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06/08/2009 - 15:20

Fucking songs

* Eita, Brasil. Não é fácil ser empresário do rock, viu… Isso porque eu nem faço nada…

* Logo mais, o sorteio do ingresso mais cobiçado da cidade.

* Foi mal a ausência recente, mas entre outras coisas fiquei ocupado escrevendo um texto sobre “Bruno”, o filme, para uma revista gay que circula em saunas. É verdade.

* Minha fase… digamos… lascívia está indo longe nestes dias. Sábado agora eu toco numa festa no Babilônia, um desses famosos lugares de “encontros” do baixo Augusta também conhecido como “casa das primas”. Mas adaptada para balada e sem nenhuma prima. O nome da festa é ótima: Fucking Songs. E precisa de senha para entrar.

* Não, não precisa de máscara.

* FUCK YOU VERY MUCH – Está animado com os shows da Lily Allen no Brasil, em setembro? Por que não? Ela foi uma das mais festejadas atrações deste verão nos famosos festivais europeus. O hit “Fuck You” dela tocava sem parar, em rádios de família. A mina está botando para f**** com o sucesso de seu segundo álbum. Virou modelo do Karl Lagerfeld, estrelou campanha de bolsas da Chanel. Lily saiu em várias capas de revistas, vários especiais de festivais. Ela saiu agora na revista modelete “I.D.”, produzida (só) pela Kate Moss. Na “I.D.”, Lily saiu assim:

* ELECTROSEXYGRUNGE - Atração do Popload Gig 2, a banda meio carioca meio gaúcha Brollies & Apples leva todo seu sexy appeal regado a eletronices e metal ao palco do Vegas, nesta quinta, durante a balada Popfellas. Vai ser o primeiro show junto da Bianca e da Carol, digamos assim. Será um show-aquecimento para as apresentações do Rio e SP no Popload Gig. Deu para ver que o Brollies & Apples virou “banda da casa, né? Tão dá casa que eles até citaram a Popload numa de suas letras, mais precisamente na canção “I Want My Hype in Money”, hehe. Nunca ouvi a música, hahaha. Vou ouvir live, tonite, sold out.

A banda gaúcho-carioca Brollies & Apples, suruba sonora a tocar no Vegas e na Popload Gig. Foto: Caroline Bittencourt

* LOLITA – Poxa. Fiz um texto sobre o “Som de Seattle” 2009 para a Folha de S.Paulo, publicado nesta segunda-feira. O novo “Som de Seattle”, para ser mais exato. Para variar, mandei o texto grande demais e, na hora do corte, quando eu falava da deliciosa banda Throw Me the Statue, veio o inesperado. Num final “apoteótico” do meu texto, onde eu quis dizer que a banda seria uma das únicas aprovadas por Cobain na cena de hoje, e que seu próximo álbum a ser lançado em breve deve causar furor no boca-a-boca virtual, mandei um infame “smells like twitter spirit” fechando o texto. Para o bem do leitorado, tiraram na edição final. Bah. A gente gasta horas tentando bolar uma chinfra infame…

De todo modo, o Throw Me the Statue lançou agora seu segundo álbum, “Creaturesque”, tipo nesta semana. Belezura indie pop americana, o disco novo escancara o Throw Me the Statue como representante maior da nova onda comportamental jovem americana: “a crise dos 25 anos”, a tal “quarter-life crisis”. Vi isso bem analisado em blogs americanos, então não vou me ocupar do tema agora. Afinal, o assunto deste post é “fuck”, não “no fuck”. Não é mesmo?

Mas, enfim, o Throw Me the Statue tem um delicioso hit do ano passado, chamado “Lolita”. Outra que “pegou” em 2008 foi essa “Yucatan Gold”, que eu vou mostrar o vídeo. No novo álbum, destaque para “Ancestors”, que os blogs dizem que a letra explicita essa coisa do “we’re-young-but-wish-we-were-younger”, da geração internet que parece “não estar entendendo nada”. Fala assim parte da letra de “Ancestors”: “This is change i cannot know/ It comes down like a private snow”. Pronto: está aí a tese.

* KILLERS NA CHÁCARA DO JOCKEY - Não é no Anhembi, mas também não é perto e fácil de chegar-sair. Enfim, lá vem os caubóis de Las Vegas com suas músicas boas e seu show chato, em local confirmado e ingressos à venda a partir do dia 10 agora, na próxima segunda-feira. Killers em São Paulo é no dia 21 de novembro. Dia 24, é a vez do Rio, na HSBC Arena.

