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Posts com a tag "REM":

14/11/2008 - 00:30

R.a.d.i.o.h.e.a.d (na Argentina)

* Popload DJ set em seu momento “what the fuck 2008”. Discotecagem na festinha “secreta” pós-show do REM, na última terça-feira, com Michael Stipe na pista dançando com as mãos para cima.

* Na quarta-feira, o líder do REM foi à Funhouse, na noite Funhell, brincar na jukebox do inferninho rock paulistano. Botou fichinhas para ouvir “Nightclubbing” (Iggy Pop), “2hb” (Roxy Music) e uma do grupo do punk inglês Stranglers. Nesta última, deu uma dançadinha alegre no andar de cima da Funhouse.

* RADIOHEAD NO BRASIL 1 - Vai, Radiohead. Solta essas datas do Brasil logo! O jornal argentino “Clarin” revela que a banda de Thom Yorke toca em Buenos Aires no dia 24 de março, no clube GEBA, um complexo esportivo do Gymnasia y Esgrima, onde o Duran Duran fez show esses dias e a Kylie Minogue se apresenta neste sábado, 15/11. Ainda não há definição sobre preços de ingressos, mas o intervalo entre as datas de Buenos Aires e Santiago já aponta para uma segunda data argentina, já que o GEBA tem capacidade para cerca de 15 mil pessoas. (((Update: O próprio “Clarin” soltou outra nota, agora dizendo que o show do Radiohead na Argentina será no Club Ciudad de Buenos Aires, um espaço maior que o GEBA: 25 mil pessoas.)))
Em Santiago, o ritmo de vendas foi frenético. Só no primeiro dia, nas primeiras 8 horas, foram vendidas 9 mil entradas.
Até o final da tarde de ontem (quinta), restavam poucos ingressos dos 20 mil colocados à venda. Por lá, também deve ser adicionada uma segunda data, para o dia 28 de março.

* RADIOHEAD NO BRASIL 2 - E não é que o esperaaaaaaado show do Radiohead no país pode ser no dia primeiro de abril? Essa abençoada primeira visita da banda justo no dia primeiro de abril parece sacanagem. Lembro que quando a Popload entregou essa do Radiohead nesta terra em 2009, alguém comentou assim: “Aham. Eles vão vir tocar no Brasil no dia primeiro de abril. E vai ser no estádio do Corinthians”.
E não é que pode ser mesmo? Quer dizer, a primeira parte do comentário. Mas depois que o REM tocou no “Zequinha Stadium”, por que não um “Radiohead @ Fazendinha Stadium”?

* RADIOHEAD NO BRASIL 3 – O Sigur Rós, você sabe, já vem sendo comentado como possível show suporte da turnê latino-americana do Radiohead faz algum tempo. Mas hoje a imprensa chilena informa que o PORTISHEAD deve completar o line-up do “Cristal en Vivo”, festival meio-fachada que trás o Radiohead a Santiago. Brasil???

* FELIZ 2009: RADIOHEAD, COLDPLAY, OASIS E… - O agitado 2008 sonoro nem acabou e temos alguns super shows vindo aí em 2009. O Coldplay de Chris Martin deve chegar até antes do Radiohead, mais para o meio de março. E com uma não curta turnê sul-americana. Ainda no primeiro semestre, antes da trilionária série de shows de verão em estádios britânicos (850 mil ingressos esgotados em cinco horas), Noel e Liam Gallagher trazem o Oasis para cá, segundo promete Daniel Grinbank, o superempresário argentino do entretenimento. E a Popload apurou que estão no nível de assinatura de contrato as tratativas para trazer ao Brasil esta pessoa aqui embaixo:

* AMY WINEHOUSE NO BRASIL - A problemática Amy Winehouse, se até a data estiver em condições vitais, e sob um cuidadosíssimo contrato protegendo o contratante (Mondo Entertainment) de qualquer um dos seus famosos “desaparecimentos”, vem ao Brasil EM FEVEREIRO, em acordo que deve ser fechado até o começo da semana que vem. A senhora Winehouse, que nesta semana apareceu com esse novo corte de cabelo, prepara uma volta “limpa” e com novo disco para o ano que vem. E seu retorno aos shows pode ser exatamente no Brasil. Especulou-se no mês passado que Amy poderia vir ao país para cantar no Réveillon do Rio de Janeiro, mas sua precária “condição humana” foi empurrando pra frente sua sempre incerta aparição nos palcos, seja daqui ou de qualquer lugar. Amy Winehouse por duas vezes quase veio ao Tim Festival, mas as negociatas entre o evento brasileiro e os representantes da cantora sempre foram abortadas devido às recaídas da moça no vício das drogas.

* BON JOVI - Quem também estaria em tratativas para aparecer na América Latina, primeiramente via Chile, é o Bon Jovi. O Canal 13, que realiza o famoso festival de Viña del Mar (ano que vem em sua edição 50), quer trazer Jon e sua turma. O entrave seria o alto preço: US$ 750 mil.
A organização do evento estaria estudando uma parceria com a Pepsi, que nos anos 90 associou sua marca a artistas como Michael Jackson e que teria como intenção voltar a investir em grandes espetáculos pop, a partir do ano que vem.
A possível parceria pode render não apenas um show do Bon Jovi no encerramento do festival no dia 23 de fevereiro, mas também uma segunda data em Santiago, dois dias depois, na arena Movistar.

* LET’S GET HIGH – Ferrou. Não vou conseguir voltar ao post. Foi mal. Mas…// Não, EU NÃO SEI se a Mallu Magalhães está namorando o Marcelo Camelo. Quer dizer, eu sei, mas não vou comentar.// Que fase a do Kings of Leon… O grupo toca agora em dezembro para 20 mil pessoas no gigantesco O2 Arena em Londres. Loucura. Aí, nesta sexta, começou a vender ingressos para JUNHO do ano que vem, três shows no Reino Unido (dois no O2 Arena, Londres, de novo, e um no Manchester Arena). Dizem que os 85 mil ingressos (total) não duraram dez minutos disponíveis.// Você sabe que os art-rockers Franz Ferdinand são ligados em… arte. Várias de suas músicas fazem referências a quadros e artistas de arte moderníssima em geral. Essa “Ulysses”, por exemplo, que vazou nesta semana, motivou concurso de remixes e abre o aguardaaaado terceiro disco “Tonight: Franz Ferdinand”, que sai em janeiro. A música é inspirada na obra de um artista albanês chamado Anri Sala e nasceu de uma visita da banda à exposição do moço, no ano passado. A obra Ulysses ficava na entrada da galeria e na verdade era um kit de bateria, em que o público era convidado a sentar e “bang the drums” do jeito que quisesse. O baterista do FF sentou e teve uma idéia da música colaborativa “Ulysses”, feita por estranhos. Daí o concurso aberto de remixes para a canção que fará parte do novo CD do grupo escocês. “Ulysses”, do Franz, está aqui embaixo. Cante com Kapranos: “Let’s get hiiiiiigh”:

FRANZ FERDINAND – “ULYSSES”

* “Ulysses está aqui, mas eu não estou mais. Só na semana que vem, agora. Bom finde!!

