* Popload em Reading. Popload em Londres. E, ufa, Popload em São Paulo.
* Lá e cá, risonho e… lííííímpido.
* Costas, check! Joelhos, check! Pernas, check! É, voltei inteiro.
* Soube na volta que acharam o Belchior, o “nosso Richey Edwards” (Manic Street Preachers). Com a diferença que o Belchior foi encontrado no Uruguai três meses depois de “desaparecer”, enquanto o Richey sumiu em 1995, foi “visto” desde o México até a Grécia e por fim foi declarado morto no final do ano passado. Só que agora, parece, o Brasil está envolvido com outro mistério pop: onde anda a Amelinha?
* Poploadmania. Think less but see it grow. Like a riot, like a riot, oh! I’m not easily offended.
* Lembra que eu falei que eu não achei a camiseta Reading-Oasis tipo a do Glastonbury-Michael Jackson? Então… Achei!
* QUEM NO PLANETA TERRA? – Antes de falar de lá, um papinho sobre aqui?
1) Eu sei que não dá para confiar em argentinos na semana de Brasil x Argentina
2) Tirando o Primal Scream, a gente acertou todos os nomes gringos da escalação do festival Planeta Terra até agora.
Posto isso, venho dizer o seguinte. Me bateram da Argentina que o headliner do PT 2009 pode sair destes dois nomes, ambos fortemente em negociação com os hermanos: Sonic Youth e Snow Patrol.
Kataplááá!!!
O primeiro é o primeiro, em atual gás de dar inveja os meninos do Bombay Bicycle Club, a atual banda mais energética do planeta.
O segundo, inédito no Brasil, e de um certo passado indie glorioso e em um atual perigoso caminho ao mainstream-novela das oito, devo confessar: eu gosto. Tudo bem?
* E OS MAIORES NO MAIOR DOS READING FORAM… – Vou dar uma geral neste post sobre o que está sendo considerado o maior dos últimos Reading Festival. Mais gente (150 mil), melhor escalação (Radiohead, Arctic Monkeys, Kings of Leon como headliners), melhores veteranos (showzaços de Faith No More, Prodigy, Ian Brown), maiores novidades (Big Pink, Bombay Bicycle Club, La Roux, The XX). Sobre o que eu vi, o que eu li, escutei, o que perguntei aos amigos, vou dizer quem foi os melhores, em um ângulo pessoal ou puxando para tal.
Antes, queria dizer, mesmo correndo o risco de parecer metido, arrogante, exibido e tal, que… Quem matou a pau, tenda absurdamente lotada, pista dançando do começo ao fim, clima total de festa, todas as músicas sendo gritadas, foi uma certa atração do último Popload Gig.
“Hellooooo, Reading. We are the Friendly Fires and you are the incredible second best audience we’ve played this month”
Mas então. Meu Top 5 de sete bandas do Reading 2009 foi:
1. Radiohead
2. Friendly Fires
3. Passion Pit
4. Big Pink e La Roux
5. Gossip, The XX
(1) É aquilo que a gente viu. Show lindo para os ouvidos e olhos. Mais modern jazz, electrojazz que indie ou rock, embora o começo com “Creep”, para os ingleses que não viam a banda tocá-la há séculos, foi matador. Vi só uma hora de show, pelos motivos óbvios, e porque ali do lado ia começar a La Roux.
(2) Foi a catarse coletiva já citada. E, independente de qualquer coisa, pensa: umas 10 mil pessoas gritando para uma banda que tocou há algumas semanas para 1000 no Circo Voador e 500 no Studio SP.
(3) Foi meu terceiro Passion Pit ao vivo. Uma no Sxsw, show cool mas caótico, bagunçado mesmo de banda parecendo tocar pela segunda vez na vida. Outra abrindo para o Franz Ferdinand em Londres em julho, show burocrático e chato, até. E esta no palco dois do Reading, abarrotado, vibe incrível, uma música boa atrás da outra.
(4) Big Pink começou irregular, como é o disco. Viajante sem sair do lugar, shoegaze mais climático que climáááático. Aí começaram a carregar na eletronice, a guitarra subiu, a atmosfera começou a ficar pesada e densa e pesada e densa… O final com as mágicas “Velvet” e “Dominos” matou. Como dizem no twitter, morriumpouquinho. A La Roux no mesmo palco, mas num outro dia e contexto, joga com o jogo ganho. A galera AMA a moça, canta tudo, eletropop quase vagabundo mas com muito charme, com uma parte chatinha, outra sensacional. Não há meio-termo. Mas as boas, tipo “In for the Kill”, “Bulletproof”, “I’m Not Your Toy”, “Quicksand”, fazem o local em que ela toca o melhor lugar do mundo para estar.
