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09/06/2009 - 08:59

A perda eterna da fé e o caminho ao inferno. E o que você perdeu, ou não, no bombado Popload Gig

* If man is 5, then the devil is 6, then God is 7.

* Pronto. O Popload Gig entrou para o calendário oficial dos festivais independentes com estilo, pompa, circunstância e cinco shows, um monte de gente bonita, clima de paquera.

Público do Clash durante show da banda americana No Age no sábado, primeiro dia do Popload Gig. O clube estaria mais cheio logo depois, durante a apresentação da dupla Matt & Kim. Foto de Ulisses Barbosa

* Mas o Popload Gig já era. Vem aí o Popload Gig 2.

15 de agosto, Rio de Janeiro
FRIENDLY FIRES + uma banda internacional (TBC) + uma banda nacional (TBC)
17 de agosto, São Paulo
FRIENDLY FIRES + uma banda internacional (TBC) + duas bandas nacionais (TBC)

* QUEM? QUEENS? - O Faith No More, parece, confirmou seu show em Santiago, Chile, para o dia 30 de outubro. Um show no Brasil e outro na Argentina estão programados para a turnê. Isso tudo beleza. A gente aqui já sabia. O negócio é que, circula no Chile, que o QUEENS OF THE STONE AGE está convidado para tocar na mesma balada por lá. Será que a banda mais cool do rock viria para cá também?

O Faith No More lançou nesta segunda-feira, na Inglaterra, a coletânea de nome com a cara do Mike Patton: “The Very Best Definitive Ultimate Greatest Hits Collection”. Tem 28 músicas, incluindo raridades, lados B e a genial “We Care a Lot”.

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MATT & KIM - SÁBADO - POPLOAD GIG, EM SP

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* ADIVINHA QUEM É A MAIOR BANDA DE ROCK DO MUNDO HOJE… - …Segundo a famosa, adulta e sempre ahn… criteriosa revista inglesa “Mojo”, que quase nunca dá bola para bandas dos anos 2000 para cá.

* FIVE POINTS PALM HEART EXPLODING TECHNIQUE - O mundo pergunta: do que morreu afinal o graaaaande ator David Carradine, 72, herói das séries de Kung Fu dos anos 70 e o Bill de “Kill Bill”, do Tarantino? Até o FBI está investigando. O ator foi encontrado morto semana passada na Tailândia, com uma corda que percorria seu pescoço, seu pulso e seu pênis. Técnica bizarra de masturbação, que envolvia a obtenção do prazer interrompendo o fluxo de oxigênio para o cérebro? Ele teria sido assassinado por uma gangue de kung fu xiita, a mesma responsável pela misteriosa morte do ator Bruce Lee nos anos 70, como sua família alega?
A última pergunta. Você sabia que a “five points palm heart exploding technique”, o jeito que a Uma Thurman “matou” Carradine em “Kill Bill”, causando a explosão interna do coração dele com o toque de seus dedos, é uma técnica que existe?

* COLDPLAY, TRICKY, KILLERS, METALLICA E… SIMPLE MINDS? - De acordo com informações que percorrem os bastidores de shows pela América do Sul, estariam acertadas as vindas dessas bandas todas no segundo semestre (Metallica em janeiro/2010), inclusive a veterana (30 anos) escocesa que um dia ousou disputar com o U2 o trono de maior grupo da Terra. As datas do Coldplay seriam estas aqui, para cinco shows em novembro: “24-26-27-29-30 Brazil”.

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THE VIEW - DOMINGO - POPLOAD GIG, EM SP

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POPLOAD GIG - FOTOS

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* A FRAUDE DO ARCTIC MONKEYS - Lá vem a banda do Alex Turner e seus nomes de discos… Depois de batizar o primeiro álbum de “Whatever People Say I Am, That`s What I’m Not”, veio o segundo: “Favourite Worst Nightmare”. Agora a Inglaterra pergunta o que seria “Humbug”, o recém-anunciado título de seu terceiro disco, o (1) influenciado por Jimi Hendrix, (2) produzido no deserto pelo Josh Homme (Queens of the Stone Age), que será lançado primeiro no Japão no dia 19 de agosto. O diário inglês “Guardian”, em uma de suas investigações”, descobriu que “humbug” pode ter um significado de “fraude” ou “impostor”. O que remete à encanação da banda no nome do primeiro CD, de ter um sucesso injustificado.

* O FANTASMA DO COBAIN - Na semana que vem, na Inglaterra, estréia num teatro de Londres a peça “Nevermind”, que consiste na história de um jornalista da “NME” que recebe a visita do fantasma do Kurt Cobain. Hahaha. Essa eu quero ver.
O texto é bizarro. Parece que o jornalista anda tão deprimido, tudo dando tão errado, que o Kurt do além chega para questionar se seria corajoso ou covardia o cara deprê se matar.
A peça fica até julho em cartaz, a princípio. E, sim, a peça não estará sendo encenada nos teatros do West End. Ela é indie. Passa em Angel.

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HOLGER - SÁBADO - POPLOAD GIG, EM SP

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POPLOAD GIG - FOTOS

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* AH, O JORNALISMO - Enquanto o twitter virou capa da “Time”, o grande “The Boston Globe”, um dos mais prestigiosos jornais americanos e pertencente ao grupo que dirige o “New York Times”, deve mesmo fechar, como estava ameaçando desde alguns meses. O “Globe” deve, adivinha, viver apenas na internet.

* AH, NÃO! DEVENDRA REMIXANDO OASIS? - A mistura é bizarra. Apareceu do nada hoje, no site oficial do Oasis, uma remix de “(Get Off Your) High Horse Lady”, feita pelo riponga Devendra Banhart. De acordo com o site, Noel Gallagher pediu para o Devendra fazer uma “versão livre” para qualquer música que ele quisesse do mais recente álbum de sua banda, “Dig Out Your Soul”. Ao que tudo indica, isso nem será lançado oficial, mas o resultado, um Oasis em ritmo de bossa nova (!?!?), pode ser conferido aqui:

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NO AGE - SÁBADO - POPLOAD GIG, EM SP

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POPLOAD GIG - FOTOS

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* DRAG ME TO HELL - Estreou recentemente nos EUA o terror zoado “Drag Me to Hell”, que aqui vai se chamar “Arraste-me para o Inferno”, quando estrear no Brasil, na segunda semana de agosto.
Nada mais errado dizer que o filme é do diretor do “Homem Aranha”, o hoje bombado Sam Raimi. O apropriado é dizer que “Arraste-me para o Inferno” é obra do desmiolado Sam Raimi, autor da cultuada trilogia “Evil Dead”, a mais engraçada série desgraçada de horror ever.
A “chamada” para este seu mais recente filme, que representa sua volta ao controle do horror repulsivo e farofa desde o afastamento para o “cinema sério”, em 1993, é muito boa. O “tagline” é assim: “Christine Brown tem um bom emprego, um namorado bacana e um futuro brilhante. Mas em três dias ela vai para o inferno”.
Não sou de postar trailers aqui, mas esse merece, para o caso de você querer conhecer a fofa Christine Brown (Alison Lohman):

Amigos que viram o filme nos EUA “pagaram um pau” para “Drag”. Não que o longa vai reinventar o terror. Mas é porque traz Sam Raimi de volta ao filme B da pior espécie, o que no caso é bom sinal. “Arraste-me para o Inferno” é mais afetivo que “grande cinema”, me explicaram. Estou nessa.
Pensa: o filme tem um gato preto na trama.
Tentei ver este último Sam Raimi na porção cinematográfica do South by Southwest, o festival do Texas, em março. O cineasta escolheu o Sxsw para fazer a estréia mundial do filme.
Sem chance nenhuma. Riram até da minha cara quando eu perguntei como conseguia ingresso para a disputadíssima sessão.

O problema de tudo, o porquê de eu estar escrevendo sobre isso agora, é que parece já circular pela internet cópias de “Drag Me to Hell” tiradas de DVD chinês, com excelente imagem. Saco.
Estou no “velho novo” dilema.
As cópias de “câmera” já estavam rolando há algum tempinho. Curioso para ver pelo menos o comeciiiiiinho, baixei até uma que tinha o selo do festival de Cannes em seu início.
Pensa 2: parece que filmaram a tela na sessão do filme do Sam Raimi no prestigioso festival de Cannes e botaram na internet.
Enfim. Vamos ter o que falar do Sam Raimi ainda no futuro próximo. Isso se não formos para o…

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MICKEY GANG - DOMINGO - POPLOAD GIG, EM SP

* WHEN I FEEL HEAVY METAL - Bom, acabou por agora. Os vencedores das últimas promo (e algumas novas) serão anunciados no próximo post. Antes de ir embora para o feriado, queria deixar isso aqui para você ver. Nada demais. Apenas o BLUR ENSAIANDO “SONG 2″ AGORA EM 2009.

 

* Até mais.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , , , , , , , ,
12/05/2009 - 05:18

Mais do que um sentimento: a grande escapada da Popload

* Popload na estrada. A caminho do Great Escape, festival de música nova (não 100%) em clubes de Brighton (Inglaterra), vamos mandando notícias do Velho Continente.

É o que parece. Daqui a pouco, a descolada revista “Vice” gringa com a “perfect pussy” e a “Vice” brasileira descartando a bunda brasileira

* O TWITTER E O PÃOZINHO DA PADARIA - Você sabe que a coisa está fora de controle quando, na Inglaterra, foi desenvolvido o BakerTweet, tecnologia que permite às pessoas receberem via Twitter a importante informação que saiu pão quentinho em uma padaria próxima de sua residência. Funciona, pelo que eu entendi, mais ou menos assim: os padeiros que têm conta no Twitter instalam o aparelhinho BakerTweet na parede perto de seu forno. Saiu a fornada de pão francês, croissant, broa, pain au chocolat, sonho etc. o padeiro programa a informação, aperta o botãozinho do BakerTweet e os clientes, via Twitter, são avisados imediatamente. Que mais?

* MICKEY GANG EM LONDRES - Minha segunda banda indie brasileira predileta, o quarteto Mickey Gang, de Colatina, Espírito Santo, mandou bem o seu megahit descontrolado “I Was Born in the 90’s”, para inglês ver e dançar juntinho (?!) no Punk Club, na semana passada. Pelo vídeo aí embaixo, eu posso jurar que ouço galera cantando junto. A molecada capixaba andou dando um rolê inglês semana passada. E, como última observação desta nota, o importante que eu tenho a dizer é que, um dia, eu já estive em Colatina, Espírito Santo.

* O MAIOR SHOW DA HISTÓRIA MUNDIAL EM TODOS OS TEMPOS? - O que pode ser a última grande batalha de uma gravadora de discos, enquanto elas ainda existem, a Universal anuncia que lançará como oficial, em novembro, um DVD com a histórica apresentação do Nirvana no Reading Festival de 1992. O selo, que já foi o maior do mundo numa galáxia não muito distante, tomou a medida para contra-atacar a história de que o grande show da breve carreira da banda acabou de ser lançado em versão que-ninguém-sabe-ao certo-de-onde-vem (= pirata) na Inglaterra, sob o nome “Life Takes No Prisoners”. A Universal, para não deixar barato, promete que vai incluir no DVD um grande material de extras. Massssssssssssssssssssss. Parece que só vai lançar o DVD oficial em… novembro.
O “Life Takes No Prisoners”, que eu já estou procurando em qualquer biboca de discos que eu encontro pela frente, traz as 27 músicas que o grupo de Kurt Cobain tocou naquele dia do final de agosto, em 1992, no colossal Reading Festival. Imagens desse marcante show do trio de Seattle, em particular, circula em vídeos e DVDs desde os anos 90.

O que faz do show do Nirvana no Reading Festival de 1992 um acontecimento especial é o seguinte… Quando o grunge (e todo o novo rock americano no geral) estava começando a estourar na Inglaterra, o Nirvana apareceu para tocar no Reading de 1991, em apresentação que eu tive a felicidade de assistir (thank you, Lord!). Tocaram de dia, sol na cara, para umas 2 mil pessoas, escalados ali no começo da lista de atrações. Isso aconteceu umas DUAS SEMANAS ANTES de o álbum “Nevermind” ser lançado e mudar a história de tudo na música. A medida do que aconteceu no rock se daria um ano depois, no Reading de 1992, quando o Nirvana era a maior atração do festival e arrastou umas 120 mil pessoas para frente do palco principal, o não-confirmado maior público do gigantesco evento inglês ever.

Se você já viu o famoso DVD “Live! Tonight! Sold Out!”, documentário lançado nos anos 90 sobre as apresentações do Nirvana, um que tem o João Gordo se esgoelando na missão de mestre-de-cerimônias do show do Morumbi em 1993, deve se lembrar desta cena: Kurt Cobain entrando no palco de cadeira de rodas, empurrado pelo famoso jornalista britânico Everett True (do extinto semanário “Melody Maker” e então “descobridor” mundial da revolução grunge). Cobain, de peruca branca e todo curvado, fazia uma zoeira com o boato que se espalhou à época de que estaria com problemas mentais. No Reading de 1992, Cobain anunciou que sua filha, Frances Bean, havia acabado de nascer. E ainda fez a platéia entoar um espetacular coro “Courtney, we love you”.

O Youtube guarda muitas imagens do show do Nirvana no Reading 92. Veja a banda em performance do megahiperextramacro hit “Smells Like Teen Spirit”, não sem antes meio que zoar o hino de FMs “More Than a Feeling”, dos farofeiros do hard rock setentista Boston (detalhe: eu gosto bastante de “More Than a Feeling”).

Óbvio que, seu eu encontrar o DVD “Life Takes no Prisoners” vou comprar dois e sortear um aqui no blog.

* O NIRVANA, O GRUNGE, A P*ORRA DA HISTÓRIA TODA - Está começando a chegar nas livrarias americanas o livro “The Grunge Is Dead - The Oral History of Seattle Rock Music”, dizem, o mais completo retrato da última grande revolução do rock. São mais de 130 entrevistas com “gente que esteve lá”, para remontar a história toda do movimento de rock sujinho e cheio de “sub-movimentos” que nasceu nos anos 60, veio vindo, veio vindo, e se transformou em um dos maiores e mais improváveis experimentos de marketing incidental da música. Segundo descrição, entre outras coisas, o livro traz a primeira entrevista de Eddie Vedder falando de Pearl Jam, a mãe do Layne Staley (Alice in Chains) comentando sobre o vício nas drogas e a consequente morte do filho. E, claro, muitos causos sobre o Nirvana.

* PROMOÇÃO POPLOAD/CONVERSE: GANHE O ALL STAR DO KURT COBAIN - Já que estamos falando tanto em Nirvana… Segue a promo do incrível All Star do Kurt Cobain. A extrafamosa marca jovem americana de tênis Converse, aliada à nova revista “Vice”, presenteou a Popload com dois pares do Converse preto do Kurt Cobain lindão. Um é meu, ÓBVIO. O outro vai a sorteio aqui, é só concorrer e, se ganhar, escolher a numeração: tem dos números 34 a 42. Vai lá. Aqui nos comentários (deixe seu email certinho) ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Importante: o tênis já vem sujinho, tipo quando o Cobain não o tirava do pé. Olha só.

Atenção: existe três modelos de tênis da Converse dedicados ao Kurt Cobain. O ganhador vai faturar um dos modelos disponíveis à época do sorteio

* LISSY TRULLIE E SEU SINCERO “OH, BOY!”- Já bastante destacada neste blog, a babe Lissy Trullie, destaque indie do ano lá de Nova York (tem meninas em São Paulo que já usam o “cabelo Lissy Trullie!!!!”), lançou vídeo novo. É da deliciosa música “Boy Boy”, seu mais recente single, tirado do EP “Self-Taught Learner”, que sai semana que vem na França e Inglaterra. Lissy Trullie, modelo, DJ e ainda por cima guitarrista, está mais para a “nova Chrissie Hynde” do que para a “nova Karen O”. O show dela visto por este blog no South by Southwest deste ano foi uma belezura. Qualquer hora eu boto um vídeo aqui, talvez dela desempenhando “Ready for the Floor”, do Hot Chip. Repare no vídeo de “Boy Boy”. Ela dorme com a camiseta “I Hate the Whole Thing”. Fofa. E, para completar, a Chloe Sevigny aparece.

* SEGURA OS MENINOS: GORKY + BOSS IN DRAMA NA EUROPA - Curitiba indie está bombando. Enquanto não acaba de fazer o segundo disco do Bonde do Rolê, o DJ Gorky acompanha o inquieto disco-freak Boss in Drama (não é mais Bo$$, com cifrões, por causa da crise) por um giro alemão que começa nesta terça-feira e é assim:

12.5. Nürnberg - MUZ Club
13.5. Hamburg - U&G (Turmzimmer)
14.5. Berlin - Dot Club
17.5. Munich - Orangehouse
18.5. Cologne - Gebäude 9
19.5. Münster - Amp
20.5. Hannover - Cafe Glocksee
21.5. Bremen - Lagerhaus
23.5. Berlin - TBA

* CAPA DO DEAD WEATHER - Foi divulgada a capa do primeiro disco da “superbanda” Dead Weather, montada em uma combinação White Stripes, The Kills, Raconteurs e Queens of the Stone Age. Parece que mr. Jack White escolheu de modelo a louquinha Alisson Mosshart, a VV, para estampar sua imagem no primeiro disco do grupo. O CD, “Horehound”, vai ser lançado no meio de julho.

* O-A-S-I-S - O Oasis encerra nesta terça (12) sua já maior turnê brasileira feita até esta data. A banda comandada pelos invocados irmãos Gallagher já passou por Rio, São Paulo e Curitiba, no último fim de semana.
O grupo chegou à capital gaúcha no início da tarde de ontem e passou praticamente o dia inteiro no bar do hotel Sheraton (à exceção de Noel, que tá meio fora de sintonia).
Vestindo uma camisa da seleção brasileira, o casca grossa Liam atendeu os fãs diversas vezes, deu cigarros para alguns e, certa hora, já um pouquinho “alto”, se jogou em cima da galera.

Liam, em um dos diversos momentos que saiu para atender os fãs no hotel em Porto Alegre

O show desta terça será no estádio Gigantinho, que deverá receber cerca de 12 mil pessoas, o mesmo público que acompanhou a banda em Curitiba, no domingo.
Bem-humorado e solícito (sério), o Liam chegou até a dizer que o Oasis hoje não é a melhor banda do mundo. “Falta um pouquinho. Quando eu e o cara estamos batendo de frente, a coisa não anda do jeito que a gente quer.”
O “cara”, lógico, é Noel, que não quer que o Liam nem pegue carona na mesma van quando eles vão para os shows. “Estou me divertindo. Eu fico no meu canto e ele no dele, trancado no quarto fazendo não sei o que. Deve ser crise de meia idade isso aí”, disse o caçula.
Depois do calor do Rio, da chuva em SP e do frio em Curitiba, Porto Alegre hoje amanheceu assim para o show dos Gallagher:

Em Curitiba, domingo, o show foi o melhor até agora, tecnicamente falando. Banda bem disposta, som alto e cristalino e especialmente um Liam alto-astral e comunicativo. O Noel, que tem dado pouco as caras, até que foi simpático ao seu modo nos shows. Mas, para se ter idéia de como a banda anda se divertindo e o Noel não, todos eles ficaram no camarim da Expotrade até tipo 3h da manhã, bebendo, comendo, cantando, tal. Todos, menos o Noel, que foi pro hotel assim que saiu do palco.

* Pronto: metade do post já foi. O resto vem já, já. Popload goes porn, não perde essa.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , , ,
28/04/2009 - 15:51

Fofoca… E Fuck You! Quer dizer…

Buy it, use it, break it, fix it,
Charge it, point it, zoom it, press it,
Write it, cut it, paste it, save it,
Plug it, play it, burn it, rip it,
Drag it, drop it, zip it, unzip it,

* Iphone it, twitter it, facebook it

* Technologic, technologic.

* Vem aí a Popload 2010, parece. Já em maio. E já veio aí a Popload iPhone, uma versão diferente, bonita e prática para quem acessa esta parada aqui do aparelhinho famoso da Apple.

