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30/10/2009 - 09:20

De South Park à crise na Islândia, do Zina ao Morrissey, do Walkmen ao choque dos horários dos festivais do dia 7

* Popload em São Paulo.

* Hehe, adoro falar que estou em São Paulo.

cattie
Vamos logo começar este post? Tem leitor dormindo com minha demora…

* ERIC CARTMAN FAZ COVER DE LADY GAGA - Só isso. “Poker Face”, na versão do gordinho de “South Park”, ficou melhor…

* CRISE NO PÓS-ROCK - Popload na economia mundial. Como diz um amigo meu, na Islândia já não se pode mais ver um show do Sigur Rós e depois sair para matar um Big Mac, antes de ir para casa. Vai ter que se contentar com um mero sanduíche de tubarão curtido. O McDonald’s anunciou sua saída da terra da Bjork. O dinheiro islandês derreteu com a crise e o país se endividou em seis vezes o próprio PIB. Como toda a comida do McDonald’s local era importada da Alemanha, e a moeda islandesa chegou a perder 50% de seu valor frente ao euro (chegou a ser 80%), o Big Mac iria custar uns 10 dólares por lá. País que não fabrica nem o próprio papel higiênico, a Islândia só “produz” peixe e pós-rock. Está na hora certa de os brasileiros visitarem o país, os clubes, os bares, as lojas de disco, tudo isso que a gente sabe que é bom por lá.

* GOIÂNIA, TEXAS - Um dos principais festivais de espírito independente do país, sem dever muito em estrutura e às vezes em atração aos grandes eventos de música deste Brasilzão, o Goiânia Noise Festival realiza sua 15ª edição (pensa, 15ª) pegando inspiração no excelente South by Southwest, de Austin, Texas, talvez o mais importante e bem realizado festival de música nova do planeta. O Noise neste ano ocupa a capital de Goiás de 23 a 29 de novembro, não só com música.
A parte sonora começa dia 25/11, quarta-feira, simultâneo em clubes da cidade, tal qual o Sxsw. De sexta a domingo, o festival se concentra no Centro Cultural Martim Cererê, ficando até domingo. Ao todo e movimentando Goiânia inteira, serão 60 apresentações. O mote do Noise 2009 é “Invadindo a Cidade”.

Algumas das principais atrações do Noise neste ano são os americanos Supersuckers e Dirty Projectors. Rock novo de todo o país, chilenos, argentinos e o Black Drawing Chalks enfeitam a programação.

Tudo sobre o Goiânia Noise Festival está no site do evento.

* O TWITTER E O MUNDO -E lá vamos nós com os melhores (ou piores, depende) momentos do Twitter na semana que está acabando. Se não está na lista abaixo, então nem foi muito importante.

@phelipecruz Dita Von Tesse, na tacinha, em São Paulo! -http://bit.ly/2wvhFf

@FabricioMiranda RT @lobniski subiu!! vídeo da dita von teese tirando a roupa, ontem, na the week: http://bit.ly/3xaDBf [QUERIA UM GOLE DAQUELA TAÇA]

@caffarena LOL RT @Herbieeeee: Acho banho em taça gigante coisa do Gugu

@the_augustos Dita Express. O show durou exatos 8 minutos

@biagranja MORRI! uma coleção de piadinhas em até 140 caracteres pra vc ser engraçadão no twitter http://migre.me/aegh

@bossindrama Cantora folk canadense é morta por coiotes – um modo bem folk de morrer, ne? http://digg.com/u1FJww

@lsvd80 Site em português de brasileiras antenadas que moram em NY, dando dicas de tudo e mais um pouco na cidade: http://www.rg-ny.com/index.html

@Kalatalo Site que compara preços de livro http://www.booklookr.com/

@mexicandevil RT @bigodes O Zina foi flagrado com cocaína. Agora, ao invés de ‘Ronaldo’, ele vai falar: Maradona!

@leozera Um salve pra galera do cheiropita #freezina

@arnaldobranco Zina, nosso Lenny Bruce #quevida

@azaroseuquerida RT @rgvogue Conhece a banda The XX? A RG te apresenta, antes do hype http://migre.me/a8Ov [alguém avisa que é tarde?]

@livbrandao Relacionamento é tipo interrogatório policial: tudo o que você disser pode ser usado contra você.

@NMEmagazine Morrissey collapses on stage during concerthttp://bit.ly/2jhzeA

@screamyell Não foi a gordura da picanha, isso eu tenho certeza… RT: @letitblog CARALHO! O MORRISSEY INFARTOU???? http://is.gd/4zToy

@withlasers Vídeo registra o momento em que Morrissey passou mal no palco. http://bit.ly/xf5fI

@hectorlima Monga, a Mulher-Gorila, segue como o show mais aguardado do #planetaterra

@neozeitgeist Boa transmissão, palco impressionante, mas esse rock de shopping center do U2 #nãodá#

@screamyell RT: @fernandolalli Impressionante com as músicas novas do U2 conseguem estragar até o início do show dos caras. #u2webcast

@URBe Andar de táxi é mais barato que ter carro, diz estudo http://migre.me/9Txj

@ianblack RT @otosetto: Eu achava que esse negócio de <3 era um pau duro. Sabe, < é o pau e 3 as bolinhas. Mas consta que é um coração.

* PLANETA TERRA X MAQUINARIA: O DUELO DOS HORÁRIOS – Está planejando ver uma coisa em um e sair correndo para ver algo no outro? Bem difícil. De todo modo, tem aí embaixo um comparativo da programação dos palcos principais dos dois megafestivais que, oh-my-god, acharam de fazer no mesmo dia, 7 de novembro.

festivais_principal

Não deixa de ser engraçado notar que, à meia-noite do dia 7 para o dia 8, na cidade de São Paulo, estarão tocando simultaneamente Iggy Pop & The Stooges, Faith No More (final do show) e Ting Tings.

* MAQUINARIA EXTRAVAGANZA: PROMOÇÃO DE INGRESSOS -Segue o sorteio de CINCO pares de ingressos para cada dia do festival Maquinaria, que acontece nos dias 7 e 8 de novembro em SP na Chácara do Jockey. O primeiro dos dias, você sabe: Faith No More, Jane’s Addiction e a rapa. E, se aí dentro bate um coração emo, não se acanhe. O Panic! at the Disco e o Evanescence esperam por você. É só concorrer via comentários ou pelo email lucio_ribeiro@ig.com.br.

Ganhador 1: Julio Crespo – Maquinaria Dia 7
Ganhador 2: Arthur (artvcb) – Maquinaria Dia 8

* PLANETA TERRA LOUCURA: PROMOÇÃO DE INGRESSOS - Tem para a turma do Sonic Youth também. A Popload continua o sorteio dois pares de entradas para o festival do Playcenter, também no dia 7 de novembro. No mesmo esquema dos ingressos acima: comentários ou lucio_ribeiro@ig.com.br

Neste final de semana prolongado vai aparecer por aqui o nome de um dos vencedores.

* WALKMEN NO FESTIVAL DA MTV (RIO): INGRESSOS - A MTV promente 30 atrações para um tal de Festival Universitário que ela fará no Rio de Janeiro (Marina da Glória) dos dias 19 a 21 de novembro. O evento terá como atração principal a banda indie americana Walkmen, ótimo show ao vivo. Móveis Coloniais de Acaju e Moptop estão entre as brasileiras do festival. A Popload sorteia dois ingressos para o Festival Universitário, para conferir de perto o desempenho emocionante de Hamilton Leithauser. Vai: comentários ou lucio_ribeiro@ig.com.br.

* SÁBADO - Baladinha boa para hoje? Pois não.

funhell1ponto5-500

* Beleza?

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , ,
27/10/2009 - 15:30

Amores perros, amores pornôs e Mike Patton

Si. Como no.

Popload em Buenos Aires, Argentina. Direto de Palermo. O bairro, não o jogador.

Antes de um papo mais hermano, uma fotinho:

weezer

Lembra do Weezer? Ainda tem paciência? O disco novo deles, Raditude, está inteiro na rede. Falemos.

* MAQUINARIA: FAITH NO MORE NA AMÉRICA DO SUL -Recolham as crianças. Fechem portas e janelas. Mike Patton e seu Faith No More chegou nesta terça a Lima, no Peru, para iniciar a turnê sul-americana que culmina nos quatro shows no Brasil no início de novembro, um deles, o do dia 7, no Maquinaria Festival, em São Paulo. E Patton chegou assim, com cara de quem vai aprontar.

patton

Faith No More no Peru. Num show espetacular, segundo relatos de amigos nativos, o FNM iniciou sua jornada em Lima, o primeiro show na América do Sul, com “Reunited”, cover do “clássico de FM” do Peaches & Herb que celebra a volta da banda. E só foi acabar 22 músicas depois, com o “clássico do FNM”, o hit “We Care a Lot”.

E, sim, no Peru eles tocaram a música “Caralho Voador”, do disco “King for a Day…”, dos anos 90. Muito apropriado mostrarem essa canção no Peru. Mas mais ainda vai ser quando Mike Patton mandar essa no Brasil. O título “Caralho Voador”, reza a lenda, foi dado pelo amigo Max Cavalera, na época no Sepultura. Se essa música fosse um grande hit, queria ver como ela seria anunciada nas rádios rock brasileiras: “Flying Dick”?

* MAQUINARIA EXTRAVAGANZA: PROMOÇÃO DE INGRESSOS - Opa. A coisa melhorou. Apareceram para a Popload CINCO pares de ingressos para cada dia do festival Maquinaria, que acontece nos dias 7 e 8 de novembro em SP na Chácara do Jockey. Tudo indo a sorteio aqui. O primeiro dos dias, você sabe: Faith No More, Jane’s Addiction e a rapa. E, se aí dentro bate um coração emo, não se acanhe. O Panic! at the Disco e o Evanescence esperam por você. É só concorrer via comentários ou pelo email lucio_ribeiro@ig.com.br.

Primeiro resultado. O par de ingressos que a Popload sorteou para o Maquinaria nos últimos dias saiu para… Luiz Felipe Russo (Campinas)

* PLANETA TERRA LOUCURA: PROMOÇÃO DE INGRESSOS - Tem para a turma do Sonic Youth também. A Popload bota a sorteio dois pares de entradas para o festival do Playcenter, também no dia 7 de novembro. No mesmo esquema dos ingressos acima: comentários ou lucio_ribeiro@ig.com.br

Primeiro resultado. O par de ingressos que a Popload sorteou para o Maquinaria nos últimos dias saiu para… Mariana Atalla (Campinas)

* GAROTAS PORNÔ – Falando em “Caralho Voador” (Faith No More, veja bem), saiu uma outra versão para o vídeo da lindaça “Lust for Life”, a da bombada banda indie californiana Girls, não a do Iggy Pop. Só que a nova versão do vídeo é pornô, hardcore, XXX. Os caras do Girls (haha) fizeram outro vídeo na linha costumeira deles: reunindo uma galera bonita como se fossem um álbum vivo de fotos. Só que desta vez a moçada estava mais à vontade. Inclusive no uso do “microfone”. Vai deixar barato, Mike Patton?

* BUENOS AIRES, 40 GRAUS - Abaixo de zero… Brincadeira, mas assim: de dia um calor de ferver o coco, dias lindos. À noite frio e chuva (num dos dias) como se fosse a Islândia. // Continuo obcecado pela qualidade da Urbana FM (trend music + design radio), uma rádio rock como todas tinham que ser. Tem na internet, facinho. Agora, agoooooooooora, por exemplo, vou ligar lá e verificar o que está rolando… espera… “Animal”, do Miike Snow. Nice… // A Popload esteve em Buenos Aires a convite do Porão do Rock, tradicional festival meio-indie brasiliense que fez sua primeira edição na capital argentina realizando um interessante intercâmbio de bandas da cena underground de ambos os países. Macaco Bong, Móveis Coloniais de Acaju, Mundo Livre S/A e Autoramas representaram o Brasil-il. O show do Autoramas diante de hermanos acalorados foi espetacular.

autoramas bsas
A banda Autoramas, do Rio, em ação no Porão do Rock argentino. Festival deve ocorrer de novo em 2010, em uma versão ainda maior. Foto: Clausem Bonifácio

O Porão do Rock na Argentina aconteceu no Niceto Club, um clube-médio de Buenos Aires que uma cidade como São Paulo não tem. Bem localizado, com ótima acústica, sistema sonoro impecável, palco bom com visão de todo lugar, platéia lateral elevada que serve também de área vip, pista confortável, bares funcionando por todo lado. Ideal para shows grandes para o CB, pequenos para o Clash.// Óbvio, como futebol é pop e também música, tive a sorte de pegar um River Plate x Boca Junior durante minha estadia em BsAs. Um dos maiores clássicos de todo o planeta, o jogo é um festival de cantorias nas torcidas, marca registrada das “hinchadas” argentinas, até bastante copiada em arquibancadas brasileiras. Fiz um vídeo da torcida do River cantando tipo para esperar o time entrar em campo, música que reverberava como um mantra hipnótico em 95% do estádio (o jogo foi no Monumental de Nuñez, campo do River). A letra, que deve ter saído de alguma cumbia, é assim: “Ahi viene la hinchada, que loca que esta, vamo vamo Millonario, que tenemos que ganar!”

* BUENOS AIRES: CASO DE POLÍCIA - Essa história não tem a ver com a bacana banda indie El Mató a un Policia Motorizado, atração do Porão do Rock argentino. E, claro, merece de uma apuração mais detalhada. Mas de toda forma é muito boa, envolve os argentinos e a polícia local e, pelo que eu ouvi falar, é mais ou menos assim:

Dizem que não é fácil ser policial na Argentina. A violência lá galopa assustadoramente e eles não têm um contingente numeroso, parece. Então, se eles estão de olho na crescente e cada vez mais visível periferia pobre (não estou falando o Centro. Periferia mesmo), eles não conseguem zelar pelos cidadãos nos bairros mais tradicionais e/ou descolados. E vice-versa.

Aí alguém do alto comando da Polícia Federal hermana deu o berro: tive uma idéia!!
Começaram a botar em algumas ruas, em certas esquinas, nas estradas um monte de viaturas. Vazias. O negócio é aleatório: pode estar em qualquer ponto, qualquer dia da semana. E os carros de polícia ficam lá um dia inteiro, dois, até três. Sem nenhum policial por perto, até porque não tem muitos. E os carros ficam lá, parados, só para a população se sentir mais protegida e para os criminosos ficarem intimidados.

Mas, óbvio, não está rolando. Porque todo mundo já sabe da “grande sacada” policial. A droga foi eu ter sabido disso no último dia da viagem a BsAs. Não deu tempo de achar uma viatura e tirar uma foto dela. Mas pego emprestada de um blog em que também vi sobre a história.

policiaargentina

Fico pensando nessa idéia sendo aplicada no Brasil. Não ia sobrar uma viatura vazia em nenhum lugar.

* OH, JULIAN! - Apareceu um vídeo bom ao vivo do Julian Casablancas solo. Foi na noite desta terça, no programa do entrevistador americano Conan O’Brien. Bom foi a música, a esperta “11th Dimension”. O Julian mesmo pareceu meio perdido sem os companheiros dos Strokes. Tipo olhando e pensando: “Cadê o Fabrizio, o Albert…?”. Vê o Julian aí.

* QUEM (AINDA) PRECISA DO WEEZER? - Uma das principais bandas indie dos anos 90, o Weezer era grande no tempo em que os nerds estavam começando a dominar o mundo.
Agora que o mundo está totalmente tomado por nerds, qual o papel da banda de River Cuomo na antropofagia pop?
Bom, começamos a ter uma resposta disso agora que o álbum “Raditude” começa a aparecer vazado. O disco, de nome esquisito e que sai oficialmente no dia 3 de novembro nos EUA, é o sétimo da carreira do Weezer e traz as musiquinhas indie-chicletes de sempre, com Cuomo versando nas letras sobre ser tímido entre as mulheres e zoando com almôndegas (a carne, não o sentido sexual, claro). Mas Cuomo está tentando: botou o Lil Wayne para participar de uma das faixas e entitulou duas músicas como “I’m Your Daddy” (recado direto e sincero para os nerds de hoje) e “Girl Got Hot” (ousadia)…

Como um tira-gosto para o novo Weezer, caso você não tenha pego o disco virtualmente, digamos, a gente deixa aqui a “Girl Got Hot” para você.

* Por enquanto é só, pessoal!!

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , ,
19/10/2009 - 17:52

Pegação, causação e trilha indie: Sorry, London. Mas São Paulo já tem seu “Skins”. E mais: Julian Casablancas, o corpo da Jennifer, Stones, Arctic Monkeys e a relação do Twitter com o mundo em que vivemos

* 1… 2… 3… Gravando.

* Demorou, mas estamos aqui.

* Este post ia se chamar merecidamente “Megan Fox e a cena de abertura de ‘Garota Infernal’ “. Mas achei melhor não.

420
Bapho, música boa e tinturas avermelhadas. Cena do seriado independente “420″, que estreia em novembro

* “420″: SÃO PAULO GANHA SEU SERIADO-CAUSAÇÃO – Um “bapho” na cabeça e uma câmera na mão. “Skins” who? “Gossip Girls” my ass. São Paulo recebe a partir de novembro as primeiras transmissões virtuais de “420″, um seriado sobre amizade, loucurinhas, gente cool e muita música. Idéia do “rising star” videomaker Felipe Dall’Anese, figurinha fácil da cultura clubber paulistana, “420″ será uma coleção de curtas de uns 8 minutos cada que serão postados semanalmente em um site a ser divulgado.
Partindo da idéia de que “a vida dos meus amigos daria um seriado”, o diretor juntou um cast de 10 pessoas amigas, não atores, não amigos e atores para montar personagens que de certa forma representem o lifestyle de quem sai para clubes, shows, festinhas em casa, passeios, encontros, exposições em São Paulo. O que for, desde que reúna uma boa historinha que mereça ser enquadrado de modo estiloso dentro de um vídeo de oito minutos.
“420″ conta com uma galera atuante de SP, em sua maioria, mas que se relaciona com amigos de BH, Porto Alegre, Londres.
No Twitter, já rolou uma “ação” de divulgação”, um link-viral em stopmotion e trilha cool mostrando o que vem por aí.

O nome “420″ é um símbolo internacional de contracultura e é normalmente associado à maconha. Mas também serve como número-código para subversão. Seja indicando um horário (4:20), uma data (20 de abril).
“No nosso caso usamos mais pela subversão mesmo”, falou em entrevista à Popload o personagem Alex Magalhães, que jura não saber quem é Rodrigo Guima, o sujeito que eu sempre encontro nas baladas de São Paulo. Me confundi quando vi o vídeo-teaser de “420″. Rodrigo Guima tem o jeito do Alex, a cara do Alex, a voz do Alex. Mas se o Alex diz que ele não é o Rodrigo…
E é isso. Quem frequenta a noite paulistana provavelmente já viu alguma vez os personagens de “420″, que quando assumirem seus papéis no seriado vão ignorar suas verdadeiras identidades.
Porque eles vão estar no mundo real, e daí vem a brincadeira realidade-ficção que vai ser a marca de “420″. Você vai encontrar as pessoas da série discotecando em clubes reais, de baladas reais, ou postando coisas no Twitter, tendo perfil no Facebook, subindo foto em Flicker.
Já convidei o Alex Magalhães (e não o Rodrigo Guima) para tocar no Vegas, por exemplo.
Os primeiros episódios de “420″ vão ser de apresentação de seus personagens. Em “420″, por exemplo, você vai conhecer a Jessica.

* POPLOAD EM BUENOS AIRES. PORÃO DO ROCK NA ARGENTINA - Hein? Intercâmbio indie cada vez mais forte, país baratinho para o “poderoso” real. O festival brasiliense Porão do Rock, um dos principais eventos do calendário independente brasileiro, armou parceria boa com os hermanos e realiza uma edição especial na capital argentina em dois dias. Serão quatro bandas nacionais (Autoramas, Macaco Bong, Mundo Livre e Móveis Coloniais de Acaju), cinco argentinas (entre elas a El Mato un Policia Motorizado) e uma uruguaia. Tudo acontecendo sexta e sábado próximos no Niceto, clube tradicional de indie rock do delicioso bairro de Palermo. E a Popload vai estar em Buenos Aires para ver isso.

* JULIAN CASABLANCAS SOLTA UMAS “FRAZES” PARA OS JOVENS - A Popload preparou um preview do álbum de Julian Casablancas, o stroke solo da vez. “Phrazes for the Young”, o CD, tem lançamento previsto para o finalzinho de outubro, dia 30. Inclusive mencionam que no Brasil o disco sai dia 4 de novembro. Vamos ver se procede.
Sobre o “Phrazes for the Young”, pelo que deu para sentir, é Strokes sem ser Strokes, entende? Nem tem tanta guitarra marcante quanto em sua banda famosa, mas seu vocal é tão marca registrada de uma época que chega a ser difícil a tentativa de separar as coisas. Enfim.

Em seu site, Casablancas mostrou outra música inédita e inteira, “River of Brakelights”. Não tão boa quanto “11th Dimension”, mas ainda assim bem a pena a escutada.

* REM EM DUBLIN EM SÃO PAULO - Assim. Semana que vem, dia 27, a veterana banda americana REM lança seu álbum duplo ao vivo, “Live at the Olympia”, com 39 músicas tiradas de uma residência de cinco dias que o grupo de Michael Stipe no importante teatrão de shows em Dublin, Irlanda, em 2007. Junto com o álbum a banda lança (só no exterior) o DVD “This Is Not a Show”, documentário de uma hora sobre essa temporada irlandesa de shows que serviu como ensaio aberto para o grupo reviver no palco suas clássicas músicas e fazer os últimos ajustes para o CD “Accelerate”, que seria lançado meses depois.
Pois bem. “This Is Not a Show”, o documentário do REM, vai ter pré-estréia exclusiva nesta quarta-feira em São Paulo, às 23h, no Studio SP.
O ingresso para essa exibição custa R$ 10, para quem mandar nome para a lista do Studio SP.

E o trailer de “This Is Not a Show” é assim:

* O MUNDO, SEGUNDO O TWITTER - Uma compilação do melhor (?!) da rede social nos últimos cinco dias (mais da semana passada). Como conseguimos viver tanto tempo sem Twitter, hein?

@phelipecruz Então resumindo: o menino que tava no balão na verdade não tava no balão e sim numa caixa que tava no chão? ok… uau! notícia do ano!

@ana_freitas Gente, e esse twitter inteiro cobrindo o balão?

@diegomaia E não tinha nada dentro do balão. A tag tinha que mudar de #saveballoonboy para #savejournalism

@flaviadurante Jesus (Luz) cheio de dentes no país dos banguelas: http://bit.ly/23ONj9 (via @luizcesar)

@fabilipo Se a Madonna não canta em show pq o namorado dela não pode ser DJ e não tocar?

@flaviadurante PQP, o zeze araujo abalou paris e bangu! publicou vários scans da noite ilustrada da @erikapalomino no facebook! http://migre.me/94tC

@arnaldobranco Leo: eu torço pra Argentina. Copa sem Argentina é tipo a Segunda Guerra Mundial sem os nazistas. #gênio

@DanielKastro Conheça The Daniel Castro Band aqui: http://www.myspace.com/danielcastrosblues

@neozeitgeist Portugal leva piada a sério “Portugueses exigem retratação de Maitê Proença por piadas sobre o país” http://bit.ly/RWD5f

@vitorfasano Quantos portugueses são precisos para afundar um submarino? Dois, um pra bater na porta e o outro pra abri-la. rs! VF #FREEmaitê

@fabilipo Video: O Hitler apoia a Maitê Proença e detona os portugueses. Ui! http://tumblr.com/xra3juckp

@pattoli WOW! um cara tentou adicionar minha mãe no orkut pedindo: “me a seita?” hahahaha

@aomirante Conspiração Filmes oferece US$ 15 mi p/ Woody Allen. Me pergunto se falar em ‘conspiração’ p/ um neurótico surtirá efeito.

@azaroseuquerida Já ouviram a música do menino do the moldy peaches com participação do amarante? http://bit.ly/25nJym

@rafaellosso Nenhum amigo. #tuitesuainfancia

@barbaragancia Fui uma criança traumatizada. Essa coisa d passar férias na gélida Suíça, enquanto todo mundo de divertia no Guarujá deixou marcas profundas

@realwbonner Viver quase 46 anos, casar, ter filhos, escrever um livro, ralar, plantar um pé de feijão e descobrir que é flooder – seja lá isso o que for.

@inagaki RT @brogui: 10 coisas que precisamos parar de fazer no twitter – http://migre.me/8QyZ – Genial!

@diegomaia O palco indie do Planeta Terra 2009 fica do lado do Castelo dos Horrores. Entenda como quiser http://migre.me/8IVk (via @hectorlima)

@fabiobianchini O lance de “no Planeta Terra, quero saber é dos brinquedos” é MUITA vontade de blasé. Playcenter não tá lá o ano todo?

@vitorfasano @otaviomesquita to descendo para a piscina em 5 minutos… ABS VF

@alisson10 http://twitpic.com/kvdkc – Taí a tão falada capa da Marge Simpson na Playboy americana.

@carcamanos Boa tarde a todos. Se fosse um casamento hoje o Palmeiras mereceria dormir no sofá a semana inteira.

@gravz Um salve pro pessoal do tráfico, que deixou pra expor as rusgas depois da escolha da sede olímpica. Abs.

@leandromp Ah, Rio de Janeiro… justo no meu plantão!?

