A organização do Planeta Terra divulgou hoje a programação oficial do evento com todos os horários separados pelos dois palcos (1) Sonora Main Stage e (2) Gillette Hands Up \o/ Indie Stage. Vamos ter que escolher entre Passion Pit e Phoenix, Pavement e Hot Chip, por exemplo. Vai pensando aí…
O Reading não vai passar batido. Durante mais um fim de semana, todos os olhos da boa música voltados para a Inglaterra. De hoje até domingo rola o Carling Weekend Festival, que literalmente para duas cidades: Reading e Leeds.
Primeiro dia de Reading ensolarado, mas com resquícios da forte chuva que caiu em boa parte da Inglaterra na quinta. O Reading costuma ser um festival mais atrativo pelos palcos “secundários” do que o Main Stage, que costuma ser bem “eclético”.
Nesse primeiro dia, por exemplo, passaram pelo palco principal de Gogol Bordello a NOFX, mas as duas atrações mais esperadas eram o Queens of the Stone Age (estamos contando os dias, Josh) e o Guns N’ Roses, banda headline que acabou criando problemas para o festival.
Não é novidade para ninguém a prática costumeira e farofa do Axl Rose em atrasar demais o início das apresentações do grupo. No começo da semana, Melvin Benn, promotor dos festivais de Reading e Leeds, deu entrevista na BBC avisando que não seria tolerado um atraso de Axl similar ao de 2000, quando o grupo demorou mais de duas horas além do previsto para iniciar seu show. Benn disse que seria seguido à risca o toque de recolher imposto pelos órgãos competentes locais e que em determinada hora os shows teriam que ser encerrados, sem um minuto a mais, pois isso poderia acarretar até no cancelamento dos dias seguintes do festival.
O show do Guns estava marcado para 21h30 e teria duas horas de duração. Mas Axl atrasou cerca de uma hora, o que já gerava diversos protestos do público, do qual boa parte se dispersou para outros palcos/tendas. Quando já era quase meia noite, a banda saiu do palco para o tradicional intervalo antes do bis e, para surpresa de todos, a organização desligou (e não religou) o sistema de som. Axl resolveu pegar um megafone e, acompanhado só pela bateria, cantou “Paradise City”. O set foi encurtado em quase meia hora e ele ameaçou cancelar a apresentação do grupo em Leeds, no domingo.
Três bandas destaques que virão ao Brasil neste segundo semestre tiveram shows elogiados. No NME / Radio 1 Stage, o Phoenix e o Yeasayer fizeram shows concorridos. No palco principal não teve para ninguém, nem para o Axl: o show mais transe do dia foi do Queens of the Stone Age. Acompanhei a transmissão pelo site da BBC e quase chorei como se eu estivesse lá na grade, com uma camisa escrito “Josh Homme é Deus”. Neste sábado, a escalação do palco principal estará bem interessante. Passam por lá o Cribs, Modest Mouse, o punk Libertines e uma tal de Arcade Fire.
Um aviso direto para você que não tem ingresso
Isso porque nem bem havia começado o festival…
O Phoenix, que enfrentou uns problemas técnicos no início do show, tem dois shows marcados para o Brasil em novembro
A molecada do Two Door Cinema Club, apenas com o álbum de estreia na bagagem, abarrotou uma das tendas alternativas do Reading e fez um dos shows mais concorridos do dia
Principal atração do SWU (não é?), Josh Homme e seu QOTSA fizeram um show como se o mundo fosse acabar amanhã
Axl Rose chegou atrasado e o show do Guns foi encurtado por causa do horário
++ VÍDEOS ++
++ TWITTER ++
@hannahnatasha Is off to Reading Festival 2010! Sleeping in a tent for 3 nights, covered in mud, having beer thrown over me, it’s gonna be awesome
@WillCouper I can’t even feign shock that Axl Rose acted like an ungrateful, disrespectful clod at Reading.
@TheycalledmeJay Gnr refusin to play leeds after trouble at reading, axl rose your a prick!
@_Ropitas Axl Rose belongs at Donington. Reading and Leeds don’t understand.
@cubamorgan Wow. Reading is heavy so far. The alcohol has cured my mangled foot. Phoenix were great.
@david_griffin83 Trying to ignore the fact that Reading is this weekend not helped by homepage off BBC being QOTSA at Reading. Lalalalalalnothappeninglalala
@jubartolassi Ontem eu chorei vendo o show ao vivo do QOTSA, os melhores tocando no reading festival *-*
@mattiebennett Reading. Day Two. QOTSA smashed it last night. G n R did not. Today’s highlights: Black Angels, Frank Turner and Arcade Fire. Bye!
@Clemency Highlight of Reading today was Mothibi and Joey doing a guitar and drum duet of smoke on the water in the #QOTSA dressing room
@seekingjess Perdi QOTSA até no Reading hoje. HAHA.
@Yagorb QOTSA no Reading foi um dos shows mais antológicos qeu eu já vi, e só foram 11 músicas. PQP.
* Este post vai crescer ainda com mais fotos, vídeos, impressões via Twitter de quem está lá ou quem está de olho, tipo a gente.
* Popload no Canadá. Ontem fui ao show do canadense Chromeo aqui, comprei o disco novo do canadense Arcade Fire aqui e amanhã estréia aqui o filme do hype canadense Scott Pilgrim. Coincidência ou não? Devo tatuar uma “maple leaf” no braço?
