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27/10/2008 - 15:14

O Tim em São Paulo, o Tim no Rio e a vida pós-Tim (final)

((((atualizações finalizadas. Ninguém entra, ninguém sai.)))

* Popload no Rio, Popload em São Paulo.

* Wake up, Mr. West!

* Alô, Brasil. Tirei folga para o Tim, percebeu? Aproveitei que meu computador pifou e desencanei. O computador está morto. Viva o computador (novo).

* REPÓRTER POPLOAD NO PLANETA TERRA - Começando pelo fim, aqui vai a proposta de emprego Popload. Quer entrar credenciado de “imprensa” e ajudar o blog na cobertura do festival Planeta Terra? Temos duas vagas para os interessados no “emprego do ano”. Peça aí nos comentários ou mande seu “curriculum” no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Concorra tranquilo. Sou um chefe bonzinho. É a Popload ajudando o país neste momento de crise.

* TIM FESTIVAL - Tem algo de muito errado ou de muito certo no mais importante e abastado festival brasileiro quando as melhores apresentações do evento são feitas por um maluco que faz show-gincana (esse cara com o microfone aí embaixo) e por uma banda de indie eletrônico delicada e com o show mais simples do mundo. Falo do absurdista Dan Deacon, de Baltimore, que controla suas maquinárias de barulho de cima de uma mesa e do Junior Boys, do Canadá.
Me refiro às apresentações de ambos no Rio. E excluo da lista de predileções as performances de jazz, que não vi.

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* TIM FESTIVAL NO RIO, PLANETA TERRA EM SP - Não tem jeito, polarizou. Por mais que a organização do Tim Festival não queira isso, por mais que não seja do interesse da marca patrocinadora, mas aos olhos do público e com os resultados colhidos em 2007 e sacramentados em 2008, tipo bilheteria+escalação+estruturação, vejo isso de modo muito claro.

* O leque de musicalidades que sempre foi a marca do Tim Festival continua sendo elogiável, super-”novas tendências”, apesar dos contratempos da escalação. Mas o público paulista realmente dá as costas ao festival, como deu para ver no esvaziadíssimo show do Kanye West da quarta-feira, inflado à metade da capacidade de sua instalação no parque do Ibirapuera (capacidade de 4 mil) com um derrame de ingressos grátis para gente de diversidade esquisita. Deve ter sido o menor público para um show do rapper superstar desde que ele começou divulgando sua palavra na escola de arte em Chicago. Mas o show se tornou polemissíssimo e isso é bom (já já mais sobre o Kanye West).

* A mudança do Anhembi para o Ibirapuera se mostrou espetacular. Mais bonito e com som bom, e sem a área vip empurrando a galera para lá atrás, a tenda armada no parque era aconchegante para um público médio. Não deu a mínima saudade do Anhembi. Mas não adianta marcar shows para 7 da noite na cidade, principalmente numa sexta-feira, que ninguém chega. Nem às 8 (futebol às 20h30 em SP, cheio de fanáticos, só começa a ver público quase no intervalo das partidas). Nem custando o que custou. Com a farta distribuição de ingressos vista em São Paulo (não tenho idéia sobre o Rio), de festival mais caro do mundo o Tim festival passou a ser o mais barato, quase que praticamente gratuito. Cambistas vendiam os ingressos de R$ 150 por R$ 50 na porta do festival. E quem oferecesse R$ 30 levava.

* O Tim Festival funciona como balada e o Rio de Janeiro é seu lugar. Um lounge de convivência gigante e ao ar livre, que centraliza os caminhos para o palco, reúne gente que nem sabe por que está lá, mas sabe que ali é o lugar para estar. Isso dá uma graça ao evento que São Paulo não tem. Os cariocas se confraternizam no festival. Os paulistanos saem de casa para ver os shows e dez minutos depois que a última banda pára de tocar o público de SP já está longe do Ibirapuera (até porque ele é rapidinho “convidado a se retirar” do local pelos seguranças do parque, que fazem cordão humano para expulsar a galera dois minutos depois que o último acorde foi dado). O Rio vive o Tim Festival durante os dias de sua realização. Em São Paulo, o evento é mais um entre os vários programas da cidade.

* Resumindo, o Tim Festival no Rio é só alegria. Em São Paulo tem que ser menor, mais bem programado e barato. A programação paulistana de sábado (MGMT, The National), mais com o perfil da cidade, bombou. Lógico, tudo isso é a miiiiinha modesta opinião.

* DATAPOPLOAD NO TIM -
Uma pesquisa informal, realizada nas duas cidades, pouco científica e plural no que deu para ser, elege os shows mais queridos do Tim Festival 2008, segundo o “povo”:
1. Gogol Bordello disparado
2. The National
3. Kanye West (bem colocado também entre os piores)
4. Klaxons
5. Dan Deacon
6. MGMT
7. Neon Neon
8. Junior Boys (quem conseguiu ver)

* TIM FESTIVAL - KANYE WEST - Está proibido aqui o uso das palavras “egocêntrico”, “egotrip” e derivados, porque eu acho que o rap é egocêntrico desde que o primeiro rapper botou o microfone no “on”. O rap nasceu como manifestação de auto-defesa das minorias e blablablá. Acho um pouco desnecessário quando leio por aí que o show foi “egocêntrico”. Dito isso, vamos caminhar assim: quando vi a apresentação do super e milionário rapper americano Kanye West no Lollapalooza deste ano, a mim foi vendido que aquele não era o “verdadeiro show” do talvez maior ídolo pop americano hoje. O espetáculo real do marrento Kanye seria mostrado dias depois no Madison Square Garden, em NYC, durante a turnê propriamente dita do moço.

E naquela apresentação do brutal festival de Chicago, e diante de umas 60 mil pessoas, tinha uma simulação do palco de terreno acidentado, tipo o solo lunar. Só que não havia o telão do “2008 - Uma Odisséia no Espaço Rapper”. Não havia a “Jane” do “Mr. West”, voz feminina gostosa que ajudava o herói intergaláctico do rap inclusive nas “pussies” que ele solicitava na solidão do cosmo. Mas lá no Lollapalooza, porém, havia a banda. No fundão, mas ainda ao alcance dos olhos. O show tinha o apelo visual que tira o rap da mesmice e conta “uma história”, tal e coisa. As luzes eram absurdas. uma explosão de cores que até quem estava em Minneapolis poderia enxergá-la, dava a impressão. Gaste um tempo neste link para entender melhor sobre o que estou falando.

E, de novo, no Lolla 2008 dava para ver a banda. Veja bem, para mim não foi determinante no Brasil ver ou não ver a banda em acão. Isso pode até ser fora de propósito para a composição espacial do cenário dele, mas funcionou tão bem no Lollapalooza… A ficção científica de Kanye, mais o forte Daft Punk de “Stronger”, aproximam o rapper da eletrônica. A banda o aproxima do rock. E isso é a graça de Kanye West. Ele é fera e pensa além. Contudo isso nem sempre funciona plenamente. O show “verdadeiro” dele, que veio para o Brasil, tinha a proposta de só mostrar a epopéia espacial solitária de Mister West para salvar o universo com sua música. E a música dele, isto sim, é bem boa, tanto na apresentação “falsa” do Lollapalooza como nos shows “reais” do Madison Square Garden e do Brasil. E aí dá para falar que foi um showzaço, porque no fundo é isso que interessa. Agora, que o cenário de imagens bonitas, dragão de escola de samba do grupo B e a “nave da Xuxa” puxaram o show para o esquisito, isso puxou.

* Nem ligo também para ele estar de blusa, casaco de couro, luvas no calor do Rio…

* Finalizando: a primeira apresentação dele, a de SP e, obviamente tirando a música disso, deu para encarar como uma experiência rapper “diferente”. Mas quando vi de novo no Rio, pela segunda vez, aí ficou insuportável.

monkeys
* (pausa no Tim) ARCTIC MONKEYS NO CINEMA - Belém (PA), São Vicente (SP), Natal (AM), Vitória (ES) e o escambau. São 34 cinemas em 18 cidades brasileiras. É nesta quarta agora que o grupo britânico Arctic Monkeys toca nos nossos cinemas, como estratégia de lançamento do DVD “Arctic Monkeys at the Apollo”, que sai na Inglaterra no dia 3 de novembro (e por aqui provavelmente logo após isso). O DVD é o registro ao vivo do último show do Arctic Monkeys do álbum “Worst Favourite Nightmare”, que aconteceu em dezembro de 2007 no Manchester Apollo. São 76 minutos de imagens capturadas em 16mm do show da cidade vizinha à Sheffield deles. E começa “só” com “Brianstorm”. O filme já passou nos cinemas britânicos (e no Rio, na semana passada). E a gigante exibição brasileira, em sessão única em cada um dos 34 cinemas, será simultânea à de salas na Alemanha e Holanda, é o que dizem. A programação completa dos cinemas que passarão o filme da banda de Alex Turner está aqui (www.moviemobz.com.br/arcticmonkeys), no site da distribuidora Movie Mobz. Quer ir ao cinema ver o Arctic Monkeys?

* PROMOÇÃO POPLOAD/ARCTIC MONKEYS NO CINEMA -
A Popload te leva. Em sorteio nos comentários estão dois pares de ingressos para a sessão do cine Odeon PetroBras, no Rio de Janeiro. E dois pares para qualquer lugar de São Paulo. Os vencedores cariocas terão o nome colocado na porta do Odeon. Os paulistanos receberão os convites no endereço fornecido. Portanto, se você concorrer, cheque seus emails na terça à noite ou quarta de manhã, para o contato. A sessão do Rio começa 21h. Em São Paulo, o horário é variável, entre 20h e 21h40, dependendo do cinema.

