Eu me divirto vendo pôsteres de edições antigas de festivais grandes. Principalmente dos que eu fui, para ver as bandas que eu perdi. Ou as que eu vi e não deveria ter visto. Ou aquelas que estavam nos lugares principais do line-up e hoje não entrariam nem no palco 3.
Então, aproveitando o começo do gigante Reading Festival hoje e toda essa história de lembrar da época do Nirvana há 20 anos atrás, vamos dar uma olhada nos pôsteres do Reading de 1991, 2001 e, claro, mostra o da edição de 2011, que começou agora há pouco.
- 1991 – O ano em que o Nirvana tocou todo modesto, com o dia claro, no primeiro dia do festival. A “sexta banda mais importante da escalação”, o Nirvana tocou antes até que o Chapterhouse, pensa. Mas fazia sentido na época, acredite. A medida do que aconteceu quando o “Nevermind” saiu, TRÊS SEMANAS DEPOIS do Reading 1991 foi que o Nirvana, logo no Reading 1992, foi a maior de todas as atrações, incluindo todos os três dias, batendo o recorde de público do festival. O segundo dia do Reading 91 foi total brit. Blur no primeiro disco tocando ali no meio da lista, na humildade. James dominava a cena inglesa na época. As bandas de nomes bizarros Carter the Unstoppable Sex Machine e Ned’s Atomic Dustbin estavam impossível naquele ano. Eu adorava as duas.
- 2001 - O ano em que o Travis era uma das três maiores bandas do Reino Unido, muito por causa da pegajosa e triste “Why Does It Always Rain on Me”. Lembro de no mesmo ano, acho, assistir em Nova York um show do Travis que tinha na platéia Dave Grohl, Beck e o Brad Pitt, pensa. Travis era BIG. Mas o grande assunto no Reading de 2001 foi o fenômeno Strokes. A banda não era ninguém em fevereiro. Em abril, maio, já era a salvadora da humanidade. Daí o Reading Festival foi lá e botou o grupo nova-iorquino até com um bom destaque em sua escalação, mas no palco 2. A “New Musical Express” e a Radio One (BBC) encabeçaram um movimento para botar os Strokes no palco principal, por causa da loucura da época em torno da molecada de Nova York. O Reading a princípio não queria mudar, mas a pressão foi tanta e o medo de dar confusão de gente no palco menor fizeram o festival sucumbir. E foi os Strokes tocarem no Main Stage apenas com um ou dois singles na carreira. E, mudando de assunto mas seguindo no Reading 2001, olha a galera nos vídeos abaixo, primeiro para o grupo de rap-rock Fun Lovin Criminals, cantando a música do filme “Pulp Fiction” (1994), do Tarantino, e o grupo “local” Feeder, em “Buck Rogers”, megasucesso indie na época.
De hoje até domingo acontece na Inglaterra o monumental combinado de festivais nas cidades de Reading e Leeds, um dos mais importantes eventos do calendário anual da música.
Com revezamento de line-up entre as duas cidades nestes três dias, as atenções são mais voltadas para a cidade de Reading, porque é lá que geralmente as coisas acontecem, como os históricos shows do Nirvana em 1991 e 1992.
Aliás, 2011 marca – além dos 20 anos do “Nevermind” – 20 anos também da primeira apresentação do Nirvana no evento. A importância da ligação entre festival e Nirvana é tamanha que a organização resolveu reproduzir o show de 1992 (que foi lançado em DVD) em telões nas duas cidades. Em Leeds, vai ser hoje. Em Reading, no domingo, como uma das “atrações” de encerramento do evento.
Aliás, 2011 marca os 20 anos em que EU fui pela primeira vez ao Reading Festival, vi o Cobain anunciar a “música nova” “Smells Like Teen Spirit” todo bebaço (para aliviar), depois de reclamar do preço do ingresso para galera, Nirvana tocando tipo com sol na cara, o sexto da lista do dia etc. Mas isso é uma outra história. Voltando a 2011.
O line-up do Reading deste ano, para variar, está bem… variado. Metronomy e Warpaint, futuras atrações do Popload Gig, estão escalados. O Beady Eye do Liam Gallagher e do Planeta Terra toca hoje no palco da NME/Radio 1, onde também terá o Vaccines, ex-PT. Recentemente as duas bandas trocaram farpas via imprensa.
Os headliners deste ano são My Chemical Romance, Strokes e Muse (de novo). A boa nova é que o Muse vai tocar o “Origin of Symmetry” na íntegra. No sábado, antes do Strokes, tem Pulp, que tem sido bem mais interessante ultimamente já que os nova-iorquinos têm feito shows, digamos, preguiçosos.
No total, serão mais de 200 shows. A Popload fará sua tradicional cobertura do Reading com fotos, vídeos e informações costumeiras durante todo o fim de semana.
Vige. A rádio de rock alternativo americana 107.7, de Seattle, soltou hoje que o baixista Krist Novoselic vai juntar um monte de músicos da cidade para tocar o álbum “Nevermind”, do Nirvana, ao vivo e na íntegra. O famoso disco da banda de Kurt Cobain, que mudou a história do rock moderno, faz 20 anos neste ano. O show-celebração acontecerá dia 20 de setembro no Experience Music Project, o museu da música de Seattle, que fica no lindo complexo que abriga o Space Needle, o marco da cidade.
Músicos do Fastbacks, Screaming Trees e Campfire OK estão cogitados para participar do show. Dave Grohl está aparentemente fora, porque tem concerto do Foo Fighters em outra cidade americana, no mesmo dia. Cogita-se uma aparição dele em telão no EMP, gravada ou mesmo ao vivo.
O “Nevermind” foi lançado nos EUA em 24 de setembro de 1991. Neste ano, o mitológico disco que carrega “Smells Like Teen Spirit” em seu tracklist vai ganhar um lançamento comemorativo pomposo. Uma edição dupla do disco original vai ser lançada em 27 de setembro, carregando b-sides de singles, sessions ao vivo na BBC e versões demo num CD especial. Uma extraordinária caixa chamada “Nevermind Super Deluxe Edition com quatro CDs, um DVD, quatro vinils, o original remasterizado e um cupom para download digital (ufa) sai no mesmo dia.
Em seu exemplar de julho, dedicado ao álbum do Nirvana, a revista “Spin” trouxe o download de uma penca de bandas novas refazendo as músicas do “Nevermind”, com o providencial reforço dos veteranos Vaselines e Meat Puppets, as duas bandas prediletas de Cobain. O disco tributo se chama “Newermind”. E você pode pegar as músicas, de graça, aqui.
* Pensei que este ano não ia ter mais covers tão legais quanto a do Pélico fazendo “No Rancho Fundo” em performance para a Popload Session. Mas nos últimos dias ouvi pelo menos duas bem bacanas.
1. O veterano produtor do reggae Little Roy vai lançar em setembro o álbum “Battle for Seattle”, uma reggaetização malemolente e e cheio de requebro e sensualidade dos hinos porradas do Nirvana. Amei a “releitura” dele para o hit “Sliver”, antes improvável de ser “domesticada” em qualquer ritmo até que esta versão em reggae do Little Roy apareceu, faz uns poucos meses. Mas agora surgiu, deste disco “Battle for Seattle”, o cover para “Come As You Are”. Ficou gênio.
Little Roy vai ser atração do Reading Festival agora no final do mês, tocando o disco em homenagem reggae ao Nirvana. O Reading e seu festival-irmão Leeds vão armar uma série de tributos ao Nirvana em 2011 por conta do aniversário de 20 anos do álbum “Nevermind” e também pelos 20 anos da primeira vez (em duas) em que a banda de Kurt Cobain apareceu no famoso evento anual da música britânica.
“Come As You Are”, reggae stáile, ficou assim:
2. O menino Ernest Greene, o cabeça por trás da banda Washed Out, sensação dos blogs americanos no ano passado e com grande penetração atual no mercado indie inglês graças a seu recém-lançado primeiro álbum “Within and Without”, foi bolinar o ultra-romântico cantor galã Chris Isaak. O Washed Out botou a clássica “Wicked Game”, uma das músicas de amor mais incríveis da história, dentro do seu caldeirão de chillwave. Sabe a chillwave, né?
Enfim, ouça a “Wicked Game” do Washed Out. Eu tenho a impressão que se o Fiuk ou o Paulo Ricardo fizerem uma versão dela, a música ainda assim vai sair boa…
Nirvana vive. Comemorando os 20 anos do “Nevermind”, um dos álbuns mais pontuais e importantes da história da música, a revista americana Spin resolveu fazer diversas homenagens à banda de Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl.
Em sua edição de agosto, a Spin traz matérias especiais sobre o álbum e joga uma foto inédita de Cobain já na capa, fazendo alusão à imagem imortalizada em “Nevermind”.
Além disso, a revista vem acompanhada de uma coletânea – “Newermind” – com treze artistas/bandas que fizeram suas próprias versões para as canções que compõem o álbum, tipo o Meat Puppets entoando “Smells Like Teen Spirit”, o maior grito teen da história, ou a Amanda Palmer botando sua voz marcante em “Polly”.
E o mais legal disso tudo: dá para pegar esse álbum free, bastando apenas acessar e “curtir” a página da Spin no Facebook e seguir as instruções.
A Popload deixa aqui uma amostra do que é essa coletânea, com as versões do Meat Puppets, Amanda Palmer e Vaselines. Ouve só.
* Popload em Londres. Mas, pelo jeito, em agosto, vai ter que rolar um “Popload em Reading”.
* Sim, você leu certo no título deste post. Como parte das comemorações dos 20 anos do álbum “Nevermind”, o mais explosivo disco indie de todos os tempos (e aqui o termo “indie” passou a perder o sentido), o festival inglês de Reading (com seu “espelho” em Leeds) está planejando criar em sua programação deste ano, como se fosse um show, a exibição da lendária performance do Nirvana no Reading 1992.
O Nirvana 1992 seria atração do Reading 2011 num horário de banda mesmo, com um telão no palco. A “apresentação” retrô da banda de Kurt Cobain, com Dave Grohl na bateria, aconteceria dia 26 de agosto no Alternative Stage, em Leeds. Depois, no dia 28, em Reading.
A história da apresentação do Nirvana no Reading de 1992 é um divisor de águas da música independente e é simbólica mais ainda se pegarmos o show que a banda fez um ano antes no mesmo festival. Em 1991, em show por acaaaaaaaso assistido por este blogueiro, a banda de Cobain se apresentava pela primeira vez no tradicional festival, para umas poucas 2 mil pessoas durante o dia, no palco principal, tipo a 6ª banda da escalação. O roqueiro Iggy Pop era a grande atração do dia.