Fora que até indie brasileiro eu encontrei vagando pelas ruas de Vancouver.
* Vamos pular o Vive la Fête da semana passada. É oficialmente aberta hoje em São Paulo a temporada maluca de 90 shows internacionais no Brasil, com a apresentação pós eletrônica, pós rock da incrível dupla experimental FUCK BUTTONS, de Londres.
Então, para você ir se preparando mais seriamente a partir de agora para a paulada de shows no Brasil, aí vai a tabelinha mais ou menos atualizada. Com o Teophilus London, o Phoenix em BH, Usina Festival em Sorocaba, dose dupla de Bombay Bicycle Club no Rio, etc.
E não é que, de repente, o excelente Circo Voador, a mais charmosa casa de shows do país (Lapa, Rio), vai ficar espetacular em outubro e novembro, só girando em órbita dos grandes festivais de São Paulo.
O duo francês AIR (Natura About Us, outubro) deve fazer um show especialíssimo por lá. Algumas atrações do SWU (outubro), tipo CHEMICAL BROTHERS, dizem, estão sendo programados para a casa. Talvez Yo La Tengo, mas teme-se que no Rio a banda não tenha público para o Circo, o que eu não duvido. (Os dois melhores shows da turnê do Girls e do Men, no Popload Gig, foram no Circo, mas foram vistos por pouca gente. Amigo carioca me disse que era porque “estava frio” e também porque era “Dia dos Namorados, né?”…)
A Popload apurou que, em novembro, num espaço de cinco dias, três shows brilhantes estão reservados para o Circo Voador:
dia 19: QUEENS OF THE STONE AGE (Planeta Terra?)
dia 22: PHOENIX (Planeta Terra)
e o PASSION PIT (Planeta Terra) pode entrar dia 18 ou mesmo 22.
O californiano QUEENS OF THE STONE AGE, liderado pelo onipresente Josh Homme e “prometido para o Rio”, o que deve significar escalação praticamente certa para um grande festival paulista em novembro, viria pela primeira vez a São Paulo. Mas no Rio de Janeiro, faria lembrar a conturbada e rápida aparição da banda na cidade carioca em janeiro de 2001.
Naquela vez, na última edição brasleira do Rock in Rio, o Queens of the Stone Age, coitado, foi escalado no “dia do metal”, tocando para cerca de 200 mil batedores-de-cabeça ávidos para ver Sepultura e Iron Maiden, as grandes atrações da data.
Entre vaias impiedosas e posturas “nem aí” do público, o show do QOTSA só não passou mais batido porque o baixista da banda à época, Nick Oliveri, achou de se apresentar pelado e terminou preso. Na polícia, Oliveri falou que sua atitude no palco foi inspirada nas mulatas do Carnaval carioca.
* Primeiro dia “oficial” do Glastonbury, mas o segundo da cobertura Popload. Se na quinta quem chamou a atenção foi o Príncipe Charles aparecendo para (não só) assistir ao show dos moleques da Two Doors Cinema Club na tenda Queen’s Head, a sexta-feira – que é assunto há semanas desde o cancelamento do U2 – teve a cena roubada por ninguém menos que Thom Yorke. O sol nem bem tinha ido embora e o líder do Radiohead subiu ao “palco 3″ ao lado de Jonny Greenwood. Isso porque desde as primeiras horas da manhã especulou-se que haveria de fato uma apresentação surpresa em um dos palcos. Chegaram a citar Paul McCartney, Pearl Jam, Biffy Clyro, Coldplay e até mesmo todo mundo junto, fazendo uma jam. Mas quem apareceu mesmo foi Thom, com seu visual meio “Mark Knopfler meets MGMT”, mandando músicas de sua carreira solo e algumas do Radiohead, como “Karma Police”, “Street Spirit (Fade Out)” e “Idioteque”.
Eles foram apresentados no palco por Michael Eavis, o bamba do festival, dono do Glastonbury. “Esta é a maior novidade do fim de semana”, disse ele, que tem a apresentação do Radiohead na Pyramid Stage em 1997 como a sua preferida nos 40 anos de festival.
* Antes disso: vídeo fresquinho da mega “Clint Eastwood”, do Gorillaz com participação especial de Snoop Dogg. Detalhe genial para a placa ali no minuto 2.12: “I survived Glastonbury but U2 didnt!” hahaha.
++FOTOS++ Créditos: BBC e Guardian
Glastonbury, o festival iluminado
Até domingo, cerca de 180 mil pessoas devem marcar presença no evento…
…Enquanto outros milhões mundo afora ficam de olho
O festival está só começando, meninas…
Sério…
A galera esperta do Bombay Bicycle Club fez um dos shows mais comentados desta sexta
Nem Macca, nem Coldplay. A atração surpresa do dia foi a dupla Thom Yorke e Jonny Greenwood, no Park Stage
Pelo que a turma do Guardian comentou, este show do Phoenix foi o mais “fashion”, incluindo gente (no público) com chapéu de palha e uma mina que apareceu o tempo inteiro no telão com uma camiseta “FUCK BONO”
A louquinha Florence não deixou a galera parada em um dos shows principais do Other Stage
Hot Chip, a banda “número 1 do eletropop atual” (como disse a imprensa inglesa), em ação
++ TWITTER ++
@whitecut Not only am I not actually at #Glastonbury this year I’m watching an ex-girlfriend playing string section on stage with Gorillaz #bollox
@plentythingPet Shop Boys: ‘Gorillaz should be worried about going on at Glastonbury 2010 …
@fpancheri surpresa estragada RT @_bourg: eu já fui e a surpresa foi a malu magalhães RT @gabrielbourg: Em Glastonbury o show surpresa é Radiohead
@APoshLife Emma Watson At Glastonbury With New Boyfriend George Craig (PHOTOS) – Huffingtonpost.com http://tinyurl.com/25l3xwd
@pedrovalenca Glastonbury 2010 : eu não estou. um minuto de silêncio, por favor.