@flaviadurante “Oi meus queridos! sabe que estava aqui jantando ontem? o keith richards, ele é muito legal” (via @lulusuperpop)

* DE JAGGER PARA ANDY WARHOL: VAI NA MANHA, NÃO VIAJA NA CAPA – Essa história circulou nos últimos dias, não sei se você viu. Apareceu uma carta de 1969 escrita pelo Mick Jagger, dos Stones, para o famoso artista Andy Warhol. A missiva do roqueiro chega a ser um marco da cultura pop. Jagger começa agradecendo Warhol por ter aceitado o convite de fazer a capa do então próximo disco da banda dele. Mas vai tentando dar uma “brifada” cuidadosa porque sabia que o artista poderia aparecer com uma doideira básica dele como capa do álbum. O “pedido” não deu muito certo, pelo que a história da música conta. Ou, se você pensar bem, não poderia ter dado mais certo.
A carta é esta:

jagger

O disco é este:

stones3

Warhol criou a concepção da capa de “Sticky Fingers”, de 1971, considerado um dos grandes álbuns do rock em todos os tempos. O artista botou na ilustração frontal do disco a foto da cintura de uma figura masculina usando um jeans. Como se não bastasse, na capa botou um zíper real. Quando alguém descia o zíper, era revelado o famoso logo dos lábios e língua, marca registrada dos Stones que ali aparecia pela primeira vez.
Alguns problemas aconteceram. Logo rolou o boato que o modelo da calça não era Jagger, e sim o ator Joe Dalessandro, “pupilo artístico” de Warhol, um certo símbolo do pop underground nova-iorquino e principalmente ícone da cultura gay da época. Muitas lojas não queriam botar o disco em suas prateleiras. Além do mais, estocar o “Sticky Fingers”, por causa do zíper real saliente, não era simples. Fora que na hora de empilhar os álbuns o zíper de uma danificava a contracapa do disco da frente.
“Querido Andy, eu deixo o disco em suas capazes mãos, para você fazer o que quiser.”

* ARCTIC MONKEYS: O VÍDEO CANASTRÃO E O LADO B ESPETACULAR – Já postado aqui, postaremos de novo. O vídeo da talvez segunda melhor música do disco novo, “Cornerstone”, é uma beleza. Charmoso, diria. Num fundo branco, Alex Turner canta com cara de canastrão e trejeitos de canastrão, além de estar usando um gravador de play+rec e fones de 1960. O vídeo “estáile”, para quem não viu, é este:

“Cornerstone”, o novo single dos Monkeys, vai ser lançado na internet em novembro e em vinil de 10 polegadas em dezembro. A conversa é a de que o “lado B” vai trazer três músicas inéditas. “Catapult”, “Sketchhead” e ” Fright Lined Dining Room”, sendo que a primeira, dizem, é tão boa que caberia fácil como single do primeiro disco. E a segunda, “Sketchhead”, surf punk em alta velocidade, que circulou como bônus do “Humbug” no iTunes, seu eu fosse o Tarantino botaria fácil numa cena forte do próximo filme. “Sketchhead” é assim:

* HELL YES – O FILME DA MEGAN FOX, O EMO E O INDIE - Estréia nesta sexta-feira nos cinemas daqui o filme “Garota Infernal”, ou “Jennifer’s Body”, no original. Estrelado pela bombshell Megan Fox, a da gloriosa cena inicial e de muitas outras, “Garota Infernal” conseguiu ganhar um slogan brasileiro bom, que diz muito da história: “Qualquer garoto morreria por ela”.
Espécie de “Twilight” para rapazes, “Garota Infernal” traz os clichês bestas de filme de terror nível médio de sempre, mas é ancorado também pelos diálogos espertos e atuais da Diablo Cody (”Juno”) e ainda por muita referência musical boa. E tem a Megan Fox, claro.

- Pra começar, e evitar ao máximo a “spoilerização”, dá para dizer que a Megan Fox mata o emo no filme. Com requintes de crueldade. Como se deve matar o emo, mesmo, eu diria.

- Em outra cena “importante”, o megahit antigo “867-5309/Jenny”, de 1982, foi evocado. Imortalizada pelo Tommy Tutone, o grande hino de certa época causou confusão telefônica em várias cidades americanas em que o número realmente existia, porque a molecada ligava direto para falar com a Jenny. A música ganhou 1 milhão de covers. Uma nobre nos diz respeito: o Nirvana fez cover dela no show de São Paulo, no Morumbi, em 1993. Não lembro agora se fez no do Rio. “8675309″ ainda hoje é lembrada de todo o jeito. Teve um trote de telemarketing famoso nos EUA recentemente em que o número que aparecia na bina dos celulares era “8675309″. A menção ao número ou à música também apareceram em centenas de seriados, desenhos e programas, de “Family Guy” a “Hannah Montana”. Como a Diablo Cody poderia perder a chance de botar “867-5309/Jenny” em “Jennifer’s Body”?

- Tem o Adam Brody, o Seth Cohen de “OC”, impagável como líder de uma banda de death pop (?!), que a cada três frases uma faz referência à cultura pop.

- O filme está cheio de new music das boas e bem colocada na trama: Florence & The Machine, Black Kids, Lissy Trullie. Engraçado ver uma canção como “Death”, do White Lies, embalar um baile de formatura (!). E ficou bom. Tem Hole e Blondie também. E, claro, algumas tranqueiras.

- A capa da trilha é boa, também, não só por causa da Megan Fox.

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* MÚSICA BELEZA, MULHERADA, CALIFÓRNIA - Sim, a banda Girls lançou o single oficial para a lindaça “Laura”, nos últimos dias. “Laura”, já disse aqui, tem o trecho mais profundo da música neste século: “You’ve been a bitch/
I’ve been an ass”. O vídeo-fofura é este:

* PROMOÇÃO PLANETA TERRA FESTIVAL – Ainda na fita o par de ingressos para o festival PT, que acontece no dia 7/11 em SP. É o segundo sorteado aqui. Concorra mandando seus pedidos nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Não quer ver Sonic Youth, Iggy Pop, Ting Tings e Primal Scream de graça?

* PROMOÇÃO MAQUINARIA FESTIVAL – Um par de ingressos para os shows do Faith No More e do Jane’s Addiction em SP, dia 7 de novembro? Pois não…
Comentários neste post ou email para este blog: lucio_ribeiro@ig.com.br.
Bom, você sabe os esquemas…

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* PROMOÇÃO “COBAIN”, O LIVRO – Segue ainda o sorteio de “Cobain”, o livro-”documento” da “Rolling Stone” sobre o grande guitarrista do Nirvana. “Cobain” vai custar nas livrarias R$ 52,90. Mas um, o sorteado aqui, vai custar R$ 0. Vai nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. A imagem acima é a contracapa “classe” do livro, ilustração que saiu na “RS”.

* Encerramos a transmissão por aqui. Se tudo der certo, o próximo post será escrito em terras argentinas. Hasta luego!

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
14/10/2009 - 11:49

World exclusive: REM escolhe a Popload para estréia de música. Mais: Dizzee Rascal gênio, Cobain no Brasil (ué! é verdade), Dirty Projectors + Holger em SP e o dia em que Beavis & Butt-Head analisaram o Radiohead

* Opa!

************* BREAKING NEWS *************

What’s the frequency, Lúcio?

Esta foi boa. Recebi um email da Warner americana dizendo que o grupo americano REM escolheu a Popload para estrear uma música do próximo lançamento da banda, o “Live at Olympia”, registro ao vivo tirado de cinco shows-”ensaio” em Dublin em 2007. O disco, um álbum duplo com 39 músicas, chega às lojas dos EUA e Europa no final do mês.

Os “REM guys” querem saber se você está interessado em tocar “Wolves, Lower” para seus leitores, dizia a mensagem.
“W.h.y. n.o.t.?”, respondi.

O REM está selecionando blogs do mundo todo para fazer o avant-premiere do disco ao vivo. Para cada um a banda envia uma música diferente. A da Popload foi incrível: o clássico “Wolves, Lower”, a primeira música do primeiro EP do REM, de 1982. Esta que você ouve aqui, agora.

Em julho de 2007 o REM invadiu Dublin e fez do teatrão Olympia uma residência de cinco noites para testar ao vivo as músicas novas, misturadas às antigas, tocando apenas para familiares, amigos, membros de fã-clubes e adores da banda de várias partes do planeta. Muitas das músicas do álbum “Accelerate”, de 2008, apareceriam ao vivo nos shows do Olympia e também serviram de treino para a turnê mundial, que logo aconteceria e acabaria passando pelo Brasil (novembro).

Além da Popload, pelo que entendi, no Brasil outro blog foi escolhido para veicular uma música do “Live at the Olympia” em premiere. É o blog gaúcho Volume, que mostra em primeira mão a versão ao vivo da linda “These Days”, com uma historinha breve do Michael Stipe na introdução dizendo que fez a música depois de um “very dark period”.
Tanto a Popload quanto o Volume, soube, estavam entre os blogs sugeridos à banda por um publicitário brasileiro que conhece os REM.

************* BREAKING NEWS *************

* Listen!
Money talks, mmm-hmm-hmm, money talks
Dirty cash I want you, dirty cash I need you, woh-oh

* Ok, você deve estar ouvindo falar em certos espaços rockers virtuais por aí que minha “participação” no VMB 2009, que envolveu o Massacration e a Múmia, foi “combinada” e teria rendido até um “cachê” para mim, tudo mais.
O que eu tenho para dizer é que nada tenho para dizer.

E também sobre o próximo vídeo do Massacration não posso falar nada.

prodigyovos
A música pop se vira como pode. Show da banda inglesa Prodigy na Bielorrússia, agora em outubro, foi anunciado em… ovos. Ovos de quitandas, supermercados, granjas. Por quê? Porque sim… O Prodigy toca em SP e Rio nos próximos dias 23 e 24, respectivamente. Engana-se quem acha que a banda electropunk “já deu”… Apresentação do Prodigy no Reading Festival deste ano foi incendiária e absurdamente lotada, pelo que eu li (não vi este)

* Falando em “dirty cash”, o termo da hora é este: “Dirtee Cash”.

* DINDIM SUJO - O Dizzee Rascal está muito perto do que a gente pode chamar de gênio do pop. O cara é fera. O rapper inglês se dá bem entre os grimes, os raggas, os indies, os eletrônicos. Toca com o Arctic Monkeys, em Ibiza, no Top of the Pops, é parceiro do Calvin Harris. Toca em rádio inglesa fuleira e é rei da Radio One.
Já fez um excelente show só no Rio, no Tim Festival 2005. Para ninguém. Estava ensurdecedoramente alto, quase punk. Grime mais ininteligível e sujo que o normal. Sem concessão.
Não só ninguém conhecia, como se apresentou tardão e no mesmo horário que alguma atração grande que não lembro agora (Wilco?).
No Reading Festival neste ano, era assim: Dizzee não estava na escalação do evento. Mas nas barraquinhas de bebida ou tenda de qualquer coisa nas cercanias do festival, perto do camping, com som bombando (tudo lá tem som bombando), se tinha uma galera dançando de mãos para cima, como se não houvesse amanhã, era Dizzee Rascal que estava tocando.

Dizzee Rascal lançou há poucas semanas seu quarto álbum, “Tongue & Cheek”. Para você ter idéia do impacto do disco no pop inglês, os três singles lançados antes do CD cheio (”Dance wiv Me”, “Bonkers” e “Holiday”) pegaram o primeiro lugar nas paradas. Essa recém-lançada “Dirtee Cash”, o quarto single, saiu para download no finalzinho de setembro e hoje é provavelmente a música mais tocada no Reino Unido.
“Dirtee Cash”, do Rascal, tem samplers de “Dirty Cash”, de Stevie V, hino dance do começo dos anos 90 que tocava num nível Madonna/Michael Jackson à época.

* ZUMBIS - Agora uma pausa para uma notícia importante, em relação ao último post. Pesquisadores de uma universidade de Ottawa, no Canadá, baseados em estudos sobre doenças contagiosas, revelaram que a humanidade não está preparada para sobreviver a um ataque de zumbis. O problema, segundo a pesquisa científica, e o que difere a praga dos zumbis diante de outras doenças que se espalham, é que a criatura pode se regenerar facilmente (a não ser, claro, que seja decapitada ou queimada).
A notícia não é zoeira. Foi dada no Yahoo News e no site da BBC. Eu é que não…

* CAKE NO BRASIL FAIL(ED) - Xi, Indie Rock Festival. O Cake não vem mais? Parece que é a banda galesa Super Furry Animals que volta ao país para ocupar a vaga do Cake. Além disso, o grupo brasileiro Mombojó também pulou fora da escalação inicial. O Holger e o Gogol Bordello estão mantidos, ao que tudo indica. Sobre o Super Furry Animals, uma vez alguém traduziu por aqui o nome da banda como Animais Super Furiosos. :))
O Indie Rock Festival, se não tiver mais nenhum chacoalho, está marcado para acontecer nos dias 13 de novembro (Rio, Fundição Progresso) e 16 (SP, Via Funchal).

* NIRVANA: O LIVRO – Está previsto para chegar por aqui nos próximos dias uma reedição à brasileira do livro “Cobain”, articulação literária da “Rolling Stone” gringa nos anos 90 que a filial brazuca bota agora nas nossas prateleiras, como parte dos tributos sem fim que o líder do Nirvana vem recebendo (ou sempre recebe, como preferir).

CAPA COBAIN ROLLING STONE

“Cobain”, cuja capa limpa aí de cima emula uma das famosas capas da história da “RS” americana (a da edição póstuma, em 1994, em foto do famoso Mark Seliger), apresenta mais de 50 fotos especiais, desenhos e entrevistas do guitarrista nos poucos anos de Nirvana, que levaram a revista a acompanhar de perto desde o estrondo que a bandinha de Seattle causou no rock até a morte de seu líder, em 1994, já na condição de principal banda de rock do planeta.

- PROMOÇÃO “Cobain”, o livro. A Popload bota a sorteio uma cópia do livro-”documento” da “Rolling Stone” sobre o grande guitarrista do Nirvana. “Cobain” vai custar nas livrarias R$ 52,90. Quer de graça? Tenta a sorte nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br.

* NIRVANA: O DVD - Seria o pirata do DVD do show do Reading Festival 1992 melhor que o oficial? Enquanto novembro não chega trazendo o DVD que a Universal lançará, com o registro da famoooooooosa performance que o Nirvana fez no gigantesco festival inglês, da qual eu já falei aqui perto de 1400 vezes, começa a aparecer nos blogs americanos a informação que o produto oficial não traz nada demais para quem já (1) tinha a fita de vídeo pirata que circulou forte nos anos 90, (2) já tinha visto na internet e muitos trechos no YouTube, (3) tinha comprado (como eu) o DVD pirata-oficioso que apareceu em lojas inglesas no começo deste ano, bastante reportado aqui na Popload.
É assim. No pirata tem a passagem de som, que o ofical parece não trazer. As imagens vêm da mesma filmagem, tiradas de uma transmissão de TV. Alguns ângulos de câmera são diferentes, mas no geral é praticamente o mesmo. O truque do oficial é dar um zoom na transmissão, para dar o toque “diferente”. Mas nem sempre, dada a qualidade indie (digamos) das imagens, não pega bem. A vantagem do oficial é não trazer a tarja dos minutos, que vem quase no meio da tela no pirata. Dá uma olhada num comparativo de imagens que um blog gringo fez.

nirvana-at-reading-compare

Aqui, a performance do Nirvana para “School”, tirada do DVD oficial, que sai agora em novembro.

Sempre me lembro da resenha da revista “Kerrang” para o show do Nirvana no Reading 1992. “Você tem que ter estado nesse show. Se por um acaso você não foi, minta que foi sim”.

* PROMOÇÃO PLANETA TERRA FESTIVAL – O primeiro par de ingressos sorteado para o festival PT, que acontece no dia 7/11 em SP, saiu para o seguinte ser humano:

Elisa Ribeiro, São Paulo, SP (no relations)
por email

No total, são dois pares de entradas que estão à baila. Logo mais, o anúncio do segundo vencedor. Concorra mandando seus pedidos nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Não quer ver Sonic Youth, Iggy Pop, Ting Tings e Primal Scream de graça?

* PROMOÇÃO MAQUINARIA FESTIVAL – Um par de ingressos para os shows do Faith No More e do Jane’s Addiction em SP, dia 7 de novembro? Pois não…
Comentários neste post ou email para este blog: lucio_ribeiro@ig.com.br.
Bom, você sabe os esquemas…

* DIRTY PROJECTORS EM SÃO PAULO – Atração do sempre movimentado Goiânia Noise festival no final de novembro, o delicioso grupo indie experimental Dirty Projectors, do Brooklyn, está confirmado mesmo para tocar aos paulistanos no clube Clash no dia 2 de dezembro, conforme já havíamos soprado por aqui. A coisa fica melhor ainda quando sabemos que a banda local Holger, com seu show novo, vai abrir para os americanos. Baladinha boa, essa.

* O JANE’S ADDICTION MANDA UM “SALVE” PARA O BRASIL - Stephen Perkins, o baterista do grupo do Perry Farrel, gravou um vídeo dizendo que está louco para vir tocar no Maquinaria Festival, dia 7 de novembro (lembrando, o mesmo dia que o Planeta Terra…). E ainda mandou um sambinha para nós, todo simpático. Deixa o cara. :))

* HEY, BEAVIS!!!! - Recordar Beavis & Butt-Head é viver. Com a boataria sobre uma possível volta da dupla mais retardada que a cultura pop já viu, mas agora como “adultos” em seus 60 anos, virou uma onda (pelo menos entre meus amigos) de voltar a vasculhar os episódios do desenho da MTV que de uma vez só marcou, alegrou, espelhou e criticou sem dó os anos 90. Nessa cheguei no episódio em que eles analisam o vídeo de “Creep”, do Radiohead. Posso dizer que, junto com “Twin Peaks”, “Arquivo X”, “Simpsons” e “Friends”, a dupla odiando a parte calma da música do Radiohead e esperando desesperados a parte “pesada” foi um dos grandes momentos da TV mundial nos anos 90.

* POPFELLAS, POP!UP - DJ set marathon nesta quinta e sexta. Começa que tem Popfellas no Vegas, quinta, com as discotecagens de sempre (DJ Me, Rafael Urenha e Focka) e pocket show da banda anglo-brasileira 2AM. Permita-me o toque: veja esses caras antes que eles vão para Londres gravar no Abbey Road. Na sexta a Pop!Up retorna ao novo-clube Alley, o da charmosa vista para a urbanidade. O ótimo DJ Fiervo completa o elenco que tem o DJ Eu (de novo…), Fabricio Funhell Miranda e Gil Crew Barbara. Só bamba (tirando…).
Tamus juntu?

* Está bom por agora, não?

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , ,
06/10/2009 - 13:59

Girls

So sentimental. Not sentimental no!

Ok. O “efeito Múmia” me trouxe umas duzentas novas adesões no Twitter e umas outras centenas no Facebook em DOIS DIAS. Isso me assusta mais que o susto em si. Whatever, hahaha.

E também me leva a pensar: a MTV é tão popular assim entre “os jovens”? Não, o Twitter e o Facebook é que são.

nirvana

* CAN YOU FEEL MY LOVE BUZZ? - Um dos discos mais incríveis e cheios de energia feitos pelo ser humano, o álbum “Bleach”, o primeiro do Nirvana, faz 20 anos neste ano e vai ganhar um relançamento de luxo em novembro.
A lendária gravadora Sub Pop, de Seattle, vai recolocar no mercado o disco, no formato CD e em um vinil branco, com um bônus absurdo: um show inteiro da banda em Portland, em 1990, mixado agora pelo renomado produtor Jack Endino, o mesmo que botou sua assinatura na feitura do “Bleach” lá em 1990, quando era meramente um “produtorzinho local”.
A Sub Pop disponibiliza, como aperitivo, a fantástica versão de “Scoff” do show de Portland. Nirvana no mais puro gás, a guitarra de Cobain gritando, a bateria estraçalhando como se fosse o último show da história, Novoselic provavelmente sangrando os dedos para acompanhá-la no baixo, Cobain com uma voz juvenil berrando “Gimme back my alcohol” como se não houvesse amanhã. Que banda!

* ADVENTURELAND - Acaba de chegar direto ao DVD, pulando a etapa “cinema” no Brasil por algum motivo sinistro que até entendemos, mas não entendemos, o filme “Adventureland”, produção indie americana deste ano que já virou cult nos EUA e Europa.
O filme, sobre amores de verão, também pode grosseiramente ser descrito como a história de um moleque nos anos 80 que precisou levantar um dinheiro em um parque de diversões onde ele não podia deixar ninguém ganhar o urso de pelúcia na corrida de cavalinhos. E o que o Lou Reed tem a ver com isso? E o que a boneca Kristen Stewart (a heroína de “Twilight”) tem a ver com isso?

Só como registro barato de inconformismo: “Adventureland” é dirigido por Greg Mottola, que fez os deliciosos “Daytrippers” há alguns anos e “Superbad”, mais recentemente.
Cita Judas Priest, toca “Rock Me Amadeus” do Falco, mistura Velvet Underground, Cure e Crowded House, tem a Kristen usando camiseta do Husker Du.
E, enquanto só agora chega ao Brasil e só no DVD, passou lindo nos cinemas argentinos em junho.
Não dá.

* PROMOÇÃO PLANETA TERRA FESTIVAL: SONIC YOUTH, PRIMAL SCREAM, IGGY, MAXIMO PARK, METRONOMY E VOCÊ - A Popload deu a largada no sorteio de DOIS PARES de ingressos para o festival PT, que acontece no dia 7 de novembro no Playcenter, em São Paulo. Concorra mandando seus pedidos nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. E já disse: por favor, não faça como a menina vencedora do ingresso do Franz Ferdinand, que quase teve um infarte quando recebeu meu email avisando do resultado. Não sou adepto da filosofia de que leitor bom é leitor morto, hehe.

* A MÚSICA MAIS BACANA DO MUNDO HOJE 1 – Não é porque um monte de gente decente (Crookers, Fake Blood, Peter Bjorn & John e pelo menos uns dez outros bambas) está remixando a música “Animal”, da banda sueca Miike Snow, que eu acho a canção um sopro de alto astral no pop atual.
Nem é pelo vídeo… singelo… que eu gosto desse “reggae sueco” (!).
Nem liguei quando, nas últimas viagens à Inglaterra, eu escutei a música 100 vezes por dia.
Talvez seja o refrão em que o vocalista barbudo usa falsete para dizer “I change shapes just to hide in this place but I’m still, I’m still an animal”.
Ou o comecinho que o cara diz havia um tempo em que o mundo dele era só “Daaaaaaaaaaaarkness, darkness-darkness”.

* A MÚSICA MAIS BACANA DO MUNDO HOJE 2 - Esta aqui é nossa velha conhecida, talvez a música que eu mais toquei em pista neste ano. Mas como a minha amiga Manu foi a um show deles em Atlanta, Georgia, e captou esse vídeo absurdamente feliz, a gente bota aqui uma das canções favoritas do ano, fácil. “Think less but see it grow. Like a riot, like a riot, ooooooooooooooooh!”

* A MÚSICA MAIS BACANA DO MUNDO HOJE 3 - Lembro que em maio, em Brighton, no festival Great Escape, eu tentei entrar num show tipo o do Charlatans (não lembro ao certo) e não consegui. Olhei a programação para ver outra coisa e vi que ia rolar perto dali, num clube do tamanho da pista da Neu e com uma pilastra no meio para “facilitar” a visão, o show da banda Girls, de San Francisco. Os blogs americanos vinham sendo muito generosos com o Girls (que ao contrário do que o nome indica são dois caras e uns colaboradores fixos, todos machos, para a versão ao vivo) e eu pensei: vou lá. Hoje, de tanto que se fala do Girls, a reencarnação jovem e indie do Elvis Costello, para reverberar o mínimo que dizem deles, a banda jamais tocaria num clube pulgueiro como aquele de Brighton, em que nem cabia no palco baixinho (um deles ficou tocando no chão), não tinha camarim nem para deixar as mochilas e os cases de guitarra.
Hoje o Girls é uma das bandas novas mais faladas da blogosfera. Há duas semanas lançaram seu primeiro álbum, chamado… “Album”, que diz a lenda foi inteiramente composto pela dupla líder da banda em “estado beeeem alterado”.
O disco é aberto pela ótima “Lust for Life”, que a gente fala aqui há tempos. Mas essa “Laura”, a música dois do álbum “Album” (sorry…), é uma belezura.

O nome Girls da banda deve ter sua razão nas amigas dos seus integrantes, que ilustram todos os vídeos do grupo e não são poucas nem feias.
E, no meio de tantas garotas, óbvio, tem uma, “the one”, a Laura, esta da música. O vocalista lembra bem dela na hora em que lava a roupa suja, na letra, esta da música: “She’s a bitch, I’m an ass”.

E veja o “fun fact” do primeiro comentário deste post, aí embaixo, escrito pelo Pedro Hollanda.

* FESTIVAIS LÁ E AQUI - Lá. O gigantesco Glastonbury 2010, que ninguém sabe quem vai tocar e vai ser realizado mais ou menos daqui a 10 meses na Inglaterra, já tem todos os seus ingressos esgotados. Sold out! Foram 180 mil ingressos consumidos em pouco menos de 15 horas.
Aqui. O festival About Us, que acontece em novembro em São Paulo, uma boa idéia com uma péssima curadoria, periga ter o pior line-up de todos os tempos em qualquer lugar do mundo e desde a realização do Woodstock, em 1969: Sting, Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes e Lenine. O engraçado é que é um festival cujo lema é a “construção de um mundo melhor”.