- Cerca de um mês depois do Reading 1991 o álbum “Nevermind” chegava às lojas.
- Cerca de um ano depois, no Reading 1992, o Nirvana era a principal atração dos três dias do evento e tocava para aproximadamente 100 mil pessoas, talvez o maior público da história do festival. Seria a última apresentação do Nirvana na Inglaterra.
No Reading 92, Kurt Cobain chegou ao palco numa cadeira de rodas, empurrada pelo jornalista inglês Everett True, da “Melody Maker”, o cara que “descobriu Seattle” meses antes, botou na imprensa inglesa, fez o grunge decolar no Reino Unido antes mesmo dos EUA perceberem. E que virou amigo de Cobain e das bandas da época. A entrada na cadeira de rodas e com Cobain vestindo roupa de hospital foi para zoar os boatos da época, que diziam que o líder do Nirvana, depois do estrondoso e repentino sucesso da banda para além do imaginável, tinha literalmente enlouquecido o roqueiro. O que se provaria um boato não tãããão absurdo assim.
O show do Nirvana no Reading 1992 saiu em CD e DVD em 2009. As mesmas imagens que por anos rodaram em superprocuradas fitas de vídeo em Camden Town nos anos 90 e, depois, na internet.
Dois momentos marcantes daquele show. Kurt Cobain no backstage, na cadeira de rodas, esperando para entrar em cena, e o Nirvana tocando a música “In Bloom” no Reading 92, em suas famosas imagens escuras, em que nem dá para imaginar que diante daquele palco tinha 100 mil pessoas.
* Em entrevista publicada ontem no jornal inglês “The Observer”, a versão cool do poderoso “Guardian” aos domingos, o roqueiro Dave Grohl, líder do bombástico Foo Fighters, revelou ter tocado recentemente e depois de 17 anos (desde que Kurt Cobain morreu) a música “Smells Like Teen Spirit”, o maior hino dos anos 90, de sua ex-banda, o Nirvana.
Foi em Los Angeles, no finalzinho de 2010, na garagem-estúdio de Grohl na Califórnia, em que foi gravado o mais recente disco do Foo Fighters, “Wasting Light”. O ex-baixista do Nirvana, Krist Novoselic, que participou do álbum do FF, estava na Califórnia ensaiando com Grohl e Pat Smear (guitarrista ao vivo do Nirvana perto do fim da banda) para uma apresentação única e secreta que fariam em Los Angeles. Dave Grohl, no ensaio, estava na bateria, como nos velhos tempos. E os três ali, de bobeira, fazendo umas jam sessions.
Conta o texto do “Observer” que Grohl falou: “Krist no baixo, Pat na guitarra, eu na bateria. Daí o Krist disse: ‘Vamos tocar umas velhas?’ Eu e o Pat nos olhamos. [Tocar Nirvana assim...] Era uma coisa que eu nunca mais tinha considerado. E eu respondi: ‘OK’.”
“Aí o Krist falou: ‘Foda-se, vamos tocar ‘Smells Like Teen Spirit’. O Pat começou a tocar ela na guitarra e nós embarcamos. Eu não tocava aquelas batidas havia 17 anos.”
E a conclusão de Grohl, no jornal, saiu assim, em inglês: “It was like… a ghost. It was heavy.”
Ninguém cantou a música.
E apenas uma única pessoa, o diretor do estúdio de Grohl, presenciou a cena.
A capa da seção em que Grohl foi entrevistado, no “Observer”, foi esta:
Será exibido em algumas salas de cinema do país mês que vem o documentário “Back and Forth”, produção assinada por James Moll (vencedor do Oscar em 1998 com ‘The Last Days’) e que conta a história do Foo Fighters – uma das maiores bandas de rock do mundo hoje – desde seus primórdios, quando o boa praça Dave Grohl gravou algumas demos, ainda na época que ele fazia parte de um tal de Nirvana.
Grandes momentos da carreira do Foo Fighters são abordados no documentário, como a gravação do DVD em Wembley e o processo de produção de “Wasting Light”, álbum mais recente do grupo, lançado mês passado. Tem também espaço para o Nirvana, óbvio.
Junto com o “Back and Forth”, será exibido um show em 3D, gravado especialmente para o documentário. Ainda não foram divulgados os detalhes de praças e horários de exibição, mas ao que tudo indica a estreia nacional será dia 17 de junho, inicialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e algumas outras capitais.
A exibição do documentário/show no Brasil é da Mobz, que recentemente mostrou o U23D em diversas salas espalhadas pelo país. A produtora escolhe as praças a partir da demanda, ou da “mobilização” feita por quem quer assistir, como eles dizem no site. Se determinada praça consegue um número razoável de pedintes, a produtora negocia com as salas de cinemas locais.
Boa oportunidade para ver Dave & Co. em ação e em 3D, enquanto eles não anunciam a turnê brasileira que a gente tanto espera.
* Eu acredito ter visto milhões de vídeos do Nirvana em minha vida, mas não lembro desse abaixo, que tirei de um blog americano neste final de semana.
O megablaster hit “Smells Like Teen Spirit” ao vivo e de lado, como se tivesse sido gravado do palco (ou de uma posição lateral privilegiada), em uma das últimas vezes em que a música foi tocada pela banda na história.
O show, em Milão, Itália, foi o antepenúltimo da carreira do Nirvana. A banda tocou duas vezes na cidade italiana em fevereiro de 1994, dias 24 e 25. Acho que eu ainda tenho uma fita com o show completo do primeiro dia em Milão. Mas este vídeo é do segundo dia.
Depois de Milão, seriam mais duas apresentações do Nirvana (Slovênia e Munique, Alemanha) e nunca mais. A turnê européia do “In Utero” seria interrompida, Cobain cairia numa espiral de doença-brigas com Courtney Love-drogas e morreria pouco mais de um mês depois, em suicídio.
O vídeo, uma das derradeiras “Teen Spirit” ao vivo, 40 dias antes de Cobain ter sido encontrado morto, é este:
Há 17 anos, o mundo perdia Kurt Donald Cobain, um dos nomes mais expoentes e perturbados da história do rock, que se suicidou em 5 de abril de 1994 com um tiro na boca, após algumas quase-mortes por overdoses de heroína.
No ano em que o famoso álbum “Nevermind” completa 20 anos, Kurt ainda vive. Para pontuar estes 17 anos sem Cobain, a Popload selecionou 17 vídeos legais relacionados ao Nirvana.
Em vias de tocar no Brasil no segundo semestre, o Foo Fighters se prepara para lançar “Wasting Light”, seu novo álbum de estúdio, no próximo dia 12 de abril. No entanto, não temos que esperar mais. Assim, agora esperar só pelos shows, na verdade.
Um site belga entregou na manhã de hoje o “Wasting Light” inteirinho e o assunto já começa a dominar as redes socias. Numa audição rápida, o álbum soa muito bom. A Popload entrega aqui dois sons inéditos: “These Days” e “I Should Have Known”, que tem a participação de Krist Novoselic no baixo, decretando uma quase volta do Nirvana, na música mais “dark” do disco, de acordo com o Dave Grohl.
A produção é de Butch Vig, que 20 anos atrás conduziu os trabalhos em um tal de “Nevermind”.
2011 começou ontem para o Foo Fighters. Na verdade, há poucas horas. A banda do gênio Dave Grohl fez um show para 500 sortudos no Paladinos, um pequeno clube em Los Angeles, onde o grupo já se apresentou outras vezes, a última (até ontem) em 2007.
Além da volta em si, que já é um acontecimento, dois fatos chamaram a atenção para a apresentação especial do Foo Fighters. A banda tocou algumas músicas inéditas que certamente estarão no álbum que eles lançam no ano que vem chegando. São elas “White Limo”, “Rosemary” e “Back & Forth” que, dizem, também será o nome do álbum.
Fora isso, além do setlist recheado de clássicos como “My Hero”, “Times Like These” e “Learn to Fly”, o Foo Fighters recebeu no palco Krist Novoselic, companheiro de Grohl no Nirvana. Eles tocaram “Marigold”, uma b-side do grupo mítico do grunge.
A informação é a de que o show foi filmado pela produção da banda e fará parte de um documentário que será lançado junto com o próximo álbum.
O Foo Fighters deve vir para o Brasil com três, quatro shows em estádios em 2011. A data provável é abril. O SWU ainda tenta fechar a banda para outubro. O grupo não aceitou a oferta do Rock in Rio.
FOO FIGHTERS – Los Angeles, Paladinos (21/12/2010)
Times Like These
Generator
My Hero
Pretender
Back And Forth
Learn To Fly
White Limo
For All The Cows
Enough Space
Rosemary
Skin And Bones
Cold Day
These Days
Best Of You
Everlong
Monkeywrench
All My Life
Marigold (Nirvana)
This Is A Call
Assim que aparecerem fotos e vídeos a gente joga aqui. Por enquanto tem essa de duas garotas que assistiram ao show da boca do palco. E cataram o setlist.
Faz pouco tempo, eu avisei, pedi e quase implorei para botarem um freio no Muse. Falei que a banda estava matando o rock. Eu gosto do Muse, sempre faço questão de deixar claro. Mas de uma hora pra outra, os caras com um som progressivo/espacial messiânico simplesmente abarrotaram o mercado europeu e americano, passaram a tocar em estádios e arenas em tudo quanto é lugar, viraram atração principal em mega festivais, estamparam capas de revistas de todos os gêneros, ATÉ de música. Chegou uma hora que a conceituada inglesa “Q” botou em sua capa uma chamada para o Glastonbury: “U2 vs Muse: quem vai vencer?”. Eu estava em Paris alguns meses atrás e o grupo do Matt Bellamy tinha simplesmente dois shows com 160 mil ingressos esgotados para fazer no Stade de France.
Quando eu falei que o Muse estava matando o rock, muita gente levou a sério. Mas era para levar mesmo, afinal de contas eles cismaram até em soltar um disco voador nos shows, como se a banda tivesse chegando nas arenas vinda de outro planeta.
Só que agora eu tenho a humildade para voltar e dizer que o Muse está salvando o rock.
No início desta semana, em show no Staples Center, principal ginásio de Los Angeles, onde jogam os Lakers, ao final da ótima “Stockholm Syndrome” o Bellamy mandou mais de 8 MINUTOS só de riffs aleatórios: três do Rage Against the Machine, três do Nirvana, três b-sides. Ele costuma fazer isso, já, mas quase dez minutos de citações do rock merecem registro.