* Olha isso. O DVD terá duas edições. Uma normal, só com o filme. E uma “Special Limited Edition Box Set”, que traz o filme, um pôster do show do Apollo, postais dos integrantes da banda em imagem trabalhada pelo artista local (de Sheffield) Pete McKee e um CD exclusivo de show ao vivo deles gravado no Texas em 2006 (será que é o do South by Southwest, em Austin?).

* PLANETA TERRA FESTIVAL: CALVIN HARRIS CANCELOU - O grande maluco que reinventou a disco, o escocês Calvin Harris não vem mais fazer DJ set no PT. O festival corre para tentar escalar algum outro DJ para o lugar do britânico, que pode ser gringo (plano A) ou brasileiro (plano B). A alegação para a não vinda de Calvin Harris é que o moço está adoentado e o médico proibiu viagens. Esperamos que seja o único nome a cair do festival do dia 8 de novembro, porque a bruxa-dos-cancelamentos-dos-grandes-festivais está à solta. O Tim Festival que o diga.

* O lado bom, que é o que nos resta, é que o ótimo Calvin Harris tocaria no horário do Bloc Party. E, em relação ao palco indie, trombaria com os shows de Spoon e Breeders.

* E atenção. Os ingressos para o festival devem acabar entre hoje e amanhã. Resta apenas algo perto de 500 entradas para esgotar.

* HAAGEN-DAZS MIX MUSIC: OUTRA PROMO -
Sábado em São Paulo tem a festa Haagen-Dazs Mix Music, deliciosa por onde quer que você olhe. Os belgas do Glimmers, o franco-electro Yuksek, Uffie & DJ Feadz (da Ed Banger francesa), VHS or Beta (DJ set), Database etc. se apresentam na Vila dos Ipês, na Lapa. A Popload sorteia um par de ingressos para a balada do sorvete com drink. Só pedir aí nos comentários que já está concorrendo. E recomenda o drink: vodka com o sorvete Raspberry & Merengue. Ai, ai…

* FLOSSTRADAMUS NO GLÓRIA - O projeto de DJs Crew realiza nesta sexta, no clube Glória, em SP, a festa de aniversário de seu primeiro ano como coletivo de baladas. O “intruso” nas picapes da Crew na comemoração de seu ano 1 é o poderoso duo gringo Flosstradamus, da Chicago de Obama, que neste 2008 tocou no Lollapalooza. A Popload pode te botar vip nesta balada. De novo, é só pedir nos comentários. Tem um par de entradas esperando você concorrer. O line-up total da festa é assim: Database, Thiello K, Fabrizio Martinelli, Rebel DJs, Roots Rock Revolution, Killer on the Dancefloor, Gorky (Bonde), Gil Barbara e Flosstradamus. Essa balada do Glória acontece dentro do projeto Nokia Mobjam, braço itinerante do festival Nokia Trends. 

* OASIS E OS 845 MIL - E o Oasis na sexta-feira passada? Ainda estou passado com o que aconteceu. Não que eu não esperasse, porém. Colocaram à venda pela manhã (a princípio) cerca de 600 mil ingressos para os shows de verão da banda na Inglaterra e Irlanda, em junho e julho do ano que vem. Em Londres (Wembley Stadium, 90 mil cada) e Manchester (Heaton Park, 100 mil cada), os shows se esgotaram em menos de uma hora. Foram adicionadas datas extras para ambos os locais. Aí esgotaram também. Em Sunderland, Cardiff, Dublin e Edimburgo também já ficou rapidamente sold out. Ou seja, TODOS os ingressos vendidos. Aí, à tarde, disponibilizaram aqueles chamados “ingressos de carga extra” para todos os locais, inclusive Wembley e Manchester. Vendeu-se tudo. Além disso, adicionaram dois shows em Coventry, no Ricoh Stadium, para 50 mil pessoas por dia. Vai ser colocado a venda nesta semana.

* Convidaram o Oasis para estrelar o colossal festival de Glastonbury em 2009. O Noel falou que não iria tocar desta vez porque o Oasis já vai fazer 12 Glastonburys.

* Os shows de abertura para a turnê de verão do Oasis, confirmados até agora, são do Kasabian e do The Enemy, para todos os shows. No Slane Castle, o Prodigy também foi adicionado. Vão anunciar mais bandas de suporte nos próximos dias.

* Enquanto isso, a banda continua sua turnê em arenas pelo Reino Unido, antes de embarcar para o México, no mês que vem. No último domingo, Noel Gallagher e cia. encerraram a série de shows do BBC Electric Proms, evento anual realizado pela gigante da comunicação inglesa e que tem como marca registrada a mistureba às vezes inusitada de artistas no palco. No caso do Oasis, a banda foi acompanhada em 1/3 do setlist pelo Crouch End Festival Chorus, um coral de 50 vozes com pessoas de “meia-idade”. É bem engraçado ver esse tipo de fusão (rock com alguma coisa de música clássica) e no fim das contas perceber que tudo correu bem.
O final apoteótico, até com papel picado voando estilo show do Muse, foi com “I Am The Walrus”, clássico dos Beatles que o Oasis toca desde o início da carreira. A Popload entrega a performance dos Gallagher com o coral. Vê aí.


* GOSSIP, MIL COISAS… -
A banda da enorme Beth Ditto, que deu preguiça de vir ao Brasil, lançou música nova em seu MySpace. Chama “1000 Things” e pode ser ouvida aí embaixo. O lance da desencanada da banda para vir ao Tim Festival ainda não desceu para os organizadores, mesmo com o “pedido de desculpas” que o grupo botou na internet, alegando estar fechado em estúdio para finalizar o próximo disco. Porta-vozes do Tim, em contrapartida, disseram que a banda mostrou má vontade nas proximidades do festival, ficaram pedindo mais e mais passagens fora do combinado para a vinda ao país e no fim simplesmente disseram que não viriam, mesmo com o contrato fechado desde fevereiro. Fora todo o blablablá, eis o Gossip com sua “1000 Things”, menos punk, mais viajante.

THE GOSSIP – “1000 THINGS”

* PEDRINHAS ROLANDO NÃO CRIAM LIMO - Delicioso o novo formato da revista americana “Rolling Stone”, que estréia em tamanho menor dando sua capa ao presidenciável popstar Barack Obama, a terceira primeira página da revista para o democrata em sete meses. A “RS” estréia seu tempo de mudanças particular bancando o candidato das mudanças em geral. A mais famosa publicação musical do planeta, que diz ter 13 milhões de leitores nos EUA, diminuiu para o tamanho standard de revistas, mas prega ter mais páginas e uma qualidade melhor de seu papel. A “Rolling Stone” brasileira já estuda sua mudança de formato também. A previsão é para o começo de 2009.

* OS SHOWS DO TIM FESTIVAL - Quanto mais maluco melhor. Dan Deacon, uma espécie de comediante stand-up misturado com Sonic Youth, fazendo distorção com pedais numa mesa e uma parafernália controlada por um iPod shuffle nano cor-de-rosa. A palhaçada com a platéia é o de menos aqui (estou mentindo, não é não!). Já gostava da música dele, mas estourada e barulhenta descontrol como no Tim gostei ainda mais. Que zona.// E a festa cigana doida do Gogol Bordello agradou o público generalizado do Rio, a fauna diversa. Curti bem o momento, mas não amei. Uma vez vi o show dele com seis minas russas semi-nuas no palco, que era do tamanho do palco da Funhouse. Os músicos trombavam. Achei mais intenso que no Tim, para você ver onde o Eugênio pode chegar.// Agora, o nome do festival foi o desmiolado Har Mar Superstar, um “Jack Black encontra Larry dos Três Patetas” que veio para tocar no Neon Neon e acabou participando dos shows do Klaxons, MGMT (Rio), Dan Deacon e do próprio Neon Neon. Har Mar Superstar, cantor indie americano, é mais conhecido por suas aparições de cueca no palco. Foi a persona mais vista para lá e para cá também no meio dos públicos, toda hora, em qualquer palco (falo do Rio). Dava a impressão que tinha uns cinco Hars Mars na Marina da Glória. O Gorky do Bonde do Rolê também esteve em todas (Klaxons, Database, Switch e Dan Deacon).// O laraliralá eletrônico cool do Junior Boys é tão simples, mas tão simples, que nem tem o que falar. Amei. Pena que SP não viu o show, por causa do horário das 19h em plena sexta-feira.//O genial Klaxons foi um grande show… para 2007. Às vezes me assusta como a era virtual data as coisas. Mas a banda é bonita no palco, animada, cheio de músicas boas, incluindo as novas. Platéia contagiante até no Rio. Se a noite tivesse o Gossip, teria sido perfeita. Espie aí em cima o vídeo de Magick, extraído do show de São Paulo.// O insuportavelmente chato show bacana do MGMT foi o esperado. Na hora dos grandes e pequenos hits, é ótimo. Na hora da aporrinhação hippie-progressiva que me faz ter saudades do Toto, tipo mais da metade do show, não dá para aguentar. No Rio, os meninos de Nova York ainda enfrentaram uma pane no som da tenda em que tocaram. O som da torre de caixas do lado direito do palco simplesmente sumiu. FAILED. Aí voltava estouradíssimo. Quando conseguiam ajustar, desaparecia. O público só pode ouvir a fofa “Youth” inteira pelo retorno da banda no palco, em som rádio-de-pilha. O MGMT nem percebeu que o som não saía para a platéia. E, vamos falar, a maravilhosa “Kids”, deixada por último para o “teatrinho MGMT” final, está virando papagaiada.// Os indies brasileiros continuam se dando mal no Tim Festival (RJ). No ano passado, Vanguart e Montage tiveram seus shows abortados por causa da chuva que lavou o espaço ao ar livre do festival no Rio de Janeiro. Neste ano, por causa de atrasos na programação do Tim Festa no Rio, o duo electro paulistano Database teve seu set de duas horas cortado para apenas uma.// O National no Rio, antes do MGMT, também sofreu com as intempéries do som, mas bem menos. A melancolia indie orquestrada pelo “especial” Matt Berninger começou morna e desencontrada. Mas a banda foi melhorando de tal maneira à medida que o concerto seguia, principalmente do meio para o fim, que se o Dan Deacon não fosse tão louco eu votaria no National como “o show”.// Chega de Tim.

