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12/09/2008 - 15:38

As rádios de rock e os festivais de rock

((((blog atualizado, sexta 19h. edição final)))

* Popload em Palermo, Sicília.

popload em palermo, italia

* <tema de “O Poderoso Chefão”>
Aí eu estava jantando numa trattoria na noite de quinta, em um beco qualquer da superconfusa Palermo. Dessas em que praticamente no meio da rua fica um italiano suadão, camiseta regata branca, na frente de uma grelha, assando peixe fresco na hora do pedido. Um carro escuro com um italianão gordo, bigodudo e mal encarado dentro pára junto ao homem da grelha. O sujeito desce o vidro, fala alguma coisa e o cozinheiro faz uma cara de inconformado. Aí tira uma grana do bolso e dá para o “Bigode”, que fecha o vidro, acelera e se manda. Eu sei que pode ser qualquer coisa. Mas teria eu testemunhado uma ação mafiosa de cobrança e pagamento do “imposto”?
</tema de “O Poderoso Chefão”>

* POPLOAD TURISMO - Palermo é bem louca. A cidade, a quinta maior da Itália, foi fundada pelos Fenícios, depois pertenceu pela ordem à Grécia antiga, aos árabes, aos romanos, foi considerada a mais bela cidade do Império Bizantino, foi colônia de Nápoles, virou a capital de uma das duas Sicílias e, ufa, a capital da Sicília unida. Aí, na Segunda Guerra Mundial, foi invadida pelos aliados, contra os fascistas/nazistas, e semidestruída por bombas de todo lado. Então, com o fim da guerra, cresceu ao sabor das vontades da Máfia. Todo esse passado é visto hoje nas ruas, na arquitetura, no trânsito, nas pessoas. O time da cidade, que joga a série A do Campeonato Italiano, tem camisa cor-de-rosa.

* RAP ITALIANO – A música local mais ouvida na Itália hoje parece ser, fora aquela da Amy Winehouse italiana, um hip hop chamado “In Italia”, do rapper Fabri Fibra, famoso na cena. A música toca no underground italiano desde o ano passado, mas depois que virou single, em maio deste ano, ganhou novo remix, um vídeo e daí explodiu por todas as ondas. A letra enfileira as belezas da Itália, mas também escancara o lado podre. Fala da bela vida, das férias no mar, da pasta feita em casa, das mulheres belíssimas, dos artistas, dos monumentos, de ser campeão do mundo. E intercala com a mania de guardar arma no carro, de sair de um hospital pior que entrou, de os italianos serem mundialmente famosos pela Máfia. “Na Itália não tem trabalho fixo. Mas na Itália se beija o crucifixo”, canta Fabri Fibra. O refrão é direto. “São coisas que ninguém te dirá e são coisas que ninguém te dará. Você nasce e morre aqui, no país das meias-verdades.” O vídeo, que tem a participação da conhecida cantora de rock Gianni Nannini, é forte e algo perturbado. Fabri caminha por entre cruzes num cemitério e é “cortado” por “cenas italianas”. É engraçado (triste) quando Fabri solta ironicamente, no meio do vídeo, um “Bem-vindo à Itália”. O vídeo tem mais de 2,6 milhões de visitas.

* Tirando uma coisinha aqui e outra ali, a diferença da Itália e do Brasil são os monumentos.

* NOVA POPLOAD – Parece que o redirecionamento automático do www.popload.com.br ou www.lucioribeiro.com.br para este blog novo já começa a funcionar a partir deste final de semana. A mistura de canais também está arrumada e a rádio Poploaded e o guia Out já devem estar atualizados e cada um no seu lugar, aí à direita. Se ainda não estiver, vai “estar estando” em algumas horas. O lance dos comentários estava meio embaçado, mas (também parece) já normalizou. Também já consigo ver direitinho e sem atitudes protocolares o ip das máquinas que comentam. Hihi.

