* Ouça o que eu falo: tirando os indies, somente a guerra das colas, entre Pepsi e Coca, vai nos salvar nesta terra de grandes festivais falidos.
* Falando nisso, eu já comentei por aqui algo do Popload Festival 2009? Desta vez o Black Rebel Motorcycle Club não vai estragar tudo. Agora uma perguntinha: sua banda indie é boa?
* NEGÓCIO NADA ARRISCADO - Vocês sabem aquelas clássicas propagandas do game Guitar Hero que passam nas TVs americanas, não? Uma em que alguém (ou alguéns) entra escorregando de meia na sala, aos pés de uma escada, com a guitarrinha fake do jogo. O comercial é inspirado na famosa cena do Tom Cruise em “Negócio Arriscado” (1983), em que ele toca “Old Time Rock and Roll”, do Bob Seger. Tem a propaganda com o Kobe Bryant, por exemplo, e a “histórica” da modelo Heidi Klum, tocando guitarra do guitar hero de lingerie preta. Tem outras tantas. E tem essa do Metallica, nova, “diferente”, haha.
O Metallica lançou esse jogo Guitar Hero Metallica em meados de março no festival texano South by Southwest deste ano, num clube-barranco improvisado nos fundos de um restaurante mexicano/hamburgueria, que recebe os principais shows do festival e as mais importantes bandas do rock durante o ano inteiro. Teve uma banda de moleques fazendo show tocando Metallica com Guitar Hero. Depois o Metallica fez um show de verdade no barrancão do restaurante.
* O MAIOR SHOW GRINGO DE TODOS OS TEMPOS NO BRASIL - Estava pensando nisso nestes dias: a galera elege o Radiohead em SP e o Franz no Circo Voador como os melhores shows internacionais da história… E eu, EU, eu mesmo, não vi nenhum dos dois. Mas, beleza. Ainda bem que tem a internet, né? Já está rolando faz dias na rede a hora cheia que o canal pago Multishow transmitiu da apresentação do grupo de Thom Yorke na Chácara do Jockey. Só neste feriado consegui parar para ver inteiro. Se você ainda não viu, ele está aqui:
01 - 1:33 - 15 Step
02 - 6:20 - There There
03 - 11:40 - The National Anthem
04 - 16:44 - All I Need
05 - 21:05 - Pyramid Song
08 - 27:00 - Weird Fishes/Arpeggi
09 - 33:30 - The Gloaming
10 - 37:30 - Talk Show Host
12 - 43:02 - Faust Arp
13 - 46:57 - Jigsaw Falling Into Place
14 - 50:09 - Idioteque
15 - 53:37 - Climbing Up The Walls
16 - 59:04 - Exit Music (For A Film)
17 - 1:03:54 - Bodysnatchers
E tem o bônus, também rolando há dias, que é “Fake Plastic Trees”, música nem tão incrível assim do incrível “The Bends”. Em gravação de alta-definição, que fez parte do bis e portanto fora do que passou ao vivo no Multishow, dentro do contrato estabelecido. O vídeo é espetacular. Nem curto taaanto assim a famosa canção, mas aqui ela está doce-sujinha, bem linda.
* Na TV mesmo, o Multishow repete pela última vez o show do Radiohead (os 70 minutos que tiveram direito de gravar e exibir) no próximo dia 15, mais conhecido como nesta quarta-feira agora, às 21h15.
* TONIGHT: JACK WHITE - A Dead Weather, a mais nova “nova banda” de Jack White, que desencanou da melhor delas todas aparentemente, iniciou sua vida ao vivo para valer em show no Bowery Ballroom, em Nova York. A primeira aparição pública do BATERISTA Jack White mais a mina do Kills mais os caras do Raconteurs e do Queens of Stone Age rendeu vídeos como este, abaixo. Sem o virtuosismo de Jack White na guitarra (ele pega no instrumento umas duas vezes no show, parece), dessa vez descendo a mão no bumbo, o Dead Weather é “apenas” uma banda suja de garagem. Blogs americanos que cobriram o show atentaram quase todos para um detalhe. Todo mundo esgota o ingresso do Dead Weather para, óbvio, ver Jack White. Mas, na hora que o show começa e a Alisson Mosshart começa a cantar, os olhos do público vão direto para ela.
* LA ROUX - Já falei dela aqui “once” (hehe, estou parecendo um blogueiro televisivo engraçado que eu conheço), mas está na hora de falar de novo. A ruivinha La Roux está provando que não tem só o cabelo mais legal da música, hoje.
La Roux, na verdade, é o nome do duo onde Elly Jackson, londrina de 20 anos que faz o tal rock sem guitarras, se destaca no meio de tantas outras cantoras que infestam a música pop inglesa, parece encarnar o Eurythmics antes de eles ficarem chatos e tem “shape” (hehe, estou parecendo um blog…) de componente do Classic Nouveaux. Ela é uma novidade clássica “herself” (hehe, estou pare…). La Roux é tecnopop anos 80. Delícia. Me lembra quando eu ia na Zoster. What?
O lance é que, depois da deliciosa “Quicksand”, que tipo revelou a moça (a dupla, vá lá), ela acaba de lançar o single “In for the Kill”, que entrou “pianinho” nas paradas inglesas e foi subindo, subindo…
We can fight our desires
Ooooouuuuuuhh
but when we start making fires
we get ever so hot
Ooooouuuuuuhh
whether we like it or not.
Aí aparecem os moleques de Niterói do The Twelves, pegam “In For the Kill” e fazem assim:
* Hey, kool thing. Senta aqui do meu lado. Tem uma coisa que eu quero perguntar a você. Eu só quero saber o que você…
* A NOITE EM QUE EU TOQUEI NO SONIC YOUTH - E o i-na-cre-di-tá-vel show do Sonic Youth domingo em Santiago COMEÇOU desse jeito aí em cima… Com cara de fim de mundo. Essa foi a extensão barulhenta da primeira música, “Teen Age Riot”, que abriu o concerto do SY no Chile, o único na América Latina pelo menos até o fim do ano, parece. Fiquei surpreso com o show. Thurston Moore (tímido-maluco), Kim Gordon (de vestinho azul) e o resto da banda pareciam ter todos 20 anos de idade. Cheios de gás. Duas horas de shows, três voltas para bis, algumas guitarras destruídas.
Até eu toquei guitarra neste show, hahaha. Eu estava perto da grade num momento ali quase no fim da apresentação, quando o Moore foi destruir sua guitarra num dos monitores. Depois, não contente, achou de vir em direção da galera e botou a guitarra para a massa tocar. Eu nem queria ficar perto da bagunça, mas veio uma onda humana por trás e fui espremido em direção da grade. Aí, com 1 milhão de pessoas me empurrando e a guitarra bem na minha frente, só me restou… tocar.
* KOOL THING - Os vídeos do Sonic Youth que eu fiz estão sonoramente “aquela beleza”, mas não dava para fazer nada muito melhor, já que eu estava colado nas caixas. A bateria parecia estar tocando dentro da minha orelha. Vou colocar alguns vídeos na minha conta de YouTube, além dos que eu botar aqui no post. Este aqui embaixo é de “Kool Thing”. Repara na Kim Gordon. Ela tem mesmo 56 anos?
* RADIOHEAD E “CREEP” NA PRIMEIRA - O último show da bendiiiiiiiiita primeira turnê do Radiohead pela América do Sul terminou sexta-feira à noite no maldiiiiiiiiiiito Estádio Nacional, em Santiago, Chile. A questão em shows assim, raros, da banda do Thom Yorke, é: será que eles vão tocar “Creep”? Em São Paulo, quase não tocaram. Foi a última, depois até que o show já tinha “encerrado”. Aqui em Santiago, na segunda apresentação da banda no famoso estádio chileno (parece que a primeira, na quinta, foi estranha, confusa), “Creep” foi logo tocada de início. Simples assim.
* Isso me lembrou de um show do Mudhoney em Londres, em 1991, o ano em que o “punk broke”. Foi uma semana antes de o Nirvana mostrar no Reading Festival 1991, pela primeira vez em um evento grande, a fatal “Smells Like Teen Spirit”. E algumas semanas antes de o álbum “Nevermind” ser lançado e o indie rock mudar o mundo (hehe). Até aquele momento, o hit indie maior e “da hora” era “Touch Me I’m Sick”, do Mudhoney. E aí, no abarrotado show deles no Astoria, Mark Arm assim que entra no palco já pega o microfone e fala: “Para vocês não encherem nosso saco, toma aí ‘Touch Me I’m Sick’”. Thom Yorke não chegou a dizer a mesma coisa no Chile, tocando “Creep” de primeira. Mas o Radiohead me lembrou o Mudhoney nessa.
* Aqui em Santiago, Radiohead começando o show na sexta com “Creep”. O Blondie, no sábado, iniciando sua apresentação com “Hanging on the Telephone”. E Sonic Youth no domingo mandando de primeira “Teen Age Riot”. Talvez essa tenha sido a “melhor sequência de primeiras músicas numa série de shows na mesma cidade no mundo em todos os tempos”. Estou errado, será?
* Antes de falar mais do espetacular último show latino do Radiohead, preciso dizer que de um modo bizarro PERDI o Blondie. Sério. Era uma noite “anos 80″ do festival Pepsi Music e estavam programados para tocar o cantor farofa Rick Astley, o A-ha e a banda de Debbie Harry. Até aí beleza. No ingresso dava a entender que a noite seria Astley-Aha-Blondie, nessa ordem. No jornal daqui, dizia que o Rick Astley ia abrir. E lá fui em tentar chegar “só” para o Blondie. Eu caminhando em direção do complexo, a gigante arena chilena entupida de gente, quando do lado de fora ouvi alguma coisa do tipo “Boa noite, Chileeeeee”, proferido por uma voz feminina. Aí entro e pergunto para as pessoas da porta como tava o andamento dos shows. “O Blondie acabou de tocar. Agora é o Rick Astley. Depois tem A-ha”. Aí começa a gritaria e o Astley manda a famoooosa “Never Gonna Give You Up”. Entrei por dois segundos no lugar, senti a “vibe”, virei as costas e fui embora. Fueeeeeeeen!
* RADIOHEAD ALEGRE E… HUMANO - Como o show de quinta em Santiago parece ter sido bagunçado e tenso, por causa de problemas técnicos que irritavam o Thom Yorke, o concerto de sexta foi uma alegria só. Alegre e “diferente”.
Já tinha visto o Radiohead ao vivo algumas vezes nesta minha vida de shows, mas antes a banda nunca tinha parecida tão… humana.
Não sei como foi em SP e Rio, porque os perdi, mas aqui no Chile o quesito “viagem”, que sempre dá um caráter extraterrestre para as apresentações do Radiohead, foi aliviado ao máximo.
Bem-humorados, faladores, o Radiohead foi mais uma banda “normal” no último show da turnê latina. Mais “orgânico”. Mais rock, menos efeitos. E isso esteve longe de ser ruim. Pelo contrário.
Começaram com “Creep” e terminaram no terceiro bis, com “Paranoid Android”. Perfeito. Ir embora com “Raaaaaaaaaaaaaaaaaaain down” na cabeça foi demais.
* TUDO NO LUGAR CERTO: RADIOHEAD FAZENDO R.E.M - E teve mais: pouco antes de começar a escandalosamente boa “Everything in Its Right Place”, do “Kid A”, Thom Yorke canta, no jeito Thom Yorke de cantar, o hit “The One I Love”, do REM. Dá uma olhada.
* O CHILE E A CACHORRADA -É incrível o número de cão sem dono que vaga por Santiago e Valparaíso, a cidade por onde passei, na visita ao Chile. São muitos, grandes, andam em bandos, às vezes uma “turma” de quatro, cinco. Para lá e para cá. Parecem espertos, parecem bem nutridos. Se eles se viram bem assim, beleza. Mas achei engraçado o comportamento vespertino deles. Eles deitam e dormem por todos os lugares. Tiram a siesta mesmo. Em praça, no ponto de ônibus, aos pés de telefones públicos, em escada, no meio de guardas fazendo segurança nas ruas. Não tem lugar certo para o sono da tarde da cachorrada chilena. Fiz umas fotos da siesta canina. Assim:
* Eu estava num dos metrôs da bacana Santiago quando veio um aviso, nos falantes. “Por favor, por questão de segurança, não sentem no chão do trem. Repetindo: sentem-se apenas nos assentos”. Pensei: “What?”
Depois comecei a reparar. Não tem essa de banco para os chilenos. A galera senta em todo e qualquer lugar. No trem, na plataforma, na frente da porta do metrô. Confesso que, na hora ali em um metrô cheio e sem assentos disponíveis, me deu uma vontade de sentar no chão mesmo. No Chile, como os chilenos.
* Chile musical. Não sou lá muito conhecedor das coisas sonoras chilenas, mas pelo pouco que vi num canal de vídeos local e sapeando a “Rolling Stone Chilena” eu deduzo que o que pegou por lá pelo menos num mero fim de semana de março são duas bandas/vídeos… de fora do Chile. Passa muito o vídeo de “La Octava Maravilla”, da banda argentina Massacre. Música velha, mas vídeo razoavelmente novo. E, mais, um vídeo muito louco de uma famosa dupla porto-riquenha de reggaeton, a Jowell & Randy. Ainda não entendi se o Jowell & Randy tem duas músicas diferentes, a “Un Poco Loco” e a “Un Poco Loca”, ou é a mesma, com letra diferente, se é diferente. Mas curti a versão remix da música, em ritmo-malandragem. Outro que eu vi que bomba lá, desta vez chilena, é a banda Canal Magdalena, de Valparaíso, uma espécie de Oasis local, guardada as proporções. Não curti muito. Uma tal de “Lady Love Me” toca “bastante”.