@arcticnews The Black Keys are watched by Arctic Monkeys as they play Glastonbury http://dlvr.it/22f2f
@bostinfranks Just got in from work, it.s 4.39am and what’s the first thing I do? Watch Glastonbury. Gorillaz are amazing.
Um salve para o amigo leitor. Outro para a leitora.
Então ficamos assim, nestes estertores de 2009. Já consigo postar texto, foto e vídeo através de um app de iPhone. Já posso ler livros no próprio, já que a Amazon acaba de liberar vendas para o Kindle desde o Brasil e eu não preciso do Kindle propriamente para ter os livros no celular (mais ou menos isso). Na acupuntura, enquanto aguento quatro ventosas nas costas, vou ouvindo a XFM (Inglaterra) ou a Urbana FM (Buenos Aires) em tempo real. E estou desde esta semana lendo o “Guardian” e o “Independent” pelo celular . Que mais, hein, modernidade?
* O disco de 2009 já está definido, para mim e para você. E a “melhor música do ano”, já? Se prepara, pois eu vou perguntar a sério. E dizer qual foi a eleita da Popload.
* WHAM! – Eu seeeeeeeeeeeeeei que a gente fala um pouquinho demais de Arctic Monkeys, neste blog. Mas, por culpa só deles, eu não consigo evitar. Talvez a recorrência macaquiana seja significativo de coisas. Mas, enfim, show recente da banda de Sheffield passando por Nova York, semana passada. E, engatado ao hit “Fluorescente Adolescent”, o grupo amiguinho do Josh Homme (já falo mais sobre isso) emendou uma cover de… Wham!
* SMELLS LIKE LOVE SPIRIT- Courtney Love, a Yoko Ono dos 90, ex-mulher maluca do guitarrista Kurt Cobain e ex-líder da grande banda Hole, reaparece no mundo pop tal qual o Nirvana, mas por motivos diferentes. Primeiro porque ela perdeu os “direitos legais” sobre a filha dela e de Cobain, a Frances Bean. Depois por estar estampando a capa da revista “Dazed & Confused”. A publicação britânica diz que Love está de volta e faz um título óbvio e bem bom: Love tears us apart. Dentro, Love está mais à vontade nas fotos.
A revista é o centésimo veículo a trazer os melhores das décadas, mesmo com a década terminando só no final do ano que vem. Qualquer disco espetacular lançado em 2010 vai obrigar todo mundo a refazer as listas, hehe.
* AS PESSOAS QUE ARRUINARAM A DÉCADA – Ainda sobre o “balanço da década”. O “Guardian” fez uma lista engraçada, esta do título deste item, e escalou entre elas as seguintes pessoas que “screwed up” os anos 00. 1. Will.I.AM - Por fazer “My Humps”, do Black Eyed Peas, “Ordinary People”, com o John Legend, e “Beep”, que as Pussycat Dolls cantam. 2. Jessica Simpson - Ela estragou a arte de ser “sexy”. Por causa dela, os ingleses têm que aturar a Chantelle, a Jade e o elenco de The Hills. Boa esta. 3. Steve Jobs - Por matar o hábito de ouvir um disco inteiro. O dono da Apple primeiro pediu pra todo mundo botar a imensa coleção de discos num aparelhinho. E por causa disso ninguém mais tem paciência de ouvir um álbum todo, porque é uma música e SKIP. Além disso o cara conseguiu botar os seriados de TV no iTunes, onde ainda vende e aluga filmes, inventou o iPhone, criou a App Store. Loser! 4. Harry Potter - Por disseminar para sempre a arte das continuações. Então ninguém importante nunca vai morrer na “Parte 1″ dos filmes, nada vai ser resolvido… 5. Mark Ronson - Por empestear o pop com covers. “Houve um tempo em que existia a música pop. E a música pop era bacana. Então surgiu o Mark Ronson e lançou o álbum ‘Version’, com versões (dã) ‘matadoras’ de músicas pop conhecidas. Aí um milhão de pessoas passou a fazer mesmo. E aí a música pop deixou de ser bacana. Valeu, Mark!”