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , ,
10/11/2008 - 16:21

The Ones I Love - Radiohead, REM e o Planeta Terra

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BREAKING NEWS RADIOHEAD
CHILE ANUNCIA DATA OFICIAL E JÁ VENDE INGRESSO; BRASIL E ARGENTINA CONFIRMADOS

O Chile começa NESTA TERÇA-FEIRA, dia 11, a venda dos ingressos para o show da banda Radiohead em Santiago, que acontecerá no estádio San Carlos de Apoquindo. A Argentina deve anunciar nos próximos dias a data da apresentação do grupo de Thom Yorke no comecinho de abril, para o Quilmes Rock Festival. A(s) data(s) do Brasil pode(m) ser ou entre Santiago-Buenos Aires ou logo após a passagem argentina da turnê sul-americana do Radiohead. Nos próximos dias devemos ter uma idéia mais clara de como se dará a etapa brasileira da tour mais esperada dos últimos tempos.
O site oficial da banda já entrega a confirmação oficial para Brasil e Argentina, apesar de não informar nada sobre datas e locais. A tensão continua.

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* Voltamos agora com a nossa programação normal…

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Ruby, Ruby, Ruby, Rubeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

* Respondendo a pergunta feita no post anterior: Foals!!

* Então ficamos assim: Rapture 2007, Foals 2008. Para o Planeta Terra 2009 fica a sugestão de “melhor show do ano que vem”: Friendly Fires (que nem tem performance ao vivo tão espetacular assim, mas até lá eles aprendem) .

* O Planeta Terra é um excelente festival? É. Ele tem problemas? Tem.

* TOP 5 POPLOAD - O CAP, Conselho Aleatório Popload, elegeu os principais shows do festival. Não reflete necessariamente minha opinião, viiiiu. Nem vi Breeders. Acho que o Animal Collective, mesmo com o som embolado do começo, merecia estar aí no Top 5. Mas preciso respeitar os conselheiros.

1. Foals
2. Breeders
3. Kaiser Chiefs
4. Spoon
5. Felix da Housecat

* AUMENTA ISSO AÍ - Rapidinho e antes das considerações gerais, eu achei o seguinte: do pouco que eu vi, a performance do Offspring, o patinho feio do festival, estava bem honesta. Assim como foi a da principal atração do evento, o Jesus & Mary Chain. O tempo se mostrou cruel para as duas bandas, mas a força das canções de ambos os grupos garantia o astral (força essa mais das músicas dos escoceses que da dos americanos, óbvio). Tanto Offspring quanto J&MC pareciam estar numa rotação mais devagar um pouco do que o gás que costumavam dar no palco no passado, mas um grande problema do Planeta Terra prejudicou as duas atrações, na minha opinião muito mais o grupo dos irmãos Reid. O som do palco principal era muito baixo. E um guitarrista como William Reid, cuja guitarra mudou o rock independente de certo modo, não podia ter o som de seu instrumento tão limpinho e equalizado no mesmo volume com o baixo e a bateria. É tipo trazer o Jimi Hendrix e não privilegiar a guitarra do cara. No grande show da volta da banda, no Coachella Festival 2007, foi exatamente o que fizeram: guitarra no talo. Gás no Jesus. Aí sim o Jesus & Mary Chain não ficou parecendo uma banda cover de Jesus & Mary Chain. No PT, foi um show bonito, porque as músicas são bonitas. Mas poderia ter sido tão bem melhor…
Detalhe: todas as bandas trouxeram seus técnicos de som ao Planeta Terra.

* PLANETA TERRA 2008 – O QUE VALEU. E O QUE NÃO…

- WIN:
- a correria para pegar o comecinho de um show legal (i.e., Foals) tendo que dispensar o hit no final de outro show legal (i.e., “ Just Like Honey” , dos Mary Chain). Ai sim deu a sensação de estar num festival de verdade.
- a estrutura continua campeã. O PT é “ O” festival. Pena que a Vila dos Galpões vai virar um shopping center e o Planeta Terra vai mudar de lugar.
- ver a alegria dos tiozinhos café-piu-piu a cada acorde do Jesus. Air Guitar em câmera lenta quase.
- Bloc Party bem mais animado que na Argentina, mas ainda bem mais desanimado do que a gente esperava.

- FOALS, esse sim, o melhor show do festival e, sem exagero, o show do ano (qual foi o outro show do ano mesmo? Hives?). Lotou a tenda indie, conquistou quem conhecia e quem nem sequer sabia que eles existiam. Incrível. Daí você sai do palco principal, com um Jesus quase operando por instrumento e com um público mais reagindo por nostalgia que empolgação, e cai ali, na tenda fervida do Foals. Cada um na sua, mas nunca um show foi tão na hora certa como esse. Começou com algumas cabeças se mexendo e terminou com a tenda inteira dançando. E a criançada estilo público Mallu Magalhães que sabia todas as letras? De onde elas vêm? A maior troca de energia banda-público-banda do festival.
- Bloc Party e Kaiser Chiefs tinham que ter tocado no palco indie, que é o lugar deles. Aí a coisa seria nervosa. Palco grande é para banda gigante. Enfim, não ia caber e não podemos ter tudo. Mas seriam outros shows.
- sair no finalzinho já meio capenga do Bloc Party e chegar a tempo de ouvir “Cannonball” no show do Breeders. Bateu um pequeno arrependimento de não ter ido antes. Kim Deal emocionada no violão e muita gente cantando junto.
- Kaiser Chiefs: apesar do som baaaixo demais, aglomerou a população flutuante do festival com uma seqüência de hits non-stop. Show quadradão e sem alteração alguma com o de Buenos Aires, mas divertido e intenso. Ok, a gente não precisava de tanto cofrinho exposto e o vocalista Ricky Wilson demonstrava um pouco demais o cansaço acumulado: a voz falhava, estava ofegante e quase que aquela calça skinny não aguenta tanto sobe e desce… Mas ninguém se importou com isso. Fechou bem o dia.

- FAIL:
- a correria para pegar o comecinho de um show legal (i.e., Foals) tendo que dispensar o hit no final de outro show legal (i.e., “Just Like Honey” , dos Mary Chain). Festival é assim…
- falta de sinalização clara nos portões de entrada e staff mal informado do lado de fora do evento.
- cadê os sorvetes Rochinha?
- o som baixo demais do palco principal. Dava até para marcar encontro pelo celular sem precisar berrar.

