Radiohead | Popload
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09/08/2011 - 16:33

Noel Gallagher diz preferir a chuva e que gostaria de ver Foo Fighters e Radiohead tocando suas músicas

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Noel Gallagher segue sua vida sem Liam e o Oasis. De surpresa, ele anunciou no início da tarde de hoje que mais uma música sua seria lançada. Trata-se de “The Good Rebel”, lado b de “The Death Of You And Me”, primeiro single do projeto High Flying Birds a ser lançado dia 21 de agosto.

A premiere da música rolou no programa do Zane Lowe, na Radio One e é uma mistura de “Rain” dos Beatles com “Tambourine Man” de Bob Dylan, como o próprio Noel descreveu em uma entrevista tempos atrás, quando a música ainda era apenas uma demo para o Oasis. “I don’t care for the sunshine”, ouve só.

A imprensa norte-americana destaca hoje uma entrevista que Noel concedeu para a Rolling Stone US, na qual ele diz que se sentiu mais “livre” para produzir seu primeiro álbum solo. “Para estar em uma banda, você tem de aceitar que aquilo será um compromisso. Dessa vez eu não tinha de explicar a ninguém como ia ser. Eu estava de saco cheio de escrever letras para outras pessoas. Foi um processo muito sereno e pacífico de gravação. Tenho certeza que vai ser compensado por uma porra de caos total e destruição ao vivo”, disse ele.

Sobre o Oasis, Noel confirmou que vai tocar algumas canções da banda em seus shows, diferentemente da Beady Eye. “Eu só vou tocar músicas que eu escrevi. Não é como eu ser o Morrissey e tocar uma música que outra pessoa escreveu para mim. Eu escrevi todas essas canções com todas essas palavras. Elas são minhas”, informou o Gallagher, que também confessou adorar a ideia de outras bandas tocarem músicas de sua finada banda. “Sempre pensei que a maioria das bandas deveria tocar canções do Oasis, de qualquer forma. O Foo Fighters definitivamente devia tocar algumas. Green Day poderia até fazer mais do que uma ou duas. Radiohead? Quer dizer, vamos encarar: seria uma noite bem melhor”.

Em 2005, quando o Foo Fighters andou abrindo alguns shows do Oasis, Dave Grohl & Co. fizeram uma versão bem FF para “Lyla”, então single de trabalho da banda do Noel e do Liam, no programa do próprio Zane Lowe.

Notas relacionadas:

  1. Noise and confusion: Liam Gallagher divulga shows e outra música sem o Noel
  2. Noel anuncia disco e diz que a banda do Liam é “Ok”
  3. Noel Gallagher canta sua liberdade
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , ,
13/07/2011 - 10:30

Flying Lotus, obsessão do Thom Yorke, toca no Brasil em agosto

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* Popload em Barcelona. Com um ouvido em Los Angeles. E um olho no Twitter.

* Cada vez mais “rising star” de um certo hip hop psicodélico, sem deixar de pesar para um lado do indie eletrônico, autor de um dos melhores discos do ano passado (“Cosmogramma”) e verdadeira obsessão do líder do Radiohead, o produtor e músico de lap top californiano Flying Lotus anunciou ontem no Twitter que está indo para o Brasil.

@flyinglotus BRAZIL in August. That’s umm. pretty dope, to say the least

Logo veio toda a info. Flying Lotus vai tocar em Araraquara e no Belenzinho (!!!!), em duas unidades do Sesc, dentro do projeto “Metanol Mix”. Os shows são nos dias 19 (interior) e 20 (capital). Se não me engano, essa é a terceira vez que o produtor desembarca no país. Ele chega acompanhado de um baixista e de um VJ.

O Flying Lotus é o da direita, ok? O cara ao lado desse sujeito branco esquisito

O líder do Radiohead não só participou de umas faixas de “Cosmogramma” como só neste ano já baixou de surpresa duas vezes em Los Angeles no The Airliner, “só” para tocar ao lado do Flying Lotus na famosa festinha das quartas-feiras Low End Theory, considerada a mais bacana balada de música nova do mundo hoje. Também, olha quem frequenta: Flying Lotus, Thom Yorke, Tyler the Creator e James Murphy.

E não só o Yorke tocou “back to back” com o Flying Lotus no clube, como também cantou músicas do Radiohead enquanto Lotus desconstruia tais canções nas picapes. Um cara para não perder no Belenzinho. Ou em Araraquara.

Notas relacionadas:

  1. Feliz 2009, Brasil-il. Radiohead e Coldplay confirm…
  2. Thom Yorke ataca de DJ!
  3. Thom Yorke vira jornalista e jornaleiro na Inglaterra
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , ,
24/06/2011 - 10:53

Glastonbury começa hoje. U2 na lama e sob protestos, Radiohead surpresa, Coldplay ao vivo para o Brasil, Beyoncé, Morrissey lindo etc.

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* Escrevi tanto no título que acho que nem preciso botar mais nada aqui. Mas, enfim…

* O mundo pop pára hoje para ver, ouvir, surfar, se eslamear, rir, chorar com o Glastonbury 2011, provavelmente o maior evento do mundo depois da Copa do Mundo e Olimpíada (exagero?). O festival, que vai de daqui a pouco até o final do domingo, promete. A tradicional chuva está prevista para o final do dia, hoje. Bem no horário do megablasterhiperuber show do U2. Mas no sábado e domingo esperam-se dias de sol e noite linda. Só que, pelo que choveu nos últimos dias e o que deve chover hoje, o estrago está feito.

* Com seus 180 palcos (50, na verdade), 1 milhão de bandas tocando (acho que uns 650 nomes) e um público esperado de 230 mil pessoas (contanto os inúmeros e costumeiros penetras), o Glastonbury, como evento, faz os “nossos” Rock in Rio ou SWU parecerem as noites de karaokê às quartas-feiras do Bar Secreto. Seja como for, pelo tamanho da cobertura de imprensa, na galera da internet, os tipos que aparecem no público, as bandas e artistas mobilizados, tenha certeza que o ano indie pop começa hoje. E a Popload, como sempre, vai estar com o olho grande no Glasto 2011.

* Tem um monte de “Special Guest” encravado no line up dos vários palcos do Glastonbury. E o Radiohead confirmou HOJE que toca HOJE no festival. A banda de Thom Yorke faz show no Park Stage, o QUARTO palco do Glastonbury, em tamanho e importância. Tocam entre Caribou e Big Audio Dynamite, pensa…

* Diga Não ao Bono – O cavalar show da maior banda de rock do mundo (e tudo o que ele agrega) promete tumultuar o Glastonbury hoje. É a primeira apresentação do U2 em festival desde os anos 80. Três organizações diferentes prometem fazer protestos na hora em que o Bono estiver no palco. Desde reclamações contra impostos na Irlanda até encrencas com fazendeiros na Inglaterra e problemas ambientais na Holanda. Segura, Bono.

* Em parceria com a BBC, o canal brasileiro Multishow, transmite em sua plataforma HD o show que o grupo Coldplay fará no Glastonbury, amanhã, sábado, às 18h15. Superatração do Glasto, o Coldplay, cheio de músicas novas, também será atração do Rock in Rio, em outubro. Na internet, o site TopTVZ.com.br também vai botar o Coldplay ao vivo na tela dos computadores. O Multishow HD anuncia reprise da transmissão no domingo, dia 26, às 20h30.

* A principal atração do Glastonbury deste ano, na real, é esta aqui:

As Wellington boots, ou as Wellies, componente de vital importância para quem vai enfrentar a lama do Glasto e de muitos festivais ingleses faz muito tempo. Antes eram verde e preta, para serviços de pedreiro, mesmo. Agora tem de todos os tipos, cores e estampas

Notas relacionadas:

  1. Feliz 2009, Brasil-il. Radiohead e Coldplay confirm…
  2. Coldplay volta ao Brasil em 2011
  3. E esse plágio do Coldplay?
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , ,
21/06/2011 - 09:28

Radiohead transmite dos porões a inédita “Staircase”

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* Para comemorar a chegada ontem na minha casa, via correio, do meu vinil do álbum “The King of Limbs”, com o jornalzinho, uma cartela de adesivos e o CD, Thom Yorke foi e lançou hoje na internet, no Dead Air Space do Radiohead.com, a inédita “Staircase”, tirada da próxima session “Live from the Basement”, que a banda está gravando.
Valeu, Thom.