Haha. E ainda botou um daqueles “Veja também: Nouvelle Vague”. Hahahaha. 6. Michael Cera – Astro dos mega-hists do cinema “Juno” e “Superbad”, o cara ilude os sujeitos indies, nerds e espinhentos a acreditarem que podem pegar garotas. 7. Nina Myers - Haha. Lembram a espiã do mal do primeiro ano da série “24″, que tinha um caso com o Jack Bauer? O tema para ela do “Guardian” é assim: “Ela morreu. Ela está viva. Ela morreu. Ah, quem se importa mais?”. Quando ela posava de fofinha até matar a tiros a mulher GRÁVIDA do herói Jack Bauer no final do primeiro dia (temporada) do seriado, mudou a história da TV: ninguém estava mais a salvo, não importa o quão importante um personagem é. Mas depois ela inspirou o fenômeno do “Ninguém nunca está realmente morto” nas histórias, então…
Tem o “Veja também: Heroes, Lost…”. Hahahaha. 8. Frank Black – O herói das bandas reformadas. Depois que ele resolveu remontar os Pixies, e isso não é por causa dos Pixies em si, uma centena de bandas mortas acharam-se no direito de voltar também, nunca em estado tão bom quanto quando terminaram ou fizeram sucesso. “Veja também: Blur, Led Zep, Dinosaur Jr, The Stooges, Pavement e segue infinito” 9. Sir Tim Berners-Lee - Inventou a internet. OMG! 10. Josh Homme - Hahaha. Este não dá!. O “Guardian” primeiro o chamou de Deus, o cara mais cool do rock e o sujeito mais interessante a aparecer com uma guitarra nesta década. Depois diz que ele fez projetos paralelos bem chatos (The Desert Sessions, Eagles of Death Metal, Them Crooked Vultures). E por fim fez xixi no Cálice Sacrado ao transformar o Arctic Monkeys em menininhos comportados. “De-fanging the Arctic Monkeys”, usou o “Guardian”. Fang é o dente canino, famosos com os vampiros. Muito bom.
“Veja também: Jack White, Mark Lanegan, Dave Grohl”. Hahahaha.
* O FIM DO INDIE BRASILEIRO COMO O CONHECÍAMOS - Meses atrás este blog revelou a mudança de geração e costumes que está transformando para sempre o status quo do indie nacional tal qual estávamos acostumados. Aí, como exemplo, revelou o fim das festas tradicionalíssimas que eram emblemas do “velho indie”, tais quais Funhell, Peligro e Revolution. Muita gente chiou, se explicou, ligou pedindo explicações, disse que não era bem assim. Galera twittou e depois destwittou, achando que era cascata. Pois nesta semana, oficialmente, a “Revolution”, há oito anos comandando as sextas-feiras da Funhouse, e a última dessa trinca de festas indie-tradição a sobrar de pé, anuncia que tem mais quatro edições e depois fim. De uma era.
**************RETROSPECTIVA 2009**************
* O DISCO DO ANO (LEITORES) - A Popload elegeu, no último post, o disco de estréia do grupo britânico XX como o melhor álbum de 2009. Opinião do blog e tal.
Pois o leitor da Popload, estimulado pela enquete do último post, também botou o XX no topo. Seguido muito de perto por Arctic Monkeys e Yeah Yeah Yeahs. O top 5 dos leitores ficou assim:
1º – The XX- “XX” … 37 votos
2º – Arctic Monkeys, “Humbug”… 33
3º – Yeah Yeah Yeahs – “It’s Blitz”… 32
4º – Phoenix – “Wolfgang Amadeus Phoenix”…21
5º – Them Crooked Vultures – “Them Crooked Vultures” e
Franz Ferdinand – “Tonight” 17
Foram citados 78 álbuns diferentes, com destaques para Megadeth, Green Day e João Bosco & Vinícius…
* A MÚSICA DO ANO (POPLOAD) - Mais uma vez o conselho de notáveis da Popload, seis sujeitos (uma sujeita), se reuniu, avaliou, brigou, se estranhou e no fim chegou a um consenso duvidoso, titubeante, porque o ano foi recheado de músicas boas. Mas ainda assim, tendo que pegar uma, elegeu esta aqui a melhor música de 2009.
- “Lisztomania”, Phoenix
Pô, um francês ganhar? Ainda mais com um comecinho falando “So sentimental”… Mas a música do Phoenix , deliciosa do início anos 80 ao refrão melodramático e ao final em suspenso, fez a transformação de uma banda de gueto para uma banda bastante conhecida ainda que no mundo indie, que por si só não anda nada pequeno. “Lisztomania” ainda gerou pelo menos três remixes bem bons e o “mashup videoclíptico” mais legal dos últimos tempos, este que você (re)vê abaixo. O título de canção mais bacana do ano, pelo menos por aqui na Popload, a gente acha que está em boas mãos.
O site indie-bíblico Pitchfork divulgou suas 100 melhores canções de 2009 e deu “My Girls”, música lindaça do grande Animal Collective, bem votada no conselho Popload. Mas, dentre as dez primeiras da lista do P4k, o Phoenix emplacou duas músicas. “1901″ ficou em terceiro. “Lisztomania” pegou o oitavo.
Mas é de novo a história. Uma coisa é a opinião da Popload. Outra coisa é a SUA opinião. Queria saber qual, para você, foi a melhor canção de 2009. Pode mandar seu voto para lucio_ribeiro@ig.com.br ou botá-lo nos comentários, mesmo.