* A MORTE E O RENASCIMENTO DO INDIE… E DO EMO - Continuando o papo começado no último post, o que eu tenho a dizer é:
- O pessoal da Funhell, balada de quarta-feira do clube Funhouse inclusive em que eu…, pede para este blog desmentir a história de que eles estariam saindo do tradicionalíssimo endereço indie. Não é bem assim como eu falei, segundo eles. Tá?
- Guilherme Barella, o cabeça da tradicionalíssima festa indie Peligro, que recém-acabou, escreveu dizendo que quem acabou foi só a festa. O selo e distribuidora vão voltar em breve, remodelados: “O fim da Peligro foi apenas simbólico. Tá, talvez fosse um símbolo importante, mas é uma prova de que a gente, parte da turma de 99, também está se renovando. Estávamos planejando mudanças demais e fazia mais sentido começar algo novo”, afirmou Barella. “A gente não morreu. Estamos aí, com vontade e se reinventando sem parar.”
- Isso devia ter acontecido antes do VMB, para ver se a MTV teria tempo de salvar sua premiação “engessada”, mas o fato é que o Pete Wentz (Fall Out Boy) teve cortado em palco o seu cabelo chapinha fru-fru, fato que de certa forma decretou o fim do emo. O Wentz, veja bem, o maior símbolo emo do mundo, muito por causa do seu cabelo. Espero que minhas leitoras da coluna da “Capricho” também entendam o recado urgentemente e parem de pedir através de 1 milhão de emails para eu falar do Cine, hehe.

Era assim…
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Ficou assim…
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- Aí o Thom Yorke larga momentaneamente o Radiohead e aparece de franjinha quase emo, músicas quase emo (Alô, Pete?) em uma banda nova tipo superformação (Flea, o produtor Nigel Godrich, baterista do REM/Beck…) que conta ainda com um brasileiro (!) que toca em uma banda de forró (!!).
O projeto ainda não tem nome e a nova turma do Yorke fez um “show ensaio” na sexta, numa casa pequena chamada Ecoplex, em Los Angeles, onde eles se aqueceram para tocar em uns daqueles shows-secretos-nãotãosecretos no teatro Orpheum, domingo e segunda agora. Yorke cantou umas b-sides do Radiohead, tipo “Paperbag Writer”, músicas do álbum “The Eraser” e duas novas: “Open the Floodgates” e “Skirting on the Surface”, que você curte abaixo.
Será que o Thom Yorke quer… ganhar o VMB?

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* HOLGER, THE NEXT BIG SP THING - A ótima banda paulistana Holger tocou semana passada no festival de música nova Pop Montreal, do Canadá. A performance do grupo no evento arrancou rasgados elogios em crítica no site da revista americana “Paste”, publicação importante no mundo indie dos EUA. O texto, assinado pelo editor-chefe da “Paste”, dizia que o Holger era a grande descoberta do festival: “Um pouco de Vampire Weekend, um pouco de Passion Pit e muita diversão”, escreveu o entusiasmado jornalista americano.

Parece que um vídeo do Holger no Pop Montreal está prestes a aparecer. Assim que ele surgir, a gente bota ele bem aqui.

* MEU JEITO FAVORITO: BLACK DRAWING CHALKS EM SP - Falando em next big thing, show da banda goiana feroz Black Drawing Chalks no clube Inferno, na última sexta-feira, com participação do ex-forgotten boy Chuck Hipolitho. Parecia Mudhoney em Seattle, Strokes em Nova York, White Stripes em Detroit… I mean, tirando o fato de que eles não são de SP, pareciam em casa, pela simbiose total público-banda. Ok, estou exagerando. Mas é mais ou menos isso.

* PIXIES FAZENDO O “DOOLITTLE” - Amigo meu mandou nesta terça um SMS direto de Londres, dizendo que estava na porta do Brixton Academy tentando comprar ingresso para ver a turnê dos Pixies tocando só o seminal “Doolittle”, o segundo disco. A turnê européia começou semana passada em Dublin com três shows esgotados e chegou nesta terça a Londres para mais quatro shows esgotados. Enfim, meu amigo estava evitando pagar 60 libras de cambista e eu pensando que esse preço, uns 160 reais, é a metade que custou o Franz Ferdinand na The Week. Metade. Mas, enfim, ele achou por 20 libras e entrou feliz.

Tem um vídeo legal dos Pixies terminando o primeiro show dessa turnê, na Irlanda, semana passada, e se despedindo da galera. Pela reação do povo, acho que eles gostaram da apresentação…

If man is five, than the devil is 6. Rock me, joe.

* JÁ JÁ TEM MAIS - O post não acabou não…

* Acabou sim. Volto com o novo na quinta. Descolei ingressos para o Maquinaria Festival, também. Quer?

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , ,
02/10/2009 - 09:45

A morte (e o renascimento) do indie. A maldição da múmia. A semana no Twitter. E outras histórias

* Boça maldito, hahahahaha. “The mummy loves heavy metaaaaaaaaaaaaaaal”.

* Glorioso em um dia, sonolento no outro. A performance do Franz Ferdinand na festa do vídeo da MTV, para “No You Girls, uma noite depois do show da The Week, perdeu em animação, peso e muito susto (hein?) para a do Massacration.

* E eu que pensei que a coisa mais apavorante da noite era estar sentado muito perto dos caras do Jota Quest. Hahaha, quase engoli o iPhone.

* Falando em apresentação para a TV…

* WALKMEN NO BRASIL - Numa semana de divulgação de vários shows futuros por aqui, chega à Popload a ótima notícia que o ilustríssimo grupo do grande Hamilton Leithauser toca em São Paulo e outras praças em dezembro. Luxo.

* QUEM PRECISA DO MGMT QUANDO SE TEM… FRANK JORGE - “Quero dar uma banda. Quero dar uma volta. Quero… dar um rolêêêê.”
Gênio.

* PROMOÇÃO PLANETA TERRA FESTIVAL: SONIC YOUTH, PRIMAL SCREAM, TING TINGS E VOCÊ - Vamos começar isso de uma vez. A Popload dá a largada no sorteio de DOIS PARES de ingressos para o festival PT, que acontece no dia 7 de novembro no Playcenter, em São Paulo. Concorra mandando seus pedidos nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. E, por favor, não faça como a menina que faturou o ingresso do Franz Ferdinand, que quase teve um infarte quando recebeu meu email avisando do resultado. Obrigado.

* O INDIE MORREU? QUE “NOVO INDIE” É ESTE? - Nesta sexta-feira, na Funhouse, pela conversa que tem corrido pelos bastidores indies, deve acontecer uma das últimas edições da festa “R-Evolution”.
Tradicional festa indie das sextas-feiras, a “R-Evolution” existe desde que a Funhouse existe, tipo 2002.

- A Funhouse foi um dos primeiros redutos paulistanos a fazer a “virada da cultura indie” do marasmo para a animação, como um resultado material da revolução virtual do começo dos anos 2000, e na esteira da revigoração do rock, chacoalhado à época pelos novinhos Strokes e White Stripes.
Só que, sete anos depois, a Funhouse está perdendo seu fôlego, com o fim da antiga “R-Evolution” e a mudança de endereço da “Funhell”, a bombada festa de quarta-feira que deixa o lugar para ir fazer bagunça às sextas no clube Vegas.

- Neste sábado, o velho-de-guerra grupo paulistano Jumbo Elektro lança na choperia do Sesc Pompéia o “Terrorist”, seu propagado último álbum. E, dizem eles, a apresentação ao vivo no Sesc pode ser a última da banda.

- Não faz muito tempo, a festa Peligro, outro “monumento indie” paulistano, que era de um núcleo de agitadores que promovia shows, lançava discos e começou na outrora famosa garagem do Milo, encerrou suas atividades, dentro do clube Neu.

- Lá na Inglaterra, um dos grandes nomes do rádio britânico dos últimos 15 anos pelo menos, o locutor Steve Lamacq, foi tirado fora do ar pela Radio One e colocado somente com programas na internet.

- Eu, frequentador de rock e de noite há muitos anos, tenho notado faz tempo que o gás da turma que protagonizou a tal “virada” em 2000/2001 acabou e eles estão saindo de cena. E, mais ainda, percebendo que o “flip” geracional virou total. A chavinha girou.

- Nessas minhas andanças para tocar em festas de vários lugares do Brasil, nunca gostei muito de tocar em Porto Alegre, por exemplo. Até este ano.
Antes, achava as festas meio devagares, uma galera a fim de “clássicos” indies ou rock standard mais do que de novidades. Nada de mistura de estilos. Característica local.
Pois agora em 2009 já estive por lá tocando em umas três ocasiões e percebi que o público gaúcho é outro, mais animado, mais antenado, olhando para a frente, mais receptivo ao novo. Nova característica local.

- No show do Oasis este ano no Rio de Janeiro, em vez de encontrar os indies cariocas das antigas cantando abraçados “Live Forever” e outros hits dos 90 da banda (da época em que ela era boa), vi um Citybank Hall abarrotado por molecada, todos gritando letra por letra as músicas novas.

- Os lugares em que toco aqui em São Paulo cada vez mais enche de moçada de 20 e pouquinhos anos. Menos até. No Alley tem um grupinho cativo de jovens indies coreanos que não perdem uma Pop!Up. Indies coreanos!!! No Vegas, na PopFellas, uma vez praticamente interpelei na pista uma garota tipo 18, 19 anos que cantava com conhecimento espantoso qualquer coisa que eu tocava na pista. De La Roux a XX, de Dirty Projectors a Passion Pit, dos “mais conhecidos” MGMT a Friendly Fires.
- Eu: “Onde você se informa sobre música? Qual rádio você escuta? Que revista e jornal você lê?”
- Ela: “Nada disso que você falou. Tem um milhão de lugares em que eu fico caçando coisas sobre música, mas todos na internet”.

- Antigamente um ser que estava nas baladas mais pela música do que por outras coisas (leia-se “paquera”), o indie era considerado em sua maioria um ser nerd, assexuado e que pouco dançava em pista. Uma balada na Funhouse ou no Milo, minhas amigas costumavam (costumam) dizer, sempre acabava (acaba) no “0 a 0″. Hoje, tenho visto, o novo indie é bem mais dançarino e “pegador”. E acaba levando o “velho indie” a tomar gosto pela história também.

- Talvez nada a ver ou tudo a ver. Teve uma reportagem mais ou menos recente do jornal “The Guardian” que dizia que o Friendly Fires, uma das bandas indies mais bacanas dos últimos anos, odeia quando chamam a banda de indie: “Nosso som tem mais a ver com a Madonna”, declaram.

- E, possivelmente o maior exemplo de que a chave geracional visivelmente e abruptamente virou na música pop, compare estas duas trilhas sonoras de filmes novos:

1) “500 Dias com Ela”. O filme indie do ano, garoto de uns 20 e tantos ou 30 e poucos tem desventuras amorosas com mocinha de mesma idade. A trilha sonora foca Smiths, Joy Division, embora tenha até um Belle & Sebastian e alguma coisa mais nova…
2) “New Moon”, o novo longa da saga vampiresca “Twilight”. O filme tem em sua trilha para teenagers de 11 a 17 anos Thom Yorke (!), Muse, Killers, Lykke Li, Grizzly Bear, Editors…

O indie como o conhecíamos está morto. Um “novo indie” pegou o bastão e está muito vivo. Essa foi só uma pensata inicial sobre o assunto. A gente volta a ele mais vezes, tenho certeza.

* O QUE EU APRENDI COM O TWITTER NESTA SEMANA – Mais uma edição da seção campeã de audiência da Popload, o espacinho dedicado ao que a gente viu de melhor (ou não) nesta semana no Twitter. Vimos isso:

@manuellasg: a maior modalidade nas Olimpiadas no Rio? Corrida de bala perdida

@redufit RT @ftrc RT @amandamelito: atitude seria Marcelo Camelo com uma camiseta “free polanski”

@pterron: Melhor momento do VMB: Lúcio Ribeiro vs Múmia.http://tinypic.com/r/msk3e0/4

@lucioribeiro: Cacete, q susto [com a múmia]. Depois achei q era o thiago ney, haha

@abazzan: AHAHAHAHAHA a múmia zuou o lucio ribeiro, pode muito ir embora kapranos

@djmulher A DANI CALABRESA é o ZACHARIAS de VESTIDO COQUETEL. #VMB

@anabean Desculpa, tô chegando no VMB agora e posso ter perdido alguma coisa, mas… por que a Marina Person tá fazendo a Vanusa on ecstasy?

@NMEmagazine Pixies kick off ‘Doolittle’ tour in Dublin http://bit.ly/18IIE9

@neozeitgeist: packt like sardines in a crushd tin box#franzferdinand

@vcunha Chris Novoselic escreve sobre o Nirvana, a briga com Axl Rose e Brian May: http://bit.ly/3hpGXS

@tiagoagostini A cover de “Time To Pretend” do Frank Jorge q foi melhor que todo show do MGMT http://bit.ly/2m2GMa

@hectorlima Trailer da série FLASH FORWARD c\ suas infos do facebook: http://www.flashforwardexpe… via @sagas

@caffarena Gente, o Doctor Who tá namorando a mina da banda dos modeletes cariocas!! Bafo!!!!!!! http://bit.ly/U9wVM

@pitchforkmedia Portishead working on new album. Geoff Barrow: “if all goes well it could be [out] in a year’s time”.

@arnaldobranco Devem ter dito pro Tarantino que ele teria que assistir a algum filme brasileiro.

@trabalhosujo Tropa de Elite sueca – http://migre.me/7LAq

* Não pensa que acabou, não, Brasil. Mas, enquanto não volto, vou deixar vocês com uma banda incrível:

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , ,
22/09/2009 - 15:00

Suck it! – Iggy Pop no Planeta Terra? O filme indie deste ano e os Pixies no karaokê! Pavement e o Holger. Dinosaur Pile-Up e o Nirvana. O incrível livro de fotos do grunge. Hoje é dia 22 de setembro de 1991

* Party like it’s 1991.

* Por favor, dá uma olhadinha no calendário para mim. Vê em que ano estamos.

kurt
Uma loja cool de tranqueiras pop de um shopping de São Paulo enfeita sua vitrine com este cara aí de cima, em versão pano. E ele só está na vitrine de 2009 por causa de 1991

* Não é a toa que a pequena Dinosaur Pile-Up, trio de moleque de Leeds, é a maior banda do mundo hoje. Eles cheiram like “teen spirit”. E foram escolhidos a dedo pelos Pixies para abrir a turnê do “Doolittle”.

* Substituição no PT. Yeah Yeah Yeahs respondeu ao chamado do festival brasileiro, finalmente. Disse que não.
O “plano B”, parece, está acertado: quem vem para o lugar do YYYs, está para ser anunciado, é mister… Iggy Pop. Esse cara sem camisa aí embaixo.

iggy
O grande Iggy Pop e sua barriga “tanquinho” versão lego. O velho roqueiro deve ser outra das atrações do Planeta Terra 2009. Além de estar oficialmente no próximo game Lego Rock Band, em novembro, Iggy Pop vai cantar “The Passenger” no jogo

Em 1991 foi a primeira vez que eu fui ao Reading Festival, na Inglaterra. No primeiro dia teve, entre várias atrações, Nirvana, Dinosaur Jr. e, fechando a noite, Sonic Youth e Iggy Pop. Fechando a noite no Planeta Terra 2009: Sonic Youth e Iggy Pop. Hein?

O Primal Scream também está no PT. Em 1991, a banda escocesa lançava o “Screamadelica”, seu principal disco e um dos mais importantes álbuns da música independente de todos os tempos. Muita gente vai ao Planeta Terra 2009 por causa do Primal Scream 1991.

Enquanto isso, do outro lado da cidade, o festival Maquinaria bota para tocar o Jane’s Addiction e o Faith No More. Na Londres em que eu vivia em 1991, ambas as bandas eram hits de pista nos clubes da época. Molecada nervosa balançava muito a cabeça e a cabeleira comprida com esse som, Nirvana e o grunge chegando, os locais Ned’s Atomic Dustbin e Carter the Unstoppable Sex Machine mandando no Britpop.

Em 1991, o Faith No More dominava tudo com “Epic”, single lançado no ano anterior, e “Falling to Pieces”, que saiu na Inglaterra naquele ano. Já o Jane’s Addiction, em 1991, dominou as paradas de rock, as pistas, os pubs com o single “Been Caught Stealing”, lançado no finalzinho de 90.
Muita gente vai ao Maquinaria 2009 por causa do Jane’s Addiction 1991 e do Faith No More 1991.

Tudo muito bom, tudo muito bem. Coisa linda de se ver todas essas maravilhosas bandas acima. Mas ainda bem que tem o Metronomy e o Ting Tings no PT. Ainda bem que tem o Dirty Projectors no Goiânia e SP Noise. Ainda bem que vem aí o Popload Gig 3.

* 1991, O ANO EM QUE… - Visto daqui de 2009, 1991 foi um ano musicalmente incrível, mas bem bizarro em outros aspectos.
- O Bragantino era um dos grandes times do futebol brasileiro e o Criciúma conquistou título nacional, com o Felipão no comando.
- No dia 2 de fevereiro, nos EUA, foi revelado quem era o assassino de Laura Palmer. Quase 40 milhões de pessoas estavam de olho na TV para saber quem era. E, depois de 14 anos de sucesso, o seriado “Dallas” acabou.
- Um famoso “Globo Repórter” da época foi sobre “a febre dos videogames” que estava tomando conta da molecada brasileira.
- Uma jovenzinha e indefesa Juliette Lewis, antes atriz, hoje cantora, chupou o dedo do Robert DeNiro, no cabuloso “Cabo do Medo”, na mais perturbadora cena do cinema no ano. Outra cena superperturbadora foi em “Os Trapalhões e a Árvore da Juventude”, mas deixa para lá.
- A capa de fim de ano da “Playboy” foi a Sonia Lima, a “tentação das tardes de domingo do SBT”.

grunge

* 2009/1991: O LIVRO DO GRUNGE – O famoso fotógrafo do rock Michael Lavine lança em outubro um livro que conta através de suas valiosas imagens a história do grunge. A obra, 160 fotos em preto-e-branco, conta com textos de uma importante testemunha ocular da última grande revolução roqueira baseada em Seattle: Thurston Moore, do Sonic Youth, uma espécie de padrinho da cena.
O líder do Sonic Youth, tão de Nova York quanto Michael Lavine, relata desde a descoberta da cena punk de Seattle, a explosão mainstream da cultura independente, até a morte de Cobain, marco do fim do grunge.

As fotos de Michael Lavine até hoje ilustram o rock. O fotógrafo tem incrível trabalho atual que vão de ótimas imagens de bandas como TV on the Radio, Rapture, Kings of Leon até… Jonas Brothers.

Esse “Grunge” vem fazer par ao excelente “Touch Me I’m Sick”, livro de fotos do grunge de Charles Peterson, que tem texto de Eddie Vedder (Pearl Jam), entre outros. Peterson também foi um importante fotógrafo do rock de Seattle na virada dos 80 para os 90.

* SUA MÚSICA PREDILETA – Aposto que nem você tinha percebido que sua música favorita de 2009 é esta aqui abaixo:

* 2009/1991: A VOLTA DO PAVEMENT E O ÚLTIMO SHOW DO HOLGER - A cena continua bem ouriçada com a notícia da volta do grande grupo de Stephen Malkmus. Enquanto a gente por aqui não achar que “já deu”, vamos soltar pérolas do Pavement, para saudar o retorno da banda. Esta aqui embaixo é a de um show em Nova York em 1991, comecinho da banda, tocando a inacreditável “Trigger Cut”, bem ao estilo lo-fi tosco que foi a grande marca da banda.

E hoje, 22 de setembro de 2009, acontece no bar Tapas, em São Paulo, o último show da banda Holger, espécie de Pavement brasileiro. Último show antes de eles irem tocar no Pop Montreal, festival indie do Canadá. Músicas novas, primeiro álbum a caminho, ou segundo EP sei lá, o Holger é desde o ano passado o melhor grupo indie nacional, o show mais bacana, as melhores groupies (número que só aumenta).

E fizeram pôster de divulgação, tal qual as ótimas bandas americanas dos 90, tipo o Pavement.

holger

A discotecagem da balada do Tapas, deu para você ler no pôster, fica a cargo do DJ Kurc, considerado grande revelação das picapes e das remixagens em 2009.

* SEU VÍDEO PREDILETO - Muse novo. O disco é chatongo, o single é mais-do-mesmo mas bom, o vídeo é cool. Lá vem o Muse com “Uprising”.

O Muse está metido com vampiros.

* PROMOÇÃO F.R.A.N.Z. F.E.R.D.I.N.A.N.D – DO YOU WANT TO? Poucas coisas nesta vida é tolerável deixar passar. Uma delas é o show único que a banda escocesa Franz Ferdinand fará em São Paulo na próxima quarta-feira, dia 30, na The Week. Vi recentemente uma apresentação da banda em Londres, show dessa turnê do disco “Tonight: Franz Ferdinand”, e posso dizer que eles ficaram melhores ao vivo do que já eram. Está desesperado porque não conseguiu nenhum dos 500 ingressos que se esgotaram em minutos quando colocados a venda? Não tem problema. A Popload tem dois deles para sortear. Para concorrer aos DOIS únicos ingressos que restam no mundo para o show do FF em SP, tudo o que você tem que fazer é ir ali nos comentários ou no lucio_ribeiro@ig.com.br e… pedir. Sem perguntas, sem frases.

O recado está dado…

* Outro. Tchau!

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , ,
16/09/2009 - 08:36

Notícias do front: o Franz e a primeira guerra (quinta-feira). Hitler e a segunda. Os turcos. E só

* Planeta Terra quem? Maquinaria onde? Vem aí Popload Gig 3.

* Ah, tá. O Kings of Leon não vem para o PT porque… estariam já em outro festival brasileiro?

* Esta eu ia botar no Twitter, mas coloco aqui mesmo, vai. Na agência bancária onde eu vou fazer… hum… coisas bancárias, tem uma caixa loirinha que chama Desirée. Mas escreveram errado o nome dela na plaquinha que fica em cima do balcão: “DESIRE – atendimento ao público”. Hihi.
Tirei até uma foto da história, mas resolvi preservar a garota.

* O título do post anterior, “Love Hurts”, era para um texto principal que não está no post passado. A história vai estar neste aqui no próximo.

franz-ferdinand
Este aí acima é o Franz Ferdinand…

* O FRANZ E A VÓDEGA – INGRESSOS A VENDA NESTA QUINTA – A Smirnoff, que banca o show exclusivo do Franz Ferdinand em São Paulo, no próximo dia 30 no clube The Week (Lapa), revelou que vai vender os 500 ingressos (R$ 260, inteira) para a apresentação nesta quinta-feira, a partir das 16h.
As entradas mais disputadas do mundo desde as do show do Friendly Fires no Studio SP serão vendidas no site do Ingresso Rápido, por telefone (4003-1212) e em pontos físicos (confira tudo no www.ingressorapido.com.br). Tem um monte de lugar em Bauru (SP) vendendo os ingressos (!!)

Cerca de 1000 pessoas poderão conferir o show único no Brasil da turnê do CD “Tonight: Franz Ferdinand”.
Outras 500 pessoas (ou um pouco mais) estarão na apresentação da The Week, sendo 200 convidados e 150 contemplados com um par de ingressos graças a um concurso promovido pelo site da vodca. Totalizando em 1000, 1000epoucos os felizardos que verão em ação uma das bandas mais legais da Terra hoje. O concurso acontece de hoje a 24 de setembro.

A pergunta da Smirnoff, que embute o slogan “Be There” de sua campanha mercadológica, é: “O que faria você dizer ‘Eu estive lá’ depois do show do Franz Ferdinand?”

franzferdinand300
…este aqui também.

No dia seguinte ao show da The Week, 1º/10, Alex Kapranos e amigos tocam duas musiquinhas no Credicard Hall, dentro do VMB, a festa do vídeo da MTV brasileira que terá transmissão ao vivo.

Franz Ferdinand: aprecie sem moderação.

* A VAMPIRA – Finalmente acabou o mistério de quem era a loira que aparecia só com o retrato, sem info nenhuma, nos blogs e revistas americanas nos últimos meses. É ela:

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Agora sabe-se que a loira leva a informações do novo álbum da banda nova-iorquina Vampire Weekend, que tem um pé na África. O disco tem o nome de “Contra” e seu lançamento está programado para dia 11 de janeiro. As faixas são as seguintes:

01 “Horchata”
02 “White Sky”
03 “Holiday”
04 “California English”
05 “Taxi Cab”
06 “Run”
07 “Cousins”
08 “Giving Up the Gun”
09 “Diplomat’s Son”
10 “I Think Ur A Contra”

Algumas músicas já vêm sendo tocadas ao vivo pela banda há algum tempo. Esta aqui, a singela “White Sky”, foi tirada de apresentação recente do VW no programa de entrevista do Jimmy Fallon.

