Noel Gallagher | Popload
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28/08/2011 - 14:28

Rock En Seine, 2 anos atrás: o fim do Oasis como nós o conhecíamos

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Em 28 de agosto de 2009, o Rock En Seine registrava o maior público de sua história. A galera, que se divertia ao som de bandas como Yeah Yeah Yeahs, Passion Pit e Vampire Weekend foi surpreendida por um fato que marcaria para sempre a história do festival francês: o Oasis, uma das maiores bandas de todos os tempos, finalmente se separou após (mais uma) tensa briga entre os irmãos Noel e Liam Gallagher, cinco minutos antes da banda entrar no palco.

Encerrando sua maior turnê mundial naquele ano, o show do Rock En Seine era o antepenúltimo da programação do Oasis, que havia recém visitado o Brasil com quatro shows e feito outras apresentações em locais como o estádio de Wembley e o Slane Castle, na Irlanda.

Em rota de colisão, Liam e Noel trocaram ofensas e chegaram a quebrar violões e guitarras no backstage. Noel, então, decidiu deixar a banda ali mesmo e mais tarde soltou um comunicado dizendo que não conseguiria trabalhar com Liam mais um dia sequer.

O show do Oasis foi prontamente cancelado. Recentemente, Noel disse que se arrependeu da decisão abrupta e que, se tivesse aqueles cinco minutos de volta, faria o show e aturaria Liam por mais um tempo.

R.I.P. Oasis.

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Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , ,
09/08/2011 - 16:33

Noel Gallagher diz preferir a chuva e que gostaria de ver Foo Fighters e Radiohead tocando suas músicas

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Noel Gallagher segue sua vida sem Liam e o Oasis. De surpresa, ele anunciou no início da tarde de hoje que mais uma música sua seria lançada. Trata-se de “The Good Rebel”, lado b de “The Death Of You And Me”, primeiro single do projeto High Flying Birds a ser lançado dia 21 de agosto.

A premiere da música rolou no programa do Zane Lowe, na Radio One e é uma mistura de “Rain” dos Beatles com “Tambourine Man” de Bob Dylan, como o próprio Noel descreveu em uma entrevista tempos atrás, quando a música ainda era apenas uma demo para o Oasis. “I don’t care for the sunshine”, ouve só.

A imprensa norte-americana destaca hoje uma entrevista que Noel concedeu para a Rolling Stone US, na qual ele diz que se sentiu mais “livre” para produzir seu primeiro álbum solo. “Para estar em uma banda, você tem de aceitar que aquilo será um compromisso. Dessa vez eu não tinha de explicar a ninguém como ia ser. Eu estava de saco cheio de escrever letras para outras pessoas. Foi um processo muito sereno e pacífico de gravação. Tenho certeza que vai ser compensado por uma porra de caos total e destruição ao vivo”, disse ele.

Sobre o Oasis, Noel confirmou que vai tocar algumas canções da banda em seus shows, diferentemente da Beady Eye. “Eu só vou tocar músicas que eu escrevi. Não é como eu ser o Morrissey e tocar uma música que outra pessoa escreveu para mim. Eu escrevi todas essas canções com todas essas palavras. Elas são minhas”, informou o Gallagher, que também confessou adorar a ideia de outras bandas tocarem músicas de sua finada banda. “Sempre pensei que a maioria das bandas deveria tocar canções do Oasis, de qualquer forma. O Foo Fighters definitivamente devia tocar algumas. Green Day poderia até fazer mais do que uma ou duas. Radiohead? Quer dizer, vamos encarar: seria uma noite bem melhor”.

Em 2005, quando o Foo Fighters andou abrindo alguns shows do Oasis, Dave Grohl & Co. fizeram uma versão bem FF para “Lyla”, então single de trabalho da banda do Noel e do Liam, no programa do próprio Zane Lowe.

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Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , ,
25/07/2011 - 10:06

Noel Gallagher canta sua liberdade

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Após dois anos longe da música e do fim do Oasis, Noel Gallagher voltou oficialmente hoje com o lançamento do vídeo de “The Death Of You And Me”, que está tocando nas rádios ao redor do mundo desde as primeiras horas da manhã.

Com uma pegada estilo “The Importance Of Being Idle” – uma de suas melhores músicas nos últimos anos de Oasis – o vídeo é meio farofa (pra variar), dirigido por Mike Bruce (que costuma fazer filmes western), mas tem uma parte legal que o Noel empurra uma garçonete gata e cheia de sonhos numa piscina.

“Watching my tv, or is it watching me? / I see another new day dawning / It’s rising over me, my mortality / And I can feel the storm clouds sucking up my soul”
, canta o irmão mais velho do Liam.

O single será lançado nas lojas dia 21 de agosto com uma b-side, “The Good Rebel”. Noel Gallagher’s High Flying Birds, o álbum, será lançado dia 17 de outubro na Europa. Nas Américas do Norte e do Sul, a data é 8 de novembro.

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Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , ,
06/07/2011 - 12:47

Noel anuncia disco e diz que a banda do Liam é “Ok”

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Novos tempos para o “Oasis”. Depois de Liam Gallagher manter o restante do que sobrou da banda e montar o Beady Eye, o irmão mais velho Noel quebrou o silêncio de quase dois anos e anunciou oficialmente sua volta à música hoje pela manhã, em concorrida entrevista coletiva realizada em um cinema em Londres.

Noel Gallagher and The High Flying Birds lança álbum homônimo dia 17 de outubro. Uma semana depois, ele começa por Dublin uma turnê mundial. A obra contará com 10 canções (metade delas escritas ainda para o Oasis e retrabalhadas) e teve a produção de Dave Sardy, que esteve à frente dos dois últimos álbuns da carreira do Oasis.

Além deste, Noel já tem pronto um segundo álbum, que será lançado em parceria com o chapado duo Amorphous Androgynous, ex-Future Sound of London. Mas este ficou para o ano que vem.

Noel, óbvio, teve que responder perguntas relacionadas ao fim do Oasis e ao seu irmão problema. De acordo com Noel, ele não se cansou do Oasis, mas sim de Liam. “Realmente lamento o fim do Oasis, pois faltavam só mais dois shows para terminar a turnê. Talvez se tivéssemos terminado, eu teria pensado melhor no futuro e não teríamos nos separado. Mas nossa última semana foi tensa. Dias antes, tivemos que cancelar nosso show no V Festival simplesmente porque Liam estava de ressaca”, disse o Gallagher, que contou sobre a briga final em Paris. “Quando cheguei ao camarim, ele começou a gritar, como os lutadores fazem na TV, se ameaçando. Daí ele jogou um violão em minha direção. Ele ficava rodando o violão como se fosse um machado. Olhei ao meu redor e ninguém da banda esboçou reação. Foi ali que resolvi sair. Ironicamente, na porta do camarim, um rapaz da organização do Rock En Seine chegou em mim e disse ‘vocês sobem ao palco em 5 minutos’”.

Sobre o Beady Eye, Noel fez algumas críticas, mas disse que não iria se alongar no assunto porque ainda tem alguns amigos na banda, como o guitarrista Gem Archer e o baterista Chris Sharrock e classificou o grupo é ‘ok’. “As letras não são tão boas. São piores do que as piores coisas que fizemos no pior álbum do Oasis. Vi a banda ao vivo pela TV, fiquei bem bolado”.

Ontem, o Beady Eye fez um show no iTunes Festival. Muitos fãs relataram que não foi uma das melhores noites de Liam, que estava visivelmente desconfortável. Em dado momento da apresentação, ele ofereceu uma música para Noel, o chamando de “Tony Blair do rock n’ roll”.

Durante toda a repercussão sobre Noel no Twitter hoje pela manhã, Liam mandou um “SHITBAG” em seu perfil, que nem é tão atualizado assim.

