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Posts com a tag "Planeta Terra":

25/05/2009 - 09:58

Popload Gig, o Faith No More, o Dinosaur Pile-Up, algumas francesas nuas, a cantora mais linda do mundo, cinco sorteios incríveis e o futuro da humanidade (versão final)

* Can you feel it, see it, hear it today?
If you can’t, it doesn’t matter anyway
(Faith No More, “Epic”)

* POPLOAD em São Paulo. Hehe.

Promoção 1. A Popload está botando a sorteio este incrível All Star costumizado, doação da Converse, e com o desenho style comemorativo da primeira edição do Popload Gig, o festival internacional promovido no Brasil por este humilde blog. Atenção, só tem o tênis número 39 unicamente. Ou você calça este número e ganha para você, ou para doar de presente, ou para guardar e botar no e-Bay porque vai virar relíquia milionária. Você que sabe! E você que sabe como participar: nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br.

* É por isso que eu gosto da Inglaterra. Estou no aeroporto e vejo na loja de revistas que acabaram de lançar uma nova publicação de futebol. Com o improvável nome de “Football Punk”. Isso mesmo: muito futebol, muita música. E alguns ensaios de mulheres, óbvio. O slogan entrega a que a revista veio. “The beautiful game with attitude”.

* É por isso que eu gosto do Brasilzão. No aeroporto de São Paulo sou recebido pela nova “Caras”, com a capa mais improvável da história do jornalismo mundial. “A boda de Stênio Garcia”. Juro, essa é a CAPA da revista, com essa chamada principal, a manchete, sobre o assunto que faz a pessoa parar numa banca para gastar o dinheiro comprando a tal edição.

* FAITH NO MORE EM SÃO PAULO: FESTIVAL ANOS 90? - Está confirmado para outubro um show único do mais que cultuado Faith No More em São Paulo. A revivida banda de Mike Patton vem à América do Sul para três shows, é o programado: um no Brasil, um na Argentina e outro no Chile, a princípio. Na mesma barca do FNM vem outro grupo famoso dos 90, o Alice in Chains, representante do grunge de Seattle e que não tem mais seu marcante vocalista, Layne Staley, morto em 2002.

* A VOLTA DO SUPEROUTUBRO - Então o nosso tradicional outubro, que até o ano passado era o “mês do Tim Festival” e suas modernidades, está reformatado na linha “back to the future”? Assim: Faith No More, Alice in Chains e Depeche Mode tocam por aqui no mês 10.
E, no Rio, vai ter o Fashion Rocks, dias 23 e 24, bancado pela Oi. Alguém falou em… Kings of Leon?
Fora que, em outubro, deve acontecer o mundialmente famoso Popload Gig 3. É isso mesmo: o terceiro. Porque os dois primeiros estão confirmados.

* POPLOAD GIG EM SÃO PAULO - Está de bobeira em junho? O emocionante show do Matt & Kim (Brooklyn, NYC), a espetacular performance noise-art do No Age (Los Angeles, Califórnia) e a veloz apresentação indie-tosca do grande The View (Escócia) se agrupam nos dias 6 e 7 agora no clube Clash, para o primeiro festival internacional a ser realizado por este blog. Na parte nacional tem os incríveis Holger (SP) e Mickey Gang (ES). Faz parte dos “Empreendimentos Popload para 2009″, que logo mais anunciará mais bagunça por aí. Os ingressos já estão à venda. Clica no flyer style aí embaixo para ver onde.

* PLANETA TERRA CONFIRMADO - Ufa, pelo menos um dos megafestivais deste país vai emergir da crise econômica. Parece que o Planeta Terra Festival, que já estava virando o maior evento de música brasileiro e agora reina absoluto porque só existe ele mesmo, no tamanho, vai ser realizado no dia 14 de novembro em São Paulo, em lugar a ser definido. Não será mais na Vila dos Galpões, é a certeza.

* TWITTER E A VIDA COTIDIANA - Ok, eu já baixei o aplicativo para iPhone do “Singing Cat” e ele cantando (miando) “Ulysses”, do Franz Ferdinand, ou “Brand New T-Shirt”, do Holger, é sensacional (já enjoeei, óbvio, mas enquanto não tinha enjoado era bem engraçado). Sim, o Papa Bento 16 está no Facebook. Mas, das “modernidades” em curso na nossa vida cotidiana, o Twitter está me deixando mais… mais… impressionado(?).
1 - falei aqui do esquema das padarias inglesas, que mandam aviso (e endereço) das padocas no exato instante em que acabam de tirar pãozinho, croissant, pain au chocolat quentinho do forno.
2 - o astronauta americano Mike mandando twitter literalmente de outro planeta (eu sei, não é bem assim, mas é quase assim), enquanto estava em missão especial para consertos no telescópio Hubble. O que perscruta galáxias distantes, entende? Ele vendo vários pores-do-sol diferentes no mesmo dia. Recebendo telefonema do presidente Obama. Dizendo que aterrissou na Califórnia porque a base no Cabo Canaveral tinha fechado por causa das chuvas. E que estava feliz porque a Hubble está “all fixed up”. Ele twittando isso do mesmo jeito, no mesmo nível, mesma plataforma, mesma naturalidade que qualquer um twitta que saiu de uma reunião chata na escola e chegou em casa depois de ver o documentário do Simonal. Tem gente que não dá valor para coisas assim, mas eu acho incrível. One giant leap for twitterkind!!!
3 - A moda na gastronomia moderna é twittar receitas em 140 caracteres. Com isso, toda uma nova linguagem está sendo criada na gastronomia. Veja bem: não é botar link de receitas num post do Twitter. É botar a receita in-tei-ra no postinho de 140 toques. Tipo essa, de Porco Crocante: “Heat oven200C. Cut 1kgporkrind into strips. Boil 15m. Drain, scatter w/csalt, roast1hr, turnevrysooften”.
4 - Nos bastidores de uma famosa reportagem sobre Twitter no “Fantástico”, há algumas semanas, o grande Zeca Camargo orientava os twitteiros da matéria a não falarem as palavras “twitter”, “twittando”, porque o chefe dele não queria. Na certa temendo assustar o “brasileiro comum” que vê o programa com a palavra esquisita de lingua inglesa, estrangeirismo, sei lá. Na Inglaterra, na semana passada, um dos grandes jornais, não lembro qual agora, botou em sua primeira página uma foto gigante da Paris Hilton no festival de cinema em Cannes, com a amiguinha Peaches Geldof, as duas escrevendo no celular, cada uma no seu. O título da foto-texto era: “Nice to tweet you”.
5 - Mulheres grávidas já botam um aparelhinho na barriga que gera um post de Twitter cada vez que o bebê se movimenta lá dentro ou dá “um chute”. Aparente isso é bobagem, mas se você olhar bem isso significa dizer que o ser humano já está participando do mundo virtual antes mesmo de nascer.
6 - Na Guatemala, o Twitter já rendeu uma prisão a um sujeito acusado de usar a comunidade para causar “pânico financeiro” envolvendo um banco corrupto que… (a história é longa).

* POPLOAD GIG: RECADINHO DO MATT - Através deste blog, o lado mulher do espetacular duo Matt & Kim, atração do primeiro Popload Gig, mandou um recado para a “galere”:

“Hey! This is Kim from Matt and Kim. We’ve never been to South America before and can’t wait to come down and play at Popload Gig in June. I heard it is your winter… Someone tell me what we need to pack!”

* PROMOÇÃO 2 - INGRESSOS PARA O POPLOAD GIG - Este eu garanto. Corra o risco de ganhar m par de convites para cada dia do POPLOAD GIG, no clube Clash, sábado e domingo dias 6 e 7 de junho. Este é só para os comentários. Então comente.

* GREAT ESCAPE - DINOSAUR PILE-UP: O “NOVO NIRVANA” (HEHE)- Entre os muitos palcos em que mal cabia uma banda em cima (já falo), o trio Dinosaur Pile-Up se apresentou e arrebatou o Great Escape Festival, o importante festival de música nova de Brighton, na Inglaterra, o South by Southwest inglês. Mais: o South by Southwest europeu, em importância. Óbvio, “arrebatou o festival” na minha opinião, pelo que eu vi, das 300 bandas que tocaram e dentre as 30 que eu consegui assistir neste evento que circulou simultâneo em 40 clubes da cidade ao sul e litorânea do Reino Unido.
Arrebatou o Great Escape para mim e, tenho certeza, para todas as pessoas dentro do Audio naquela hora, naquele local, onde a banda se apresentou, um clubinho de frente para o mar, no subterrâneo de um bar, e do tamanho da nossa Funhouse, grosso modo.

Banda de moleques de 20 e poucos anos de Leeds, o Dinosaur Pile-Up, já falamos dele aqui, é um trio tipo o Nirvana mesmo: guitarrista vocalista que é numa só música num momento é fofo e no outro está gritando enlouquecidamente; baixista que fica pulando e balançando a cabeça o tempo todo; e o mais rápido baterista do mundo hoje.
Pelo tipão, pela música e principalmente pela história deles, ganharam os blogs, o “Guardian”, a BBC, a Radio One (BBC e Radio One no caso são coisas diferentes) e a “NME” no final do ano passado e ainda mais neste ano sob a acusação de liderarem um movimento… grunge.

Um movimento new grunge, melhor dizendo. E bem localizado: o new grunge só estaria acontecendo em Leeds. Bizarro.
A história era a de que os meninos da banda, quando saíam com amigos para clubes e para shows, não se sentiam bem com a música inglesa que os cercava, não estavam nem aí para Amy Winehouse e Lily Allen, e voltavam correndo para casa para ouvir… grunge anos 90.
Matt, 23 anos, o vocalista e guitarrista do Dinosaur Pile-Up, não tem pai. É aficcionado em Foo Fighters em particular e assumiu o Dave Grohl como seu “verdadeiro patriarca”. É verdade. Ele diz isso em todas as entrevistas.

Mas Matt parece MESMO o Cobain. Loirinho, guitarrista, gritador, tipo de moleque frágil até se mostrar ensandecido. Muito bonito, ele tem uma presença em cena de fazer os caras do Kings of Leon se sentirem geeks espinhudos. Deixa só a mulherada descobrir o Matt.
O baixista, Tom Dornford, é muito bom. O som do seu baixo é estourado e ele fica fazendo dancinha particular com o PA que ficava atrás dele, no Audio, em Brighton, no show do Great Escape. Fora quando ficava balançando a cabeça para frente, exatamente como os caras faziam nos anos 90 nos clubes ingleses, quando o Nirvana e sua galera chegaram na Ilha. Dança totalmente masculina.
O baterista Steve Wilson é bem preciso. E vem vigoroso. E tão rápido que, se o “paizão” Dave Grohl estivesse na platéia naquela hora, ele ia pensar logo na aposentadoria. (Brincadeira, Dave!)

É óbvio que o Audio estava lotadaço com fila do lado de fora por causa do Dinosaur Pile-Up, porque o lugar é um ovo. Mas isso não contava. O importante ali era a energia que era trocada entre a banda e a platéia, contagiante. O entusiasmo no final de cada música, naquele curto show de oito canções, era absurdamente crescente. Quando a apresentação acabou, o clubinho urrava saudando os moleques. Essa é a verdadeira medida das coisas.

Ainda no circuitão de shows pequenos no Reino Unido, o Dinosaur Pile-Up vai ter um verão bastante agitado em alguns dos principais festivais do Reino Unido, do T in the Park ao Bestival. Acho que, se acertarem mais uns dois singles razoáveis pelo menos, na linha dessas ótimas “My Rock’n'Roll” e “Traynor”, a gente vai ouvir muito falar desses garotos.

Abaixo o vídeo do Dinosaur Pile-Up fazendo o pequeno hino “My Rock’n'Roll” no Great Escape Festival, em Brighton. Imagem tosca, pouca iluminação no clube, som estourado porque eu estava embaixo de uma caixa acústica. Como um bom vídeo do Dinosaur Pile-Up tem que ser. Capte a energia.

Atenção para três momentos em particular: nos minutos 1:41, no 2:28 e depois no 2:40. Sim, o baterista está com a camiseta do Incrível Hulk.

* PROMOÇÃO 3 - DVD DO NIRVANA AO VIVO NO READING 92 - Opa, opa, opa. A Popload trouxe da Inglaterra, para sorteio, o famoso DVD “mais ou menos pirata” do Nirvana ao vivo no uber-famoso show do Reading Festival de 1992, no dia 30 de agosto daquele ano, a última apresentação da banda de Kurt Cobain em palcos ingleses. Já falei cem vezes aqui e ainda vou falar outras 400 sobre a importância desse show em particular, portanto vou poupá-los por agora. Apenas digo isto: concorra. Nos comentários e nos e-mails.

* AH, A LINGUA FRANCESA… 1 - Estou para pôr este vídeo aqui faz dias, mas sempre esqueço… Você achou “escandaloso” o duo Matt & Kim (Popload Gig alert!!) gravar um vídeo peladões na Times Square, em Nova York? Então veja só o vídeo de “Baby, Baby, Baby”, da dupla eletro francesa Make the Girl Dance, que já remixou o Franz Ferdinand, fez. Basicamente são algumas garotas nas ruas de Paris. Simples assim.

* PROMOÇÃO 4 - PASSION PIT E MACCABEES - Mais sorteio: a Popload bota na banca os novíssimos CDs importados das bandas Passion Pit (”Manners”, o primeiro do grupo de Boston), e Maccabees (”Wall of Arms”, o segundo da banda inglesa de Brighton). Eu sei que CD virou um artigo esquisito para se ter, mas ainda assim o formato nostálgico ainda é bacana, tals. Vem nos comentários ou no lucio_ribeiro@ig.com.br e tenta a sorte.

* AH, A LINGUA FRANCESA… 2 - OU A CANTORA MAIS BONITA DO POP MUNDIAL - Em meio à cena de aproximadamente um milhão de cantoras mulheres (a redundância é apropriada), encontraram a mais bonita de todas. Não sou eu que digo. Mas também não discordo. No meu rolê inglês percebi a forte chegada à cena da cantora Coeur de Pirate, nome artístico de Béatrice Martin, uma loirinha tatuada canadense (de Quebec), de 19 anos, que canta em francês.
Seu álbum, “Coeur de Pirate”, impregnado de piano rock, acaba de ser lançado na Europa e a galera está babando. O que me espantou é o falatório em Londres para alguém que canta em francês. Ela até tem um projeto em inglês, chamado Pearls, ainda no começo, e feito bem para entrar no mercado britânico e americano sem causar estranheza.
Quando eu vi a ode inglesa à canadense francesa eu fui logo ver o que falavam dela na França. Batata. Coeur de Pirate já é queridinha da revista de música (não só) mais legal do mundo, a “Les Inrockuptibles”.
Dá uma olhada no shape da garota (e na música, óbvio) neste vídeo dela, abaixo, para a lindinha “Comme des Enfants”.

* PROMOÇÃO 5 - CELULARES MOTOROKR - A Popload em parceria com a Motorola sorteia neste post DOIS celulares Motorokr EM35, que também é music player, vem carregado com o novo CD do U2, “No Line on the Horizon”, e tem uma tecnologia, com um microfone interno, que ajuda a eliminar os ruídos externos. O modelo chegou ao Brasil não faz dois meses. Vai lá: nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br você pede essas belezuras.

* Chega de post.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , , , , , , , , , , , , ,
10/11/2008 - 16:21

The Ones I Love - Radiohead, REM e o Planeta Terra

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BREAKING NEWS RADIOHEAD
CHILE ANUNCIA DATA OFICIAL E JÁ VENDE INGRESSO; BRASIL E ARGENTINA CONFIRMADOS

O Chile começa NESTA TERÇA-FEIRA, dia 11, a venda dos ingressos para o show da banda Radiohead em Santiago, que acontecerá no estádio San Carlos de Apoquindo. A Argentina deve anunciar nos próximos dias a data da apresentação do grupo de Thom Yorke no comecinho de abril, para o Quilmes Rock Festival. A(s) data(s) do Brasil pode(m) ser ou entre Santiago-Buenos Aires ou logo após a passagem argentina da turnê sul-americana do Radiohead. Nos próximos dias devemos ter uma idéia mais clara de como se dará a etapa brasileira da tour mais esperada dos últimos tempos.
O site oficial da banda já entrega a confirmação oficial para Brasil e Argentina, apesar de não informar nada sobre datas e locais. A tensão continua.

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* Voltamos agora com a nossa programação normal…

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Ruby, Ruby, Ruby, Rubeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

* Respondendo a pergunta feita no post anterior: Foals!!

* Então ficamos assim: Rapture 2007, Foals 2008. Para o Planeta Terra 2009 fica a sugestão de “melhor show do ano que vem”: Friendly Fires (que nem tem performance ao vivo tão espetacular assim, mas até lá eles aprendem) .

* O Planeta Terra é um excelente festival? É. Ele tem problemas? Tem.

