* Music scene is crazy. Bands start up each and every day. I saw another one just the other day. A special new band. I remember lying. I dont remember lies. I dont remember what. But I dont care, I care, I really don’t care.
Did you see the drummers hair?
Oba. Vou ressuscitar minha camiseta do Pavement, que eu comprei da mão do baterista :))
* Do Brooklyn para Goiás. Dirty Projectors não só vem mesmo ao Brasil, para o Goiânia Noise, no final de novembro, como deve tocar em São Paulo no filhote SP Noise no dia 2 de dezembro. Niiiiiiiiiice.
* Falando em Brooklyn, a conta é a seguinte: tosqueira + Ramones + lo-fi + Williamsburg + Jesus & Mary Chain + disco novo + guitarra surf desafinada + vontade de chorar = Vivian Girls.
Vivian Girls parece as bandas ruins de meninas brasileiras dos anos 90. De novo: niiiiiiiice!
* FRANZ FERDINAND EM SÃO PAULO – Não se desespere (muito). Você sabe onde está sua última chance de ver a banda FF no The Week, dia 30, né?
* RAP, INDIE E VIOLINO: KID CUDI + RATATAT NO LETTERMAN - Hey, Dave. What tha fook is going on? YouknowI’msaying?
* O QUE EU APRENDI COM O TWITTER NESTA SEMANA – Você sabe que no mundo moderno, no novo jornalismo, no Vaticano, no espaço sideral, na “Folha de S.Paulo” e no cotidiano do Serguei, o Twitter tem sido o principal assunto. Estréia agora na Popload uma nova seção semanal que trará uma espécie de “highlight” do que nos fez parar para ler ou clicar ou pensar no Twitter nos últimos dias. Em cartaz, neste post, tem de tudo: Kurt Cobain x Guitar Hero, Pavement, Franz Ferdinand world exclusive, Susan Miller e o 17 de setembro, José Mayer, Maísa e Roger, o não-arrastão carioca e outras lições de vida.
@NMEmagazine Pavement reform: it’s official http://www.nme.com/news/pav…
@biagranja BEATALLICA = uma banda que toca beatles com uma pegada de metallica: http://migre.me/7ckg
@trabalhosujo Maisa, aquela do Silvio Santos, e Roger, do Ultraje, JUNTOS – http://migre.me/7c2M
@NMEmagazine Bon Jovi joins ex-Nirvana members in condemning Guitar Hero over Kurt Cobain http://bit.ly/AhUwH
@URBe Caralho! Acabei de passar pelo túnel Dois Irmãos minutos após o arrastão. Que cena desoladora… Carros abandonados, policias orientando…… (cont.) as pessoas com megafones: “motorista que abandoram os carros, podem voltar, o túnel está aberto!”.
@gabi_asa Sabe o q eu descobri ? q não tinha arrastão nenhum no zuzu angel, era escapamento de moto … corri muito e a toa ? eu mereço, q sacanagem !!
@leandromp Região da rua Funchal tem mais helipontos que pontos de ônibus – http://migre.me/7cBa #onlyinsaopaulo
@dlima “Esta música da MENINA MAÍSA com o Roger é melhor do que 90% do rock produzido no Brasil na década”.
@terciors E o Daniel Castro saiu da Folha e foi pra Record “dirigir” o Gugu: http://tinyurl.com/lztjdb
@_cecilialara A quem interessar possa, tem quase ninguém na fila da 100% VIDEO em BAURU pra comprar ingressos pro franz ferdinand. FML
@alissongothzzzz A fila do 2o dia do Maquinaria c/ Panic at The Disco e Evanescence vai estar tipo Brazilian Emo Convention. #brazilwantstokyohotel #NOT
@MyHolger Um amigo meu me falou um dia: “o segredo da felicidade é não ter amor próprio”
@the_augustos Desanimado total de ir pra afterparty do Marc Jacobs no Hiro :s E a Courtney Love tava beeem alterada no desfile do Narciso Rodriguez agora pouco. Ela nao deixou a Suzy Menkes ver o desfile…
@diegomaia Olha o Mika apoiando a Lily Allen na batalha contra os moinhos de vento da pirataria: http://twitter.com/mikasoun… Abs
@puroglamour Mano, ceis tão ligado que hj é o dia mais punk da história em todas as galáxias, de acordo com a susan miller né?
@encostanoacosta: Estou com medinho de amanhã por causa de uma mulher que nem conheço. MORRA SUSAN MILLER VACA OBSCURANTISTA!
@flaviadurante Meu, nunca mais leio merda de horóscopo, fiquei apavorada. muita nóia, tô fora!!! aliás, nóia agora tem acento ou não?
@mrmanson Novelas com o Zé Mayer não duram mais que 9 meses por conta da epidemia de licenças maternidade no elenco. #zemayerfacts
@movethatjukebox Ingressos pro show extra do FranzFerdinand se esgotam em 15 minutos!
@gabrielaspinola Franz Ferdinand tá em turnê, certo? Vão passar aqui no Brasil? (*I hope so*)
@solonbro Alguém já fez um levantamento de quantas vezes ele [Lúcio Ribeiro] acerta nessas previsões [de shows no Brasil]? eu chutaria algo como 1 em 10.
