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23/11/2010 - 18:56

Noise and confusion: Liam Gallagher divulga shows e outra música sem o Noel

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Depois de um tempo sumidão, Liam Gallagher agora não para de dar notícias. Após divulgar uma “música de apresentação” do Oasis sem seu irmão Noel, o Gallagher caçula soltou hoje as primeiras datas da turnê da Beady Eye para março de 2011. No roteiro, por agora, só shows em casas pequenas nas cidades de Londres, Manchester, Madrid, Milão, Colônia, Bruxelas, Amsterdã, Paris e Glasgow. Os ingressos serão colocados a venda na próxima sexta-feira, 26.

Ontem a banda lançou o vinil da “Bring the Light” (que estará no álbum) + “Sons of the Stage”, música oitentista do World of Twist que ganhou uma versão bem mais pesada, com muita distorção e voz arrastada do Liam. Ficou boa, até. Lembra um pouco a fase “Be Here Now” do Oasis.

Notas relacionadas:

  1. A volta do Oasis. Ou quase isso.
  2. Liam Gallagher volta aos anos 50
  3. Baby c’mon!
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , ,
16/11/2010 - 10:51

Baby c’mon!

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A Beady Eye, quase Oasis, banda do Liam sem o Noel, lançou sua primeira música semana passada, você leu na Popload. Ao que apuramos, “Bring the Light” não é bem um “single”, mas sim um teaser do que vai ser o primeiro álbum da banda, previsto para sair no começo do ano que vem. Hoje o grupo divulgou um clipe para a música, que será lançada em uma versão vinil com apenas 4.000 exemplares, já esgotados em pré-venda, no próximo dia 22.

O clipe de “Bring the Light”, um rock bem cru e animado com pianinho anos 50, mostra a banda 90% do tempo, com três backing vocals dançando freneticamente. Nem dá muito para falar que seguiu a linha de clipes ruins do Oasis, porque é mais uma apresentação mesmo.

Notas relacionadas:

  1. O “novo” Oasis
  2. A volta do Oasis. Ou quase isso.
  3. Liam Gallagher volta aos anos 50
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , ,
10/11/2010 - 08:35

Liam Gallagher volta aos anos 50

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Foi lançada hoje a primeira música da Beady Eye, o “novo” Oasis, que tem o Liam, mas não tem o Noel. “Bring the Light” é o single de entrada para o álbum ainda sem nome do grupo que tem na formação Gem Archer, Chris Sharrock e Andy Bell, todos remanescentes da última formação do Oasis.

Liam, que sempre descreveu o som como um “rock cru, dançante” e com uma leva de anos 50/60 com batida de Jerry Lee Lewis, veja só, não estava brincando.

O single sai em formato físico numa edição limitada de 4.000 exemplares em vinil no dia 22 de novembro e terá uma lado b chamada “Sons of the Stage”, cover da banda 80’s World of Twist.

Notas relacionadas:

  1. O filme indie do ano. Noel Gallagher anunciando quem ganhou prêmios da Popload. Bono fazendo um “rap” esquisito e exclusivo para o blog. Kanye West tomando o meu microfone e dizendo que… Mais: “Paris” em Paris. A dance music do Julian Casablancas. E o que a gente aprendeu com o Twitter nesta semana
  2. O “novo” Oasis
  3. A volta do Oasis. Ou quase isso.
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , ,
05/11/2010 - 18:29

A volta do Oasis. Ou quase isso.

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Já que muita gente pergunta sobre, vamos atualizar as Gallagher’s news.

O burburinho que começa a tomar forma na Inglaterra envolve a Beady Eye, também conhecida como o Oasis sem o Noel Gallagher ou, se preferir, a “nova” banda do Liam, seu irmão. Desde o fim do Oasis em agosto do ano passado, os dois irmãos encrenqueiros não se falaram mais e, ao que parece, suas carreiras começam a tomar rumos bem distintos.

Enquanto Noel Gallagher trabalha na surdina gravando demos para seu primeiro álbum solo e recebe a ajuda de músicos como Paul Weller e membros do Zutons e do Hours, Liam Gallagher e os membros restantes do Oasis (Andy Bell, Gem Archer e Chris Sharrock) recrutaram o guitarrista do Gorillaz (Jeff Wootom) para tocar baixo no grupo, fazendo com que Andy Bell, ex-baixista, assuma as guitarras que foram de Noel durante 18 anos.

A Beady Eye já gravou seu álbum, dirigido por Steve Lillywhite e masterizado por John Davis, ambos com currículos extensos e trabalhos envolvendo U2, Rolling Stones, Led Zeppelin, Joy Division, REM, Prodigy, Arctic Monkeys e por aí vai.

Oficialmente, a Beady Eye estava na defensiva. Liam não vinha dando entrevistas e, quando falava algo para a imprensa, desconversava e não informava nada de concreto. No entanto, nesta sexta, o grupo confirmou que “Bring the Light” será o single que apresentará a Beady Eye para o mundo no dia 22 de novembro, junto com a b-side “Sons of Stage”. Semana passada o grupo gravou o clipe para o single e a direção, parece, é assinada pelo comediante Richard Ayoade.

Notas relacionadas:

  1. London Calling: batom vermelho, peixe e fritas. O maior Reading Festival de todos. Ting Tings indo aí. La Roux fofura. O fim do Oasis? E muito mais (título provisório)
  2. Popload no DVD do Oasis
  3. O “novo” Oasis
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , ,
25/05/2010 - 11:14

O “novo” Oasis

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Liam Gallagher divulgou hoje o nome de seu “novo” Oasis: Beady Eye.
A banda, que será formada pelo Oasis como você o conhecia – menos o Noel, óbvio – está em estúdio trabalhando com o produtor Steve Lillywhite, que tem na bagagem trabalhos com Rolling Stones, Talking Heads, Smiths, Morrissey e U2, certo grupo que ele descobriu e com a qual ganhou 4 Grammys.
Esse “novo” Oasis é formado pelo line up mais recente da banda, com Liam nos vocais, Gem Archer e Andy Bell (antigo baixista) nas guitarras e Chris Sharrock na bateria.
O novo baixista, que substitui Noel na teoria e Andy na prática, é Jeff Wootom, que atualmente é músico de apoio do Gorillaz, grupo do Damon Albarn, amigo de longa data do Liam.

Eles até soltaram uma foto “beady eye” da banda em estúdio.

Notas relacionadas:

  1. O amor e o horror. E vice-versa. (fora as datas do Oasis)
  2. London Calling: batom vermelho, peixe e fritas. O maior Reading Festival de todos. Ting Tings indo aí. La Roux fofura. O fim do Oasis? E muito mais (título provisório)
  3. Popload no DVD do Oasis
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , ,
10/05/2010 - 11:29

Kate Moss e o rock – What Kate Did

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A história de que a top model mais cool dos últimos tempos está montando uma banda com o namorado, o guitarrista Jamie Hince, do The Kills, não é surpresa para ninguém, uma vez que ninguém é mais rock’n'roll no imaginário fashion-pop que miss Moss.

1. Antes de Hince, ela namorou o problemático Pete Doherty (Babyshambles, Libertines) e cheirou todos os problemas com ele.
2. Ela já namorou o ator Johnny Depp, que também já teve banda e também cogitou de montar um grupo com a modelo.
3. Moss foi o tema de uma “biografia não-autorizada de seu lado perverso” em 2007, quando foi lançado o livro “Sex, Drugs and a Rock Chick”, de Brandon Hurst.
4. Moss tocou tamborim numa versão da incrível “Fade Away”, do Oasis, que entrou no álbum beneficente “Help”.
5. Ela já cantou com Elton John, fez backing vocal em disco do Primal Scream, desempenhou DJ sets no “Death Disco” (do Alan McGee, em Londres), escreveu música para o Babyshambles, apareceu em vídeo do Johnny Cash.
6. E, crème de la crème, estrelou o inesquecível vídeo de “I Just Don’t Know What to Do with Myself”, do White Stripes, dirigido pela cineasta Sofia Coppola.

Notas relacionadas:

  1. Troca-troca: Popload em Manchester. Morrissey em São Paulo
  2. Ela não quis ir ao Radiohead
  3. Popload no DVD do Oasis
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , ,
15/04/2010 - 16:12

Popload no DVD do Oasis

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* Popload em Las Vegas, Nevada. Agora a caminho de Índio, Califórnia.

A Pulse Films, responsável pelo maravilhoso documentário “No Distance Left To Run” do Blur, agora está com um projeto que vai contar a história do… Oasis. Um filme “especial”, que vai virar DVD. E é aí que a Popload deveria entrar.
O site oficial da ex-banda dos irmãos Gallagher soltou um comunicado convocando os fãs da banda para enviarem histórias contando como a música do grupo afetou suas vidas. As mais legais serão selecionadas e inseridas no documentário. Se você quer abrir seu coração para o Liam, é só mandar um e-mail para oasis@pulsefilms.co.uk.

Nessas minhas andanças com o Oasis, eu já tive duas passagens bizarras com os invocados Gallagher.
Em 98, uns dois meses antes de eles tocarem no Brasil pela primeira vez, fui levado até Miami, onde a banda fez uma rodada de entrevistas para alguns veículos da imprensa brasileira, anunciando os shows, tal. Daí ocorreram aqueles atrasos de sempre, muito por “culpa” da MTV Brasil e do senhor Fábio Massari, chapa que comandava a exclusiva para a TV brasileira. E o Noel tinha uma visita marcada à MTV local, a MTV Latina, no final da tarde.
Na correria, para não perder a entrevista (nem a viagem), acabou que me falaram se eu queria entrevistá-lo no caminho, na limusine que o levaria à TV. De quebra, ainda assisti a performance dele na MTV Latina, um acústico incrível que juntou tipo todo o prédio para ver. E eu.
Lembro me de que ele fez uma apresentação solo para “Don’t Go Away”, que tava bombando na época, e uma cover de “Help!”, dos Beatles.

Já a outra história eu já contei milhares de vezes, mas é de partir o coração.
Em 2001, época do Rock in Rio, ia acontecer a entrevista coletiva com o Noel em um grande hotel carioca. Enquanto os jornalistas estavam plantados na sala esperando por ele, fiquei sabendo que a banda toda estava na piscina do tal hotel, pegando um solzinho.
Eu e um amigo driblamos a segurança e fomos até lá, ver se rolava alguma foto ou papo exclusivo. Avistamos os sujeitos, nos aproximamos e os irmãos foram gente fina, nos recebendo bem para conversar (talvez achando que nós fôssemos hóspedes-fãs, não jornalistas).

Só que enquanto rolava a conversa, o Liam não parava de olhar para o meu pé. Em determinado momento ele não aguentou e interrompeu o papo, perguntando onde eu havia descolado meu tênis (um Adidas fuleiro, de futebol de salão, todo arrebentado). Tentei explicar, dizendo que era um modelo de um esporte tipicamente brasileiro e que provavelmente ele não encontraria um igual na Inglaterra ou nos EUA. Depois, tentamos voltar para o papo sobre música e, quando o Noel foi responder, o Liam o interrompeu, todo encanado: “Viu só o modelo do tênis dele?”. Só ali que eu vi que o lance era sério. Acho que depois do Rock in Rio até joguei meu tênis fora. Ano passado, quando o Oasis esteve aqui, o Liam confidenciou a um amigo meu que ainda lembrava da história do tênis, tadinho. É sério!!

A propósito: o tênis que “mexeu” com Liam Gallagher é este aqui.

Lembro até que fiz uma foto boba na época, do Liam com o Cristo Redentor ao fundo. Ganhei um dinheiro por ela, inclusive. A “New Musical Express” comprou para ilustrar a reportagem sobre a folia dos Gallagher no Rio. Essa aqui:

Notas relacionadas:

  1. O amor e o horror. E vice-versa. (fora as datas do Oasis)
  2. Mais do que um sentimento: a grande escapada da Popload
  3. London Calling: batom vermelho, peixe e fritas. O maior Reading Festival de todos. Ting Tings indo aí. La Roux fofura. O fim do Oasis? E muito mais (título provisório)
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , ,
03/09/2009 - 15:11

Reading Fest Extravaganza, Belchior e Vanusa, Vagner Love, Sonic Youth e/ou Snow Patrol, vídeo do Yeah Yeah Yeahs, Nick, Hornby, Summer e Tarantino (título provisório)

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* Popload em Reading. Popload em Londres. E, ufa, Popload em São Paulo.

* Lá e cá, risonho e… lííííímpido.

* Costas, check! Joelhos, check! Pernas, check! É, voltei inteiro.

* Soube na volta que acharam o Belchior, o “nosso Richey Edwards” (Manic Street Preachers). Com a diferença que o Belchior foi encontrado no Uruguai três meses depois de “desaparecer”, enquanto o Richey sumiu em 1995, foi “visto” desde o México até a Grécia e por fim foi declarado morto no final do ano passado. Só que agora, parece, o Brasil está envolvido com outro mistério pop: onde anda a Amelinha?

* Poploadmania. Think less but see it grow. Like a riot, like a riot, oh! I’m not easily offended.

* Lembra que eu falei que eu não achei a camiseta Reading-Oasis tipo a do Glastonbury-Michael Jackson? Então… Achei!

* QUEM NO PLANETA TERRA? – Antes de falar de lá, um papinho sobre aqui?
1) Eu sei que não dá para confiar em argentinos na semana de Brasil x Argentina
2) Tirando o Primal Scream, a gente acertou todos os nomes gringos da escalação do festival Planeta Terra até agora.
Posto isso, venho dizer o seguinte. Me bateram da Argentina que o headliner do PT 2009 pode sair destes dois nomes, ambos fortemente em negociação com os hermanos: Sonic Youth e Snow Patrol.
Kataplááá!!!
O primeiro é o primeiro, em atual gás de dar inveja os meninos do Bombay Bicycle Club, a atual banda mais energética do planeta.
O segundo, inédito no Brasil, e de um certo passado indie glorioso e em um atual perigoso caminho ao mainstream-novela das oito, devo confessar: eu gosto. Tudo bem?

* E OS MAIORES NO MAIOR DOS READING FORAM… – Vou dar uma geral neste post sobre o que está sendo considerado o maior dos últimos Reading Festival. Mais gente (150 mil), melhor escalação (Radiohead, Arctic Monkeys, Kings of Leon como headliners), melhores veteranos (showzaços de Faith No More, Prodigy, Ian Brown), maiores novidades (Big Pink, Bombay Bicycle Club, La Roux, The XX). Sobre o que eu vi, o que eu li, escutei, o que perguntei aos amigos, vou dizer quem foi os melhores, em um ângulo pessoal ou puxando para tal.

Antes, queria dizer, mesmo correndo o risco de parecer metido, arrogante, exibido e tal, que… Quem matou a pau, tenda absurdamente lotada, pista dançando do começo ao fim, clima total de festa, todas as músicas sendo gritadas, foi uma certa atração do último Popload Gig.


“Hellooooo, Reading. We are the Friendly Fires and you are the incredible second best audience we’ve played this month”

Mas então. Meu Top 5 de sete bandas do Reading 2009 foi:

1. Radiohead
2. Friendly Fires
3. Passion Pit
4. Big Pink e La Roux
5. Gossip, The XX

(1) É aquilo que a gente viu. Show lindo para os ouvidos e olhos. Mais modern jazz, electrojazz que indie ou rock, embora o começo com “Creep”, para os ingleses que não viam a banda tocá-la há séculos, foi matador. Vi só uma hora de show, pelos motivos óbvios, e porque ali do lado ia começar a La Roux.
(2) Foi a catarse coletiva já citada. E, independente de qualquer coisa, pensa: umas 10 mil pessoas gritando para uma banda que tocou há algumas semanas para 1000 no Circo Voador e 500 no Studio SP.
(3) Foi meu terceiro Passion Pit ao vivo. Uma no Sxsw, show cool mas caótico, bagunçado mesmo de banda parecendo tocar pela segunda vez na vida. Outra abrindo para o Franz Ferdinand em Londres em julho, show burocrático e chato, até. E esta no palco dois do Reading, abarrotado, vibe incrível, uma música boa atrás da outra.
(4) Big Pink começou irregular, como é o disco. Viajante sem sair do lugar, shoegaze mais climático que climáááático. Aí começaram a carregar na eletronice, a guitarra subiu, a atmosfera começou a ficar pesada e densa e pesada e densa… O final com as mágicas “Velvet” e “Dominos” matou. Como dizem no twitter, morriumpouquinho. A La Roux no mesmo palco, mas num outro dia e contexto, joga com o jogo ganho. A galera AMA a moça, canta tudo, eletropop quase vagabundo mas com muito charme, com uma parte chatinha, outra sensacional. Não há meio-termo. Mas as boas, tipo “In for the Kill”, “Bulletproof”, “I’m Not Your Toy”, “Quicksand”, fazem o local em que ela toca o melhor lugar do mundo para estar.
5) O Gossip é aquilo. Beth Ditto despachada, enlouquecendo num crescente, clima de show para amigos, músicas novas bem boas ao vivo, músicas “velhas” absurdas e o final com “Standing in the Way of Control” para o mundo acabar. A “nova sensação” XX é uma delícia ao vivo, para uma banda tão parada. Mistura de Cure com Pixies, jogralzinho ele-ela na medida, banda que explora os minimalismos quase silêncio com uma genialidade absurda para ver em um grupo tão novo. Thom Yorke deve adorá-los.