PROMOÇÃO MELHORES DO ANO – Votando na “música do ano”, você concorre aos seguintes prêmios:
1. Camiseta Nirvana da Reverbcity – Sorteio nesta sexta. A personalíssima loja paranaense de camisetas “musicais” Reverbcity criou uma estampa cool para a banda de Kurt Cobain, que faz parte de uma nova coleção sobre as grandes bandas dos anos 90. E doou uma dessas, tamanho M, para a Popload sortear entre seus leitores. Quer? É uma igualzinha a esta aqui:
2. A edição inglesa de “XX”, álbum do grupo The XX, um dos bons destaques do destacavelmente bom 2009. Sorteio nesta sexta.
3. DUAS pacoteiras de discos ótimos da nova distribuidora Lab 344, que botou no mercado nacional as edições caseiras dos discos:
- “The Eternal”, Sonic Youth
- “The BBC Sessions”, Belle & Sebastian
- “Jukebox”, Cat Power
- “Varshons”, Lemonheads
A Popload sorteia dois pacotes contendo em cada esses quatro discos citados. Bom presente de Natal, não?
4. DVD do Primal Scream: os dois DVDs “Riot City Blues Tour”, show cheio de extras da banda de Bobby Gillespie em Londres realizado em novembro de 2006.
* CHEGA - Postzinho difícil de ser concluído, mas agora foi. E sexta tem mais. E nesta quinta tem a última Poplfellas (Vegas) do ano. Be my guest. Vai ser nervosa. No palco, as Drama Queen. Na pista eu e os gênios Urenha, Fiervo e Focka. Nice!
* Correria, hein? Jacko e Glasto agitaram a nossa vida pop nos últimos dias. Obviamente mais o primeiro caso.
Camiseta-sucesso do Glastonbury deste ano. O astro Michael Jackson morria na sexta-feira enquanto o famoso festival britânico estava em plena atividade em seu primeiro dia. Histórica.
* No quesito “minha vida”, algo que está agitando também é uma gripe forte. Mas não é isso que você está pensando, não…
* Popload em Londres. Se tudo sair como o planejado, este blog será escrito nos próximos dias direto da capital inglesa, na companhia de uma galera como Blur, Friendly Fires, Franz Ferdinand, Passion Pit, Foals, Vampire Weekend e. Vamos ver o que rola.
* Estou indo, claro e especialmente, para o Blur no Hyde Park. Porque, você sabe, eu tenho uma parklife.
Não sou só eu. All the people. So many people.
* O “CASO FAITH NO MORE” - Muito ouriço sobre a vinda da turma do Mike Patton para estes lados. A Argentina começaria a vender os ingressos para seu show de outubro nesta segunda-feira, com absurda procura. Em Santiago, as 25 mil entradas já, a esta hora, devem estar esgotadas, tamanho o fuzuê chileno para ver a volta do grupo. Aqui no Brasil… Apesar do silêncio incômodo, a banda, sim, deve estar fechada para vir ao país. O tecladista Roddy Bottum disse que o Faith No More não tocar no Brasil é como se ele comesse seu próprio cocô. Que beleza. Falou “poo”, em inglês, mais infantil. Mas no fim dá na mesma. Vai, Brasil. Anuncia os caras.
* O INDIE E A GRIPE SUÍNA - Essa história é tragicamente boa. Já não basta a crise econômica para ficar atrapalhando os shows gringos futuros… A recente turnê do músico sueco Jens Lekman pela América do Sul (ele tocou em São Paulo, Santiago e Buenos Aires) rendeu ao cantor a “doença da moda”, a gripe H1N1, mais (erroneamente, dizem) conhecida como gripe suína. O coitado está de quarentena, diz. Não pode sair de casa. Está vendo o verão pela janela, disse em seu blog. Lekman sofreu, segundo seus relatos. A doença “pegou” quando ele estava retornando à Europa, num avião da Air France. Tremedeira e alucinações causadas pela febre, que apertou sob o Atlântico. Pediu ajuda a bordo e a delicadeza francesa solicitou que ele esperasse o avião aterrissar. Começou a sofrer “segregação” no vôo, por parte dos passageiros sentados próximos a ele. Foi ao banheiro “se isolar” e desmaiou no vaso. Ele não vai esquecer mais os shows que fez por aqui.
* EXTRA! DANDY WARHOLS QUIS A MORTE DE MICHAEL JACKSON (E, MAIS, A RELAÇÃO DE JACKO COM O INDIE) - Simples assim. A banda de Portland, que já teve sua glória indie e cujo líder tem o descolado nome Courtney Taylor-Taylor, botou em letra de música em 2003 que esperava a morte do astro pop. Tudo por causa dos Beatles. É assim:
Na letra de “Welcome to the Monkey House”, faixa que abre o CD de mesmo nome e que na sequência tem a incrível “We Used to Be Friends”, Taylor-Taylor canta o seguinte:
“When Michael Jackson dies we’re covering Blackbird”.
Michael na época era dono do espólio dos Beatles e tudo o que ligasse o grupo de Lennon & McCartney tinha que ter sua aprovação. E o Dandy Warhols queria fazer uma cover de “Blackbird”. Para isso, precisava que Michael Jackson morresse. Entendeu? Hahaha.
Na letra, Taylor ainda tira uma onda do fato de que o DW fazer uma cover de tal música não seria absurdo, nem considerada cover. Porque quase ninguém conhece “Blackbird” ou sabe que é música dos Beatles. A não ser que alguém no rádio fale isso antes de tocar a canção. Taylor zoando geral.