Noel está cotado para fazer um show surpresa no T in The Park neste fim de semana. O Beady Eye, do Liam, está escalado. Será que…

Confira o tracklist de NOEL AND THE HIGH FLYING BIRDS:
1. Everybody’s On The Run
2. Dream On
3. If I Had A Gun…
4. The Death Of You And Me
5. (I Wanna Live In A Dream In My) Record Machine
6. AKA… What A Life!
7. Soldier Boys And Jesus Freaks
8. AKA… Broken Arrow
9. (Stranded On) The Wrong Beach
10. Stop The Clocks

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Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , ,
01/07/2011 - 17:43

A Inglaterra ainda respira o “Oasis”

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* Popload em Londres.

Incrível como o termo “Gallagher” não deixa de ser mencionado por aqui desde 1994. As principais rádios daqui ainda dão um espaço considerável ao Oasis em suas programações. É fácil chegar em um estabelecimento comercial qualquer e se pegar ouvindo uma “Supersonic” ou “Live Forever”. Também não é tão difícil ir a um show qualquer e se deparar com algum moleque ou algum tiozinho vestindo uma camisa da banda de Manchester.

A Beady Eye, banda do Liam que se apresenta no Brasil em novembro, também tem sido bem comentada por aqui. O grupo é uma das principais atrações de diversos festivais europeus. Ontem, por exemplo, tocaram no belga Rock Werchter. Hoje e domingo se apresentam nos franceses Main Square e Eurocknéennes. Na próxima terça-feira, eles têm show marcado na lendária Roundhouse (estou até considerando dar um pulinho lá).

Hoje, a banda soltou em seu site oficial o vídeo para a boa baladinha “The Beat Goes On”, próximo single a ser lançado pelo grupo dia 18 de julho com uma b-side inédita, “In the Bubble With a Bullet”. Depois de apresentar praticamente a íntegra do álbum de estreia no Letterman semana passada, na noite de hoje a banda dará uma entrevista ao Alan Carr em seu programa no Channel 4 e fará uma performance desse novo single.

O clipe foi gravado recentemente, durante uma apresentação do grupo no festival Isle Of Wight, debaixo de muita chuva. Mesmo assim, o Liam não deixou seu inconfundível estilo de lado e resolveu mostrar todo seu espírito brit.

Enquanto isso, Noel continua na surdina. Se casou em uma cerimônia secretíssima faz duas semanas e corre o papo por aqui que ele pode dar uma entrevista coletiva anunciando seu primeiro álbum solo por esses dias.

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Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , ,
29/04/2011 - 17:02

Oasis e Primal Scream em SP. Festival de documentários mostra o filme da Creation Records

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Começou ontem em São Paulo a terceira edição do In-Edit Brasil, Festival Internacional do Documentário Musical, que acontece nas salas do MIS, Auditório Ibirapuera, Cine Olido, Cinesesc, Matilha Cultural e Instituto Cervantes até o próximo dia 8 de maio. Entre 6 e 12/05 acontecerá a versão carioca no Rio de Janeiro. Ao todo, são mais de 70 filmes nacionais e internacionais, dos quais 60 são inéditos no circuito comercial.

Alguns dos destaques da gringa são “Keep on Running”, sobre a Island Records, “Do it Again” (The Kinks), “Gimme Shelter” (Stones) e “What’s Happening! The Beatles in USA”. Estes dois últimos foram dirigidos por Albert Maysles, que será homenageado durante o evento. Aliás, o filme dos Beatles que será exibido é o da primeira versão que nunca foi comercializada e que só pode ser exibida na presença do diretor.

Uma das produções mais aguardadas do evento é “Upside Down”, documentário que conta a história da Creation Records, um dos selos mais marcantes da história da música britânica, fundado na década de 80 pelo músico e produtor escocês Alan McGee, que tem como alguns de seus principais méritos revelar ao mundo bandas como o Jesus and Mary Chain, Super Furry Animals, Primal Scream e um tal de Oasis.

Além de relatos do próprio Alan McGee, personagens importantes das bandas que fizeram parte do selo como Bobby Gillespie, os irmãos Reid e Noel Gallagher também dão seus depoimentos, mesclados a entrevistas, programas de TV e shows da época. Quando o filme foi finalizado, McGee resumiu que a obra é “sobre um lunático que criou uma gravadora e que termina ganhando milhões de libras”.

O filme, dirigido por Danny O’Connor, será exibido neste sábado (30), às 21h, no Cine Sesc. O horário alternativo é domingo, 1º, às 19h no Cine Livraria Cultura 2. No Rio de Janeiro, “Upside Down” será exibido no sábado, 7 de maio, às 19h, no Unibanco Arteplex Rio (Sala 3).

“Upside Down” deve chegar às lojas no mês que vem em DVD e terá exibição mundial no mês de junho. A versão em DVD será acompanhada por uma coletânea especial com bandas que fizeram parte da Creation.

Especialmente no mês de maio, a Popload estará diretamente envolvida com dois expoentes do selo. Teremos Popload DJ Set nos shows do Teenage Fanclub em São Paulo (11, The Week) e Rio (12, Circo Voador) e discotecagem conjunta com Alan McGee, criador do selo, dentro da programação do Festival Cultura Inglesa no dia 27, no Studio SP.

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Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , ,
28/02/2011 - 11:05

Galera no show do Foo Fighters sábado

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Diz aí se não é apenas Dave Grohl o cara capaz de juntar numa mesma foto Noel Gallagher e Pink? E ainda tem a louquinha da Juliette Lewis ali no meio. Niiice.

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Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , ,
14/02/2011 - 19:49

Liam Gallagher voltou com um álbum melhor que o “Definitely Maybe”… What?

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* Popload em Manchester e Birmingham.

* Não bastasse o Radiohead com seu anúncio surpresa-bombástico do seu novo álbum e todo o auê em torno do Arcade Grammy Fire, a semana começou com clima bem rock mesmo. Nas primeiras horas da madrugada vazou “Different Gear, Still Speeding”, álbum de estreia da Beady Eye, banda do Liam Gallagher, que tem basicamente a formação derradeira do Oasis, fora o Noel.

Aqui na Inglaterra as revistas têm dado amplo destaque para o grupo. Na capa estilosa/bizarra da Q está o Liam. Em todo tipo de jornais ou revistas do gênero se encontra matérias, entrevistas, reviews. A média das notas tem sido 4/5. As edições francesa, espanhola e italiana da big Rolling Stone tem Beady Eye na capa. A “missão” da banda, diz o Liam, é fazer um álbum de estreia melhor que “Definitely Maybe”, clássico do Oasis e obra marcante do Britpop que embalou toda uma geração nos anos 90.

O pior é que já tem gente dando corda. A NY Magazine, por exemplo, soltou na lata hoje o título: “Leaked: Beady Eye’s First Album Is Better Than Definitely Maybe!”. E ainda completaram: “The verdict: Yeah, no, just kidding about Definitely Maybe – but Liam Gallagher will impress people here.”. O “here” se dá especialmente porque a imprensa americana nunca foi de dar atenção para o Oasis, desde o incidente clássico do Liam cuspindo no palco da MTV no Video Music Awards de 96, quando a banda encanou de dar as costas para a América.

“Different Gear, Still Speeding” chega às lojas dia 28 de fevereiro e tem a produção de Steve Lillywhite, que já trabalhou com U2, Strokes e Arctic Monkeys. Em comparação com o Oasis, a produção é mais limpa e direta, sem muitas firulas, tanto que o álbum foi gravado em apenas 7 semanas. Sem o Noel, cai um pouco a genialidade das letras (que são boas), mas a banda supre isso bem com um gás renovado.

Uma das melhores é “Beat Goes On”, escrita pelo Andy Bell (ex-Ride).

O bamba Zane Lowe falou na Radio One que a Beady Eye vai provar a que veio “ao vivo”. Eles gravaram uma session no Maida Vale que vai ao ar no fim do mês. Em seguida o grupo sai em turnê pela Europa em março e abril. Em maio tocam no Japão. Já garantiram presença em alguns festivais gigantes como o Isle of Wight, Rock Werchter e Main Square. Quase todos os shows estão com ingressos esgotados. É o Liam se virando…

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Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , ,
20/12/2010 - 11:58

O ritmo continua para Liam Gallagher

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* Quem ainda dá bola para o Liam Gallagher? Eu. E a NME também.