* ISTO FOI O READING:
- Outros shows bem bons: Horrors, Kings of Leon, Metronomy, Yeah Yeah Yeahs (perfeito se não fosse no palcão principal), Bombay Bicycle Club e, acredite, Bloc Party (a parte que eu vi).
- Show que confundiu: Arctic Monkeys. Na hora, achei alguns momentos bons, outros burocráticos. Ninguém muito empolgado com as músicas novas. Mas na hora em que ouvi, depois, no especial da Radio One, achei muito bom.
- Show que não rolou de jeito nenhum: Kaiser Chiefs.
- Show que eu não vi, mas amigos acharam o máximo: Faith No More, Florence & the Machine, White Denim, Dinosaur Pile-Up e… Them Crooked Vulture, a banda do Josh Homme + Dave Grohl + John Paul Jones que tocou de surpresa, sem ser anunciada, no palco 2, tipo sábado 4 da tarde.
- Várias: “Sex on Fire”, do Kings of Leon, e “When the Sun Goes Down”, do A.Monkeys, foram as duas músicas mais absurdamente cantadas alto pela galera no Reading. Parece que no Faith No More teve uma par delas. E “Death”, do White Lies, teve lá sua glória; Popload e a moda: camisa xadrez que um dia foi grunge e hoje é folk foi tendência. Pintura na cara teve mais no Reading deste anos do que quando o Collor sofreu impeachment. O “must” era fazer bigodes e focinho de gato no rosto. Homem e mulher. No show do Bombay Bicycle Club, pensei que ia rolar esmagamento de pessoas. Ou, pior, de adolescentes. Quando você achava que não havia espaço para mais ninguém, lá vinha uma orda de 20 teens raivosos querendo chegar perto do palco. Foi assim da primeira à última música. Medo.

* O READING 2009 EM TRÊS VÍDEOS
1) Beth Ditto fazendo dancinha na explosiva “Jealous Girls”

2) Um vídeo “especial” para “Heads Will Roll”, do Yeah Yeah Yeahs

3) A sensação Big Pink, japa girl na batera, mandando “Velvet”

* Mais Reading, com outros vídeos e fotos, logo mais.

* ALL YOU NEED IS (VAGNER) LOVE – Sumiço do Belchior, fim do Oasis, Reading Festival, disco novo da Scarlett Johansson, Popload em Londres? Nenhuma notícia pop foi tão importante nos últimos dias do que a contratação do Palmeiras para o campeonato brasileiro: o Vagner Love, o craque do amor, que passou cinco anos entre as russas e agora deve estrear sábado no Palestra Itália.
Além de uma Copa da UEFA e duas taças do Russão (?!?!), o atacante traz na bagagem a inspiração para duas bandas europeias batizadas com seu nome. A primeira é de Manchester e se chama isso mesmo, Vagner Love. A segunda é uma espécie de Village People alemão-anos-2000 e é batizada de Wagner Love, com W. Eu e meu amigo do Planalto, o Eduardo Palandi, somos os fãs oficiais brasileiros de ambas as bandas.

1. A primeira é um trio de moleques de Manchester que faz power pop de três minutos como se fosse 1993 (Sebadoh, Teenage Fanclub… Green Day?). A Popload ouviu e concluiu: se Vagner Love jogasse no Manchester United, perigava de “This Is Not a War” e “We Don’t Care” virarem hinos de arquibancada da maior torcida inglesa, tipo “Seven Nation Army” (White Stripes) na Itália. Veja e ouça com seus próprios olhos e ouvidos: myspace/vagnerloveband.

2. A Wagner Love surgiu na Alemanha em 2003 (a de Manchester é de 2007). Ao invés do popzinho underground, é um quarteto assinado com a EMI local, que faz uma mistura de Phoenix com Jorge Vercilo (!) cantando em inglês. Ficou com medo? Não se preocupe, é mais para o lado do Phoenix, já que o hit “I know”, emplacado na trilha do filme “Jogos de Amor em Las Vegas”, é muuuuito parecido com “Too young”, do primeiro disco dos franceses.

*** Agora uma pausa para os nossos comerciais ***

* POPLOADED 122 - Está em cartaz na Rádio Poploaded a edição 122 do programa co-apresentado por Lúcio Who e o gênio Fábio Massari. No playlist, só balas: Friendly Fires exclusivo ao vivo na passagem de som do Studio SP, Dwarves, Deerhunter, Eve & Benga, Electric 6, Decemberists, XX entre outras. Na famosa session ao vivo de banda nacional, a apresentação do grupo electrogrungesexy Brollies & Apples, em vídeos classe gravados na Rua Amauri, pelos mascarados. Tipo este.

* POPFELLAS APRESENTA NO PORN – O ótimo duo paulistano No Porn, dos festeiros Luca e Liana, se apresenta nesta quinta-feira em pocket show na balada rock Popfellas, com discotecagens deste aqui, de Rafa Urenha e do Focka. Mesmo se eu não tivesse a “obrigação” de tocar, eu jamais perderia esta balada. Wicked!

 

*** Fim dos nossos comerciais ***

* CARACA: ROCKBAND DO RADIOHEAD? - Hahahahaha.

* CARACA: MAS O DOS BEATLES É BEM SÉRIO - Rolou no final de semana passado, mas como eu estava absorvido no Reading, não tinha visto.

* CARACA: E O DO KURT? – Este é para o Guitar Hero 5, também old news, mas serve no “pacote” dos Beatles real e do Radiohead fake. Nesse jogo o Kurt Cobain pode tocar e cantar qualquer coisa: de “Smells Like Teen Spirit” a… Bon Jovi. Aí alguém aproveitou para fazer o Kurt cantar “You Give Love a Bad Name”, sendo que Love, neste caso, foi uma direta para a Courtney Love. Hehe.

* LOGO MAIS - Popload no cinema: Tarantino, ETs e o filme sensação de 2009. Popload na literatura: O Nick Hornby que veio parar na minha mão. E os sambistas do indie. Foram os prêmios ingleses. Só loucura.

Notas relacionadas:

  1. The Ones I Love – Radiohead, REM e o Planeta Terra
  2. Anatomia de um hit indie nacional. A música ruim mais legal do momento. Green Day na(o) Terra? Ting Tings também? Serviços de utilidade pública. O Gui Fest. E o Arctic Monkeys. E é isso aí.
  3. Pum, Cecê e Rock’n'roll: a nova configuração das baladas de SP pós-lei antifumo. Franz Ferdinand, Yeah Yeah Yeahs, FNM e Jane’s Addiction: o segundo semestre esquenta. E maaaaais.
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
27/08/2009 - 14:13

London Calling: batom vermelho, peixe e fritas. O maior Reading Festival de todos. Ting Tings indo aí. La Roux fofura. O fim do Oasis? E muito mais (título provisório)

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* Popload em Londres. Heading to Reading.

* A primeira pergunta que me fizeram quando eu mostrei meu passaporte brasileiro no controle de entrada no país no aeroporto de Londres foi: “Where is Belchior?”

* Ela curte batom vermelho, peixe com fritas, suco de laranja e de vez em quando uma viagenzinha até o litoral. Essa é o tipo de garota que o Mike Skint, líder da Skint and Demoralised, admira. Tipo garota simples, que não está nem aí para moda ou para ficar caçando “gatos”, diz Mike, na letra de “Red Lipstick”.

* Uma ooooutra garota especial, que a Inglaterra inteira a.d.o.r.a., e eu também, é esta aqui.

La Roux : Bulletproof : Down The Front

* A GAROTA DO FISH & CHIPS – Engraçada a história da ótima música “Red Lipstick”, do grupo Skint & Demoralised, que está tocando bastante aqui em Londres. Primeiro que o single, lançado agora em julho, é de… 2007. Já teve dois vídeos, mas nunca tinha “acontecido”. Alguma coisa que eu ainda não tive tempo de entender aconteceu para tanto a música quanto a banda de Mike Abbott, de 20 anos, pegarem. Abbott, também conhecido como Mike Skint, é desses poetinhas de rua que escreve sobre o cotidiano de um cara “normal” inglês. Abbott é de Wakefield, cidade perto de Leeds. O som de sua banda, pelo que eu percebi, é tido como se o Arctic Monkeys tocasse com o Streets no vocal e nas letras. Não achei tanto. Mas o negócio é que “Red Lipstick” é muito bacana, jovem, cheia de gás, bem inglesa, com sua historinha de seu cantor preferir garotas simples, tipo “Common Peoople”, do Pulp. Ouve ela.

“Red Lipstick” na verdade é o terceiro single do primeiro álbum do Skint & Demoralised, que só vai ser lançado em janeiro do ano que vem, considerado desde já o primeiro grande disco de 2010. Veremos. Pelo nome, o disco promete: “Love and Other Catastrophes”.

A primeira coisa que eu fiz quando me instalei foi ligar o rádio do quarto do hotel. Tava na Virgin FM. Primeiro tocou “Zombie”, do Cranberries, hahaha. Depois, “Red Lipstick”.

* TING TINGS NO PLANETA TERRA - O PT está engrenando e a briga promete esquentar. O festival do Playcenter confirmou que o espertíssimo duo Ting Tings, daqui, está indo tocar aí no dia 7/11, a data mais agitada da história de São Paulo. Niiiiice! A gente já tinha cantado essa bola. O N.A.S.A. e o grupo Copacabana Club, atração do último Popload Gig, engrossam a escalação nacional.

* DIA 7/11 PLACAR MOMENTÂNEO – PLANETA TERRA vs. MAQUINARIA – De um lado da cidade, Primal Scream e Ting Tings. Em outro canto do ring… Do outro lado da cidade, Jane’s Addiction, Faith No More e Deftones, no festival Maquinaria (Chácara do Jockey). Em qual você vai? Manifeste-se, para gente já ir traçando um panorama de quem vai onde.

* CUIDADO COM ELE. MIKE PATTON VEM AÍ - Atração pomposa do Maquinaria Festival, o evento-rival do Planeta Terra, uma coisa que não se pode dizer de um show do Faith No More é que ele é monótono. Muito pelo contrário. Não costuma sobrar caixa acústica sobre caixa acústica dos palcos pelos quais a veterana banda americana passa. Porque o Mike Patton, você sabe, é fo*a! Se o show do Brasil for um pouco parecido com os que eles estão fazendo na turnê européia, vai dar medo.
1) A gente já mostrou aqui o vídeo de o Mike Patton comendo o cadarço do próprio tênis em pleno show da Hungria. E depois puxando o cordão para fora do estômago e o devolvendo para o tênis.
2) Agora na Bélgica, no famoso festival Pukkelpop, no último dia 20. Um cara saltou do palco na galera enquanto Patton mandava uma canção. Até aí, tudo certo. O problema foi que o stage-dive do sujeito foi mal calculado e ele enfiou a cara na grade, estourando todos os dentes e saindo inconsciente do local direto para o hospital. O FNM parou o show e o Mike Patton desceu para ir ver o cara. Olha isso:

Repara no cantinho do vídeo o Patton cantando “Midlife Crisis” e, ali à esquerda dele, tipo aos 20s de vídeo, o fã surgindo e decolando do palco para o que seria uma aterrissagem bem dolorida.

3) Por fim, Mike Patton z.o.a.n.d.o. a galera da área VIP, postada na frente do palco, provavelmente nem aí com o show, parada, falando no celular. Patton provocou geral, mandou se f*der, zoou o celular, desceu, beijou uma mina na boca, fez os caras cantarem no microfone sem saber.

* VULTURES – Já é quente o burburinho no mundo pop em torno do Them Crooked Vultures, a nova-super-banda formada por Josh Homme, Dave Grohl e John Paul Jones, com o auxílio do guitarrista Alain Johannes. O grupo, que deve lançar seu álbum de estreia ainda este ano, tem aparecido de “surpresa” em alguns festivais e shows.
Para se ter ideia, eles foram atração surpresa do show “surpresa” do Arctic Monkeys na Brixton Academy ontem, em Londres, que eu consegui perder.
Na internet já rola número considerável de filmagens e gravações piratas dessas aparições. A Popload entrega duas das mais legais que apareceram até agora. A primeira, “Caligulove”, gravada no último final de semana no Lowlands, famoso festival holandês. A outra é “Dead End Friends”, em vídeo registrado no show de abertura para o Arctic Monkeys, ontem.

*****

* O MAIOR DOS READING - Popload no Reading Festival. Quando dizem que o indie anda cambaleante na Inglaterra, o público britânico responde bem forte na hora de ir para um dos maiores eventos musicais do planeta. Prometendo um “novo sistema de volume de som” e com três heróis do indie de headliner, o Reading Festival 2009 ampliou sua capacidade para 170 mil pessoas e ainda assim esgotou todos os seus “passes do final de semana” e os ingressos diários em menos de TRÊS HORAS de vendas.

Os principais nomes deste ano, no topo da escalação, são o hoje megapopular (na Inglaterra) Kings of Leon, o hoje crescidinho Arctic Monkeys, de bombado disco novo, e o hoje soberano em todas as mídias Radiohead.
Elencando mais de 120 atrações em pelo menos três agitados palcos com bandas estrelas, veteranos, novidades, ultranovidades e outras que nem sabem que são novidades, o Reading deste ano está sendo esperado aqui como um dos maiores festivais de tempos recentes.
Como disse o “Daily Telegraph”, ninguém duvida que o Glastonbury é o “pai dos festivais” britânicos. Mas na hora de inovar, ousar, dar uma guinada, este papel é o do Reading.
De Faith No More a The XX, de Yeah Yeah Yeahs a La Roux, de Gossip, Glasvegas e Bloc Party a Big Pink, Horrors e Bombay Bicycle Club, todo mundo está no line-up do Reading.
E a Popload vai dar uma espiada in loco no Reading 2009 e vai contar por aqui sobre os 10% de informação que uma pessoa bastante atenciosa consegue captar num evento dessa magnitude.

- Óbvio que eu vou dar uma espiada no show do Friendly Fires na tenda NME/Radio One. Já estou morrendo de saudade da banda.

- Um material com um histórico bacana que eu andei lendo sobre a diferença político-social e cultural do Reading e do Glastonbury eu prometo para mais tarde, quando rolar um tempinho para escrever.