* POPLOAD GIG 1 - Um?!? É só para falar do Mickey Gang, a banda de Colatina, no Espírito Santo, que tocou no Popload Gig 1 em junho e não faz muito tempo saiu no “Guardian”. Vou repetir de onde eles são: Colatinha, ES.
Pois ando vendo os blogs ingleses m.a.l.u.c.o.s. com os meninos capixabas indie-dance. Olha o que um deles escreveu:

“Straight from Colatina on the eastern coast of Brazil, these 4 teenagers are set to break hearts all over the world. Arthur, Bruno, Ricardo & Joao Paulo play with a full throttle lust for life. Fresh faced & armed with killer pop hooks, they are ready to take this all the way.
Brilliantly simple, they are the hottest set of South Americans since CSS burst out a few summers ago.”

* POPLOAD GIG 2 - Bom, ingressos esgotados em SP, sem chance de show-extra, todos os caminhos para o Friendly Fires, se você não tem o ticket, é ir para o Rio. Sabadão, Circo Voador, bandas ótimas. Por que não?

Os ingressos estão vendendo “bem” no Rio, são os informes surpresos, porque ninguém compra ingresso antecipado por lá. Foi o que me disseram.

Veja o vídeo completo e direito da peça publicitária do festival, feita para TV e internet. Ficou classe.

* POPLOAD GIG 2 – SORTEIO DE UM INGRESSO PARA SP, DOIS PARA O RIO - Corra que é a única e última chance de quem ficou sem. Um ingresso para ver o Friendly Fires, Copacabana Club e Brollies & Apples no dia 17, no Studio SP, em São Paulo. Show com entradas esgotadas. Last call. Já estou perdendo amigos por causa de não ter ingresso. Não perca essa chance. Via comentários ou pelo email lucio_ribeiro@ig.com.br

Vai a sorteio também dois ingressos para o show do Circo Voador, no Rio de Janeiro, dia 15. O esquema é o mesmo.

O POPLOAD GIG 2 é um evento patrocinado pelo uísque Cutty Sark. O festival tem o apoio do British Council, da Oi FM e das lojas Japonique e American Apparel.

* FUCKING SONGS – RÁDIO POPLOADED - O programa de rádio apresentado pelo gênio Fabio Massari e por mim chega à edição 118, o que significa 118 horas de falação e música e quase o mesmo tanto de bandas nacionais e gringas se apresentando em session exclusiva no moderno estúdio da rua Amauri, em São Paulo.

No programa desta semana, enquanto eu vou de Cymbals Eat Guitars, Dirty Projectors e Passion Pit, o Massari ataca de Amazing Baby, Legends e Half-Werewolf, Half-Vampire. Fora o resto.

Na session, a espertíssima banda nova paulistana Jennifer Lo-Fi, grupo all-virtual. Confira, da session, o pequeno hit do Jennifer Lo-Fi, “Michael Caine”. Eu disse “Michael Caine”.

O Poploaded 118, o programa em si, comandado por este e pelo meu amigo Massari, você ouve aqui

* FUCKING SONG – “CRYING LIGHTNING” - Álbum bem bom este “Humbug”, não achou? Minha música preferida da hora é “My Propeller”, que abre o CD.

Nesta semana a banda Arctic Monkeys foi ao programa do entrevistador americano Jimmy Fallon mostrar seu novo hit ao vivo para milhões de telespectadores da NBC, que vive a terceira fase de seu “Late Night” (primeiro foi o Letterman, depois o Conan O’Brien, agora o Fallon). A música é incrível, a apresentação idem. E o AM tocou com cinco integrantes, mostrando na TV o menino John Ashton, roadie da banda de Alex Turner, que já tocava teclado e piano no Last Shadow Puppets.

Na NBC o Arctic Monkeys foi assim:

* E chega.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , ,
13/07/2009 - 19:16

O indie nacional está nu (peladão, mesmo). Popload Gig 2. O Faith No More, o Killers e o Franzzzz na nossa mira. O Pata e o Julian. Os Monkeys e a La Roux

* Opa! Tô aqui, tô aqui. Não abandonei o barco, não. É que…

* Popload em Sao Paulo, Brazil-il.

