* O próximo post, se tudo der certo, deve ser escrito de Londres, a caminho do Reading Festival, um dos maiores festivais do planeta, encabeçados por Kings of Leon, Radiohead e Arctic Monkeys. Mas, você sabe, estaremos lá (eu e a Popload) para fuçar coisas novas.
* Não conseguirei chegar lá na Inglaterra na quarta, como era o planejado. Optei dolorosamente por perder o one-off do Arctic Monkeys no absurdo Brixton Academy, cheio de convidados especiais, tchans. Sabendo da correria insana que seria a disputa por ingressos, já estava desencanando, até que apareceu um sorteio para comprar dois ingressos, graças a uma mala-direta de notícias da banda que eu assino. Mas ainda assim dei um sorriso tímido quando vi que eu não tinha sido sorteado e soube que os ingressos haviam esgotados em menos de cinco minutos… Até que…
You have been successful in your ticket application for the following Arctic Monkeys show:
Arctic Monkeys + Special Guests Wednesday 26 August 2009. Doors open 6.30pm O2 Academy Brixton, 211 Stockwell Road, Brixton, London
Damn it!
* Por algum desses motivos inexplicáveis, mais de 4 mil pessoas me seguem no Twitter e tals. Quer dizer, a maioria são pessoas, outro tanto é nome de empresas, firmas, bandas. Lembro que uma marca de pomada (!) e um consultório me seguia, até pouco tempo. Mas nesta semana recebi o seguidor mais legal. O Brasil. Entrei para ver o Twitter do Brasil e tava lá uma… bandeira do Brasil. O Brasil, o país, a pátria, me segue. Óbvio, estou seguindo ele também.
* POPLOAD CINEMA - O novo braço das organizações Popload tem o prazer de apresentar…
Sério…
* FRIENDLY FIRES – POPLOAD GIG 2 - O espetacular show do grupo inglês Friendly Fires no Popload Gig 2, mais trechos das apresentações das bandas Copacabana Club e Brollies & Apples serão exibidos no canal Multishow, dia 31 de agosto, próxima segunda-feira.
* MAQUINARIA CONFIRMA JANE’S ADDICTION - E agora, PT? Sabia que aquele parceiro do Perry Farrell no Lollapalooza, com que eu fiz amizade em 2007, ia ser útil um dia. O Maquinaria vai ter mesmo Jane’s Addiction e Deftones se juntando ao Faith No More em sua bombada escalação “para meninos”. Já na sexta-feira o show de SP já aparecia na página de Tour do site oficial do Juana’s Addiction. A escalação é peso pesado para o público e também para o Planeta Terra, que vai ter que montar um line-up de respeito para polarizar as atenções com seu megafestival, que será realizado NO MESMO DIA.
Dia 7 de novembro, em um canto da cidade, o agora mega Maquinaria, na pouco confortável Chácara do Jockey. Em outro canto, no parque Playcenter, o PT 2009.
Num ano tão enxuto de grandes festivais, só aqui mesmo para acontecer dois no mesmo dia.
O embate do rock não vai se dar só no dia 7. Ele já começou há algumas semanas. Os dois festivais estavam atrás da banda de Perry Farrell. O Maquinaria havia acertado verbalmente, o Planeta Terra entrou na jogada, virou leilão. A banda ameaçou mandar um “Não”, mas o Maquinaria deve ter descarregado um caminhão de dinheiro para trazer a reticente banda para esses lados e resolveu a parada.
* MIKE PATTON E O CADARÇO – O vídeo já está aí há algum tempo e é auto-explicativo. A história que a gente conheceu semana passada ganhou imagens. Isso é uma amostra do que vamos ter em novembro com o Faith No More. Vou tentar dar uma espiadinha no show deles no Reading para ver se coisas do tipo engolir e “retirar” o cadarço da goela vai ser o “de menos” que iremos testemunhar no Brasil.
***
* O XX DA QUESTÃO - A banda nova mais previamente bombada da cena inglesa, a deliciosa The XX lançou seu primeiro álbum semana passada. E, no disco de estréia dos meninos (são dois garotos, duas garotas), não tem UMA música ruim. É realmente incrível, delicioso, libidinal. Não prestei atenção na letra, mas dizem que é de um amor sombrio de matar, embora o som leve para um lado diferente disso.
O negócio para o lado deles está meteórico. Ganharam escalação de última hora no Reading/Leeds Festival. As comparações misturam traços de Pixies e Cocteau Twins. Já aparecem por todos os lugares. Já foram tocados duas vezes no programa de rádio Poploaded (hihi), já estiveram na pista da Pop!UP e da Popfellas.
Na última sexta-feira o parceiro de picape Rafael Urenha, que também pilota a Party Íntima, viu o XX ao vivo na loja-grife de discos Rough Trade, num pocket show. E tem algumas coisinhas para dizer:
“The XX na Rough Trade foi sensacional. Banda superjovem, todos completando 20 anos em 2009. O vocal é revezado entre a guitarrista e o baixista, meio à la Pixies. As batidas vêm de uma drum machine operada pelo tecladista.
O som é sexy, sombrio, meio Cure, meio Interpol, ecos de Coco Rosie e até de Chris Isaak (!!).”
A pronúncia para a banda é “ecs-ecs”. O nome é igual o da também deliciosa cerveja mexicana XX, a Dos Equis.
The XX, com a linda “Blood Red Moon”
***
Flaming. Lips
* SRAS E SRS, THE FLAMING LIPS - Opa, opa. Chega de filme conceitual esquisito e trilha incidental de viagem intergaláctica. Os Lábios Flamejantes de Oklahoma estão de volta com disco novo, previsto para outubro, música nova (esta lindona “Silver Trembling Hands” aí debaixo) e colaborações infanto-bizarras, tipo MGMT e Karen O. Tio Wayne Coyne indo ao rock novo.
“Embrionic” é o nome do CD que vem em 13/10 e, como de lei, antes disso na internet. Será o primeiro álbum duplo da banda.
A capa do disco é esta de cima, descrita pela “Rolling Stone” como uma viagem “cabeluda de exorcismo hippie”. Total sentido.
“Silver Trembling Hands” já era conhecida por quem comprou entradas para a turnê nova do Flaming Lips. A música era uma que vinha em um EP distribuído para quem gastou dinheiro com ingresso. A música é assim:
* PT SE DESENHANDO – E, pra fechar, o Planeta Terra divulga de forma oficial suas três primeiras atrações. Bobby Gillespie traz o seu Primal Scream pela segunda vez ao país. A primeira apresentação do grupo por aqui foi no Tim Festival em 2004. Outras duas atrações confirmadas até o momento são nacionais: Móveis Coloniais de Acaju e o Macaco Bong. Vamos ver onde vai parar esse já famoso “7 de novembro” do calendário nacional…
* Popload Gig 2 está morto. Longa vida ao Popload Gig 3. Outubro? Dezembro? Quem mesmo? Sugestões?
* Me inscrevi para tentar ingressos para o show “surpresa” que o Arctic Monkeys anunciou para semana que vem, quarta-feira, no incrível Brixton Academy, em Londres, cheio de “special guests” e o primeiro no Reino Unido desde dezembro de 2007. Além de ser, óbvio, o primeiro por lá depois do lançamento do álbum novo. “Humbug” sai na próxima segunda-feira. Será que rola?
* PERGUNTA: NO DIA 7 DE NOVEMBRO, VOCÊ VAI EM QUAL? - Segue a grande questão pop de 2009, depois que os dois encorpados festivais anunciaram que vão realizar suas edições NO MESMO DIA, com outros 364 dias no ano para escolherem.
Xiiiii. Jane’s Addiction não vem mais, pelo que eu soube. NOT! Necas. A banda estava vindo para o Maquinária, tudo beleza. O Planeta Terra entrou na jogada e ofereceu mais. Virou leilão. O Maquinária, novo festival endinheirado do Brasil, que já tinha oferecido US$ 1 milhão para trazer o Foo Fighters (sem sucesso), aumentou a proposta. O Jane’s Addiction pensou, pensou e disse: “Só em 2010″.
Se o Maquinária perdeu grande atração, o PT também amargou a sua. O grupo americano Yeah Yeah Yeahs, depois de um forte namoro, disse um “não” definitivo nesta segunda-feira, de acordo com uma fonte.
A banda indie curitibana Copacabana Club deve estar na escalação nacional do Planeta Terra, depois de estrelar o Popload Gig no Rio e em SP.
O famoso DJ e produtor francês Etienne De Crecy, veterano bamba da house music, está vindo para tocar no Playcenter.
Mike Patton, atração do Maquinária com o grande FNM, está em forma. Em recente festival na Hungria, ele subiu nas costas de um segurança, botou uma calcinha vermelha na cabeça e depois começou a engolir o cordão de seu tênis, segurando uma das extremidades. Quando tinha só um pouquinho para fora, ele começou a puxar o cadarço de volta. Que beleza.
* POPLOAD GIG 2 – FRIENDLY FIRES, COPACABANA CLUB, BROLLIES & APPLES E A NOITE EM QUE… – Bom, a modéstia me impede de falar sobre o meu próprio festival. Então vou deixar que a galera fale por mim.
“A apresentação durou uma hora, única frustração para quem assistiu ao show, que já figura entre os melhores do ano.” “RG Vogue”
“O mais legal da noite foi poder ver uma banda legal em um lugar pequeno, com o público se divertindo como se não houvesse amanhã. Raridade no mundo indie.” Paulo Terron, “With Lasers”
“E nesta segunda rolou a segunda edição do Popload Gig, festival que teve Friendly Fires, Copacabana Club e Brollies & Apples. Vi as duas primeiras. Sobre o Copacabana Club: não foi o melhor deles que vi, mas o show teve as costumeiras doses de animação, cor e músicas dançantes.
Friendly Fires foi fora de série. A banda fez a temperatura do Studio SP subir lá em cima, o povo se espremia e tentava dançar, cantava junto. Os caras são, além de bons músicos, carismáticos,” Thiago Ney, “Ilustrada no Pop”, Folha Online
“Preocupado que estou com uma viagem na semana que vem, nem em sonho perdi tempo indo atrás do Lúcio pra solicitar algum tipo de credenciamento pra Popload Gig II. Entenda: eu não vou morrer se eu não assistir o Friendly Fires. E nem por isso deixei de anunciar a gig no blog, desejo o maior sucesso do mundo pra ela.” Humberto Finatti, “Zap’n'Roll”
“A segunda edição do festival Popload Gig é uma mostra da nova realidade do cenário de shows no Brasil. Primeiro, por trazer ao Brasil uma banda que está estourando no underground mundial – os ingleses do Friendly Fires, donos de um dos melhores discos de 2008… Segundo, por mostrar a tendência atual de venda de ingressos a preços abusivos, cobrando exorbitantes R$ 90 para um evento que junta três artistas desconhecidos do grande público: eles e os brasileiros Brollies and Apples e Copacabana Club.” Dênis Moreira, “Vírgula”
“Cheio de energia, o trio – que vira sexteto ao vivo – tocou as músicas de seu álbum de estreia e deixou 400 pessoas encharcadas de tanto dançar (e se espremer na frente do palco).” “iG Música”
“Delícia a Popload Gig ontem … acabando de chegar no escritório, bom dia!” jujunatal, no Twitter
“I know you would I know you wanted to jump in the… @popload gig” tonollica, no Twitter
A fantástica “Paris”, ao vivo, no Studio SP – POPLOAD GIG 2
“Lovesick”, que abriu o show à noite, sendo executada à tarde, na passagem de som – POPLOAD GIG 2
* ITCHY AND SCRATCHY - Não sei bem por que e isso talvez deva explicar muito do meu “eu”, mas adoro desenhos animados toscos e/ou podres. Tipo “Beavis & Butthead”, “South Park”. E, claro, “Comichão & Coçadinha”. Não sei você, mas eu, o Bart e a Lisa curtimos bem. Vi no Twitter ontem, algum amigo reverberando, que alguém compilou todos os “Comichão & Coçadinha” neste vídeo aqui.
* DUAS DAS TRÊS MELHORES MÚSICAS DO MUNDO HOJE – São estas daqui embaixo.
- Eve & Benga – “Me N My”.
O nome é ótimo, a letra é uma delícia, o ritmo é de matar. Chamam essa música de a “Get Yr Freak On” de 2009. O negócio é mesmo bombástico.
A rapper dureza Eve botou letra em cima de eletronices e batidas do gênio do dubstep britânico Benga e deu nisso.
A letra da música goes like this: “Me and my bitches up in the club/ Me and my bitches up in the club… Never knew a bitch like you could dance/ Never knew a bitch like you could dance. Dance, dance, dance. C’mon dance, c’mon dance”. Parece Prodigy, parece big beat. O “Pitchfork” disse que lembra “Busy Child”, do Crystal Method. Pelas referências, você tem uma idéia com o que está lidando.
- Big Pink – “Dominos”
É a música que eu falei aqui já, das “garotas que caem como dominó”, obra da deliciosa dupla indie-dance Big Pink. O duo me lembra o MGMT: quando erra na música, ela fica bem chata. Quando acerta, é um dos grupos do ano. O vídeo de “Dominos” é muito classy. E o que a Lovefoxxx está fazendo na bateria?!?! Quem é essa japonesa?
* WOODSTOCK NO TWITTER - Para falar bem a verdade, essa foi a melhor maneira de comemorar os 40 anos do marcante festival. A simulação do que seria twittar no Woodstock se o evento hippie fosse hoje rodou loucamente na internet. Parece que a “Rolling Stone” gringa publicou o desenho em suas páginas. E o jornal gaúcho “Zero Hora” traduziu. Ficou assim:
10:45 AM Aug 14th
Indo em direção à fazenda distante. Espero não pegar muito tráfego…
9:27 AM Aug 15th
Richie Havens parece que vai tocar para sempre. OK, eu entendi, a guerra é um saco #woodstock
5:40 PM Aug 15th
Joan Baez dedicando Drug Store Truck Driving Man para o governador da Califórnia
1:05 AM Aug 16th
Cara… Quill está matando a pau. Acho que vai estourar. Pessoas vão lembrar dessa banda para sempre :D #A&R
12:27 PM Aug 16th
RT @wavygravy Não tomem o ácido marrom
12:40 PM Aug 16th
@carlossantana Você está matando a pau. Mas seus chapas não vão a lugar nenhum com esses solos de bateria
2:37 PM Aug 16th
@slystone Desculpa, perdi seu show. Não sei se você poderia me levar mais alto do que eu estou agora.
2:49 AM Aug 17th
@abbiehoffman Sai do palco, idiota. Eu quero ver o The Who
5:17 AM Aug 17th
Seja qual for a droga que está fazendo o Joe Cocker tremer e suar daquele jeito eu queria tomar só a metade e ficar deitadão
2:17 PM Aug 17th
@seanpenn Feliz aniversário de 9 anos, campeão!
5:39 PM Aug 17th
Eu queria evitar esse ácido marrom, mas todas minhas pedras estão cobertas de lama #youknowuahippie
9:57 PM Aug 17th
Finalmente @jimilixxx está nos trazendo pra casa
10:38 AM Aug 18
RT @hellsangels Festa com vocês na Califórnia! Garantimos que os anos 60 vão durar pra sempre
* POPLOADED 120 – STAY TUNED - O programa de rádio Poploaded, com sua incrível session ao vivo, chegou ao número 120. Nesta edição, o programa apresentado pelo dispensa-comentários Fabio Massari e por euzinho mesmo próprio traz as prediletas da casa, tipo Only Ones, Born Ruffians, The XX, Yeah Yeah Yeahs, La Roux, Mate of State, Throw Me the Statue e mais.
Na famosa session no moderno estúdio da rua Amauri recebemos a visita sonora do grande Eddie Spaguetti, membro fundador do não menos grande Supersuckers, banda do Arizona que no começo dos anos 90 caiu no meio da revolução de Seattle, assinando com a Sub Pop.
Spaguetti veio ao Brasil recentemente fazer shows de seu disco solo, acompanhado do guitarrista Jordan Shapiro, que apenas toca com Bob Dylan.
Os dois, na session de cinco músicas que gravaram no estúdio do iG, mostraram um indie-country (”americana”) de chorar. Como aqui, em “Breaking Honey’s Heart”. Então chora.
* POPFELLAS QUINTA APRESENTA… – A megahot balada dentro da balada. A Popfellas, uma das festas deste blog que acontece quinzenalmente e às quintas dentro da “premiada” Rockfellas, nesta semana vem turbinada. Nas picapes, o incrível DJ Gil Barbara divide as picapes comigo e com o Focka, uma vez que o Rafael Íntimo Urenha está dando rolê em Londres, fucking bastard. E, no palco, a Popfellas orgulhosamente apresenta a internacional Lucy & Popsonics, trio de Brasília formado pela Fernandinha, o Pio e a sensacional Lucy. Para quem não conhece, dá uma olhada neste trechinho de show deles em junho agora na Holanda. No Vegas, quinta, vai ser ainda melhor.
* A IMAGEM DO HORRORS NO ESPELHO - Ok, já superlotei de vídeos este post e vai demorar para carregar em alguns computadores… Mas não dá para deixar de lado o vídeo psicodélico e colorido da banda mais urubuzenta e p&b dos últimos tempos, o genial Horrors, sobrinhos do Cramps e do Nine Inch Nails (aliás, a premiere do clipe foi no canal oficial do NIN no YouTube). A música é a linda “Mirror’s Image”, do último disco. F***. Já postei aqui minha foto com o Faris?
* Por ora, é só, folks. Outro pra você. Tchau.
* PS: estou tentando um prêmio inacreditável para o próximo sorteio.
* PS2: a história do cigarro e da “nova balada” depende de uma historinha em andamento. Acho que vai dar para o próximo blog.
* PS3: fui
A loooooooooooooooovesick. Quase 1100 pessoas na etapa carioca do Popload Gig, sábado à noite, no Rio de Janeiro. O Friendly Fires, atração principal, começou o show tipo assim:
* FRIENDLY FIRES E O BRASIL - “Derrubem aquela estátua do Cristo Redentor e botem uma nossa”.
* Já percebeu que eu vou gastar o post falando dos três festivais citados no título, né? Fora o resto. Mas vamos começar dizendo o seguinte:
* READING FESTIVAL 2009 - Daqui duas semanas. De Arctic Monkeys a Fight Like Apes. De Radiohead a XX. De Yeah Yeah Yeahs a Big Pink. De Kings of Leon a Dananananaykroyd. E a Popload, se nada der errado, estará lá.
* POPLOAD GIG 2 – Hoje vou falar menos do festival deste blog, que acontece neste sábado, dia 15, no Circo Voador (Rio), e na segunda, 17. Porque quem vai falar são os caras da atração principal, o grupo inglês suuuuuuuperbombado Friendly Fires. O FF toca com os brasileiros-cool Copacabana Club e Brollies & Apples.
Trazer o Friendly Fires hoje ao Brasil é tipo trazer o Arctic Monkeys uma semana antes de eles lançarem o primeiro disco, não? Ou o Nirvana uma semana antes de eles tocarem no Reading Festival 1991. O Libertines antes de o Pete Doherty brigar e ser expulso do grupo. O…
Está bem, eu paro.
Estou manchando a amizade com amigos importantes e com muita gente da imprensa, que não se agilizaram antes, porque está impossível botar uma pessoa magrinha a mais no Studio SP, na segunda. Já foi dificil conceder um passe para o povo do Channel 4 (Inglaterra) e da Fox latina, que vão cobrir o festival. Hihi. Agora, nem se o Jon Pareles (”NY Times”) pedir ele consegue entrar.
* O ótimo baterista do Friendly Fires, o Jack Savidge, andou retwittando o que eles vêm fazer no Brasil.
“jackbsavidge RT @xampucomx: @jackbsavidge Friendly Fires is coming to Brazil to fucking everything!!!!”
* Aí os sujeitos do Friendly Fires explicaram o lance do samba. E falaram que querem ir a um baile funk. Ai, ai.
* PERGUNTA: NO DIA 7 DE NOVEMBRO, VOCÊ… - Haha. Já que vamos experimentar uma guerra de megafestivais num mesmo sábado de novembro, essa questão vai ficar reverberando aqui no blog para eu tentar medir quem vai onde.
No dia 7/11, você vai ao Planeta Terra (Ting Tings, Yeah Yeahs, Green Day, Grizzly Bear, tudo não confirmado) ou vai no Maquinária (Faith No More confirmado, Jane’s Addiction e Deftones “confirmados” pela Popload.)
Jane’s Addiction twitta a Popload. Aliás, o Twitter do Jane`s Addiction, comandado por um site ligado à banda, mas não-oficial, parece, postou a data do Brasil e falou do Maquinária, linkando a Popload como fonte. Acho bom esse meu chute estar certo, hahahaha. Ainda não dá para assumir como verdade porque o festival não se manifestou. Eu, como “empresário do rock” (hihi), sei que essas coisas mudam em questão de horas. Até porque o Jane’s Addiction pode acabar no T…
Falando nisso, o Planeta Terra, que vai acontecer no Playcenter (conforme adiantou a Po…) divulgou que o festival vai ter 10 bandas internacionais e 10 nacionais. E que o ingresso custará R$ 140 (inteira) e R$ 70 (meia). E atenção: a entrada dará direito ao público a utilizar os brinquedos do parque.
Dos dez nomes nacionais, dois a gente já sabe. Macaco Bong e Killers on the Dancefloor.
* PURPLE HAAAAAAAAAZE: WOODSTOCK 40 ANOS - É isso aí, bicho! Não é exagero dizer que, se não fosse o Woodstock, não haveria hoje festivais gigantescos como o Reading Festival, o Glastonbury, o Popload Gig e o Gui Festival (vai, me deixa com minha piadinha…).