++ FOTOS – SEXTA ++


Bem-vindo ao maior Reading de todos os tempos.
(Foto: KYJenny)


Oi?!
(Foto: BBC)


O Horrors foi o primeiro “comentário” do dia. Eles apareceram na tenda da NME/Radio One lotaaaada e mandaram um show só com canções do “Primary Colours”, segundo bom álbum da banda. O Farris abriu o show com o recado “Hello Reading, I can’t control myself”.
(Foto: BBC)


O figura Mike Patton, que chega ao Brasil com seu Faith No More em novembro para o dia mais sangrento da música pop nacional.
(Foto: BBC)


Do Popload Gig para o Reading: é o Friendly Fires marcando presença nos festivais mais legais do mundo hoje. Não é?
(Foto: BBC)


O Kings Of Leon fechou a primeira noite do Reading, no palco principal. A banda de Caleb foi a mais requisitada dos festivais de verão na Europa e entrou definitivamente na “1ª divisão” do rock por aqui.
(Foto: BBC)

++ FOTOS – SÁBADO ++


Sensibilizada, a galera faz homenagem e clama para que Belchior reapareça.
(Foto: NME)


Nem só de tensão vive o Reading. Sempre sobra um tempinho para dar uma relaxada…
(Foto: NME)


O sol ainda era absurdo quando o Eagles Of Death Metal subiu ao palco principal. A banda tem show marcado para a 12ª edição do Porão do Rock, em Brasília, no mês que vem. Possivelmente única data latina.
(Foto: BBC)


O eterno Stone Rose Ian Brown embalou o público com músicas de sua carreira solo e uma versão especial de “Fools Gold”, clássico de sua antiga banda.
(Foto: NME)


O eletrônico Prodigy apareceu para fazer o seu show punk de sempre.
(Foto: BBC)


A fofa Beth Ditto se jogou na galera. Que amou.
(Foto: BBC)


O novo Alex apresentou o novo show do novo Monkeys. As reações do público e da imprensa inglesa ficaram meio “divididas”…
(Foto: NME)

++ FOTOS – DOMINGO ++


Casa lotada esperando por Thom Yorke no último dia do festival
(Foto: NME)


O Passion Pit fez um dos shows mais concorridos entre tendas espalhadas pelo festival, neste domingo.
(Foto: NME)


A louquinha Karen O. é sempre um show a parte nas apresentações do seu YYY’s
(Foto: NME)


R-A-D-I-O-H-E-A-D.
(Foto: BBC)

*****

* E AGORA, NOEL? 28 de agosto pode passar a ser conhecido como “o dia em que o Oasis acabou”. Os boatos começaram no final de semana passado, quando a banda cancelou uma de suas apresentações no V Festival britânico. A alegação oficial foi que Liam Gallagher estava com laringite.
Nesta sexta, o grupo estava escalado para fechar a primeira noite do importante festival Rock En Seine, em Paris. Mas, minutos antes da apresentação, o Oasis cancelou o show, que era esperado por mais de 30 mil pessoas, único dia do evento com ingressos esgotados.
Um porta-voz da organização do festival foi ao microfone e noticiou que o motivo do cancelamento foi “mais uma briga” entre os invocados irmãos Liam e Noel Gallagher, no backstage.
A organização do Rock En Seine anunciou ainda que a banda cancelou de vez sua atual turnê (que teria mais dois shows neste final de semana) e que irá divulgar um comunicado em seu site oficial (oasisinet.com) ainda hoje.

* OASIS UPDATE: A STATEMENT FROM NOEL – “It’s with some sadness and great relief to tell you that I quit Oasis tonight. People will write and say what they like, but I simply could not go on working with Liam a day longer. Apologies to all the people who bought tickets for the shows in Paris, Konstanz and Milan.”

Xiii Oasis…

* BALADA EM SP: ALLEY – Hoje é dia da nova balada indie mais famosa da cidade. Vou faltar por motivos óbvios, apesar do nome no flyer. Mas te falo uma coisa. Se eu tivesse aí, eu iria. Viu?
Sabe quem é o “tema” do flyer desta quinzena, né?

* ACABOU? - Claro que não. Logo mais tem mais, incluindo os famosos “prêmios de viagens”. Um deles foi pedido nos comentários: o single em vinil de “Crying Lightning”, do Arctic Monkeys. Vai se adiantando…

Notas relacionadas:

  1. O indie nacional está nu (peladão, mesmo). Popload Gig 2. O Faith No More, o Killers e o Franzzzz na nossa mira. O Pata e o Julian. Os Monkeys e a La Roux
  2. O adeus da Popload! O “oi” do Fellini! O tchau do Depeche Mode! Ting Tings no Brasil! Muricy no Palmeiras! Popload Gig 2 e a banda do verão (lá!)! Reggae é o novo indie!
  3. Anatomia de um hit indie nacional. A música ruim mais legal do momento. Green Day na(o) Terra? Ting Tings também? Serviços de utilidade pública. O Gui Fest. E o Arctic Monkeys. E é isso aí.
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , ,
09/06/2009 - 08:59

A perda eterna da fé e o caminho ao inferno. E o que você perdeu, ou não, no bombado Popload Gig

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* If man is 5, then the devil is 6, then God is 7.

* Pronto. O Popload Gig entrou para o calendário oficial dos festivais independentes com estilo, pompa, circunstância e cinco shows, um monte de gente bonita, clima de paquera.

Público do Clash durante show da banda americana No Age no sábado, primeiro dia do Popload Gig. O clube estaria mais cheio logo depois, durante a apresentação da dupla Matt & Kim. Foto de Ulisses Barbosa

* Mas o Popload Gig já era. Vem aí o Popload Gig 2.

15 de agosto, Rio de Janeiro
FRIENDLY FIRES + uma banda internacional (TBC) + uma banda nacional (TBC)
17 de agosto, São Paulo
FRIENDLY FIRES + uma banda internacional (TBC) + duas bandas nacionais (TBC)

* QUEM? QUEENS? - O Faith No More, parece, confirmou seu show em Santiago, Chile, para o dia 30 de outubro. Um show no Brasil e outro na Argentina estão programados para a turnê. Isso tudo beleza. A gente aqui já sabia. O negócio é que, circula no Chile, que o QUEENS OF THE STONE AGE está convidado para tocar na mesma balada por lá. Será que a banda mais cool do rock viria para cá também?

O Faith No More lançou nesta segunda-feira, na Inglaterra, a coletânea de nome com a cara do Mike Patton: “The Very Best Definitive Ultimate Greatest Hits Collection”. Tem 28 músicas, incluindo raridades, lados B e a genial “We Care a Lot”.

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MATT & KIM – SÁBADO – POPLOAD GIG, EM SP

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* ADIVINHA QUEM É A MAIOR BANDA DE ROCK DO MUNDO HOJE… - …Segundo a famosa, adulta e sempre ahn… criteriosa revista inglesa “Mojo”, que quase nunca dá bola para bandas dos anos 2000 para cá.

* FIVE POINTS PALM HEART EXPLODING TECHNIQUE - O mundo pergunta: do que morreu afinal o graaaaande ator David Carradine, 72, herói das séries de Kung Fu dos anos 70 e o Bill de “Kill Bill”, do Tarantino? Até o FBI está investigando. O ator foi encontrado morto semana passada na Tailândia, com uma corda que percorria seu pescoço, seu pulso e seu pênis. Técnica bizarra de masturbação, que envolvia a obtenção do prazer interrompendo o fluxo de oxigênio para o cérebro? Ele teria sido assassinado por uma gangue de kung fu xiita, a mesma responsável pela misteriosa morte do ator Bruce Lee nos anos 70, como sua família alega?
A última pergunta. Você sabia que a “five points palm heart exploding technique”, o jeito que a Uma Thurman “matou” Carradine em “Kill Bill”, causando a explosão interna do coração dele com o toque de seus dedos, é uma técnica que existe?

* COLDPLAY, TRICKY, KILLERS, METALLICA E… SIMPLE MINDS? – De acordo com informações que percorrem os bastidores de shows pela América do Sul, estariam acertadas as vindas dessas bandas todas no segundo semestre (Metallica em janeiro/2010), inclusive a veterana (30 anos) escocesa que um dia ousou disputar com o U2 o trono de maior grupo da Terra. As datas do Coldplay seriam estas aqui, para cinco shows em novembro: “24-26-27-29-30 Brazil”.

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THE VIEW – DOMINGO – POPLOAD GIG, EM SP

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POPLOAD GIG – FOTOS

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* A FRAUDE DO ARCTIC MONKEYS - Lá vem a banda do Alex Turner e seus nomes de discos… Depois de batizar o primeiro álbum de “Whatever People Say I Am, That`s What I’m Not”, veio o segundo: “Favourite Worst Nightmare”. Agora a Inglaterra pergunta o que seria “Humbug”, o recém-anunciado título de seu terceiro disco, o (1) influenciado por Jimi Hendrix, (2) produzido no deserto pelo Josh Homme (Queens of the Stone Age), que será lançado primeiro no Japão no dia 19 de agosto. O diário inglês “Guardian”, em uma de suas investigações”, descobriu que “humbug” pode ter um significado de “fraude” ou “impostor”. O que remete à encanação da banda no nome do primeiro CD, de ter um sucesso injustificado.

* O FANTASMA DO COBAIN – Na semana que vem, na Inglaterra, estréia num teatro de Londres a peça “Nevermind”, que consiste na história de um jornalista da “NME” que recebe a visita do fantasma do Kurt Cobain. Hahaha. Essa eu quero ver.
O texto é bizarro. Parece que o jornalista anda tão deprimido, tudo dando tão errado, que o Kurt do além chega para questionar se seria corajoso ou covardia o cara deprê se matar.
A peça fica até julho em cartaz, a princípio. E, sim, a peça não estará sendo encenada nos teatros do West End. Ela é indie. Passa em Angel.

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HOLGER – SÁBADO – POPLOAD GIG, EM SP

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POPLOAD GIG – FOTOS

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* AH, O JORNALISMO - Enquanto o twitter virou capa da “Time”, o grande “The Boston Globe”, um dos mais prestigiosos jornais americanos e pertencente ao grupo que dirige o “New York Times”, deve mesmo fechar, como estava ameaçando desde alguns meses. O “Globe” deve, adivinha, viver apenas na internet.

* AH, NÃO! DEVENDRA REMIXANDO OASIS? - A mistura é bizarra. Apareceu do nada hoje, no site oficial do Oasis, uma remix de “(Get Off Your) High Horse Lady”, feita pelo riponga Devendra Banhart. De acordo com o site, Noel Gallagher pediu para o Devendra fazer uma “versão livre” para qualquer música que ele quisesse do mais recente álbum de sua banda, “Dig Out Your Soul”. Ao que tudo indica, isso nem será lançado oficial, mas o resultado, um Oasis em ritmo de bossa nova (!?!?), pode ser conferido aqui:

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NO AGE – SÁBADO – POPLOAD GIG, EM SP

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POPLOAD GIG – FOTOS

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* DRAG ME TO HELL - Estreou recentemente nos EUA o terror zoado “Drag Me to Hell”, que aqui vai se chamar “Arraste-me para o Inferno”, quando estrear no Brasil, na segunda semana de agosto.
Nada mais errado dizer que o filme é do diretor do “Homem Aranha”, o hoje bombado Sam Raimi. O apropriado é dizer que “Arraste-me para o Inferno” é obra do desmiolado Sam Raimi, autor da cultuada trilogia “Evil Dead”, a mais engraçada série desgraçada de horror ever.
A “chamada” para este seu mais recente filme, que representa sua volta ao controle do horror repulsivo e farofa desde o afastamento para o “cinema sério”, em 1993, é muito boa. O “tagline” é assim: “Christine Brown tem um bom emprego, um namorado bacana e um futuro brilhante. Mas em três dias ela vai para o inferno”.
Não sou de postar trailers aqui, mas esse merece, para o caso de você querer conhecer a fofa Christine Brown (Alison Lohman):

Amigos que viram o filme nos EUA “pagaram um pau” para “Drag”. Não que o longa vai reinventar o terror. Mas é porque traz Sam Raimi de volta ao filme B da pior espécie, o que no caso é bom sinal. “Arraste-me para o Inferno” é mais afetivo que “grande cinema”, me explicaram. Estou nessa.
Pensa: o filme tem um gato preto na trama.
Tentei ver este último Sam Raimi na porção cinematográfica do South by Southwest, o festival do Texas, em março. O cineasta escolheu o Sxsw para fazer a estréia mundial do filme.
Sem chance nenhuma. Riram até da minha cara quando eu perguntei como conseguia ingresso para a disputadíssima sessão.

O problema de tudo, o porquê de eu estar escrevendo sobre isso agora, é que parece já circular pela internet cópias de “Drag Me to Hell” tiradas de DVD chinês, com excelente imagem. Saco.
Estou no “velho novo” dilema.
As cópias de “câmera” já estavam rolando há algum tempinho. Curioso para ver pelo menos o comeciiiiiinho, baixei até uma que tinha o selo do festival de Cannes em seu início.
Pensa 2: parece que filmaram a tela na sessão do filme do Sam Raimi no prestigioso festival de Cannes e botaram na internet.
Enfim. Vamos ter o que falar do Sam Raimi ainda no futuro próximo. Isso se não formos para o…

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MICKEY GANG – DOMINGO – POPLOAD GIG, EM SP

* WHEN I FEEL HEAVY METAL – Bom, acabou por agora. Os vencedores das últimas promo (e algumas novas) serão anunciados no próximo post. Antes de ir embora para o feriado, queria deixar isso aqui para você ver. Nada demais. Apenas o BLUR ENSAIANDO “SONG 2″ AGORA EM 2009.

 

* Até mais.

Notas relacionadas:

  1. Popload Gig, o Faith No More, o Dinosaur Pile-Up, algumas francesas nuas, a cantora mais linda do mundo, cinco sorteios incríveis e o futuro da humanidade (versão final)
  2. Let’s f**king dance! The Rapture semana que vem em SP. Popload Gig 1 semana que vem em SP. Popload Gig 2 com Friendly Fires em agosto. Mais: o Grizzly Bear e os pôsteres de shows que todo clube devia fazer (versão final)
  3. Kids, teens e os “no age”. E umas modelos. E o Popload Gig, óbvio
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , ,
12/05/2009 - 05:18

Mais do que um sentimento: a grande escapada da Popload

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* Popload na estrada. A caminho do Great Escape, festival de música nova (não 100%) em clubes de Brighton (Inglaterra), vamos mandando notícias do Velho Continente.

É o que parece. Daqui a pouco, a descolada revista “Vice” gringa com a “perfect pussy” e a “Vice” brasileira descartando a bunda brasileira

* O TWITTER E O PÃOZINHO DA PADARIA - Você sabe que a coisa está fora de controle quando, na Inglaterra, foi desenvolvido o BakerTweet, tecnologia que permite às pessoas receberem via Twitter a importante informação que saiu pão quentinho em uma padaria próxima de sua residência. Funciona, pelo que eu entendi, mais ou menos assim: os padeiros que têm conta no Twitter instalam o aparelhinho BakerTweet na parede perto de seu forno. Saiu a fornada de pão francês, croissant, broa, pain au chocolat, sonho etc. o padeiro programa a informação, aperta o botãozinho do BakerTweet e os clientes, via Twitter, são avisados imediatamente. Que mais?

* MICKEY GANG EM LONDRES - Minha segunda banda indie brasileira predileta, o quarteto Mickey Gang, de Colatina, Espírito Santo, mandou bem o seu megahit descontrolado “I Was Born in the 90’s”, para inglês ver e dançar juntinho (?!) no Punk Club, na semana passada. Pelo vídeo aí embaixo, eu posso jurar que ouço galera cantando junto. A molecada capixaba andou dando um rolê inglês semana passada. E, como última observação desta nota, o importante que eu tenho a dizer é que, um dia, eu já estive em Colatina, Espírito Santo.

* O MAIOR SHOW DA HISTÓRIA MUNDIAL EM TODOS OS TEMPOS? - O que pode ser a última grande batalha de uma gravadora de discos, enquanto elas ainda existem, a Universal anuncia que lançará como oficial, em novembro, um DVD com a histórica apresentação do Nirvana no Reading Festival de 1992. O selo, que já foi o maior do mundo numa galáxia não muito distante, tomou a medida para contra-atacar a história de que o grande show da breve carreira da banda acabou de ser lançado em versão que-ninguém-sabe-ao certo-de-onde-vem (= pirata) na Inglaterra, sob o nome “Life Takes No Prisoners”. A Universal, para não deixar barato, promete que vai incluir no DVD um grande material de extras. Massssssssssssssssssssss. Parece que só vai lançar o DVD oficial em… novembro.
O “Life Takes No Prisoners”, que eu já estou procurando em qualquer biboca de discos que eu encontro pela frente, traz as 27 músicas que o grupo de Kurt Cobain tocou naquele dia do final de agosto, em 1992, no colossal Reading Festival. Imagens desse marcante show do trio de Seattle, em particular, circula em vídeos e DVDs desde os anos 90.