5) O Gossip é aquilo. Beth Ditto despachada, enlouquecendo num crescente, clima de show para amigos, músicas novas bem boas ao vivo, músicas “velhas” absurdas e o final com “Standing in the Way of Control” para o mundo acabar. A “nova sensação” XX é uma delícia ao vivo, para uma banda tão parada. Mistura de Cure com Pixies, jogralzinho ele-ela na medida, banda que explora os minimalismos quase silêncio com uma genialidade absurda para ver em um grupo tão novo. Thom Yorke deve adorá-los.
* ISTO FOI O READING:
- Outros shows bem bons: Horrors, Kings of Leon, Metronomy, Yeah Yeah Yeahs (perfeito se não fosse no palcão principal), Bombay Bicycle Club e, acredite, Bloc Party (a parte que eu vi).
- Show que confundiu: Arctic Monkeys. Na hora, achei alguns momentos bons, outros burocráticos. Ninguém muito empolgado com as músicas novas. Mas na hora em que ouvi, depois, no especial da Radio One, achei muito bom.
- Show que não rolou de jeito nenhum: Kaiser Chiefs.
- Show que eu não vi, mas amigos acharam o máximo: Faith No More, Florence & the Machine, White Denim, Dinosaur Pile-Up e… Them Crooked Vulture, a banda do Josh Homme + Dave Grohl + John Paul Jones que tocou de surpresa, sem ser anunciada, no palco 2, tipo sábado 4 da tarde.
- Várias: “Sex on Fire”, do Kings of Leon, e “When the Sun Goes Down”, do A.Monkeys, foram as duas músicas mais absurdamente cantadas alto pela galera no Reading. Parece que no Faith No More teve uma par delas. E “Death”, do White Lies, teve lá sua glória; Popload e a moda: camisa xadrez que um dia foi grunge e hoje é folk foi tendência. Pintura na cara teve mais no Reading deste anos do que quando o Collor sofreu impeachment. O “must” era fazer bigodes e focinho de gato no rosto. Homem e mulher. No show do Bombay Bicycle Club, pensei que ia rolar esmagamento de pessoas. Ou, pior, de adolescentes. Quando você achava que não havia espaço para mais ninguém, lá vinha uma orda de 20 teens raivosos querendo chegar perto do palco. Foi assim da primeira à última música. Medo.
* O READING 2009 EM TRÊS VÍDEOS
1) Beth Ditto fazendo dancinha na explosiva “Jealous Girls”
2) Um vídeo “especial” para “Heads Will Roll”, do Yeah Yeah Yeahs
3) A sensação Big Pink, japa girl na batera, mandando “Velvet”
* Mais Reading, com outros vídeos e fotos, logo mais.
* ALL YOU NEED IS (VAGNER) LOVE – Sumiço do Belchior, fim do Oasis, Reading Festival, disco novo da Scarlett Johansson, Popload em Londres? Nenhuma notícia pop foi tão importante nos últimos dias do que a contratação do Palmeiras para o campeonato brasileiro: o Vagner Love, o craque do amor, que passou cinco anos entre as russas e agora deve estrear sábado no Palestra Itália.
Além de uma Copa da UEFA e duas taças do Russão (?!?!), o atacante traz na bagagem a inspiração para duas bandas europeias batizadas com seu nome. A primeira é de Manchester e se chama isso mesmo, Vagner Love. A segunda é uma espécie de Village People alemão-anos-2000 e é batizada de Wagner Love, com W. Eu e meu amigo do Planalto, o Eduardo Palandi, somos os fãs oficiais brasileiros de ambas as bandas.
1. A primeira é um trio de moleques de Manchester que faz power pop de três minutos como se fosse 1993 (Sebadoh, Teenage Fanclub… Green Day?). A Popload ouviu e concluiu: se Vagner Love jogasse no Manchester United, perigava de “This Is Not a War” e “We Don’t Care” virarem hinos de arquibancada da maior torcida inglesa, tipo “Seven Nation Army” (White Stripes) na Itália. Veja e ouça com seus próprios olhos e ouvidos: myspace/vagnerloveband.
2. A Wagner Love surgiu na Alemanha em 2003 (a de Manchester é de 2007). Ao invés do popzinho underground, é um quarteto assinado com a EMI local, que faz uma mistura de Phoenix com Jorge Vercilo (!) cantando em inglês. Ficou com medo? Não se preocupe, é mais para o lado do Phoenix, já que o hit “I know”, emplacado na trilha do filme “Jogos de Amor em Las Vegas”, é muuuuito parecido com “Too young”, do primeiro disco dos franceses.