A Beth voltou

* DEPECHE MODE, AS DATAS - Nossos hermanos estão firmemente soltando o que seriam as datas oficiais da turnê latina dos gigantes Depeche Mode, a banda do semivivo Dave Gahan. Semivivo porque ele já foi semimorto, como ele disse uma vez. Vivendo maus momentos “internos” depois que foi morar na Califórnia, com muito dinheiro levantado do sucesso todo dos anos 80, Gahan entrou em deprê brava e se afundou nas drogas. A ponto de certa vez ser dado como morto numa ambulância, a caminho do hospital, logo após uma overdose. Mas ele de repente… acordou do reino dos mortos, segundo um paramédico que o atendeu, depois de ser encontrado desfalecido numa rua. Lembro que uma vez, num show que vi do Primal Scream em Nova York nos anos 90, Dave Gahan apareceu no palco de convidado especial, de surpresa. Causou grande comoção naquele dia, tinha gente chorando na platéia, porque havia tempos ele estava desaparecido completamente da cena, por causa do mergulho no lado negro da força. Naquele show, e até então, eu nunca tinha visto alguém tão magro e debilitado na vida. Agora Gahan, um pouquinho mais vivo que antes, reaparece em shows na América do Sul, para mostrar os megahits do DM e as músicas novas do retrofuturista CD “Sounds of the Universe”, recém-lançado. As datas que circulam forte no Chile, Peru e México, nada oficiais ainda (e se a gripe suína permitir), são estas abaixo:

29/Septiembre Monterrey, México
01/Octubre Arena VFG - Guadalajara, México
03/Octubre Foro Sol - Ciudad de México
04/Octubre Foro Sol - Ciudad de México
06/Octubre San José, Costa Rica
07/Octubre Ciudad de Panamá
09/Octubre Caracas, Venezuela
11/Octubre Parque Simón Bolivar - Bogota, Colombia
13/Octubre Lima, Perú
15/Octubre Santiago de Chile
17/Octubre Buenos Aires, Argentina
19/Octubre Sao Paulo, Brasil
20/Octubre Rio de Janeiro, Brasil


* OASIS NA ANA MARIA BRAGA VENEZUELANA - Falando em problemática no rock, o grupo inglês Oasis, que toca na semana que vem em São Paulo e Rio, chegou à Venezuela na noite desta segunda-feira, para iniciar a turnê sul-americana de seu último álbum, o “Dig Out Your Soul”. A banda, ou MELHOR, o Liam Gallagher, foi flagrado desembarcando no aeroporto de Caracas pela reportagem de um desses programas matutinos de TV, tipo Ana Maria Braga, com bonequinho de pano doido e falante, que mostrou nesta terça de manhã a chegada dos Gallagher ao país. A diferença é que a apresentadora do programa e principalmente a repórter que abordou o Liam eram venezuelanas, se você entende o que eu quero dizer. Pensa no que pode ser um diálogo entre uma repórter-gata venezuelana que não tem idéia do que está acontecendo no planeta e uma pessoa “comunicativa” como o Liam Gallagher. Foi assim que o Oasis chegou na América do Sul.

* Lembrando que o canal pago Multishow mostrará ao vivo, na quinta-feira dia 7, o show do Oasis no Rio de Janeiro, direto do Citybank Hall. Lembrando mais ainda que o nome do vencedor do ingresso para o show de São Paulo, prometo, estará colocado no final deste post, quando ele for finalizado. Ou seja, “última chamada” para você tentar faturá-lo.

 * Estamos chegando. Meio atrasadinhos, mas começando a fazer este post ficar graaaaaaaaaaaaaaaaande. Né , Beth?
 

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , ,
23/04/2009 - 21:25

Sinal vermelho

* Bom?

* Por que ninguém está tentando soar como o U2? Porque não é uma coisa bacana de se fazer. Por que alguém iria querer soar como o U2?

* Esse Eddie Argos, viu…

* Eddie Argos, do Art Brut, na música “Slap Dash for No Cash”, do álbum “Art Brut vs. Satan”. Disco este que foi produzido por… Frank Black (que um dia foi o líder dos Pixies).

Olha bem para esta foto do Kap Bambino. Mas bem mesmo. Fica olhando…

* ELECTROGRUNGE DOS INFERNOS - Se é para falar do “ano da França no Brasil blablá zzzzz”, deviam pensar em trazer para cá logo esse duo Kap Bambino, não? Mais precisamente de Bordeaux, som tipo um Le Tigre ligado no 220v (ou, melhor, no 2220v). Um heavy metal moderno e eletrônico, se isso é possível. Um electrogrunge, se Cobain nos permite. O segundo álbum deles, “Blacklist”, o primeiro “a sério”, “trabalhado” para “além da França” (leia-se, bombando no submundo de Londres), sai agora em maio. Mas o primeiro single já recém-circula para venda digital, o da incrível “Red Sign”, assustadora. O Kap Bambino é Caroline, no vocal de filme de terror, e Orion, na manipulação nervosa de barulhos vários. Dizer que a dupla é “bem louca” é muito pouco para o casal.
Na minha modesta opinião, o grande “problema” do Kap Bambino são os vídeos. Acho que poucas vezes vi coisa tão absurda e bonita como este de “Red Sign”. Vê o que você acha dele e me diz se é só meu tradicional exagero que embaralha minhas vistas.

* COCA-COLA É ISSO AÊ - Estava fácil de montar o quebra-cabeça. Primeiro soubemos que as energéticas bandas indies No Age e The View, americana e escocesa respectivamente, vêm tocar em Porto Alegre e São Paulo no comecinho de junho. Ok. No paralelo, começamos a notar que (principalmente) a capital gaúcha passou a ser bombardeada com notícias de que no mesmo “comecinho de junho”, na cidade, vai rolar uma série de eventos chamada P.A.R.C, sigla de Porto Alegre Rock City, festa de rock bancada pela Coca-Cola focando a nova música, para “novas pessoas”, a tal juventude. É parte da referida batalha das Colas, a que eu venho alertando aqui, com a Pepsi na outra ponta do ringue.
Enfim, era só ligar os pontos para saber do que o P.A.R.C. se tratava, em relação a Porto Alegre.
Mas eis que o incrível duo americano de rock sem guitarras Matt & Kim, um dos mais explosivos shows da nova música, soltou no MySpace deles que em sua turnê consta um show em São Paulo e outro em Porto Alegre, no P.A.R.C.
Entende o que está vindo por aí?

* MATT & KIM NO SXSW 2009 - Para você não se sentir desavisado quando o Matt & Kim chacoalhar nossos clubes, aí embaixo tem um trecho da apresentação da dupla nova-iorquina agora em março, no Texas, durante o principal festival do mundo para música nova (não só) do planeta. A canção é a “famosa” “Daylight”, o pequeno hit do M&K, que só foi ouvida por 2 milhões de pessoas no MySpace deles. Como eu modestamente bem disse na info do vídeo no YouTube, o som está abafado devido a minha proximidade das caixas. A imagem está tremida devido ao pandemônio que tomou conta do clube. Enfim, você sabe como são essas coisas.

* DEPECHE MODE NO BRASIL - As datas, locais e o esquema de ingressos para os shows do veterano grupo inglês Depeche Mode na América do Sul serão divulgados na semana que vem, este blog foi quase-oficialmente informado. Estamos “trabalhando” com aquelas datas que vazaram semana passada, a saber:
dia 12 de outubro, no Rio, dia 14, em São Paulo.

* SUSAN BOYLE. NO “SOUTH PARK” - Haha. A mulher fenômeno mundial, cujo show no Brasil será assistido pelo Contardo Calligaris mesmo comprando ingresso de cambista, agora ganhou diploma de fenômeno mundial. Apareceu no “South Park”. Apareceu citada, não em “carne-e-osso”. O irmãozinho do Kyle fugiu de casa, para ser pirata na Somália. Na triste carta de despedida, o menino explicou seus terríveis motivos. Entre eles, disse que se ouvisse na escola mais uma pessoa citando a performance de Susan Boyle no programa inglês de calouros ele iria “vomitar as bolas pela boca”. Hahaha.

* WADO NO POPLOADED - Já na edição número 104, o programa de Poploaded, braço radiofônico deste blog e co-apresentado por este aqui (eu!) e pelo gênio Fabio Massari, mostra semanalmente as músicas mais cool, não-cool, esquisitas, raras, fáceis do planeta, além de ser plataforma sonora e visual do melhor da produção do rock (não só) nacional. Tipo umas 90 bandas já fizeram as famosas “Poploaded Session”, performance ao vivo no incrível estúdio do iG, no Itaim, em São Paulo.
Tudo isso para dizer que, nesta semana, está no ar o programa 104, com Lunettes, Camera Obscura, The Horrors, White Lies, Sonic Volt, Franz Ferdinand, Black Ghost etc. E, na Poploaded Session, o minimalismo electrofunkMPB do cultuado compositor catarinense Wado, de Alagoas. What?
Uma das quatro músicas que o Wado gravou para o Popload, sem banda, apenas acompanhado pelo guitarrista Junior Boca, é “Teta”.


* ESSA CENA DANCE DO CASSETE - A agitada e moderna cena dance brasileira vai estar contida numa velha fita-cassete. Compilada e capitaneada pelo ácido duo paulistano Database, a coletânea “Uglyedits Vol. 2″ ganha vida em 200 fitinhas, no final de maio, reunindo o que há de melhor nesta terra quando o assunto é festa, balada, clubes, remixes. As fitas-cassete serão distribuídas na festa de lançamento do projeto, na Moon, em 25 de maio no D-Edge, dia 19 de maio. Óbvio, a compilação vai ter versão virtual também. Além do Database, estarão no “Uglyedits Vol. 2″, entre vários outros, nomes como The Twelves, Mickey Gang, Copacabana Club, Edu K, Chernobyl, Roots Rock Revolution, Mono-4, Terror Duo, Cello Zero, Killer on the Dancefloor e… Roberto Carlos?

 

* LOJA DE CDS - Está feio o negócio. Depois do fechamento da megastore da Virgin na Times Square, outro templo de discos, a Virgin da Union Square, também está limpando o salão para desaparecer do nobre espaço comercial da cidade mais comercial do mundo. Amiga que foi pegar lá para mim o disco do The Pains of Being Pure at the Heart nesta semana ficou com pena da galera da outrora gigante loja de CDs (e DVDs, livros, revistas, camisetas, games…). “Os vendedores no microfone falavam: ‘Estamos fechando. Diga pra gente que vocês nos amam’…” Enquanto isso, funcionários braçais removiam prateleiras, botavam placas, tiravam as coisas. Triste. Mas essa era acabou, mesmo.

* NÃO ACABOU - Devo, eu disse devo, divulgar o nome do ganhador do ingresso para o Oasis em São Paulo, no show de 9 de maio. Aproveita sua derradeira chance para pedir.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , , , , ,
24/03/2009 - 18:16

Ela não quis ir ao Radiohead

* Popload em São Paulo. Eu tenho uma tendência pessoal a discordar dessa frase atualmente, mas depois dos últimos dias pop o que eu posso dizer é “Everything in its right place”.

* Cheguei tipo sete horas depois do h.i.s.t.ó.r.i.c.o. show do Radiohead na cidade, mas não se pode ter tudo na vida, não?

* Muita coisa para falar: Radiohead, Oasis, South by Southwest, Texas, Chile (!!!!!). Mas aqui só vai rolar Radiohead. O resto fica para quinta.

* RADIOHEAD OBRIGOU SHOW NO RIO – Uma conversa de bastidor me aponta que o show do Rio de Janeiro teve bem perto de não acontecer. Seriam dois concertos em São Paulo. Tanto organizadores quanto os agentes da banda imaginavam que um show do Radiohead num lugar tão grande quanto o Sambódromo seria fracasso de público. Mas a banda, bastante curiosa pelas constantes vindas do guitarrista Ed O’Brien ao país, disse que só viria ao Brasil se tocassem no Rio.

* “LUCKY” - A espeeeera toda por uma apresentação em carne e osso da banda de Thom Yorke parece ter valido a pena. Todo mundo dizendo que foi o “show da vida”, “show de uma geração”, “melhor de todos os tempos”. Amigo meu, macaco velho de shows internacionais (morou em Londres na época do grunge/britpop), soltou esta: “Esperei 16 anos por isso e valeu cada minuto. Estou impressionado até agora. Tenho 44 anos e ainda chorei na hora de ‘Lucky’”.

* A PESSOA QUE OUSOU NÃO IR NO RADIOHEAD - Mas não é bem assim que todo mundo amou o show. Outra amiga, a Fernanda, que viaja o mundo atrás de shows, frequenta baladas indies, bate cartão no Coachella e tudo mais, simplesmente, no dia, com ingresso na mão e tudo, resolveu “pular o show do Radiohead”. Não foi. Não quis ir. Voltou da praia mais cedo em dia de sol e resolveu “pular”. Com as amigas indo e tudo, telefonando ou mandando vários sms convocatórios inclusive, resolveu desligar o celular, comer Haagen Dasz e assistir seriado na TV.

- Como assim, Fernanda? “Não fui. Acho que foi uma histeria ao contrário. Era taaaaanta expectativa, tanta gente falando, tanta pilha, tantos sms, tantas ligações, tanta gente marcando de se encontrar, tantos especiais no Multishow, tanta gente falando q a vida ia mudar…”.

- Você não acha que a expectativa absurda, no caso do Radiohead, era justificada? Você não errou na política anti-hype? Você está arrependida? Você está sofrendo perseguição dos amigos por que não foi ao show? “Estou arrependida até. Eu sei que foi animal, nunca questionei a qualidade da coisa. Mas achei que era melhor eu deixar para ver o show deles numa ocasião menos histérica. E, sim, as pessoas estão tipo me tratando diferente. Outras acham que estou ‘escondendo’ alguma coisa. Sério, está f*da. Mas a real é que fiquei com preguiça de tanta gente junta esperando o melhor show da vida delas. Eu não sou boa com altas expectativas em massa.”

- Beleza, está explicado. “Você vai botar no blog? Não põe o meu nome. Ou põe, você que sabe. Já sou zoada anyway. Mas não bota meu sobrenome. Para não irem atrás dos meus familiares, haha…”

* PÚBLICO PARANOID - Amigos me contaram sobre um momento tocante no show, quando a banda finalizou o hit “Paranoid Android”. Canção terminada, música já se preparando para engatar o próximo hino, “Fake Plastic Trees”. Mas a galera continuou na boca a “Paranoid Android”, fazendo a segunda voz. “Come on raaaaaaaaaaaaaaain down on me.”
O Thom Yorke então “segurou” “Fake Plastic Trees” e, com o violão, começou a improvisar de novo a primeira voz sobre a segunda voz do público, dando sequência bizarra a “Android”. Quem viu, viu. Mas um áudio tirado de algum lugar da galera flagrou o momento assim:

* Tem muuuuuuuito mais até esta quarta nesta quinta.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , ,
11/03/2009 - 11:28

O amor e o horror. E vice-versa. (fora as datas do Oasis)

* Popload em São Paulo. Mas de malinhas prontas para Curitiba e de malonas quase prontas para o Texas (Austin, South by Southwest).

Esta pessoa, com estes sapatos, vem ao Brasil fazer quatro shows. Já contei aqui de uma história pessoal minha com ele sobre… sapato?  

* AS DATAS OFICIAIS DO OASIS NO BRASIL - Atenção, vai ser assim, segundo o MySpace dos Gallagher:

- Rio de Janeiro - Citibank Hall – 7 de maio
- São Paulo - Arena Anhembi – 9 de maio
- Curitiba - Pedreira Paulo Leminski – 10 de maio (alô, PR. A Pedreira não tinha fechado?)
- Porto Alegre - Gigantinho – 12 de maio

Sobre ingressos, a mensagem em inglês vem assim: ‘Tickets go on sale from March 20th for Citibank clients then go on general sale from March 27th. All tickets are available through Ticketmaster or by phone: (11) 2846-6000 (São Paulo) and 0300 789 6846 (other states)”.

* O FAUSTÃO E O INDIE - Crossover de interesses díspares. Ontem no Milo, hoje em programa de auditório dominical da Globo. A sempre estranha participação da Mallu Magalhães em programas de TV se deu domingo passado no mais-mainstream-impossível Faustão, logo após o gol do Ronaldo. Acaba que, no ar, vendo a “força incrível da música independente nacional”, o apresentador global criou um novo quadro para o seu programa: “Garagem”, onde vai “revelar” nomes emergentes do cenário musical brasileiro. É isso: Faustão na Garagem. Garagem nos domingos da Globo, ao vivo, em cores, sem ser trilha sonora de matérias de Física quântica ou de saúde do “Fantástico”. Fico imaginando, sei lá, o Holger tocando “Nelson” no Faustão. Ou o Bo$$ in Drama cantando”Favorite Song” e minha mãe vendo a performance do Péricles e olhando para mim com cara de “WTF?”. O sertão vai virar mar. 

* QUANDO O CHILI PEPPERS ENCONTROU O TING TINGS -  Leitor esperto me mandou isso por email (veja bem, o leitor não é esperto porque me mandou isso por email…). Apareceu em forum de discussão de site de fã dos malucos da Califórnia. É um mashup do clááássico batidão “Give It Away” com “Shut Up and Let Me Go”, representante da frescura (no sentido de novo) indie da dupla inglesa Ting Tings. Achei bom. Ouve aê.

* POPLOAD E O (CINEMA) INDIE - Dois filmes do cinema independente americano têm dominado a atenção dos bastidores da cultura pop (leia “blogs”). Um fala de amor. Veja bem. Não é um “filme de amor”, diz o cartaz. E, sim, um “filme sobre o amor”, coisas bem diferentes. O outro é considerado a “renovação do cinema de horror”, o “novo ‘A Morte do Demônio’”, em referência ao genial clássico do Sam Raimi, dos anos 80. O “New York Times” disse que não sabia se ficava com medo ou se ria do filme. Mas a “Fangoria”, veículo mais “sério” (nesses casos), gostou. A história e os “boos” parecem ser o de sempre. Mas a história toda é, digamos, muito louca. Ambos os filmes foram “destaques” no último Sundance Festival, em janeiro. “Unborn” chegou a entrar em cartaz em alguns países, em circuito limitadíssimo. Vamos a eles:

- (500) DAYS OF SUMMER: Estrelado pela fofésima atriz-roqueira Zooey Deschanel, da esperta banda She & Him, o filme tem já um trailer clássico circulando com um início matador. Um cara está ouvindo iPod (ou coisa que o valha) num elevador quando a Zoey chega e diz: “I love The Smiths”. O rapaz faz uma cara de “como assim?”. Ela aponta para o fone de ouvido dele e começa a cantarolar “There Is a Light That Never Goes Out”. O elevador abre a porta e a garota sai, do mesmo jeito que entrou. Como se, para ela, nada tivesse acontecido. Sem perceber direito que mudou a vida do cara do iPhone em dois minutos. Para resumir e dar o tom do filme, é assim: o moço se apaixonou por uma menina que até ama Smiths, mas acha que o amor não existe. Poor guy. A produtora de “(500) Days of Summer, que tem percorrido apenas festivais (passa semana que vem na mostra de filmes novos do South by Southwest) e só entra em cartaz nos EUA em julho, fez uma campanha na internet para a galera escolher o pôster oficial do filme. Não sei direito qual ganhou, mas tinham que escolher entre estes aqui:

 

Ah. Summer, no título, no caso, é a menina, não a estação.

- THE UNBORN:Parece que em Sundance, segundo um amigo meu que sabe das coisas, gente até desmaiou vendo esse filme, agora no começo do ano. Tenho esse “The Unborn” já, aqui no meu computador, e não achei para tanto. É mais “O Exorcista” do que “A Morte do Demônio”. E exagera no “truque dos espelhos”. Mas não dá para deixar de admirar o “plot” do filme, de tão bizarro. Começa que ele é estrelado pela boneca Odette Yustman, de “Cloverfield” (a garota é das boas. Só curte filme esquisito, pelo jeito). A história… Bem, como posso contar? É mais ou menos assim (pequeno spoiler, pequeno spoiler!!): Yustman, no caso Casey, começa a ser assombrado por um moleque macabro e um cachorro com máscara. Depois seus olhos começam a mudar de cor. A coisa só vai ficando pior. Ela na verdade está recebendo a “visita” corpórea de um dybuuk (que na cultura judáica significa um ser amaldiçoado que morreu e não consegue ir para o céu. E, se não consegue, tem que ficar por aqui mesmo, entende?). Agora vem o melhor e vou parar por aqui sem mais falar: o menino fantasma, no fim, é uma vítima dos nazistas em Aushwitz, no Holocausto. Tá?

Ok, só mais uma coisinha: “The Unborn”, alé de tuuuuudo, ainda envolve um papo macabro sobre gêmeos, o Gary Oldman fazendo o padre exorcista e beisebol.

“The Unborn” estréia no Brasil no dia 20 de março, parece. Tem Prodigy na trilha. Dá para ver e ir depois ao show do Radiohead, para o dia ficar bem estranho.

* FAITH NO MORE NO BRASIL - Como??? Onde???? Quando????
Não vai rolar…
Produtores brasileiros consultaram preço e disponibilidade para show da rediviva banda aqui no Brasil, neste ano.
Ouviram um “O preço é US$ 800 mil por show” na orelha.
Desencanaram na hora.