* E chega de post, por agora.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , ,
21/10/2008 - 12:24

Falei com Jesus. E ele disse “não!” ((versão final))

* Não, a foto aí não é o Kanye West.

* Vamos falar muuuuuito de Kanye West hoje. Por motivos óbvios e também porque ele recebeu a imprensa nesta semana aqui em São Paulo para a audição de seu novo disco. Perdi essa por dois motivos. Primeiro porque tinha o julgamento do Kleber no mesmo horário. Segundo que, quando rolou isso de audição em Los Angeles, o Kanye West botou na sala de audição 40 mulheres peladas. Vou repetir: 40 mulheres peladas. Vinte negras, 20 brancas. Todas lindas. Na sala, as negras na frente, as brancas atrás. Os jornalistas entraram, sentaram e sem nenhuma explicação o disco começou a rolar. Quando acabou, os jornalistas foram retirados da sala, sem ninguém falar nada. Aqui em São Paulo ia estar o Thiago Ney, o Jamari França, um povo do G1, do iG, o Humberto Finatti… Quando o CD vazar na internet eu ouço, hahahaha.

* A nossa semana começou com notícias muito fortes. Primeiro o Paul Weller cancelou sua participação no Tim Festival, porque um brasileiro da banda dele não conseguiu visto para o… Brasil. !?!?!. Depois foi anunciado que o Wilson Sideral abre os shows da banda REM no Via Funchal. Mas quer saber a pior?

* Noel Gallagher também não vem mais para o Tim Festival. Parece que a propaganda de TV do festival, que destacava o guitarrista do Oasis em meio às imagens das atrações desta edição 2008, saiu de circulação.

* TRAVIS NO RIO - Então ficamos assim, quanto aos shows de abertura para o REM no Brasil. Sideral em São Paulo, Nenhum de Nós (Nóis?) em Porto Alegre e TRAVIS no Rio. Vou repetir: Travis no Rio.

* TRAVIS? “NO, RIO…” -
Hahaha. Foi tudo um erro de comunicação da equipe do REM. O grupo escocês Travis, que toca com a banda de Michael Stipe na Venezuela e Peru, não vai ser a atração de abertura do Rio. Temo pelos cariocas sobre qual vai ser a banda de abertura que vão colocar lá…

dan deacon coachella

O cara de amarelo aí no meio é o Dan Deacon, atração paulistana de sexta no Tim Festival, em foto de sua apresentação no Coachella. Não dá para perder um show assim, né?

* TIM FESTIVAL - PERA LÁ - E um dos maiores festivais de música da história brasileira vai começar, aos trancos e barrancos. Com cancelamentos, boatos de baixíssimas vendas de seus ingressos caros e repercussão negativa entre a galera em geral, especialmente em São Paulo, e principalmente quando comparado ao “bem costurado” festival Planeta Terra, que para o importante “mercado Paulistano” virou “O” festival desde o ano passado. Mas no meio dessa bruma de desconfiança não dá para ignorar um evento que traz para perto de nós o seguinte:

- um show incrível como o do rapper Kanye West, um dos nomes mais celebrados do mundo pop hoje, por qualquer vertente que se olhe.
- a urgência sonora do Klaxons, que faz um show punk olhando para um futuro esquisito, que incomoda, mas de cima do palco faz transbordar uma energia tão sólida que quase dá para pegá-la com a mão.
- o sensacional Dan Deacon, de estripulias eletrônicas tão experimentais malucas quanto pop, que toca com galera no palco e podia tanto estar na sala de sua casa quanto numa galeria de arte. E com um adendo: ele é de Baltimore, talvez a cena musical (não só) mais impressionante hoje nos EUA.
- a confusão sonora e moderna da meninada do MGMT, banda dos hits indies mais intensos de 2008, e que ao vivo consegue fazer a mais legal e também a pior apresentação do rock hoje, mas nunca desinteressante.
- a melancolia artística do National, acentuada pela voz grave mortal de Matt Berninger.
- fora o Neon Neon fazendo o show “De Volta para o Futuro”, a anarquia divertida “punk-leste-europeu” do Gogol Bordello etc.
Não se engane. O Tim está longe de ser um festival a ser ignorado em São Paulo.

* JÁ ERA - Sinal definitivo dos tempos, este blog foi avisado de que a Amoeba Records, a maior loja de discos do mundo e templo de quem ainda gosta de CD e vinil na mão para apreciar capa, encarte e tal, decidiu abrir sua “digital music store” no próximo verão (deles), em junho/julho de 2009. E o foco vai ser a nova música, independente. A Amoeba, loja fantástica e gigante que tem três sedes na Califórnia (LA, San Francisco e Berkeley), é daquelas que qualquer funcionário sabe quem é a Micachu. E que se entra com carrinho ou cestinha de supermercado, mesmo hoje quando ninguém (ou quase) compra mais CDs.

* JESUS E EU - Quando me disseram “Quer fazer uma entrevista com William Reid?”, achei engraçado e improvável. Primeiro, óbvio, fui dizendo que certamente queria. Mas achei quase impossível falar com o guitarrista do Jesus & Mary Chain, grande atração do festival Planeta Terra, ser humano mais intempestivo que Liam e Noel Gallagher juntos.
Passei os anos 90 inteiro (exageeeero) pedindo para entrevistá-lo, mas nunca consegui. Sempre me davam o irmão, o vocalista Jim Reid, para conversar.
Numa histórica (para mim, pelo menos) entrevista que fiz para o caderno Ilustrada da “Folha”, em 1998, eu estava conversando com o irmão Jim Reid, em Londres, num camarim minutos antes de certo show deles, quando William irrompeu dando bica na cadeira, xingando todo mundo, quase quebrando o espelho, porque tinham perdido uma guitarra sua na volta de uma apresentação na Áustria.
Jim: “William, estou com um jornalista aqui”.
William: “Perdão. Não é nada com vc. Mas digam para esses retardados que não vou fazer passagem de som porra nenhuma”.
E saiu batendo a porta e terminando por destruir com um chute a cadeira que já estava deitada no chão.

* O show mais tarde, no Royal Festival Hall, foi desastroso e histórico ao mesmo tempo. Sonoramente caótico, o casca-grossa William Reid tocava ao mesmo tempo que continuava xingando todo mundo. Eu, que tinha presenciado o xilique dele no camarim, fiquei de olho fixo no guitarrista. Ele fazia sinal de negação com a cabeça, abaixava toda hora para arrumar os pedais, mexia direto nos amplificadores tão furiosamente que parecia que ia derrubar tudo. Isso porque era um show de lançamento do ótimo CD “Munki”, apresentado pelo lendário radialista John Peel e com participação de Bobbie Gillespie (Primal Scream) e Kevin Shields (MY Bloody Valentine).

* Enfim, o William Reid que entrevistei nesta semana nem de longe lembrava o William Rock’n'Roll da década passada. Voz calma ao telefone, barulho de mulher e criança ao fundo, um sotaque escocês americanizado pelos anos vividos na Califórnia, eu perguntei duas vezes se tudo bem de a entrevista rolar, se ele não estava ocupado. “Que nada, não ando com muita coisa para me ocupar ultimamente”.

* A entrevista eu postarei aqui em algum dia da semana que vem. Mas duas coisas já precisam ser esclarecidas. Ele disse que não briga mais há tempos com o irmão Jim, o que eu não sei se isso é bom ou ruim para a aura da banda, você me entende. “As coisas mudam, as pessoas mudam.”
E, não, eles não vão trazer ao Brasil a atriz Scarlett Johansson para cantar “Just Like Honey” ao vivo em São Paulo. “Infelizmente não vai dar para levá-la.”

katy perry

Cake n’roll. Katy Perry se jogando no bolo em performance no México para a MTV
Foto: MTV Latin America


* BLOC PARTY VERSUS KATY PERRY - A MTV anda demais. Outro tombo em seus video awards, desta vez no Latino, México. Na semana passada quem tomou tombão foi a incrível Katy Perry, que beija meninas e gosta. O tombo dela, na verdade tomboS, teve mais…hum… estilo que o do “nosso” Kele Okereke, do Bloc Party. E, para completar, a Katy Perry nem fez playback. Nem de instrumentos, nem de voz. Oh, Bloc Party. So much to answer for no Terra.