Bom, de tudo, vou deixar aqui o vídeo do Massacre. Adoro o “maravidja” falado de “maravilla”.
* FESTIVAL DE READING E LEEDS - Está fraca a escolha de headliners para um dos principais agrupamentos de gente e música do mundo, o Reading Festival e seu espelho, o Leeds Festival. Radiohead, Arctic Monkeys com disco novo e Kings of Leon. Festival inglês anda “broca” de ver, pela “selvageria indie”, mas pelo menos a noite dos Followill deve arrastar a maior quantidade de mulheres para um show de rock na Inglaterra desde os Beatles. Estou brincando, claro.
* KASABIAN MEETS DRÁCULA - A partir de hoje até o próximo dia 3 de abril, o Kasabian estará disponibilizando seu novo single – “Vlad the Impaler” (sério) – em seu site oficial para download gratuito. A faixa faz parte do terceiro álbum do grupo, o “West Rider Pauper Lunatic Asylum” e é bem… bem… Beastie Boys. Vlad é o Drácula da vida real.
A premiere do single vai ao ar “oficialmente” no programa do Zane Lowe, nesta terça. Mas o Kasabian já entregou o clipe, dirigido pelo Richard Ayoade, que costuma fazer vídeos para o Arctic Monkeys (lembra deles?) e conta com a participação do comediante Noel Fielding, encarnando o… Vlad.
Apesar de ser lançada como música de trabalho, “Vlad the Impaler” não será o primeiro single a sair naquele formado antigo, em lojas. Em 1º de junho, chega ao mercado o single de outra música, chamada “Fire”. Uma semana depois sai o álbum.
Chega de falatório. Vê aí o novo vídeo sangrento do Kasabian.
* O MAIOR SHOW GRINGO NO BRASIL EM TODOS OS TEMPOS - Ok, acho que agora dá para fazer uma apuração mais justa. Em tempos em tempos rola por aqui a lista dos principais shows internacionais que o Brasil já viu, sempre na SUA opinião, mas ela tinha sempre uma “falha”: o Radiohead nunca tinha vindo para cá. E agora veio. E agora olha nós aqui outra vez.
* Em setembro do ano passado, não sei se você lembra, fizemos a mesma enquete e deu o seguinte, no top 10:
1. Franz Ferdinand no Motomix - 46 votos
2. Arcade Fire no TIM Festival - 44
3. Pixies em Curitiba - 41
4. Iggy & the Stooges no Claro que È Rock - 38
5. Strokes no TIM Festival - 36
6. U2 2006 - 35
7. Nirvana no Hollywood Rock - 31
8. Pearl Jam - 29
9. Killers no TIM Festival - 28
10. Flaming Lips no Claro que È Rock - 27
* Vamos ver se agora o Radiohead vai furar o bloquei do Top 10, de tão sensacional e incrível e absurdo que foi, segundo os comentários por todo lugar?
* Então lá vai a pergunta: Em sua opinião, qual foi o principal show internacional que o Brasil já viu em sua história? Pode ser mais que um, no máximo três. Estou curioso para (1) ver onde o Radiohead entra e (2) se de setembro para cá esse resultado acima muda, porque tivemos algumas coisas de lá para cá, tipo todo o Tim Festival 2008, o Planeta Terra. O A-Ha…
* Mande seus votos para os comentários aí embaixo ou para o email lucio_ribeiro@ig.com.br. Vou bolar uma listinha de prêmios para “esquentar” a votação.
* Popload em São Paulo. Eu tenho uma tendência pessoal a discordar dessa frase atualmente, mas depois dos últimos dias pop o que eu posso dizer é “Everything in its right place”.
* Cheguei tipo sete horas depois do h.i.s.t.ó.r.i.c.o. show do Radiohead na cidade, mas não se pode ter tudo na vida, não?
* Muita coisa para falar: Radiohead, Oasis, South by Southwest, Texas, Chile (!!!!!). Mas aqui só vai rolar Radiohead. O resto fica para quinta.
* RADIOHEAD OBRIGOU SHOW NO RIO – Uma conversa de bastidor me aponta que o show do Rio de Janeiro teve bem perto de não acontecer. Seriam dois concertos em São Paulo. Tanto organizadores quanto os agentes da banda imaginavam que um show do Radiohead num lugar tão grande quanto o Sambódromo seria fracasso de público. Mas a banda, bastante curiosa pelas constantes vindas do guitarrista Ed O’Brien ao país, disse que só viria ao Brasil se tocassem no Rio.
* “LUCKY” - A espeeeera toda por uma apresentação em carne e osso da banda de Thom Yorke parece ter valido a pena. Todo mundo dizendo que foi o “show da vida”, “show de uma geração”, “melhor de todos os tempos”. Amigo meu, macaco velho de shows internacionais (morou em Londres na época do grunge/britpop), soltou esta: “Esperei 16 anos por isso e valeu cada minuto. Estou impressionado até agora. Tenho 44 anos e ainda chorei na hora de ‘Lucky’”.
* A PESSOA QUE OUSOU NÃO IR NO RADIOHEAD - Mas não é bem assim que todo mundo amou o show. Outra amiga, a Fernanda, que viaja o mundo atrás de shows, frequenta baladas indies, bate cartão no Coachella e tudo mais, simplesmente, no dia, com ingresso na mão e tudo, resolveu “pular o show do Radiohead”. Não foi. Não quis ir. Voltou da praia mais cedo em dia de sol e resolveu “pular”. Com as amigas indo e tudo, telefonando ou mandando vários sms convocatórios inclusive, resolveu desligar o celular, comer Haagen Dasz e assistir seriado na TV.
- Como assim, Fernanda? “Não fui. Acho que foi uma histeria ao contrário. Era taaaaanta expectativa, tanta gente falando, tanta pilha, tantos sms, tantas ligações, tanta gente marcando de se encontrar, tantos especiais no Multishow, tanta gente falando q a vida ia mudar…”.
- Você não acha que a expectativa absurda, no caso do Radiohead, era justificada? Você não errou na política anti-hype? Você está arrependida? Você está sofrendo perseguição dos amigos por que não foi ao show? “Estou arrependida até. Eu sei que foi animal, nunca questionei a qualidade da coisa. Mas achei que era melhor eu deixar para ver o show deles numa ocasião menos histérica. E, sim, as pessoas estão tipo me tratando diferente. Outras acham que estou ‘escondendo’ alguma coisa. Sério, está f*da. Mas a real é que fiquei com preguiça de tanta gente junta esperando o melhor show da vida delas. Eu não sou boa com altas expectativas em massa.”
- Beleza, está explicado. “Você vai botar no blog? Não põe o meu nome. Ou põe, você que sabe. Já sou zoada anyway. Mas não bota meu sobrenome. Para não irem atrás dos meus familiares, haha…”
* PÚBLICO PARANOID - Amigos me contaram sobre um momento tocante no show, quando a banda finalizou o hit “Paranoid Android”. Canção terminada, música já se preparando para engatar o próximo hino, “Fake Plastic Trees”. Mas a galera continuou na boca a “Paranoid Android”, fazendo a segunda voz. “Come on raaaaaaaaaaaaaaain down on me.”
O Thom Yorke então “segurou” “Fake Plastic Trees” e, com o violão, começou a improvisar de novo a primeira voz sobre a segunda voz do público, dando sequência bizarra a “Android”. Quem viu, viu. Mas um áudio tirado de algum lugar da galera flagrou o momento assim:
* Tem muuuuuuuito mais até esta quarta nesta quinta.
* Oi, tudo bem por aí?
Notícias do Texas e da nova música incrementam este blog na terça. Hoje o assunto todo aqui vai ser Radiohead em SP, numa cobertura dos poploaders Ana Bean e Alisson Guimarães. Desde o setlist insano e bem mudado em relação ao show do Rio, passando pela chuva, Exit, pessoas em silêncio, transe, choro compulsivo, vontade de morrer, vontade de viver muito mais, essas coisas típicas de um show do Radiohead.
A Chácara do Jockey, ainda esperando pela chuva. (Foto: Cris Gusmão)
* ACREDITE: RADIOHEAD EM SP! E FOI ASSIM - 15h, chuuuuuuuuuva!
Thom Yorke foi bem generoso com o Rio de Janeiro. Pegou praia, tirou a camisa, mandou um setlist caprichado com Creep no final. Só que em São Paulo, tirando a tortura física e psicológica da Chácara do Jockey, tudo conspirou a favor. A chuva “prometida” pelos metereologistas nunca veio. Aquelas faixas esperadas do The Bends também não. Mas se no Rio rolou Airbag, No Surprises, I Might be Wrong, Street Spirit, How to Disappear Completely e Just, São Paulo ficou com Pyramid Song, Talk Show Host, Climbing up the Walls, Exit, Fake Plastic Trees, Lucky e Optimistic. Empate técnico? Vocês decidem.
- Quando Thom Yorke ensaiou a primeira frase de Exit, ninguém se mexeu ou resolver cantar junto. Não tem como não se arrepiar com 30 mil pessoas… em silêncio.
- Aliás, a galera em coro foi um show a parte. Em Karma Police, Climbing Up The Walls e Paranoid Android principalmente. Na última, o público resolveu continuar a música sem a banda.
- Thom Yorke tem voz para mais uns 25 CDs no mínimo.
São Paulo finalmente conheceu esse cara aí, pessoalmente. (Foto: Sérgio Carvalho)
- Jigsaw Falling Into Place é ainda melhor ao vivo do que em estúdio.
- Só Johnny Greenwood e seus apetrechos tiram o foco do público de Thom Yorke. No que ele tanto mexia em Fake Plastic Trees?
- Será que alguém chegou para a banda e disse: “Então, não tem jeito. Vocês vão ter que tocar Creep”. Vocês imaginam o que teria sido aquela descida sem fim do barranco da Chácara do Jockey se eles não tivessem tocado Creep? Ia ter gente avançando com facão lá de cima.
A loucura da abertura + 15 Step
Fake Plastic Trees
SETLIST - São Paulo
15 Step
There There
The National Anthem
All I Need
Pyramid Song
Karma Police
Nude
Weird Fishes/Arpeggi
The Gloaming
Talk Show Host
Optimistic
Faust Arp
Jigsaw Falling Into Place
Idioteque
Climbing Up The Walls
Exit Music (For A Film)
Bodysnatchers
Videotape
Paranoid Android
Fake Plastic Trees
Lucky
Reckoner
House of Cards
You and Whose Army
Everything In Its Right Place
Creep
* RADIOHEAD WRAP-UP - Passada a empolgação (ou transe, como queiram) do show, com direito a 3 (TRÊS) bis do Radiohead, vamos aos fatos:
- não existe UMA banda hoje (HOJE, aka, em atividade e que ainda soe atual e autêntica) com a perfeição do Radiohead. Não só musicalmente. Os shows dessa turnê acabaram com tudo o que a gente achava que sabia sobre “megashows”. Nada de efeitos especiais hollywoodianos ou dançarinos que parecem ter saído do programa do Faustão. Basta uma equipe na mesma e quase impossível sintonia de Thom Yorke. Não sei quantos anos ele demorou para formar uma outra banda genial nos bastidores, mas o resultado foi perfeito: das luzes à edição dos VTs nos telões.
- dava para subir um pouquinho mais o volume. Um pouquinho só. Eu bem vi as pessoas do prédio em frente irem para a varanda quando a transmissão do canal Multishow terminou (juro). Ou seja, não iria incomodar ninguém.
- Números não oficiais, bolados pela Popload: 30 mil pessoas. 3 mil vagas de estacionamento. Cerveja por $6, copinho de água por $5. Camiseta regata Radiohead: $70. Quatro (isso mesmo?) barracas de comida. Dois tipos de comida. Quatro saídas de emergência. UMA saída “oficial”.
- A boiada indie teve que se virar como pôde, deixando silenciosamente a Chácara do Jockey a zero por hora. Faltaram velas e um mantra religioso para a procissão se estabelecer de fato. Sorte da produção que se tratava de um show que gera um transe coletivo. Naquele momento, ali, a última coisa que as pessoas queriam era se estressar e arranjar confusão. Vai fazer a mesma coisa com fã de Iron Maiden e vamos ver no que dá.
- E por que mesmo a gente teve que descer tudo aquilo, dar a volta no quarteirão, para depois subir tudo de novo?
- Resumindo: $200 podem te dar um Radiohead, mas não te levam embora para casa com conforto. Táxis cobravam preços de show da Madonna. $60 no mínimo, preço fechado. Quem deixou o carro no estacionamento não saiu de lá antes das 3 da manhã. A melhor saída foram as vans, que pipocaram no festival. As caravanas chegaram cedo, a galera curtiu até o último minuto e voltou tranquilo para casa: por 20 reais por pessoa ida e volta. Fica a dica para o próximo “mega show de 200 reais com apenas UM portão de saída”.
- As capas de chuva, felizmente, viraram assento na hora do cansaço.
- Rio x São Paulo? “No Surprises” x “Lucky”? “Street Spirit” x “Fake Plastic Trees”? “Exit” x “Airbag”? Impossível agradar a todos. Se a banda tivesse tocado todos os CDs na íntegra ainda assim teria fã dizendo que foi “preguiçoso, poderiam ter se dado ao trabalho de bolar um setlist!”. Mais que uma birrinha de fanáticos ou uma discussão inútil, é só o povo querendo desabafar. Deixa a discussão rolar porque passa logo. E não é todo o dia que a gente pode tentar escolher o que é “menos melhor”: “Exit” no silêncio ou “Creep” cheio de emocionados “carraaaaalllho, véio”!
Ficamos com os 2.
* Enquanto isso, na internet:
- já tem bootleg do show do radiohead em São Paulo para baixar. Histórico, hein. Não está com o setlist completo (ainda), mas já dá para guardar uma lembrança da noite. Entrar (e se cadastrar) no fórum brasileiro do Radiohead, o, dãr, Radiohead Brasil.