* TOP 5 POPLOAD - O CAP, Conselho Aleatório Popload, elegeu os principais shows do festival. Não reflete necessariamente minha opinião, viiiiu. Nem vi Breeders. Acho que o Animal Collective, mesmo com o som embolado do começo, merecia estar aí no Top 5. Mas preciso respeitar os conselheiros.

1. Foals
2. Breeders
3. Kaiser Chiefs
4. Spoon
5. Felix da Housecat

* AUMENTA ISSO AÍ - Rapidinho e antes das considerações gerais, eu achei o seguinte: do pouco que eu vi, a performance do Offspring, o patinho feio do festival, estava bem honesta. Assim como foi a da principal atração do evento, o Jesus & Mary Chain. O tempo se mostrou cruel para as duas bandas, mas a força das canções de ambos os grupos garantia o astral (força essa mais das músicas dos escoceses que da dos americanos, óbvio). Tanto Offspring quanto J&MC pareciam estar numa rotação mais devagar um pouco do que o gás que costumavam dar no palco no passado, mas um grande problema do Planeta Terra prejudicou as duas atrações, na minha opinião muito mais o grupo dos irmãos Reid. O som do palco principal era muito baixo. E um guitarrista como William Reid, cuja guitarra mudou o rock independente de certo modo, não podia ter o som de seu instrumento tão limpinho e equalizado no mesmo volume com o baixo e a bateria. É tipo trazer o Jimi Hendrix e não privilegiar a guitarra do cara. No grande show da volta da banda, no Coachella Festival 2007, foi exatamente o que fizeram: guitarra no talo. Gás no Jesus. Aí sim o Jesus & Mary Chain não ficou parecendo uma banda cover de Jesus & Mary Chain. No PT, foi um show bonito, porque as músicas são bonitas. Mas poderia ter sido tão bem melhor…
Detalhe: todas as bandas trouxeram seus técnicos de som ao Planeta Terra.

* PLANETA TERRA 2008 – O QUE VALEU. E O QUE NÃO…

- WIN:
- a correria para pegar o comecinho de um show legal (i.e., Foals) tendo que dispensar o hit no final de outro show legal (i.e., “ Just Like Honey” , dos Mary Chain). Ai sim deu a sensação de estar num festival de verdade.
- a estrutura continua campeã. O PT é “ O” festival. Pena que a Vila dos Galpões vai virar um shopping center e o Planeta Terra vai mudar de lugar.
- ver a alegria dos tiozinhos café-piu-piu a cada acorde do Jesus. Air Guitar em câmera lenta quase.
- Bloc Party bem mais animado que na Argentina, mas ainda bem mais desanimado do que a gente esperava.

- FOALS, esse sim, o melhor show do festival e, sem exagero, o show do ano (qual foi o outro show do ano mesmo? Hives?). Lotou a tenda indie, conquistou quem conhecia e quem nem sequer sabia que eles existiam. Incrível. Daí você sai do palco principal, com um Jesus quase operando por instrumento e com um público mais reagindo por nostalgia que empolgação, e cai ali, na tenda fervida do Foals. Cada um na sua, mas nunca um show foi tão na hora certa como esse. Começou com algumas cabeças se mexendo e terminou com a tenda inteira dançando. E a criançada estilo público Mallu Magalhães que sabia todas as letras? De onde elas vêm? A maior troca de energia banda-público-banda do festival.
- Bloc Party e Kaiser Chiefs tinham que ter tocado no palco indie, que é o lugar deles. Aí a coisa seria nervosa. Palco grande é para banda gigante. Enfim, não ia caber e não podemos ter tudo. Mas seriam outros shows.
- sair no finalzinho já meio capenga do Bloc Party e chegar a tempo de ouvir “Cannonball” no show do Breeders. Bateu um pequeno arrependimento de não ter ido antes. Kim Deal emocionada no violão e muita gente cantando junto.
- Kaiser Chiefs: apesar do som baaaixo demais, aglomerou a população flutuante do festival com uma seqüência de hits non-stop. Show quadradão e sem alteração alguma com o de Buenos Aires, mas divertido e intenso. Ok, a gente não precisava de tanto cofrinho exposto e o vocalista Ricky Wilson demonstrava um pouco demais o cansaço acumulado: a voz falhava, estava ofegante e quase que aquela calça skinny não aguenta tanto sobe e desce… Mas ninguém se importou com isso. Fechou bem o dia.

- FAIL:
- a correria para pegar o comecinho de um show legal (i.e., Foals) tendo que dispensar o hit no final de outro show legal (i.e., “Just Like Honey” , dos Mary Chain). Festival é assim…
- falta de sinalização clara nos portões de entrada e staff mal informado do lado de fora do evento.
- cadê os sorvetes Rochinha?
- o som baixo demais do palco principal. Dava até para marcar encontro pelo celular sem precisar berrar.

- desastre sonoro no show do Animal Collective, parece que causado por um integrante da técnica da banda. O que seria um dos shows do festival, acabou morno. O desencontro da mixagem no começo fez a banda perder umas três músicas do seu set. As duas primeiras canções saíram completamente emboladas e a banda tocou de mau humor e saiu espumando do festival. O Animal Collective já faz um show esquisito e fora dos padrões, mas aquilo foi esquisito “ from hell”.
- hummm. Spoon foi o show da vida de muita gente, como ouvi de amigos. Tenho até vergonha de dizer que achei bom-normal, às vezes arrastado.
- Bloc Party se desculpando pelo playback e por ter desrespeitado “an entire nation” por causa da farofada da MTV foi um pouco demais. Bastava ter feito um show mais empolgante e estava tudo certo.
- Offspring temendo exposição de rugas e proibindo as fotos do fosso dos fotógrafos.
- Transmissão do festival no site vazada nos telões do palco principal. Aquilo foi um pouco vergonha alheia demais. Aquele convidado bizarro era o Silvinho BlauBlau?? Erraram todos os nomes de música, quase. Até os nomes DAS BANDAS. Kaiser Chiefs virou Kaiser Chelfs, ou algo do tipo. Um cuidadozinho básico em que o festival vacilou.

* COBERTURA POPLOAD PLANETA TERRA - Textos: Lúcio Ribeiro e Ana Bean. Leitores convidados: Itaici Brunetti (texto) e Ulisses Barbosa (fotos).  Chinfras: Alisson Guimarães.

* FOTOS - Clicou nas imagens da galera?

blocpartyrio

Foto: Mariana De Biase

* ENQUANTO ISSO, NO RIO DE JANEIRO: BLOC PARTY - Aêêê sim, Brasil. O show esperto, indie, bem colocado que a banda Bloc Party fez no Circo Voador, nesta segunda, BOMBOU. Palco menor, banda animada, público “violento”. Tudo em seu verdadeiro habitat. Agora sim foi o Bloc Party que a gente conhece beeeeeeeeem. Olha a loucura. No sábado, show burocrático. Na segunda, histórico.


* REM - NÃO VOLTE PARA ROCKVILLE!!! -
O histórico REM encerra nesta terça sua turnê brasileira, em São Paulo, uma série de duas apresentações na cidade. Na noite de segunda, no bis, eles tocaram “(Don`t Go Back to) Rockville”, música que não chega a ser uma surpresa do setlist, mas é muito especial para quem acompanha a banda de Michael Stipe desde o começo. Ela chega a ser tão… especial… que até a assessoria do show nem colocou ela no email de divulgação à imprensa. “Rockville”, que nem é mais cantada por Stipe em shows, tem a voz do baixista Mike Mills e apareceu no bis do show de segunda no Via Funchal. Foi Mills quem fez a canção em 1984 para sua namorada, tentando fazê-la mudar de idéia e não retornar para Rockville, Maryland. Só este country-pop choroso já vale a ida ao Via Funchal nesta terça.

* De todo modo, tem as outras tantas músicas incríveis do REM. Tipo esta:

* CHEGA - Ia botar mais coisas pop aqui, inclusive uma promoção de camiseta cool. Mas fica tudo para o próximo post. Até!

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , , , ,
07/11/2008 - 15:37

Pergunta para você: Jesus ou Foals?

* Resolvi abrir um post novo, para fazer essa pergunta rápida. E aí, Brasil? Hein?!?

* REM em Porto Alegre, entrevista do Foals, a lista dos prováveis melhores shows do Planeta Terra, como o festival se prepara para receber suas 15 mil pessoas. E mais outras coisas. Se não estiver tudo aí embaixo já, uma hora hoje vai estar.

* PLANETA TERRA FESTIVAL: AS FOTOS, O PAJÉ, O FIM DOS GALPÕES - A Popload fez um tour nesta sexta-feira para conferir como estava a preparação final do festival Planeta Terra. Embaixo de chuva, deu para ver quase tudo pronto para o evento receber as 15 mil pessoas que esgotaram os ingressos da edição deste ano. O cenário está lindão, ainda mais bonito que o do ano passado. Uma pena que esta deve ser o último acontecimento do Planeta Terra na Vila dos Galpões. O local, já no ano que vem, vai dar lugar a um shopping center. Tenho aqui uma sugestão de novo lugar para o PT 2009. Anhembi!!!! Hahahaha, tô zoaaaaando.

* Quanto à CHUVA, como essa que despencou sexta no final de tarde, parece que não está assustando a organização do Planeta Terra. O festival teria contratado os serviços do Cobra Coral, também conhecido como Pajé, um sujeito que garante céu aberto e sem nuvens para qualquer evento que usa seu, digamos, dom. Figura conhecida no Carnaval do Rio, o Pajé, pelo que eu entendi, sobrevoa os locais solicitantes e joga alguma substância nas nuvens, “forçando” uma chuva na véspera, para limpar o céu para o dia seguinte. Bom, se foi isso mesmo, a chuva de sexta em São Paulo pode ter sido obra do Pajé. Juro que essa é nova para mim.

* O PLANETA TERRA, EM FOTOS - Veja como estão montados os palcos do festival de sábado. Aproveita, porque não vai dar mais para vê-los vazios assim.

O palco principal do Planeta Terra, que neste sábado recebe Jesus & Mary Chain e Mallu Magalhães

O palco indie, lugar onde vai acontecer os shows de Animal Collective e Foals

O galpão dance, em que o Mylo vai discotecar

* OS MELHORES SHOW DO PLANETA TERRA? Ninguém me perguntou, mas assim mesmo vou dizer. Popload e a expectativa dos cinco melhores shows do festival paulistano deste sábado.

1. Animal Collective - A coisa é maluca, fora de controle. Um show deles é punk, outro pode ser pop, às vezes é mais eletrônico que o Chemical Brothers. Pode ser calmo, pode ser violento. Mas é sempre intenso.
2. Foals - Parece um ensaio aberto. A banda vai experimentando sons, como se fosse uma jam session indie. Aí acha o ponto e solta no meio uma das músicas do seu brilhante “Antidotes”, o CD de estréia. Sim, eles tocam “Hummer”. Xi, Jesus.
3. Kaiser Chiefs - Além de as músicas, velhas ou novas, serem boas, Ricky Wilson é um misto de cantor e comandante de torcida. Não tem como ser ruim.
4. Bloc Party - A banda está meio esquisita. Playback desnecessário na TV, músicas novas ortodoxas, remédios para depressão, show morno na Argentina no final de semana passado. Mas ainda confio na banda e nos shows incríveis já visto deles.
5. Spoon - Acho que não tem como ser ruim, né?
6. Brothers of Brazil - Papito!!!!!

* JESUS? É VOCÊ MESMO? - Deixei a banda escocesa fora da lista para pagar para ver. É o grande nome do festival Planeta Terra, mas pode não ser o melhor show. Mesmo com toda representação da banda na minha humilde vida passada, acho que não vou ver a apresentação dos irmãos Reid inteira, porque perto dali vai estar tocando o Foals. Enfim. Escolhas… O J&MC tocou nesta noite de quinta no Peru. Set de 1h20, duas músicas novas. “Head On” foi a segunda canção do show, “Reverence” encerrou. Não teve I Hate/I Love Rock’n'Roll. Tocaram cover do Pink Floyd. O lugar era para 2.200 pessoas e perto de 1.500 viram o concerto. No rol das bandas antigas que voltam, o J&MC atual ficou no meio do caminho entre a energia juvenil do velho Pixies e a decrepitude triste do Echo & The Bunnymen. Confira o setlist do show da banda na quinta à noite. É a lista de músicas que eles costumam executar, mesmo. Não deve variar para o Planeta Terra.

* Aqui, Jesus & Mary Chain em ação nesta quinta à noite, no Peru, a última apresentação antes de São Paulo.

* Haha. Eu estava zoando com a história de a Mallu cantar “Just Like Honey” no show do Jesus. Mas eu já não me surpreendo com mais nada no rock…

* R.E.M. AO VIVO NO BRASIL - Confira “Everybody Hurts”, enviada à Popload pelo pessoal do blog Conversation, extraída do primeiro show da turnê brasileira no estádio do São José, também agora conhecido como “Zequinha Stadium”, nesta quinta em Porto Alegre. A banda de Michael Stipe ainda toca no Rio de Janeiro (HSBC Arena, 8/11) e em São Paulo (Via Funchal, 10 e 11/11).

* ENTREVISTA PLANETA TERRA: FOALS ENCARA JESUS EM SP - E o “show mais 2008″ do festival corre o risco de passar batido por causa de um “show anos 90″. Numa espécie de blasfêmia indie, a nova banda inglesa Foals desafia Jesus.
“Não me importo de estar tocando no mesmo horário que o Jesus & Mary Chain”, diz Yannis Philippakis, vocalista e guitarrista do Foals, em entrevista por telefone direto da Inglaterra. “Festival é assim mesmo. Chega a ser cruel ver bandas boas tocando no mesmo horário que outras. Mas existe sempre alguém para ver seu show, então é para essas pessoas que a gente vai se matar no palco.”


Foals em ação no Reading Festival deste ano. Você vai vê-los no Indie Stage enquanto o Jesus & Mary Chain estará tocando no palco principal?
Foto: BBC.co.uk

Uma das bandas mais interessantes da nova safra inglesa do cruzamento rock e dance, o Foals se apresenta no Planeta Terra às 20h30. Meia hora antes, o grupo escocês veterano e reformado Jesus & Mary Chain já vai ter iniciado seu segundo show em São Paulo, depois de ter tocado na cidade em 1990.
A diferença de formação das duas bandas britânicas é de 20 anos. Mas para o rock moderno do Foals isso não faz a menor diferença.
“Há pouco mais de um ano a gente não tinha um single lançado. Hoje já nos chamam para tocar em festivais grandes em lugares como o Brasil. Alguém aí deve conhecer nossa música, não é possível”, afirma Philippakis. “Quando penso nessas coisas em aviões eu acho muito assustador. Mas paro logo de pensar para não enlouquecer”.
Muito além da combinação do estilo indie + dance music, o Foals espichou sua música para um lado experimental, às vezes mínimo, às vezes máximo, progressivo, calculado, o que levou a banda à classificação de “rock matemático”.
“Isso é bobagem. Nem sei o que é rock matemático. Se existe uma definição que caiba ao nosso som é música caótica, direta e violenta”, tenta explicar o líder da banda.
O Foals lançou seu álbum de estréia em março deste ano, na Inglaterra, pelo hoje cultuado selo Transgressive Records. Chama “Antidotes” e tem produção de Dave Sitek, o músico da banda TV on the Radio que virou o “produtor do momento” na música independente. Nos EUA, o disco do Foals foi lançado em abril pelo histórico selo Sub Pop. Até chegar ao Planeta Terra, a banda circulou por muitos dos grandes festivais de música do mundo, como Glastonbury, Reading e Lollapalooza. Para fechar o ano, vem ao Brasil “desafiar Jesus”.
Está bom para uma banda que há pouco mais de um ano não tinha um single lançado, não?

* Não pensa que acabou.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , ,
06/11/2008 - 11:26

EVERYBODY HEARTZ

* Sobre o título: o que eu vou falar no post vai ser de coração.

* WASSUP 2008?!? - O que está acontecendo com o mundo?
(1) Os EUA elegem seu primeiro presidente negro.
(2) A Fórmula 1 é decidida na última curva da última volta da última corrida.
(3) O Oasis fez um vídeo bonito.
(4) O Jesus & Mary Chain cogita chamar a Mallu Magalhães para cantar “Just Like Honey” no lugar da Scarlett Johansson.
(5) Wilson Sideral confirmado para abrir um show do REM.
(6) O McDonald’s tem pão na chapa no café da manhã. Pão na chapa!!
(7) E um conhecido DJ rocker virtual anda discotecando nos clubes de SP com uma guitarra no pescoço, para fazer “air guitar real” depois que aperta o play das picapes.
Vai, Michael Stipe. Canta para nós “It’s the end of…”

* POPLOAD NAS ELEIÇÕES AMERICANAS - Íncrível a manchete do tablóide inglês “The Sun” em sua capa de 5 de novembro, sobre o novo presidente americano: “One giant leap for mankind”, pegando emprestado parte da famosa frase que representou em palavras a chegada do homem à Lua.