* This time, baby, I will be bulleeeeeeeeeeeetproof.

* Repara no relevo. Está chegando a segunda edição da

* POPLOAD GIG 2 - Está (quase) tudo pronto e garanto: vai ser loucura. Definidos os esquemas do segundo festival internacional realizado neste ano por este blog, que vai ter como atração internacional a incrível banda inglesa Friendly Fires e será realizado no Rio de Janeiro e em São Paulo. Ficou assim:

Dia 15/8, Circo Voador, Rio de Janeiro
- FRIENDLY FIRES
- Copacabana Club
- Brollies & Apples

Dia 17/8, Studio SP, São Paulo
- FRIENDLY FIRES
- Atração Surpresa (a confirmar)
- Copacabana Club

A atração surpresa do show de São Paulo, a ser definida até quarta-feira agora, pode ser nacional ou internacional. Ou os dois, hehe. Os ingressos para Rio e SP devem começar a ser vendidos semana que vem, com locais de venda e preços divulgados até o final de semana. Para o show de São Paulo, no Studio SP, o total de entradas vendidas devem ser de 400. Correria.

* O FAITH NO MORE E O PLANETA TERRA – Não me refiro em perda da fé no planeta Terra, por causa do desequilíbrio ambiental, tal e coisa. É sobre o festival, mesmo. A história pode não ter nada a ver uma com a outra, mas pode ter tudo a ver. O grande Faith No More está marcando sua data para show no Brasil no dia 7 de novembro. E o Planeta Terra Festival, cuja idéia inicial era ser realizado no dia 14 de novembro, parece que está mudando para o dia 7.

Ouvi um papo ainda de Grizzly Bear estrelando o palco indie do Terra Fest. Que lindo. Mas vamos esperar para ver como acontece.

* O ARCTIC MONKEYS ESTÁ C.H.E.G.A.N.D.O - “Humbug”, o novo disco da banda sheffieldiana Arctic Monkeys, sai ainda em agosto, primeiro dia 19 no Japão. Mas praticamente todas as suas faixas já estão prontas para ser ouvidas na forma ao vivo, via YouTube. Neste começo de julho o grupo andou excursionando pela Europa Central (Polônia, República Checa, Áustria, Sérvia, Croácia) e não faltam vídeos de esperta qualidade para checarmos qual é do terceiro álbum deles, em alto e bom som. Isso enquanto o disco todo, de estúdio, não vazar das mãos de jornalistas que já o receberam. A Popload escolheu para botar aqui o vídeo da música “Secret Door”, que encerrou o show de Praga, na semana passada. Mas é fácil ter acesso a vários outros. “Secret Door” é a quarta faixa de “Humbug”

No domingo passado, o superjornal “Observer” publicou esta capa incrível sobre a “nova fase” da banda, chamando os meninos de “a coisa mais irrestível e convincente a acontecer na musica nos últimos cinco anos”.

O texto do jornal faz uma comparação de quem era a banda quando começou e quem é a banda hoje, mais, hum, madura. Ou não:

Tradução livre: “A lenda corre mais ou menos assim: quatro garotos de Sheffield ganham instrumentos de Natal e começam a ensaiar na garagem. Minutos depois eles viram um fenômeno, lançam dois singles que ficam em primeiro lugar na seqüência, lançam um primeiro álbum absurdo, viram headliners do Glastonbury, ganham uma porrada de prêmios e chegam ao segundo e bombado álbum. Nesse meio tempo, ainda mexem com a indústria musical ao esnobarem grandes gravadoras, revelarem músicas novas nos shows e por se manifestarem incansavelmente via MySpace”.

O mais fascinante/interessante, para o reporter, parece ser o baterista, que só virou mesmo o baterista porque não sobrou nenhum outro instrumento para ele escolher. Ele assume o papel de palhaço da banda, e o único a ainda ter, assumidamente, uma cara de moleque. Os outros, entre cabelos compridos e até barba, parecem ter amadurecido antes dele.

Pergunta ao vocalista Alex Turner se ele se vê como um menino ou um homem (a banda toda tem 23 anos). Ele responde: “Agora que deixei meu cabelo crescer, a maioria das pessoas me vê como uma mulher. Uma adolescente dos anos 70. E eu não me importo.”