* O PASSION PIT E A ALEXA - Sabe a Alexa Chung, né? A namoradinha do Alex Monkeys Turner e a darling jovem britânica da hora, que agora tem um programa na MTV americana? Pois há alguns dias a banda Passion Pit, de Boston, tocou ao vivo no show da Alexa. Três coisas: não sei mais se a Alexa é namoradinha do Alex ainda; ela não aparece no vídeo :( ; e a performance do Passion Pit para “The Reeling” é incrível.
* NOEL GALLAGHER, BONO E A POPLOAD - Hahaha, este blog já foi bom, viu. Nesta semana fui lembrado por um leitor, o Lucas, que lááá em 2000, quando ainda era coluna e residia na Folha Online, eu postei dois áudios incríveis.
1) Um foi tirado de uma entrevista que eu fiz por telefone com o Noel Gallagher, o dono do extinto Oasis, para o caderno Ilustrada (”Folha”). No final do papo, não sei onde eu tive a cara de pau de pedir para ele se identificar e ainda por cima anunciar os vencedores dos prêmios que eu estava dando naquela semana, na coluna.
O Lucas foi um dos três que ganharam o CD “Familiar to Millions”, ao vivo do Oasis, junto com o Fernando (Paiva) e o Max (Lennon) e tiveram seus nomes “cantados” pelo Noel. Ouve aí.
2) O rap do Bono. Na verdaaaaaade, não é um rap. O líder do U2 deu tiros na Popload. Hã?
Assim: em novembro de 2000, fui enviado pela “Folha” ao Rio para acompanhar a visita do U2 ao Brasil. A banda veio divulgar o álbum “All That You Can’t Leave Behind” e, ao vivo, só faria uma apresentação exclusiva e fechadíssima no Projac, da Globo, para ir ao ar no “Fantástico”. Assisti a esse minishow ao lado dos caras do Jota Quest, lembro bem.
Enfim, antes de ir à Globo, interceptei Bono e o baixista Larry Mullen no Copacabana Palace para uma entrevista. No final do papo, Bono pegou o gravador da minha mão e disse: “Isto é para seu web site. É como Wyclef Jean [rapper americano dos Fuggees] mostra respeito por alguma coisa. E eu vou mostrar respeito por vocês agora”, disse Bono.
E, em um dueto exclusivo, Bono e Larry mandaram um “rap” para os leitores da Popload. Na verdade, ensinado pelo rapper, eles estão fazendo com a boca um barulho similar a uma rajada de 21 tiros, para saudar a chegada deles em terras alheias. Bono fala isso no final. Confira.
* RADIO HEADS - Quatro amigos jornalistas estão nas ondas do rádio, em dupla, percorrendo trajetórias contrárias e fazendo agora ilustre companhia ao Poploaded (apresentado por mim e pelo Fábio Massari) na transmissão de músicas boas e muitas bobagens faladas (no bom sentido, pois não?). Do rádio convencional para o virtual, o famoso programa “Garagem” voltou à vida nesta sexta-feira depois de uns três anos fora de circulação. Agora no site da Show Livre, André Barcinski e Paulo César Martin apresentam as duas horas garagísticas, mais ou menos sem a companhia do Alvaro Pereira Junior, completamente sem a Espetacular Larissa atendendo telefone, porém contando com a versão 2009 bombator de Nipo-Luso.
Da internet para o “velho” rádio, o “Qualquer Coisa”, capitaneado por José Flávio Junior e Paulo Terron ganhou espaço na Oi FM, segundas às 22h. O “Qualquer Coisa”, que começou captado como podcast por um iPod em cima de tábua de passar roupa, é conduzido na verdade um trio de apresentadores, completado pelo músico Max de Castro.
* FRIENDLY FIRES TOCA “PARIS” EM PARIS - Essa eu queria ter visto. Mas, através dos olhos (e da câmera) de um amigo meu na França, a Popload conferiu in loco a banda Friendly Fires tocando uma das músicas indies mais bonitas dos últimos anos no lugar de sua inspiração.
É tipo Caetano tocando “London, London” em… Hahaha. Zoeira, óbvio.
De todo modo, eis os nossos amigos do FF prometendo que um dia vão viver em Paris para os parisienses.
O som está meio abafado e ruidoso porque a câmera estava perto das caixas. No refrão parece um cover do Motorhead para “Paris”. Mas o recado a Paris está muitíssimo bem dado.
* JULIAN SOLTO NA PISTA – É este o primeiro resultado completo da viagem-solo-pra-valer de Julian Casablancas. Enquanto o Strokes não dá as caras, o vocalista soltou seu primeiro e delicioso single via MySpace. A oitentista (?) “11th Dimension”, parece, será lançada naquele formato antigo dia 2 de novembro. O álbum completo – “Phrazes For The Young” – deve aparecer nas lojas que ainda existem antes, em 19 de outubro e mais antes ainda naqueles lugares que estão a um clique do seu mouse. A produção ficou por conta de Jason Lader e Mike Mogis, do grupo Bright Eyes. Como ando matemático, fica assim: Strokes + New Order + Pet Shop Boys + Ian Brown = Julian solo. Incrível.
* MUSE NO BRASIL - Calma. Eles não estão vindo aí. Eles vieram aí.