* CRIBS MAIOR QUE BEATLES - Haha. O novo álbum da melhor banda tosca do planeta, o Cribs, o grupo que tem na excêntrica formação três irmãos e um guitarrista dos Smiths, está na frente dos lendários “Rubber Soul” e “Revolver”, dos Beatles, na parada britânica de álbuns mais vendidos.
Você sabe: nesta nova invasão dos Beatles no imaginário pop mundial, com 800 produtos diversos, todos os discos dos 4 de Liverpool foram lançados resmasterizados.
Tudo bem que tem quatro CDs dos Beatles no Top 10 e dois deles estão na frente de “Ignore the Ignorant”, dos Cribs.
Mas ainda assim uma banda como o Cribs (1) estar no Top 10 de vendas e (2) estar na frente dos Beatles já é um grande feito.

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O jornal inglês “The Guardian”, um dos principais diários do mundo, adotou o Cribs em sua versão online. Durante toda esta semana o Cribs aparece ou com entrevista, ou editando os posts, ou botando seu CD novo todo para audição.

* A SEXTA GERAÇÃO DA FAMÍLIA PALIM DO NORTE DA TURQUIA – A cena indie nacional não aguenta mais a espera do vídeo de “Indie D+”, da banda A Sexta Geração da Família Palim do Norte da Turquia, glorioso quarteto de Maringá, Paraná, formado por Hastur, Hashid, Hassen e Hakan.

Mas para aplacar o desespero brasileiro enquanto o vídeo não chega, eles soltaram na internet um “aquecimento”, uma “prequela”, um verdadeiro curta para esse momento de espera de “Indie D+”. Obra.

Em vários sentidos, o A Sexta Geração da Família Palim do Norte da Turquia é uma espécie de continuação da banda gaúcha Irmãos Rocha!, uma das três maiores formações indies brasileiras de todos os tempos.

* HI, HITLER! - Ninguém aguenta mais, mas em um sentido diferente eu não “aguento” as paródias do Hitler sobre QUALQUER COISA, que é a febre pop do ano na internet, esse admirável campo de múltiplas possibilidades.
As chamadas “Downfall parodies” é sempre mais-sobre-o-mesmo, mas dificilmente não são boas e inventivas.
Consiste nos já famosos quatro minutos (às vezes mais, outras menos) de uma cena do filme alemão “Downfall”, sobre os últimos dias de Hitler em seu bunker de Berlim, quando a casa nazista já estava caindo.
A cena é Hitler putaço com a queda de seu império, esbravejando com tudo, dando bronca pesada nos seus comandados, chiando geral.
(Todo mundo fica ou já ficou pianinho com o chefe bravo ou com o pai dando esporro. Mas uma coisa é o pai ou o chefe dando bronca, outra coisa é o Hitler).

Enfim, o lance das paródias do Hitler são as legendas. Óbvio, os gritos do Hitler e os miados de seus asseclas são em alemão. E, não importa o que estejam gritando, as legendas são manipuladas para comportar a história que for. Entre as melhores estão:
* Hitler puto quando descobre que o Michael Jackson morreu.
* Hitler puto com o cancelamento da turnê do Nine Inch Nails.
* Hitler puto porque ele foi banido da Wikipedia e não pode editar o verbete “Berlim”.
* Hitler puto porque o Corinthians não joga mais no Morumbi.
* Hitler puto porque ninguém conseguiu um Wii Fit para ele.
Tem bem mais, desde o Hitler puto com o fim do Oasis até ele citando o Obama ou ficando bravo porque o Chelsea está proibido de contratar novos jogadores. Fora os que eu nem sei que tem.
E está tudo fácil no Youtube.

Mas o mais legal vi há poucos dias. E bem que poderia encerrar em grande estilo essa história das paródias do Hitler. É o vídeo do Fuhrer puto com quem faz os vídeos de paródia do “Downfall”…

* DJ HERO - Meu deus do céu!

* HERE COMES YOUR BAND - Banda indie predileta deste blog, a pequena Dinousaur Pile-Up, de Leeds, líder de um tal movimento new-grunge e ela mesma um filhote legítimo do Nirvana, foi convidada pelos Pixies para abrir a turnê européia do lendário grupo. Faz todo o sentido do mundo. “Vamos morrer de vergonha”, disseram os rapazes do DPU.

Já viu os Dinosaur? O vocalista não é assustadoramente parecido com um “young” Kurt Cobain? Já ouviu o hino do verão, a “Summer Hit”?

* POPFELLAS, LUXO E REQUINTE - Nesta quinta a Popfellas, do Vegas, uma das duas festas de rock mais badaladas da cidade, vai ser só glamour. No palco, a banda fashionrock carioca Glass & Glue, bonita de ver, bacana de ouvir. Duas modelos cantando sob base indie-suja de marmanjo, vocal em inglês, francês e algum português. Uma vez escrevi que uma das vocalistas começa o show comportada como David Bowie e acaba endemoniada tipo o Iggy Pop. É tipo isso.
Nas picapes: me & Rafael Urenha & Focka. Na pista: você.

popfellas

* MAIS PARÓDIAS: KANYE WEST - Bom, depois do que o rapper americano fez no Video Music Awards, talvez saia o Hitler para entrar o Kanye West no quesito “febre da internet” para zoeiras em geral. Vai que é sua, Kanye (via www.celebjihad.com).

kanye_west21

* PRÊMIOS DE LONDRES – ÚLTIMA CHANCE – O sorteio da pacoteira londrina tem seu resultado divulgado no post desta sexta-feira. Até lá, continue concorrendo pelos comentários e no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Lembrando o que está valendo:
1 – Um single de “Crying Lightning”, vinil, do Arctic Monkeys
2 – Coletânea indie “Anthem” da “Q”, dupla, com os hinos dos últimos anos. De Kasabian a Stone Roses, de Libertines a Calvin Harris, de QOTSA a MGMT.
3 – E uma camiseta incrível oficial do Reading, com um monstro na frente comendo um braço (!). Esta aqui, ó:

reading

* Tem bem mais nada por vir neste blog, viu?

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , ,
03/09/2009 - 15:11

Reading Fest Extravaganza, Belchior e Vanusa, Vagner Love, Sonic Youth e/ou Snow Patrol, vídeo do Yeah Yeah Yeahs, Nick, Hornby, Summer e Tarantino (título provisório)

* Popload em Reading. Popload em Londres. E, ufa, Popload em São Paulo.

* Lá e cá, risonho e… lííííímpido.

* Costas, check! Joelhos, check! Pernas, check! É, voltei inteiro.

* Soube na volta que acharam o Belchior, o “nosso Richey Edwards” (Manic Street Preachers). Com a diferença que o Belchior foi encontrado no Uruguai três meses depois de “desaparecer”, enquanto o Richey sumiu em 1995, foi “visto” desde o México até a Grécia e por fim foi declarado morto no final do ano passado. Só que agora, parece, o Brasil está envolvido com outro mistério pop: onde anda a Amelinha?

* Poploadmania. Think less but see it grow. Like a riot, like a riot, oh! I’m not easily offended.

* Lembra que eu falei que eu não achei a camiseta Reading-Oasis tipo a do Glastonbury-Michael Jackson? Então… Achei!

* QUEM NO PLANETA TERRA? – Antes de falar de lá, um papinho sobre aqui?
1) Eu sei que não dá para confiar em argentinos na semana de Brasil x Argentina
2) Tirando o Primal Scream, a gente acertou todos os nomes gringos da escalação do festival Planeta Terra até agora.
Posto isso, venho dizer o seguinte. Me bateram da Argentina que o headliner do PT 2009 pode sair destes dois nomes, ambos fortemente em negociação com os hermanos: Sonic Youth e Snow Patrol.
Kataplááá!!!
O primeiro é o primeiro, em atual gás de dar inveja os meninos do Bombay Bicycle Club, a atual banda mais energética do planeta.
O segundo, inédito no Brasil, e de um certo passado indie glorioso e em um atual perigoso caminho ao mainstream-novela das oito, devo confessar: eu gosto. Tudo bem?

* E OS MAIORES NO MAIOR DOS READING FORAM… – Vou dar uma geral neste post sobre o que está sendo considerado o maior dos últimos Reading Festival. Mais gente (150 mil), melhor escalação (Radiohead, Arctic Monkeys, Kings of Leon como headliners), melhores veteranos (showzaços de Faith No More, Prodigy, Ian Brown), maiores novidades (Big Pink, Bombay Bicycle Club, La Roux, The XX). Sobre o que eu vi, o que eu li, escutei, o que perguntei aos amigos, vou dizer quem foi os melhores, em um ângulo pessoal ou puxando para tal.

Antes, queria dizer, mesmo correndo o risco de parecer metido, arrogante, exibido e tal, que… Quem matou a pau, tenda absurdamente lotada, pista dançando do começo ao fim, clima total de festa, todas as músicas sendo gritadas, foi uma certa atração do último Popload Gig.


“Hellooooo, Reading. We are the Friendly Fires and you are the incredible second best audience we’ve played this month”

Mas então. Meu Top 5 de sete bandas do Reading 2009 foi:

1. Radiohead
2. Friendly Fires
3. Passion Pit
4. Big Pink e La Roux
5. Gossip, The XX

(1) É aquilo que a gente viu. Show lindo para os ouvidos e olhos. Mais modern jazz, electrojazz que indie ou rock, embora o começo com “Creep”, para os ingleses que não viam a banda tocá-la há séculos, foi matador. Vi só uma hora de show, pelos motivos óbvios, e porque ali do lado ia começar a La Roux.
(2) Foi a catarse coletiva já citada. E, independente de qualquer coisa, pensa: umas 10 mil pessoas gritando para uma banda que tocou há algumas semanas para 1000 no Circo Voador e 500 no Studio SP.
(3) Foi meu terceiro Passion Pit ao vivo. Uma no Sxsw, show cool mas caótico, bagunçado mesmo de banda parecendo tocar pela segunda vez na vida. Outra abrindo para o Franz Ferdinand em Londres em julho, show burocrático e chato, até. E esta no palco dois do Reading, abarrotado, vibe incrível, uma música boa atrás da outra.
(4) Big Pink começou irregular, como é o disco. Viajante sem sair do lugar, shoegaze mais climático que climáááático. Aí começaram a carregar na eletronice, a guitarra subiu, a atmosfera começou a ficar pesada e densa e pesada e densa… O final com as mágicas “Velvet” e “Dominos” matou. Como dizem no twitter, morriumpouquinho. A La Roux no mesmo palco, mas num outro dia e contexto, joga com o jogo ganho. A galera AMA a moça, canta tudo, eletropop quase vagabundo mas com muito charme, com uma parte chatinha, outra sensacional. Não há meio-termo. Mas as boas, tipo “In for the Kill”, “Bulletproof”, “I’m Not Your Toy”, “Quicksand”, fazem o local em que ela toca o melhor lugar do mundo para estar.
5) O Gossip é aquilo. Beth Ditto despachada, enlouquecendo num crescente, clima de show para amigos, músicas novas bem boas ao vivo, músicas “velhas” absurdas e o final com “Standing in the Way of Control” para o mundo acabar. A “nova sensação” XX é uma delícia ao vivo, para uma banda tão parada. Mistura de Cure com Pixies, jogralzinho ele-ela na medida, banda que explora os minimalismos quase silêncio com uma genialidade absurda para ver em um grupo tão novo. Thom Yorke deve adorá-los.

* ISTO FOI O READING:
- Outros shows bem bons: Horrors, Kings of Leon, Metronomy, Yeah Yeah Yeahs (perfeito se não fosse no palcão principal), Bombay Bicycle Club e, acredite, Bloc Party (a parte que eu vi).
- Show que confundiu: Arctic Monkeys. Na hora, achei alguns momentos bons, outros burocráticos. Ninguém muito empolgado com as músicas novas. Mas na hora em que ouvi, depois, no especial da Radio One, achei muito bom.
- Show que não rolou de jeito nenhum: Kaiser Chiefs.
- Show que eu não vi, mas amigos acharam o máximo: Faith No More, Florence & the Machine, White Denim, Dinosaur Pile-Up e… Them Crooked Vulture, a banda do Josh Homme + Dave Grohl + John Paul Jones que tocou de surpresa, sem ser anunciada, no palco 2, tipo sábado 4 da tarde.
- Várias: “Sex on Fire”, do Kings of Leon, e “When the Sun Goes Down”, do A.Monkeys, foram as duas músicas mais absurdamente cantadas alto pela galera no Reading. Parece que no Faith No More teve uma par delas. E “Death”, do White Lies, teve lá sua glória; Popload e a moda: camisa xadrez que um dia foi grunge e hoje é folk foi tendência. Pintura na cara teve mais no Reading deste anos do que quando o Collor sofreu impeachment. O “must” era fazer bigodes e focinho de gato no rosto. Homem e mulher. No show do Bombay Bicycle Club, pensei que ia rolar esmagamento de pessoas. Ou, pior, de adolescentes. Quando você achava que não havia espaço para mais ninguém, lá vinha uma orda de 20 teens raivosos querendo chegar perto do palco. Foi assim da primeira à última música. Medo.

* O READING 2009 EM TRÊS VÍDEOS
1) Beth Ditto fazendo dancinha na explosiva “Jealous Girls”

2) Um vídeo “especial” para “Heads Will Roll”, do Yeah Yeah Yeahs

3) A sensação Big Pink, japa girl na batera, mandando “Velvet”

* Mais Reading, com outros vídeos e fotos, logo mais.

* ALL YOU NEED IS (VAGNER) LOVE – Sumiço do Belchior, fim do Oasis, Reading Festival, disco novo da Scarlett Johansson, Popload em Londres? Nenhuma notícia pop foi tão importante nos últimos dias do que a contratação do Palmeiras para o campeonato brasileiro: o Vagner Love, o craque do amor, que passou cinco anos entre as russas e agora deve estrear sábado no Palestra Itália.
Além de uma Copa da UEFA e duas taças do Russão (?!?!), o atacante traz na bagagem a inspiração para duas bandas europeias batizadas com seu nome. A primeira é de Manchester e se chama isso mesmo, Vagner Love. A segunda é uma espécie de Village People alemão-anos-2000 e é batizada de Wagner Love, com W. Eu e meu amigo do Planalto, o Eduardo Palandi, somos os fãs oficiais brasileiros de ambas as bandas.

1. A primeira é um trio de moleques de Manchester que faz power pop de três minutos como se fosse 1993 (Sebadoh, Teenage Fanclub… Green Day?). A Popload ouviu e concluiu: se Vagner Love jogasse no Manchester United, perigava de “This Is Not a War” e “We Don’t Care” virarem hinos de arquibancada da maior torcida inglesa, tipo “Seven Nation Army” (White Stripes) na Itália. Veja e ouça com seus próprios olhos e ouvidos: myspace/vagnerloveband.

2. A Wagner Love surgiu na Alemanha em 2003 (a de Manchester é de 2007). Ao invés do popzinho underground, é um quarteto assinado com a EMI local, que faz uma mistura de Phoenix com Jorge Vercilo (!) cantando em inglês. Ficou com medo? Não se preocupe, é mais para o lado do Phoenix, já que o hit “I know”, emplacado na trilha do filme “Jogos de Amor em Las Vegas”, é muuuuito parecido com “Too young”, do primeiro disco dos franceses.

*** Agora uma pausa para os nossos comerciais ***

* POPLOADED 122 - Está em cartaz na Rádio Poploaded a edição 122 do programa co-apresentado por Lúcio Who e o gênio Fábio Massari. No playlist, só balas: Friendly Fires exclusivo ao vivo na passagem de som do Studio SP, Dwarves, Deerhunter, Eve & Benga, Electric 6, Decemberists, XX entre outras. Na famosa session ao vivo de banda nacional, a apresentação do grupo electrogrungesexy Brollies & Apples, em vídeos classe gravados na Rua Amauri, pelos mascarados. Tipo este.

* POPFELLAS APRESENTA NO PORN – O ótimo duo paulistano No Porn, dos festeiros Luca e Liana, se apresenta nesta quinta-feira em pocket show na balada rock Popfellas, com discotecagens deste aqui, de Rafa Urenha e do Focka. Mesmo se eu não tivesse a “obrigação” de tocar, eu jamais perderia esta balada. Wicked!

 

*** Fim dos nossos comerciais ***

* CARACA: ROCKBAND DO RADIOHEAD? - Hahahahaha.

* CARACA: MAS O DOS BEATLES É BEM SÉRIO - Rolou no final de semana passado, mas como eu estava absorvido no Reading, não tinha visto.

* CARACA: E O DO KURT? – Este é para o Guitar Hero 5, também old news, mas serve no “pacote” dos Beatles real e do Radiohead fake. Nesse jogo o Kurt Cobain pode tocar e cantar qualquer coisa: de “Smells Like Teen Spirit” a… Bon Jovi. Aí alguém aproveitou para fazer o Kurt cantar “You Give Love a Bad Name”, sendo que Love, neste caso, foi uma direta para a Courtney Love. Hehe.

* LOGO MAIS - Popload no cinema: Tarantino, ETs e o filme sensação de 2009. Popload na literatura: O Nick Hornby que veio parar na minha mão. E os sambistas do indie. Foram os prêmios ingleses. Só loucura.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
27/08/2009 - 14:13

London Calling: batom vermelho, peixe e fritas. O maior Reading Festival de todos. Ting Tings indo aí. La Roux fofura. O fim do Oasis? E muito mais (título provisório)

* Popload em Londres. Heading to Reading.

* A primeira pergunta que me fizeram quando eu mostrei meu passaporte brasileiro no controle de entrada no país no aeroporto de Londres foi: “Where is Belchior?”

* Ela curte batom vermelho, peixe com fritas, suco de laranja e de vez em quando uma viagenzinha até o litoral. Essa é o tipo de garota que o Mike Skint, líder da Skint and Demoralised, admira. Tipo garota simples, que não está nem aí para moda ou para ficar caçando “gatos”, diz Mike, na letra de “Red Lipstick”.

* Uma ooooutra garota especial, que a Inglaterra inteira a.d.o.r.a., e eu também, é esta aqui.

La Roux : Bulletproof : Down The Front

* A GAROTA DO FISH & CHIPS – Engraçada a história da ótima música “Red Lipstick”, do grupo Skint & Demoralised, que está tocando bastante aqui em Londres. Primeiro que o single, lançado agora em julho, é de… 2007. Já teve dois vídeos, mas nunca tinha “acontecido”. Alguma coisa que eu ainda não tive tempo de entender aconteceu para tanto a música quanto a banda de Mike Abbott, de 20 anos, pegarem. Abbott, também conhecido como Mike Skint, é desses poetinhas de rua que escreve sobre o cotidiano de um cara “normal” inglês. Abbott é de Wakefield, cidade perto de Leeds. O som de sua banda, pelo que eu percebi, é tido como se o Arctic Monkeys tocasse com o Streets no vocal e nas letras. Não achei tanto. Mas o negócio é que “Red Lipstick” é muito bacana, jovem, cheia de gás, bem inglesa, com sua historinha de seu cantor preferir garotas simples, tipo “Common Peoople”, do Pulp. Ouve ela.

“Red Lipstick” na verdade é o terceiro single do primeiro álbum do Skint & Demoralised, que só vai ser lançado em janeiro do ano que vem, considerado desde já o primeiro grande disco de 2010. Veremos. Pelo nome, o disco promete: “Love and Other Catastrophes”.

A primeira coisa que eu fiz quando me instalei foi ligar o rádio do quarto do hotel. Tava na Virgin FM. Primeiro tocou “Zombie”, do Cranberries, hahaha. Depois, “Red Lipstick”.

* TING TINGS NO PLANETA TERRA - O PT está engrenando e a briga promete esquentar. O festival do Playcenter confirmou que o espertíssimo duo Ting Tings, daqui, está indo tocar aí no dia 7/11, a data mais agitada da história de São Paulo. Niiiiice! A gente já tinha cantado essa bola. O N.A.S.A. e o grupo Copacabana Club, atração do último Popload Gig, engrossam a escalação nacional.

* DIA 7/11 PLACAR MOMENTÂNEO – PLANETA TERRA vs. MAQUINARIA – De um lado da cidade, Primal Scream e Ting Tings. Em outro canto do ring… Do outro lado da cidade, Jane’s Addiction, Faith No More e Deftones, no festival Maquinaria (Chácara do Jockey). Em qual você vai? Manifeste-se, para gente já ir traçando um panorama de quem vai onde.

* CUIDADO COM ELE. MIKE PATTON VEM AÍ - Atração pomposa do Maquinaria Festival, o evento-rival do Planeta Terra, uma coisa que não se pode dizer de um show do Faith No More é que ele é monótono. Muito pelo contrário. Não costuma sobrar caixa acústica sobre caixa acústica dos palcos pelos quais a veterana banda americana passa. Porque o Mike Patton, você sabe, é fo*a! Se o show do Brasil for um pouco parecido com os que eles estão fazendo na turnê européia, vai dar medo.
1) A gente já mostrou aqui o vídeo de o Mike Patton comendo o cadarço do próprio tênis em pleno show da Hungria. E depois puxando o cordão para fora do estômago e o devolvendo para o tênis.
2) Agora na Bélgica, no famoso festival Pukkelpop, no último dia 20. Um cara saltou do palco na galera enquanto Patton mandava uma canção. Até aí, tudo certo. O problema foi que o stage-dive do sujeito foi mal calculado e ele enfiou a cara na grade, estourando todos os dentes e saindo inconsciente do local direto para o hospital. O FNM parou o show e o Mike Patton desceu para ir ver o cara. Olha isso:

Repara no cantinho do vídeo o Patton cantando “Midlife Crisis” e, ali à esquerda dele, tipo aos 20s de vídeo, o fã surgindo e decolando do palco para o que seria uma aterrissagem bem dolorida.

3) Por fim, Mike Patton z.o.a.n.d.o. a galera da área VIP, postada na frente do palco, provavelmente nem aí com o show, parada, falando no celular. Patton provocou geral, mandou se f*der, zoou o celular, desceu, beijou uma mina na boca, fez os caras cantarem no microfone sem saber.

* VULTURES – Já é quente o burburinho no mundo pop em torno do Them Crooked Vultures, a nova-super-banda formada por Josh Homme, Dave Grohl e John Paul Jones, com o auxílio do guitarrista Alain Johannes. O grupo, que deve lançar seu álbum de estreia ainda este ano, tem aparecido de “surpresa” em alguns festivais e shows.
Para se ter ideia, eles foram atração surpresa do show “surpresa” do Arctic Monkeys na Brixton Academy ontem, em Londres, que eu consegui perder.
Na internet já rola número considerável de filmagens e gravações piratas dessas aparições. A Popload entrega duas das mais legais que apareceram até agora. A primeira, “Caligulove”, gravada no último final de semana no Lowlands, famoso festival holandês. A outra é “Dead End Friends”, em vídeo registrado no show de abertura para o Arctic Monkeys, ontem.

*****

* O MAIOR DOS READING - Popload no Reading Festival. Quando dizem que o indie anda cambaleante na Inglaterra, o público britânico responde bem forte na hora de ir para um dos maiores eventos musicais do planeta. Prometendo um “novo sistema de volume de som” e com três heróis do indie de headliner, o Reading Festival 2009 ampliou sua capacidade para 170 mil pessoas e ainda assim esgotou todos os seus “passes do final de semana” e os ingressos diários em menos de TRÊS HORAS de vendas.

Os principais nomes deste ano, no topo da escalação, são o hoje megapopular (na Inglaterra) Kings of Leon, o hoje crescidinho Arctic Monkeys, de bombado disco novo, e o hoje soberano em todas as mídias Radiohead.
Elencando mais de 120 atrações em pelo menos três agitados palcos com bandas estrelas, veteranos, novidades, ultranovidades e outras que nem sabem que são novidades, o Reading deste ano está sendo esperado aqui como um dos maiores festivais de tempos recentes.
Como disse o “Daily Telegraph”, ninguém duvida que o Glastonbury é o “pai dos festivais” britânicos. Mas na hora de inovar, ousar, dar uma guinada, este papel é o do Reading.
De Faith No More a The XX, de Yeah Yeah Yeahs a La Roux, de Gossip, Glasvegas e Bloc Party a Big Pink, Horrors e Bombay Bicycle Club, todo mundo está no line-up do Reading.
E a Popload vai dar uma espiada in loco no Reading 2009 e vai contar por aqui sobre os 10% de informação que uma pessoa bastante atenciosa consegue captar num evento dessa magnitude.

- Óbvio que eu vou dar uma espiada no show do Friendly Fires na tenda NME/Radio One. Já estou morrendo de saudade da banda.

- Um material com um histórico bacana que eu andei lendo sobre a diferença político-social e cultural do Reading e do Glastonbury eu prometo para mais tarde, quando rolar um tempinho para escrever.