* A POPLOAD E A QUESTÃO DA VIDA NO PLANETA – Enquanto você fica aí lendo sobre rap italiano em blog, em Cern, na Suíça, neste momento, cientistas estão fazendo o caminho de volta da vida na Terra até o Big Bang do Sistema Solar. Foi o assunto da semana no planeta e eu fiquei meio boiando, porque estava isolado em ilhas sem internet e com jornal apenas da Sicília, o que não (me) ajuda muito. Colisão de partículas super-simétricas, buraco negro em miniatura, quarks, “partícula de Deus”, Higgs, WTF, não estava entendendo nada???? Procurei uma matéria nos jornais brasileiros para entender o que está acontecendo e uma das únicas coisas que eu encontrei de importante para a humanidade foi “Rogério Flausino tira o bigode para o novo vídeo”. Hehe. Na verdade achei, li, mas ainda assim não consegui entender o caso. Então fui à imprensa inglesa…

* O diário britânico  “The Guardian” publicou na quinta uma reportagem sobre essa reunião de cientistas em Cern, em torno da busca de solução para os “mistérios do universo”. O repórter, com um texto ótimo, disse que foi até Genebra, onde os cientistas estão trabalhando em um túnel circular de 27 km, embaixo da cidade, e não entendeu nada do que está acontecendo. Começou dizendo que, se ele não tinha entendido o título do novo filme do James Bond, “Quantum of Solace”, qual a chance de ele entender o lance de Genebra? Na capa, chutaram que essa simulação do Big Bang combinando calor e pressão para chegar à “partícula de Deus” tem a ver com o “Klaxon Nu Rave Reflux”, hahahahaha.

* AS RÁDIOS NOSSAS E AS DELES – Falei aqui recentemente das rádios rock (não só) italianas e acho conveniente dizer algo sobre a nova temporada de rádios rock no Brasil. Mais especificamente em São Paulo. Dá para dizer que o rock (principalmente) vive uma certa “Era do Rádio” no dial paulistano, com a chegada da Oi FM e da Mitsubishi FM. A boa nova é sempre comemorada quando isso acontece, mas sempre vem acompanhada de uma forte expectativa, não exatamente positiva. Será que desta vez vai funcionar?

Se o “vídeo matou a estrela do rádio”, como pregava o famoso sucesso dos anos 70/80, que serviu de trilha para a chegada da MTV, hoje, com a internet, essa “estrela do rádio” vaga tipo um zumbi pelo purgatório radiofônico. Mas, se a internet abriu um admirável mundo novo para essa “estrela”, ela encostou de vez na parede a ”rádio”. Antes atuando sozinha nas ondas sonoras, as chamadas rádios convencionais se vêem dividindo atenções e ouvidos com as rádios retransmitidas da internet (elas mesmas, só que na via virtual), as rádios exclusivas da internet, as rádios gringas que se pode ouvir na internet, as rádios que EU posso fazer PARA MIM na internet, os podcasts, o iPod.

* Enquanto a Mitsubishi FM vem com uma proposta mais ou menos definida de ser um easy-listening roqueiro tipo rádios de avião, “sem arriscar para não espantar”, a Oi FM vem alardeando em vinhetas que é a “rádio diferente”, “livre para tocar o que quiser” e que veio para tocar o “novo”. Então a cobrança nossa para cima da Oi vai ser naturalmente maior.

Operando em fase experimental nessa sua chegada ao “difícil” mercado paulistano de rádios de rock/pop que não costumam sobreviver por muito tempo, porque sempre quiseram focar em tudo e acabaram não focando em nada, seria injusto fazer qualquer pré-julgamento da programação atual da OiFM, que até escala um Hot Chip e um Mark Ronson para tocar, mas se anima demais na hora de disparar uma do Lenny Kravitz, depois uma da Joss Stone, seguida de Jamiroquai e “aquela” dos Chili Peppers, tipo o que a falida 89FM, a “rádio rock”, costumava tocar. Anos atrás. Mas, muito além da programação em si, as rádios novas que se pretendem “diferentes” têm que se ligar que não basta só tocar as músicas de uma cena. Elas têm que interferir nessa cena. Para sobreviver e não virar aquela rádio da seqüência-musical-cadeira-de-dentista. Se é que não seja essa mesma a intenção. Vamos voltar mais a este assunto…

* PLANETA TERRA NU – O evento de música  rivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaal do Tim Festival, que acontece no dia 8 de novembro, retoma neste sábado a venda dos ingressos, desta vez com a programação divulgada oficialmente. Tirando tudo o que você leu por aqui, vem também o DJ escocês MYLO, para a tenda eletrônica. Curumin e o DJ Mau Mau engrossam a lista dos brasileiros, que ainda terá Mallu Magalhães e outros a serem anunciados. Os ingressos a princípio serão vendidos no site da Ticketmaster brasileira. Preço: R$ 80, para o chamado “primeiro lote”.