Antes o disco novo e sinfônico do Muse. O que eu tenho para falar é que “I’m not plugged in, babeeee”. Estou ouvindo esse “Resistance” faz alguns dias e achando chato. Esse papo de “disco diferente, ousado, que vai desafiar os fãs” geralmente soa cascata. E é exatamente o que eu acho nesse caso. Vou ouvir mais, porque sempre curti a banda e identifiquei algumas coisas boas aqui e ali no disco. Mas não vem com ópera, Bellamy.
Acho que o Muse atingiu, principalmente na Inglaterra, um estágio de banda de estádio perigoso e estava num momento de tentar algo realmente… ousado. Mas um “Ok Computer” parte 2 misturado com Queen não dá. Ou dá, sei lá.
Mas o lance é que, para esperar esse “Resistance”, o Muse foi soltando vídeos caseiros “on the road” de sua última turnê mundial, chamados “Join the Resistance”. No “Week 4″ a banda reserva oito minutos para a parte sul-americana (+ México) do giro. Destes, pouco mais de um minuto, no finalzinho, começando no 7:05, o Muse mostra cenas do Rio e de S.Paulo. No Rio eles comem uma minhoca na rua (!!!!) e em SP a galera enlouquece com “Knights of Cydonia”. É assim:
*****
O carinha com camiseta do Joy Division, numa loja de discos, travando uma batalha amorosa inglória com a mocinha. Nick Hornby? Não, “(500) Days of Summer”, o filme indie do ano. Nem vou mencionar o Red Lorry Yellow Lorry da prateleira de vinil…
* (500) DAYS OF SUMMER: O FILME INDIE DO ANO - Filme já citado neste blog neste ano, quando o “trailer dos Smiths” começou a circular, está chegando por aqui o cativante “(500) Days of Summer”, a produção americana independente do ano.
“Summer”, que não tem nada ver com a estação do ano, mas é o “filme do verão” (está bom, eu paro…).
“(500) Dias com Ela”, no título nacional, é um dos grandes destaques da espetacular edição 2009 do festival internacional de cinema do Rio de Janeiro, que começa agora dia 24 e invade outubro com Tarantino, “District 9″ e o escambau.
No Festival do Rio, “Summer” (ou “Ela”) vai ter sete exibições. A primeira é às 19h15 do dia 29 no cinema Odeon Petrobras.
“Summer” deve passar também na Mostra Internacional de São Paulo, no final de outubro. E, por fim, está marcado para entrar em cinema “normal” no dia 13 de novembro.
Os vários e famosos slogans do filme contam por si só a história de “Summer”.
- “Esta não é uma história de amor. É uma história sobre o amor”.
ou
- “Garoto conhece garota. Garoto se apaixona. Ela não.”
Mas o que mais sintetiza a história foi a manchetinha de uma revista de cinema inglesa, que foi ao ponto: “It’s the same old story. Boy meets girl, boy loses girl, boy embarks on amusing nonlinear desconstruction of love affair”.
Dirigido pelo novato Marc Webb, “Summer” mostra o garoto-de-firma Tom (Joseph Gordon-Levitt, que era da série “3rd Rock from the Sun”), que não se entusiasma muito com romances porque espera “a pessoa certa”. Enquanto espera a “the one”, Tom, um verdadeiro e jovem Rob Gordon (”Alta Fidelidade”, Nick Hornby), dedica sua vida à música pop, em especial bandas tristes inglesas, tipo Joy Division e Smiths.
Até que um dia ele conhece no elevador a nova secretária de seu chefe, Summer, interpretada pela linda e cool Zooey Deschanel, também conhecida do mundo indie por ser cantora do grupo americano She & Him, na verdade uma dupla.
Viram melhores amigos, depois namoram, mas logo Tom e nós descobrimos que Zooey tem um problema bem sério: ela não acredita nadinha no amor.
O trailer do filme, já colocado aqui na Popload alguns meses atrás, traz a cena do elevador, de Tom conhecendo Summer. Os Smiths vão levar essa culpa.
A Zooey atriz canta Smiths no filme, no caso “There Is a Light That Never Goes Out”. E a Zooey cantora grava Smiths para a trilha sonora do filme, no caso “Please Please Please Let Me Get What I Want”.
A gente vai falar mais de “(500) Days of Summer”, por aqui.
* PRÊMIOS DE LONDRES – VENCEDORES (MAIS OU MENOS) – Dos três prêmios a sorteio, vou anunciar agora dois ganhadores. A camiseta do Reading Festival tem seu vencedor conhecido no próximo post.
1 – Um single de “Crying Lightning”, vinil, do Arctic Monkeys
Julia Vedder, Belo Horizonte, MG (parente do Eddie Vedder?)
2 – Coletânea indie “Anthem” da “Q”, dupla, com os hinos dos últimos anos. De Kasabian a Stone Roses, de Libertines a Calvin Harris, de QOTSA a MGMT.
Renato A. Souza, acho que São Paulo (quando não botam a cidade, é São Paulo…)
3 – Segue no sorteio, via comentários ou no lucio_ribeiro@ig.com.br, a camiseta incrível oficial do Reading, com um monstro na frente comendo um braço (!).
* Popload em Reading. Popload em Londres. E, ufa, Popload em São Paulo.
* Lá e cá, risonho e… lííííímpido.