A princípio uma festinha numa fazenda de Nova York em um final de semana de agosto de 1969, o Woodstock fugiu do controle e acabou transformando o mundo.
Mais de 500 mil pessoas, há 40 anos, se juntaram para ver o que ainda hoje é o mais famoso evento jovem da história, revolucionário tanto na música em particular, na cultura no geral, e com fortíssima importância política e social. Então, para este blog que adora um festivalzinho aqui, na Inglaterra, EUA, Dinamarca, Espanha, onde for, fica esta pequena área dedicada aos três dias que abalaram o mundo (”rocked the world” fica mais… hum… “rock”).
Para começar, não quero dizer nada nem fazer previsões para o futuro, hahahaha, mas o Woodstock aconteceu entre os dias 15 e 17 de agosto de 1969. O Popload Gig acontece nos dias 15 e 17 de agosto de 2009. Tá bom, tá bom…
A foto lá em cima abriu um material do “New York Times” sobre os livros do Woodstock que estão sendo lançados agora. Um deles é o…
Saiu no Brasil o espetacular livro “Woodstock” (”Back to the Garden – The Story of Woodstock”), que conta a história oral do festival, construído dia a dia do evento, atração por atração, em depoimentos de quem tocou ou pelo menos “só” testemunhou o mais famoso encontro de jovens do planeta, como jornalistas, produtores, escritores, técnicos de som. “Woodstock”, de Pete Fornatale, editora Agir, tem narração escrita da época ou de agora de gente como Jimi Hendrix, Joe Cocker, Jerri Garcia, Santana etc.
Fornatale era um jovem radialista em Nova York, estreando na profissão semanas antes de Woodstock acontecer. Ele diz que, logo após a meia-noite do dia 27 de julho de 1969, ele fazia, estreando na rádio WNEW, seu primeiro comercial ao vivo. Antes, quando o vinil parou de rodar, ele primeiro anunciou o nome das músicas que tinha acabado de tocar: “Sing This Altogether”, dos Rolling Stones, “All Together Now”, dos Beatles, e “You Can All Join In”, do Traffic. Depois leu o seguinte texto:
“A Feira de Arte e Música de Woodstock é uma exposição aquariana em White Lake, na cidade de Bethel, condado de Sullivan, Nova York. Na sexta-feira, 15 de agosto, vocês verão e ouvirão Joan Baez, Arlo Guthrie, Tim Hardin, Richie Haens, The Incredible String Band, Ravi Shankar e Sweetwater.
“No sábado, 16, tocam Canned Heat, Creedence Clearwater, Grateful Dead, Keef Hartley, Janis Joplin, Jefferson Airplane, Mountain, Santana e The Who, o grupo mais quente da cena atual.
“No domingo, 17, The Band, Jeff Beck… Crosby, Stills and Nash, Jimi Hendrix… e isso não é tudo. Ingressos à venda pelo correio ou na agência local de venda de ingressos a 7 dólares para qualquer dia, dois dias a 14 dólares e 18 dólares para os três dias. Um passe especial de dois dias está disponível pelo correio a 13 dólares.
“Para ingressos e informações, escreva para a Feira de Arte e Música de Woodstock, caixa postal 996, Radio City Station, Nova York, um-zero-zero-um-nove ou ligue para Murray Hill 7-0700.
((agora a melhor parte)) “Lembre-se: a Feira de Arte e Música de Woodstock será realizada em White Lake, na cidade de Bethel, Condado de Sullivan, Nova York. Eles tiveram alguns problemas por lá, mas parece que vai ficar tudo bem”.
* Essa última linha, segundo Fornatale, foi um improviso bem ruinzinho. Ele segue, na introdução de seu livro. “Só que ninguém tinha a menor ideia da importância que o festival de três dias teria, não apenas para fãs de música, mas para colunistas, jornalistas, políticos, críticos, sociólogos, escritores e militantes do movimento jovem. Aqueles eram meus primeiros minutos no ar na mais importante das inovadoras FMs de rock dos EUA e eu auniciava um evento que logo redifiniria a cultura, o país e os valores de toda uma geração.”
* Outro livro recém-lançado no Brasil é “Aconteceu em Woodstock” (ed. Record), de Elliot Tiber e Tom Monte. Elliot Tiber foi o sujeito que apresentou o produtor do então “pequeno festival”, Michael Lang, ao dono da fazenda onde ocorreria a revolução toda, Max Yasgur. Eu imagino a conversa.
“Oi, Max, esse aqui é o Elliot. Beleza? Ele está a fim de fazer um festivalzinho com algumas bandas na sua fazenda. Coisa rápida, íntima. Pode ser?”
* O livro de Elliot Tiber serviu de base para o filme do famoso diretor chinês Ang Lee, de mesmo nome “Taking Woodstock”, que teve premiére no festival de Cannes, estréia nos EUA no final de agosto e vem ao Brasil apenas em janeiro do ano que vem. O trailer de “Aconteceu em Woodstock”, do Ang Lee, é assim:
Mais um livro que está sendo lançado, desta vez ainda só nos EUA. É “The Road to Woodstock”, de Michael Lang (que assina junto Holly George-Warren), outro documento fascinante sobre os tais três dias de agosto de 69, porém mais técnico e menos musical. Lang foi um dos quatro organizadores do festival e conta como o festival foi de “modesto” ao maior da história.
“Nobody killed anybody, nobody raped anybody, nobody shot anybody. In the history of humankind, I think it’s probably the only group of people that size that didn’t do any of that”, disse David Crosby of Crosby, Stills and Nash.
Reza a lenda que foram consumidas 26 toneladas de maconha nos três dias do festival. Se você levar em conta que rodaram pelo Woodstock, dá quase 20 quilos pra cada pessoa. Acho que não, né? Ou sim?!? O músico Henry Gross brinca com o número absurdo: “Quase 26 toneladas de maconha evaporaram em Woodstock e nenhum caso de glaucoma foi registrado”.
Para quem manja inglês e quer ver um vasto material sobre o festival, o “New York Times” trouxe ótimos textos nos últimos dias, a respeito do Woodstock. O bamba Jon Pareles escreveu um deles, onde aponta que nem tudo, na verdade, foi paz e amor sem nenhum custo para isso.
“Para realmente você entender o que foi o Woodstock, você tem que ver que, de várias maneiras, o festival foi incrivelmente difícil e desagradável. Primeiro que foi uma multidão de pessoas no meio de um lugar estranho e longe, circundados por um engarrafamento gigante de carros. O tempo estava horrível. As filas para comprar comida e bebida não tinham fim. O cheiro que saia dos banheiros portáteis era de matar num nível absurdo. E a lama. “Havia felicidade naquela lama. Estava todo mundo afundado, mas pareciam estar adorando. Me lembrou uns bufalos que você vê na Índia, submersos em lama”, lembrou Ravi Shankar no livro “Woodstock”, de Fornatale.
DVD. Está sendo lançado por aqui a versão em caixa bombada para o histórico “Woodstock, Três Dias de Paz, Amor e Música”, o filme-documento lançado por Michael Wadleigh em 1970, um ano após o festival, vencendo naquele ano o prêmio Oscar de documentário. São quatro DVDs, um com o filme original todo remasterizado, outro com a versão do diretor (cerca de quase quatro horas a mais de sobras), mais imagens nunca vistas de bastidores, entrevistas com quem esteve lá e performances de bandas que tocaram em Woodstock, mas não tinham entrado no filme, tipo The Who, Jefferson Airplane, Creedence Clearwater Revival e Grateful Dead. O documentário “Woodstock, Onde Tudo Começou” está também na caixa. Uma festa hippie. O filme original, não custa lembrar, teve um jovem Martin Scorsese como um de seus editores.
O lance do Woodstock, conclui Pareles, não é não ter havido estupros e assassinatos nos três dias em que 500 mil pessoas estavam aglomeradas no mesmo lugar. E sim todo mundo se tratarem de modo gentil mesmo sob essas condições ruins para um convívio pacífico.
Nick e Bobbi Ercoline fizeram história com uma das mais famosas fotos de Woodstock, essa aí acima. Eles se conheceram e se apaixonaram na época do festival. Quer ver como eles estão hoje?
O casal, ambos com 60 anos hoje, ainda mora na região de onde aconteceu o Woodstock, tipo menos de uma hora de distância do local.
O jornal carioca “O Globo” desta sexta-feira traz um apetitoso especial sobre Woodstock. O jornal até entrevistou um dramaturgo brasileiro que, fugindo da ditadura brasileira em 1969 e levando a vida como garçom, acabou caindo no Woodstock, a convite de um amigo que disse que “artistas importantes e novos” iriam se apresentar. “(Esse amigo) Falou ainda que tínhamos que nos fantasiar um pouco, porque éramos muito certinhos”, disse Luiz Carlos Góes, que para ser “aceito no meio das figuras estranhas que se encaminhavam para o festival” arrancou as mangas de uma camisa, botou colares e uma bandana no cabelo. “Todo mundo falava com a gente. A estrada estava tomada por tribos, que fumavam maconha sem medo. Logo, o congestionamento no trânsito fez com que os motoristas largassem seus carros e se juntassem à multidão”, lembrou Góes, que afirmou ter tomado seu primeiro ácido naquela noite de Woodstock. “Havia algo no ar, uma nova relação entre as pessoas. Foi como um batismo.”
* Outro evento musical importante a ser lembrado em seus 40 anos é o Harlem Cultural Festival, mais conhecido como Black Woodstock. Aconteceu mais ou menos paralelo ao famoso Woodstock (foi uma série de shows em julho e agosto de 1969), em Nova York, e celebrava a música negra em meio à gigantesca tensão racial que acontecia na época. O Black Woodstock, que teve como segurança os Panteras Negras, já que a polícia não quis se envolver na história, teve shows de B.B. King, Nina Simone, Stevie Wonder, Sly & The Family Stone, entre muitos outros. Escalação “fraca”, não?
* POPLOAD GIG 2 – OS VENCEDORES DO RIO - Já contactados e já confirmados, eis os dois ganhadores do ingresso do festival deste sábado, no Circo Voador, etapa carioca da Popload Gig 2.
- Thiago Pinto Sardenberg Gomes
- Caroline de Andrade Azevedo
O vencedor de São Paulo, solitário, recebe a notícia por aqui e por email na segunda cedo. Fica esperto.
* THANKS FOR NOT SMOKING - Todo o papo sobre o cigarro e a falta de (a nova configuração social das baladas de SP) vem no próximo post. Tive uma idéia…
* Minha posição a respeito da lei antifumo é tranquila. Não tenho nada contra quem fuma, desde que faça isso a 3.945 quilômetros longe de mim.
* De todo modo, vendo a propaganda do governo sobre os garotos-propagandas da nova lei (Rogério Ceni, Sonia Abrão, Fernando Vanucci, Jô Soares, Otávio Mesquita e Gugu), dá vontade de acender cinco cigarros de uma vez.
* Enfim, o lance é que, passado o primeiro final de semana da vida noturna sob a égide da nova lei, os clubes e casas de shows mudaram de cara. E de cheiro. E de vibe. A Popload ouviu a galera daqui (donos de clubes e frequentadores) e de fora (Londres, Nova York) para contar o que melhora e o que piora agora, com o fim do fumacê insuportável.
* ALEX & ALEXA - Que fofura pop essa história do Alex Turner e da namorada, a “babe” Alexa Chung, a modelo e apresentadora da MTV que era ícone britânico e agora está virando “it-girl” nos EUA!!!
O incrível “The Sun” que deu a história. O líder do Arctic Monkeys fez uma música tributo para Alexa, que vai estar no novo álbum, o poderoso “Humbug”, que sai fisicamente em poucos dias mas que… É a faixa baladosa “Fire and the Thud”, com um toque de deserto americano dado pela mão produtora do Josh Homme (Queens of the Stone Age).
Enfim. Alexa está de mudança para os EUA, para estrelar um programa na MTV americana. Meses atrás, quando ela contou do convite para ele, Alex meteu na letra que estava compondo: “If it’s true you’re gonna run away/Tell me where, I’ll meet you there”. Aí foi e comprou um apartamento no Brooklyn, em Nova York, para ela morar e ele escapar para lá assim que a banda deixar. Don’t sleep ’til Brooklyn, Alex.
* FRANZ FERDINAND NO VMB? YEAH YEAH YEAHS NO PLANETA TERRA? - Papinho bom rolando nos bastidores do indie nacional. Duas bandas incríveis voltando para cá, com os shows de seus discos novos. Franz Ferdinand deve estrelar a festa do vídeo da MTV no dia 1º de outubro, em São Paulo, com chance de reverberações em outros palcos abertos. October: Franz Ferdinand. A esperta Karen O pode estar trazendo suas roupas cool e o Yeah Yeah Yeahs para desfilarem no palco do festival Planeta Terra, provavelmente 7 de novembro, no Playcenter. Depois do espetacular show no Tim Festival 2006, o YYYs agora viria com as músicas do CD “Its Blitz!”, tipo “Heads Will Row”, a canção indie mais eletronizada (remixada) destes últimos tempos.
Yeah everyone! Everybody knows it! Franz Ferdinand ao vivo em Londres, agora em junho. Banda pode vir ao Brasil em outubro.
* IDA MARIA? ESTÁ TUDO BEM? – A norueguesa cool e gata Ida Maria, dona de um dos discos mais legais do ano passado, se mostrou um pouco fora de forma no Lollapalooza 2009, que aconteceu no último final de semana em Chicago. Não sonoramente, claro.
Ida Maria em 2008
Ida Maria em 2009
Foto José Guilherme Padovani
* MAQUINÁRIA 2009 – FAITH NO MORE CONFIRMA, JANE’S ADDICTION VEM Aí – O Faith No More entrega no Twitter:
RODDYBUTTOM Finally! BRAZIL!!! The Maquinaria Festival, November 7 in Sao Paulo welcomes FNM!!! tickets on sale Aug 14 at www.ingressorapido.com.br
E a Popload entrega na fofocagem. O festival deve ter dois dias (6 e 7? 7 e 8?). Outros dois nomes acertados, parece, é o das bandas JANE’S ADDICTION e DEFTONES.
Vige.
Será que o Planeta Terra vai manter mesmo o dia 7 de novembro como o de sua realização?
* POPLOAD GIG 2 CHEGANDO – FRIENDLY FIRES/ COPACABANA CLUB/ BROLLIES & APPLES - Está chegando a hora. Sábado, no Rio, acontece a primeira perna da segunda edição do festival realizado por este blog. No histórico Circo Voador. O melhor: com ingressos ainda a venda. Porque para o show de segunda-feira em SP…
* Para você ter uma idéia do que você vai ver (ou não!), confira o vídeo de uma das grandes músicas deste século, “Paris”, do Friendly Fires, gravada de cima do palco no Lollapalooza 2009, neste final de semana. O som está direcionado para a frente, mas dá para sentir uma “Paris” batuqueira e acelerada. Delícia.
* Vencedor do ingresso: Continuam valendo para sorteio dois ingressos para o Popload Gig do Rio de Janeiro, neste sábado. Na sexta eu aviso os vencedores. Aqui em São Paulo tem o vencedor do único e precioso ingresso colocado à baila:
- Cassiano Rosário (Curitiba)
E atenção. Surgiu mais um ingresso do Studio SP para ser sorteado. Quem ainda quiser ver o Popload Gig segunda-feira em São Paulo deve tentar a sorte nos comentários, e só nos comentários, deixando o email certo para contato, porque será avisado na próxima sexta do resultado.
* UM VÍDEO – GIRLS – “LUST FOR LIFE” - Quer dizer, o segundo vídeo para a mesma música do esperto grupo indie Girls, quarteto de meninOs de San Francisco. A deliciosa “Lust for Life”, não um cover do Iggy Pop e sim uma pegajosa canção campeã dos blogs no ano passado, agora ganha um vídeo “galera”. Um monte de gente bonita, amigos da banda, cantando “Lust for Life” e aparecendo ou em cama, ou no banheiro ou em cenários da cidade mais paz-e-amor do planeta.
Galera bonita. “I wish I had a boyfrieeeeeend. I wish a love man in my life”, canta a voz feminina convidada, enlistando seus desejos. “I wish I had a suntan, I wish I had a pizza and a bottle of wine”, continua, em dueto com o “frentista” do Girls, o cabeludo Christopher Owens. “Lust for Life” sai em single de 7 polegadas no começo de setembro. O álbum de estréia do Girls, no final do mês.
* UMA MÚSICA – BIG PINK – “DOMINOS” - Essas garotas caem como dominós. Já há algumas cenas rola nas rádios inglesas o novo single do Big Pink, duo britânico apontado como um dos grandes nomes novos para 2009. O disco de estréia deles vem no florido setembro, pela lendária 4AD, e com o promissor nome de “A Brief History of Love”. Andei experimentando “Dominos” em pista e a ela funciona que é uma beleza. Big Pink, o nome da banda, tem origem na “tenda das viagens”, do festival de Woodstock, montada pela organização do mitológico festival para atender o pessoal louco de drogas, que estavam vendo “elefantes cor-de-rosa”. Cool.
* UMA SESSION – BLACK DRAWING CHALKS AO VIVO NO IG - Se eles levarem para a MTV como vídeo oficial e não ganharem o VMB, é marmelada. Espetacular resultado videoclíptico para a pequena pérola sonora da a bombada banda de Goiânia, Black Drawing Chalks, um dos indie-favoritos deste blog. Este “ao vivo” para “My Favourite Way” foi gravado especialmente para o programa “Poploaded”, braço radiofônico deste blog comandando pelo mito Fabio Massari e por este que vos escreve. Música boa, banda boa, vídeo bom. Que beleza!
Talvez você não consiga ver no detalhe do vídeo do Black Drawing Chalks ao vivo no iG, mas ele foi filmado pela equipe Los Mascarados. Você vai ouvir muito falar desses caras.
A session do Black Drawing Chalks faz parte da edição 119 do Poploaded, que não fica só em “My Favourite Way”. Tem a banda goiana em performance de “Precious Stone”, também, ao vivo no estúdio da rua Amauri. O Poploaded 119 traz ainda muita conversinha e músicas de John Carpenter (hein?), Gossip, Big Pink, Mother Mother, Bag Raiders, Pale Young Gentlemen, Litte Boots, Arctic Monkeys e Ting Tings instrumental, entre outras. Só alegria.
* UM TEASER – THEM CROOKED VULTURES - A nova superbanda do pedaço, a The Crooked Vultures, Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters), Josh Homme (QOTSA), John Paul Jones (Led Zeppelin), começa a ganhar vulto, não bastasse os nomes envolvidos. A notícia do surgimento eclodiu há poucos dias. O primeiro show foi domingo passado, no Metro, em Chicago. Shows na Inglaterra estão sendo marcados. Dizem que eles tocam no Rock en Seine, em Paris. E tem um clip rolando no Youtube sobre a canção “Nobody Loves Me and Neither Do I”, que fechou o show de Chicago.
* Eita, Brasil. Não é fácil ser empresário do rock, viu… Isso porque eu nem faço nada…
* Logo mais, o sorteio do ingresso mais cobiçado da cidade.
* Foi mal a ausência recente, mas entre outras coisas fiquei ocupado escrevendo um texto sobre “Bruno”, o filme, para uma revista gay que circula em saunas. É verdade.
* Minha fase… digamos… lascívia está indo longe nestes dias. Sábado agora eu toco numa festa no Babilônia, um desses famosos lugares de “encontros” do baixo Augusta também conhecido como “casa das primas”. Mas adaptada para balada e sem nenhuma prima. O nome da festa é ótima: Fucking Songs. E precisa de senha para entrar.
* Não, não precisa de máscara.
* FUCK YOU VERY MUCH – Está animado com os shows da Lily Allen no Brasil, em setembro? Por que não? Ela foi uma das mais festejadas atrações deste verão nos famosos festivais europeus. O hit “Fuck You” dela tocava sem parar, em rádios de família. A mina está botando para f**** com o sucesso de seu segundo álbum. Virou modelo do Karl Lagerfeld, estrelou campanha de bolsas da Chanel. Lily saiu em várias capas de revistas, vários especiais de festivais. Ela saiu agora na revista modelete “I.D.”, produzida (só) pela Kate Moss. Na “I.D.”, Lily saiu assim:
* ELECTROSEXYGRUNGE - Atração do Popload Gig 2, a banda meio carioca meio gaúcha Brollies & Apples leva todo seu sexy appeal regado a eletronices e metal ao palco do Vegas, nesta quinta, durante a balada Popfellas. Vai ser o primeiro show junto da Bianca e da Carol, digamos assim. Será um show-aquecimento para as apresentações do Rio e SP no Popload Gig. Deu para ver que o Brollies & Apples virou “banda da casa, né? Tão dá casa que eles até citaram a Popload numa de suas letras, mais precisamente na canção “I Want My Hype in Money”, hehe. Nunca ouvi a música, hahaha. Vou ouvir live, tonite, sold out.
A banda gaúcho-carioca Brollies & Apples, suruba sonora a tocar no Vegas e na Popload Gig. Foto: Caroline Bittencourt
* LOLITA – Poxa. Fiz um texto sobre o “Som de Seattle” 2009 para a Folha de S.Paulo, publicado nesta segunda-feira. O novo “Som de Seattle”, para ser mais exato. Para variar, mandei o texto grande demais e, na hora do corte, quando eu falava da deliciosa banda Throw Me the Statue, veio o inesperado. Num final “apoteótico” do meu texto, onde eu quis dizer que a banda seria uma das únicas aprovadas por Cobain na cena de hoje, e que seu próximo álbum a ser lançado em breve deve causar furor no boca-a-boca virtual, mandei um infame “smells like twitter spirit” fechando o texto. Para o bem do leitorado, tiraram na edição final. Bah. A gente gasta horas tentando bolar uma chinfra infame…
De todo modo, o Throw Me the Statue lançou agora seu segundo álbum, “Creaturesque”, tipo nesta semana. Belezura indie pop americana, o disco novo escancara o Throw Me the Statue como representante maior da nova onda comportamental jovem americana: “a crise dos 25 anos”, a tal “quarter-life crisis”. Vi isso bem analisado em blogs americanos, então não vou me ocupar do tema agora. Afinal, o assunto deste post é “fuck”, não “no fuck”. Não é mesmo?