Outra pergunta ótima: o jornal questiona Turner se, ao mudar-em para o Brooklyn, Nova York, a milhares de km de distância de Sheffield e daquilo tudo que o construiu, as letras do AM não vão perder todas as referências que marcaram as histórias cotidianas cantadas pela banda. Turner dá com os ombros e diz: “Há muitas outras coisas sobre o que falar em uma letra”.

* THE KILLERS NO BRASIL - A coisa está vindo aos pedaços. Mas a deliciosa banda cafona The Killers toca no Brasil em alguma data entre 21 e 26 de novembro, é o que está se desenhando. O grupo do Brandon Flowers, o caubói de Las Vegas, começa o giro sul-americano em Lima, Peru, em 19 de novembro. Os shows da Argentina e Chile também estão certos. Em Buenos Aires é dia 27. Em Santiago, 29. E, sim. A turnê conjunta com o Coldplay foi abortada. Não vai mais rolar.

* MICHAEL JACKSON R.I.P. – PARTE 8.430 – Já foi, Michael?
Numa madrugada destas geladas de São Paulo, noite besta de segunda-feira numa já esvaziada região de bares sempre lotados, um cara atravessou a rua “moonwalking”. Sozinho, sem querer saber se alguém estava vendo, provavelmente motivado pelo álcool, num tributo tardio e involuntário. Achei engraçado. Mas o tributo mais bacana que eu vi neste post-mortem do esquisito Rei do Pop aconteceu na semana passada na incrível praça perto da Estação Central de Estocolmo, na Suécia. Foi um instantâneo armado por um coletivo de dança, que contou com a participação do poooovo. Rapidinho, foram lá, fizeram e foram embora. Cool.

* HELLO, GLASTONBURYYYYY: A INCRíVEL LA ROUX – O encantamento no último Glasto da menina topetuda La Roux, dona de três músicas entre as 10 mais legais DO ANO, foi de uma espontaneidade linda. Ela cantando seus hits anos 80-00, o astral lá em cima, galera no embalo, banda feliz, tenda feliz. Tipo comovente. Dá uma olhada em “In for the Kill” e “Bulletproof” e me diga se você não dava um braço para estar naquele meio.

* TOMORROW: FRANZ FERDINAND - Esse tomorrow, vale dizer, significando “2010″. A banda escocesa Franz Ferdinand, um dos grupos mais legais da história, está marcando uma turnê sul-americana para março do ano que vem. A gente aguenta esperar, né? Enquanto isso, fica com estes “momentos Franz Ferdinand”, pá-pum, gravados por mim no show deles na semana passada em Londres, no iTunes Festival.

* JULIAN, WHAT THE F*UCK?!? – Apareceu finalmente o projeto solo do Julian Casablancas, o vocalista dos Strokes. Psicodelia esquisita na qual nem o às vezes estranho MGMT conseguiu alcançar em seu mais alto nível de hipponguice. O “Guardian”, para variar, matou a pau no título de seu post: “Julian goes solo (and proggy)”. Julian total proggy. Essa viagem aí abaixo é um teaser do álbum solo do moço, chamado “Phrazes for the Young”. Vamos torcer para que seja mesmo apenas um teaser de algo, hum, diferente, dentro do que a gente espera do Julian boy.

* PATA GOES SOLO (AND NAKED) – Ninguém segura esse menino. O Pata deve ser o cara que mais trabalha no indie nacional, hoje. Pode ser encontrado em todas as baladas “pesquisando” sons, está envolvido na feitura do disco de sua banda (ele é um dos vocalistas e compositores do Holger) e acaba de sair em carreira solo para formar o Pata & The Maxi Mazels, um interessante projeto que relê e traveste a seu modo pequenas pérolas do indie internacional e até nacional.

Seu MySpace entrega tudo que foi produzido até agora. De versões de Built to Spill até Jackson Five, passando pelo “nosso” Copacabana Club. Vem bem mais por aí.

O Pata já produziu dois vídeos. Um para “Just Do It”, o “hit” do Copacabana Club. E, bem mais “conceitual”, para “Ain’t No Cure for Love”, sua versão sofrida e bucólica para a linda canção de Leonard Cohen. Vídeo no qual Pata, destemido, aparece pelado.