Notas relacionadas:

  1. Feliz 2009, Brasil-il. Radiohead e Coldplay confirm…
  2. Ela não quis ir ao Radiohead
  3. O Radiohead e o Brasil
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , ,
28/03/2011 - 14:03

Thom Yorke vira jornalista e jornaleiro na Inglaterra

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Está sendo lançada hoje na Europa a versão física de “The King of Limbs”, o controverso álbum novo do Radiohead, que apareceu na internet no mês passado, vendido apenas através do site oficial da banda.

Junto com o álbum, o grupo lançou um jornal gratuito e de edição única, o “The Universal Sigh”, que está sendo distribuído em 61 cidades da Europa, Austrália e América do Norte. De acordo com o site especial do jornal, as cópias serão entregues para “quem quiser” até que elas acabem.

Lógico, a versão em PDF do jornal já foi parar na internet e tem 12 páginas. O conteúdo é basicamente letras de músicas, alguns outros textos, poemas e ilustrações viajadonas, seguindo o “padrão” Radiohead de cabecice extraterreste que a gente conhece bem.

* A tacada de marketing próprio da banda, mais uma, só não é mais incrível do que o fato que aconteceu em Londres, hoje pela manhã. Quem passou pela Rough Trade East, na região de Brick Lane, e resolveu pegar seu exemplar do “The Universal Sigh”, recebeu o jornal das mãos de… Thom Yorke. Sim, ele. Thom Yorke jornaleiro. Duvida?

* Outro fato que também chamou a atenção vem da turma do jornal “The Guardian”, big periódico inglês. Se o Radiohead resolveu fazer um jornal, os jornalistas, para “contra-atacar”, encanaram de inverter os papéis e fizeram eles mesmos uma versão de “Creep”, mega hit da banda lançado em 1993. Só clicar na figura abaixo para ouvir o “Creep de jornalistas”.

* No mês que vem, o Radiohead coloca no mercado um single especial em vinil, com versão limitada, composto pelas músicas “Supercollider” e “The Butcher”, que já foram tocadas ao vivo, mas nunca foram lançadas oficialmente. O single – com tiragem de 2.000 cópias – será lançado dia 16 de abril, em comemoração ao Record Store Day.

Notas relacionadas:

  1. O Radiohead e o Brasil
  2. Vídeo novo do REM. Ou Thom Yorke parte 2
  3. Thom Yorke ataca de DJ!
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , ,
17/03/2011 - 21:49

Thom Yorke ataca de DJ!

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* Haha. Parece patrulha para cima do Thom Yorke, mas não é. O líder do Radiohead manejou as picapes do clube Low End Theory, em Los Angeles, no último dia 9. E tocou techno. E fez a dança louquinha.

 
 
*** A Popload está em Dublin a convite do marca de uísque irlandês Jameson, a bebida mais pedida por 97% das bandas gringas que vão ao Brasil. Este blog participa na Irlanda do Jameson Global Broadcast, durante as festas do St. Patrick’s Day.

Notas relacionadas:

  1. Spank spank spank e o menino do Rio
  2. COACHELLA DIA 3 – Agora tudo está no seu devido lugar
  3. Vídeo novo do REM. Ou Thom Yorke parte 2
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: ,
18/02/2011 - 16:00

#RadioheadDay – Ouça “Give up the Ghost”

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Notas relacionadas:

  1. #RadioheadDay – Ouça “Little by Little”
  2. #RadioheadDay – Ouça “Separator”
  3. #RadioheadDay – Ouça “Morning Mr Magpie”
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: ,
18/02/2011 - 14:00

#RadioheadDay – Ouça “Morning Mr Magpie”

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Notas relacionadas:

  1. COACHELLA DIA 3 – Agora tudo está no seu devido lugar
  2. #RadioheadDay – Ouça “Little by Little”
  3. #RadioheadDay – Ouça “Separator”
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: ,
18/02/2011 - 12:00

#RadioheadDay – Ouça “Separator”

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Notas relacionadas:

  1. COACHELLA DIA 3 – Agora tudo está no seu devido lugar
  2. A capa perturbadora de “King of Limbs” e suas versões alternativas
  3. #RadioheadDay – Ouça “Little by Little”
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: ,
18/02/2011 - 10:42

#RadioheadDay – Ouça “Little by Little”

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Notas relacionadas:

  1. Live! Yesterday! Sold out! (post final)
  2. COACHELLA DIA 3 – Agora tudo está no seu devido lugar
  3. A capa perturbadora de “King of Limbs” e suas versões alternativas
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: ,
16/02/2011 - 16:58

A capa perturbadora de “King of Limbs” e suas versões alternativas

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* Popload em Londres, onde rola Arsenal x Barcelona daqui a pouco.

Adoro coisas farofas, já falei? O site Epic Ponyz divulgou algumas capas de discos fazendo paródias com a arte de “The King of Limbs”, do Radiohead, que será lançado no próximo sábado, 19.
A capa criativa e perturbadora do álbum foi adaptada em produções de artistas como Arcade Fire, Vampire Weekend, Linkin Park e até Taylor Swift (!!!). Saca só:

Arcade Fire, The Suburbs


 
 

Linkin Park, Minutes to Midnight


 
 

Taylor Swift, Fearless


 
 

Vampire Weekend, Vampire Weekend


 
 

My Bloody Valentine, Loveless


 
 

Editors, An End Has a Start

* “Processo lógico” foi o termo utilizado por Chris Hufford, agente do Radiohead, ao descrever a opção do grupo em lançar “The King of Limbs” via internet, seguindo o exemplo de “In Rainbows”, álbum que balançou a indústria musical pelo fato de o ouvinte pagar o quanto quiser, até mesmo nada. “Não fizemos isso pensando em vendas ou selos, estamos tentando fazer o melhor possível para atingir um recorde brilhante”, disse para a imprensa inglesa.

A versão física do álbum, com a capa esquisita, sai um mês mais tarde.

Notas relacionadas:

  1. A Fiona, o Shrek e o ingresso
  2. Popload no Texas, Radiohead no Sumaré, o palco do Guns de.sa.ban.do no Rio, a bunda pop e suas variantes, Passion Pit no lugar do Gossip. Que mais?
  3. O Radiohead e o Brasil
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: ,
25/06/2010 - 21:46

GLASTOMANIA – Dia 2

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* Primeiro dia “oficial” do Glastonbury, mas o segundo da cobertura Popload. Se na quinta quem chamou a atenção foi o Príncipe Charles aparecendo para (não só) assistir ao show dos moleques da Two Doors Cinema Club na tenda Queen’s Head, a sexta-feira – que é assunto há semanas desde o cancelamento do U2 – teve a cena roubada por ninguém menos que Thom Yorke. O sol nem bem tinha ido embora e o líder do Radiohead subiu ao “palco 3″ ao lado de Jonny Greenwood. Isso porque desde as primeiras horas da manhã especulou-se que haveria de fato uma apresentação surpresa em um dos palcos. Chegaram a citar Paul McCartney, Pearl Jam, Biffy Clyro, Coldplay e até mesmo todo mundo junto, fazendo uma jam. Mas quem apareceu mesmo foi Thom, com seu visual meio “Mark Knopfler meets MGMT”, mandando músicas de sua carreira solo e algumas do Radiohead, como “Karma Police”, “Street Spirit (Fade Out)” e “Idioteque”.
Eles foram apresentados no palco por Michael Eavis, o bamba do festival, dono do Glastonbury. “Esta é a maior novidade do fim de semana”, disse ele, que tem a apresentação do Radiohead na Pyramid Stage em 1997 como a sua preferida nos 40 anos de festival.

* Antes disso: vídeo fresquinho da mega “Clint Eastwood”, do Gorillaz com participação especial de Snoop Dogg. Detalhe genial para a placa ali no minuto 2.12: “I survived Glastonbury but U2 didnt!” hahaha.