O semanário britânico em sua edição corrente estampa Liam Gallagher e os demais membros do Oasis – fora Noel Gallagher – falando não só do que promete o futuro da Beady Eye (novo nome da banda agora), mas também elucidando pela primeira vez como foi o fim do Oasis, ocorrido cerca de um ano e meio atrás, antes de um show em Paris.

O brother Liam disse que Noel não estava mais com “o coração” na banda, porque a briga definitiva em si nem foi tão grave assim. “Foi só mais uma discussão entre eu e ele, o de sempre. Ele sendo ele, eu sendo eu. Não foi nada fora do normal. Creio que foi o desgaste. Acho que o coração dele não estava naquilo mais. Ele não queria mais estar conosco e começou uma briga. Joguei nas mãos dele. Nos dias de hoje, nós não temos relação alguma”, disse Liam, que contou que a ideia de seguir em frente sem o irmão se deu na mesma noite. “Eu fiquei puto quando nos separamos. Mas é a vida, não é? Merdas acontecem e você tem que seguir em frente. Decidimos continuar na mesma noite. Voltamos pro hotel, putos. Daí foi como ‘ok, vamos fazer isso’. Noel deixou o Oasis, sacou? Ele decidiu, simplesmente deixou a banda e fim de história. Cada um na sua”.

A matéria da NME ainda destaca “Different Gear, Still Speeding”, álbum de estreia da Beady Eye que chegará às lojas dia 28 de fevereiro. De acordo com a publicação, o trabalho foi gravado em apenas sete semanas, tem uma produção crua assinada por Steve Lillywhite (U2, White Stripes, REM, Arctic Monkeys), foi gravado “ao vivo” (sem takes separados) e que ao menos duas músicas têm potencial para serem “hinos”: “Kill for a Dream” e “The Beat Goes On”. Além delas, a revista destacou “Wigwam”, uma música psicodélica de 6 minutos escrita por Liam, provavelmente “a melhor dele até hoje”.

Na última sexta-feira, o iTunes francês soltou “por engano” trechos de 30 segundos de todas as músicas. Horas depois, o link foi retirado do ar. Isso não é novidade para a banda. Em 2005, “Don’t Believe The Truth”, do Oasis, caiu na rede de forma equivocada um mês antes do lançamento por obra do iTunes da Alemanha.

Na ordem: Four Letter Word / Millionaire / The Roller / Beatles And Stones / Wind Up Dream / Bring The Light / For Anyone / Kill For A Dream / Standing On The Edge Of The Noise / Wigwam / Three Ring Circus / The Beat Goes On / The Morning Son / Man of Misery / Sons of the Stage

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Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , ,
24/11/2010 - 12:19

Rock decide futebol na Inglaterra

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No próximo domingo, será realizado o sorteio para a próxima fase da FA Cup (Copa da Inglaterra) e, como não poderia deixar de ser, o futebol vai se misturar com a música inglesa. Duas figuras importantes do britrock contemporâneo – Serge Pizzorno, do Kasabian e Noel Gallagher – serão os responsáveis por sortear os cruzamentos que envolvem 64 times, entre eles o Leicester e o Manchester City, times do coração dos dois.

A relação do Kasabian e do Oasis é bem próxima ao futebol, a começar pela devoção dos fãs de cada banda, dadas as devidas proporções de cada uma. Pizzorno, que é torcedor do Leicester, time da cidade natal da banda, costumava fazer com seus amigos de grupo uma espécie de guerrilla gig em dias de jogos. No começo da carreira, eles adoravam armar o cenário de show na porta do estádio, para pegar o público que acabava de sair do jogo e não estava a fim de ir direto para a casa. Uma delas, inclusive, foi para “celebrar” a queda do clube para a segunda divisão inglesa, porque na cabeça deles era uma boa oportunidade de oferecer “música alegre” para compensar a tristeza dos torcedores.

No início desse ano, o Kasabian foi o responsável por lançar a camisa oficial que a Inglaterra usaria na Copa do Mundo. O detalhe é que isso aconteceu durante um show do grupo em Paris, terreno inimigo. A rivalidade entre Inglaterra x França pode ser comparada à de Brasil x Argentina. O vocalista Tom Meighan saiu do palco e voltou para o bis vestindo a camisa, sob vaias. Mesmo assim, ele continuou “desafiando” a plateia e começou a cantar “Fire”, música oficial da trilha da Premier League, e os ânimos foram contidos. Seria como se o Carlinhos Brown vestisse uma camisa do Brasil em um show em Buenos Aires, o que no fundo não seria má ideia…

Já Noel Gallagher é uma espécie de embaixador do Manchester City, time médio que é mais conhecido por ser rival do United, clube mais popular de lá. Sempre que pode, viaja até sua cidade natal para ver jogos do time. É figurinha carimbada no estádio do clube, costuma dar entrevista coletiva após os jogos como se fosse um jogador e regularmente participa de programas da rádio Talk Sport “analisando” a rodada. Na época do Oasis a banda nunca se apresentou no estádio do rival Manchester United, por exemplo. Atualmente está em exibição nos cinemas da Inglaterra um documentário sobre a temporada passada do City e um dos personagens centrais da história é o Gallagher.

O sorteio da FA Cup será transmitido ao vivo pelo site oficial da entidade e pela iTV britânica. Por lá, anda rolando constantemente essa chamada na TV, como se fosse propaganda de uma luta de boxe.

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Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , ,
10/11/2010 - 08:35

Liam Gallagher volta aos anos 50

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Foi lançada hoje a primeira música da Beady Eye, o “novo” Oasis, que tem o Liam, mas não tem o Noel. “Bring the Light” é o single de entrada para o álbum ainda sem nome do grupo que tem na formação Gem Archer, Chris Sharrock e Andy Bell, todos remanescentes da última formação do Oasis.

Liam, que sempre descreveu o som como um “rock cru, dançante” e com uma leva de anos 50/60 com batida de Jerry Lee Lewis, veja só, não estava brincando.

O single sai em formato físico numa edição limitada de 4.000 exemplares em vinil no dia 22 de novembro e terá uma lado b chamada “Sons of the Stage”, cover da banda 80’s World of Twist.

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Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , ,
05/11/2010 - 18:29

A volta do Oasis. Ou quase isso.

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Já que muita gente pergunta sobre, vamos atualizar as Gallagher’s news.

O burburinho que começa a tomar forma na Inglaterra envolve a Beady Eye, também conhecida como o Oasis sem o Noel Gallagher ou, se preferir, a “nova” banda do Liam, seu irmão. Desde o fim do Oasis em agosto do ano passado, os dois irmãos encrenqueiros não se falaram mais e, ao que parece, suas carreiras começam a tomar rumos bem distintos.

Enquanto Noel Gallagher trabalha na surdina gravando demos para seu primeiro álbum solo e recebe a ajuda de músicos como Paul Weller e membros do Zutons e do Hours, Liam Gallagher e os membros restantes do Oasis (Andy Bell, Gem Archer e Chris Sharrock) recrutaram o guitarrista do Gorillaz (Jeff Wootom) para tocar baixo no grupo, fazendo com que Andy Bell, ex-baixista, assuma as guitarras que foram de Noel durante 18 anos.

A Beady Eye já gravou seu álbum, dirigido por Steve Lillywhite e masterizado por John Davis, ambos com currículos extensos e trabalhos envolvendo U2, Rolling Stones, Led Zeppelin, Joy Division, REM, Prodigy, Arctic Monkeys e por aí vai.

Oficialmente, a Beady Eye estava na defensiva. Liam não vinha dando entrevistas e, quando falava algo para a imprensa, desconversava e não informava nada de concreto. No entanto, nesta sexta, o grupo confirmou que “Bring the Light” será o single que apresentará a Beady Eye para o mundo no dia 22 de novembro, junto com a b-side “Sons of Stage”. Semana passada o grupo gravou o clipe para o single e a direção, parece, é assinada pelo comediante Richard Ayoade.