Ao que parece, a ordem foi: : “School + riff + Execution Commentary + Township Rebellion + Agitated intro + Agitated outro + War Within a Breath + Negative Creep + Dead Star + Endless Nameless”.
* Casamento da Mallu Magalhães? Já?
Caetano fazendo um disco indie? Com a Gal Gosta?
Que mais em 2010, hein, Brasilzão?
* Antes de o post começar, vamos dançar a macarena. Macarena virtual.
_o_ \o_ \o/ \o> \o/ _o_
Agora sim. Vamos nessa.
********** PÔSTERES DE SHOW **********
Este post vai ser ilustrado com imagens de pôsteres de show, uma das bandeiras deste blog desde sempre. Este aí de cima é do conhecido artista de pop-art Kii Arens, de Minneapolis, para a série de três concertos da famoooosa Lady Gaga em Los Angeles em dezembro do ano passado.
Todo show merece seu pôster, para lembrá-lo. Nos EUA, isso é arte, vira exposição, artigo de colecionador, vai a leilão. Já comprei um pôster de show do Nirvana no Fillmore, de San Francisco, por 250 dólares (tava barato). Tenho também um classe dos Strokes tocando com o White Stripes juntos em Detroit, em 2002. O clubinho Milo Garage, aqui de SP, fez fama forrado de pôsters de shows indies nos EUA, e os vendia. O Studio SP enfeita seu hall de entrada com pôsteres-arte de apresentações que ocorreram na casa. E agora, aqui no indie nacional, a gente tem a Daniela Hasse, talentosíssima designer ligada à moda que passou a ter a saudável mania de registrar em pôsteres e ilustrações incríveis desde alguns dos principais shows que acontecem em São Paulo de bandas do Brasil ou de fora até baladas, materiais de divulgação e… convites de casamento. Então, hoje, a Popload será enfeitada por trabalhos de Kii Arens e Daniela Hasse
Kii Arens vende seus pôsteres/ilustrações aqui.
Daniela Hasse vende seus pôsteres/ilustrações aqui.
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* LIFE IS SWEET! NICE TO MEET YOU – O título principal deste post é a “versão brasileira” do recém-lançado e delicioso novo disco do Lightspeed Champion, “Life Is Sweet! Nice to Meet You”, do talentoso moleque inglês que apaga de vez seu passado trash do Test Icicles (talvez o pior nome de banda da história) para fazer o som que o Blur faria hoje se o Damon Albarn tivesse 20 anos de idade.
Óbvio, o Dev Hynes é maluco, não sabe a hora de dosar energia e o disco tem muitos erros. Mas os acertos são notáveis. Tipo “Marlene” e o uber-incrível “cha-chá indie” chamado “Madame Van Damme”.
Marlene, para de ser cool!
* OH, MAN – LEO COHEN SÓ EM NOVEMBRO? – Maldita hérnia de disco. O senhor Leonard Cohen, o compositor e cantor septuagenário, machucou as costas, adiou a turnê européia e jogou todos os compromissos seis meses adiante. Cohen, que estava praticamente fechado para shows na América do Sul em março/abril, agora por causa da fisioterapia, ou toca aqui no final do ano, ou em 2011, ou nem vem mais.
********** PÔSTERES DE SHOW **********
Pôster de Daniela Hasse para show da banda sorocabana The Name na Funhouse, em SP
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* COLDPLAY NOS SIMPSONS - Chris Martin é chatão, o Coldplay já foi bom e hoje é ótima banda para tocar temas grandiosos para a novela das 8. Dá para falar tudo isso. Mas os caras tocaram nos Simpsons, então têm meu respeito. Fora que o Homer Simpson virou milionário e na torração da grana escolheu o Coldplay para um show particular, só para ele e para o Bart. Moral. Se bem que o Bart fez o que a gente sempre quis fazer com o Chris Martin: “Hey, Chris. Para de cantar um segundo que eu vou ali no banheiro e já volto”.
Coldplay e seu telão incrível se apresentam no Rio e São Paulo em giro curto de dois shows no Brasil, começando no final deste na Apoteose. A indie-paki Bat for Lashes, inglesa de levada paquistanesa, abre ambas as apresentações do Coldplay. A harpa é a nova guitarra.
Xi. Coldplay em vias de cancelamento na Argentina, por um problema com o estádio do River Plate, o local do show de BsAs. Se isso acontecer, porque parece não haver lugar de porte disponível para conter o novo palco da banda, a turnê sul-americana não deve sofrer efeito cascata, parece, porque a região terá ainda outras cinco datas com a banda. Mas vai saber. Fora que o show de Buenos Aires já está com os ingressos esgotados.
********** PÔSTERES DE SHOW **********
Pôster de Kii Arens para divulgar show da superbanda Them Crooked Vultures em Portland, EUA, novembro de 2009
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* CUIDADO! VEM AÍ O DISCO NOVO DO MGMT. INSPIRADO EM… LADY GAGA – Ok, é zoeira. Mais ou menos.
Bom, eles fizeram logo na estréia duas ou três músicas das mais legais dos anos 00. Mas se empolgaram demais. Os shows são medonhos, 80% deles desencava o pior do jeitão hippie de existir.
Nunca me esqueço de um dos primeiros shows da banda cool do Brooklyn em Londres depois de lançarem o incensado primeiro disco, o “Oracular Spectacular”. Astoria bombando de lotado.
Abriram com uma garota tocando flauta pra sempre. Todo mundo se olhando. Queimaram “Time to Pretend” logo de começo e entraram numa viagem horrorosa de psicodelia anos 70 mal tocada, o que deixa tudo pior, sempre. Quase acenderam incenso no palco.
Na hora do hit final, “Kids”, metade do povo do Astoria já estava em casa, vendo seriado na cama.
Toda a historinha para falar que estou ansiosamente aguardando o disco novo para ver onde o MGMT vai parar. “Congratulations”, o segundo álbum, sai no começo de abril para as lojas. Em março já devemos estar ouvindo o disco aqui, na internet.
Vai ter “Lady Dada’s Nightmare”, uma versão barulhenta inspirada em “Poker Face”, da Gaga. E vai ter uma música chamada “Brian Eno”.
O MGMT vai chegar com o álbum novo debaixo do braço em sua apresentação no Coachella Festival, no dia 17 de abril. Deveremos estar lá para ver isso.
********** PÔSTERES DE SHOW **********
Daniela Hasse registra em pôster a passagem do francês Sébastien Tellier no Sesc Pompéia, em SP, setembro de 2009
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* PERA LÁ (FAILED )-Bah. Tava ali resolvendo o futuro do jornalismo musical e a noite paulistana de clubes e não consegui voltar para o post! Novidades em breve. Por ora, até o post novo na sexta, vou ficar só respondendo comentários. Tem alguma coisa para me perguntar? Qualquer coisa?
* Pronto, agora que eu estou aparentemente livre dos remédios narcóticos, dá para escrever uma coisa ou outra sem achar que a tela do computador é realmente uma janela (e não “janela”) que eu tenho que atravessar. Morfina é para os fracos.
A história recém-descoberta de que Jesus Cristo teria visitado no mundo antigo a Inglaterra e, mais especificamente, Glastonbury, a Jerusalém dos festivais de rock do mundo moderno, é sensacional por si só. Que ele teria utilizado lama para construir na cidade uma casa ou igreja é igualmente, digamos, revelador. E que por conta de tudo isso o figuraça Michael Eavis, o maluco que organiza o Glastonbury, esteja pensando para a histórica edição de 2010 escalar o grupo Jesus & Mary Chain tocando “Psychocandy”, seu seminal primeiro álbum, é algo para se dizer “Amém”. Já vai ter o U2 cantando “Gloria”, hit do seu cristianíssimo álbum “October”. E, não, nem vem, Kurt Cobain: por motivos que fogem desta dimensão não vai ter uma apresentação especial do Nirvana desempenhando a música “Jesus Don’t Want Me for a Sunbeam”
* SUPERMARÇO TRAZ MASSIVE ATTACK - Guarda seu 13º. Março de 2010, por algum motivo cósmico, virou o que a gente costumava ter em outubro/novembro: uma época de muitos shows internacionais. Parece que foi adicionada à lista do supermarço a grande banda inglesa Massive Attack, outrora de trip hop, que excursiona pela América do Sul no começo do ano que vem para promover seu novo álbum, “Heligoland”, a ser lançado em fevereiro. O CD terá convidados como Damon Albarn (Blur), a galera do TV on the Radio e, talvez…, Mike Patton.
Por enquanto, teria “escapado” apenas a data do show do Massive Attack em Santiago, no Chile: 2 de março. Vamos ver como a coisa anda.
Um desenho do supermarço de shows está assim rascunhado: Franz Ferdinand, Coldplay, Gossip, Guns n’ Roses, Bat for Lashes, Massive Attack. Se você estender para abril, dá para botar na conta U2 (talvez) e Popload Gig 3 (talvez).
* MELHORES DE 2009: THE XX - A especialíssima banda inglesa XX programou a linda “VCR” como seu próximo single, se é que isso ainda exista. “VCR”, como 98% da pequena obra do XX, é daquelas canções que ajudaram a inaugurar o conceito bizarro de indie-minimal, que imagino vai encher as caixas sonoras em 2010. Música calminha, simples até a medula, das que dão a impressão que até você que nunca encostou num instrumento pode tocar e cantar. Enfim, música para ouvir no quarto de luz apagada.
Tirando o blablá, essa “VCR” é de doer a alma. Nela o jogralzinho garota-garoto do XX funciona de modo absurdo. Ela falando que ele costumava ter respostas para tudo e que vendo as coisas em fita VCR ela achava que eles eram superstars. Ele desejando ir para o fundo do mar viver em outras companhias. Adoro a parte “We live half in the daytime/ We live half at Night”.
Poesia baratinha + som econômico cheio de barulhos eletrônicos simplórios + ela canta + ele canta = …
Parece filhos hipotéticos do pessoal do New Order/Joy Division ganhando tecladinhos e baixo de Natal.
E tem o lado B do single “VCR”, que vai ser a inédita “Insects”, que circulou por blogs ingleses semana passada.