- Eu sei que é difícil de acreditar, mas o Edgard Piccoli entrevistou o Thom Yorke. Siiiim. Apesar de umas caretas estranhas aqui e ali, Thom Yorke parecia bem feliz (e à vontade) com seu novo bronzeado. Ele explica o porquê das frases estranhas em português que postamos aqui e foram ouvidas no show do Rio (em São Paulo era… 97 FM?). Dá para assistir à entrevista aqui.
******** BREAKING NEWS: Radiohead no Rio ***********
* E a Popload não está - fisicamente - presente no meio do turbilhão Radiohead-In-Brasil, mas é como se estivesse. E nem digo isso pela quantidade de tweets que posso ler daqui mesmo de Austin, mas pela quantidade de sms que chegam real-time a cada braçada do Thom Yorke nas ondas de Ipanema.
Foto: EGO / WENN
* MENINO DO RIO - E não tinha outra maneira de abrir esse breaking news… É praticamente o fim do indie como nós o conhecemos. Eis que o Thom Yorke surge para provar ao mundo (as fotos estão rodando os blogs gringos, vocês viram?) que indie também pega jacaré, reflete na areia e exibe a boa forma. Ou quase isso.
* Confesso que não conheço boa parte das pessoas que me mandam sms neste exato momento para descrever o show no Rio, mas já vou agradecendo de antemão. Valeu, galere! =) Vamos às primeiras impressões dos leitores Popload via live-sms. A cobertura na íntegra a gente deixa para o show em São Paulo, certo? E parece que foi assim:
- Primeira boa notícia: “boa parte dos fãs do Los Hermanos já estava desmaiada (bebida?) antes do show do Kraftwerk começar”.
- “Apoteose semi-vazia”. Alguém tinha alguma dúvida?
- “15 Step abre o show”. Sem marchinha, mas há relatos de uma bandeira da Mangueira no palco. WTF, Thom Yorke? Já abduziram o gringo.
- “Segue com All I Need.”
- “Cariocas seguem conversando normalmente, em alto e bom som.”
- Depois de Nude, seqüência matadora: Weird Fishes, National Anthem, No Surprises, Jigsaw e Idioteque.
- “Idioteque tá meio pancadão, viu”
- Alguém manda o seguinte sms: “Entrou uma voz falando de Companhia das Letras. Ou mais ou menos isso. Comenta-se que deva ser alguma intervenção poética”. Hã? Alguém mais ouviu alguma coisa em português?
- “E neguinho continua falando pra c*ralho. Ninguém presta atenção no show!”.
- “Juro que ouvi um berro de Radiohead is Fuck vindo do além. Aaaaaah começou Street Spirit”
- “O show tá passando rápido demais. Agora Bodysnatchers, a única realmente legal do disco novo”. N.E.: discordo!
- “Show segue com Videotape, How to Disappear Completely e…”
- Recebi vários desse ao mesmo tempo: “PARANOOOID”. Não precisa dizer mais, acho.
- “A Apoteose parece até cheia agora. Galera cantando junto”
- “To vendo o show ao lado do Cigano Igor.” Chegaram relatos sobre o Rodrigo Santoro também, mas achei o Cigano mais interessante.
- “House of Cards e JUST”
- “Outro quase pancadão: Everything in Its Right Place. E nada de Creep ainda, hein”
- “Creeeeep! Morri.”
- “Só no Brasil uma música dessas é interrompida por: ‘água mineraaaaaal! água mineraaaaal!’ Vou te contar, viu”
* Fotos e videozinhos logo mais.
RADIOHEAD – SETLIST – APOTEOSE 20/03/2009
15 step
Airbag
There There
All I Need
Karma Police
Nude
Weird Fishes/Arpeggi
The National Anthem
The Gloaming
Faust Arp
No Surprises
Jigsaw Falling Into Place
Idioteque
I Might Be Wrong
Street Spirit (Fade Out)
Bodysnatchers
How To Disappear Completely
Encore 1
Videotape
Paranoid Android
House of Cards
Just
Everything In It’s Right Place
Encore 2
You And Whose Army?
Reckoner
Creep
Thom, o menino do Rio, trouxe seu Radiohead pela primeira vez ao Brasil. (Foto: JPLages)
O disco voador, digo, palco, do Radiohead ilumina a Apoteose. (Foto: SeLuSaVa)
********* Popload em Austin, Texas *************
* E aí? Muita tensão por causa do Radiohead? Já viu que o Caetano Veloso já está para lá e para cá com os caras? Xiiiii. É inacreditável como os ingressos para o Radiohead estão disponíveis para compra há meses, não tinha esgotado até esta sexta e ainda chegam a mim uns desesperados perguntando se eu não tinha ou não conhecia alguém que tivesse ingressos “para vender”.
* Aqui no Texas, estou quase pedindo socorro. Tem show do meio-dia às 2h da matina. Muitos, vários, em todos os lugares. Você consegue saber de 10% deles. O resto escapa bonito. Mas o Sxsw, o maior encontro no mundo da velha guarda com (e principalmente) a nova onda da música, é assim mesmo. Não adianta chorar.
* Da janela do meu hotel escuto o barulho na janela de uns três shows em lugares diferentes, chegando embolados. O dia todo. Na minha TV, tem um canal só para o festival South by Southwest (programação, vídeos de algumas das 2000 bandas participantes, cenas AO VIVO). E todas as tardes tem banda tocando no saguão do hotel, num palco improvisado no meio do vai-e-vem de malas, hóspedes, gente entrando, gente saindo. A música aqui é tratada como coisa séria.
* BRASIL-IL-IL-IL - A história do indie brasileiro invadindo o Texas não é brincadeira. A coisa está séria. É mais ou menos assim:
1) O Holger tocou no anexo do Beauty Bar, descolado bar que tem em toda cidade boa americana, e aqui em Austin já vi desde Yeah Yeah Yeahs a The Horrors, passando por Bonde do Rolê. O show foi incrível, nem era da programação oficial (eles tocam “para valer” sábado, no Club 115, aqui no Sxsw) e tinha bastante gringo com cara de quem estava gostando da apresentação, cada vez mais, à medida que o concerto ia rolando. A energia que o Holger passa ao vivo, ainda mais no gás da primeira apresentação fora do Brasil, foi de contagiar até o barman. Fiz um vídeo de “Nelson”, a primeira música. Ali de lado do palco, com o som do microfone mal chegando ao vídeo, mas que dá a medida do que esses moleques paulistanos tocam e vibram. Foi indescritível.
2) Garotas Suecas. Ainda não cruzei com show deles por aqui, uma certa neo jovem guarda brasileira razoavelmente falada em blogs americanos, já. Mas a revista “Spin” meteu o Suecas na lista das 20 atrações (das 2000) que uma pessoa no Sxsw não deve perder por nada. Olha isso.
3) O incrível Los Pirata, que hoje em dia é mais internacional que paulistana, tem cruzado os EUA com shows e ensaio há dias, para preparar o próximo disco. Estavam em San Antonio, aqui “ao lado” de Austin, gravando o CD. E chegaram sexta para dois shows no South by Southwest. A pedido da Popload, enviaram um vídeo de uma nova música, direto do estúdio de San Antonio. É da música nova “Filipino Weird”, protopunk cavalar que vai dar inveja ao Queens of The Stone Age de não ser deles, quando o Josh Homme ver isso.
* OS INGRESSOS DO OASIS - E aí, preparando já seu bolso para assistir os irmãos Gallagher tocando na sua casa? Nesta sexta, dia 20 de março, começa a pré-venda para clientes Citibank e Credicard Citi. Serão disponibilizados ingressos para os quatro shows do Oasis aqui: Rio, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. O detalhe de última hora é que o show de Curitiba, que seria na lendária Pedreira Paulo Leminski, foi transferido para a Arena Expotrade, em Pinhais (saída de Curitiba). A venda geral começa dia 27 de março.
A Popload faz o serviço e bota aqui os preços (alguns salgados) para você assistir a turnê “Dig Out Your Soul”. Os ingressos podem ser adquiridos no site da Ticketmaster.
********** BREAKING NEWS *********
********** BREAKING NEWS 2*********
* O INGRESSO DO RADIOHEAD: PROMOÇÃO - Atenção para o nome do ganhador do ingresso para o show do Radiohead em São Paulo. Da ganhadora, na verdade. Mandou o email mais engraçado do mundo com a justificativa de por que ela tinha que ser a vencedora da entrada (óbvio, não foi por isso que ela ganhou…):
— Marcella Falcão, Jundiaí, SP
********** BREAKING NEWS 2*********
* Popload em Austin, Texas.
* A capital mundial da música ao vivo, como eles dizem aqui. Tirando pelo South by Southwest, o principal festival de música nova do planeta, com seus mais de 200 shows em quatro dias, quem duvida?
* Vou dar um jeito de ir na “ponte dos morcegos”, de Austin. Esta é a quarta vez que estou na cidade e ainda não fui. Depois eu conto.
Revoada de pássaros no entardecer de Austin. Não é bem assim…
* QUE P*RRA ESTOU FAZENDO AQUI - Calma, isso não tem nada a ver com minha chegada ao Texas. Mudando um pouco de assunto, o RADIOHEAD tocou “Creep” no México nesta segunda-feira, no Foro Sol (o local onde, um dia, eu, euzinho, vi o Backstreet Boys. Gasp…). Fazia três anos que Thom Yorke não dizia em palco que ele era “weirdo”. A última vez, parece, tinha sido no show do Marlay Park, em Dublin (Irlanda), na turnê de 2006. Tinha visto a música ao vivo em show deles uma apresentação antes dessa, em Edimburgo (Escócia). É a música mais calma e triste do mundo, mas lembro que no show escocês teve empurra-empurra na hora das guitarras estridentes, tipo apresentação do Queens of the Stone Age, hahaha. Enfim, no México “Creep” foi assim:
* OS INGRESSOS DO RADIOHEAD - A banda inglesa mais esperada do mundo, para os brasileiros, toca sexta no Rio, domingo em São Paulo. Não sei se você foi buscar seus ingressos antecipadamente na Chácara do Jockey, mas o lance lá é bizarro. Vou tentar descrever como é e depois subo uma foto, quando eu estiver mais bem instalado. Você pega as indicações do lugar no site e vai. Chega lá, terreno inóspito e largado, sem faixa indicando localização, sem aviso, sem nada e… não acha. Então você roda o lugar, grande, umas três vezes (eu tava de carro, fui na segunda cedo) até que você encontra um ser humano na beira da estrada, olhando para um muro de concreto com uma, tipo, rachadura de ponta a ponta, e pensa: essa pessoa tem cara de que vai ao show do Radiohead. Então você olha para dentro da rachadura, perto de uma curva onde passam muitos ônibus e não há condições de parar o carro, e percebe: é ali. Do outro lado da rachadura, sem guichê, sem aviso, tem umas pessoas cuidando dos ingressos. Pronto: foi fácil pegá-los…
* O FRANZ E AS GAROTAS QUE NUNCA SABEM -“No You Girls”, novo vídeo para canção do terceiro Franz, já está há dois dias circulando. O vídeo é, assim…, normal. Tem o Franz, tem garotas, a música é boa. Bem, já está bem bom, então
* E, agora, vamos ao que interessa!
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* SXSW E OS DOIS MIL SHOWS - Bagunça. Começa nesta quarta, em Austin, e vai até domingo o colossal South by Southwest.
1. Show “surpresa” do Metallica (100 milhões de discos vendidos) em clubinho, shows na rua e numa igreja da brasileira Stephanie Toth (17 anos, nenhum disco lançado, viajando com autorização dos pais);
2. Mais de 1 milhão (modo de dizer) de bandas novas tocando, incluindo Little Boots, Ida Maria, Lissy Trullie e Passion Pit, fora as velharias tipo Echo & Bunnymen, Dinosaur Jr, DEVO, Primal Scream, Meat Puppets a Roky Erickson;
3. Cerca de 20 atrações brasileiras incluindo Pato Fu, o incrível Los Pirata e o cada-vez-melhor Holger. Tem para todo mundo. Nem vou citar a discotecagem de Lúci… É tanta atração que toda hora vou descobrindo bandas imperdíveis que eu nem sabia que ia tocar, na lista. Tirando os tradicionais rock americano e britânico em peso, tem showcases colombianos, espanhois, mexicano, de DJs, de hip hop, de tudo misturado. É desesperador. E, acredite, você faz sua lista de preferência do dia e só consegue ver 10%…
* Errei. Lá em cima no começo do post, quando falo que vai ter 200 shows em quatro dias, o correto é “DOIS MIL SHOWS”. Só de bares escalados para o Sxsw tem 200, aí sim.
* Veja bem, Tudo isso acontecendo num lugar, maaaaais ou menos do tamanho da Vila Madalena. Imagina o formigueiro nas ruas de músicos, jornalistas, produtores, fãs de música…
* O South by Southwest deve ser mesmo um evento importante. Além de estar sendo coberto pelos principais veículos de música do planeta, seja online, impresso, TVs e rádios, o festival de música nova do Texas chama neste ano forte atenção de instituições como o MIT (de Massachusetts, um dos principais institutos para pesquisas de tecnologia do mundo) e o blogueiro-personalidade Perez Hilton. O estilista top Marc Jacobs mandou equipe para ver o que acontece no Sxsw em termos, hummm, fashion. E a Popload enviou também seu…
* Os brasileiros escalados para o Sxsw 2009 são, segundo lista que eu recebi do festival:
Cassim & Barbaria - Florianopolis
Alexandre Grooves - Sao Paulo
Vinil Laranja - Belém
Vandex - Salvador
Valeria Oliveira - Natal
S.O.M.B.A. - Belo Horizonte
The River Raid - Recife
Kristoff Silva - Belo Horizonte
La Pupuna - Belém
Tita Lima - Sao Paulo
Oxe - Sao Paulo
Canja Rave - Porto Alegre
Cafe Funque - Rio de Janeiro
Erika Machado - Belo Horizonte
Nancy - Brasilia
Pato Fu - Belo Horizonte
Holger - Sao Paulo
Garotas Suecas - Sao Paulo
Los Pirata - Sao Paulo
Stephanie Toth - Sao Paulo
The Twelves - Rio De Janeiro
* O South by Southwest convidou cerca de 50 nomes brasileiros para se apresentar na edição 2009. Se o número dos que reuniram condições ($$$, visto…) de vir ao Texas para se apresentar passa de 20, isso já é bastante representativo para a cena musical brasileira.