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Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , ,
08/10/2010 - 11:46

Give Lennon a chance

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* Feliz aniversário amanhã para o Lennon, hoje para a Bean.

* O Google está cool em seu Lennon weekend.

* E esta é a pequena homenagem da Popload ao ex-beatle, que amanhã completaria 70 anos. Como estaremos no SWU, já antecipamos aqui nossa homenagem a um dos maiores ícones da história da cultura pop.

THE RASCALS – “INSTANT KARMA”

* Neste sábado, diversas manifestações e eventos em comemoração à data acontecerão ao redor do mundo. Em Nova York, onde Lennon viveu quase 10 anos, acontecerá uma “festa de aniversário” no City Winery. Em novembro, acontecerá um show tributo que contará com as participações de Cyndi Lauper e Patti Smith.

* Na região de Reykjavik, na Islândia, Yoko Ono acenderá a torre do memorial “Imagine Peace”, onde haverá uma apresentação da Yoko Ono Plastic Band, com o filho Sean.

* A gravadora EMI lançou um box contendo onze discos da fase solo de Lennon, todos remasterizados, além de demos inéditas gravadas em estúdio.

* Em Cleveland, no Hall da Fama, estão programadas diversas manifestações, como uma exibição de imagens das duas inclusões de Lennon no Hall. A primeira em 1988, através dos Beatles e a outra em carreira solo, no ano de 1994.

* Já na França será lançado “John Lennon, New York 1971-1980”, livro de fotografias captado por Bob Gruen, seu antigo vizinho e amigo, que retrata a vida de John no período que ele morou nos Estados Unidos.

* Este mesmo post vai crescer em homenagens a John Lennon.

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  1. Eu, você, o Matt, a Kim, o Alex, o Eddie, o John, o Paul, a Mica, o Mickey… Todo mundo!
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  3. Garanta seu ingresso para o “supermarço”, mas pode ir com calma. Mais: Pavement, as crianças e o revival cool dos anos 90. E, para acabar, uma notícia: os Beatles voltaram
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , ,
25/05/2010 - 11:14

O “novo” Oasis

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Liam Gallagher divulgou hoje o nome de seu “novo” Oasis: Beady Eye.
A banda, que será formada pelo Oasis como você o conhecia – menos o Noel, óbvio – está em estúdio trabalhando com o produtor Steve Lillywhite, que tem na bagagem trabalhos com Rolling Stones, Talking Heads, Smiths, Morrissey e U2, certo grupo que ele descobriu e com a qual ganhou 4 Grammys.
Esse “novo” Oasis é formado pelo line up mais recente da banda, com Liam nos vocais, Gem Archer e Andy Bell (antigo baixista) nas guitarras e Chris Sharrock na bateria.
O novo baixista, que substitui Noel na teoria e Andy na prática, é Jeff Wootom, que atualmente é músico de apoio do Gorillaz, grupo do Damon Albarn, amigo de longa data do Liam.

Eles até soltaram uma foto “beady eye” da banda em estúdio.

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  1. O amor e o horror. E vice-versa. (fora as datas do Oasis)
  2. London Calling: batom vermelho, peixe e fritas. O maior Reading Festival de todos. Ting Tings indo aí. La Roux fofura. O fim do Oasis? E muito mais (título provisório)
  3. Popload no DVD do Oasis
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , ,
18/09/2009 - 13:02

O filme indie do ano. Noel Gallagher anunciando quem ganhou prêmios da Popload. Bono fazendo um “rap” esquisito e exclusivo para o blog. Kanye West tomando o meu microfone e dizendo que… Mais: “Paris” em Paris. A dance music do Julian Casablancas. E o que a gente aprendeu com o Twitter nesta semana

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* Não, Kanye. Aqui não! Nem vem que…

* Droga.

* Music scene is crazy. Bands start up each and every day. I saw another one just the other day. A special new band. I remember lying. I dont remember lies. I dont remember what. But I dont care, I care, I really don’t care.
Did you see the drummers hair?

pavement
Oba. Vou ressuscitar minha camiseta do Pavement, que eu comprei da mão do baterista :))

* Do Brooklyn para Goiás. Dirty Projectors não só vem mesmo ao Brasil, para o Goiânia Noise, no final de novembro, como deve tocar em São Paulo no filhote SP Noise no dia 2 de dezembro. Niiiiiiiiiice.

* Falando em Brooklyn, a conta é a seguinte: tosqueira + Ramones + lo-fi + Williamsburg + Jesus & Mary Chain + disco novo + guitarra surf desafinada + vontade de chorar = Vivian Girls.

 

Vivian Girls parece as bandas ruins de meninas brasileiras dos anos 90. De novo: niiiiiiiice!

* FRANZ FERDINAND EM SÃO PAULO – Não se desespere (muito). Você sabe onde está sua última chance de ver a banda FF no The Week, dia 30, né?

franz

* RAP, INDIE E VIOLINO: KID CUDI + RATATAT NO LETTERMAN - Hey, Dave. What tha fook is going on? YouknowI’msaying?

* O QUE EU APRENDI COM O TWITTER NESTA SEMANA – Você sabe que no mundo moderno, no novo jornalismo, no Vaticano, no espaço sideral, na “Folha de S.Paulo” e no cotidiano do Serguei, o Twitter tem sido o principal assunto. Estréia agora na Popload uma nova seção semanal que trará uma espécie de “highlight” do que nos fez parar para ler ou clicar ou pensar no Twitter nos últimos dias. Em cartaz, neste post, tem de tudo: Kurt Cobain x Guitar Hero, Pavement, Franz Ferdinand world exclusive, Susan Miller e o 17 de setembro, José Mayer, Maísa e Roger, o não-arrastão carioca e outras lições de vida.

@NMEmagazine Pavement reform: it’s official http://www.nme.com/news/pav…

@biagranja BEATALLICA = uma banda que toca beatles com uma pegada de metallica: http://migre.me/7ckg

@trabalhosujo Maisa, aquela do Silvio Santos, e Roger, do Ultraje, JUNTOS – http://migre.me/7c2M

@NMEmagazine Bon Jovi joins ex-Nirvana members in condemning Guitar Hero over Kurt Cobain http://bit.ly/AhUwH

@URBe Caralho! Acabei de passar pelo túnel Dois Irmãos minutos após o arrastão. Que cena desoladora… Carros abandonados, policias orientando…… (cont.) as pessoas com megafones: “motorista que abandoram os carros, podem voltar, o túnel está aberto!”.

@gabi_asa Sabe o q eu descobri ? q não tinha arrastão nenhum no zuzu angel, era escapamento de moto … corri muito e a toa ? eu mereço, q sacanagem !!

@leandromp Região da rua Funchal tem mais helipontos que pontos de ônibus – http://migre.me/7cBa #onlyinsaopaulo

@dlima “Esta música da MENINA MAÍSA com o Roger é melhor do que 90% do rock produzido no Brasil na década”.

@terciors E o Daniel Castro saiu da Folha e foi pra Record “dirigir” o Gugu: http://tinyurl.com/lztjdb

@_cecilialara A quem interessar possa, tem quase ninguém na fila da 100% VIDEO em BAURU pra comprar ingressos pro franz ferdinand. FML

@alissongothzzzz A fila do 2o dia do Maquinaria c/ Panic at The Disco e Evanescence vai estar tipo Brazilian Emo Convention. #brazilwantstokyohotel #NOT

@MyHolger Um amigo meu me falou um dia: “o segredo da felicidade é não ter amor próprio”

@the_augustos Desanimado total de ir pra afterparty do Marc Jacobs no Hiro :s E a Courtney Love tava beeem alterada no desfile do Narciso Rodriguez agora pouco. Ela nao deixou a Suzy Menkes ver o desfile…

@diegomaia Olha o Mika apoiando a Lily Allen na batalha contra os moinhos de vento da pirataria: http://twitter.com/mikasoun… Abs

@puroglamour Mano, ceis tão ligado que hj é o dia mais punk da história em todas as galáxias, de acordo com a susan miller né?