* JULIAN CASABLANCAS: “STROKES MELHOR DA DÉCADA? NÃO É BEM ASSIM” – Entrevista com o “difícil” Julian Casablancas, à luz do disco solo e de sua primeira turnê longe dos amigos dos Strokes. Saiu no “Guardian”, há alguns dias. O jornalista meio chocado com a “agressividade leve e a incomunicabilidade” do Casablancas. “O que você gostaria que eu dissesse?” é o título do texto, para dar uma idéia. Julian não concorda que os Strokes foram um dos principais grupos da década. “Você não acha que sua banda devolveu a graça ao rock, deixou o rock ’sexy’ novamente?”, perguntou o Tim Jonze, conhecido jornalista inglês de música, editor do diário britânico. “O que eu acho é que os Strokes ajudaram a difundir o indie rock. É o que eu acredito que fizemos.”
* Essa é velha, já tinha visto uma vez, mas por alguma carga d’água não dei na Popload. Então, já que eu esbarrei nela, aqui está. Tem uma foto famosa do Julian Casablancas batendo bola em um sítio no Rio de Janeiro. O pai do Julian mora lá, O stroke tem até irmãozinho brasileiro. Logo a conexão é tão clara quanto a do “carioca” Fabrizio Moretti com o Brasil. Você vai ver na foto, o time do Julian, o terceiro de pé, estava invicto no Rancho Santo Antônio.
* JOHNNY CASA BRANCA: O INDIE NACIONAL CHEGA… À CASA DO OBAMA – CSS? Bonde do Rolê? O mais longe que o indie nacional jamais pensou em alcançar aconteceu semana passada. A história é direta e reta. Líder de uma das bandas indies nacionais mais incríveis desta década, a formação portunhol Los Pirata, o guitarrista João Erbetta tocou na Casa Branca, famosa residência oficial do presidente dos EUA. Erbetta, Paco Garcia quando o Los Pirata exige a persona, residente atual do bombado bairro nova-iorquino do Brooklyn, foi um dos convidados para uma festa organizada pela Michelle Obama, a mulher do homem. Erbetta sugeriu a banda Yamomanem, de Washington DC, para acompanhá-lo. O “encomendado” era um repertório mais “jazzy”. Mas Erbetta, que tem discos solo de surf rock instrumental, acabou desempenhando seu prórpio som e mandando até “Tico-Tico no Fubá” para a primeira-dama, li no site da revista “Época”. Nice!
Detalhe: o pirata João Erbetta foi convidado para tocar de novo na Casa Branca na semana que vem. “Não sei se vai dar para ir de novo”, diz o guitarrista, desencanado da turma do Obama.
Será que uma hora dessas, para um festa menos careta, o Los Pirata toca na casa mais famosa do mundo?
* O Los Pirata faz dois shows no começo de janeiro em São Paulo, a princípio. Um no Sesc Santana (dia 7) e outro no CB (dia 8).
* O TWITTER E O MELHOR DA SEMANA (PASSADA) – Bom, como não rolou o post sexta, fica para hoje o que aconteceu de mais… mais… mais… “destacável”. Vai soar meio defasado, mas enfim, foi isso.
@narcisaoficial Odeio futebol, mas adoro copa! Copacabana PALACE
@pedrobeck Outro dia mandei sms p/ minha mae escrito “email” p/ ela olhar o email. ela me liga e diz “tem email seu no meu cel mas só ta escrito email”
@anabean Picolé de QUEIJO não é legal http://bit.ly/5OlId3
@caioo Lombardi says: ‘leila, segura. nós vamos morrer’
@pedrobeck HAHAHAHA. Tão falando ai que o Twitter vai mudar o “What’s happening?” por “Who’s dead?” (via @jramanzini).
@guardianculture Arcade Fire to release new album in 2010 http://bit.ly/7mup71
@athosampaio Tatu obeso – O VÍDEO – http://bit.ly/7Lj64o
@spiceee Curto q jornais vinculem a piada de robin williams c/o histórico de drogas, como se precisasse estar drogado pra fazer piada c/o rio.
@marconil Não acredito em ETs. Acho difícil que outro planeta reuna as três condições indispensáveis à vida: luz, oxigênio e cerveja.
@MGoldschmidt Na globo o repórter pergunta: “o time começa como líder e perde de 4…”. Pô, vamos construir melhor a frase? “de 4″ é muita humilhação…
@disarm_ Amor é quando minha mãe faz café pro meu pai e toma um gole antes, pra ter certeza que está do gosto dele.
@FabioRex Eu queria uma vez fazer umas sungas com o logo “o câncer da prostata no alvo da moda” mas achei q não ia vender muito.
@MarcoBezzi AC/DC = Antes da Chuva/Depois da Chuva
@mautex RT @zimbinsky: AC/DC alert! Cuidado: nem tudo que tem cabelo comprido no show é mulher.
@rbressane O que me assusta é: por que a Folha prefere grafar ‘boceta’ a ‘buceta’? Boceta é caixa, segundo os lusos. Buceta é outra coisa
@MyHolger Ver a @luizamell dançando ao som de Holger foi algo inesperado!! #latipordentro
@portaldogeologo Executivos americanos apostam em retomada do mercado de carvão. E não, não é por causa do seu churrasco de fim de ano: http://bit.ly/71SJg1
@sergueirock Eu nunca morderia um animal para maltratá-lo… mas confesso que uma vez mordi a bunda de um holandês. Recomendo, people.
* POPLOAD E O REGGAE (!!!!) - Por que não? Nesta quarta-feira se apresenta na Clash Club (Barra Funda) a banda americana Easy Star All-Stars, aquele grupo famoso em fazer versões dub, ska e dancehall para álbuns clássicos do rock, tipo “OK Computer”, do Radiohead, e “The Dark Side of the Moon”, do Pink Floyd. Até para os Beatles eles fizeram uma versão dancehall.
E a Popload sorteia dois pares de ingressos para o show do grupo nova-iorquino ESAS. Para concorrer, basta mandar sua solicitação nos comentários aí embaixo. Lá pelas 16h desta quarta eu aviso os ganhadores por email. Vai pro reggae?
* DISCO DO ANO -Vem no próximo post. Deu preguiça de elaborar. Também os últimos ganhadores do DVD do Primal Scream chega logo mais.
Esta foi boa. Recebi um email da Warner americana dizendo que o grupo americano REM escolheu a Popload para estrear uma música do próximo lançamento da banda, o “Live at Olympia”, registro ao vivo tirado de cinco shows-”ensaio” em Dublin em 2007. O disco, um álbum duplo com 39 músicas, chega às lojas dos EUA e Europa no final do mês.
Os “REM guys” querem saber se você está interessado em tocar “Wolves, Lower” para seus leitores, dizia a mensagem.
“W.h.y. n.o.t.?”, respondi.
O REM está selecionando blogs do mundo todo para fazer o avant-premiere do disco ao vivo. Para cada um a banda envia uma música diferente. A da Popload foi incrível: o clássico “Wolves, Lower”, a primeira música do primeiro EP do REM, de 1982. Esta que você ouve aqui, agora.
Em julho de 2007 o REM invadiu Dublin e fez do teatrão Olympia uma residência de cinco noites para testar ao vivo as músicas novas, misturadas às antigas, tocando apenas para familiares, amigos, membros de fã-clubes e adores da banda de várias partes do planeta. Muitas das músicas do álbum “Accelerate”, de 2008, apareceriam ao vivo nos shows do Olympia e também serviram de treino para a turnê mundial, que logo aconteceria e acabaria passando pelo Brasil (novembro).
Além da Popload, pelo que entendi, no Brasil outro blog foi escolhido para veicular uma música do “Live at the Olympia” em premiere. É o blog gaúcho Volume, que mostra em primeira mão a versão ao vivo da linda “These Days”, com uma historinha breve do Michael Stipe na introdução dizendo que fez a música depois de um “very dark period”.
Tanto a Popload quanto o Volume, soube, estavam entre os blogs sugeridos à banda por um publicitário brasileiro que conhece os REM.
************* BREAKING NEWS *************
* Listen!
Money talks, mmm-hmm-hmm, money talks
Dirty cash I want you, dirty cash I need you, woh-oh
* Ok, você deve estar ouvindo falar em certos espaços rockers virtuais por aí que minha “participação” no VMB 2009, que envolveu o Massacration e a Múmia, foi “combinada” e teria rendido até um “cachê” para mim, tudo mais.
O que eu tenho para dizer é que nada tenho para dizer.
E também sobre o próximo vídeo do Massacration não posso falar nada.
A música pop se vira como pode. Show da banda inglesa Prodigy na Bielorrússia, agora em outubro, foi anunciado em… ovos. Ovos de quitandas, supermercados, granjas. Por quê? Porque sim… O Prodigy toca em SP e Rio nos próximos dias 23 e 24, respectivamente. Engana-se quem acha que a banda electropunk “já deu”… Apresentação do Prodigy no Reading Festival deste ano foi incendiária e absurdamente lotada, pelo que eu li (não vi este)
* Falando em “dirty cash”, o termo da hora é este: “Dirtee Cash”.
* DINDIM SUJO - O Dizzee Rascal está muito perto do que a gente pode chamar de gênio do pop. O cara é fera. O rapper inglês se dá bem entre os grimes, os raggas, os indies, os eletrônicos. Toca com o Arctic Monkeys, em Ibiza, no Top of the Pops, é parceiro do Calvin Harris. Toca em rádio inglesa fuleira e é rei da Radio One.
Já fez um excelente show só no Rio, no Tim Festival 2005. Para ninguém. Estava ensurdecedoramente alto, quase punk. Grime mais ininteligível e sujo que o normal. Sem concessão.
Não só ninguém conhecia, como se apresentou tardão e no mesmo horário que alguma atração grande que não lembro agora (Wilco?).
No Reading Festival neste ano, era assim: Dizzee não estava na escalação do evento. Mas nas barraquinhas de bebida ou tenda de qualquer coisa nas cercanias do festival, perto do camping, com som bombando (tudo lá tem som bombando), se tinha uma galera dançando de mãos para cima, como se não houvesse amanhã, era Dizzee Rascal que estava tocando.
Dizzee Rascal lançou há poucas semanas seu quarto álbum, “Tongue & Cheek”. Para você ter idéia do impacto do disco no pop inglês, os três singles lançados antes do CD cheio (“Dance wiv Me”, “Bonkers” e “Holiday”) pegaram o primeiro lugar nas paradas. Essa recém-lançada “Dirtee Cash”, o quarto single, saiu para download no finalzinho de setembro e hoje é provavelmente a música mais tocada no Reino Unido.