* E digo mais… Essa manchete para o Obama só perde para o trocadilho que eles fizeram com a saída da cadeia do marido da Amy Winehouse, o Blake, nesta semana na Inglaterra. A manchete era “Prison Blake”, hahahahaha.

* CREDENCIAIS POPLOAD PLANETA TERRA - Para deixar aqui registrado, quem já está devidamente com seu passe de imprensa para trabalhar para a Popload no principal festival de música do ano são os seguintes sujeitos:
- Ulisses Barbosa
- Itaici José Brunetti Perez

* Não desanima. Até o fim do post eu acho que tenho mais coisas para oferecer, do festival.

* A PIOR MÚSICA DO MUNDO - Hehe. Com o anúncio oficial da vinda ao Brasil em janeiro do músico inglês James Blunt, para abrir os shows do veterano Elton John, não pude deixar de lembrar que o rapaz é o responsável pelo estrondoso hit de 2005 “You’re Beautiful”, que causou estragos mundiais nas paradas e nos ouvidos. “You’re Beautiful” foi eleita a pior música DE TODOS OS TEMPOS, em pesquisa realizada na Inglaterra. Ganhou da Celine Dion, de “Macarena” e de outras terríveis. A canção de Blunt, que tem o mais irritante refrão da história, já foi parodiada, esculachada e zoada de diversas maneiras, por diversas pessoas: do Weird Al Yankovic (”You’re Pitful”) ao Cartoon Network. Até o próprio Blunt, de saco cheio do sucesso dessa música que ele nem considera a principal do seu disco, fez auto-paródia no “Vila Sésamo”. Logo mais, ao vivo, “You’re Beautiful” no Brasil.

* A MELHOR MÚSICA DO MUNDO - É o fator momentâneo, mas “Everybody Hurts”, linda e sofrida balada da banda REM, virou a melhor música da história nestas semanas, uma vez que o grupo de Michael Stipe, em turnê no Brasil, ressuscitou a canção de 1992 neste atual giro sul-americano. O curioso é que “Everybody Hurts” nem é de Michael Stipe. Foi composta em sua maior parte por Bill Berry, ex-baterista do REM, que abandonou a banda anos depois para virar fazendeiro. De novo os ingleses: “Everybody Hurts” foi considerada, em enquete britânica para uma TV, uma das mais doídas canções de fim de romance jamais feita, embora a banda “defenda” que ela foi inspirada na mais desesperadora e frágil etapa de vida de um ser humano: a adolescência. De tão contundente em sua tristeza, o hit do REM foi tema de campanha do Samaritanos na Inglaterra, em um dos esforços para baixar a alta taxa de suicídio entre os teens britânicos no meio da década passada. Muito pelo contrário, nos EUA a música foi banida POR LEI no estado de Nevada, por “encorajar os adolescentes a se matarem”. A música tristonga do REM foi uma das trilhas mais utilizadas em vídeos de qualquer TV e internet com imagens dos ataques terroristas do 11 de Setembro. E embala uma cena de matar de dó da Marge Simpson, em “Os Simpsons”, em que a mulher do Homer caminha solitária no meio de uma tempestade, pensando que não tem amigos.
     
* ESCÂNDALO BLOC PARTY - Como se não bastasse o playback farofa na festa da MTV, a decentíssima banda inglesa Bloc Party, atração do festival Planeta Terra e um dos pilares do novo rock deste século, “aplicou” para cima de uma tradicional festa indie paulistana. O grupo de Kele Okereke copiou na cara dura um flyer antigo (de 2006!!!) da balada Party Intima, que é mensalmente realizada no clubinho Audio Delicatessen, na Vila Madalena. O resultado da fraude blocpartiana pode ser visto na capa do mais novo álbum da banda, “Intimacy”, lançado em agosto passado. Bom, veja com seus próprios olhos.

* Nesta quinta à noite, no Vegas, vou perguntar pessoalmente aos bloc parties se isso aí foi só coincidência. E vou repercutir com os meninos do Kaiser Chiefs. E com a galera do Foals…

* Falando em Party Intima, nesta sexta a balada acontece forte, quente e comemorativa no Audio Delicatessen. Vai ter discotecagem do “dono” Rafael Urenha e da Popload. Se você quiser se arriscar, chegue cedo.

* KAISER CHIEFS E O VÍDEO EM SP - Neste momento (quinta-feira) a banda inglesa está gravando seu próximo vídeo em São Paulo. É para a bacaníssima música “Good Day Bad Days, o segundo single do recém-lançado CD “Off with Their Heads”. Segundo o site oficial dos Chiefs, a direção do vídeo é por conta de Alex Courtes, que fez “Seven Nation Army”, do White Stripes.

* E o post só está começando… E só termina amanhã.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , ,
03/11/2008 - 16:15

Qualé?!?

* Vai, Obama!

obama

* Popload na Argentina. Popload nos clubes de SP. Credenciais de imprensa para o esgotado Planeta Terra. Ainda o Tim Festival. William. Kurt. Estamos chegando, Brasil.

* É melhor você saber por mim do que por aí, nas ruas. A Popload, expandindo sua atuação no mercado, vai lançar em breve uma linha de camisetas de várias cores, tamanhos, skinny, pólo e “normais”, com os dizeres “Popload: the hype machine” e “Popload: não leio, não lerei”, entre outros. Hein?!?

* Não. A camiseta não vai vender na Daslu!!

* Amiga minha foi ao show da banda americana !!! na Argentina, domingo passado. Em hora tal lá, com a galera aplaudindo no final de uma canção, o vocalista do grupo solta, todo agradecido. “Obrigado, Buenos Aires”, assim mesmo, como estou escrevendo. E depois: “Sorry. ‘Obrigado’ is the only word I can say in spanish”. Poim! Foi a nossa vingança da eterna frase americana que diz que “Buenos Aires é a capital do Brasil”.

* GOSSIP GIRL - Opa. The Big Bang Theory e Two and a Half Men estréiam temporada nova na Warner nesta semana, ambos na terça-feira. E opa, opa. Outra que chega novinha é “Gossip Girl” (às quartas), em seu segundo ano. Parece que o seriado vem “hardcore” na nova temporada. Vi os dois primeiros episódios e não senti a libido tão abalada assim. De todo modo, nos EUA circulam dois cartazes. O oficial, tipo “a série que é o pesadelo de todo pai americano”, e o “não-tão oficial”, tipo de blog.

cartaz gossip girl

* Falando em seriado, e “Heroes”, hein?
Uma das séries mais bacanas um dia desses e que hoje está difícil de aguentar, a saga dos super-heróis “humanos”, no começo de sua terceira temporada, passa por uma crônica falta de idéias ou, muito pelo contrário, tem idéias demais, o que a deixa esquizofrênica. Para falar a verdade, desde o meio da segunda temporada eu já não entendo mais nada. Capa recente da “Entertainment Weekly” dá a manchete para “Fallen Heroes”, e diz que não só a cheerleader e o mundo precisam ser salvos, mas o programa também.
“Heroes”, que já chegou a ter 16 milhões de telespectadores, agora consegue no máximo 8 milhões, em queda livre. E vários de seus principais roteiristas estão debandando.

* PLANETA TERRA - SUBSTITUTO DO SUBSTITUTO - O DJ francês de house Sébastien Léger vai substituir o DJ Justin Robertson, que ia substituir o escocês Calvin Harris. Robertson, que entrou no line-up do festival na semana passada, alegou motivos pessoais e não vem mais.

* PLANETA TERRA - ENTREVISTA JESUS & MARY CHAIN - O cara botava para quebrar. No palco e fora dele. Porra-louca, nunca esteve nem aí para nada, era azedo em entrevistas (quando as dava), brigava em público com o irmão (Noel e Liam quem?), entrava no palco sem dar oi, saía do palco sem dar tchau, entre outras casca-grossuras. Já que era para ser tosco, fez o rock desviar da reta ao fazer o disco mais “inaudível” da história, um álbum vital para essa coisa chamada “indie” (”Psychocandy”, 1985). É o principal responsável direto pelo termo “noise” no rock e, no caso do Brasil, por causa das 567 bandas que inspirou por aqui, pelo termo “guítar”. Assim mesmo, com um acento estranho e brasileiríssimo no “i”.
Esse era William Reid, guitarrista do seminal (mesmo) Jesus & Mary Chain, importantíssima banda britânica dos anos 80/90 e hoje talvez a principal atração do festival Planeta Terra, que acontece sábado que vem.

william reid

O William Reid que eu entrevistei semana passada era um outro. Atendeu docemente o telefone na primeira ligada. Paizão, parecia segurar uma criança no colo, de tão cristalino que vinha pelo telefone o barulho de alguém chorando. Perguntei umas três vezes se tudo bem de a entrevista acontecer em outra hora e ele insistia. “Não, tudo bem. Dá para falar”.
Beleza, vamos nessa. Mas que William é esse?

Popload: Alguma expectativa em tocar de novo no Brasil?
William Reid:
Todas. Quero rever a platéia brasileira. Faz 18 anos que tocamos aí pela última vez… Lembro que comemos bem no Brasil quando estivemos aí.

William Reid com saudade do povo brasileiro, em um show que aconteceu quase 20 anos atrás? Com a data do show do Brasil em 1990 na ponta da língua? Lembrando da comida? Que William Reid é esse?

Popload: Nestes quase 10 anos que o Jesus & Mary Chain desapareceu do pop, o que mais você sentiu falta na música?
Reid:
De gastar horas e horas no estúdio. Adorava passar tempos lá, burilando músicas, melhorando. Nunca fui muito de palco. Nunca me senti muito bem tocando na frente de pessoas.

Bom, este William Reid já faz um pouco de sentido.

Popload: Do jeito que a banda parecia se odiar quando acabou, foi difícil resistir à tentação de voltar a tocar juntos?
Reid:
Desta vez foi fácil. Primeiro porque todo mundo mora em lugares diferentes. Depois porque as coisas mudam, as pessoas mudam… As coisas mudam [repete, meio pensativo...].

As coisas mudam. As pessoas mudam. E, óbvio, os shows mudam. A atual apresentação do J&MC revela que a banda não tem mais o pique do passado, mas os irmãos Reid padecem do tempo com mais dignidade que 90% das bandas que voltam à ativa, como a Popload pode conferir no festival de Coachella no ano passado. “Não acho que estamos fazendo feio. As músicas estão lá, intactas. O Jim anda com dificuldade de agachar, como no passado. Mas isso é assim mesmo”.

O Jesus & Mary Chain toca no Planeta Terra, em São Paulo, às 20h30 no sábado. William Reid contou ainda, na conversa telefônica direto da Califórnia, que já trabalha em um álbum de inédita da banda, a ser lançado no ano que vem. Mas talvez não arrisque nada novo no Brasil. “Será um show só de hits nossos, não poderia ser de outro jeito.” Como vai ser o álbum? “O de sempre. Alguma melodia, bastante barulho. É o que sabemos fazer.”

* POPLOAD NO PERSONAL FEST (BUENOS AIRES) - Neste final de semana tivemos uma prévia do que vai ser o Planeta Terra em São Paulo, no sábado que vem. O Personal Fest, este ano em estilo ‘esporte-fino’ (gravatas rosa com o logo do festival eram distribuídas na porta), dividiu em dois dias uma parte das bandas que aparecem por aqui nesta semana. Além do Spiritualized. E do Mars Volta. Além do REM!!! A enviada especial Ana Bean conta como foi.

bloc party no personal fest, foto de ana bean
Kele Okereke no telão, gente desinteressada no chão. O show do Bloc Party no Personal Fest foi morno. Ânimo, Bloc Party! Sábado é aqui em São Paulo!!
Foto: Ana Bean

* BLOC PARTY NO PERSONAL: FAILED? - Diferentemente do Planeta Terra, em que o público teen (abaixo dos 18) não pode entrar para ver a Mallu Magalhães (16), o festival argentino foi… família. Pais e filhos, menores de idade, colegiais… Isso significa álcool zero. Nas tendas, só se vendiam água e Pepsi. E alguns salgadinhos tipo Doritos. Nada de briguinhas, tumultos, galera se abraçando emocionada… Talvez isso explique a empolgação-zero do público apático que recebeu o Bloc Party ainda de dia, com sol bombando na cabeça. Além de ter errado na seqüência de músicas novas seguidas por outras mais lentas e experimentais, a banda nem se comunicou com a platéia, chegando até a zombar da falta de ânimo das pessoas. Que fique claro que não foi um show ruim, só mal planejado e sem vontade. Faltando pouco para o final do show Kele Okereke decidiu “presentear os que gostam da banda desde 2005″ e mandou uma seqüência de hits. Mas muita gente já tinha desistido e trocado de palco para esperar o Kaiser Chiefs. Kele ainda disse que estava contente por estar na América do Sul “pela primeira vez”. Ainda bem que ele já esqueceu o show-papagaiada na MTV, em São Paulo, no mês passado.
(O Bloc Party toca no festival Planeta Terra, SP, sábado, às 23h45. Na segunda, dia 10, a banda se apresenta no Circo Voador, no Rio)

* KAISER CHIEFS NO PERSONAL: SÓ ALEGRIA - A banda já tinha a vantagem do show à noite, com mais cara de balada. Apesar de movidos a água e Doritos, a platéia foi bem receptiva às brincadeiras do vocalista Ricky Wilson, com as tradicionais frases-ganha-platéia em espanhol. Como tem feito em outros shows da turnê, o KC entrou ao som de “Money for Nothing”, do Dire Straits. Intercalaram as canções novas com as mais conhecidas, deixando tudo mais fácil. Para dar uma idéia, “Everyday I Love You Less and Less” foi a segunda do show. Ganhou a galera do começo. As músicas novas vieram mais pesadas e velozes ao vivo, ainda bem. Assim alguns solos desnecessários de guitarra passaram bem despercebidos.
(O Kaiser Chiefs toca no Planeta Terra, em SP, sábado à 1h30, portanto já no domingo)

* REM NO PERSONAL: STIPE SONIC YOUTH - Hinos de futebol e um engraçado “Olêêê Olêêê… Mai-Kéél Mai-kéél” ficavam cada vez mais altos, e parecia que não ia caber mais gente ali. De repente o palco “ligou”, veio a edição de som e luzes sincronizadas com as imagens nos telões coloridos (o mesmíssimo palco da tour européia), o figurino impecável de Michael Stipe, a interatividade via telão com a platéia e um setlist com 24 (vinte-e-quatro!) músicas. Mais: Michael Stipe tocando guitarra (segundo alguém da banda, ele não fazia isso desde 1989), a banda desempenhando ao vivo a linda e corta-pulsos “Everybody Hurts” (veja abaixo), que depois de tempos fora do setlist reapareceu na atual turnê sul-americana e por fim o senhor Stipe se jogando sem medo no meio do público (quase não conseguem tirá-lo do meio do povo). E também teve muito Obama. Em forma de música, de discurso, em imagens no telão, em canção anti-Bush.
Impossível ter saído do show sem ouvir a sua música preferida do REM: estavam todas lá. De “Orange Crush” a “Losing My Religion”, esta já no bis. O bis, vale destacar, veio depois de Stipe mandar bilhetinhos (escritos na hora e mostrados à platéia através dos telões) incitando a platéia a pedir por mais. Seria cafona se fosse, sei lá, o U2, mas Michael Stipe com seu esmalte preto descascado pode. “Man on the Moon” fecha o show e Stipe é carregado pelos companheiro de banda enquanto encarna o Sonic Youth e dispara a fazer distorções na guitarra. Parece que vai ficar pequenininho esse Via Funchal…
(O REM abre a turnê brasileira nesta quinta, em Porto Alegre. No sábado, o grupo toca no Rio. Semana que vem, segunda e terça, é a vez de São Paulo)

* AINDA O TIM FESTIVAL (1): MGMT NÃO ENTENDEU - O brother carioca Bruno Natal, do esperto blog URBe, invadiu os camarins do Tim Festival na Marina da Glória e fez um vídeo-entrevista com a banda americana MGMT. Numa hora lá um dos meninos, o Andrew, dizia que ficou meio decepcionado com o público. “Ouvi dizer que os ingressos estavam caros, né? Era tipo 250 reais para ver o Kanye West…”, se espantou Andrew. Aí é engraçado um explicando para o outro na banda que no festival tinha que pagar ingresso para ver os shows de cada um dos palcos. “That’s insane”, disse um deles. O vídeo da entrevista com MGMT logo após a apresentação do grupo no Tim Rio está aqui.

* AINDA O TIM FESTIVAL (2): KLAXONS AMOU - Parece, pelo título. Chamadinha para reportagem da “New Musical Express” que sai nesta quarta tem a manchete “Braziliant” e analisa como foi o show do Klaxons em São Paulo, depois de 18 meses de hiato da banda.