*** Agora uma pausa para os nossos comerciais ***
* POPLOADED 122 - Está em cartaz na Rádio Poploaded a edição 122 do programa co-apresentado por Lúcio Who e o gênio Fábio Massari. No playlist, só balas: Friendly Fires exclusivo ao vivo na passagem de som do Studio SP, Dwarves, Deerhunter, Eve & Benga, Electric 6, Decemberists, XX entre outras. Na famosa session ao vivo de banda nacional, a apresentação do grupo electrogrungesexy Brollies & Apples, em vídeos classe gravados na Rua Amauri, pelos mascarados. Tipo este.
* POPFELLAS APRESENTA NO PORN – O ótimo duo paulistano No Porn, dos festeiros Luca e Liana, se apresenta nesta quinta-feira em pocket show na balada rock Popfellas, com discotecagens deste aqui, de Rafa Urenha e do Focka. Mesmo se eu não tivesse a “obrigação” de tocar, eu jamais perderia esta balada. Wicked!
*** Fim dos nossos comerciais ***
* CARACA: ROCKBAND DO RADIOHEAD? - Hahahahaha.
* CARACA: MAS O DOS BEATLES É BEM SÉRIO - Rolou no final de semana passado, mas como eu estava absorvido no Reading, não tinha visto.
* CARACA: E O DO KURT? – Este é para o Guitar Hero 5, também old news, mas serve no “pacote” dos Beatles real e do Radiohead fake. Nesse jogo o Kurt Cobain pode tocar e cantar qualquer coisa: de “Smells Like Teen Spirit” a… Bon Jovi. Aí alguém aproveitou para fazer o Kurt cantar “You Give Love a Bad Name”, sendo que Love, neste caso, foi uma direta para a Courtney Love. Hehe.
* LOGO MAIS - Popload no cinema: Tarantino, ETs e o filme sensação de 2009. Popload na literatura: O Nick Hornby que veio parar na minha mão. E os sambistas do indie. Foram os prêmios ingleses. Só loucura.
* Eita, Brasil. Não é fácil ser empresário do rock, viu… Isso porque eu nem faço nada…
* Logo mais, o sorteio do ingresso mais cobiçado da cidade.
* Foi mal a ausência recente, mas entre outras coisas fiquei ocupado escrevendo um texto sobre “Bruno”, o filme, para uma revista gay que circula em saunas. É verdade.
* Minha fase… digamos… lascívia está indo longe nestes dias. Sábado agora eu toco numa festa no Babilônia, um desses famosos lugares de “encontros” do baixo Augusta também conhecido como “casa das primas”. Mas adaptada para balada e sem nenhuma prima. O nome da festa é ótima: Fucking Songs. E precisa de senha para entrar.
* Não, não precisa de máscara.
* FUCK YOU VERY MUCH – Está animado com os shows da Lily Allen no Brasil, em setembro? Por que não? Ela foi uma das mais festejadas atrações deste verão nos famosos festivais europeus. O hit “Fuck You” dela tocava sem parar, em rádios de família. A mina está botando para f**** com o sucesso de seu segundo álbum. Virou modelo do Karl Lagerfeld, estrelou campanha de bolsas da Chanel. Lily saiu em várias capas de revistas, vários especiais de festivais. Ela saiu agora na revista modelete “I.D.”, produzida (só) pela Kate Moss. Na “I.D.”, Lily saiu assim:
* ELECTROSEXYGRUNGE - Atração do Popload Gig 2, a banda meio carioca meio gaúcha Brollies & Apples leva todo seu sexy appeal regado a eletronices e metal ao palco do Vegas, nesta quinta, durante a balada Popfellas. Vai ser o primeiro show junto da Bianca e da Carol, digamos assim. Será um show-aquecimento para as apresentações do Rio e SP no Popload Gig. Deu para ver que o Brollies & Apples virou “banda da casa, né? Tão dá casa que eles até citaram a Popload numa de suas letras, mais precisamente na canção “I Want My Hype in Money”, hehe. Nunca ouvi a música, hahaha. Vou ouvir live, tonite, sold out.