“Dirtee Cash”, do Rascal, tem samplers de “Dirty Cash”, de Stevie V, hino dance do começo dos anos 90 que tocava num nível Madonna/Michael Jackson à época.
* ZUMBIS - Agora uma pausa para uma notícia importante, em relação ao último post. Pesquisadores de uma universidade de Ottawa, no Canadá, baseados em estudos sobre doenças contagiosas, revelaram que a humanidade não está preparada para sobreviver a um ataque de zumbis. O problema, segundo a pesquisa científica, e o que difere a praga dos zumbis diante de outras doenças que se espalham, é que a criatura pode se regenerar facilmente (a não ser, claro, que seja decapitada ou queimada).
A notícia não é zoeira. Foi dada no Yahoo News e no site da BBC. Eu é que não…
* CAKE NO BRASIL FAIL(ED) - Xi, Indie Rock Festival. O Cake não vem mais? Parece que é a banda galesa Super Furry Animals que volta ao país para ocupar a vaga do Cake. Além disso, o grupo brasileiro Mombojó também pulou fora da escalação inicial. O Holger e o Gogol Bordello estão mantidos, ao que tudo indica. Sobre o Super Furry Animals, uma vez alguém traduziu por aqui o nome da banda como Animais Super Furiosos. :))
O Indie Rock Festival, se não tiver mais nenhum chacoalho, está marcado para acontecer nos dias 13 de novembro (Rio, Fundição Progresso) e 16 (SP, Via Funchal).
* NIRVANA: O LIVRO – Está previsto para chegar por aqui nos próximos dias uma reedição à brasileira do livro “Cobain”, articulação literária da “Rolling Stone” gringa nos anos 90 que a filial brazuca bota agora nas nossas prateleiras, como parte dos tributos sem fim que o líder do Nirvana vem recebendo (ou sempre recebe, como preferir).
“Cobain”, cuja capa limpa aí de cima emula uma das famosas capas da história da “RS” americana (a da edição póstuma, em 1994, em foto do famoso Mark Seliger), apresenta mais de 50 fotos especiais, desenhos e entrevistas do guitarrista nos poucos anos de Nirvana, que levaram a revista a acompanhar de perto desde o estrondo que a bandinha de Seattle causou no rock até a morte de seu líder, em 1994, já na condição de principal banda de rock do planeta.
- PROMOÇÃO “Cobain”, o livro. A Popload bota a sorteio uma cópia do livro-”documento” da “Rolling Stone” sobre o grande guitarrista do Nirvana. “Cobain” vai custar nas livrarias R$ 52,90. Quer de graça? Tenta a sorte nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br.
* NIRVANA: O DVD - Seria o pirata do DVD do show do Reading Festival 1992 melhor que o oficial? Enquanto novembro não chega trazendo o DVD que a Universal lançará, com o registro da famoooooooosa performance que o Nirvana fez no gigantesco festival inglês, da qual eu já falei aqui perto de 1400 vezes, começa a aparecer nos blogs americanos a informação que o produto oficial não traz nada demais para quem já (1) tinha a fita de vídeo pirata que circulou forte nos anos 90, (2) já tinha visto na internet e muitos trechos no YouTube, (3) tinha comprado (como eu) o DVD pirata-oficioso que apareceu em lojas inglesas no começo deste ano, bastante reportado aqui na Popload.
É assim. No pirata tem a passagem de som, que o ofical parece não trazer. As imagens vêm da mesma filmagem, tiradas de uma transmissão de TV. Alguns ângulos de câmera são diferentes, mas no geral é praticamente o mesmo. O truque do oficial é dar um zoom na transmissão, para dar o toque “diferente”. Mas nem sempre, dada a qualidade indie (digamos) das imagens, não pega bem. A vantagem do oficial é não trazer a tarja dos minutos, que vem quase no meio da tela no pirata. Dá uma olhada num comparativo de imagens que um blog gringo fez.
Aqui, a performance do Nirvana para “School”, tirada do DVD oficial, que sai agora em novembro.
Sempre me lembro da resenha da revista “Kerrang” para o show do Nirvana no Reading 1992. “Você tem que ter estado nesse show. Se por um acaso você não foi, minta que foi sim”.
* PROMOÇÃO PLANETA TERRA FESTIVAL – O primeiro par de ingressos sorteado para o festival PT, que acontece no dia 7/11 em SP, saiu para o seguinte ser humano:
Elisa Ribeiro, São Paulo, SP (no relations)
por email
No total, são dois pares de entradas que estão à baila. Logo mais, o anúncio do segundo vencedor. Concorra mandando seus pedidos nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Não quer ver Sonic Youth, Iggy Pop, Ting Tings e Primal Scream de graça?
* PROMOÇÃO MAQUINARIA FESTIVAL – Um par de ingressos para os shows do Faith No More e do Jane’s Addiction em SP, dia 7 de novembro? Pois não…
Comentários neste post ou email para este blog: lucio_ribeiro@ig.com.br.
Bom, você sabe os esquemas…
* DIRTY PROJECTORS EM SÃO PAULO – Atração do sempre movimentado Goiânia Noise festival no final de novembro, o delicioso grupo indie experimental Dirty Projectors, do Brooklyn, está confirmado mesmo para tocar aos paulistanos no clube Clash no dia 2 de dezembro, conforme já havíamos soprado por aqui. A coisa fica melhor ainda quando sabemos que a banda local Holger, com seu show novo, vai abrir para os americanos. Baladinha boa, essa.
* O JANE’S ADDICTION MANDA UM “SALVE” PARA O BRASIL - Stephen Perkins, o baterista do grupo do Perry Farrel, gravou um vídeo dizendo que está louco para vir tocar no Maquinaria Festival, dia 7 de novembro (lembrando, o mesmo dia que o Planeta Terra…). E ainda mandou um sambinha para nós, todo simpático. Deixa o cara. :))
* HEY, BEAVIS!!!! - Recordar Beavis & Butt-Head é viver. Com a boataria sobre uma possível volta da dupla mais retardada que a cultura pop já viu, mas agora como “adultos” em seus 60 anos, virou uma onda (pelo menos entre meus amigos) de voltar a vasculhar os episódios do desenho da MTV que de uma vez só marcou, alegrou, espelhou e criticou sem dó os anos 90. Nessa cheguei no episódio em que eles analisam o vídeo de “Creep”, do Radiohead. Posso dizer que, junto com “Twin Peaks”, “Arquivo X”, “Simpsons” e “Friends”, a dupla odiando a parte calma da música do Radiohead e esperando desesperados a parte “pesada” foi um dos grandes momentos da TV mundial nos anos 90.
* POPFELLAS, POP!UP - DJ set marathon nesta quinta e sexta. Começa que tem Popfellas no Vegas, quinta, com as discotecagens de sempre (DJ Me, Rafael Urenha e Focka) e pocket show da banda anglo-brasileira 2AM. Permita-me o toque: veja esses caras antes que eles vão para Londres gravar no Abbey Road. Na sexta a Pop!Up retorna ao novo-clube Alley, o da charmosa vista para a urbanidade. O ótimo DJ Fiervo completa o elenco que tem o DJ Eu (de novo…), Fabricio Funhell Miranda e Gil Crew Barbara. Só bamba (tirando…).
Tamus juntu?
Ok. O “efeito Múmia” me trouxe umas duzentas novas adesões no Twitter e umas outras centenas no Facebook em DOIS DIAS. Isso me assusta mais que o susto em si. Whatever, hahaha.
E também me leva a pensar: a MTV é tão popular assim entre “os jovens”? Não, o Twitter e o Facebook é que são.
* CAN YOU FEEL MY LOVE BUZZ? - Um dos discos mais incríveis e cheios de energia feitos pelo ser humano, o álbum “Bleach”, o primeiro do Nirvana, faz 20 anos neste ano e vai ganhar um relançamento de luxo em novembro.
A lendária gravadora Sub Pop, de Seattle, vai recolocar no mercado o disco, no formato CD e em um vinil branco, com um bônus absurdo: um show inteiro da banda em Portland, em 1990, mixado agora pelo renomado produtor Jack Endino, o mesmo que botou sua assinatura na feitura do “Bleach” lá em 1990, quando era meramente um “produtorzinho local”.
A Sub Pop disponibiliza, como aperitivo, a fantástica versão de “Scoff” do show de Portland. Nirvana no mais puro gás, a guitarra de Cobain gritando, a bateria estraçalhando como se fosse o último show da história, Novoselic provavelmente sangrando os dedos para acompanhá-la no baixo, Cobain com uma voz juvenil berrando “Gimme back my alcohol” como se não houvesse amanhã. Que banda!
* ADVENTURELAND - Acaba de chegar direto ao DVD, pulando a etapa “cinema” no Brasil por algum motivo sinistro que até entendemos, mas não entendemos, o filme “Adventureland”, produção indie americana deste ano que já virou cult nos EUA e Europa.
O filme, sobre amores de verão, também pode grosseiramente ser descrito como a história de um moleque nos anos 80 que precisou levantar um dinheiro em um parque de diversões onde ele não podia deixar ninguém ganhar o urso de pelúcia na corrida de cavalinhos. E o que o Lou Reed tem a ver com isso? E o que a boneca Kristen Stewart (a heroína de “Twilight”) tem a ver com isso?
Só como registro barato de inconformismo: “Adventureland” é dirigido por Greg Mottola, que fez os deliciosos “Daytrippers” há alguns anos e “Superbad”, mais recentemente.
Cita Judas Priest, toca “Rock Me Amadeus” do Falco, mistura Velvet Underground, Cure e Crowded House, tem a Kristen usando camiseta do Husker Du.
E, enquanto só agora chega ao Brasil e só no DVD, passou lindo nos cinemas argentinos em junho.
Não dá.
* PROMOÇÃO PLANETA TERRA FESTIVAL: SONIC YOUTH, PRIMAL SCREAM, IGGY, MAXIMO PARK, METRONOMY E VOCÊ - A Popload deu a largada no sorteio de DOIS PARES de ingressos para o festival PT, que acontece no dia 7 de novembro no Playcenter, em São Paulo. Concorra mandando seus pedidos nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. E já disse: por favor, não faça como a menina vencedora do ingresso do Franz Ferdinand, que quase teve um infarte quando recebeu meu email avisando do resultado. Não sou adepto da filosofia de que leitor bom é leitor morto, hehe.
* A MÚSICA MAIS BACANA DO MUNDO HOJE 1 – Não é porque um monte de gente decente (Crookers, Fake Blood, Peter Bjorn & John e pelo menos uns dez outros bambas) está remixando a música “Animal”, da banda sueca Miike Snow, que eu acho a canção um sopro de alto astral no pop atual.