*  AINDA O TIM FESTIVAL (3) KANYE POLÊMIKA - O Globo Online levanta a história da tal “banda” do Kanye West, nas polêmicas apresentações do rapper superstar no Rio e em São Paulo. Diz o jornalista Antônio Carlos Miguel em seu blog no site do jornal que “alguns músicos brasileiros teriam sido contratados para encenar a pseudo banda”. Que instrumentos foram montados atrás do cenário, mas que na verdade “a banda dele não veio”. O Tim Festival, por meio de sua assessoria de imprensa, diz que a informação do “Globo” é mentirosa.

* OASIS SEM FIM -
Falando em “NME”, a capa da revista nesta semana vai trazer de noooooooooovo a banda dos Gallagher, em reportagem sobre a “turnê do ano”. Mas o bacana mesmo rolou de notícia nesta segunda à noite. Tava tudo muito calmo na turnê indoor do Oasis pelo Reino Unido.
Até que, na chegada da banda à Glasgow, onde o Oasis faz shows nestas terça e quarta, Noel tirou onda com os jornalistas, informando logo: “Meu irmão não está comigo aqui hoje; escolheu ir para outro lugar”. Indagado sobre por qual razão Liam não o acompanhava, Noel apenas fez um sinal com os ombros. Lá vem…

* Dá uma olhada na “NME”. Veja o “Klaxons no Brasil” nas chamadas do canto esquerdo.

oasis

* WASSUP 2008 - Wassup  Wazzup  Whazzup  Whassup  Whats  Up  Whass. A movimentação pop provocada nos EUA pelo “fenômeno Obama” é maravilhosa. Tipo este vídeo abaixo, de uns caras que já tinham “atacado” nas últimas eleições. O vídeo teve 4 milhões de exibição, já. E o divertido é a briga política séria nos comentários. Bem, está explicado o título deste blog.

* CREDENCIAL POPLOAD PLANETA TERRA - Sua última chance. Em alguma hora amanhã eu mando aos organizadores do festival os dois leitores-repórteres que vencerem o sorteio (via comentários ou no email). Certo?

* Agora chega!

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , , , ,
30/10/2008 - 12:56

Feliz 2009, Brasil-il. Radiohead e Coldplay confirm…


“Hummm. Deixa eu pensar se vamos mesmo pro Brasil desta vez…”


* Deve ser a oitava vez que falo que o “Radiohead fecha shows no Brasil”, mas o importante é não perder a fé jamais, hehe.* PLANETA TERRA ESGOTADO – Isso não é panfletagem ecológica da Popload. O festival Planeta Terra, que acontece em São Paulo no sábado da semana que vem com Foals e Animal Collective no elenco, esgotou seus ingressos (cerca de 15 mil) dez dias antes do evento. Cresce em importância as duas credenciais de jornalista que este blog está sorteando. Pensa bem…

* DE NOVO, BRASIL? – Ainda não vi a campanha do festival na TV, mas dizem que assim que apontam para um pôster do Bloc Party na propaganda, começa a tocar uma música do Kaiser Chiefs. Ê, beleza. Mas deve ser uma pequena demonstração de solidariedade do PT com o Tim Festival, que em sua propaganda de TV tinha “anunciado” o Noel Gallagher em sua programação…

* “RADIOHEAD AND COLDPLAY ARE A GO” – Assim chegou para mim nesta quarta-feira o email de um insider do circuito latino-americano de shows. A banda inglesa Radiohead, o cultuado grupo que mais vem-não-vem da história do showbis brasileiro, bateu o martelo quanto à oferta de Brasil, Chile e Argentina, os únicos três lugares na América do Sul que eles aceitaram tocar. Peru (novo “corredor” de shows) e Colômbia estavam na disputa. O desenho das apresentações do Radiohead por aqui é comandado pela Argentina, onde Thom Yorke e turma devem tocar em algum dia do finalzinho de março. Os shows de Brasil e Chile serão programados por volta dessa data. Já o Coldplay, de Chris Martin e Jay-Z (haha), desembarcam no mesmo período na região, para mais shows que o Radiohead. O Coldplay deve começar a nova turnê sul-americana em março. Sai pra lá, hein, crise econômica. Nem vem.

* Bem… - Vou pular a sexta-feira, pode ser? Segundo eu volto com mais. Agora deixo o meu amigo Bob, para os recados finais.


Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , ,
27/10/2008 - 15:14

O Tim em São Paulo, o Tim no Rio e a vida pós-Tim (final)

((((atualizações finalizadas. Ninguém entra, ninguém sai.)))

* Popload no Rio, Popload em São Paulo.

* Wake up, Mr. West!

* Alô, Brasil. Tirei folga para o Tim, percebeu? Aproveitei que meu computador pifou e desencanei. O computador está morto. Viva o computador (novo).

* REPÓRTER POPLOAD NO PLANETA TERRA - Começando pelo fim, aqui vai a proposta de emprego Popload. Quer entrar credenciado de “imprensa” e ajudar o blog na cobertura do festival Planeta Terra? Temos duas vagas para os interessados no “emprego do ano”. Peça aí nos comentários ou mande seu “curriculum” no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Concorra tranquilo. Sou um chefe bonzinho. É a Popload ajudando o país neste momento de crise.

* TIM FESTIVAL - Tem algo de muito errado ou de muito certo no mais importante e abastado festival brasileiro quando as melhores apresentações do evento são feitas por um maluco que faz show-gincana (esse cara com o microfone aí embaixo) e por uma banda de indie eletrônico delicada e com o show mais simples do mundo. Falo do absurdista Dan Deacon, de Baltimore, que controla suas maquinárias de barulho de cima de uma mesa e do Junior Boys, do Canadá.
Me refiro às apresentações de ambos no Rio. E excluo da lista de predileções as performances de jazz, que não vi.

dan

* TIM FESTIVAL NO RIO, PLANETA TERRA EM SP - Não tem jeito, polarizou. Por mais que a organização do Tim Festival não queira isso, por mais que não seja do interesse da marca patrocinadora, mas aos olhos do público e com os resultados colhidos em 2007 e sacramentados em 2008, tipo bilheteria+escalação+estruturação, vejo isso de modo muito claro.

* O leque de musicalidades que sempre foi a marca do Tim Festival continua sendo elogiável, super-”novas tendências”, apesar dos contratempos da escalação. Mas o público paulista realmente dá as costas ao festival, como deu para ver no esvaziadíssimo show do Kanye West da quarta-feira, inflado à metade da capacidade de sua instalação no parque do Ibirapuera (capacidade de 4 mil) com um derrame de ingressos grátis para gente de diversidade esquisita. Deve ter sido o menor público para um show do rapper superstar desde que ele começou divulgando sua palavra na escola de arte em Chicago. Mas o show se tornou polemissíssimo e isso é bom (já já mais sobre o Kanye West).

* A mudança do Anhembi para o Ibirapuera se mostrou espetacular. Mais bonito e com som bom, e sem a área vip empurrando a galera para lá atrás, a tenda armada no parque era aconchegante para um público médio. Não deu a mínima saudade do Anhembi. Mas não adianta marcar shows para 7 da noite na cidade, principalmente numa sexta-feira, que ninguém chega. Nem às 8 (futebol às 20h30 em SP, cheio de fanáticos, só começa a ver público quase no intervalo das partidas). Nem custando o que custou. Com a farta distribuição de ingressos vista em São Paulo (não tenho idéia sobre o Rio), de festival mais caro do mundo o Tim festival passou a ser o mais barato, quase que praticamente gratuito. Cambistas vendiam os ingressos de R$ 150 por R$ 50 na porta do festival. E quem oferecesse R$ 30 levava.

* O Tim Festival funciona como balada e o Rio de Janeiro é seu lugar. Um lounge de convivência gigante e ao ar livre, que centraliza os caminhos para o palco, reúne gente que nem sabe por que está lá, mas sabe que ali é o lugar para estar. Isso dá uma graça ao evento que São Paulo não tem. Os cariocas se confraternizam no festival. Os paulistanos saem de casa para ver os shows e dez minutos depois que a última banda pára de tocar o público de SP já está longe do Ibirapuera (até porque ele é rapidinho “convidado a se retirar” do local pelos seguranças do parque, que fazem cordão humano para expulsar a galera dois minutos depois que o último acorde foi dado). O Rio vive o Tim Festival durante os dias de sua realização. Em São Paulo, o evento é mais um entre os vários programas da cidade.

* Resumindo, o Tim Festival no Rio é só alegria. Em São Paulo tem que ser menor, mais bem programado e barato. A programação paulistana de sábado (MGMT, The National), mais com o perfil da cidade, bombou. Lógico, tudo isso é a miiiiinha modesta opinião.

* DATAPOPLOAD NO TIM -
Uma pesquisa informal, realizada nas duas cidades, pouco científica e plural no que deu para ser, elege os shows mais queridos do Tim Festival 2008, segundo o “povo”:
1. Gogol Bordello disparado
2. The National
3. Kanye West (bem colocado também entre os piores)
4. Klaxons
5. Dan Deacon
6. MGMT
7. Neon Neon
8. Junior Boys (quem conseguiu ver)

* TIM FESTIVAL - KANYE WEST - Está proibido aqui o uso das palavras “egocêntrico”, “egotrip” e derivados, porque eu acho que o rap é egocêntrico desde que o primeiro rapper botou o microfone no “on”. O rap nasceu como manifestação de auto-defesa das minorias e blablablá. Acho um pouco desnecessário quando leio por aí que o show foi “egocêntrico”. Dito isso, vamos caminhar assim: quando vi a apresentação do super e milionário rapper americano Kanye West no Lollapalooza deste ano, a mim foi vendido que aquele não era o “verdadeiro show” do talvez maior ídolo pop americano hoje. O espetáculo real do marrento Kanye seria mostrado dias depois no Madison Square Garden, em NYC, durante a turnê propriamente dita do moço.

E naquela apresentação do brutal festival de Chicago, e diante de umas 60 mil pessoas, tinha uma simulação do palco de terreno acidentado, tipo o solo lunar. Só que não havia o telão do “2008 - Uma Odisséia no Espaço Rapper”. Não havia a “Jane” do “Mr. West”, voz feminina gostosa que ajudava o herói intergaláctico do rap inclusive nas “pussies” que ele solicitava na solidão do cosmo. Mas lá no Lollapalooza, porém, havia a banda. No fundão, mas ainda ao alcance dos olhos. O show tinha o apelo visual que tira o rap da mesmice e conta “uma história”, tal e coisa. As luzes eram absurdas. uma explosão de cores que até quem estava em Minneapolis poderia enxergá-la, dava a impressão. Gaste um tempo neste link para entender melhor sobre o que estou falando.

E, de novo, no Lolla 2008 dava para ver a banda. Veja bem, para mim não foi determinante no Brasil ver ou não ver a banda em acão. Isso pode até ser fora de propósito para a composição espacial do cenário dele, mas funcionou tão bem no Lollapalooza… A ficção científica de Kanye, mais o forte Daft Punk de “Stronger”, aproximam o rapper da eletrônica. A banda o aproxima do rock. E isso é a graça de Kanye West. Ele é fera e pensa além. Contudo isso nem sempre funciona plenamente. O show “verdadeiro” dele, que veio para o Brasil, tinha a proposta de só mostrar a epopéia espacial solitária de Mister West para salvar o universo com sua música. E a música dele, isto sim, é bem boa, tanto na apresentação “falsa” do Lollapalooza como nos shows “reais” do Madison Square Garden e do Brasil. E aí dá para falar que foi um showzaço, porque no fundo é isso que interessa. Agora, que o cenário de imagens bonitas, dragão de escola de samba do grupo B e a “nave da Xuxa” puxaram o show para o esquisito, isso puxou.

* Nem ligo também para ele estar de blusa, casaco de couro, luvas no calor do Rio…

* Finalizando: a primeira apresentação dele, a de SP e, obviamente tirando a música disso, deu para encarar como uma experiência rapper “diferente”. Mas quando vi de novo no Rio, pela segunda vez, aí ficou insuportável.

monkeys
* (pausa no Tim) ARCTIC MONKEYS NO CINEMA - Belém (PA), São Vicente (SP), Natal (AM), Vitória (ES) e o escambau. São 34 cinemas em 18 cidades brasileiras. É nesta quarta agora que o grupo britânico Arctic Monkeys toca nos nossos cinemas, como estratégia de lançamento do DVD “Arctic Monkeys at the Apollo”, que sai na Inglaterra no dia 3 de novembro (e por aqui provavelmente logo após isso). O DVD é o registro ao vivo do último show do Arctic Monkeys do álbum “Worst Favourite Nightmare”, que aconteceu em dezembro de 2007 no Manchester Apollo. São 76 minutos de imagens capturadas em 16mm do show da cidade vizinha à Sheffield deles. E começa “só” com “Brianstorm”. O filme já passou nos cinemas britânicos (e no Rio, na semana passada). E a gigante exibição brasileira, em sessão única em cada um dos 34 cinemas, será simultânea à de salas na Alemanha e Holanda, é o que dizem. A programação completa dos cinemas que passarão o filme da banda de Alex Turner está aqui (www.moviemobz.com.br/arcticmonkeys), no site da distribuidora Movie Mobz. Quer ir ao cinema ver o Arctic Monkeys?

* PROMOÇÃO POPLOAD/ARCTIC MONKEYS NO CINEMA -
A Popload te leva. Em sorteio nos comentários estão dois pares de ingressos para a sessão do cine Odeon PetroBras, no Rio de Janeiro. E dois pares para qualquer lugar de São Paulo. Os vencedores cariocas terão o nome colocado na porta do Odeon. Os paulistanos receberão os convites no endereço fornecido. Portanto, se você concorrer, cheque seus emails na terça à noite ou quarta de manhã, para o contato. A sessão do Rio começa 21h. Em São Paulo, o horário é variável, entre 20h e 21h40, dependendo do cinema.

* Olha isso. O DVD terá duas edições. Uma normal, só com o filme. E uma “Special Limited Edition Box Set”, que traz o filme, um pôster do show do Apollo, postais dos integrantes da banda em imagem trabalhada pelo artista local (de Sheffield) Pete McKee e um CD exclusivo de show ao vivo deles gravado no Texas em 2006 (será que é o do South by Southwest, em Austin?).

* PLANETA TERRA FESTIVAL: CALVIN HARRIS CANCELOU - O grande maluco que reinventou a disco, o escocês Calvin Harris não vem mais fazer DJ set no PT. O festival corre para tentar escalar algum outro DJ para o lugar do britânico, que pode ser gringo (plano A) ou brasileiro (plano B). A alegação para a não vinda de Calvin Harris é que o moço está adoentado e o médico proibiu viagens. Esperamos que seja o único nome a cair do festival do dia 8 de novembro, porque a bruxa-dos-cancelamentos-dos-grandes-festivais está à solta. O Tim Festival que o diga.

* O lado bom, que é o que nos resta, é que o ótimo Calvin Harris tocaria no horário do Bloc Party. E, em relação ao palco indie, trombaria com os shows de Spoon e Breeders.

* E atenção. Os ingressos para o festival devem acabar entre hoje e amanhã. Resta apenas algo perto de 500 entradas para esgotar.

* HAAGEN-DAZS MIX MUSIC: OUTRA PROMO -
Sábado em São Paulo tem a festa Haagen-Dazs Mix Music, deliciosa por onde quer que você olhe. Os belgas do Glimmers, o franco-electro Yuksek, Uffie & DJ Feadz (da Ed Banger francesa), VHS or Beta (DJ set), Database etc. se apresentam na Vila dos Ipês, na Lapa. A Popload sorteia um par de ingressos para a balada do sorvete com drink. Só pedir aí nos comentários que já está concorrendo. E recomenda o drink: vodka com o sorvete Raspberry & Merengue. Ai, ai…

* FLOSSTRADAMUS NO GLÓRIA - O projeto de DJs Crew realiza nesta sexta, no clube Glória, em SP, a festa de aniversário de seu primeiro ano como coletivo de baladas. O “intruso” nas picapes da Crew na comemoração de seu ano 1 é o poderoso duo gringo Flosstradamus, da Chicago de Obama, que neste 2008 tocou no Lollapalooza. A Popload pode te botar vip nesta balada. De novo, é só pedir nos comentários. Tem um par de entradas esperando você concorrer. O line-up total da festa é assim: Database, Thiello K, Fabrizio Martinelli, Rebel DJs, Roots Rock Revolution, Killer on the Dancefloor, Gorky (Bonde), Gil Barbara e Flosstradamus. Essa balada do Glória acontece dentro do projeto Nokia Mobjam, braço itinerante do festival Nokia Trends. 