++FOTOS++
Créditos: BBC e Guardian

Glastonbury, o festival iluminado

Até domingo, cerca de 180 mil pessoas devem marcar presença no evento…

…Enquanto outros milhões mundo afora ficam de olho

O festival está só começando, meninas…

Sério…

A galera esperta do Bombay Bicycle Club fez um dos shows mais comentados desta sexta

Nem Macca, nem Coldplay. A atração surpresa do dia foi a dupla Thom Yorke e Jonny Greenwood, no Park Stage

Pelo que a turma do Guardian comentou, este show do Phoenix foi o mais “fashion”, incluindo gente (no público) com chapéu de palha e uma mina que apareceu o tempo inteiro no telão com uma camiseta “FUCK BONO”

A louquinha Florence não deixou a galera parada em um dos shows principais do Other Stage

Hot Chip, a banda “número 1 do eletropop atual” (como disse a imprensa inglesa), em ação

++ TWITTER ++

@whitecut Not only am I not actually at #Glastonbury this year I’m watching an ex-girlfriend playing string section on stage with Gorillaz #bollox

@plentythingPet Shop Boys: ‘Gorillaz should be worried about going on at Glastonbury 2010 …

@fpancheri surpresa estragada RT @_bourg: eu já fui e a surpresa foi a malu magalhães RT @gabrielbourg: Em Glastonbury o show surpresa é Radiohead

@APoshLife Emma Watson At Glastonbury With New Boyfriend George Craig (PHOTOS) – Huffingtonpost.com http://tinyurl.com/25l3xwd

@pedrovalenca Glastonbury 2010 : eu não estou. um minuto de silêncio, por favor.

@arcticnews The Black Keys are watched by Arctic Monkeys as they play Glastonbury http://dlvr.it/22f2f

@bostinfranks Just got in from work, it.s 4.39am and what’s the first thing I do? Watch Glastonbury. Gorillaz are amazing.

@gustavvo_ gorillaz bombou no glastonbury hoje, mas o bobby alguma coisa cagou mesmo a stylo http://www.youtube.com/watch?v=Y9PgY5lpBXg

@BlursceneRiley I feel look and smell like I was at Glastonbury. But I was at a pre-school graduation WHILE people were at Glastonbury.

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  1. COACHELLA DIA 3 – Morri!
  2. COACHELLA DIA 3 – Agora tudo está no seu devido lugar
  3. Glastomania
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , ,
10/05/2010 - 16:44

O Radiohead e o Brasil

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Dia destes estava vagando aleatoriamente por rádios brasileiras de FM até que achei que conhecia uma música que tocava numa dessas inúmeras emissoras bizarras que a gente tem em São Paulo. Mais uns cinco segundos depois e reconheci a canção: era “Creep”, do Radiohead. Mas não tocada e/ou cantada pelo Radiohead.
A informação veio em seguida: era o ator Wagner Moura, em sua versão cantor de banda de rock, veiculando numa rádio qualquer do dial que não uma dessas que se assumem de “modern rock”. O clima era este: o Capitão Nascimento estava cantando Radiohead.

Não sei se é coisa para se alegrar ou entristecer, mas o Radiohead sempre penetra na nuvem pop confusa do Brasil por meios acidentais.
O simpático e talentoso Wagner Moura, o “senhor dos noticiários culturais” deste ano por conta do filme “Tropa de Elite 2″, tem uma banda de rock chamada Sua Mãe faz 88 anos e vai lançar seu CD de estréia no próximo dia 20 de maio, no Teatro Odisséia, no Rio, no vapor de seu sucesso como o já eterno Capitão Nascimento.
Não sei se o CD do Sua Mãe, descrito em algum lugar como uma mistura de Joy Division com Waldick Soriano, vai carregar em seu tracklist a versão baiana (a banda é baiana) de “Creep”, do Radiohead. Mas as rádios, talvez por falta do material inédito do CD chamado, atenção, de “The Very Best of the Greatest Hits”, talvez estejam se virando com o maior hit “fucking special” da banda inglesa.

No final dos anos 90, acho que em 1998 para ser exato, o Radiohead já era extremamente adorado no “nível indie” quando uma propaganda da agência DM9 botou na televisão brasileira a música “Fake Plastic Trees”, do segundo álbum do grupo de Thom Yorke, “The Bends”. A música sonorizava um filme sobre Síndrome de Down, que apresentava o menino Carlinhos, portador da doença, brincando num carrossel de parquinho com um amigo dele. Mesmo já bombando mundialmente com seu terceiro disco, o “OK Computer”, de um certo modo no Brasil o Radiohead saiu da esfera indie e virou “popular”, porque até minha mãe achava bonita a música da propaganda.
Óbvio, em sua milagrosa visita ao Brasil, no ano passado, mais de dez anos depois da propaganda do Carlinhos, “Fake Plastic Trees” era uma de suas músicas mais esperadas.

Então, segura. Aí embaixo tem o ator megastar Wagner Moura cantando “Creep” e a propaganda da Síndrome de Down, dois exemplos da relação “especial” que o Brasil tem com o Radiohead.

Notas relacionadas:

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  2. Ela não quis ir ao Radiohead
  3. Santiago loucura: o Radiohead, os cachorros, o Sonic Youth e a juventude sônica. E a pergunta básica: qual o maior show no Brasil em todos os tempos?
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , ,
19/04/2010 - 02:54

COACHELLA DIA 3 – Agora tudo está no seu devido lugar

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* Popload em Indio, Califórnia.

Pelo que estou percebendo, o show que mais prendeu a atenção e curiosidade do público neste último dia de festival até agora foi do Atoms for Peace, a banda do Thom Yorke com o Flea e o brazuca Mauro Refosco, do Forro in the Dark. A galera simplesmente “esqueceu” o sempre atrativo Gorillaz na arena principal para ir ao Outdoor Stage ver as esquisitices geniais do novo projeto de Thom. Eles apresentaram todo o “Eraser” (álbum solo de Yorke) e… Radiohead. Rolou uma versão acústica para “Airbag”. Mas o ápice veio com “Everything In Its Right Place”, que pintou em versão transcendental com o Yorke SOZINHO ao piano. A Califórnia inteira parou para ouvir, com o coração pesado. Sério.
Durante umas boas horas por aqui rolou o boato de que o Radiohead (a banda mesmo), poderia fazer um show surpresa. Depois falaram que poderia acontecer uma participação do David Bowie no show do Atoms for Peace. Nenhum dos dois boatos vingou, mas ninguém também neeeeeeem ligou muito.

Já ia me esquecendo: o Thom resolveu dedicar o nome de sua nova banda ao Pavement. Haha.

Como essa banda reúne duas das personalidades mais esquisitas e caricatas do pop – Thom e Flea – até as fotos saem geniais.




* Fotos: Desert Sun

***** TWITTER FOR PEACE *****

@yoashton excuse me, is at the Thom Yorke show. #Coachella

@tcostello Tweets from Coachella confirming what we learned at Aragon: Atoms For Peace is The Eraser on steroids. The good kind of steroids.

@tangledupinwire Thom Yorke and Flea had a dance off in the formers set. Played “Airbag” accoustic, which was pure bliss #coachella

@Seraphina_L Sounds like all you kids at Coachella who ditched Thom Yorke for Gorillaz just made the wrong choice.

@SpinnerTweet “Everything In Its Right Place” – that sentiment includes Thom Yorke playing that song solo, on piano, @ #coachella Heaven.

@quarklovesyou Thom Yorke and Flea are going crazy. Together. On one stage. Putang ina. #coachella

Notas relacionadas:

  1. Gold Soundz: Pavement por todo lugar. Vampire Weekend no primeiro lugar. Mais twittermania. Mais Coachella. E mais.
  2. COACHELLA DIA 1 – Que festival é esse?
  3. COACHELLA DIA 3 – Morri!
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , ,
18/04/2010 - 22:38

COACHELLA DIA 3 – Morri!

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* Popload em Indio, Califórnia.

Em seu show solo no Coachella 2010, Julian Casablancas logo na segunda música sacou “Hard To Explain”, do seu Strokes, e quase derrubou a tenda de gritaria.