- desastre sonoro no show do Animal Collective, parece que causado por um integrante da técnica da banda. O que seria um dos shows do festival, acabou morno. O desencontro da mixagem no começo fez a banda perder umas três músicas do seu set. As duas primeiras canções saíram completamente emboladas e a banda tocou de mau humor e saiu espumando do festival. O Animal Collective já faz um show esquisito e fora dos padrões, mas aquilo foi esquisito “ from hell”.
- hummm. Spoon foi o show da vida de muita gente, como ouvi de amigos. Tenho até vergonha de dizer que achei bom-normal, às vezes arrastado.
- Bloc Party se desculpando pelo playback e por ter desrespeitado “an entire nation” por causa da farofada da MTV foi um pouco demais. Bastava ter feito um show mais empolgante e estava tudo certo.
- Offspring temendo exposição de rugas e proibindo as fotos do fosso dos fotógrafos.
- Transmissão do festival no site vazada nos telões do palco principal. Aquilo foi um pouco vergonha alheia demais. Aquele convidado bizarro era o Silvinho BlauBlau?? Erraram todos os nomes de música, quase. Até os nomes DAS BANDAS. Kaiser Chiefs virou Kaiser Chelfs, ou algo do tipo. Um cuidadozinho básico em que o festival vacilou.

* COBERTURA POPLOAD PLANETA TERRA - Textos: Lúcio Ribeiro e Ana Bean. Leitores convidados: Itaici Brunetti (texto) e Ulisses Barbosa (fotos).  Chinfras: Alisson Guimarães.

* FOTOS - Clicou nas imagens da galera?

blocpartyrio

Foto: Mariana De Biase

* ENQUANTO ISSO, NO RIO DE JANEIRO: BLOC PARTY - Aêêê sim, Brasil. O show esperto, indie, bem colocado que a banda Bloc Party fez no Circo Voador, nesta segunda, BOMBOU. Palco menor, banda animada, público “violento”. Tudo em seu verdadeiro habitat. Agora sim foi o Bloc Party que a gente conhece beeeeeeeeem. Olha a loucura. No sábado, show burocrático. Na segunda, histórico.


* REM - NÃO VOLTE PARA ROCKVILLE!!! -
O histórico REM encerra nesta terça sua turnê brasileira, em São Paulo, uma série de duas apresentações na cidade. Na noite de segunda, no bis, eles tocaram “(Don`t Go Back to) Rockville”, música que não chega a ser uma surpresa do setlist, mas é muito especial para quem acompanha a banda de Michael Stipe desde o começo. Ela chega a ser tão… especial… que até a assessoria do show nem colocou ela no email de divulgação à imprensa. “Rockville”, que nem é mais cantada por Stipe em shows, tem a voz do baixista Mike Mills e apareceu no bis do show de segunda no Via Funchal. Foi Mills quem fez a canção em 1984 para sua namorada, tentando fazê-la mudar de idéia e não retornar para Rockville, Maryland. Só este country-pop choroso já vale a ida ao Via Funchal nesta terça.

* De todo modo, tem as outras tantas músicas incríveis do REM. Tipo esta:

* CHEGA - Ia botar mais coisas pop aqui, inclusive uma promoção de camiseta cool. Mas fica tudo para o próximo post. Até!

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , , , ,
07/11/2008 - 15:37

Pergunta para você: Jesus ou Foals?

* Resolvi abrir um post novo, para fazer essa pergunta rápida. E aí, Brasil? Hein?!?

* REM em Porto Alegre, entrevista do Foals, a lista dos prováveis melhores shows do Planeta Terra, como o festival se prepara para receber suas 15 mil pessoas. E mais outras coisas. Se não estiver tudo aí embaixo já, uma hora hoje vai estar.

* PLANETA TERRA FESTIVAL: AS FOTOS, O PAJÉ, O FIM DOS GALPÕES - A Popload fez um tour nesta sexta-feira para conferir como estava a preparação final do festival Planeta Terra. Embaixo de chuva, deu para ver quase tudo pronto para o evento receber as 15 mil pessoas que esgotaram os ingressos da edição deste ano. O cenário está lindão, ainda mais bonito que o do ano passado. Uma pena que esta deve ser o último acontecimento do Planeta Terra na Vila dos Galpões. O local, já no ano que vem, vai dar lugar a um shopping center. Tenho aqui uma sugestão de novo lugar para o PT 2009. Anhembi!!!! Hahahaha, tô zoaaaaando.

* Quanto à CHUVA, como essa que despencou sexta no final de tarde, parece que não está assustando a organização do Planeta Terra. O festival teria contratado os serviços do Cobra Coral, também conhecido como Pajé, um sujeito que garante céu aberto e sem nuvens para qualquer evento que usa seu, digamos, dom. Figura conhecida no Carnaval do Rio, o Pajé, pelo que eu entendi, sobrevoa os locais solicitantes e joga alguma substância nas nuvens, “forçando” uma chuva na véspera, para limpar o céu para o dia seguinte. Bom, se foi isso mesmo, a chuva de sexta em São Paulo pode ter sido obra do Pajé. Juro que essa é nova para mim.

* O PLANETA TERRA, EM FOTOS - Veja como estão montados os palcos do festival de sábado. Aproveita, porque não vai dar mais para vê-los vazios assim.

O palco principal do Planeta Terra, que neste sábado recebe Jesus & Mary Chain e Mallu Magalhães

O palco indie, lugar onde vai acontecer os shows de Animal Collective e Foals

O galpão dance, em que o Mylo vai discotecar

* OS MELHORES SHOW DO PLANETA TERRA? Ninguém me perguntou, mas assim mesmo vou dizer. Popload e a expectativa dos cinco melhores shows do festival paulistano deste sábado.

1. Animal Collective - A coisa é maluca, fora de controle. Um show deles é punk, outro pode ser pop, às vezes é mais eletrônico que o Chemical Brothers. Pode ser calmo, pode ser violento. Mas é sempre intenso.
2. Foals - Parece um ensaio aberto. A banda vai experimentando sons, como se fosse uma jam session indie. Aí acha o ponto e solta no meio uma das músicas do seu brilhante “Antidotes”, o CD de estréia. Sim, eles tocam “Hummer”. Xi, Jesus.
3. Kaiser Chiefs - Além de as músicas, velhas ou novas, serem boas, Ricky Wilson é um misto de cantor e comandante de torcida. Não tem como ser ruim.
4. Bloc Party - A banda está meio esquisita. Playback desnecessário na TV, músicas novas ortodoxas, remédios para depressão, show morno na Argentina no final de semana passado. Mas ainda confio na banda e nos shows incríveis já visto deles.
5. Spoon - Acho que não tem como ser ruim, né?
6. Brothers of Brazil - Papito!!!!!