* Costas, check! Joelhos, check! Pernas, check! É, voltei inteiro.
* Soube na volta que acharam o Belchior, o “nosso Richey Edwards” (Manic Street Preachers). Com a diferença que o Belchior foi encontrado no Uruguai três meses depois de “desaparecer”, enquanto o Richey sumiu em 1995, foi “visto” desde o México até a Grécia e por fim foi declarado morto no final do ano passado. Só que agora, parece, o Brasil está envolvido com outro mistério pop: onde anda a Amelinha?
* Poploadmania. Think less but see it grow. Like a riot, like a riot, oh! I’m not easily offended.
* Lembra que eu falei que eu não achei a camiseta Reading-Oasis tipo a do Glastonbury-Michael Jackson? Então… Achei!
* QUEM NO PLANETA TERRA? – Antes de falar de lá, um papinho sobre aqui?
1) Eu sei que não dá para confiar em argentinos na semana de Brasil x Argentina
2) Tirando o Primal Scream, a gente acertou todos os nomes gringos da escalação do festival Planeta Terra até agora.
Posto isso, venho dizer o seguinte. Me bateram da Argentina que o headliner do PT 2009 pode sair destes dois nomes, ambos fortemente em negociação com os hermanos: Sonic Youth e Snow Patrol.
Kataplááá!!!
O primeiro é o primeiro, em atual gás de dar inveja os meninos do Bombay Bicycle Club, a atual banda mais energética do planeta.
O segundo, inédito no Brasil, e de um certo passado indie glorioso e em um atual perigoso caminho ao mainstream-novela das oito, devo confessar: eu gosto. Tudo bem?
* E OS MAIORES NO MAIOR DOS READING FORAM… – Vou dar uma geral neste post sobre o que está sendo considerado o maior dos últimos Reading Festival. Mais gente (150 mil), melhor escalação (Radiohead, Arctic Monkeys, Kings of Leon como headliners), melhores veteranos (showzaços de Faith No More, Prodigy, Ian Brown), maiores novidades (Big Pink, Bombay Bicycle Club, La Roux, The XX). Sobre o que eu vi, o que eu li, escutei, o que perguntei aos amigos, vou dizer quem foi os melhores, em um ângulo pessoal ou puxando para tal.
Antes, queria dizer, mesmo correndo o risco de parecer metido, arrogante, exibido e tal, que… Quem matou a pau, tenda absurdamente lotada, pista dançando do começo ao fim, clima total de festa, todas as músicas sendo gritadas, foi uma certa atração do último Popload Gig.
“Hellooooo, Reading. We are the Friendly Fires and you are the incredible second best audience we’ve played this month”
Mas então. Meu Top 5 de sete bandas do Reading 2009 foi:
1. Radiohead
2. Friendly Fires
3. Passion Pit
4. Big Pink e La Roux
5. Gossip, The XX
(1) É aquilo que a gente viu. Show lindo para os ouvidos e olhos. Mais modern jazz, electrojazz que indie ou rock, embora o começo com “Creep”, para os ingleses que não viam a banda tocá-la há séculos, foi matador. Vi só uma hora de show, pelos motivos óbvios, e porque ali do lado ia começar a La Roux.
(2) Foi a catarse coletiva já citada. E, independente de qualquer coisa, pensa: umas 10 mil pessoas gritando para uma banda que tocou há algumas semanas para 1000 no Circo Voador e 500 no Studio SP.
(3) Foi meu terceiro Passion Pit ao vivo. Uma no Sxsw, show cool mas caótico, bagunçado mesmo de banda parecendo tocar pela segunda vez na vida. Outra abrindo para o Franz Ferdinand em Londres em julho, show burocrático e chato, até. E esta no palco dois do Reading, abarrotado, vibe incrível, uma música boa atrás da outra.
(4) Big Pink começou irregular, como é o disco. Viajante sem sair do lugar, shoegaze mais climático que climáááático. Aí começaram a carregar na eletronice, a guitarra subiu, a atmosfera começou a ficar pesada e densa e pesada e densa… O final com as mágicas “Velvet” e “Dominos” matou. Como dizem no twitter, morriumpouquinho. A La Roux no mesmo palco, mas num outro dia e contexto, joga com o jogo ganho. A galera AMA a moça, canta tudo, eletropop quase vagabundo mas com muito charme, com uma parte chatinha, outra sensacional. Não há meio-termo. Mas as boas, tipo “In for the Kill”, “Bulletproof”, “I’m Not Your Toy”, “Quicksand”, fazem o local em que ela toca o melhor lugar do mundo para estar.
5) O Gossip é aquilo. Beth Ditto despachada, enlouquecendo num crescente, clima de show para amigos, músicas novas bem boas ao vivo, músicas “velhas” absurdas e o final com “Standing in the Way of Control” para o mundo acabar. A “nova sensação” XX é uma delícia ao vivo, para uma banda tão parada. Mistura de Cure com Pixies, jogralzinho ele-ela na medida, banda que explora os minimalismos quase silêncio com uma genialidade absurda para ver em um grupo tão novo. Thom Yorke deve adorá-los.
* ISTO FOI O READING:
- Outros shows bem bons: Horrors, Kings of Leon, Metronomy, Yeah Yeah Yeahs (perfeito se não fosse no palcão principal), Bombay Bicycle Club e, acredite, Bloc Party (a parte que eu vi).