(Foto: Desert Sun)

* Aí pintaram os boatos do dia. Olha só: (1) o RADIOHEAD pode fazer uma aparição surpresa. (2) Bowie e Thom Yorke estão na área…

***** TWITTER DA HORA *****

@SPINfestivals Attn fans of grown men getting weirdly emotional seeing indie-rock: I will be live-tweeting #Pavement in 45 min. (sk)

@stereogum Pavement’s crowd’s even thinner than My Bloody Valentine ‘09. Indio doesn’t care about old iconic people? #coachella

@grace6697 silly that bloggers are confused by the small crowd at pavement vs the huge one at phoenix. festivalgoers are younger than ever. #coachella

Notas relacionadas:

  1. COACHELLA DIA 1 – Vai começar
  2. COACHELLA DIA 1 – Que festival é esse?
  3. COACHELLA DIA 1 – Sold Out!
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , ,
16/03/2010 - 13:04

Popload no Texas, Radiohead no Sumaré, o palco do Guns de.sa.ban.do no Rio, a bunda pop e suas variantes, Passion Pit no lugar do Gossip. Que mais?

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Um salve para você!

Sim! A Popload, se nada impedir, vai direto e reto para o importante South by Southwest, a bagunça musical que começa nesta quarta-feira, em Austin, Texas.

Não! Entre as quase 1500 bandas oferecidas no cardápio de 80 bares/club em cinco dias, eu não pretendo ver o “incrível” SHIT AND SHINE, grupo de Londres.

* SAI GOSSIP, ENTRA… PASSION PIT? – Ainda na ressaca do cancelamento dos quatro shows do Gossip no Brasil e com a promessa da Chilli Beans de fazer seu festival ainda este ano, a Popload apurou que um belo convite da marca de óculos escuros repousa na mesa do agente da banda americana Passion Pit, de Boston, que deve responder nos próximos dias (se é que já não o fez…).

O festival da Chilli Beans, o Vírus, vai ao que parece ser sempre realizado no esquema “uma banda de indie rock cool + vários DJs brasileiros”. Em São Paulo, aconteceria nesta sexta-feira se a banda de Beth Ditto não tivesse dado forfait.

A então primeira realização do Vírus Chilli Beans, dependendo do Passion Pit numa primeira tentativa, aconteceria em algum momento de maio. Ou em julho.

Para lembrar um “clássico” do Passion Pit, mas de uma forma um pouco, hum, diferente, a gente traz um urso, um alce e uma fada tocando a linda “Sleepyhead”. Gênio. Repare que o urso enlouquece no final.

E, por que não, uma performance do próprio Passion Pit para “Sleepyhead” no Sxsw do ano passado, no incrível Stubb’s, churrascaria de Austin. É literalmente um “show de churrascaria”.

* MEDO, TERROR, PÂNICO – O PALCO DO GUNS DESABANDO NO RIO – Parece a “Bruxa de Blair” do rock. A chuva lavando o Rio, correria, tumulto e o palco caindo no domingo, na Praça da Apoteose, domingo, enquanto a equipe montava a estrutura para o show do Guns N’Roses. As cenas foram filmadas por Bobby Jarzombek, baterista da banda que acompanhava Sebastian Bach, a atração de abertura. Foi tenso.

* RADIOHEAD, SEXTA, NO SUMARÉ - A abordagem, no Twitter, foi direta. Uma lembrança de que eu o havia entrevistado como o primeiro sujeito da fila para comprar ingressos do Radiohead. Logo depois, o pedido: para comemorar um ano do show do Radiohead no Brasil, o fã paulistano Guilherme Eddino vai fazer “um show do Radiohead” ele mesmo. Eddino se apresenta neste sábado, dia 20, às 21h, no Teatro do Centro da Terra, no Sumaré, em São Paulo, com ingressos a 10 mangos. O cartaz está aqui:

Perguntei a ele. Tem aí algum mp3 seu cantando Radiohead, para eu dar uma olhada. Ele me mandou a impressionante “Weird Fishes/Arpeggi” e ainda falou para eu dar uma conferida em “Analyse”, cover da canção solo do Thom York, que está em seu Myspace (/guilhermeeddino). Eu fui e achei ambas… incríveis. Ouça “Weird Fishes”.

Guilherme Eddino é cantor da banda indie Guillotin. Eu, se estivesse em São Paulo, não perderia esse “showzinho do Radiohead” no sábado.

* SÉBASTIAN TELLIER E A BUNDA - Podia ser um vídeo de axé brasileiro, mas é de pop francês. O classudo Sébastian Tellier lançou nestes dias o vídeo para “Look”, música de seu CD “Sexuality” (2008), onde ele capta toda a ginga e a malícia da mulher francesa. Oui.

Sébastien Tellier – Look from Record Makers on Vimeo.

* PORR*, JULIAN - Viram o vídeo da banda do Andy Samberg (“Saturday Night Live”), aquela The Lonely Island? É para a música “Boombox”, na qual o Julian Casablancas participa do rap e das dancinhas do Samberg e de um monte de gente. Óbvio, ele está com a jaqueta de couro.

*********** ESPECIAL SXSW ***********

* SOUTH BY SOUTHWEST 2010 – O AMANHÃ COMEÇA HOJE NO TEXAS - O mais importante festival de novas tendências do planeta, sejam elas musicais, cinematográficas ou internéticas, o Sxsw é colossal por suas 1400 bandas tocando sem parar, o dia inteiro e por cinco dias, das 12h às 2h, em cerca de 80 bares locais. É importante porque arma pequenos festivais dentro do festivalzão para saudar o que há de novo nas cenas americana e britânica, obviamente, mas também na brasileira, japonesa, australiana, colombiana, sul-africana, sueca, chinesa, russa, israelense. Qualquer uma que quiser montar seu showcase dentro do Sxsw.

Como a Popload já frequenta o festival texano já tem um tempinho, falei tanto do Sxsw por aqui que já nem sei mais o que escrever. Mentira, sei sim. Vou direto e em forma de itens a uns pontos que eu acho que vale a pena discorrer sobre esta edição 2010.

- O Sxsw desafia o maior ditado do Texas (“Não bagunce o Texas”) e bota Austin de cabeça para baixo com gente indo e vindo, entrando e saindo, andando para todos os lados, comendo na rua, bebendo na rua, lendo, escrevendo com o laptop nas pernas, multiusando o celular e, até, vendo shows, lotando seus inúmeros bares do tamanho médio de uma Funhouse, um Inferno, um Studio SP no máximo.

- Se você acha que tem muita música rolando no Baixo Augusta, multiplique por 1000 as casas de shows da famosa rua paulistana que assim dá para chegar perto do que comporta dois quarteirões de Austin, na parte Downtown.
Aqui funciona assim. Tem as casas de shows que têm shows. Tem as churrascarias que têm shows. Os estacionamentos das hamburguerias com palco. Terreno baldio com palco. Lojas de disco com palco. Lojas de roupas com show. Loja de tatuagem com show. Lobby de hotel com show. Restaurante mexicano com show. Show na rua, óbvio.

- Até em IGREJA tem show no Sxsw, com o padre recebendo o público na porta.

As ruas de Austin bombando em dia (noite) do Sxsw. Acima, a Rua 6, a principal delas, que tem mais clubes/bares que a Paulista tem banco

- O festival NÃO é para o chamado “público normal”. Ele até existe em bom número. Mas o que predomina mesmo em um show é gente da indústria musical, de selos, gravadoras, empresários, músicos, jornalistas, radialistas, ligados à TV, à moda, videomakers, caçadores de tendências em geral, esses tipos todos que a partir do Sxsw vão bombardear nomes e nomes da nova música na sua cabeça. O South by Southwest é muita informação, em alta velocidade, nas 24 horas do dia. Você vai dormir no fim do dia, exausto, e acha que está perdendo alguma coisa. E, deitado e com as pernas doendo, já arma preocupadamente a programação do dia seguinte, em pânico porque sabe que não vai cumprir 40% do planejado.

- O SXSW Music em si começa nesta quarta e vai até sábado, ocupando essa quase centena de bares das 7 da noite à 2 da manhã, aproximadamente. Tem programação até o domingo, na verdade, mas em quantidade bem menos significativa e mais privilegiando a cena local. Domingo é caído.

- Mas o negócio é que de uns anos para cá a mania no Sxsw é de os bares abrirem desde o meio-dia, para festas fechadas de gravadoras, rádios, TVs, marcas de roupa, de camisinha, de água, de doces, de carro, de qualquer coisa ou pessoa que se organize, convide bandas, pague as bebidas e alugue um espaço.
Por exemplo: no meio-dia de sexta-feira até as 17h, na ótima casa La Zona Rosa (capacidade para, tipo, 300 pessoas), vão se apresentar para uma festinha do jornal nova-iorquino e distribuído em ruas “Village Voice” duas bandas novinhas que eu não lembro o nome agora (já checo), a boa The Pains of Being Pure at Heart (Nova York), um dos grandes pequenos nomes do rock americano o Surfer Blood (Flórida), os velhos heróis do indie Superchunk e a mais que sensação inglesa The XX. Nada mal para uma tarde besta e horas antes de a programação do dia do Sxsw realmente COMEÇAR.