* JESUS? É VOCÊ MESMO? - Deixei a banda escocesa fora da lista para pagar para ver. É o grande nome do festival Planeta Terra, mas pode não ser o melhor show. Mesmo com toda representação da banda na minha humilde vida passada, acho que não vou ver a apresentação dos irmãos Reid inteira, porque perto dali vai estar tocando o Foals. Enfim. Escolhas… O J&MC tocou nesta noite de quinta no Peru. Set de 1h20, duas músicas novas. “Head On” foi a segunda canção do show, “Reverence” encerrou. Não teve I Hate/I Love Rock’n'Roll. Tocaram cover do Pink Floyd. O lugar era para 2.200 pessoas e perto de 1.500 viram o concerto. No rol das bandas antigas que voltam, o J&MC atual ficou no meio do caminho entre a energia juvenil do velho Pixies e a decrepitude triste do Echo & The Bunnymen. Confira o setlist do show da banda na quinta à noite. É a lista de músicas que eles costumam executar, mesmo. Não deve variar para o Planeta Terra.

* Aqui, Jesus & Mary Chain em ação nesta quinta à noite, no Peru, a última apresentação antes de São Paulo.

* Haha. Eu estava zoando com a história de a Mallu cantar “Just Like Honey” no show do Jesus. Mas eu já não me surpreendo com mais nada no rock…

* R.E.M. AO VIVO NO BRASIL - Confira “Everybody Hurts”, enviada à Popload pelo pessoal do blog Conversation, extraída do primeiro show da turnê brasileira no estádio do São José, também agora conhecido como “Zequinha Stadium”, nesta quinta em Porto Alegre. A banda de Michael Stipe ainda toca no Rio de Janeiro (HSBC Arena, 8/11) e em São Paulo (Via Funchal, 10 e 11/11).

* ENTREVISTA PLANETA TERRA: FOALS ENCARA JESUS EM SP - E o “show mais 2008″ do festival corre o risco de passar batido por causa de um “show anos 90″. Numa espécie de blasfêmia indie, a nova banda inglesa Foals desafia Jesus.
“Não me importo de estar tocando no mesmo horário que o Jesus & Mary Chain”, diz Yannis Philippakis, vocalista e guitarrista do Foals, em entrevista por telefone direto da Inglaterra. “Festival é assim mesmo. Chega a ser cruel ver bandas boas tocando no mesmo horário que outras. Mas existe sempre alguém para ver seu show, então é para essas pessoas que a gente vai se matar no palco.”


Foals em ação no Reading Festival deste ano. Você vai vê-los no Indie Stage enquanto o Jesus & Mary Chain estará tocando no palco principal?
Foto: BBC.co.uk

Uma das bandas mais interessantes da nova safra inglesa do cruzamento rock e dance, o Foals se apresenta no Planeta Terra às 20h30. Meia hora antes, o grupo escocês veterano e reformado Jesus & Mary Chain já vai ter iniciado seu segundo show em São Paulo, depois de ter tocado na cidade em 1990.
A diferença de formação das duas bandas britânicas é de 20 anos. Mas para o rock moderno do Foals isso não faz a menor diferença.
“Há pouco mais de um ano a gente não tinha um single lançado. Hoje já nos chamam para tocar em festivais grandes em lugares como o Brasil. Alguém aí deve conhecer nossa música, não é possível”, afirma Philippakis. “Quando penso nessas coisas em aviões eu acho muito assustador. Mas paro logo de pensar para não enlouquecer”.
Muito além da combinação do estilo indie + dance music, o Foals espichou sua música para um lado experimental, às vezes mínimo, às vezes máximo, progressivo, calculado, o que levou a banda à classificação de “rock matemático”.
“Isso é bobagem. Nem sei o que é rock matemático. Se existe uma definição que caiba ao nosso som é música caótica, direta e violenta”, tenta explicar o líder da banda.
O Foals lançou seu álbum de estréia em março deste ano, na Inglaterra, pelo hoje cultuado selo Transgressive Records. Chama “Antidotes” e tem produção de Dave Sitek, o músico da banda TV on the Radio que virou o “produtor do momento” na música independente. Nos EUA, o disco do Foals foi lançado em abril pelo histórico selo Sub Pop. Até chegar ao Planeta Terra, a banda circulou por muitos dos grandes festivais de música do mundo, como Glastonbury, Reading e Lollapalooza. Para fechar o ano, vem ao Brasil “desafiar Jesus”.
Está bom para uma banda que há pouco mais de um ano não tinha um single lançado, não?

* Não pensa que acabou.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , ,
06/11/2008 - 11:26

EVERYBODY HEARTZ

* Sobre o título: o que eu vou falar no post vai ser de coração.

* WASSUP 2008?!? - O que está acontecendo com o mundo?
(1) Os EUA elegem seu primeiro presidente negro.
(2) A Fórmula 1 é decidida na última curva da última volta da última corrida.
(3) O Oasis fez um vídeo bonito.
(4) O Jesus & Mary Chain cogita chamar a Mallu Magalhães para cantar “Just Like Honey” no lugar da Scarlett Johansson.
(5) Wilson Sideral confirmado para abrir um show do REM.
(6) O McDonald’s tem pão na chapa no café da manhã. Pão na chapa!!
(7) E um conhecido DJ rocker virtual anda discotecando nos clubes de SP com uma guitarra no pescoço, para fazer “air guitar real” depois que aperta o play das picapes.
Vai, Michael Stipe. Canta para nós “It’s the end of…”

* POPLOAD NAS ELEIÇÕES AMERICANAS - Íncrível a manchete do tablóide inglês “The Sun” em sua capa de 5 de novembro, sobre o novo presidente americano: “One giant leap for mankind”, pegando emprestado parte da famosa frase que representou em palavras a chegada do homem à Lua.

* E digo mais… Essa manchete para o Obama só perde para o trocadilho que eles fizeram com a saída da cadeia do marido da Amy Winehouse, o Blake, nesta semana na Inglaterra. A manchete era “Prison Blake”, hahahahaha.

* CREDENCIAIS POPLOAD PLANETA TERRA - Para deixar aqui registrado, quem já está devidamente com seu passe de imprensa para trabalhar para a Popload no principal festival de música do ano são os seguintes sujeitos:
- Ulisses Barbosa
- Itaici José Brunetti Perez

* Não desanima. Até o fim do post eu acho que tenho mais coisas para oferecer, do festival.