Pata & The Maxi Mazels fazem sua noite de estréia agora no dia 17 de julho, sexta-feira, no Neu. O Pata é o de chapéu. Bom, talvez nem precisasse falar. Agora você já deve conhecê-lo BEM, pelo vídeo.

* PRONTO - Mais um dia, então, para concorrer aos “prêmios ingleses” do último post. No próximo tem o resultado dos vencedores. Concorra nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Lembrando os prêmios:
1. Uma camiseta lindona, verde, tamanho M, oficial, da volta do Blur. É para meninos (ou ideal para). Tem o cachorro de óculos na frente e “blur” grande atrás, com menção ao Hyde Park 2009.
2. Uma “Q” his-tó-ri-ca do Michael Jackson, que saiu depois da morte do MJ, mas não é sobre a morte do Mj. Me entende?
3. Os singles “Can’t Stop Feeling”, novíssimo, e “No You Girls”, do Franz Ferdinand.
4. Uma camiseta “de meninas” do Franz Ferdinand. Tamanho M. Rosa. Lindona. Da última turnê.

* Para acabar mesmo, deixa eu perguntar uma coisa. Você vai no Alley sexta-feira, né?

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
23/09/2008 - 17:41

A guerra mundial da música e a fada verde

* A guerra mundial da música (Brasil incluído), a nova bebida da mulherada na balada, Belle & Sebastian no Brasil (kinda) e a confirmação do maior festival indie brasileiro, a facada do Glasvegas, Popload em Londres, o show gringo no Brasil mais bacana de TODOS OS TEMPOS, os shows do Kid Vinil, o Killers virou o A-ha, o Oasis ficou bom, a incrível session das (…preencha aqui com seu adjetivo predileto…) Plastiscines. Xi… a Popload está que está.

* ABSINTO NA BALADA - Êêê, beleza. O papo na galera que sai à noite para as baladas e shows ainda é sobre quem não vai beber para voltar dirigindo. Mas, pelo lado oposto da lei, está chegando às noitadas brasileiras, via Santa Catarina, o Absinto Ice. A bebida, mais um integrante dos chamados alcopops, é uma espécie de “refresco docinho” e mais amigo do famoso e estupidamente poderoso destilado de anis. É talvez a terceira tentativa de inclusão desta bebida nos bares de balada do Brasil, que atualmente tem feito das bombadas festas de Florianópolis, Joinville e Blumenau seu “teste de mercado”, para verificar a aceitação. E, pelo que se tem notícia, e com o perdão do trocadilho, o Absinto Ice está sendo bebido como água. É a versão de Smirnoff Ice para a vodka. Em vez de ter sua dosagem cavalar de álcool, o destilado pode até ter 90% de teor alcoólico. Mas o Absinto Ice tem até 5.5%, tal qual sua “prima” ice da vodka. Uma garrafa dá uma alegria, mas está longe de “derrubar”. Mas já serve como “introdução” ao Absinto real-deal. Famosíssimo na Europa e com certa entrada no mercado americano, o Absinto já foi muito absorvido e proibido na França, Suíça, Alemanha. O destilado foi legalizado só recentemente no Brasil, mas num teor mais “leve”, de 53%. O Absinto Ice já patrocina raves e shows em Santa Catarina. Segundo relato, sua garrafa cool e um certo gosto adocicado faz a bebida ser sucesso entre a mulherada catarinense. Numa pesquisa na internet sobre o Absinto Ice eu vi que algumas festas bancadas ou não pelo Absinto Ice em Florianópolis são chamadas de “A festa do beijo da fada verde”. O Absinto, andei lendo, é conhecido pela alcunha de Fada Verde porque, dizem, existe um efeito alucinógeno na bebida que faz as pessoas acharem que estão em alguma “terra encantada”. Não tenho notícias da chegada do Absinto Ice a São Paulo. Vem aí, Fada Verde.