++ FOTOS – SEXTA ++


Bem-vindo ao maior Reading de todos os tempos.
(Foto: KYJenny)


Oi?!
(Foto: BBC)


O Horrors foi o primeiro “comentário” do dia. Eles apareceram na tenda da NME/Radio One lotaaaada e mandaram um show só com canções do “Primary Colours”, segundo bom álbum da banda. O Farris abriu o show com o recado “Hello Reading, I can’t control myself”.
(Foto: BBC)


O figura Mike Patton, que chega ao Brasil com seu Faith No More em novembro para o dia mais sangrento da música pop nacional.
(Foto: BBC)


Do Popload Gig para o Reading: é o Friendly Fires marcando presença nos festivais mais legais do mundo hoje. Não é?
(Foto: BBC)


O Kings Of Leon fechou a primeira noite do Reading, no palco principal. A banda de Caleb foi a mais requisitada dos festivais de verão na Europa e entrou definitivamente na “1ª divisão” do rock por aqui.
(Foto: BBC)

++ FOTOS – SÁBADO ++


Sensibilizada, a galera faz homenagem e clama para que Belchior reapareça.
(Foto: NME)


Nem só de tensão vive o Reading. Sempre sobra um tempinho para dar uma relaxada…
(Foto: NME)


O sol ainda era absurdo quando o Eagles Of Death Metal subiu ao palco principal. A banda tem show marcado para a 12ª edição do Porão do Rock, em Brasília, no mês que vem. Possivelmente única data latina.
(Foto: BBC)


O eterno Stone Rose Ian Brown embalou o público com músicas de sua carreira solo e uma versão especial de “Fools Gold”, clássico de sua antiga banda.
(Foto: NME)


O eletrônico Prodigy apareceu para fazer o seu show punk de sempre.
(Foto: BBC)


A fofa Beth Ditto se jogou na galera. Que amou.
(Foto: BBC)


O novo Alex apresentou o novo show do novo Monkeys. As reações do público e da imprensa inglesa ficaram meio “divididas”…
(Foto: NME)

++ FOTOS – DOMINGO ++


Casa lotada esperando por Thom Yorke no último dia do festival
(Foto: NME)


O Passion Pit fez um dos shows mais concorridos entre tendas espalhadas pelo festival, neste domingo.
(Foto: NME)


A louquinha Karen O. é sempre um show a parte nas apresentações do seu YYY’s
(Foto: NME)


R-A-D-I-O-H-E-A-D.
(Foto: BBC)

*****

* E AGORA, NOEL? 28 de agosto pode passar a ser conhecido como “o dia em que o Oasis acabou”. Os boatos começaram no final de semana passado, quando a banda cancelou uma de suas apresentações no V Festival britânico. A alegação oficial foi que Liam Gallagher estava com laringite.
Nesta sexta, o grupo estava escalado para fechar a primeira noite do importante festival Rock En Seine, em Paris. Mas, minutos antes da apresentação, o Oasis cancelou o show, que era esperado por mais de 30 mil pessoas, único dia do evento com ingressos esgotados.
Um porta-voz da organização do festival foi ao microfone e noticiou que o motivo do cancelamento foi “mais uma briga” entre os invocados irmãos Liam e Noel Gallagher, no backstage.
A organização do Rock En Seine anunciou ainda que a banda cancelou de vez sua atual turnê (que teria mais dois shows neste final de semana) e que irá divulgar um comunicado em seu site oficial (oasisinet.com) ainda hoje.

* OASIS UPDATE: A STATEMENT FROM NOEL – “It’s with some sadness and great relief to tell you that I quit Oasis tonight. People will write and say what they like, but I simply could not go on working with Liam a day longer. Apologies to all the people who bought tickets for the shows in Paris, Konstanz and Milan.”

Xiii Oasis…

* BALADA EM SP: ALLEY – Hoje é dia da nova balada indie mais famosa da cidade. Vou faltar por motivos óbvios, apesar do nome no flyer. Mas te falo uma coisa. Se eu tivesse aí, eu iria. Viu?
Sabe quem é o “tema” do flyer desta quinzena, né?

* ACABOU? - Claro que não. Logo mais tem mais, incluindo os famosos “prêmios de viagens”. Um deles foi pedido nos comentários: o single em vinil de “Crying Lightning”, do Arctic Monkeys. Vai se adiantando…

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , ,
21/08/2009 - 12:45

Jane’s says “Yes”! O incrível XX! O incrível Flaming Lips! E mais outras coisas incríveis.

* Sim. Eu mesmo.

* O próximo post, se tudo der certo, deve ser escrito de Londres, a caminho do Reading Festival, um dos maiores festivais do planeta, encabeçados por Kings of Leon, Radiohead e Arctic Monkeys. Mas, você sabe, estaremos lá (eu e a Popload) para fuçar coisas novas.

* Não conseguirei chegar lá na Inglaterra na quarta, como era o planejado. Optei dolorosamente por perder o one-off do Arctic Monkeys no absurdo Brixton Academy, cheio de convidados especiais, tchans. Sabendo da correria insana que seria a disputa por ingressos, já estava desencanando, até que apareceu um sorteio para comprar dois ingressos, graças a uma mala-direta de notícias da banda que eu assino. Mas ainda assim dei um sorriso tímido quando vi que eu não tinha sido sorteado e soube que os ingressos haviam esgotados em menos de cinco minutos… Até que…

You have been successful in your ticket application for the following Arctic Monkeys show:

Arctic Monkeys + Special Guests
Wednesday 26 August 2009. Doors open 6.30pm
O2 Academy Brixton, 211 Stockwell Road, Brixton, London


Damn it!

* Por algum desses motivos inexplicáveis, mais de 4 mil pessoas me seguem no Twitter e tals. Quer dizer, a maioria são pessoas, outro tanto é nome de empresas, firmas, bandas. Lembro que uma marca de pomada (!) e um consultório me seguia, até pouco tempo. Mas nesta semana recebi o seguidor mais legal. O Brasil. Entrei para ver o Twitter do Brasil e tava lá uma… bandeira do Brasil. O Brasil, o país, a pátria, me segue. Óbvio, estou seguindo ele também.

* POPLOAD CINEMA - O novo braço das organizações Popload tem o prazer de apresentar…

Sério…

* FRIENDLY FIRES – POPLOAD GIG 2 - O espetacular show do grupo inglês Friendly Fires no Popload Gig 2, mais trechos das apresentações das bandas Copacabana Club e Brollies & Apples serão exibidos no canal Multishow, dia 31 de agosto, próxima segunda-feira.

* MAQUINARIA CONFIRMA JANE’S ADDICTION - E agora, PT? Sabia que aquele parceiro do Perry Farrell no Lollapalooza, com que eu fiz amizade em 2007, ia ser útil um dia. O Maquinaria vai ter mesmo Jane’s Addiction e Deftones se juntando ao Faith No More em sua bombada escalação “para meninos”. Já na sexta-feira o show de SP já aparecia na página de Tour do site oficial do Juana’s Addiction. A escalação é peso pesado para o público e também para o Planeta Terra, que vai ter que montar um line-up de respeito para polarizar as atenções com seu megafestival, que será realizado NO MESMO DIA.
Dia 7 de novembro, em um canto da cidade, o agora mega Maquinaria, na pouco confortável Chácara do Jockey. Em outro canto, no parque Playcenter, o PT 2009.
Num ano tão enxuto de grandes festivais, só aqui mesmo para acontecer dois no mesmo dia.

O embate do rock não vai se dar só no dia 7. Ele já começou há algumas semanas. Os dois festivais estavam atrás da banda de Perry Farrell. O Maquinaria havia acertado verbalmente, o Planeta Terra entrou na jogada, virou leilão. A banda ameaçou mandar um “Não”, mas o Maquinaria deve ter descarregado um caminhão de dinheiro para trazer a reticente banda para esses lados e resolveu a parada.

* MIKE PATTON E O CADARÇO – O vídeo já está aí há algum tempo e é auto-explicativo. A história que a gente conheceu semana passada ganhou imagens. Isso é uma amostra do que vamos ter em novembro com o Faith No More. Vou tentar dar uma espiadinha no show deles no Reading para ver se coisas do tipo engolir e “retirar” o cadarço da goela vai ser o “de menos” que iremos testemunhar no Brasil.

***

* O XX DA QUESTÃO - A banda nova mais previamente bombada da cena inglesa, a deliciosa The XX lançou seu primeiro álbum semana passada. E, no disco de estréia dos meninos (são dois garotos, duas garotas), não tem UMA música ruim. É realmente incrível, delicioso, libidinal. Não prestei atenção na letra, mas dizem que é de um amor sombrio de matar, embora o som leve para um lado diferente disso.

O negócio para o lado deles está meteórico. Ganharam escalação de última hora no Reading/Leeds Festival. As comparações misturam traços de Pixies e Cocteau Twins. Já aparecem por todos os lugares. Já foram tocados duas vezes no programa de rádio Poploaded (hihi), já estiveram na pista da Pop!UP e da Popfellas.

Na última sexta-feira o parceiro de picape Rafael Urenha, que também pilota a Party Íntima, viu o XX ao vivo na loja-grife de discos Rough Trade, num pocket show. E tem algumas coisinhas para dizer:

“The XX na Rough Trade foi sensacional. Banda superjovem, todos completando 20 anos em 2009. O vocal é revezado entre a guitarrista e o baixista, meio à la Pixies. As batidas vêm de uma drum machine operada pelo tecladista.
O som é sexy, sombrio, meio Cure, meio Interpol, ecos de Coco Rosie e até de Chris Isaak (!!).”

A pronúncia para a banda é “ecs-ecs”. O nome é igual o da também deliciosa cerveja mexicana XX, a Dos Equis.

The XX, com a linda “Blood Red Moon”

***


Flaming. Lips

* SRAS E SRS, THE FLAMING LIPS - Opa, opa. Chega de filme conceitual esquisito e trilha incidental de viagem intergaláctica. Os Lábios Flamejantes de Oklahoma estão de volta com disco novo, previsto para outubro, música nova (esta lindona “Silver Trembling Hands” aí debaixo) e colaborações infanto-bizarras, tipo MGMT e Karen O. Tio Wayne Coyne indo ao rock novo.
“Embrionic” é o nome do CD que vem em 13/10 e, como de lei, antes disso na internet. Será o primeiro álbum duplo da banda.
A capa do disco é esta de cima, descrita pela “Rolling Stone” como uma viagem “cabeluda de exorcismo hippie”. Total sentido.
“Silver Trembling Hands” já era conhecida por quem comprou entradas para a turnê nova do Flaming Lips. A música era uma que vinha em um EP distribuído para quem gastou dinheiro com ingresso. A música é assim:

* PT SE DESENHANDO – E, pra fechar, o Planeta Terra divulga de forma oficial suas três primeiras atrações. Bobby Gillespie traz o seu Primal Scream pela segunda vez ao país. A primeira apresentação do grupo por aqui foi no Tim Festival em 2004. Outras duas atrações confirmadas até o momento são nacionais: Móveis Coloniais de Acaju e o Macaco Bong. Vamos ver onde vai parar esse já famoso “7 de novembro” do calendário nacional…

* No próximo post eu falo das outras fotos. C U.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , ,
18/08/2009 - 15:16

Benga, Comichão, Coçadinha, Popload Gig, o Woodstock twittado, Me N My, Lucy, vodca com cranberries

* Affe.

* Popload Gig 2 está morto. Longa vida ao Popload Gig 3. Outubro? Dezembro? Quem mesmo? Sugestões?

* Me inscrevi para tentar ingressos para o show “surpresa” que o Arctic Monkeys anunciou para semana que vem, quarta-feira, no incrível Brixton Academy, em Londres, cheio de “special guests” e o primeiro no Reino Unido desde dezembro de 2007. Além de ser, óbvio, o primeiro por lá depois do lançamento do álbum novo. “Humbug” sai na próxima segunda-feira. Será que rola?

* PERGUNTA: NO DIA 7 DE NOVEMBRO, VOCÊ VAI EM QUAL? - Segue a grande questão pop de 2009, depois que os dois encorpados festivais anunciaram que vão realizar suas edições NO MESMO DIA, com outros 364 dias no ano para escolherem.

Xiiiii. Jane’s Addiction não vem mais, pelo que eu soube. NOT! Necas. A banda estava vindo para o Maquinária, tudo beleza. O Planeta Terra entrou na jogada e ofereceu mais. Virou leilão. O Maquinária, novo festival endinheirado do Brasil, que já tinha oferecido US$ 1 milhão para trazer o Foo Fighters (sem sucesso), aumentou a proposta. O Jane’s Addiction pensou, pensou e disse: “Só em 2010″.

Se o Maquinária perdeu grande atração, o PT também amargou a sua. O grupo americano Yeah Yeah Yeahs, depois de um forte namoro, disse um “não” definitivo nesta segunda-feira, de acordo com uma fonte.

A banda indie curitibana Copacabana Club deve estar na escalação nacional do Planeta Terra, depois de estrelar o Popload Gig no Rio e em SP.

O famoso DJ e produtor francês Etienne De Crecy, veterano bamba da house music, está vindo para tocar no Playcenter.

Mike Patton, atração do Maquinária com o grande FNM, está em forma. Em recente festival na Hungria, ele subiu nas costas de um segurança, botou uma calcinha vermelha na cabeça e depois começou a engolir o cordão de seu tênis, segurando uma das extremidades. Quando tinha só um pouquinho para fora, ele começou a puxar o cadarço de volta. Que beleza.

* POPLOAD GIG 2 – FRIENDLY FIRES, COPACABANA CLUB, BROLLIES & APPLES E A NOITE EM QUE… – Bom, a modéstia me impede de falar sobre o meu próprio festival. Então vou deixar que a galera fale por mim.

“A apresentação durou uma hora, única frustração para quem assistiu ao show, que já figura entre os melhores do ano.”
“RG Vogue”

“O mais legal da noite foi poder ver uma banda legal em um lugar pequeno, com o público se divertindo como se não houvesse amanhã. Raridade no mundo indie.”
Paulo Terron, “With Lasers”

“E nesta segunda rolou a segunda edição do Popload Gig, festival que teve Friendly Fires, Copacabana Club e Brollies & Apples. Vi as duas primeiras. Sobre o Copacabana Club: não foi o melhor deles que vi, mas o show teve as costumeiras doses de animação, cor e músicas dançantes.
Friendly Fires foi fora de série. A banda fez a temperatura do Studio SP subir lá em cima, o povo se espremia e tentava dançar, cantava junto. Os caras são, além de bons músicos, carismáticos,”
Thiago Ney, “Ilustrada no Pop”, Folha Online

“Preocupado que estou com uma viagem na semana que vem, nem em sonho perdi tempo indo atrás do Lúcio pra solicitar algum tipo de credenciamento pra Popload Gig II. Entenda: eu não vou morrer se eu não assistir o Friendly Fires. E nem por isso deixei de anunciar a gig no blog, desejo o maior sucesso do mundo pra ela.”
Humberto Finatti, “Zap’n'Roll”

“A segunda edição do festival Popload Gig é uma mostra da nova realidade do cenário de shows no Brasil. Primeiro, por trazer ao Brasil uma banda que está estourando no underground mundial – os ingleses do Friendly Fires, donos de um dos melhores discos de 2008… Segundo, por mostrar a tendência atual de venda de ingressos a preços abusivos, cobrando exorbitantes R$ 90 para um evento que junta três artistas desconhecidos do grande público: eles e os brasileiros Brollies and Apples e Copacabana Club.”
Dênis Moreira, “Vírgula”

“Cheio de energia, o trio – que vira sexteto ao vivo – tocou as músicas de seu álbum de estreia e deixou 400 pessoas encharcadas de tanto dançar (e se espremer na frente do palco).”
“iG Música”

“Delícia a Popload Gig ontem … acabando de chegar no escritório, bom dia!”
jujunatal, no Twitter

“I know you would I know you wanted to jump in the… @popload gig”
tonollica, no Twitter

A fantástica “Paris”, ao vivo, no Studio SP – POPLOAD GIG 2

“Lovesick”, que abriu o show à noite, sendo executada à tarde, na passagem de som – POPLOAD GIG 2

* ITCHY AND SCRATCHY - Não sei bem por que e isso talvez deva explicar muito do meu “eu”, mas adoro desenhos animados toscos e/ou podres. Tipo “Beavis & Butthead”, “South Park”. E, claro, “Comichão & Coçadinha”. Não sei você, mas eu, o Bart e a Lisa curtimos bem. Vi no Twitter ontem, algum amigo reverberando, que alguém compilou todos os “Comichão & Coçadinha” neste vídeo aqui.

* DUAS DAS TRÊS MELHORES MÚSICAS DO MUNDO HOJE – São estas daqui embaixo.

- Eve & Benga – “Me N My”.
O nome é ótimo, a letra é uma delícia, o ritmo é de matar. Chamam essa música de a “Get Yr Freak On” de 2009. O negócio é mesmo bombástico.
A rapper dureza Eve botou letra em cima de eletronices e batidas do gênio do dubstep britânico Benga e deu nisso.

A letra da música goes like this: “Me and my bitches up in the club/ Me and my bitches up in the club… Never knew a bitch like you could dance/ Never knew a bitch like you could dance. Dance, dance, dance. C’mon dance, c’mon dance”. Parece Prodigy, parece big beat. O “Pitchfork” disse que lembra “Busy Child”, do Crystal Method. Pelas referências, você tem uma idéia com o que está lidando.

- Big Pink – “Dominos”
É a música que eu falei aqui já, das “garotas que caem como dominó”, obra da deliciosa dupla indie-dance Big Pink. O duo me lembra o MGMT: quando erra na música, ela fica bem chata. Quando acerta, é um dos grupos do ano. O vídeo de “Dominos” é muito classy. E o que a Lovefoxxx está fazendo na bateria?!?! Quem é essa japonesa?

* WOODSTOCK NO TWITTER - Para falar bem a verdade, essa foi a melhor maneira de comemorar os 40 anos do marcante festival. A simulação do que seria twittar no Woodstock se o evento hippie fosse hoje rodou loucamente na internet. Parece que a “Rolling Stone” gringa publicou o desenho em suas páginas. E o jornal gaúcho “Zero Hora” traduziu. Ficou assim:

10:45 AM Aug 14th
Indo em direção à fazenda distante. Espero não pegar muito tráfego…

9:27 AM Aug 15th
Richie Havens parece que vai tocar para sempre. OK, eu entendi, a guerra é um saco #woodstock

5:40 PM Aug 15th
Joan Baez dedicando Drug Store Truck Driving Man para o governador da Califórnia

1:05 AM Aug 16th
Cara… Quill está matando a pau. Acho que vai estourar. Pessoas vão lembrar dessa banda para sempre :D #A&R

12:27 PM Aug 16th
RT @wavygravy Não tomem o ácido marrom

12:40 PM Aug 16th
@carlossantana Você está matando a pau. Mas seus chapas não vão a lugar nenhum com esses solos de bateria

2:37 PM Aug 16th
@slystone Desculpa, perdi seu show. Não sei se você poderia me levar mais alto do que eu estou agora.

2:49 AM Aug 17th
@abbiehoffman Sai do palco, idiota. Eu quero ver o The Who

5:17 AM Aug 17th
Seja qual for a droga que está fazendo o Joe Cocker tremer e suar daquele jeito eu queria tomar só a metade e ficar deitadão

2:17 PM Aug 17th
@seanpenn Feliz aniversário de 9 anos, campeão!

5:39 PM Aug 17th
Eu queria evitar esse ácido marrom, mas todas minhas pedras estão cobertas de lama #youknowuahippie

9:57 PM Aug 17th
Finalmente @jimilixxx está nos trazendo pra casa

 

10:38 AM Aug 18
RT @hellsangels Festa com vocês na Califórnia! Garantimos que os anos 60 vão durar pra sempre

* POPLOADED 120 – STAY TUNED - O programa de rádio Poploaded, com sua incrível session ao vivo, chegou ao número 120. Nesta edição, o programa apresentado pelo dispensa-comentários Fabio Massari e por euzinho mesmo próprio traz as prediletas da casa, tipo Only Ones, Born Ruffians, The XX, Yeah Yeah Yeahs, La Roux, Mate of State, Throw Me the Statue e mais.
Na famosa session no moderno estúdio da rua Amauri recebemos a visita sonora do grande Eddie Spaguetti, membro fundador do não menos grande Supersuckers, banda do Arizona que no começo dos anos 90 caiu no meio da revolução de Seattle, assinando com a Sub Pop.
Spaguetti veio ao Brasil recentemente fazer shows de seu disco solo, acompanhado do guitarrista Jordan Shapiro, que apenas toca com Bob Dylan.
Os dois, na session de cinco músicas que gravaram no estúdio do iG, mostraram um indie-country (”americana”) de chorar. Como aqui, em “Breaking Honey’s Heart”. Então chora.

 
* POPFELLAS QUINTA APRESENTA… – A megahot balada dentro da balada. A Popfellas, uma das festas deste blog que acontece quinzenalmente e às quintas dentro da “premiada” Rockfellas, nesta semana vem turbinada. Nas picapes, o incrível DJ Gil Barbara divide as picapes comigo e com o Focka, uma vez que o Rafael Íntimo Urenha está dando rolê em Londres, fucking bastard. E, no palco, a Popfellas orgulhosamente apresenta a internacional Lucy & Popsonics, trio de Brasília formado pela Fernandinha, o Pio e a sensacional Lucy. Para quem não conhece, dá uma olhada neste trechinho de show deles em junho agora na Holanda. No Vegas, quinta, vai ser ainda melhor.

* A IMAGEM DO HORRORS NO ESPELHO - Ok, já superlotei de vídeos este post e vai demorar para carregar em alguns computadores… Mas não dá para deixar de lado o vídeo psicodélico e colorido da banda mais urubuzenta e p&b dos últimos tempos, o genial Horrors, sobrinhos do Cramps e do Nine Inch Nails (aliás, a premiere do clipe foi no canal oficial do NIN no YouTube). A música é a linda “Mirror’s Image”, do último disco. F***. Já postei aqui minha foto com o Faris?

* Por ora, é só, folks. Outro pra você. Tchau.
* PS: estou tentando um prêmio inacreditável para o próximo sorteio.
* PS2: a história do cigarro e da “nova balada” depende de uma historinha em andamento. Acho que vai dar para o próximo blog.
* PS3: fui

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
13/08/2009 - 18:11

Especial os maiores festivais do mundo. Hoje: Woodstock, Reading Festival e Popload Gig

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***** POPLOAD GIG – CIRCO VOADOR (RJ) *****

A loooooooooooooooovesick. Quase 1100 pessoas na etapa carioca do Popload Gig, sábado à noite, no Rio de Janeiro. O Friendly Fires, atração principal, começou o show tipo assim:

***** POPLOAD GIG POPLOAD GIG POPLOAD GIG POPLOAD GIG *****

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* C’mon, baby. Light my fire.

* Oi, nós somos o Friendly Fires…

* FRIENDLY FIRES E O BRASIL - “Derrubem aquela estátua do Cristo Redentor e botem uma nossa”.

* Já percebeu que eu vou gastar o post falando dos três festivais citados no título, né? Fora o resto. Mas vamos começar dizendo o seguinte:

* READING FESTIVAL 2009 - Daqui duas semanas. De Arctic Monkeys a Fight Like Apes. De Radiohead a XX. De Yeah Yeah Yeahs a Big Pink. De Kings of Leon a Dananananaykroyd. E a Popload, se nada der errado, estará lá.

* POPLOAD GIG 2 – Hoje vou falar menos do festival deste blog, que acontece neste sábado, dia 15, no Circo Voador (Rio), e na segunda, 17. Porque quem vai falar são os caras da atração principal, o grupo inglês suuuuuuuperbombado Friendly Fires. O FF toca com os brasileiros-cool Copacabana Club e Brollies & Apples.

Trazer o Friendly Fires hoje ao Brasil é tipo trazer o Arctic Monkeys uma semana antes de eles lançarem o primeiro disco, não? Ou o Nirvana uma semana antes de eles tocarem no Reading Festival 1991. O Libertines antes de o Pete Doherty brigar e ser expulso do grupo. O…
Está bem, eu paro.

Estou manchando a amizade com amigos importantes e com muita gente da imprensa, que não se agilizaram antes, porque está impossível botar uma pessoa magrinha a mais no Studio SP, na segunda. Já foi dificil conceder um passe para o povo do Channel 4 (Inglaterra) e da Fox latina, que vão cobrir o festival. Hihi. Agora, nem se o Jon Pareles (”NY Times”) pedir ele consegue entrar.

* O ótimo baterista do Friendly Fires, o Jack Savidge, andou retwittando o que eles vêm fazer no Brasil.

“jackbsavidge RT @xampucomx: @jackbsavidge Friendly Fires is coming to Brazil to fucking everything!!!!”

* Aí os sujeitos do Friendly Fires explicaram o lance do samba. E falaram que querem ir a um baile funk. Ai, ai.

* PERGUNTA: NO DIA 7 DE NOVEMBRO, VOCÊ… - Haha. Já que vamos experimentar uma guerra de megafestivais num mesmo sábado de novembro, essa questão vai ficar reverberando aqui no blog para eu tentar medir quem vai onde.

No dia 7/11, você vai ao Planeta Terra (Ting Tings, Yeah Yeahs, Green Day, Grizzly Bear, tudo não confirmado) ou vai no Maquinária (Faith No More confirmado, Jane’s Addiction e Deftones “confirmados” pela Popload.)

Jane’s Addiction twitta a Popload. Aliás, o Twitter do Jane`s Addiction, comandado por um site ligado à banda, mas não-oficial, parece, postou a data do Brasil e falou do Maquinária, linkando a Popload como fonte. Acho bom esse meu chute estar certo, hahahaha. Ainda não dá para assumir como verdade porque o festival não se manifestou. Eu, como “empresário do rock” (hihi), sei que essas coisas mudam em questão de horas. Até porque o Jane’s Addiction pode acabar no T…

Falando nisso, o Planeta Terra, que vai acontecer no Playcenter (conforme adiantou a Po…) divulgou que o festival vai ter 10 bandas internacionais e 10 nacionais. E que o ingresso custará R$ 140 (inteira) e R$ 70 (meia). E atenção: a entrada dará direito ao público a utilizar os brinquedos do parque.

Dos dez nomes nacionais, dois a gente já sabe. Macaco Bong e Killers on the Dancefloor.