* JB NO BRASIL - Eu sei que isso é tudo que você queria saber. Mas o maio sonoro brasileiro não vai ficar só no Oasis. A banda de pivetes Jonas Brothers, praga adolescente meio country, meio pop, religiosos, e que uma amiga minha de gosto respeitável diz que tem um “lado bom, sim, viu?”, vem tocar no Brasil. São dois shows, um em São Paulo, no dia 23 de maio. Outro no Rio, no dia seguinte. Feche portas e janelas.

* KEANE NO BRASIL - Haha. Es-que-ci completamente que o Keane ia tocar em São Paulo. Mas um amigo meu, também bom de gosto, não esqueceu e ainda por cima foi ao Credicard Hall ver. E gostou!?!?!?!. O que ele falou foi o seguinte:

“Lúcio. Sei que vc não gosta do Keane e nem deve ter ido ontem… Meu, o show foi muuuito bom !!! Melhor que no ano passado! O Tom Chaplin deve ser o cara mais gente boa da música pop! A cada duas frases, três são elogiando o Brasil e o público… Até cansa… Mas ele parece acreditar mesmo em todos os elogios…
E eles estão com um público fiel aqui! O Credicard tava quase lotado e o público cantava quase todas. Eu ficava me perguntando: de onde essa mulecada conhece tanto o Keane? Os caras quase não tocam no rádio, não passa vídeo na TV e não são bonitos (e tinha muuuuita mulher na platéia…).
E no bis tocaram uma versão impecável de ‘Under Pressure’! Acho que nem o aquele “Queen” no ano passado deve ter tocado uma versão tão perfeita! Perfeita demais, vão dizer alguns…
Enfim, foi ‘fenomenal’! E espero que hoje seja mais ‘fenomenal’ ainda…”

Não liga para o fim do relato do meu amigo. Ele começou a misturar os assuntos.

- YEAHS - Estava motivado para escrever sobre o bom lançamento do novo Yeah Yeah Yeahs, “It’s a Blitz’, que está previsto para ser lançado (!) oficialmente em 14 de abril, embora já esteja toooodo na net desde fevereiro. Mas andou me dando uma preguiça do disco e de escrever sobre. Tento novamente no próximo post. Por enquanto, deixo o vídeo da lindona “Zero”, que apareceu nesta semana. Ahaza, Karen O.

- WHITE STRIPES? RACONTEURS? - Mister Jack White, talvez o melhor guitarrista do mundo (errei?), parece estar com nova banda. Um quarteto chamado Dead Weather. Um evento secreto com esse novo grupo de Jack aconteceria nesta quarta-feira. Vamos ver o que sai daí. UPDATE - Pior que o papo é sério mesmo. Foi lançado um site oficial do Dead Weather. As infos preliminares dão conta de que a banda tem nos vocais a Allison Mosshart, popular VV do The Kills, além de Jack Lawrence do Raconteurs no baixo e Dean Fertita do Queens of the Stone Age na guitarra. E, não, o Jack (parece) não toca guitarra, mas sim bateria! Jack goes Meg.
O site não possui informação alguma, apenas umas imagens randômicas, um espaço para cadastrar e-mail numa newsletter e duas músicas. São elas “Are Friends Electric?” e “Hang You From the Heavens”. Essa última a Popload entrega aqui, fresquinha. Ou quentinha, como você preferir.

* PROMOÇÃO RADIOHEAD/SP E PROMOÇÃO RADIOHEAD RJ - Agora sim a coisa animou. A Popload vai dar um ingresso para cada show histórico da banda Radiohead (mais Kraftwerk + Los Hermanos - Vanguart) no Brasil. Dia 20, no Rio. Dia 22, em São Paulo. Para concorrer, o de sempre. Disputas sangrentas devem ocorrer ou pelo email lucio_ribeiro@ig.com.br ou nos comentários aí embaixo. Please, avisem claramente na linha de assunto para qual show-cidade você está concorrendo. Go!
 

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , , , , , , ,
12/02/2009 - 18:12

Troca-troca: Popload em Manchester. Morrissey em São Paulo

* Popload em Manchester. Neve, neve & rock’n'roll. Brrrrrrrrock.

* MORRISSEY NO BRASIL - Simples assim. Fechado. Tudo o que eu sei é que a princípio tem um show em São Paulo. Não sei data, não sei locais, não sei a quantidade. Ê, povo regulado nas informações.

“Me espera aí, Brasil. Estou chegando!”

* Vamos agora aos esclarecimentos técnicos. O servidor do iG tem enfrentado problemas nos últimos dias, o que deixou impossível na maior parte do tempo atualizar, comentar, postar foto, vídeo. Ou até mesmo visualizar o blog, em muitos casos. Tem sido uma loteria, e não só com a Popload. Então, desta vez, e só desta vez, a “falha” não tem sido (só) minha, hehe. Mas parece que estamos ok, agora. Popload e iG: trabalhando para servi-lo melhor.

* Aí eu tava lá na neve e…

* NME TOUR 2009 - É engraçado olhar as escalações da turnê de bandas novas/promissoras/tendências que o famooooooso semanário “New Musical Express” escala todo começo de ano para rodar o Reino Unido com o mesmo line-up e em várias cidades, fazendo um barulho indie enorme, com intuito de promover sua grande festança de premiação, o “NME Awards”, que acontece em Londres no final do mês. Em 2007, o recado dado pelo novo rock para aquele ano era o da “alegria”. Klaxons, CSS, New Young Pony Club. Deboche, cor, loucurinha. No ano passado, era uma moçada mais nova, fazendo rock “com algo a dizer”. Tipo Cribs (não tão novo), Ting Tings, Joe Lean and Jing Jang Jong (esse não rolou). Este ano o tal aviso é bem sombrio: o da morte, desespero. Os britânicos vivem o novo dark. Isso já foi falado bastante aqui, mas o resultado está muito evidente agora.

Glasvegas, que no ano passado nesta mesma época eu vi abrir para o Wombats, ali, meio tímidos, hoje é o grande nome da noite, com um álbum (mais ou menos) recém-lançado que chegou a número dois da parada de discos do Reino Unido, só perdendo para o Metallica. Outra das atrações da tour do “NME” deste ano é o White Lies, cujo disco de estréia lançado agora em janeiro, esse sim, chegou a número 1, graças a músicas sorumbáticas como “Death” e “To Lose My Life”. Tem a fofa Florence and the Machine, representante do enorme hall de mulheres que cantam hoje no pop, quase sempre de modo igual. E o incrível Friendly Fires, membro da indie dance que é um sopro de alegria na cena inglesa da nuvem negra. Mas eles estão ofuscados pela penumbra pop. Vamos ver como o ano se encaminha nesse cenário britânico carregaaaaado da música jovem.

Então. E, em Manchester, dois dias esgotados no Academy, os shows dessas bandas foram assim:

- GLASVEGAS: O tom é funebre, ok. Então por que foi o show mais alto que eu ouvi nos últimos anos? Por que aquela altura para mostrar o desespero e a melancolia reinante, meldels? Fora a parte distorcida, que fazia às vezes parecer um Jesus & Mary Chain à beira do suicídio. Se bem que “Daddy’s Gone” a referência é um My Bloody Valentine torto saído de um cemitério. Entende? (Eu não…)

- FRIENDLY FIRES: Um dos melhores álbuns do ano passado, mas claramente com um show não a altura do disco. Essa fama sempre perseguiu o FF (não é Franz Ferdinand, hein. Nem Foo Fighters. Nem Fiery Furnaces. Nem Fleet Foxes… Nem… nossa, quanta banda FF!). Mas o show de agora está bem melhor que o que eu vi deles em 2008. Dance delícia, músicas boas, luzes cool, o melhor baixo do novo rock, vocalista rebolando “like he just doesn’t care”. Só alegria. Xô, tristeza indie.

- WHITE LIES - A banda nova número um das paradas graças à canção do cara que foge do pior dos pesadelos. O White Lies, talvez pela juventude e roupas pretas, caminha entre músicas iguais e hits bem bacanas, tipo “Unfinished Business”, “To Lose My Life” e esta aí em cima, que encerrou o show: “Death”.

- FLORENCE AND THE MACHINE - A imponente e vozeiruda Florence, dizem favorita a alguns Brit Awards graças a apenas dois singles, entrou já cantando “Hospital Beds”, do jovem grupo americano Cold War Kids. Florence grita tanto que abafa os instrumentos de sua banda Machine, mas sua garra nos singles “Kiss with a Fist” e “Dog Days Are Over” impressionam para um show de abertura em que as pessoas ainda estão chegando.

* PETE DOHERTY E O “NOVO AMOR” - O lost boy do rock é capa da edição do Dia dos Namorados do semanário “New Musical Express”, que todo mundo namora (hihi). Pete está mostrando na revista algumas de suas músicas novas, que estarão no seu primeiro disco solo, chamado, “Grace/Wastelands”. É o primeiro trabalho com assinatura solitária de Pete Doherty, ex-Libertines e fora do Babyshambles. O disco sai oficialmente em março e tem colaborações do guitarrista do Blur, Graham Coxon. A atormentada “New Love Grows on Trees” é bem lindona e está aí embaixo para audição. Mas o single do CD será “Last of the English Roses”.

Dizem que, com o coração rasgado de amor, as mensagens nas músicas são pouco para seu grande amor, a modelo Kate Moss, e muito para o seu grande amor, o parceiro de Libertines Carl Barat.

Dá para ouvir outras músicas no site do “NME”, inclusive o single. Dá para ouvir aqui “New Love…”.

* YEAH YEAH YEGGS - Na era da gastronomia, a banda cool nova-iorquina Yeah Yeah Yeahs ressurge com uma incrível capa para seu aguardado novo álbum. “It’s Blitz!”, o terceiro, que ficará disponível apenas em abril. Mas, nos próximos dias, a gente já ouvirá “Zero”, o primeiro single do disco.

* FALANDO EM LOVE - Beth Ditto, a dona da banda Gossip, na capa da revista “Love”, neste mês dos namorados.

* DEPECHE MODE NO SEGUNDO SEMESTRE - Outra turnê prometida, ensaiada, parece que vem mesmo ao Brasil em 2009. A histórica banda inglesa de Dave Gahan/Andrew Fletcher/Martin Gore, segundo os próprios músicos em entrevistas para a imprensa mexicana e chilena, estão alinhavando a turnê latina para setembro/outubro, mais provavelmente neste último mês.

* A QUESTÃO OASIS - Na briga dos grandes produtores de shows do Brasil, o bom da história é que a banda, pareeeeece, está mesmo assegurada. Não ligo muito para “quem está trazendo”, mas parece que a T4F levou essa da Mondo, que parece já tinha até pré-contrato assinado. E começam a pipocar concorrência de datas para maio em algumas capitais do país, cada um puxando a sardinha, ou melhor, a banda para seu lado. Na última vez que veio ao Brasil, no começo de 2006, o Oasis anunciou oficialmente seus shows no país com apenas 40 dias de antecedência. Então está valendo.

* PROMOÇÃO MONSTRO - Prêmios monstro da Monstro Discos, de Goiânia. Duas caixas gigantes da gravadora indie mais agitada do país estão a sorteio aqui, contendo o seguinte recheio:
- Um disco do incrível Black Lips em edição nacional com bônus
- Um CD da banda francesa Papier Tigre
- O ábum “Tributo ao Mudhoney”, com indies brazuca tipo Wlverdes, Autoramas, Holger, Superguidis, Lucy and the Popsonics, MQN, Macaco Bong entre outros
- O disco de estreia do Macaco Bong, considerado o disco de 2008 pela revista “Rolling Stone”
- Uma camiseta “crasse” da Monstro. Mais postais e bottons.
Está bom, né?

* QUITO? - Como assim? Popload indo para Quito, no Equador, neste domingo. Simples assim? Não me pergunte por quê. Ou pergunte. O próximo post, portanto, vai ser equatoriano. Não é uma mera cordilheira que vai nos parar. Mas ainda volto a este, acho.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , , , , , ,
06/02/2009 - 20:12

Nada para se preocupar

* O legal é que eu não voltei mais ao post passado não por minha causa. Eu até tentei, hahaha. Falha técnica.

* MANCHESTER/LONDRES - Então vou lá e já volto. Vou contando aqui.

* OASIS VÍDEO - Falando em Manchester, nesta semana apareceu o vídeo novo do Oasis, para a música “Falling Down”. Fiquei com preguiça de colocar o filminho aqui. A música é até boa, mas um vídeo do Oasis é sempre um vídeo do Oasis. Você vê, não entende por que eles fazem um vídeo daquele jeito e no momento seguinte esquece. Esse traz a incrível história de uma princesa da Inglaterra infeliz que chora bastante e é menosprezada pelo Liam e pelo Noel numa festa aí. Mas, tirando o resultado final da obra videoclíptica dos Gallagher, o legal foi a mensagem que o rapper americano Kanye West botou no blog dele, a respeito: “O vídeo novo do Oasis parte meu coração”. Não entendi se foi zoeira, fruto da famosa briga recente do Noel com o rap dos EUA (Jay-Z, Glastonbury), mas o West chegou a postar o vídeo no blog. Deve estar falando sério.

Falling Down, do Oasis, sai como single no dia 9 de março. Uma das músicas “lado B” vai ser uma versão remix para a música com 22 minutos de duração, feita pelo Gaz Cobain, do Amorphous Androgynous. Vou repetir: 22 minutos. Tem ainda outras duas versões remix (uma feita pelo Prodigy e outra pelo Twiggy Ramires, baixista do… Marilyn Manson), além de uma canção inédita, chamada “Those Swollen Hand Blues”.

* POPLOAD EM CURITIBA - Evento bem classe com discotecagem Popload em Curitiba, dia 13 de março. Os espertos Copacabana Club, Bo$$ in Drama e Popload. Pelo que eu entendi, é em um lugar chamado John Bull Music Hall. Festa de lançamento do vídeo de “Just Do It”, do CC.

* O VÍDEO DO GOLDEN FILTER - Sensacional a história do “vídeo dos beijos destruidores”, da misterioooooosa banda Golden Filter, que circula na internet e foi colocado aqui no post passado. O vídeo NÃO é do Golden Filter. É da banda belga The Subs. Alguém pegou e colocou a música do Golden Filter no vídeo do Subs e soltou por aí. A confusão toda é muito boa, e para ambas as partes. I mean: para o Golden Filter e para mim. A música dos belgas é bem chata, tipo “industrial meets ilha-de-capri”. Na descrição deles no MySpace, diz que eles são “beatbastards” que queriam apenas ver onde o trance (!?!?) poderia chegar. Tivemos a sorte de ter visto o vídeo certo com a musica errada. Ninguém merece o electrocafona meio ilha-de-capri de background para um casal tão antenadinho, em clima tão hot. Golden Filter é a trilha ideal para o vídeo. O Golden Filter não deve nem estar sabendo que tem um vídeo legal, hahahaha. Talvez sem conhecimento da confusão, lotou show em Nova York sem disco nem gravadora em seu primeiro show por lá (e sério!), e vai lançar single no dia 16 na Inglaterra, vídeo ao vivo, etc…
* Começaram a aparecer os primeiros registros do Golden Filter em seu primeiro show nos EUA, no Le Poisson Rouge, NY, em 30 de janeiro. Dá uma olhada no zoado vídeo ao vivo de “Solid Gold”, o single, com a vocalista loira bem hippie-louca, só para ter uma idéia da indie-disco da banda.

* PETER. BJORN. JOHN. - Falando no Golden Filter e sem falar de novo no remix cool que eles fizeram para “Lay It Down”, nova do Peter Bjorn & John… Sobre os suecos, nossos amigos já, e nessa expectativa boa que cerca o novo disco deles, “Living Thing”, que sai só em março, me lembro da viagem que fiz a Estocolmo no ano passado. Visitei o estúdio dos caras, que estavam trabalhando em dois discos. Um foi aquele “incidental” e instrumental, “Seaside Rock”, e o outro era este “Living Thing”, o “de verdade”, verdadeiro sucessor da fase “Young Folks”. Juro que ouvia uns barulhos estranhos no estúdio e que o sonzinho que rolava ali não parecia a “música do assobio”, o hit mundial, a canção que foi massacrada em 70 seriados americanos e até em novela brasileira. Achei que fosse só os caras ouvindo rap, dance, sonzinhos estranhos. Agora, depois dessas músicas novas deles que estão surgindo desde o final do ano passado, estou começando a crer que já era coisa de “Living Thing”. Na semana passada, o iTunes lançou a ótima “Nothing to Worry About”, de um certo modo oficioso, já que a música tinha vazado na internet havia algumas semanas. E vazou no blog do Kanye West (!?!?!), hahahaha. Em “estreia mundial”, avisava o Kanye.

Coro de crianças, batidas compassadas com palmas, voz largada tipo rock inglês de moleque. Nem parece o Peter Bjorn & John, de tão maluquinha. E parece muito Peter Bjorn & John.

Mas chegamos em “Laid It Down”, que também vazou faz um tempinho e era chamada de “Hey”, com a extensão “Shut the Fuck Up, Boy”. Essa que o Golden Filter remixou, acima. A letra é direta. “Hey, shut the fuck up, boy. You are starting to piss me off. Take your hands off that girl. You have already had enough.” Não vejo a hora de pegar o disco todo na mão.

* APP DA HORA: SATURDAY NIGHT FEVER - Let’s boogie? Hahaha. Esse ainda nem baixei, de emoção. Pelo que eu entendi você dá uma dedada no iPhone e tem nas mãos um concurso de dançarinos de disco music, incluindo hinos como “YMCA”, do Village People; “Shake Your Groove Thing”, de Peaches & Herb, e “Car Wash”, da Rose Royce. E, com o dedo, vai controlando os movimentos do dançarino, as giradinhas, agachadas, os braços abertos, as jogadas de mão para cima, o boogie todo. Ganhando pontos por isso. O vídeo abaixo te dá uma noção do nível da coisa. Dá para chamar uns três amigos e… competir na disco.

* R-A-D-I-O-H-E-A-D - Rolou no domingo a edição 2009 do Grammy, em Los Angeles. A festa, que sempre é cheia de pompa, teve alguns nomes de peso do pop como Robert Plant e Coldplay levando boa parte dos prêmios para casa. Até aí, nada de novo. Mas o destaque mesmo fica para a apresentação de “15 Step”, com o Radiohead (que levou dois prêmios) sendo acompanhado pela USC Marching Band, grupo formado por estudantes da Universidade do Sul da Califórnia, todos trajados com a camisa da W.A.S.T.E.

Legal o Thom Yorke com cabelo/barba de Liam Gallagher e a introdução da fofa Gwyneth Paltrow, que no final do discurso para o Radiohead dá uma piscadinha básica para o Sr. Martin, na platéia. Sem falar no clima Olodum-meets-Michael-Jackson da performance. Preciso refletir mais para saber se gostei. Calma.

* E não, o Gilberto Gil, nossa única esperança, não conseguiu trazer o prêmio de Melhor Álbum de World Music. O grupo vencedor foi um quarteto formado por Mickey Hart, Zakir Hussain, Giovanni Hidalgo e Sikiru Adepoju, com o álbum “Global Drum Project”. Don’t worry, Gil.

* Nesta terça (10/2), chegou às lojas americanas “Incredibad”, álbum da “banda” formada pelos humoristas da Lonely Island (Saturday Night Live). O projeto com letras-zoeira tem convidados especiais nos vocais, como o sempre presença Justin Timberlake e o… Julian Casablancas, que canta na faixa “Boombox”. A Popload entrega o vocalista do Strokes bem, hã, à vontade nesse novo trabalho.

* TING TINGS - Demorou. Vídeo novo da agora “banda-de-gente-grande”, com lançamento mega nos EUA, re-edição de vídeos e tudo mais. O sétimo (!!!) single, a ser lançado no dia 23 de fevereiro, fica para a música “We Walk”, que também está no álbum We Started Nothing (rodando na net desde sempre, e nas lojas desde maio do ano passado). Dizem que o vídeo é dark. Não achei não. Para mim, Katie White quis mesmo é se inspirar naquele comercial com um outro White conhecido nosso. Dá uma comparada: qualquer semelhança não é mera coincidência.

* Seguinte. O publicador não está querendo me ajudar, sorry y’all! Assim que os problemas técnicos e a neve deixarem, eu volto. Ou não…

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19/01/2009 - 10:41

Renascido nos 90. A incrível história de Phablo, o “Pablo Honey brasileiro” (agora vai)

**** Não vai chorar, hein? Post atualizado com a a-b-s-u-r-d-a história do jovem Phablo, do Rio Grande do Norte, e sua luta para conhecer o Thom Yorke, o homem do Radiohead. Falando em Radiohead, parece que o indie nacional vai botando seu nome cada vez mais para o alto. A banda cuiabana de folk rock VANGUART deve ser anunciada em breve como a mais nova integrante do Just a Fest, o festival do Radiohead que vai ter Kraftwerk e Los Hermanos. E mais: SCISSOR SISTERS confirmado para março.