- Show que confundiu: Arctic Monkeys. Na hora, achei alguns momentos bons, outros burocráticos. Ninguém muito empolgado com as músicas novas. Mas na hora em que ouvi, depois, no especial da Radio One, achei muito bom.
- Show que não rolou de jeito nenhum: Kaiser Chiefs.
- Show que eu não vi, mas amigos acharam o máximo: Faith No More, Florence & the Machine, White Denim, Dinosaur Pile-Up e… Them Crooked Vulture, a banda do Josh Homme + Dave Grohl + John Paul Jones que tocou de surpresa, sem ser anunciada, no palco 2, tipo sábado 4 da tarde.
- Várias: “Sex on Fire”, do Kings of Leon, e “When the Sun Goes Down”, do A.Monkeys, foram as duas músicas mais absurdamente cantadas alto pela galera no Reading. Parece que no Faith No More teve uma par delas. E “Death”, do White Lies, teve lá sua glória; Popload e a moda: camisa xadrez que um dia foi grunge e hoje é folk foi tendência. Pintura na cara teve mais no Reading deste anos do que quando o Collor sofreu impeachment. O “must” era fazer bigodes e focinho de gato no rosto. Homem e mulher. No show do Bombay Bicycle Club, pensei que ia rolar esmagamento de pessoas. Ou, pior, de adolescentes. Quando você achava que não havia espaço para mais ninguém, lá vinha uma orda de 20 teens raivosos querendo chegar perto do palco. Foi assim da primeira à última música. Medo.
* O READING 2009 EM TRÊS VÍDEOS
1) Beth Ditto fazendo dancinha na explosiva “Jealous Girls”
2) Um vídeo “especial” para “Heads Will Roll”, do Yeah Yeah Yeahs
3) A sensação Big Pink, japa girl na batera, mandando “Velvet”
* Mais Reading, com outros vídeos e fotos, logo mais.
* ALL YOU NEED IS (VAGNER) LOVE – Sumiço do Belchior, fim do Oasis, Reading Festival, disco novo da Scarlett Johansson, Popload em Londres? Nenhuma notícia pop foi tão importante nos últimos dias do que a contratação do Palmeiras para o campeonato brasileiro: o Vagner Love, o craque do amor, que passou cinco anos entre as russas e agora deve estrear sábado no Palestra Itália.
Além de uma Copa da UEFA e duas taças do Russão (?!?!), o atacante traz na bagagem a inspiração para duas bandas europeias batizadas com seu nome. A primeira é de Manchester e se chama isso mesmo, Vagner Love. A segunda é uma espécie de Village People alemão-anos-2000 e é batizada de Wagner Love, com W. Eu e meu amigo do Planalto, o Eduardo Palandi, somos os fãs oficiais brasileiros de ambas as bandas.
1. A primeira é um trio de moleques de Manchester que faz power pop de três minutos como se fosse 1993 (Sebadoh, Teenage Fanclub… Green Day?). A Popload ouviu e concluiu: se Vagner Love jogasse no Manchester United, perigava de “This Is Not a War” e “We Don’t Care” virarem hinos de arquibancada da maior torcida inglesa, tipo “Seven Nation Army” (White Stripes) na Itália. Veja e ouça com seus próprios olhos e ouvidos: myspace/vagnerloveband.
2. A Wagner Love surgiu na Alemanha em 2003 (a de Manchester é de 2007). Ao invés do popzinho underground, é um quarteto assinado com a EMI local, que faz uma mistura de Phoenix com Jorge Vercilo (!) cantando em inglês. Ficou com medo? Não se preocupe, é mais para o lado do Phoenix, já que o hit “I know”, emplacado na trilha do filme “Jogos de Amor em Las Vegas”, é muuuuito parecido com “Too young”, do primeiro disco dos franceses.
*** Agora uma pausa para os nossos comerciais ***
* POPLOADED 122 - Está em cartaz na Rádio Poploaded a edição 122 do programa co-apresentado por Lúcio Who e o gênio Fábio Massari. No playlist, só balas: Friendly Fires exclusivo ao vivo na passagem de som do Studio SP, Dwarves, Deerhunter, Eve & Benga, Electric 6, Decemberists, XX entre outras. Na famosa session ao vivo de banda nacional, a apresentação do grupo electrogrungesexy Brollies & Apples, em vídeos classe gravados na Rua Amauri, pelos mascarados. Tipo este.
* POPFELLAS APRESENTA NO PORN – O ótimo duo paulistano No Porn, dos festeiros Luca e Liana, se apresenta nesta quinta-feira em pocket show na balada rock Popfellas, com discotecagens deste aqui, de Rafa Urenha e do Focka. Mesmo se eu não tivesse a “obrigação” de tocar, eu jamais perderia esta balada. Wicked!
*** Fim dos nossos comerciais ***
* CARACA: ROCKBAND DO RADIOHEAD? - Hahahahaha.
* CARACA: MAS O DOS BEATLES É BEM SÉRIO - Rolou no final de semana passado, mas como eu estava absorvido no Reading, não tinha visto.