* O convite é feito depois que a banda se inscreve e passa por um criterioso processo de seleção. Brent Grulke, o diretor criativo do Sxsw, explica: “Temos uma equipe que escuta tudo o que chega, pesquisa sobre a banda na internet, dá nota em critérios que consideramos importantes. Depois, eu e outros diretores do Sxsw lemos o relatório todo, ouvimos as bandas recomendadas e, em uma seleção final, fazemos os convites”.
Sobre o ótimo número de brasileiros participando do Sxsw neste ano, 49 convites, 21 realmente indoa Austin para tocar, Grulke diz: “Eu acho que o Brasil tem uma das principais tradições musicais do planeta. Acho que poderíamos fazer um Sxsw somente com artistas brasileiros e a qualidade não iria cair de jeito nenhum. Espero ver mais e mais artistas brasileiros no Sxsw todo ano.”
* Humm… Talvez não…
* O tradicional desfile de bandas novas com nomes legais do Sxsw começa agora:
Dananananaykroyd, da Escócia
DD/MM/YYYY, do Canadá
The Airbone Toxic Event, da Califórnia
NID & SANCY, da Bélgica
All Tiny Creatures, de Milwaukiee
Arms & Legs, Nova York
Attack! Attack!, do País de Gales
Dallas Austin, de Atlanta (hahahaha)
Chikita Violenta, do México
The Dogs, de Detroit (simples e bom)
Don’t Tell Sophie, do Tacoma
Girl in a Coma, do Texas (bem falada)
It’s Not Not, de Barcelona
I Love You But I`ve Chosen Darkness, de Austin (essa é velha…) a lista continua depois…
* Para você ver como anda o mundo, uma das atrações do Sxsw é “Guitar Hero Metallica Madness Competition”. Com data e hora de acontecer, listada no rol de atrações mesmo, tipo PJ Harvey ou Devo.
* Ei, aquele ali sentado na minha frente não é o Jarvis Cocker, do Pulp?
* CONFERÊNCIAS NO SXSW - Um grande painel de conversações sobre música, tecnologia, festivais, bandas, discos e o futuro de tudo isso acontece todos os dias, a tarde toda, no gigantesco Centro de Convenções de Austin, o quartel-general do Sxsw. Alguns dos temas tratados este ano, por gente da indústria, jornalistas, artistas e promotores de festivais, estudiosos e afins, são, em tradução livre minha:
- Coisas xaropes que bandas fazem
- Lide com isso: os blogueiros estão no comando (hehe)
- Preocupação ambiental: Fazendo um “green álbum”
- Inovações da música digital
- Conseguindo lugares para tocar
- Falando o não-falável, com Jarvis Cocker
- Pessoas que gastam dinheiro com música
- As gravadoras indies mantêm a fé
- Os riscos e as recompensas de fazer um festival
- Palestras: Quincy Jones, Devo, Little Steven. Entrevistas: The Hold Steady
- O hip hop na era Obama
- A música através das plataformas multimídias
E muito mais…
* INGRESSOS RADIOHEAD - PROMOÇÃO - Você quer a boa ou a má notícia primeiro?
- São Paulo - O nome do vencedor(a) do ingresso para o show de domingo na Chácara do Jockey vai ser postado aqui nesta quinta-feira. Portanto, você tem mais um dia para concorrer. Para ganhar, precisa estar com o email certinho, para receber instruções de onde e com quem pegar o ingresso NA SEXTA. Ok?
- Rio de Janeiro - Então, perdi o ingresso do Rio, para o show da sexta. Não sei onde enfiei (nem tente adivinhar). Vou ficar devendo essa para os cariocas. Como não estou no Brasil, fica difícil correr atrás para descolar outro a tempo. Foi mal…
* O legal é que eu não voltei mais ao post passado não por minha causa. Eu até tentei, hahaha. Falha técnica.
* MANCHESTER/LONDRES - Então vou lá e já volto. Vou contando aqui.
* OASIS VÍDEO - Falando em Manchester, nesta semana apareceu o vídeo novo do Oasis, para a música “Falling Down”. Fiquei com preguiça de colocar o filminho aqui. A música é até boa, mas um vídeo do Oasis é sempre um vídeo do Oasis. Você vê, não entende por que eles fazem um vídeo daquele jeito e no momento seguinte esquece. Esse traz a incrível história de uma princesa da Inglaterra infeliz que chora bastante e é menosprezada pelo Liam e pelo Noel numa festa aí. Mas, tirando o resultado final da obra videoclíptica dos Gallagher, o legal foi a mensagem que o rapper americano Kanye West botou no blog dele, a respeito: “O vídeo novo do Oasis parte meu coração”. Não entendi se foi zoeira, fruto da famosa briga recente do Noel com o rap dos EUA (Jay-Z, Glastonbury), mas o West chegou a postar o vídeo no blog. Deve estar falando sério.
Falling Down, do Oasis, sai como single no dia 9 de março. Uma das músicas “lado B” vai ser uma versão remix para a música com 22 minutos de duração, feita pelo Gaz Cobain, do Amorphous Androgynous. Vou repetir: 22 minutos. Tem ainda outras duas versões remix (uma feita pelo Prodigy e outra pelo Twiggy Ramires, baixista do… Marilyn Manson), além de uma canção inédita, chamada “Those Swollen Hand Blues”.
* POPLOAD EM CURITIBA - Evento bem classe com discotecagem Popload em Curitiba, dia 13 de março. Os espertos Copacabana Club, Bo$$ in Drama e Popload. Pelo que eu entendi, é em um lugar chamado John Bull Music Hall. Festa de lançamento do vídeo de “Just Do It”, do CC.
* O VÍDEO DO GOLDEN FILTER - Sensacional a história do “vídeo dos beijos destruidores”, da misterioooooosa banda Golden Filter, que circula na internet e foi colocado aqui no post passado. O vídeo NÃO é do Golden Filter. É da banda belga The Subs. Alguém pegou e colocou a música do Golden Filter no vídeo do Subs e soltou por aí. A confusão toda é muito boa, e para ambas as partes. I mean: para o Golden Filter e para mim. A música dos belgas é bem chata, tipo “industrial meets ilha-de-capri”. Na descrição deles no MySpace, diz que eles são “beatbastards” que queriam apenas ver onde o trance (!?!?) poderia chegar. Tivemos a sorte de ter visto o vídeo certo com a musica errada. Ninguém merece o electrocafona meio ilha-de-capri de background para um casal tão antenadinho, em clima tão hot. Golden Filter é a trilha ideal para o vídeo. O Golden Filter não deve nem estar sabendo que tem um vídeo legal, hahahaha. Talvez sem conhecimento da confusão, lotou show em Nova York sem disco nem gravadora em seu primeiro show por lá (e sério!), e vai lançar single no dia 16 na Inglaterra, vídeo ao vivo, etc…
* Começaram a aparecer os primeiros registros do Golden Filter em seu primeiro show nos EUA, no Le Poisson Rouge, NY, em 30 de janeiro. Dá uma olhada no zoado vídeo ao vivo de “Solid Gold”, o single, com a vocalista loira bem hippie-louca, só para ter uma idéia da indie-disco da banda.
* PETER. BJORN. JOHN. - Falando no Golden Filter e sem falar de novo no remix cool que eles fizeram para “Lay It Down”, nova do Peter Bjorn & John… Sobre os suecos, nossos amigos já, e nessa expectativa boa que cerca o novo disco deles, “Living Thing”, que sai só em março, me lembro da viagem que fiz a Estocolmo no ano passado. Visitei o estúdio dos caras, que estavam trabalhando em dois discos. Um foi aquele “incidental” e instrumental, “Seaside Rock”, e o outro era este “Living Thing”, o “de verdade”, verdadeiro sucessor da fase “Young Folks”. Juro que ouvia uns barulhos estranhos no estúdio e que o sonzinho que rolava ali não parecia a “música do assobio”, o hit mundial, a canção que foi massacrada em 70 seriados americanos e até em novela brasileira. Achei que fosse só os caras ouvindo rap, dance, sonzinhos estranhos. Agora, depois dessas músicas novas deles que estão surgindo desde o final do ano passado, estou começando a crer que já era coisa de “Living Thing”. Na semana passada, o iTunes lançou a ótima “Nothing to Worry About”, de um certo modo oficioso, já que a música tinha vazado na internet havia algumas semanas. E vazou no blog do Kanye West (!?!?!), hahahaha. Em “estreia mundial”, avisava o Kanye.
Coro de crianças, batidas compassadas com palmas, voz largada tipo rock inglês de moleque. Nem parece o Peter Bjorn & John, de tão maluquinha. E parece muito Peter Bjorn & John.
Mas chegamos em “Laid It Down”, que também vazou faz um tempinho e era chamada de “Hey”, com a extensão “Shut the Fuck Up, Boy”. Essa que o Golden Filter remixou, acima. A letra é direta. “Hey, shut the fuck up, boy. You are starting to piss me off. Take your hands off that girl. You have already had enough.” Não vejo a hora de pegar o disco todo na mão.
* APP DA HORA: SATURDAY NIGHT FEVER - Let’s boogie? Hahaha. Esse ainda nem baixei, de emoção. Pelo que eu entendi você dá uma dedada no iPhone e tem nas mãos um concurso de dançarinos de disco music, incluindo hinos como “YMCA”, do Village People; “Shake Your Groove Thing”, de Peaches & Herb, e “Car Wash”, da Rose Royce. E, com o dedo, vai controlando os movimentos do dançarino, as giradinhas, agachadas, os braços abertos, as jogadas de mão para cima, o boogie todo. Ganhando pontos por isso. O vídeo abaixo te dá uma noção do nível da coisa. Dá para chamar uns três amigos e… competir na disco.
* R-A-D-I-O-H-E-A-D - Rolou no domingo a edição 2009 do Grammy, em Los Angeles. A festa, que sempre é cheia de pompa, teve alguns nomes de peso do pop como Robert Plant e Coldplay levando boa parte dos prêmios para casa. Até aí, nada de novo. Mas o destaque mesmo fica para a apresentação de “15 Step”, com o Radiohead (que levou dois prêmios) sendo acompanhado pela USC Marching Band, grupo formado por estudantes da Universidade do Sul da Califórnia, todos trajados com a camisa da W.A.S.T.E.
Legal o Thom Yorke com cabelo/barba de Liam Gallagher e a introdução da fofa Gwyneth Paltrow, que no final do discurso para o Radiohead dá uma piscadinha básica para o Sr. Martin, na platéia. Sem falar no clima Olodum-meets-Michael-Jackson da performance. Preciso refletir mais para saber se gostei. Calma.
* E não, o Gilberto Gil, nossa única esperança, não conseguiu trazer o prêmio de Melhor Álbum de World Music. O grupo vencedor foi um quarteto formado por Mickey Hart, Zakir Hussain, Giovanni Hidalgo e Sikiru Adepoju, com o álbum “Global Drum Project”. Don’t worry, Gil.
* Nesta terça (10/2), chegou às lojas americanas “Incredibad”, álbum da “banda” formada pelos humoristas da Lonely Island (Saturday Night Live). O projeto com letras-zoeira tem convidados especiais nos vocais, como o sempre presença Justin Timberlake e o… Julian Casablancas, que canta na faixa “Boombox”. A Popload entrega o vocalista do Strokes bem, hã, à vontade nesse novo trabalho.
* TING TINGS - Demorou. Vídeo novo da agora “banda-de-gente-grande”, com lançamento mega nos EUA, re-edição de vídeos e tudo mais. O sétimo (!!!) single, a ser lançado no dia 23 de fevereiro, fica para a música “We Walk”, que também está no álbum We Started Nothing (rodando na net desde sempre, e nas lojas desde maio do ano passado). Dizem que o vídeo é dark. Não achei não. Para mim, Katie White quis mesmo é se inspirar naquele comercial com um outro White conhecido nosso. Dá uma comparada: qualquer semelhança não é mera coincidência.
* Seguinte. O publicador não está querendo me ajudar, sorry y’all! Assim que os problemas técnicos e a neve deixarem, eu volto. Ou não…
* I’m feeling rough, I’m feeling raw, I’m in the prime of my life.
* Let’s make some music, make some money, find some models for wives.
* I’ll move to Paris, shoot some heroin and fuck with the stars.
* RA D IOHE_AD - Sobre os ingressos do Radiohead, tudo está caminhando bem, ao que parece. Passado o F.U.R.O.R. da quinta-feira, o encaminhamento dos 70 mil ingressos aos ansiosos fãs da banda para os shows no Brasil (dia 20/3, Rio; dia 22/3, SP) parece seguir tranquilamente.