* A PIOR MÚSICA DO MUNDO - Hehe. Com o anúncio oficial da vinda ao Brasil em janeiro do músico inglês James Blunt, para abrir os shows do veterano Elton John, não pude deixar de lembrar que o rapaz é o responsável pelo estrondoso hit de 2005 “You’re Beautiful”, que causou estragos mundiais nas paradas e nos ouvidos. “You’re Beautiful” foi eleita a pior música DE TODOS OS TEMPOS, em pesquisa realizada na Inglaterra. Ganhou da Celine Dion, de “Macarena” e de outras terríveis. A canção de Blunt, que tem o mais irritante refrão da história, já foi parodiada, esculachada e zoada de diversas maneiras, por diversas pessoas: do Weird Al Yankovic (”You’re Pitful”) ao Cartoon Network. Até o próprio Blunt, de saco cheio do sucesso dessa música que ele nem considera a principal do seu disco, fez auto-paródia no “Vila Sésamo”. Logo mais, ao vivo, “You’re Beautiful” no Brasil.

* A MELHOR MÚSICA DO MUNDO - É o fator momentâneo, mas “Everybody Hurts”, linda e sofrida balada da banda REM, virou a melhor música da história nestas semanas, uma vez que o grupo de Michael Stipe, em turnê no Brasil, ressuscitou a canção de 1992 neste atual giro sul-americano. O curioso é que “Everybody Hurts” nem é de Michael Stipe. Foi composta em sua maior parte por Bill Berry, ex-baterista do REM, que abandonou a banda anos depois para virar fazendeiro. De novo os ingleses: “Everybody Hurts” foi considerada, em enquete britânica para uma TV, uma das mais doídas canções de fim de romance jamais feita, embora a banda “defenda” que ela foi inspirada na mais desesperadora e frágil etapa de vida de um ser humano: a adolescência. De tão contundente em sua tristeza, o hit do REM foi tema de campanha do Samaritanos na Inglaterra, em um dos esforços para baixar a alta taxa de suicídio entre os teens britânicos no meio da década passada. Muito pelo contrário, nos EUA a música foi banida POR LEI no estado de Nevada, por “encorajar os adolescentes a se matarem”. A música tristonga do REM foi uma das trilhas mais utilizadas em vídeos de qualquer TV e internet com imagens dos ataques terroristas do 11 de Setembro. E embala uma cena de matar de dó da Marge Simpson, em “Os Simpsons”, em que a mulher do Homer caminha solitária no meio de uma tempestade, pensando que não tem amigos.
     
* ESCÂNDALO BLOC PARTY - Como se não bastasse o playback farofa na festa da MTV, a decentíssima banda inglesa Bloc Party, atração do festival Planeta Terra e um dos pilares do novo rock deste século, “aplicou” para cima de uma tradicional festa indie paulistana. O grupo de Kele Okereke copiou na cara dura um flyer antigo (de 2006!!!) da balada Party Intima, que é mensalmente realizada no clubinho Audio Delicatessen, na Vila Madalena. O resultado da fraude blocpartiana pode ser visto na capa do mais novo álbum da banda, “Intimacy”, lançado em agosto passado. Bom, veja com seus próprios olhos.

* Nesta quinta à noite, no Vegas, vou perguntar pessoalmente aos bloc parties se isso aí foi só coincidência. E vou repercutir com os meninos do Kaiser Chiefs. E com a galera do Foals…

* Falando em Party Intima, nesta sexta a balada acontece forte, quente e comemorativa no Audio Delicatessen. Vai ter discotecagem do “dono” Rafael Urenha e da Popload. Se você quiser se arriscar, chegue cedo.

* KAISER CHIEFS E O VÍDEO EM SP - Neste momento (quinta-feira) a banda inglesa está gravando seu próximo vídeo em São Paulo. É para a bacaníssima música “Good Day Bad Days, o segundo single do recém-lançado CD “Off with Their Heads”. Segundo o site oficial dos Chiefs, a direção do vídeo é por conta de Alex Courtes, que fez “Seven Nation Army”, do White Stripes.

* E o post só está começando… E só termina amanhã.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , ,
03/11/2008 - 16:15

Qualé?!?

* Vai, Obama!

obama

* Popload na Argentina. Popload nos clubes de SP. Credenciais de imprensa para o esgotado Planeta Terra. Ainda o Tim Festival. William. Kurt. Estamos chegando, Brasil.

* É melhor você saber por mim do que por aí, nas ruas. A Popload, expandindo sua atuação no mercado, vai lançar em breve uma linha de camisetas de várias cores, tamanhos, skinny, pólo e “normais”, com os dizeres “Popload: the hype machine” e “Popload: não leio, não lerei”, entre outros. Hein?!?

* Não. A camiseta não vai vender na Daslu!!

* Amiga minha foi ao show da banda americana !!! na Argentina, domingo passado. Em hora tal lá, com a galera aplaudindo no final de uma canção, o vocalista do grupo solta, todo agradecido. “Obrigado, Buenos Aires”, assim mesmo, como estou escrevendo. E depois: “Sorry. ‘Obrigado’ is the only word I can say in spanish”. Poim! Foi a nossa vingança da eterna frase americana que diz que “Buenos Aires é a capital do Brasil”.

* GOSSIP GIRL - Opa. The Big Bang Theory e Two and a Half Men estréiam temporada nova na Warner nesta semana, ambos na terça-feira. E opa, opa. Outra que chega novinha é “Gossip Girl” (às quartas), em seu segundo ano. Parece que o seriado vem “hardcore” na nova temporada. Vi os dois primeiros episódios e não senti a libido tão abalada assim. De todo modo, nos EUA circulam dois cartazes. O oficial, tipo “a série que é o pesadelo de todo pai americano”, e o “não-tão oficial”, tipo de blog.

cartaz gossip girl

* Falando em seriado, e “Heroes”, hein?
Uma das séries mais bacanas um dia desses e que hoje está difícil de aguentar, a saga dos super-heróis “humanos”, no começo de sua terceira temporada, passa por uma crônica falta de idéias ou, muito pelo contrário, tem idéias demais, o que a deixa esquizofrênica. Para falar a verdade, desde o meio da segunda temporada eu já não entendo mais nada. Capa recente da “Entertainment Weekly” dá a manchete para “Fallen Heroes”, e diz que não só a cheerleader e o mundo precisam ser salvos, mas o programa também.
“Heroes”, que já chegou a ter 16 milhões de telespectadores, agora consegue no máximo 8 milhões, em queda livre. E vários de seus principais roteiristas estão debandando.

* PLANETA TERRA - SUBSTITUTO DO SUBSTITUTO - O DJ francês de house Sébastien Léger vai substituir o DJ Justin Robertson, que ia substituir o escocês Calvin Harris. Robertson, que entrou no line-up do festival na semana passada, alegou motivos pessoais e não vem mais.