O que faz do show do Nirvana no Reading Festival de 1992 um acontecimento especial é o seguinte… Quando o grunge (e todo o novo rock americano no geral) estava começando a estourar na Inglaterra, o Nirvana apareceu para tocar no Reading de 1991, em apresentação que eu tive a felicidade de assistir (thank you, Lord!). Tocaram de dia, sol na cara, para umas 2 mil pessoas, escalados ali no começo da lista de atrações. Isso aconteceu umas DUAS SEMANAS ANTES de o álbum “Nevermind” ser lançado e mudar a história de tudo na música. A medida do que aconteceu no rock se daria um ano depois, no Reading de 1992, quando o Nirvana era a maior atração do festival e arrastou umas 120 mil pessoas para frente do palco principal, o não-confirmado maior público do gigantesco evento inglês ever.

Se você já viu o famoso DVD “Live! Tonight! Sold Out!”, documentário lançado nos anos 90 sobre as apresentações do Nirvana, um que tem o João Gordo se esgoelando na missão de mestre-de-cerimônias do show do Morumbi em 1993, deve se lembrar desta cena: Kurt Cobain entrando no palco de cadeira de rodas, empurrado pelo famoso jornalista britânico Everett True (do extinto semanário “Melody Maker” e então “descobridor” mundial da revolução grunge). Cobain, de peruca branca e todo curvado, fazia uma zoeira com o boato que se espalhou à época de que estaria com problemas mentais. No Reading de 1992, Cobain anunciou que sua filha, Frances Bean, havia acabado de nascer. E ainda fez a platéia entoar um espetacular coro “Courtney, we love you”.

O Youtube guarda muitas imagens do show do Nirvana no Reading 92. Veja a banda em performance do megahiperextramacro hit “Smells Like Teen Spirit”, não sem antes meio que zoar o hino de FMs “More Than a Feeling”, dos farofeiros do hard rock setentista Boston (detalhe: eu gosto bastante de “More Than a Feeling”).

Óbvio que, seu eu encontrar o DVD “Life Takes no Prisoners” vou comprar dois e sortear um aqui no blog.

* O NIRVANA, O GRUNGE, A P*ORRA DA HISTÓRIA TODA - Está começando a chegar nas livrarias americanas o livro “The Grunge Is Dead – The Oral History of Seattle Rock Music”, dizem, o mais completo retrato da última grande revolução do rock. São mais de 130 entrevistas com “gente que esteve lá”, para remontar a história toda do movimento de rock sujinho e cheio de “sub-movimentos” que nasceu nos anos 60, veio vindo, veio vindo, e se transformou em um dos maiores e mais improváveis experimentos de marketing incidental da música. Segundo descrição, entre outras coisas, o livro traz a primeira entrevista de Eddie Vedder falando de Pearl Jam, a mãe do Layne Staley (Alice in Chains) comentando sobre o vício nas drogas e a consequente morte do filho. E, claro, muitos causos sobre o Nirvana.

* PROMOÇÃO POPLOAD/CONVERSE: GANHE O ALL STAR DO KURT COBAIN – Já que estamos falando tanto em Nirvana… Segue a promo do incrível All Star do Kurt Cobain. A extrafamosa marca jovem americana de tênis Converse, aliada à nova revista “Vice”, presenteou a Popload com dois pares do Converse preto do Kurt Cobain lindão. Um é meu, ÓBVIO. O outro vai a sorteio aqui, é só concorrer e, se ganhar, escolher a numeração: tem dos números 34 a 42. Vai lá. Aqui nos comentários (deixe seu email certinho) ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Importante: o tênis já vem sujinho, tipo quando o Cobain não o tirava do pé. Olha só.

Atenção: existe três modelos de tênis da Converse dedicados ao Kurt Cobain. O ganhador vai faturar um dos modelos disponíveis à época do sorteio

* LISSY TRULLIE E SEU SINCERO “OH, BOY!”- Já bastante destacada neste blog, a babe Lissy Trullie, destaque indie do ano lá de Nova York (tem meninas em São Paulo que já usam o “cabelo Lissy Trullie!!!!”), lançou vídeo novo. É da deliciosa música “Boy Boy”, seu mais recente single, tirado do EP “Self-Taught Learner”, que sai semana que vem na França e Inglaterra. Lissy Trullie, modelo, DJ e ainda por cima guitarrista, está mais para a “nova Chrissie Hynde” do que para a “nova Karen O”. O show dela visto por este blog no South by Southwest deste ano foi uma belezura. Qualquer hora eu boto um vídeo aqui, talvez dela desempenhando “Ready for the Floor”, do Hot Chip. Repare no vídeo de “Boy Boy”. Ela dorme com a camiseta “I Hate the Whole Thing”. Fofa. E, para completar, a Chloe Sevigny aparece.

* SEGURA OS MENINOS: GORKY + BOSS IN DRAMA NA EUROPA - Curitiba indie está bombando. Enquanto não acaba de fazer o segundo disco do Bonde do Rolê, o DJ Gorky acompanha o inquieto disco-freak Boss in Drama (não é mais Bo$$, com cifrões, por causa da crise) por um giro alemão que começa nesta terça-feira e é assim:

12.5. Nürnberg – MUZ Club
13.5. Hamburg – U&G (Turmzimmer)
14.5. Berlin – Dot Club
17.5. Munich – Orangehouse
18.5. Cologne – Gebäude 9
19.5. Münster – Amp
20.5. Hannover – Cafe Glocksee
21.5. Bremen – Lagerhaus
23.5. Berlin – TBA

* CAPA DO DEAD WEATHER - Foi divulgada a capa do primeiro disco da “superbanda” Dead Weather, montada em uma combinação White Stripes, The Kills, Raconteurs e Queens of the Stone Age. Parece que mr. Jack White escolheu de modelo a louquinha Alisson Mosshart, a VV, para estampar sua imagem no primeiro disco do grupo. O CD, “Horehound”, vai ser lançado no meio de julho.

* O-A-S-I-S – O Oasis encerra nesta terça (12) sua já maior turnê brasileira feita até esta data. A banda comandada pelos invocados irmãos Gallagher já passou por Rio, São Paulo e Curitiba, no último fim de semana.
O grupo chegou à capital gaúcha no início da tarde de ontem e passou praticamente o dia inteiro no bar do hotel Sheraton (à exceção de Noel, que tá meio fora de sintonia).
Vestindo uma camisa da seleção brasileira, o casca grossa Liam atendeu os fãs diversas vezes, deu cigarros para alguns e, certa hora, já um pouquinho “alto”, se jogou em cima da galera.

Liam, em um dos diversos momentos que saiu para atender os fãs no hotel em Porto Alegre

O show desta terça será no estádio Gigantinho, que deverá receber cerca de 12 mil pessoas, o mesmo público que acompanhou a banda em Curitiba, no domingo.
Bem-humorado e solícito (sério), o Liam chegou até a dizer que o Oasis hoje não é a melhor banda do mundo. “Falta um pouquinho. Quando eu e o cara estamos batendo de frente, a coisa não anda do jeito que a gente quer.”
O “cara”, lógico, é Noel, que não quer que o Liam nem pegue carona na mesma van quando eles vão para os shows. “Estou me divertindo. Eu fico no meu canto e ele no dele, trancado no quarto fazendo não sei o que. Deve ser crise de meia idade isso aí”, disse o caçula.
Depois do calor do Rio, da chuva em SP e do frio em Curitiba, Porto Alegre hoje amanheceu assim para o show dos Gallagher:

Em Curitiba, domingo, o show foi o melhor até agora, tecnicamente falando. Banda bem disposta, som alto e cristalino e especialmente um Liam alto-astral e comunicativo. O Noel, que tem dado pouco as caras, até que foi simpático ao seu modo nos shows. Mas, para se ter idéia de como a banda anda se divertindo e o Noel não, todos eles ficaram no camarim da Expotrade até tipo 3h da manhã, bebendo, comendo, cantando, tal. Todos, menos o Noel, que foi pro hotel assim que saiu do palco.

* Pronto: metade do post já foi. O resto vem já, já. Popload goes porn, não perde essa.

Notas relacionadas:

  1. Popload na Itália: Sinto dizer, mas eu avisei!! ((final))
  2. O festival Metal Beats e os shows que não acabarão nunca mais
  3. Popload em Londres: a revolução será downloadada
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , ,
28/04/2009 - 15:51

Fofoca… E Fuck You! Quer dizer…

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Buy it, use it, break it, fix it,
Charge it, point it, zoom it, press it,
Write it, cut it, paste it, save it,
Plug it, play it, burn it, rip it,
Drag it, drop it, zip it, unzip it,

* Iphone it, twitter it, facebook it

* Technologic, technologic.

* Vem aí a Popload 2010, parece. Já em maio. E já veio aí a Popload iPhone, uma versão diferente, bonita e prática para quem acessa esta parada aqui do aparelhinho famoso da Apple.

A Beth voltou

* DEPECHE MODE, AS DATAS – Nossos hermanos estão firmemente soltando o que seriam as datas oficiais da turnê latina dos gigantes Depeche Mode, a banda do semivivo Dave Gahan. Semivivo porque ele já foi semimorto, como ele disse uma vez. Vivendo maus momentos “internos” depois que foi morar na Califórnia, com muito dinheiro levantado do sucesso todo dos anos 80, Gahan entrou em deprê brava e se afundou nas drogas. A ponto de certa vez ser dado como morto numa ambulância, a caminho do hospital, logo após uma overdose. Mas ele de repente… acordou do reino dos mortos, segundo um paramédico que o atendeu, depois de ser encontrado desfalecido numa rua. Lembro que uma vez, num show que vi do Primal Scream em Nova York nos anos 90, Dave Gahan apareceu no palco de convidado especial, de surpresa. Causou grande comoção naquele dia, tinha gente chorando na platéia, porque havia tempos ele estava desaparecido completamente da cena, por causa do mergulho no lado negro da força. Naquele show, e até então, eu nunca tinha visto alguém tão magro e debilitado na vida. Agora Gahan, um pouquinho mais vivo que antes, reaparece em shows na América do Sul, para mostrar os megahits do DM e as músicas novas do retrofuturista CD “Sounds of the Universe”, recém-lançado. As datas que circulam forte no Chile, Peru e México, nada oficiais ainda (e se a gripe suína permitir), são estas abaixo:

29/Septiembre Monterrey, México
01/Octubre Arena VFG – Guadalajara, México
03/Octubre Foro Sol – Ciudad de México
04/Octubre Foro Sol – Ciudad de México
06/Octubre San José, Costa Rica
07/Octubre Ciudad de Panamá
09/Octubre Caracas, Venezuela
11/Octubre Parque Simón Bolivar – Bogota, Colombia
13/Octubre Lima, Perú
15/Octubre Santiago de Chile
17/Octubre Buenos Aires, Argentina
19/Octubre Sao Paulo, Brasil
20/Octubre Rio de Janeiro, Brasil


* OASIS NA ANA MARIA BRAGA VENEZUELANA – Falando em problemática no rock, o grupo inglês Oasis, que toca na semana que vem em São Paulo e Rio, chegou à Venezuela na noite desta segunda-feira, para iniciar a turnê sul-americana de seu último álbum, o “Dig Out Your Soul”. A banda, ou MELHOR, o Liam Gallagher, foi flagrado desembarcando no aeroporto de Caracas pela reportagem de um desses programas matutinos de TV, tipo Ana Maria Braga, com bonequinho de pano doido e falante, que mostrou nesta terça de manhã a chegada dos Gallagher ao país. A diferença é que a apresentadora do programa e principalmente a repórter que abordou o Liam eram venezuelanas, se você entende o que eu quero dizer. Pensa no que pode ser um diálogo entre uma repórter-gata venezuelana que não tem idéia do que está acontecendo no planeta e uma pessoa “comunicativa” como o Liam Gallagher. Foi assim que o Oasis chegou na América do Sul.

* Lembrando que o canal pago Multishow mostrará ao vivo, na quinta-feira dia 7, o show do Oasis no Rio de Janeiro, direto do Citybank Hall. Lembrando mais ainda que o nome do vencedor do ingresso para o show de São Paulo, prometo, estará colocado no final deste post, quando ele for finalizado. Ou seja, “última chamada” para você tentar faturá-lo.

 * Estamos chegando. Meio atrasadinhos, mas começando a fazer este post ficar graaaaaaaaaaaaaaaaande. Né , Beth?
 

Notas relacionadas:

  1. Popload na Itália: Sinto dizer, mas eu avisei!! ((final))
  2. FUGA PARA O INTERIOR – O INDIE NA ESTRADA
  3. Troca-troca: Popload em Manchester. Morrissey em São Paulo
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , ,
23/04/2009 - 21:25

Sinal vermelho

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* Bom?

* Por que ninguém está tentando soar como o U2? Porque não é uma coisa bacana de se fazer. Por que alguém iria querer soar como o U2?

* Esse Eddie Argos, viu…

* Eddie Argos, do Art Brut, na música “Slap Dash for No Cash”, do álbum “Art Brut vs. Satan”. Disco este que foi produzido por… Frank Black (que um dia foi o líder dos Pixies).

Olha bem para esta foto do Kap Bambino. Mas bem mesmo. Fica olhando…

* ELECTROGRUNGE DOS INFERNOS - Se é para falar do “ano da França no Brasil blablá zzzzz”, deviam pensar em trazer para cá logo esse duo Kap Bambino, não? Mais precisamente de Bordeaux, som tipo um Le Tigre ligado no 220v (ou, melhor, no 2220v). Um heavy metal moderno e eletrônico, se isso é possível. Um electrogrunge, se Cobain nos permite. O segundo álbum deles, “Blacklist”, o primeiro “a sério”, “trabalhado” para “além da França” (leia-se, bombando no submundo de Londres), sai agora em maio. Mas o primeiro single já recém-circula para venda digital, o da incrível “Red Sign”, assustadora. O Kap Bambino é Caroline, no vocal de filme de terror, e Orion, na manipulação nervosa de barulhos vários. Dizer que a dupla é “bem louca” é muito pouco para o casal.
Na minha modesta opinião, o grande “problema” do Kap Bambino são os vídeos. Acho que poucas vezes vi coisa tão absurda e bonita como este de “Red Sign”. Vê o que você acha dele e me diz se é só meu tradicional exagero que embaralha minhas vistas.

* COCA-COLA É ISSO AÊ - Estava fácil de montar o quebra-cabeça. Primeiro soubemos que as energéticas bandas indies No Age e The View, americana e escocesa respectivamente, vêm tocar em Porto Alegre e São Paulo no comecinho de junho. Ok. No paralelo, começamos a notar que (principalmente) a capital gaúcha passou a ser bombardeada com notícias de que no mesmo “comecinho de junho”, na cidade, vai rolar uma série de eventos chamada P.A.R.C, sigla de Porto Alegre Rock City, festa de rock bancada pela Coca-Cola focando a nova música, para “novas pessoas”, a tal juventude. É parte da referida batalha das Colas, a que eu venho alertando aqui, com a Pepsi na outra ponta do ringue.
Enfim, era só ligar os pontos para saber do que o P.A.R.C. se tratava, em relação a Porto Alegre.
Mas eis que o incrível duo americano de rock sem guitarras Matt & Kim, um dos mais explosivos shows da nova música, soltou no MySpace deles que em sua turnê consta um show em São Paulo e outro em Porto Alegre, no P.A.R.C.
Entende o que está vindo por aí?

* MATT & KIM NO SXSW 2009 - Para você não se sentir desavisado quando o Matt & Kim chacoalhar nossos clubes, aí embaixo tem um trecho da apresentação da dupla nova-iorquina agora em março, no Texas, durante o principal festival do mundo para música nova (não só) do planeta. A canção é a “famosa” “Daylight”, o pequeno hit do M&K, que só foi ouvida por 2 milhões de pessoas no MySpace deles. Como eu modestamente bem disse na info do vídeo no YouTube, o som está abafado devido a minha proximidade das caixas. A imagem está tremida devido ao pandemônio que tomou conta do clube. Enfim, você sabe como são essas coisas.

* DEPECHE MODE NO BRASIL - As datas, locais e o esquema de ingressos para os shows do veterano grupo inglês Depeche Mode na América do Sul serão divulgados na semana que vem, este blog foi quase-oficialmente informado. Estamos “trabalhando” com aquelas datas que vazaram semana passada, a saber:
dia 12 de outubro, no Rio, dia 14, em São Paulo.