1. Passei na madrugada desta sexta, às 4h30, na fila do Pacaembu. Nada de anormal. Apenas umas 150 pessoas esperando dar 9 da manhã para as bilheterias abrirem. Tinha até uma barraca postada num lugar razoável na fila. Depois soube que as entradas começaram a ser vendidas às 8h, a menina dona da barraca dormiu dentro e a fila andou deixando ela lá. Quando não tinha mais fila, tipo 9h30, alguém bacana resolveu acordar a garota, que comprou seu ingresso, desarmou a tenda e foi embora feliz.
2. Nesta quinta, às 18h, seis horas antes e em outro lugar do “combinado” com a Ingresso.com brasileira, começou desesperadamente a correr a notícia de que os ingressos estavam sendo vendidos no Radiohead.com, para cartão de crédito internacional. Não se sabe direito qual a quota de entradas que o site oficial da banda tinha para comercializar, mas às 19h os ingressos para São Paulo já tinham esgotados. Hoje de manhã, nem para o Rio tinha mais.
3. As entradas da Ingresso.com, a vendedora oficial do Radiohead no Brasil, prometidas para a 0h desta sexta, às 22h de quinta já estavam disponíveis. Tudo no final foi uma bagunça. Mas antes mais cedo do que muito tarde.
* SEGUNDA-FEIRA ESGOTA - Segundo os organizadores da turnê do Radiohead no Brasil, para o show de São Paulo já foram vendidos mais de 15 mil ingressos, dos 30 mil da capacidade da Chácara do Jockey. Cerca de 50%. No Rio, onde o local para o concerto é maior (cabem 35 mil pessoas), a vendagem alcançou 35%. A previsão para São Paulo, segundo a empresa promotora da tour, é a de que até a próxima segunda-feira todas as entradas serão vendidas. * PROMOÇÃO INGRESSO RADIOHEAD - Mesmo com o fuzuê inicial dos ingressos, você opta em ir no Radiohead de graça? Então a Popload está aqui para isso. Seguimos com a primeira promo de um ingresso do Radiohead para o Brasil. Um ingressinho para o show do dia 22 de março, em São Paulo, já está a sorteio aqui. Tenta a sorte nos comentários ou mesmo no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Go!!!!
* LCD SOUNDSYSTEM E O CACO, O SAPO - O gênio James Murphy e seu incrível LCD Soundsystem reaparece na cena com o mais bacana (e tocante) vídeo dos últimos tempos. É para a linda “New York I Love You But You’re Bringing Me Down”, cantada por Caco, o Sapo. Achei a mais linda homenagem a Nova York desde o 11 de Setembro. Exagero? Não saia da sala até os créditos finais do vídeo.
* MADONNA NA ARGENTINA - Então. Quinta finalmente aconteceu o show da Madonna em Buenos Aires, na estréia da barulhenta turnê sul-americana. Amigo que assistiu conta que o jeito que ela transforma as canções antigas em “novas” é responsável pela grande energia cantora-público da apresentação. A parte final do show é celebração, diz ele. E que o melhor momento da noite foi quando ela pediu a um fã que escolhesse a próxima música para ela cantar. E o moço escolheu “Like a Virgin”, que foi entoada em uma monumental versão “palmas + capella” pelo público. A música não estava no setlist do show.
A Madonna se apresenta no Brasil nos dias 14 e 15 (Rio), mais 18, 20 e 21 de dezembro (SP). Tem ingressos para todos os shows, parece. No de quinta, no estádio do River, estava esgotado (65 mil pessoas).
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Uma das melhores bandas brasileiras, o ótimo trio chicano Los Pirata, de Washington (EUA), toca em São Paulo neste sábado, dia 6, no Sesc Pompéia. A banda de surf-punk curte um rápido giro pela cidade, aproveitando a presença de seu guitarrista “americano” no Brasil. No Myspace da banda tem a info
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* HOLGER E O SHREK, O OGRO - Na quarta-feira desta semana, no caderno Ilustrada da “Folha de S.Paulo”, foi publicada uma capa na linha “novas tendências” do indie nacional. Da parte que me coube, falei do (escrevi sobre o) paulistano Holger, grupo já destacado recentemente por aqui. Vou repetir o texto no fim deste post, para quem não viu a “Folha”, pois tem umas coisas diferentes do que já foi dito por aqui.
Dentre as músicas do EP “The Green Valley”, uma que eu não falei no post interior, é o lamento indie pavementiano “Happily Ever After”. O termo, famoso em casamentos e finais de histórias de ficção, já foi título de álbum do Cure e nome de músicas, livros, filmes, seriados.
”Happily Ever After”, do Holger, é triste, tocante, arrastada, com uma guitarra “chorando” ao atravessar a sonoridade pesada da música o tempo todo, como se a canção toda tivesse uma estrutura sendo envolvida e despedaçada pela guitarra. O Pavement fazia muito isso, logo o “lamento pavementiano” mostra sentido. A sensibilidade pop do Holger bota na letra alguém, possivelmente depois de um rompimento, ainda buscando se entender e se encontrar, para atingir um “final feliz”. Igualzinho a Fiona e o Shrek. Fiona e Shrek. Fiona e Shrek. Fiona e Shrek.
O indie nacional já tem sua pequena obra-prima.
* HOLGER AO VIVO - A banda paulistana marcou show para a nova casa indie Neu (Água Branca, SP), espaço próprio da galera que ajudou a construir a fama do Milo Garage. Acontece agora no próximo dia 12, sexta que vem. Além deste, tem o do dia 20, no salão de bailes União Fraterna (Pompéia), em festa indie-incrível com Grenade, Stephanie Toth, Homiepie e Lulina.
* HOLGER EM SESSION - O programa Poploaded, braço radiofônico deste blog, co-apresentado por mim e pelo reverendo Fabio Masari, apresenta nesta semana, em session exclusiva no moderno estúdio do iG, a banda revelação do indie nacional. O Holger tocou quatro músicas para a sessão especial, duas delas usadas no programa. Mas a TViG mostra todas as músicas do Holger em vídeo: “War”, “The Auction”, “Nelson” e o pequeno hit “Brand New T-Shirt”. Confira aqui no blog do Poploaded o programa em si e a performance em vídeo do Holger. Aqui, direto, tem “Brand New T-Shirt”.
* HOLGER NA FOLHA - Sob o título “Com convite para tocar no Sxsw, Holger promete se destacar em 2009″, o texto sobre a banda saiu assim na “Folha”, quarta passada:
Foto: Eugênio Vieira
“O 2008 indie começou encantado com Mallu Magalhães e termina vibrando com o quinteto Holger, jovem armada que em 2007 se encontrou para tocar folk, entrou no caminho do rock underground americano dos anos 90, montou a banda inspirada em rock sueco atual, ecoa pós-punk inglês dos 80 e acaba na trilha do pop perfeito. Junte todas essas influências a um explosivo e movimentado show e você tem o Holger.
Está tudo embutido no recém-lançado EP “The Green Valley” (o “lançado” significa MySpace; e se chama “Green Valley” porque o Holger expressa sua música em inglês). Na verdade candidato a banda favorita do cenário independente para 2009, o grupo paulistano Holger vai virar o ano pulando etapas. Com um convite para tocar em março no importante South by Southwest (SXSW), um dos mais reconhecidos festivais de bandas novas do mundo, em Austin (Texas), o Holger, em vez de aguardar março repisando ao vivo as músicas de seu excelente primeiro trabalho de seis canções, vai entrar em estúdio de novo no dia 21 de janeiro para só sair dele com um segundo EP pronto.
“Temos a idéia do primeiro álbum, mas só quando tivermos uns três EPs circulando. As pessoas precisam conhecer um pouco a banda até se sentirem motivadas a entrar na internet e comprar um álbum todo”, diz Marcelo Altenfelder, o Pata, 21 (idade média da banda), um dos vocalistas e multiinstrumentistas do Holger.
A descrição das atribuições de Pata também serve para os outros integrantes, Pedro, Arthur, Bernardo e Tché. Ao vivo, dá para ver bem. Eles trocam de instrumentos e se revezam ao microfone a cada canção. Depois de uma excursão de van por cidades do interior paulista, de fazer shows em livrarias e de ser uma das 44 atrações do último Goiânia Noise Festival, um dos mais importantes encontros da música independente do calendário nacional, o Holger deve ter mais uma aparição em São Paulo neste ano. Devem tocar no dia 20 de dezembro numa festa com outras faces da nova música paulistana (Stephanie Toth e Homiepie), mais o veterano grupo indie paranaense Grenade, no salão de bailes União Fraterna.
Mas 2009, com dois EPs lançados e o nome ventilando no texano SXSW, promete fazer o Holger vibrar tanto quando sua música. A banda deve percorrer os principais festivais indies nacionais, fazer mais turnê no interior, tocar nas grandes capitais. A agenda musical corrida deve causar alguns problemas à banda. ”Eu curso medicina, fui bem no primeiro ano e, neste agora, teve um professor que me chamou em separado para perguntar: “O que está acontecendo com você?’”, conta Pata. ”E tem o Arthur, que cursa filosofia na PUC. Não tem shows nem ensaio do Holger às quartas-feiras, dia de aula dele. Vamos ver como vai ser no ano que vem.”"
* Na mesma página da Ilustrada onde saiu o Holger, o brother Thiago Ney destaca a banda curitibana Copacabana Club, que também já se apresentou em session no programa Poploaded.
* Sim, a sensível Popload vai falar sobre amor neste post. Mas o título em questão não tem nada a ver com aquele casal indie famoso que está dominando os assuntos ultimamente. É uma oooooutra coisa.
* PROMOÇÃO INGRESSO RADIOHEAD - Direto ao assunto. A Popload se antecipa e faz a primeira promo de um ingresso do Radiohead para o Brasil. Ok, só São Paulo para começar. Um ingressinho para o show do dia 22 de março já está imediatamente a sorteio aqui. Tenta a sorte nos comentários ou mesmo no email lucio.ribeiro@ig.com.br lucio_ribeiro@ig.com.br (hahahaha. errei meu próprio email). Manda bala, pois vai ser o ingresso mais disputado dos últimos tempos. Go!!!!
Foto de iPhone do show do Franz Ferdinand segunda passada em Londres. A menção do iPhone por causa da qualidade, néam. Veja bem…
* POPLOAD NO SHOW MINÚSCULO DO FRANZ - Amigo destas linhas rockers virtuais (hihi), o brasiliense Ricardo Guimarães, atualmente baseado em Londres, caiu na segunda-feira passada no clube The End, festa Durrr, para ver a apresentação exclusivíssima do grupo Franz Ferdinand na capital inglesa. A banda de Alex Kapranos escolheu uma das mais badaladas festas inglesas para, em um espaço tipo a área de shows da Funhouse local, treinar algumas canções do disco novo, que sai no final de janeiro. O que o Ricardo falou da balada foi assim:
“Pois é, aconteceu o show ’secreto’ do Franz Ferdinand aqui em Londres. Secreto entre aspas, porque a ‘NME’ fez o favor de divulgar para todo mundo alguns dias antes. Quem chegou cedo e enfrentou o frio (meu caso) conseguiu entrar na The End sem problemas… Pelo tamanho da fila na hora que abriram a casa muita gente deve ter ficado de fora, até porque só deixaram entrar por volta de 250 pessoas (de acordo com o manager do lugar). E valeu muito a pena encarar a fila e o frio, pois quem estava lá testemunhou o Franz e suas novidades num clima bastante intimista (até demais, quase levei uma “baixada” do Bob Hardy na cabeça pelo menos umas três vezes). A galera reagiu bem às músicas novas que soam bem Franz, cheias de energia e para dançar… Uma parte da molecada já cantava as novas a plenos pulmões. A fórmula continua a mesma, mas no caso do Franz Ferdinand mudar para quê.”
O setlist do mini-show Turn it on
Matinee
Live alone
Take me out
Ulysses
What she came for
Outsiders
This fire
Confira o vídeo de mais de seis minutos de “This Fire”, que encerrou o show do FF no clubinho:
* MADONNA NA ARGENTINA: SUSPENSO? - Está tenso o começo da turnê da megastar Madonna pela América do Sul. Primeiro que, até a sexta-feira da semana passada, os vistos para ela e as CENTO E VINTE E OITO pessoas que a acompanham ao Brasil ainda não estavam concedidos. Iam tentar pela Argentina, na segunda-feira. Mas não sei o que deu… Agora, parece, para o show desta quinta na Buenos Aires, abrindo o giro latino, o avião com as roupas delas não chegou. Hahahaha. Ela disse que não canta se as roupas não estiverem lá até quinta cedo. Pelo que eu soube, via Time 4 Fun argentina, até segunda ordem, a informação é a de que o primeiro show realmente pode não ocorrer . Xiiiiiiiiiiiiii!
O primeiro show seria nesta quarta. Este foi mudado para sexta. O de quinta virou a estréia sul-americana, ameaçada. O de sábado vai acontecer segunda, agora. What a mess!
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Faltando mais de três meses para o lançamento de “Years of Refusal”, o gênio Morrissey já divulgou a capa para seu novo álbum, que chega às lojas da Europa dia 16 de fevereiro. Com tatuagens indecifráveis, o eterno Smith aparece segurando uma criança.
* Popload DJ set em seu momento “what the fuck 2008”. Discotecagem na festinha “secreta” pós-show do REM, na última terça-feira, com Michael Stipe na pista dançando com as mãos para cima.
* Na quarta-feira, o líder do REM foi à Funhouse, na noite Funhell, brincar na jukebox do inferninho rock paulistano. Botou fichinhas para ouvir “Nightclubbing” (Iggy Pop), “2hb” (Roxy Music) e uma do grupo do punk inglês Stranglers. Nesta última, deu uma dançadinha alegre no andar de cima da Funhouse.