* OASIS E OS 845 MIL - E o Oasis na sexta-feira passada? Ainda estou passado com o que aconteceu. Não que eu não esperasse, porém. Colocaram à venda pela manhã (a princípio) cerca de 600 mil ingressos para os shows de verão da banda na Inglaterra e Irlanda, em junho e julho do ano que vem. Em Londres (Wembley Stadium, 90 mil cada) e Manchester (Heaton Park, 100 mil cada), os shows se esgotaram em menos de uma hora. Foram adicionadas datas extras para ambos os locais. Aí esgotaram também. Em Sunderland, Cardiff, Dublin e Edimburgo também já ficou rapidamente sold out. Ou seja, TODOS os ingressos vendidos. Aí, à tarde, disponibilizaram aqueles chamados “ingressos de carga extra” para todos os locais, inclusive Wembley e Manchester. Vendeu-se tudo. Além disso, adicionaram dois shows em Coventry, no Ricoh Stadium, para 50 mil pessoas por dia. Vai ser colocado a venda nesta semana.

* Convidaram o Oasis para estrelar o colossal festival de Glastonbury em 2009. O Noel falou que não iria tocar desta vez porque o Oasis já vai fazer 12 Glastonburys.

* Os shows de abertura para a turnê de verão do Oasis, confirmados até agora, são do Kasabian e do The Enemy, para todos os shows. No Slane Castle, o Prodigy também foi adicionado. Vão anunciar mais bandas de suporte nos próximos dias.

* Enquanto isso, a banda continua sua turnê em arenas pelo Reino Unido, antes de embarcar para o México, no mês que vem. No último domingo, Noel Gallagher e cia. encerraram a série de shows do BBC Electric Proms, evento anual realizado pela gigante da comunicação inglesa e que tem como marca registrada a mistureba às vezes inusitada de artistas no palco. No caso do Oasis, a banda foi acompanhada em 1/3 do setlist pelo Crouch End Festival Chorus, um coral de 50 vozes com pessoas de “meia-idade”. É bem engraçado ver esse tipo de fusão (rock com alguma coisa de música clássica) e no fim das contas perceber que tudo correu bem.
O final apoteótico, até com papel picado voando estilo show do Muse, foi com “I Am The Walrus”, clássico dos Beatles que o Oasis toca desde o início da carreira. A Popload entrega a performance dos Gallagher com o coral. Vê aí.


* GOSSIP, MIL COISAS… -
A banda da enorme Beth Ditto, que deu preguiça de vir ao Brasil, lançou música nova em seu MySpace. Chama “1000 Things” e pode ser ouvida aí embaixo. O lance da desencanada da banda para vir ao Tim Festival ainda não desceu para os organizadores, mesmo com o “pedido de desculpas” que o grupo botou na internet, alegando estar fechado em estúdio para finalizar o próximo disco. Porta-vozes do Tim, em contrapartida, disseram que a banda mostrou má vontade nas proximidades do festival, ficaram pedindo mais e mais passagens fora do combinado para a vinda ao país e no fim simplesmente disseram que não viriam, mesmo com o contrato fechado desde fevereiro. Fora todo o blablablá, eis o Gossip com sua “1000 Things”, menos punk, mais viajante.

THE GOSSIP – “1000 THINGS”

* PEDRINHAS ROLANDO NÃO CRIAM LIMO - Delicioso o novo formato da revista americana “Rolling Stone”, que estréia em tamanho menor dando sua capa ao presidenciável popstar Barack Obama, a terceira primeira página da revista para o democrata em sete meses. A “RS” estréia seu tempo de mudanças particular bancando o candidato das mudanças em geral. A mais famosa publicação musical do planeta, que diz ter 13 milhões de leitores nos EUA, diminuiu para o tamanho standard de revistas, mas prega ter mais páginas e uma qualidade melhor de seu papel. A “Rolling Stone” brasileira já estuda sua mudança de formato também. A previsão é para o começo de 2009.

* OS SHOWS DO TIM FESTIVAL - Quanto mais maluco melhor. Dan Deacon, uma espécie de comediante stand-up misturado com Sonic Youth, fazendo distorção com pedais numa mesa e uma parafernália controlada por um iPod shuffle nano cor-de-rosa. A palhaçada com a platéia é o de menos aqui (estou mentindo, não é não!). Já gostava da música dele, mas estourada e barulhenta descontrol como no Tim gostei ainda mais. Que zona.// E a festa cigana doida do Gogol Bordello agradou o público generalizado do Rio, a fauna diversa. Curti bem o momento, mas não amei. Uma vez vi o show dele com seis minas russas semi-nuas no palco, que era do tamanho do palco da Funhouse. Os músicos trombavam. Achei mais intenso que no Tim, para você ver onde o Eugênio pode chegar.// Agora, o nome do festival foi o desmiolado Har Mar Superstar, um “Jack Black encontra Larry dos Três Patetas” que veio para tocar no Neon Neon e acabou participando dos shows do Klaxons, MGMT (Rio), Dan Deacon e do próprio Neon Neon. Har Mar Superstar, cantor indie americano, é mais conhecido por suas aparições de cueca no palco. Foi a persona mais vista para lá e para cá também no meio dos públicos, toda hora, em qualquer palco (falo do Rio). Dava a impressão que tinha uns cinco Hars Mars na Marina da Glória. O Gorky do Bonde do Rolê também esteve em todas (Klaxons, Database, Switch e Dan Deacon).// O laraliralá eletrônico cool do Junior Boys é tão simples, mas tão simples, que nem tem o que falar. Amei. Pena que SP não viu o show, por causa do horário das 19h em plena sexta-feira.//O genial Klaxons foi um grande show… para 2007. Às vezes me assusta como a era virtual data as coisas. Mas a banda é bonita no palco, animada, cheio de músicas boas, incluindo as novas. Platéia contagiante até no Rio. Se a noite tivesse o Gossip, teria sido perfeita. Espie aí em cima o vídeo de Magick, extraído do show de São Paulo.// O insuportavelmente chato show bacana do MGMT foi o esperado. Na hora dos grandes e pequenos hits, é ótimo. Na hora da aporrinhação hippie-progressiva que me faz ter saudades do Toto, tipo mais da metade do show, não dá para aguentar. No Rio, os meninos de Nova York ainda enfrentaram uma pane no som da tenda em que tocaram. O som da torre de caixas do lado direito do palco simplesmente sumiu. FAILED. Aí voltava estouradíssimo. Quando conseguiam ajustar, desaparecia. O público só pode ouvir a fofa “Youth” inteira pelo retorno da banda no palco, em som rádio-de-pilha. O MGMT nem percebeu que o som não saía para a platéia. E, vamos falar, a maravilhosa “Kids”, deixada por último para o “teatrinho MGMT” final, está virando papagaiada.// Os indies brasileiros continuam se dando mal no Tim Festival (RJ). No ano passado, Vanguart e Montage tiveram seus shows abortados por causa da chuva que lavou o espaço ao ar livre do festival no Rio de Janeiro. Neste ano, por causa de atrasos na programação do Tim Festa no Rio, o duo electro paulistano Database teve seu set de duas horas cortado para apenas uma.// O National no Rio, antes do MGMT, também sofreu com as intempéries do som, mas bem menos. A melancolia indie orquestrada pelo “especial” Matt Berninger começou morna e desencontrada. Mas a banda foi melhorando de tal maneira à medida que o concerto seguia, principalmente do meio para o fim, que se o Dan Deacon não fosse tão louco eu votaria no National como “o show”.// Chega de Tim.

* E chega de post, por agora.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , ,
18/09/2008 - 17:28

O melhor show da sua (e da minha) vida!

* Ou “Os melhores shows da sua (e da minha) vida”.

* Resolvi ir de post novo, Brasil! A história do melhor show internacional da história aqui no país merece espaço especial e exclusivo. Mas, antes…

* OFFSPRING CONFIRMA PLANETA TERRA (MAS A BOA NOTÍCIA É OUTRA) - Nesta quarta-feira à noite, a banda americana Offspring disse “sim” sobre sua escalação no próximo festival Planeta Terra, que acontece no dia 8 de novembro, na Vila dos Galpões, em São Paulo. Eu achava que era a organização do Terra que estava com a decisão, mas a confirmação veio, mesmo, da banda. Embora já tenha “passado” de ser uma atração superimportante, o grupo punk californiano tem sua relevância no rock e faz um show divertido. Mas o fato é que seu ingresso no line-up do PT, obviamente no Main Stage, pode prestar um bom serviço para o Indie Stage, o palco dois. É que com a entrada do Offspring no palcão pode empurrar a ótima banda inglesa Bloc Party para um show mais, hum, intimista no palco indie. O palco principal deve ser composto por Jesus & Mary Chain, Offspring, Kaiser Chiefs, Mallu Magalhães, Curumin e outros. O palco indie deve ter, assim, Breeders, Bloc Party, Animal Collective, Spoon, Foals, aparentemente. Vamos aguardar. Mas esse palco indie está ficando de dar inveja ao… ao… Reading Festival.

* VAI DAR PARA VER TODOS OS SHOWS DO PT - A escalação dos palcos do Planeta Terra, a Popload foi informada pelo “Big Eye”, está sendo elaborada para que todos os shows, seja no Main Stage ou no Indie Stage, possam ser vistos sem encavalamento de atrações. Pelo menos por meia hora todo mundo poderá assistir a todas as apresentações, é o que promete o festival. Isso é um outro avanço em relação ao evento do ano passado. Quem viu o show do histórico Devo perdeu no palco principal a sensacional performance do Rapture no palco indie. E vice-versa.

* O Big Eye é o “ser” virtual que faz o blog do novo site do festival Planeta Terra. O cara sabe das coisas, por lá.

* BAFO EM BH - Offspring, Maroon 5 e o festival Pop Rock Brasil, que aconteceria em novembro em Belo Horizonte, está cancelado pela Justiça?

* TING TINGS E O AMOR - A música “romântica” da dupla indie dance inglesa Ting Tings, de Manchester, já está nas ondas do rádio e em vídeo (e logo, logo em alguma novela da Globo, hehe). É a fofa “Be the One”, que está no delicioso primeiro álbum da banda, “We Started Nothing”. É a quarta música do CD de estréia a virar single, fato nobre nestes tempos. O vídeo de “Be the One” veio à tona nesta semana, enquanto o single só tomará os caminhos das lojas no meio de outubro. Como toda música do Ting Tings, ela começa num ritmo maneiro e vai acelerando, acelerando. What you gonna offer now, Ting Tings?

* MALLU MAGALHÃES ENTREVISTADA POR… MALLU MAGALHÃES - Você não entende o hype da menina que começou o ano tocando no Milo Garage e hoje está no palco principal do festival Planeta Terra? Não compreende como ela em poucos meses foi vista por milhões na internet, apareceu na Globo, já teve música tocada em campanha nacional de TV, foi vinheta da MTV, gravou com produtor internacional, cortejada por astro do rock brasileiro e o escambau? Então a Mallu, conversando com a Mallu, vai te explicar tu-do. Não perca a parte da comida preferida dela.

* O SHOW GRINGO MAIS INCRÍVEL QUE O BRASIL JÁ VIU - Depois dessa história de show espetacular do Hives em São Paulo (que eu perdi), comparando ao do Franz Ferdinand no Rio (2006), e às portas dos grandes festivais brasileiros cheeeeeios de atrações bacanas, decidi pensar nos meus shows internacionais inesquecíveis da história, estimular você a dizer os seus e convidar gente bacana (não que você não seja bacana…) para também dar seus depoimentos. Enfim, vou começar com um ranking superpessoal do que eu considero as melhores e mais marcantes apresentações que eu já vi na vida. Óbvio que eu vou esquecer coisa importante. Mas vamos lembrando e corrigindo a rota. Então, ficamos assim. Vou fazer uma lista rápida do que eu lembro de shows marcantes, fazer o meu Top 5 e depois perguntar para você e para uns outros bons sobre seus eleitos. Não exatamente nessa ordem…

* Echo & The Bunnymen em 1987/ Ramones, Olympia, SP, 1994/ Rolling Stones em Copacabana, 2006/ Guns N’ Roses Rock in Rio 2001/ Depeche Mode, Olympia, SP, 1994/ Nirvana Hollywood Rock 1993/ Beastie Boys, Olympia, SP, 1994/ Stones + Dylan 1998/ New Order no Olympia (SP), em 2001/ Pixies Curitiba Pop Festival 2004/ Weezer, Curitiba Rock Festival 2005/ Michael Jackson, SP, 1993/ Madonna, SP, 1993/ The Cure, SP, 1987/ The Strokes, Tim Festival 2005/ Arcade Fire, Tim em Porto Alegre, 2005/ U2 Popmart tour 1998/ Mallu Magalhães no Milo, 2008 (hehe)/ Chili Peppers, Hollywood Rock 1993/ David Bowie, Parque Antarctica, 1990/ Smashing Pumpkins Hollywood Rock 1996/ Metallica, estádio do Flamengo, RJ, 1999/Police, Maracanãzinho, 1981/ Nick Cave, Projeto SP, 1989/ Sonic Youth Free Jazz 2000/ Cypress Hill, Close Up Planet 1996/ Teenage Fanclub no Sesc Pompéia/ Belle & Sebastian no Tim 2001/ Faith No More Rock in Rio II 1991/ Oasis 1998/ Lou Reed, Palace, 1996/ LCD Soundsystem no Sonar Brasil 2004/ Prodigy no Skol Beats/ Chuck Berry, Free Jazz 1993/ Jesus & Mary Chain, Projeto SP, 1990/ Paul McCartney, Pacaembu, 1994/ Kiss, Pacaembu, SP, 1994/ Morrissey no Olympia, SP, 2000/ Man or Astro-man? em Londrina/ Ozzy no Rock in Rio I, 1985/ Supergrass no Campari Rock 2006/ Flaming Lips, Claro Que É Rock 2005/ Queens of the Stone Age no Rock in Rio 2001/ Neil Young no Rock in Rio 2001/ Pantera, Olympia, SP, 1995/ Cocteau Twins, SP, 1991 (ou 1990?)/ Lemonheads, Santos, 1994/ Pearl Jam na Praça da Apoteose 2005/ Arctic Monkeys no Tim 2007/ Page & Plant, Hollywood Rock 1996/ Franz Ferdinand no Circo Voador 2006/ Asian Dub Foundation, Abril pro Rock 2001, Recife/ Simple Minds, Hollywood Rock 1988/ Green Day no Via Funchal, 1998/ Metallica, Parque Antárctica, 1993/ Mudhoney, SP, 2001/ Atari Teenage Riot no KVA, SP 1999 (?)/ Superchunk, Broadway, 1998 e dezenas de outros…

* ENQUETE POPLOAD-SHOWS DA VIDA - Enquanto eu vou escrevendo os meus, quero saber o seu. Quais são os shows internacionais no Brasil que mais marcaram sua vida? Vou tentar estabelecer um “ranking dos shows inesquecíveis”, vamos ver. Manda bala. Não que precise, mas esta enquete vai ter prêmio, para quem votar nos comentários ou mandar email para lucio_ribeiro@ig.com.br.

*****
* MEU TOP 5 - Vamos nessa. Claro que pensando hoje, o que foi diferente ontem, e que amanhã posso achar outra coisa, os shows mais marcantes que eu vi no Brasil foram, pela ordem:

nirvana no morumbi, antes do show de 93
Grohl, Cobain e Novoselic posam no banheiro do Morumbi, momentos antes de o grupo ir para o palco e fazer o histórico show do Hollywood Rock, em janeiro de 1993. Foto: Joe Giron/Corbis

1. Nirvana, Morumbi, 1993, festival Hollywood Rock

Essa mitológica apresentação do Nirvana em São Paulo, em janeiro de 1993 é tida pela banda como a mais desastrosa da carreira do grupo de Kurt Cobain. A crítica musical brasileira malhou. Mas ninguém da platéia estava nem aí para isso. Gente do Nirvana disse à época que foi o maior público para o qual o grupo se apresentou. O show foi uma ZONA, mas o Nirvana tinha acabado de deixar a música pop uma zona, de qualquer modo. Então fazia sentido. A palavra que eu mais gosto de utilizar para definir esse concerto é: CATARSE. Ver o Nirvana, naquele instante, aqui em São Paulo,  era como ver os Beatles em San Francisco em 1966. Estar no Morumbi naquela noite parecia ao mesmo tempo que algo novo estava começando na vida de todo mundo, mas que também parecia ser o fim de tudo. Eu, que não sou de chapar em bebida, vi o show completamente atrapalhado, na frente do palco, no meio da muvuca. No outro dia, meu corpo doía. Eu estava inteiro roxo.