* TIM FESTIVAL - PRA QUEM SERVE O KANYE WEST? - Maior e milionária atração do Tim Festival, a participação de Kanye West, ainda mais no calor do álbum novo a ser lançado, é simbólica para ilustrar a bagunça da música hoje em dia. É o primeiro rapper a ser o maior nome do festival roqueiro que tem alma jazz. Aí, um dia, numa questão poploadica, discutimos por aqui qual seria o público do Kanye West para o show de São Paulo. Concluímos que a maior expressão do hip hop mundial (na companhia de Jay-Z e o “velho” Eminem) não vai levar um público rapper paulistano “de raiz”. Hummm. Rapper sem o público rap. Também não vai levar público do rádio, porque ele nem toca muito em rádio em São Paulo. Aí descobri que uma amiga que curte música eletrônica só vai ao Tim para ver o Kanye West. E no Twitter vimos que alguns indies “nível Milo” fazem questão de conferir o show do rapper americano. Uma amiga querida fã de lugares playba e coisas como Jack Johnson andou me perguntando sobre o Kanye West, porque ela ganhou ingressos Vip e está a fim de ir ver o cara. Está tudo muito confuso.

* Neste ano vi o ótimo show “rock’n'roll” do Kanye West no Lollapalooza, já falei sobre isso aqui. Tinha visto um dele em 2002 ou 2003, acho (nossa, estou ruim de datas e com preguiça de googlar), e só tinha eu de branco, praticamente. Mas, neste de 2008, parecia que as mesmas loirinhas que no ano anterior (ou foi 2006?) estavam se matando na tosqueira cool do show do Queens of the Stone Age, agora “malandramente” se requebravam em “Gold Digger”. Beleza, vivemos num mundo globalizado e plural. Mas os blogs americanos ultimamente passaram a se referir a outra “raça” frequentadora dos shows do Kanye West. Os… emos. As últimas músicas que ele lançou eram todas tristes, coração partido blablablá. Para você ter uma idéia, o nome do novo álbum é “808’s & Heartbreak”. Num show da atual turnê dele na Escócia, em dezembro, o próprio Kanye andou se declarando emo, porque a mãe tinha morrido e ele estava dilacerado pelo fato, daí a sensibilidade triste que escorria para sua música. Pois, recentemente, com os últimos singles e tal, acho que ele está levando muito a sério a coisa. Pior, sua nova parcela emo de público é que está levando a coisa mais a sério ainda. Tanto que já circulou nos blogs a seguinte “foto” de Kanye West:

Foto BoUNCe Magazine

* Sim. Este aí da foto é o Kanye West. Quer dizer…

* O KAISER CHIEFS NÃO SABE O QUE ESTÁ FALANDO - O Kaiser Chiefs é o novo Blur. O Kaiser Chiefs é o novo Strokes. O Kaiser Chiefs é o novo… Kaiser Chiefs. O próximo CD da atração master do Planeta Terra está todo na internet e já bombando louco na redação da Popload. Tem produção do Mark Ronson, colaboração da Lily Allen, reggae-rock tipo Strokes e britpop tipo Blur. O último caso cabe bonito às duas melhores faixas do disco, “Can’t Say What I Mean” e “Good Days Bad Days”, que você ouve aí embaixo. Sem falar da nossa “velha” conhecida “Never Miss a Beat”. Claro, falta a urgência nervosa do Kaiser Chiefs de 2004. Mas a banda de Leeds é talvez a que melhor envelhece no “novo rock” inglês. Venha, KC.

KAISER CHIEFS – “GOOD DAYS, BAD DAYS”

* EXTRA, EXTRA - E o Tim anuncia que a cantora Roberta Sá e o cantor Arnaldo Antunes entram no festival, no lugar do Paul Weller. Poim!!

* BECK IS BACK - Nada a ver o titulinho, mas só para não perder a piada. O gênio loser Beck Hansen fez o disco do ano, isso todo mundo sabe. E deste novo CD vem o novo clipe, “Modern Guilt”, há alguns dias circulando pela internet. É bacana a culpa moderna perseguir o Beck, que se rende a ela no final, tadinha. Ou tadinho. A culpa moderna persegue a gente demais, eu acho. Uma amiga disse que o Beck está parecendo a Rita Lee, hahaha. Destaque para a cena do atropelamento.

* O KEANE E O ESTRELATO - Nunca fui chegado ao rock pianinho do grupo inglês Keane, embora ele até tenha algumas poucas boas músicas, na minha opinião. Mas neste mês fiquei bem curioso pelas coisas dessa banda que nasceu das cinzas do britpop. É que a última vez agora que estive em Londres, para o evento “Comes with Music” da Nokia, vi nascer um “complô” da “malévola imprensa inglesa” para botar o Keane-nova-fase rumo ao estrelato, tipo legítimo “sucessor do Coldplay e do U2″. Enfim, um show-surpresa do Keane ia ser o grand-finale do lançamento do badalado serviço de música da companhia finlandesa. E uma apresentação, assim, repentina, ia clarear minhas idéias quanto à banda do problemático Tom Chaplin. O Keane estava lançando disco novo (”Perfect Symmetry”), single novo (”The Lovers Are Losing”), e as críticas no jornais estavam superfavoráveis à nova fase da banda, agora com mais guitarras, agora com um “diferente” Tom Chaplin, recém-saído de um rehab por causa de drogas. Tinha até o lance artístico de um escultor coreano que tinha feito a banda em bronze, no tamanho natural dos integrantes. Não entendi direito para quê, mas tudo chamava a atenção para o Keane. Fui ouvir o single e achei chato. Baixei o disco e não consegui passar das três músicas “mais elogiadas”. Vi o vídeo e achei bizarro de tão ruim. Nem o Oasis faz vídeos qualquer-coisa daquele jeito. Mas estava curioso sobre o show do Keane no evento da Nokia, porque seria para uma platéia de uma festa, que não necessariamente estaria lá no clube por causa deles. “Vamos ver se a banda ganha um público não-dela com o tão-falado novo disco”, pensei. Na terceira música, os convidados da Nokia ou estavam todos de volta ao bar ou já tinham ido embora do lugar. Não rolou. Na quinta canção, eu estava no metrô rumo ao hotel. Decidi parar de perder tempo com a propagada grandeza do Keane.

* Agora o Keane chega direto ao primeiro lugar de álbuns no Reino Unido, desbancando o do Oasis e empurrando para baixo o do Kings of Leon. Definitivamente eu não entendo o Keane.

* YOUNG KNIVES WORLD EXCLUSIVE - mais um, hihi. A Popload anda muito metida. Quem visitou recentemente os estúdios da Rádio Poploaded, o programa de rádio semanal deste blog (com apresentação minha e do reverendo Fábio Massari), foram os ingleses da banda Young Knives. E para uma session ex-clu-si-va. Veja você, Já estamos abrigando sessions de bandas top 20 (21, vai…) da Inglaterra. Até aí tudo normal, se os geek-rockers não resolvessem de última hora fazer nos estúdios do iG mesmo um projeto “adormecido”. Mandaram a nossa produção arrumar bongos e um baixolão (um “baixo acústico”) e arriscaram um set acústico para o programa. Saíram tão felizes com o resultado que pensam em levar a idéia a sério. Sabe aquela do “você ouviu primeiro aqui”? Então, só que dessa vez é para valer. Dá uma olhadinha na ótima “Up All Night” (Poploaded Version), dentro da novíssima TV iG, que tem qualidade melhor que o amigo YouTube. Desculpa, mas tem…

* O baixolão ficou para a próxima, porque na confusão recebemos um contrabaixo do tamanho de uma mulher de 1,80m. O programa Poploaded é apresentado toda semana. Toda sexta-feira entra um novo, sempre com uma session exclusiva, geralmente de banda de destaque no cenário nacional. O blog da rádio passa por rearranjos, mas o programa está ali facinho na barra da direita deste blog. E tanto a TV iG e o Youtube guardam todos os vídeos das sessions apresentadas nos nossos já míticos estúdios. Você perdeu a performance poploadica das francesas Plastiscines? Hein?

* PROMOÇÕES INGRESSOS TIM FESTIVAL E PLANETA TERRA - Primeiro o resultado do segundo ingresso ao Planeta Terra sorteado por este blog. A vencedora é Camila Yorke (parente do Thom?), via email. Agora as novas premiações.

- CINCO PARES de ingressos para a sexta-feira balada do Tim Festival. Os ótimos Dan Deacon e Gogol Bordello mais Switch, Junior Boys e DJ Yoda. Só para comentaristas. E os que ganharem devem retirar os ingressos comigo, em mãos.

- UM ingresso para o festival Planeta Terra, via comentários ou email.
Se joga.

* GONE - Vou nessa! O prometido especial “Revolução Interior” vem no próximo post. Não é por nada o atraso. É que quanto mais eu mexo, mais história sai. Bom começo de Tim Festival.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , ,
17/10/2008 - 17:38

UMA COISA MUITO “INTERIOR”

((((versão final))))

* Gue-gue-guess who’s back.

* Agora vai a história da “Fuga Indie para o Interior”, hein.

* Será?

* o melhor título para o post de hoje seria “Touch me I’m SICK”. Mas vai o do lance do interior, mesmo.

* ADIVINHE QUEM ESTÁ DE VOLTA - Nem só de Kanye West e Jay Z vive o rap. Ou o rock. Anda tudo tão confuso ultimamente, que já não sei mais como categorizar essas coisas… Quem ouviu o programa do DJ Zane Lowe quinta-feira na Radio One inglesa pode ter achado que ele estava prestes a anunciar a banda indie do momento. Pilotando um programa essencial para quem gosta de conhecer bandas novas, o figuraça Lowe estava até emocionado: tinha chegado de Nova York depois de ficar frente a frente com… Eminem. E, no programa, lá se foram várias músicas do rapper branquelo (cinco no total) durante as duas horas de duração, entre um Kasabian aqui, e um Kaiser Chiefs ali.