No fim, óóóbvio, a prometida cover dos Beatles há seis anos foi cobrada agora pelos fãs, via internet, NO DIA SEGUINTE DA MORTE DO MJ. Agora vão ter que fazer, hahaha. E botar nas rádios como “música do Dandy Warhols”, porque ninguém vai reconhecer.
No site oficial da banda já tem uma resposta a isso:
“Hey. Since the tragic news of Mr. Jackson’s passing yesterday, we here at the website have been besieged with requests of the status of The Dandys’ cover of The Beatles’ “Blackbird”, as foretold, and some would say, fore-promised (that’s probably not a word), in the title track of our 2003 album Welcome To The Monkey House.
“Please note that this was not an anticipated event and we had no cover of “Blackbird” all rearin’ to go. I mean, how could we? With both Courtney and Fathead currently out of town we cannot say when we will be able to get to this cover of “Blackbird”, but we will, as soon as we are all together and able, since we have come to find that it means so much to a lot of you.”
Genial.
* Ainda neste post, “Jacko e o indie”.
* GLASTONBURY 2009 - O consenso é que o famoso festival lamacento britânico foi “morno” nesta edição. Aham… Acho que, desta vez, só uns 100 shows foram legais, dos 1200 que tiveram. Haha, inglês tem uma outra medida para as coisas. Blur fechando o show com “Universal”, a zoeira indie de La Roux e Micachu, Franz Ferdinand mandando “No You Girls” e Kapranos falando para a multidão “Sometimes I say stupid things because I never wonder how the girl feels. How the girl feels. How the girl feels…”, Dizzee Rascal mandando “Stand Up Tall” e “Bonkers” na sequência no áudio com o público mais louco que eu ouvi (Radio One) desde Chemical Brothers fazendo “Hey Boy Hey Girl” tipo 2000, Neil Young e Paul McCartney cantando juntos “A Day in the Life”, dos Beatles. Esse foi o “Glastonbury chato”, de longe o festival mais fácil, graças à “modernidade”, de ser ouvido e visto sem ter que sair de casa da história. Já falo mais sobre isso.
O Glastonbury sempre deixa a fazenda com esse visual as segundas de manhã… (Foto: foodbymark)
…E geralmente deixa assim quem o acompanha durante todo o final de semana. Ou pelo menos quem tenta acompanhar. (Foto: Crouch24/7)
Mal termina a edição do festival e muita gente já fica tensa, projetando e querendo saber quais bandas vão tocar no Glastonbury do ano seguinte. A crítica especializada corre sempre atrás, querendo saber quais serão as bandas headline e, principalmente, quais bandas novas aparecerão nos palcos alternativos para que sejam criados novos hypes. Enfim, é grande o número de pessoas que considera o Glastonbury o “maior e mais importante festival de música do mundo”. Só que essa máxima de festival mais importante para a música, segundo o Alex Kapranos, não precisa ser necessariamente levada em conta, após uma das frases mais comentadas do último final de semana, falada por ele à BBC. “Você não precisa assistir aos shows para se divertir em Glastonbury. Música aqui é segundo plano”.
É só falar em Glastonbury que aparece a chuva/lama. Mas várias pessoas “don’t give a fuck” para detalhes pequenos como esse. (Foto: Julian Lawson)
Uma das grandes preocupações da organização do evento foi com a gripe suína. Seis pessoas com suspeita, entre as 175 mil que acompanharam o festival, tiveram que se retirar do festival. (Foto: Gigwise)
* Você não está sozinho, Jens. A onda da gripe suína andou preocupando a organização do festival. No começo da semana passada, até andou se falando em um possível adiamento do evento. De acordo com dados prévios do domingo, último dia do festival, seis pessoas foram atendidas e isoladas com suspeita de terem sido infectadas pelo vírus, sendo quatro homens (dois do País de Gales e dois da Escócia), uma garota (escocesa) e uma criança, que estava com sua família. Todos, após medicados e isolados, precisaram deixar o festival.
Quando se pensa em Glastonbury, todo ano o Franz Ferdinand é sempre citado (antes) como banda a ser escalada e (após) como um dos shows mais comentados do festival. (Foto: BBC)
Parece o Horrors, mas é o Klaxons, que apareceu em show-surpresa, fazendo referências a filmes Tim Burton, trajados como personagens de “Beetlejuice”, “Edward Mãos de Tesoura” e “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça”. Mas o detalhe principal: tocaram só as “velhas”. Apenas duas músicas novas do álbum que deve ser lançado em… em… 2010. Então, Klaxons? A new rave já…(Foto: BBC)
Outro assunto “off” que tomou conta do Glastonbury, lógico, foi a morte de Jacko, que morreu um dia antes do início oficial do evento, assim como aconteceu com outra lenda, Jimi Hendrix, que tombou 24 horas antes da primeira edição do festival. As bad girls supercomentadas Lily Allen e Lady GaGa fizeram discursos sobre o fato. O Neil Young entrou no palco tocando o clássico “Hey Hey, My My” dizendo que “o Rei se foi, mas nunca será esquecido”, enquanto fazia uma pose com o punho levantado. Mas quem teve a manha mesmo foi a louquinha Karen O., do Yeah Yeah Yeah’s. Antes de tocar “Maps”, um dos hits da banda, ela disse que “gostaria de dedicar esta música a Michael Jackson. E também a todas as mamães aqui presentes…” What?