Mas, enfim, o Throw Me the Statue tem um delicioso hit do ano passado, chamado “Lolita”. Outra que “pegou” em 2008 foi essa “Yucatan Gold”, que eu vou mostrar o vídeo. No novo álbum, destaque para “Ancestors”, que os blogs dizem que a letra explicita essa coisa do “we’re-young-but-wish-we-were-younger”, da geração internet que parece “não estar entendendo nada”. Fala assim parte da letra de “Ancestors”: “This is change i cannot know/ It comes down like a private snow”. Pronto: está aí a tese.
* KILLERS NA CHÁCARA DO JOCKEY - Não é no Anhembi, mas também não é perto e fácil de chegar-sair. Enfim, lá vem os caubóis de Las Vegas com suas músicas boas e seu show chato, em local confirmado e ingressos à venda a partir do dia 10 agora, na próxima segunda-feira. Killers em São Paulo é no dia 21 de novembro. Dia 24, é a vez do Rio, na HSBC Arena.
* POPLOAD GIG 1 - Um?!? É só para falar do Mickey Gang, a banda de Colatina, no Espírito Santo, que tocou no Popload Gig 1 em junho e não faz muito tempo saiu no “Guardian”. Vou repetir de onde eles são: Colatinha, ES.
Pois ando vendo os blogs ingleses m.a.l.u.c.o.s. com os meninos capixabas indie-dance. Olha o que um deles escreveu:
“Straight from Colatina on the eastern coast of Brazil, these 4 teenagers are set to break hearts all over the world. Arthur, Bruno, Ricardo & Joao Paulo play with a full throttle lust for life. Fresh faced & armed with killer pop hooks, they are ready to take this all the way.
Brilliantly simple, they are the hottest set of South Americans since CSS burst out a few summers ago.”
* POPLOAD GIG 2 - Bom, ingressos esgotados em SP, sem chance de show-extra, todos os caminhos para o Friendly Fires, se você não tem o ticket, é ir para o Rio. Sabadão, Circo Voador, bandas ótimas. Por que não?
Os ingressos estão vendendo “bem” no Rio, são os informes surpresos, porque ninguém compra ingresso antecipado por lá. Foi o que me disseram.
Veja o vídeo completo e direito da peça publicitária do festival, feita para TV e internet. Ficou classe.
* POPLOAD GIG 2 – SORTEIO DE UM INGRESSO PARA SP, DOIS PARA O RIO - Corra que é a única e última chance de quem ficou sem. Um ingresso para ver o Friendly Fires, Copacabana Club e Brollies & Apples no dia 17, no Studio SP, em São Paulo. Show com entradas esgotadas. Last call. Já estou perdendo amigos por causa de não ter ingresso. Não perca essa chance. Via comentários ou pelo email lucio_ribeiro@ig.com.br
Vai a sorteio também dois ingressos para o show do Circo Voador, no Rio de Janeiro, dia 15. O esquema é o mesmo.
O POPLOAD GIG 2 é um evento patrocinado pelo uísque Cutty Sark. O festival tem o apoio do British Council, da Oi FM e das lojas Japonique e American Apparel.
* FUCKING SONGS – RÁDIO POPLOADED - O programa de rádio apresentado pelo gênio Fabio Massari e por mim chega à edição 118, o que significa 118 horas de falação e música e quase o mesmo tanto de bandas nacionais e gringas se apresentando em session exclusiva no moderno estúdio da rua Amauri, em São Paulo.
No programa desta semana, enquanto eu vou de Cymbals Eat Guitars, Dirty Projectors e Passion Pit, o Massari ataca de Amazing Baby, Legends e Half-Werewolf, Half-Vampire. Fora o resto.
Na session, a espertíssima banda nova paulistana Jennifer Lo-Fi, grupo all-virtual. Confira, da session, o pequeno hit do Jennifer Lo-Fi, “Michael Caine”. Eu disse “Michael Caine”.
O Poploaded 118, o programa em si, comandado por este e pelo meu amigo Massari, você ouve aqui.
* FUCKING SONG – “CRYING LIGHTNING” - Álbum bem bom este “Humbug”, não achou? Minha música preferida da hora é “My Propeller”, que abre o CD.
Nesta semana a banda Arctic Monkeys foi ao programa do entrevistador americano Jimmy Fallon mostrar seu novo hit ao vivo para milhões de telespectadores da NBC, que vive a terceira fase de seu “Late Night” (primeiro foi o Letterman, depois o Conan O’Brien, agora o Fallon). A música é incrível, a apresentação idem. E o AM tocou com cinco integrantes, mostrando na TV o menino John Ashton, roadie da banda de Alex Turner, que já tocava teclado e piano no Last Shadow Puppets.
* Quem veio primeiro? The chicken or the dickhead?
* Primeiro queria deixar um toque sobre isto aqui:
É que os ingressos de São Paulo estão e.v.a.p.o.r.a.n.d.o. Garanta o seu. Até ontem, os números indicaram que restava apenas pouco mais de 150 100 ingressos para o show de São Paulo, no Studio SP.
* TWITTER VENDENDO CELULAR - Telefonar eles até telefonam. Bater foto eles até batem, com câmeras cada vez mais poderosas. Música em celular? Isso é tão 2007. Mas, pelo menos em Londres, onde estive não faz tempo, o novo foco na venda dos “mobiles” é a navegabilidade dos novos modelos para Facebook, Twitter e MySpace.
Beleza que o iPhone já tem tudo isso, mas Nokia, Sony-Ericsson e Motorola estão se matando nessa área para lançar seus novos e “incríveis” modelos. Você não pega um metrô na Inglaterra sem ver a foto de uma página de Twitter em propagandas nas plataformas, corredores e nas longas escadas amparadas por painéis eletrônicos de merchandising. Tudo por causa de uma pesquisa recente de que o uso de internet em celulares tem crescido “dramatically” (adoro o termo) e a grande maioria de pessoas pesquisadas, entre 16 e 45 anos, já elege Facebook e Twitter como aplicativos mais importantes que música.
“Forget music downloads and video – social networking is what people want”, diz a pesquisa.
O barulho que a Nokia está fazendo para lançar esse 6760 Slide na Europa, como o “aparelho oficial do Twitter e Facebook”, dá para se ouvir daqui. Socializando com as redes sociais.
O futuro-hoje é uma coisa bonita. Não vejo a hora de ver o que estará acontecendo em 2012.
* TERRA À VISTA: MONTANDO O MAIOR FESTIVAL DO PAÍS – GREEN DAY E TING TINGS - Está difícil trazer o Planeta Terra 2009 para a superfície. Mas dá para ir montando o nosso quebra-cabeças divertido. Não acho mais que o Faith No More estaria escalado para o PT, não. Acho que eles tocam, sim, em São Paulo, no dia 7 de novembro, como estamos falando há tempos. Mas não no Planeta Terra. E, para não haver choque de shows em São Paulo (vai ter aquele “gozado” About Us” no dia 8), o PT é que não deve mais acontecer no dia 7, como o previsto. E nem no dia 14, como primeiramente pensado. Dia 21 de novembro? A sinalização que nos chega de fora é a de que o Green Day deve ser o headliner do festival deste ano. Tentaram Blur, tentaram Pixies. O Ting Tings, parece, foi roubado do 80, 90, 2000 e está praticamente acertado com o PT. A dupla cool australiana Empire of the Sun não está fechaaaaaaaada, mas sim apalavrada. O que nessa seara de festivais e marcações de shows, digo isso como “empresário do rock” (hahahahaha), é sempre um “ou foi, ou é, ou será”. Ou não. Vamos continuar “digging” para ver o que sai deste Planeta.
* FELLINI SURPRESA - Foi marcado para esta quarta-feira, no Studio SP, um show “extra” da cultuada banda paulistana Fellini, um dos mais importantes nomes indies brasileiros dos anos 80, 90, 2000. A banda tocou no clube da Augusta na semana passada, com casa lotada e show emocionante, foi o relato. O repeteco é motivado pelo astral da apresentação passada. Assim que acabar o show de hoje, o Fellini deve acabar novamente. O show está marcado para começar as 0h.
“Rock Europeu” e a anatomia de um hit indie nacional. O vocalista do Fellini, Cadão Volpato, fala sobre como surgiu a música mais famosa da cultuada banda de art rock que ficou na contramão do Rock Brasil Anos 80.
“Rock Europeu é um Fellini safra 1984, data da fundação. Apareceu na primeira leva de composições. Fala daquele tempo com uma acidez que ainda hoje me impressiona: era uma crítica do pós-punk dentro do pós-punk brasileiro, uma desilusão em pleno calor da luta. Lembro as referências: a punk varrendo, de penteado moicano, apareceu numa foto de jornal; ‘Palácios’ é o Palais Schaumburg, uma banda obscura da época, da qual eu só ouvia falar via Thomas Pappon (que tentava me educar musicalmente), bem como o ‘Cores que Falham’, Fellfarben, outra banda. ‘Você nem imagina o que você não conheceu’: eu nunca havia saído do país, até então. ‘O Santo e o Mistério de Lisboa’ é o título de um livro daquela coleção Noir portuguesa, que estava na estante. ‘Bateras no contratempo’ é meio idiota, mas a gente tinha verdadeira fixação em bateristas e baixistas pós-punks (Jean-Jacques Burnell, dos Stranglers, e o cara do Gang of Four me vêm à mente enquanto escrevo). ‘E só dentro de um hospício se vive na América’ é uma referência à epígrafe do ‘Uivo’, de Allen Ginsberg, dedicado ao Carl Salomon, que viveu num hospício. O ‘pardieiro’ do verso seguinte era o apê em que eu morava na Major Quedinho. ‘Câncer no mundo das idéias’ é uma imagem meio vulgar, mas forte. ‘Valsas amargas nas cidades’ é de novo uma referência aos Stranglers e suas valsinhas punks. Ou seja, fui bem mais ácido com a época do que eu pensava.”
* TRATE-ME COMO SUA MÃE - Este vídeo do Dead Weather, a (mais uma) banda do Jack White, já rola faz tempo e eu tinha desencanado de colocá-lo aqui. Mas você não acha música e vídeo geniais, da primeira à última cena, da primeira à última nota? Olha que eu nem gostei assim do disco do DW…
Gostei de uma definição que eu vi do vídeo. Jack White e Alison Mosshart, ambos de jaquetas de couro preta, enchendo o peito um do outro com balas. Como sua mãe.
* FURE MEU OLHO - A princípio esquisita e tosca, estou começando a entender a nova música da adorável banda inglesa Cribs, a formação mais incrível do planeta: três irmãos, dois gêmeos, e um ex-Smiths.
A música se chama “Cheat on Me” e é o primeiro single a sair do quarto álbum dos caras, que tem um nome, hum, direto-e-reto “Ignore the Ignorant”, que será lançado dia 7 de setembro. “Cheat on Me” tem sonoridade bizarra, vocal feio, começa mal, com um “Aaaaaai”, de “I”. Mas falar que uma música do Cribs é esquisita e tosca é não ir a lugar nenhum.
Aí você ouve bem “Cheat on Me”. Tem guitarrinha Smiths “by” Johnny Marr percorrendo ela toda, tem um clima acústico que lembra bandas inglesas indie anos 80 tipo Felt, tem o som quebrado do Cribs. E então você chega à conclusão de que “Cheat on Me” é a música ruim mais bacana dos últimos tempos.
* Agora, uma perguntinha. Vai fazer o que sexta-feira?
* O QUE É ISSO, LILY? - A moça Lily Allen, em fase sexy e ainda mais desbocada, vem ao Brasil em setembro para cantar ‘Fuck You”. Entre outras coisas. Os shows acontecem no dia 16 de setembro no Via Funchal (SP) e no dia seguinte no HSBC Arena (Rio).
* GUI FEST, O FESTIVAL DO GUI - Depois de mencionar o maior festival do Brasil, agora vou falar sobre um dos menores. E nem por isso menos importante. Acontece nesta sexta agora, no salãozão de festas da União Fraterna (Pompéia), mais uma edição do Gui Fest. O evento é a festa de aniversário em forma de festival do Guilherme Barella, figura carimbada no indie paulistano. E, a despeito da diferença de tamanho, duvido que a escalação do gigante Planeta Terra seja melhor que a do Gui Fest, com os grandes Holger e Objeto Amarelo, o pancadão pancada do Turbo Trio e o Projeto Manada, segundo descrição do próprio Gui uma banda de “hip hop good vibe”.
O ingresso para o Gui Fest sai por R$ 25. E, para você ter uma idéia da dimensão do festival, na sexta o Neu não vai abrir.
* VOCÊ “VAI” AO SHOW DO ARCTIC MONKEYS? - Lembrando que é nesta quinta-feira, às 17h (horário de Brasília), a apresentação virtual da banda inglesa, direto do site oficial deles, do Facebook, pans. A “webtransmission” é 21h, pelo horário inglês.
A banda vai apresentar as músicas “clássicas” misturadas às do novo CD, “Humbug”, que está para ser lançado e já completamente vazado. Pegou?
Aqui na Popload você ouve as faixas “Pretty Visitors” e “Cornershop”. A primeira é sinistra e black-sabbathiana. A segunda, fofurinha.
* Pronto. No próximo post tem o resultado daqueeeeeeeele sorteio do “Pacote Londres”. Tô quase indo viajar de novo para lá e ainda não desovei o nome dos ganhadores. Isso tem que acabar, gente.
* Opa. Essa do Muricy escapou no título. Foi mal. Mas guarde este lema: “Era isto ou o futebol”.
* Xiii Dave Gahan…
* Alô, Brasil. Festival de epígrafes na Popload.
* “Sometimes I say stupid things…”
(Franz Ferdinand)
* “Shut Up and Let Me Go” (Ting Tings)
* “Você nem imagina o que você não conheceu” (Fellini)
* Aprendi duas coisas lendo sobre o Caetano Veloso na Folha de S.Paulo. Primeiro que o Caê Lindo odeeeeeia hipocrisia. Segundo que ele sente saudade de um jato forte de urina. What?
* Calma, deixa eu explicar o título. Essa é um homenagem poploadica ao Fellini, um dos melhores grupos independentes da história deste país. E olha que ser indie nos anos 80 não era essa mamata que é hoje em dia. E o primeiro álbum do Fellini, de 1985, pequena obra-prima do underground paulistano, se chama “O Adeus de Fellini”.
* O Fellini toca nesta quarta-feira no Studio SP. É show único em São Paulo, onde eles não tocam há tempos. É o show de aniversário de 25 anos da banda. E eles vão tocar “Rock Europeu”. E “Teu Inglês”.
* O OI E O TCHAU DO FELLINI - Mais sobre a grande volta e o novo adeus do seminal grupo dos anos 80 vem ali para baixo, quando vou reproduzir o texto escrito para a Folha de S.Paulo, com alguns trechos inéditos da entrevista com o vocalista da banda, Cadão Volpato.
* FESTIVAL “80, 90, 2000″ TRAZ TING TINGS - O nome algo engraçado do festival é auto-explicativo. Um festival a ser realizado em outubro em São Paulo e Rio, aparentemente, terá como atrações as bandas Depeche Mode (não mais), Prodigy e Ting Tings. Entendeu?
Os dois primeiros a gente sabia. A boa notícia é a inclusão da agitadíssima dupla de Manchester, uma das melhores bandas novas para pista de dança do planeta. Acho que só perdem para o… Friendly Fires. Mas, enfim, certeza de show divertido. Vamos aguardar o anúncio oficial. Ou não!
* DEPECHE MODE CANCELADO - O Depeche Mode, que seria uma das atrações desse novo festival, informou através de comunicado oficial que os shows marcados para o Brasil em outubro (22 Rio, 24 SP) foram cancelados devido ao remanejamento de datas feito recentemente pela banda, que precisou cancelar muitos shows da atual tour de verão pela Europa, por causa de problemas de saúde do vocalista Dave Gahan. No início deste mês, quando já havia retomado os shows, Gahan sofreu uma contusão muscular e precisou cancelar mais datas em Portugal e na Espanha.
O interessante é que os demais shows dessa “perna latina” da turnê, até agora, não sofreram alterações. México, Costa Rica, Colômbia, Peru, Chile e Argentina, ao que tudo indica, receberão a atual excursão do grupo. Sobrou mesmo só pro Brasil…
* KILLERS, AS DATAS? - São Paulo, em lugar a definir, no dia 21 de novembro. Rio de Janeiro, no HSBC Arena, no dia seguinte. Porto Alegre, dia 25 de novembro, no Teatro Bourbon. Será que vai ser assim, mr. Brightside?
A dupla cool americana Golden Filter
* CALENDÁRIO INDIE - Não está ruim, Brasil.
- dia 5 agora tem a deliciosa dupla Golden Filter, de Nova York, tocando no Clash em mais uma balada da instituição blog-festeira IM//A\\PARTY, com abertura do Database, Stop Play Moon, Gil Barbara e WE//R\\DJs.
- dia 13 em Porto Alegre começa turnê de três shows brasileiros do los-strokes Little Joy, de Fabrizio Moretti, com abertura da banda indie-folk Dead Trees, de Portland.
- dia 15, no Rio, depois 17, em São Paulo, a “banda do momento” Friendly Fires comanda mais uma edição do Popload Gig, que em outubro volta com o…
- em outubro tem Ting Tings (mais Prodigy e sem o Depeche Mode); em novembro tem Killers e o Planeta Terra com o Faith No More e a renca.
Que mais, mesmo?
* O (OI E O) ADEUS DE FELLINI - O cultuado e “difícil” grupo Fellini, famosa ex-banda paulistana, agora banda vivíssima e novamente ex-banda a partir da semana que vem, se junta nesta quarta-feira na cidade para uma apresentação histórica em vários sentidos.
O quarteto liderado por Cadão Volpato e Thomas Pappon, que se manteve sempre na contramão do oba-oba do rock brasileiro dos anos 80, comemora em show único em São Paulo os 25 anos de sua polêmica existência.
O Fellini, que em sua lista de adoradores tinha Renato Russo, Chico Science, Marcelo D2 e metade da “intelligentsia” acadêmica paulistana (a outra metade, mais Ira!, Titãs etc. compunham a lista de detratores), toca seu art-rock com alguma eletrônica e um cheirinho de MPB no Studio SP nesta quarta.
“Um outro show será no próximo sábado em Curitiba, dentro do adequadíssimo Festival Rock de Inverno. E aí termina nossa turnê mundial”, diz o vocalista Cadão Volpato, 52, na verdade hoje muito mais escritor que vocalista.
Você não imagina o que você não conheceu, como diz a letra de “Rock Europeu”, o “megahit”, do Fellini. Formada em 1984 nos porões da ECA, a Escola de Comunicações e Artes da USP, o Fellini fincou pé no underground paulistano da época e de lá não saiu. Não tocava em rádios, não frequentava o programa do Chacrinha, não era condescendente com o rock da época de Blitz, Paralamas, Barão Vermelho, Titãs, RPM e sempre tocou para poucos, tinha nome de cineasta de vanguarda, citava Allen Ginsberg e Gang of Four nas letras. E o primeiro álbum, de 1985, tinha o insólito nome de “O Adeus de Fellini”. O Fellini era uma genuína banda indie lá nos anos 80.
“Num tempo em que as bandas tinham nomes mais punks (Mercenárias, Voluntários da Pátria, Plebe Rude), a gente veio com um nome que lembrava esquisitices. Sempre fui um fã do Federico, mas o nome era mais para soar como algo engraçado, o que, de certa forma, definiu nossa conduta, que misturava uma graça contida com algumas atitudes surrealistas e também uma certa poesia. Se você levar em conta que vivemos numa das cidades mais italianas do planeta, fazia sentido. Mas esse sentido veio a posteriori. Já pensou se fosse Pasolini?”, lembra Cadão.
Mas e as tretas com a cena rock da época?
“Sempre estivemos à esquerda desse pessoal todo. O rock do Rio sempre foi um lixo, nós nunca tivemos nada a ver com isso. Os de São Paulo frequentavam a mesma cena, dividiam as mesmas casas noturnas, muitos eram amigos. Mas se eu dissesse que conheço a fundo o trabalho deles, estaria mentindo”, conta o vocalista do Fellini.
“Sobre os Titãs, eu disse uma vez que eles eram os ‘alternativos de plantão’ e eles não gostaram muito. Também dividimos uma escolha dos críticos da revista ‘Bizz’ sobre o melhor disco de 1987. Hoje sei que nós é que levamos, mas a ‘Bizz’ não ousaria deixar de fora uma banda do mainstream, em favor de uns pobres independentes. E foi uma votação do país todo. Daí ouvimos dizer que houve um certo mal-estar, e que isso teria contribuído para a nossa não-aceitação junto às grandes gravadoras. Ora, a gente mesmo nunca fez nenhum esforço nesse sentido.”
Depois de quatro álbuns independentes, a banda acabou, em 1990. Um certo renascimento do Fellini se deu em 2002, quando gravaram um álbum caseiro. Em 2003, flertaram pela primeira vez com o “estrelato”, quando o grupo foi convidado a se reunir para estrelar a edição daquele ano do Tim Festival, tocando na mesma noite de White Stripes e Rapture.
