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25/08/2010 - 14:56

O amor libertino

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Aconteceu ontem a mais que aguardada volta do Libertines, uma das maiores bandas inglesas da história recente da música, que não tocava junto desde 2004. A formação com Pete Doherty, Carl Barat, Gary Powell e John Hassall realizou show para 300 pessoas – entre fãs, convidados e familiares – no minúsculo HMV Fórum, de Londres.

Este foi o primeiro de dois shows no local. Amanhã será realizado um novo “ensaio aberto” para fãs que adquiriram ingressos para o badalado Carling Weekend, o festival que toma de assalto as cidades de Reading e Leeds nesse fim de semana, onde o Libertines também se apresentará e, depois, só Deus sabe.

SETLIST – Retorno do Libertines (Londres, 24/08/10)
‘Horrorshow’
‘The Delaney’
‘Vertigo’
‘Last Post On The Bugle’
‘Begging’
‘The Ha Ha Wall’
‘Lust Of The Libertines’
‘Campaign Of Hate’
‘Boys In The Band’
‘Tell The King’
‘Death On The Stairs’
‘Music When The Lights Go Out’
‘What Katie Did’
‘The Saga’
‘Can’t Stand Me Now’
‘What Became Of The Likely Lads’
‘Don’t Look Back Into The Sun’
‘The Good Old Days’
‘Time For Heroes’
‘Radio America’/Up The Bracket’
‘What A Waster’
‘I Get Along’

Notas relacionadas:

  1. Troca-troca: Popload em Manchester. Morrissey em São Paulo
  2. Girls and boys: a triunfal volta do Blur. Londres está “swinging”. O sambão do Friendly Fires na Popload Gig 2. Michael Jax e o incrível caso da capa da “Q”. Franzzzzz, Fred Perry, prêmios f*d*. Que mais, hein…
  3. Kate Moss e o rock – What Kate Did
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , ,
12/07/2010 - 09:15

“Meu vizinho, o Pete Doherty”

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Minha amiga Alline Cury, correspondente do iG em Paris, está com vizinho novo na capital francesa. E, em vez de ele bater à porta e pedir uma xícara de açúcar, como faziam os vizinhos antigos, o novo vizinho dos novos tempos pede um pouco de conexão wi-fi. A Alline conta melhor essa história.

“Depois de encontrar o roqueiro inglês Pete Doherty duas vezes no bar na esquina da minha casa, tomando café da manhã ao meio-dia, fiquei com a pulga atrás da orelha achando que ele deveria estar morando aqui no Marais, meu bairro. Foi então que, num belo dia, escutei uma gritaria na rua e saí na janela. De repente, olho para o prédio vizinho e lá está o Pete, pedindo para as fãs irem embora e pararem de gritar.
Mas não adiantou.
Aí o moço pegou um vaso de flores e começou a jogar pra elas dizendo que já estava sendo querido, para elas irem embora. Na mesma hora, ele reparou que eu estava acompanhando toda a cena da minha janela e não teve dúvida de me perguntar: ‘Hey you! Do you have wifi?’. 
Respondi que sim, fiz uma plaquinha e passei meu login e senha. Política de boa vizinhança, né?”

A primeira vez que ele fizer um showzinho desses estilo guerilla gig da janela do apartamento de Paris, a Alline promete que vai filmar da janela dela e mandar para a Popload.

Notas relacionadas:

  1. Troca-troca: Popload em Manchester. Morrissey em São Paulo
  2. Kate Moss e o rock – What Kate Did
  3. Um hit para você sentir-se bem neste verão (de Paris). E o Futebol é Pop, parte 2
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , ,
10/05/2010 - 11:29

Kate Moss e o rock – What Kate Did

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A história de que a top model mais cool dos últimos tempos está montando uma banda com o namorado, o guitarrista Jamie Hince, do The Kills, não é surpresa para ninguém, uma vez que ninguém é mais rock’n'roll no imaginário fashion-pop que miss Moss.

1. Antes de Hince, ela namorou o problemático Pete Doherty (Babyshambles, Libertines) e cheirou todos os problemas com ele.
2. Ela já namorou o ator Johnny Depp, que também já teve banda e também cogitou de montar um grupo com a modelo.
3. Moss foi o tema de uma “biografia não-autorizada de seu lado perverso” em 2007, quando foi lançado o livro “Sex, Drugs and a Rock Chick”, de Brandon Hurst.
4. Moss tocou tamborim numa versão da incrível “Fade Away”, do Oasis, que entrou no álbum beneficente “Help”.
5. Ela já cantou com Elton John, fez backing vocal em disco do Primal Scream, desempenhou DJ sets no “Death Disco” (do Alan McGee, em Londres), escreveu música para o Babyshambles, apareceu em vídeo do Johnny Cash.
6. E, crème de la crème, estrelou o inesquecível vídeo de “I Just Don’t Know What to Do with Myself”, do White Stripes, dirigido pela cineasta Sofia Coppola.