- Cada vez mais cresce o número de brasileiros no Sxsw, seja para showcases entre bandas compatriotas, seja no meio dos gringos, mesmo. Neste ano o Brasil-il-il está representado, entre outros, pelos distintos Lucy & The Popsonics (Brasília), Copacabana Club (Curitiba), The Name (Sorocaba), River Raid (Recife), M.Takara 3 (SP), Garotas Suecas (SP), Moxine (SP), Canja Rave (Porto Alegre), Banda Desenhada (Fortaleza), L.A.B. (Novo Hamburgo, RS).

- Algumas das bandas que eu quero ver neste Sxsw 2010, entre as novas, as velhas e as de meia-idade: XX, The Drums, Surfer Blood, Here We Go Magic, She & Him, We Were Promised Jetpacks, Delorean, Clasixx, Cheap Trick, Lou Barlow, Band of Horses, Chew Lips, Liars, Uffie, Broken Social Scene, Thurston Moore, Black Rebel Motorcycle Club, Casiokids, Billy Bragg, Japandroids, Sharon Jones, Spoon, Born Ruffians, Lucy & The Popsonics, Scissor Sisters, The Soft Pack, Sondre Lerche, Miike Snow, Neon Indian, Marina & The Diamonds, Wayne Krammer, Rocky Erickson e outros 123 nomes. E o Hole, da Courtney Love. E os “especulados” shows surpresa do Passion Pit e do Muse.
Capaz…

- Bom. Tem mais 200 coisas para falar do Sxsw, mas chega, não? Vou passar os próximos dias falando do festival. Filmando o festival. Fotografando o festival. Por ora, está bom.

*********** ESPECIAL SXSW ***********

* PROMOÇÃO INGRESSOS PARA O FRANZ FERDINAND – A Popload segue sorteando DOIS PARES de ingressos para o show paulistando da adorada banda escocesa no Via Funchal, semana que vem. Vai querer, vai querer? Concorra no velho esqueminha. Nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Vem nessa.

* PROMOÇÃO DVD DUPLO DO BLUR – A histórica banda inglesa ganhou um excelente documentário, chamado “No Distance Left to Run”. Para completar, vem junto o DVD da volta do grupo, tocando em Londres, no gigantesco Hyde Park, no ano passado, em dois shows emocionantes acompanhados por este blog. Quer concorrer a esta delícia britpopiana? Sabe como?

* PROMOÇÃO SURPRESA TEXAS - Na verdade, é porque nem eu sei o que eu vou pegar desta viagem para sortear aqui. Talvez uma camiseta, discos, um chapéu de cowboy, o pirulito com minhoca ou gafanhoto dentro, tudo isso junto… Assim que eu tiver em mãos, o “objeto texano do desejo”, eu aviso. Mas vai concorrendo. Esses só via comentários.

* Vou ali e já volto, Brasil.

Notas relacionadas:

  1. MAIS RADIOHEAD: DO CAOS À TRANQUILIDADE… MAIS DO RESTO: SHREK E CACO, O SAPO
  2. Texas guitar massacre. Os ingressos do Oasis no Brasil (atualiza(n)do)
  3. Ela não quis ir ao Radiohead
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , ,
14/04/2009 - 11:21

Tempo ruim

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* Bien?

* Ouça o que eu falo: tirando os indies, somente a guerra das colas, entre Pepsi e Coca, vai nos salvar nesta terra de grandes festivais falidos.

* Falando nisso, eu já comentei por aqui algo do Popload Festival 2009? Desta vez o Black Rebel Motorcycle Club não vai estragar tudo. Agora uma perguntinha: sua banda indie é boa?

* NEGÓCIO NADA ARRISCADO – Vocês sabem aquelas clássicas propagandas do game Guitar Hero que passam nas TVs americanas, não? Uma em que alguém (ou alguéns) entra escorregando de meia na sala, aos pés de uma escada, com a guitarrinha fake do jogo. O comercial é inspirado na famosa cena do Tom Cruise em “Negócio Arriscado” (1983), em que ele toca “Old Time Rock and Roll”, do Bob Seger. Tem a propaganda com o Kobe Bryant, por exemplo, e a “histórica” da modelo Heidi Klum, tocando guitarra do guitar hero de lingerie preta. Tem outras tantas. E tem essa do Metallica, nova, “diferente”, haha.

O Metallica lançou esse jogo Guitar Hero Metallica em meados de março no festival texano South by Southwest deste ano, num clube-barranco improvisado nos fundos de um restaurante mexicano/hamburgueria, que recebe os principais shows do festival e as mais importantes bandas do rock durante o ano inteiro. Teve uma banda de moleques fazendo show tocando Metallica com Guitar Hero. Depois o Metallica fez um show de verdade no barrancão do restaurante.

* O MAIOR SHOW GRINGO DE TODOS OS TEMPOS NO BRASIL – Estava pensando nisso nestes dias: a galera elege o Radiohead em SP e o Franz no Circo Voador como os melhores shows internacionais da história… E eu, EU, eu mesmo, não vi nenhum dos dois. Mas, beleza. Ainda bem que tem a internet, né? Já está rolando faz dias na rede a hora cheia que o canal pago Multishow transmitiu da apresentação do grupo de Thom Yorke na Chácara do Jockey. Só neste feriado consegui parar para ver inteiro. Se você ainda não viu, ele está aqui:

01 – 1:33 – 15 Step
02 – 6:20 – There There
03 – 11:40 – The National Anthem
04 – 16:44 – All I Need
05 – 21:05 – Pyramid Song
08 – 27:00 – Weird Fishes/Arpeggi
09 – 33:30 – The Gloaming
10 – 37:30 – Talk Show Host
12 – 43:02 – Faust Arp
13 – 46:57 – Jigsaw Falling Into Place
14 – 50:09 – Idioteque
15 – 53:37 – Climbing Up The Walls
16 – 59:04 – Exit Music (For A Film)
17 – 1:03:54 – Bodysnatchers

E tem o bônus, também rolando há dias, que é “Fake Plastic Trees”, música nem tão incrível assim do incrível “The Bends”. Em gravação de alta-definição, que fez parte do bis e portanto fora do que passou ao vivo no Multishow, dentro do contrato estabelecido. O vídeo é espetacular. Nem curto taaanto assim a famosa canção, mas aqui ela está doce-sujinha, bem linda.

* Na TV mesmo, o Multishow repete pela última vez o show do Radiohead (os 70 minutos que tiveram direito de gravar e exibir) no próximo dia 15, mais conhecido como nesta quarta-feira agora, às 21h15.

* TONIGHT: JACK WHITE - A Dead Weather, a mais nova “nova banda” de Jack White, que desencanou da melhor delas todas aparentemente, iniciou sua vida ao vivo para valer em show no Bowery Ballroom, em Nova York. A primeira aparição pública do BATERISTA Jack White mais a mina do Kills mais os caras do Raconteurs e do Queens of Stone Age rendeu vídeos como este, abaixo. Sem o virtuosismo de Jack White na guitarra (ele pega no instrumento umas duas vezes no show, parece), dessa vez descendo a mão no bumbo, o Dead Weather é “apenas” uma banda suja de garagem. Blogs americanos que cobriram o show atentaram quase todos para um detalhe. Todo mundo esgota o ingresso do Dead Weather para, óbvio, ver Jack White. Mas, na hora que o show começa e a Alisson Mosshart começa a cantar, os olhos do público vão direto para ela.

* LA ROUX – Já falei dela aqui “once” (hehe, estou parecendo um blogueiro televisivo engraçado que eu conheço), mas está na hora de falar de novo. A ruivinha La Roux está provando que não tem só o cabelo mais legal da música, hoje.