Nem é pelo vídeo… singelo… que eu gosto desse “reggae sueco” (!).
Nem liguei quando, nas últimas viagens à Inglaterra, eu escutei a música 100 vezes por dia.
Talvez seja o refrão em que o vocalista barbudo usa falsete para dizer “I change shapes just to hide in this place but I’m still, I’m still an animal”.
Ou o comecinho que o cara diz havia um tempo em que o mundo dele era só “Daaaaaaaaaaaarkness, darkness-darkness”.
* A MÚSICA MAIS BACANA DO MUNDO HOJE 2 - Esta aqui é nossa velha conhecida, talvez a música que eu mais toquei em pista neste ano. Mas como a minha amiga Manu foi a um show deles em Atlanta, Georgia, e captou esse vídeo absurdamente feliz, a gente bota aqui uma das canções favoritas do ano, fácil. “Think less but see it grow. Like a riot, like a riot, ooooooooooooooooh!”
* A MÚSICA MAIS BACANA DO MUNDO HOJE 3 - Lembro que em maio, em Brighton, no festival Great Escape, eu tentei entrar num show tipo o do Charlatans (não lembro ao certo) e não consegui. Olhei a programação para ver outra coisa e vi que ia rolar perto dali, num clube do tamanho da pista da Neu e com uma pilastra no meio para “facilitar” a visão, o show da banda Girls, de San Francisco. Os blogs americanos vinham sendo muito generosos com o Girls (que ao contrário do que o nome indica são dois caras e uns colaboradores fixos, todos machos, para a versão ao vivo) e eu pensei: vou lá. Hoje, de tanto que se fala do Girls, a reencarnação jovem e indie do Elvis Costello, para reverberar o mínimo que dizem deles, a banda jamais tocaria num clube pulgueiro como aquele de Brighton, em que nem cabia no palco baixinho (um deles ficou tocando no chão), não tinha camarim nem para deixar as mochilas e os cases de guitarra.
Hoje o Girls é uma das bandas novas mais faladas da blogosfera. Há duas semanas lançaram seu primeiro álbum, chamado… “Album”, que diz a lenda foi inteiramente composto pela dupla líder da banda em “estado beeeem alterado”.
O disco é aberto pela ótima “Lust for Life”, que a gente fala aqui há tempos. Mas essa “Laura”, a música dois do álbum “Album” (sorry…), é uma belezura.
O nome Girls da banda deve ter sua razão nas amigas dos seus integrantes, que ilustram todos os vídeos do grupo e não são poucas nem feias.
E, no meio de tantas garotas, óbvio, tem uma, “the one”, a Laura, esta da música. O vocalista lembra bem dela na hora em que lava a roupa suja, na letra, esta da música: “She’s a bitch, I’m an ass”.
E veja o “fun fact” do primeiro comentário deste post, aí embaixo, escrito pelo Pedro Hollanda.
* FESTIVAIS LÁ E AQUI - Lá. O gigantesco Glastonbury 2010, que ninguém sabe quem vai tocar e vai ser realizado mais ou menos daqui a 10 meses na Inglaterra, já tem todos os seus ingressos esgotados. Sold out! Foram 180 mil ingressos consumidos em pouco menos de 15 horas.
Aqui. O festival About Us, que acontece em novembro em São Paulo, uma boa idéia com uma péssima curadoria, periga ter o pior line-up de todos os tempos em qualquer lugar do mundo e desde a realização do Woodstock, em 1969: Sting, Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes e Lenine. O engraçado é que é um festival cujo lema é a “construção de um mundo melhor”.
* A MORTE E O RENASCIMENTO DO INDIE… E DO EMO - Continuando o papo começado no último post, o que eu tenho a dizer é:
- O pessoal da Funhell, balada de quarta-feira do clube Funhouse inclusive em que eu…, pede para este blog desmentir a história de que eles estariam saindo do tradicionalíssimo endereço indie. Não é bem assim como eu falei, segundo eles. Tá?
- Guilherme Barella, o cabeça da tradicionalíssima festa indie Peligro, que recém-acabou, escreveu dizendo que quem acabou foi só a festa. O selo e distribuidora vão voltar em breve, remodelados: “O fim da Peligro foi apenas simbólico. Tá, talvez fosse um símbolo importante, mas é uma prova de que a gente, parte da turma de 99, também está se renovando. Estávamos planejando mudanças demais e fazia mais sentido começar algo novo”, afirmou Barella. “A gente não morreu. Estamos aí, com vontade e se reinventando sem parar.”
- Isso devia ter acontecido antes do VMB, para ver se a MTV teria tempo de salvar sua premiação “engessada”, mas o fato é que o Pete Wentz (Fall Out Boy) teve cortado em palco o seu cabelo chapinha fru-fru, fato que de certa forma decretou o fim do emo. O Wentz, veja bem, o maior símbolo emo do mundo, muito por causa do seu cabelo. Espero que minhas leitoras da coluna da “Capricho” também entendam o recado urgentemente e parem de pedir através de 1 milhão de emails para eu falar do Cine, hehe.
Era assim…
Ficou assim…
- Aí o Thom Yorke larga momentaneamente o Radiohead e aparece de franjinha quase emo, músicas quase emo (Alô, Pete?) em uma banda nova tipo superformação (Flea, o produtor Nigel Godrich, baterista do REM/Beck…) que conta ainda com um brasileiro (!) que toca em uma banda de forró (!!).
O projeto ainda não tem nome e a nova turma do Yorke fez um “show ensaio” na sexta, numa casa pequena chamada Ecoplex, em Los Angeles, onde eles se aqueceram para tocar em uns daqueles shows-secretos-nãotãosecretos no teatro Orpheum, domingo e segunda agora. Yorke cantou umas b-sides do Radiohead, tipo “Paperbag Writer”, músicas do álbum “The Eraser” e duas novas: “Open the Floodgates” e “Skirting on the Surface”, que você curte abaixo.
Será que o Thom Yorke quer… ganhar o VMB?
* HOLGER, THE NEXT BIG SP THING - A ótima banda paulistana Holger tocou semana passada no festival de música nova Pop Montreal, do Canadá. A performance do grupo no evento arrancou rasgados elogios em crítica no site da revista americana “Paste”, publicação importante no mundo indie dos EUA. O texto, assinado pelo editor-chefe da “Paste”, dizia que o Holger era a grande descoberta do festival: “Um pouco de Vampire Weekend, um pouco de Passion Pit e muita diversão”, escreveu o entusiasmado jornalista americano.
Parece que um vídeo do Holger no Pop Montreal está prestes a aparecer. Assim que ele surgir, a gente bota ele bem aqui.
* MEU JEITO FAVORITO: BLACK DRAWING CHALKS EM SP - Falando em next big thing, show da banda goiana feroz Black Drawing Chalks no clube Inferno, na última sexta-feira, com participação do ex-forgotten boy Chuck Hipolitho. Parecia Mudhoney em Seattle, Strokes em Nova York, White Stripes em Detroit… I mean, tirando o fato de que eles não são de SP, pareciam em casa, pela simbiose total público-banda. Ok, estou exagerando. Mas é mais ou menos isso.
* PIXIES FAZENDO O “DOOLITTLE” - Amigo meu mandou nesta terça um SMS direto de Londres, dizendo que estava na porta do Brixton Academy tentando comprar ingresso para ver a turnê dos Pixies tocando só o seminal “Doolittle”, o segundo disco. A turnê européia começou semana passada em Dublin com três shows esgotados e chegou nesta terça a Londres para mais quatro shows esgotados. Enfim, meu amigo estava evitando pagar 60 libras de cambista e eu pensando que esse preço, uns 160 reais, é a metade que custou o Franz Ferdinand na The Week. Metade. Mas, enfim, ele achou por 20 libras e entrou feliz.
Tem um vídeo legal dos Pixies terminando o primeiro show dessa turnê, na Irlanda, semana passada, e se despedindo da galera. Pela reação do povo, acho que eles gostaram da apresentação…
If man is five, than the devil is 6. Rock me, joe.
* JÁ JÁ TEM MAIS - O post não acabou não…
* Acabou sim. Volto com o novo na quinta. Descolei ingressos para o Maquinaria Festival, também. Quer?
* Por favor, dá uma olhadinha no calendário para mim. Vê em que ano estamos.
Uma loja cool de tranqueiras pop de um shopping de São Paulo enfeita sua vitrine com este cara aí de cima, em versão pano. E ele só está na vitrine de 2009 por causa de 1991
* Não é a toa que a pequena Dinosaur Pile-Up, trio de moleque de Leeds, é a maior banda do mundo hoje. Eles cheiram like “teen spirit”. E foram escolhidos a dedo pelos Pixies para abrir a turnê do “Doolittle”.
* Substituição no PT. Yeah Yeah Yeahs respondeu ao chamado do festival brasileiro, finalmente. Disse que não.
O “plano B”, parece, está acertado: quem vem para o lugar do YYYs, está para ser anunciado, é mister… Iggy Pop. Esse cara sem camisa aí embaixo.
O grande Iggy Pop e sua barriga “tanquinho” versão lego. O velho roqueiro deve ser outra das atrações do Planeta Terra 2009. Além de estar oficialmente no próximo game Lego Rock Band, em novembro, Iggy Pop vai cantar “The Passenger” no jogo
Em 1991 foi a primeira vez que eu fui ao Reading Festival, na Inglaterra. No primeiro dia teve, entre várias atrações, Nirvana, Dinosaur Jr. e, fechando a noite, Sonic Youth e Iggy Pop. Fechando a noite no Planeta Terra 2009: Sonic Youth e Iggy Pop. Hein?
O Primal Scream também está no PT. Em 1991, a banda escocesa lançava o “Screamadelica”, seu principal disco e um dos mais importantes álbuns da música independente de todos os tempos. Muita gente vai ao Planeta Terra 2009 por causa do Primal Scream 1991.
Enquanto isso, do outro lado da cidade, o festival Maquinaria bota para tocar o Jane’s Addiction e o Faith No More. Na Londres em que eu vivia em 1991, ambas as bandas eram hits de pista nos clubes da época. Molecada nervosa balançava muito a cabeça e a cabeleira comprida com esse som, Nirvana e o grunge chegando, os locais Ned’s Atomic Dustbin e Carter the Unstoppable Sex Machine mandando no Britpop.