“Fomos tratados como profissionais, ganhamos um bom cachê. Foi o primeiro e único decente, por sinal”, diz Cadão.
O Fellini que se apresenta em SP e Curitiba traz sua formação original: Cadão Volpato (voz), Thomas Pappon (baixo), Jair Marcos (guitarra) e Ricardo Salvagni (bateria).
Segundo Cadão Volpato, a banda nem pensa em continuar a brincadeira da volta, tão em voga no rock atual: “Não existe essa possibilidade. Estamos bem entusiasmados com esses shows: talvez sejam os melhores das nossas vidas, mas voltar não está nos nossos planos. Acabou. Já era. Mas nunca se sabe.”
* O Fellini foi, e talvez ainda seja tão importante para o indie que eu conheço um jornalista indie que só entrevistou/entrevista o Fellini na vida.
* Galera, eu não quero nada. Não quero mulher bonita, nada. Só futebol com os amigos e uns dias ensolarados.
* “Outside the cafe by the cracker factory, you were practicing a magic trick. And my thoughts got rude, as you talked and chewed on the last of your pick and mix.” Tá?
* Chega de citações musicais. Já, já eu falo do flyer lá de baixo.
* Não quero alarmar ninguém, mas a App Store (da Apple), o lugar oficial dos revolucionários aplicativos para iPhone e iPod, está completando 1 ano com apps novos incríveis e uma megaliquidação dos antigos. É tipo liquidação do Mappin há muitos anos, com pânico e morte. Enfim.
* Você vai precisar ver atentamente este vídeo antes de eu falar da banda.
* Estou ligadíssimo que o mundo da música anda de ponta-cabeça, mas… Em seu “Semana Especial do Rock”, a MTV começou o programa com um vídeo do Caetano Veloso. Depois teve Rihanna também no Dia do Rock, mas voltemos ao Caê.
Vou repetir: o primeiro vídeo do Dia do Rock foi do Caetano Veloso. O que me faz lançar a seguinte pergunta de múltipla escolha para você responder: Caê lindo é do rock?
( ) sim, ele mais Gal mais Bethânia
( ) não
( ) sim, o baiano revolucionou o rock brasileiro. Ou não
( ) só se ele fizer moonwalk
( ) Só se ele cantar no próximo do Bonde do Rolê…
Eu meto um “x” em qualquer uma dessas duas últimas. Aí sim vou achar que eu e a MTV entendemos o rock.
* PATA GOES SOLO (AND NAKED) - Parece que o genial Pata, das bandas Holger e Pata & The Maxi Mazels, teve problemas com o vídeo pelado que ele lançou, chocando o indie nacional nesta semana. Tanto que ele foi obrigado a relançar com tarjas nas partes.
* KILLERS NO BRASIL – Vai, Mondo Entretenimento. Solta as datas dos shows do Brandon Flower no Brasil.
* O CRYSTAL STILTS E O LUGAR MAIS COOL DO MUNDO: BUSHWICK - Clima funesto, indicação sonora de que o mundo está acabando, guitarras shoegazing quase emo e a imediata alcunha de “novo My Bloody Valentine from Hell”. Eles são o Horrors dos EUA, sem o bom humor. Eles são o Crystal Stilts. O correspondente novaiorquino Marco Lockmann diz qualé.
“Surgindo das profundezas do Brooklyn (de Bushwick, que desbancou Williamsburg como “centro do universo” para as novas bandas americanas), o Crystal Stilts de primeira parece (mais uma) das bandas ultra-influenciadas por Velvet Underground/Jesus & Mary Chain, por conta (1) da insistência em afundar pop songs em reverberação e microfonia, (2) pelos vocais “I don’t give a fuck” e (3) o (irritante) hábito do vocalista de usar camisas com o colarinho abotoado (totalmente Jim Reid nos 80’s). Mas vendo a banda ao vivo a história é mais interessante.
O vocalista Brad Hargett formou a banda com o guitarrista JB Towsend (cabelo caindo no rosto como Will Sergeant, Echo & the Bunnymen circa 1983 – provavelmente o melhor guitarista da nova geração de bandas) na Flórida. Os dois se mudaram para o Brooklyn e desde 2003 tocam em todo e qualquer buraco disponível na Costa Oeste americana.
O grupo inclui ainda a baterista Frankie Rose, que toca de pé (como Mo Tucker do Velvet Underground e… Bobby Gillespie na primeira formação do Jesus & Mary Chain) e é aposta certa para a NME Cool List 2009.
Fui vê-los agora tocando no Market Hotel (um galpão em cima de uma bodega/padaria que se tornou o marco zero na nova cena de Bushwick – o lugar faz o Milo Garage parecer o Carnegie Hall e só vende, ilegalmente, cerveja quente). Além da influência dos shoegazers (Jesus & Mary Chain, My Bloody Valentine, Telescopes, Loop, Ride, Swervedriver) enterrada no meio da distorção, dá para ouvir na performance do Crystal Stilts um pouco de surf-music e teclados pantanosos tipo Doors, Love e outros psicodélicos.
Tocando acelerado todas as músicas do primeiro disco (“Alight of Night”) e sem intervalo nem para respirar, a banda impressiona ao criar atmosferas de microfonia e teclados e com o (sempre soturno) vocalista QUASE dançando. Terminam o show com o novo single “Love Is a Wave” – 2 minutos de garage-pop perfeito que um blogger descreveu como “os Strokes fazendo um cover dos Doors com um disco (riscado) do Jesus&Mary Chain tocando ao fundo”. É uma das trilhas sonoras “oficiais” do verao 2009 por aqui.
Na platéia (onde todos parecem ter saido de um anúncio da American Apparel), membros de várias bandas da nova cena de Bushwick: Vivian Girls, The Pains of Being Pure at Heart, Real Estate, Screaming Females, Woods, Antlers). Todos disputando com a multidão um espaço em frente à brisa de uma das janelas nos 30ºC (à noite) neste verão nova-iorquino.”
Aqui, o Crystal Stilts ao vivo tocando “Love is a Wave”, em Nova York.
Agora em agosto, o Crystal Stilts chega ao Reino Unido. Tocam em Londres, Manchester e Glasgow. Aí f…
O vídeo lá de cima, da incrível “Sugarbaby” com as minas rebolando, é caseiro, fake e rola forte desde o ano passado. Alguém pegou um vídeo de hip hop baixaria da banda GS Girlz fazendo a dança da “stanky leg”, o equivalente a qualquer dessas danças do nosso funk carioca, e botou a morbidez indie do Crystal Stilts em cima. Ficou bárbaro. É tipo como se alguém aqui no Brasil botasse umas garotas fazendo a Dança da Motinha com o fundo musical tendo, por exemplo, “O Portão”, do Roberto Carlos. NOT!
* O ALLEY E O LUGAR MAIS COOL DO MUNDO: SÃO PAULO - Abre ao público nesta sexta-feira em São Paulo, na moderna Barra Funda, o mais novo clube da cidade, voltado ao indie: o charmoso Alley, que fica no Centro de São Paulo mas nos remete a Berlim ou Praga, no visual.
São Paulo está explodindo de baladas voltadas totalmente ou parcialmente à música independente de um jeito inacreditável.
Quando os Strokes lançaram “The Modern Age” logo na virada do século, o grito de alerta não era à toa. Nesta época, em São Paulo, o único lugar de balada indie “moderninha”, praticamente, era o Orbital, na Rua Augusta. Que na verdade era um bar-corredor estreitíssimo MENOR QUE O MILO, o DJ era colocado num vão debaixo de uma escada e sabe Deus como a banda conseguia tocar naquele palquinho.
Hoje em dia a cidade explode de festas de várias facções indies (é… isso existe agora), lotando quase tudo. Hoje em dia a cidade tem clubes que viram casa de shows, casa de shows adaptadas para se transformarem em clubes. Hoje em dia tem um monte de bares pré-balada, para ouvir som bom e beber e conversar e comer antes de ir para a balada em si. Tem múltiplas baladas que viram uma balada só, como essa POP!UP, que inaugura o Alley.
A POP!UP reunirá quinzenalmente no Alley, sempre às sextas e a partir desta, quatro das baladas indies mais legais de SP, a partir de alguns de seus DJs. Tem o gênio Gil Barbara, representando a Crew (Glória, D-Edge), tem o Fabrício Miranda (dono da Funhell, da Funhouse), tem o Rafael Urenha (Party Íntima, do Audiodelicatessen) e tem este que vos escreve (Rockfellas, Vegas).
Revezando nas sextas-feiras tem a carioca festa Maldita Hits, um especial da Maldita que rola no Rio de Janeiro, comandada pelos famosos DJs Zé e Gordinho. Os sábados são da Overdancing, a noite da dupla Tiago Guiness e Bruno Orsini .
O Alley fica na rua Barra Funda, 1066, praticamente em frente a outro grande endereço indie-eletrônico: o Clash Club.
E este aqui é o flyer da primeira POP!UP, que terá sempre um “personagem” do nosso mundo. Duvido alguém adivinhar quem vai estar no próximo.
* POPLOAD GIG 2. OS INGRESSOS PARA O FRIENDLY FIRES – Se nada der errado, sexta-feira da próxima semana começam a ser vendidos os ingressos para o POPLOAD GIG 2, cuja principal atração é a espet… (não vou advogar tanto em causa própria) banda inglesa Friendly Fires. A venda vai ser para as duas cidades do festival: Rio de Janeiro e São Paulo. Os preços do show do Studio SP serão de R$ 70 (primeiro lote) e R$ 90. Para o Circo Voador, as entradas saem R$ 50 e depois R$ 60. Os locais de venda para São Paulo serão nas lojas American Apparel e Japonique, incluindo aí as bilheterias do Studio SP. O special guest para São Paulo ainda não foi definido, porque os caras estão meio caros. No Rio, além do Friendly Fires, tocam os incríveis Copacabana Club e Brollies & Apples.
* BENICASSIM – O Festival de Internacional de Benicassim, na Espanha, é provavelmente o mais quente do verão europeu. Quente de quente e quente de hot. Fica pertinho da praia, só vai galera da França, de Barcelona, de Valência. Costuma ser a maior concentração de caras de sunga e meninas de biquíni para shows de rock no planeta. O FIB começou ontem (16) e vai até domingo. Na edição deste ano, tem muita gente das “antigas”, como o Oasis, que abriu o evento ontem, em show que reuniu 50 mil pessoas e foi marcado por um princípio de confusão. Uma galera que estava mais “alta” resolveu subir em uma das torres de estrutura da arena principal. O Noel avisou logo no começo que, se não descessem de lá, o Oasis iria parar o show. Dez minutos depois, um locutor deu o recado novamente, falando em espanhol. Daí veio o Liam, do contra, e mandou um “F***, vamos continuar”.
Entre as outras atrações do primeiro dia, destaque para os shows do Mistery Jets e do Walkmen. O Glasvegas, banda de um som soturno, frio, parece não ter empolgado muito o público acalorado. O bem bom Foals, que tinha apresentação marcada para sábado, cancelou seu show alegando “uma doença misteriosa” envolvendo o vocalista Yannis Philippakis e o tecladista Edwin Congreave. Suína?
Até domingo, passam pelo Benicàssim atrações como Kings Of Leon, Franz Ferdinand, The Killers, Maxïmo Park, The Horrors, TV On The Radio, Peter Doherty e o Friendly Fires, grande atração do Popload Gig 2, mês que vem.
* ASSIM – Acabou. Vou desencanar de “Brüno” e só falaremos do incrível Kid British, sua nova banda predileta, de reggae…, no próximo post. Vou até deixar o KB no título. Este post aqui já está grande demais. Os ganhadores da pacoteira londrina vão ser divulgados aqui a qualquer momento. Juro.
* Opa! Tô aqui, tô aqui. Não abandonei o barco, não. É que…
* Popload em Sao Paulo, Brazil-il.
* This time, baby, I will be bulleeeeeeeeeeeetproof.
* Repara no relevo. Está chegando a segunda edição da
* POPLOAD GIG 2 - Está (quase) tudo pronto e garanto: vai ser loucura. Definidos os esquemas do segundo festival internacional realizado neste ano por este blog, que vai ter como atração internacional a incrível banda inglesa Friendly Fires e será realizado no Rio de Janeiro e em São Paulo. Ficou assim:
Dia 15/8, Circo Voador, Rio de Janeiro
- FRIENDLY FIRES
- Copacabana Club
- Brollies & Apples
Dia 17/8, Studio SP, São Paulo
- FRIENDLY FIRES
- Atração Surpresa (a confirmar)
- Copacabana Club
A atração surpresa do show de São Paulo, a ser definida até quarta-feira agora, pode ser nacional ou internacional. Ou os dois, hehe. Os ingressos para Rio e SP devem começar a ser vendidos semana que vem, com locais de venda e preços divulgados até o final de semana. Para o show de São Paulo, no Studio SP, o total de entradas vendidas devem ser de 400. Correria.
* O FAITH NO MORE E O PLANETA TERRA – Não me refiro em perda da fé no planeta Terra, por causa do desequilíbrio ambiental, tal e coisa. É sobre o festival, mesmo. A história pode não ter nada a ver uma com a outra, mas pode ter tudo a ver. O grande Faith No More está marcando sua data para show no Brasil no dia 7 de novembro. E o Planeta Terra Festival, cuja idéia inicial era ser realizado no dia 14 de novembro, parece que está mudando para o dia 7.
Ouvi um papo ainda de Grizzly Bear estrelando o palco indie do Terra Fest. Que lindo. Mas vamos esperar para ver como acontece.
* O ARCTIC MONKEYS ESTÁ C.H.E.G.A.N.D.O - “Humbug”, o novo disco da banda sheffieldiana Arctic Monkeys, sai ainda em agosto, primeiro dia 19 no Japão. Mas praticamente todas as suas faixas já estão prontas para ser ouvidas na forma ao vivo, via YouTube. Neste começo de julho o grupo andou excursionando pela Europa Central (Polônia, República Checa, Áustria, Sérvia, Croácia) e não faltam vídeos de esperta qualidade para checarmos qual é do terceiro álbum deles, em alto e bom som. Isso enquanto o disco todo, de estúdio, não vazar das mãos de jornalistas que já o receberam. A Popload escolheu para botar aqui o vídeo da música “Secret Door”, que encerrou o show de Praga, na semana passada. Mas é fácil ter acesso a vários outros. “Secret Door” é a quarta faixa de “Humbug”
No domingo passado, o superjornal “Observer” publicou esta capa incrível sobre a “nova fase” da banda, chamando os meninos de “a coisa mais irrestível e convincente a acontecer na musica nos últimos cinco anos”.
O texto do jornal faz uma comparação de quem era a banda quando começou e quem é a banda hoje, mais, hum, madura. Ou não:
Tradução livre: “A lenda corre mais ou menos assim: quatro garotos de Sheffield ganham instrumentos de Natal e começam a ensaiar na garagem. Minutos depois eles viram um fenômeno, lançam dois singles que ficam em primeiro lugar na seqüência, lançam um primeiro álbum absurdo, viram headliners do Glastonbury, ganham uma porrada de prêmios e chegam ao segundo e bombado álbum. Nesse meio tempo, ainda mexem com a indústria musical ao esnobarem grandes gravadoras, revelarem músicas novas nos shows e por se manifestarem incansavelmente via MySpace”.
O mais fascinante/interessante, para o reporter, parece ser o baterista, que só virou mesmo o baterista porque não sobrou nenhum outro instrumento para ele escolher. Ele assume o papel de palhaço da banda, e o único a ainda ter, assumidamente, uma cara de moleque. Os outros, entre cabelos compridos e até barba, parecem ter amadurecido antes dele.
Pergunta ao vocalista Alex Turner se ele se vê como um menino ou um homem (a banda toda tem 23 anos). Ele responde: “Agora que deixei meu cabelo crescer, a maioria das pessoas me vê como uma mulher. Uma adolescente dos anos 70. E eu não me importo.”
Outra pergunta ótima: o jornal questiona Turner se, ao mudar-em para o Brooklyn, Nova York, a milhares de km de distância de Sheffield e daquilo tudo que o construiu, as letras do AM não vão perder todas as referências que marcaram as histórias cotidianas cantadas pela banda. Turner dá com os ombros e diz: “Há muitas outras coisas sobre o que falar em uma letra”.
* THE KILLERS NO BRASIL - A coisa está vindo aos pedaços. Mas a deliciosa banda cafona The Killers toca no Brasil em alguma data entre 21 e 26 de novembro, é o que está se desenhando. O grupo do Brandon Flowers, o caubói de Las Vegas, começa o giro sul-americano em Lima, Peru, em 19 de novembro. Os shows da Argentina e Chile também estão certos. Em Buenos Aires é dia 27. Em Santiago, 29. E, sim. A turnê conjunta com o Coldplay foi abortada. Não vai mais rolar.
* MICHAEL JACKSON R.I.P. – PARTE 8.430 – Já foi, Michael?
Numa madrugada destas geladas de São Paulo, noite besta de segunda-feira numa já esvaziada região de bares sempre lotados, um cara atravessou a rua “moonwalking”. Sozinho, sem querer saber se alguém estava vendo, provavelmente motivado pelo álcool, num tributo tardio e involuntário. Achei engraçado. Mas o tributo mais bacana que eu vi neste post-mortem do esquisito Rei do Pop aconteceu na semana passada na incrível praça perto da Estação Central de Estocolmo, na Suécia. Foi um instantâneo armado por um coletivo de dança, que contou com a participação do poooovo. Rapidinho, foram lá, fizeram e foram embora. Cool.
* HELLO, GLASTONBURYYYYY: A INCRíVEL LA ROUX – O encantamento no último Glasto da menina topetuda La Roux, dona de três músicas entre as 10 mais legais DO ANO, foi de uma espontaneidade linda. Ela cantando seus hits anos 80-00, o astral lá em cima, galera no embalo, banda feliz, tenda feliz. Tipo comovente. Dá uma olhada em “In for the Kill” e “Bulletproof” e me diga se você não dava um braço para estar naquele meio.
* TOMORROW: FRANZ FERDINAND - Esse tomorrow, vale dizer, significando “2010″. A banda escocesa Franz Ferdinand, um dos grupos mais legais da história, está marcando uma turnê sul-americana para março do ano que vem. A gente aguenta esperar, né? Enquanto isso, fica com estes “momentos Franz Ferdinand”, pá-pum, gravados por mim no show deles na semana passada em Londres, no iTunes Festival.
* JULIAN, WHAT THE F*UCK?!? – Apareceu finalmente o projeto solo do Julian Casablancas, o vocalista dos Strokes. Psicodelia esquisita na qual nem o às vezes estranho MGMT conseguiu alcançar em seu mais alto nível de hipponguice. O “Guardian”, para variar, matou a pau no título de seu post: “Julian goes solo (and proggy)”. Julian total proggy. Essa viagem aí abaixo é um teaser do álbum solo do moço, chamado “Phrazes for the Young”. Vamos torcer para que seja mesmo apenas um teaser de algo, hum, diferente, dentro do que a gente espera do Julian boy.
* PATA GOES SOLO (AND NAKED) – Ninguém segura esse menino. O Pata deve ser o cara que mais trabalha no indie nacional, hoje. Pode ser encontrado em todas as baladas “pesquisando” sons, está envolvido na feitura do disco de sua banda (ele é um dos vocalistas e compositores do Holger) e acaba de sair em carreira solo para formar o Pata & The Maxi Mazels, um interessante projeto que relê e traveste a seu modo pequenas pérolas do indie internacional e até nacional.
Seu MySpace entrega tudo que foi produzido até agora. De versões de Built to Spill até Jackson Five, passando pelo “nosso” Copacabana Club. Vem bem mais por aí.
O Pata já produziu dois vídeos. Um para “Just Do It”, o “hit” do Copacabana Club. E, bem mais “conceitual”, para “Ain’t No Cure for Love”, sua versão sofrida e bucólica para a linda canção de Leonard Cohen. Vídeo no qual Pata, destemido, aparece pelado.
Pata & The Maxi Mazels fazem sua noite de estréia agora no dia 17 de julho, sexta-feira, no Neu. O Pata é o de chapéu. Bom, talvez nem precisasse falar. Agora você já deve conhecê-lo BEM, pelo vídeo.
* PRONTO - Mais um dia, então, para concorrer aos “prêmios ingleses” do último post. No próximo tem o resultado dos vencedores. Concorra nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Lembrando os prêmios:
1. Uma camiseta lindona, verde, tamanho M, oficial, da volta do Blur. É para meninos (ou ideal para). Tem o cachorro de óculos na frente e “blur” grande atrás, com menção ao Hyde Park 2009.
2. Uma “Q” his-tó-ri-ca do Michael Jackson, que saiu depois da morte do MJ, mas não é sobre a morte do Mj. Me entende?
3. Os singles “Can’t Stop Feeling”, novíssimo, e “No You Girls”, do Franz Ferdinand.
4. Uma camiseta “de meninas” do Franz Ferdinand. Tamanho M. Rosa. Lindona. Da última turnê.
* Para acabar mesmo, deixa eu perguntar uma coisa. Você vai no Alley sexta-feira, né?
* Não tem outro jeito. All that you can do is watch them play.
* 50 mil pessoas num calor de matar (33 graus) não podem estar erradas. O Blur, na quinta, fez o show mais cantado por público que eu vi desde que a Mallu mandou “Tchubaruba” no Milo, no ano passado. Estou zoando, óbvio.
* Zoando com a história da Mallu. Sobre o Blur, foi bem sério. Vou contar mais lá embaixo.