@encostanoacosta: Estou com medinho de amanhã por causa de uma mulher que nem conheço. MORRA SUSAN MILLER VACA OBSCURANTISTA!

@flaviadurante Meu, nunca mais leio merda de horóscopo, fiquei apavorada. muita nóia, tô fora!!! aliás, nóia agora tem acento ou não?

@mrmanson Novelas com o Zé Mayer não duram mais que 9 meses por conta da epidemia de licenças maternidade no elenco. #zemayerfacts

@movethatjukebox Ingressos pro show extra do FranzFerdinand se esgotam em 15 minutos!

@gabrielaspinola Franz Ferdinand tá em turnê, certo? Vão passar aqui no Brasil? (*I hope so*)

@solonbro Alguém já fez um levantamento de quantas vezes ele [Lúcio Ribeiro] acerta nessas previsões [de shows no Brasil]? eu chutaria algo como 1 em 10.

* O PASSION PIT E A ALEXA - Sabe a Alexa Chung, né? A namoradinha do Alex Monkeys Turner e a darling jovem britânica da hora, que agora tem um programa na MTV americana? Pois há alguns dias a banda Passion Pit, de Boston, tocou ao vivo no show da Alexa. Três coisas: não sei mais se a Alexa é namoradinha do Alex ainda; ela não aparece no vídeo :( ; e a performance do Passion Pit para “The Reeling” é incrível.

 

* NOEL GALLAGHER, BONO E A POPLOAD - Hahaha, este blog já foi bom, viu. Nesta semana fui lembrado por um leitor, o Lucas, que lááá em 2000, quando ainda era coluna e residia na Folha Online, eu postei dois áudios incríveis.

1) Um foi tirado de uma entrevista que eu fiz por telefone com o Noel Gallagher, o dono do extinto Oasis, para o caderno Ilustrada (“Folha”). No final do papo, não sei onde eu tive a cara de pau de pedir para ele se identificar e ainda por cima anunciar os vencedores dos prêmios que eu estava dando naquela semana, na coluna.
O Lucas foi um dos três que ganharam o CD “Familiar to Millions”, ao vivo do Oasis, junto com o Fernando (Paiva) e o Max (Lennon) e tiveram seus nomes “cantados” pelo Noel. Ouve aí.

2) O rap do Bono. Na verdaaaaaade, não é um rap. O líder do U2 deu tiros na Popload. Hã?
Assim: em novembro de 2000, fui enviado pela “Folha” ao Rio para acompanhar a visita do U2 ao Brasil. A banda veio divulgar o álbum “All That You Can’t Leave Behind” e, ao vivo, só faria uma apresentação exclusiva e fechadíssima no Projac, da Globo, para ir ao ar no “Fantástico”. Assisti a esse minishow ao lado dos caras do Jota Quest, lembro bem.
Enfim, antes de ir à Globo, interceptei Bono e o baixista Larry Mullen no Copacabana Palace para uma entrevista. No final do papo, Bono pegou o gravador da minha mão e disse: “Isto é para seu web site. É como Wyclef Jean [rapper americano dos Fuggees] mostra respeito por alguma coisa. E eu vou mostrar respeito por vocês agora”, disse Bono.
E, em um dueto exclusivo, Bono e Larry mandaram um “rap” para os leitores da Popload. Na verdade, ensinado pelo rapper, eles estão fazendo com a boca um barulho similar a uma rajada de 21 tiros, para saudar a chegada deles em terras alheias. Bono fala isso no final. Confira.

 
* RADIO HEADS - Quatro amigos jornalistas estão nas ondas do rádio, em dupla, percorrendo trajetórias contrárias e fazendo agora ilustre companhia ao Poploaded (apresentado por mim e pelo Fábio Massari) na transmissão de músicas boas e muitas bobagens faladas (no bom sentido, pois não?). Do rádio convencional para o virtual, o famoso programa “Garagem” voltou à vida nesta sexta-feira depois de uns três anos fora de circulação. Agora no site da Show Livre, André Barcinski e Paulo César Martin apresentam as duas horas garagísticas, mais ou menos sem a companhia do Alvaro Pereira Junior, completamente sem a Espetacular Larissa atendendo telefone, porém contando com a versão 2009 bombator de Nipo-Luso.

Da internet para o “velho” rádio, o “Qualquer Coisa”, capitaneado por José Flávio Junior e Paulo Terron ganhou espaço na Oi FM, segundas às 22h. O “Qualquer Coisa”, que começou captado como podcast por um iPod em cima de tábua de passar roupa, é conduzido na verdade um trio de apresentadores, completado pelo músico Max de Castro.

* FRIENDLY FIRES TOCA “PARIS” EM PARIS - Essa eu queria ter visto. Mas, através dos olhos (e da câmera) de um amigo meu na França, a Popload conferiu in loco a banda Friendly Fires tocando uma das músicas indies mais bonitas dos últimos anos no lugar de sua inspiração.
É tipo Caetano tocando “London, London” em… Hahaha. Zoeira, óbvio.

De todo modo, eis os nossos amigos do FF prometendo que um dia vão viver em Paris para os parisienses.

O som está meio abafado e ruidoso porque a câmera estava perto das caixas. No refrão parece um cover do Motorhead para “Paris”. Mas o recado a Paris está muitíssimo bem dado.

* JULIAN SOLTO NA PISTA – É este o primeiro resultado completo da viagem-solo-pra-valer de Julian Casablancas. Enquanto o Strokes não dá as caras, o vocalista soltou seu primeiro e delicioso single via MySpace. A oitentista (?) “11th Dimension”, parece, será lançada naquele formato antigo dia 2 de novembro. O álbum completo – “Phrazes For The Young” – deve aparecer nas lojas que ainda existem antes, em 19 de outubro e mais antes ainda naqueles lugares que estão a um clique do seu mouse. A produção ficou por conta de Jason Lader e Mike Mogis, do grupo Bright Eyes. Como ando matemático, fica assim: Strokes + New Order + Pet Shop Boys + Ian Brown = Julian solo. Incrível.

* MUSE NO BRASIL - Calma. Eles não estão vindo aí. Eles vieram aí.

Antes o disco novo e sinfônico do Muse. O que eu tenho para falar é que “I’m not plugged in, babeeee”. Estou ouvindo esse “Resistance” faz alguns dias e achando chato. Esse papo de “disco diferente, ousado, que vai desafiar os fãs” geralmente soa cascata. E é exatamente o que eu acho nesse caso. Vou ouvir mais, porque sempre curti a banda e identifiquei algumas coisas boas aqui e ali no disco. Mas não vem com ópera, Bellamy.

Acho que o Muse atingiu, principalmente na Inglaterra, um estágio de banda de estádio perigoso e estava num momento de tentar algo realmente… ousado. Mas um “Ok Computer” parte 2 misturado com Queen não dá. Ou dá, sei lá.

Mas o lance é que, para esperar esse “Resistance”, o Muse foi soltando vídeos caseiros “on the road” de sua última turnê mundial, chamados “Join the Resistance”. No “Week 4″ a banda reserva oito minutos para a parte sul-americana (+ México) do giro. Destes, pouco mais de um minuto, no finalzinho, começando no 7:05, o Muse mostra cenas do Rio e de S.Paulo. No Rio eles comem uma minhoca na rua (!!!!) e em SP a galera enlouquece com “Knights of Cydonia”. É assim:

*****

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O carinha com camiseta do Joy Division, numa loja de discos, travando uma batalha amorosa inglória com a mocinha. Nick Hornby? Não, “(500) Days of Summer”, o filme indie do ano. Nem vou mencionar o Red Lorry Yellow Lorry da prateleira de vinil…

* (500) DAYS OF SUMMER: O FILME INDIE DO ANO - Filme já citado neste blog neste ano, quando o “trailer dos Smiths” começou a circular, está chegando por aqui o cativante “(500) Days of Summer”, a produção americana independente do ano.
“Summer”, que não tem nada ver com a estação do ano, mas é o “filme do verão” (está bom, eu paro…).
“(500) Dias com Ela”, no título nacional, é um dos grandes destaques da espetacular edição 2009 do festival internacional de cinema do Rio de Janeiro, que começa agora dia 24 e invade outubro com Tarantino, “District 9″ e o escambau.
No Festival do Rio, “Summer” (ou “Ela”) vai ter sete exibições. A primeira é às 19h15 do dia 29 no cinema Odeon Petrobras.
“Summer” deve passar também na Mostra Internacional de São Paulo, no final de outubro. E, por fim, está marcado para entrar em cinema “normal” no dia 13 de novembro.