* PURPLE HAAAAAAAAAZE: WOODSTOCK 40 ANOS - É isso aí, bicho! Não é exagero dizer que, se não fosse o Woodstock, não haveria hoje festivais gigantescos como o Reading Festival, o Glastonbury, o Popload Gig e o Gui Festival (vai, me deixa com minha piadinha…).
A princípio uma festinha numa fazenda de Nova York em um final de semana de agosto de 1969, o Woodstock fugiu do controle e acabou transformando o mundo.
Mais de 500 mil pessoas, há 40 anos, se juntaram para ver o que ainda hoje é o mais famoso evento jovem da história, revolucionário tanto na música em particular, na cultura no geral, e com fortíssima importância política e social. Então, para este blog que adora um festivalzinho aqui, na Inglaterra, EUA, Dinamarca, Espanha, onde for, fica esta pequena área dedicada aos três dias que abalaram o mundo (”rocked the world” fica mais… hum… “rock”).

Para começar, não quero dizer nada nem fazer previsões para o futuro, hahahaha, mas o Woodstock aconteceu entre os dias 15 e 17 de agosto de 1969. O Popload Gig acontece nos dias 15 e 17 de agosto de 2009. Tá bom, tá bom…

A foto lá em cima abriu um material do “New York Times” sobre os livros do Woodstock que estão sendo lançados agora. Um deles é o…

Saiu no Brasil o espetacular livro “Woodstock” (”Back to the Garden – The Story of Woodstock”), que conta a história oral do festival, construído dia a dia do evento, atração por atração, em depoimentos de quem tocou ou pelo menos “só” testemunhou o mais famoso encontro de jovens do planeta, como jornalistas, produtores, escritores, técnicos de som. “Woodstock”, de Pete Fornatale, editora Agir, tem narração escrita da época ou de agora de gente como Jimi Hendrix, Joe Cocker, Jerri Garcia, Santana etc.

Fornatale era um jovem radialista em Nova York, estreando na profissão semanas antes de Woodstock acontecer. Ele diz que, logo após a meia-noite do dia 27 de julho de 1969, ele fazia, estreando na rádio WNEW, seu primeiro comercial ao vivo. Antes, quando o vinil parou de rodar, ele primeiro anunciou o nome das músicas que tinha acabado de tocar: “Sing This Altogether”, dos Rolling Stones, “All Together Now”, dos Beatles, e “You Can All Join In”, do Traffic. Depois leu o seguinte texto:

“A Feira de Arte e Música de Woodstock é uma exposição aquariana em White Lake, na cidade de Bethel, condado de Sullivan, Nova York. Na sexta-feira, 15 de agosto, vocês verão e ouvirão Joan Baez, Arlo Guthrie, Tim Hardin, Richie Haens, The Incredible String Band, Ravi Shankar e Sweetwater.
“No sábado, 16, tocam Canned Heat, Creedence Clearwater, Grateful Dead, Keef Hartley, Janis Joplin, Jefferson Airplane, Mountain, Santana e The Who, o grupo mais quente da cena atual.
“No domingo, 17, The Band, Jeff Beck… Crosby, Stills and Nash, Jimi Hendrix… e isso não é tudo. Ingressos à venda pelo correio ou na agência local de venda de ingressos a 7 dólares para qualquer dia, dois dias a 14 dólares e 18 dólares para os três dias. Um passe especial de dois dias está disponível pelo correio a 13 dólares.
“Para ingressos e informações, escreva para a Feira de Arte e Música de Woodstock, caixa postal 996, Radio City Station, Nova York, um-zero-zero-um-nove ou ligue para Murray Hill 7-0700.

((agora a melhor parte))
“Lembre-se: a Feira de Arte e Música de Woodstock será realizada em White Lake, na cidade de Bethel, Condado de Sullivan, Nova York. Eles tiveram alguns problemas por lá, mas parece que vai ficar tudo bem”.

* Essa última linha, segundo Fornatale, foi um improviso bem ruinzinho. Ele segue, na introdução de seu livro. “Só que ninguém tinha a menor ideia da importância que o festival de três dias teria, não apenas para fãs de música, mas para colunistas, jornalistas, políticos, críticos, sociólogos, escritores e militantes do movimento jovem. Aqueles eram meus primeiros minutos no ar na mais importante das inovadoras FMs de rock dos EUA e eu auniciava um evento que logo redifiniria a cultura, o país e os valores de toda uma geração.”

* Outro livro recém-lançado no Brasil é “Aconteceu em Woodstock” (ed. Record), de Elliot Tiber e Tom Monte. Elliot Tiber foi o sujeito que apresentou o produtor do então “pequeno festival”, Michael Lang, ao dono da fazenda onde ocorreria a revolução toda, Max Yasgur. Eu imagino a conversa.
“Oi, Max, esse aqui é o Elliot. Beleza? Ele está a fim de fazer um festivalzinho com algumas bandas na sua fazenda. Coisa rápida, íntima. Pode ser?”

* O livro de Elliot Tiber serviu de base para o filme do famoso diretor chinês Ang Lee, de mesmo nome “Taking Woodstock”, que teve premiére no festival de Cannes, estréia nos EUA no final de agosto e vem ao Brasil apenas em janeiro do ano que vem. O trailer de “Aconteceu em Woodstock”, do Ang Lee, é assim:

Mais um livro que está sendo lançado, desta vez ainda só nos EUA. É “The Road to Woodstock”, de Michael Lang (que assina junto Holly George-Warren), outro documento fascinante sobre os tais três dias de agosto de 69, porém mais técnico e menos musical. Lang foi um dos quatro organizadores do festival e conta como o festival foi de “modesto” ao maior da história.

“Nobody killed anybody, nobody raped anybody, nobody shot anybody. In the history of humankind, I think it’s probably the only group of people that size that didn’t do any of that”, disse David Crosby of Crosby, Stills and Nash.

Reza a lenda que foram consumidas 26 toneladas de maconha nos três dias do festival. Se você levar em conta que rodaram pelo Woodstock, dá quase 20 quilos pra cada pessoa. Acho que não, né? Ou sim?!? O músico Henry Gross brinca com o número absurdo: “Quase 26 toneladas de maconha evaporaram em Woodstock e nenhum caso de glaucoma foi registrado”.

Para quem manja inglês e quer ver um vasto material sobre o festival, o “New York Times” trouxe ótimos textos nos últimos dias, a respeito do Woodstock. O bamba Jon Pareles escreveu um deles, onde aponta que nem tudo, na verdade, foi paz e amor sem nenhum custo para isso.

“Para realmente você entender o que foi o Woodstock, você tem que ver que, de várias maneiras, o festival foi incrivelmente difícil e desagradável. Primeiro que foi uma multidão de pessoas no meio de um lugar estranho e longe, circundados por um engarrafamento gigante de carros. O tempo estava horrível. As filas para comprar comida e bebida não tinham fim. O cheiro que saia dos banheiros portáteis era de matar num nível absurdo. E a lama. “Havia felicidade naquela lama. Estava todo mundo afundado, mas pareciam estar adorando. Me lembrou uns bufalos que você vê na Índia, submersos em lama”, lembrou Ravi Shankar no livro “Woodstock”, de Fornatale.

DVD. Está sendo lançado por aqui a versão em caixa bombada para o histórico “Woodstock, Três Dias de Paz, Amor e Música”, o filme-documento lançado por Michael Wadleigh em 1970, um ano após o festival, vencendo naquele ano o prêmio Oscar de documentário. São quatro DVDs, um com o filme original todo remasterizado, outro com a versão do diretor (cerca de quase quatro horas a mais de sobras), mais imagens nunca vistas de bastidores, entrevistas com quem esteve lá e performances de bandas que tocaram em Woodstock, mas não tinham entrado no filme, tipo The Who, Jefferson Airplane, Creedence Clearwater Revival e Grateful Dead. O documentário “Woodstock, Onde Tudo Começou” está também na caixa. Uma festa hippie. O filme original, não custa lembrar, teve um jovem Martin Scorsese como um de seus editores.

O lance do Woodstock, conclui Pareles, não é não ter havido estupros e assassinatos nos três dias em que 500 mil pessoas estavam aglomeradas no mesmo lugar. E sim todo mundo se tratarem de modo gentil mesmo sob essas condições ruins para um convívio pacífico.

Nick e Bobbi Ercoline fizeram história com uma das mais famosas fotos de Woodstock, essa aí acima. Eles se conheceram e se apaixonaram na época do festival. Quer ver como eles estão hoje?

O casal, ambos com 60 anos hoje, ainda mora na região de onde aconteceu o Woodstock, tipo menos de uma hora de distância do local.

O jornal carioca “O Globo” desta sexta-feira traz um apetitoso especial sobre Woodstock. O jornal até entrevistou um dramaturgo brasileiro que, fugindo da ditadura brasileira em 1969 e levando a vida como garçom, acabou caindo no Woodstock, a convite de um amigo que disse que “artistas importantes e novos” iriam se apresentar. “(Esse amigo) Falou ainda que tínhamos que nos fantasiar um pouco, porque éramos muito certinhos”, disse Luiz Carlos Góes, que para ser “aceito no meio das figuras estranhas que se encaminhavam para o festival” arrancou as mangas de uma camisa, botou colares e uma bandana no cabelo. “Todo mundo falava com a gente. A estrada estava tomada por tribos, que fumavam maconha sem medo. Logo, o congestionamento no trânsito fez com que os motoristas largassem seus carros e se juntassem à multidão”, lembrou Góes, que afirmou ter tomado seu primeiro ácido naquela noite de Woodstock. “Havia algo no ar, uma nova relação entre as pessoas. Foi como um batismo.”

* Outro evento musical importante a ser lembrado em seus 40 anos é o Harlem Cultural Festival, mais conhecido como Black Woodstock. Aconteceu mais ou menos paralelo ao famoso Woodstock (foi uma série de shows em julho e agosto de 1969), em Nova York, e celebrava a música negra em meio à gigantesca tensão racial que acontecia na época. O Black Woodstock, que teve como segurança os Panteras Negras, já que a polícia não quis se envolver na história, teve shows de B.B. King, Nina Simone, Stevie Wonder, Sly & The Family Stone, entre muitos outros. Escalação “fraca”, não?

* POPLOAD GIG 2 – OS VENCEDORES DO RIO - Já contactados e já confirmados, eis os dois ganhadores do ingresso do festival deste sábado, no Circo Voador, etapa carioca da Popload Gig 2.

- Thiago Pinto Sardenberg Gomes
- Caroline de Andrade Azevedo

O vencedor de São Paulo, solitário, recebe a notícia por aqui e por email na segunda cedo. Fica esperto.

* THANKS FOR NOT SMOKING - Todo o papo sobre o cigarro e a falta de (a nova configuração social das baladas de SP) vem no próximo post. Tive uma idéia…

* E só.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , ,
11/08/2009 - 12:29

Pum, Cecê e Rock’n'roll: a nova configuração das baladas de SP pós-lei antifumo. Franz Ferdinand, Yeah Yeah Yeahs, FNM e Jane’s Addiction: o segundo semestre esquenta. E maaaaais.

* Opa.

* Minha posição a respeito da lei antifumo é tranquila. Não tenho nada contra quem fuma, desde que faça isso a 3.945 quilômetros longe de mim.

* De todo modo, vendo a propaganda do governo sobre os garotos-propagandas da nova lei (Rogério Ceni, Sonia Abrão, Fernando Vanucci, Jô Soares, Otávio Mesquita e Gugu), dá vontade de acender cinco cigarros de uma vez.

* Enfim, o lance é que, passado o primeiro final de semana da vida noturna sob a égide da nova lei, os clubes e casas de shows mudaram de cara. E de cheiro. E de vibe. A Popload ouviu a galera daqui (donos de clubes e frequentadores) e de fora (Londres, Nova York) para contar o que melhora e o que piora agora, com o fim do fumacê insuportável.

* ALEX & ALEXA - Que fofura pop essa história do Alex Turner e da namorada, a “babe” Alexa Chung, a modelo e apresentadora da MTV que era ícone britânico e agora está virando “it-girl” nos EUA!!!
O incrível “The Sun” que deu a história. O líder do Arctic Monkeys fez uma música tributo para Alexa, que vai estar no novo álbum, o poderoso “Humbug”, que sai fisicamente em poucos dias mas que… É a faixa baladosa “Fire and the Thud”, com um toque de deserto americano dado pela mão produtora do Josh Homme (Queens of the Stone Age).
Enfim. Alexa está de mudança para os EUA, para estrelar um programa na MTV americana. Meses atrás, quando ela contou do convite para ele, Alex meteu na letra que estava compondo: “If it’s true you’re gonna run away/Tell me where, I’ll meet you there”. Aí foi e comprou um apartamento no Brooklyn, em Nova York, para ela morar e ele escapar para lá assim que a banda deixar. Don’t sleep ’til Brooklyn, Alex.

* FRANZ FERDINAND NO VMB? YEAH YEAH YEAHS NO PLANETA TERRA? - Papinho bom rolando nos bastidores do indie nacional. Duas bandas incríveis voltando para cá, com os shows de seus discos novos. Franz Ferdinand deve estrelar a festa do vídeo da MTV no dia 1º de outubro, em São Paulo, com chance de reverberações em outros palcos abertos. October: Franz Ferdinand. A esperta Karen O pode estar trazendo suas roupas cool e o Yeah Yeah Yeahs para desfilarem no palco do festival Planeta Terra, provavelmente 7 de novembro, no Playcenter. Depois do espetacular show no Tim Festival 2006, o YYYs agora viria com as músicas do CD “Its Blitz!”, tipo “Heads Will Row”, a canção indie mais eletronizada (remixada) destes últimos tempos.

Yeah everyone! Everybody knows it! Franz Ferdinand ao vivo em Londres, agora em junho. Banda pode vir ao Brasil em outubro.

* IDA MARIA? ESTÁ TUDO BEM? – A norueguesa cool e gata Ida Maria, dona de um dos discos mais legais do ano passado, se mostrou um pouco fora de forma no Lollapalooza 2009, que aconteceu no último final de semana em Chicago. Não sonoramente, claro.


Ida Maria em 2008


Ida Maria em 2009
Foto José Guilherme Padovani

* MAQUINÁRIA 2009 – FAITH NO MORE CONFIRMA, JANE’S ADDICTION VEM Aí – O Faith No More entrega no Twitter:

RODDYBUTTOM Finally! BRAZIL!!! The Maquinaria Festival, November 7 in Sao Paulo welcomes FNM!!! tickets on sale Aug 14 at www.ingressorapido.com.br

E a Popload entrega na fofocagem. O festival deve ter dois dias (6 e 7? 7 e 8?). Outros dois nomes acertados, parece, é o das bandas JANE’S ADDICTION e DEFTONES.

Vige.

Será que o Planeta Terra vai manter mesmo o dia 7 de novembro como o de sua realização?

* POPLOAD GIG 2 CHEGANDO – FRIENDLY FIRES/ COPACABANA CLUB/ BROLLIES & APPLES - Está chegando a hora. Sábado, no Rio, acontece a primeira perna da segunda edição do festival realizado por este blog. No histórico Circo Voador. O melhor: com ingressos ainda a venda. Porque para o show de segunda-feira em SP…

* Para você ter uma idéia do que você vai ver (ou não!), confira o vídeo de uma das grandes músicas deste século, “Paris”, do Friendly Fires, gravada de cima do palco no Lollapalooza 2009, neste final de semana. O som está direcionado para a frente, mas dá para sentir uma “Paris” batuqueira e acelerada. Delícia.

* Vencedor do ingresso: Continuam valendo para sorteio dois ingressos para o Popload Gig do Rio de Janeiro, neste sábado. Na sexta eu aviso os vencedores. Aqui em São Paulo tem o vencedor do único e precioso ingresso colocado à baila:

- Cassiano Rosário (Curitiba)

E atenção. Surgiu mais um ingresso do Studio SP para ser sorteado. Quem ainda quiser ver o Popload Gig segunda-feira em São Paulo deve tentar a sorte nos comentários, e só nos comentários, deixando o email certo para contato, porque será avisado na próxima sexta do resultado.

* UM VÍDEO – GIRLS – “LUST FOR LIFE” - Quer dizer, o segundo vídeo para a mesma música do esperto grupo indie Girls, quarteto de meninOs de San Francisco. A deliciosa “Lust for Life”, não um cover do Iggy Pop e sim uma pegajosa canção campeã dos blogs no ano passado, agora ganha um vídeo “galera”. Um monte de gente bonita, amigos da banda, cantando “Lust for Life” e aparecendo ou em cama, ou no banheiro ou em cenários da cidade mais paz-e-amor do planeta.
Galera bonita. “I wish I had a boyfrieeeeeend. I wish a love man in my life”, canta a voz feminina convidada, enlistando seus desejos. “I wish I had a suntan, I wish I had a pizza and a bottle of wine”, continua, em dueto com o “frentista” do Girls, o cabeludo Christopher Owens. “Lust for Life” sai em single de 7 polegadas no começo de setembro. O álbum de estréia do Girls, no final do mês.

* UMA MÚSICA – BIG PINK – “DOMINOS” - Essas garotas caem como dominós. Já há algumas cenas rola nas rádios inglesas o novo single do Big Pink, duo britânico apontado como um dos grandes nomes novos para 2009. O disco de estréia deles vem no florido setembro, pela lendária 4AD, e com o promissor nome de “A Brief History of Love”. Andei experimentando “Dominos” em pista e a ela funciona que é uma beleza. Big Pink, o nome da banda, tem origem na “tenda das viagens”, do festival de Woodstock, montada pela organização do mitológico festival para atender o pessoal louco de drogas, que estavam vendo “elefantes cor-de-rosa”. Cool.

* UMA SESSION – BLACK DRAWING CHALKS AO VIVO NO IG - Se eles levarem para a MTV como vídeo oficial e não ganharem o VMB, é marmelada. Espetacular resultado videoclíptico para a pequena pérola sonora da a bombada banda de Goiânia, Black Drawing Chalks, um dos indie-favoritos deste blog. Este “ao vivo” para “My Favourite Way” foi gravado especialmente para o programa “Poploaded”, braço radiofônico deste blog comandando pelo mito Fabio Massari e por este que vos escreve. Música boa, banda boa, vídeo bom. Que beleza!

Talvez você não consiga ver no detalhe do vídeo do Black Drawing Chalks ao vivo no iG, mas ele foi filmado pela equipe Los Mascarados. Você vai ouvir muito falar desses caras.

A session do Black Drawing Chalks faz parte da edição 119 do Poploaded, que não fica só em “My Favourite Way”. Tem a banda goiana em performance de “Precious Stone”, também, ao vivo no estúdio da rua Amauri. O Poploaded 119 traz ainda muita conversinha e músicas de John Carpenter (hein?), Gossip, Big Pink, Mother Mother, Bag Raiders, Pale Young Gentlemen, Litte Boots, Arctic Monkeys e Ting Tings instrumental, entre outras. Só alegria. 

* UM TEASER – THEM CROOKED VULTURES - A nova superbanda do pedaço, a The Crooked Vultures, Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters), Josh Homme (QOTSA), John Paul Jones (Led Zeppelin), começa a ganhar vulto, não bastasse os nomes envolvidos. A notícia do surgimento eclodiu há poucos dias. O primeiro show foi domingo passado, no Metro, em Chicago. Shows na Inglaterra estão sendo marcados. Dizem que eles tocam no Rock en Seine, em Paris. E tem um clip rolando no Youtube sobre a canção “Nobody Loves Me and Neither Do I”, que fechou o show de Chicago.

* Já venho com mais.

 

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,
28/07/2009 - 11:06

Anatomia de um hit indie nacional. A música ruim mais legal do momento. Green Day na(o) Terra? Ting Tings também? Serviços de utilidade pública. O Gui Fest. E o Arctic Monkeys. E é isso aí.

* Quem veio primeiro? The chicken or the dickhead?

* Primeiro queria deixar um toque sobre isto aqui:

É que os ingressos de São Paulo estão e.v.a.p.o.r.a.n.d.o. Garanta o seu. Até ontem, os números indicaram que restava apenas pouco mais de 150 100 ingressos para o show de São Paulo, no Studio SP.

* TWITTER VENDENDO CELULAR - Telefonar eles até telefonam. Bater foto eles até batem, com câmeras cada vez mais poderosas. Música em celular? Isso é tão 2007. Mas, pelo menos em Londres, onde estive não faz tempo, o novo foco na venda dos “mobiles” é a navegabilidade dos novos modelos para Facebook, Twitter e MySpace.
Beleza que o iPhone já tem tudo isso, mas Nokia, Sony-Ericsson e Motorola estão se matando nessa área para lançar seus novos e “incríveis” modelos. Você não pega um metrô na Inglaterra sem ver a foto de uma página de Twitter em propagandas nas plataformas, corredores e nas longas escadas amparadas por painéis eletrônicos de merchandising. Tudo por causa de uma pesquisa recente de que o uso de internet em celulares tem crescido “dramatically” (adoro o termo) e a grande maioria de pessoas pesquisadas, entre 16 e 45 anos, já elege Facebook e Twitter como aplicativos mais importantes que música.

“Forget music downloads and video – social networking is what people want”, diz a pesquisa.

O barulho que a Nokia está fazendo para lançar esse 6760 Slide na Europa, como o “aparelho oficial do Twitter e Facebook”, dá para se ouvir daqui. Socializando com as redes sociais.
O futuro-hoje é uma coisa bonita. Não vejo a hora de ver o que estará acontecendo em 2012.

* TERRA À VISTA: MONTANDO O MAIOR FESTIVAL DO PAÍS – GREEN DAY E TING TINGS - Está difícil trazer o Planeta Terra 2009 para a superfície. Mas dá para ir montando o nosso quebra-cabeças divertido. Não acho mais que o Faith No More estaria escalado para o PT, não. Acho que eles tocam, sim, em São Paulo, no dia 7 de novembro, como estamos falando há tempos. Mas não no Planeta Terra. E, para não haver choque de shows em São Paulo (vai ter aquele “gozado” About Us” no dia 8), o PT é que não deve mais acontecer no dia 7, como o previsto. E nem no dia 14, como primeiramente pensado. Dia 21 de novembro? A sinalização que nos chega de fora é a de que o Green Day deve ser o headliner do festival deste ano. Tentaram Blur, tentaram Pixies. O Ting Tings, parece, foi roubado do 80, 90, 2000 e está praticamente acertado com o PT. A dupla cool australiana Empire of the Sun não está fechaaaaaaaada, mas sim apalavrada. O que nessa seara de festivais e marcações de shows, digo isso como “empresário do rock” (hahahahaha), é sempre um “ou foi, ou é, ou será”. Ou não. Vamos continuar “digging” para ver o que sai deste Planeta.

* FELLINI SURPRESA - Foi marcado para esta quarta-feira, no Studio SP, um show “extra” da cultuada banda paulistana Fellini, um dos mais importantes nomes indies brasileiros dos anos 80, 90, 2000. A banda tocou no clube da Augusta na semana passada, com casa lotada e show emocionante, foi o relato. O repeteco é motivado pelo astral da apresentação passada. Assim que acabar o show de hoje, o Fellini deve acabar novamente. O show está marcado para começar as 0h.

“Rock Europeu” e a anatomia de um hit indie nacional. O vocalista do Fellini, Cadão Volpato, fala sobre como surgiu a música mais famosa da cultuada banda de art rock que ficou na contramão do Rock Brasil Anos 80.

“Rock Europeu é um Fellini safra 1984, data da fundação. Apareceu na primeira leva de composições. Fala daquele tempo com uma acidez que ainda hoje me impressiona: era uma crítica do pós-punk dentro do pós-punk brasileiro, uma desilusão em pleno calor da luta. Lembro as referências: a punk varrendo, de penteado moicano, apareceu numa foto de jornal; ‘Palácios’ é o Palais Schaumburg, uma banda obscura da época, da qual eu só ouvia falar via Thomas Pappon (que tentava me educar musicalmente), bem como o ‘Cores que Falham’, Fellfarben, outra banda. ‘Você nem imagina o que você não conheceu’: eu nunca havia saído do país, até então. ‘O Santo e o Mistério de Lisboa’ é o título de um livro daquela coleção Noir portuguesa, que estava na estante. ‘Bateras no contratempo’ é meio idiota, mas a gente tinha verdadeira fixação em bateristas e baixistas pós-punks (Jean-Jacques Burnell, dos Stranglers, e o cara do Gang of Four me vêm à mente enquanto escrevo). ‘E só dentro de um hospício se vive na América’ é uma referência à epígrafe do ‘Uivo’, de Allen Ginsberg, dedicado ao Carl Salomon, que viveu num hospício. O ‘pardieiro’ do verso seguinte era o apê em que eu morava na Major Quedinho. ‘Câncer no mundo das idéias’ é uma imagem meio vulgar, mas forte. ‘Valsas amargas nas cidades’ é de novo uma referência aos Stranglers e suas valsinhas punks. Ou seja, fui bem mais ácido com a época do que eu pensava.”

* TRATE-ME COMO SUA MÃE - Este vídeo do Dead Weather, a (mais uma) banda do Jack White, já rola faz tempo e eu tinha desencanado de colocá-lo aqui. Mas você não acha música e vídeo geniais, da primeira à última cena, da primeira à última nota? Olha que eu nem gostei assim do disco do DW…

Gostei de uma definição que eu vi do vídeo. Jack White e Alison Mosshart, ambos de jaquetas de couro preta, enchendo o peito um do outro com balas. Como sua mãe.