nokia comes with music

* O CELULAR E A REVOLUÇÃO MUSICAL - Não sei se você notou, mas há nove anos vivemos uma gigante revolução dos costumes musicais. E essa revolução (longe ainda de seu fim) vai viver nos próximos dias, envolvendo o mercado brasileiro, um de seus capítulos mais… impactantes. E o aparelho de telefone celular será (for real) o veículo de tais transformações. Um verdadeiro “Beijo Me Liga” da música para a indústria. Nesta quinta-feira, na virada para a sexta, em grande evento privado da gigante da telefonia Claro, o primeiro iPhone brasileiro chegará as mãos do primeiro comprador. A Vivo também começa a vender o “aparelhinho” da Apple, que é celular + ipod + loja iTunes tudo junto, também na sexta, a preços que devem ir de R$ 900 a R$ 1790. A Samsung, também por estes dias, despeja no mercado o seu F480, que além de seu player para mp3 vem com rádio FM. Bom se você acredita na Oi FM e na Mitsubishi FM. E tem também, no da Samsung, o lance do Radio Data System, que fornece em tempo real informações sobre o artista que você está ouvindo. Mas o contra-ataque mais sério ao fenômeno iPhone vem da Nokia.

* COMES WITH MUSIC - A Popload foi convidada para uma festa em Londres na semana que vem,  lugar no qual será mundialmente apresentado o aparelho Nokia 5310 e o serviço de compra de músicas Nokia Music Store, que inclui até o momento todo o catálogo das gravadoras Universal, Sony, Warner e está prestes a anunciar o da EMI e de vários selos independentes. A proposta é a seguinte: você compra o 5310, com o programa Comes with Music, e tem acesso ilimitado e gratuito, por um ano (esse detalhe é importante), a todas as músicas de todas essas gravadoras com contrato com a Nokia Music Store. Mesmo depois desse ano inteiro de acesso as músicas que você baixou continuam suas. Quando esse seu “contrato” com a Nokia acaba, você passa a pagar pelas canções novas baixadas.

* Repare. A revolução está se dando com celular com mp3 player e organizador-loja de música, o que, portanto, tem muito a ver com a compra legal dessa música, como manda o “figurino”. E o serviço da Nokia é o melhor amigo disso, se é que você se interessa por esse tipo de “legalidade”. Mas tem também as músicas que… A revolução portanto é muito ampliada. É como disse alguém do Metallica, a banda que um dia botou a Justiça americana toda para matar o Napster e com isso fez nascer um milhão de sites/programas similares. Quando questionado sobre o alto vazamento de seu disco novo, o metallico falou: “Essas coisas acontecem hoje. Estamos em 2008″. Mas acho que estou misturando os assuntos um pouco, então paro por aqui.

* O MAIOR FESTIVAL INDIE BRASILEIRO? - Se você tiver um olhar superindie, o festival Goiânia Noise, realizado pela rapaziada do selo Monstro Discos no Centro-Oeste do país, está melhor este ano que o colossal Tim Festival. Com essa edição de 2008, o Noise pede lugar junto aos encorpados Abril Pro Rock (Recife), Porão do Rock (Brasília) e ao mais ou menos novo No Ar Coquetel Molotov (Recife) como os principais eventos indies do país. A gente já falou dele aqui, mas vamos repetir com novidades. Com sua primeira realização também em São Paulo, o SP Noise Festival, o Goiânia Noise trará em novembro (de 21 a 23) a banda Helmet, o legendário Vaselines (com a banda formada por integrantes do Belle & Sebastian), o incrível Black Lips, o grande Black Mountain, os veteranos do hardcore californiano Circle Jerks (update: cancelaram a vinda), mais banda finlandesa, chilena, argentina e a brasileirada, estrelada pelos cultuados Frank Jorge, Mickey Junkies, Loop B, Gangrena Gasosa, Inocentes, fora  Lucy & Popsonics, Dead Rocks, MQN, Guizado e a mais badalada formação indie brasileira do momento: Marcelo Camelo + Hurtmold. Mais? Duas das principais bandas indies para se ficar de olho hoje: Holger e Black Drawing Chalks, o primeiro paulistano, o último goiano.

* O SP Noise Festival, o braço paulistano do Goiânia Noise, ocorre na mesma semana com os gringos do Vaselines, Black Mountain, Black Lips, Flaming Sideburns (Finlândia), The Tormentos (Argentina), The Ganjas (Chile) e mais quatro dos brasileiros a confirmar. O local e a data estão sendo resolvidos nesta semana. O Helmet só faz show em Goiânia e Brasília, neste último dentro do Pílulas Porão do Rock.