Os vários e famosos slogans do filme contam por si só a história de “Summer”.
- “Esta não é uma história de amor. É uma história sobre o amor”.
ou
- “Garoto conhece garota. Garoto se apaixona. Ela não.”

Mas o que mais sintetiza a história foi a manchetinha de uma revista de cinema inglesa, que foi ao ponto: “It’s the same old story. Boy meets girl, boy loses girl, boy embarks on amusing nonlinear desconstruction of love affair”.

Dirigido pelo novato Marc Webb, “Summer” mostra o garoto-de-firma Tom (Joseph Gordon-Levitt, que era da série “3rd Rock from the Sun”), que não se entusiasma muito com romances porque espera “a pessoa certa”. Enquanto espera a “the one”, Tom, um verdadeiro e jovem Rob Gordon (“Alta Fidelidade”, Nick Hornby), dedica sua vida à música pop, em especial bandas tristes inglesas, tipo Joy Division e Smiths.

Até que um dia ele conhece no elevador a nova secretária de seu chefe, Summer, interpretada pela linda e cool Zooey Deschanel, também conhecida do mundo indie por ser cantora do grupo americano She & Him, na verdade uma dupla.

Viram melhores amigos, depois namoram, mas logo Tom e nós descobrimos que Zooey tem um problema bem sério: ela não acredita nadinha no amor.

O trailer do filme, já colocado aqui na Popload alguns meses atrás, traz a cena do elevador, de Tom conhecendo Summer. Os Smiths vão levar essa culpa.

A Zooey atriz canta Smiths no filme, no caso “There Is a Light That Never Goes Out”. E a Zooey cantora grava Smiths para a trilha sonora do filme, no caso “Please Please Please Let Me Get What I Want”.

A gente vai falar mais de “(500) Days of Summer”, por aqui.

* PRÊMIOS DE LONDRES – VENCEDORES (MAIS OU MENOS) – Dos três prêmios a sorteio, vou anunciar agora dois ganhadores. A camiseta do Reading Festival tem seu vencedor conhecido no próximo post.
1 – Um single de “Crying Lightning”, vinil, do Arctic Monkeys
Julia Vedder, Belo Horizonte, MG (parente do Eddie Vedder?)

2 – Coletânea indie “Anthem” da “Q”, dupla, com os hinos dos últimos anos. De Kasabian a Stone Roses, de Libertines a Calvin Harris, de QOTSA a MGMT.
Renato A. Souza, acho que São Paulo (quando não botam a cidade, é São Paulo…)

3 – Segue no sorteio, via comentários ou no lucio_ribeiro@ig.com.br, a camiseta incrível oficial do Reading, com um monstro na frente comendo um braço (!).

Ok?

Notas relacionadas:

  1. Facebook, Twitter, iPhone e alguma coisa sobre música
  2. Ferrou: Dandy Warhols quis a morte de Michael Jackson. Extra: como o Twitter vai salvar a música. Xi, Brasil: o indie e a gripe. Nheca: o indie e o cocô. E mais Jacko e o Glasto-tal. E o Blur me esperando
  3. O indie nacional está nu (peladão, mesmo). Popload Gig 2. O Faith No More, o Killers e o Franzzzz na nossa mira. O Pata e o Julian. Os Monkeys e a La Roux
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , ,
30/06/2009 - 08:03

Ferrou: Dandy Warhols quis a morte de Michael Jackson. Extra: como o Twitter vai salvar a música. Xi, Brasil: o indie e a gripe. Nheca: o indie e o cocô. E mais Jacko e o Glasto-tal. E o Blur me esperando

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* Michael? MICHAEL?

* Correria, hein? Jacko e Glasto agitaram a nossa vida pop nos últimos dias. Obviamente mais o primeiro caso.

Camiseta-sucesso do Glastonbury deste ano. O astro Michael Jackson morria na sexta-feira enquanto o famoso festival britânico estava em plena atividade em seu primeiro dia. Histórica.

* No quesito “minha vida”, algo que está agitando também é uma gripe forte. Mas não é isso que você está pensando, não…

* Popload em Londres. Se tudo sair como o planejado, este blog será escrito nos próximos dias direto da capital inglesa, na companhia de uma galera como Blur, Friendly Fires, Franz Ferdinand, Passion Pit, Foals, Vampire Weekend e. Vamos ver o que rola.

* Estou indo, claro e especialmente, para o Blur no Hyde Park. Porque, você sabe, eu tenho uma parklife.

Não sou só eu. All the people. So many people.

* O “CASO FAITH NO MORE” - Muito ouriço sobre a vinda da turma do Mike Patton para estes lados. A Argentina começaria a vender os ingressos para seu show de outubro nesta segunda-feira, com absurda procura. Em Santiago, as 25 mil entradas já, a esta hora, devem estar esgotadas, tamanho o fuzuê chileno para ver a volta do grupo. Aqui no Brasil… Apesar do silêncio incômodo, a banda, sim, deve estar fechada para vir ao país. O tecladista Roddy Bottum disse que o Faith No More não tocar no Brasil é como se ele comesse seu próprio cocô. Que beleza. Falou “poo”, em inglês, mais infantil. Mas no fim dá na mesma. Vai, Brasil. Anuncia os caras.

* O INDIE E A GRIPE SUÍNA - Essa história é tragicamente boa. Já não basta a crise econômica para ficar atrapalhando os shows gringos futuros… A recente turnê do músico sueco Jens Lekman pela América do Sul (ele tocou em São Paulo, Santiago e Buenos Aires) rendeu ao cantor a “doença da moda”, a gripe H1N1, mais (erroneamente, dizem) conhecida como gripe suína. O coitado está de quarentena, diz. Não pode sair de casa. Está vendo o verão pela janela, disse em seu blog. Lekman sofreu, segundo seus relatos. A doença “pegou” quando ele estava retornando à Europa, num avião da Air France. Tremedeira e alucinações causadas pela febre, que apertou sob o Atlântico. Pediu ajuda a bordo e a delicadeza francesa solicitou que ele esperasse o avião aterrissar. Começou a sofrer “segregação” no vôo, por parte dos passageiros sentados próximos a ele. Foi ao banheiro “se isolar” e desmaiou no vaso. Ele não vai esquecer mais os shows que fez por aqui.

* EXTRA! DANDY WARHOLS QUIS A MORTE DE MICHAEL JACKSON (E, MAIS, A RELAÇÃO DE JACKO COM O INDIE) - Simples assim. A banda de Portland, que já teve sua glória indie e cujo líder tem o descolado nome Courtney Taylor-Taylor, botou em letra de música em 2003 que esperava a morte do astro pop. Tudo por causa dos Beatles. É assim:

Na letra de “Welcome to the Monkey House”, faixa que abre o CD de mesmo nome e que na sequência tem a incrível “We Used to Be Friends”, Taylor-Taylor canta o seguinte:

“When Michael Jackson dies we’re covering Blackbird”.

Michael na época era dono do espólio dos Beatles e tudo o que ligasse o grupo de Lennon & McCartney tinha que ter sua aprovação. E o Dandy Warhols queria fazer uma cover de “Blackbird”. Para isso, precisava que Michael Jackson morresse. Entendeu? Hahaha.