O esquentadinho Eminem, que se não me engano não lançava nada desde 2004, está mesmo de volta. Ainda nada oficial, mas já rola na internet a primeira música do suposto novo álbum, que, dizem, vai se chamar “Relapse”. A primeira amostra você ouve aí embaixo, “(I’m Having) a Relapse”, bem menos comercial do que aquelas músicas engraçadinhas lançadas antes da sua “aposentadoria”. Desta vez Eminem está mais… mais… sanguinário. Posso estar viajando feio na letra, mas achei a parada meio… Hannibal. Ou vocês vêem algum lado mais poético em “Slice you up and cook you after you are murdered by strangulation”? Gostei da descrição fria e crua dada pelo jornal inglês “Guardian”: Vale dizer que uma letra sobre sufocar um bebê de 18 meses é exagerar um pouco no quesito “para chocar”. Mas, até aí, a quem recorrer quando você quiser ouvir uma rima como “panic attacks” com “mannequin’s ass”?” Pois é. A frase em questão é esta aqui, mas acho melhor não traduzir: “I get these panic attacks pop a Xanax relax. Trying to stick my fucking dick inside a mannequin’s ass”. A entrevista emocionada do Zane Lowe com o rapper vai ao ar na mesma BBC na segunda-feira, dia 20. Existe até um trailer para o programa de rádio (juro). “This is HUGE”, está escrito no site. Agora, “I’m Having a Relapse”.

EMINEM – “(I’M HAVING) A RELAPSE”

* NOEL NO TIM FESTIVAL - Na propaganda, óbvio. Esclareceram aí nos comentários que a presença do guitarrista do Oasis no anúncio televisivo do Tim festival se deve ao fato de o Noel estar num vídeo do Paul Weller,esse sim uma atração do evento. Mas que é engraçado o Noel estar bem destacado na propaganda, isso é. Não consigo evitar um sorriso sempre que vejo.

* VAMOS PARA A INGLATERRA NO VERÃO? - Foram anunciadas as megaturnês do Oasis na Inglaterra, em 2009, com prováveis aberturas de Arctic Monkeys, Kasabian, MGMT, The Enemy e Glasvegas.

- Saturday 06 June 2009: MANCHESTER, Heaton Park
- Sunday 07 June 2009: MANCHESTER, Heaton Park
- Wednesday 10 June 2009: SUNDERLAND, Stadium of Light
- Friday 12 June 2009: CARDIFF, Millennium Stadium
- Wednesday 17 June 2009: EDINBURGH, Murrayfield
- Saturday 20 June 2009: DUBLIN, Slane Castle
- Saturday 11 July 2009: LONDON, Wembley Stadium
- Sunday 12 July 2009: LONDON, Wembley Stadium

* COLDPLAY É LEGAL, SIM - Calma, eu explico, hahahaha. Achei incrível essa “Lost+”, remix do rapper americano Jay-Z para a música “Lost”, do álbum “Viva La Vida…” A música original já é boa. Aliás, tem uma sacada bobinha, mas que no fim acho boa, de botar sinais para identificar cada versão dessa mesma “Lost”.
Assim:
- “Lost+” é a versão remix do Jay-Z.
- “Lost?” é a versão só Chris Martin e piano, solta em um lado B de single
- “Lost!” é o nome do single digital.
- “Lost-” é a versão instrumental
- “Lost@” é a versão ao vivo de julho deste ano em Chicago, que serve de base para o vídeo da música.
Ouve então a “Lost+”, o remix do Jay-Z

COLDPLAY Feat. JAY-Z – “LOST+”

* O CERCO RADIOHEAD - Depois de o México divulgar as datas certas da passagem latino-americana da turnê 2009 do Radiohead, é a vez agora do Chile dizer que um lugar de capacidade para 15 mil pessoas está reservado e pode ser que, em Santiago, sejam duas apresentações. Daqui a pouco sai alguma informação sobre a vinda da espaçonave de Thom Yorke para o Brasil, imagino.

* SPIRITUALIZED NA ARGENTINA - Não só a distinta banda britânica Spiritualized vai a Buenos Aires tocar no Personal Festival sem ser imolada por brasileiros como eles vão tocar duas vezes por lá. A nova apresentação é no clube La Trastienda, para umas 800 pessoas.

* FESTIVAL PLANETA TERRA: FICA ESPERTO - A organização do evento aposta que o festival chega ao seu dia de realização, dia 8 de novembro, com os ingressos esgotados. Talvez até bem antes.

* LITTLE STROKES - Fabrizio Moretti, baterista do grupo nova-iorquino The Strokes, está de rolê no Rio de Janeiro. O músico nascido no Brasil apareceu nos estúdios da rádio Oi FM no Rio nesta semana para falar ao programa “Ronca Ronca” sobre sua nova banda, a Little Joy, formada com o ex-hermano Rodrigo Amarante e a cantora Binki Shapiro. Para ouvir Fabrizio contar sua “empreitada paralela”, vá aqui. O “Ronca Ronca”, programa de novo e velho rock (e afins) famoso no Rio de Janeiro, é apresentado por Maurício Valladares. É dele esta foto dos Joys.

* O Little Joy lança seu primeiro álbum agora dia 4 de novembro e sai em turnê nos EUA. Há chances de a banda se apresentar no Brasil até o final do ano.

* PRESTAATENÇÃO! - Em 24 de setembro de 1991, um álbum chamado “Nevermind”, de uma banda chamada Nirvana, foi lançado e virou disco de ouro numa questão de semanas, desbundando Michael Jackson do número um da parada de álbuns da “Billboard” logo depois e levando a jornalista de música Gina Arnold a proclamar: “Nós vencemos!”. Mas quem era “nós”? E por que éramos “nós” tão diferente “deles”?

* GALEREEEE - Foi mal. Chafurdei numa operação milionária aqui e não consegui voltar ao post. Nesta terça tem tudo direitinho sobre a “revolução interiorana”. Fora o resto. Nem vou comentar, acho, sobre o cancelamento do show do Paul Weller no Tim, sob a justificativa de que “um brasileiro da banda não conseguiu visto para vir ao Brasil”. É sério! Bom, volto na terça, quando divulgo o ganhador do sorteio de um ingresso para o Planeta Terra, sorteio outro, e tal e coisa. Quiser ir concorrendo, manda bala.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , ,
12/09/2008 - 15:38

As rádios de rock e os festivais de rock

((((blog atualizado, sexta 19h. edição final)))

* Popload em Palermo, Sicília.

popload em palermo, italia

* <tema de “O Poderoso Chefão”>
Aí eu estava jantando numa trattoria na noite de quinta, em um beco qualquer da superconfusa Palermo. Dessas em que praticamente no meio da rua fica um italiano suadão, camiseta regata branca, na frente de uma grelha, assando peixe fresco na hora do pedido. Um carro escuro com um italianão gordo, bigodudo e mal encarado dentro pára junto ao homem da grelha. O sujeito desce o vidro, fala alguma coisa e o cozinheiro faz uma cara de inconformado. Aí tira uma grana do bolso e dá para o “Bigode”, que fecha o vidro, acelera e se manda. Eu sei que pode ser qualquer coisa. Mas teria eu testemunhado uma ação mafiosa de cobrança e pagamento do “imposto”?
</tema de “O Poderoso Chefão”>

* POPLOAD TURISMO - Palermo é bem louca. A cidade, a quinta maior da Itália, foi fundada pelos Fenícios, depois pertenceu pela ordem à Grécia antiga, aos árabes, aos romanos, foi considerada a mais bela cidade do Império Bizantino, foi colônia de Nápoles, virou a capital de uma das duas Sicílias e, ufa, a capital da Sicília unida. Aí, na Segunda Guerra Mundial, foi invadida pelos aliados, contra os fascistas/nazistas, e semidestruída por bombas de todo lado. Então, com o fim da guerra, cresceu ao sabor das vontades da Máfia. Todo esse passado é visto hoje nas ruas, na arquitetura, no trânsito, nas pessoas. O time da cidade, que joga a série A do Campeonato Italiano, tem camisa cor-de-rosa.

* RAP ITALIANO – A música local mais ouvida na Itália hoje parece ser, fora aquela da Amy Winehouse italiana, um hip hop chamado “In Italia”, do rapper Fabri Fibra, famoso na cena. A música toca no underground italiano desde o ano passado, mas depois que virou single, em maio deste ano, ganhou novo remix, um vídeo e daí explodiu por todas as ondas. A letra enfileira as belezas da Itália, mas também escancara o lado podre. Fala da bela vida, das férias no mar, da pasta feita em casa, das mulheres belíssimas, dos artistas, dos monumentos, de ser campeão do mundo. E intercala com a mania de guardar arma no carro, de sair de um hospital pior que entrou, de os italianos serem mundialmente famosos pela Máfia. “Na Itália não tem trabalho fixo. Mas na Itália se beija o crucifixo”, canta Fabri Fibra. O refrão é direto. “São coisas que ninguém te dirá e são coisas que ninguém te dará. Você nasce e morre aqui, no país das meias-verdades.” O vídeo, que tem a participação da conhecida cantora de rock Gianni Nannini, é forte e algo perturbado. Fabri caminha por entre cruzes num cemitério e é “cortado” por “cenas italianas”. É engraçado (triste) quando Fabri solta ironicamente, no meio do vídeo, um “Bem-vindo à Itália”. O vídeo tem mais de 2,6 milhões de visitas.

* Tirando uma coisinha aqui e outra ali, a diferença da Itália e do Brasil são os monumentos.