La Roux, na verdade, é o nome do duo onde Elly Jackson, londrina de 20 anos que faz o tal rock sem guitarras, se destaca no meio de tantas outras cantoras que infestam a música pop inglesa, parece encarnar o Eurythmics antes de eles ficarem chatos e tem “shape” (hehe, estou parecendo um blog…) de componente do Classic Nouveaux. Ela é uma novidade clássica “herself” (hehe, estou pare…). La Roux é tecnopop anos 80. Delícia. Me lembra quando eu ia na Zoster. What?

O lance é que, depois da deliciosa “Quicksand”, que tipo revelou a moça (a dupla, vá lá), ela acaba de lançar o single “In for the Kill”, que entrou “pianinho” nas paradas inglesas e foi subindo, subindo…

We can fight our desires
Ooooouuuuuuhh
but when we start making fires
we get ever so hot
Ooooouuuuuuhh
whether we like it or not.

Aí aparecem os moleques de Niterói do The Twelves, pegam “In For the Kill” e fazem assim:

03-in-for-the-kill-the-twelves-remix

* Vou ali e já volto para postar os prêmios e mais uma coisa ou outra. Você sabe. Os posts nunca acabam até eles acabarem.

Notas relacionadas:

  1. Popload em Londres: vampiras, tiros, facadas e a “new grave”
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  3. Texas guitar massacre. Os ingressos do Oasis no Brasil (atualiza(n)do)
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , ,
30/03/2009 - 10:51

Santiago loucura: o Radiohead, os cachorros, o Sonic Youth e a juventude sônica. E a pergunta básica: qual o maior show no Brasil em todos os tempos?

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((((Final)))

* Popload em Santiago, Chile.

* Hey, kool thing. Senta aqui do meu lado. Tem uma coisa que eu quero perguntar a você. Eu só quero saber o que você…

* A NOITE EM QUE EU TOQUEI NO SONIC YOUTH - E o i-na-cre-di-tá-vel show do Sonic Youth domingo em Santiago COMEÇOU desse jeito aí em cima… Com cara de fim de mundo. Essa foi a extensão barulhenta da primeira música, “Teen Age Riot”, que abriu o concerto do SY no Chile, o único na América Latina pelo menos até o fim do ano, parece. Fiquei surpreso com o show. Thurston Moore (tímido-maluco), Kim Gordon (de vestinho azul) e o resto da banda pareciam ter todos 20 anos de idade. Cheios de gás. Duas horas de shows, três voltas para bis, algumas guitarras destruídas.
Até eu toquei guitarra neste show, hahaha. Eu estava perto da grade num momento ali quase no fim da apresentação, quando o Moore foi destruir sua guitarra num dos monitores. Depois, não contente, achou de vir em direção da galera e botou a guitarra para a massa tocar. Eu nem queria ficar perto da bagunça, mas veio uma onda humana por trás e fui espremido em direção da grade. Aí, com 1 milhão de pessoas me empurrando e a guitarra bem na minha frente, só me restou… tocar.

* KOOL THING - Os vídeos do Sonic Youth que eu fiz estão sonoramente “aquela beleza”, mas não dava para fazer nada muito melhor, já que eu estava colado nas caixas. A bateria parecia estar tocando dentro da minha orelha. Vou colocar alguns vídeos na minha conta de YouTube, além dos que eu botar aqui no post. Este aqui embaixo é de “Kool Thing”. Repara na Kim Gordon. Ela tem mesmo 56 anos?

* RADIOHEAD E “CREEP” NA PRIMEIRA – O último show da bendiiiiiiiiita primeira turnê do Radiohead pela América do Sul terminou sexta-feira à noite no maldiiiiiiiiiiito Estádio Nacional, em Santiago, Chile. A questão em shows assim, raros, da banda do Thom Yorke, é: será que eles vão tocar “Creep”? Em São Paulo, quase não tocaram. Foi a última, depois até que o show já tinha “encerrado”. Aqui em Santiago, na segunda apresentação da banda no famoso estádio chileno (parece que a primeira, na quinta, foi estranha, confusa), “Creep” foi logo tocada de início. Simples assim.

* Isso me lembrou de um show do Mudhoney em Londres, em 1991, o ano em que o “punk broke”. Foi uma semana antes de o Nirvana mostrar no Reading Festival 1991, pela primeira vez em um evento grande, a fatal “Smells Like Teen Spirit”. E algumas semanas antes de o álbum “Nevermind” ser lançado e o indie rock mudar o mundo (hehe). Até aquele momento, o hit indie maior e “da hora” era “Touch Me I’m Sick”, do Mudhoney. E aí, no abarrotado show deles no Astoria, Mark Arm assim que entra no palco já pega o microfone e fala: “Para vocês não encherem nosso saco, toma aí ‘Touch Me I’m Sick’”. Thom Yorke não chegou a dizer a mesma coisa no Chile, tocando “Creep” de primeira. Mas o Radiohead me lembrou o Mudhoney nessa.

* Aqui em Santiago, Radiohead começando o show na sexta com “Creep”. O Blondie, no sábado, iniciando sua apresentação com “Hanging on the Telephone”. E Sonic Youth no domingo mandando de primeira “Teen Age Riot”. Talvez essa tenha sido a “melhor sequência de primeiras músicas numa série de shows na mesma cidade no mundo em todos os tempos”. Estou errado, será?

* Antes de falar mais do espetacular último show latino do Radiohead, preciso dizer que de um modo bizarro PERDI o Blondie. Sério. Era uma noite “anos 80″ do festival Pepsi Music e estavam programados para tocar o cantor farofa Rick Astley, o A-ha e a banda de Debbie Harry. Até aí beleza. No ingresso dava a entender que a noite seria Astley-Aha-Blondie, nessa ordem. No jornal daqui, dizia que o Rick Astley ia abrir. E lá fui em tentar chegar “só” para o Blondie. Eu caminhando em direção do complexo, a gigante arena chilena entupida de gente, quando do lado de fora ouvi alguma coisa do tipo “Boa noite, Chileeeeee”, proferido por uma voz feminina. Aí entro e pergunto para as pessoas da porta como tava o andamento dos shows. “O Blondie acabou de tocar. Agora é o Rick Astley. Depois tem A-ha”. Aí começa a gritaria e o Astley manda a famoooosa “Never Gonna Give You Up”. Entrei por dois segundos no lugar, senti a “vibe”, virei as costas e fui embora. Fueeeeeeeen!

* RADIOHEAD ALEGRE E… HUMANO - Como o show de quinta em Santiago parece ter sido bagunçado e tenso, por causa de problemas técnicos que irritavam o Thom Yorke, o concerto de sexta foi uma alegria só. Alegre e “diferente”.
Já tinha visto o Radiohead ao vivo algumas vezes nesta minha vida de shows, mas antes a banda nunca tinha parecida tão… humana.
Não sei como foi em SP e Rio, porque os perdi, mas aqui no Chile o quesito “viagem”, que sempre dá um caráter extraterrestre para as apresentações do Radiohead, foi aliviado ao máximo.
Bem-humorados, faladores, o Radiohead foi mais uma banda “normal” no último show da turnê latina. Mais “orgânico”. Mais rock, menos efeitos. E isso esteve longe de ser ruim. Pelo contrário.
Começaram com “Creep” e terminaram no terceiro bis, com “Paranoid Android”. Perfeito. Ir embora com “Raaaaaaaaaaaaaaaaaaain down” na cabeça foi demais.

* TUDO NO LUGAR CERTO: RADIOHEAD FAZENDO R.E.M - E teve mais: pouco antes de começar a escandalosamente boa “Everything in Its Right Place”, do “Kid A”, Thom Yorke canta, no jeito Thom Yorke de cantar, o hit “The One I Love”, do REM. Dá uma olhada.

* O CHILE E A CACHORRADA -É incrível o número de cão sem dono que vaga por Santiago e Valparaíso, a cidade por onde passei, na visita ao Chile. São muitos, grandes, andam em bandos, às vezes uma “turma” de quatro, cinco. Para lá e para cá. Parecem espertos, parecem bem nutridos. Se eles se viram bem assim, beleza. Mas achei engraçado o comportamento vespertino deles. Eles deitam e dormem por todos os lugares. Tiram a siesta mesmo. Em praça, no ponto de ônibus, aos pés de telefones públicos, em escada, no meio de guardas fazendo segurança nas ruas. Não tem lugar certo para o sono da tarde da cachorrada chilena. Fiz umas fotos da siesta canina. Assim:

* Eu estava num dos metrôs da bacana Santiago quando veio um aviso, nos falantes. “Por favor, por questão de segurança, não sentem no chão do trem. Repetindo: sentem-se apenas nos assentos”. Pensei: “What?”
Depois comecei a reparar. Não tem essa de banco para os chilenos. A galera senta em todo e qualquer lugar. No trem, na plataforma, na frente da porta do metrô. Confesso que, na hora ali em um metrô cheio e sem assentos disponíveis, me deu uma vontade de sentar no chão mesmo. No Chile, como os chilenos.