A lenda Neil Young chegou, fez pose de Michael Jackson e saiu do Glastonbury como umas das apresentações memoráveis da história do evento. (Foto: NME)
Provavelmente o show mais aguardado do evento, Damon Albarn apareceu com seu Blur para encerrar a edição 2009 do Glastonbury. (Foto: Getty Images)
* QUEM OUSA PARAR O HYPE DO PHOENIX? SEUS FÃS! - Está virando polêmica interessante essa bombação atual em torno da “cinematográfica” banda francesa Phoenix, capitaneada pelo velho conhecido Thomas Mars, pai da filha da diretora Sofia Coppola. Ao mesmo tempo que os franceses experimentam uma bombação “nível Coldplay” na cena americana (o termo não é meu), fãs indies dos caras estão o-di-an-do o novo CD do grupo, “Wolfgang Amadeus Phoenix”, o de “pop classique”. A afirmação é a de que nenhuma música nova seria boa o suficiente para, por exemplo, fazer parte do disco “Alphabetical”, de 2004. Hahaha.
Mas o fato é que o Phoenix segue aparecendo bem nos EUA. Os shows estão loucura. Eles se despediram dos palcos americanos (momentaneamente) domingo passado, quando tocaram com ingressos esgotados em Los Angeles. Em Nova York, como a Popload reportou, o Phoenix causou sensação. O gás “americano” foi tanto que um dos integrantes tombou doente, por causa de estafa. Hahaha. Integrante do Phoenix com estafa é demais. Coitado, justo agora que a banda, a partir de quinta agora e a partir de Calais, na França, vai dar a volta ao mundo e só vai parar de tocar em dezembro.
Em abril, eles se apresentaram no “Saturday Night Live”. No mês passado, tocaram para milhões via programa do David Letterman. Só na semana passada, a banda teve música na trilha de seriado americano e de programa da MTV. E, para completar, tocaram no programa do Jimmy Kimmel para outros milhões. A performance, esta aí embaixo, foi para a fofa “Lisztomania”, o hit atual. Veja.
* JACKO E O INDIE - Tirando a história do Dandy Warhols “desejando” a morte do Michael Jackson, o indie já cruzou o caminho do Rei do Pop em outros momentos marcantes. Alguns deles (me ajuda se tiver outros):
- A grande revolução do rock nos anos 90 contou com uma “participação especial” do nosso amigo Michael Jackson. O monumental “Nevermind”, segundo álbum do Nirvana, foi lançado em setembro de 1991, ali no submundo do indie. O terremoto causado por Kurt Cobain, o rock sujinho e “Smells Like Teen Spirit” começou a tremer tudo e aumentar de intensidade até que, em janeiro de 1992, o mundo mudou. O “Nevermind” chegou ao primeiro lugar da “Billboard”, desbancando do topo adivinha quem? Michael Jackson e seu álbum “Dangerous”.
- No Brit Awards de 1996, o gênio Jarvis Cocker, do Pulp, simplesmente invadiu o palco enquanto Jacko se apresentava, fazendo pose de Jesus Cristo e rodeado por criancinhas. A intenção de Jarvis – que pouco tempo atrás disse ter se arrependido – era a de protestar contra o comportamento do Rei do Pop e como a mídia o tratava, como um semi-Deus. Isso foi na época em que Michael Jackson estava sendo acusado dos primeiros supostos crimes de pedofilia.
Jarvis subiu ao palco correndo e mostrou a barriga. Logo em seguida, foi abordado pelos seguranças. Na época até falaram que três crianças que participavam da apresentação sofreram ferimentos causados pelo Jarvis, mas isso depois foi desmentido.
A repercussão foi gigante, ganhou destaque na mídia e muita gente deu opinião. Uma das mais célebres foi a do Noel Gallagher. “Jarvis é totalmente inocente. Ele é uma estrela. Tudo que ele fez foi subir ao palco e mostrar a barriga, mas na Inglaterra as pessoas acharam isso algo chocante. Não é algo como ele chegar no palco e acertar a cabeça do Michael com um taco de baseball. Para Michael Jackson vir até este país depois de tudo o que vem acontecendo, e vocês sabem do que estou falando, vestindo uma manta branca e levantando a mão pensando que é o novo Messias, alguma coisa está acontecendo. Quem ele pensa que é? Eu?”
Algumas covers indies para músicas arrasa-quarteirões de Michael Jackson também são conhecidas. Tem desde o Chris Cornell (ex-Soundgarden) e o fofo Belle & Sebastian interpretando “Billie Jean” até Fall Out Boy (indie?) e Neil Finn “fazendo o Michael” cada qual a seu modo. Inclui-se na lista o Ian Brown (ex-Stone Roses), que botou duas covers de Jacko em CD: “Thriller” e, óbvio, “Billie Jean”. Dois players para você:
* THE WAY WE LIVE NOW – Esta deve virar uma coluna fixa aqui na Popload, para falarmos do mundo de hoje e dessa coisa da modernidade, hahaha. O título (foi mal que deixei em inglês mesmo, mas fuck it) é uma homenagem a uma saborosa seção do “New York Times”. Comecei no último post, como “O mundo e a modernidade”. Acaba que…
- O técnico mais caro do Brasil, Wanderley Luxemburgo, R$ 550 mil mensais e mais “valioso” que o Muricy e o treinador da seleção brasileira, foi demitido do Palmeiras. Bomba na grande imprensa? Nada. O próprio Luxa postou a notícia no blog dele e no Twitter. Foi aquela bola de neve de informação na noite de sexta. A TV deu muitas horas depois. Os jornais deram muitas horas depois. O papo rendeu discussão velha mídia x nova mídia, de novo. No Twitter, óbvio. O caso me lembrou de certa forma a história TMZ-Michael Jackson. Até alguns veículos online demoraram a dar a notícia, porque queriam checar a informação, embora tal informação tenha sido dada pelo próprio envolvido. Tempos confusos. Não para nós.