* POPLOAD GIG 2 - Oficializou. O segundo festival promovido por este blog está ganhando forma. No MySpace da banda inglesa Friendly Fires já aparece a POPLOAD GIG, que ainda vai ter (possivelmente) uma banda gringa e (certeza) três nacionais, a serem anunciadas.
É engraçado olhar a lista de shows de uma banda tão cool como o Friendly Fires e ver os seguintes anúncios:
3 jul 2009 – Roskilde
4 jul 2009 – Eurokeenes
11 jul 2009 – T in the Park
12 jul 2009 – Oxegen Fest
15 jul 2009 – iTunes Festival
…
19 jul 2009 – Benicassim
…
9 ago 2009 – Lollapalooza
15 ago 2009 – Circo Voador (Popload Gig) – Rio de Janeiro
17 ago 2009 – Popload Gig – São Paulo
28 ago 2009 – Reading Festival
29 ago 2009 – Creamfields
30 ago 2009 – Leeds Festival
11 set 2009 – Bestival (Isle of Wight)
O Friendly Fires ia fazer um dos shows de abertura para o Blur, no Hyde Park, na quinta. Na segunda-feira, em info interna, fui avisado que a banda não tocaria, porque houve algum desacordo lá. Cheguei aqui e os jornais e a “Time Out” anunciando o Friendly Fires no Hyde Park. Estranho. Mas, na hora, a banda havia sido substituída pela Golden Silvers. Não achei ruim, até, mas qual teria sido o problema? Hoje, em boato que corre aqui em Londres, o Friendly Fires foi limado pelo Blur, porque seu vocalista disse em recente entrevista: “Nunca fui muito fã do Blur. Na época do sucesso deles, eu era um ‘Oasis kid’”.
Será que foi por isso? Não é possível que a briga Oasis vs. Blur vive até hoje.
* Este post está sendo escrito enquanto a Inglaterra espera a TV mostrar ao vivo a semifinal de Wimbledon, com o mais novo ídolo pop britânico do momento, o jogador Andy Murray. O cara, maior simpático, está ganhando no noticiário aqui do Michael Jackson, da crise mundial, da menininha Bahia, que sobreviveu só ela no acidente de avião que matou 153 no Oceano Índico, e do teenager de Londres que morreu de gripe suína, com a doença chegando forte na capital Londres. Xi…
* Então, o Murray. A fabriquinha brit de transformar tudo em pop está forte nele, hoje o herói nacional disparado. O último jogo Murray, que é escocês, ganhou sob uma temperatura de 40ºC. Já está sendo chamado de Red Hot Murray. No diário “Independent” desta sexta-feira, a foto principal da capa é a Maggie, a cachorra colie engraçada do Murray, com a qual o tenista treina movimentos jogando “frisbee”. Maggie foi levada a Wimbledon a pedido do tenista, para deixar o dono mais calmo com a pressão. Sério.
* Murray é o primeiro inglês a chegar numa semifinal de Wimbledon desde 2002. Se ganhar hoje, será o primeiro britânico numa final do torneio xodó da Inglaterra desde 1938. Se for campeão, então, vai igualar o feito de 1936 do Fred Perry, hoje o dono da marca de camisetas pólo mais cool do mundo, vestida por todas as bandas inglesas, pelo Murray e pelo Damon Albarn ontem no show.
* MAICOL JAXON - Eu tinha ficado assustado com o número de revistas oportunistas no Brasil tentando faturar com a morte do rei do pop, mas na Inglaterra o choque foi brutal. A impressão que tem é que até revista de jardinagem traz o Jacko na capa.
E, não. Ainda não achei para comprar a camiseta “I was at Glasto when Jacko died”. Acho que já era. No show do Blur tinha um sujeito com uma. Se eu achar eu compro. Tudo bem que eu nem estive no Glastonbury. Fook it! Se eu fosse fazer a minha “I was at home when Jacko died” não teria a menor graça.
As duas últimas histórias mais “legais” do Michael Jackson por aqui foram:
1. A onda de fãs se suicidando depois da morte do ídolo. Foram 12 até agora, no mundo todo, a maioria sósias do Michael Jackson. Teve o russo Pável, 31, o mais conhecido sósia do Michael na Rússia (como assim?), que cortou os pulsos quando soube que o MJ tinha ido desta e foi socorrido por paramédicos, ainda com vida, quando estava ensanguentado na banheira. Ficou puto. Reclamou e disse que assim que tiver alta vai se matar. Faz sentido. Pável se veste como Michael Jackson desde os 9 e afirmou que quer ir “se encontrar” com o ídolo.
2. Moonwalking. Os jornais daqui, na quinta, deram cadernos especiais para o 40º aniversário do Homem andando na Lua. Num paralelo com a famosa dança do Michael Jackson, o especial de um dos jornais (ou o “Guardian”, ou o “Independent”, não lembro) deu o título “The Original Moonwalker”, para uma reportagem com o astronauta Neil Armstrong, o primeiro ser humano a caminhar na lua.
* BLUR, “GIRLS & BOYS” - Foi um hit atrás do outro. O maior “singalong” dos últimos tempos. 50 mil pessoas fazendo guerra de garrafas de cerveja (de plástico. A patrocinadora do show, a Tuborg, vendia só cerveja em garrafas de plástico duro, em vez de servi-las em copo de papel. Aí…). O primeiro dos dois shows oficiais da volta do Blur sacodiu o Hyde Park. Veja o vídeo de “Girls & Boys”.
* Agora “Tender”, gravada de um modo, hum, não-ortodoxo.
* Não deu para o Murray… Coitada da Maggie… Pobre Inglaterra… Supera, Fred Perry.
* EU E O FF, A BANDA MAIS BACANA DO MUNDO - Reza a lenda que eu tenho um ingresso para ver o show especial do Franz Ferdinand nesta segunda-feira aqui em Londres, dentro do iTunes Festival, com abertura da espertíssima nova banda americana Passion Pit. Vamos ver se a coisa funciona, para depois eu contar como foi. Enquanto isso, o FF (o Franz Ferdinand, não o poploadico Friendly Fires) solta mais um de seus vídeos bacanas, para a gostosa “Can’t Stop Feeling”, onde a banda é amassada, estapeada, atacada por ursos de pelúcias. “Can’t Stop Feeling”, o single, sai nesta segunda na Inglaterra. Vou comprar para mim, claro. Para mim e para você.
* EU E O FF, A SEGUNDA BANDA MAIS BACANA DO MUNDO - Então, a banda de brit-samba Friendly Fires está no segundo Popload Gig, festival/festa orquestrada a partir deste blog, porque não basta escrever, não é mesmo? Depois eu conto quem vai estar no Popload Gig 3 (outubro) e quem pode aparecer no Popload Gig 4 (talvez março). Os shows puxados pelo FF (o Friendly Fires, não o Franz…) acontecem no Rio de Janeiro, dia 15 de agosto, um sábado (o melhor dia para estar no Rio de Janeiro), e dia 17 em São Paulo (uma segunda-feira, o melhor dia para um show em São Paulo, fácil).
O FF (não o…), além de ter sido mesmo limado de participar como abertura do show do Blur porque declarou que no britpop era fã do Oasis (hahahaha), fez um showzaço no Glastonbury Festival. Para você ter uma idéia de como é a banda ao vivo, no aquecimento Popload Gig, aqui embaixo tem um bom trecho do show do FF (…) no Glasto 2009 para você ouvir e/ou baixar.
* VOCÊ E O GLASTONBURY - O site FitaK7, de onde você pega esse Friendly Fires ao vivo no Glastonbury, tem muitos outros shows do gigantesco festival britânico para download, armado por um brasileiro em “turnê” particular pelos festivais europeus de verão. E ele, o Lício Daf, libera para visitas: pode se aproximar das apresentações do Franz Ferdinand, Blur, Neil Young, PeteR Doherty, Passion Pit, Ting Tings, Nick Cave, Bon Iver, Kasabian, Doves, Fleet Foxes, Bloc Party etc. O site, segundo o Lício e agora o Lúcio, é todo seu.
* MICHAEL JACKSON E O INCRÍVEL CASO DE AZAR E SORTE DA “Q” MAGAZINE - Como meu eterno ritual de chegada na Inglaterra, já no aeroporto eu compro todos os jornais e revistas que eu consigo, antes de pegar o trem para o centro de Londres. Entre as revistas que eu joguei rapidinho na minha “own private” sacola da alegria, estavam o (raro) especial da “Time” e a “Q” com a capa do Michael Jackson, bonitona, que reluzia dentre as centenas de revistas em memória ao Rei do Pop blablablá.
Aqui está a capa da “Q”.
Agora olhe bem para ela. Mas bem mesmo. Ela não faz NENHUMA menção à morte do Michael. Porque ela foi produzida, rodada e distribuída horas antes de o ídolo pop morrer. A “Q” do Michael Jackson é uma revista “Q” normal sobre o Michael Jackson, motivada pela turnê de 50 shows e a residência do astro no O2 Arena, tal e coisa.
Foi mais ou menos assim. A revista fechou sua capa na quinta-feira e começou a ser rodada em gráfica. Na sexta, quando alguns pacotes dela já chegavam distribuídas em vários pontos do Reino Unido, veio a notícia de que o cara da capa, o MJ, havia morrido. No sábado, a “Q” estava lindona com Michael Jackson na capa, surgindo junto com a comoção mundial pela morte do cantor americano.
“Michael Jackson Desmascarado” é a manchete da “Q”. Não houve tempo para nenhuma mudança editorial por parte da revista. Nem um adesivo daqueles tradicionais tipo “ano do nascimento – ano da morte”. Seu editor-chefe, no site da publicação musical, pede desculpas para quem possa ter ficado “ofendido” com a revista do Michael não falar da morte do Michael.
Mas o caso é que a “Q” nunca vendeu tanto.
Eu comprei a revista super achando que era um belo “tributo” ao MJ. A revista “desmascarando” o eterno mascarado (por cirurgias, maquiagem) agora que ele estava morto. Qual o quê.
De todo modo comprei duas. Uma para eu guardar, óbvio, e outra para botar a sorteio aqui. Essa “Q” é histórica.
When I feel heavy metal… Damon Albarn vai “pra galera” durante show no Hyde Park, em Londres. Foto: WENN.com
A mnha viagem à Inglaterra do Blur foi bancada em parte pela Folha de S.Paulo. O material que me cabia foi publicado no jornal, no caderno ilustrada, neste sábado. Aqui eu reproduzo o que saiu, sem os naturais cortes de edição. O Blur, a volta e o Hyde Park. Quase 15 anos depois do auge do Britpop, os caras ainda são os reis. Sem ofensa, Noel. O título é de vocês, também.
* Woo-hoo! As 100 mil pessoas arrastadas a um parque no coração de Londres e as outras 80 mil se aventurando na lama do festival Glastonbury só para vê-la não podem estar erradas. A banda Blur, grupo-ícone britânico dos anos 90 e uma das mais queridas formações musicais da Inglaterra, está oficialmente de volta. Pelo menos enquanto o verão europeu durar.
O quarteto tão famoso pela vasta coleção de “canções para cantar junto” quanto pela eterna briga com o “grupo rival” Oasis fez nesta quinta e sexta passadas dois colossais shows no Hyde Park, na região central da capital inglesa. As apresentações avalizaram o retorno à ativa do Blur todinho original, celebrando a volta às boas relações (ou pelo menos da relação suportável) do carismático vocalista Damon Albarn com o marcante guitarrista Graham Coxon, depois que o último largou a banda em 2002 e o primeiro resolveu pelo final dela, no ano seguinte.
O Blur é a banda do verão 2009, como o foi em vários verões dos anos 90. Os shows do Hyde Park na verdade nem foram os primeiros em que os ingleses viram a olho nu a celebrada volta dos heróis do britpop. Mostraram ensaios na internet, treinaram ao vivo em pequenos concertos em clubinhos e lojas de discos e recentemente estrelaram o gigantesco Glastonbury, um dos principais eventos de música do planeta.
Mas no Hyde Park, na “parklife” para lembrar um de seus maiores singles, o brilho todo era do Blur. Damon,
Coxon, o baixista Alex James e o baterista Dave Rowntree estavam lá. Os fãs antigos estavam lá. E os novos também estavam lá.
Na quinta-feira, em show assistido pela Folha, chegou a ser comovente em muitos momentos o seu desfile de músicas pegajosas sendo acompanhado em coro pelas 50 mil pessoas que há tempos esgotaram os ingressos para as duas apresentações.
Na sexta, em show parecidíssimo, as 50 mil pessoas pareciam 100 mil. O lugar estava mais cheio que no dia anterior, certeza. O resto era igual: a sequência das músicas, o sol forte do começo (”She’s So High”), a noite linda no fim (”The Universal”), a empolgação de Damon Albarn.
“De toda história dessa nossa volta, tudo começou pensado para este show de sexta, o primeiro a botarmos os ingressos a venda. Vocês… Vocês…”, engasgava Damon Albarn, se afastando do microfone.
Foram shows gloriosos. Até na hora em que a voz do não-mais-jovem Damon falhava o “backing vocal” de milhares fazia o show transcorrer como se fosse 1994. Nos hits “Girls & Boys”, “Song 2″ e “Tender”, é quase exagero dizer que Damon Albarn parecia um “coadjuvante” com o microfone na mão.
A tour – Houve uma época em que o Blur e o Oasis eram o Michael Jackson e Madonna da música jovem britânica: primeiras posições das paradas, a vida pessoal de seus líderes devassada sem dó nos tablóides, suas canções definindo um estilo de vida e até servindo de trilha ao resgate de um amor próprio que a Inglaterra havia perdido.
Mas, assim como substituiu a América grunge, a “Cool Britannia” também teve seu fim, quando o Oasis entrou em crise criativa e o Blur perdeu seu guitarrista, soltou um disco não muito inspirado (“Think Tank”, de 2003) e sumiu do noticiário musical.
Agora, uma recém-lançada coletânea dupla e alguns badalados megashows (vistos por quase 200 mil pessoas em três apresentações), o Blur está mais que vivo. Neste fim de semana, tocam em Lyon, na França. Depois, na semana que vem, são as principais atrações dos megafestivais Oxegen (Irlanda) e T in the Park (Escócia).
Brasil? – A questão agora é se Albarn e Coxon vão levar à frente a idéia de parar mesmo com o Blur no final deste verão, embora continuem recebendo propostas para tocar em outros países. A Folha apurou que a banda estuda um convite para se apresentar no Brasil no final do ano.
Damon Albarn – “Eu me sinto privilegiado na vida por não fazer nada durante anos e, quando voltamos, encontramos isso aqui”, falou o emocionado Albarn apontando para todos os lados do mar de gente prestigiando a volta do Blur, no Hyde Park.
O setlist dos shows – ‘She’s So High’, ‘Girls and Boys’, ‘Tracy Jacks’, ‘There’s No Other Way’, ‘Jubilee’, ‘Badhead’, ‘Beetlebum’, ‘Out of Time’, ‘Trimm Trabb’, ‘Coffee & TV’, ‘Tender’, ‘Country House’, ‘Oily Water’, ‘Chemical World’, ‘Sunday Sunday’, ‘Parklife’, ‘End of a Century’, ‘To the End’, ‘This Is a Low’, ‘Popscene’, ‘Advert’, ‘Song 2′, ‘Death of a Party’, ‘For Tomorrow’, ‘The Universal’. Só hit, do começo ao fim. Assim é fácil o show ser inesquecível.
O disco. Uma das bandas mais conhecidas do pop inglês, o Blur voltou mirando em novas conquistas, com um olho no resgate dos fãs anos 90 e com outro na meninada internética anos 2000.
No pacote “volta do Blur”, além dos bombados shows, está o lançamento da compilação dupla “Midlife – A Beginner’s Guide to Blur”. O velho Blur para a nova geração.
A coletânea, lançada no Reino Unido naquele “velho” formato anteriormente conhecido como CD e também no mercado virtual dos mp3s, está previsto para aparecer em lojas brasileiras em agosto.
Este “manual” do Blur traz 25 músicas que conta a história dos 20 anos de carreira da banda de Damon Albarn desde láááá em 1991, quando lançaram o primeiro álbum atropelados pela revolução sonora americana (Nirvana e cia.), passando pelos anos dourados do britpop e chegando até o sétimo e último, o CD “Think Tank”, de 2003, quando Albarn já estava completamente imerso em sons africanos e dub.
Se a molecada moderna vai adotar ou não as músicas que ajudaram a construir a sonoridade dos anos 90, fica a pergunta. Mas um disco que reúne canções como “Parklife”, “Girls & Boys”, “Song 2″, “Coffee & TV”, “Tender” e “Beetlebum” tem muito poder.
Agora, em 2009, o Blur ainda tem o que oferecer ao pop? É um grande desafio para o grupo e seu clube de adoradores. A banda primeiro precisa continuar e gravar coisas novas. Depois, para quem começou sua carreira no final dos tempos do vinil, atravessou o auge das vendas de CDs, agora terá de mostrar fôlego renovado na era digital como novo modelo de negócios.
Mas, se tudo der errado para o Blur, se essa paquera com a nova geração não vingar e a festejada volta aos palcos não durar mais que um verão, uma coletânea como esta “Midlife” fica como uma belíssima despedida.
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* PROMOÇÃO LONDRES - Agora assim. É a hora dos famosos “prêmios de viagem”. Até eu quero esses, hehe. Concorra nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Jump.
1. Uma camiseta lindona, verde, tamanho M, oficial, da volta do Blur. Tem o cachorro de óculos na frente e “blur” grande atrás, com menção ao Hyde Park 2009.
2. Uma “Q” his-tó-ri-ca do Michael Jackson, a que não é sobre a morte mas saiu no dia da morte. Me entende?
3. Os singles “Can’t Stop Feeling”, novíssimo, e “No You Girls”, do Franz Ferdinand.
* Popload em… Montevidéu? Este post começa em São Paulo e termina na capital uruguaia. Como assim, Brasil?
* Alguém tem alguma boa dica indie de Montevideo, Uruguay? Manda no meu email?
* Esta vai ser a edição Lego, da Popload. Em inglês fica melhor: Popload Lego Issue. Eu semprei achei que a cultura dos brinquedinhos dinamarqueses de encaixe de plástico colorido iria dominar o mundo um dia, mas agora acho que eles JÁ ESTÃO dominando o mundo. Já tem para vender a série de legos para a arquitetura, com obras do Frank Lloyd Wright em brinquedo. Estou adorando a série das minicidades feitas em Lego. Londres ficou um arraso. Mas, como nosso negócio aqui é outro, vamos ficar na música. As capas de discos legais na versão lego já rodam a internet desde o ano passado, mas a história só cresce, expandindo para vários níveis indies. Tudo fácil de fuçar na internet. Aqui, durante o crescimento deste post, vamos ver uma amostragem do lego na música.
Esta é a capa-lego do álbum “Tonight: Franz Ferdinand”, álbum dos nossos velhos amigos de Glasgow. O Kapranos fazendo o sinal de “pare” está demais.
* POPLOAD GIG NA MTV - Em dois especiais, na quarta e quinta-feira agora, dias 17 e 18, a MTV mostra um apanhado de uma hora do que foi a primeira edição do Popload Gig, festival internacional promovido por este blog. O Popload Gig teve Matt & Kim, No Age, The View, Holger e Mickey Gang. E aconteceu no começo do mês no clube Clash, em São Paulo.
A MTV mostra os especiais Popload Gig às 19h45.
* OPA! CAIXA DOS PIXIES!! 500 DÓLARES!!!! - Essa é uma informação de ouro. Mesmo. Está disponível em pré-venda a partir desta segunda a fabulosa “Minotaur”, uma luxuosíssima caixa com todos os “cinco” álbuns de estúdio da fundamental banda Pixies, de Boston, a banda da vida do Bono U2 e aquela que o Kurt Cobain copiava quando queria fazer música pop, tipo “Smells Like Teen Spirit”. Até aí, beleza, caixa de banda boa é sempre um atrativo. Acontece que os discos de “Minotaur”, a caixa dos Pixies, são banhados a ouro de 24k, em uma das versões “luxo” da caixa. Ela ainda traz um DVD blu-ray com um famoso show em Londres em 1991, no Brixton Academy, que eu… eu… fui. E fora as raridades e um livro de 54 páginas. E fora novas “artes” do design oficial dos Pixies, do britânico Vaughan Oliver, designer oficial da banda, funcionário do famoso e artisticamente caprichado selo inglês 4AD. Há ainda uma edição limitada da caixa, em vinil de 180 gramas, com outros “atrativos”. Caramba, 500 dólares. Tudo bem que é obra para ser exposta num museu…
Poplegoed Edition: este lego se chama “Art Brut ao vivo em Colônia, na Alemanha”
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* O CASO FAITH NO MORE - Segundo apurou este blog junto a seus tentáculos latino-americanos, a rediviva banda Faith No More, do malucaço Mike Patton, tem seus shows confirmados para Chile e Argentina. Nada marcado no Brasil. E, pior: pelo que eu ouvi falar, a banda ainda NEM FOI PROCURADA pelo Brasil. “Deve ser mentira”, encerrei a conversa com os hermanos. Deve ser mentira, né?
Nunca me canso de dizer, a coletânea dupla do FNM, recém-lançada no exterior, tem o título de “The Very Best Definitive Ultimate Greatest Hits Collection”. Sério…
* BEIRUT NO BRASIL – Enquanto isso, a cultuada banda Beirut, que já teve decantados seus shows no Brasil neste ano, a vir em setembro pelas mãos do festival baiano de percussão Percpan, tem acertados dois shows em São Paulo. O grupo, na verdade uma experiência solo que virou algo grande capitaneada pelo talentoso Zachary Condon, 23 anos, toca certo no dia 8 de setembro, no auditório do Ibirapuera, segundo blog do “Estadão”.