* FURE MEU OLHO - A princípio esquisita e tosca, estou começando a entender a nova música da adorável banda inglesa Cribs, a formação mais incrível do planeta: três irmãos, dois gêmeos, e um ex-Smiths.

A música se chama “Cheat on Me” e é o primeiro single a sair do quarto álbum dos caras, que tem um nome, hum, direto-e-reto “Ignore the Ignorant”, que será lançado dia 7 de setembro. “Cheat on Me” tem sonoridade bizarra, vocal feio, começa mal, com um “Aaaaaai”, de “I”. Mas falar que uma música do Cribs é esquisita e tosca é não ir a lugar nenhum.

Aí você ouve bem “Cheat on Me”. Tem guitarrinha Smiths “by” Johnny Marr percorrendo ela toda, tem um clima acústico que lembra bandas inglesas indie anos 80 tipo Felt, tem o som quebrado do Cribs. E então você chega à conclusão de que “Cheat on Me” é a música ruim mais bacana dos últimos tempos.

* Agora, uma perguntinha. Vai fazer o que sexta-feira?

* O QUE É ISSO, LILY? - A moça Lily Allen, em fase sexy e ainda mais desbocada, vem ao Brasil em setembro para cantar ‘Fuck You”. Entre outras coisas. Os shows acontecem no dia 16 de setembro no Via Funchal (SP) e no dia seguinte no HSBC Arena (Rio).

* GUI FEST, O FESTIVAL DO GUI - Depois de mencionar o maior festival do Brasil, agora vou falar sobre um dos menores. E nem por isso menos importante. Acontece nesta sexta agora, no salãozão de festas da União Fraterna (Pompéia), mais uma edição do Gui Fest. O evento é a festa de aniversário em forma de festival do Guilherme Barella, figura carimbada no indie paulistano. E, a despeito da diferença de tamanho, duvido que a escalação do gigante Planeta Terra seja melhor que a do Gui Fest, com os grandes Holger e Objeto Amarelo, o pancadão pancada do Turbo Trio e o Projeto Manada, segundo descrição do próprio Gui uma banda de “hip hop good vibe”.

O ingresso para o Gui Fest sai por R$ 25. E, para você ter uma idéia da dimensão do festival, na sexta o Neu não vai abrir.

* VOCÊ “VAI” AO SHOW DO ARCTIC MONKEYS? - Lembrando que é nesta quinta-feira, às 17h (horário de Brasília), a apresentação virtual da banda inglesa, direto do site oficial deles, do Facebook, pans. A “webtransmission” é 21h, pelo horário inglês.

A banda vai apresentar as músicas “clássicas” misturadas às do novo CD, “Humbug”, que está para ser lançado e já completamente vazado. Pegou?

Aqui na Popload você ouve as faixas “Pretty Visitors” e “Cornershop”. A primeira é sinistra e black-sabbathiana. A segunda, fofurinha.

* Pronto. No próximo post tem o resultado daqueeeeeeeele sorteio do “Pacote Londres”. Tô quase indo viajar de novo para lá e ainda não desovei o nome dos ganhadores. Isso tem que acabar, gente.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , ,
13/07/2009 - 19:16

O indie nacional está nu (peladão, mesmo). Popload Gig 2. O Faith No More, o Killers e o Franzzzz na nossa mira. O Pata e o Julian. Os Monkeys e a La Roux

* Opa! Tô aqui, tô aqui. Não abandonei o barco, não. É que…

* Popload em Sao Paulo, Brazil-il.

* This time, baby, I will be bulleeeeeeeeeeeetproof.

* Repara no relevo. Está chegando a segunda edição da

* POPLOAD GIG 2 - Está (quase) tudo pronto e garanto: vai ser loucura. Definidos os esquemas do segundo festival internacional realizado neste ano por este blog, que vai ter como atração internacional a incrível banda inglesa Friendly Fires e será realizado no Rio de Janeiro e em São Paulo. Ficou assim:

Dia 15/8, Circo Voador, Rio de Janeiro
- FRIENDLY FIRES
- Copacabana Club
- Brollies & Apples

Dia 17/8, Studio SP, São Paulo
- FRIENDLY FIRES
- Atração Surpresa (a confirmar)
- Copacabana Club

A atração surpresa do show de São Paulo, a ser definida até quarta-feira agora, pode ser nacional ou internacional. Ou os dois, hehe. Os ingressos para Rio e SP devem começar a ser vendidos semana que vem, com locais de venda e preços divulgados até o final de semana. Para o show de São Paulo, no Studio SP, o total de entradas vendidas devem ser de 400. Correria.

* O FAITH NO MORE E O PLANETA TERRA – Não me refiro em perda da fé no planeta Terra, por causa do desequilíbrio ambiental, tal e coisa. É sobre o festival, mesmo. A história pode não ter nada a ver uma com a outra, mas pode ter tudo a ver. O grande Faith No More está marcando sua data para show no Brasil no dia 7 de novembro. E o Planeta Terra Festival, cuja idéia inicial era ser realizado no dia 14 de novembro, parece que está mudando para o dia 7.

Ouvi um papo ainda de Grizzly Bear estrelando o palco indie do Terra Fest. Que lindo. Mas vamos esperar para ver como acontece.

* O ARCTIC MONKEYS ESTÁ C.H.E.G.A.N.D.O - “Humbug”, o novo disco da banda sheffieldiana Arctic Monkeys, sai ainda em agosto, primeiro dia 19 no Japão. Mas praticamente todas as suas faixas já estão prontas para ser ouvidas na forma ao vivo, via YouTube. Neste começo de julho o grupo andou excursionando pela Europa Central (Polônia, República Checa, Áustria, Sérvia, Croácia) e não faltam vídeos de esperta qualidade para checarmos qual é do terceiro álbum deles, em alto e bom som. Isso enquanto o disco todo, de estúdio, não vazar das mãos de jornalistas que já o receberam. A Popload escolheu para botar aqui o vídeo da música “Secret Door”, que encerrou o show de Praga, na semana passada. Mas é fácil ter acesso a vários outros. “Secret Door” é a quarta faixa de “Humbug”

No domingo passado, o superjornal “Observer” publicou esta capa incrível sobre a “nova fase” da banda, chamando os meninos de “a coisa mais irrestível e convincente a acontecer na musica nos últimos cinco anos”.

O texto do jornal faz uma comparação de quem era a banda quando começou e quem é a banda hoje, mais, hum, madura. Ou não:

Tradução livre: “A lenda corre mais ou menos assim: quatro garotos de Sheffield ganham instrumentos de Natal e começam a ensaiar na garagem. Minutos depois eles viram um fenômeno, lançam dois singles que ficam em primeiro lugar na seqüência, lançam um primeiro álbum absurdo, viram headliners do Glastonbury, ganham uma porrada de prêmios e chegam ao segundo e bombado álbum. Nesse meio tempo, ainda mexem com a indústria musical ao esnobarem grandes gravadoras, revelarem músicas novas nos shows e por se manifestarem incansavelmente via MySpace”.

O mais fascinante/interessante, para o reporter, parece ser o baterista, que só virou mesmo o baterista porque não sobrou nenhum outro instrumento para ele escolher. Ele assume o papel de palhaço da banda, e o único a ainda ter, assumidamente, uma cara de moleque. Os outros, entre cabelos compridos e até barba, parecem ter amadurecido antes dele.

Pergunta ao vocalista Alex Turner se ele se vê como um menino ou um homem (a banda toda tem 23 anos). Ele responde: “Agora que deixei meu cabelo crescer, a maioria das pessoas me vê como uma mulher. Uma adolescente dos anos 70. E eu não me importo.”

Outra pergunta ótima: o jornal questiona Turner se, ao mudar-em para o Brooklyn, Nova York, a milhares de km de distância de Sheffield e daquilo tudo que o construiu, as letras do AM não vão perder todas as referências que marcaram as histórias cotidianas cantadas pela banda. Turner dá com os ombros e diz: “Há muitas outras coisas sobre o que falar em uma letra”.

* THE KILLERS NO BRASIL - A coisa está vindo aos pedaços. Mas a deliciosa banda cafona The Killers toca no Brasil em alguma data entre 21 e 26 de novembro, é o que está se desenhando. O grupo do Brandon Flowers, o caubói de Las Vegas, começa o giro sul-americano em Lima, Peru, em 19 de novembro. Os shows da Argentina e Chile também estão certos. Em Buenos Aires é dia 27. Em Santiago, 29. E, sim. A turnê conjunta com o Coldplay foi abortada. Não vai mais rolar.

* MICHAEL JACKSON R.I.P. – PARTE 8.430 – Já foi, Michael?
Numa madrugada destas geladas de São Paulo, noite besta de segunda-feira numa já esvaziada região de bares sempre lotados, um cara atravessou a rua “moonwalking”. Sozinho, sem querer saber se alguém estava vendo, provavelmente motivado pelo álcool, num tributo tardio e involuntário. Achei engraçado. Mas o tributo mais bacana que eu vi neste post-mortem do esquisito Rei do Pop aconteceu na semana passada na incrível praça perto da Estação Central de Estocolmo, na Suécia. Foi um instantâneo armado por um coletivo de dança, que contou com a participação do poooovo. Rapidinho, foram lá, fizeram e foram embora. Cool.

* HELLO, GLASTONBURYYYYY: A INCRíVEL LA ROUX – O encantamento no último Glasto da menina topetuda La Roux, dona de três músicas entre as 10 mais legais DO ANO, foi de uma espontaneidade linda. Ela cantando seus hits anos 80-00, o astral lá em cima, galera no embalo, banda feliz, tenda feliz. Tipo comovente. Dá uma olhada em “In for the Kill” e “Bulletproof” e me diga se você não dava um braço para estar naquele meio.

* TOMORROW: FRANZ FERDINAND - Esse tomorrow, vale dizer, significando “2010″. A banda escocesa Franz Ferdinand, um dos grupos mais legais da história, está marcando uma turnê sul-americana para março do ano que vem. A gente aguenta esperar, né? Enquanto isso, fica com estes “momentos Franz Ferdinand”, pá-pum, gravados por mim no show deles na semana passada em Londres, no iTunes Festival.

* JULIAN, WHAT THE F*UCK?!? – Apareceu finalmente o projeto solo do Julian Casablancas, o vocalista dos Strokes. Psicodelia esquisita na qual nem o às vezes estranho MGMT conseguiu alcançar em seu mais alto nível de hipponguice. O “Guardian”, para variar, matou a pau no título de seu post: “Julian goes solo (and proggy)”. Julian total proggy. Essa viagem aí abaixo é um teaser do álbum solo do moço, chamado “Phrazes for the Young”. Vamos torcer para que seja mesmo apenas um teaser de algo, hum, diferente, dentro do que a gente espera do Julian boy.

* PATA GOES SOLO (AND NAKED) – Ninguém segura esse menino. O Pata deve ser o cara que mais trabalha no indie nacional, hoje. Pode ser encontrado em todas as baladas “pesquisando” sons, está envolvido na feitura do disco de sua banda (ele é um dos vocalistas e compositores do Holger) e acaba de sair em carreira solo para formar o Pata & The Maxi Mazels, um interessante projeto que relê e traveste a seu modo pequenas pérolas do indie internacional e até nacional.

Seu MySpace entrega tudo que foi produzido até agora. De versões de Built to Spill até Jackson Five, passando pelo “nosso” Copacabana Club. Vem bem mais por aí.

O Pata já produziu dois vídeos. Um para “Just Do It”, o “hit” do Copacabana Club. E, bem mais “conceitual”, para “Ain’t No Cure for Love”, sua versão sofrida e bucólica para a linda canção de Leonard Cohen. Vídeo no qual Pata, destemido, aparece pelado.

Pata & The Maxi Mazels fazem sua noite de estréia agora no dia 17 de julho, sexta-feira, no Neu. O Pata é o de chapéu. Bom, talvez nem precisasse falar. Agora você já deve conhecê-lo BEM, pelo vídeo.

* PRONTO - Mais um dia, então, para concorrer aos “prêmios ingleses” do último post. No próximo tem o resultado dos vencedores. Concorra nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Lembrando os prêmios:
1. Uma camiseta lindona, verde, tamanho M, oficial, da volta do Blur. É para meninos (ou ideal para). Tem o cachorro de óculos na frente e “blur” grande atrás, com menção ao Hyde Park 2009.
2. Uma “Q” his-tó-ri-ca do Michael Jackson, que saiu depois da morte do MJ, mas não é sobre a morte do Mj. Me entende?
3. Os singles “Can’t Stop Feeling”, novíssimo, e “No You Girls”, do Franz Ferdinand.
4. Uma camiseta “de meninas” do Franz Ferdinand. Tamanho M. Rosa. Lindona. Da última turnê.

* Para acabar mesmo, deixa eu perguntar uma coisa. Você vai no Alley sexta-feira, né?

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
25/05/2009 - 09:58

Popload Gig, o Faith No More, o Dinosaur Pile-Up, algumas francesas nuas, a cantora mais linda do mundo, cinco sorteios incríveis e o futuro da humanidade (versão final)

* Can you feel it, see it, hear it today?
If you can’t, it doesn’t matter anyway
(Faith No More, “Epic”)

* POPLOAD em São Paulo. Hehe.

Promoção 1. A Popload está botando a sorteio este incrível All Star costumizado, doação da Converse, e com o desenho style comemorativo da primeira edição do Popload Gig, o festival internacional promovido no Brasil por este humilde blog. Atenção, só tem o tênis número 39 unicamente. Ou você calça este número e ganha para você, ou para doar de presente, ou para guardar e botar no e-Bay porque vai virar relíquia milionária. Você que sabe! E você que sabe como participar: nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br.

* É por isso que eu gosto da Inglaterra. Estou no aeroporto e vejo na loja de revistas que acabaram de lançar uma nova publicação de futebol. Com o improvável nome de “Football Punk”. Isso mesmo: muito futebol, muita música. E alguns ensaios de mulheres, óbvio. O slogan entrega a que a revista veio. “The beautiful game with attitude”.

* É por isso que eu gosto do Brasilzão. No aeroporto de São Paulo sou recebido pela nova “Caras”, com a capa mais improvável da história do jornalismo mundial. “A boda de Stênio Garcia”. Juro, essa é a CAPA da revista, com essa chamada principal, a manchete, sobre o assunto que faz a pessoa parar numa banca para gastar o dinheiro comprando a tal edição.

* FAITH NO MORE EM SÃO PAULO: FESTIVAL ANOS 90? – Está confirmado para outubro um show único do mais que cultuado Faith No More em São Paulo. A revivida banda de Mike Patton vem à América do Sul para três shows, é o programado: um no Brasil, um na Argentina e outro no Chile, a princípio. Na mesma barca do FNM vem outro grupo famoso dos 90, o Alice in Chains, representante do grunge de Seattle e que não tem mais seu marcante vocalista, Layne Staley, morto em 2002.

* A VOLTA DO SUPEROUTUBRO – Então o nosso tradicional outubro, que até o ano passado era o “mês do Tim Festival” e suas modernidades, está reformatado na linha “back to the future”? Assim: Faith No More, Alice in Chains e Depeche Mode tocam por aqui no mês 10.
E, no Rio, vai ter o Fashion Rocks, dias 23 e 24, bancado pela Oi. Alguém falou em… Kings of Leon?
Fora que, em outubro, deve acontecer o mundialmente famoso Popload Gig 3. É isso mesmo: o terceiro. Porque os dois primeiros estão confirmados.

* POPLOAD GIG EM SÃO PAULO - Está de bobeira em junho? O emocionante show do Matt & Kim (Brooklyn, NYC), a espetacular performance noise-art do No Age (Los Angeles, Califórnia) e a veloz apresentação indie-tosca do grande The View (Escócia) se agrupam nos dias 6 e 7 agora no clube Clash, para o primeiro festival internacional a ser realizado por este blog. Na parte nacional tem os incríveis Holger (SP) e Mickey Gang (ES). Faz parte dos “Empreendimentos Popload para 2009″, que logo mais anunciará mais bagunça por aí. Os ingressos já estão à venda. Clica no flyer style aí embaixo para ver onde.

* PLANETA TERRA CONFIRMADO - Ufa, pelo menos um dos megafestivais deste país vai emergir da crise econômica. Parece que o Planeta Terra Festival, que já estava virando o maior evento de música brasileiro e agora reina absoluto porque só existe ele mesmo, no tamanho, vai ser realizado no dia 14 de novembro em São Paulo, em lugar a ser definido. Não será mais na Vila dos Galpões, é a certeza.

* TWITTER E A VIDA COTIDIANA – Ok, eu já baixei o aplicativo para iPhone do “Singing Cat” e ele cantando (miando) “Ulysses”, do Franz Ferdinand, ou “Brand New T-Shirt”, do Holger, é sensacional (já enjoeei, óbvio, mas enquanto não tinha enjoado era bem engraçado). Sim, o Papa Bento 16 está no Facebook. Mas, das “modernidades” em curso na nossa vida cotidiana, o Twitter está me deixando mais… mais… impressionado(?).
1 - falei aqui do esquema das padarias inglesas, que mandam aviso (e endereço) das padocas no exato instante em que acabam de tirar pãozinho, croissant, pain au chocolat quentinho do forno.
2 - o astronauta americano Mike mandando twitter literalmente de outro planeta (eu sei, não é bem assim, mas é quase assim), enquanto estava em missão especial para consertos no telescópio Hubble. O que perscruta galáxias distantes, entende? Ele vendo vários pores-do-sol diferentes no mesmo dia. Recebendo telefonema do presidente Obama. Dizendo que aterrissou na Califórnia porque a base no Cabo Canaveral tinha fechado por causa das chuvas. E que estava feliz porque a Hubble está “all fixed up”. Ele twittando isso do mesmo jeito, no mesmo nível, mesma plataforma, mesma naturalidade que qualquer um twitta que saiu de uma reunião chata na escola e chegou em casa depois de ver o documentário do Simonal. Tem gente que não dá valor para coisas assim, mas eu acho incrível. One giant leap for twitterkind!!!
3 - A moda na gastronomia moderna é twittar receitas em 140 caracteres. Com isso, toda uma nova linguagem está sendo criada na gastronomia. Veja bem: não é botar link de receitas num post do Twitter. É botar a receita in-tei-ra no postinho de 140 toques. Tipo essa, de Porco Crocante: “Heat oven200C. Cut 1kgporkrind into strips. Boil 15m. Drain, scatter w/csalt, roast1hr, turnevrysooften”.
4 - Nos bastidores de uma famosa reportagem sobre Twitter no “Fantástico”, há algumas semanas, o grande Zeca Camargo orientava os twitteiros da matéria a não falarem as palavras “twitter”, “twittando”, porque o chefe dele não queria. Na certa temendo assustar o “brasileiro comum” que vê o programa com a palavra esquisita de lingua inglesa, estrangeirismo, sei lá. Na Inglaterra, na semana passada, um dos grandes jornais, não lembro qual agora, botou em sua primeira página uma foto gigante da Paris Hilton no festival de cinema em Cannes, com a amiguinha Peaches Geldof, as duas escrevendo no celular, cada uma no seu. O título da foto-texto era: “Nice to tweet you”.
5 - Mulheres grávidas já botam um aparelhinho na barriga que gera um post de Twitter cada vez que o bebê se movimenta lá dentro ou dá “um chute”. Aparente isso é bobagem, mas se você olhar bem isso significa dizer que o ser humano já está participando do mundo virtual antes mesmo de nascer.
6 - Na Guatemala, o Twitter já rendeu uma prisão a um sujeito acusado de usar a comunidade para causar “pânico financeiro” envolvendo um banco corrupto que… (a história é longa).

* POPLOAD GIG: RECADINHO DO MATT - Através deste blog, o lado mulher do espetacular duo Matt & Kim, atração do primeiro Popload Gig, mandou um recado para a “galere”:

“Hey! This is Kim from Matt and Kim. We’ve never been to South America before and can’t wait to come down and play at Popload Gig in June. I heard it is your winter… Someone tell me what we need to pack!”

* PROMOÇÃO 2 – INGRESSOS PARA O POPLOAD GIG - Este eu garanto. Corra o risco de ganhar m par de convites para cada dia do POPLOAD GIG, no clube Clash, sábado e domingo dias 6 e 7 de junho. Este é só para os comentários. Então comente.

* GREAT ESCAPE – DINOSAUR PILE-UP: O “NOVO NIRVANA” (HEHE)- Entre os muitos palcos em que mal cabia uma banda em cima (já falo), o trio Dinosaur Pile-Up se apresentou e arrebatou o Great Escape Festival, o importante festival de música nova de Brighton, na Inglaterra, o South by Southwest inglês. Mais: o South by Southwest europeu, em importância. Óbvio, “arrebatou o festival” na minha opinião, pelo que eu vi, das 300 bandas que tocaram e dentre as 30 que eu consegui assistir neste evento que circulou simultâneo em 40 clubes da cidade ao sul e litorânea do Reino Unido.
Arrebatou o Great Escape para mim e, tenho certeza, para todas as pessoas dentro do Audio naquela hora, naquele local, onde a banda se apresentou, um clubinho de frente para o mar, no subterrâneo de um bar, e do tamanho da nossa Funhouse, grosso modo.

Banda de moleques de 20 e poucos anos de Leeds, o Dinosaur Pile-Up, já falamos dele aqui, é um trio tipo o Nirvana mesmo: guitarrista vocalista que é numa só música num momento é fofo e no outro está gritando enlouquecidamente; baixista que fica pulando e balançando a cabeça o tempo todo; e o mais rápido baterista do mundo hoje.
Pelo tipão, pela música e principalmente pela história deles, ganharam os blogs, o “Guardian”, a BBC, a Radio One (BBC e Radio One no caso são coisas diferentes) e a “NME” no final do ano passado e ainda mais neste ano sob a acusação de liderarem um movimento… grunge.

Um movimento new grunge, melhor dizendo. E bem localizado: o new grunge só estaria acontecendo em Leeds. Bizarro.
A história era a de que os meninos da banda, quando saíam com amigos para clubes e para shows, não se sentiam bem com a música inglesa que os cercava, não estavam nem aí para Amy Winehouse e Lily Allen, e voltavam correndo para casa para ouvir… grunge anos 90.
Matt, 23 anos, o vocalista e guitarrista do Dinosaur Pile-Up, não tem pai. É aficcionado em Foo Fighters em particular e assumiu o Dave Grohl como seu “verdadeiro patriarca”. É verdade. Ele diz isso em todas as entrevistas.

Mas Matt parece MESMO o Cobain. Loirinho, guitarrista, gritador, tipo de moleque frágil até se mostrar ensandecido. Muito bonito, ele tem uma presença em cena de fazer os caras do Kings of Leon se sentirem geeks espinhudos. Deixa só a mulherada descobrir o Matt.
O baixista, Tom Dornford, é muito bom. O som do seu baixo é estourado e ele fica fazendo dancinha particular com o PA que ficava atrás dele, no Audio, em Brighton, no show do Great Escape. Fora quando ficava balançando a cabeça para frente, exatamente como os caras faziam nos anos 90 nos clubes ingleses, quando o Nirvana e sua galera chegaram na Ilha. Dança totalmente masculina.
O baterista Steve Wilson é bem preciso. E vem vigoroso. E tão rápido que, se o “paizão” Dave Grohl estivesse na platéia naquela hora, ele ia pensar logo na aposentadoria. (Brincadeira, Dave!)

É óbvio que o Audio estava lotadaço com fila do lado de fora por causa do Dinosaur Pile-Up, porque o lugar é um ovo. Mas isso não contava. O importante ali era a energia que era trocada entre a banda e a platéia, contagiante. O entusiasmo no final de cada música, naquele curto show de oito canções, era absurdamente crescente. Quando a apresentação acabou, o clubinho urrava saudando os moleques. Essa é a verdadeira medida das coisas.

Ainda no circuitão de shows pequenos no Reino Unido, o Dinosaur Pile-Up vai ter um verão bastante agitado em alguns dos principais festivais do Reino Unido, do T in the Park ao Bestival. Acho que, se acertarem mais uns dois singles razoáveis pelo menos, na linha dessas ótimas “My Rock’n'Roll” e “Traynor”, a gente vai ouvir muito falar desses garotos.

Abaixo o vídeo do Dinosaur Pile-Up fazendo o pequeno hino “My Rock’n'Roll” no Great Escape Festival, em Brighton. Imagem tosca, pouca iluminação no clube, som estourado porque eu estava embaixo de uma caixa acústica. Como um bom vídeo do Dinosaur Pile-Up tem que ser. Capte a energia.

Atenção para três momentos em particular: nos minutos 1:41, no 2:28 e depois no 2:40. Sim, o baterista está com a camiseta do Incrível Hulk.

* PROMOÇÃO 3 – DVD DO NIRVANA AO VIVO NO READING 92 - Opa, opa, opa. A Popload trouxe da Inglaterra, para sorteio, o famoso DVD “mais ou menos pirata” do Nirvana ao vivo no uber-famoso show do Reading Festival de 1992, no dia 30 de agosto daquele ano, a última apresentação da banda de Kurt Cobain em palcos ingleses. Já falei cem vezes aqui e ainda vou falar outras 400 sobre a importância desse show em particular, portanto vou poupá-los por agora. Apenas digo isto: concorra. Nos comentários e nos e-mails.