* NOVA POPLOAD – Parece que o redirecionamento automático do www.popload.com.br ou www.lucioribeiro.com.br para este blog novo já começa a funcionar a partir deste final de semana. A mistura de canais também está arrumada e a rádio Poploaded e o guia Out já devem estar atualizados e cada um no seu lugar, aí à direita. Se ainda não estiver, vai “estar estando” em algumas horas. O lance dos comentários estava meio embaçado, mas (também parece) já normalizou. Também já consigo ver direitinho e sem atitudes protocolares o ip das máquinas que comentam. Hihi.

* A POPLOAD E A QUESTÃO DA VIDA NO PLANETA – Enquanto você fica aí lendo sobre rap italiano em blog, em Cern, na Suíça, neste momento, cientistas estão fazendo o caminho de volta da vida na Terra até o Big Bang do Sistema Solar. Foi o assunto da semana no planeta e eu fiquei meio boiando, porque estava isolado em ilhas sem internet e com jornal apenas da Sicília, o que não (me) ajuda muito. Colisão de partículas super-simétricas, buraco negro em miniatura, quarks, “partícula de Deus”, Higgs, WTF, não estava entendendo nada???? Procurei uma matéria nos jornais brasileiros para entender o que está acontecendo e uma das únicas coisas que eu encontrei de importante para a humanidade foi “Rogério Flausino tira o bigode para o novo vídeo”. Hehe. Na verdade achei, li, mas ainda assim não consegui entender o caso. Então fui à imprensa inglesa…

* O diário britânico  “The Guardian” publicou na quinta uma reportagem sobre essa reunião de cientistas em Cern, em torno da busca de solução para os “mistérios do universo”. O repórter, com um texto ótimo, disse que foi até Genebra, onde os cientistas estão trabalhando em um túnel circular de 27 km, embaixo da cidade, e não entendeu nada do que está acontecendo. Começou dizendo que, se ele não tinha entendido o título do novo filme do James Bond, “Quantum of Solace”, qual a chance de ele entender o lance de Genebra? Na capa, chutaram que essa simulação do Big Bang combinando calor e pressão para chegar à “partícula de Deus” tem a ver com o “Klaxon Nu Rave Reflux”, hahahahaha.

* AS RÁDIOS NOSSAS E AS DELES – Falei aqui recentemente das rádios rock (não só) italianas e acho conveniente dizer algo sobre a nova temporada de rádios rock no Brasil. Mais especificamente em São Paulo. Dá para dizer que o rock (principalmente) vive uma certa “Era do Rádio” no dial paulistano, com a chegada da Oi FM e da Mitsubishi FM. A boa nova é sempre comemorada quando isso acontece, mas sempre vem acompanhada de uma forte expectativa, não exatamente positiva. Será que desta vez vai funcionar?

Se o “vídeo matou a estrela do rádio”, como pregava o famoso sucesso dos anos 70/80, que serviu de trilha para a chegada da MTV, hoje, com a internet, essa “estrela do rádio” vaga tipo um zumbi pelo purgatório radiofônico. Mas, se a internet abriu um admirável mundo novo para essa “estrela”, ela encostou de vez na parede a ”rádio”. Antes atuando sozinha nas ondas sonoras, as chamadas rádios convencionais se vêem dividindo atenções e ouvidos com as rádios retransmitidas da internet (elas mesmas, só que na via virtual), as rádios exclusivas da internet, as rádios gringas que se pode ouvir na internet, as rádios que EU posso fazer PARA MIM na internet, os podcasts, o iPod.

* Enquanto a Mitsubishi FM vem com uma proposta mais ou menos definida de ser um easy-listening roqueiro tipo rádios de avião, “sem arriscar para não espantar”, a Oi FM vem alardeando em vinhetas que é a “rádio diferente”, “livre para tocar o que quiser” e que veio para tocar o “novo”. Então a cobrança nossa para cima da Oi vai ser naturalmente maior.

Operando em fase experimental nessa sua chegada ao “difícil” mercado paulistano de rádios de rock/pop que não costumam sobreviver por muito tempo, porque sempre quiseram focar em tudo e acabaram não focando em nada, seria injusto fazer qualquer pré-julgamento da programação atual da OiFM, que até escala um Hot Chip e um Mark Ronson para tocar, mas se anima demais na hora de disparar uma do Lenny Kravitz, depois uma da Joss Stone, seguida de Jamiroquai e “aquela” dos Chili Peppers, tipo o que a falida 89FM, a “rádio rock”, costumava tocar. Anos atrás. Mas, muito além da programação em si, as rádios novas que se pretendem “diferentes” têm que se ligar que não basta só tocar as músicas de uma cena. Elas têm que interferir nessa cena. Para sobreviver e não virar aquela rádio da seqüência-musical-cadeira-de-dentista. Se é que não seja essa mesma a intenção. Vamos voltar mais a este assunto…

* PLANETA TERRA NU – O evento de música  rivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaal do Tim Festival, que acontece no dia 8 de novembro, retoma neste sábado a venda dos ingressos, desta vez com a programação divulgada oficialmente. Tirando tudo o que você leu por aqui, vem também o DJ escocês MYLO, para a tenda eletrônica. Curumin e o DJ Mau Mau engrossam a lista dos brasileiros, que ainda terá Mallu Magalhães e outros a serem anunciados. Os ingressos a princípio serão vendidos no site da Ticketmaster brasileira. Preço: R$ 80, para o chamado “primeiro lote”.

* O negócio é que, como “primeiro lote”, o Planeta Terra andou vendendo dias atrás um tal de “blind ticket”, quando a pessoa compra o ingresso sem saber (oficialmente) quais atrações vai ver, como fazem alguns festivais ingleses. Estavam vendendo essa leva de entradas por R$ 60 (R$ 78, incluindo a taxa de conveniência). Mas aí, logo desencanaram dessa (boa) idéia, apesar de todo mundo saber faz tempo de 99% das atrações da edição deste ano. Interromperam a primeira venda sem maiores avisos, e soltaram esse novo anúncio de vendas agora. Mas teve gente que comprou, veja abaixo:

Ticketmaster, 06/09/08.

Sr(a). xxxxxxxxx,

Gostaríamos de informar que sua compra para o pedido 140xxx foi autorizada pela administradora do cartão. Seu número de compra é 3-49xxx e ocorreu a venda de: 1 ingresso(s), para o evento Planeta Terra 2008 para o dia 08/11/08 às 15:00 hs no Villa dos Galpões no setor Pista (1o.Lote) - ATENÇÃO: SEUS INGRESSOS ESTARÃO DISPONÍVEIS NA BILHETERIA DO EVENTO PARA RETIRADA; WILL CALL. VALOR TOTAL DA COMPRA: R$78,00.
 
Por favor leias nossas políticas abaixo.
Atenciosamente.
Ticketmaster Brasil

* TIM FESTIVAL – Enquanto isso, com preços mais salgados, e também pelo Ticketmaster (com.br), por telefone (SP, 2846-6000; fora, 0300 789-6846), além de 27 postos em oito cidades, o Tim Festival começa a venda de suas entradas na terça que vem, dia 16.  Os preços para São Paulo estão abaixo (os do Rio não são muito diferentes).

- PARQUE DO IBIRAPUERA, SP
22/10 – Kanye West
R$ 250
23/10 – Klaxons, Gossip, Neon Neon
R$ 150
24/10 – Junior Boys, Dan Deacon, Gogol Bordello, Switch, DJ Yoda
R$ 60
25/10 – MGMT, National, Cérebro Eletrônico
R$ 150,00

* NINE INCH NAILS EM PORTO ALEGRE: FAIL – Por causa da baixíssima vendagem de ingressos para o show da banda americana Nine Inch Nails no Rio Grande do Sul, o show gaúcho foi cancelado.

* BLACK REBEL MOTORCYCLE CLUB NO… – Num passado não muito distante, a banda californiana BRMC caiu nas nossas mãos para tocar ao Brasil. A Popload fechou os caras para um possível Popload Festival. Mas, com os trâmites rolando, a banda deu para trás, por causa de atrasos na produção do último álbum deles. Com isso, o festival acabou não acontecendo. Corte para 2008: não é possível que o BRMC (agora com baterista mulher) feche para descer ao sul da América para Argentina, Chile e Colômbia e pule o Brasil. E aí, produção brasileira?

02/10 - Buenos Aires, Pepsi Festival
03/10 - Santiago, Teatro Caupolican
30/10 - Mexico City, Vive Cuervo Salon
02/11 - Bogota, Rock Al Parque Festival

* UM ARCADE FIRE NO BRASIL – Mais ou menos, hahaha. Se você é um indie mais… mais… erudito, vai curtir o projeto Solitude deste ano, que acontece nos dias 17 e 18 de setembro no SESC Santana, em SP. O grande nome é o músico canadense Owen Pallet, que toca violino como convidado do grupo cult Arcade Fire, além de colaborar com Grizzly Bear, Beirut, e ser responsável pela orquestração do disco de estréia do Last Shadow Puppets. Só isso. Outra atração da noite é a francesa minimalista Collen, que me informaram que é “famosa” por fazer sonoridades “estranhas”. O ingresso custa R$ 20.

* O violonista Owen Pallet soltou uma boa sobre o Brasil, em uma entrevista para o “Zero Hora”, de Porto Alegre. Disse que o Win Butler, do Arcade Fire, compôs a faixa “Black Wave/Bad Vibrations”, do álbum “Neon Bible”, no Brasil. Ele se sentia terrível pela banda ter sido colocada num hotel gigante no meio de miséria, comendo um prato de 100 dólares no meio de um gueto. Deve ter sido naqueles hotéis da Nações Unidas, perto da avenida Berrini. Pallet convida todos para vê-lo tocar seu violino e cantar. “É melhor do que pode parecer”, avisa. “Mas não é nada tipo CSS”, explica o músico canadense.