* POPLOADED RADIO - A cabalística edição 111 do programa de rádio co-apresentado por mim e pelo “sócio” Fábio Massari já está no ar, no blog do Poploaded. Em cartaz, o de sempre: conversinhas, boa música e as ótimas sessions ao vivo com bandas nacionais (não só). No 111 temos Maximo Park, Dream Syndicate, Asobi Seksu, Air France, We Are the World Trade Center (sentiu o nome dessas duas últimas?), Morrissey, Afghan Whigs, Sebadoh, duas boas bandas indies brasileiras (Jennifer Lo-Fi, de SP, e Severo em Marcha, do RS), entre outras. Tem também o som da especialíssima session exclusiva (sempre) gravada (sempre) no charmoso estúdio da rua Amauri: a banda de trip-hop-jazz paulistana Liquidus Ambiento.
Be my guest. Ouça o POPLOADED 1.1.1 aqui.
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Poplegoed Edition: a capa lego para o “BBC Sessions” do Belle & Sebastian ilustra inclusive a home do site oficial da banda escocesa
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* AGORA É REAL: O BLUR VOLTOU - Nos últimos dias aconteceram os primeiros shows “para valer” do famoso quarteto britânico Blur depois de 10 anos separados. A banda de Damon Albarn e Graham Coxon primeiro se apresentou no final de semana tocando para “chegados” em um museu, no interior da Inglaterra. Depois, na noite desta segunda, fez show-surpresa na Rough Trade Records, no leste de Londres, talvez a loja de disco mais cool do mundo. É ver para crer. Trecho de “Beetlebum” no museu, “Coffee & TV” inteirinha na Rough Trade. Pergunta: é impressão minha ou o Damon Albarn está sem um dos dentes da frente?
O Blur inicia no domingo uma série de shows pelo Reino Unido que vai passar pelas aguardadas apresentações no Glastonbury, no Hyde Park (dois shows) e no T in the Park. A banda, comemorando sua volta, lançou a coletânea dupla “Midlife: a Beginner’s Guide to Blur”. O miniconcerto que o quarteto fez na Rough Trade, segunda, teve a seguinte lista de músicas: ‘She’s So High’
‘Girls And Boys’
‘Advert’
‘For Tomorrow’
‘End Of A Century’
‘Beetlebum’
‘Coffee And TV’
‘Tender’
‘Out Of Time’
‘Popscene’
‘Song 2′
‘Parklife’
‘This Is A Low’
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Poplegoed Edition: Os Smiths tiveram a capa de seu primoroso “Meat Is Murder” refeita no visual lego
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* U2 NO CLASH E NO STUDIO SP – E essa agora? Dizem (diiiiiiizem) que o U2 já reservou datas para a América do Sul em fevereiro do ano que vem, Brasil obviamente incluído. Eles gostam do Brasil. O negócio é que Bono e cia pediram para estudar a viabilidade de a banda tocar em lugares pequenos desta vez. A gente já sabe que eles vão acabar no Morumbi, mas enfim. A “sugestão Popload” é a de o U2 tocar no Clash e no Studio SP, no caso de São Paulo. Eles iriam se divertir. Ou no Vegas, na Rockfellas, às quintas, que lá tem um palquinho bom. Ou no chão do Neu. Libeeeera, Bono.
Bom, eu já vi com meus próprios olhos o U2 tocar no… Projac (Globo, Rio). O pessoal do Jota Quest, que tava do meu lado, pode confirmar. Claro, era um show para a TV. Mas era teatrinho, tinha platéia. Engraçado foi o Zeca Camargo fazendo o discurso inicial: “Eu nunca pensei que iria dizer algo parecido com isso na minha vida, mas… Senhoras e senhores, com vocês… U2!!!!!”.
* BEIRUT E O KISS – Já que eu falei em Beirut lá em cima, sobre sua vinda ao Brasil, não posso deixar de botar aqui o novo vídeo da banda-projeto do pequeno grande Zach Condon, 23 anos. É para a belíssima “Concubine”, música que está em seu EP duplo, “March of the Zapotec”/”Holland”. O vídeo fala, parece, um pouco sobre a vida do senhor Beirut. Sua vida de levada mexicana, enquanto “pequeno Zach”, sua chegada à “cidade grande” (quando foi recebido pelo “Gene Simmons” em Hollywood) etc. “Concubine”, o vídeo, acaba bem, com o Zach fazendo um longo xixi.
* AS ÚLTIMAS DO INDIE-LEGO - Três fotinhos do indie-lego para acabar. Primeiro o álbum “em plástico” da banda indie americana The Pains of Being Pure at Heart, som fofura e bem tocado que mistura todo os anos 80 inglês (Smiths, Joy Division, Jesus & Mary Chain e Echo & The Bunnymen) numa atualíssima banda de Nova York.
Segundo, a galera vibrando de mãos para cima em “show recente” do Morrissey em Frankfurt. Em lego, claro.
E, para acabar, a “velha” capa em lego do fantástico “Definitely Maybe”, o primeiro disco do Oasis.
* HASTA LA VISTA!!!! - Sigo em Montevidéu, em viagem de “negócio”. Continuo no dulce de leche, dando umas voltas nos “boliches” de Pocitos e ouvindo a 91.1 FM. Nesta quinta eu retorno com novo post e, juro, o resultado das promos do celular, do All Star…
* If man is 5, then the devil is 6, then God is 7.
* Pronto. O Popload Gig entrou para o calendário oficial dos festivais independentes com estilo, pompa, circunstância e cinco shows, um monte de gente bonita, clima de paquera.
Público do Clash durante show da banda americana No Age no sábado, primeiro dia do Popload Gig. O clube estaria mais cheio logo depois, durante a apresentação da dupla Matt & Kim. Foto de Ulisses Barbosa
* Mas o Popload Gig já era. Vem aí o Popload Gig 2.
15 de agosto, Rio de Janeiro FRIENDLY FIRES + uma banda internacional (TBC) + uma banda nacional (TBC) 17 de agosto, São Paulo FRIENDLY FIRES + uma banda internacional (TBC) + duas bandas nacionais (TBC)
* QUEM? QUEENS? - O Faith No More, parece, confirmou seu show em Santiago, Chile, para o dia 30 de outubro. Um show no Brasil e outro na Argentina estão programados para a turnê. Isso tudo beleza. A gente aqui já sabia. O negócio é que, circula no Chile, que o QUEENS OF THE STONE AGE está convidado para tocar na mesma balada por lá. Será que a banda mais cool do rock viria para cá também?
O Faith No More lançou nesta segunda-feira, na Inglaterra, a coletânea de nome com a cara do Mike Patton: “The Very Best Definitive Ultimate Greatest Hits Collection”. Tem 28 músicas, incluindo raridades, lados B e a genial “We Care a Lot”.
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MATT & KIM – SÁBADO – POPLOAD GIG, EM SP
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* ADIVINHA QUEM É A MAIOR BANDA DE ROCK DO MUNDO HOJE… - …Segundo a famosa, adulta e sempre ahn… criteriosa revista inglesa “Mojo”, que quase nunca dá bola para bandas dos anos 2000 para cá.
* FIVE POINTS PALM HEART EXPLODING TECHNIQUE - O mundo pergunta: do que morreu afinal o graaaaande ator David Carradine, 72, herói das séries de Kung Fu dos anos 70 e o Bill de “Kill Bill”, do Tarantino? Até o FBI está investigando. O ator foi encontrado morto semana passada na Tailândia, com uma corda que percorria seu pescoço, seu pulso e seu pênis. Técnica bizarra de masturbação, que envolvia a obtenção do prazer interrompendo o fluxo de oxigênio para o cérebro? Ele teria sido assassinado por uma gangue de kung fu xiita, a mesma responsável pela misteriosa morte do ator Bruce Lee nos anos 70, como sua família alega?
A última pergunta. Você sabia que a “five points palm heart exploding technique”, o jeito que a Uma Thurman “matou” Carradine em “Kill Bill”, causando a explosão interna do coração dele com o toque de seus dedos, é uma técnica que existe?
* COLDPLAY, TRICKY, KILLERS, METALLICA E… SIMPLE MINDS? – De acordo com informações que percorrem os bastidores de shows pela América do Sul, estariam acertadas as vindas dessas bandas todas no segundo semestre (Metallica em janeiro/2010), inclusive a veterana (30 anos) escocesa que um dia ousou disputar com o U2 o trono de maior grupo da Terra. As datas do Coldplay seriam estas aqui, para cinco shows em novembro: “24-26-27-29-30 Brazil”.
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THE VIEW – DOMINGO – POPLOAD GIG, EM SP
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POPLOAD GIG – FOTOS
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* A FRAUDE DO ARCTIC MONKEYS - Lá vem a banda do Alex Turner e seus nomes de discos… Depois de batizar o primeiro álbum de “Whatever People Say I Am, That`s What I’m Not”, veio o segundo: “Favourite Worst Nightmare”. Agora a Inglaterra pergunta o que seria “Humbug”, o recém-anunciado título de seu terceiro disco, o (1) influenciado por Jimi Hendrix, (2) produzido no deserto pelo Josh Homme (Queens of the Stone Age), que será lançado primeiro no Japão no dia 19 de agosto. O diário inglês “Guardian”, em uma de suas investigações”, descobriu que “humbug” pode ter um significado de “fraude” ou “impostor”. O que remete à encanação da banda no nome do primeiro CD, de ter um sucesso injustificado.
* O FANTASMA DO COBAIN – Na semana que vem, na Inglaterra, estréia num teatro de Londres a peça “Nevermind”, que consiste na história de um jornalista da “NME” que recebe a visita do fantasma do Kurt Cobain. Hahaha. Essa eu quero ver.
O texto é bizarro. Parece que o jornalista anda tão deprimido, tudo dando tão errado, que o Kurt do além chega para questionar se seria corajoso ou covardia o cara deprê se matar.
A peça fica até julho em cartaz, a princípio. E, sim, a peça não estará sendo encenada nos teatros do West End. Ela é indie. Passa em Angel.
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HOLGER – SÁBADO – POPLOAD GIG, EM SP
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POPLOAD GIG – FOTOS
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* AH, O JORNALISMO - Enquanto o twitter virou capa da “Time”, o grande “The Boston Globe”, um dos mais prestigiosos jornais americanos e pertencente ao grupo que dirige o “New York Times”, deve mesmo fechar, como estava ameaçando desde alguns meses. O “Globe” deve, adivinha, viver apenas na internet.
* AH, NÃO! DEVENDRA REMIXANDO OASIS? - A mistura é bizarra. Apareceu do nada hoje, no site oficial do Oasis, uma remix de “(Get Off Your) High Horse Lady”, feita pelo riponga Devendra Banhart. De acordo com o site, Noel Gallagher pediu para o Devendra fazer uma “versão livre” para qualquer música que ele quisesse do mais recente álbum de sua banda, “Dig Out Your Soul”. Ao que tudo indica, isso nem será lançado oficial, mas o resultado, um Oasis em ritmo de bossa nova (!?!?), pode ser conferido aqui:
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NO AGE – SÁBADO – POPLOAD GIG, EM SP
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POPLOAD GIG – FOTOS
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* DRAG ME TO HELL - Estreou recentemente nos EUA o terror zoado “Drag Me to Hell”, que aqui vai se chamar “Arraste-me para o Inferno”, quando estrear no Brasil, na segunda semana de agosto.
Nada mais errado dizer que o filme é do diretor do “Homem Aranha”, o hoje bombado Sam Raimi. O apropriado é dizer que “Arraste-me para o Inferno” é obra do desmiolado Sam Raimi, autor da cultuada trilogia “Evil Dead”, a mais engraçada série desgraçada de horror ever.
A “chamada” para este seu mais recente filme, que representa sua volta ao controle do horror repulsivo e farofa desde o afastamento para o “cinema sério”, em 1993, é muito boa. O “tagline” é assim: “Christine Brown tem um bom emprego, um namorado bacana e um futuro brilhante. Mas em três dias ela vai para o inferno”.
Não sou de postar trailers aqui, mas esse merece, para o caso de você querer conhecer a fofa Christine Brown (Alison Lohman):
Amigos que viram o filme nos EUA “pagaram um pau” para “Drag”. Não que o longa vai reinventar o terror. Mas é porque traz Sam Raimi de volta ao filme B da pior espécie, o que no caso é bom sinal. “Arraste-me para o Inferno” é mais afetivo que “grande cinema”, me explicaram. Estou nessa.
Pensa: o filme tem um gato preto na trama.
Tentei ver este último Sam Raimi na porção cinematográfica do South by Southwest, o festival do Texas, em março. O cineasta escolheu o Sxsw para fazer a estréia mundial do filme.
Sem chance nenhuma. Riram até da minha cara quando eu perguntei como conseguia ingresso para a disputadíssima sessão.
O problema de tudo, o porquê de eu estar escrevendo sobre isso agora, é que parece já circular pela internet cópias de “Drag Me to Hell” tiradas de DVD chinês, com excelente imagem. Saco.
Estou no “velho novo” dilema.
As cópias de “câmera” já estavam rolando há algum tempinho. Curioso para ver pelo menos o comeciiiiiinho, baixei até uma que tinha o selo do festival de Cannes em seu início.
Pensa 2: parece que filmaram a tela na sessão do filme do Sam Raimi no prestigioso festival de Cannes e botaram na internet.
Enfim. Vamos ter o que falar do Sam Raimi ainda no futuro próximo. Isso se não formos para o…
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MICKEY GANG – DOMINGO – POPLOAD GIG, EM SP
* WHEN I FEEL HEAVY METAL – Bom, acabou por agora. Os vencedores das últimas promo (e algumas novas) serão anunciados no próximo post. Antes de ir embora para o feriado, queria deixar isso aqui para você ver. Nada demais. Apenas o BLUR ENSAIANDO “SONG 2″ AGORA EM 2009.
Por questão de ética, vou ser bem comedido para falar da primeira noite do Popload Gig, no sábado, com Matt & Kim, No Age e Holger: e.s.p.e.t.a.c.u.l.a.r.
Grandes shows, excelente atmosfera, gente bonita, clube lotado.
A “Popload Gig extravaganza” continua hoje, domingo, no Clash dos telões incríveis, com o esperado show da banda britânica The View e apresentando o mais-que-falado Mickey Gang, do Espírito Santo. Atenção para os horários:
20h30: abertura da casa
21h: MICKEY GANG
22h: THE VIEW
Aviso dado! Até lá!
******** Fim do Breaking News!!! *********
* Chegou a hora, Brasil.
* O post de hoje começa com um vídeo novo do MGMT. Obaaaaa. O vídeo é para a música… “Kids”. Ahn?
* “Kids” maltratando criancinha. Popload DJ set com os franceses do Teenagers em balada de Porto Alegre, sexta. Festival underage na capital gaúcha só entrando menores no sábado. E o No Age no Popload GIG também no sábado. Agora você tem todo o direito de achar esse blog uma coisa infanto-juvenil.
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* POPLOAD GIG – CINCO MOTIVOS PARA NÃO PERDER O… MATT & KIM – 1) Porque está frio e Matt & Kim é disparado o show mais “hot” do mundo hoje. Claro que eu não falo isso porque eles vão tocar no… 2) Porque, nessa “onda” de vídeos de músicos ou figurantes tirando a roupa, eles ficaram nus “só” na Times Square, em Nova York, talvez o lugar mais improvável para se andar pelado no mundo. 3) A dupla se mostra tão feliz tocando que contagia até os seguranças da casa de shows onde eles estão se apresentando. Seja feliz com o Matt & Kim. 4) Eles são do Brooklyn, em Nova York, local deste planeta onde está acontecendo tudo de incrível e de chato na música hoje. 5) E tem a música deles, óbvio, bem boa. O segundo disco bem esperto (”Grand”, deste ano). E a canção e vídeo mais legal deste ano so far:
* MATT & KIM: MAIS UM BOM MOTIVO – Veja o vídeo na marca dos 50 segundos, para começar a entender.
* O Matt & Kim fecha a primeira noite do Popload Gig no Clash, sábado, que ainda terá No Age (Califórnia) e Holger (São Paulo).
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* DÚVIDA: LITTLE BOOTS É BACANA OU FAROFA? - Ela é uma loira de olhos azuis bonita ou consegue ser “mais ou menos” sendo uma loira de olhos azuis? A inglesinha é hype indie ou nhenhé mainstream?
Ela apareceu para mim com “Stuck on Repeat” e eu fiquei encantado. Vi o show no South by Southwest e achei bem chato. Atitude demais ou só exagero na pose de “cantora”?
Esse primeiro álbum dela, “Hands”, é super incrível ou é meio “Madonna na pior fase italo disco”?
A música “Mathematics” (”Matemática é uma coisa difícil/ Nunca soube resolver os problemas”), que mistura contas e amor e cita Fibonacci e Pithagoras num climinha “Kraftwerk para garotas”, é muito boa ou impressão?
Ajude-me a chegar numa conclusão, please. A garota ganhou um prêmio qualquer da BBC tipo “maior esperança da música em 2009″ e nem ficou na Inglaterra para “saborear o momento”. Foi para Los Angeles gravar o disco e não entendia por que tanto repórter ficava ligando lá no estúdio atrás dela. E não atendia quase ninguém, porque só tinha umas três músicas e não tinha nada muito interessante para falar. Ela é bacana ou não é?
* UMA BANDA DE PORTO ALEGRE: SEVERO EM MARCHA - Não tinha uma música mais legal vinda de Porto Alegre desde “Melissa”, do Bidê ou Balde. Ainda por cima a canção se chama “Bad Love (Yes I Feel a Bad Love)”.
O Severo em Marcha ainda tem uma canção chamada “Richard Gere”. Olho neles.
* UMA BANDA DO RIO DE JANEIRO: GLASS AND GLUE - Vi o show deste grupo nesta semana, no Studio SP. A combinação parecia perfeita: duas modelos no vocal, municiadas por um guitarrista segurando muito bem um som indie-sujinho. Sabe a inglesa Long Blondes?
Não consigo me decidir se gostei muito ou pouco do show, o que é injusto avaliar de modo definitivo, porque pelo que sei eles fizeram pouquíssimos shows na vida.
As garotas são mais ou menos assim: cantam em inglês, sussurram em francês e balbuciam algum português. Uma fica se enroscando o show todo na roupa cheia de franjas e tem voz bem doce. É o contraponto da vocalista principal, que entra de um jeito comportado tipo David Bowie no palco e sai dele endemoniada tipo o Iggy Pop. Neste meio tempo, tem uma pose tão over fashion, tão over atitude, mas tão over que no fim achei que ficou tudo ótimo. É magnética.
O Glass and Glue tem umas duas músicas próprias bem boas (eu recomento “Bipolar”, do MySpace do grupo), atropela com estilo uma base de Daft Punk, afeminina o Hot Chip e consegue não estragar “Modern Love”, do Bowie, com resultado final bom. Quero ver essa banda mais vezes.
Mayana Moura, uma das cantoras da banda indie-fashion carioca Glass and Glue, que começa o show calminha e acaba puxando os cabelos do guitarrista
O mundo fashion deu um tempo da Madonna e encanou tanto com o indie de uns anos para cá que já está criando suas próprias bandas. Aqui em São Paulo tem a Stop Play Moon. As guitarrinhas de ouro do Jack Vartanian nunca venderam tanto.
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* POPLOAD GIG – THE VIEW E A EXPECTATIVA DE TOCAR NO BRASIL - “Não sabemos muito sobre essa viagem ainda. O nosso empresário chegou pra gente e disse que tinha recebido uma oferta para irmos ao Brasil e nós ficamos completamente loucos. Nossa reação foi: FUUUUUUCK, vamos nessa!”, disse o baixista Kieran Webster, em longa entrevista sobre a banda no Brasil, que está completa no site do Incubator, o projeto do British Council para músicas novas.
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* UPDATE MGMT - A banda americana de Minas Gerais e Mato Grosso revelou quem é a mamãe Paris Hilton do bebê atormentado por monstros, no novo vídeo da velha música “Kids”: a musa indie Joanna Newsom. O vídeo está melhorando, tirando a parte da mata, hahaha.
* O TWITTER E COMO O MUNDO MUDOU - Agora f*d*u! O Twitter virou CAPA da revista “Time”. Com a chamada incrível: “Eu escrevi a capa da Time desta semana sobre como o Twitter está mudando a maneira como vivemos _ e nos mostrando o futuro da inovação. Compre um exemplar!”
* YOU MAKE ME HOT – A LISTA DO QUENTE DA “ROLLING STONE” - A capa da edição da “Hot List” da “Rolling Stone”, com a onipresente Lady Gaga nua (porém cheia de bolhas), é… bizarra. A chamada interna é boa também: Daisy Lowe e outra 161 coisas que estão posicionadas entre nós e o desespero total. Mas o resto “hot” da “RS” não anima. Ou a revista está com faltas de opções ou a música nunca teve numa fase tão caída. NOT!
- hot breakthrough band: Phoenix
- hot band: Silversun Pickups
What?
Daisy Lowe, a propósito, é a modelo inglesa que namora(va) o Mark Ronson. Ela é filha do Gavin Rossdale, do Bush, mas só descobriu que o cara era pai dela na adolescência. A mãe, a ex-cantora Pearl Lowe, escreveu um famoso livro sobre o vício em heroína e cocaína. Com esse background e a mania de posar nua em todas as revistas, além dos recém-completados 20 anos de idade, Daisy Lowe já foi oficialmente descoberta pelos tablóides ingleses, pela MTV americana e, agora, pela “Rolling Stone”. Lowe vai longe.