A banda gaúcho-carioca Brollies & Apples, suruba sonora a tocar no Vegas e na Popload Gig. Foto: Caroline Bittencourt
* LOLITA – Poxa. Fiz um texto sobre o “Som de Seattle” 2009 para a Folha de S.Paulo, publicado nesta segunda-feira. O novo “Som de Seattle”, para ser mais exato. Para variar, mandei o texto grande demais e, na hora do corte, quando eu falava da deliciosa banda Throw Me the Statue, veio o inesperado. Num final “apoteótico” do meu texto, onde eu quis dizer que a banda seria uma das únicas aprovadas por Cobain na cena de hoje, e que seu próximo álbum a ser lançado em breve deve causar furor no boca-a-boca virtual, mandei um infame “smells like twitter spirit” fechando o texto. Para o bem do leitorado, tiraram na edição final. Bah. A gente gasta horas tentando bolar uma chinfra infame…
De todo modo, o Throw Me the Statue lançou agora seu segundo álbum, “Creaturesque”, tipo nesta semana. Belezura indie pop americana, o disco novo escancara o Throw Me the Statue como representante maior da nova onda comportamental jovem americana: “a crise dos 25 anos”, a tal “quarter-life crisis”. Vi isso bem analisado em blogs americanos, então não vou me ocupar do tema agora. Afinal, o assunto deste post é “fuck”, não “no fuck”. Não é mesmo?
Mas, enfim, o Throw Me the Statue tem um delicioso hit do ano passado, chamado “Lolita”. Outra que “pegou” em 2008 foi essa “Yucatan Gold”, que eu vou mostrar o vídeo. No novo álbum, destaque para “Ancestors”, que os blogs dizem que a letra explicita essa coisa do “we’re-young-but-wish-we-were-younger”, da geração internet que parece “não estar entendendo nada”. Fala assim parte da letra de “Ancestors”: “This is change i cannot know/ It comes down like a private snow”. Pronto: está aí a tese.
* KILLERS NA CHÁCARA DO JOCKEY - Não é no Anhembi, mas também não é perto e fácil de chegar-sair. Enfim, lá vem os caubóis de Las Vegas com suas músicas boas e seu show chato, em local confirmado e ingressos à venda a partir do dia 10 agora, na próxima segunda-feira. Killers em São Paulo é no dia 21 de novembro. Dia 24, é a vez do Rio, na HSBC Arena.
* POPLOAD GIG 1 - Um?!? É só para falar do Mickey Gang, a banda de Colatina, no Espírito Santo, que tocou no Popload Gig 1 em junho e não faz muito tempo saiu no “Guardian”. Vou repetir de onde eles são: Colatinha, ES.
Pois ando vendo os blogs ingleses m.a.l.u.c.o.s. com os meninos capixabas indie-dance. Olha o que um deles escreveu:
“Straight from Colatina on the eastern coast of Brazil, these 4 teenagers are set to break hearts all over the world. Arthur, Bruno, Ricardo & Joao Paulo play with a full throttle lust for life. Fresh faced & armed with killer pop hooks, they are ready to take this all the way.
Brilliantly simple, they are the hottest set of South Americans since CSS burst out a few summers ago.”
* POPLOAD GIG 2 - Bom, ingressos esgotados em SP, sem chance de show-extra, todos os caminhos para o Friendly Fires, se você não tem o ticket, é ir para o Rio. Sabadão, Circo Voador, bandas ótimas. Por que não?
Os ingressos estão vendendo “bem” no Rio, são os informes surpresos, porque ninguém compra ingresso antecipado por lá. Foi o que me disseram.
Veja o vídeo completo e direito da peça publicitária do festival, feita para TV e internet. Ficou classe.
* POPLOAD GIG 2 – SORTEIO DE UM INGRESSO PARA SP, DOIS PARA O RIO - Corra que é a única e última chance de quem ficou sem. Um ingresso para ver o Friendly Fires, Copacabana Club e Brollies & Apples no dia 17, no Studio SP, em São Paulo. Show com entradas esgotadas. Last call. Já estou perdendo amigos por causa de não ter ingresso. Não perca essa chance. Via comentários ou pelo email lucio_ribeiro@ig.com.br
Vai a sorteio também dois ingressos para o show do Circo Voador, no Rio de Janeiro, dia 15. O esquema é o mesmo.
O POPLOAD GIG 2 é um evento patrocinado pelo uísque Cutty Sark. O festival tem o apoio do British Council, da Oi FM e das lojas Japonique e American Apparel.
* FUCKING SONGS – RÁDIO POPLOADED - O programa de rádio apresentado pelo gênio Fabio Massari e por mim chega à edição 118, o que significa 118 horas de falação e música e quase o mesmo tanto de bandas nacionais e gringas se apresentando em session exclusiva no moderno estúdio da rua Amauri, em São Paulo.