Até hoje, 15 anos depois, recebo emails de gringos ingleses e americanos querendo detalhes do dia em que Kurt Cobain subiu ao palco fora de órbita no Morumbi. Imagino que seja o show de rock mais procurado do mundo, talvez porque é o que menos se tem imagens. Já me ofereceram 500 dólares por uma fita que contivesse o show, porque uma vez surgiu o boato de que eu tinha uma cópia. Mas não. Amigos meus já vasculharam os arquivos da Globo e da MTV, mas esse show nunca apareceu. A Globo transmitiu ao vivo o show do Rio, na semana seguinte, então esse tem fácil. Comprei a fita dele em Camden Town, em Londres. Apresentação da Maria Paula. Reportagens de Maurício Kubrusly. Mas o do Morumbi… Teoria da conspiração roqueira total.

Na internet, até um tempo atrás, tinha uns 10 minutos de imagens, apenas. No famoso vídeo/DVD oficial “Live! Tonight! Sold Out!” tem cenas do show no Morumbi. Traz a antológica apresentação da banda no palco, feita pelo João Gordo, que introduziu o trio gritando: “E com vocês, a maior banda underground de todos os tempos. Nirvaaaaaaaaanaaaaaaa”. O show todo foi doido, esquisito, estranho e, talvez por tudo isso, maravilhoso. Kurt Cobain estava fora de si, chapadão, devagar demais. Engatinhou no palco, quebrou tudo, se vestiu de mulher.  Quando o Nirvana começou sua performance com “School”, na platéia parecia que o mundo ia acabar. No palco, Kurt Cobain estava com rotação alterada, e Krist Novoselic e Dave Grohl estavam desesperados. O show continuou caótico. “Smells Like Teen Spirit”, com Flea dos Chili Peppers no trompete, quase não saiu. Em certa altura, começaram a tocar Iron Maiden. Depois passaram a zoar. Kurt sentou na bateria, Krist foi para a guitarra, Grohl no baixo e vocal. É histórica a foto que saiu de Kurt na capa da Ilustrada, da “Folha de S.Paulo”, sentado à bateria, com a legenda dizendo “Dave Grohl, baterista do Nirvana”. Enfim, o Nirvana começou a zoar com tudo. Passaram a tocar só covers: Duran Duran, Queen, Clash, “8675309/Jenny”. O show parecia um ensaio numa garagem fuleira de Seattle, não diante do “maior público da banda”.

Seis anos depois da apresentação do Nirvana no Morumbi, cinco anos depois do suicídio de Kurt Cobain, tive oportunidade de entrevistar o gênio Dave Grohl em Miami, na ocasião do lançamento de um disco do Foo Fighters. Quando veio o assunto do show do famooooooooso show do Morumbi, Grohl ficou louco. Desembestou a falar mais do que do próprio disco de sua banda. Dave Grohl disse o seguinte: “Claro que eu me lembro dos shows no Brasil. Em SP, tinha uma loja de presente do hotel onde estávamos que vendia Valium (Maksoud Plaza). Ou algo parecido. No momento de ir para o estádio tocar, fui procurar o Kurt e ele estava lá nessa loja, tomando um comprimido atrás do outro, sei lá quantos. Fiquei horrorizado. Quando entramos no palco, a multidão urrou como eu nunca tinha visto, umas 80 mil pessoas. A primeira música que tocamos foi “School”, que começava assim (aí Grohl faz o som de guitarra com a boca e reproduz a bateria nas pernas). Só que Kurt começou com uma microfonia absurda, sem parar nunca. E, quando entrou na música, foi assim (Grohl faz o som de guitarra de novo, só que num ritmo muito mais lento). Ele estava em outra rotação. Olhei para o Krist (Novoselic, o baixista) na hora. Ficamos apavorados. Vi Krist chegar no ouvido dele e dizer: “Acelera, acelera. Pelo Amor de Deus”. O legal é que o público não estava nem aí e urrava tão alto quanto a música. Foi inacreditável. E no outro dia um jornal disse: Nirvana faz jam session para 80 mil pessoas. Foi loucura. Tocamos até “Rio”, do Duran Duran. Outra hora, mudamos os instrumentos: eu toquei baixo, o Krist tocou guitarra e o Kurt foi para bateria. Foi insano.” Isso: foi insano.

O setlist do show do Morumbi, achei na internet, é assim: School • Drain You • Breed • Sliver • In Bloom • About A Girl • Dive • Come As You Are • Love Buzz • Lithium • (New Wave) Polly • D-7 • Smells Like Teen Spirit (com Flea, do Red Hot Chili Peppers) • On A Plain • I Hate Myself and Want to Die (jam) • Negative Creep • Been a Son • Something In the Way • Blew • Aneurysm • Territorial Pissings • Run to the Hills (jam) • Heartbreaker (jam) • We Will Rock You • Should I Stay Or Should I Go • Rio • 867-5309/Jenny • Kids In America • Seasons In the Sun • Lounge Act •Heart-Shaped Box • Scentless Apprentice • Milk It

A palhaçada na cover de “Seasons in the Sun” é emblemática. A música louca dos anos 60 que virou sucesso mundial absurdo nos anos 70 na voz do desconhecido (na época) Terry Jacks, dizem, virou cover do Nirvana pela última vez em São Paulo. A canção era chamada por alguns também como “O Moribundo”, porque a letra era a mensagem de um cara que estava morrendo e se despedindo dos amigos e da mulher. Ambigua, não se sabia se o cara ia se matar ou estava morrendo por causas naturais. Pouco mais de um ano depois da performance do Morumbi, Kurt Cobain se matava em sua casa, em Seattle.


2. Pixies, Curitiba Pop Festival, 2004

Se alguém em 2003 dissesse que os Pixies fossem voltar à ativa, com a mesma formação, com o mesmo pique nos palcos, e que iriam tocar no Brasil, em show exclusivo só em Curitiba, eu ia rir muito. Ou chorar. Minha terceira banda predileta da história, tive a oportunidade de ver mister Black Francis, Deal, Santiago e Lovering duas vezes em Londres no começo dos anos 90, mas logo o quarteto se despedaçou e o sonho de testemunhar a vinda da banda ao Brasil morreu junto. E não é que, graças à iniciativa indie de uma turma curitibana abençoada, anos depois o Brasil iria receber os Pixies? O show a princípio foi subdimensionado, porque indie. Era para ser na Ópera de Arame (3 mil pessoas). Mas a correria  atrás dos ingressos foi tão voraz, a invasão paulistana a Curitiba se desenhou tão forte, que o evento causou a primeira pane da internet brasileira na venda de ingressos (estou mentindo?) e foi parar na mágica Pedreira Paulo Leminski (10 mil). E assim foi. Se a palavra para descrever o show do Nirvana de SP foi CATARSE, o dos Pixies em Curitiba é… MÁGICO.

3. Kraftwerk, Free Jazz, Jockey Club, SP, 1998

Fiz a resenha deste show para a Folha, lá no longínquo 98. Foi engraçado ver, na época da explosão da “nova” música eletrônica, esses tios alemães da eletrônica a-ssom-brar o Jockey Club (ai, que saudade do Free Jazz/Tim Festival no Jockey). O título do meu texto foi “OK Computer”. E dizia o seguinte:

“Alguém na platéia soltou que era a principal banda que tocou no Brasil desde 1500, o que remeteu diretamente à famosa capa da revista americana “Spin” ao grupo alemão, que indagou, na manchete: “Kraftwerk”. Mais influentes que os Beatles?. É complicado discordar. Começava “Computer World”, a música-título do pulsante álbum de 1981, que jogou o punk dentro de um disquete e o entregou ao tecnopop. A essa altura era engraçado testemunhar como um show de uma banda de três décadas soava tão completamente contemporâneo. Um testamento ao vivo de quão longe o Kraftwerk levou a pop music e quão pouco ela progrediu além das inovações proporcionadas pelo grupo alemão anos e anos atrás.

O show caminhava, e não era estranho se sentir um personagem de “Blade Runner” ou dos livros de Aldous Huxley, tentando dançar de maneira moderna músicas dos anos 70. Em “The Man-Machine” e “Tour de France” (com imagens de ciclistas em movimento sendo projetadas nos telões), o clima era de uma noite na ópera. Eram operetas eletrônicas. Ficava claro entender por que nos 70 os álbuns do Kraftwerk eram difíceis de ser encontrados nas lojas européias, já que parte delas colocava os discos nas prateleiras de música clássica. (…) Quantos robôs bacanas não foram criados pelo Kraftwerk nestes anos todos, de David Bowie a Afrika Bambaataa, de Depeche Mode à toda cena eletrônica dominante destes tempos?

Foi um show para não ser deletado jamais da memória. O único senão foi não ter levado meu PC para o Jockey Club. Ele iria amar o Kraftwerk.”

Foto escura do show do Jockey, de 1998. Bom, o que importa para o Kraftwerk está bem iluminado

4. Nick Cave, Projeto SP, São Paulo, 1989

Numa das eras indies mais legais para shows no Brasil, a era dos shows do famoso “Projeto SP” (Jesus & Mary Chain, Stray Cats, Sisters of Mercy, Iggy Pop, Devo, Cocteau Twins etc.), em tempos mais que improváveis para shows indie bons aqui no país, apareceu para nós um sujeito australiano sinistro, com uma banda absurda (os Bad Seeds), um álbum incrível (”Tender Prey”) e um show arrebatador de indie-blues-gótico sobre amor e morte. “Deanna” foi uma das músicas mais impressionantes que eu vi em uma apresentação ao vivo de alguém. Eu tenho uma péssima memória para tudo, inclusive para coisas que aconteceram no dia anterior, quanto mais em 1989. Mas lembro muito de muitas coisas desse show de 19 anos atrás. Isso deve significar algo.

5. Strokes, Cais do Porto, Rio, 2005

Enfim os moleques que salvaram o r… hahahaha. Enfim os Strokes vieram ao Brasil, para shows em São Paulo, Rio e Porto Alegre, no Tim Festival. A estréia foi no MAM do Rio, a sede antiga do festival. A primeira apresentação foi boa, mas não booooooooooa. Eles estavam tensos com a família toda no Rio, a lista VIP da Alicinha Cavalcanti estava em massa, o de sempre… Aí alguém do Rio teve o bom senso de marcar um show deles para o gelado e sinistro Cais do Porto, com ingressos mais baratos, para a molecada (que é quem ouvia Strokes, mesmo). Aí entupiu, o clima estava animado, a galera pirou, a banda se soltou, o lugar ferveu. E assim foi.

* Sonic Youth (Free Jazz), Belle & Sebastian (idem), o primeiro Beastie Boys, Echo & The Bunnymen e New Order, estes dois últimos dos anos 80, entrariam na minha lista se fosse um Top 10.

* PROMOÇÃO INGRESSOS - Vamos começar já essa história. Quem participar da enquete do “show da vida” vai concorrer a:
1. Um ingresso para o Skol Beats
2. Um ingresso para o Planeta Terra Festival
3. Um ingresso para o show do Tim Festival do dia 23/10, em São Paulo (Gossip, Klaxons, Neon Neon)

* Já Já - Um update do final de semana.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , , ,
17/09/2008 - 10:34

O maior show gringo no Brasil da HISTÓRIA!

((((versão dois))))

* Popload em São Paulo. Eê.

* Vamos lá que a coisa não está fácil, Brasil. O título do post ia ser “Alguma Coisa Não Está Bem Comigo”, mas este dançou. Hoje, por aqui, você vai saber qual foi o maior show internacional que já teve neste país em todos os tempos. E, também, promete ser o maior post de todos os tempos. Vamos ver o que dá isso.

* NINE INCH NAILS CANCELADO – Pelos famosos “problemas técnicos”, a oportunidade de ver o palco incrível e a performance da banda de Trent Reznor no Brasil já era. O show na cidade aconteceria no próximo dia 7 de outubro. Foi um efeito dominó do cancelamento da apresentação de Porto Alegre, por baixa venda de ingressos, conforme informou a Popload na semana passada. Segundo diz-se na indústria, os ingressos para o show de SP estavam vendendo muito bem, mas a empresa Mondo Entretenimento, responsável pela vinda da banda, resolveu pagar a multa de cancelamento do show a ter que bancar os custos extras que sobraram depois que Porto Alegre pulou fora. Ainda na parte sul-americana, Bogotá (Colômbia) também fica sem ver o NIN.

* TING TINGS NA NOVELA – Olha onde foi parar a dupla inglesa Ting Tings. O hit “That’s Not My Name” foi trilha sonora na casa da cafetina Silene no capítulo de terça-feira de “A Favorita”. Não é que eu ouvi o Ting Tings na Globo enquanto assistia a novela, entende? Estava passando pela sala quando…

* Quer mais? No CD “trilha internacional” de “A Favorita” tem Regina Spektor e Katy Perry!!!!!

* PLANETA TERRA vs. KYLIE MINOGUE vs. MAROON 5 vs. NIGHTWISH – Mais uma integrante para o “junta tribos” alertado por este blog para o dia 8 de novembro em São Paulo. A musa australiana Kyle Minogue é a mais nova oficialmente confirmada para a mais movimentada data sonora que São Paulo já teve em sua história, em relação a shows internacionais desse vulto. Então fica assim:

dia 8 de novembro, sábado:

- Jesus & Mary Chain, Bloc Party, Kaiser Chiefs, Breeders, Animal Collective, Mylo, Calvin Harris, Mallu Magalhães (hihi) na Vila dos Galpões.
- Kylie Minogue no Credicard Hall
- Maroon 5, no HSBC Brasil
- Nightwish, no Via Funchal

* PETER BJORN & JOHN ABRE PARA A POPLOAD – Um Popload DJ set está confirmado no festival No Ar Coquetel Molotov, em Recife, neste sábado. O hypado grupo sueco toca e na seqüência tem a Popload. Ué, é verdade!

* O já bem famoso festival indie pernambucano começou nesta segunda passada em Recife com cinema, palestras e exposição. Sexta e sábado tem os shows, entre outros, de PB&J, Shout Out Louds (Suécia), Club 8 (Suécia), Final Fantasy (Canadá), Marcelo Camelo (Rio), Mallu Magalhães (SP), Guizado (SP), Vanguart (MT), Julia Says (PE).

* Popload DJ set nesta quarta-feira na Funhell, festa “hot” da Funhouse. Rafael Urenha (Party Íntima) e Ricardo Athayde (banda Stop Play Moon) também tocarão na balada. Na quinta-feira, 25, Popload no Vegas. Em outubro, em Ponta Grossa (PR). Em novembro, BH.

* MGMT SE ESQUECEU DO BRASIL? – Atração espertíssima do próximo Tim Festival, o grupo nova-iorquino MGMT, de shows 50% ótimo-50% hippie chato, começa a turnê com Beck no próximo sábado, como você pode conferir na página deles do MySpace. Lá tem todas as apresentações futuras da banda, incluindo México e Austrália. Mas não tem as datas do Brasil…

* O “ESQUEMÃO” DOS INGRESSOS – A eterna ladainha de reclamações sobre preço justo de ingressos, meia entrada, venda confusa pela internet, cambistas cada vez mais profissionais e público cada vez mais esfolado, a gente está cansado de saber, não tem solução. Inclusive participei de um “Debate MTV” sobre o tema nesta semana e o programa acabou como começou, sem chegar a lugar nenhum. Então, o jeito é “se virar”. Por exemplo, os ingressos para o show do REM em São Paulo (R$ 200 o mais barato, R$ 500 o para a absurda “área VIP” na frente do palco). No dia anterior à venda, uma galera conseguiu comprar entradas por R$ 50 a inteira, na pista. Graças a um link “mágico” que veio de dentro da T4F (Time 4 Fun) Mondo, a promotora da tour, chegou a um fã-clube e foi parar no Twitter. Quem estava atento ao lance teve meia-hora para comprar o ingresso pelos cerca de R$ 50 (26,37 dólares, com a taxa de conveniência), mediante um cadastro rápido e a senha “fornecida”. E aí…

* Um esquema parecido já ocorreu para as famosas entradas dos shows da Madonna e a Time 4 Fun, a organizadora da turnê. Total vingança dos nerds.

* Eu imagino de onde vem esse “link mágico”, mas não vamos mexer muito com essas coisas para não gorar.

* ALGUMA COISA NÃO ESTÁ CERTA COMIGO - Recentemente apareceu o novo vídeo do espetacular grupo Cold War Kids, formação indie-blues-country da Califórnia que lança seu segundo álbum (”LOyalty to Loyalty”) na semana que vem. O primeiro som a ser conhecido do novo disco foi “Something Is Not Right with Me”, que a banda deu de graça em seu MySpace. Jä vi uns três vídeos dessa música no Youtube. O orginal/oficial é dirigido pela famosa diretora inglesa de vídeos Sophie Muller, que ultimamente montou “Sex on Fire”, do Kings of Leon, e “That’s Not My Name”, do Ting Tings, a banda da novela das 8 (e meia). Gosto do Cold War Kids porque é uma das bandas mais contagiantes que eu vi num palco em tempos recentes. Os moleques se matam a cada música, ninguém fica parado no lugar (nem o baterista). O vídeo oficial de “Something Is Not Right with Me” mostra um pouco isso. Mas tem um outro vídeo legal da mesma música, que, no link está com a assinatura atribuída a Sophie Muller. É um bem louco, com uma molecada brincando com fogo. Bom, melhor você ver por si mesmo. Primeiro o oficial, da Sophie Muller. Depois o do fogo, da “Sophie Muller”.