* SUSAN BOYLE. NO “SOUTH PARK” - Haha. A mulher fenômeno mundial, cujo show no Brasil será assistido pelo Contardo Calligaris mesmo comprando ingresso de cambista, agora ganhou diploma de fenômeno mundial. Apareceu no “South Park”. Apareceu citada, não em “carne-e-osso”. O irmãozinho do Kyle fugiu de casa, para ser pirata na Somália. Na triste carta de despedida, o menino explicou seus terríveis motivos. Entre eles, disse que se ouvisse na escola mais uma pessoa citando a performance de Susan Boyle no programa inglês de calouros ele iria “vomitar as bolas pela boca”. Hahaha.

* WADO NO POPLOADED – Já na edição número 104, o programa de Poploaded, braço radiofônico deste blog e co-apresentado por este aqui (eu!) e pelo gênio Fabio Massari, mostra semanalmente as músicas mais cool, não-cool, esquisitas, raras, fáceis do planeta, além de ser plataforma sonora e visual do melhor da produção do rock (não só) nacional. Tipo umas 90 bandas já fizeram as famosas “Poploaded Session”, performance ao vivo no incrível estúdio do iG, no Itaim, em São Paulo.
Tudo isso para dizer que, nesta semana, está no ar o programa 104, com Lunettes, Camera Obscura, The Horrors, White Lies, Sonic Volt, Franz Ferdinand, Black Ghost etc. E, na Poploaded Session, o minimalismo electrofunkMPB do cultuado compositor catarinense Wado, de Alagoas. What?
Uma das quatro músicas que o Wado gravou para o Popload, sem banda, apenas acompanhado pelo guitarrista Junior Boca, é “Teta”.


* ESSA CENA DANCE DO CASSETE - A agitada e moderna cena dance brasileira vai estar contida numa velha fita-cassete. Compilada e capitaneada pelo ácido duo paulistano Database, a coletânea “Uglyedits Vol. 2″ ganha vida em 200 fitinhas, no final de maio, reunindo o que há de melhor nesta terra quando o assunto é festa, balada, clubes, remixes. As fitas-cassete serão distribuídas na festa de lançamento do projeto, na Moon, em 25 de maio no D-Edge, dia 19 de maio. Óbvio, a compilação vai ter versão virtual também. Além do Database, estarão no “Uglyedits Vol. 2″, entre vários outros, nomes como The Twelves, Mickey Gang, Copacabana Club, Edu K, Chernobyl, Roots Rock Revolution, Mono-4, Terror Duo, Cello Zero, Killer on the Dancefloor e… Roberto Carlos?

 

* LOJA DE CDS - Está feio o negócio. Depois do fechamento da megastore da Virgin na Times Square, outro templo de discos, a Virgin da Union Square, também está limpando o salão para desaparecer do nobre espaço comercial da cidade mais comercial do mundo. Amiga que foi pegar lá para mim o disco do The Pains of Being Pure at the Heart nesta semana ficou com pena da galera da outrora gigante loja de CDs (e DVDs, livros, revistas, camisetas, games…). “Os vendedores no microfone falavam: ‘Estamos fechando. Diga pra gente que vocês nos amam’…” Enquanto isso, funcionários braçais removiam prateleiras, botavam placas, tiravam as coisas. Triste. Mas essa era acabou, mesmo.

* NÃO ACABOU - Devo, eu disse devo, divulgar o nome do ganhador do ingresso para o Oasis em São Paulo, no show de 9 de maio. Aproveita sua derradeira chance para pedir.

Notas relacionadas:

  1. Nada para se preocupar
  2. Troca-troca: Popload em Manchester. Morrissey em São Paulo
  3. O amor e o horror. E vice-versa. (fora as datas do Oasis)
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , ,
24/03/2009 - 18:16

Ela não quis ir ao Radiohead

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* Popload em São Paulo. Eu tenho uma tendência pessoal a discordar dessa frase atualmente, mas depois dos últimos dias pop o que eu posso dizer é “Everything in its right place”.

* Cheguei tipo sete horas depois do h.i.s.t.ó.r.i.c.o. show do Radiohead na cidade, mas não se pode ter tudo na vida, não?

* Muita coisa para falar: Radiohead, Oasis, South by Southwest, Texas, Chile (!!!!!). Mas aqui só vai rolar Radiohead. O resto fica para quinta.

* RADIOHEAD OBRIGOU SHOW NO RIO – Uma conversa de bastidor me aponta que o show do Rio de Janeiro teve bem perto de não acontecer. Seriam dois concertos em São Paulo. Tanto organizadores quanto os agentes da banda imaginavam que um show do Radiohead num lugar tão grande quanto o Sambódromo seria fracasso de público. Mas a banda, bastante curiosa pelas constantes vindas do guitarrista Ed O’Brien ao país, disse que só viria ao Brasil se tocassem no Rio.

* “LUCKY” – A espeeeera toda por uma apresentação em carne e osso da banda de Thom Yorke parece ter valido a pena. Todo mundo dizendo que foi o “show da vida”, “show de uma geração”, “melhor de todos os tempos”. Amigo meu, macaco velho de shows internacionais (morou em Londres na época do grunge/britpop), soltou esta: “Esperei 16 anos por isso e valeu cada minuto. Estou impressionado até agora. Tenho 44 anos e ainda chorei na hora de ‘Lucky’”.

* A PESSOA QUE OUSOU NÃO IR NO RADIOHEAD – Mas não é bem assim que todo mundo amou o show. Outra amiga, a Fernanda, que viaja o mundo atrás de shows, frequenta baladas indies, bate cartão no Coachella e tudo mais, simplesmente, no dia, com ingresso na mão e tudo, resolveu “pular o show do Radiohead”. Não foi. Não quis ir. Voltou da praia mais cedo em dia de sol e resolveu “pular”. Com as amigas indo e tudo, telefonando ou mandando vários sms convocatórios inclusive, resolveu desligar o celular, comer Haagen Dasz e assistir seriado na TV.

- Como assim, Fernanda? “Não fui. Acho que foi uma histeria ao contrário. Era taaaaanta expectativa, tanta gente falando, tanta pilha, tantos sms, tantas ligações, tanta gente marcando de se encontrar, tantos especiais no Multishow, tanta gente falando q a vida ia mudar…”.

- Você não acha que a expectativa absurda, no caso do Radiohead, era justificada? Você não errou na política anti-hype? Você está arrependida? Você está sofrendo perseguição dos amigos por que não foi ao show? “Estou arrependida até. Eu sei que foi animal, nunca questionei a qualidade da coisa. Mas achei que era melhor eu deixar para ver o show deles numa ocasião menos histérica. E, sim, as pessoas estão tipo me tratando diferente. Outras acham que estou ‘escondendo’ alguma coisa. Sério, está f*da. Mas a real é que fiquei com preguiça de tanta gente junta esperando o melhor show da vida delas. Eu não sou boa com altas expectativas em massa.”

- Beleza, está explicado. “Você vai botar no blog? Não põe o meu nome. Ou põe, você que sabe. Já sou zoada anyway. Mas não bota meu sobrenome. Para não irem atrás dos meus familiares, haha…”

* PÚBLICO PARANOID – Amigos me contaram sobre um momento tocante no show, quando a banda finalizou o hit “Paranoid Android”. Canção terminada, música já se preparando para engatar o próximo hino, “Fake Plastic Trees”. Mas a galera continuou na boca a “Paranoid Android”, fazendo a segunda voz. “Come on raaaaaaaaaaaaaaain down on me.”
O Thom Yorke então “segurou” “Fake Plastic Trees” e, com o violão, começou a improvisar de novo a primeira voz sobre a segunda voz do público, dando sequência bizarra a “Android”. Quem viu, viu. Mas um áudio tirado de algum lugar da galera flagrou o momento assim:

* Tem muuuuuuuito mais até esta quarta nesta quinta.

Notas relacionadas:

  1. Feliz 2009, Brasil-il. Radiohead e Coldplay confirm…
  2. The Ones I Love – Radiohead, REM e o Planeta Terra
  3. MAIS RADIOHEAD: DO CAOS À TRANQUILIDADE… MAIS DO RESTO: SHREK E CACO, O SAPO
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , ,
11/03/2009 - 11:28

O amor e o horror. E vice-versa. (fora as datas do Oasis)

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* Popload em São Paulo. Mas de malinhas prontas para Curitiba e de malonas quase prontas para o Texas (Austin, South by Southwest).

Esta pessoa, com estes sapatos, vem ao Brasil fazer quatro shows. Já contei aqui de uma história pessoal minha com ele sobre… sapato?  

* AS DATAS OFICIAIS DO OASIS NO BRASIL - Atenção, vai ser assim, segundo o MySpace dos Gallagher:

- Rio de Janeiro – Citibank Hall – 7 de maio
- São Paulo – Arena Anhembi – 9 de maio
- Curitiba – Pedreira Paulo Leminski – 10 de maio (alô, PR. A Pedreira não tinha fechado?)
- Porto Alegre – Gigantinho – 12 de maio

Sobre ingressos, a mensagem em inglês vem assim: ‘Tickets go on sale from March 20th for Citibank clients then go on general sale from March 27th. All tickets are available through Ticketmaster or by phone: (11) 2846-6000 (São Paulo) and 0300 789 6846 (other states)”.

* O FAUSTÃO E O INDIE - Crossover de interesses díspares. Ontem no Milo, hoje em programa de auditório dominical da Globo. A sempre estranha participação da Mallu Magalhães em programas de TV se deu domingo passado no mais-mainstream-impossível Faustão, logo após o gol do Ronaldo. Acaba que, no ar, vendo a “força incrível da música independente nacional”, o apresentador global criou um novo quadro para o seu programa: “Garagem”, onde vai “revelar” nomes emergentes do cenário musical brasileiro. É isso: Faustão na Garagem. Garagem nos domingos da Globo, ao vivo, em cores, sem ser trilha sonora de matérias de Física quântica ou de saúde do “Fantástico”. Fico imaginando, sei lá, o Holger tocando “Nelson” no Faustão. Ou o Bo$$ in Drama cantando”Favorite Song” e minha mãe vendo a performance do Péricles e olhando para mim com cara de “WTF?”. O sertão vai virar mar. 

* QUANDO O CHILI PEPPERS ENCONTROU O TING TINGS -  Leitor esperto me mandou isso por email (veja bem, o leitor não é esperto porque me mandou isso por email…). Apareceu em forum de discussão de site de fã dos malucos da Califórnia. É um mashup do clááássico batidão “Give It Away” com “Shut Up and Let Me Go”, representante da frescura (no sentido de novo) indie da dupla inglesa Ting Tings. Achei bom. Ouve aê.

* POPLOAD E O (CINEMA) INDIE - Dois filmes do cinema independente americano têm dominado a atenção dos bastidores da cultura pop (leia “blogs”). Um fala de amor. Veja bem. Não é um “filme de amor”, diz o cartaz. E, sim, um “filme sobre o amor”, coisas bem diferentes. O outro é considerado a “renovação do cinema de horror”, o “novo ‘A Morte do Demônio’”, em referência ao genial clássico do Sam Raimi, dos anos 80. O “New York Times” disse que não sabia se ficava com medo ou se ria do filme. Mas a “Fangoria”, veículo mais “sério” (nesses casos), gostou. A história e os “boos” parecem ser o de sempre. Mas a história toda é, digamos, muito louca. Ambos os filmes foram “destaques” no último Sundance Festival, em janeiro. “Unborn” chegou a entrar em cartaz em alguns países, em circuito limitadíssimo. Vamos a eles:

- (500) DAYS OF SUMMER: Estrelado pela fofésima atriz-roqueira Zooey Deschanel, da esperta banda She & Him, o filme tem já um trailer clássico circulando com um início matador. Um cara está ouvindo iPod (ou coisa que o valha) num elevador quando a Zoey chega e diz: “I love The Smiths”. O rapaz faz uma cara de “como assim?”. Ela aponta para o fone de ouvido dele e começa a cantarolar “There Is a Light That Never Goes Out”. O elevador abre a porta e a garota sai, do mesmo jeito que entrou. Como se, para ela, nada tivesse acontecido. Sem perceber direito que mudou a vida do cara do iPhone em dois minutos. Para resumir e dar o tom do filme, é assim: o moço se apaixonou por uma menina que até ama Smiths, mas acha que o amor não existe. Poor guy. A produtora de “(500) Days of Summer, que tem percorrido apenas festivais (passa semana que vem na mostra de filmes novos do South by Southwest) e só entra em cartaz nos EUA em julho, fez uma campanha na internet para a galera escolher o pôster oficial do filme. Não sei direito qual ganhou, mas tinham que escolher entre estes aqui:

 

Ah. Summer, no título, no caso, é a menina, não a estação.

- THE UNBORN:Parece que em Sundance, segundo um amigo meu que sabe das coisas, gente até desmaiou vendo esse filme, agora no começo do ano. Tenho esse “The Unborn” já, aqui no meu computador, e não achei para tanto. É mais “O Exorcista” do que “A Morte do Demônio”. E exagera no “truque dos espelhos”. Mas não dá para deixar de admirar o “plot” do filme, de tão bizarro. Começa que ele é estrelado pela boneca Odette Yustman, de “Cloverfield” (a garota é das boas. Só curte filme esquisito, pelo jeito). A história… Bem, como posso contar? É mais ou menos assim (pequeno spoiler, pequeno spoiler!!): Yustman, no caso Casey, começa a ser assombrado por um moleque macabro e um cachorro com máscara. Depois seus olhos começam a mudar de cor. A coisa só vai ficando pior. Ela na verdade está recebendo a “visita” corpórea de um dybuuk (que na cultura judáica significa um ser amaldiçoado que morreu e não consegue ir para o céu. E, se não consegue, tem que ficar por aqui mesmo, entende?). Agora vem o melhor e vou parar por aqui sem mais falar: o menino fantasma, no fim, é uma vítima dos nazistas em Aushwitz, no Holocausto. Tá?

Ok, só mais uma coisinha: “The Unborn”, alé de tuuuuudo, ainda envolve um papo macabro sobre gêmeos, o Gary Oldman fazendo o padre exorcista e beisebol.

“The Unborn” estréia no Brasil no dia 20 de março, parece. Tem Prodigy na trilha. Dá para ver e ir depois ao show do Radiohead, para o dia ficar bem estranho.

* FAITH NO MORE NO BRASIL - Como??? Onde???? Quando????
Não vai rolar…
Produtores brasileiros consultaram preço e disponibilidade para show da rediviva banda aqui no Brasil, neste ano.
Ouviram um “O preço é US$ 800 mil por show” na orelha.
Desencanaram na hora.

* JB NO BRASIL - Eu sei que isso é tudo que você queria saber. Mas o maio sonoro brasileiro não vai ficar só no Oasis. A banda de pivetes Jonas Brothers, praga adolescente meio country, meio pop, religiosos, e que uma amiga minha de gosto respeitável diz que tem um “lado bom, sim, viu?”, vem tocar no Brasil. São dois shows, um em São Paulo, no dia 23 de maio. Outro no Rio, no dia seguinte. Feche portas e janelas.

* KEANE NO BRASIL - Haha. Es-que-ci completamente que o Keane ia tocar em São Paulo. Mas um amigo meu, também bom de gosto, não esqueceu e ainda por cima foi ao Credicard Hall ver. E gostou!?!?!?!. O que ele falou foi o seguinte:

“Lúcio. Sei que vc não gosta do Keane e nem deve ter ido ontem… Meu, o show foi muuuito bom !!! Melhor que no ano passado! O Tom Chaplin deve ser o cara mais gente boa da música pop! A cada duas frases, três são elogiando o Brasil e o público… Até cansa… Mas ele parece acreditar mesmo em todos os elogios…
E eles estão com um público fiel aqui! O Credicard tava quase lotado e o público cantava quase todas. Eu ficava me perguntando: de onde essa mulecada conhece tanto o Keane? Os caras quase não tocam no rádio, não passa vídeo na TV e não são bonitos (e tinha muuuuita mulher na platéia…).
E no bis tocaram uma versão impecável de ‘Under Pressure’! Acho que nem o aquele “Queen” no ano passado deve ter tocado uma versão tão perfeita! Perfeita demais, vão dizer alguns…
Enfim, foi ‘fenomenal’! E espero que hoje seja mais ‘fenomenal’ ainda…”

Não liga para o fim do relato do meu amigo. Ele começou a misturar os assuntos.