* INCRÍVEL HISTÓRIA DE PHABLO, O PABLO HONEY BRASILEIRO - Phablo Arcanjo tem 24 anos e é de Jucurutu, no Rio Grande do Norte. Ele quer desesperadamente conhecer o Thom Yorke, líder do Radiohead, quando a banda chegar ao país, em março. Porque Phablo acha que é o Pablo Honey brasileiro. Mais: acha que a música “Anyone Can Play Guitar” foi feita para ele. Mas isso não é nada…

phablo, o pablo honey brasileiro

 ”Meu nome é Phablo, mas se alguém me chamar de ‘Fáblo” eu mato”. Phablo procurou a Popload através de um comentário, tempos atrás, já avisando que seu nome tem o som de Pablo. Tipo “Pablo Honey”, o nome do primeiro disco do Radiohead. Ele, que hoje mora em Natal, no Rio Grande do Norte, se lançou numa campanha para conhecer o ídolo Thom Yorke e diz-se disposto a fazer o impossível para atingir seu feito. Neste momento, todos os jornais e programas tipo “Fantástico” devem estar recebendo cartas com sua história.

Phablo tem 24 anos e nasceu na época em que Thom Yorke conheceu seus companheiros para montar uma banda, que daria origem ao Radiohead anos depois.

Na infância, de Jucurutu, por causa do pai, que trabalhava na Petrobrás, passou a pingar de cidade em cidade, como Natal, Mossoró, Salvador e Fortaleza, quando descobriu a música pop. A esta então última parada, na capital cearense, no começo dos 90, chegou junto com a instalação da MTV no Brasil. Sua referência para a música era só a MTV.

Passou a infância vendo vídeos pela parabólica e se tornou obcecado por música. Foi evoluindo o gosto, segundo ele. De Guns, Skid Row e Mamonas, passou a Raimundos, Chico Science, Planet Hemp e depois Nirvana. Até chegar ao Radiohead.

Acontece que no começo de 1993, exatamente na época de lançamento na Inglaterra do disco de estréia do Radiohead, “Pablo Honey”, e do single “Anyone Can Play Guitar”, Pablo sofreu um acidente sério. Ao brincar com a irmã, atravessou com o braço direito uma porta de vidro. Teve uma lesão permanente em sua axila, que quase custou a perda do braço e até sua morte, por causa da grande quantia de sangue derramado. O resultado final foi a perda de parte da mobilidade de seu braço.

Como parte da fisioterapia para melhorar os movimentos do braço, Phablo começou a aprender violão sozinho, sem muita teoria, por conta própria, mais no feeling. Tempos depois, e por causa do Radiohead, seus movimentos e seus conhecimentos de violão/guitarra evoluíram. Hoje Phablo consegue tocar “Paranoid Android”. E “Anyone Can Play Guitar”, música que serve de tema para sua superação do acidente. Porque Phablo pode tocar guitarra.

Agora Phablo quer desesperadamente fazer com que sua história chegue a Thom Yorke. De preferência por ele.

Phablo, que mora em Natal, comprou seu ingresso para o show de São Paulo, fez reservas de passagem e hospedagem em um hotel da cidade. E no momento está passando por um período sem comer carne, uma espécie de quarentena, promessa a ser paga pela confirmação dos shows do Radiohead no Brasil.

Por fim, Phablo enviou ao blog um vídeo que gravou em casa, contando um pouco de sua história e ainda tocando ele mesmo, com seu violão, a maravilhosa música “Lucky”, do Radiohead, tirada do álbum “OK Computer”. INCRÍVEL!!!!!
 

* SCISSOR SISTERS CONFIRMADO - A banda nova-iorquina de, hummm, “glam anos 00″, Scissor Sisters, traz sua alegria disco para o Brasil no final de março, está confirmado. O grupo toca em Curitiba, na festa de encerramento da edição 2009 do famoso Festival de Teatro local, em lugar ainda não confirmado. Na sequência, o quinteto chega a São Paulo para um show único, em data e local ainda em negociação. No cardápio dos shows brasileiros, o álbum novo, a ser lançado neste ano. Alguém ouviu essa nova “Television”, já? O Scissor Sisters acabou de gravar uma versão da música “Do the Strand”, do Roxy Music, para o álbum beneficente da War Child, “Heroes”, que sai em fevereiro e vai ter Franz Ferdinand, Hot Chip, TV on the Radio, Lily Allen e mais.

A banda nova-iorquina Scissor Sisters, que toca em Curitiba e São Paulo em março

*KISS OUR ASSES - A banda Smashing Pumpkins é dada como confirmada para tocar no Chile no final de março, como atração do festival Pepsi Music. E o espalhafatoso Kiss teve assegurado seu show na Argentina, para o dia 5 de abril. O Kiss tem brecha de datas para a turnê entre 9 e 13 de abril. Smashing Pumpkins e o Kiss estariam vindo, hein?

* Talvez minha banda inglesa predileta hoje, a incrível Friendly Fires, de álbum lindo e show mais-ou-menos, lançou um vídeo cool as fuck para a música “Skeleton Boy”, indie-dance-viagem do álbum homônimo deles, lançado no ano passado. O vídeo é mais ou menos assim:

* KAKÁ E A MÚSICA POP – E, quem diria, a possível transferência do jogador brasileiro Kaká para o Manchester City, clube da cidade de Manchester como o nome aponta, está indo parar nos bastidores do rock inglês. O City até pouco tempo era o “time pobrinho” da cidade de Manchester, rival do extrapoderoso Man. United, talvez o mais renomado time do mundo hoje. Mas um árabe se apoderou do City, já levou o Robinho e quer quebrar o recorde mundial de transferência de jogador pagando uma fábula para o Kaká, dinheiro tão absurdo que quase é o equivalente para acabar com a fome na África. Acontece que os mais ilustres torcedores do City desde sempre são os irmãos Gallagher, do Oasis. E Noel andou dizendo em seu blog e aos jornais britânicos todos para o sheik fechar logo com o Kaká, porque o assunto tem atrapalhado os shows do Oasis, de tanto que a banda fica falando sobre o Kaka nos bastidores, antes de ir para o palco. “Alguns disseram que esse preço é obsceno. F***-se o Arsene Wenger (técnico do Arsenal) e todo seu pensamento de futebol socialista nonsense. Obsceno é torcer pra um time que há 30 anos não ganha merda alguma. Temos que mudar o time para ganhar alguma coisa”, disse o Noel.

* A VOLTA DO U2 – Foi lançada nas rádios européias nesta segunda (19) “Get On Your Boots”, novo single do U2, que volta com um álbum de estúdio cinco anos após o “How To Dismantle an Atomic Bomb”.
Esse novo álbum, “No Line On The Horizon”, tem previsão para chegar às lojas naquele formato antigo dia 2 de março e chama a atenção por alguns títulos de músicas, como “I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight” e “Fez - Being born”.
Aproveitando a aparição no concerto “We Are The One”, do Obama, o Bono chega com esse novo som meio bizarro/meio cool, com forte groove no baixo de Adam Clayton e riffs pegajosos do Edge, que havia avisado tempos atrás ter sido bastante influenciado pelo estilo do Jack White nesse novo projeto. Vai ouvindo que uma hora a música desce. Ou não.


* PROMOÇÃO POPLOAD REVERBCITY - Parceira de longa data da Popload, a grife paranaense de camisetas cool de bandas Reverbcity oferece aos leitores deste blog uma camiseta do gênio da raça Steven Patrick Morrissey. Em site novo, a Reverbcity apresenta em 2009 uma linha de camisetas que rende homenagem a filmes, além da série fashion B-Side. Desta última, vem a camiseta do Morrissey, a sorteio, apenas em modelo masculino, tamanho M. O que não impede as meninas de concorrerem, por causa da moda de… bom, elas sabem. Para concorrer, então, faça seu pedido nos comentários aí embaixo ou pelo email do blog, lucio_ribeiro@ig.com.br. A camiseta que vai a sorteio é esta:


*
E tchau, by now.
 

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , ,
14/11/2008 - 00:30

R.a.d.i.o.h.e.a.d (na Argentina)

* Popload DJ set em seu momento “what the fuck 2008”. Discotecagem na festinha “secreta” pós-show do REM, na última terça-feira, com Michael Stipe na pista dançando com as mãos para cima.

* Na quarta-feira, o líder do REM foi à Funhouse, na noite Funhell, brincar na jukebox do inferninho rock paulistano. Botou fichinhas para ouvir “Nightclubbing” (Iggy Pop), “2hb” (Roxy Music) e uma do grupo do punk inglês Stranglers. Nesta última, deu uma dançadinha alegre no andar de cima da Funhouse.

* RADIOHEAD NO BRASIL 1 - Vai, Radiohead. Solta essas datas do Brasil logo! O jornal argentino “Clarin” revela que a banda de Thom Yorke toca em Buenos Aires no dia 24 de março, no clube GEBA, um complexo esportivo do Gymnasia y Esgrima, onde o Duran Duran fez show esses dias e a Kylie Minogue se apresenta neste sábado, 15/11. Ainda não há definição sobre preços de ingressos, mas o intervalo entre as datas de Buenos Aires e Santiago já aponta para uma segunda data argentina, já que o GEBA tem capacidade para cerca de 15 mil pessoas. (((Update: O próprio “Clarin” soltou outra nota, agora dizendo que o show do Radiohead na Argentina será no Club Ciudad de Buenos Aires, um espaço maior que o GEBA: 25 mil pessoas.)))
Em Santiago, o ritmo de vendas foi frenético. Só no primeiro dia, nas primeiras 8 horas, foram vendidas 9 mil entradas.
Até o final da tarde de ontem (quinta), restavam poucos ingressos dos 20 mil colocados à venda. Por lá, também deve ser adicionada uma segunda data, para o dia 28 de março.

* RADIOHEAD NO BRASIL 2 - E não é que o esperaaaaaaado show do Radiohead no país pode ser no dia primeiro de abril? Essa abençoada primeira visita da banda justo no dia primeiro de abril parece sacanagem. Lembro que quando a Popload entregou essa do Radiohead nesta terra em 2009, alguém comentou assim: “Aham. Eles vão vir tocar no Brasil no dia primeiro de abril. E vai ser no estádio do Corinthians”.
E não é que pode ser mesmo? Quer dizer, a primeira parte do comentário. Mas depois que o REM tocou no “Zequinha Stadium”, por que não um “Radiohead @ Fazendinha Stadium”?

* RADIOHEAD NO BRASIL 3 – O Sigur Rós, você sabe, já vem sendo comentado como possível show suporte da turnê latino-americana do Radiohead faz algum tempo. Mas hoje a imprensa chilena informa que o PORTISHEAD deve completar o line-up do “Cristal en Vivo”, festival meio-fachada que trás o Radiohead a Santiago. Brasil???

* FELIZ 2009: RADIOHEAD, COLDPLAY, OASIS E… - O agitado 2008 sonoro nem acabou e temos alguns super shows vindo aí em 2009. O Coldplay de Chris Martin deve chegar até antes do Radiohead, mais para o meio de março. E com uma não curta turnê sul-americana. Ainda no primeiro semestre, antes da trilionária série de shows de verão em estádios britânicos (850 mil ingressos esgotados em cinco horas), Noel e Liam Gallagher trazem o Oasis para cá, segundo promete Daniel Grinbank, o superempresário argentino do entretenimento. E a Popload apurou que estão no nível de assinatura de contrato as tratativas para trazer ao Brasil esta pessoa aqui embaixo:

* AMY WINEHOUSE NO BRASIL - A problemática Amy Winehouse, se até a data estiver em condições vitais, e sob um cuidadosíssimo contrato protegendo o contratante (Mondo Entertainment) de qualquer um dos seus famosos “desaparecimentos”, vem ao Brasil EM FEVEREIRO, em acordo que deve ser fechado até o começo da semana que vem. A senhora Winehouse, que nesta semana apareceu com esse novo corte de cabelo, prepara uma volta “limpa” e com novo disco para o ano que vem. E seu retorno aos shows pode ser exatamente no Brasil. Especulou-se no mês passado que Amy poderia vir ao país para cantar no Réveillon do Rio de Janeiro, mas sua precária “condição humana” foi empurrando pra frente sua sempre incerta aparição nos palcos, seja daqui ou de qualquer lugar. Amy Winehouse por duas vezes quase veio ao Tim Festival, mas as negociatas entre o evento brasileiro e os representantes da cantora sempre foram abortadas devido às recaídas da moça no vício das drogas.

* BON JOVI - Quem também estaria em tratativas para aparecer na América Latina, primeiramente via Chile, é o Bon Jovi. O Canal 13, que realiza o famoso festival de Viña del Mar (ano que vem em sua edição 50), quer trazer Jon e sua turma. O entrave seria o alto preço: US$ 750 mil.
A organização do evento estaria estudando uma parceria com a Pepsi, que nos anos 90 associou sua marca a artistas como Michael Jackson e que teria como intenção voltar a investir em grandes espetáculos pop, a partir do ano que vem.
A possível parceria pode render não apenas um show do Bon Jovi no encerramento do festival no dia 23 de fevereiro, mas também uma segunda data em Santiago, dois dias depois, na arena Movistar.

* LET’S GET HIGH – Ferrou. Não vou conseguir voltar ao post. Foi mal. Mas…// Não, EU NÃO SEI se a Mallu Magalhães está namorando o Marcelo Camelo. Quer dizer, eu sei, mas não vou comentar.// Que fase a do Kings of Leon… O grupo toca agora em dezembro para 20 mil pessoas no gigantesco O2 Arena em Londres. Loucura. Aí, nesta sexta, começou a vender ingressos para JUNHO do ano que vem, três shows no Reino Unido (dois no O2 Arena, Londres, de novo, e um no Manchester Arena). Dizem que os 85 mil ingressos (total) não duraram dez minutos disponíveis.// Você sabe que os art-rockers Franz Ferdinand são ligados em… arte. Várias de suas músicas fazem referências a quadros e artistas de arte moderníssima em geral. Essa “Ulysses”, por exemplo, que vazou nesta semana, motivou concurso de remixes e abre o aguardaaaado terceiro disco “Tonight: Franz Ferdinand”, que sai em janeiro. A música é inspirada na obra de um artista albanês chamado Anri Sala e nasceu de uma visita da banda à exposição do moço, no ano passado. A obra Ulysses ficava na entrada da galeria e na verdade era um kit de bateria, em que o público era convidado a sentar e “bang the drums” do jeito que quisesse. O baterista do FF sentou e teve uma idéia da música colaborativa “Ulysses”, feita por estranhos. Daí o concurso aberto de remixes para a canção que fará parte do novo CD do grupo escocês. “Ulysses”, do Franz, está aqui embaixo. Cante com Kapranos: “Let’s get hiiiiiigh”:

FRANZ FERDINAND – “ULYSSES”

* “Ulysses está aqui, mas eu não estou mais. Só na semana que vem, agora. Bom finde!!

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03/11/2008 - 16:15

Qualé?!?

* Vai, Obama!

obama

* Popload na Argentina. Popload nos clubes de SP. Credenciais de imprensa para o esgotado Planeta Terra. Ainda o Tim Festival. William. Kurt. Estamos chegando, Brasil.

* É melhor você saber por mim do que por aí, nas ruas. A Popload, expandindo sua atuação no mercado, vai lançar em breve uma linha de camisetas de várias cores, tamanhos, skinny, pólo e “normais”, com os dizeres “Popload: the hype machine” e “Popload: não leio, não lerei”, entre outros. Hein?!?

* Não. A camiseta não vai vender na Daslu!!

* Amiga minha foi ao show da banda americana !!! na Argentina, domingo passado. Em hora tal lá, com a galera aplaudindo no final de uma canção, o vocalista do grupo solta, todo agradecido. “Obrigado, Buenos Aires”, assim mesmo, como estou escrevendo. E depois: “Sorry. ‘Obrigado’ is the only word I can say in spanish”. Poim! Foi a nossa vingança da eterna frase americana que diz que “Buenos Aires é a capital do Brasil”.

* GOSSIP GIRL - Opa. The Big Bang Theory e Two and a Half Men estréiam temporada nova na Warner nesta semana, ambos na terça-feira. E opa, opa. Outra que chega novinha é “Gossip Girl” (às quartas), em seu segundo ano. Parece que o seriado vem “hardcore” na nova temporada. Vi os dois primeiros episódios e não senti a libido tão abalada assim. De todo modo, nos EUA circulam dois cartazes. O oficial, tipo “a série que é o pesadelo de todo pai americano”, e o “não-tão oficial”, tipo de blog.

cartaz gossip girl

* Falando em seriado, e “Heroes”, hein?
Uma das séries mais bacanas um dia desses e que hoje está difícil de aguentar, a saga dos super-heróis “humanos”, no começo de sua terceira temporada, passa por uma crônica falta de idéias ou, muito pelo contrário, tem idéias demais, o que a deixa esquizofrênica. Para falar a verdade, desde o meio da segunda temporada eu já não entendo mais nada. Capa recente da “Entertainment Weekly” dá a manchete para “Fallen Heroes”, e diz que não só a cheerleader e o mundo precisam ser salvos, mas o programa também.
“Heroes”, que já chegou a ter 16 milhões de telespectadores, agora consegue no máximo 8 milhões, em queda livre. E vários de seus principais roteiristas estão debandando.

* PLANETA TERRA - SUBSTITUTO DO SUBSTITUTO - O DJ francês de house Sébastien Léger vai substituir o DJ Justin Robertson, que ia substituir o escocês Calvin Harris. Robertson, que entrou no line-up do festival na semana passada, alegou motivos pessoais e não vem mais.

* PLANETA TERRA - ENTREVISTA JESUS & MARY CHAIN - O cara botava para quebrar. No palco e fora dele. Porra-louca, nunca esteve nem aí para nada, era azedo em entrevistas (quando as dava), brigava em público com o irmão (Noel e Liam quem?), entrava no palco sem dar oi, saía do palco sem dar tchau, entre outras casca-grossuras. Já que era para ser tosco, fez o rock desviar da reta ao fazer o disco mais “inaudível” da história, um álbum vital para essa coisa chamada “indie” (”Psychocandy”, 1985). É o principal responsável direto pelo termo “noise” no rock e, no caso do Brasil, por causa das 567 bandas que inspirou por aqui, pelo termo “guítar”. Assim mesmo, com um acento estranho e brasileiríssimo no “i”.
Esse era William Reid, guitarrista do seminal (mesmo) Jesus & Mary Chain, importantíssima banda britânica dos anos 80/90 e hoje talvez a principal atração do festival Planeta Terra, que acontece sábado que vem.

william reid

O William Reid que eu entrevistei semana passada era um outro. Atendeu docemente o telefone na primeira ligada. Paizão, parecia segurar uma criança no colo, de tão cristalino que vinha pelo telefone o barulho de alguém chorando. Perguntei umas três vezes se tudo bem de a entrevista acontecer em outra hora e ele insistia. “Não, tudo bem. Dá para falar”.
Beleza, vamos nessa. Mas que William é esse?

Popload: Alguma expectativa em tocar de novo no Brasil?
William Reid:
Todas. Quero rever a platéia brasileira. Faz 18 anos que tocamos aí pela última vez… Lembro que comemos bem no Brasil quando estivemos aí.

William Reid com saudade do povo brasileiro, em um show que aconteceu quase 20 anos atrás? Com a data do show do Brasil em 1990 na ponta da língua? Lembrando da comida? Que William Reid é esse?

Popload: Nestes quase 10 anos que o Jesus & Mary Chain desapareceu do pop, o que mais você sentiu falta na música?
Reid:
De gastar horas e horas no estúdio. Adorava passar tempos lá, burilando músicas, melhorando. Nunca fui muito de palco. Nunca me senti muito bem tocando na frente de pessoas.

Bom, este William Reid já faz um pouco de sentido.

Popload: Do jeito que a banda parecia se odiar quando acabou, foi difícil resistir à tentação de voltar a tocar juntos?
Reid:
Desta vez foi fácil. Primeiro porque todo mundo mora em lugares diferentes. Depois porque as coisas mudam, as pessoas mudam… As coisas mudam [repete, meio pensativo...].

As coisas mudam. As pessoas mudam. E, óbvio, os shows mudam. A atual apresentação do J&MC revela que a banda não tem mais o pique do passado, mas os irmãos Reid padecem do tempo com mais dignidade que 90% das bandas que voltam à ativa, como a Popload pode conferir no festival de Coachella no ano passado. “Não acho que estamos fazendo feio. As músicas estão lá, intactas. O Jim anda com dificuldade de agachar, como no passado. Mas isso é assim mesmo”.