Notas relacionadas:

  1. Troca-troca: Popload em Manchester. Morrissey em São Paulo
  2. Ela não quis ir ao Radiohead
  3. Popload no DVD do Oasis
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , ,
12/02/2009 - 18:12

Troca-troca: Popload em Manchester. Morrissey em São Paulo

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* Popload em Manchester. Neve, neve & rock’n'roll. Brrrrrrrrock.

* MORRISSEY NO BRASIL - Simples assim. Fechado. Tudo o que eu sei é que a princípio tem um show em São Paulo. Não sei data, não sei locais, não sei a quantidade. Ê, povo regulado nas informações.

“Me espera aí, Brasil. Estou chegando!”

* Vamos agora aos esclarecimentos técnicos. O servidor do iG tem enfrentado problemas nos últimos dias, o que deixou impossível na maior parte do tempo atualizar, comentar, postar foto, vídeo. Ou até mesmo visualizar o blog, em muitos casos. Tem sido uma loteria, e não só com a Popload. Então, desta vez, e só desta vez, a “falha” não tem sido (só) minha, hehe. Mas parece que estamos ok, agora. Popload e iG: trabalhando para servi-lo melhor.

* Aí eu tava lá na neve e…

* NME TOUR 2009 - É engraçado olhar as escalações da turnê de bandas novas/promissoras/tendências que o famooooooso semanário “New Musical Express” escala todo começo de ano para rodar o Reino Unido com o mesmo line-up e em várias cidades, fazendo um barulho indie enorme, com intuito de promover sua grande festança de premiação, o “NME Awards”, que acontece em Londres no final do mês. Em 2007, o recado dado pelo novo rock para aquele ano era o da “alegria”. Klaxons, CSS, New Young Pony Club. Deboche, cor, loucurinha. No ano passado, era uma moçada mais nova, fazendo rock “com algo a dizer”. Tipo Cribs (não tão novo), Ting Tings, Joe Lean and Jing Jang Jong (esse não rolou). Este ano o tal aviso é bem sombrio: o da morte, desespero. Os britânicos vivem o novo dark. Isso já foi falado bastante aqui, mas o resultado está muito evidente agora.

Glasvegas, que no ano passado nesta mesma época eu vi abrir para o Wombats, ali, meio tímidos, hoje é o grande nome da noite, com um álbum (mais ou menos) recém-lançado que chegou a número dois da parada de discos do Reino Unido, só perdendo para o Metallica. Outra das atrações da tour do “NME” deste ano é o White Lies, cujo disco de estréia lançado agora em janeiro, esse sim, chegou a número 1, graças a músicas sorumbáticas como “Death” e “To Lose My Life”. Tem a fofa Florence and the Machine, representante do enorme hall de mulheres que cantam hoje no pop, quase sempre de modo igual. E o incrível Friendly Fires, membro da indie dance que é um sopro de alegria na cena inglesa da nuvem negra. Mas eles estão ofuscados pela penumbra pop. Vamos ver como o ano se encaminha nesse cenário britânico carregaaaaado da música jovem.

Então. E, em Manchester, dois dias esgotados no Academy, os shows dessas bandas foram assim:

- GLASVEGAS: O tom é funebre, ok. Então por que foi o show mais alto que eu ouvi nos últimos anos? Por que aquela altura para mostrar o desespero e a melancolia reinante, meldels? Fora a parte distorcida, que fazia às vezes parecer um Jesus & Mary Chain à beira do suicídio. Se bem que “Daddy’s Gone” a referência é um My Bloody Valentine torto saído de um cemitério. Entende? (Eu não…)

- FRIENDLY FIRES: Um dos melhores álbuns do ano passado, mas claramente com um show não a altura do disco. Essa fama sempre perseguiu o FF (não é Franz Ferdinand, hein. Nem Foo Fighters. Nem Fiery Furnaces. Nem Fleet Foxes… Nem… nossa, quanta banda FF!). Mas o show de agora está bem melhor que o que eu vi deles em 2008. Dance delícia, músicas boas, luzes cool, o melhor baixo do novo rock, vocalista rebolando “like he just doesn’t care”. Só alegria. Xô, tristeza indie.