* CARACA: E O DO KURT? – Este é para o Guitar Hero 5, também old news, mas serve no “pacote” dos Beatles real e do Radiohead fake. Nesse jogo o Kurt Cobain pode tocar e cantar qualquer coisa: de “Smells Like Teen Spirit” a… Bon Jovi. Aí alguém aproveitou para fazer o Kurt cantar “You Give Love a Bad Name”, sendo que Love, neste caso, foi uma direta para a Courtney Love. Hehe.
* LOGO MAIS - Popload no cinema: Tarantino, ETs e o filme sensação de 2009. Popload na literatura: O Nick Hornby que veio parar na minha mão. E os sambistas do indie. Foram os prêmios ingleses. Só loucura.
* This is a song for anyone/ With a broken heart (Noah and the Whale).
* Popfellas?
* Trident de sabor chocolate+menta. Sorvete de Goodbye Yellow Brickle Road”, da Ben & Jerry’s, com a foto do Elton John no potinho e sabor de chocolate + peanut butter, com pedaços de balas Brickle de café e pedaços de chocolate branco. Que mais, Londres?
* Mais isso:
* Ele é fashionista. Ele é austríaco. Ele é fabuloso. Ele é o Brüno. E a Inglaterra só fala dele. Por causa do filme dele, que estréia sexta-feira aqui. E por causa do Brüno a Inglaterra está uma bagunça.
* Brüno está na TV, nas capas das revistas, no ônibus de dois andares, em tamanho natural em totens de papelão em muitos lugares da cidade. Brüno é bobagem pop, but I like it.
* Fazia tempo que eu não vinha a Londres no verão, acho. No verão mesmo, esses com Sol, dias lindos e noite começando 22h30. Um milhão de moradores e o triplo disso de turistas nas ruas, todos com caras de felizes. De artes a música a cinema a gastronomia a literatura, passando obviamente pela música, tudo acontece aqui. Você faz 100 coisas num dia e volta para casa com a sensação de vazio por ter perdido outras 500.
* Basement Jaxx, Dizzee Rascal, Madonna, The Streets, The Virgins, Killers, Kanye West, Florence and the Machine, Snow Patrol, Dogs, Digitalism, Afrika Bambaataa, Fischerspooners, Jack Penate, Silversun Pickups, Lil Wayne, Siouxsie discotecando, Glen Matlock tocando Sex Pistols acústico (??), Take That (??), !!! (???). Perdi tudo isso nos últimos três dias. Ou, melhor, “deixei de ver”.
* Vamos ver se eu não deixo de ver o Franz Ferdinand e o Passion Pit hoje no iTunes Festival. Esse festival de atrações duplas cujo lema é “31 Noites, 62 Bandas, 1 Lugar” que acontece todo dia, de 1º de julho a 31 de julho no Roundhouse, em Camden Town.
* PIXIES TOCANDO O “DOOLITTLE” - Vende que nem água desde este último final de semana os ingressos para a residência de quatro noites da seminal banda Pixies no Brixton Academy, em Londres. O sobrevivente Frank Black vai reunir novamente sua turma para tocar apenas o seu segundo álbum, o fantástico “Doolittle”, de cabo a rabo, mais os B-sides de seus poderosos singles. Os shows, aqui em Londres, acontecem em outubro, de 6 a 9. A turnê do “Doolittle” começa na verdade na Irlanda, dia 1º/10 e se extende depois com apresentações únicas na Alemanha, Bélgica, Holanda e França.
“Doolittle”, terceiro álbum se você não considerar o “Come on Pilgrim” um EP, é de 1989 e portanto está fazendo 20 anos, por isso a turnê comemorativa. Um dos mais importantes documentos do rock alternativo americano, que ajudaria a moldar o rock nos anos 90, o “Doolittle”, todo artístico, bíblico e cheirando a morte, começa com “Debaser” e termina com “Gauge Away” e qualquer uma de suas 15 músicas é um clássico. “Here Comes Your Man”, fácil, foi a música que mais tocou na história em rádios de rock do Brasil. Não é raro o álbum aparecer nas infindáveis listas de melhores discos de todos os tempos.
Se essa turnê for durar, eu tenho um palpite bobo de onde ela pode passar.
* ALEX MONKEYS – O mundo indie espera ansioso pelo dia 24 de agosto, quando o Arctic Monkeys, aquela banda, lança (oficialmente) seu aguardado “Humbug”, terceiro álbum da carreira deles. Enquanto “Humbug” não aparece nem pela net, “Crying Lightning”, o primeiro single, que já apareceu aqui na Popload em versão ao vivo no festival australiano Big Day Out, foi lançada hoje na Radio One aqui em Londres, pelo sempre esperto Zane Lowe. Dá uma olhada no jeitão “cantor de cabaré” do Alex.
* ULYSSIIIIIIIIIIIIIIIIS – FRANZ FERDINAND AO VIVO – Rolou o grande show da banda escocesa Franz Ferdinand no famoso Roundhouse, casa onde até o Jimi Hendrix tocou quando ele era do tamanho do Franz Ferdinand, hehe. Parte do festival iTunes, realizado todos os dias de julho no Roundhouse com duas bandas diferentes, o FF teve abertura do Passion Pit. Imagens e/ou vídeos do pequeno grupo de Boston entram no próximo post.