Na letra, Taylor ainda tira uma onda do fato de que o DW fazer uma cover de tal música não seria absurdo, nem considerada cover. Porque quase ninguém conhece “Blackbird” ou sabe que é música dos Beatles. A não ser que alguém no rádio fale isso antes de tocar a canção. Taylor zoando geral.

No fim, óóóbvio, a prometida cover dos Beatles há seis anos foi cobrada agora pelos fãs, via internet, NO DIA SEGUINTE DA MORTE DO MJ. Agora vão ter que fazer, hahaha. E botar nas rádios como “música do Dandy Warhols”, porque ninguém vai reconhecer.

No site oficial da banda já tem uma resposta a isso:

“Hey. Since the tragic news of Mr. Jackson’s passing yesterday, we here at the website have been besieged with requests of the status of The Dandys’ cover of The Beatles’ “Blackbird”, as foretold, and some would say, fore-promised (that’s probably not a word), in the title track of our 2003 album Welcome To The Monkey House.
“Please note that this was not an anticipated event and we had no cover of “Blackbird” all rearin’ to go. I mean, how could we? With both Courtney and Fathead currently out of town we cannot say when we will be able to get to this cover of “Blackbird”, but we will, as soon as we are all together and able, since we have come to find that it means so much to a lot of you.”
Genial.

* Ainda neste post, “Jacko e o indie”.

* GLASTONBURY 2009 - O consenso é que o famoso festival lamacento britânico foi “morno” nesta edição. Aham… Acho que, desta vez, só uns 100 shows foram legais, dos 1200 que tiveram. Haha, inglês tem uma outra medida para as coisas. Blur fechando o show com “Universal”, a zoeira indie de La Roux e Micachu, Franz Ferdinand mandando “No You Girls” e Kapranos falando para a multidão “Sometimes I say stupid things because I never wonder how the girl feels. How the girl feels. How the girl feels…”, Dizzee Rascal mandando “Stand Up Tall” e “Bonkers” na sequência no áudio com o público mais louco que eu ouvi (Radio One) desde Chemical Brothers fazendo “Hey Boy Hey Girl” tipo 2000, Neil Young e Paul McCartney cantando juntos “A Day in the Life”, dos Beatles. Esse foi o “Glastonbury chato”, de longe o festival mais fácil, graças à “modernidade”, de ser ouvido e visto sem ter que sair de casa da história. Já falo mais sobre isso.


O Glastonbury sempre deixa a fazenda com esse visual as segundas de manhã… (Foto: foodbymark)


…E geralmente deixa assim quem o acompanha durante todo o final de semana. Ou pelo menos quem tenta acompanhar. (Foto: Crouch24/7)

Mal termina a edição do festival e muita gente já fica tensa, projetando e querendo saber quais bandas vão tocar no Glastonbury do ano seguinte. A crítica especializada corre sempre atrás, querendo saber quais serão as bandas headline e, principalmente, quais bandas novas aparecerão nos palcos alternativos para que sejam criados novos hypes. Enfim, é grande o número de pessoas que considera o Glastonbury o “maior e mais importante festival de música do mundo”. Só que essa máxima de festival mais importante para a música, segundo o Alex Kapranos, não precisa ser necessariamente levada em conta, após uma das frases mais comentadas do último final de semana, falada por ele à BBC. “Você não precisa assistir aos shows para se divertir em Glastonbury. Música aqui é segundo plano”.


É só falar em Glastonbury que aparece a chuva/lama. Mas várias pessoas “don’t give a fuck” para detalhes pequenos como esse. (Foto: Julian Lawson)


Uma das grandes preocupações da organização do evento foi com a gripe suína. Seis pessoas com suspeita, entre as 175 mil que acompanharam o festival, tiveram que se retirar do festival. (Foto: Gigwise)

* Você não está sozinho, Jens. A onda da gripe suína andou preocupando a organização do festival. No começo da semana passada, até andou se falando em um possível adiamento do evento. De acordo com dados prévios do domingo, último dia do festival, seis pessoas foram atendidas e isoladas com suspeita de terem sido infectadas pelo vírus, sendo quatro homens (dois do País de Gales e dois da Escócia), uma garota (escocesa) e uma criança, que estava com sua família. Todos, após medicados e isolados, precisaram deixar o festival.


Quando se pensa em Glastonbury, todo ano o Franz Ferdinand é sempre citado (antes) como banda a ser escalada e (após) como um dos shows mais comentados do festival. (Foto: BBC)


Parece o Horrors, mas é o Klaxons, que apareceu em show-surpresa, fazendo referências a filmes Tim Burton, trajados como personagens de “Beetlejuice”, “Edward Mãos de Tesoura” e “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça”. Mas o detalhe principal: tocaram só as “velhas”. Apenas duas músicas novas do álbum que deve ser lançado em… em… 2010. Então, Klaxons? A new rave já…(Foto: BBC)

Outro assunto “off” que tomou conta do Glastonbury, lógico, foi a morte de Jacko, que morreu um dia antes do início oficial do evento, assim como aconteceu com outra lenda, Jimi Hendrix, que tombou 24 horas antes da primeira edição do festival. As bad girls supercomentadas Lily Allen e Lady GaGa fizeram discursos sobre o fato. O Neil Young entrou no palco tocando o clássico “Hey Hey, My My” dizendo que “o Rei se foi, mas nunca será esquecido”, enquanto fazia uma pose com o punho levantado. Mas quem teve a manha mesmo foi a louquinha Karen O., do Yeah Yeah Yeah’s. Antes de tocar “Maps”, um dos hits da banda, ela disse que “gostaria de dedicar esta música a Michael Jackson. E também a todas as mamães aqui presentes…” What?


A lenda Neil Young chegou, fez pose de Michael Jackson e saiu do Glastonbury como umas das apresentações memoráveis da história do evento. (Foto: NME)


Provavelmente o show mais aguardado do evento, Damon Albarn apareceu com seu Blur para encerrar a edição 2009 do Glastonbury. (Foto: Getty Images)

* QUEM OUSA PARAR O HYPE DO PHOENIX? SEUS FÃS! - Está virando polêmica interessante essa bombação atual em torno da “cinematográfica” banda francesa Phoenix, capitaneada pelo velho conhecido Thomas Mars, pai da filha da diretora Sofia Coppola. Ao mesmo tempo que os franceses experimentam uma bombação “nível Coldplay” na cena americana (o termo não é meu), fãs indies dos caras estão o-di-an-do o novo CD do grupo, “Wolfgang Amadeus Phoenix”, o de “pop classique”. A afirmação é a de que nenhuma música nova seria boa o suficiente para, por exemplo, fazer parte do disco “Alphabetical”, de 2004. Hahaha.

Mas o fato é que o Phoenix segue aparecendo bem nos EUA. Os shows estão loucura. Eles se despediram dos palcos americanos (momentaneamente) domingo passado, quando tocaram com ingressos esgotados em Los Angeles. Em Nova York, como a Popload reportou, o Phoenix causou sensação. O gás “americano” foi tanto que um dos integrantes tombou doente, por causa de estafa. Hahaha. Integrante do Phoenix com estafa é demais. Coitado, justo agora que a banda, a partir de quinta agora e a partir de Calais, na França, vai dar a volta ao mundo e só vai parar de tocar em dezembro.

Em abril, eles se apresentaram no “Saturday Night Live”. No mês passado, tocaram para milhões via programa do David Letterman. Só na semana passada, a banda teve música na trilha de seriado americano e de programa da MTV. E, para completar, tocaram no programa do Jimmy Kimmel para outros milhões. A performance, esta aí embaixo, foi para a fofa “Lisztomania”, o hit atual. Veja.

* JACKO E O INDIE - Tirando a história do Dandy Warhols “desejando” a morte do Michael Jackson, o indie já cruzou o caminho do Rei do Pop em outros momentos marcantes. Alguns deles (me ajuda se tiver outros):

- A grande revolução do rock nos anos 90 contou com uma “participação especial” do nosso amigo Michael Jackson. O monumental “Nevermind”, segundo álbum do Nirvana, foi lançado em setembro de 1991, ali no submundo do indie. O terremoto causado por Kurt Cobain, o rock sujinho e “Smells Like Teen Spirit” começou a tremer tudo e aumentar de intensidade até que, em janeiro de 1992, o mundo mudou. O “Nevermind” chegou ao primeiro lugar da “Billboard”, desbancando do topo adivinha quem? Michael Jackson e seu álbum “Dangerous”.