* UMA FRANCESINHA NO BRASIL – Prepare para dançar com os braços. A cantora francesa Yelle, diva da internet e do electro francês, vem tocar no clube Glória, em São Paulo, no dia 30 de setembro. Yelle é atração de uma nova festa do Glória, a IM//A\\PARTY e do lançamento do site IM//UR. Mais sobre isso depois.

* PRÉVIA DO OASIS NOVO - No próximo dia 06/10, chega às lojas o novo álbum do Oasis, “Dig Out Your Soul”. Neste sábado, a Sony Japão botou os tradicionais 30 segundos de cada música do álbum em seu site.
A nova – e diferente – obra dos irmãos Gallagher possui (oficialmente) 11 faixas. Mas a versão japonesa conta com duas bônus. Elas também foram jogadas online no site da gravadora.
Ouça no player Popload a seqüência de todas as treze novas canções do Oasis, na seguinte ordem: “Bag It Up”, “The Turning”, “Waiting for the Rapture”, “The Shock of the Lightning”, “I’m Outta Time”, “(Get Off Your) High Horse Lady”, “Falling Down”, “To Be Where There’s Life”, “Ain’t Got Nothin’”, “The Nature of Reality”, “Soldier On”, “I Believe in All” e “The Turning (Alt Version #4)”.

OASIS – TRECHOS DE “DIG OUT YOUR SOUL”

* QUAL O MELHOR FESTIVAL DO “VERÃO” BRASILEIRO? - Skol Beats, Tim Festival, Planeta Terra? Leve em consideração as atrações, o local, o preço dos ingressos. Fala aí qual seu festival preferido em 2008. Nos comentários ou no email. Falo de prêmios quando voltar.

* ACABOU - Não vou voltar a este. Post novo chega na terça. A história do “rap enquanto rock” vem na próxima.
 

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , ,
05/09/2008 - 16:54

Blog novo e Popload na Itália: Siamo noi!!!


* Popload em Positano, na Costa Amalfitana. Próxima parada: Sicília.

popload na itália. lúcio em positano

* POPLOAD 2009 – Finalmente o blog novo. Em obras ainda, é verdade. A casa nova da Popload está meio bagunçada. E em viagem fica complicado botá-la em ordem. Logo mais vai estar arrumadinha. E incrementada. E você, saiba, vai me ajudar nisso. Mais para a frente eu falo.

* POPLOAD DESMENTE VENDA – A Popload Inc., através de seu porta-voz, que sou eu, desmente notícias de que estaria vendida ao árabe trilionário do petróleo Abu Dabhi, que já adquiriu bancos alemães, um time de futebol na Inglaterra, o Robinho e quer comprar agora a Ferrari, o Louvre e… Hollywood. Quem é esse cara, meu Deus?

* AH, A ITÁLIA - Fim de tarde, pós-praia, três garotas de tipo 15 anos se juntam a um casal amigo que esperava o ônibus míni de 20 lugares que circula a 10 km/h pelas subidas e descidas estreitas de Positano. “Ciao” para cá, “Ciao” para lá e o barulho de óculos batendo na hora dos beijinhos de “oi” chamou a minha atenção. O menino estava com óculos de sol Prada, uma das garotas de Gucci, outra de Armani feminino (é bom especificar, pois li na “Vanity Fair” italiana que Armani masculino é moda entre elas) e a última de óculos escuros, se eu pude ver bem, vestia um Dolce & Gabbana. A Itália está afundada na crise, é visível. Mas perder o estilo, isso ja-mais.

* A ITÁLIA E O GPS PORTUGUÊS – Estou adorando a portuguesa que me leva e traz pelas estradas italianas. É a voz do GPS do carro que aluguei. Tudo bem que ela avisa “Saia pela saída” ou “A 200 metros, siga em frente…”, mas também leva à ruelinhas que nem tem em mapa oficial e ainda dá toques de radar nas estradas. Para um cara distraído e perdidaço como eu, o GPS é a invenção mais importante desde a TV e o iPod.

* MADONNA NA ITÁLIA E BRASIL – Escutando uma das rádios bacanas da Itália, a DeeJay, na freqüência daqui da parte de baixo do país, eu escuto toda hora os DJs falarem a palavra “Madonna”. Pescando os significados com o meu italiano capenga, sempre percebo que eles não estão falando sobre a famosa cantora americana. Aí eu lembro, nessa “toda hora”, do Brasil e da “loucura dos ingressos” que está monopolizando os sites de notícia brasileiros. E me pergunto por que as pessoas ainda se espantam com essas coisas. Toda vez que tem um show mega com ingressos sendo vendidos pela internet ou não é a mesma ladainha: site que não suporta a demanda e sai do ar, ação arrojada de cambistas, filas gigantes, sofrimento, dor e suor. Quem não se lembra do massacre que foi a venda de ingressos para o U2, em 2006, por exemplo. O Pão de Açúcar quase teve algumas de suas lojas destruídas porque a rede de supermercados, patrocinadora dos shows, achou marqueteiramente esperto vender entradas para o U2 em suas lojas. Engraçado recordar que o primeiro “supershow” a apresentar problemas com ingressos na internet foi indie e nem foi em São Paulo ou Rio: Pixies, em 2004, no Curitiba Pop Festival. Sangria para comprar o ingresso de papel, site despencando em nível nacional para o povo comprar a entrada virtual.

* Tudo bem que esse assunto “cambistas, sites fora do ar, mal funcionamento, desrespeito com o público” é um assunto triste só para quem quer comprar ingressos, porque é “charmoso” para os organizadores (indicativo de “sucesso” e mídia gratuita) e “notícia que repercute” para os sites, jornais e blogs. A impressão que se tem é a de que isso nunca vai ter fim. Só pode, no máximo, ser amenizado.

* Tudo bem que a Itália é tão “zona” quanto o Brasil… Saiu uma reportagem aqui na revista de música “Mucchio” (capa com a guitarrista pop bonitona Beatrice Antolini) sobre problemas generalizados de ingressos com a Ticket One, empresa que tem grande monopólio de venda de entradas para shows no território italiano. Parece que o último show do Radiohead em Milão, em junho, foi uma catástrofe de venda online, venda física, cambistas. Também em Milão, deu confusão com os bilhetes para o Tom Waits (julho) e o Bruce Springsteen (junho). O material desce-lenha da “Mucchio” vinha ilustrado com a charge abaixo. Gradite um bigliettino?

charge da revista italiana Mucchio

* SALVE A CASA DA MATRIZ – Depois da chacoalhada que a São Paulo indie teve com o fim das noites Peligro e Mixtape no clubinho Milo Garage, outro “patrimônio” da música “alternativa” brasileira sofre um abalo. A Prefeitura do Rio de Janeiro está querendo fechar a Casa da Matriz, reduto histórico em Botafogo de várias músicas, mas principalmente a indie e principalmente a Maldita, dos DJs Zé e Gordinho. Galera local e freqüentadora se mobiliza com abaixo-assinado.

* TIM FESTIVAL/PLANETA TERRA/REM NO ESTÁDIO DO ZEQUINHA/MADONNA – Êêêêê!!!! Conforme a Popload adiantou nesta semana, o Tim Festival paulistano, que acontece no mês que vem, vai abandonar o modorrento Anhembi e passa a ser no parque do Ibirapuera. A organização do festival resolveu divulgar sua programação completa e o “fator Ibirapuera” depois que a Popload soltou a informação, fui avisado. Hihi.

* O brother Thiago Ney, no blog da Ilustrada (Folha de S.Paulo), divulgou que a programação do Tim Festival em São Paulo, na Arena de eventos do Ibirapuera, ficará assim:
22 de outubro (21h): Kanye West
23 de outubro (21h): Neon Neon, The Gossip, Klaxons
24 de outubro (19h): Junior Boys, Dan Deacon, Gogol Bordello, Switch, DJ Yoda
25 de outubro (21h): Cérebro Eletrônico, The National, MGMT

* Sobre ingressos, o Tim Festival ainda nada falou.

* Mas o Planeta Terra, sim. Um primeiro lote para o festival de 8 de novembro começa a ser vendido nesta sexta-5* com o preço único de R$ 60. Preço único, veja bem, para ver de Jesus & Mary Chain a Bloc Party. De Foals a Breeders. De Kaiser Chiefs a Animal Collective. De Mallu Magalhães a… // *Update: após o fechamento deste post, e após alguns amigos já terem até conseguido o ingresso via Ticketmaster, a venda de ingressos foi adiada para o dia 12 de setembro.