- O diário inglês “Guardian”, talvez o mais bacana jornal do mundo, criou um tópico especial para sua cobertura do festival Glastonbury, que aconteceu na Inglaterra no último final de semana. Debaixo de toda resenha do show tinha um resumo chamado “In a Tweet”: 140 toques explicando de modo direto qual foi a do show analisado. E a luxuosa versão online do jornal botou todos os seus jornalistas twittando direto do festival.
- Esta é enviada pelo poploader candango Eduardo Palandi, gênio: “Minha contribuição para o “the way we live now”: pizza. A tecnologia está revolucionando o processo de pedir uma pizza: a Domino’s inventou um rastreador de pedidos que é surreal, porque rola um lance-a-lance na internet ou por SMS, desde o momento em que você fecha a compra até a entrega, passando pela montagem, pelo forno e pelo empacotamento. Com uma certa “narração” dos lances que até identifica os funcionários, tipo “Mike levou a pizza ao forno” ou “Tom saiu com ela para entrega”.
- “Mas não é só isso”, continua Palandi. “Tem a moda das pizzarias no Twitter. A primeira foi a NakedPizza, de Nova Orleans, que trocou a veiculação de seus telefones nos veículos de entrega e na placa do lado de fora da loja pela divulgação do endereço do microblog. E ganhou mais de 5 mil seguidores em três meses. Depois disso, a Pizza Hut começou a explorar as possibilidades do Twitter, chegando a colocar, no “New York Times”, um anúncio de “procura-se twitteiro de verão”, para “narrar, em 140 caracteres ou menos, o que rola na Pizza Hut”. Por aqui, a Uma Pizza, de Florianópolis (@umapizza), está entrando na onda, aceitando pedidos por MSN, Skype ou por aquela geringonça das antigas que chamamos de telefone. E, se você mencionar um código divulgado apenas no Twitter da pizzaria, e que muda a cada dia da promoção, ganha 10% de desconto.”
- Na noite de terça veio o aviso: “Hoje, pizza em dobro. Peça o regulamento pelo msn (umapizza@hotmail.com) ou ligue e se informe (48) 3028-xxxx. Palandi exclama: “Peça o regulamento pelo MSN? Cacete!!”
- Por último, mas não menos importante, aliás uma das coisas mais importantes que eu soube em anos (hahaha, adoro frases assim), e que vai ser bem esmiuçada em próximos posts, é que… veja bem… O TWITTER VAI SALVAR A MÚSICA. Vou resumir. Depois explico melhor.
A Amanda Palmer, uma integrante pequena de uma banda pequena de um cena pequena, que era cantora-pianista do grupo The Dresden Dolls, está encontrando A REVOLUÇÃO do indie! Ela revelou que ganhou recentemente U$ 19 mil dólares no Twitter. Em 10 horas. Ela fez uma campanha no Twitter para quem estivesse de bobeira numa sexta-feira à noite, como ela. Ofereceu camisetas. Vendeu todas. Ofereceu um show exclusivo aos seguidores dela na rede social. Vendeu centenas de ingressos. Tudo pelo twitter. Depois fez um pequeno leilão com trecos assinados por ela. Faturou US$ 19 mil. Seus mini-posts em 140 toques foram retwittados, ganharam tradução em várias linguas, repercutiram em blogs etc.
Palmer diz que não faturou 1% disso vendendo seus discos solo. Ela afirma que está pensando seriamente em abrir um site chamado “Huge State of the Music Industry and How Everything Is Going to Have to Change”. Vamos supor que uma artista tão pequena como a grande Amanda Palmer tenha, sei lá, apenas 30 mil fãs. Enquanto o Metallica tenha, sei lá, 30 milhões. 1) A Amanda Palmer em 10 horas ganhou US$ 19 mil com uma simples twittada. 2) Imagina quando artistas grandes descobrirem o Twitter. Voltaremos ao assunto.
* Bom, chega. Agora, se nada der errado, o próximo post será “obrado” da Inglaterra. Óbvio, vai rolar um sorteio “presente de viagem”, relativo ao show do Blur no Hyde Park e outras coisas pop que eu descolar em Londres. Então, pode ir se manifestando nos comentários, porque a concorrência começa aqui. E, lembre-se. Ainda não está resolvido o “problema dos comentários engolidos”. Então tente postar só palavras. Evite links e outros efeitos. Beleza?
Lúcio Ribeiro é jornalista de cultura pop. Edita o Popload e é colunista do “Caderno 2″ (Estadão), da MTV, das revistas “Capricho” e “Homem Vogue”. É curador do festival Popload Gig, já na terceira edição, e DJ residente dos clubes Vegas e Lions, além de viajar o Brasil tocando em festas de rock.