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* POPLOAD GIG – CINCO MOTIVOS PARA NÃO PERDER O… HOLGER – 1) É uma das mais completas bandas a surgir no cenário nacional nos últimos anos. 2) Tudo em cima no Holger. Galera simpática, vontade contagiante de tocar e músicas muito boas. 3) O Holger tem o Pata na formação, o que não é pouca coisa. E, imitando os jogadores de futebol da Inglaterra, eles têm as Wags na frente no palco. Wags são as famosas “wives and girlfriends” agitadoras. No caso do Holger, deveria ser as Gafs: as girlfriends e as friends. 4) Não há tédio em show do Holger. Eles se revezam no vocal e nos instrumentos. 5) “The Auction” não te emociona?
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* PROMOÇÃO 1 – CAMISETA POPLOAD GIG - Agora dá uma olhada na branca. Clica nela para ver em detalhes. Segue a sorteio a camiseta do POPLOAD GIG, o festival internacional que este blog promove em São Paulo neste final de semana. Ainda não sei qual cor vai ser entregue ao vencedor do sorteio. Ela, em modelo branco e o verde, estarão a venda em tiragem limitadíssima, no Clash, no sábado e no domingo. Mas uma vai ser entregue, grátis, aqui, para quem for sorteado, via comentários ou email (lucio_ribeiro@ig.com.br). Vai nessa. Entrego o vencedor deste sorteio aqui no blog, na segunda-feira.
* PROMOÇÃO 2 – INGRESSOS PARA O POPLOAD GIG – Mais dois pares, um para cada dia, para o sábado e o domingo do festival que rola na Clash, neste final de semana. O nome dos vencedores estarão na lista de convidados do festival, na porta do clube. Obviamente não sairão postados aqui. Os ganhadores receberão a notícia por email. Fique de olho na sua caixa posta sábado de manhã. Capricha nos comentários (não se esqueça de deixar seu email!!!!) ou no lucio_ribeiro@ig.com.br.
* PROMOÇÃO 3 – UM CELULAR MOTOROKR, CARREGADO DE U2 - Até segunda-feira agora continua valendo sua concorrência para faturar o celular roqueiro da Motorola. O aparelho Motorokr EM35 também é music player, vem carregado com o novo CD do U2, “No Line on the Horizon”, e tem uma tecnologia “x” que elimina ruídos externos. O modelo chegou ao Brasil não faz dois meses. Vai lá: nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br.
* PROMOÇÃO 4 – O ALL-STAR COSTUMIZADO -Também no post da segunda-feira que vem sai aqui o vencedor do tênis da Converse, costumizado com “motivos” da POPLOAD GIG, número 39. Vem que ainda dá. O negócio é lindão e tem foto dele em alguns posts aí para baixo. Concorra pedindo nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br.
* Pronto, acabou. Esqueci alguma coisa? Se você não conseguir ir aos shows no final de semana, depois eu conto aqui tudo como foi. Até.
* Neste sábado e domingo próximos, no clube Clash em São Paulo. The View, da Escócia. Matt & Kim, do Brooklyn, Nova York. No Age, de Los Angeles, Califórnia. Holger, de São Paulo. E Mickey Gang, de Colatina, Espírito Santo.
* Ingressos antecipados a venda e mais baratos: loja American Apparel (Jardins), loja Japonique (Vila Madalena) e agora, também, na loja Sensorial Discos (Centro, tel. 3333-1914). Mais informações: no flyer do post abaixo e no site do Clash.
* Imagino que você não vai ter coragem de perder essa. Vai?
* ARCTIC MONKEYS NO DESERTO - Produzido por dois dos caras mais legais do Universo para produzir um disco, o próximo álbum da famoooosa banda inglesa Arctic Monkeys teve sua lista de músicas divulgadas:
01. My Propeller
02. Crying Lightning
03. Dangerous Animals
04. Secret Door
05. Potion Approaching
06. Fire & The Thud
07. Cornerstone
08. Dance Little Liar
09. Pretty Visitors
10. The Jeweller’s Hands
O disco, que não tem nome ainda, será lançado no dia 24 de agosto, na Inglaterra. O álbum foi produzido por Josh Homme (Queens of the Stone Age), no deserto do Mojave, e por James Ford (Simian Mobile Disco), no Brooklyn, NYC
* VOCÊ AINDA ACREDITA NO PEARL JAM? - O conhecidíssimo apresentador americano Conan O’Brien, que tem um pé forte no rock, entrou em nova fase nesta segunda-feira, com o novo “The Tonight Show”. Visto por milhões, o primeiro novo programa de O’Brien trouxe como convidado musical a superbanda Pearl Jam, que mostrou música nova, “Backspacer”, “Got Some”, mais do mesmo, porém bem enérgica. “Backspacer” é o nome do álbum. A performance do Pearl Jam no O’Brien foi assim:
* EU ACREDITO NO MICACHU - Banda inglesa mais tosca dos últimos anos, nome improvável, instrumentos improváveis, vocal improvável, batidas quebradíssimas, estou muito de olho no Micachu (na verdade Micachu and the Shapes), de Londres. Mais adequadamente falando: do leste de Londres.
Já falei deles aqui. E eles também parecem estar de olho em mim. Onde quer que eu estive nos últimos meses (Londres, Texas, Brighton) e fazendo o que quer que eu estivesse fazendo, sempre tinha um show do Micachu para eu ver. Então eu ia.
A melhor definição da banda que eu vi, talvez a melhor definição de banda que eu jamais vi, foi no guia para o festival “The Great Escape”, de música nova, que aconteceu em maio em Brighton. “Sempre quis saber como seria o som se você estivesse amarrado em um quarto cheio de variados instrumentos musicais e soltassem nele um punhado de criancinhas superdotadas e de 1 ano de idade com um par de baquetas de bateria nas mãozinhas? A experiência soaria igual ao Micachu.”
Tudo isso para dizer que o novo vídeo do Micachu, para a genial “Golden Phone”, do recém-lançado primeiro vídeo da banda, foi lançado nesta semana. E é assim:
O Micachu é o apelido da esperta Mica Levy, 21 anos, dona da banda. A Mica é uma daquelas menina-que-parece-menino. A seu jeito, ela é tão inconcebível como “musa sexy líder de banda de rock” quanto a Beth Ditto, do Gossip. Mas ela ainda assim é… linda.
Meu primeiro encontro com o Micachu foi engraçado. No ano passado, em Londres, cheguei atrasado a um show da Lykki Li e vi uma banda no palco, já mandando ver. Cheguei junto e percebi que não era uma linda loira sueca que estava cantando. Vi que era um “menino esquisito”. Não sabia quem era a banda nem o menino, mas estava amando o show, todo estranho.
Do meu lado tinha duas teens inglesas bem bonitas, todas empolgadas pelo menino, que tinha uma voz rouca, tocava uma viola elétrica toda remendada e de um jeito que parecia segurar um cavaquinho.
Juro, na hora achei que estava vendo o “novo Pixies”, hahaha.
Aí o show acabou, a Lykke Li começou, o menino da banda de abertura desceu e então vi que era menina. E que uma das teens lindas do meu lado era a namorada da Mica.
Óbvio, gostei muito mais do Micachu do que da Lykke Li.
A história triste envolvendo a mim e o Micachu é que eu trouxe uma camiseta incrível da banda para uma amiga minha, na última viagem. E, parece, ela não curtiu muito a roupa… Mas beleza.
* POPLOAD GIG – CINCO MOTIVOS PARA NÃO PERDER O… NO AGE - 1) Eles são uma banda de 20 caras fazendo barulho, embora sejam só uma dupla; 2) Mas são calminhos, minimalistas, viajantes no instante seguinte, para você relaxar antes da próxima paulada sonora; 3) Eles são da Sub Pop; 4) Parecem bem doidos, mas, apesar de ambos serem vegan os dois, são legais. Pessoas normais, mesmo; 5) E eles têm um vídeo absurdo para uma música absurda como esta:
* VOCÊ NOS BEATLES -McCartney, Lennon, Harrisson e Starr. Os Beatles se juntaram nesta segunda passada, kind of. Paul McCartney, Ringo Starr, Yoko Ono Lennon e Olivia Harrisson se reuniram em Los Angeles para o lançamento mundial do game “The Beatles Rock Band”, numa feira de jogos na Califórnia. A banda que vende mais discos no mundo hoje, mesmo não existindo mais desde 1970, há 40 anos ano que vem, os Beatles e os donos de seu espólio sempre dificultaram a circulação das músicas da banda. Especialmente para os tempos modernos, download e blablá. Mas agora não mais.
“The Beatles Rock Band”, com 45 canções para você tocar ou/e cantar, parece realmente incrível e será lançado aos mortais no dia 9/9/9, ou seja, em 9 de setembro deste ano. O trailer do jogo passou a circular nesta semana.
Os jogadores do Rock Band tocarão Beatles em ambientes que simulam o Cavern Club, o Ed Sullivan Theater, o Shea Stadium, o Budokan, no estúdio Abbey Road e no famoso Rooftop, famosos e históricos espaços que ajudaram a construir o mito dos Beatles.
Quem tiver o jogo vai poder comprar para jogar, à parte os clássicos que vêm no game, todas as músicas do álbum “Abbey Road”, o 11º da banda e considerado o 12º melhor disco de todos os tempos.
E os donos do console Xbox Live vão conseguir fazer o download exclusivo da über-canção “All You Need Is Love”.
* POPLOAD GIG – CINCO MOTIVOS PARA NÃO PERDER O… THE VIEW - 1) Eles são um bando de moleques sujinhos e encrenqueiros, de cabelo com corte errado, do interior da Escócia, que conseguiram vir tocar num país tão longe quanto o Brasil. Ponto para a música deles. 2) Eles são do interior, mas usam camisetas pólo Fred Perry. E usam o mesmo jeans por quatro dias seguidos e acham isso incrível. 3) 90% das bandas do rock inglês não suportam o View, porque acham eles nojentos. O Oasis gosta dos meninos; 4) O show deles é tão brutal que provoca até um coro de torcida na galera: “The View is on fire”, corruptela de “The roof is on fire”. 5) É impossível ficar indiferente ao desempenho ao vivo deles, como nessa amostra de performance da ótima “Superstar Tradesman” no histórico Barfly, em Glasgow, Escócia.
* UMA DO TWITTER, UMA DO IPHONE – Em anúncio de página inteira em espaço nobre dos principais jornais do país, construtora anuncia ser a primeira empresa do mercado imobiliário a vender apartamento pelo TWITTER. Sério…
Sobre o iPhone, é só para dizer que estou com dois apps novos e importantíssimos. Um é o iTie, que ensina de modo prático como se dá nó em gravata. O outro é o app “Myst”, o jogo. Quem manja de Myst sabe o quão “huge” é esse app. Me arrancou sete dólares, acho, para adquiri-lo na loja da Apple. Myst é o jogo que claramente inspirou “Lost”. Mas o sentido de sua importância pode ser pedido quando se lembra que Myst já foi citado nos Simpsons e no South Park.
* PEGANDO O NOVO BONDE - O sempre incrível Bonde do Rolê faz o primeiro show da, digamos, nova fase no próximo dia 19 de junho, no Studio SP. A performance do hoje quarteto vai servir para os caras (e as minas) mostrarem músicas do esperado novo álbum, o segundo, que está sendo finalizado em Porto Alegre nas mãos do DJ e produtor Chernobyl. A Popload vai botar você para dentro da balada, aguarde o sorteio.
* POPLOAD GIG – CINCO MOTIVOS PARA NÃO PERDER O… MICKEY GANG - 1) Primeiro de tudo, os caras são de Colatina, Espírito Santo. Colatina!!! 2) Eles já tocaram em Londres, mas não em São Paulo. 3) Os caras são bons: 500 bandas querem participar ao vivo do programa de rádio Poploaded, que eu faço com o Fabio Massari, mas o Mickey Gang reagiu assim ao nosso convite: “Pô, seria bem legal e tals, mas não vai rolar. Estaremos muito ocupados no dia (uma sexta-feira), tal. Valeu o convite”. Hahahaha. 4) O fenomenal hit deles, a música que fala que eles nasceram nos 90, ou no caso dele, o vocalista-personagem, começa dando bronca na mãe: por que a senhora demorou tanto? meus amigos todos nasceram nos 80. E eu não consigo me encontrar nesses 90. 5) E, claro, o remix para “I Was Born in the 90s”, o Naji Nahaz Remix, que tem um vídeo h-i-p-n-ó-t-i-c-o.
* SUPERQUARTA INDIE EM SP – Não sei se você já reparou, mas existe uma guerra do sexo rock’n'roll nas noites de quarta-feira em São Paulo. De um lado do ringue está a sempre bombada Funhell, na Funhouse. A Funhell é capitaneada por machos (!). Do outro lado vem a Baile Punk, recém-produzida balada de rock comandada por meninas no Studio SP. Amanhã o embate vai ser intenso. Na Funhell vai ter DJ set do Mickey Gang, banda Popload Gig (mais o Caffarena e o Goos). No Studio SP se espremem na lista de atrações as DJs Carla Lamarca e Rassif e a dupla Radio Levi’s. A Baile Punk ainda traz um show: a “nova sensação” do Rio de Janeiro: os belos Glass and Glue, grupo que tem duas cantoras, uma atriz, as duas modelos, que tocam pandeirolas e sussurram em francês em cima de um indie rock nervoso. Opa!
* PROMOÇÃO 1 – CAMISETA POPLOAD GIG – Classe. Camiseta de festival é um dos meus vícios. Quanto mais camiseta de um festival Popload. A estampa é essa aí em cima. Tem ainda na cor branca, também lindona. As camisetas do festival, tiragem limitadíssima, estarão a venda no Clash no final de semana. Mas tem uma para sorteio aqui no blog, via comentários ou email (lucio_ribeiro@ig.com.br). Vai nessa.
Não se esqueça de deixar o email nos comentários concorrentes, para eu poder entrar em contato.
* RESULTADO DA PROMO DOS INGRESSOS PARA O POPLOAD GIG (COM O CD DO NO AGE DE BÔNUS) - Confira quem faturou o par de ingressos, um para cada dia do festival, com o ótimo CD “Nouns”, do No Age, atração do evento.
- par de ingressos para sábado: Aline, do blog Duodeluxo (comentários)
- par de ingressos para domingo: Anderson Vitorino (comentários)
* PROMOÇÃO 2 – MAIS INGRESSOS PARA O POPLOAD GIG - Mais dois pares, um para cada dia (desta vez sem o CD), para o sábado e o domingo do festival que rola na Clash, neste final de semana. Serão os últimos ingressos sorteados. Capricha nos comentários (deixa seu email!!!!) ou no lucio_ribeiro@ig.com.br.
* PROMOÇÃO 3 – OS CELULARES MOTOROKR – UM SAIU, OUTRO SEGUE EM SORTEIO- Dos dois celulares roqueiros da Motorola, um vai ter seu vencedor divulgado agora. O outro continua na banca, para quem quiser concorrer. Lembrando que o aparelho Motorokr EM35 também é music player, vem carregado com o novo CD do U2, “No Line on the Horizon”, e tem uma tecnologia “x” que elimina ruídos externos. O modelo chegou ao Brasil não faz dois meses. Vai lá: nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br você pede a belezura que resta.
- Um dos vencedores é: (Karol)Luan Oliveira (do Ceará, via comentários)
Ainda tem um celular valendo. Manda ver.
* PROMOÇÃO 4 – O ALL-STAR COSTUMIZADO - Última chamada para o sorteio costumizado com “motivos” da POPLOAD GIG, doação da Converse e com o desenho style comemorativo da primeira edição do festival internacional promovido por este humilde blog nacional. De novo, atenção: só tem o tênis número 39 unicamente. Ou você calça este número e ganha para você, ou para doar de presente, ou para guardar e botar no e-Bay porque vai virar relíquia milionária. Concorra pedindo nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. A foto do tênis andou frequentando os posts abaixo, se você quiser dar uma olhada…
* VENCEDORES DA PROMO DOS CDS DO PASSION PIT E MACCABEES - Se você concorreu à aquele disquinho antigo que num tempo distante era chamado de CD oficial, importado ainda por cima, veja aí se você ganhou:
- ”Manners”, do Passion Pit: Mariana Borges (email)
- ”Wall of Arms”, do Maccabees: Gilberto Branco 2222 (no email estava gibabranco)
* Logo mais, nada mais. Fim de post. Na quinta cedo começa a pingar coisa nova por aqui. Por ora, deixo você com o Matt e a Kim, dupla atração do Popload Gig, fazendo uma versão acústica de “churrasco no parque” para a canção “Yeah Yeah”, com amigos, Manhattan ao fundo, numa época que o Matt era moreno. Até mais.
* Can you feel it, see it, hear it today?
If you can’t, it doesn’t matter anyway
(Faith No More, “Epic”)
* POPLOAD em São Paulo. Hehe.
Promoção 1. A Popload está botando a sorteio este incrível All Star costumizado, doação da Converse, e com o desenho style comemorativo da primeira edição do Popload Gig, o festival internacional promovido no Brasil por este humilde blog. Atenção, só tem o tênis número 39 unicamente. Ou você calça este número e ganha para você, ou para doar de presente, ou para guardar e botar no e-Bay porque vai virar relíquia milionária. Você que sabe! E você que sabe como participar: nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br.
* É por isso que eu gosto da Inglaterra. Estou no aeroporto e vejo na loja de revistas que acabaram de lançar uma nova publicação de futebol. Com o improvável nome de “Football Punk”. Isso mesmo: muito futebol, muita música. E alguns ensaios de mulheres, óbvio. O slogan entrega a que a revista veio. “The beautiful game with attitude”.
* É por isso que eu gosto do Brasilzão. No aeroporto de São Paulo sou recebido pela nova “Caras”, com a capa mais improvável da história do jornalismo mundial. “A boda de Stênio Garcia”. Juro, essa é a CAPA da revista, com essa chamada principal, a manchete, sobre o assunto que faz a pessoa parar numa banca para gastar o dinheiro comprando a tal edição.
* FAITH NO MORE EM SÃO PAULO: FESTIVAL ANOS 90? – Está confirmado para outubro um show único do mais que cultuado Faith No More em São Paulo. A revivida banda de Mike Patton vem à América do Sul para três shows, é o programado: um no Brasil, um na Argentina e outro no Chile, a princípio. Na mesma barca do FNM vem outro grupo famoso dos 90, o Alice in Chains, representante do grunge de Seattle e que não tem mais seu marcante vocalista, Layne Staley, morto em 2002.
* A VOLTA DO SUPEROUTUBRO – Então o nosso tradicional outubro, que até o ano passado era o “mês do Tim Festival” e suas modernidades, está reformatado na linha “back to the future”? Assim: Faith No More, Alice in Chains e Depeche Mode tocam por aqui no mês 10.
E, no Rio, vai ter o Fashion Rocks, dias 23 e 24, bancado pela Oi. Alguém falou em… Kings of Leon?
Fora que, em outubro, deve acontecer o mundialmente famoso Popload Gig 3. É isso mesmo: o terceiro. Porque os dois primeiros estão confirmados.
* POPLOAD GIG EM SÃO PAULO - Está de bobeira em junho? O emocionante show do Matt & Kim (Brooklyn, NYC), a espetacular performance noise-art do No Age (Los Angeles, Califórnia) e a veloz apresentação indie-tosca do grande The View (Escócia) se agrupam nos dias 6 e 7 agora no clube Clash, para o primeiro festival internacional a ser realizado por este blog. Na parte nacional tem os incríveis Holger (SP) e Mickey Gang (ES). Faz parte dos “Empreendimentos Popload para 2009″, que logo mais anunciará mais bagunça por aí. Os ingressos já estão à venda. Clica no flyer style aí embaixo para ver onde.
* PLANETA TERRA CONFIRMADO - Ufa, pelo menos um dos megafestivais deste país vai emergir da crise econômica. Parece que o Planeta Terra Festival, que já estava virando o maior evento de música brasileiro e agora reina absoluto porque só existe ele mesmo, no tamanho, vai ser realizado no dia 14 de novembro em São Paulo, em lugar a ser definido. Não será mais na Vila dos Galpões, é a certeza.
* TWITTER E A VIDA COTIDIANA – Ok, eu já baixei o aplicativo para iPhone do “Singing Cat” e ele cantando (miando) “Ulysses”, do Franz Ferdinand, ou “Brand New T-Shirt”, do Holger, é sensacional (já enjoeei, óbvio, mas enquanto não tinha enjoado era bem engraçado). Sim, o Papa Bento 16 está no Facebook.Mas, das “modernidades” em curso na nossa vida cotidiana, o Twitter está me deixando mais… mais… impressionado(?). 1 - falei aqui do esquema das padarias inglesas, que mandam aviso (e endereço) das padocas no exato instante em que acabam de tirar pãozinho, croissant, pain au chocolat quentinho do forno. 2 - o astronauta americano Mike mandando twitter literalmente de outro planeta (eu sei, não é bem assim, mas é quase assim), enquanto estava em missão especial para consertos no telescópio Hubble. O que perscruta galáxias distantes, entende? Ele vendo vários pores-do-sol diferentes no mesmo dia. Recebendo telefonema do presidente Obama. Dizendo que aterrissou na Califórnia porque a base no Cabo Canaveral tinha fechado por causa das chuvas. E que estava feliz porque a Hubble está “all fixed up”. Ele twittando isso do mesmo jeito, no mesmo nível, mesma plataforma, mesma naturalidade que qualquer um twitta que saiu de uma reunião chata na escola e chegou em casa depois de ver o documentário do Simonal. Tem gente que não dá valor para coisas assim, mas eu acho incrível. One giant leap for twitterkind!!! 3 - A moda na gastronomia moderna é twittar receitas em 140 caracteres. Com isso, toda uma nova linguagem está sendo criada na gastronomia. Veja bem: não é botar link de receitas num post do Twitter. É botar a receita in-tei-ra no postinho de 140 toques. Tipo essa, de Porco Crocante: “Heat oven200C. Cut 1kgporkrind into strips. Boil 15m. Drain, scatter w/csalt, roast1hr, turnevrysooften”. 4 - Nos bastidores de uma famosa reportagem sobre Twitter no “Fantástico”, há algumas semanas, o grande Zeca Camargo orientava os twitteiros da matéria a não falarem as palavras “twitter”, “twittando”, porque o chefe dele não queria. Na certa temendo assustar o “brasileiro comum” que vê o programa com a palavra esquisita de lingua inglesa, estrangeirismo, sei lá. Na Inglaterra, na semana passada, um dos grandes jornais, não lembro qual agora, botou em sua primeira página uma foto gigante da Paris Hilton no festival de cinema em Cannes, com a amiguinha Peaches Geldof, as duas escrevendo no celular, cada uma no seu. O título da foto-texto era: “Nice to tweet you”. 5 - Mulheres grávidas já botam um aparelhinho na barriga que gera um post de Twitter cada vez que o bebê se movimenta lá dentro ou dá “um chute”. Aparente isso é bobagem, mas se você olhar bem isso significa dizer que o ser humano já está participando do mundo virtual antes mesmo de nascer. 6 - Na Guatemala, o Twitter já rendeu uma prisão a um sujeito acusado de usar a comunidade para causar “pânico financeiro” envolvendo um banco corrupto que… (a história é longa).