* O negócio é que, como “primeiro lote”, o Planeta Terra andou vendendo dias atrás um tal de “blind ticket”, quando a pessoa compra o ingresso sem saber (oficialmente) quais atrações vai ver, como fazem alguns festivais ingleses. Estavam vendendo essa leva de entradas por R$ 60 (R$ 78, incluindo a taxa de conveniência). Mas aí, logo desencanaram dessa (boa) idéia, apesar de todo mundo saber faz tempo de 99% das atrações da edição deste ano. Interromperam a primeira venda sem maiores avisos, e soltaram esse novo anúncio de vendas agora. Mas teve gente que comprou, veja abaixo:

Ticketmaster, 06/09/08.

Sr(a). xxxxxxxxx,

Gostaríamos de informar que sua compra para o pedido 140xxx foi autorizada pela administradora do cartão. Seu número de compra é 3-49xxx e ocorreu a venda de: 1 ingresso(s), para o evento Planeta Terra 2008 para o dia 08/11/08 às 15:00 hs no Villa dos Galpões no setor Pista (1o.Lote) - ATENÇÃO: SEUS INGRESSOS ESTARÃO DISPONÍVEIS NA BILHETERIA DO EVENTO PARA RETIRADA; WILL CALL. VALOR TOTAL DA COMPRA: R$78,00.
 
Por favor leias nossas políticas abaixo.
Atenciosamente.
Ticketmaster Brasil

* TIM FESTIVAL – Enquanto isso, com preços mais salgados, e também pelo Ticketmaster (com.br), por telefone (SP, 2846-6000; fora, 0300 789-6846), além de 27 postos em oito cidades, o Tim Festival começa a venda de suas entradas na terça que vem, dia 16.  Os preços para São Paulo estão abaixo (os do Rio não são muito diferentes).

- PARQUE DO IBIRAPUERA, SP
22/10 – Kanye West
R$ 250
23/10 – Klaxons, Gossip, Neon Neon
R$ 150
24/10 – Junior Boys, Dan Deacon, Gogol Bordello, Switch, DJ Yoda
R$ 60
25/10 – MGMT, National, Cérebro Eletrônico
R$ 150,00

* NINE INCH NAILS EM PORTO ALEGRE: FAIL – Por causa da baixíssima vendagem de ingressos para o show da banda americana Nine Inch Nails no Rio Grande do Sul, o show gaúcho foi cancelado.

* BLACK REBEL MOTORCYCLE CLUB NO… – Num passado não muito distante, a banda californiana BRMC caiu nas nossas mãos para tocar ao Brasil. A Popload fechou os caras para um possível Popload Festival. Mas, com os trâmites rolando, a banda deu para trás, por causa de atrasos na produção do último álbum deles. Com isso, o festival acabou não acontecendo. Corte para 2008: não é possível que o BRMC (agora com baterista mulher) feche para descer ao sul da América para Argentina, Chile e Colômbia e pule o Brasil. E aí, produção brasileira?

02/10 - Buenos Aires, Pepsi Festival
03/10 - Santiago, Teatro Caupolican
30/10 - Mexico City, Vive Cuervo Salon
02/11 - Bogota, Rock Al Parque Festival

* UM ARCADE FIRE NO BRASIL – Mais ou menos, hahaha. Se você é um indie mais… mais… erudito, vai curtir o projeto Solitude deste ano, que acontece nos dias 17 e 18 de setembro no SESC Santana, em SP. O grande nome é o músico canadense Owen Pallet, que toca violino como convidado do grupo cult Arcade Fire, além de colaborar com Grizzly Bear, Beirut, e ser responsável pela orquestração do disco de estréia do Last Shadow Puppets. Só isso. Outra atração da noite é a francesa minimalista Collen, que me informaram que é “famosa” por fazer sonoridades “estranhas”. O ingresso custa R$ 20.

* O violonista Owen Pallet soltou uma boa sobre o Brasil, em uma entrevista para o “Zero Hora”, de Porto Alegre. Disse que o Win Butler, do Arcade Fire, compôs a faixa “Black Wave/Bad Vibrations”, do álbum “Neon Bible”, no Brasil. Ele se sentia terrível pela banda ter sido colocada num hotel gigante no meio de miséria, comendo um prato de 100 dólares no meio de um gueto. Deve ter sido naqueles hotéis da Nações Unidas, perto da avenida Berrini. Pallet convida todos para vê-lo tocar seu violino e cantar. “É melhor do que pode parecer”, avisa. “Mas não é nada tipo CSS”, explica o músico canadense.