No programa desta semana, enquanto eu vou de Cymbals Eat Guitars, Dirty Projectors e Passion Pit, o Massari ataca de Amazing Baby, Legends e Half-Werewolf, Half-Vampire. Fora o resto.
Na session, a espertíssima banda nova paulistana Jennifer Lo-Fi, grupo all-virtual. Confira, da session, o pequeno hit do Jennifer Lo-Fi, “Michael Caine”. Eu disse “Michael Caine”.
O Poploaded 118, o programa em si, comandado por este e pelo meu amigo Massari, você ouve aqui.
* FUCKING SONG – “CRYING LIGHTNING” - Álbum bem bom este “Humbug”, não achou? Minha música preferida da hora é “My Propeller”, que abre o CD.
Nesta semana a banda Arctic Monkeys foi ao programa do entrevistador americano Jimmy Fallon mostrar seu novo hit ao vivo para milhões de telespectadores da NBC, que vive a terceira fase de seu “Late Night” (primeiro foi o Letterman, depois o Conan O’Brien, agora o Fallon). A música é incrível, a apresentação idem. E o AM tocou com cinco integrantes, mostrando na TV o menino John Ashton, roadie da banda de Alex Turner, que já tocava teclado e piano no Last Shadow Puppets.
* Popload em… Montevidéu? Este post começa em São Paulo e termina na capital uruguaia. Como assim, Brasil?
* Alguém tem alguma boa dica indie de Montevideo, Uruguay? Manda no meu email?
* Esta vai ser a edição Lego, da Popload. Em inglês fica melhor: Popload Lego Issue. Eu semprei achei que a cultura dos brinquedinhos dinamarqueses de encaixe de plástico colorido iria dominar o mundo um dia, mas agora acho que eles JÁ ESTÃO dominando o mundo. Já tem para vender a série de legos para a arquitetura, com obras do Frank Lloyd Wright em brinquedo. Estou adorando a série das minicidades feitas em Lego. Londres ficou um arraso. Mas, como nosso negócio aqui é outro, vamos ficar na música. As capas de discos legais na versão lego já rodam a internet desde o ano passado, mas a história só cresce, expandindo para vários níveis indies. Tudo fácil de fuçar na internet. Aqui, durante o crescimento deste post, vamos ver uma amostragem do lego na música.
Esta é a capa-lego do álbum “Tonight: Franz Ferdinand”, álbum dos nossos velhos amigos de Glasgow. O Kapranos fazendo o sinal de “pare” está demais.
* POPLOAD GIG NA MTV - Em dois especiais, na quarta e quinta-feira agora, dias 17 e 18, a MTV mostra um apanhado de uma hora do que foi a primeira edição do Popload Gig, festival internacional promovido por este blog. O Popload Gig teve Matt & Kim, No Age, The View, Holger e Mickey Gang. E aconteceu no começo do mês no clube Clash, em São Paulo.
A MTV mostra os especiais Popload Gig às 19h45.
* OPA! CAIXA DOS PIXIES!! 500 DÓLARES!!!! - Essa é uma informação de ouro. Mesmo. Está disponível em pré-venda a partir desta segunda a fabulosa “Minotaur”, uma luxuosíssima caixa com todos os “cinco” álbuns de estúdio da fundamental banda Pixies, de Boston, a banda da vida do Bono U2 e aquela que o Kurt Cobain copiava quando queria fazer música pop, tipo “Smells Like Teen Spirit”. Até aí, beleza, caixa de banda boa é sempre um atrativo. Acontece que os discos de “Minotaur”, a caixa dos Pixies, são banhados a ouro de 24k, em uma das versões “luxo” da caixa. Ela ainda traz um DVD blu-ray com um famoso show em Londres em 1991, no Brixton Academy, que eu… eu… fui. E fora as raridades e um livro de 54 páginas. E fora novas “artes” do design oficial dos Pixies, do britânico Vaughan Oliver, designer oficial da banda, funcionário do famoso e artisticamente caprichado selo inglês 4AD. Há ainda uma edição limitada da caixa, em vinil de 180 gramas, com outros “atrativos”. Caramba, 500 dólares. Tudo bem que é obra para ser exposta num museu…
Poplegoed Edition: este lego se chama “Art Brut ao vivo em Colônia, na Alemanha”
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* O CASO FAITH NO MORE - Segundo apurou este blog junto a seus tentáculos latino-americanos, a rediviva banda Faith No More, do malucaço Mike Patton, tem seus shows confirmados para Chile e Argentina. Nada marcado no Brasil. E, pior: pelo que eu ouvi falar, a banda ainda NEM FOI PROCURADA pelo Brasil. “Deve ser mentira”, encerrei a conversa com os hermanos. Deve ser mentira, né?