* POPLOAD GIG: RECADINHO DO MATT - Através deste blog, o lado mulher do espetacular duo Matt & Kim, atração do primeiro Popload Gig, mandou um recado para a “galere”:
“Hey! This is Kim from Matt and Kim. We’ve never been to South America before and can’t wait to come down and play at Popload Gig in June. I heard it is your winter… Someone tell me what we need to pack!”
* PROMOÇÃO 2 – INGRESSOS PARA O POPLOAD GIG - Este eu garanto. Corra o risco de ganhar m par de convites para cada dia do POPLOAD GIG, no clube Clash, sábado e domingo dias 6 e 7 de junho. Este é só para os comentários. Então comente.
* GREAT ESCAPE – DINOSAUR PILE-UP: O “NOVO NIRVANA” (HEHE)- Entre os muitos palcos em que mal cabia uma banda em cima (já falo), o trio Dinosaur Pile-Up se apresentou e arrebatou o Great Escape Festival, o importante festival de música nova de Brighton, na Inglaterra, o South by Southwest inglês. Mais: o South by Southwest europeu, em importância. Óbvio, “arrebatou o festival” na minha opinião, pelo que eu vi, das 300 bandas que tocaram e dentre as 30 que eu consegui assistir neste evento que circulou simultâneo em 40 clubes da cidade ao sul e litorânea do Reino Unido.
Arrebatou o Great Escape para mim e, tenho certeza, para todas as pessoas dentro do Audio naquela hora, naquele local, onde a banda se apresentou, um clubinho de frente para o mar, no subterrâneo de um bar, e do tamanho da nossa Funhouse, grosso modo.
Banda de moleques de 20 e poucos anos de Leeds, o Dinosaur Pile-Up, já falamos dele aqui, é um trio tipo o Nirvana mesmo: guitarrista vocalista que é numa só música num momento é fofo e no outro está gritando enlouquecidamente; baixista que fica pulando e balançando a cabeça o tempo todo; e o mais rápido baterista do mundo hoje.
Pelo tipão, pela música e principalmente pela história deles, ganharam os blogs, o “Guardian”, a BBC, a Radio One (BBC e Radio One no caso são coisas diferentes) e a “NME” no final do ano passado e ainda mais neste ano sob a acusação de liderarem um movimento… grunge.
Um movimento new grunge, melhor dizendo. E bem localizado: o new grunge só estaria acontecendo em Leeds. Bizarro.
A história era a de que os meninos da banda, quando saíam com amigos para clubes e para shows, não se sentiam bem com a música inglesa que os cercava, não estavam nem aí para Amy Winehouse e Lily Allen, e voltavam correndo para casa para ouvir… grunge anos 90.
Matt, 23 anos, o vocalista e guitarrista do Dinosaur Pile-Up, não tem pai. É aficcionado em Foo Fighters em particular e assumiu o Dave Grohl como seu “verdadeiro patriarca”. É verdade. Ele diz isso em todas as entrevistas.
Mas Matt parece MESMO o Cobain. Loirinho, guitarrista, gritador, tipo de moleque frágil até se mostrar ensandecido. Muito bonito, ele tem uma presença em cena de fazer os caras do Kings of Leon se sentirem geeks espinhudos. Deixa só a mulherada descobrir o Matt.
O baixista, Tom Dornford, é muito bom. O som do seu baixo é estourado e ele fica fazendo dancinha particular com o PA que ficava atrás dele, no Audio, em Brighton, no show do Great Escape. Fora quando ficava balançando a cabeça para frente, exatamente como os caras faziam nos anos 90 nos clubes ingleses, quando o Nirvana e sua galera chegaram na Ilha. Dança totalmente masculina.
O baterista Steve Wilson é bem preciso. E vem vigoroso. E tão rápido que, se o “paizão” Dave Grohl estivesse na platéia naquela hora, ele ia pensar logo na aposentadoria. (Brincadeira, Dave!)
É óbvio que o Audio estava lotadaço com fila do lado de fora por causa do Dinosaur Pile-Up, porque o lugar é um ovo. Mas isso não contava. O importante ali era a energia que era trocada entre a banda e a platéia, contagiante. O entusiasmo no final de cada música, naquele curto show de oito canções, era absurdamente crescente. Quando a apresentação acabou, o clubinho urrava saudando os moleques. Essa é a verdadeira medida das coisas.
Ainda no circuitão de shows pequenos no Reino Unido, o Dinosaur Pile-Up vai ter um verão bastante agitado em alguns dos principais festivais do Reino Unido, do T in the Park ao Bestival. Acho que, se acertarem mais uns dois singles razoáveis pelo menos, na linha dessas ótimas “My Rock’n'Roll” e “Traynor”, a gente vai ouvir muito falar desses garotos.
Abaixo o vídeo do Dinosaur Pile-Up fazendo o pequeno hino “My Rock’n'Roll” no Great Escape Festival, em Brighton. Imagem tosca, pouca iluminação no clube, som estourado porque eu estava embaixo de uma caixa acústica. Como um bom vídeo do Dinosaur Pile-Up tem que ser. Capte a energia.
Atenção para três momentos em particular: nos minutos 1:41, no 2:28 e depois no 2:40. Sim, o baterista está com a camiseta do Incrível Hulk.
* PROMOÇÃO 3 – DVD DO NIRVANA AO VIVO NO READING 92 - Opa, opa, opa. A Popload trouxe da Inglaterra, para sorteio, o famoso DVD “mais ou menos pirata” do Nirvana ao vivo no uber-famoso show do Reading Festival de 1992, no dia 30 de agosto daquele ano, a última apresentação da banda de Kurt Cobain em palcos ingleses. Já falei cem vezes aqui e ainda vou falar outras 400 sobre a importância desse show em particular, portanto vou poupá-los por agora. Apenas digo isto: concorra. Nos comentários e nos e-mails.
* AH, A LINGUA FRANCESA… 1 – Estou para pôr este vídeo aqui faz dias, mas sempre esqueço… Você achou “escandaloso” o duo Matt & Kim (Popload Gig alert!!) gravar um vídeo peladões na Times Square, em Nova York? Então veja só o vídeo de “Baby, Baby, Baby”, da dupla eletro francesa Make the Girl Dance, que já remixou o Franz Ferdinand, fez. Basicamente são algumas garotas nas ruas de Paris. Simples assim.
* PROMOÇÃO 4 – PASSION PIT E MACCABEES – Mais sorteio: a Popload bota na banca os novíssimos CDs importados das bandas Passion Pit (”Manners”, o primeiro do grupo de Boston), e Maccabees (”Wall of Arms”, o segundo da banda inglesa de Brighton). Eu sei que CD virou um artigo esquisito para se ter, mas ainda assim o formato nostálgico ainda é bacana, tals. Vem nos comentários ou no lucio_ribeiro@ig.com.br e tenta a sorte.
* AH, A LINGUA FRANCESA… 2 – OU A CANTORA MAIS BONITA DO POP MUNDIAL - Em meio à cena de aproximadamente um milhão de cantoras mulheres (a redundância é apropriada), encontraram a mais bonita de todas. Não sou eu que digo. Mas também não discordo. No meu rolê inglês percebi a forte chegada à cena da cantora Coeur de Pirate, nome artístico de Béatrice Martin, uma loirinha tatuada canadense (de Quebec), de 19 anos, que canta em francês.
Seu álbum, “Coeur de Pirate”, impregnado de piano rock, acaba de ser lançado na Europa e a galera está babando. O que me espantou é o falatório em Londres para alguém que canta em francês. Ela até tem um projeto em inglês, chamado Pearls, ainda no começo, e feito bem para entrar no mercado britânico e americano sem causar estranheza.
Quando eu vi a ode inglesa à canadense francesa eu fui logo ver o que falavam dela na França. Batata. Coeur de Pirate já é queridinha da revista de música (não só) mais legal do mundo, a “Les Inrockuptibles”.
Dá uma olhada no shape da garota (e na música, óbvio) neste vídeo dela, abaixo, para a lindinha “Comme des Enfants”.
* PROMOÇÃO 5 – CELULARES MOTOROKR - A Popload em parceria com a Motorola sorteia neste post DOIS celulares Motorokr EM35, que também é music player, vem carregado com o novo CD do U2, “No Line on the Horizon”, e tem uma tecnologia, com um microfone interno, que ajuda a eliminar os ruídos externos. O modelo chegou ao Brasil não faz dois meses. Vai lá: nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br você pede essas belezuras.
* Hahahaha. Eu sei que você adora títulos desse naipe. Mas eu achei mesmo, fazer o quê?
* POPLOAD em Brighton. Popload em Londres. And everything is going to the beat. And everything is going to the beat. And everything is going to the beat.
O Great Escape Festival 2009 está muerto. Longa vida ao Great Escape Festival 2010
* South by Southwest extravaganza, The Great Escape 2010, planos para o Bestival fantasiado de ET (o tema deste ano), 40 anos do Woodstock e o filme do Ang Lee, o incrível Popload Gig em sua edição s01e01. Este é o melhor ano para os festivais ou é só impressão?
* Mais sobre festivais (europeus) lá embaixo…
* Faz alguns anos que eu frequento um showzinho aqui, outro lá, mas isso nunca tinha me acontecido. No sábado passado eu estava indo ver, no começo da noite, o show de uma banda que eu gosto bem, chamada The Chapman Family, gurizada destruidora de palcos e instrumentos e tal. Era num clube chamado Concorde 2, tipo quase à beira-mar. Meio afastado, tinha que andar uns dez minutos na orla, para chegar. Acontece que estava ventando tanto na hora, tanto, TANTO, que eu NÃO CONSEGUI chegar ao clube. Juro que eu tentei. Para cada passo que eu dava, voltava dois. A ponto de ficar com medo de ser arremessado ao mar pela ventania, tipo o guarda-chuva de uma menina que estava à minha frente!!!!! Hahaha. Voltei e entrei no Audio, que estava perto de mim na hora, para ver pela segunda vez o Chew Lips. Os Chapman Family ficam para a próxima.
* Sim, eu encontrei não só o “novo Nirvana” como o tal DVD do tal show que a tal banda de Seattle fez no Reading Festival 1992. O pirata, óbvio, porque a Universal só vai lançar o “oficial” (o que é oficial hoje em dia, mesmo?) em… novembro. Sim, eu comprei dois. Sim, eu vou sortear um aqui.
* O Reino Unido está vermelho. Vermelho de vergonha e vermelho de alegria.
1. Na política, estourou há alguns dias aqui um escândalo envolvendo parlamentares e gasto indevido de dinheiro público. Conhece essa história? Membros do Parlamento inglês foram descobertos usando suadas libras dos pagadores de impostos em supermercados, viagens, quitando dívida de casa, até aluguel de filme pornô. Com a grana dos súditos da rainha. Aqui a execração desses políticos espertões, nos jornais, rádios e TVS, está tão intensa que eu estou quase tendo dó deles (NOT!). Está custando cargos e desculpas públicas. Tem um orador do Parlamento que gaguejava tanto para se explicar aos colegas, em transmissão AO VIVO pela TV, que quase eu fui lá emprestar uma grana para ele dar uma viajada à minha custa. O senhor, 63 anos, pode ser o primeiro do garboso cargo de orador a ser expulso do Parlamento britânico em 314 anos (1695!!!!!!), por corrupção. Cada país encontra um jeito seu para lidar com essas coisas…
2. O Manchester United, dono da maior torcida da fanática Inglaterra e o principal time hoje do planeta, ganhou a liga daqui de novo, bateu recordes etc. e tal. Voltou a circular com força por aqui a máxima que guia os torcedores do time do Cristiano Ronaldo. “Manchester United, kids, wife. In THAT order.” Acho “absurdo” esse tipo de fanatismo, mas…
* Mas o que você queria mais saber sobre a Inglaterra está aqui, agora: o menino Alfie, 13 anos, NÃO é mesmo o pai da filha da Chantelle, sua namorada de 15 e que ele teria engravidado quando tinha 12. Saíram os resultados do teste de DNA. Quando a história explodiu, em fevereiro, Alfie veio a público dizer que o filho era dele, o que chocou a Rainha. Mas daí outros moleques novinhos aparecendo reclamando a paternidade da criança. Chegou-se a conclusão de que a filha é de um tal de Tyler, de 15 anos. Ê, Chantelle…
* QUER TOCAR NO DEPECHE MODE? - A veterena e grande banda inglesa Depeche Mode, moderna, lançou (ou lançaram por ela) um ótimo application para iPhone, um dos famosos “apps”. O grupo, que vai ao Brasil para shows, em outubro, aproveitou a onda dos apps para incrementar o papo em cima de seu mais recente disco, “Sounds of the Universe”. Com o app você pode, além de receber notícias da banda etc., remixar as músicas do CD do jeito que você quiser, acrescentar batidas, mexer no vocal, uma belezura. Depeche Mode, app, som do universo. Tudo a ver. E, claro, app é a nova tendência para lançamento de discos/músicas/novas bandas do pop. Para que você simplesmente vai apenas ouvir um álbum novo quando você pode “participar” dele?
Ah. O app do Depeche mode custa 5 dólares, quase a metade do preço do CD (forçando um pouquinho). Já os apps do Passion Pit e do Black Lips, por exemplo, são de graça.
* OLHA O BRUNO!!! - O chapa carioca Bruno Natal tem o esperto blog URBe, mas não só. Bruno tem também seu nome nas prateleiras de lojas de Brighton e Londres e nas resenhas de revistas e jornais ingleses recentes graças ao DVD “Dub Echoes”, documentário que fez sozinho, produziu e editou sobre as andanças do dub da Jamaica ao som contemporâneo. Da Jamaica ao Rio de Janeiro e ao hip hop.
* A PRINCIPAL BALADA INDIE DO MUNDO? - Bom, essa foi a Trash, com certeza, pilotada pelo grande Erol Alkan no famoso clube eletrônico The End, em Londres. Mas acabou faz um anos, porque o Alkan “traiu o indie” e foi se dedicar à produção eletrônica, principalmente. Agora o título ficou dividido entre a Rockfellas do Vegas e a Funhell nas primeiras quartas do mês, mas minha modéstia impede que… Hahahaha. Estou zoando, óbvio.
O negócio é que faz tempo que ouço falar de uma certa balada indie no clube Digital, em Brighton, lugar meio moderno, meio decadente que fica num dos arcos que sustentam o famoso calçadão da praia. Ou seja: cinco passos da porta do Digital em direção ao mar e você já está na areia/pedra.
Em especial, no Digital, tem a chamada Stonelove, às sextas, que se vende como a balada “101% Indie Rock’n'Roll”. Escuto muito falar dela, de quem toca, da frequência bonita etc. Toda banda que está por Brighton acaba indo na Stonelove, parece.
Nestes dias de Great Escape a coisa ficou meio confusa por lá. Queria ir, mas a casa foi lugar do festival e seu palco ia até tarde com atrações, então a Stonelove funcionou meia-boca. Deixei para lá.
Meia-boca, mas ainda assim… Foram duas Stonelove no período do festival, edições especiais, só com três horas de duração. Teve na quinta do festival, a “Part 1″, com os Maccabees fazendo DJ set. Na sexta, os convidados das picapes eram os caras do Futureheads.
Os cartazes da Stonelove enfeitam Brighton. São todos p&b, em cima de fotos de ícones pop, dos Strokes ao Clash, do Oasis a Keith Moss. Bem cool. Fiz umas fotos de cartazes que estão nas ruas da cidade, chamando para a festa. Dá uma olhada.
* FESTIVAIS DE VERÃO - Nos últimos dias a imprensa britânica foi inundada pelos infalíveis “guia dos festivais”, já que o verão se aproxima aqui em cima apesar do ar geladinho que ainda sopra. É festival que não acaba mais. Parece até que cresceu o número, desde os últimos anos. Enquanto no Brasil…
O “Times” publicou sua lista dos CEM melhores festivais de verão. A do “Observer” foi menor, mas mais bonitinha. Saiu mais ou menos assim:
- o melhor festival para… levar a família: Latitude Festival. Dias 16 a 19 de julho, na Inglaterra. Tem área especial “para a família”, com lojas, lugar para as crianças brincarem etc. Atrações: Pet Shop Boys, Nick Cave, Doves, Magazine, Editors, Passion Pit, Little Boots… - o melhor festival para… ecletismo: Meltdown. De 13 a 21 de junho, na Inglaterra. Festival que vai do alhos ao bugalhos, geralmente idealizado em seu line-up por alguma figura importante da música, de algum modo. Neste ano o curador é o jazzista Ornette Coleman. Vai ter de Yoko Ono a You La Tengo. Mike Patton inclusive. E os jazz. - o melhor festival para… TUDO: Glastonbury. De 24 a 28 de Junho, na Inglaterra. É isso mesmo. Lá acontece de tudo. E todo mundo toca. Não tem muito erro, tirando a chuva e a lama. Mas nem choveu o ano passado… - o melhor festival para… fazer sinal de chifrinho: Download. Dias 12, 13 e 14 de junho, na Inglaterra. Esse é do metaaaaaaaaal. ZZ Top, Prodigy, Def Leppard, Marilyn Manson e a galera nova do mal estão na escalação deste ano. - o melhor festival para… um final de semana bem doido: Bestival. De 11 a 13 de setembro, na Ilha de Wight. Festival à fantasia, mais ou menos isso. Fora a música boa, serve para a galera “se soltar”, entende? Neste ano: Massive Attack, Doves, MGMT, Kraftwerk, Klaxons, Lily Allen e centenas de outros. - o melhor festival para… ravers. Creamfields. Dias 29 e 30 de agosto. Você acha que não existe mais um bacana festival de eletrônica, aquela alegria participativa, moçada dançando com sorriso na cara parecendo não haver amanhã? É que você não foi no Creamfields. O inglês, claro. Neste ano: Mylo, Basement Jaxx, Dizzee Rascal, Paul van Dyk, entre outros. - o melhor festival para… “teenage kicks”: Reading & Leeds Festival. De 28 a 30 de agosto, na Inglaterra. Talvez o mais normal dos festivais anormais do Reino Unido, o Reading é da molecada. Tenta chegar perto do palco em um show bom, tenta? Em 2009: Radiohead, Arctic Monkeys, Kings of Leon e mais uns 120 nomes. - o melhor festival para… dar uma viajada: Benicassim. De 16 a 19 de julho, na Espanha. É um dos melhores festivais do mundo para se ir. Moçada linda, praia gostosa, as tapas e vinhos bons e baratos. E, claro, os shows do começo da noite até alta madrugada. Os headliners deste ano: Oasis, Killers, Kings of Leon, Paul Weller, Franz Ferdinand e a rapa.
* O NOVO NIRVANA - Senhoras e senhores, é assim. Foi o grande show do Great Escape Festival, festival que aconteceu no último fim de semana em Brighton, litoral inglês, evento líder na Europa como vitrine para a música nova e sobre o que está vindo por aí no pop. A banda é de Leeds, chama-se DINOSAUR PILE-UP, formada por Kurt Cobain, Chris Novoselic e Dave Grohl, e foi a melhor performance entre as 30 que eu vi e as 270 que eu perdi nos três dias de festival. Agora só quero que você veja um trechinho do show deles, que eu gravei em vídeo escuro, embaçado, porque o lugar tinha luz quase zero, e era só um pouco melhor e maior que o Milo Garage, se você me entende. No próximo post, eu conto mais sobre eles. E, não, o menino vocalista não é o “young Kurt Cobain”. Lembra “um pouquinho”, vá lá.
* COMING UP NEXT – No próximo post, o incrível Popload Gig (hein?!), mais sobre o novo Nirvana, mais sobre o Great Escape, Brighton e a Inglaterra. O ganhador do All Star Kurt Cobain e o novo sorteio, um All Star POPLOAD (heeeein?!?). Mais: minas peladas, a mulher mais linda do pop atual, o indie e a crise econômica mundial, o indie e a gripe suína, this and that.
Lúcio Ribeiro é jornalista. Edita o Popload e escreve sobre música e cultura pop para a Folha de S.Paulo. É colunista das revistas Capricho e Homem Vogue. Co-apresenta o programa de rádio Poploaded. É DJ residente do clube Vegas e viaja o Brasil tocando em festas de rock.