* Black Lips, Black Mountain, Black Mekon (inglês), Black Drawing Chalks. É o maior festival “black” do planeta. Não seria uma má idéia trazer o Black Keys, o Black Kids, o Black Rebel Motorcycle Club, o…

* BELLE & SEBASTIAN NO BRASIL, MAIS OU MENOS – Os três integrantes do grupo escocês Belle & Sebastian que acompanham o Vaselines do grande Eugene Kelly são o vocalista e guitarrista Stevie Jackson (o lado pop do B&S e principal parceiro do líder Stuart Murdoch), o ótimo baterista Richard Colburn e o cabeludo baixista Bobby Kieldea.

* GLASVEGAS E A DEPRESSÃO BRITÂNICA - Deve haver uma explicação para o grupo escocês Glasvegas estar causando reboliço na música britânica com um som bacana de pop desgraçado. O primeiro álbum deles saiu faz alguns dias e tome som superdepressivo, desfilando pelas rádios, TVs e mp3 players letras de suplício amoroso, suicídio, sequestro, tortura e facada. Já falamos algumas vezes sobre o Glasvegas. No começo do ano, peguei essa molecada da alegre Glasgow em um show em Londres (abrindo para o Wombats) que me deixou transtornado. Ainda bem que tinha o Wombats para fechar a noite e afastar a névoa cinza daquela noite. O show do Glasvegas foi tão impiedosamente denso e carregado de dramaticidade espontânea que dava para cortar o ar do clube londrino com uma faca. Falando em faca…

* GLASVEGAS X METALLICA, A BATALHA DAS BANDAS - Tudo bem, pode ser uma fase inglesa mais negativa, sei lá. Mas o CD desse grupo indie-indie está com uma performance assustadora. Entrou direto em segundo lugar no chart “normal” inglês e nesta semana está vendendo ainda mais, a ponto de poder desbundar do primeiro lugar o CD novo peso pesado grupo Metallica, quando a contabilidade de vendas desta semana for fechada. Veja você o engraçado da coisa: Glasvegas x Metallica. Vou repetir: Glasvegas x Metallica. “Quase um Blur x Oasis”, disse o “Guardian”, lembrando a célebre disputa de singles sangrenta do britpop nos anos 90, uma das histórias mais saborosas da música jovem, das quais já devo ter falado (escrito) por aqui umas 200 vezes. O embate bizarro Glasvegas x Metallica é tão… bizarro que, dizem, o Metallica está se preocupando ultimamente em desmentir a conversa de que eles teriam adiado por uma semana o lançamento do disco novo deles para evitar a coincidência de datas e “fugir” da chegada às lojas do disco de estréia do pequeno Glasvegas.

* GLASVEGAS, SUICÍDIO, FACADA - Faixa a faixa, o bom CD do Glasvegas é só desgraceira, com uma sonoridade sinistra e por vezes fúnebre capaz de fazer o Interpol parecer uma banda ensolarada da Califórnia. Uma vez destaquei aqui a impressionante canção “Geraldine”, uma música sobre a assistente social que tenta convencer os desolados a não se atirar da janela. Pois bem. Não vou nem falar de um dos hits do disco, a faixa jesusandmarychainiana “It’s My Own Cheating Heart That Makes Me Cry”, música leve sobre “totally fuck the things up”. Nem vou comentar muito, também, sobre a abertura do CD, a espertíssima “Flowers and Football Tops”, que tem um minuto de introdução à lá velório e depois entra na história do sequestro, tortura e assassinato REAL de um garoto de 14 anos. Quase encerrando o disco de estréia tem a cabulosa “Stabbed”, que parece está sendo tocada em uma igreja do século 16. Fala sobre a iminência de ser esfaqueado, quando uma das mais preocupantes ocorrências na Inglaterra é o aumento dos crimes de faca, na periferia ou no centro de Londres. No Reino Unido inteiro, na verdade. Inclusive alguns crimes de faca por motivo algum, uma “mania” local. “Stabbed” (esfaqueado) do Glasvegas, na letra, relata o cara encurralado por uma gangue de rua (acho), tentando convencer  o algoz a não esfaqueá-lo.

* GLASVEGAS E O NIRVANA - Óbvio, a rapaziada do Glasvegas ia chegar ao Kurt Cobain. Os escoceses, dados a uma cover, fizeram uma releitura tétrica de “Come As You Are”, a seu modo. Está no MySpace deles uma prévia, de 30 segundos. E aqui embaixo, a Popload entrega a versão full. Ouve só.