– YEAHS - Estava motivado para escrever sobre o bom lançamento do novo Yeah Yeah Yeahs, “It’s a Blitz’, que está previsto para ser lançado (!) oficialmente em 14 de abril, embora já esteja toooodo na net desde fevereiro. Mas andou me dando uma preguiça do disco e de escrever sobre. Tento novamente no próximo post. Por enquanto, deixo o vídeo da lindona “Zero”, que apareceu nesta semana. Ahaza, Karen O.

– WHITE STRIPES? RACONTEURS? - Mister Jack White, talvez o melhor guitarrista do mundo (errei?), parece estar com nova banda. Um quarteto chamado Dead Weather. Um evento secreto com esse novo grupo de Jack aconteceria nesta quarta-feira. Vamos ver o que sai daí. UPDATE – Pior que o papo é sério mesmo. Foi lançado um site oficial do Dead Weather. As infos preliminares dão conta de que a banda tem nos vocais a Allison Mosshart, popular VV do The Kills, além de Jack Lawrence do Raconteurs no baixo e Dean Fertita do Queens of the Stone Age na guitarra. E, não, o Jack (parece) não toca guitarra, mas sim bateria! Jack goes Meg.
O site não possui informação alguma, apenas umas imagens randômicas, um espaço para cadastrar e-mail numa newsletter e duas músicas. São elas “Are Friends Electric?” e “Hang You From the Heavens”. Essa última a Popload entrega aqui, fresquinha. Ou quentinha, como você preferir.

* PROMOÇÃO RADIOHEAD/SP E PROMOÇÃO RADIOHEAD RJ - Agora sim a coisa animou. A Popload vai dar um ingresso para cada show histórico da banda Radiohead (mais Kraftwerk + Los Hermanos – Vanguart) no Brasil. Dia 20, no Rio. Dia 22, em São Paulo. Para concorrer, o de sempre. Disputas sangrentas devem ocorrer ou pelo email lucio_ribeiro@ig.com.br ou nos comentários aí embaixo. Please, avisem claramente na linha de assunto para qual show-cidade você está concorrendo. Go!
 

Notas relacionadas:

  1. Homem com Homem; Mulher com Mulher
  2. FUGA PARA O INTERIOR – O INDIE NA ESTRADA
  3. Troca-troca: Popload em Manchester. Morrissey em São Paulo
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , ,
12/02/2009 - 18:12

Troca-troca: Popload em Manchester. Morrissey em São Paulo

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* Popload em Manchester. Neve, neve & rock’n'roll. Brrrrrrrrock.

* MORRISSEY NO BRASIL - Simples assim. Fechado. Tudo o que eu sei é que a princípio tem um show em São Paulo. Não sei data, não sei locais, não sei a quantidade. Ê, povo regulado nas informações.

“Me espera aí, Brasil. Estou chegando!”

* Vamos agora aos esclarecimentos técnicos. O servidor do iG tem enfrentado problemas nos últimos dias, o que deixou impossível na maior parte do tempo atualizar, comentar, postar foto, vídeo. Ou até mesmo visualizar o blog, em muitos casos. Tem sido uma loteria, e não só com a Popload. Então, desta vez, e só desta vez, a “falha” não tem sido (só) minha, hehe. Mas parece que estamos ok, agora. Popload e iG: trabalhando para servi-lo melhor.

* Aí eu tava lá na neve e…

* NME TOUR 2009 - É engraçado olhar as escalações da turnê de bandas novas/promissoras/tendências que o famooooooso semanário “New Musical Express” escala todo começo de ano para rodar o Reino Unido com o mesmo line-up e em várias cidades, fazendo um barulho indie enorme, com intuito de promover sua grande festança de premiação, o “NME Awards”, que acontece em Londres no final do mês. Em 2007, o recado dado pelo novo rock para aquele ano era o da “alegria”. Klaxons, CSS, New Young Pony Club. Deboche, cor, loucurinha. No ano passado, era uma moçada mais nova, fazendo rock “com algo a dizer”. Tipo Cribs (não tão novo), Ting Tings, Joe Lean and Jing Jang Jong (esse não rolou). Este ano o tal aviso é bem sombrio: o da morte, desespero. Os britânicos vivem o novo dark. Isso já foi falado bastante aqui, mas o resultado está muito evidente agora.

Glasvegas, que no ano passado nesta mesma época eu vi abrir para o Wombats, ali, meio tímidos, hoje é o grande nome da noite, com um álbum (mais ou menos) recém-lançado que chegou a número dois da parada de discos do Reino Unido, só perdendo para o Metallica. Outra das atrações da tour do “NME” deste ano é o White Lies, cujo disco de estréia lançado agora em janeiro, esse sim, chegou a número 1, graças a músicas sorumbáticas como “Death” e “To Lose My Life”. Tem a fofa Florence and the Machine, representante do enorme hall de mulheres que cantam hoje no pop, quase sempre de modo igual. E o incrível Friendly Fires, membro da indie dance que é um sopro de alegria na cena inglesa da nuvem negra. Mas eles estão ofuscados pela penumbra pop. Vamos ver como o ano se encaminha nesse cenário britânico carregaaaaado da música jovem.

Então. E, em Manchester, dois dias esgotados no Academy, os shows dessas bandas foram assim:

- GLASVEGAS: O tom é funebre, ok. Então por que foi o show mais alto que eu ouvi nos últimos anos? Por que aquela altura para mostrar o desespero e a melancolia reinante, meldels? Fora a parte distorcida, que fazia às vezes parecer um Jesus & Mary Chain à beira do suicídio. Se bem que “Daddy’s Gone” a referência é um My Bloody Valentine torto saído de um cemitério. Entende? (Eu não…)

- FRIENDLY FIRES: Um dos melhores álbuns do ano passado, mas claramente com um show não a altura do disco. Essa fama sempre perseguiu o FF (não é Franz Ferdinand, hein. Nem Foo Fighters. Nem Fiery Furnaces. Nem Fleet Foxes… Nem… nossa, quanta banda FF!). Mas o show de agora está bem melhor que o que eu vi deles em 2008. Dance delícia, músicas boas, luzes cool, o melhor baixo do novo rock, vocalista rebolando “like he just doesn’t care”. Só alegria. Xô, tristeza indie.

- WHITE LIES – A banda nova número um das paradas graças à canção do cara que foge do pior dos pesadelos. O White Lies, talvez pela juventude e roupas pretas, caminha entre músicas iguais e hits bem bacanas, tipo “Unfinished Business”, “To Lose My Life” e esta aí em cima, que encerrou o show: “Death”.

- FLORENCE AND THE MACHINE – A imponente e vozeiruda Florence, dizem favorita a alguns Brit Awards graças a apenas dois singles, entrou já cantando “Hospital Beds”, do jovem grupo americano Cold War Kids. Florence grita tanto que abafa os instrumentos de sua banda Machine, mas sua garra nos singles “Kiss with a Fist” e “Dog Days Are Over” impressionam para um show de abertura em que as pessoas ainda estão chegando.

* PETE DOHERTY E O “NOVO AMOR” - O lost boy do rock é capa da edição do Dia dos Namorados do semanário “New Musical Express”, que todo mundo namora (hihi). Pete está mostrando na revista algumas de suas músicas novas, que estarão no seu primeiro disco solo, chamado, “Grace/Wastelands”. É o primeiro trabalho com assinatura solitária de Pete Doherty, ex-Libertines e fora do Babyshambles. O disco sai oficialmente em março e tem colaborações do guitarrista do Blur, Graham Coxon. A atormentada “New Love Grows on Trees” é bem lindona e está aí embaixo para audição. Mas o single do CD será “Last of the English Roses”.

Dizem que, com o coração rasgado de amor, as mensagens nas músicas são pouco para seu grande amor, a modelo Kate Moss, e muito para o seu grande amor, o parceiro de Libertines Carl Barat.

Dá para ouvir outras músicas no site do “NME”, inclusive o single. Dá para ouvir aqui “New Love…”.

* YEAH YEAH YEGGS - Na era da gastronomia, a banda cool nova-iorquina Yeah Yeah Yeahs ressurge com uma incrível capa para seu aguardado novo álbum. “It’s Blitz!”, o terceiro, que ficará disponível apenas em abril. Mas, nos próximos dias, a gente já ouvirá “Zero”, o primeiro single do disco.

* FALANDO EM LOVE - Beth Ditto, a dona da banda Gossip, na capa da revista “Love”, neste mês dos namorados.

* DEPECHE MODE NO SEGUNDO SEMESTRE - Outra turnê prometida, ensaiada, parece que vem mesmo ao Brasil em 2009. A histórica banda inglesa de Dave Gahan/Andrew Fletcher/Martin Gore, segundo os próprios músicos em entrevistas para a imprensa mexicana e chilena, estão alinhavando a turnê latina para setembro/outubro, mais provavelmente neste último mês.

* A QUESTÃO OASIS – Na briga dos grandes produtores de shows do Brasil, o bom da história é que a banda, pareeeeece, está mesmo assegurada. Não ligo muito para “quem está trazendo”, mas parece que a T4F levou essa da Mondo, que parece já tinha até pré-contrato assinado. E começam a pipocar concorrência de datas para maio em algumas capitais do país, cada um puxando a sardinha, ou melhor, a banda para seu lado. Na última vez que veio ao Brasil, no começo de 2006, o Oasis anunciou oficialmente seus shows no país com apenas 40 dias de antecedência. Então está valendo.

* PROMOÇÃO MONSTRO - Prêmios monstro da Monstro Discos, de Goiânia. Duas caixas gigantes da gravadora indie mais agitada do país estão a sorteio aqui, contendo o seguinte recheio:
- Um disco do incrível Black Lips em edição nacional com bônus
- Um CD da banda francesa Papier Tigre
- O ábum “Tributo ao Mudhoney”, com indies brazuca tipo Wlverdes, Autoramas, Holger, Superguidis, Lucy and the Popsonics, MQN, Macaco Bong entre outros
- O disco de estreia do Macaco Bong, considerado o disco de 2008 pela revista “Rolling Stone”
- Uma camiseta “crasse” da Monstro. Mais postais e bottons.
Está bom, né?

* QUITO? - Como assim? Popload indo para Quito, no Equador, neste domingo. Simples assim? Não me pergunte por quê. Ou pergunte. O próximo post, portanto, vai ser equatoriano. Não é uma mera cordilheira que vai nos parar. Mas ainda volto a este, acho.

Notas relacionadas:

  1. Popload na Itália: Sinto dizer, mas eu avisei!! ((final))
  2. Popload em Londres: vampiras, tiros, facadas e a “new grave”
  3. Popload em Londres: a revolução será downloadada
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , ,
06/02/2009 - 20:12

Nada para se preocupar

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* O legal é que eu não voltei mais ao post passado não por minha causa. Eu até tentei, hahaha. Falha técnica.

* MANCHESTER/LONDRES – Então vou lá e já volto. Vou contando aqui.

* OASIS VÍDEO – Falando em Manchester, nesta semana apareceu o vídeo novo do Oasis, para a música “Falling Down”. Fiquei com preguiça de colocar o filminho aqui. A música é até boa, mas um vídeo do Oasis é sempre um vídeo do Oasis. Você vê, não entende por que eles fazem um vídeo daquele jeito e no momento seguinte esquece. Esse traz a incrível história de uma princesa da Inglaterra infeliz que chora bastante e é menosprezada pelo Liam e pelo Noel numa festa aí. Mas, tirando o resultado final da obra videoclíptica dos Gallagher, o legal foi a mensagem que o rapper americano Kanye West botou no blog dele, a respeito: “O vídeo novo do Oasis parte meu coração”. Não entendi se foi zoeira, fruto da famosa briga recente do Noel com o rap dos EUA (Jay-Z, Glastonbury), mas o West chegou a postar o vídeo no blog. Deve estar falando sério.

Falling Down, do Oasis, sai como single no dia 9 de março. Uma das músicas “lado B” vai ser uma versão remix para a música com 22 minutos de duração, feita pelo Gaz Cobain, do Amorphous Androgynous. Vou repetir: 22 minutos. Tem ainda outras duas versões remix (uma feita pelo Prodigy e outra pelo Twiggy Ramires, baixista do… Marilyn Manson), além de uma canção inédita, chamada “Those Swollen Hand Blues”.

* POPLOAD EM CURITIBA – Evento bem classe com discotecagem Popload em Curitiba, dia 13 de março. Os espertos Copacabana Club, Bo$$ in Drama e Popload. Pelo que eu entendi, é em um lugar chamado John Bull Music Hall. Festa de lançamento do vídeo de “Just Do It”, do CC.

* O VÍDEO DO GOLDEN FILTER – Sensacional a história do “vídeo dos beijos destruidores”, da misterioooooosa banda Golden Filter, que circula na internet e foi colocado aqui no post passado. O vídeo NÃO é do Golden Filter. É da banda belga The Subs. Alguém pegou e colocou a música do Golden Filter no vídeo do Subs e soltou por aí. A confusão toda é muito boa, e para ambas as partes. I mean: para o Golden Filter e para mim. A música dos belgas é bem chata, tipo “industrial meets ilha-de-capri”. Na descrição deles no MySpace, diz que eles são “beatbastards” que queriam apenas ver onde o trance (!?!?) poderia chegar. Tivemos a sorte de ter visto o vídeo certo com a musica errada. Ninguém merece o electrocafona meio ilha-de-capri de background para um casal tão antenadinho, em clima tão hot. Golden Filter é a trilha ideal para o vídeo. O Golden Filter não deve nem estar sabendo que tem um vídeo legal, hahahaha. Talvez sem conhecimento da confusão, lotou show em Nova York sem disco nem gravadora em seu primeiro show por lá (e sério!), e vai lançar single no dia 16 na Inglaterra, vídeo ao vivo, etc…
* Começaram a aparecer os primeiros registros do Golden Filter em seu primeiro show nos EUA, no Le Poisson Rouge, NY, em 30 de janeiro. Dá uma olhada no zoado vídeo ao vivo de “Solid Gold”, o single, com a vocalista loira bem hippie-louca, só para ter uma idéia da indie-disco da banda.

* PETER. BJORN. JOHN. – Falando no Golden Filter e sem falar de novo no remix cool que eles fizeram para “Lay It Down”, nova do Peter Bjorn & John… Sobre os suecos, nossos amigos já, e nessa expectativa boa que cerca o novo disco deles, “Living Thing”, que sai só em março, me lembro da viagem que fiz a Estocolmo no ano passado. Visitei o estúdio dos caras, que estavam trabalhando em dois discos. Um foi aquele “incidental” e instrumental, “Seaside Rock”, e o outro era este “Living Thing”, o “de verdade”, verdadeiro sucessor da fase “Young Folks”. Juro que ouvia uns barulhos estranhos no estúdio e que o sonzinho que rolava ali não parecia a “música do assobio”, o hit mundial, a canção que foi massacrada em 70 seriados americanos e até em novela brasileira. Achei que fosse só os caras ouvindo rap, dance, sonzinhos estranhos. Agora, depois dessas músicas novas deles que estão surgindo desde o final do ano passado, estou começando a crer que já era coisa de “Living Thing”. Na semana passada, o iTunes lançou a ótima “Nothing to Worry About”, de um certo modo oficioso, já que a música tinha vazado na internet havia algumas semanas. E vazou no blog do Kanye West (!?!?!), hahahaha. Em “estreia mundial”, avisava o Kanye.

Coro de crianças, batidas compassadas com palmas, voz largada tipo rock inglês de moleque. Nem parece o Peter Bjorn & John, de tão maluquinha. E parece muito Peter Bjorn & John.

Mas chegamos em “Laid It Down”, que também vazou faz um tempinho e era chamada de “Hey”, com a extensão “Shut the Fuck Up, Boy”. Essa que o Golden Filter remixou, acima. A letra é direta. “Hey, shut the fuck up, boy. You are starting to piss me off. Take your hands off that girl. You have already had enough.” Não vejo a hora de pegar o disco todo na mão.

* APP DA HORA: SATURDAY NIGHT FEVER – Let’s boogie? Hahaha. Esse ainda nem baixei, de emoção. Pelo que eu entendi você dá uma dedada no iPhone e tem nas mãos um concurso de dançarinos de disco music, incluindo hinos como “YMCA”, do Village People; “Shake Your Groove Thing”, de Peaches & Herb, e “Car Wash”, da Rose Royce. E, com o dedo, vai controlando os movimentos do dançarino, as giradinhas, agachadas, os braços abertos, as jogadas de mão para cima, o boogie todo. Ganhando pontos por isso. O vídeo abaixo te dá uma noção do nível da coisa. Dá para chamar uns três amigos e… competir na disco.