* SOULWAX/2MANYDJS/NITE VERSIONS - Uma das mais incríveis entidades indie dance dos últimos anos, a dupla de irmãos belgas do 2ManyDJs lançou há alguns dias um sensacional DVD chamado “Part of the Weekend Never Dies”, que contém um documentário sobre os DJs/banda/projeto e conta como serviram de ponte para o rock e o eletrônico construindo uma importantíssima cena de amigos. Vi o DVD inteiro nesta semana. Primeiro eles explicam: o 2ManyDJs é uma dupla de DJs que toca música dos outros. O Soulwax é uma banda de rock. O Nite Versions é o Soulwax remixado e tocado ao vivo. O documentário tem depoimentos do povo do LCD Soundsystem, Klaxons, Justice, Erol Alkan, Peaches, entre outros músicos que botaram o rock para dançar bonito nesta década. Além do documentário, e no melhor estilo remix, misturaram 120 shows pela Europa, Ásia, América do Norte, Oceania e América do Sul para construir uma apresentação do Soulwax inteirinha em trechos. O resultado é bem bom. Tem cenas do Soulwax tocando no Anhembi, na excelente performance deles no Nokia Trends de 2006. Tava lá vendo o documentário e de repente vejo os irmãos Dewaele com a camisa do Palmeiras. Num jogo do Palmeiras. E tem cenas, no “Part of the Weekend”, de palmeirenses brigando na arquibancada. Bizarro. “Part of the Weekend Never Dies”, além de trazer um CD de áudio com faixas do Soulwax ao vivo e ser bem divertido, é um documento de época.

* JÁ JÁ – A parte final e principal do post. Pensou em qual foi o maior show que você já viu no Brasil? Porque eu vou perguntar isso…

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , , ,
12/09/2008 - 15:38

As rádios de rock e os festivais de rock

((((blog atualizado, sexta 19h. edição final)))

* Popload em Palermo, Sicília.

popload em palermo, italia

* <tema de “O Poderoso Chefão”>
Aí eu estava jantando numa trattoria na noite de quinta, em um beco qualquer da superconfusa Palermo. Dessas em que praticamente no meio da rua fica um italiano suadão, camiseta regata branca, na frente de uma grelha, assando peixe fresco na hora do pedido. Um carro escuro com um italianão gordo, bigodudo e mal encarado dentro pára junto ao homem da grelha. O sujeito desce o vidro, fala alguma coisa e o cozinheiro faz uma cara de inconformado. Aí tira uma grana do bolso e dá para o “Bigode”, que fecha o vidro, acelera e se manda. Eu sei que pode ser qualquer coisa. Mas teria eu testemunhado uma ação mafiosa de cobrança e pagamento do “imposto”?
</tema de “O Poderoso Chefão”>

* POPLOAD TURISMO - Palermo é bem louca. A cidade, a quinta maior da Itália, foi fundada pelos Fenícios, depois pertenceu pela ordem à Grécia antiga, aos árabes, aos romanos, foi considerada a mais bela cidade do Império Bizantino, foi colônia de Nápoles, virou a capital de uma das duas Sicílias e, ufa, a capital da Sicília unida. Aí, na Segunda Guerra Mundial, foi invadida pelos aliados, contra os fascistas/nazistas, e semidestruída por bombas de todo lado. Então, com o fim da guerra, cresceu ao sabor das vontades da Máfia. Todo esse passado é visto hoje nas ruas, na arquitetura, no trânsito, nas pessoas. O time da cidade, que joga a série A do Campeonato Italiano, tem camisa cor-de-rosa.

* RAP ITALIANO – A música local mais ouvida na Itália hoje parece ser, fora aquela da Amy Winehouse italiana, um hip hop chamado “In Italia”, do rapper Fabri Fibra, famoso na cena. A música toca no underground italiano desde o ano passado, mas depois que virou single, em maio deste ano, ganhou novo remix, um vídeo e daí explodiu por todas as ondas. A letra enfileira as belezas da Itália, mas também escancara o lado podre. Fala da bela vida, das férias no mar, da pasta feita em casa, das mulheres belíssimas, dos artistas, dos monumentos, de ser campeão do mundo. E intercala com a mania de guardar arma no carro, de sair de um hospital pior que entrou, de os italianos serem mundialmente famosos pela Máfia. “Na Itália não tem trabalho fixo. Mas na Itália se beija o crucifixo”, canta Fabri Fibra. O refrão é direto. “São coisas que ninguém te dirá e são coisas que ninguém te dará. Você nasce e morre aqui, no país das meias-verdades.” O vídeo, que tem a participação da conhecida cantora de rock Gianni Nannini, é forte e algo perturbado. Fabri caminha por entre cruzes num cemitério e é “cortado” por “cenas italianas”. É engraçado (triste) quando Fabri solta ironicamente, no meio do vídeo, um “Bem-vindo à Itália”. O vídeo tem mais de 2,6 milhões de visitas.

* Tirando uma coisinha aqui e outra ali, a diferença da Itália e do Brasil são os monumentos.

* NOVA POPLOAD – Parece que o redirecionamento automático do www.popload.com.br ou www.lucioribeiro.com.br para este blog novo já começa a funcionar a partir deste final de semana. A mistura de canais também está arrumada e a rádio Poploaded e o guia Out já devem estar atualizados e cada um no seu lugar, aí à direita. Se ainda não estiver, vai “estar estando” em algumas horas. O lance dos comentários estava meio embaçado, mas (também parece) já normalizou. Também já consigo ver direitinho e sem atitudes protocolares o ip das máquinas que comentam. Hihi.

* A POPLOAD E A QUESTÃO DA VIDA NO PLANETA – Enquanto você fica aí lendo sobre rap italiano em blog, em Cern, na Suíça, neste momento, cientistas estão fazendo o caminho de volta da vida na Terra até o Big Bang do Sistema Solar. Foi o assunto da semana no planeta e eu fiquei meio boiando, porque estava isolado em ilhas sem internet e com jornal apenas da Sicília, o que não (me) ajuda muito. Colisão de partículas super-simétricas, buraco negro em miniatura, quarks, “partícula de Deus”, Higgs, WTF, não estava entendendo nada???? Procurei uma matéria nos jornais brasileiros para entender o que está acontecendo e uma das únicas coisas que eu encontrei de importante para a humanidade foi “Rogério Flausino tira o bigode para o novo vídeo”. Hehe. Na verdade achei, li, mas ainda assim não consegui entender o caso. Então fui à imprensa inglesa…

* O diário britânico  “The Guardian” publicou na quinta uma reportagem sobre essa reunião de cientistas em Cern, em torno da busca de solução para os “mistérios do universo”. O repórter, com um texto ótimo, disse que foi até Genebra, onde os cientistas estão trabalhando em um túnel circular de 27 km, embaixo da cidade, e não entendeu nada do que está acontecendo. Começou dizendo que, se ele não tinha entendido o título do novo filme do James Bond, “Quantum of Solace”, qual a chance de ele entender o lance de Genebra? Na capa, chutaram que essa simulação do Big Bang combinando calor e pressão para chegar à “partícula de Deus” tem a ver com o “Klaxon Nu Rave Reflux”, hahahahaha.

* AS RÁDIOS NOSSAS E AS DELES – Falei aqui recentemente das rádios rock (não só) italianas e acho conveniente dizer algo sobre a nova temporada de rádios rock no Brasil. Mais especificamente em São Paulo. Dá para dizer que o rock (principalmente) vive uma certa “Era do Rádio” no dial paulistano, com a chegada da Oi FM e da Mitsubishi FM. A boa nova é sempre comemorada quando isso acontece, mas sempre vem acompanhada de uma forte expectativa, não exatamente positiva. Será que desta vez vai funcionar?

Se o “vídeo matou a estrela do rádio”, como pregava o famoso sucesso dos anos 70/80, que serviu de trilha para a chegada da MTV, hoje, com a internet, essa “estrela do rádio” vaga tipo um zumbi pelo purgatório radiofônico. Mas, se a internet abriu um admirável mundo novo para essa “estrela”, ela encostou de vez na parede a ”rádio”. Antes atuando sozinha nas ondas sonoras, as chamadas rádios convencionais se vêem dividindo atenções e ouvidos com as rádios retransmitidas da internet (elas mesmas, só que na via virtual), as rádios exclusivas da internet, as rádios gringas que se pode ouvir na internet, as rádios que EU posso fazer PARA MIM na internet, os podcasts, o iPod.

* Enquanto a Mitsubishi FM vem com uma proposta mais ou menos definida de ser um easy-listening roqueiro tipo rádios de avião, “sem arriscar para não espantar”, a Oi FM vem alardeando em vinhetas que é a “rádio diferente”, “livre para tocar o que quiser” e que veio para tocar o “novo”. Então a cobrança nossa para cima da Oi vai ser naturalmente maior.

Operando em fase experimental nessa sua chegada ao “difícil” mercado paulistano de rádios de rock/pop que não costumam sobreviver por muito tempo, porque sempre quiseram focar em tudo e acabaram não focando em nada, seria injusto fazer qualquer pré-julgamento da programação atual da OiFM, que até escala um Hot Chip e um Mark Ronson para tocar, mas se anima demais na hora de disparar uma do Lenny Kravitz, depois uma da Joss Stone, seguida de Jamiroquai e “aquela” dos Chili Peppers, tipo o que a falida 89FM, a “rádio rock”, costumava tocar. Anos atrás. Mas, muito além da programação em si, as rádios novas que se pretendem “diferentes” têm que se ligar que não basta só tocar as músicas de uma cena. Elas têm que interferir nessa cena. Para sobreviver e não virar aquela rádio da seqüência-musical-cadeira-de-dentista. Se é que não seja essa mesma a intenção. Vamos voltar mais a este assunto…

* PLANETA TERRA NU – O evento de música  rivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaal do Tim Festival, que acontece no dia 8 de novembro, retoma neste sábado a venda dos ingressos, desta vez com a programação divulgada oficialmente. Tirando tudo o que você leu por aqui, vem também o DJ escocês MYLO, para a tenda eletrônica. Curumin e o DJ Mau Mau engrossam a lista dos brasileiros, que ainda terá Mallu Magalhães e outros a serem anunciados. Os ingressos a princípio serão vendidos no site da Ticketmaster brasileira. Preço: R$ 80, para o chamado “primeiro lote”.

* O negócio é que, como “primeiro lote”, o Planeta Terra andou vendendo dias atrás um tal de “blind ticket”, quando a pessoa compra o ingresso sem saber (oficialmente) quais atrações vai ver, como fazem alguns festivais ingleses. Estavam vendendo essa leva de entradas por R$ 60 (R$ 78, incluindo a taxa de conveniência). Mas aí, logo desencanaram dessa (boa) idéia, apesar de todo mundo saber faz tempo de 99% das atrações da edição deste ano. Interromperam a primeira venda sem maiores avisos, e soltaram esse novo anúncio de vendas agora. Mas teve gente que comprou, veja abaixo:

Ticketmaster, 06/09/08.

Sr(a). xxxxxxxxx,

Gostaríamos de informar que sua compra para o pedido 140xxx foi autorizada pela administradora do cartão. Seu número de compra é 3-49xxx e ocorreu a venda de: 1 ingresso(s), para o evento Planeta Terra 2008 para o dia 08/11/08 às 15:00 hs no Villa dos Galpões no setor Pista (1o.Lote) - ATENÇÃO: SEUS INGRESSOS ESTARÃO DISPONÍVEIS NA BILHETERIA DO EVENTO PARA RETIRADA; WILL CALL. VALOR TOTAL DA COMPRA: R$78,00.
 
Por favor leias nossas políticas abaixo.
Atenciosamente.
Ticketmaster Brasil

* TIM FESTIVAL – Enquanto isso, com preços mais salgados, e também pelo Ticketmaster (com.br), por telefone (SP, 2846-6000; fora, 0300 789-6846), além de 27 postos em oito cidades, o Tim Festival começa a venda de suas entradas na terça que vem, dia 16.  Os preços para São Paulo estão abaixo (os do Rio não são muito diferentes).

- PARQUE DO IBIRAPUERA, SP
22/10 – Kanye West
R$ 250
23/10 – Klaxons, Gossip, Neon Neon
R$ 150
24/10 – Junior Boys, Dan Deacon, Gogol Bordello, Switch, DJ Yoda
R$ 60
25/10 – MGMT, National, Cérebro Eletrônico
R$ 150,00

* NINE INCH NAILS EM PORTO ALEGRE: FAIL – Por causa da baixíssima vendagem de ingressos para o show da banda americana Nine Inch Nails no Rio Grande do Sul, o show gaúcho foi cancelado.

* BLACK REBEL MOTORCYCLE CLUB NO… – Num passado não muito distante, a banda californiana BRMC caiu nas nossas mãos para tocar ao Brasil. A Popload fechou os caras para um possível Popload Festival. Mas, com os trâmites rolando, a banda deu para trás, por causa de atrasos na produção do último álbum deles. Com isso, o festival acabou não acontecendo. Corte para 2008: não é possível que o BRMC (agora com baterista mulher) feche para descer ao sul da América para Argentina, Chile e Colômbia e pule o Brasil. E aí, produção brasileira?

02/10 - Buenos Aires, Pepsi Festival
03/10 - Santiago, Teatro Caupolican
30/10 - Mexico City, Vive Cuervo Salon
02/11 - Bogota, Rock Al Parque Festival

* UM ARCADE FIRE NO BRASIL – Mais ou menos, hahaha. Se você é um indie mais… mais… erudito, vai curtir o projeto Solitude deste ano, que acontece nos dias 17 e 18 de setembro no SESC Santana, em SP. O grande nome é o músico canadense Owen Pallet, que toca violino como convidado do grupo cult Arcade Fire, além de colaborar com Grizzly Bear, Beirut, e ser responsável pela orquestração do disco de estréia do Last Shadow Puppets. Só isso. Outra atração da noite é a francesa minimalista Collen, que me informaram que é “famosa” por fazer sonoridades “estranhas”. O ingresso custa R$ 20.

* O violonista Owen Pallet soltou uma boa sobre o Brasil, em uma entrevista para o “Zero Hora”, de Porto Alegre. Disse que o Win Butler, do Arcade Fire, compôs a faixa “Black Wave/Bad Vibrations”, do álbum “Neon Bible”, no Brasil. Ele se sentia terrível pela banda ter sido colocada num hotel gigante no meio de miséria, comendo um prato de 100 dólares no meio de um gueto. Deve ter sido naqueles hotéis da Nações Unidas, perto da avenida Berrini. Pallet convida todos para vê-lo tocar seu violino e cantar. “É melhor do que pode parecer”, avisa. “Mas não é nada tipo CSS”, explica o músico canadense.

* UMA FRANCESINHA NO BRASIL – Prepare para dançar com os braços. A cantora francesa Yelle, diva da internet e do electro francês, vem tocar no clube Glória, em São Paulo, no dia 30 de setembro. Yelle é atração de uma nova festa do Glória, a IM//A\\PARTY e do lançamento do site IM//UR. Mais sobre isso depois.

* PRÉVIA DO OASIS NOVO - No próximo dia 06/10, chega às lojas o novo álbum do Oasis, “Dig Out Your Soul”. Neste sábado, a Sony Japão botou os tradicionais 30 segundos de cada música do álbum em seu site.
A nova – e diferente – obra dos irmãos Gallagher possui (oficialmente) 11 faixas. Mas a versão japonesa conta com duas bônus. Elas também foram jogadas online no site da gravadora.
Ouça no player Popload a seqüência de todas as treze novas canções do Oasis, na seguinte ordem: “Bag It Up”, “The Turning”, “Waiting for the Rapture”, “The Shock of the Lightning”, “I’m Outta Time”, “(Get Off Your) High Horse Lady”, “Falling Down”, “To Be Where There’s Life”, “Ain’t Got Nothin’”, “The Nature of Reality”, “Soldier On”, “I Believe in All” e “The Turning (Alt Version #4)”.

OASIS – TRECHOS DE “DIG OUT YOUR SOUL”

* QUAL O MELHOR FESTIVAL DO “VERÃO” BRASILEIRO? - Skol Beats, Tim Festival, Planeta Terra? Leve em consideração as atrações, o local, o preço dos ingressos. Fala aí qual seu festival preferido em 2008. Nos comentários ou no email. Falo de prêmios quando voltar.

* ACABOU - Não vou voltar a este. Post novo chega na terça. A história do “rap enquanto rock” vem na próxima.
 