O Jesus & Mary Chain toca no Planeta Terra, em São Paulo, às 20h30 no sábado. William Reid contou ainda, na conversa telefônica direto da Califórnia, que já trabalha em um álbum de inédita da banda, a ser lançado no ano que vem. Mas talvez não arrisque nada novo no Brasil. “Será um show só de hits nossos, não poderia ser de outro jeito.” Como vai ser o álbum? “O de sempre. Alguma melodia, bastante barulho. É o que sabemos fazer.”

* POPLOAD NO PERSONAL FEST (BUENOS AIRES) - Neste final de semana tivemos uma prévia do que vai ser o Planeta Terra em São Paulo, no sábado que vem. O Personal Fest, este ano em estilo ‘esporte-fino’ (gravatas rosa com o logo do festival eram distribuídas na porta), dividiu em dois dias uma parte das bandas que aparecem por aqui nesta semana. Além do Spiritualized. E do Mars Volta. Além do REM!!! A enviada especial Ana Bean conta como foi.

bloc party no personal fest, foto de ana bean
Kele Okereke no telão, gente desinteressada no chão. O show do Bloc Party no Personal Fest foi morno. Ânimo, Bloc Party! Sábado é aqui em São Paulo!!
Foto: Ana Bean

* BLOC PARTY NO PERSONAL: FAILED? - Diferentemente do Planeta Terra, em que o público teen (abaixo dos 18) não pode entrar para ver a Mallu Magalhães (16), o festival argentino foi… família. Pais e filhos, menores de idade, colegiais… Isso significa álcool zero. Nas tendas, só se vendiam água e Pepsi. E alguns salgadinhos tipo Doritos. Nada de briguinhas, tumultos, galera se abraçando emocionada… Talvez isso explique a empolgação-zero do público apático que recebeu o Bloc Party ainda de dia, com sol bombando na cabeça. Além de ter errado na seqüência de músicas novas seguidas por outras mais lentas e experimentais, a banda nem se comunicou com a platéia, chegando até a zombar da falta de ânimo das pessoas. Que fique claro que não foi um show ruim, só mal planejado e sem vontade. Faltando pouco para o final do show Kele Okereke decidiu “presentear os que gostam da banda desde 2005″ e mandou uma seqüência de hits. Mas muita gente já tinha desistido e trocado de palco para esperar o Kaiser Chiefs. Kele ainda disse que estava contente por estar na América do Sul “pela primeira vez”. Ainda bem que ele já esqueceu o show-papagaiada na MTV, em São Paulo, no mês passado.
(O Bloc Party toca no festival Planeta Terra, SP, sábado, às 23h45. Na segunda, dia 10, a banda se apresenta no Circo Voador, no Rio)

* KAISER CHIEFS NO PERSONAL: SÓ ALEGRIA - A banda já tinha a vantagem do show à noite, com mais cara de balada. Apesar de movidos a água e Doritos, a platéia foi bem receptiva às brincadeiras do vocalista Ricky Wilson, com as tradicionais frases-ganha-platéia em espanhol. Como tem feito em outros shows da turnê, o KC entrou ao som de “Money for Nothing”, do Dire Straits. Intercalaram as canções novas com as mais conhecidas, deixando tudo mais fácil. Para dar uma idéia, “Everyday I Love You Less and Less” foi a segunda do show. Ganhou a galera do começo. As músicas novas vieram mais pesadas e velozes ao vivo, ainda bem. Assim alguns solos desnecessários de guitarra passaram bem despercebidos.
(O Kaiser Chiefs toca no Planeta Terra, em SP, sábado à 1h30, portanto já no domingo)

* REM NO PERSONAL: STIPE SONIC YOUTH - Hinos de futebol e um engraçado “Olêêê Olêêê… Mai-Kéél Mai-kéél” ficavam cada vez mais altos, e parecia que não ia caber mais gente ali. De repente o palco “ligou”, veio a edição de som e luzes sincronizadas com as imagens nos telões coloridos (o mesmíssimo palco da tour européia), o figurino impecável de Michael Stipe, a interatividade via telão com a platéia e um setlist com 24 (vinte-e-quatro!) músicas. Mais: Michael Stipe tocando guitarra (segundo alguém da banda, ele não fazia isso desde 1989), a banda desempenhando ao vivo a linda e corta-pulsos “Everybody Hurts” (veja abaixo), que depois de tempos fora do setlist reapareceu na atual turnê sul-americana e por fim o senhor Stipe se jogando sem medo no meio do público (quase não conseguem tirá-lo do meio do povo). E também teve muito Obama. Em forma de música, de discurso, em imagens no telão, em canção anti-Bush.
Impossível ter saído do show sem ouvir a sua música preferida do REM: estavam todas lá. De “Orange Crush” a “Losing My Religion”, esta já no bis. O bis, vale destacar, veio depois de Stipe mandar bilhetinhos (escritos na hora e mostrados à platéia através dos telões) incitando a platéia a pedir por mais. Seria cafona se fosse, sei lá, o U2, mas Michael Stipe com seu esmalte preto descascado pode. “Man on the Moon” fecha o show e Stipe é carregado pelos companheiro de banda enquanto encarna o Sonic Youth e dispara a fazer distorções na guitarra. Parece que vai ficar pequenininho esse Via Funchal…
(O REM abre a turnê brasileira nesta quinta, em Porto Alegre. No sábado, o grupo toca no Rio. Semana que vem, segunda e terça, é a vez de São Paulo)

* AINDA O TIM FESTIVAL (1): MGMT NÃO ENTENDEU - O brother carioca Bruno Natal, do esperto blog URBe, invadiu os camarins do Tim Festival na Marina da Glória e fez um vídeo-entrevista com a banda americana MGMT. Numa hora lá um dos meninos, o Andrew, dizia que ficou meio decepcionado com o público. “Ouvi dizer que os ingressos estavam caros, né? Era tipo 250 reais para ver o Kanye West…”, se espantou Andrew. Aí é engraçado um explicando para o outro na banda que no festival tinha que pagar ingresso para ver os shows de cada um dos palcos. “That’s insane”, disse um deles. O vídeo da entrevista com MGMT logo após a apresentação do grupo no Tim Rio está aqui.

* AINDA O TIM FESTIVAL (2): KLAXONS AMOU - Parece, pelo título. Chamadinha para reportagem da “New Musical Express” que sai nesta quarta tem a manchete “Braziliant” e analisa como foi o show do Klaxons em São Paulo, depois de 18 meses de hiato da banda.

*  AINDA O TIM FESTIVAL (3) KANYE POLÊMIKA - O Globo Online levanta a história da tal “banda” do Kanye West, nas polêmicas apresentações do rapper superstar no Rio e em São Paulo. Diz o jornalista Antônio Carlos Miguel em seu blog no site do jornal que “alguns músicos brasileiros teriam sido contratados para encenar a pseudo banda”. Que instrumentos foram montados atrás do cenário, mas que na verdade “a banda dele não veio”. O Tim Festival, por meio de sua assessoria de imprensa, diz que a informação do “Globo” é mentirosa.

* OASIS SEM FIM -
Falando em “NME”, a capa da revista nesta semana vai trazer de noooooooooovo a banda dos Gallagher, em reportagem sobre a “turnê do ano”. Mas o bacana mesmo rolou de notícia nesta segunda à noite. Tava tudo muito calmo na turnê indoor do Oasis pelo Reino Unido.
Até que, na chegada da banda à Glasgow, onde o Oasis faz shows nestas terça e quarta, Noel tirou onda com os jornalistas, informando logo: “Meu irmão não está comigo aqui hoje; escolheu ir para outro lugar”. Indagado sobre por qual razão Liam não o acompanhava, Noel apenas fez um sinal com os ombros. Lá vem…

* Dá uma olhada na “NME”. Veja o “Klaxons no Brasil” nas chamadas do canto esquerdo.

oasis

* WASSUP 2008 - Wassup  Wazzup  Whazzup  Whassup  Whats  Up  Whass. A movimentação pop provocada nos EUA pelo “fenômeno Obama” é maravilhosa. Tipo este vídeo abaixo, de uns caras que já tinham “atacado” nas últimas eleições. O vídeo teve 4 milhões de exibição, já. E o divertido é a briga política séria nos comentários. Bem, está explicado o título deste blog.

* CREDENCIAL POPLOAD PLANETA TERRA - Sua última chance. Em alguma hora amanhã eu mando aos organizadores do festival os dois leitores-repórteres que vencerem o sorteio (via comentários ou no email). Certo?

* Agora chega!

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17/10/2008 - 17:38

UMA COISA MUITO “INTERIOR”

((((versão final))))

* Gue-gue-guess who’s back.

* Agora vai a história da “Fuga Indie para o Interior”, hein.

* Será?

* o melhor título para o post de hoje seria “Touch me I’m SICK”. Mas vai o do lance do interior, mesmo.

* ADIVINHE QUEM ESTÁ DE VOLTA - Nem só de Kanye West e Jay Z vive o rap. Ou o rock. Anda tudo tão confuso ultimamente, que já não sei mais como categorizar essas coisas… Quem ouviu o programa do DJ Zane Lowe quinta-feira na Radio One inglesa pode ter achado que ele estava prestes a anunciar a banda indie do momento. Pilotando um programa essencial para quem gosta de conhecer bandas novas, o figuraça Lowe estava até emocionado: tinha chegado de Nova York depois de ficar frente a frente com… Eminem. E, no programa, lá se foram várias músicas do rapper branquelo (cinco no total) durante as duas horas de duração, entre um Kasabian aqui, e um Kaiser Chiefs ali.

O esquentadinho Eminem, que se não me engano não lançava nada desde 2004, está mesmo de volta. Ainda nada oficial, mas já rola na internet a primeira música do suposto novo álbum, que, dizem, vai se chamar “Relapse”. A primeira amostra você ouve aí embaixo, “(I’m Having) a Relapse”, bem menos comercial do que aquelas músicas engraçadinhas lançadas antes da sua “aposentadoria”. Desta vez Eminem está mais… mais… sanguinário. Posso estar viajando feio na letra, mas achei a parada meio… Hannibal. Ou vocês vêem algum lado mais poético em “Slice you up and cook you after you are murdered by strangulation”? Gostei da descrição fria e crua dada pelo jornal inglês “Guardian”: Vale dizer que uma letra sobre sufocar um bebê de 18 meses é exagerar um pouco no quesito “para chocar”. Mas, até aí, a quem recorrer quando você quiser ouvir uma rima como “panic attacks” com “mannequin’s ass”?” Pois é. A frase em questão é esta aqui, mas acho melhor não traduzir: “I get these panic attacks pop a Xanax relax. Trying to stick my fucking dick inside a mannequin’s ass”. A entrevista emocionada do Zane Lowe com o rapper vai ao ar na mesma BBC na segunda-feira, dia 20. Existe até um trailer para o programa de rádio (juro). “This is HUGE”, está escrito no site. Agora, “I’m Having a Relapse”.

EMINEM – “(I’M HAVING) A RELAPSE”

* NOEL NO TIM FESTIVAL - Na propaganda, óbvio. Esclareceram aí nos comentários que a presença do guitarrista do Oasis no anúncio televisivo do Tim festival se deve ao fato de o Noel estar num vídeo do Paul Weller,esse sim uma atração do evento. Mas que é engraçado o Noel estar bem destacado na propaganda, isso é. Não consigo evitar um sorriso sempre que vejo.

* VAMOS PARA A INGLATERRA NO VERÃO? - Foram anunciadas as megaturnês do Oasis na Inglaterra, em 2009, com prováveis aberturas de Arctic Monkeys, Kasabian, MGMT, The Enemy e Glasvegas.

- Saturday 06 June 2009: MANCHESTER, Heaton Park
- Sunday 07 June 2009: MANCHESTER, Heaton Park
- Wednesday 10 June 2009: SUNDERLAND, Stadium of Light
- Friday 12 June 2009: CARDIFF, Millennium Stadium
- Wednesday 17 June 2009: EDINBURGH, Murrayfield
- Saturday 20 June 2009: DUBLIN, Slane Castle
- Saturday 11 July 2009: LONDON, Wembley Stadium
- Sunday 12 July 2009: LONDON, Wembley Stadium

* COLDPLAY É LEGAL, SIM - Calma, eu explico, hahahaha. Achei incrível essa “Lost+”, remix do rapper americano Jay-Z para a música “Lost”, do álbum “Viva La Vida…” A música original já é boa. Aliás, tem uma sacada bobinha, mas que no fim acho boa, de botar sinais para identificar cada versão dessa mesma “Lost”.
Assim:
- “Lost+” é a versão remix do Jay-Z.
- “Lost?” é a versão só Chris Martin e piano, solta em um lado B de single
- “Lost!” é o nome do single digital.
- “Lost-” é a versão instrumental
- “Lost@” é a versão ao vivo de julho deste ano em Chicago, que serve de base para o vídeo da música.
Ouve então a “Lost+”, o remix do Jay-Z

COLDPLAY Feat. JAY-Z – “LOST+”

* O CERCO RADIOHEAD - Depois de o México divulgar as datas certas da passagem latino-americana da turnê 2009 do Radiohead, é a vez agora do Chile dizer que um lugar de capacidade para 15 mil pessoas está reservado e pode ser que, em Santiago, sejam duas apresentações. Daqui a pouco sai alguma informação sobre a vinda da espaçonave de Thom Yorke para o Brasil, imagino.

* SPIRITUALIZED NA ARGENTINA - Não só a distinta banda britânica Spiritualized vai a Buenos Aires tocar no Personal Festival sem ser imolada por brasileiros como eles vão tocar duas vezes por lá. A nova apresentação é no clube La Trastienda, para umas 800 pessoas.

* FESTIVAL PLANETA TERRA: FICA ESPERTO - A organização do evento aposta que o festival chega ao seu dia de realização, dia 8 de novembro, com os ingressos esgotados. Talvez até bem antes.

* LITTLE STROKES - Fabrizio Moretti, baterista do grupo nova-iorquino The Strokes, está de rolê no Rio de Janeiro. O músico nascido no Brasil apareceu nos estúdios da rádio Oi FM no Rio nesta semana para falar ao programa “Ronca Ronca” sobre sua nova banda, a Little Joy, formada com o ex-hermano Rodrigo Amarante e a cantora Binki Shapiro. Para ouvir Fabrizio contar sua “empreitada paralela”, vá aqui. O “Ronca Ronca”, programa de novo e velho rock (e afins) famoso no Rio de Janeiro, é apresentado por Maurício Valladares. É dele esta foto dos Joys.

* O Little Joy lança seu primeiro álbum agora dia 4 de novembro e sai em turnê nos EUA. Há chances de a banda se apresentar no Brasil até o final do ano.

* PRESTAATENÇÃO! - Em 24 de setembro de 1991, um álbum chamado “Nevermind”, de uma banda chamada Nirvana, foi lançado e virou disco de ouro numa questão de semanas, desbundando Michael Jackson do número um da parada de álbuns da “Billboard” logo depois e levando a jornalista de música Gina Arnold a proclamar: “Nós vencemos!”. Mas quem era “nós”? E por que éramos “nós” tão diferente “deles”?

* GALEREEEE - Foi mal. Chafurdei numa operação milionária aqui e não consegui voltar ao post. Nesta terça tem tudo direitinho sobre a “revolução interiorana”. Fora o resto. Nem vou comentar, acho, sobre o cancelamento do show do Paul Weller no Tim, sob a justificativa de que “um brasileiro da banda não conseguiu visto para vir ao Brasil”. É sério! Bom, volto na terça, quando divulgo o ganhador do sorteio de um ingresso para o Planeta Terra, sorteio outro, e tal e coisa. Quiser ir concorrendo, manda bala.

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14/10/2008 - 14:07

FUGA PARA O INTERIOR - O INDIE NA ESTRADA

* Popload volta do interior do norte do Paraná empolgada com a discotecagem em Ponta Grossa. Aí sabe que o histórico grupo americano Mudhoney levou cerca de 3 mil pessoas embaixo de chuva a uma praça de São Carlos, no interior de São Paulo. A OiFM está querendo se estabelecer em cidades como Franca e Ribeirão Preto. E uma esperta trupe de bandas indies está enchendo a van e indo para o interior. E… UPDATE: Arctic Monkeys no interior do Brasil! Repare: o interior é o novo exterior.

* O título deste blog poderia ser “Nossa banda poderia ser sua vida”, mas vai aquele mesmo.

* O Planeta Terra anunciou os horários de seu festival, que você vê lá embaixo. Brothers of Brasil?

cocozao1, ponta grossa

* Esse monumento acima é o famoso “Cocozão”, nome carinhoso que a galera de Ponta Grossa botou na “edificação artística” que fica na entrada da Universidade Estadual de Ponta Grossa, a UEPG. Custou R$ 300 mil aos cofres públicos e já saiu até em livros gringos de arquitetura como “Big Poo”. A idéia era a de que o monumento fosse a interpretação metálico-artística de uma… araucária. O povo local se diverte com a coisa, tanto que vários deles vieram se oferecer a me levar ao ponto turístico. A galera de PG, sonoramente plural e bastante indie-participativa, ainda consegue ser bem-humorada, canja vinda de todas as 400 piadinhas conhecidas com o nome da cidade, que fizeram questão de me contar. Me contaram também sobre uma praça “ambiental” que até há pouco tempo não tinha árvores, mas essa não prestei muita atenção. O fato é que eu adorei Ponta Grossa.

* OASIS PARA 100 MIL - A adoração em nível futebolístico que a banda inglesa Oasis provoca em seus fãs não tem fim. Não só os Gallagher tiveram seu novo disco, “Dig Out Your Soul”, indo direto para o topo das paradas britânicas na primeira semana de venda em loja (só eu ajudei com três cópias compradas) como estão para anunciar já uma série de shows gigantes no verão de 2009 para mais de 100 mil pessoas cada. Um em Manchester e outro em Dublin. Com os seguintes boatos para o elenco de abertura, tudo escolha a dedo de mister Noel Gallagher: Arctic Monkeys, Glasvegas, MGMT e Kasabian. Os quatro. Lá vou eu para Manchester…

* KNEBWORTH DOIS - Tais apresentações para 100 mil lembram a série de shows que o Oasis fez em 1996, no auge do britpop, no vilarejo de Knebworth, lugar tradicional para shows monumentais. Naquele ano, o Oasis tocou dois dias e para 125 mil pessoas cada, no que é considerado um dos maiores momentos da música inglesa desde sempre (veja foto abaixo). Quem abriu para o Oasis em Knebworth 1996 foi Manic Street Preachers, Prodigy, Charlatans, Ocean Colour Scene e Kula Shaker, nomes de peso da música britânica na época. Mas o negócio que mais marcou é que cada um dos 250 mil tickets dos dois shows foram disputados por uma soma de 2.6 milhões de pessoas, que se inscreveram atrás de ingressos, a maior demanda por entradas da história.

oasis em 96

* BÔNUS TIM FESTIVAL - Está rolando uma semiconfusão com a história da devolução do dinheiro do ingresso dos que se acham lesados pelo cancelamento do show do Gossip, por exemplo. Refiro-me a São Paulo. Fui alertado de que numa das FNAC não estão sabendo de nada no procedimento, muito menos que está valendo o “ingresso bônus”. Quem apresentar o ticket do Gossip + Klaxons + Neon Neon ganha um ingresso para os shows de qualquer outro dia, como bonificação pela não-vinda da Beth Ditto. Já em outra FNAC, soube que estão liberando até ingresso para o Kanye West (R$ 100 mais caro).

* Perguntaram para mim qual a razão de o Noel Gallagher aparecer na propaganda do Tim Festival. Não soube dizer. Alguém?

* RADIOHEAD + SIGUR RÓS NO BRASIL? - O bendito show do Radiohead no Brasil, o fator musical mais difícil de acontecer na história do rock mundial, está ganhando contornos de realidade a cada momento. O México divulga como oficiais três shows da banda de Thom Yorke em março, no Foro Sol, arena gigante onde eu já assisti o… Backstreet Boys. O anúncio dá forte sentido às declarações da banda de que vem mesmo para estes lados em março/abril. Jornais do México que deram a notícia apontam que a turnê se estenderá sim por Argentina, Chile e Brasil. E, na turnê, a banda de abertura será a islandesa Sigur Rós.

* ENQUANTO ISSO, NA ARGENTINA - O Personal Festival, primo argentino dos nossos Tim Festival e Planeta Terra, anunciou sua escalação oficial para o evento, que acontece em Buenos Aires nos dias 31 de outubro e 1 de novembro. Além de Klaxons, Bloc Party, Kaiser Chiefs, REM etc., a lista das bandas traz ainda o nome dos bacanas Mars Volta e Spiritualized, grupos que devem ver o Brasil só do avião.