* UMA FRANCESINHA NO BRASIL – Prepare para dançar com os braços. A cantora francesa Yelle, diva da internet e do electro francês, vem tocar no clube Glória, em São Paulo, no dia 30 de setembro. Yelle é atração de uma nova festa do Glória, a IM//A\\PARTY e do lançamento do site IM//UR. Mais sobre isso depois.

* PRÉVIA DO OASIS NOVO - No próximo dia 06/10, chega às lojas o novo álbum do Oasis, “Dig Out Your Soul”. Neste sábado, a Sony Japão botou os tradicionais 30 segundos de cada música do álbum em seu site.
A nova – e diferente – obra dos irmãos Gallagher possui (oficialmente) 11 faixas. Mas a versão japonesa conta com duas bônus. Elas também foram jogadas online no site da gravadora.
Ouça no player Popload a seqüência de todas as treze novas canções do Oasis, na seguinte ordem: “Bag It Up”, “The Turning”, “Waiting for the Rapture”, “The Shock of the Lightning”, “I’m Outta Time”, “(Get Off Your) High Horse Lady”, “Falling Down”, “To Be Where There’s Life”, “Ain’t Got Nothin’”, “The Nature of Reality”, “Soldier On”, “I Believe in All” e “The Turning (Alt Version #4)”.

OASIS – TRECHOS DE “DIG OUT YOUR SOUL”

* QUAL O MELHOR FESTIVAL DO “VERÃO” BRASILEIRO? - Skol Beats, Tim Festival, Planeta Terra? Leve em consideração as atrações, o local, o preço dos ingressos. Fala aí qual seu festival preferido em 2008. Nos comentários ou no email. Falo de prêmios quando voltar.

* ACABOU - Não vou voltar a este. Post novo chega na terça. A história do “rap enquanto rock” vem na próxima.
 

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , ,
08/09/2008 - 22:04

Popload na Itália: Sinto dizer, mas eu avisei!! ((final))

* Popload na Sicília.

placa na estrada para siracusa, sicilia

* Você vai chegando a Siracusa e de longe avista uma edificação gigante, branca. Ruínas gregas? Nada. A cidade, que já pertenceu aos gregos antes de os romanos a tomarem, recebe os visitantes com um cemitério. Enooooorme para uma cidade que nem tem uma população extraordinariamente grande. Ê, máfia…

* SIRACUSA É INDIE – O indie está em alta nesta parte bem ao sul da Itália. Mas aqui o termo tem outra serventia. Ele dá nome aos comerciantes que resolveram se rebelar contra a máfia local e não contribuir mais com dinheiro, em troca de “segurança”. Pelo que eu soube, começou com os comerciantes de bancas de frutas. Onde li, dizia até que os “rebeldes” chegam a botar placas na frente do estabelecimento dizendo “esta loja não contribui com a máfia”. Mas, em um rolê rápido pelo centro da cidade, essas placas eu não vi.

* RÁDIOS ITALIANAS – Estou atravessando o sul da Itália de carro, ao embalo de rádios bem bacanas daqui. Eu, que não acreditava em tantas rádios italianas decentes assim. Tem uma que chama Rádio Ibiza e toca rap francês, electro-rock inglês, experimentações dance italianas, o diabo! Tem a Radio DeeJay, que não compromete. Boa para ouvir os singles “da hora”. A Virgin FM, com sotaque inglês mas programação italiana, que toca basicamente velharia, mas sem xaropices. E tem a 105FM, minha preferida, que transmite direto de Milão. Emissora boa, toca o hoje olhando para o futuro. Muita rádio brasileira devia seguir o exemplo. Bota para rolar indie inglês e americano, rock italiano (a cena local), R&B e rap dos EUA, sem perder o rebolado. Não é que despreza o passado, mas acha mais interessante movimentar a música de agora. Difícil tocar “Under the Bridge”, dos Chili Peppers, ou “Daughter”, do Pearl Jam, ou “…My Way”, do Lenny Kravitz. Pode até tocar Chili Peppers. Pode até tocar “Daughter”. Mas não faz como as rádios brasileiras, que tocam como se a música tivesse acabado de ser lançada. Com a desculpa de “tocar para as pessoas de 30 e poucos anos”, acreditando em uma cascata que diz que essa é a idade dos que mais ouvem rádio e dos que gostam de músicas “de sua época”. Nhé!