- WHITE LIES – A banda nova número um das paradas graças à canção do cara que foge do pior dos pesadelos. O White Lies, talvez pela juventude e roupas pretas, caminha entre músicas iguais e hits bem bacanas, tipo “Unfinished Business”, “To Lose My Life” e esta aí em cima, que encerrou o show: “Death”.

- FLORENCE AND THE MACHINE – A imponente e vozeiruda Florence, dizem favorita a alguns Brit Awards graças a apenas dois singles, entrou já cantando “Hospital Beds”, do jovem grupo americano Cold War Kids. Florence grita tanto que abafa os instrumentos de sua banda Machine, mas sua garra nos singles “Kiss with a Fist” e “Dog Days Are Over” impressionam para um show de abertura em que as pessoas ainda estão chegando.

* PETE DOHERTY E O “NOVO AMOR” - O lost boy do rock é capa da edição do Dia dos Namorados do semanário “New Musical Express”, que todo mundo namora (hihi). Pete está mostrando na revista algumas de suas músicas novas, que estarão no seu primeiro disco solo, chamado, “Grace/Wastelands”. É o primeiro trabalho com assinatura solitária de Pete Doherty, ex-Libertines e fora do Babyshambles. O disco sai oficialmente em março e tem colaborações do guitarrista do Blur, Graham Coxon. A atormentada “New Love Grows on Trees” é bem lindona e está aí embaixo para audição. Mas o single do CD será “Last of the English Roses”.

Dizem que, com o coração rasgado de amor, as mensagens nas músicas são pouco para seu grande amor, a modelo Kate Moss, e muito para o seu grande amor, o parceiro de Libertines Carl Barat.

Dá para ouvir outras músicas no site do “NME”, inclusive o single. Dá para ouvir aqui “New Love…”.

* YEAH YEAH YEGGS - Na era da gastronomia, a banda cool nova-iorquina Yeah Yeah Yeahs ressurge com uma incrível capa para seu aguardado novo álbum. “It’s Blitz!”, o terceiro, que ficará disponível apenas em abril. Mas, nos próximos dias, a gente já ouvirá “Zero”, o primeiro single do disco.

* FALANDO EM LOVE - Beth Ditto, a dona da banda Gossip, na capa da revista “Love”, neste mês dos namorados.

* DEPECHE MODE NO SEGUNDO SEMESTRE - Outra turnê prometida, ensaiada, parece que vem mesmo ao Brasil em 2009. A histórica banda inglesa de Dave Gahan/Andrew Fletcher/Martin Gore, segundo os próprios músicos em entrevistas para a imprensa mexicana e chilena, estão alinhavando a turnê latina para setembro/outubro, mais provavelmente neste último mês.

* A QUESTÃO OASIS – Na briga dos grandes produtores de shows do Brasil, o bom da história é que a banda, pareeeeece, está mesmo assegurada. Não ligo muito para “quem está trazendo”, mas parece que a T4F levou essa da Mondo, que parece já tinha até pré-contrato assinado. E começam a pipocar concorrência de datas para maio em algumas capitais do país, cada um puxando a sardinha, ou melhor, a banda para seu lado. Na última vez que veio ao Brasil, no começo de 2006, o Oasis anunciou oficialmente seus shows no país com apenas 40 dias de antecedência. Então está valendo.

* PROMOÇÃO MONSTRO - Prêmios monstro da Monstro Discos, de Goiânia. Duas caixas gigantes da gravadora indie mais agitada do país estão a sorteio aqui, contendo o seguinte recheio:
- Um disco do incrível Black Lips em edição nacional com bônus
- Um CD da banda francesa Papier Tigre
- O ábum “Tributo ao Mudhoney”, com indies brazuca tipo Wlverdes, Autoramas, Holger, Superguidis, Lucy and the Popsonics, MQN, Macaco Bong entre outros
- O disco de estreia do Macaco Bong, considerado o disco de 2008 pela revista “Rolling Stone”
- Uma camiseta “crasse” da Monstro. Mais postais e bottons.
Está bom, né?

* QUITO? - Como assim? Popload indo para Quito, no Equador, neste domingo. Simples assim? Não me pergunte por quê. Ou pergunte. O próximo post, portanto, vai ser equatoriano. Não é uma mera cordilheira que vai nos parar. Mas ainda volto a este, acho.

Notas relacionadas:

  1. Popload na Itália: Sinto dizer, mas eu avisei!! ((final))
  2. Popload em Londres: vampiras, tiros, facadas e a “new grave”
  3. Popload em Londres: a revolução será downloadada
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , ,
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