* PLANETA TERRA - ENTREVISTA JESUS & MARY CHAIN - O cara botava para quebrar. No palco e fora dele. Porra-louca, nunca esteve nem aí para nada, era azedo em entrevistas (quando as dava), brigava em público com o irmão (Noel e Liam quem?), entrava no palco sem dar oi, saía do palco sem dar tchau, entre outras casca-grossuras. Já que era para ser tosco, fez o rock desviar da reta ao fazer o disco mais “inaudível” da história, um álbum vital para essa coisa chamada “indie” (”Psychocandy”, 1985). É o principal responsável direto pelo termo “noise” no rock e, no caso do Brasil, por causa das 567 bandas que inspirou por aqui, pelo termo “guítar”. Assim mesmo, com um acento estranho e brasileiríssimo no “i”.
Esse era William Reid, guitarrista do seminal (mesmo) Jesus & Mary Chain, importantíssima banda britânica dos anos 80/90 e hoje talvez a principal atração do festival Planeta Terra, que acontece sábado que vem.

william reid

O William Reid que eu entrevistei semana passada era um outro. Atendeu docemente o telefone na primeira ligada. Paizão, parecia segurar uma criança no colo, de tão cristalino que vinha pelo telefone o barulho de alguém chorando. Perguntei umas três vezes se tudo bem de a entrevista acontecer em outra hora e ele insistia. “Não, tudo bem. Dá para falar”.
Beleza, vamos nessa. Mas que William é esse?

Popload: Alguma expectativa em tocar de novo no Brasil?
William Reid:
Todas. Quero rever a platéia brasileira. Faz 18 anos que tocamos aí pela última vez… Lembro que comemos bem no Brasil quando estivemos aí.

William Reid com saudade do povo brasileiro, em um show que aconteceu quase 20 anos atrás? Com a data do show do Brasil em 1990 na ponta da língua? Lembrando da comida? Que William Reid é esse?

Popload: Nestes quase 10 anos que o Jesus & Mary Chain desapareceu do pop, o que mais você sentiu falta na música?
Reid:
De gastar horas e horas no estúdio. Adorava passar tempos lá, burilando músicas, melhorando. Nunca fui muito de palco. Nunca me senti muito bem tocando na frente de pessoas.

Bom, este William Reid já faz um pouco de sentido.

Popload: Do jeito que a banda parecia se odiar quando acabou, foi difícil resistir à tentação de voltar a tocar juntos?
Reid:
Desta vez foi fácil. Primeiro porque todo mundo mora em lugares diferentes. Depois porque as coisas mudam, as pessoas mudam… As coisas mudam [repete, meio pensativo...].

As coisas mudam. As pessoas mudam. E, óbvio, os shows mudam. A atual apresentação do J&MC revela que a banda não tem mais o pique do passado, mas os irmãos Reid padecem do tempo com mais dignidade que 90% das bandas que voltam à ativa, como a Popload pode conferir no festival de Coachella no ano passado. “Não acho que estamos fazendo feio. As músicas estão lá, intactas. O Jim anda com dificuldade de agachar, como no passado. Mas isso é assim mesmo”.

O Jesus & Mary Chain toca no Planeta Terra, em São Paulo, às 20h30 no sábado. William Reid contou ainda, na conversa telefônica direto da Califórnia, que já trabalha em um álbum de inédita da banda, a ser lançado no ano que vem. Mas talvez não arrisque nada novo no Brasil. “Será um show só de hits nossos, não poderia ser de outro jeito.” Como vai ser o álbum? “O de sempre. Alguma melodia, bastante barulho. É o que sabemos fazer.”

* POPLOAD NO PERSONAL FEST (BUENOS AIRES) - Neste final de semana tivemos uma prévia do que vai ser o Planeta Terra em São Paulo, no sábado que vem. O Personal Fest, este ano em estilo ‘esporte-fino’ (gravatas rosa com o logo do festival eram distribuídas na porta), dividiu em dois dias uma parte das bandas que aparecem por aqui nesta semana. Além do Spiritualized. E do Mars Volta. Além do REM!!! A enviada especial Ana Bean conta como foi.

bloc party no personal fest, foto de ana bean
Kele Okereke no telão, gente desinteressada no chão. O show do Bloc Party no Personal Fest foi morno. Ânimo, Bloc Party! Sábado é aqui em São Paulo!!
Foto: Ana Bean

* BLOC PARTY NO PERSONAL: FAILED? - Diferentemente do Planeta Terra, em que o público teen (abaixo dos 18) não pode entrar para ver a Mallu Magalhães (16), o festival argentino foi… família. Pais e filhos, menores de idade, colegiais… Isso significa álcool zero. Nas tendas, só se vendiam água e Pepsi. E alguns salgadinhos tipo Doritos. Nada de briguinhas, tumultos, galera se abraçando emocionada… Talvez isso explique a empolgação-zero do público apático que recebeu o Bloc Party ainda de dia, com sol bombando na cabeça. Além de ter errado na seqüência de músicas novas seguidas por outras mais lentas e experimentais, a banda nem se comunicou com a platéia, chegando até a zombar da falta de ânimo das pessoas. Que fique claro que não foi um show ruim, só mal planejado e sem vontade. Faltando pouco para o final do show Kele Okereke decidiu “presentear os que gostam da banda desde 2005″ e mandou uma seqüência de hits. Mas muita gente já tinha desistido e trocado de palco para esperar o Kaiser Chiefs. Kele ainda disse que estava contente por estar na América do Sul “pela primeira vez”. Ainda bem que ele já esqueceu o show-papagaiada na MTV, em São Paulo, no mês passado.
(O Bloc Party toca no festival Planeta Terra, SP, sábado, às 23h45. Na segunda, dia 10, a banda se apresenta no Circo Voador, no Rio)

* KAISER CHIEFS NO PERSONAL: SÓ ALEGRIA - A banda já tinha a vantagem do show à noite, com mais cara de balada. Apesar de movidos a água e Doritos, a platéia foi bem receptiva às brincadeiras do vocalista Ricky Wilson, com as tradicionais frases-ganha-platéia em espanhol. Como tem feito em outros shows da turnê, o KC entrou ao som de “Money for Nothing”, do Dire Straits. Intercalaram as canções novas com as mais conhecidas, deixando tudo mais fácil. Para dar uma idéia, “Everyday I Love You Less and Less” foi a segunda do show. Ganhou a galera do começo. As músicas novas vieram mais pesadas e velozes ao vivo, ainda bem. Assim alguns solos desnecessários de guitarra passaram bem despercebidos.
(O Kaiser Chiefs toca no Planeta Terra, em SP, sábado à 1h30, portanto já no domingo)