* RADIOHEAD NO BRASIL 1 - Vai, Radiohead. Solta essas datas do Brasil logo! O jornal argentino “Clarin” revela que a banda de Thom Yorke toca em Buenos Aires no dia 24 de março, no clube GEBA, um complexo esportivo do Gymnasia y Esgrima, onde o Duran Duran fez show esses dias e a Kylie Minogue se apresenta neste sábado, 15/11. Ainda não há definição sobre preços de ingressos, mas o intervalo entre as datas de Buenos Aires e Santiago já aponta para uma segunda data argentina, já que o GEBA tem capacidade para cerca de 15 mil pessoas. (((Update: O próprio “Clarin” soltou outra nota, agora dizendo que o show do Radiohead na Argentina será no Club Ciudad de Buenos Aires, um espaço maior que o GEBA: 25 mil pessoas.)))
Em Santiago, o ritmo de vendas foi frenético. Só no primeiro dia, nas primeiras 8 horas, foram vendidas 9 mil entradas.
Até o final da tarde de ontem (quinta), restavam poucos ingressos dos 20 mil colocados à venda. Por lá, também deve ser adicionada uma segunda data, para o dia 28 de março.
* RADIOHEAD NO BRASIL 2 - E não é que o esperaaaaaaado show do Radiohead no país pode ser no dia primeiro de abril? Essa abençoada primeira visita da banda justo no dia primeiro de abril parece sacanagem. Lembro que quando a Popload entregou essa do Radiohead nesta terra em 2009, alguém comentou assim: “Aham. Eles vão vir tocar no Brasil no dia primeiro de abril. E vai ser no estádio do Corinthians”.
E não é que pode ser mesmo? Quer dizer, a primeira parte do comentário. Mas depois que o REM tocou no “Zequinha Stadium”, por que não um “Radiohead @ Fazendinha Stadium”?
* RADIOHEAD NO BRASIL 3 – O Sigur Rós, você sabe, já vem sendo comentado como possível show suporte da turnê latino-americana do Radiohead faz algum tempo. Mas hoje a imprensa chilena informa que o PORTISHEAD deve completar o line-up do “Cristal en Vivo”, festival meio-fachada que trás o Radiohead a Santiago. Brasil???
* FELIZ 2009: RADIOHEAD, COLDPLAY, OASIS E… - O agitado 2008 sonoro nem acabou e temos alguns super shows vindo aí em 2009. O Coldplay de Chris Martin deve chegar até antes do Radiohead, mais para o meio de março. E com uma não curta turnê sul-americana. Ainda no primeiro semestre, antes da trilionária série de shows de verão em estádios britânicos (850 mil ingressos esgotados em cinco horas), Noel e Liam Gallagher trazem o Oasis para cá, segundo promete Daniel Grinbank, o superempresário argentino do entretenimento. E a Popload apurou que estão no nível de assinatura de contrato as tratativas para trazer ao Brasil esta pessoa aqui embaixo:
* AMY WINEHOUSE NO BRASIL - A problemática Amy Winehouse, se até a data estiver em condições vitais, e sob um cuidadosíssimo contrato protegendo o contratante (Mondo Entertainment) de qualquer um dos seus famosos “desaparecimentos”, vem ao Brasil EM FEVEREIRO, em acordo que deve ser fechado até o começo da semana que vem. A senhora Winehouse, que nesta semana apareceu com esse novo corte de cabelo, prepara uma volta “limpa” e com novo disco para o ano que vem. E seu retorno aos shows pode ser exatamente no Brasil. Especulou-se no mês passado que Amy poderia vir ao país para cantar no Réveillon do Rio de Janeiro, mas sua precária “condição humana” foi empurrando pra frente sua sempre incerta aparição nos palcos, seja daqui ou de qualquer lugar. Amy Winehouse por duas vezes quase veio ao Tim Festival, mas as negociatas entre o evento brasileiro e os representantes da cantora sempre foram abortadas devido às recaídas da moça no vício das drogas.
* BON JOVI - Quem também estaria em tratativas para aparecer na América Latina, primeiramente via Chile, é o Bon Jovi. O Canal 13, que realiza o famoso festival de Viña del Mar (ano que vem em sua edição 50), quer trazer Jon e sua turma. O entrave seria o alto preço: US$ 750 mil.
A organização do evento estaria estudando uma parceria com a Pepsi, que nos anos 90 associou sua marca a artistas como Michael Jackson e que teria como intenção voltar a investir em grandes espetáculos pop, a partir do ano que vem.
A possível parceria pode render não apenas um show do Bon Jovi no encerramento do festival no dia 23 de fevereiro, mas também uma segunda data em Santiago, dois dias depois, na arena Movistar.
* LET’S GET HIGH – Ferrou. Não vou conseguir voltar ao post. Foi mal. Mas…// Não, EU NÃO SEI se a Mallu Magalhães está namorando o Marcelo Camelo. Quer dizer, eu sei, mas não vou comentar.// Que fase a do Kings of Leon… O grupo toca agora em dezembro para 20 mil pessoas no gigantesco O2 Arena em Londres. Loucura. Aí, nesta sexta, começou a vender ingressos para JUNHO do ano que vem, três shows no Reino Unido (dois no O2 Arena, Londres, de novo, e um no Manchester Arena). Dizem que os 85 mil ingressos (total) não duraram dez minutos disponíveis.// Você sabe que os art-rockers Franz Ferdinand são ligados em… arte. Várias de suas músicas fazem referências a quadros e artistas de arte moderníssima em geral. Essa “Ulysses”, por exemplo, que vazou nesta semana, motivou concurso de remixes e abre o aguardaaaado terceiro disco “Tonight: Franz Ferdinand”, que sai em janeiro. A música é inspirada na obra de um artista albanês chamado Anri Sala e nasceu de uma visita da banda à exposição do moço, no ano passado. A obra Ulysses ficava na entrada da galeria e na verdade era um kit de bateria, em que o público era convidado a sentar e “bang the drums” do jeito que quisesse. O baterista do FF sentou e teve uma idéia da música colaborativa “Ulysses”, feita por estranhos. Daí o concurso aberto de remixes para a canção que fará parte do novo CD do grupo escocês. “Ulysses”, do Franz, está aqui embaixo. Cante com Kapranos: “Let’s get hiiiiiigh”:
********** BREAKING NEWS RADIOHEAD
CHILE ANUNCIA DATA OFICIAL E JÁ VENDE INGRESSO; BRASIL E ARGENTINA CONFIRMADOS
O Chile começa NESTA TERÇA-FEIRA, dia 11, a venda dos ingressos para o show da banda Radiohead em Santiago, que acontecerá no estádio San Carlos de Apoquindo. A Argentina deve anunciar nos próximos dias a data da apresentação do grupo de Thom Yorke no comecinho de abril, para o Quilmes Rock Festival. A(s) data(s) do Brasil pode(m) ser ou entre Santiago-Buenos Aires ou logo após a passagem argentina da turnê sul-americana do Radiohead. Nos próximos dias devemos ter uma idéia mais clara de como se dará a etapa brasileira da tour mais esperada dos últimos tempos. O site oficial da banda já entrega a confirmação oficial para Brasil e Argentina, apesar de não informar nada sobre datas e locais. A tensão continua.
* Respondendo a pergunta feita no post anterior: Foals!!
* Então ficamos assim: Rapture 2007, Foals 2008. Para o Planeta Terra 2009 fica a sugestão de “melhor show do ano que vem”: Friendly Fires (que nem tem performance ao vivo tão espetacular assim, mas até lá eles aprendem) .
* O Planeta Terra é um excelente festival? É. Ele tem problemas? Tem.
* TOP 5 POPLOAD - O CAP, Conselho Aleatório Popload, elegeu os principais shows do festival. Não reflete necessariamente minha opinião, viiiiu. Nem vi Breeders. Acho que o Animal Collective, mesmo com o som embolado do começo, merecia estar aí no Top 5. Mas preciso respeitar os conselheiros.
1. Foals
2. Breeders
3. Kaiser Chiefs
4. Spoon
5. Felix da Housecat
* AUMENTA ISSO AÍ - Rapidinho e antes das considerações gerais, eu achei o seguinte: do pouco que eu vi, a performance do Offspring, o patinho feio do festival, estava bem honesta. Assim como foi a da principal atração do evento, o Jesus & Mary Chain. O tempo se mostrou cruel para as duas bandas, mas a força das canções de ambos os grupos garantia o astral (força essa mais das músicas dos escoceses que da dos americanos, óbvio). Tanto Offspring quanto J&MC pareciam estar numa rotação mais devagar um pouco do que o gás que costumavam dar no palco no passado, mas um grande problema do Planeta Terra prejudicou as duas atrações, na minha opinião muito mais o grupo dos irmãos Reid. O som do palco principal era muito baixo. E um guitarrista como William Reid, cuja guitarra mudou o rock independente de certo modo, não podia ter o som de seu instrumento tão limpinho e equalizado no mesmo volume com o baixo e a bateria. É tipo trazer o Jimi Hendrix e não privilegiar a guitarra do cara.No grande show da volta da banda, no Coachella Festival 2007, foi exatamente o que fizeram: guitarra no talo. Gás no Jesus. Aí sim o Jesus & Mary Chain não ficou parecendo uma banda cover de Jesus & Mary Chain. No PT, foi um show bonito, porque as músicas são bonitas. Mas poderia ter sido tão bem melhor…
Detalhe: todas as bandas trouxeram seus técnicos de som ao Planeta Terra.
* PLANETA TERRA 2008 – O QUE VALEU. E O QUE NÃO…
- WIN: - a correria para pegar o comecinho de um show legal (i.e., Foals) tendo que dispensar o hit no final de outro show legal (i.e., “ Just Like Honey” , dos Mary Chain). Ai sim deu a sensação de estar num festival de verdade.
- a estrutura continua campeã. O PT é “ O” festival. Pena que a Vila dos Galpões vai virar um shopping center e o Planeta Terra vai mudar de lugar.
- ver a alegria dos tiozinhos café-piu-piu a cada acorde do Jesus. Air Guitar em câmera lenta quase.
- Bloc Party bem mais animado que na Argentina, mas ainda bem mais desanimado do que a gente esperava.
- FOALS, esse sim, o melhor show do festival e, sem exagero, o show do ano (qual foi o outro show do ano mesmo? Hives?). Lotou a tenda indie, conquistou quem conhecia e quem nem sequer sabia que eles existiam. Incrível. Daí você sai do palco principal, com um Jesus quase operando por instrumento e com um público mais reagindo por nostalgia que empolgação, e cai ali, na tenda fervida do Foals. Cada um na sua, mas nunca um show foi tão na hora certa como esse. Começou com algumas cabeças se mexendo e terminou com a tenda inteira dançando. E a criançada estilo público Mallu Magalhães que sabia todas as letras? De onde elas vêm? A maior troca de energia banda-público-banda do festival.
- Bloc Party e Kaiser Chiefs tinham que ter tocado no palco indie, que é o lugar deles. Aí a coisa seria nervosa. Palco grande é para banda gigante. Enfim, não ia caber e não podemos ter tudo. Mas seriam outros shows.
- sair no finalzinho já meio capenga do Bloc Party e chegar a tempo de ouvir “Cannonball” no show do Breeders. Bateu um pequeno arrependimento de não ter ido antes. Kim Deal emocionada no violão e muita gente cantando junto. - Kaiser Chiefs: apesar do som baaaixo demais, aglomerou a população flutuante do festival com uma seqüência de hits non-stop. Show quadradão e sem alteração alguma com o de Buenos Aires, mas divertido e intenso. Ok, a gente não precisava de tanto cofrinho exposto e o vocalista Ricky Wilson demonstrava um pouco demais o cansaço acumulado: a voz falhava, estava ofegante e quase que aquela calça skinny não aguenta tanto sobe e desce… Mas ninguém se importou com isso. Fechou bem o dia.
- FAIL: - a correria para pegar o comecinho de um show legal (i.e., Foals) tendo que dispensar o hit no final de outro show legal (i.e., “Just Like Honey” , dos Mary Chain). Festival é assim…
- falta de sinalização clara nos portões de entrada e staff mal informado do lado de fora do evento.
- cadê os sorvetes Rochinha?
- o som baixo demais do palco principal. Dava até para marcar encontro pelo celular sem precisar berrar. - desastre sonoro no show do Animal Collective, parece que causado por um integrante da técnica da banda. O que seria um dos shows do festival, acabou morno. O desencontro da mixagem no começo fez a banda perder umas três músicas do seu set. As duas primeiras canções saíram completamente emboladas e a banda tocou de mau humor e saiu espumando do festival. O Animal Collective já faz um show esquisito e fora dos padrões, mas aquilo foi esquisito “ from hell”.
- hummm. Spoon foi o show da vida de muita gente, como ouvi de amigos. Tenho até vergonha de dizer que achei bom-normal, às vezes arrastado.
- Bloc Party se desculpando pelo playback e por ter desrespeitado “an entire nation” por causa da farofada da MTV foi um pouco demais. Bastava ter feito um show mais empolgante e estava tudo certo.
- Offspring temendo exposição de rugas e proibindo as fotos do fosso dos fotógrafos.
- Transmissão do festival no site vazada nos telões do palco principal. Aquilo foi um pouco vergonha alheia demais. Aquele convidado bizarro era o Silvinho BlauBlau?? Erraram todos os nomes de música, quase. Até os nomes DAS BANDAS. Kaiser Chiefs virou Kaiser Chelfs, ou algo do tipo. Um cuidadozinho básico em que o festival vacilou.
* COBERTURA POPLOAD PLANETA TERRA - Textos: Lúcio Ribeiro e Ana Bean. Leitores convidados: Itaici Brunetti (texto) e Ulisses Barbosa (fotos). Chinfras: Alisson Guimarães.