* R-A-D-I-O-H-E-A-D – Rolou no domingo a edição 2009 do Grammy, em Los Angeles. A festa, que sempre é cheia de pompa, teve alguns nomes de peso do pop como Robert Plant e Coldplay levando boa parte dos prêmios para casa. Até aí, nada de novo. Mas o destaque mesmo fica para a apresentação de “15 Step”, com o Radiohead (que levou dois prêmios) sendo acompanhado pela USC Marching Band, grupo formado por estudantes da Universidade do Sul da Califórnia, todos trajados com a camisa da W.A.S.T.E.

Legal o Thom Yorke com cabelo/barba de Liam Gallagher e a introdução da fofa Gwyneth Paltrow, que no final do discurso para o Radiohead dá uma piscadinha básica para o Sr. Martin, na platéia. Sem falar no clima Olodum-meets-Michael-Jackson da performance. Preciso refletir mais para saber se gostei. Calma.

* E não, o Gilberto Gil, nossa única esperança, não conseguiu trazer o prêmio de Melhor Álbum de World Music. O grupo vencedor foi um quarteto formado por Mickey Hart, Zakir Hussain, Giovanni Hidalgo e Sikiru Adepoju, com o álbum “Global Drum Project”. Don’t worry, Gil.

* Nesta terça (10/2), chegou às lojas americanas “Incredibad”, álbum da “banda” formada pelos humoristas da Lonely Island (Saturday Night Live). O projeto com letras-zoeira tem convidados especiais nos vocais, como o sempre presença Justin Timberlake e o… Julian Casablancas, que canta na faixa “Boombox”. A Popload entrega o vocalista do Strokes bem, hã, à vontade nesse novo trabalho.

* TING TINGS – Demorou. Vídeo novo da agora “banda-de-gente-grande”, com lançamento mega nos EUA, re-edição de vídeos e tudo mais. O sétimo (!!!) single, a ser lançado no dia 23 de fevereiro, fica para a música “We Walk”, que também está no álbum We Started Nothing (rodando na net desde sempre, e nas lojas desde maio do ano passado). Dizem que o vídeo é dark. Não achei não. Para mim, Katie White quis mesmo é se inspirar naquele comercial com um outro White conhecido nosso. Dá uma comparada: qualquer semelhança não é mera coincidência.

* Seguinte. O publicador não está querendo me ajudar, sorry y’all! Assim que os problemas técnicos e a neve deixarem, eu volto. Ou não…

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Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , ,
19/01/2009 - 10:41

Renascido nos 90. A incrível história de Phablo, o “Pablo Honey brasileiro” (agora vai)

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**** Não vai chorar, hein? Post atualizado com a a-b-s-u-r-d-a história do jovem Phablo, do Rio Grande do Norte, e sua luta para conhecer o Thom Yorke, o homem do Radiohead. Falando em Radiohead, parece que o indie nacional vai botando seu nome cada vez mais para o alto. A banda cuiabana de folk rock VANGUART deve ser anunciada em breve como a mais nova integrante do Just a Fest, o festival do Radiohead que vai ter Kraftwerk e Los Hermanos. E mais: SCISSOR SISTERS confirmado para março.

* INCRÍVEL HISTÓRIA DE PHABLO, O PABLO HONEY BRASILEIRO – Phablo Arcanjo tem 24 anos e é de Jucurutu, no Rio Grande do Norte. Ele quer desesperadamente conhecer o Thom Yorke, líder do Radiohead, quando a banda chegar ao país, em março. Porque Phablo acha que é o Pablo Honey brasileiro. Mais: acha que a música “Anyone Can Play Guitar” foi feita para ele. Mas isso não é nada…

phablo, o pablo honey brasileiro

 ”Meu nome é Phablo, mas se alguém me chamar de ‘Fáblo” eu mato”. Phablo procurou a Popload através de um comentário, tempos atrás, já avisando que seu nome tem o som de Pablo. Tipo “Pablo Honey”, o nome do primeiro disco do Radiohead. Ele, que hoje mora em Natal, no Rio Grande do Norte, se lançou numa campanha para conhecer o ídolo Thom Yorke e diz-se disposto a fazer o impossível para atingir seu feito. Neste momento, todos os jornais e programas tipo “Fantástico” devem estar recebendo cartas com sua história.

Phablo tem 24 anos e nasceu na época em que Thom Yorke conheceu seus companheiros para montar uma banda, que daria origem ao Radiohead anos depois.

Na infância, de Jucurutu, por causa do pai, que trabalhava na Petrobrás, passou a pingar de cidade em cidade, como Natal, Mossoró, Salvador e Fortaleza, quando descobriu a música pop. A esta então última parada, na capital cearense, no começo dos 90, chegou junto com a instalação da MTV no Brasil. Sua referência para a música era só a MTV.

Passou a infância vendo vídeos pela parabólica e se tornou obcecado por música. Foi evoluindo o gosto, segundo ele. De Guns, Skid Row e Mamonas, passou a Raimundos, Chico Science, Planet Hemp e depois Nirvana. Até chegar ao Radiohead.

Acontece que no começo de 1993, exatamente na época de lançamento na Inglaterra do disco de estréia do Radiohead, “Pablo Honey”, e do single “Anyone Can Play Guitar”, Pablo sofreu um acidente sério. Ao brincar com a irmã, atravessou com o braço direito uma porta de vidro. Teve uma lesão permanente em sua axila, que quase custou a perda do braço e até sua morte, por causa da grande quantia de sangue derramado. O resultado final foi a perda de parte da mobilidade de seu braço.

Como parte da fisioterapia para melhorar os movimentos do braço, Phablo começou a aprender violão sozinho, sem muita teoria, por conta própria, mais no feeling. Tempos depois, e por causa do Radiohead, seus movimentos e seus conhecimentos de violão/guitarra evoluíram. Hoje Phablo consegue tocar “Paranoid Android”. E “Anyone Can Play Guitar”, música que serve de tema para sua superação do acidente. Porque Phablo pode tocar guitarra.

Agora Phablo quer desesperadamente fazer com que sua história chegue a Thom Yorke. De preferência por ele.

Phablo, que mora em Natal, comprou seu ingresso para o show de São Paulo, fez reservas de passagem e hospedagem em um hotel da cidade. E no momento está passando por um período sem comer carne, uma espécie de quarentena, promessa a ser paga pela confirmação dos shows do Radiohead no Brasil.

Por fim, Phablo enviou ao blog um vídeo que gravou em casa, contando um pouco de sua história e ainda tocando ele mesmo, com seu violão, a maravilhosa música “Lucky”, do Radiohead, tirada do álbum “OK Computer”. INCRÍVEL!!!!!
 

* SCISSOR SISTERS CONFIRMADO - A banda nova-iorquina de, hummm, “glam anos 00″, Scissor Sisters, traz sua alegria disco para o Brasil no final de março, está confirmado. O grupo toca em Curitiba, na festa de encerramento da edição 2009 do famoso Festival de Teatro local, em lugar ainda não confirmado. Na sequência, o quinteto chega a São Paulo para um show único, em data e local ainda em negociação. No cardápio dos shows brasileiros, o álbum novo, a ser lançado neste ano. Alguém ouviu essa nova “Television”, já? O Scissor Sisters acabou de gravar uma versão da música “Do the Strand”, do Roxy Music, para o álbum beneficente da War Child, “Heroes”, que sai em fevereiro e vai ter Franz Ferdinand, Hot Chip, TV on the Radio, Lily Allen e mais.

A banda nova-iorquina Scissor Sisters, que toca em Curitiba e São Paulo em março

*KISS OUR ASSES – A banda Smashing Pumpkins é dada como confirmada para tocar no Chile no final de março, como atração do festival Pepsi Music. E o espalhafatoso Kiss teve assegurado seu show na Argentina, para o dia 5 de abril. O Kiss tem brecha de datas para a turnê entre 9 e 13 de abril. Smashing Pumpkins e o Kiss estariam vindo, hein?

* Talvez minha banda inglesa predileta hoje, a incrível Friendly Fires, de álbum lindo e show mais-ou-menos, lançou um vídeo cool as fuck para a música “Skeleton Boy”, indie-dance-viagem do álbum homônimo deles, lançado no ano passado. O vídeo é mais ou menos assim:

* KAKÁ E A MÚSICA POP – E, quem diria, a possível transferência do jogador brasileiro Kaká para o Manchester City, clube da cidade de Manchester como o nome aponta, está indo parar nos bastidores do rock inglês. O City até pouco tempo era o “time pobrinho” da cidade de Manchester, rival do extrapoderoso Man. United, talvez o mais renomado time do mundo hoje. Mas um árabe se apoderou do City, já levou o Robinho e quer quebrar o recorde mundial de transferência de jogador pagando uma fábula para o Kaká, dinheiro tão absurdo que quase é o equivalente para acabar com a fome na África. Acontece que os mais ilustres torcedores do City desde sempre são os irmãos Gallagher, do Oasis. E Noel andou dizendo em seu blog e aos jornais britânicos todos para o sheik fechar logo com o Kaká, porque o assunto tem atrapalhado os shows do Oasis, de tanto que a banda fica falando sobre o Kaka nos bastidores, antes de ir para o palco. “Alguns disseram que esse preço é obsceno. F***-se o Arsene Wenger (técnico do Arsenal) e todo seu pensamento de futebol socialista nonsense. Obsceno é torcer pra um time que há 30 anos não ganha merda alguma. Temos que mudar o time para ganhar alguma coisa”, disse o Noel.

* A VOLTA DO U2 – Foi lançada nas rádios européias nesta segunda (19) “Get On Your Boots”, novo single do U2, que volta com um álbum de estúdio cinco anos após o “How To Dismantle an Atomic Bomb”.
Esse novo álbum, “No Line On The Horizon”, tem previsão para chegar às lojas naquele formato antigo dia 2 de março e chama a atenção por alguns títulos de músicas, como “I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight” e “Fez – Being born”.
Aproveitando a aparição no concerto “We Are The One”, do Obama, o Bono chega com esse novo som meio bizarro/meio cool, com forte groove no baixo de Adam Clayton e riffs pegajosos do Edge, que havia avisado tempos atrás ter sido bastante influenciado pelo estilo do Jack White nesse novo projeto. Vai ouvindo que uma hora a música desce. Ou não.


* PROMOÇÃO POPLOAD REVERBCITY - Parceira de longa data da Popload, a grife paranaense de camisetas cool de bandas Reverbcity oferece aos leitores deste blog uma camiseta do gênio da raça Steven Patrick Morrissey. Em site novo, a Reverbcity apresenta em 2009 uma linha de camisetas que rende homenagem a filmes, além da série fashion B-Side. Desta última, vem a camiseta do Morrissey, a sorteio, apenas em modelo masculino, tamanho M. O que não impede as meninas de concorrerem, por causa da moda de… bom, elas sabem. Para concorrer, então, faça seu pedido nos comentários aí embaixo ou pelo email do blog, lucio_ribeiro@ig.com.br. A camiseta que vai a sorteio é esta:


*
E tchau, by now.
 

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  1. FUGA PARA O INTERIOR – O INDIE NA ESTRADA
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  3. R.a.d.i.o.h.e.a.d (na Argentina)
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , ,
14/11/2008 - 00:30

R.a.d.i.o.h.e.a.d (na Argentina)

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* Popload DJ set em seu momento “what the fuck 2008”. Discotecagem na festinha “secreta” pós-show do REM, na última terça-feira, com Michael Stipe na pista dançando com as mãos para cima.

* Na quarta-feira, o líder do REM foi à Funhouse, na noite Funhell, brincar na jukebox do inferninho rock paulistano. Botou fichinhas para ouvir “Nightclubbing” (Iggy Pop), “2hb” (Roxy Music) e uma do grupo do punk inglês Stranglers. Nesta última, deu uma dançadinha alegre no andar de cima da Funhouse.

* RADIOHEAD NO BRASIL 1 – Vai, Radiohead. Solta essas datas do Brasil logo! O jornal argentino “Clarin” revela que a banda de Thom Yorke toca em Buenos Aires no dia 24 de março, no clube GEBA, um complexo esportivo do Gymnasia y Esgrima, onde o Duran Duran fez show esses dias e a Kylie Minogue se apresenta neste sábado, 15/11. Ainda não há definição sobre preços de ingressos, mas o intervalo entre as datas de Buenos Aires e Santiago já aponta para uma segunda data argentina, já que o GEBA tem capacidade para cerca de 15 mil pessoas. (((Update: O próprio “Clarin” soltou outra nota, agora dizendo que o show do Radiohead na Argentina será no Club Ciudad de Buenos Aires, um espaço maior que o GEBA: 25 mil pessoas.)))
Em Santiago, o ritmo de vendas foi frenético. Só no primeiro dia, nas primeiras 8 horas, foram vendidas 9 mil entradas.
Até o final da tarde de ontem (quinta), restavam poucos ingressos dos 20 mil colocados à venda. Por lá, também deve ser adicionada uma segunda data, para o dia 28 de março.

* RADIOHEAD NO BRASIL 2 – E não é que o esperaaaaaaado show do Radiohead no país pode ser no dia primeiro de abril? Essa abençoada primeira visita da banda justo no dia primeiro de abril parece sacanagem. Lembro que quando a Popload entregou essa do Radiohead nesta terra em 2009, alguém comentou assim: “Aham. Eles vão vir tocar no Brasil no dia primeiro de abril. E vai ser no estádio do Corinthians”.
E não é que pode ser mesmo? Quer dizer, a primeira parte do comentário. Mas depois que o REM tocou no “Zequinha Stadium”, por que não um “Radiohead @ Fazendinha Stadium”?

* RADIOHEAD NO BRASIL 3 – O Sigur Rós, você sabe, já vem sendo comentado como possível show suporte da turnê latino-americana do Radiohead faz algum tempo. Mas hoje a imprensa chilena informa que o PORTISHEAD deve completar o line-up do “Cristal en Vivo”, festival meio-fachada que trás o Radiohead a Santiago. Brasil???

* FELIZ 2009: RADIOHEAD, COLDPLAY, OASIS E… – O agitado 2008 sonoro nem acabou e temos alguns super shows vindo aí em 2009. O Coldplay de Chris Martin deve chegar até antes do Radiohead, mais para o meio de março. E com uma não curta turnê sul-americana. Ainda no primeiro semestre, antes da trilionária série de shows de verão em estádios britânicos (850 mil ingressos esgotados em cinco horas), Noel e Liam Gallagher trazem o Oasis para cá, segundo promete Daniel Grinbank, o superempresário argentino do entretenimento. E a Popload apurou que estão no nível de assinatura de contrato as tratativas para trazer ao Brasil esta pessoa aqui embaixo:

* AMY WINEHOUSE NO BRASIL - A problemática Amy Winehouse, se até a data estiver em condições vitais, e sob um cuidadosíssimo contrato protegendo o contratante (Mondo Entertainment) de qualquer um dos seus famosos “desaparecimentos”, vem ao Brasil EM FEVEREIRO, em acordo que deve ser fechado até o começo da semana que vem. A senhora Winehouse, que nesta semana apareceu com esse novo corte de cabelo, prepara uma volta “limpa” e com novo disco para o ano que vem. E seu retorno aos shows pode ser exatamente no Brasil. Especulou-se no mês passado que Amy poderia vir ao país para cantar no Réveillon do Rio de Janeiro, mas sua precária “condição humana” foi empurrando pra frente sua sempre incerta aparição nos palcos, seja daqui ou de qualquer lugar. Amy Winehouse por duas vezes quase veio ao Tim Festival, mas as negociatas entre o evento brasileiro e os representantes da cantora sempre foram abortadas devido às recaídas da moça no vício das drogas.

* BON JOVI – Quem também estaria em tratativas para aparecer na América Latina, primeiramente via Chile, é o Bon Jovi. O Canal 13, que realiza o famoso festival de Viña del Mar (ano que vem em sua edição 50), quer trazer Jon e sua turma. O entrave seria o alto preço: US$ 750 mil.
A organização do evento estaria estudando uma parceria com a Pepsi, que nos anos 90 associou sua marca a artistas como Michael Jackson e que teria como intenção voltar a investir em grandes espetáculos pop, a partir do ano que vem.
A possível parceria pode render não apenas um show do Bon Jovi no encerramento do festival no dia 23 de fevereiro, mas também uma segunda data em Santiago, dois dias depois, na arena Movistar.

