você já viu no Brasil? Porque eu vou perguntar isso…
Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog
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