* PROGRAMAÇÃO DO PLANETA TERRA - O festival de Jesus & Mary Chain e do Animal Collective, mais a rapa toda, anuncia os horários das apresentações todas. Detalhes:

1. Parece que a organização do festival não conseguiu montar os horários para que todos os shows fossem possíveis de acompanhar, conforme o ventilado há algumas semanas. Mas o conflito da escalação foi bem administrado, eu achei. Os encontros mais doídos são: Bloc Party bate com Breeders e Calvin Harris, em bons momentos; Jesus & Mary Chain com Foals. Mallu Magalhães e Curumin (hihi).
2. O Bloc Party deve ter perdido a posição de headliner por causa da pataquada do playback na festa da MTV, há algumas semanas. Eles sempre estiveram cogitados para fechar o palco principal.
3. Vai vender sorvetes Rochinha neste ano?

Confira todos os horários:

PALCO PRINCIPAL
01:30 – 02:45 - Kaiser Chiefs
23:45 - 01:00 - Bloc Party
22:00 - 23:15 – Offspring
20:30 – 21:30 – Jesus and Mary Chain
19:00 - 20:00 – Vanguart
17:30 - 18:30 -  Mallu Magalhães

PALCO INDIE
00:00 - 01:30 - Breeders
22:30 - 23:30 - Spoon
21:00 - 22:00 - Foals
19:30 - 20:30 - Animal Collective
18:00 - 19:00 – Curumin
16:30 – 17:30 - Brothers of Brasil

DJ STAGE
01:00 – 03:00 – Felix da Housecat
23:30 – 01:00 – Calvin Harris (dj set)
22:00 – 23:30 – Milo (dj set)
20:30 – 22:00 – Mau Mau

* ARCTIC MONKEYS NO BRASIL- IL! E melhor ainda: no interior de São Paulo e… em um cinema qua-se perto de você. Inusitada a lista de cidades cuidadosamente selecionadas pela banda Arctic Monkeys para receber com exclusividade o filme-show “Arctic Monkeys At The Apollo”, DVD que só será lançado oficialmente em 3 de novembro deste ano. O DVD, já falamos aqui, mostra o último show da banda em 2007, na cidade de Manchester. Coisa fina. o Rio de Janeiro vê o filme nesta terça-feira, no Cine Roxy na Cinelândia, às 21h. 

Saca só as outras cidades sortudas que verão o filme em primeiríssima mão:  

Cine Roxy - 29 de Outubro
Santos @ Santos Gonzaga
Sao Vicente @ Brisa Mar

SALAS MOVIECOM- 29 de Outubro
Belem @ Castanheira
Natal @ Praia Shopping
Campinas @ Shopping Jaragua
Campinas @ Shopping Unimart
Jundiai @ Moviecom Maxi
Sao Paulo @ Moviecom Boavista
Sao Paulo @ Moviecom Penha
Taubaté @ Shopping Taubaté

Mais informações no site oficial e no site da Movie.Com. Os ingressos ainda não estão à venda!

* ENQUANTO ISSO, NO PERU - A “acidentada” banda escocesa Travis, uma que sempre chovia na cabeça dela, vem à América do Sul para ser a atração-suporte dos shows do REM. Mas isso só no Peru e na Venezuela. O grupo de Fran Healy, que um dia foi grande até nos Estados Unidos, tem até umas datas livres inclusive coincidindo com os shows do REM em São Paulo, mas nenhuma movimentação foi feita no sentido de a banda aparecer por aqui. Eu acho.

* VANGUART BARRADO EM LONDRES - A imigração inglesa, certamente com inveja da cena indie brasileira, está barrando nossas bandas. A da vez foi a cuiabana Vanguart, que não entrou no Reino Unido nesta quarta. O Vanguart estaria vindo da Alemanha e iria se apresentar no clube de Islington que o pessoal do Wry comanda. A festa serve também de lançamento do primeiro livro da Clarah Averbuck por lá, o “Cat Life”, na versão em inglês. Devem ter chegado lá com instrumentos e sem visto de trabalho, o que costuma dar problemas. Não faz muito tempo, o Montage foi barrado na mesma imigração inglesa. Vamos esperar os detalhes do Vanguart.

* FESTA NO INTERIOR - O negócio é sério e está tão fora do controle que este post vai servir apenas como teaser da história toda. Os indies “desbravando” o interior chega no próximo post, porque preciso estruturar melhor tudo. Falei?

* VENCEDORES DE PROMOÇÃO - De algumas promoções. Segue o anúncio de ganhadores e as premiações que continuam a sorteio.
1. CD/DVD do Oasis - Fabiana Martins, Belo Horizonte, MG
2. ingresso pro Tim Festival, show do dia 23/10, do Klaxons sem o Gossip - Murilo Yoshida
3. um par de ingressos para o Mudhoney no Clash, nesta quinta, 16 - Glauber Reatores

* PROMOÇÃO DA SEMANA - Eis o que temos para agora.
1. Um ingresso para o Planeta Terra Festival
2. Outro par de ingressos para o Mudhoney no Clash, mas do show da sexta

E no próximo post eu boto mais promoções. Então tá.

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06/10/2008 - 11:31

Popload em Londres: a revolução será downloadada

* Láááá in London. Por enquanto, pode ir chamando de Poplondres, hihi.

* Algo muito sério está balançando os bastidores da música e tudo está muito confuso. Quer dizer, não para nós, claro. O título deste post vale desde 1999 (Napster), mas está ganhando agora contornos dramááááticos.

* Já, já eu falo certinho por que a Nokia bancou a viagem da Popload a Londres.

crachá popload nokia

* Tem uma propaganda muito boa aqui na TV inglesa, para a molecada que enche a cara na noite. Mostra um menino se preparando para sair para a balada. Se vestindo ouvindo música, olhando no espelho, dando um trato, aquilo de sempre. Vai botar a camisa e puxa com força, a rasgando. Vai fazer xixi e erra a privada, fazendo no pé. Vai botar o brinco e arranca metade da orelha, para o sangue jorrar. No caminho para a porta, dá uma bica no som, que explode na parede e pára de tocar. Aí sai pela porta. Vem a frase: “Você não gostaria de começar sua noite desse jeito, não? Então por que acabar ela assim?”

* IGLU & HARTLY - se fosse falar qual música eu mais ouvi aqui nesta semaninha na Inglaterra, não teria dúvida. A canção, que ganha até das da Katy Perry, acho, é essa “In This City”, que eu havia escutado aí no Brasil e não tinha idéia do quanto tocava por aqui. É o contraponto da atual e sombria “new grave” (hahahaha, desculpe!). A banda, a tal Iglu & Hartly, é baseada em Malibu, na Califórnia. Embora já tenham um certo nome por Los Angeles e foram faladinhos do último South by Southwest (Texas), nunca tinha ido atrás do som deles até setembro agora. É uma turminha de cabeludos que faz rap-rock como se fossem filhos reais dos Chili Peppers. Parece que só querem saber de mulher, cerveja e skate. O de sempre no lado Oeste americano. Não combinha naaaaaada com a cena inglesa atual e não estão nem aí para isso. Ouvi outras músicas desse Iglu & Hartly e nem curti tanto, como essa boa e ensolarada “In This City”, que de tão farofa e cantada irritantemente é legal. O fato é que os meninos estão fazendo extensa turnê britânica, inclusive abrindo para o Vampire Weekend. Mas o melhor é o título do álbum de estréia deles, que saiu agora no final de setembro: “& Then Boom”.

* CSS IN LANDAM - Seguindo a sina de que sempre “o pop will eat itself”, infalível lei que move a música pop principalmente na Inglaterra, o mais importante guia londrino não se entusiasma muito com o show que o grupo anglo-brasileiro CSS faz nesta segunda-feira no Shepherds Bush Empire, uma das principais casas de shows da cidade. A descrição da revista “Time Out” lembra que o primeiro disco do CSS fez deles os “queridinhos da nu-disco”, mas o recente segundo disco sugere que a banda está mostrando um rápido esgotamento de entusiasmo e idéias. Mas ainda assim a “Time Out” bota a estrelinha de recomendação da apresentação da banda brazuca. Quem abre para o CSS é a dupla belezura (porém ainda crua) Magic Wands, de Nashville.

* INGRESSOS EM SP - Não sei como andam as vendas dos ingressos para os shows do Tim Festival, no final do mês no parque do Ibirapuera (a parte paulistana). Estou achando esquisito que o REM ainda não esgotou nenhum de seus dois shows no Via Funchal de 10 e 11 de novembro, apesar dos preços malucos. Mas estou sabendo que o festival Planeta Terra, que acontece uns dias antes do REM, já vendeu quase metade das suas 15 mil entradas à disposição, o que está longe de ser pouca coisa.

* MARATONA POPLOAD DJ SET - Correria na volta ao Brasil. Tem discotecagem Popload nesta quarta-feira em dose dupla. A primeira no Clash Club, antes e entre os shows do esperto grupo britânico Young Knives e seu conterrâneo folky Johnny Flynn, na primeira edição do projeto Incubator de bandas novas. Na sequência, rola a residência da Funhell, balada hot da Funhouse, em parceria com Rafael Urenha (Party Íntima). E sexta-feira a Popload toca em Ponta Grossa, PR, na agitada festa All Music. Haha. Eu já toquei mais em cidades do Paraná que de São Paulo.

* QUEM É SEU PAPAIZINHO? - Você pode não acreditar, mas eu achei bacana a nova house-gritaria do Benny Benassi. Você se lembra dele, não? Produtor italiano que fez aquele hit dance m.u.n.d.i.a.l.  “Satisfaction”, faz uns quatro, cinco anos, e esteve até no Skol Beats. Ele lançou um disco novo doido no meio do ano, “Rock’n'Rave” e dele tem essa música, “Who’s Your Daddy?”. A música é demente, mina possuída gritando, electrohouse insuportável para ouvir em casa, mas “uma coisa” se for numa pista louca. Tudo isso para dizer que Benassi juntou umas amigas italianas para fazer o vídeo, sob o pretexto de “homenagem aos filmes pornôs dos anos 70″. Hahahahahaha. Na TV daqui, bem de noite, nas escondidas, passa uma versão “leve” do vídeo. Mas já vi a “sem censura” na internet. Botaria o vídeo aqui, se esse blog não fosse de família.

heavy metal baghdad

* HEAVY METAL… NO IRAQUE - Vou falar mais depois, mas vi um documentário sensacional que precisa ser baixado já aí no Brasil ou comprado via Amazon americana (porque vai saber quando esse filme passa aí…). Chama “Heavy Metal in Baghdad”, é produzido pela revista cool “Vice” e passou já em alguns dos principais festivais do planeta, antes de algumas poucas apresentações em Nova York e entrar em cartaz em circuito restrito aqui em Londres. É a história da impressionante Acrassicauda, segundo seus integrantes a “primeira e única banda de heavy metal do Iraque”. A Mostra de Cinema de SP TEM QUE levar esse filme para São Paulo. Você acha que turnê de banda nova é um inferno? Imagina excursionar pelo Iraque do Saddam Hussein, tipo em 2001, quando chacoalhar a cabeça dançando rock era proibido no país, porque lembra judeu durante sua reza!!!!!! Dois diretores canadenses ligados à “Vice” foram ao Iraque em 2006 entrevistar os jovens fãs de Metallica que tinham que improvisar shows em hotéis que ainda não tivessem sua luz cortada pelos bombardeios, sempre sob o risco de um míssil explodir o lugar. A banda ainda existe, mas todos os seus membros vivem fugidos na Síria. O documentário deixou o grupo “popular” no Iraque. E ser popular no Iraque, antes com Saddam ou agora com os invasores americanos, é muito perigoso, disse seu baixista, o incrível Firas Al-Lateef, o que tinha um inglês razoável para contar a história. É de Firas também a ótima frase sob a situaçao Saddam-Estados Unidos que sai a horas tantas no filme e explica como vivem os jovens iraquianos agora que “a salvação chegou”: “Eles levaram o Ali Baba e deixaram os 40 ladróes”. No próximo post eu falo mais de “Heavy Metal in Baghdad”.

SENHORAS E SENHORES… OASIS - Em nome dos meus velhos tempos, nesta segunda vou a uma loja de discos aqui de Londres comprar três cópias do álbum novo do Oasis, bem no dia em que ele sai. Já fiz isso muitas vezes nos anos 90 (não me refiro a comprar três discos do Oasis, mas sim comprar no dia em que ele sai, hihi). Enfim, um CD é para mim, outro é para a pessoa que mais gosta do Oasis no Brasil e outro é para sortear para a galere leitora querida. E, já que é para comprar CD, coisa tão em desuso, vou logo levar a edição especial, com o DVD.

Vamos colaborar para os Gallagher subirem no chart, né não? Quando o Oasis era Oasis, lá nos anos 90, só não ajudei efetivamente a banda a chegar ao topo das paradas uma vez, na famosa “Guerra dos Singles” contra o Blur, um dos capítulos mais deliciosos da história do pop. Já contei essa história aqui 200 vezes. Em plena era do britpop, em 1995, o Blur achou de lançar o single “Country House” no mesmo dia que o Oasis iria botar nas lojas o single “Roll with It”, só para irritar os Gallagher.

A semana de lançamento dos dois singles foi um inferno pop na Inglaterra. Na segunda, no dia que saiu, todos os jornais e TVs e rádios cobriam o evento como se fosse a crise das bolsas. Imagine se a Mallu Magalhães e a Pitty resolvessem lançar um disco no mesmo dia e o “Jornal Nacional” desse grande destaque. Hahaha, nada a ver.

Enfim, o Blur ganhou a batalha. Em uma semana vendeu 274 mil cópias de “Country House” contra 216 mil de “Roll With It”, do Oasis, aproximadamente. Nem foi tão vergonhoso para os Gallagher, porque o Blur era super mais conhecido na época, porque estava na cena desde 1990. O Oasis tinha realmente aparecido no pop britânico no ano anterior. Tanto que, quando os discos dos respectivos singles saíram (”The Great Escape”, do Blur, e “What’s the Story (Morning Glory)?”, do Oasis), os dois venderam muito, mas o do Oasis muuuuuuuito mais, se tornando o terceiro mais consumido disco inglês de todos os tempos (”Greatest Hits”, do Queen, e o “Sgt. Pepper’s”, dos Beatles, são os campeões).

Voltando à batalha dos singles, a melhor coisa que aconteceu, nunca me esqueço dessa, foi a genial manchete do famoso tablóide “The Sun”, num daqueles dias. Era alguma coisa do tipo “Mãe do Oasis é fã do single do Blur”. O jornal tinha ido à Manchester, conseguido falar com a mãe dos Gallagher e arrancado dela uma frase assim: “A música do Blur é bastante alegre. Gosto de acompanhar ela batendo o pé”. Hahahaha.

Só para deixar claro. Quando digo sobre a única vez que eu não ajudei o Oasis a chegar ao primeiro lugar, naquela semana da guerra contra o Blur, foi porque na segunda-feira que os singles saíram eu comprei os dois.

* PLAYBACK - Me sinto tipo o Bloc Party fazendo playback. Essa história de Oasis x Blur já escrevi tantas vezes… Acho que ela só perde para o show do Nirvana no Brasil, que falei umas 189 vezes. E ganha por pouco do papo sobre meu passeio de limusine com o Noel Gallagher em Miami, umas 175. Depois eu fico aqui pegando no pé da farofada do Bloc Party na MTV, tadinhos.

* OASIS PERDE AGORA PARA O… KINGS OF LEON - E lá vêm os irmãos Followill botar banca para cima dos irmãos Gallagher. Tudo bem que o Kings of Leon vive um grande momento, lotando 20 mil ingressos rapidinho na Inglaterra, capa de revistas nos EUA e tal. Mas não esperava que o grupo americano fosse ganhar nas paradas britânicas do single novo do Oasis, banda “da casa” mais falada e falada e falada por aqui nas últimas semanas (como de hábito em época de lançamento). “Sex on Fire”, do KoL, cravou segundo lugar de singles mais vendidos na semana que passou, enquanto o “Shock of the Lightining”, do Oasis, pegou terceiro. Em primeiro? A música nova da Pink.

* LADYHAWKE E OS MONSTROS - Quase bobinhas, mas deliciosamente pop, as músicas da neozelandeza Ladyhawke estão com as garras bem fincadas no pop inglês. Este blog tempos atrás já festejou a fofa “Paris Is Burning”, a música que ela fez quando foi visitar a capital francesa pela primeira vez e ficou “encantada”, haha. Mas o (pouco) tempo passou, o disco de estréia acabou de sair e com ele também o terceiro single do CD. “Dusk Till Dawn”, a já “famosa” música do “bang bang bang”, lembra Bananarama e Go-Go`s, bandas femininas dance pop do comecinho dos 80, mais ou menos. A canção da Ladyhawke tem um vídeo em que a moça acorda assustada no meio da noite, porque a casa foi invadida por seres mascarados com camisetas de filme de terror. As “coisas” vão a aterrorizando, ela foge pela casa e só pára para cantar o refrão do “bang bang bang” e dançar de modo engraçado. É quase uma “new grave”, se o movimento fosse liderado pela Turma do Didi, hahahaha. No fim do vídeo era… Bom, vê aí.

* Para ficar no tema, você já viu o vídeo de “The Creeps”, da banda Freaks. O que está acontecendo no pop?

CELULAR + música da nokia


* NOKIA REMIX, A SANGRENTA GUERRA DA MÚSICA NO CELULAR E O QUE A GENTE TEM A VER COM ISSO -
Na semana passada, a gigante de celulares Nokia juntou a imprensa mundial (Popload incluída thank you very much) no coração da cultura pop planetária para revelar sua mais nova “invenção”. Em Londres, no badalado clube indie Koko, com apresentação de Will.i.am (Black Eyed Peas), a empresa finlandesa (1) entrou oficialmente de cabeça na revolução musical, (2) mostrou as armas para o iPhone, o Google Phone e serviços como o Myspace Music, e (3) anunciou a chegada no próximo dia 16 às lojas britânicas de seu novo celular 5310 Xpress Music. A “arma de destruição em massa” referida é um aparelho touchscreen, lindão e prático tipo o über-desejado iPhone, que será suporte do (atenção para a cereja do bolo!) COMES WITH MUSIC, o serviço de música para computador e celular da Nokia que permitirá seu usuário/cliente baixar sem limite e de graça as músicas das principais bandas e artistas do planeta.
</pausa para respirar>

Vou repetir: a maior empresa de celulares do mundo proporcionando a seus clientes baixarem quantas músicas quiserem das bandas que quiserem. E de graça.

Não é bem assim, mas é mesmo assim. A Nokia festejou acordo incrível com as principais gravadoras do planeta (Sony-BMG, EMI, Universal, Warner), mais um monte de selos independentes, para disponibilizar por UM ANO aos clientes da empresa o download de qualquer canção de seus elencos. Para tal, a pessoa precisa comprar o celular específico da companhia nórdica, que sairá custando 218 libras (279 euros, 377 dólares, 818 reais sem os impostos). Quando o prazo de fidelidade acabar, em 12 meses, o dono do Nokia 5310 Express Music pode manter no computador ou no celular todas as músicas baixadas, para sempre. Com o ano completado, se o usuário do aparelho Nokia quiser manter-se como cliente da empresa, terá de pagar pelos novos downloads a partir da data. Mas as músicas já baixadas permanecem dele.

A music store da Nokia já funcionará em 11 países quando o aparelho do “Comes with Music” chegar às lojas. No Brasil, a previsão de lançamento do celular e do comércio de música no computador é para o primeiro semestre de 2009. A Popload tentou respostas para as perguntas “Eu, enquanto cliente da Nokia, posso passar minhas músicas baixadas gratuitamente para um amigo que não tem celular nem usa serviço da empresa, via celular mesmo ou pelo computador? Posso queimar um CD virgem com essas músicas?” Depois de muito custo, chegou uma resposta do tipo “Não pode. Haverá uma proteção para o uso exclusivo do cliente Nokia”. Mas deu para perceber que eles sabem bem o que acontece hoje em dia com “proteções” e “exclusividade” assim que o produto aparece no mercado.