- No Brit Awards de 1996, o gênio Jarvis Cocker, do Pulp, simplesmente invadiu o palco enquanto Jacko se apresentava, fazendo pose de Jesus Cristo e rodeado por criancinhas. A intenção de Jarvis – que pouco tempo atrás disse ter se arrependido – era a de protestar contra o comportamento do Rei do Pop e como a mídia o tratava, como um semi-Deus. Isso foi na época em que Michael Jackson estava sendo acusado dos primeiros supostos crimes de pedofilia.
Jarvis subiu ao palco correndo e mostrou a barriga. Logo em seguida, foi abordado pelos seguranças. Na época até falaram que três crianças que participavam da apresentação sofreram ferimentos causados pelo Jarvis, mas isso depois foi desmentido.
A repercussão foi gigante, ganhou destaque na mídia e muita gente deu opinião. Uma das mais célebres foi a do Noel Gallagher. “Jarvis é totalmente inocente. Ele é uma estrela. Tudo que ele fez foi subir ao palco e mostrar a barriga, mas na Inglaterra as pessoas acharam isso algo chocante. Não é algo como ele chegar no palco e acertar a cabeça do Michael com um taco de baseball. Para Michael Jackson vir até este país depois de tudo o que vem acontecendo, e vocês sabem do que estou falando, vestindo uma manta branca e levantando a mão pensando que é o novo Messias, alguma coisa está acontecendo. Quem ele pensa que é? Eu?”

Algumas covers indies para músicas arrasa-quarteirões de Michael Jackson também são conhecidas. Tem desde o Chris Cornell (ex-Soundgarden) e o fofo Belle & Sebastian interpretando “Billie Jean” até Fall Out Boy (indie?) e Neil Finn “fazendo o Michael” cada qual a seu modo. Inclui-se na lista o Ian Brown (ex-Stone Roses), que botou duas covers de Jacko em CD: “Thriller” e, óbvio, “Billie Jean”. Dois players para você:

* THE WAY WE LIVE NOW – Esta deve virar uma coluna fixa aqui na Popload, para falarmos do mundo de hoje e dessa coisa da modernidade, hahaha. O título (foi mal que deixei em inglês mesmo, mas fuck it) é uma homenagem a uma saborosa seção do “New York Times”. Comecei no último post, como “O mundo e a modernidade”. Acaba que…

- O técnico mais caro do Brasil, Wanderley Luxemburgo, R$ 550 mil mensais e mais “valioso” que o Muricy e o treinador da seleção brasileira, foi demitido do Palmeiras. Bomba na grande imprensa? Nada. O próprio Luxa postou a notícia no blog dele e no Twitter. Foi aquela bola de neve de informação na noite de sexta. A TV deu muitas horas depois. Os jornais deram muitas horas depois. O papo rendeu discussão velha mídia x nova mídia, de novo. No Twitter, óbvio. O caso me lembrou de certa forma a história TMZ-Michael Jackson. Até alguns veículos online demoraram a dar a notícia, porque queriam checar a informação, embora tal informação tenha sido dada pelo próprio envolvido. Tempos confusos. Não para nós.

- O diário inglês “Guardian”, talvez o mais bacana jornal do mundo, criou um tópico especial para sua cobertura do festival Glastonbury, que aconteceu na Inglaterra no último final de semana. Debaixo de toda resenha do show tinha um resumo chamado “In a Tweet”: 140 toques explicando de modo direto qual foi a do show analisado. E a luxuosa versão online do jornal botou todos os seus jornalistas twittando direto do festival.

- Esta é enviada pelo poploader candango Eduardo Palandi, gênio: “Minha contribuição para o “the way we live now”: pizza. A tecnologia está revolucionando o processo de pedir uma pizza: a Domino’s inventou um rastreador de pedidos que é surreal, porque rola um lance-a-lance na internet ou por SMS, desde o momento em que você fecha a compra até a entrega, passando pela montagem, pelo forno e pelo empacotamento. Com uma certa “narração” dos lances que até identifica os funcionários, tipo “Mike levou a pizza ao forno” ou “Tom saiu com ela para entrega”.
- “Mas não é só isso”, continua Palandi. “Tem a moda das pizzarias no Twitter. A primeira foi a NakedPizza, de Nova Orleans, que trocou a veiculação de seus telefones nos veículos de entrega e na placa do lado de fora da loja pela divulgação do endereço do microblog. E ganhou mais de 5 mil seguidores em três meses. Depois disso, a Pizza Hut começou a explorar as possibilidades do Twitter, chegando a colocar, no “New York Times”, um anúncio de “procura-se twitteiro de verão”, para “narrar, em 140 caracteres ou menos, o que rola na Pizza Hut”. Por aqui, a Uma Pizza, de Florianópolis (@umapizza), está entrando na onda, aceitando pedidos por MSN, Skype ou por aquela geringonça das antigas que chamamos de telefone. E, se você mencionar um código divulgado apenas no Twitter da pizzaria, e que muda a cada dia da promoção, ganha 10% de desconto.”

- Na noite de terça veio o aviso: “Hoje, pizza em dobro. Peça o regulamento pelo msn (umapizza@hotmail.com) ou ligue e se informe (48) 3028-xxxx. Palandi exclama: “Peça o regulamento pelo MSN? Cacete!!”

- Por último, mas não menos importante, aliás uma das coisas mais importantes que eu soube em anos (hahaha, adoro frases assim), e que vai ser bem esmiuçada em próximos posts, é que… veja bem… O TWITTER VAI SALVAR A MÚSICA. Vou resumir. Depois explico melhor.

A Amanda Palmer, uma integrante pequena de uma banda pequena de um cena pequena, que era cantora-pianista do grupo The Dresden Dolls, está encontrando A REVOLUÇÃO do indie! Ela revelou que ganhou recentemente U$ 19 mil dólares no Twitter. Em 10 horas. Ela fez uma campanha no Twitter para quem estivesse de bobeira numa sexta-feira à noite, como ela. Ofereceu camisetas. Vendeu todas. Ofereceu um show exclusivo aos seguidores dela na rede social. Vendeu centenas de ingressos. Tudo pelo twitter. Depois fez um pequeno leilão com trecos assinados por ela. Faturou US$ 19 mil. Seus mini-posts em 140 toques foram retwittados, ganharam tradução em várias linguas, repercutiram em blogs etc.
Palmer diz que não faturou 1% disso vendendo seus discos solo. Ela afirma que está pensando seriamente em abrir um site chamado “Huge State of the Music Industry and How Everything Is Going to Have to Change”. Vamos supor que uma artista tão pequena como a grande Amanda Palmer tenha, sei lá, apenas 30 mil fãs. Enquanto o Metallica tenha, sei lá, 30 milhões. 1) A Amanda Palmer em 10 horas ganhou US$ 19 mil com uma simples twittada. 2) Imagina quando artistas grandes descobrirem o Twitter. Voltaremos ao assunto.

* Bom, chega. Agora, se nada der errado, o próximo post será “obrado” da Inglaterra. Óbvio, vai rolar um sorteio “presente de viagem”, relativo ao show do Blur no Hyde Park e outras coisas pop que eu descolar em Londres. Então, pode ir se manifestando nos comentários, porque a concorrência começa aqui. E, lembre-se. Ainda não está resolvido o “problema dos comentários engolidos”. Então tente postar só palavras. Evite links e outros efeitos. Beleza?

Notas relacionadas:

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  2. Está de bobeira em junho? Mais: Faith No More no Brasil!!!
  3. Poplegoad edition. Montevidéu, Pixies, Blur, Beirut duas vezes, a conversinha do U2 e chega por enquanto
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
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