* BAFO NO SHOW DO OASIS – A banda estava executando o hit “Morning Glory”, no último domingo em uma apresentação no Canadá, quando um cara da platéia invadiu o palco e empurrou o Noel Gallagher para a galera, com guitarra e tudo. O Liam, que estava cantando sem olhar para os lados, não viu o “stage dive” forçado do irmão e ficou sem entender a confusão. Quando se ligou, e os seguranças estavam levando o agressor para fora do palco, Liam saltitou engraçado e deu um safanão no cara. O show parou e a banda saiu de cena. Dizem que nos bastidores o Liam teria dado um chute na cara do fã doido, que foi direto para o hospital. Quando o show foi retomado, o Noel estava normal e o Liam transtornado, tanto que nem cantou muito das “suas” músicas. O vídeo da confusão está aqui.

* AMY ITALIANA – Sempre que a música “Non Ti Scordar Mai Di Me” começava a tocar no rádio, achava que estava ouvindo a inglesa lesada Amy Winehouse cantando italiano. Voz igual, levada igual. Descobri que era uma cantora italiana mesmo, chamada Giusy Ferreri. Depois, no hotel, vendo a MTV local, vi uma mulher parecida com a Amy. Quer dizer, se a Amy não usasse o cabelo de cavalo e fosse bem mais bonita e saudável (italiana). Era a tal Giusy Ferreri. Estou com preguiça de botar o vídeo da italiana aqui, mas o Youtube tem facinho. Dá uma procurada para conferir como seria a Amy Winehouse se ela usasse menos drogas e comesse mais macarrão. Fora que a música é bonita, dramática.

* ORLOFF FIVE FESTIVAL: HIVES, O SHOW DO ANO? – Por motivos óbvios, eu não consegui estar no Via Funchal, no final de semana passado, para conferir Hives, Melvins e Plastiscines (mais o “nosso” Vanguart). Mas a poploader Ana Bean foi lá, então é como se eu estivesse. E o que a Bean viu foi isso:

- “Achei que o show do Franz Ferdinand no Circo Voador, em 2006, tinha sido o mais próximo de Carnaval que um show indie pudesse chegar, mas a micareta do Hives no Via Funchal, sábado, foi tão (ou mais) divertida quanto.
- A noite começou pesaaada (literalmente) com um já grisalho Buzz Osbourne e o seu famoso cabelo Chico César do Mal. Fãs do Melvins se amontoaram e reagiam emocionados a cada movimento das baterias. Quem exagerou na reação, como um moleque que fez o (des)favor de atirar um copo de cerveja no palco, recebeu uma bronca bem-humorada, mas um tanto assustadora da banda. Fizeram a noite dos cabeludos e ex-cabeludos do Via Funchal. As meninas se divertiram com o roadie de sunga azul que circulou pelo palco como se estivesse no calçadão de Copacabana.
- As francesas Plasticines fizeram no Vegas, quinta, o show que deveria ter sido feito no Orloff. No clubinho da Augusta, elas se entenderam com o público e o show foi divertido. Honesto, melhor dizendo. Na imensidão do palco da Via Funchal, elas ficaram perdidinhas. O som não funcionava direito, a vocalista estava tensa e a comunicação com a platéia… FAIL. Ninguém reagia ao inglês, ou ao português afrancesado, muito menos ao francês das meninas. Começou pesado e acelerado, até perder totalmente a força depois que as três músicas conhecidas (ou não) foram tocadas. Irritadinha, a vocalista começou uma série de berros, encenou uma briguinha com um fã, insinuou um momento clichê lesbo-chic com a baixista, e finalmente perguntou: “Do you wanna see ‘Ze’ Hives???”. Platéia surta e daí já não tinha muito o que fazer.
- Entram os suecos. Nem precisaram tocar uma nota para o Via Funchal reagir. Elétricos, teatrais, não dava para tirar uma foto que não saísse tremida. Enquadrar o vocalista Howlin’ Pelle Almqvist em suas andanças para lá e para cá e a toda velocidade pelo palco era impossível. O guitarrista Nicholaus Arson (praticamente um Brendan Fraser do rock, haha) conseguiu a proeza de chamar ainda mais atenção, com suas piadas (e escarradas, vale dizer) e brincadeiras bem comédia pastelão. O carisma da banda fez até aqueles chatos e manjados “Eu Te Amo, São Paulo” ficarem divertidos. “Batam Palma!”, “Grita aí!”, “Parem!”… gastaram o português limitado mandando e desmandando na platéia. “Main Offender”, já a segunda música do show, provocou um tumulto bom, se é que isso existe. Micareta não é exagero, ninguém parou de pular mais depois disso. O último disco (“The Black and White Álbum”) permeou o show, mas “Tick Tick Boom” ficou para o bis, claro. Assim como “Hate to Say I Told You So”, que quase fez o “tumulto legal” virar coisa mais séria.”