Se não totalmente bombástico, o pacote todo anunciado pela Nokia botou extraordinariamente mais fogo na incendiária questão da música online e na irreversível mudança de hábitos do consumidor de canções. Mais: posicionou os finlandeses na linha de frente da briga com outras empresas de computadores/celulares/programas no que eles têm como principal objeto de desejo financeiro: o ser humano que ouve, compra, troca, empresta, deseja, pensa e sonha com música. É um terreno perigosíssimo que está se ampliando em dimensões absurdas, devido aos últimos acontecimentos (lançamentos). Ninguém sabe no mundo qual é o real conceito de “legal” e “ilegal” na música. Por isso que…

* VEM AÍ A LIGA DAS BANDAS - As notícias de movimentações musical-virtuais costumam ser sempre boas para os fãs de música. A empresas gigantes se animam em chacoalhar o cobiçado mercado musical cada vez mais e esfregam as mãos para contar os cifrões. Mas como fica a questão para quem faz essa tal música? Hein? HEIN?

Está sendo formada uma coalizão peso-pesado de artistas querendo sua parte no lucro. Encabeçada por Radiohead, Robbie Williams, David Gilmour (Pink Floyd), Iron Maiden, Verve, Kaiser Chiefs, DP Paul Oakenfold, Klaxons entre tantos, a “Liga da Justiça na Música” foi lançada oficialmente nesta segunda-feira em Manchester, com o objetivo de ajustar os contratos para a era da distribuição digital. Os correligionários não querem ter um líder ou um nome de atuação, necessariamente. Mas pleiteiam participar das reuniões com gravadoras, empresas de tecnologia, governo e com quem for na hora de decidir o futuro e os caminhos de seu trabalho. Um manifesto de seis “mandamentos” está sendo elaborado pela liga e vai vir à tona nos próximos dias.

Segundo o jornal “The Guardian”, o sonho utópico da era digital, o de remover todas as barreiras entre o artista e seu fã, está dando lugar cada vez mais a uma realidade mais complexa, que é a dos artistas temerem o perigo de serem cortados das mesas de negociações entre gravadoras e empresas de tecnologia, o que mais tem acontecido. Esse assunto ainda vai render…

* MORAL DA HISTÓRIA (?) - Como eu venho dizendo há teeeeeeeempos sobre essa mudança de costumes na música, a gente só está no começo da revolução… Como diz o REM, esse é o fim do mundo tal qual o  conhecíamos (e estou achando tudo bacana).

* PREMIAÇÃO DA SEMANA: INGRESSOS - O sorteio dos ingressos não pára. Nesta semana, quando eu voltar ao Brasil, vou já entregar o resultado de tudo. Aproveite. Está valendo então:

1. Um ingresso para o Planeta Terra Festival
2. Um ingresso para o show do Tim Festival do dia 23/10, em São Paulo (Gossip, Klaxons, Neon Neon)
3. Um PAR de ingressos para o Mudhoney no Clash, em São Paulo, dia 16/10.
4. TRÊS ingressos para o show DESTA QUARTA-FEIRA do Young Knives + Johnny flynn no clube Clash. Acompanha cada entrada sorteada um CD do Young Knives.

* PREMIAÇÃO “INGLESA” - O CD+DVD+Livrinho “Dig Out Your Soul”, o novo trabalho do Oasis, comprado no dia de seu lançamento na loja HMV do West End, em Londres. Só para deixar tudo mais pomposo, hihi.

Todas as concorrências para os prêmios podem ser feitas no email e nos comentários aí embaixo. Manda bala.

* O próximo post vai ser escrito de São Paulo, Brasil. Até!

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29/09/2008 - 08:31

O festival Metal Beats e os shows que não acabarão nunca mais

 * Ouch. Tive que me ausentar um pouco nos últimos dias. Mas agora estou aqui, alive and kicking.

* O próximo post será escrito direto de Londres. Popload, à convite da Nokia, vai ver de perto o que está acontecendo com a música dentro do celular. E se existe mesmo vida sonora fora do planeta iPhone. No “cardápio inglês”, se tudo correr conforme o imaginado, algum show, um joguinho do Arsenal, outro do Chelsea e um almoço com o Jamie Oliver.

* Este final de semana que passou foi marcado por dois grandes eventos de DJs: primeiro o Skol Beats, o maior festival de heavy metal do Brasil. O segundo, uma festa à fantasia de família em uma longínqua cidade do interior do estado de São Paulo.

* FESTA NO INTERIOR - Eu não sei direito como são as cidades do interior de outros estados, mas não deve ter nenhuma igual às do inteiror de São Paulo, principalmente as pequenas. E isso que eu falo está longe de ter tom pejorativo. Mas então… Numa tal cidade paulista, no sábado, aconteceu uma festa à fantasia para comemorar o aniversário do tio-avô de uma amiga minha, que narrou o fato. O final da história é trágico e sem graça nenhuma, mas o recheio é tão digno de um roteiro do Almodóvar que o caso merece ser dividido. A festa para o patriarca teve três meses de preparativos, banda, DJs e era à fantasia: ou seja, “o assunto” da cidade durante um bom tempo. Então, sábado passado, chegou o grande dia. Mais que ser meramente uma festa à fantasia, numa hora tal iam parar tudo para fazer um concurso para eleger o melhor traje. Acontece que o tio-avô aniversariante achou de morrer no meio da festança, um pouco antes do concurso. Na correria da família para o hospital no qual foi levado o aniversariante, dizem, deram entrada a Ana Maria Braga com um Louro José no ombro, um tio fantasiado de tenista Guga e um rapaz de “Chapeuzinho Vermelho”, além de alguns outros personagens. O tio-avô acabou não resistindo, mas antes pediu para que os familiares voltassem à festa e a continuasse, de alguma forma. E assim foi.

* SKOL METAL BEATS - A leitura a ser feita do Skol Beats 2008 é que, com o inexorável caminho de volta da música eletrônica para os clubes, os grandes festivais deste gênero em particular (e de outros gêneros no geral) estão ficando definitivamente sem forma. Ou então viraram multiforma. Mas a identidade mesmo já era. Isso é ruim?

O Skol Beats, que já foi megahipersuper com 200 palcos de gêneros diferentes e lotado de clubbers, neste último sábado, na edição 2008, se mostrou “só” um bom festival de médio-porte com três palcos/tendas e bem esperto com as novas tendências do… rock pesado. Óbvio, não é isso, mas é mais ou menos isso.

Há alguns anos o Skol Beats vem sendo o novo Free Jazz. Este último começou todo jazzy, foi dominado por roqueiros e nos últimos anos, na sequência, teve como atração principal um eletrônico (Daft Punk), um pop entre o mainstream e o esquisito (Bjork) e um rapper (Kanye West). Essa “bagunça moderna” nas… hã… tradições musicais não é um mal, necessariamente, mas fico curioso aqui pensando em como vai ser o Skol Beats 2009 e o Tim Festival 2010, por exemplo.

Outro índice engraçado/curioso que presenciei dentre os meus conhecidos na platéia do Skol Beats é que uma atração como a dupla francesa Justice atraiu ao festival eletrônico uma galera superindie, uns que até pouco tempo só queriam saber de hard rock, fãs da Shakira, apreciadores de pós-rock, gente que se mata de dançar som anos 80 na Lôca e meninas trancers de barriga de fora dançando os mesmos passos seja na hora de alguma atração tocando, seja ao som das propagandas do telão. Está cada vez mais complicado amarrar conceitos na música jovem. Nós, jornalistas, que adoramos rótulos, estamos ficando mais e mais confusos, hehe. Mas o certo é que há algo de muito errado ou de muitíssimo certo acontecendo na música hoje. E ainda não estamos conseguindo ver claramente o que é.

* METAAAAAL - O metal no Skol Beats começou com o Mix Hell, dupla-projeto de Iggor Cavalera com sua mulher, Laima. A relativamente nova faceta do Iggor DJ mexendo em botões era alternada com o velho baterista Igor (um “g” só, por favor) reencarnando o passado na sua histórica banda, a über-metal Sepultura. Nunca gostei do Mix Hell, mas no Skol Beats eu não desgostei deles, não. Longe de serem brilhantes, achei que Igor e Laima tocaram direitinho e mantiveram um bom clima para a espera da atração principal, o duo francês Justice. Acabaram o set com o rock eletronizado do MGMT.

Aí veio o Justice com uma apresentação surpreendente morna para quem tem a maior coleção de hits incríveis neste paralelo eletrônica-rock. Era só picotá-los, remexê-los e soltá-los, que a balada ia ser certamente ótima. Mas foi exatamente o que eles fizeram e a apresentação simplesmente “não rolou”. Ou não rolou como uma apresentação do Justice deveria. O som do festival podia estar com um volume uns três graus mais alto, que já ia ajudar. Mas, enfim, na teoria metal da coisa, o Justice é espetáculo eletrônico para se ver de jaqueta preta. Eles, como bons parceiros do selo Ed Banger, são o mais ácido exemplo de metal dance da música nova. Estejam eles botando toque francês no breakdance, na house, no electro, parece que o caminho do som do Justice é sempre em direçao ao rock pesado. Se alguém fuçar na vida passada de Xavier e Gaspard vai descobrir que eles estiveram em alguma banda trash metal, tipo o Iggor. Parte do povo dança batendo cabeça, como se estivessem no show do Metallica. Franz Ferdinand e Klaxons estiveram no set do Justice, mais ou menos.

*  E aí depois, pulando o “nosso” Marky, vieram os australianos do Pendulum, cujo show eu perdi desta vez, mas um amigo definiu como uma coisa meio “Linkin Park meets DJ Marky”. Era o que eu precisava saber.
    
* SEMANA “COMPLICADA” - O Skol Beats acabou, mas pela frente ainda vamos ter 458 shows para ver ainda em 2008, até a Madonna gritar o “Good night, São Pauloooooo” final no Morumbi, em dezembro. Logo na terça-feira agora tem a festança do clube Glória com show da electrofrancesa Yelle, coisa fina. É a balada de inauguração da nova festa IM//A\\PARTY, de Raphael Caffarena (do site Rraurl). Na sexta, 3, tem o terceiro aniversário do clube VEGAS, que neste ano, pelo tamanho do evento, ocorrerá na Flex, ex-Broadway, na Barra Funda. A balada do Vegas, 3, vai ter várias atrações, mas a classuda new disco vai comandar a trilha. A banda americana Glass Candy, de Portland, que já foi dance punk e tem nos vocais a esperta Ida No, é talvez o principal nome da festa. Na sequência tem o DJ set do grande James Murphy e seu parceiro de LCD Soundsystem, Pat Mahoney, ainda na linha (italo) disco. Só balada incrível.

* THE BRITS ARE COMING - Sem perder o embalo, na semana que vem, dia 8, o clube Clash promove o nascimento de um espetacular (para nós) projeto que envolve a cena paulistana e os principais selos indies britânicos. Na forma do espertíssimo show do grupo inglês Young Knives, nasce o projeto INCUBATOR, bancado pelo British Council e com o propósito de pelos próximos três anos fazer o intercâmbio de bandas pequenas do Reino Unido com a América Latina, tendo São Paulo como sede. O primeiro selo britânico a visitar estes lados é o Transgressive Records, hoje pulsante casa de Foals, Mystery Jets, Regina Spektor, Shins e outros. Em cartaz no Clash, dia 8, o energético e “geek” Young Knives e o folk Johnny Flynn, dois bons nomes da Transgressive. Lá embaixo a Popload sorteia ingresso para esses shows do Incubator, semana que vem, mais um disco do Young Knives.

* SONIC YOUTH E WILCO - Buenos Aires dá como oficial as presenças por lá, em 2009, dos grupos Sonic Youth (março) e Wilco (abril). Os dois nomes já circulam por revistas de shows na capital Argentina. Sonic Youth e Wilco há tempos negociam suas vindas para este lado do Equador, que deveriam ocorrer neste ano. Mas menos mal que compareçam a nossa cena no começo do ano que vem.

* ARCTIC MONKEYS NO CINEMA - E em DVD. Circula na internet, desde a semana passada, trailer do DVD “Arctic Monkeys at the Appolo”, famoso clube indie de Manchester que foi sede do último show da turnê mundial da banda de Alex Turner, ainda em dezembro do ano passado. O DVD será lançado na Europa no dia 3 de novembro, mas o filme do show entrará em cartaz em meados de outubro em alguns cinemas da Inglaterra. É praticamente o mesmo show que o Brasil viu no ano passado. E começa a 200 por hora, com “Brianstorm”. Aqui, o trailer de “Arctic Monkeys at the Appolo”.

* O.A.S.I.S. - Nesta segunda sai o single. Na semana que vem sai o álbum. Vou repetir: “Dig Out Your Soul” é incrivelmente bom. Até que enfim, Oasis!!! A “Rolling Stone” alemã destaca a banda em sua linda capa, a melhor da história do Oasis, a banda com mais capas de qualquer coisa da história da música. O álbum chegará às lojas junto com o início da turnê britânica do grupo, que vendeu cerca de 200 mil ingressos para 18 shows em pouco mais de uma hora. A leva de apresentações começa em Liverpool e passa por cidades como Londres, Cardiff e Glasgow. Hoje pela manhã, o Oasis anunciou um show especial para o dia 26 de outubro, no BBC Electric Proms, especial que acontece todos os anos, promovido pelo canal de comunicação inglês. A apresentação tem tudo para ser especial por dois motivos. (1) A banda será acompanhada por uma orquestra composta por 50 pessoas e (2) o show de abertura será do Glasvegas.

Veja a capa e confira aqui a faixa que abre bem o disco novo, “Bag It Up”.

OASIS – “BAG IT UP”

* MGMT – A banda mais importante do mundo, hoje.
Óbvio que é brincadeira, mas… Não existe atualmente banda que esteja estimulando e dando origem a tantas versões ‘remix’ de suas músicas. Isso vai desde os malucos eletrônicos do Soulwax à baba-pop Katy Perry, aquela que, você sabe, se tornou fenômeno nas paradas após ter dito, em forma de música, que beijou uma menina.

A banda indie inglesa The Kooks não fica atrás e, a exemplo do Soulwax, já fez sua versão para “Kids”.
O Justice também emprestou suas habilidades ao MGMT, fazendo remix oficial de “Eletric Feel”, som que está na versão single.
O Mix Hell também tocou MGMT, como já citado neste post.
Sem contar os inúmeros trabalhos feitos por DJ’s mundo afora. A coisa fica séria quando você procura por “MGMT remix” no Google ou MySpace da vida.
O MGMT, você sabe, é atração confirmada para o TIM Festival, que acontece mês que vem.
Em meio a todo esse leque de versões, a Popload entrega a performance de Katy Perry para “Electric Feel”.

KATY PERRY - “ELECTRIC FEEL” (MGMT Cover)

* PREMIAÇÃO DA SEMANA - Segue a folia de ingressos da Popload para os principais eventos de São Paulo. A coisa só aumenta.

1. Um ingresso para o Planeta Terra Festival
2. Um ingresso para o show do Tim Festival do dia 23/10, em São Paulo (Gossip, Klaxons, Neon Neon)
3. Um PAR de ingressos para o Mudhoney no Clash, em São Paulo, dia 16/10.
4. Três ingressos, com o CD de bônus, para o show do Young Knives no Clash, no dia 8/10, no projeto Incubator.
5. Dois PARES de ingressos para a festança de aniversário do Vegas, na sexta agora, dia 3, com shows do Glass Candy e discotecagem de James Murphy + Pat Mahoney (LCD Soundsystem), entre muitas atrações.

- Vem nessa. Emails ou comentários estão valendo.
- Para registro. O ingresso do Skol Beats saiu para Bianca Guerra.

* Eu volto. Acho.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , ,
23/09/2008 - 17:41

A guerra mundial da música e a fada verde

* A guerra mundial da música (Brasil incluído), a nova bebida da mulherada na balada, Belle & Sebastian no Brasil (kinda) e a confirmação do maior festival indie brasileiro, a facada do Glasvegas, Popload em Londres, o show gringo no Brasil mais bacana de TODOS OS TEMPOS, os shows do Kid Vinil, o Killers virou o A-ha, o Oasis ficou bom, a incrível session das (…preencha aqui com seu adjetivo predileto…) Plastiscines. Xi… a Popload está que está.

* ABSINTO NA BALADA - Êêê, beleza. O papo na galera que sai à noite para as baladas e shows ainda é sobre quem não vai beber para voltar dirigindo. Mas, pelo lado oposto da lei, está chegando às noitadas brasileiras, via Santa Catarina, o Absinto Ice. A bebida, mais um integrante dos chamados alcopops, é uma espécie de “refresco docinho” e mais amigo do famoso e estupidamente poderoso destilado de anis. É talvez a terceira tentativa de inclusão desta bebida nos bares de balada do Brasil, que atualmente tem feito das bombadas festas de Florianópolis, Joinville e Blumenau seu “teste de mercado”, para verificar a aceitação. E, pelo que se tem notícia, e com o perdão do trocadilho, o Absinto Ice está sendo bebido como água. É a versão de Smirnoff Ice para a vodka. Em vez de ter sua dosagem cavalar de álcool, o destilado pode até ter 90% de teor alcoólico. Mas o Absinto Ice tem até 5.5%, tal qual sua “prima” ice da vodka. Uma garrafa dá uma alegria, mas está longe de “derrubar”. Mas já serve como “introdução” ao Absinto real-deal. Famosíssimo na Europa e com certa entrada no mercado americano, o Absinto já foi muito absorvido e proibido na França, Suíça, Alemanha. O destilado foi legalizado só recentemente no Brasil, mas num teor mais “leve”, de 53%. O Absinto Ice já patrocina raves e shows em Santa Catarina. Segundo relato, sua garrafa cool e um certo gosto adocicado faz a bebida ser sucesso entre a mulherada catarinense. Numa pesquisa na internet sobre o Absinto Ice eu vi que algumas festas bancadas ou não pelo Absinto Ice em Florianópolis são chamadas de “A festa do beijo da fada verde”. O Absinto, andei lendo, é conhecido pela alcunha de Fada Verde porque, dizem, existe um efeito alucinógeno na bebida que faz as pessoas acharem que estão em alguma “terra encantada”. Não tenho notícias da chegada do Absinto Ice a São Paulo. Vem aí, Fada Verde.

nokia comes with music

* O CELULAR E A REVOLUÇÃO MUSICAL - Não sei se você notou, mas há nove anos vivemos uma gigante revolução dos costumes musicais. E essa revolução (longe ainda de seu fim) vai viver nos próximos dias, envolvendo o mercado brasileiro, um de seus capítulos mais… impactantes. E o aparelho de telefone celular será (for real) o veículo de tais transformações. Um verdadeiro “Beijo Me Liga” da música para a indústria. Nesta quinta-feira, na virada para a sexta, em grande evento privado da gigante da telefonia Claro, o primeiro iPhone brasileiro chegará as mãos do primeiro comprador. A Vivo também começa a vender o “aparelhinho” da Apple, que é celular + ipod + loja iTunes tudo junto, também na sexta, a preços que devem ir de R$ 900 a R$ 1790. A Samsung, também por estes dias, despeja no mercado o seu F480, que além de seu player para mp3 vem com rádio FM. Bom se você acredita na Oi FM e na Mitsubishi FM. E tem também, no da Samsung, o lance do Radio Data System, que fornece em tempo real informações sobre o artista que você está ouvindo. Mas o contra-ataque mais sério ao fenômeno iPhone vem da Nokia.

* COMES WITH MUSIC - A Popload foi convidada para uma festa em Londres na semana que vem,  lugar no qual será mundialmente apresentado o aparelho Nokia 5310 e o serviço de compra de músicas Nokia Music Store, que inclui até o momento todo o catálogo das gravadoras Universal, Sony, Warner e está prestes a anunciar o da EMI e de vários selos independentes. A proposta é a seguinte: você compra o 5310, com o programa Comes with Music, e tem acesso ilimitado e gratuito, por um ano (esse detalhe é importante), a todas as músicas de todas essas gravadoras com contrato com a Nokia Music Store. Mesmo depois desse ano inteiro de acesso as músicas que você baixou continuam suas. Quando esse seu “contrato” com a Nokia acaba, você passa a pagar pelas canções novas baixadas.

* Repare. A revolução está se dando com celular com mp3 player e organizador-loja de música, o que, portanto, tem muito a ver com a compra legal dessa música, como manda o “figurino”. E o serviço da Nokia é o melhor amigo disso, se é que você se interessa por esse tipo de “legalidade”. Mas tem também as músicas que… A revolução portanto é muito ampliada. É como disse alguém do Metallica, a banda que um dia botou a Justiça americana toda para matar o Napster e com isso fez nascer um milhão de sites/programas similares. Quando questionado sobre o alto vazamento de seu disco novo, o metallico falou: “Essas coisas acontecem hoje. Estamos em 2008″. Mas acho que estou misturando os assuntos um pouco, então paro por aqui.