* REM NO PERSONAL: STIPE SONIC YOUTH - Hinos de futebol e um engraçado “Olêêê Olêêê… Mai-Kéél Mai-kéél” ficavam cada vez mais altos, e parecia que não ia caber mais gente ali. De repente o palco “ligou”, veio a edição de som e luzes sincronizadas com as imagens nos telões coloridos (o mesmíssimo palco da tour européia), o figurino impecável de Michael Stipe, a interatividade via telão com a platéia e um setlist com 24 (vinte-e-quatro!) músicas. Mais: Michael Stipe tocando guitarra (segundo alguém da banda, ele não fazia isso desde 1989), a banda desempenhando ao vivo a linda e corta-pulsos “Everybody Hurts” (veja abaixo), que depois de tempos fora do setlist reapareceu na atual turnê sul-americana e por fim o senhor Stipe se jogando sem medo no meio do público (quase não conseguem tirá-lo do meio do povo). E também teve muito Obama. Em forma de música, de discurso, em imagens no telão, em canção anti-Bush.
Impossível ter saído do show sem ouvir a sua música preferida do REM: estavam todas lá. De “Orange Crush” a “Losing My Religion”, esta já no bis. O bis, vale destacar, veio depois de Stipe mandar bilhetinhos (escritos na hora e mostrados à platéia através dos telões) incitando a platéia a pedir por mais. Seria cafona se fosse, sei lá, o U2, mas Michael Stipe com seu esmalte preto descascado pode. “Man on the Moon” fecha o show e Stipe é carregado pelos companheiro de banda enquanto encarna o Sonic Youth e dispara a fazer distorções na guitarra. Parece que vai ficar pequenininho esse Via Funchal…
(O REM abre a turnê brasileira nesta quinta, em Porto Alegre. No sábado, o grupo toca no Rio. Semana que vem, segunda e terça, é a vez de São Paulo)

* AINDA O TIM FESTIVAL (1): MGMT NÃO ENTENDEU - O brother carioca Bruno Natal, do esperto blog URBe, invadiu os camarins do Tim Festival na Marina da Glória e fez um vídeo-entrevista com a banda americana MGMT. Numa hora lá um dos meninos, o Andrew, dizia que ficou meio decepcionado com o público. “Ouvi dizer que os ingressos estavam caros, né? Era tipo 250 reais para ver o Kanye West…”, se espantou Andrew. Aí é engraçado um explicando para o outro na banda que no festival tinha que pagar ingresso para ver os shows de cada um dos palcos. “That’s insane”, disse um deles. O vídeo da entrevista com MGMT logo após a apresentação do grupo no Tim Rio está aqui.

* AINDA O TIM FESTIVAL (2): KLAXONS AMOU - Parece, pelo título. Chamadinha para reportagem da “New Musical Express” que sai nesta quarta tem a manchete “Braziliant” e analisa como foi o show do Klaxons em São Paulo, depois de 18 meses de hiato da banda.

*  AINDA O TIM FESTIVAL (3) KANYE POLÊMIKA - O Globo Online levanta a história da tal “banda” do Kanye West, nas polêmicas apresentações do rapper superstar no Rio e em São Paulo. Diz o jornalista Antônio Carlos Miguel em seu blog no site do jornal que “alguns músicos brasileiros teriam sido contratados para encenar a pseudo banda”. Que instrumentos foram montados atrás do cenário, mas que na verdade “a banda dele não veio”. O Tim Festival, por meio de sua assessoria de imprensa, diz que a informação do “Globo” é mentirosa.

* OASIS SEM FIM -
Falando em “NME”, a capa da revista nesta semana vai trazer de noooooooooovo a banda dos Gallagher, em reportagem sobre a “turnê do ano”. Mas o bacana mesmo rolou de notícia nesta segunda à noite. Tava tudo muito calmo na turnê indoor do Oasis pelo Reino Unido.
Até que, na chegada da banda à Glasgow, onde o Oasis faz shows nestas terça e quarta, Noel tirou onda com os jornalistas, informando logo: “Meu irmão não está comigo aqui hoje; escolheu ir para outro lugar”. Indagado sobre por qual razão Liam não o acompanhava, Noel apenas fez um sinal com os ombros. Lá vem…

* Dá uma olhada na “NME”. Veja o “Klaxons no Brasil” nas chamadas do canto esquerdo.

oasis

* WASSUP 2008 - Wassup  Wazzup  Whazzup  Whassup  Whats  Up  Whass. A movimentação pop provocada nos EUA pelo “fenômeno Obama” é maravilhosa. Tipo este vídeo abaixo, de uns caras que já tinham “atacado” nas últimas eleições. O vídeo teve 4 milhões de exibição, já. E o divertido é a briga política séria nos comentários. Bem, está explicado o título deste blog.

* CREDENCIAL POPLOAD PLANETA TERRA - Sua última chance. Em alguma hora amanhã eu mando aos organizadores do festival os dois leitores-repórteres que vencerem o sorteio (via comentários ou no email). Certo?

* Agora chega!

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , , , ,
17/09/2008 - 10:34

O maior show gringo no Brasil da HISTÓRIA!

((((versão dois))))

* Popload em São Paulo. Eê.

* Vamos lá que a coisa não está fácil, Brasil. O título do post ia ser “Alguma Coisa Não Está Bem Comigo”, mas este dançou. Hoje, por aqui, você vai saber qual foi o maior show internacional que já teve neste país em todos os tempos. E, também, promete ser o maior post de todos os tempos. Vamos ver o que dá isso.

* NINE INCH NAILS CANCELADO – Pelos famosos “problemas técnicos”, a oportunidade de ver o palco incrível e a performance da banda de Trent Reznor no Brasil já era. O show na cidade aconteceria no próximo dia 7 de outubro. Foi um efeito dominó do cancelamento da apresentação de Porto Alegre, por baixa venda de ingressos, conforme informou a Popload na semana passada. Segundo diz-se na indústria, os ingressos para o show de SP estavam vendendo muito bem, mas a empresa Mondo Entretenimento, responsável pela vinda da banda, resolveu pagar a multa de cancelamento do show a ter que bancar os custos extras que sobraram depois que Porto Alegre pulou fora. Ainda na parte sul-americana, Bogotá (Colômbia) também fica sem ver o NIN.

* TING TINGS NA NOVELA – Olha onde foi parar a dupla inglesa Ting Tings. O hit “That’s Not My Name” foi trilha sonora na casa da cafetina Silene no capítulo de terça-feira de “A Favorita”. Não é que eu ouvi o Ting Tings na Globo enquanto assistia a novela, entende? Estava passando pela sala quando…

* Quer mais? No CD “trilha internacional” de “A Favorita” tem Regina Spektor e Katy Perry!!!!!