Em 1991, o Faith No More dominava tudo com “Epic”, single lançado no ano anterior, e “Falling to Pieces”, que saiu na Inglaterra naquele ano. Já o Jane’s Addiction, em 1991, dominou as paradas de rock, as pistas, os pubs com o single “Been Caught Stealing”, lançado no finalzinho de 90.
Muita gente vai ao Maquinaria 2009 por causa do Jane’s Addiction 1991 e do Faith No More 1991.
Tudo muito bom, tudo muito bem. Coisa linda de se ver todas essas maravilhosas bandas acima. Mas ainda bem que tem o Metronomy e o Ting Tings no PT. Ainda bem que tem o Dirty Projectors no Goiânia e SP Noise. Ainda bem que vem aí o Popload Gig 3.
* 1991, O ANO EM QUE… - Visto daqui de 2009, 1991 foi um ano musicalmente incrível, mas bem bizarro em outros aspectos.
- O Bragantino era um dos grandes times do futebol brasileiro e o Criciúma conquistou título nacional, com o Felipão no comando.
- No dia 2 de fevereiro, nos EUA, foi revelado quem era o assassino de Laura Palmer. Quase 40 milhões de pessoas estavam de olho na TV para saber quem era. E, depois de 14 anos de sucesso, o seriado “Dallas” acabou.
- Um famoso “Globo Repórter” da época foi sobre “a febre dos videogames” que estava tomando conta da molecada brasileira.
- Uma jovenzinha e indefesa Juliette Lewis, antes atriz, hoje cantora, chupou o dedo do Robert DeNiro, no cabuloso “Cabo do Medo”, na mais perturbadora cena do cinema no ano. Outra cena superperturbadora foi em “Os Trapalhões e a Árvore da Juventude”, mas deixa para lá.
- A capa de fim de ano da “Playboy” foi a Sonia Lima, a “tentação das tardes de domingo do SBT”.
* 2009/1991: O LIVRO DO GRUNGE – O famoso fotógrafo do rock Michael Lavine lança em outubro um livro que conta através de suas valiosas imagens a história do grunge. A obra, 160 fotos em preto-e-branco, conta com textos de uma importante testemunha ocular da última grande revolução roqueira baseada em Seattle: Thurston Moore, do Sonic Youth, uma espécie de padrinho da cena.
O líder do Sonic Youth, tão de Nova York quanto Michael Lavine, relata desde a descoberta da cena punk de Seattle, a explosão mainstream da cultura independente, até a morte de Cobain, marco do fim do grunge.
As fotos de Michael Lavine até hoje ilustram o rock. O fotógrafo tem incrível trabalho atual que vão de ótimas imagens de bandas como TV on the Radio, Rapture, Kings of Leon até… Jonas Brothers.
Esse “Grunge” vem fazer par ao excelente “Touch Me I’m Sick”, livro de fotos do grunge de Charles Peterson, que tem texto de Eddie Vedder (Pearl Jam), entre outros. Peterson também foi um importante fotógrafo do rock de Seattle na virada dos 80 para os 90.
* SUA MÚSICA PREDILETA – Aposto que nem você tinha percebido que sua música favorita de 2009 é esta aqui abaixo:
* 2009/1991: A VOLTA DO PAVEMENT E O ÚLTIMO SHOW DO HOLGER - A cena continua bem ouriçada com a notícia da volta do grande grupo de Stephen Malkmus. Enquanto a gente por aqui não achar que “já deu”, vamos soltar pérolas do Pavement, para saudar o retorno da banda. Esta aqui embaixo é a de um show em Nova York em 1991, comecinho da banda, tocando a inacreditável “Trigger Cut”, bem ao estilo lo-fi tosco que foi a grande marca da banda.
E hoje, 22 de setembro de 2009, acontece no bar Tapas, em São Paulo, o último show da banda Holger, espécie de Pavement brasileiro. Último show antes de eles irem tocar no Pop Montreal, festival indie do Canadá. Músicas novas, primeiro álbum a caminho, ou segundo EP sei lá, o Holger é desde o ano passado o melhor grupo indie nacional, o show mais bacana, as melhores groupies (número que só aumenta).
E fizeram pôster de divulgação, tal qual as ótimas bandas americanas dos 90, tipo o Pavement.
A discotecagem da balada do Tapas, deu para você ler no pôster, fica a cargo do DJ Kurc, considerado grande revelação das picapes e das remixagens em 2009.
* SEU VÍDEO PREDILETO - Muse novo. O disco é chatongo, o single é mais-do-mesmo mas bom, o vídeo é cool. Lá vem o Muse com “Uprising”.
O Muse está metido com vampiros.
* PROMOÇÃO F.R.A.N.Z. F.E.R.D.I.N.A.N.D – DO YOU WANT TO? Poucas coisas nesta vida é tolerável deixar passar. Uma delas é o show único que a banda escocesa Franz Ferdinand fará em São Paulo na próxima quarta-feira, dia 30, na The Week. Vi recentemente uma apresentação da banda em Londres, show dessa turnê do disco “Tonight: Franz Ferdinand”, e posso dizer que eles ficaram melhores ao vivo do que já eram. Está desesperado porque não conseguiu nenhum dos 500 ingressos que se esgotaram em minutos quando colocados a venda? Não tem problema. A Popload tem dois deles para sortear. Para concorrer aos DOIS únicos ingressos que restam no mundo para o show do FF em SP, tudo o que você tem que fazer é ir ali nos comentários ou no lucio_ribeiro@ig.com.br e… pedir. Sem perguntas, sem frases.
* Can you feel it, see it, hear it today?
If you can’t, it doesn’t matter anyway
(Faith No More, “Epic”)
* POPLOAD em São Paulo. Hehe.
Promoção 1. A Popload está botando a sorteio este incrível All Star costumizado, doação da Converse, e com o desenho style comemorativo da primeira edição do Popload Gig, o festival internacional promovido no Brasil por este humilde blog. Atenção, só tem o tênis número 39 unicamente. Ou você calça este número e ganha para você, ou para doar de presente, ou para guardar e botar no e-Bay porque vai virar relíquia milionária. Você que sabe! E você que sabe como participar: nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br.
* É por isso que eu gosto da Inglaterra. Estou no aeroporto e vejo na loja de revistas que acabaram de lançar uma nova publicação de futebol. Com o improvável nome de “Football Punk”. Isso mesmo: muito futebol, muita música. E alguns ensaios de mulheres, óbvio. O slogan entrega a que a revista veio. “The beautiful game with attitude”.
* É por isso que eu gosto do Brasilzão. No aeroporto de São Paulo sou recebido pela nova “Caras”, com a capa mais improvável da história do jornalismo mundial. “A boda de Stênio Garcia”. Juro, essa é a CAPA da revista, com essa chamada principal, a manchete, sobre o assunto que faz a pessoa parar numa banca para gastar o dinheiro comprando a tal edição.
* FAITH NO MORE EM SÃO PAULO: FESTIVAL ANOS 90? – Está confirmado para outubro um show único do mais que cultuado Faith No More em São Paulo. A revivida banda de Mike Patton vem à América do Sul para três shows, é o programado: um no Brasil, um na Argentina e outro no Chile, a princípio. Na mesma barca do FNM vem outro grupo famoso dos 90, o Alice in Chains, representante do grunge de Seattle e que não tem mais seu marcante vocalista, Layne Staley, morto em 2002.
* A VOLTA DO SUPEROUTUBRO – Então o nosso tradicional outubro, que até o ano passado era o “mês do Tim Festival” e suas modernidades, está reformatado na linha “back to the future”? Assim: Faith No More, Alice in Chains e Depeche Mode tocam por aqui no mês 10.
E, no Rio, vai ter o Fashion Rocks, dias 23 e 24, bancado pela Oi. Alguém falou em… Kings of Leon?
Fora que, em outubro, deve acontecer o mundialmente famoso Popload Gig 3. É isso mesmo: o terceiro. Porque os dois primeiros estão confirmados.
* POPLOAD GIG EM SÃO PAULO - Está de bobeira em junho? O emocionante show do Matt & Kim (Brooklyn, NYC), a espetacular performance noise-art do No Age (Los Angeles, Califórnia) e a veloz apresentação indie-tosca do grande The View (Escócia) se agrupam nos dias 6 e 7 agora no clube Clash, para o primeiro festival internacional a ser realizado por este blog. Na parte nacional tem os incríveis Holger (SP) e Mickey Gang (ES). Faz parte dos “Empreendimentos Popload para 2009″, que logo mais anunciará mais bagunça por aí. Os ingressos já estão à venda. Clica no flyer style aí embaixo para ver onde.
* PLANETA TERRA CONFIRMADO - Ufa, pelo menos um dos megafestivais deste país vai emergir da crise econômica. Parece que o Planeta Terra Festival, que já estava virando o maior evento de música brasileiro e agora reina absoluto porque só existe ele mesmo, no tamanho, vai ser realizado no dia 14 de novembro em São Paulo, em lugar a ser definido. Não será mais na Vila dos Galpões, é a certeza.