* ENQUANTO ISSO, NO RIO DE JANEIRO: BLOC PARTY - Aêêê sim, Brasil. O show esperto, indie, bem colocado que a banda Bloc Party fez no Circo Voador, nesta segunda, BOMBOU. Palco menor, banda animada, público “violento”. Tudo em seu verdadeiro habitat. Agora sim foi o Bloc Party que a gente conhece beeeeeeeeem. Olha a loucura. No sábado, show burocrático. Na segunda, histórico.
* REM - NÃO VOLTE PARA ROCKVILLE!!! - O histórico REM encerra nesta terça sua turnê brasileira, em São Paulo, uma série de duas apresentações na cidade. Nanoite de segunda, no bis, eles tocaram “(Don`t Go Back to) Rockville”, música que não chega a ser uma surpresa do setlist, mas é muito especial para quem acompanha a banda de Michael Stipe desde o começo. Ela chega a ser tão… especial… que até a assessoria do show nem colocou ela no email de divulgação à imprensa. “Rockville”, que nem é mais cantada por Stipe em shows, tem a voz do baixista Mike Mills e apareceu no bis do show de segunda no Via Funchal. Foi Mills quem fez a canção em 1984 para sua namorada, tentando fazê-la mudar de idéia e não retornar para Rockville, Maryland. Só este country-pop choroso já vale a ida ao Via Funchal nesta terça.
* De todo modo, tem as outras tantas músicas incríveis do REM. Tipo esta:
* CHEGA - Ia botar mais coisas pop aqui, inclusive uma promoção de camiseta cool. Mas fica tudo para o próximo post. Até!
“Hummm. Deixa eu pensar se vamos mesmo pro Brasil desta vez…”
* Deve ser a oitava vez que falo que o “Radiohead fecha shows no Brasil”, mas o importante é não perder a fé jamais, hehe.* PLANETA TERRA ESGOTADO – Isso não é panfletagem ecológica da Popload. O festival Planeta Terra, que acontece em São Paulo no sábado da semana que vem com Foals e Animal Collective no elenco, esgotou seus ingressos (cerca de 15 mil) dez dias antes do evento. Cresce em importância as duas credenciais de jornalista que este blog está sorteando. Pensa bem…
* DE NOVO, BRASIL? – Ainda não vi a campanha do festival na TV, mas dizem que assim que apontam para um pôster do Bloc Party na propaganda, começa a tocar uma música do Kaiser Chiefs. Ê, beleza. Mas deve ser uma pequena demonstração de solidariedade do PT com o Tim Festival, que em sua propaganda de TV tinha “anunciado” o Noel Gallagher em sua programação…
* “RADIOHEAD AND COLDPLAY ARE A GO” – Assim chegou para mim nesta quarta-feira o email de um insider do circuito latino-americano de shows. A banda inglesa Radiohead, o cultuado grupo que mais vem-não-vem da história do showbis brasileiro, bateu o martelo quanto à oferta de Brasil, Chile e Argentina, os únicos três lugares na América do Sul que eles aceitaram tocar. Peru (novo “corredor” de shows) e Colômbia estavam na disputa. O desenho das apresentações do Radiohead por aqui é comandado pela Argentina, onde Thom Yorke e turma devem tocar em algum dia do finalzinho de março. Os shows de Brasil e Chile serão programados por volta dessa data. Já o Coldplay, de Chris Martin e Jay-Z (haha), desembarcam no mesmo período na região, para mais shows que o Radiohead. O Coldplay deve começar a nova turnê sul-americana em março. Sai pra lá, hein, crise econômica. Nem vem.
* Bem… - Vou pular a sexta-feira, pode ser? Segundo eu volto com mais. Agora deixo o meu amigo Bob, para os recados finais.
* Popload volta do interior do norte do Paraná empolgada com a discotecagem em Ponta Grossa. Aí sabe que o histórico grupo americano Mudhoney levou cerca de 3 mil pessoas embaixo de chuva a uma praça de São Carlos, no interior de São Paulo. A OiFM está querendo se estabelecer em cidades como Franca e Ribeirão Preto. E uma esperta trupe de bandas indies está enchendo a van e indo para o interior. E… UPDATE: Arctic Monkeys no interior do Brasil! Repare: o interior é o novo exterior.
* O título deste blog poderia ser “Nossa banda poderia ser sua vida”, mas vai aquele mesmo.
* O Planeta Terra anunciou os horários de seu festival, que você vê lá embaixo. Brothers of Brasil?
* Esse monumento acima é o famoso “Cocozão”, nome carinhoso que a galera de Ponta Grossa botou na “edificação artística” que fica na entrada da Universidade Estadual de Ponta Grossa, a UEPG. Custou R$ 300 mil aos cofres públicos e já saiu até em livros gringos de arquitetura como “Big Poo”. A idéia era a de que o monumento fosse a interpretação metálico-artística de uma… araucária. O povo local se diverte com a coisa, tanto que vários deles vieram se oferecer a me levar ao ponto turístico. A galera de PG, sonoramente plural e bastante indie-participativa, ainda consegue ser bem-humorada, canja vinda de todas as 400 piadinhas conhecidas com o nome da cidade, que fizeram questão de me contar. Me contaram também sobre uma praça “ambiental” que até há pouco tempo não tinha árvores, mas essa não prestei muita atenção. O fato é que eu adorei Ponta Grossa.
* OASIS PARA 100 MIL - A adoração em nível futebolístico que a banda inglesa Oasis provoca em seus fãs não tem fim. Não só os Gallagher tiveram seu novo disco, “Dig Out Your Soul”, indo direto para o topo das paradas britânicas na primeira semana de venda em loja (só eu ajudei com três cópias compradas) como estão para anunciar já uma série de shows gigantes no verão de 2009 para mais de 100 mil pessoas cada. Um em Manchester e outro em Dublin. Com os seguintes boatos para o elenco de abertura, tudo escolha a dedo de mister Noel Gallagher: Arctic Monkeys, Glasvegas, MGMT e Kasabian. Os quatro. Lá vou eu para Manchester…
* KNEBWORTH DOIS - Tais apresentações para 100 mil lembram a série de shows que o Oasis fez em 1996, no auge do britpop, no vilarejo de Knebworth, lugar tradicional para shows monumentais. Naquele ano, o Oasis tocou dois dias e para 125 mil pessoas cada, no que é considerado um dos maiores momentos da música inglesa desde sempre (veja foto abaixo). Quem abriu para o Oasis em Knebworth 1996 foi Manic Street Preachers, Prodigy, Charlatans, Ocean Colour Scene e Kula Shaker, nomes de peso da música britânica na época. Mas o negócio que mais marcou é que cada um dos 250 mil tickets dos dois shows foram disputados por uma soma de 2.6 milhões de pessoas, que se inscreveram atrás de ingressos, a maior demanda por entradas da história.
* BÔNUS TIM FESTIVAL - Está rolando uma semiconfusão com a história da devolução do dinheiro do ingresso dos que se acham lesados pelo cancelamento do show do Gossip, por exemplo. Refiro-me a São Paulo. Fui alertado de que numa das FNAC não estão sabendo de nada no procedimento, muito menos que está valendo o “ingresso bônus”. Quem apresentar o ticket do Gossip + Klaxons + Neon Neon ganha um ingresso para os shows de qualquer outro dia, como bonificação pela não-vinda da Beth Ditto. Já em outra FNAC, soube que estão liberando até ingresso para o Kanye West (R$ 100 mais caro).
* Perguntaram para mim qual a razão de o Noel Gallagher aparecer na propaganda do Tim Festival. Não soube dizer. Alguém?
* RADIOHEAD + SIGUR RÓS NO BRASIL? - O bendito show do Radiohead no Brasil, o fator musical mais difícil de acontecer na história do rock mundial, está ganhando contornos de realidade a cada momento. O México divulga como oficiais três shows da banda de Thom Yorke em março, no Foro Sol, arena gigante onde eu já assisti o… Backstreet Boys. O anúncio dá forte sentido às declarações da banda de que vem mesmo para estes lados em março/abril. Jornais do México que deram a notícia apontam que a turnê se estenderá sim por Argentina, Chile e Brasil. E, na turnê, a banda de abertura será a islandesa Sigur Rós.
* ENQUANTO ISSO, NA ARGENTINA - O Personal Festival, primo argentino dos nossos Tim Festival e Planeta Terra, anunciou sua escalação oficial para o evento, que acontece em Buenos Aires nos dias 31 de outubro e 1 de novembro. Além de Klaxons, Bloc Party, Kaiser Chiefs, REM etc., a lista das bandas traz ainda o nome dos bacanas Mars Volta e Spiritualized, grupos que devem ver o Brasil só do avião.
* PROGRAMAÇÃO DO PLANETA TERRA - O festival de Jesus & Mary Chain e do Animal Collective, mais a rapa toda, anuncia os horários das apresentações todas. Detalhes:
1. Parece que a organização do festival não conseguiu montar os horários para que todos os shows fossem possíveis de acompanhar, conforme o ventilado há algumas semanas. Mas o conflito da escalação foi bem administrado, eu achei. Os encontros mais doídos são: Bloc Party bate com Breeders e Calvin Harris, em bons momentos; Jesus & Mary Chain com Foals. Mallu Magalhães e Curumin (hihi). 2. O Bloc Party deve ter perdido a posição de headliner por causa da pataquada do playback na festa da MTV, há algumas semanas. Eles sempre estiveram cogitados para fechar o palco principal. 3. Vai vender sorvetes Rochinha neste ano?
Confira todos os horários:
PALCO PRINCIPAL 01:30 – 02:45 - Kaiser Chiefs
23:45 - 01:00 - Bloc Party
22:00 - 23:15 – Offspring
20:30 – 21:30 – Jesus and Mary Chain
19:00 - 20:00 – Vanguart
17:30 - 18:30 - Mallu Magalhães
DJ STAGE 01:00 – 03:00 – Felix da Housecat 23:30 – 01:00 – Calvin Harris (dj set) 22:00 – 23:30 – Milo (dj set)
20:30 – 22:00 – Mau Mau
* ARCTIC MONKEYS NO BRASIL- IL! E melhor ainda: no interior de São Paulo e… em um cinema qua-se perto de você. Inusitada a lista de cidades cuidadosamente selecionadas pela banda Arctic Monkeys para receber com exclusividade o filme-show “Arctic Monkeys At The Apollo”, DVD que só será lançado oficialmente em 3 de novembro deste ano. O DVD, já falamos aqui, mostra o último show da banda em 2007, na cidade de Manchester. Coisa fina. o Rio de Janeiro vê o filme nesta terça-feira, no Cine Roxy na Cinelândia, às 21h.
Saca só as outras cidades sortudas que verão o filme em primeiríssima mão:
Cine Roxy - 29 de Outubro
Santos @ Santos Gonzaga
Sao Vicente @ Brisa Mar
SALAS MOVIECOM- 29 de Outubro
Belem @ Castanheira
Natal @ Praia Shopping
Campinas @ Shopping Jaragua
Campinas @ Shopping Unimart
Jundiai @ Moviecom Maxi
Sao Paulo @ Moviecom Boavista
Sao Paulo @ Moviecom Penha
Taubaté @ Shopping Taubaté
Mais informações no site oficial e no site da Movie.Com. Os ingressos ainda não estão à venda!
* ENQUANTO ISSO, NO PERU - A “acidentada” banda escocesa Travis, uma que sempre chovia na cabeça dela, vem à América do Sul para ser a atração-suporte dos shows do REM. Mas isso só no Peru e na Venezuela. O grupo de Fran Healy, que um dia foi grande até nos Estados Unidos, tem até umas datas livres inclusive coincidindo com os shows do REM em São Paulo, mas nenhuma movimentação foi feita no sentido de a banda aparecer por aqui. Eu acho.
* VANGUART BARRADO EM LONDRES - A imigração inglesa, certamente com inveja da cena indie brasileira, está barrando nossas bandas. A da vez foi a cuiabana Vanguart, que não entrou no Reino Unido nesta quarta. O Vanguart estaria vindo da Alemanha e iria se apresentar no clube de Islington que o pessoal do Wry comanda. A festa serve também de lançamento do primeiro livro da Clarah Averbuck por lá, o “Cat Life”, na versão em inglês. Devem ter chegado lá com instrumentos e sem visto de trabalho, o que costuma dar problemas. Não faz muito tempo, o Montage foi barrado na mesma imigração inglesa. Vamos esperar os detalhes do Vanguart.
* FESTA NO INTERIOR - O negócio é sério e está tão fora do controle que este post vai servir apenas como teaser da história toda. Os indies “desbravando” o interior chega no próximo post, porque preciso estruturar melhor tudo. Falei?
* VENCEDORES DE PROMOÇÃO - De algumas promoções. Segue o anúncio de ganhadores e as premiações que continuam a sorteio.
1. CD/DVD do Oasis - Fabiana Martins, Belo Horizonte, MG
2. ingresso pro Tim Festival, show do dia 23/10, do Klaxons sem o Gossip - Murilo Yoshida
3. um par de ingressos para o Mudhoney no Clash, nesta quinta, 16 - Glauber Reatores
* PROMOÇÃO DA SEMANA - Eis o que temos para agora.
1. Um ingresso para o Planeta Terra Festival
2. Outro par de ingressos para o Mudhoney no Clash, mas do show da sexta
E no próximo post eu boto mais promoções. Então tá.
((( atualizado - versão final com cobertura do VMB )))
* Popload em Londres. Vou repetir a última parte do título: “new grave”.
* Não tem lugar no mundo mais deliciosamente pop que aqui. Na Inglaterra até o Status Quo volta a tocar. Por exemplo: vai ter o filme novo do James Bond? Então nas paradas entram música e vídeo de uns caras da indie baba Scouting for Girls para a música “James Bond”, em que eles cantam “I wish I was James Bond. Just for the day. Kissing all the girls…”. E tem também a história do time de futebol Cluj, da Transilvânia…
* Nesta sexta-feira, no lendário Brixton Academy, palco onde já vi pisarem Pixies, Morrissey, Nick Cave, Strokes e tantos outros, vai acontecer o incrível show de… Claudia Leite.