* Chile musical. Não sou lá muito conhecedor das coisas sonoras chilenas, mas pelo pouco que vi num canal de vídeos local e sapeando a “Rolling Stone Chilena” eu deduzo que o que pegou por lá pelo menos num mero fim de semana de março são duas bandas/vídeos… de fora do Chile. Passa muito o vídeo de “La Octava Maravilla”, da banda argentina Massacre. Música velha, mas vídeo razoavelmente novo. E, mais, um vídeo muito louco de uma famosa dupla porto-riquenha de reggaeton, a Jowell & Randy. Ainda não entendi se o Jowell & Randy tem duas músicas diferentes, a “Un Poco Loco” e a “Un Poco Loca”, ou é a mesma, com letra diferente, se é diferente. Mas curti a versão remix da música, em ritmo-malandragem. Outro que eu vi que bomba lá, desta vez chilena, é a banda Canal Magdalena, de Valparaíso, uma espécie de Oasis local, guardada as proporções. Não curti muito. Uma tal de “Lady Love Me” toca “bastante”.
Bom, de tudo, vou deixar aqui o vídeo do Massacre. Adoro o “maravidja” falado de “maravilla”.

* FESTIVAL DE READING E LEEDS - Está fraca a escolha de headliners para um dos principais agrupamentos de gente e música do mundo, o Reading Festival e seu espelho, o Leeds Festival. Radiohead, Arctic Monkeys com disco novo e Kings of Leon. Festival inglês anda “broca” de ver, pela “selvageria indie”, mas pelo menos a noite dos Followill deve arrastar a maior quantidade de mulheres para um show de rock na Inglaterra desde os Beatles. Estou brincando, claro.

* KASABIAN MEETS DRÁCULA – A partir de hoje até o próximo dia 3 de abril, o Kasabian estará disponibilizando seu novo single – “Vlad the Impaler” (sério) – em seu site oficial para download gratuito. A faixa faz parte do terceiro álbum do grupo, o “West Rider Pauper Lunatic Asylum” e é bem… bem… Beastie Boys. Vlad é o Drácula da vida real.
A premiere do single vai ao ar “oficialmente” no programa do Zane Lowe, nesta terça. Mas o Kasabian já entregou o clipe, dirigido pelo Richard Ayoade, que costuma fazer vídeos para o Arctic Monkeys (lembra deles?) e conta com a participação do comediante Noel Fielding, encarnando o… Vlad.
Apesar de ser lançada como música de trabalho, “Vlad the Impaler” não será o primeiro single a sair naquele formado antigo, em lojas. Em 1º de junho, chega ao mercado o single de outra música, chamada “Fire”. Uma semana depois sai o álbum.
Chega de falatório. Vê aí o novo vídeo sangrento do Kasabian.

* O MAIOR SHOW GRINGO NO BRASIL EM TODOS OS TEMPOS - Ok, acho que agora dá para fazer uma apuração mais justa. Em tempos em tempos rola por aqui a lista dos principais shows internacionais que o Brasil já viu, sempre na SUA opinião, mas ela tinha sempre uma “falha”: o Radiohead nunca tinha vindo para cá. E agora veio. E agora olha nós aqui outra vez.

* Em setembro do ano passado, não sei se você lembra, fizemos a mesma enquete e deu o seguinte, no top 10:

1. Franz Ferdinand no Motomix – 46 votos
2. Arcade Fire no TIM Festival – 44
3. Pixies em Curitiba – 41
4. Iggy & the Stooges no Claro que È Rock – 38
5. Strokes no TIM Festival – 36
6. U2 2006 – 35
7. Nirvana no Hollywood Rock – 31
8. Pearl Jam – 29
9. Killers no TIM Festival – 28
10. Flaming Lips no Claro que È Rock – 27

* Vamos ver se agora o Radiohead vai furar o bloquei do Top 10, de tão sensacional e incrível e absurdo que foi, segundo os comentários por todo lugar?

* Então lá vai a pergunta: Em sua opinião, qual foi o principal show internacional que o Brasil já viu em sua história? Pode ser mais que um, no máximo três. Estou curioso para (1) ver onde o Radiohead entra e (2) se de setembro para cá esse resultado acima muda, porque tivemos algumas coisas de lá para cá, tipo todo o Tim Festival 2008, o Planeta Terra. O A-Ha…

* Mande seus votos para os comentários aí embaixo ou para o email lucio_ribeiro@ig.com.br. Vou bolar uma listinha de prêmios para “esquentar” a votação.

* Certo?

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Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , ,
24/03/2009 - 18:16

Ela não quis ir ao Radiohead

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* Popload em São Paulo. Eu tenho uma tendência pessoal a discordar dessa frase atualmente, mas depois dos últimos dias pop o que eu posso dizer é “Everything in its right place”.

* Cheguei tipo sete horas depois do h.i.s.t.ó.r.i.c.o. show do Radiohead na cidade, mas não se pode ter tudo na vida, não?

* Muita coisa para falar: Radiohead, Oasis, South by Southwest, Texas, Chile (!!!!!). Mas aqui só vai rolar Radiohead. O resto fica para quinta.

* RADIOHEAD OBRIGOU SHOW NO RIO – Uma conversa de bastidor me aponta que o show do Rio de Janeiro teve bem perto de não acontecer. Seriam dois concertos em São Paulo. Tanto organizadores quanto os agentes da banda imaginavam que um show do Radiohead num lugar tão grande quanto o Sambódromo seria fracasso de público. Mas a banda, bastante curiosa pelas constantes vindas do guitarrista Ed O’Brien ao país, disse que só viria ao Brasil se tocassem no Rio.

* “LUCKY” – A espeeeera toda por uma apresentação em carne e osso da banda de Thom Yorke parece ter valido a pena. Todo mundo dizendo que foi o “show da vida”, “show de uma geração”, “melhor de todos os tempos”. Amigo meu, macaco velho de shows internacionais (morou em Londres na época do grunge/britpop), soltou esta: “Esperei 16 anos por isso e valeu cada minuto. Estou impressionado até agora. Tenho 44 anos e ainda chorei na hora de ‘Lucky’”.

* A PESSOA QUE OUSOU NÃO IR NO RADIOHEAD – Mas não é bem assim que todo mundo amou o show. Outra amiga, a Fernanda, que viaja o mundo atrás de shows, frequenta baladas indies, bate cartão no Coachella e tudo mais, simplesmente, no dia, com ingresso na mão e tudo, resolveu “pular o show do Radiohead”. Não foi. Não quis ir. Voltou da praia mais cedo em dia de sol e resolveu “pular”. Com as amigas indo e tudo, telefonando ou mandando vários sms convocatórios inclusive, resolveu desligar o celular, comer Haagen Dasz e assistir seriado na TV.

- Como assim, Fernanda? “Não fui. Acho que foi uma histeria ao contrário. Era taaaaanta expectativa, tanta gente falando, tanta pilha, tantos sms, tantas ligações, tanta gente marcando de se encontrar, tantos especiais no Multishow, tanta gente falando q a vida ia mudar…”.

- Você não acha que a expectativa absurda, no caso do Radiohead, era justificada? Você não errou na política anti-hype? Você está arrependida? Você está sofrendo perseguição dos amigos por que não foi ao show? “Estou arrependida até. Eu sei que foi animal, nunca questionei a qualidade da coisa. Mas achei que era melhor eu deixar para ver o show deles numa ocasião menos histérica. E, sim, as pessoas estão tipo me tratando diferente. Outras acham que estou ‘escondendo’ alguma coisa. Sério, está f*da. Mas a real é que fiquei com preguiça de tanta gente junta esperando o melhor show da vida delas. Eu não sou boa com altas expectativas em massa.”