* E o tumulto do Hives em São Paulo pode ser visto no vídeo de “Hate to Say I Told You So”, aí embaixo.

* A VOLTA DO MARS VOLTA? – Acho que já fiz esse título-piadinha em alguma outra ocasião, mas vale o repeteco. A banda de indie progressivo (haha) The Mars Volta vai estar por estes lados da América do Sul no começo de novembro. Não sei nada sobre o Brasil, mas parece que os shows viagem-barulho deles estão garantidos no Chile e na Argentina. Em Santiago, por exemplo, o TMV toca com o REM no dia 3 de novembro e com o Jesus & Mary Chain no dia 4. Deve sobrar para nós, espero.

* PROSTITUTAS ANÃS – Na lista de exigências da veterana banda americana Melvins, atração das boas do festival Orloff Festival, que balançou SP no final de semana passado, constava esse estranho pedido. A produção não conseguiu satisfazer os rapazes. E eles, bacanas, nem reclamaram. Ah, pediram cuecas-tanguinha também. É sério!

* UNIDOS PELO BOB DYLAN – Os folks também amam. Mallu Magalhães e Helio Flanders (Vanguart) são o novo casal indie da cidade.

katy perry no vma


* EU CORAÇÃO KATY PERRY –
Vou falar aqui: eu curto a Katy Perry. Ela é o Artic Monkeys da música pop baba americana. Explico: cada um bem na sua, e musicalidade à parte (óbvio), tanto Perry quanto os Monkeys constroem preciosas letras sacadíssimas sobre seu cotidiano. Os ingleses na vida árida de um moleque de Sheffield em sua cidade sujinha e (quase) sem graça. Ela no dia-a-dia “difícil” de uma garota da Califórnia, com seus namorados emos e suas amigas eeeeeewwww. Kate Perry tem sido uma das músicas do meu “verão”, aqui na Itália. “I Kissed a Girl” anda tocando mais que Madonna, que estava sendo bombada aqui na Europa por causa da passagem da sua turnê-furacão, essa que vai para o Brasil em dezembro. Da Perry, ainda se ouve bastante a “Ur So Gay”, o primeiro single, a música que ela fez para o namorado que demorava para se arrumar mais do que ela, na hora de saírem. E nesta semana está sendo lançado o novo single dela, “Hot N Cold”. A letra não é tão “polêmica” quanto a dos seus dois hits anteriores. Mas, tanto quanto a música em si, é bem esperta.  De novo, Kate se refere ao namorado (acho, pode não ser). Ao namorado bipolar. Uma hora é isso, outra hora é aquilo, reclama Perry. “We fight we break up/ We kiss we make up.” A música é um pequeno fenômeno dentro do fenômeno que é Katy Perry. Ela já havia entrado nas paradas de singles de download na Austrália, Canadá e EUA antes mesmo de ele ser lançado como tal, só porque a galera curtiu a música quando baixou o álbum. Na Inglaterra, enquanto “I Kissed a Girl” está em primeiro lugar, “Hot N Cold” já toca bastante. Nas rádios inglesas, tiraram o “bitch” da letra. Entrou “chick”, no lugar. A foto acima é de Katy Perry chegando segunda passada na gravação do VMA, o principal prêmio da MTV americana.

* ACABOU? - Ainda volto aqui para anunciar a promoção da semana e os ganhadores do prêmio francês. Rianna em São Paulo e Florianópolis em fevereiro, é?

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , , , ,
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