* PLANETA TERRA vs. KYLIE MINOGUE vs. MAROON 5 vs. NIGHTWISH – Mais uma integrante para o “junta tribos” alertado por este blog para o dia 8 de novembro em São Paulo. A musa australiana Kyle Minogue é a mais nova oficialmente confirmada para a mais movimentada data sonora que São Paulo já teve em sua história, em relação a shows internacionais desse vulto. Então fica assim:

dia 8 de novembro, sábado:

- Jesus & Mary Chain, Bloc Party, Kaiser Chiefs, Breeders, Animal Collective, Mylo, Calvin Harris, Mallu Magalhães (hihi) na Vila dos Galpões.
- Kylie Minogue no Credicard Hall
- Maroon 5, no HSBC Brasil
- Nightwish, no Via Funchal

* PETER BJORN & JOHN ABRE PARA A POPLOAD – Um Popload DJ set está confirmado no festival No Ar Coquetel Molotov, em Recife, neste sábado. O hypado grupo sueco toca e na seqüência tem a Popload. Ué, é verdade!

* O já bem famoso festival indie pernambucano começou nesta segunda passada em Recife com cinema, palestras e exposição. Sexta e sábado tem os shows, entre outros, de PB&J, Shout Out Louds (Suécia), Club 8 (Suécia), Final Fantasy (Canadá), Marcelo Camelo (Rio), Mallu Magalhães (SP), Guizado (SP), Vanguart (MT), Julia Says (PE).

* Popload DJ set nesta quarta-feira na Funhell, festa “hot” da Funhouse. Rafael Urenha (Party Íntima) e Ricardo Athayde (banda Stop Play Moon) também tocarão na balada. Na quinta-feira, 25, Popload no Vegas. Em outubro, em Ponta Grossa (PR). Em novembro, BH.

* MGMT SE ESQUECEU DO BRASIL? – Atração espertíssima do próximo Tim Festival, o grupo nova-iorquino MGMT, de shows 50% ótimo-50% hippie chato, começa a turnê com Beck no próximo sábado, como você pode conferir na página deles do MySpace. Lá tem todas as apresentações futuras da banda, incluindo México e Austrália. Mas não tem as datas do Brasil…

* O “ESQUEMÃO” DOS INGRESSOS – A eterna ladainha de reclamações sobre preço justo de ingressos, meia entrada, venda confusa pela internet, cambistas cada vez mais profissionais e público cada vez mais esfolado, a gente está cansado de saber, não tem solução. Inclusive participei de um “Debate MTV” sobre o tema nesta semana e o programa acabou como começou, sem chegar a lugar nenhum. Então, o jeito é “se virar”. Por exemplo, os ingressos para o show do REM em São Paulo (R$ 200 o mais barato, R$ 500 o para a absurda “área VIP” na frente do palco). No dia anterior à venda, uma galera conseguiu comprar entradas por R$ 50 a inteira, na pista. Graças a um link “mágico” que veio de dentro da T4F (Time 4 Fun) Mondo, a promotora da tour, chegou a um fã-clube e foi parar no Twitter. Quem estava atento ao lance teve meia-hora para comprar o ingresso pelos cerca de R$ 50 (26,37 dólares, com a taxa de conveniência), mediante um cadastro rápido e a senha “fornecida”. E aí…

* Um esquema parecido já ocorreu para as famosas entradas dos shows da Madonna e a Time 4 Fun, a organizadora da turnê. Total vingança dos nerds.

* Eu imagino de onde vem esse “link mágico”, mas não vamos mexer muito com essas coisas para não gorar.

* ALGUMA COISA NÃO ESTÁ CERTA COMIGO - Recentemente apareceu o novo vídeo do espetacular grupo Cold War Kids, formação indie-blues-country da Califórnia que lança seu segundo álbum (”LOyalty to Loyalty”) na semana que vem. O primeiro som a ser conhecido do novo disco foi “Something Is Not Right with Me”, que a banda deu de graça em seu MySpace. Jä vi uns três vídeos dessa música no Youtube. O orginal/oficial é dirigido pela famosa diretora inglesa de vídeos Sophie Muller, que ultimamente montou “Sex on Fire”, do Kings of Leon, e “That’s Not My Name”, do Ting Tings, a banda da novela das 8 (e meia). Gosto do Cold War Kids porque é uma das bandas mais contagiantes que eu vi num palco em tempos recentes. Os moleques se matam a cada música, ninguém fica parado no lugar (nem o baterista). O vídeo oficial de “Something Is Not Right with Me” mostra um pouco isso. Mas tem um outro vídeo legal da mesma música, que, no link está com a assinatura atribuída a Sophie Muller. É um bem louco, com uma molecada brincando com fogo. Bom, melhor você ver por si mesmo. Primeiro o oficial, da Sophie Muller. Depois o do fogo, da “Sophie Muller”.

* SOULWAX/2MANYDJS/NITE VERSIONS - Uma das mais incríveis entidades indie dance dos últimos anos, a dupla de irmãos belgas do 2ManyDJs lançou há alguns dias um sensacional DVD chamado “Part of the Weekend Never Dies”, que contém um documentário sobre os DJs/banda/projeto e conta como serviram de ponte para o rock e o eletrônico construindo uma importantíssima cena de amigos. Vi o DVD inteiro nesta semana. Primeiro eles explicam: o 2ManyDJs é uma dupla de DJs que toca música dos outros. O Soulwax é uma banda de rock. O Nite Versions é o Soulwax remixado e tocado ao vivo. O documentário tem depoimentos do povo do LCD Soundsystem, Klaxons, Justice, Erol Alkan, Peaches, entre outros músicos que botaram o rock para dançar bonito nesta década. Além do documentário, e no melhor estilo remix, misturaram 120 shows pela Europa, Ásia, América do Norte, Oceania e América do Sul para construir uma apresentação do Soulwax inteirinha em trechos. O resultado é bem bom. Tem cenas do Soulwax tocando no Anhembi, na excelente performance deles no Nokia Trends de 2006. Tava lá vendo o documentário e de repente vejo os irmãos Dewaele com a camisa do Palmeiras. Num jogo do Palmeiras. E tem cenas, no “Part of the Weekend”, de palmeirenses brigando na arquibancada. Bizarro. “Part of the Weekend Never Dies”, além de trazer um CD de áudio com faixas do Soulwax ao vivo e ser bem divertido, é um documento de época.

* JÁ JÁ – A parte final e principal do post. Pensou em qual foi o maior show que você já viu no Brasil? Porque eu vou perguntar isso…

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , , ,
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