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , ,
05/09/2008 - 16:54

Blog novo e Popload na Itália: Siamo noi!!!


* Popload em Positano, na Costa Amalfitana. Próxima parada: Sicília.

popload na itália. lúcio em positano

* POPLOAD 2009 – Finalmente o blog novo. Em obras ainda, é verdade. A casa nova da Popload está meio bagunçada. E em viagem fica complicado botá-la em ordem. Logo mais vai estar arrumadinha. E incrementada. E você, saiba, vai me ajudar nisso. Mais para a frente eu falo.

* POPLOAD DESMENTE VENDA – A Popload Inc., através de seu porta-voz, que sou eu, desmente notícias de que estaria vendida ao árabe trilionário do petróleo Abu Dabhi, que já adquiriu bancos alemães, um time de futebol na Inglaterra, o Robinho e quer comprar agora a Ferrari, o Louvre e… Hollywood. Quem é esse cara, meu Deus?

* AH, A ITÁLIA - Fim de tarde, pós-praia, três garotas de tipo 15 anos se juntam a um casal amigo que esperava o ônibus míni de 20 lugares que circula a 10 km/h pelas subidas e descidas estreitas de Positano. “Ciao” para cá, “Ciao” para lá e o barulho de óculos batendo na hora dos beijinhos de “oi” chamou a minha atenção. O menino estava com óculos de sol Prada, uma das garotas de Gucci, outra de Armani feminino (é bom especificar, pois li na “Vanity Fair” italiana que Armani masculino é moda entre elas) e a última de óculos escuros, se eu pude ver bem, vestia um Dolce & Gabbana. A Itália está afundada na crise, é visível. Mas perder o estilo, isso ja-mais.

* A ITÁLIA E O GPS PORTUGUÊS – Estou adorando a portuguesa que me leva e traz pelas estradas italianas. É a voz do GPS do carro que aluguei. Tudo bem que ela avisa “Saia pela saída” ou “A 200 metros, siga em frente…”, mas também leva à ruelinhas que nem tem em mapa oficial e ainda dá toques de radar nas estradas. Para um cara distraído e perdidaço como eu, o GPS é a invenção mais importante desde a TV e o iPod.

* MADONNA NA ITÁLIA E BRASIL – Escutando uma das rádios bacanas da Itália, a DeeJay, na freqüência daqui da parte de baixo do país, eu escuto toda hora os DJs falarem a palavra “Madonna”. Pescando os significados com o meu italiano capenga, sempre percebo que eles não estão falando sobre a famosa cantora americana. Aí eu lembro, nessa “toda hora”, do Brasil e da “loucura dos ingressos” que está monopolizando os sites de notícia brasileiros. E me pergunto por que as pessoas ainda se espantam com essas coisas. Toda vez que tem um show mega com ingressos sendo vendidos pela internet ou não é a mesma ladainha: site que não suporta a demanda e sai do ar, ação arrojada de cambistas, filas gigantes, sofrimento, dor e suor. Quem não se lembra do massacre que foi a venda de ingressos para o U2, em 2006, por exemplo. O Pão de Açúcar quase teve algumas de suas lojas destruídas porque a rede de supermercados, patrocinadora dos shows, achou marqueteiramente esperto vender entradas para o U2 em suas lojas. Engraçado recordar que o primeiro “supershow” a apresentar problemas com ingressos na internet foi indie e nem foi em São Paulo ou Rio: Pixies, em 2004, no Curitiba Pop Festival. Sangria para comprar o ingresso de papel, site despencando em nível nacional para o povo comprar a entrada virtual.

* Tudo bem que esse assunto “cambistas, sites fora do ar, mal funcionamento, desrespeito com o público” é um assunto triste só para quem quer comprar ingressos, porque é “charmoso” para os organizadores (indicativo de “sucesso” e mídia gratuita) e “notícia que repercute” para os sites, jornais e blogs. A impressão que se tem é a de que isso nunca vai ter fim. Só pode, no máximo, ser amenizado.

* Tudo bem que a Itália é tão “zona” quanto o Brasil… Saiu uma reportagem aqui na revista de música “Mucchio” (capa com a guitarrista pop bonitona Beatrice Antolini) sobre problemas generalizados de ingressos com a Ticket One, empresa que tem grande monopólio de venda de entradas para shows no território italiano. Parece que o último show do Radiohead em Milão, em junho, foi uma catástrofe de venda online, venda física, cambistas. Também em Milão, deu confusão com os bilhetes para o Tom Waits (julho) e o Bruce Springsteen (junho). O material desce-lenha da “Mucchio” vinha ilustrado com a charge abaixo. Gradite um bigliettino?

charge da revista italiana Mucchio

* SALVE A CASA DA MATRIZ – Depois da chacoalhada que a São Paulo indie teve com o fim das noites Peligro e Mixtape no clubinho Milo Garage, outro “patrimônio” da música “alternativa” brasileira sofre um abalo. A Prefeitura do Rio de Janeiro está querendo fechar a Casa da Matriz, reduto histórico em Botafogo de várias músicas, mas principalmente a indie e principalmente a Maldita, dos DJs Zé e Gordinho. Galera local e freqüentadora se mobiliza com abaixo-assinado.

* TIM FESTIVAL/PLANETA TERRA/REM NO ESTÁDIO DO ZEQUINHA/MADONNA – Êêêêê!!!! Conforme a Popload adiantou nesta semana, o Tim Festival paulistano, que acontece no mês que vem, vai abandonar o modorrento Anhembi e passa a ser no parque do Ibirapuera. A organização do festival resolveu divulgar sua programação completa e o “fator Ibirapuera” depois que a Popload soltou a informação, fui avisado. Hihi.

* O brother Thiago Ney, no blog da Ilustrada (Folha de S.Paulo), divulgou que a programação do Tim Festival em São Paulo, na Arena de eventos do Ibirapuera, ficará assim:
22 de outubro (21h): Kanye West
23 de outubro (21h): Neon Neon, The Gossip, Klaxons
24 de outubro (19h): Junior Boys, Dan Deacon, Gogol Bordello, Switch, DJ Yoda
25 de outubro (21h): Cérebro Eletrônico, The National, MGMT

* Sobre ingressos, o Tim Festival ainda nada falou.

* Mas o Planeta Terra, sim. Um primeiro lote para o festival de 8 de novembro começa a ser vendido nesta sexta-5* com o preço único de R$ 60. Preço único, veja bem, para ver de Jesus & Mary Chain a Bloc Party. De Foals a Breeders. De Kaiser Chiefs a Animal Collective. De Mallu Magalhães a… // *Update: após o fechamento deste post, e após alguns amigos já terem até conseguido o ingresso via Ticketmaster, a venda de ingressos foi adiada para o dia 12 de setembro.

* REM quatro ou cinco vezes. As quatro datas certas dos shows da banda de Michael Stipe, vista recentemente pela Popload na França, já são conhecidas: 6/11 em Porto Alegre (estádio do São José), 8/11 no Rio de Janeiro (HSBC Arena) e 10 e 11 no Via Funchal, em São Paulo. Uma emissora de TV ainda negocia uma apresentação “meio aberta” ao público no Rio ou em São Paulo. Mas o melhor é o seguinte: O REM divulgou oficialmente as dez datas de sua turnê na América do Sul. A do local em Porto Alegre, botaram como ele é conhecido lá no Sul.
”November 6th: Porto Alegre, Brazil, Zequinha Stadium”

* Madonna três ou quatro vezes. Apareceu um show novo da Madonna em dezembro, um quarto fora a data no Rio e as duas de São Paulo. A nova apresentação está entre o Rio de Janeiro e possivelmente Fortaleza, o tal show no Nordeste que a rainha pop queria fazer. Leeeeeembra do que este blog falou lá em maio, acho? Pois, se botarem fé na logística nordestina…

* MAIS ITÁLIA – LIGABUE – Ainda estou mergulhado nas muitas rádios bacanas da Itália, tentando captar algo do rock italiano. Mas o fato é que o velho e bom Luciano Ligabue, 47 anos e figuraça amada e odiada da cena daqui, cantor, compositor e guitarrista, parece mandar no pedaço, ainda. Comprei disco dele da última vez que tive na Itália. Mas o sujeito, capa (sem camisa) da nova “Vanity Fair” italiana ainda é Deus no país. O cara virou a Itália do avesso no meio do ano, com a turnê do disco novo, “Secondo Tempo”, na verdade sua segunda coletânea (com faixas inéditas). Suas turnês são gigantescas, nível San Siro (Milão) e Arena de Verona. Está no meio de turnê européia, para quem pensa que o jeitão brega-heróico italiano só funciona aqui. Luciano Ligabue “emocionou” até Londres, com dois shows esgotadíssimos no Koko, para dar uma idéia. Fiquei com dúvida de qual vídeo do Ligabue eu colocava para rodar aqui. Ou o modernoso da música nova, “Il Centro del Mundo”, a canção mais executada da Itália hoje; ou o da cover que ele fez de REM, para “It’s the End of the World As We Know It (And I Feel Fine)”, de 1994!! Esta virou “A Che Ora E’ La Fine Del Mondo?”, que tem até um vídeo recente. Vamos de “Il Centro del Mundo”. Ele tem uma “mensagem”.

* As outras duas músicas mais ouvidas na Itália são: “Love Is Noise”, do Verve (é sério!), e “Give It 2 Me”, da Madonna (básico!).

* SERIADO: “THE HILLS” – Nunca tinha dado bola para essa série “The Hills”, da MTV americana, que é uma espécie de “reality” de amigas riquinhas da Califórnia que nasceu de outro programa, o “Laguna Beach”. Assisti a uns pedaços aqui e ali (a série de 2006) e nunca me entusiasmei. Aí que, agora, com a quarta temporada estreando e a terceira saindo em DVD, o mundo do entertainment americano SÓ FALA em “The Hills”. Convidei minha amiga Fernanda Tedde Vendramini, do blog Two Way Monologue (twoway-monologue.blogspot.com) e especialista em “The Hills” , para nos explicar “qualé” desta série. Fala, Ferrrrrr!

“Uma menina que espalha pela cidade a calúnia que a melhor amiga certinha fez um video de sexo com um ex-namorado. Esse é o mote da terceira e quarta temporadas de The Hills. Antes disso, o seriado-reality show que revela a vida de quatro meninas loiras, lindas e ricas da Califórnia e sua turma fazendo compras, indo para a balada e pegando gatinhos tinha como emoçao máxima uma bronca da chefe. Ou um chifre de um namoradinho. The Hills é “filho” de dois dos maiores expoentes das séries jovens moderninhas americanas: OC e Laguna Beach. OC dispensa maiores explicações. Na época que OC estourava, a MTV, esperta, lançou o reality show Laguna Beach- The Real OC, que mostrava a vida “real” de uma dúzia de estudantes de high school e moradores da milionária praia Laguna Beach. Uma dessas afortunadas, Lauren Conrad (ou LC), 22, ganhou seu próprio reality quando foi fazer faculdade em LA, tentar um estágio na revista Teen Vogue e dividir um ap de sonhos com a - então- amiga Heidi.

Como fica óbvio, o enredo não tem nada de marcante, as pessoas-personagens não agregam cultura na nossa vida, nem são engraçadas. Nem mesmo muito carismáticas. Os diálogos são absurdamente cotidianos e adolescentes e às vezes a gente se pergunta por que está assistindo aquilo. Mas o fato é que The Hills virou um dos maiores sucessos nos EUA. De tanta discussão gerada em torno dele, a MTV lançou um “sub show”, “The Hills After Show” em que o público se reúne simplesmente para comentar depois de cada episódio (1)o que aconteceu em uma tal festa, (2)se a Heidi ou a LC é a invejosa, (3)quem fez pós-silicone, (4)com quem uma outra fulana da turma devia namorar.

As meninas da série foram capa da “Rolling Stone”, em uma matéria em que o presidente da MTV diz que The Hills é “o TV show mais inflenciador que ja tivemos”. Muito mais que The Osbournes ou Jackass. Elas já foram a todos os programas de TV americanos, de Tyra Banks a David Letterman. Lauren lançou uma linha de roupas. Heidi acabou de iniciar uma carreira de cantora, com um vídeo surreal de tão cafona. E, o que é mais divertido, o país parece debater seriamente a questão de quão veridica é o programa e suas “atuações”. O megabombado blog Perez Hilton vive pondo lenha na fogueira que de “reality” o programa não tem nada. Em um post diz “Why do we all still watch the show when we know it’s fake? We can’t help it!” Agora, por que tudo isso? Talvez porque a série une o encantamento da vida utópica de uma juventude rica e linda (vide Barrados no Baile, OC e Gossip Girl) com o voyerismo de uma sociedade hedonista que adora Big Brothers e afins.

The Hills é contraditório, ou como diz a capa da Entertainment Weekly, é superficial e sensacional. As meninas têm TUDO que irrita muita gente. Só falam de compras, baladas, tem problemas fúteis, tem como maior desafio profissional assistir aos desfiles de moda em Paris, parecem viver numa bolha e colecionam bolsas Chanel. E tudo que encanta muita gente…No caso, os mesmos itens acima.”

* ORLOFF FIVE FESTIVAL - Neste sábado São Paulo abusa de shows legais. AS “babes rock” Plastiscines, o estupendo Hives e o histórico Melvins se apresentam no festival que toma o Via Funchal no barulhinho bom. Sem essa de levar protetor de ouvido, hein.

plastiscines, banda francesa, fazendo session para o programa Poploaded, no estúdio do iG

Plastiscines no iG
foto: José Luiz Sampaio

- PLASTISCINES - banda de punk 1234 que integra com glamour o levante do novo rock francês, este que chacoalha o andar de baixo sujinho da linda e iluminada Paris. O quarteto se apresentou nesta sexta-feira em session no programa de rádio Poploaded, co-apresentado por este poploaded e por Fabio Massari no estúdio do iG. Os rapazes do estúdio passaram mal duas vezes com a apresentação da banda francesa. Uma delas foi por causa do som.

- MELVINS - Banda quase trintona de grande importância para a evolução do rock alternativo americano. E em plena forma. Lá pelo final dos 80, Kurt Cobain fez teste para entrar no Melvins. E foi reprovado. Aliás, esse é o ponto para fazer você ir ver o Melvins: se o Cobain fosse vivo e morasse no Brasil, ele iria ao Via Funchal hoje.

- HIVES - Graaaande banda sueca deste ano cheio de grandes bandas suecas se apresentando no Brasil, o Hives vale o ingresso só pelo seu frontman, o explosivo Howlin’ Pelle Almqvist. O famoso colaborador brasiliense da Popload, o intrépido Eduardo Palandi, foi conferir o primeiro show brasileiro do Hives, nesta sexta, na capital federal. Ele nem gosta muito de Hives. Mas passou o seguinte testemunho:

“Quem esteve no show do Hives em Brasília, nesta sexta-feira, não viu uma aula de rock. Mas viu os melhores alunos da sala mostrando o que aprenderam: músicas curtas e diretas, refrões contagiantes, uma “cozinha” instrumental afiadíssima e o melhor frontman que vi ao vivo em todos os tempos. Howlin’ Pelle Almqvist, 30 anos de idade e há 15 à frente do Hives, é um show à parte: pula, dança, escala, rebola feito um louco furioso, brinca com o fio do microfone e comanda os outros quatro integrantes do grupo, além de fazer graça em portunhol para 2 mil pessoas que encheram o Arena (uma casa que normalmente recebe SAMBÃO e tem quadras de futebol soçaite), na Asa Sul, para ouvi-los. O setlist só teve hits e as menos conhecidas viraram hits na hora - e a platéia foi conquistada com facilidade. Curioso é que Pelle Almqvist, além de tudo isso, chuta o ar a todo momento. Eu mesmo pensei que os chutes eram em Matt Bellamy, do Muse, que no mês passado fez um show tão burocrático que deixou minha paciência no cheque especial. O Hives ao vivo é uma banda completamente diferente dos discos, energética e apaixonante: tanto é assim que agora quero saber qual o isotônico que seu vocalista toma, para eu ficar ligadão como ele quando estiver no trabalho.”

* KINGS OF LEON - E a internet já entrega desde as primeiras horas deste sábado, 6/9, o “Only By The Night”, esperado novo álbum do Kings of Leon, com previsão para chegar às lojas naquele formato antigo no dia 22 próximo.
A quarta obra de estúdio “light” do KoL tem 11 faixas, sendo duas delas até então conhecidas (“Crawl” e “Sex on Fire”). Agora a Popload apresenta “Manhattan”, faixa 5 do álbum.

KINGS OF LEON - “MANHATTAN”

* E LOGO MAIS: mais. Plastiscines no iG, Orloff Five, prêmios italianos, os resultados franceses. E sei lá o que mais.

* Pode ir dizendo o que achou do blog novo. Abra seu coração. Sugira mudanças, seções novas. Faça piadinhas também. O espaço é seu.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , , , , ,
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