Nunca me canso de dizer, a coletânea dupla do FNM, recém-lançada no exterior, tem o título de “The Very Best Definitive Ultimate Greatest Hits Collection”. Sério…
* BEIRUT NO BRASIL – Enquanto isso, a cultuada banda Beirut, que já teve decantados seus shows no Brasil neste ano, a vir em setembro pelas mãos do festival baiano de percussão Percpan, tem acertados dois shows em São Paulo. O grupo, na verdade uma experiência solo que virou algo grande capitaneada pelo talentoso Zachary Condon, 23 anos, toca certo no dia 8 de setembro, no auditório do Ibirapuera, segundo blog do “Estadão”.
* POPLOADED RADIO - A cabalística edição 111 do programa de rádio co-apresentado por mim e pelo “sócio” Fábio Massari já está no ar, no blog do Poploaded. Em cartaz, o de sempre: conversinhas, boa música e as ótimas sessions ao vivo com bandas nacionais (não só). No 111 temos Maximo Park, Dream Syndicate, Asobi Seksu, Air France, We Are the World Trade Center (sentiu o nome dessas duas últimas?), Morrissey, Afghan Whigs, Sebadoh, duas boas bandas indies brasileiras (Jennifer Lo-Fi, de SP, e Severo em Marcha, do RS), entre outras. Tem também o som da especialíssima session exclusiva (sempre) gravada (sempre) no charmoso estúdio da rua Amauri: a banda de trip-hop-jazz paulistana Liquidus Ambiento.
Be my guest. Ouça o POPLOADED 1.1.1 aqui.
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Poplegoed Edition: a capa lego para o “BBC Sessions” do Belle & Sebastian ilustra inclusive a home do site oficial da banda escocesa
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* AGORA É REAL: O BLUR VOLTOU - Nos últimos dias aconteceram os primeiros shows “para valer” do famoso quarteto britânico Blur depois de 10 anos separados. A banda de Damon Albarn e Graham Coxon primeiro se apresentou no final de semana tocando para “chegados” em um museu, no interior da Inglaterra. Depois, na noite desta segunda, fez show-surpresa na Rough Trade Records, no leste de Londres, talvez a loja de disco mais cool do mundo. É ver para crer. Trecho de “Beetlebum” no museu, “Coffee & TV” inteirinha na Rough Trade. Pergunta: é impressão minha ou o Damon Albarn está sem um dos dentes da frente?
O Blur inicia no domingo uma série de shows pelo Reino Unido que vai passar pelas aguardadas apresentações no Glastonbury, no Hyde Park (dois shows) e no T in the Park. A banda, comemorando sua volta, lançou a coletânea dupla “Midlife: a Beginner’s Guide to Blur”. O miniconcerto que o quarteto fez na Rough Trade, segunda, teve a seguinte lista de músicas: ‘She’s So High’
‘Girls And Boys’
‘Advert’
‘For Tomorrow’
‘End Of A Century’
‘Beetlebum’
‘Coffee And TV’
‘Tender’
‘Out Of Time’
‘Popscene’
‘Song 2′
‘Parklife’
‘This Is A Low’
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Poplegoed Edition: Os Smiths tiveram a capa de seu primoroso “Meat Is Murder” refeita no visual lego
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* U2 NO CLASH E NO STUDIO SP – E essa agora? Dizem (diiiiiiizem) que o U2 já reservou datas para a América do Sul em fevereiro do ano que vem, Brasil obviamente incluído. Eles gostam do Brasil. O negócio é que Bono e cia pediram para estudar a viabilidade de a banda tocar em lugares pequenos desta vez. A gente já sabe que eles vão acabar no Morumbi, mas enfim. A “sugestão Popload” é a de o U2 tocar no Clash e no Studio SP, no caso de São Paulo. Eles iriam se divertir. Ou no Vegas, na Rockfellas, às quintas, que lá tem um palquinho bom. Ou no chão do Neu. Libeeeera, Bono.
Bom, eu já vi com meus próprios olhos o U2 tocar no… Projac (Globo, Rio). O pessoal do Jota Quest, que tava do meu lado, pode confirmar. Claro, era um show para a TV. Mas era teatrinho, tinha platéia. Engraçado foi o Zeca Camargo fazendo o discurso inicial: “Eu nunca pensei que iria dizer algo parecido com isso na minha vida, mas… Senhoras e senhores, com vocês… U2!!!!!”.