* REM quatro ou cinco vezes. As quatro datas certas dos shows da banda de Michael Stipe, vista recentemente pela Popload na França, já são conhecidas: 6/11 em Porto Alegre (estádio do São José), 8/11 no Rio de Janeiro (HSBC Arena) e 10 e 11 no Via Funchal, em São Paulo. Uma emissora de TV ainda negocia uma apresentação “meio aberta” ao público no Rio ou em São Paulo. Mas o melhor é o seguinte: O REM divulgou oficialmente as dez datas de sua turnê na América do Sul. A do local em Porto Alegre, botaram como ele é conhecido lá no Sul.
”November 6th: Porto Alegre, Brazil, Zequinha Stadium”

* Madonna três ou quatro vezes. Apareceu um show novo da Madonna em dezembro, um quarto fora a data no Rio e as duas de São Paulo. A nova apresentação está entre o Rio de Janeiro e possivelmente Fortaleza, o tal show no Nordeste que a rainha pop queria fazer. Leeeeeembra do que este blog falou lá em maio, acho? Pois, se botarem fé na logística nordestina…

* MAIS ITÁLIA – LIGABUE – Ainda estou mergulhado nas muitas rádios bacanas da Itália, tentando captar algo do rock italiano. Mas o fato é que o velho e bom Luciano Ligabue, 47 anos e figuraça amada e odiada da cena daqui, cantor, compositor e guitarrista, parece mandar no pedaço, ainda. Comprei disco dele da última vez que tive na Itália. Mas o sujeito, capa (sem camisa) da nova “Vanity Fair” italiana ainda é Deus no país. O cara virou a Itália do avesso no meio do ano, com a turnê do disco novo, “Secondo Tempo”, na verdade sua segunda coletânea (com faixas inéditas). Suas turnês são gigantescas, nível San Siro (Milão) e Arena de Verona. Está no meio de turnê européia, para quem pensa que o jeitão brega-heróico italiano só funciona aqui. Luciano Ligabue “emocionou” até Londres, com dois shows esgotadíssimos no Koko, para dar uma idéia. Fiquei com dúvida de qual vídeo do Ligabue eu colocava para rodar aqui. Ou o modernoso da música nova, “Il Centro del Mundo”, a canção mais executada da Itália hoje; ou o da cover que ele fez de REM, para “It’s the End of the World As We Know It (And I Feel Fine)”, de 1994!! Esta virou “A Che Ora E’ La Fine Del Mondo?”, que tem até um vídeo recente. Vamos de “Il Centro del Mundo”. Ele tem uma “mensagem”.

* As outras duas músicas mais ouvidas na Itália são: “Love Is Noise”, do Verve (é sério!), e “Give It 2 Me”, da Madonna (básico!).

* SERIADO: “THE HILLS” – Nunca tinha dado bola para essa série “The Hills”, da MTV americana, que é uma espécie de “reality” de amigas riquinhas da Califórnia que nasceu de outro programa, o “Laguna Beach”. Assisti a uns pedaços aqui e ali (a série de 2006) e nunca me entusiasmei. Aí que, agora, com a quarta temporada estreando e a terceira saindo em DVD, o mundo do entertainment americano SÓ FALA em “The Hills”. Convidei minha amiga Fernanda Tedde Vendramini, do blog Two Way Monologue (twoway-monologue.blogspot.com) e especialista em “The Hills” , para nos explicar “qualé” desta série. Fala, Ferrrrrr!

“Uma menina que espalha pela cidade a calúnia que a melhor amiga certinha fez um video de sexo com um ex-namorado. Esse é o mote da terceira e quarta temporadas de The Hills. Antes disso, o seriado-reality show que revela a vida de quatro meninas loiras, lindas e ricas da Califórnia e sua turma fazendo compras, indo para a balada e pegando gatinhos tinha como emoçao máxima uma bronca da chefe. Ou um chifre de um namoradinho. The Hills é “filho” de dois dos maiores expoentes das séries jovens moderninhas americanas: OC e Laguna Beach. OC dispensa maiores explicações. Na época que OC estourava, a MTV, esperta, lançou o reality show Laguna Beach- The Real OC, que mostrava a vida “real” de uma dúzia de estudantes de high school e moradores da milionária praia Laguna Beach. Uma dessas afortunadas, Lauren Conrad (ou LC), 22, ganhou seu próprio reality quando foi fazer faculdade em LA, tentar um estágio na revista Teen Vogue e dividir um ap de sonhos com a - então- amiga Heidi.

Como fica óbvio, o enredo não tem nada de marcante, as pessoas-personagens não agregam cultura na nossa vida, nem são engraçadas. Nem mesmo muito carismáticas. Os diálogos são absurdamente cotidianos e adolescentes e às vezes a gente se pergunta por que está assistindo aquilo. Mas o fato é que The Hills virou um dos maiores sucessos nos EUA. De tanta discussão gerada em torno dele, a MTV lançou um “sub show”, “The Hills After Show” em que o público se reúne simplesmente para comentar depois de cada episódio (1)o que aconteceu em uma tal festa, (2)se a Heidi ou a LC é a invejosa, (3)quem fez pós-silicone, (4)com quem uma outra fulana da turma devia namorar.

As meninas da série foram capa da “Rolling Stone”, em uma matéria em que o presidente da MTV diz que The Hills é “o TV show mais inflenciador que ja tivemos”. Muito mais que The Osbournes ou Jackass. Elas já foram a todos os programas de TV americanos, de Tyra Banks a David Letterman. Lauren lançou uma linha de roupas. Heidi acabou de iniciar uma carreira de cantora, com um vídeo surreal de tão cafona. E, o que é mais divertido, o país parece debater seriamente a questão de quão veridica é o programa e suas “atuações”. O megabombado blog Perez Hilton vive pondo lenha na fogueira que de “reality” o programa não tem nada. Em um post diz “Why do we all still watch the show when we know it’s fake? We can’t help it!” Agora, por que tudo isso? Talvez porque a série une o encantamento da vida utópica de uma juventude rica e linda (vide Barrados no Baile, OC e Gossip Girl) com o voyerismo de uma sociedade hedonista que adora Big Brothers e afins.

The Hills é contraditório, ou como diz a capa da Entertainment Weekly, é superficial e sensacional. As meninas têm TUDO que irrita muita gente. Só falam de compras, baladas, tem problemas fúteis, tem como maior desafio profissional assistir aos desfiles de moda em Paris, parecem viver numa bolha e colecionam bolsas Chanel. E tudo que encanta muita gente…No caso, os mesmos itens acima.”

* ORLOFF FIVE FESTIVAL - Neste sábado São Paulo abusa de shows legais. AS “babes rock” Plastiscines, o estupendo Hives e o histórico Melvins se apresentam no festival que toma o Via Funchal no barulhinho bom. Sem essa de levar protetor de ouvido, hein.

plastiscines, banda francesa, fazendo session para o programa Poploaded, no estúdio do iG

Plastiscines no iG
foto: José Luiz Sampaio

- PLASTISCINES - banda de punk 1234 que integra com glamour o levante do novo rock francês, este que chacoalha o andar de baixo sujinho da linda e iluminada Paris. O quarteto se apresentou nesta sexta-feira em session no programa de rádio Poploaded, co-apresentado por este poploaded e por Fabio Massari no estúdio do iG. Os rapazes do estúdio passaram mal duas vezes com a apresentação da banda francesa. Uma delas foi por causa do som.

- MELVINS - Banda quase trintona de grande importância para a evolução do rock alternativo americano. E em plena forma. Lá pelo final dos 80, Kurt Cobain fez teste para entrar no Melvins. E foi reprovado. Aliás, esse é o ponto para fazer você ir ver o Melvins: se o Cobain fosse vivo e morasse no Brasil, ele iria ao Via Funchal hoje.

- HIVES - Graaaande banda sueca deste ano cheio de grandes bandas suecas se apresentando no Brasil, o Hives vale o ingresso só pelo seu frontman, o explosivo Howlin’ Pelle Almqvist. O famoso colaborador brasiliense da Popload, o intrépido Eduardo Palandi, foi conferir o primeiro show brasileiro do Hives, nesta sexta, na capital federal. Ele nem gosta muito de Hives. Mas passou o seguinte testemunho:

“Quem esteve no show do Hives em Brasília, nesta sexta-feira, não viu uma aula de rock. Mas viu os melhores alunos da sala mostrando o que aprenderam: músicas curtas e diretas, refrões contagiantes, uma “cozinha” instrumental afiadíssima e o melhor frontman que vi ao vivo em todos os tempos. Howlin’ Pelle Almqvist, 30 anos de idade e há 15 à frente do Hives, é um show à parte: pula, dança, escala, rebola feito um louco furioso, brinca com o fio do microfone e comanda os outros quatro integrantes do grupo, além de fazer graça em portunhol para 2 mil pessoas que encheram o Arena (uma casa que normalmente recebe SAMBÃO e tem quadras de futebol soçaite), na Asa Sul, para ouvi-los. O setlist só teve hits e as menos conhecidas viraram hits na hora - e a platéia foi conquistada com facilidade. Curioso é que Pelle Almqvist, além de tudo isso, chuta o ar a todo momento. Eu mesmo pensei que os chutes eram em Matt Bellamy, do Muse, que no mês passado fez um show tão burocrático que deixou minha paciência no cheque especial. O Hives ao vivo é uma banda completamente diferente dos discos, energética e apaixonante: tanto é assim que agora quero saber qual o isotônico que seu vocalista toma, para eu ficar ligadão como ele quando estiver no trabalho.”

* KINGS OF LEON - E a internet já entrega desde as primeiras horas deste sábado, 6/9, o “Only By The Night”, esperado novo álbum do Kings of Leon, com previsão para chegar às lojas naquele formato antigo no dia 22 próximo.
A quarta obra de estúdio “light” do KoL tem 11 faixas, sendo duas delas até então conhecidas (“Crawl” e “Sex on Fire”). Agora a Popload apresenta “Manhattan”, faixa 5 do álbum.

KINGS OF LEON - “MANHATTAN”

* E LOGO MAIS: mais. Plastiscines no iG, Orloff Five, prêmios italianos, os resultados franceses. E sei lá o que mais.

* Pode ir dizendo o que achou do blog novo. Abra seu coração. Sugira mudanças, seções novas. Faça piadinhas também. O espaço é seu.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , , , , ,
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