* O MAIOR FESTIVAL INDIE BRASILEIRO? - Se você tiver um olhar superindie, o festival Goiânia Noise, realizado pela rapaziada do selo Monstro Discos no Centro-Oeste do país, está melhor este ano que o colossal Tim Festival. Com essa edição de 2008, o Noise pede lugar junto aos encorpados Abril Pro Rock (Recife), Porão do Rock (Brasília) e ao mais ou menos novo No Ar Coquetel Molotov (Recife) como os principais eventos indies do país. A gente já falou dele aqui, mas vamos repetir com novidades. Com sua primeira realização também em São Paulo, o SP Noise Festival, o Goiânia Noise trará em novembro (de 21 a 23) a banda Helmet, o legendário Vaselines (com a banda formada por integrantes do Belle & Sebastian), o incrível Black Lips, o grande Black Mountain, os veteranos do hardcore californiano Circle Jerks (update: cancelaram a vinda), mais banda finlandesa, chilena, argentina e a brasileirada, estrelada pelos cultuados Frank Jorge, Mickey Junkies, Loop B, Gangrena Gasosa, Inocentes, fora  Lucy & Popsonics, Dead Rocks, MQN, Guizado e a mais badalada formação indie brasileira do momento: Marcelo Camelo + Hurtmold. Mais? Duas das principais bandas indies para se ficar de olho hoje: Holger e Black Drawing Chalks, o primeiro paulistano, o último goiano.

* O SP Noise Festival, o braço paulistano do Goiânia Noise, ocorre na mesma semana com os gringos do Vaselines, Black Mountain, Black Lips, Flaming Sideburns (Finlândia), The Tormentos (Argentina), The Ganjas (Chile) e mais quatro dos brasileiros a confirmar. O local e a data estão sendo resolvidos nesta semana. O Helmet só faz show em Goiânia e Brasília, neste último dentro do Pílulas Porão do Rock.

* Black Lips, Black Mountain, Black Mekon (inglês), Black Drawing Chalks. É o maior festival “black” do planeta. Não seria uma má idéia trazer o Black Keys, o Black Kids, o Black Rebel Motorcycle Club, o…

* BELLE & SEBASTIAN NO BRASIL, MAIS OU MENOS - Os três integrantes do grupo escocês Belle & Sebastian que acompanham o Vaselines do grande Eugene Kelly são o vocalista e guitarrista Stevie Jackson (o lado pop do B&S e principal parceiro do líder Stuart Murdoch), o ótimo baterista Richard Colburn e o cabeludo baixista Bobby Kieldea.

* GLASVEGAS E A DEPRESSÃO BRITÂNICA - Deve haver uma explicação para o grupo escocês Glasvegas estar causando reboliço na música britânica com um som bacana de pop desgraçado. O primeiro álbum deles saiu faz alguns dias e tome som superdepressivo, desfilando pelas rádios, TVs e mp3 players letras de suplício amoroso, suicídio, sequestro, tortura e facada. Já falamos algumas vezes sobre o Glasvegas. No começo do ano, peguei essa molecada da alegre Glasgow em um show em Londres (abrindo para o Wombats) que me deixou transtornado. Ainda bem que tinha o Wombats para fechar a noite e afastar a névoa cinza daquela noite. O show do Glasvegas foi tão impiedosamente denso e carregado de dramaticidade espontânea que dava para cortar o ar do clube londrino com uma faca. Falando em faca…

* GLASVEGAS X METALLICA, A BATALHA DAS BANDAS - Tudo bem, pode ser uma fase inglesa mais negativa, sei lá. Mas o CD desse grupo indie-indie está com uma performance assustadora. Entrou direto em segundo lugar no chart “normal” inglês e nesta semana está vendendo ainda mais, a ponto de poder desbundar do primeiro lugar o CD novo peso pesado grupo Metallica, quando a contabilidade de vendas desta semana for fechada. Veja você o engraçado da coisa: Glasvegas x Metallica. Vou repetir: Glasvegas x Metallica. “Quase um Blur x Oasis”, disse o “Guardian”, lembrando a célebre disputa de singles sangrenta do britpop nos anos 90, uma das histórias mais saborosas da música jovem, das quais já devo ter falado (escrito) por aqui umas 200 vezes. O embate bizarro Glasvegas x Metallica é tão… bizarro que, dizem, o Metallica está se preocupando ultimamente em desmentir a conversa de que eles teriam adiado por uma semana o lançamento do disco novo deles para evitar a coincidência de datas e “fugir” da chegada às lojas do disco de estréia do pequeno Glasvegas.

* GLASVEGAS, SUICÍDIO, FACADA - Faixa a faixa, o bom CD do Glasvegas é só desgraceira, com uma sonoridade sinistra e por vezes fúnebre capaz de fazer o Interpol parecer uma banda ensolarada da Califórnia. Uma vez destaquei aqui a impressionante canção “Geraldine”, uma música sobre a assistente social que tenta convencer os desolados a não se atirar da janela. Pois bem. Não vou nem falar de um dos hits do disco, a faixa jesusandmarychainiana “It’s My Own Cheating Heart That Makes Me Cry”, música leve sobre “totally fuck the things up”. Nem vou comentar muito, também, sobre a abertura do CD, a espertíssima “Flowers and Football Tops”, que tem um minuto de introdução à lá velório e depois entra na história do sequestro, tortura e assassinato REAL de um garoto de 14 anos. Quase encerrando o disco de estréia tem a cabulosa “Stabbed”, que parece está sendo tocada em uma igreja do século 16. Fala sobre a iminência de ser esfaqueado, quando uma das mais preocupantes ocorrências na Inglaterra é o aumento dos crimes de faca, na periferia ou no centro de Londres. No Reino Unido inteiro, na verdade. Inclusive alguns crimes de faca por motivo algum, uma “mania” local. “Stabbed” (esfaqueado) do Glasvegas, na letra, relata o cara encurralado por uma gangue de rua (acho), tentando convencer  o algoz a não esfaqueá-lo.

* GLASVEGAS E O NIRVANA - Óbvio, a rapaziada do Glasvegas ia chegar ao Kurt Cobain. Os escoceses, dados a uma cover, fizeram uma releitura tétrica de “Come As You Are”, a seu modo. Está no MySpace deles uma prévia, de 30 segundos. E aqui embaixo, a Popload entrega a versão full. Ouve só.

GLASVEGAS - “COME AS YOU ARE” (Nirvana Cover, Completa)

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* O MAIOR SHOW GRINGO QUE O BRASIL JÁ VIU - Segundo você. O resultado da enquete que perguntou qual o show internacional mais marcante de todos os tempos no Brasil vem em forma de Top 20. Essas coisas são sempre polêmicas, não? O que eu achei bom foi que não ouve uma “ação” de fã-clubes na votação. Depois do Top 20, tem a sempre engraçada “leitura” completa da apuração. A brincadeira ficou assim:

1. Franz Ferdinand no Motomix - 46 votos
2. Arcade Fire no TIM Festival - 44
3. Pixies em Curitiba - 41
4. Iggy & the Stooges no Claro que é Rock - 38
5. Strokes no TIM Festival - 36
6. U2 2006 - 35
7. Nirvana no Hollywood Rock - 31
8. Pearl Jam - 29
9. Killers no TIM Festival - 28
10. Flaming Lips no Claro que é Rock - 27
11. Sonic Youth no Free Jazz - 24
12. Oasis debaixo de chuva em 2006 - 23
13. Nine Inch Nails no Claro Que é Rock
e Kiss 1999 - 21
14. Weezer em Curitiba - 20
15. Muse em SP - 19
16. Stones em Copacabana - 18
17. Ozzy Osbourne no Monsters of Rock - 16
18. Primal Scream no TIM Festival - 15
19. Ramones 1992 - 14
20. Guns N’Roses 1991 - 12 votos

- 115 turnês diferentes foram mencionadas;
- a galera do metal veio com tudo: Metallica, AC/DC, Guns and Roses, Slayer e Ozzy, dentre outros, foram mencionados no meio dos indies todos. E o Scorpions fez bonito, emplacando uma 21.a colocação;
- a Popload ficou com o coração partido com o relato de um leitor que, reclamando que nenhum show decente chegava à sua Sorocaba natal, votou no do The Calling, que tocou no aniversário da cidade e ainda no fim do show mandou um “Thank you, São Pauloooooo!”;
- o show mais antigo dentre os mencionados foi a turnê do Echo & the Bunnymen em 1987, e o mais novo, o do Hives, que teve 10 votos.

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* “MEUS PRINCIPAIS SHOWS INTERNACIONAIS NO BRASIL” - por Kid Vinil

- BELLE & SEBASTIAN - FREE JAZZ - 2001

“Eu estava na Trama nessa época e tinha lançado todos os discos do B&S, sempre fui fã dos caras e acompanhá-los durante  essa vinda ao Brasil foi a realização de um sonho. Ensinei o Stevie Jackson a cantar em português “A Minha Menina”, do Jorge Ben, que ficou famosa para os gringos com os Mutantes. Como forma de gratidão eles me homenagearam no primeiro DVD deles, usando um trecho em que eu apresentava a banda no programa “Lado B”, da MTV. Foi um show maravilhoso!!!”
 
- STEPHEN MALKMUS NA CHOPERIA DO SESC POMPÉIA EM 2002
 
“Por falar em homenagens, nesse show Stephen Malkmus me dedicou uma música do Fairport Convention (banda folk britânica da década de 60, da qual eu e ele somos fãs). Depois da dedicatória ainda brincou, dizendo “Dont Mess with The Kid”. Sempre fui fã do Pavement e a carreira solo do Stephen Malkmus me agrada muito!!!”

Kid Vinil é músico, jornalista, radialista, DJ, escritor e blogueiro . Acaba de lançar o livro ”Almanaque do Rock” pela Ediouro.

* PREMIAÇÃO DA SEMANA - Segue a folia de ingressos da Popload para os principais eventos de São Paulo. Mas a lista de prêmios está turbinada com o show especial grunge do Mudhoney. Tome tento.
1. Um ingresso para o Skol Beats
2. Um ingresso para o Planeta Terra Festival
3. Um ingresso para o show do Tim Festival do dia 23/10, em São Paulo (Gossip, Klaxons, Neon Neon)
4. Um PAR de ingressos para o Mudhoney no Clash, em São Paulo, dia 16/10.
 
Vem nessa. Emails ou comentários estão valendo.

* Chega de post. Oasis e Plastiscines vêm na próxima. Vou ali fazer Justiça.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , ,
08/09/2008 - 22:04

Popload na Itália: Sinto dizer, mas eu avisei!! ((final))

* Popload na Sicília.

placa na estrada para siracusa, sicilia

* Você vai chegando a Siracusa e de longe avista uma edificação gigante, branca. Ruínas gregas? Nada. A cidade, que já pertenceu aos gregos antes de os romanos a tomarem, recebe os visitantes com um cemitério. Enooooorme para uma cidade que nem tem uma população extraordinariamente grande. Ê, máfia…

* SIRACUSA É INDIE – O indie está em alta nesta parte bem ao sul da Itália. Mas aqui o termo tem outra serventia. Ele dá nome aos comerciantes que resolveram se rebelar contra a máfia local e não contribuir mais com dinheiro, em troca de “segurança”. Pelo que eu soube, começou com os comerciantes de bancas de frutas. Onde li, dizia até que os “rebeldes” chegam a botar placas na frente do estabelecimento dizendo “esta loja não contribui com a máfia”. Mas, em um rolê rápido pelo centro da cidade, essas placas eu não vi.

* RÁDIOS ITALIANAS – Estou atravessando o sul da Itália de carro, ao embalo de rádios bem bacanas daqui. Eu, que não acreditava em tantas rádios italianas decentes assim. Tem uma que chama Rádio Ibiza e toca rap francês, electro-rock inglês, experimentações dance italianas, o diabo! Tem a Radio DeeJay, que não compromete. Boa para ouvir os singles “da hora”. A Virgin FM, com sotaque inglês mas programação italiana, que toca basicamente velharia, mas sem xaropices. E tem a 105FM, minha preferida, que transmite direto de Milão. Emissora boa, toca o hoje olhando para o futuro. Muita rádio brasileira devia seguir o exemplo. Bota para rolar indie inglês e americano, rock italiano (a cena local), R&B e rap dos EUA, sem perder o rebolado. Não é que despreza o passado, mas acha mais interessante movimentar a música de agora. Difícil tocar “Under the Bridge”, dos Chili Peppers, ou “Daughter”, do Pearl Jam, ou “…My Way”, do Lenny Kravitz. Pode até tocar Chili Peppers. Pode até tocar “Daughter”. Mas não faz como as rádios brasileiras, que tocam como se a música tivesse acabado de ser lançada. Com a desculpa de “tocar para as pessoas de 30 e poucos anos”, acreditando em uma cascata que diz que essa é a idade dos que mais ouvem rádio e dos que gostam de músicas “de sua época”. Nhé!

* BAFO NO SHOW DO OASIS – A banda estava executando o hit “Morning Glory”, no último domingo em uma apresentação no Canadá, quando um cara da platéia invadiu o palco e empurrou o Noel Gallagher para a galera, com guitarra e tudo. O Liam, que estava cantando sem olhar para os lados, não viu o “stage dive” forçado do irmão e ficou sem entender a confusão. Quando se ligou, e os seguranças estavam levando o agressor para fora do palco, Liam saltitou engraçado e deu um safanão no cara. O show parou e a banda saiu de cena. Dizem que nos bastidores o Liam teria dado um chute na cara do fã doido, que foi direto para o hospital. Quando o show foi retomado, o Noel estava normal e o Liam transtornado, tanto que nem cantou muito das “suas” músicas. O vídeo da confusão está aqui.

* AMY ITALIANA – Sempre que a música “Non Ti Scordar Mai Di Me” começava a tocar no rádio, achava que estava ouvindo a inglesa lesada Amy Winehouse cantando italiano. Voz igual, levada igual. Descobri que era uma cantora italiana mesmo, chamada Giusy Ferreri. Depois, no hotel, vendo a MTV local, vi uma mulher parecida com a Amy. Quer dizer, se a Amy não usasse o cabelo de cavalo e fosse bem mais bonita e saudável (italiana). Era a tal Giusy Ferreri. Estou com preguiça de botar o vídeo da italiana aqui, mas o Youtube tem facinho. Dá uma procurada para conferir como seria a Amy Winehouse se ela usasse menos drogas e comesse mais macarrão. Fora que a música é bonita, dramática.

* ORLOFF FIVE FESTIVAL: HIVES, O SHOW DO ANO? – Por motivos óbvios, eu não consegui estar no Via Funchal, no final de semana passado, para conferir Hives, Melvins e Plastiscines (mais o “nosso” Vanguart). Mas a poploader Ana Bean foi lá, então é como se eu estivesse. E o que a Bean viu foi isso:

- “Achei que o show do Franz Ferdinand no Circo Voador, em 2006, tinha sido o mais próximo de Carnaval que um show indie pudesse chegar, mas a micareta do Hives no Via Funchal, sábado, foi tão (ou mais) divertida quanto.
- A noite começou pesaaada (literalmente) com um já grisalho Buzz Osbourne e o seu famoso cabelo Chico César do Mal. Fãs do Melvins se amontoaram e reagiam emocionados a cada movimento das baterias. Quem exagerou na reação, como um moleque que fez o (des)favor de atirar um copo de cerveja no palco, recebeu uma bronca bem-humorada, mas um tanto assustadora da banda. Fizeram a noite dos cabeludos e ex-cabeludos do Via Funchal. As meninas se divertiram com o roadie de sunga azul que circulou pelo palco como se estivesse no calçadão de Copacabana.
- As francesas Plasticines fizeram no Vegas, quinta, o show que deveria ter sido feito no Orloff. No clubinho da Augusta, elas se entenderam com o público e o show foi divertido. Honesto, melhor dizendo. Na imensidão do palco da Via Funchal, elas ficaram perdidinhas. O som não funcionava direito, a vocalista estava tensa e a comunicação com a platéia… FAIL. Ninguém reagia ao inglês, ou ao português afrancesado, muito menos ao francês das meninas. Começou pesado e acelerado, até perder totalmente a força depois que as três músicas conhecidas (ou não) foram tocadas. Irritadinha, a vocalista começou uma série de berros, encenou uma briguinha com um fã, insinuou um momento clichê lesbo-chic com a baixista, e finalmente perguntou: “Do you wanna see ‘Ze’ Hives???”. Platéia surta e daí já não tinha muito o que fazer.
- Entram os suecos. Nem precisaram tocar uma nota para o Via Funchal reagir. Elétricos, teatrais, não dava para tirar uma foto que não saísse tremida. Enquadrar o vocalista Howlin’ Pelle Almqvist em suas andanças para lá e para cá e a toda velocidade pelo palco era impossível. O guitarrista Nicholaus Arson (praticamente um Brendan Fraser do rock, haha) conseguiu a proeza de chamar ainda mais atenção, com suas piadas (e escarradas, vale dizer) e brincadeiras bem comédia pastelão. O carisma da banda fez até aqueles chatos e manjados “Eu Te Amo, São Paulo” ficarem divertidos. “Batam Palma!”, “Grita aí!”, “Parem!”… gastaram o português limitado mandando e desmandando na platéia. “Main Offender”, já a segunda música do show, provocou um tumulto bom, se é que isso existe. Micareta não é exagero, ninguém parou de pular mais depois disso. O último disco (“The Black and White Álbum”) permeou o show, mas “Tick Tick Boom” ficou para o bis, claro. Assim como “Hate to Say I Told You So”, que quase fez o “tumulto legal” virar coisa mais séria.”

* E o tumulto do Hives em São Paulo pode ser visto no vídeo de “Hate to Say I Told You So”, aí embaixo.

* A VOLTA DO MARS VOLTA? – Acho que já fiz esse título-piadinha em alguma outra ocasião, mas vale o repeteco. A banda de indie progressivo (haha) The Mars Volta vai estar por estes lados da América do Sul no começo de novembro. Não sei nada sobre o Brasil, mas parece que os shows viagem-barulho deles estão garantidos no Chile e na Argentina. Em Santiago, por exemplo, o TMV toca com o REM no dia 3 de novembro e com o Jesus & Mary Chain no dia 4. Deve sobrar para nós, espero.

* PROSTITUTAS ANÃS – Na lista de exigências da veterana banda americana Melvins, atração das boas do festival Orloff Festival, que balançou SP no final de semana passado, constava esse estranho pedido. A produção não conseguiu satisfazer os rapazes. E eles, bacanas, nem reclamaram. Ah, pediram cuecas-tanguinha também. É sério!

* UNIDOS PELO BOB DYLAN – Os folks também amam. Mallu Magalhães e Helio Flanders (Vanguart) são o novo casal indie da cidade.

katy perry no vma


* EU CORAÇÃO KATY PERRY –
Vou falar aqui: eu curto a Katy Perry. Ela é o Artic Monkeys da música pop baba americana. Explico: cada um bem na sua, e musicalidade à parte (óbvio), tanto Perry quanto os Monkeys constroem preciosas letras sacadíssimas sobre seu cotidiano. Os ingleses na vida árida de um moleque de Sheffield em sua cidade sujinha e (quase) sem graça. Ela no dia-a-dia “difícil” de uma garota da Califórnia, com seus namorados emos e suas amigas eeeeeewwww. Kate Perry tem sido uma das músicas do meu “verão”, aqui na Itália. “I Kissed a Girl” anda tocando mais que Madonna, que estava sendo bombada aqui na Europa por causa da passagem da sua turnê-furacão, essa que vai para o Brasil em dezembro. Da Perry, ainda se ouve bastante a “Ur So Gay”, o primeiro single, a música que ela fez para o namorado que demorava para se arrumar mais do que ela, na hora de saírem. E nesta semana está sendo lançado o novo single dela, “Hot N Cold”. A letra não é tão “polêmica” quanto a dos seus dois hits anteriores. Mas, tanto quanto a música em si, é bem esperta.  De novo, Kate se refere ao namorado (acho, pode não ser). Ao namorado bipolar. Uma hora é isso, outra hora é aquilo, reclama Perry. “We fight we break up/ We kiss we make up.” A música é um pequeno fenômeno dentro do fenômeno que é Katy Perry. Ela já havia entrado nas paradas de singles de download na Austrália, Canadá e EUA antes mesmo de ele ser lançado como tal, só porque a galera curtiu a música quando baixou o álbum. Na Inglaterra, enquanto “I Kissed a Girl” está em primeiro lugar, “Hot N Cold” já toca bastante. Nas rádios inglesas, tiraram o “bitch” da letra. Entrou “chick”, no lugar. A foto acima é de Katy Perry chegando segunda passada na gravação do VMA, o principal prêmio da MTV americana.

* ACABOU? - Ainda volto aqui para anunciar a promoção da semana e os ganhadores do prêmio francês. Rianna em São Paulo e Florianópolis em fevereiro, é?

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , , , ,
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