* BEIRUT E O KISS – Já que eu falei em Beirut lá em cima, sobre sua vinda ao Brasil, não posso deixar de botar aqui o novo vídeo da banda-projeto do pequeno grande Zach Condon, 23 anos. É para a belíssima “Concubine”, música que está em seu EP duplo, “March of the Zapotec”/”Holland”. O vídeo fala, parece, um pouco sobre a vida do senhor Beirut. Sua vida de levada mexicana, enquanto “pequeno Zach”, sua chegada à “cidade grande” (quando foi recebido pelo “Gene Simmons” em Hollywood) etc. “Concubine”, o vídeo, acaba bem, com o Zach fazendo um longo xixi.
* AS ÚLTIMAS DO INDIE-LEGO - Três fotinhos do indie-lego para acabar. Primeiro o álbum “em plástico” da banda indie americana The Pains of Being Pure at Heart, som fofura e bem tocado que mistura todo os anos 80 inglês (Smiths, Joy Division, Jesus & Mary Chain e Echo & The Bunnymen) numa atualíssima banda de Nova York.
Segundo, a galera vibrando de mãos para cima em “show recente” do Morrissey em Frankfurt. Em lego, claro.
E, para acabar, a “velha” capa em lego do fantástico “Definitely Maybe”, o primeiro disco do Oasis.
* HASTA LA VISTA!!!! - Sigo em Montevidéu, em viagem de “negócio”. Continuo no dulce de leche, dando umas voltas nos “boliches” de Pocitos e ouvindo a 91.1 FM. Nesta quinta eu retorno com novo post e, juro, o resultado das promos do celular, do All Star…
* Por que ninguém está tentando soar como o U2? Porque não é uma coisa bacana de se fazer. Por que alguém iria querer soar como o U2?
* Esse Eddie Argos, viu…
* Eddie Argos, do Art Brut, na música “Slap Dash for No Cash”, do álbum “Art Brut vs. Satan”. Disco este que foi produzido por… Frank Black (que um dia foi o líder dos Pixies).
Olha bem para esta foto do Kap Bambino. Mas bem mesmo. Fica olhando…
* ELECTROGRUNGE DOS INFERNOS - Se é para falar do “ano da França no Brasil blablá zzzzz”, deviam pensar em trazer para cá logo esse duo Kap Bambino, não? Mais precisamente de Bordeaux, som tipo um Le Tigre ligado no 220v (ou, melhor, no 2220v). Um heavy metal moderno e eletrônico, se isso é possível. Um electrogrunge, se Cobain nos permite. O segundo álbum deles, “Blacklist”, o primeiro “a sério”, “trabalhado” para “além da França” (leia-se, bombando no submundo de Londres), sai agora em maio. Mas o primeiro single já recém-circula para venda digital, o da incrível “Red Sign”, assustadora. O Kap Bambino é Caroline, no vocal de filme de terror, e Orion, na manipulação nervosa de barulhos vários. Dizer que a dupla é “bem louca” é muito pouco para o casal.
Na minha modesta opinião, o grande “problema” do Kap Bambino são os vídeos. Acho que poucas vezes vi coisa tão absurda e bonita como este de “Red Sign”. Vê o que você acha dele e me diz se é só meu tradicional exagero que embaralha minhas vistas.
* COCA-COLA É ISSO AÊ - Estava fácil de montar o quebra-cabeça. Primeiro soubemos que as energéticas bandas indies No Age e The View, americana e escocesa respectivamente, vêm tocar em Porto Alegre e São Paulo no comecinho de junho. Ok. No paralelo, começamos a notar que (principalmente) a capital gaúcha passou a ser bombardeada com notícias de que no mesmo “comecinho de junho”, na cidade, vai rolar uma série de eventos chamada P.A.R.C, sigla de Porto Alegre Rock City, festa de rock bancada pela Coca-Cola focando a nova música, para “novas pessoas”, a tal juventude. É parte da referida batalha das Colas, a que eu venho alertando aqui, com a Pepsi na outra ponta do ringue.
Enfim, era só ligar os pontos para saber do que o P.A.R.C. se tratava, em relação a Porto Alegre.
Mas eis que o incrível duo americano de rock sem guitarras Matt & Kim, um dos mais explosivos shows da nova música, soltou no MySpace deles que em sua turnê consta um show em São Paulo e outro em Porto Alegre, no P.A.R.C.
Entende o que está vindo por aí?