* Esta não tem a ver com a viagem, mas parece mesmo uma “viagem”. Pode acreditar: vem aí o Indie Rock Festival.
* Cheguei a Londres na terça-feira e já procurei o que fazer. Uma olhadela na “Time Out” e vi que, naquela noite à toa da terça qualquer iam rolar os seguintes shows, cada um em um clube diferente: Bloc Party, Brett Anderson, The Duke Spirit, Hot Club de Paris, Rascals, Steve Wonder, a gravação aberta de um programa de TV com Kooks e Kaiser Chiefs e outra coisa que agora esqueci. Mas perdi todos, porque eu acabei indo ao futebol.
* FUTEBOL É POP - Fui ver o gigante inglês Arsenal contra o campeão português Porto, pela Liga dos Campeões da Europa, o torneio de futebol mais badalado do mundo depois da Copa. Aqui no intervalo tocam coisas tipo Ida Maria, “I Like You So Much Better When You’re Naked”. Coisa fina. Aí, no segundo tempo, com o Porto já levando uma sacolada do time da casa, uma substituição é anunciada no sistema de alto-falantes do estádio. “E no Porto, sai Fulano e entra… Hulk”. O cara do som já tirou um barato ele mesmo. A galera saudou o cara como se fosse um jogador do Arsenal que estava saindo depois de fazer 10 gols. Então, depois, passou a grunhir como o Hulk verde toda hora que o cara pegava na bola. Poim!
* FUTEBOL É POP 2 - Nesta mesma rodada da Liga dos Campeões, um outro gigante inglês, o Chelsea, foi à Transilvânia jogar contra o time local Cluj, novato e praticamente a “sensação” do torneio. Não teve um só jornal sério que deixou escapar a chance de fazer uma piadinha relacionando a visita do Chelsea à terra dos vampiros e do Drácula, em especial. Há seis anos, o Cluj estava na terceira divisão da Romênia. Hoje, com quatro brasileiros no elenco, já disputa o torneio de clubes mais importante do mundo, tendo feito história há uma semana, quando ganhou do time da Roma, na Itália. Mas enfim. Com o “sucesso” do Cluj no futebol, a Inglaterra resgatou do limbo o duo disco-pop Cheeky Girls, duas irmãs gêmeas da Transilvânia, da mesma cidade do time, que andaram pelo pop inglês por volta de 2004, 2005. O primeiro hit de destaque das vampirinhas Cheeky Girls voltou a tocar agora, dá para acreditar? É a música de edificante nome “The Cheeky Song (Touch My Bum)”, eleita a pior música de todos os tempos quando foi lançada, em enquete realizada pelo Channel 4. Na “canção”, as Cheeky Girls mandam ver a seguinte frase: “Come and smile, don’t be shy/ Touch my bum, This is life”. Se fosse no Brasil, ia ser o “Melô da Passada de Mão”. Que beleza! Se você tiver um segundo da sua vida para jogar fora, o horrível vídeo desta música está fácil no YouTube.
* O CINEMA, JEAN CHARLES E A FORÇA DOS BLOGS - Em cartaz em Londres há algumas semanas está o filme americano “The Righteous Kill”, estrelado pela dupla de bambas Al Pacino e Robert De Niro. O pôster do filme está estampado como propaganda em vários metrôs de Londres, inclusive na estação de Stockwell. No alto do cartaz, sobre o nome dos atores, está a frase-mote: “Não há nada errado em dar alguns tiros, desde que eles acertem as pessoas certas”. Aí um blog notou a infelicidade de o pôster com a tal frase estar exatamente na estação onde o brasileiro Jean Charles de Menezes foi fuzilado por engano pela polícia inglesa, confundido com um terrorista suicida carregando bombas. Um blog notou a coincidência macabra da propaganda certa no lugar errado na semana passada, exatamente quando o júri que cuida do caso foi à estação para inspecionar o local do incidente. Deste blog a notícia foi parar no Popbitch, um blog de maior repercussão. Do Popbitch, saiu no blog de cinema do “Guardian”. Nesta quarta, passando por Stockwell, decidi descer para ver se o pôster estava lá. Tinham tirado.
flickr - annie mole
* GLASVEGAS E A “NEW GRAVE” - Hahaha. Eu não aguento esses rótulos legais. Já falei aqui da atual banda indie mais badalada do Reino Unido, a escocesa Glasvegas, famosa por sons obscuros e letras desgraçadas sobre assassinato, estupro, suicído e facadas. Agora, na viagem, lembrei também da incrível banda nova inglesa White Lies, aqui de Londres. Vi esses caras em fevereiro, no festival de bandas novas de Brighton, de tanto que estavam recomendados por todos os lugares. Banda tão nova e com som grandioso tipo U2. O vocal do tal Harry Mc Veigh é impressionante de bom. O White Lies também é responsável, junto com o Glasvegas, pela nuvem negra que sobrevoa o pop britânico, assistida pelo fantasma de Ian Curtis, do Joy Division. Todos das duas bandas só aparecem vestidos de preto. Essa onda tétrica pós-Editors/Interpol é chamada de dark-pop e “new grave”, referência aos movimentos new rave/wave, mas com a palavra que significa “túmulo”, em inglês. Na semana passada foi lançada como single a impressionante “Death”, cuja letra é narrada por alguém já morto, vendo “o mundo dos vivos de uma nuvem, tentando entender o que está acontecendo. O álbum de estréia do White Lies sai em janeiro de 2009 e vai ter o nome de “To Lose My Life”. Se você quer juntar essa galera que curte “new grave” com os teens que amaram os rituais funerários do My Chemical Romance no ano passado, fique à vontade.
* Olha só as ligações. “Death”, do White Lies, ganhou remix fino e pesado do bombado Crystal Castles, dupla canadense de indie eletrônico. Outro remix para “Death” foi feito pelo grupo local Haunts (”Assombrações/Assombrados”), outro membro da new grave que vem ganhando destaque. O Haunts é banda de rock mais tradicional (mas com um vocal de certo parentesco com o Sisters of Mercy) e também um elogiado projeto de remixadores. O último remix que o Haunts fez foi para… “Move”, do CSS.
* “Combinando” com a arrastaaaaaaaaada e sinistra música “Stabbed”, canção que está no recém-lançado álbum do Glasvegas e sobre a onda de facas que assombra as autoridades britânicas, foi divulgada na imprensa inglesa nesta semana a impressionante foto abaixo. É a imagem de raio-X de um menino de 16 anos ferido por uma facada na cabeça na frente de um supermercado em Londres, em novembro passado. O assunto voltou à tona porque: (1) o moleque da gangue que atacou o rapaz foi condenado nesta semana pela justiça inglesa. Na cena do crime ele deixou cair um boné. Através do DNA de um fio de cabelo do esfaqueador teen, a polícia chegou a sua casa dias depois do ataque. (2) o menino do raio-X sobreviveu.
* O VÍDEO DO RADIOHEAD - A banda divulgou o trabalho escolhido entre milhares no concurso “Faça você o vídeo de ‘Reckoner’”, a poderosa canção do CD “In Rainbows” lançada como single na semana passada. Na verdade, pelo que eu entendi, o Radiohead escolheu quatro vídeos, e daí o vencedor. Quem faturou uma grana e a honra de ter feito um vídeo OFICIAL para o Radiohead foi o francês Clement Picon. O vídeo, artsy, é o que eu sempre costumo dizer para um vídeo do Radiohead: viagem bem louca. Tipo isso:
* VMB 2008 E O DIA EM QUE O BLOC PARTY FOI VAIADO… - Você acha que a Popload está badalando em Londres sem ficar de olho no que está acontecendo aí no Brasil-il-il? Nem a pau! Principalmente com a já tradicional festa ao vivo de bafóns, micos, escorregadas, vergonhas alheias e uma coisa ou outra que realmente presta na mais importante festa da MTV brasileira. E tem gente que não gosta do VMB… O atual olho paulistano deste blog, a Ana Bean, deu uma espiada na noite de gala da nossa music television, não acreditou no que fizeram com o Bloc Party (ou o que a banda fez com ela mesma) e conta o que você viu ou o não viu na balada do Marcos Mion:
Quer dizer que teve playback importado no VMB? Que beleza. Adoro premiações ao vivo onde tudo pode dar errado. Ainda mais com twitter, youtube, flickr etc, todos à postos para eternizar qualquer fiasco. E a MTV resolveu premiar o “webhit do ano” sem imaginar quantos webhits ela mesmo ia criar só nessa noite. O “não-show” (hihi) do Bloc Party, o tombo do Kele, o Mion de Mallu Magalhães, o Chimbinha eleito o Guitar Hero dos Sonhos (!!!), o guitar hero real Andreas Kisser com os cabelos ao vento em momento “arquivo confidencial”, a banda punk do Xúnior, os go-go boys do Bonde, o “we are the furfle world” apoteótico… Programão. Ou não.
Não estamos aqui para discutir quem ganhou (alguma surpresa com os prêmios do NX Zero?) ou deixou de ganhar, porque o bom senso indica que isso é o que menos que interessa. E as coberturas min-a-min do twitter estão aí pra isso.
O tombo (?) de Kele foi apenas um detalhe da aparição-fiasco do Bloc Party no VMB
O que importa mesmo é o TOP TEN POPLOAD VMB 2008:
1. “Troféu WebHit V.A.”: era quase jogo ganho. Poderia ser da banda punk(?) red-hot-chilli-pepperiana do Júnior ex-Sandy, ou da união de Fresno com Chitão & Xororó, ou até mesmo do SEMPRE vergonhoso quadro da banda dos sonhos. Mas o prêmio vai para o playback mal feito do Bloc Party. Lembrou Titãs no Chacrinha dublando “Sonífera Ilha”. O único que fingia que tocava era o coitado do guitarrista Russell Lissack. Para piorar, enquanto a banda era vai-a-da, Okereke resolveu desfilar pelo palco feito cantor em programa de auditório dominical e levou um tombo. O baterista pára de “tocar”, o baixista se joga na platéia… e o Lissack continuou lá. Firme e forte.
2. “Funcionou”: a abertura estilo “Emmy meets Oscar” do Marcos Mion rolou bem. Mion é bom. Já o dente branco quase fluorescente contra o bronze artificial não funcionou tanto.
3. “Não deveria ter funcionado, mas… rolou”: É… “Evidências” (em versão quase math-rock eu diria) é bem emo no final das contas.
4. “Pela úúúl-ti-ma veeeez”: pior que ouvir esse trecho do NX0 várias vezes, foi ouvir o mantra da Vanessa da Mata com o Ben Harper outras tantas. Meu Deus do céu!
5. “Susto da Noite”: as Mulheres Fruta anunciando o Bonde do “Rolé”.
6. “Troféu Malandragi”: Marcelo D2 fazendo Marcelo D2. Duas vezes. Nem pra dar uma mudadinha?? Quase pior que o playback.
7. “Momento Adnet”: vai tirar o vmb 2009 do Mion, dizem? Já tirou o 2008. Senti falta do José Wilker e do mini hang-loose. =)
8. “Momento Faustão”: esqueceram de chamar a professora da primeira série do Andreas Kisser.
9. “Momento fashionista”: camiseta do Queens of the Stone Age em alguém do NX0, João Gordo de maitre, Adnet em estilo carioca-pride de bermuda, e Pitty… de Pitty.
10. As frases da noite:
- Paulo Miklos: “Quero ver o show de uma banda inglesa que eu adoro: Bloc Party”.
- Mari Moon para Vanessa da Mata: “Você se preocupa mais com o cabelo, com a maquiagem ou com a roupa?”
Vanessa da Mata para o mundo: “Eu me preocupo com a mata, com o verde (…), com a razão social das coisas”.
- Marcos Mion imitando a Mallu Magalhães e cantando no ritmo “Tchubaruba”: “Meu Deus, eu disse ‘porra’, minha mãe vai brigar! (…) Eu não sou a Sandy e quero dar dar dar dar dar”.
- Supla, em depoimento emocionado sobre Andreas Kisser: “He’s a fucking great guy. Guitarrista que não tem ego. Hendrix não tinha ego!”
- “Emo é o caralhooooo”, alguém do NXZero ao ganhar algum prêmio.
- “Quem sabe faz ao vivo. Ou não.” Mion, na volta do “show” do Bloc Party.
* Depois desta do VMB, nem tenho como continuar. O post pára por aqui. Segunda tem mais. O que me resta é anunciar a…
* PREMIAÇÃO DA SEMANA - Segue a folia de ingressos da Popload para os principais eventos de São Paulo. Mas a lista de prêmios está turbinada com o show especial grunge do Mudhoney. Tome tento.
1. Um ingresso para o Planeta Terra Festival
2. Um ingresso para o show do Tim Festival do dia 23/10, em São Paulo (Gossip, Klaxons, Neon Neon)
3. Um PAR de ingressos para o Mudhoney no Clash, em São Paulo, dia 16/10.
4. URGENTE: um par de ingressos para ver Glass Candy e LCD DJs nesta sexta na festa aniversário de 3 anos do Vegas. Só no email.
Vem nessa. Emails ou comentários estão valendo (tirando o do Vegas). No próximo post tem ingressos para o festival Hagen Dasz Mix Music. Tchau!
Lúcio Ribeiro é jornalista. Edita o Popload e escreve sobre música e cultura pop para a Folha de S.Paulo. É colunista das revistas Capricho e Homem Vogue. Co-apresenta o programa de rádio Poploaded. É DJ residente do clube Vegas e viaja o Brasil tocando em festas de rock.