* TWITTER E A VIDA COTIDIANA – Ok, eu já baixei o aplicativo para iPhone do “Singing Cat” e ele cantando (miando) “Ulysses”, do Franz Ferdinand, ou “Brand New T-Shirt”, do Holger, é sensacional (já enjoeei, óbvio, mas enquanto não tinha enjoado era bem engraçado). Sim, o Papa Bento 16 está no Facebook.Mas, das “modernidades” em curso na nossa vida cotidiana, o Twitter está me deixando mais… mais… impressionado(?). 1 - falei aqui do esquema das padarias inglesas, que mandam aviso (e endereço) das padocas no exato instante em que acabam de tirar pãozinho, croissant, pain au chocolat quentinho do forno. 2 - o astronauta americano Mike mandando twitter literalmente de outro planeta (eu sei, não é bem assim, mas é quase assim), enquanto estava em missão especial para consertos no telescópio Hubble. O que perscruta galáxias distantes, entende? Ele vendo vários pores-do-sol diferentes no mesmo dia. Recebendo telefonema do presidente Obama. Dizendo que aterrissou na Califórnia porque a base no Cabo Canaveral tinha fechado por causa das chuvas. E que estava feliz porque a Hubble está “all fixed up”. Ele twittando isso do mesmo jeito, no mesmo nível, mesma plataforma, mesma naturalidade que qualquer um twitta que saiu de uma reunião chata na escola e chegou em casa depois de ver o documentário do Simonal. Tem gente que não dá valor para coisas assim, mas eu acho incrível. One giant leap for twitterkind!!! 3 - A moda na gastronomia moderna é twittar receitas em 140 caracteres. Com isso, toda uma nova linguagem está sendo criada na gastronomia. Veja bem: não é botar link de receitas num post do Twitter. É botar a receita in-tei-ra no postinho de 140 toques. Tipo essa, de Porco Crocante: “Heat oven200C. Cut 1kgporkrind into strips. Boil 15m. Drain, scatter w/csalt, roast1hr, turnevrysooften”. 4 - Nos bastidores de uma famosa reportagem sobre Twitter no “Fantástico”, há algumas semanas, o grande Zeca Camargo orientava os twitteiros da matéria a não falarem as palavras “twitter”, “twittando”, porque o chefe dele não queria. Na certa temendo assustar o “brasileiro comum” que vê o programa com a palavra esquisita de lingua inglesa, estrangeirismo, sei lá. Na Inglaterra, na semana passada, um dos grandes jornais, não lembro qual agora, botou em sua primeira página uma foto gigante da Paris Hilton no festival de cinema em Cannes, com a amiguinha Peaches Geldof, as duas escrevendo no celular, cada uma no seu. O título da foto-texto era: “Nice to tweet you”. 5 - Mulheres grávidas já botam um aparelhinho na barriga que gera um post de Twitter cada vez que o bebê se movimenta lá dentro ou dá “um chute”. Aparente isso é bobagem, mas se você olhar bem isso significa dizer que o ser humano já está participando do mundo virtual antes mesmo de nascer. 6 - Na Guatemala, o Twitter já rendeu uma prisão a um sujeito acusado de usar a comunidade para causar “pânico financeiro” envolvendo um banco corrupto que… (a história é longa).
* POPLOAD GIG: RECADINHO DO MATT - Através deste blog, o lado mulher do espetacular duo Matt & Kim, atração do primeiro Popload Gig, mandou um recado para a “galere”:
“Hey! This is Kim from Matt and Kim. We’ve never been to South America before and can’t wait to come down and play at Popload Gig in June. I heard it is your winter… Someone tell me what we need to pack!”
* PROMOÇÃO 2 – INGRESSOS PARA O POPLOAD GIG - Este eu garanto. Corra o risco de ganhar m par de convites para cada dia do POPLOAD GIG, no clube Clash, sábado e domingo dias 6 e 7 de junho. Este é só para os comentários. Então comente.
* GREAT ESCAPE – DINOSAUR PILE-UP: O “NOVO NIRVANA” (HEHE)- Entre os muitos palcos em que mal cabia uma banda em cima (já falo), o trio Dinosaur Pile-Up se apresentou e arrebatou o Great Escape Festival, o importante festival de música nova de Brighton, na Inglaterra, o South by Southwest inglês. Mais: o South by Southwest europeu, em importância. Óbvio, “arrebatou o festival” na minha opinião, pelo que eu vi, das 300 bandas que tocaram e dentre as 30 que eu consegui assistir neste evento que circulou simultâneo em 40 clubes da cidade ao sul e litorânea do Reino Unido.
Arrebatou o Great Escape para mim e, tenho certeza, para todas as pessoas dentro do Audio naquela hora, naquele local, onde a banda se apresentou, um clubinho de frente para o mar, no subterrâneo de um bar, e do tamanho da nossa Funhouse, grosso modo.
Banda de moleques de 20 e poucos anos de Leeds, o Dinosaur Pile-Up, já falamos dele aqui, é um trio tipo o Nirvana mesmo: guitarrista vocalista que é numa só música num momento é fofo e no outro está gritando enlouquecidamente; baixista que fica pulando e balançando a cabeça o tempo todo; e o mais rápido baterista do mundo hoje.
Pelo tipão, pela música e principalmente pela história deles, ganharam os blogs, o “Guardian”, a BBC, a Radio One (BBC e Radio One no caso são coisas diferentes) e a “NME” no final do ano passado e ainda mais neste ano sob a acusação de liderarem um movimento… grunge.
Um movimento new grunge, melhor dizendo. E bem localizado: o new grunge só estaria acontecendo em Leeds. Bizarro.
A história era a de que os meninos da banda, quando saíam com amigos para clubes e para shows, não se sentiam bem com a música inglesa que os cercava, não estavam nem aí para Amy Winehouse e Lily Allen, e voltavam correndo para casa para ouvir… grunge anos 90.
Matt, 23 anos, o vocalista e guitarrista do Dinosaur Pile-Up, não tem pai. É aficcionado em Foo Fighters em particular e assumiu o Dave Grohl como seu “verdadeiro patriarca”. É verdade. Ele diz isso em todas as entrevistas.
Mas Matt parece MESMO o Cobain. Loirinho, guitarrista, gritador, tipo de moleque frágil até se mostrar ensandecido. Muito bonito, ele tem uma presença em cena de fazer os caras do Kings of Leon se sentirem geeks espinhudos. Deixa só a mulherada descobrir o Matt.
O baixista, Tom Dornford, é muito bom. O som do seu baixo é estourado e ele fica fazendo dancinha particular com o PA que ficava atrás dele, no Audio, em Brighton, no show do Great Escape. Fora quando ficava balançando a cabeça para frente, exatamente como os caras faziam nos anos 90 nos clubes ingleses, quando o Nirvana e sua galera chegaram na Ilha. Dança totalmente masculina.
O baterista Steve Wilson é bem preciso. E vem vigoroso. E tão rápido que, se o “paizão” Dave Grohl estivesse na platéia naquela hora, ele ia pensar logo na aposentadoria. (Brincadeira, Dave!)
É óbvio que o Audio estava lotadaço com fila do lado de fora por causa do Dinosaur Pile-Up, porque o lugar é um ovo. Mas isso não contava. O importante ali era a energia que era trocada entre a banda e a platéia, contagiante. O entusiasmo no final de cada música, naquele curto show de oito canções, era absurdamente crescente. Quando a apresentação acabou, o clubinho urrava saudando os moleques. Essa é a verdadeira medida das coisas.
Ainda no circuitão de shows pequenos no Reino Unido, o Dinosaur Pile-Up vai ter um verão bastante agitado em alguns dos principais festivais do Reino Unido, do T in the Park ao Bestival. Acho que, se acertarem mais uns dois singles razoáveis pelo menos, na linha dessas ótimas “My Rock’n'Roll” e “Traynor”, a gente vai ouvir muito falar desses garotos.
Abaixo o vídeo do Dinosaur Pile-Up fazendo o pequeno hino “My Rock’n'Roll” no Great Escape Festival, em Brighton. Imagem tosca, pouca iluminação no clube, som estourado porque eu estava embaixo de uma caixa acústica. Como um bom vídeo do Dinosaur Pile-Up tem que ser. Capte a energia.
Atenção para três momentos em particular: nos minutos 1:41, no 2:28 e depois no 2:40. Sim, o baterista está com a camiseta do Incrível Hulk.
* PROMOÇÃO 3 – DVD DO NIRVANA AO VIVO NO READING 92 - Opa, opa, opa. A Popload trouxe da Inglaterra, para sorteio, o famoso DVD “mais ou menos pirata” do Nirvana ao vivo no uber-famoso show do Reading Festival de 1992, no dia 30 de agosto daquele ano, a última apresentação da banda de Kurt Cobain em palcos ingleses. Já falei cem vezes aqui e ainda vou falar outras 400 sobre a importância desse show em particular, portanto vou poupá-los por agora. Apenas digo isto: concorra. Nos comentários e nos e-mails.
* AH, A LINGUA FRANCESA… 1 – Estou para pôr este vídeo aqui faz dias, mas sempre esqueço… Você achou “escandaloso” o duo Matt & Kim (Popload Gig alert!!) gravar um vídeo peladões na Times Square, em Nova York? Então veja só o vídeo de “Baby, Baby, Baby”, da dupla eletro francesa Make the Girl Dance, que já remixou o Franz Ferdinand, fez. Basicamente são algumas garotas nas ruas de Paris. Simples assim.
* PROMOÇÃO 4 – PASSION PIT E MACCABEES – Mais sorteio: a Popload bota na banca os novíssimos CDs importados das bandas Passion Pit (“Manners”, o primeiro do grupo de Boston), e Maccabees (“Wall of Arms”, o segundo da banda inglesa de Brighton). Eu sei que CD virou um artigo esquisito para se ter, mas ainda assim o formato nostálgico ainda é bacana, tals. Vem nos comentários ou no lucio_ribeiro@ig.com.br e tenta a sorte.
* AH, A LINGUA FRANCESA… 2 – OU A CANTORA MAIS BONITA DO POP MUNDIAL - Em meio à cena de aproximadamente um milhão de cantoras mulheres (a redundância é apropriada), encontraram a mais bonita de todas. Não sou eu que digo. Mas também não discordo. No meu rolê inglês percebi a forte chegada à cena da cantora Coeur de Pirate, nome artístico de Béatrice Martin, uma loirinha tatuada canadense (de Quebec), de 19 anos, que canta em francês.
Seu álbum, “Coeur de Pirate”, impregnado de piano rock, acaba de ser lançado na Europa e a galera está babando. O que me espantou é o falatório em Londres para alguém que canta em francês. Ela até tem um projeto em inglês, chamado Pearls, ainda no começo, e feito bem para entrar no mercado britânico e americano sem causar estranheza.
Quando eu vi a ode inglesa à canadense francesa eu fui logo ver o que falavam dela na França. Batata. Coeur de Pirate já é queridinha da revista de música (não só) mais legal do mundo, a “Les Inrockuptibles”.
Dá uma olhada no shape da garota (e na música, óbvio) neste vídeo dela, abaixo, para a lindinha “Comme des Enfants”.
* PROMOÇÃO 5 – CELULARES MOTOROKR - A Popload em parceria com a Motorola sorteia neste post DOIS celulares Motorokr EM35, que também é music player, vem carregado com o novo CD do U2, “No Line on the Horizon”, e tem uma tecnologia, com um microfone interno, que ajuda a eliminar os ruídos externos. O modelo chegou ao Brasil não faz dois meses. Vai lá: nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br você pede essas belezuras.
Lúcio Ribeiro é jornalista de cultura pop. Edita o Popload e é colunista do “Caderno 2″ (Estadão), da MTV, das revistas “Capricho” e “Homem Vogue”. É curador do festival Popload Gig, já na terceira edição, e DJ residente dos clubes Vegas e Lions, além de viajar o Brasil tocando em festas de rock.