* AH, A LINGUA FRANCESA… 1 – Estou para pôr este vídeo aqui faz dias, mas sempre esqueço… Você achou “escandaloso” o duo Matt & Kim (Popload Gig alert!!) gravar um vídeo peladões na Times Square, em Nova York? Então veja só o vídeo de “Baby, Baby, Baby”, da dupla eletro francesa Make the Girl Dance, que já remixou o Franz Ferdinand, fez. Basicamente são algumas garotas nas ruas de Paris. Simples assim.

* PROMOÇÃO 4 – PASSION PIT E MACCABEES – Mais sorteio: a Popload bota na banca os novíssimos CDs importados das bandas Passion Pit (”Manners”, o primeiro do grupo de Boston), e Maccabees (”Wall of Arms”, o segundo da banda inglesa de Brighton). Eu sei que CD virou um artigo esquisito para se ter, mas ainda assim o formato nostálgico ainda é bacana, tals. Vem nos comentários ou no lucio_ribeiro@ig.com.br e tenta a sorte.

* AH, A LINGUA FRANCESA… 2 – OU A CANTORA MAIS BONITA DO POP MUNDIAL - Em meio à cena de aproximadamente um milhão de cantoras mulheres (a redundância é apropriada), encontraram a mais bonita de todas. Não sou eu que digo. Mas também não discordo. No meu rolê inglês percebi a forte chegada à cena da cantora Coeur de Pirate, nome artístico de Béatrice Martin, uma loirinha tatuada canadense (de Quebec), de 19 anos, que canta em francês.
Seu álbum, “Coeur de Pirate”, impregnado de piano rock, acaba de ser lançado na Europa e a galera está babando. O que me espantou é o falatório em Londres para alguém que canta em francês. Ela até tem um projeto em inglês, chamado Pearls, ainda no começo, e feito bem para entrar no mercado britânico e americano sem causar estranheza.
Quando eu vi a ode inglesa à canadense francesa eu fui logo ver o que falavam dela na França. Batata. Coeur de Pirate já é queridinha da revista de música (não só) mais legal do mundo, a “Les Inrockuptibles”.
Dá uma olhada no shape da garota (e na música, óbvio) neste vídeo dela, abaixo, para a lindinha “Comme des Enfants”.

* PROMOÇÃO 5 – CELULARES MOTOROKR - A Popload em parceria com a Motorola sorteia neste post DOIS celulares Motorokr EM35, que também é music player, vem carregado com o novo CD do U2, “No Line on the Horizon”, e tem uma tecnologia, com um microfone interno, que ajuda a eliminar os ruídos externos. O modelo chegou ao Brasil não faz dois meses. Vai lá: nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br você pede essas belezuras.

* Chega de post.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,
10/11/2008 - 16:21

The Ones I Love – Radiohead, REM e o Planeta Terra

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BREAKING NEWS RADIOHEAD
CHILE ANUNCIA DATA OFICIAL E JÁ VENDE INGRESSO; BRASIL E ARGENTINA CONFIRMADOS

O Chile começa NESTA TERÇA-FEIRA, dia 11, a venda dos ingressos para o show da banda Radiohead em Santiago, que acontecerá no estádio San Carlos de Apoquindo. A Argentina deve anunciar nos próximos dias a data da apresentação do grupo de Thom Yorke no comecinho de abril, para o Quilmes Rock Festival. A(s) data(s) do Brasil pode(m) ser ou entre Santiago-Buenos Aires ou logo após a passagem argentina da turnê sul-americana do Radiohead. Nos próximos dias devemos ter uma idéia mais clara de como se dará a etapa brasileira da tour mais esperada dos últimos tempos.
O site oficial da banda já entrega a confirmação oficial para Brasil e Argentina, apesar de não informar nada sobre datas e locais. A tensão continua.

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* Voltamos agora com a nossa programação normal…

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Ruby, Ruby, Ruby, Rubeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

* Respondendo a pergunta feita no post anterior: Foals!!

* Então ficamos assim: Rapture 2007, Foals 2008. Para o Planeta Terra 2009 fica a sugestão de “melhor show do ano que vem”: Friendly Fires (que nem tem performance ao vivo tão espetacular assim, mas até lá eles aprendem) .

* O Planeta Terra é um excelente festival? É. Ele tem problemas? Tem.

* TOP 5 POPLOAD – O CAP, Conselho Aleatório Popload, elegeu os principais shows do festival. Não reflete necessariamente minha opinião, viiiiu. Nem vi Breeders. Acho que o Animal Collective, mesmo com o som embolado do começo, merecia estar aí no Top 5. Mas preciso respeitar os conselheiros.

1. Foals
2. Breeders
3. Kaiser Chiefs
4. Spoon
5. Felix da Housecat

* AUMENTA ISSO AÍ - Rapidinho e antes das considerações gerais, eu achei o seguinte: do pouco que eu vi, a performance do Offspring, o patinho feio do festival, estava bem honesta. Assim como foi a da principal atração do evento, o Jesus & Mary Chain. O tempo se mostrou cruel para as duas bandas, mas a força das canções de ambos os grupos garantia o astral (força essa mais das músicas dos escoceses que da dos americanos, óbvio). Tanto Offspring quanto J&MC pareciam estar numa rotação mais devagar um pouco do que o gás que costumavam dar no palco no passado, mas um grande problema do Planeta Terra prejudicou as duas atrações, na minha opinião muito mais o grupo dos irmãos Reid. O som do palco principal era muito baixo. E um guitarrista como William Reid, cuja guitarra mudou o rock independente de certo modo, não podia ter o som de seu instrumento tão limpinho e equalizado no mesmo volume com o baixo e a bateria. É tipo trazer o Jimi Hendrix e não privilegiar a guitarra do cara. No grande show da volta da banda, no Coachella Festival 2007, foi exatamente o que fizeram: guitarra no talo. Gás no Jesus. Aí sim o Jesus & Mary Chain não ficou parecendo uma banda cover de Jesus & Mary Chain. No PT, foi um show bonito, porque as músicas são bonitas. Mas poderia ter sido tão bem melhor…
Detalhe: todas as bandas trouxeram seus técnicos de som ao Planeta Terra.

* PLANETA TERRA 2008 – O QUE VALEU. E O QUE NÃO…

- WIN:
- a correria para pegar o comecinho de um show legal (i.e., Foals) tendo que dispensar o hit no final de outro show legal (i.e., “ Just Like Honey” , dos Mary Chain). Ai sim deu a sensação de estar num festival de verdade.
- a estrutura continua campeã. O PT é “ O” festival. Pena que a Vila dos Galpões vai virar um shopping center e o Planeta Terra vai mudar de lugar.
- ver a alegria dos tiozinhos café-piu-piu a cada acorde do Jesus. Air Guitar em câmera lenta quase.
- Bloc Party bem mais animado que na Argentina, mas ainda bem mais desanimado do que a gente esperava.

- FOALS, esse sim, o melhor show do festival e, sem exagero, o show do ano (qual foi o outro show do ano mesmo? Hives?). Lotou a tenda indie, conquistou quem conhecia e quem nem sequer sabia que eles existiam. Incrível. Daí você sai do palco principal, com um Jesus quase operando por instrumento e com um público mais reagindo por nostalgia que empolgação, e cai ali, na tenda fervida do Foals. Cada um na sua, mas nunca um show foi tão na hora certa como esse. Começou com algumas cabeças se mexendo e terminou com a tenda inteira dançando. E a criançada estilo público Mallu Magalhães que sabia todas as letras? De onde elas vêm? A maior troca de energia banda-público-banda do festival.
- Bloc Party e Kaiser Chiefs tinham que ter tocado no palco indie, que é o lugar deles. Aí a coisa seria nervosa. Palco grande é para banda gigante. Enfim, não ia caber e não podemos ter tudo. Mas seriam outros shows.
- sair no finalzinho já meio capenga do Bloc Party e chegar a tempo de ouvir “Cannonball” no show do Breeders. Bateu um pequeno arrependimento de não ter ido antes. Kim Deal emocionada no violão e muita gente cantando junto.
- Kaiser Chiefs: apesar do som baaaixo demais, aglomerou a população flutuante do festival com uma seqüência de hits non-stop. Show quadradão e sem alteração alguma com o de Buenos Aires, mas divertido e intenso. Ok, a gente não precisava de tanto cofrinho exposto e o vocalista Ricky Wilson demonstrava um pouco demais o cansaço acumulado: a voz falhava, estava ofegante e quase que aquela calça skinny não aguenta tanto sobe e desce… Mas ninguém se importou com isso. Fechou bem o dia.

- FAIL:
- a correria para pegar o comecinho de um show legal (i.e., Foals) tendo que dispensar o hit no final de outro show legal (i.e., “Just Like Honey” , dos Mary Chain). Festival é assim…
- falta de sinalização clara nos portões de entrada e staff mal informado do lado de fora do evento.
- cadê os sorvetes Rochinha?
- o som baixo demais do palco principal. Dava até para marcar encontro pelo celular sem precisar berrar.

- desastre sonoro no show do Animal Collective, parece que causado por um integrante da técnica da banda. O que seria um dos shows do festival, acabou morno. O desencontro da mixagem no começo fez a banda perder umas três músicas do seu set. As duas primeiras canções saíram completamente emboladas e a banda tocou de mau humor e saiu espumando do festival. O Animal Collective já faz um show esquisito e fora dos padrões, mas aquilo foi esquisito “ from hell”.
- hummm. Spoon foi o show da vida de muita gente, como ouvi de amigos. Tenho até vergonha de dizer que achei bom-normal, às vezes arrastado.
- Bloc Party se desculpando pelo playback e por ter desrespeitado “an entire nation” por causa da farofada da MTV foi um pouco demais. Bastava ter feito um show mais empolgante e estava tudo certo.
- Offspring temendo exposição de rugas e proibindo as fotos do fosso dos fotógrafos.
- Transmissão do festival no site vazada nos telões do palco principal. Aquilo foi um pouco vergonha alheia demais. Aquele convidado bizarro era o Silvinho BlauBlau?? Erraram todos os nomes de música, quase. Até os nomes DAS BANDAS. Kaiser Chiefs virou Kaiser Chelfs, ou algo do tipo. Um cuidadozinho básico em que o festival vacilou.

* COBERTURA POPLOAD PLANETA TERRA – Textos: Lúcio Ribeiro e Ana Bean. Leitores convidados: Itaici Brunetti (texto) e Ulisses Barbosa (fotos).  Chinfras: Alisson Guimarães.

* FOTOS - Clicou nas imagens da galera?

blocpartyrio

Foto: Mariana De Biase

* ENQUANTO ISSO, NO RIO DE JANEIRO: BLOC PARTY – Aêêê sim, Brasil. O show esperto, indie, bem colocado que a banda Bloc Party fez no Circo Voador, nesta segunda, BOMBOU. Palco menor, banda animada, público “violento”. Tudo em seu verdadeiro habitat. Agora sim foi o Bloc Party que a gente conhece beeeeeeeeem. Olha a loucura. No sábado, show burocrático. Na segunda, histórico.


* REM – NÃO VOLTE PARA ROCKVILLE!!! -
O histórico REM encerra nesta terça sua turnê brasileira, em São Paulo, uma série de duas apresentações na cidade. Na noite de segunda, no bis, eles tocaram “(Don`t Go Back to) Rockville”, música que não chega a ser uma surpresa do setlist, mas é muito especial para quem acompanha a banda de Michael Stipe desde o começo. Ela chega a ser tão… especial… que até a assessoria do show nem colocou ela no email de divulgação à imprensa. “Rockville”, que nem é mais cantada por Stipe em shows, tem a voz do baixista Mike Mills e apareceu no bis do show de segunda no Via Funchal. Foi Mills quem fez a canção em 1984 para sua namorada, tentando fazê-la mudar de idéia e não retornar para Rockville, Maryland. Só este country-pop choroso já vale a ida ao Via Funchal nesta terça.

* De todo modo, tem as outras tantas músicas incríveis do REM. Tipo esta:

* CHEGA - Ia botar mais coisas pop aqui, inclusive uma promoção de camiseta cool. Mas fica tudo para o próximo post. Até!

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , ,
07/11/2008 - 15:37

Pergunta para você: Jesus ou Foals?

* Resolvi abrir um post novo, para fazer essa pergunta rápida. E aí, Brasil? Hein?!?

* REM em Porto Alegre, entrevista do Foals, a lista dos prováveis melhores shows do Planeta Terra, como o festival se prepara para receber suas 15 mil pessoas. E mais outras coisas. Se não estiver tudo aí embaixo já, uma hora hoje vai estar.

* PLANETA TERRA FESTIVAL: AS FOTOS, O PAJÉ, O FIM DOS GALPÕES – A Popload fez um tour nesta sexta-feira para conferir como estava a preparação final do festival Planeta Terra. Embaixo de chuva, deu para ver quase tudo pronto para o evento receber as 15 mil pessoas que esgotaram os ingressos da edição deste ano. O cenário está lindão, ainda mais bonito que o do ano passado. Uma pena que esta deve ser o último acontecimento do Planeta Terra na Vila dos Galpões. O local, já no ano que vem, vai dar lugar a um shopping center. Tenho aqui uma sugestão de novo lugar para o PT 2009. Anhembi!!!! Hahahaha, tô zoaaaaando.

* Quanto à CHUVA, como essa que despencou sexta no final de tarde, parece que não está assustando a organização do Planeta Terra. O festival teria contratado os serviços do Cobra Coral, também conhecido como Pajé, um sujeito que garante céu aberto e sem nuvens para qualquer evento que usa seu, digamos, dom. Figura conhecida no Carnaval do Rio, o Pajé, pelo que eu entendi, sobrevoa os locais solicitantes e joga alguma substância nas nuvens, “forçando” uma chuva na véspera, para limpar o céu para o dia seguinte. Bom, se foi isso mesmo, a chuva de sexta em São Paulo pode ter sido obra do Pajé. Juro que essa é nova para mim.

* O PLANETA TERRA, EM FOTOS - Veja como estão montados os palcos do festival de sábado. Aproveita, porque não vai dar mais para vê-los vazios assim.

O palco principal do Planeta Terra, que neste sábado recebe Jesus & Mary Chain e Mallu Magalhães

O palco indie, lugar onde vai acontecer os shows de Animal Collective e Foals

O galpão dance, em que o Mylo vai discotecar

* OS MELHORES SHOW DO PLANETA TERRA? Ninguém me perguntou, mas assim mesmo vou dizer. Popload e a expectativa dos cinco melhores shows do festival paulistano deste sábado.

1. Animal Collective - A coisa é maluca, fora de controle. Um show deles é punk, outro pode ser pop, às vezes é mais eletrônico que o Chemical Brothers. Pode ser calmo, pode ser violento. Mas é sempre intenso.
2. Foals - Parece um ensaio aberto. A banda vai experimentando sons, como se fosse uma jam session indie. Aí acha o ponto e solta no meio uma das músicas do seu brilhante “Antidotes”, o CD de estréia. Sim, eles tocam “Hummer”. Xi, Jesus.
3. Kaiser Chiefs - Além de as músicas, velhas ou novas, serem boas, Ricky Wilson é um misto de cantor e comandante de torcida. Não tem como ser ruim.
4. Bloc Party - A banda está meio esquisita. Playback desnecessário na TV, músicas novas ortodoxas, remédios para depressão, show morno na Argentina no final de semana passado. Mas ainda confio na banda e nos shows incríveis já visto deles.
5. Spoon - Acho que não tem como ser ruim, né?
6. Brothers of Brazil - Papito!!!!!

* JESUS? É VOCÊ MESMO? - Deixei a banda escocesa fora da lista para pagar para ver. É o grande nome do festival Planeta Terra, mas pode não ser o melhor show. Mesmo com toda representação da banda na minha humilde vida passada, acho que não vou ver a apresentação dos irmãos Reid inteira, porque perto dali vai estar tocando o Foals. Enfim. Escolhas… O J&MC tocou nesta noite de quinta no Peru. Set de 1h20, duas músicas novas. “Head On” foi a segunda canção do show, “Reverence” encerrou. Não teve I Hate/I Love Rock’n'Roll. Tocaram cover do Pink Floyd. O lugar era para 2.200 pessoas e perto de 1.500 viram o concerto. No rol das bandas antigas que voltam, o J&MC atual ficou no meio do caminho entre a energia juvenil do velho Pixies e a decrepitude triste do Echo & The Bunnymen. Confira o setlist do show da banda na quinta à noite. É a lista de músicas que eles costumam executar, mesmo. Não deve variar para o Planeta Terra.

* Aqui, Jesus & Mary Chain em ação nesta quinta à noite, no Peru, a última apresentação antes de São Paulo.

* Haha. Eu estava zoando com a história de a Mallu cantar “Just Like Honey” no show do Jesus. Mas eu já não me surpreendo com mais nada no rock…

* R.E.M. AO VIVO NO BRASIL – Confira “Everybody Hurts”, enviada à Popload pelo pessoal do blog Conversation, extraída do primeiro show da turnê brasileira no estádio do São José, também agora conhecido como “Zequinha Stadium”, nesta quinta em Porto Alegre. A banda de Michael Stipe ainda toca no Rio de Janeiro (HSBC Arena, 8/11) e em São Paulo (Via Funchal, 10 e 11/11).

* ENTREVISTA PLANETA TERRA: FOALS ENCARA JESUS EM SP - E o “show mais 2008″ do festival corre o risco de passar batido por causa de um “show anos 90″. Numa espécie de blasfêmia indie, a nova banda inglesa Foals desafia Jesus.
“Não me importo de estar tocando no mesmo horário que o Jesus & Mary Chain”, diz Yannis Philippakis, vocalista e guitarrista do Foals, em entrevista por telefone direto da Inglaterra. “Festival é assim mesmo. Chega a ser cruel ver bandas boas tocando no mesmo horário que outras. Mas existe sempre alguém para ver seu show, então é para essas pessoas que a gente vai se matar no palco.”


Foals em ação no Reading Festival deste ano. Você vai vê-los no Indie Stage enquanto o Jesus & Mary Chain estará tocando no palco principal?
Foto: BBC.co.uk

Uma das bandas mais interessantes da nova safra inglesa do cruzamento rock e dance, o Foals se apresenta no Planeta Terra às 20h30. Meia hora antes, o grupo escocês veterano e reformado Jesus & Mary Chain já vai ter iniciado seu segundo show em São Paulo, depois de ter tocado na cidade em 1990.
A diferença de formação das duas bandas britânicas é de 20 anos. Mas para o rock moderno do Foals isso não faz a menor diferença.
“Há pouco mais de um ano a gente não tinha um single lançado. Hoje já nos chamam para tocar em festivais grandes em lugares como o Brasil. Alguém aí deve conhecer nossa música, não é possível”, afirma Philippakis. “Quando penso nessas coisas em aviões eu acho muito assustador. Mas paro logo de pensar para não enlouquecer”.
Muito além da combinação do estilo indie + dance music, o Foals espichou sua música para um lado experimental, às vezes mínimo, às vezes máximo, progressivo, calculado, o que levou a banda à classificação de “rock matemático”.
“Isso é bobagem. Nem sei o que é rock matemático. Se existe uma definição que caiba ao nosso som é música caótica, direta e violenta”, tenta explicar o líder da banda.
O Foals lançou seu álbum de estréia em março deste ano, na Inglaterra, pelo hoje cultuado selo Transgressive Records. Chama “Antidotes” e tem produção de Dave Sitek, o músico da banda TV on the Radio que virou o “produtor do momento” na música independente. Nos EUA, o disco do Foals foi lançado em abril pelo histórico selo Sub Pop. Até chegar ao Planeta Terra, a banda circulou por muitos dos grandes festivais de música do mundo, como Glastonbury, Reading e Lollapalooza. Para fechar o ano, vem ao Brasil “desafiar Jesus”.
Está bom para uma banda que há pouco mais de um ano não tinha um single lançado, não?

* Não pensa que acabou.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , ,
06/11/2008 - 11:26

EVERYBODY HEARTZ

* Sobre o título: o que eu vou falar no post vai ser de coração.

* WASSUP 2008?!? – O que está acontecendo com o mundo?
(1) Os EUA elegem seu primeiro presidente negro.
(2) A Fórmula 1 é decidida na última curva da última volta da última corrida.
(3) O Oasis fez um vídeo bonito.
(4) O Jesus & Mary Chain cogita chamar a Mallu Magalhães para cantar “Just Like Honey” no lugar da Scarlett Johansson.
(5) Wilson Sideral confirmado para abrir um show do REM.
(6) O McDonald’s tem pão na chapa no café da manhã. Pão na chapa!!
(7) E um conhecido DJ rocker virtual anda discotecando nos clubes de SP com uma guitarra no pescoço, para fazer “air guitar real” depois que aperta o play das picapes.
Vai, Michael Stipe. Canta para nós “It’s the end of…”

* POPLOAD NAS ELEIÇÕES AMERICANAS - Íncrível a manchete do tablóide inglês “The Sun” em sua capa de 5 de novembro, sobre o novo presidente americano: “One giant leap for mankind”, pegando emprestado parte da famosa frase que representou em palavras a chegada do homem à Lua.

* E digo mais… Essa manchete para o Obama só perde para o trocadilho que eles fizeram com a saída da cadeia do marido da Amy Winehouse, o Blake, nesta semana na Inglaterra. A manchete era “Prison Blake”, hahahahaha.

* CREDENCIAIS POPLOAD PLANETA TERRA - Para deixar aqui registrado, quem já está devidamente com seu passe de imprensa para trabalhar para a Popload no principal festival de música do ano são os seguintes sujeitos:
- Ulisses Barbosa
- Itaici José Brunetti Perez

* Não desanima. Até o fim do post eu acho que tenho mais coisas para oferecer, do festival.

* A PIOR MÚSICA DO MUNDO – Hehe. Com o anúncio oficial da vinda ao Brasil em janeiro do músico inglês James Blunt, para abrir os shows do veterano Elton John, não pude deixar de lembrar que o rapaz é o responsável pelo estrondoso hit de 2005 “You’re Beautiful”, que causou estragos mundiais nas paradas e nos ouvidos. “You’re Beautiful” foi eleita a pior música DE TODOS OS TEMPOS, em pesquisa realizada na Inglaterra. Ganhou da Celine Dion, de “Macarena” e de outras terríveis. A canção de Blunt, que tem o mais irritante refrão da história, já foi parodiada, esculachada e zoada de diversas maneiras, por diversas pessoas: do Weird Al Yankovic (”You’re Pitful”) ao Cartoon Network. Até o próprio Blunt, de saco cheio do sucesso dessa música que ele nem considera a principal do seu disco, fez auto-paródia no “Vila Sésamo”. Logo mais, ao vivo, “You’re Beautiful” no Brasil.

* A MELHOR MÚSICA DO MUNDO - É o fator momentâneo, mas “Everybody Hurts”, linda e sofrida balada da banda REM, virou a melhor música da história nestas semanas, uma vez que o grupo de Michael Stipe, em turnê no Brasil, ressuscitou a canção de 1992 neste atual giro sul-americano. O curioso é que “Everybody Hurts” nem é de Michael Stipe. Foi composta em sua maior parte por Bill Berry, ex-baterista do REM, que abandonou a banda anos depois para virar fazendeiro. De novo os ingleses: “Everybody Hurts” foi considerada, em enquete britânica para uma TV, uma das mais doídas canções de fim de romance jamais feita, embora a banda “defenda” que ela foi inspirada na mais desesperadora e frágil etapa de vida de um ser humano: a adolescência. De tão contundente em sua tristeza, o hit do REM foi tema de campanha do Samaritanos na Inglaterra, em um dos esforços para baixar a alta taxa de suicídio entre os teens britânicos no meio da década passada. Muito pelo contrário, nos EUA a música foi banida POR LEI no estado de Nevada, por “encorajar os adolescentes a se matarem”. A música tristonga do REM foi uma das trilhas mais utilizadas em vídeos de qualquer TV e internet com imagens dos ataques terroristas do 11 de Setembro. E embala uma cena de matar de dó da Marge Simpson, em “Os Simpsons”, em que a mulher do Homer caminha solitária no meio de uma tempestade, pensando que não tem amigos.
     
* ESCÂNDALO BLOC PARTY - Como se não bastasse o playback farofa na festa da MTV, a decentíssima banda inglesa Bloc Party, atração do festival Planeta Terra e um dos pilares do novo rock deste século, “aplicou” para cima de uma tradicional festa indie paulistana. O grupo de Kele Okereke copiou na cara dura um flyer antigo (de 2006!!!) da balada Party Intima, que é mensalmente realizada no clubinho Audio Delicatessen, na Vila Madalena. O resultado da fraude blocpartiana pode ser visto na capa do mais novo álbum da banda, “Intimacy”, lançado em agosto passado. Bom, veja com seus próprios olhos.

* Nesta quinta à noite, no Vegas, vou perguntar pessoalmente aos bloc parties se isso aí foi só coincidência. E vou repercutir com os meninos do Kaiser Chiefs. E com a galera do Foals…

* Falando em Party Intima, nesta sexta a balada acontece forte, quente e comemorativa no Audio Delicatessen. Vai ter discotecagem do “dono” Rafael Urenha e da Popload. Se você quiser se arriscar, chegue cedo.

* KAISER CHIEFS E O VÍDEO EM SP - Neste momento (quinta-feira) a banda inglesa está gravando seu próximo vídeo em São Paulo. É para a bacaníssima música “Good Day Bad Days, o segundo single do recém-lançado CD “Off with Their Heads”. Segundo o site oficial dos Chiefs, a direção do vídeo é por conta de Alex Courtes, que fez “Seven Nation Army”, do White Stripes.

* E o post só está começando… E só termina amanhã.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , ,
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