O show do Franz Ferdinand teve temperatura interna de 200ºC, para variar. Nenhuma novidade até aqui no astral da apresentação da turma “gente boa” do Alex Kapranos. O negócio é que me surpreendeu as músicas novas (do disco “Tonight”) estarem mais explosivas ao vivo do que os grandes hits da banda. Esperava obviamente o contrário. Dá uma olhada em “Ulysses”.
Foi impressão minha ou no começo do vídeo o Kapranos fez o “Moonwalking”? You never, you never, you never, you never, you never…
Falando nisso, claro que teve uma homenagem do Franz para o astro pop morto recentemente. Os escoceses tocaram uma música especial para o cara. Veja só:
Estou zoando, óbvio. Foi mal, Michael.
O show do FF no Roundhouse começou tranquilão, galera comportada, então fui indo bem para perto do palco. Logo veio o pandemônio Franz e aí era tarde demais para eu sair de lá. No decorrer dos posts eu vou colocando uns “momentos Franz”. Por enquanto, confira no setlist do show quais foram as músicas que eles tocaram.
* NOAH, A BALEIA E A MÚSICA MAIS BONITA DO MUNDO HOJE - Essa é de cortar o coração. Cortar, estraçalhar, pisotear. Está alto verão na Inglaterra, mas por aqui as pessoas sentem a alma gelar quando toca no rádio a belíssima “Blue Skies”, novíssima música do quarteto Noah and the Whale, banda de Londres que lança seu segundo CD dia 31 de agosto.
Noah and the Whale seria chamada de banda folk se fosse dos EUA, como todas as bandas de som tranquilo e elaborado o são hoje em dia. Tem violão? É folk.
Mas aqui se trata de um grupo de perfect pop, baseado em guitarras, que usa piano ou metal na hora em que quer machucar. Sabe banda que tinha tudo para ser do norte da Inglaterra ou da Escócia, que compõem naqueles cenários lindos e solitárias de paisagens verdes de um lado e mar de pedra no inverno de outro?
“Blue Skies”, a música, é da estirpe de canções especiais e arrebatadoras quando surgem, na linha “Silent Sigh”, do Badly Drawn, ou “In My Place”, do Coldplay, quando o Coldplay era…
A música do Noah and the Whale começa direta: “This is a song for anyone with a broken heart. This is a song for anyone who can’t get out of bed”. Sério…
Na verdade, “Blue Skies” é “para cima”, hahaha. Com esperança. A felicidade vai vir, acredita a música. Embora seja duro esperar por ela, completa.
O grande “problema” de “Blue Skies”, para mim, é o “broken” cantado no começo pelo delicado Charlie Fink. Ele canta “broken” de um modo… quebrado, sofrido, propositadamente desafinando. Repara para ver.
“Blue Skies” tem original no MySpace da banda ou neste único vídeo que eu vi para a música no Youtube, em versão ao vivo, em show de Toronto (Canadá).
“Blue Skies” está arrebatando tantos fãs que está refazendo os planos da banda. No final de agosto eles lançam o álbum “The First Days of Spring”, que seria puxada por um single que tem o mesmo nome do álbum. “Blue Skies” seria o segundo single, a ser lançado em outubro. A coisa pode se inverter.
Tem uma hora de “Blue Skies” que Fink canta assim:
“This is the last song that I write/
While you´re even on my mind/
Cause it´s time to leave those feelings behind
Oh cause blue skies are calling/
But I know that it´s hard”
F*ck….
* LONDRES: POPSCENE – Aqui você anda na rua e encontra coisas assim. Clica para ver maior e inteira:
* BRÜNO: “VASSEVER” - Lá vem ele. Estréia nesta sexta-feira nos EUA e aqui no Reino Unido (e mais em uns 20 países de todo o mundo) o filme “Brüno”, mais uma palhaçada sem sentido do engraçado ator Sacha Baron Cohen, que há uns dois anos deu ao mundo o “Borat”.
“Borat is so 2006″ é a campanha do filme sobre a persona fashionista de Cohen. Não só fashionista. Jornalista fashionista gay austríaco. Ele atua onde o mundo badalado mais gosta: no mundo da moda, das celebridades, do entretenimento. “Brüno” é um desses “mockumentary” dos mais reais.
Se você reparou bem na internet, TV, revistas nos últimos dias, Brüno está em todas. Mas aqui na Inglaterra, para variar, beira o absurdo a onipresença do fashionista gay austríaco e jornalista. Se você pensa que a coisa parou naquela papagaiada com o Eminem na premiação da TV, olhe de novo.
Brüno está no metrô, nos ônibus, no “Guardian”, no “Times”, em 100 programas de TV nos cinco canais abertos da Inglaterra, nas rádios, em bonecos de papelão de tamanho natural em porta do cinema, em conteúdo de celular, nos pendrives de brinde do “News of the World” no domingo passado. Óbvio, Brüno foi destaque da parada gay em Londres no final de semana.
O “Observer” de domingo passado trouxe na capa de sua “Woman Magazine” um “cara”. Chamado Andreas. Ele é o Brüno real. Gay, fashionista, austríaco. É o assistente direto da estilista Vivienne Westwood, a “madrinha do punk”.