- Beleza, está explicado. “Você vai botar no blog? Não põe o meu nome. Ou põe, você que sabe. Já sou zoada anyway. Mas não bota meu sobrenome. Para não irem atrás dos meus familiares, haha…”

* PÚBLICO PARANOID – Amigos me contaram sobre um momento tocante no show, quando a banda finalizou o hit “Paranoid Android”. Canção terminada, música já se preparando para engatar o próximo hino, “Fake Plastic Trees”. Mas a galera continuou na boca a “Paranoid Android”, fazendo a segunda voz. “Come on raaaaaaaaaaaaaaain down on me.”
O Thom Yorke então “segurou” “Fake Plastic Trees” e, com o violão, começou a improvisar de novo a primeira voz sobre a segunda voz do público, dando sequência bizarra a “Android”. Quem viu, viu. Mas um áudio tirado de algum lugar da galera flagrou o momento assim:

* Tem muuuuuuuito mais até esta quarta nesta quinta.

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Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , ,
22/03/2009 - 11:25

Live! Yesterday! Sold out! (post final)

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* Oi, tudo bem por aí?
Notícias do Texas e da nova música incrementam este blog na terça. Hoje o assunto todo aqui vai ser Radiohead em SP, numa cobertura dos poploaders Ana Bean e Alisson Guimarães. Desde o setlist insano e bem mudado em relação ao show do Rio, passando pela chuva, Exit, pessoas em silêncio, transe, choro compulsivo, vontade de morrer, vontade de viver muito mais, essas coisas típicas de um show do Radiohead.


A Chácara do Jockey, ainda esperando pela chuva. (Foto: Cris Gusmão)

* ACREDITE: RADIOHEAD EM SP! E FOI ASSIM - 15h, chuuuuuuuuuva!

Thom Yorke foi bem generoso com o Rio de Janeiro. Pegou praia, tirou a camisa, mandou um setlist caprichado com Creep no final. Só que em São Paulo, tirando a tortura física e psicológica da Chácara do Jockey, tudo conspirou a favor. A chuva “prometida” pelos metereologistas nunca veio. Aquelas faixas esperadas do The Bends também não. Mas se no Rio rolou Airbag, No Surprises, I Might be Wrong, Street Spirit, How to Disappear Completely e Just, São Paulo ficou com Pyramid Song, Talk Show Host, Climbing up the Walls, Exit, Fake Plastic Trees, Lucky e Optimistic. Empate técnico? Vocês decidem.

- Quando Thom Yorke ensaiou a primeira frase de Exit, ninguém se mexeu ou resolver cantar junto. Não tem como não se arrepiar com 30 mil pessoas… em silêncio.

- Aliás, a galera em coro foi um show a parte. Em Karma Police, Climbing Up The Walls e Paranoid Android principalmente. Na última, o público resolveu continuar a música sem a banda.

- Thom Yorke tem voz para mais uns 25 CDs no mínimo.


São Paulo finalmente conheceu esse cara aí, pessoalmente. (Foto: Sérgio Carvalho)

- Jigsaw Falling Into Place é ainda melhor ao vivo do que em estúdio.

- Só Johnny Greenwood e seus apetrechos tiram o foco do público de Thom Yorke. No que ele tanto mexia em Fake Plastic Trees?

- Será que alguém chegou para a banda e disse: “Então, não tem jeito. Vocês vão ter que tocar Creep”. Vocês imaginam o que teria sido aquela descida sem fim do barranco da Chácara do Jockey se eles não tivessem tocado Creep? Ia ter gente avançando com facão lá de cima.


A loucura da abertura + 15 Step


Fake Plastic Trees

SETLIST – São Paulo
15 Step
There There
The National Anthem
All I Need
Pyramid Song
Karma Police
Nude
Weird Fishes/Arpeggi
The Gloaming
Talk Show Host
Optimistic
Faust Arp
Jigsaw Falling Into Place
Idioteque
Climbing Up The Walls
Exit Music (For A Film)
Bodysnatchers
Videotape
Paranoid Android
Fake Plastic Trees
Lucky
Reckoner
House of Cards
You and Whose Army
Everything In Its Right Place
Creep

* RADIOHEAD WRAP-UP -  Passada a empolgação (ou transe, como queiram) do show, com direito a 3 (TRÊS) bis do Radiohead, vamos aos fatos: 

- não existe UMA banda hoje (HOJE, aka, em atividade e que ainda soe atual e autêntica) com a perfeição do Radiohead. Não só musicalmente. Os shows dessa turnê acabaram com tudo o que a gente achava que sabia sobre “megashows”. Nada de efeitos especiais hollywoodianos ou dançarinos que parecem ter saído do programa do Faustão. Basta uma equipe na mesma e quase impossível sintonia de Thom Yorke. Não sei quantos anos ele demorou para formar uma outra banda genial nos bastidores, mas o resultado foi perfeito: das luzes à edição dos VTs nos telões.

- dava para subir um pouquinho mais o volume. Um pouquinho só. Eu bem vi as pessoas do prédio em frente irem para a varanda quando a transmissão do canal Multishow terminou (juro). Ou seja, não iria incomodar ninguém.

- Números não oficiais, bolados pela Popload: 30 mil pessoas. 3 mil vagas de estacionamento. Cerveja por $6, copinho de água por $5. Camiseta regata Radiohead: $70. Quatro (isso mesmo?) barracas de comida. Dois tipos de comida. Quatro saídas de emergência. UMA saída “oficial”.

- A boiada indie teve que se virar como pôde, deixando silenciosamente a Chácara do Jockey a zero por hora. Faltaram velas e um mantra religioso para a procissão se estabelecer de fato. Sorte da produção que se tratava de um show que gera um transe coletivo. Naquele momento, ali, a última coisa que as pessoas queriam era se estressar e arranjar confusão. Vai fazer a mesma coisa com fã de Iron Maiden e vamos ver no que dá.

- E por que mesmo a gente teve que descer tudo aquilo, dar a volta no quarteirão, para depois subir tudo de novo?

- Resumindo: $200 podem te dar um Radiohead, mas não te levam embora para casa com conforto. Táxis cobravam preços de show da Madonna. $60 no mínimo, preço fechado. Quem deixou o carro no estacionamento não saiu de lá antes das 3 da manhã. A melhor saída foram as vans, que pipocaram no festival. As caravanas chegaram cedo, a galera curtiu até o último minuto e voltou tranquilo para casa: por 20 reais por pessoa ida e volta. Fica a dica para o próximo “mega show de 200 reais com apenas UM portão de saída”.   

- As capas de chuva, felizmente, viraram assento na hora do cansaço.

- Rio x São Paulo? “No Surprises” x “Lucky”? “Street Spirit” x “Fake Plastic Trees”? “Exit” x “Airbag”? Impossível agradar a todos. Se a banda tivesse tocado todos os CDs na íntegra ainda assim teria fã dizendo que foi “preguiçoso, poderiam ter se dado ao trabalho de bolar um setlist!”. Mais que uma birrinha de fanáticos ou uma discussão inútil, é só o povo querendo desabafar. Deixa a discussão rolar porque passa logo. E não é todo o dia que a gente pode tentar escolher o que é “menos melhor”: “Exit” no silêncio ou “Creep” cheio de emocionados “carraaaaalllho, véio”!
Ficamos com os 2.

* Enquanto isso, na internet:
- já tem bootleg do show do radiohead em São Paulo para baixar. Histórico, hein. Não está com o setlist completo (ainda), mas já dá para guardar uma lembrança da noite. Entrar (e se cadastrar) no fórum brasileiro do Radiohead, o, dãr, Radiohead Brasil.

- Eu sei que é difícil de acreditar, mas o Edgard Piccoli entrevistou o Thom Yorke. Siiiim. Apesar de umas caretas estranhas aqui e ali, Thom Yorke parecia bem feliz (e à vontade) com seu novo bronzeado. Ele explica o porquê das frases estranhas em português que postamos aqui e foram ouvidas no show do Rio (em São Paulo era… 97 FM?). Dá para assistir à entrevista aqui.

* Acho que foi isso.

Notas relacionadas:

  1. Feliz 2009, Brasil-il. Radiohead e Coldplay confirm…
  2. R.a.d.i.o.h.e.a.d (na Argentina)
  3. Spank spank spank e o menino do Rio
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags:
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