* LET’S GET HIGH – Ferrou. Não vou conseguir voltar ao post. Foi mal. Mas…// Não, EU NÃO SEI se a Mallu Magalhães está namorando o Marcelo Camelo. Quer dizer, eu sei, mas não vou comentar.// Que fase a do Kings of Leon… O grupo toca agora em dezembro para 20 mil pessoas no gigantesco O2 Arena em Londres. Loucura. Aí, nesta sexta, começou a vender ingressos para JUNHO do ano que vem, três shows no Reino Unido (dois no O2 Arena, Londres, de novo, e um no Manchester Arena). Dizem que os 85 mil ingressos (total) não duraram dez minutos disponíveis.// Você sabe que os art-rockers Franz Ferdinand são ligados em… arte. Várias de suas músicas fazem referências a quadros e artistas de arte moderníssima em geral. Essa “Ulysses”, por exemplo, que vazou nesta semana, motivou concurso de remixes e abre o aguardaaaado terceiro disco “Tonight: Franz Ferdinand”, que sai em janeiro. A música é inspirada na obra de um artista albanês chamado Anri Sala e nasceu de uma visita da banda à exposição do moço, no ano passado. A obra Ulysses ficava na entrada da galeria e na verdade era um kit de bateria, em que o público era convidado a sentar e “bang the drums” do jeito que quisesse. O baterista do FF sentou e teve uma idéia da música colaborativa “Ulysses”, feita por estranhos. Daí o concurso aberto de remixes para a canção que fará parte do novo CD do grupo escocês. “Ulysses”, do Franz, está aqui embaixo. Cante com Kapranos: “Let’s get hiiiiiigh”:

FRANZ FERDINAND – “ULYSSES”

* “Ulysses está aqui, mas eu não estou mais. Só na semana que vem, agora. Bom finde!!

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Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , ,
03/11/2008 - 16:15

Qualé?!?

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* Vai, Obama!

obama

* Popload na Argentina. Popload nos clubes de SP. Credenciais de imprensa para o esgotado Planeta Terra. Ainda o Tim Festival. William. Kurt. Estamos chegando, Brasil.

* É melhor você saber por mim do que por aí, nas ruas. A Popload, expandindo sua atuação no mercado, vai lançar em breve uma linha de camisetas de várias cores, tamanhos, skinny, pólo e “normais”, com os dizeres “Popload: the hype machine” e “Popload: não leio, não lerei”, entre outros. Hein?!?

* Não. A camiseta não vai vender na Daslu!!

* Amiga minha foi ao show da banda americana !!! na Argentina, domingo passado. Em hora tal lá, com a galera aplaudindo no final de uma canção, o vocalista do grupo solta, todo agradecido. “Obrigado, Buenos Aires”, assim mesmo, como estou escrevendo. E depois: “Sorry. ‘Obrigado’ is the only word I can say in spanish”. Poim! Foi a nossa vingança da eterna frase americana que diz que “Buenos Aires é a capital do Brasil”.

* GOSSIP GIRL - Opa. The Big Bang Theory e Two and a Half Men estréiam temporada nova na Warner nesta semana, ambos na terça-feira. E opa, opa. Outra que chega novinha é “Gossip Girl” (às quartas), em seu segundo ano. Parece que o seriado vem “hardcore” na nova temporada. Vi os dois primeiros episódios e não senti a libido tão abalada assim. De todo modo, nos EUA circulam dois cartazes. O oficial, tipo “a série que é o pesadelo de todo pai americano”, e o “não-tão oficial”, tipo de blog.

cartaz gossip girl

* Falando em seriado, e “Heroes”, hein?
Uma das séries mais bacanas um dia desses e que hoje está difícil de aguentar, a saga dos super-heróis “humanos”, no começo de sua terceira temporada, passa por uma crônica falta de idéias ou, muito pelo contrário, tem idéias demais, o que a deixa esquizofrênica. Para falar a verdade, desde o meio da segunda temporada eu já não entendo mais nada. Capa recente da “Entertainment Weekly” dá a manchete para “Fallen Heroes”, e diz que não só a cheerleader e o mundo precisam ser salvos, mas o programa também.
“Heroes”, que já chegou a ter 16 milhões de telespectadores, agora consegue no máximo 8 milhões, em queda livre. E vários de seus principais roteiristas estão debandando.

* PLANETA TERRA – SUBSTITUTO DO SUBSTITUTO - O DJ francês de house Sébastien Léger vai substituir o DJ Justin Robertson, que ia substituir o escocês Calvin Harris. Robertson, que entrou no line-up do festival na semana passada, alegou motivos pessoais e não vem mais.

* PLANETA TERRA – ENTREVISTA JESUS & MARY CHAIN - O cara botava para quebrar. No palco e fora dele. Porra-louca, nunca esteve nem aí para nada, era azedo em entrevistas (quando as dava), brigava em público com o irmão (Noel e Liam quem?), entrava no palco sem dar oi, saía do palco sem dar tchau, entre outras casca-grossuras. Já que era para ser tosco, fez o rock desviar da reta ao fazer o disco mais “inaudível” da história, um álbum vital para essa coisa chamada “indie” (“Psychocandy”, 1985). É o principal responsável direto pelo termo “noise” no rock e, no caso do Brasil, por causa das 567 bandas que inspirou por aqui, pelo termo “guítar”. Assim mesmo, com um acento estranho e brasileiríssimo no “i”.
Esse era William Reid, guitarrista do seminal (mesmo) Jesus & Mary Chain, importantíssima banda britânica dos anos 80/90 e hoje talvez a principal atração do festival Planeta Terra, que acontece sábado que vem.

william reid

O William Reid que eu entrevistei semana passada era um outro. Atendeu docemente o telefone na primeira ligada. Paizão, parecia segurar uma criança no colo, de tão cristalino que vinha pelo telefone o barulho de alguém chorando. Perguntei umas três vezes se tudo bem de a entrevista acontecer em outra hora e ele insistia. “Não, tudo bem. Dá para falar”.
Beleza, vamos nessa. Mas que William é esse?

Popload: Alguma expectativa em tocar de novo no Brasil?
William Reid:
Todas. Quero rever a platéia brasileira. Faz 18 anos que tocamos aí pela última vez… Lembro que comemos bem no Brasil quando estivemos aí.

William Reid com saudade do povo brasileiro, em um show que aconteceu quase 20 anos atrás? Com a data do show do Brasil em 1990 na ponta da língua? Lembrando da comida? Que William Reid é esse?

Popload: Nestes quase 10 anos que o Jesus & Mary Chain desapareceu do pop, o que mais você sentiu falta na música?
Reid:
De gastar horas e horas no estúdio. Adorava passar tempos lá, burilando músicas, melhorando. Nunca fui muito de palco. Nunca me senti muito bem tocando na frente de pessoas.

Bom, este William Reid já faz um pouco de sentido.

Popload: Do jeito que a banda parecia se odiar quando acabou, foi difícil resistir à tentação de voltar a tocar juntos?
Reid:
Desta vez foi fácil. Primeiro porque todo mundo mora em lugares diferentes. Depois porque as coisas mudam, as pessoas mudam… As coisas mudam [repete, meio pensativo...].

As coisas mudam. As pessoas mudam. E, óbvio, os shows mudam. A atual apresentação do J&MC revela que a banda não tem mais o pique do passado, mas os irmãos Reid padecem do tempo com mais dignidade que 90% das bandas que voltam à ativa, como a Popload pode conferir no festival de Coachella no ano passado. “Não acho que estamos fazendo feio. As músicas estão lá, intactas. O Jim anda com dificuldade de agachar, como no passado. Mas isso é assim mesmo”.

O Jesus & Mary Chain toca no Planeta Terra, em São Paulo, às 20h30 no sábado. William Reid contou ainda, na conversa telefônica direto da Califórnia, que já trabalha em um álbum de inédita da banda, a ser lançado no ano que vem. Mas talvez não arrisque nada novo no Brasil. “Será um show só de hits nossos, não poderia ser de outro jeito.” Como vai ser o álbum? “O de sempre. Alguma melodia, bastante barulho. É o que sabemos fazer.”

* POPLOAD NO PERSONAL FEST (BUENOS AIRES) – Neste final de semana tivemos uma prévia do que vai ser o Planeta Terra em São Paulo, no sábado que vem. O Personal Fest, este ano em estilo ‘esporte-fino’ (gravatas rosa com o logo do festival eram distribuídas na porta), dividiu em dois dias uma parte das bandas que aparecem por aqui nesta semana. Além do Spiritualized. E do Mars Volta. Além do REM!!! A enviada especial Ana Bean conta como foi.

bloc party no personal fest, foto de ana bean
Kele Okereke no telão, gente desinteressada no chão. O show do Bloc Party no Personal Fest foi morno. Ânimo, Bloc Party! Sábado é aqui em São Paulo!!
Foto: Ana Bean

* BLOC PARTY NO PERSONAL: FAILED? - Diferentemente do Planeta Terra, em que o público teen (abaixo dos 18) não pode entrar para ver a Mallu Magalhães (16), o festival argentino foi… família. Pais e filhos, menores de idade, colegiais… Isso significa álcool zero. Nas tendas, só se vendiam água e Pepsi. E alguns salgadinhos tipo Doritos. Nada de briguinhas, tumultos, galera se abraçando emocionada… Talvez isso explique a empolgação-zero do público apático que recebeu o Bloc Party ainda de dia, com sol bombando na cabeça. Além de ter errado na seqüência de músicas novas seguidas por outras mais lentas e experimentais, a banda nem se comunicou com a platéia, chegando até a zombar da falta de ânimo das pessoas. Que fique claro que não foi um show ruim, só mal planejado e sem vontade. Faltando pouco para o final do show Kele Okereke decidiu “presentear os que gostam da banda desde 2005″ e mandou uma seqüência de hits. Mas muita gente já tinha desistido e trocado de palco para esperar o Kaiser Chiefs. Kele ainda disse que estava contente por estar na América do Sul “pela primeira vez”. Ainda bem que ele já esqueceu o show-papagaiada na MTV, em São Paulo, no mês passado.
(O Bloc Party toca no festival Planeta Terra, SP, sábado, às 23h45. Na segunda, dia 10, a banda se apresenta no Circo Voador, no Rio)

* KAISER CHIEFS NO PERSONAL: SÓ ALEGRIA – A banda já tinha a vantagem do show à noite, com mais cara de balada. Apesar de movidos a água e Doritos, a platéia foi bem receptiva às brincadeiras do vocalista Ricky Wilson, com as tradicionais frases-ganha-platéia em espanhol. Como tem feito em outros shows da turnê, o KC entrou ao som de “Money for Nothing”, do Dire Straits. Intercalaram as canções novas com as mais conhecidas, deixando tudo mais fácil. Para dar uma idéia, “Everyday I Love You Less and Less” foi a segunda do show. Ganhou a galera do começo. As músicas novas vieram mais pesadas e velozes ao vivo, ainda bem. Assim alguns solos desnecessários de guitarra passaram bem despercebidos.
(O Kaiser Chiefs toca no Planeta Terra, em SP, sábado à 1h30, portanto já no domingo)

* REM NO PERSONAL: STIPE SONIC YOUTH - Hinos de futebol e um engraçado “Olêêê Olêêê… Mai-Kéél Mai-kéél” ficavam cada vez mais altos, e parecia que não ia caber mais gente ali. De repente o palco “ligou”, veio a edição de som e luzes sincronizadas com as imagens nos telões coloridos (o mesmíssimo palco da tour européia), o figurino impecável de Michael Stipe, a interatividade via telão com a platéia e um setlist com 24 (vinte-e-quatro!) músicas. Mais: Michael Stipe tocando guitarra (segundo alguém da banda, ele não fazia isso desde 1989), a banda desempenhando ao vivo a linda e corta-pulsos “Everybody Hurts” (veja abaixo), que depois de tempos fora do setlist reapareceu na atual turnê sul-americana e por fim o senhor Stipe se jogando sem medo no meio do público (quase não conseguem tirá-lo do meio do povo). E também teve muito Obama. Em forma de música, de discurso, em imagens no telão, em canção anti-Bush.
Impossível ter saído do show sem ouvir a sua música preferida do REM: estavam todas lá. De “Orange Crush” a “Losing My Religion”, esta já no bis. O bis, vale destacar, veio depois de Stipe mandar bilhetinhos (escritos na hora e mostrados à platéia através dos telões) incitando a platéia a pedir por mais. Seria cafona se fosse, sei lá, o U2, mas Michael Stipe com seu esmalte preto descascado pode. “Man on the Moon” fecha o show e Stipe é carregado pelos companheiro de banda enquanto encarna o Sonic Youth e dispara a fazer distorções na guitarra. Parece que vai ficar pequenininho esse Via Funchal…
(O REM abre a turnê brasileira nesta quinta, em Porto Alegre. No sábado, o grupo toca no Rio. Semana que vem, segunda e terça, é a vez de São Paulo)

* AINDA O TIM FESTIVAL (1): MGMT NÃO ENTENDEU - O brother carioca Bruno Natal, do esperto blog URBe, invadiu os camarins do Tim Festival na Marina da Glória e fez um vídeo-entrevista com a banda americana MGMT. Numa hora lá um dos meninos, o Andrew, dizia que ficou meio decepcionado com o público. “Ouvi dizer que os ingressos estavam caros, né? Era tipo 250 reais para ver o Kanye West…”, se espantou Andrew. Aí é engraçado um explicando para o outro na banda que no festival tinha que pagar ingresso para ver os shows de cada um dos palcos. “That’s insane”, disse um deles. O vídeo da entrevista com MGMT logo após a apresentação do grupo no Tim Rio está aqui.

* AINDA O TIM FESTIVAL (2): KLAXONS AMOU - Parece, pelo título. Chamadinha para reportagem da “New Musical Express” que sai nesta quarta tem a manchete “Braziliant” e analisa como foi o show do Klaxons em São Paulo, depois de 18 meses de hiato da banda.

*  AINDA O TIM FESTIVAL (3) KANYE POLÊMIKA - O Globo Online levanta a história da tal “banda” do Kanye West, nas polêmicas apresentações do rapper superstar no Rio e em São Paulo. Diz o jornalista Antônio Carlos Miguel em seu blog no site do jornal que “alguns músicos brasileiros teriam sido contratados para encenar a pseudo banda”. Que instrumentos foram montados atrás do cenário, mas que na verdade “a banda dele não veio”. O Tim Festival, por meio de sua assessoria de imprensa, diz que a informação do “Globo” é mentirosa.

* OASIS SEM FIM -
Falando em “NME”, a capa da revista nesta semana vai trazer de noooooooooovo a banda dos Gallagher, em reportagem sobre a “turnê do ano”. Mas o bacana mesmo rolou de notícia nesta segunda à noite. Tava tudo muito calmo na turnê indoor do Oasis pelo Reino Unido.
Até que, na chegada da banda à Glasgow, onde o Oasis faz shows nestas terça e quarta, Noel tirou onda com os jornalistas, informando logo: “Meu irmão não está comigo aqui hoje; escolheu ir para outro lugar”. Indagado sobre por qual razão Liam não o acompanhava, Noel apenas fez um sinal com os ombros. Lá vem…

* Dá uma olhada na “NME”. Veja o “Klaxons no Brasil” nas chamadas do canto esquerdo.

oasis

* WASSUP 2008 - Wassup  Wazzup  Whazzup  Whassup  Whats  Up  Whass. A movimentação pop provocada nos EUA pelo “fenômeno Obama” é maravilhosa. Tipo este vídeo abaixo, de uns caras que já tinham “atacado” nas últimas eleições. O vídeo teve 4 milhões de exibição, já. E o divertido é a briga política séria nos comentários. Bem, está explicado o título deste blog.

* CREDENCIAL POPLOAD PLANETA TERRA - Sua última chance. Em alguma hora amanhã eu mando aos organizadores do festival os dois leitores-repórteres que vencerem o sorteio (via comentários ou no email). Certo?

* Agora chega!

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Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , ,
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