* MATT & KIM NO SXSW 2009 - Para você não se sentir desavisado quando o Matt & Kim chacoalhar nossos clubes, aí embaixo tem um trecho da apresentação da dupla nova-iorquina agora em março, no Texas, durante o principal festival do mundo para música nova (não só) do planeta. A canção é a “famosa” “Daylight”, o pequeno hit do M&K, que só foi ouvida por 2 milhões de pessoas no MySpace deles. Como eu modestamente bem disse na info do vídeo no YouTube, o som está abafado devido a minha proximidade das caixas. A imagem está tremida devido ao pandemônio que tomou conta do clube. Enfim, você sabe como são essas coisas.
* DEPECHE MODE NO BRASIL - As datas, locais e o esquema de ingressos para os shows do veterano grupo inglês Depeche Mode na América do Sul serão divulgados na semana que vem, este blog foi quase-oficialmente informado. Estamos “trabalhando” com aquelas datas que vazaram semana passada, a saber: dia 12 de outubro, no Rio, dia 14, em São Paulo.
* SUSAN BOYLE. NO “SOUTH PARK” - Haha. A mulher fenômeno mundial, cujo show no Brasil será assistido pelo Contardo Calligaris mesmo comprando ingresso de cambista, agora ganhou diploma de fenômeno mundial. Apareceu no “South Park”. Apareceu citada, não em “carne-e-osso”. O irmãozinho do Kyle fugiu de casa, para ser pirata na Somália. Na triste carta de despedida, o menino explicou seus terríveis motivos. Entre eles, disse que se ouvisse na escola mais uma pessoa citando a performance de Susan Boyle no programa inglês de calouros ele iria “vomitar as bolas pela boca”. Hahaha.
* WADO NO POPLOADED – Já na edição número 104, o programa de Poploaded, braço radiofônico deste blog e co-apresentado por este aqui (eu!) e pelo gênio Fabio Massari, mostra semanalmente as músicas mais cool, não-cool, esquisitas, raras, fáceis do planeta, além de ser plataforma sonora e visual do melhor da produção do rock (não só) nacional. Tipo umas 90 bandas já fizeram as famosas “Poploaded Session”, performance ao vivo no incrível estúdio do iG, no Itaim, em São Paulo.
Tudo isso para dizer que, nesta semana, está no ar o programa 104, com Lunettes, Camera Obscura, The Horrors, White Lies, Sonic Volt, Franz Ferdinand, Black Ghost etc. E, na Poploaded Session, o minimalismo electrofunkMPB do cultuado compositor catarinense Wado, de Alagoas. What?
Uma das quatro músicas que o Wado gravou para o Popload, sem banda, apenas acompanhado pelo guitarrista Junior Boca, é “Teta”.
* ESSA CENA DANCE DO CASSETE - A agitada e moderna cena dance brasileira vai estar contida numa velha fita-cassete. Compilada e capitaneada pelo ácido duo paulistano Database, a coletânea “Uglyedits Vol. 2″ ganha vida em 200 fitinhas, no final de maio, reunindo o que há de melhor nesta terra quando o assunto é festa, balada, clubes, remixes. As fitas-cassete serão distribuídas na festa de lançamento do projeto, na Moon, em 25 de maio no D-Edge, dia 19 de maio. Óbvio, a compilação vai ter versão virtual também. Além do Database, estarão no “Uglyedits Vol. 2″, entre vários outros, nomes como The Twelves, Mickey Gang, Copacabana Club, Edu K, Chernobyl, Roots Rock Revolution, Mono-4, Terror Duo, Cello Zero, Killer on the Dancefloor e… Roberto Carlos?
* LOJA DE CDS - Está feio o negócio. Depois do fechamento da megastore da Virgin na Times Square, outro templo de discos, a Virgin da Union Square, também está limpando o salão para desaparecer do nobre espaço comercial da cidade mais comercial do mundo. Amiga que foi pegar lá para mim o disco do The Pains of Being Pure at the Heart nesta semana ficou com pena da galera da outrora gigante loja de CDs (e DVDs, livros, revistas, camisetas, games…). “Os vendedores no microfone falavam: ‘Estamos fechando. Diga pra gente que vocês nos amam’…” Enquanto isso, funcionários braçais removiam prateleiras, botavam placas, tiravam as coisas. Triste. Mas essa era acabou, mesmo.
* NÃO ACABOU - Devo, eu disse devo, divulgar o nome do ganhador do ingresso para o Oasis em São Paulo, no show de 9 de maio. Aproveita sua derradeira chance para pedir.
Lúcio Ribeiro é jornalista. Edita o Popload e escreve sobre música e cultura pop para a Folha de S.Paulo. É colunista das revistas Capricho e Homem Vogue. Co-apresenta o programa de rádio Poploaded. É DJ residente do clube Vegas e viaja o Brasil tocando em festas de rock.