“Brüno”, o filme, que estréia no Brasil no dia 31 de julho (podia ser pior), tinha outro nome quando a idéia de sua realização surgiu. Assim: “Bruno – Delicious Journeys Through America for the Purpose of Making Heterosexual Males Visibly Uncomfortable in the Presence of a Gay Foreigner in a Mesh T-Shirt”. Mas optaram apenas por “Bruno”, haha. O filme está confundindo os órgãos que estabelecem a censura, da Austrália à Alemanha. Na Austrália, que é sossegada nesse sentido, “Brüno” chegou a ganhar um R 18+ e teve de ser editado para passar para mais gente.
Brüno, que fala um “inglês austríaco”, recentemente botou fogo no programa do apresentador Conan O’Brien, no “The Tonight Show”. A entrevista foi bem engraçada e o “fashionista austríaco” fez sua sexy dance na mesa de O’Brien, para depois sentar no colo do apresentador.
Brüno e o Michael – Uma cena contendo uma zoação a La Toya Jackson, irmã do MJ, foi removida às pressas do filme numa edição extraordinária, antes de o filme ser distribuído. Com a repentina morte do astro pop, caiu fora o momento em que Brüno, aloprando a La Toya, rouba o celular dela para ligar para o Michael.
Vou poupar você de ver mais cenas do “Brüno”, tirando a foto gigante do começo do post, hahaha. Mas já lhe digo que Brüno é gente fina. Adotou uma criancinha africana. Trocou por um iPod. E botou o bebê dentro de uma caixa e despachou como bagagem na viagem de volta à América.
Tal qual Borat, Brüno zoa geral e sem medo. Dizem que, se você achou “desconfortável” a cena em que o Borat vai ao banheiro e traz o “resultado” num saco plástico à mesa de um jantar fino, espere ver o que ele aprontou no Arkansas, terra onde “minorias” não são muito bem-vindas.
Sacha Baron, ou o Brüno, foi até uma cidade redneck para promover um grande evento de luta livre. Fake, óbvio. Criou o evento “Blue Collar Brawlin” e disse que iam ter cinco grandes lutas a apenas U$ 5 o ingresso, balada cheia de garotas e com cerveja gelada custando U$ 1. Espalhou o flyer com a info e recebeu na “arena” cerca de 1.500 pessoas. Depois de quatro lutas medíocres, o público local já achando que foi ludibriado, entrou no ringue os dois últimos oponentes. Brüno e um sujeito apresentado como “Straight Dave”, hahaha.
Começaram a “luta”, um rasgando a roupa do outro, e passaram a se beijar e se lamber no ringue. Foi mais ou menos isso o que aconteceu…
Cinema de arte.
* POPFELLAS: A “NOVA” BALADA - Crescem os empreendimentos Popload Inc. Já tem o blog, vai ter o site, tem a rádio Poploaded, o festival Popload Gig e agora… Popfellas. Na verdade, a POPFELLAS é a significativa repaginação da parte que me cabe na Rockfellas, a festa de rock do clube Vegas, um dos mais importantes espaço de baladas do país. De balada e agora de shows.
A partir desta quinta, feriadão dia 9, temos uma pequena mudança na minha residência de mais de três anos. O underground vai virar “overground”. Minha balada sai do porão, ganha o palco para bandas e o salão principal do Vegas, porque “os modernos estão tomando conta da Rockfellas, empurrando o ‘rock velho’ para baixo”, disse um dos donos do clube.
Então, já que é assim, ganho companhia de dois outros DJs, o Rafael Urenha (Party Íntima) e o Focka, para tocar indie dance, disco punk, funk metal, electro rock e todas as combinações dessas vertentes, misturadas.
E vai ter banda. As principais movimentações de novo rock e afins da cena indie brasileira vão ganhar precioso espaço no palco do Vegas. Nesta quinta, a estréia fica por conta do incrível The Name, disco punk sério de Sorocaba, São Paulo. Porque, não sei se você notou, Sorocaba está bom-ban-do.
A Popfellas vai ter esse formato, então, a partir de quinta agora e quinzenalmente. Dia 23, as discotecagens da balada vão abrir espaço para o “internacional” trio Télépathique, fino.
Logo mais divulgo outros detalhes da Popfellas e a programação de agosto. Por enquanto, fique com o flyer. Sinta-se convidado à Popfellas.
* PROMOÇÃO LONDRES – Segue o sorteio dos famosos “prêmios de viagem”. Melhor: acrescidos de outro bem bacana. Concorra nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Jump.
1. Uma camiseta lindona, verde, tamanho M, oficial, da volta do Blur. É para meninos (ou ideal para). Tem o cachorro de óculos na frente e “blur” grande atrás, com menção ao Hyde Park 2009.
2. Uma “Q” his-tó-ri-ca do Michael Jackson, que saiu depois da morte do MJ, mas não é sobre a morte do Mj. Me entende?
3. Os singles “Can’t Stop Feeling”, novíssimo, e “No You Girls”, do Franz Ferdinand.
4. Uma camiseta “de meninas” do Franz Ferdinand. Tamanho M. Rosa. Lindona. Da última turnê.
Lúcio Ribeiro é jornalista. Edita o Popload e escreve sobre música e cultura pop para a Folha de S.Paulo. É colunista das revistas Capricho e Homem Vogue. Co-apresenta o programa de rádio Poploaded. É DJ residente do clube Vegas e viaja o Brasil tocando em festas de rock.