GLASVEGAS – “COME AS YOU ARE” (Nirvana Cover, Completa)

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* O MAIOR SHOW GRINGO QUE O BRASIL JÁ VIU - Segundo você. O resultado da enquete que perguntou qual o show internacional mais marcante de todos os tempos no Brasil vem em forma de Top 20. Essas coisas são sempre polêmicas, não? O que eu achei bom foi que não ouve uma “ação” de fã-clubes na votação. Depois do Top 20, tem a sempre engraçada “leitura” completa da apuração. A brincadeira ficou assim:

1. Franz Ferdinand no Motomix – 46 votos
2. Arcade Fire no TIM Festival – 44
3. Pixies em Curitiba – 41
4. Iggy & the Stooges no Claro que é Rock – 38
5. Strokes no TIM Festival – 36
6. U2 2006 – 35
7. Nirvana no Hollywood Rock – 31
8. Pearl Jam – 29
9. Killers no TIM Festival – 28
10. Flaming Lips no Claro que é Rock – 27
11. Sonic Youth no Free Jazz – 24
12. Oasis debaixo de chuva em 2006 – 23
13. Nine Inch Nails no Claro Que é Rock
e Kiss 1999 – 21
14. Weezer em Curitiba – 20
15. Muse em SP – 19
16. Stones em Copacabana – 18
17. Ozzy Osbourne no Monsters of Rock – 16
18. Primal Scream no TIM Festival – 15
19. Ramones 1992 – 14
20. Guns N’Roses 1991 – 12 votos

- 115 turnês diferentes foram mencionadas;
- a galera do metal veio com tudo: Metallica, AC/DC, Guns and Roses, Slayer e Ozzy, dentre outros, foram mencionados no meio dos indies todos. E o Scorpions fez bonito, emplacando uma 21.a colocação;
- a Popload ficou com o coração partido com o relato de um leitor que, reclamando que nenhum show decente chegava à sua Sorocaba natal, votou no do The Calling, que tocou no aniversário da cidade e ainda no fim do show mandou um “Thank you, São Pauloooooo!”;
- o show mais antigo dentre os mencionados foi a turnê do Echo & the Bunnymen em 1987, e o mais novo, o do Hives, que teve 10 votos.

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* “MEUS PRINCIPAIS SHOWS INTERNACIONAIS NO BRASIL”por Kid Vinil

- BELLE & SEBASTIAN – FREE JAZZ – 2001

“Eu estava na Trama nessa época e tinha lançado todos os discos do B&S, sempre fui fã dos caras e acompanhá-los durante  essa vinda ao Brasil foi a realização de um sonho. Ensinei o Stevie Jackson a cantar em português “A Minha Menina”, do Jorge Ben, que ficou famosa para os gringos com os Mutantes. Como forma de gratidão eles me homenagearam no primeiro DVD deles, usando um trecho em que eu apresentava a banda no programa “Lado B”, da MTV. Foi um show maravilhoso!!!”
 
- STEPHEN MALKMUS NA CHOPERIA DO SESC POMPÉIA EM 2002
 
“Por falar em homenagens, nesse show Stephen Malkmus me dedicou uma música do Fairport Convention (banda folk britânica da década de 60, da qual eu e ele somos fãs). Depois da dedicatória ainda brincou, dizendo “Dont Mess with The Kid”. Sempre fui fã do Pavement e a carreira solo do Stephen Malkmus me agrada muito!!!”

Kid Vinil é músico, jornalista, radialista, DJ, escritor e blogueiro . Acaba de lançar o livro ”Almanaque do Rock” pela Ediouro.

* PREMIAÇÃO DA SEMANA – Segue a folia de ingressos da Popload para os principais eventos de São Paulo. Mas a lista de prêmios está turbinada com o show especial grunge do Mudhoney. Tome tento.
1. Um ingresso para o Skol Beats
2. Um ingresso para o Planeta Terra Festival
3. Um ingresso para o show do Tim Festival do dia 23/10, em São Paulo (Gossip, Klaxons, Neon Neon)
4. Um PAR de ingressos para o Mudhoney no Clash, em São Paulo, dia 16/10.
 
Vem nessa. Emails ou comentários estão valendo.

* Chega de post. Oasis e Plastiscines vêm na próxima. Vou ali fazer Justiça.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , ,
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