* Reading. Ontem. O Muse, que costuma ser figurinha repetida do festival, encerrou os trabalhos na edição 2011 do evento. A novidade foi a execução do bem bom “Origin Of Symmetry” (segundo álbum da banda) na íntegra. Além disso, muita luz, fogos e aquela grandiosidade toda. Aqui dá pra conferir 40 minutos do que foi esse show.
Último dia de Reading com muitas atrações que o Brasil verá em breve. O Interpol fez seu show “correto” na arena principal. As meninas fofas do Warpaint fizeram show aclamado na tenda NME/Radio One. Ed Macfarlane disse que o Friendly Fires quer ser o novo Primal Scream. Mike Skinner vai terminar os trabalhos com o The Streets para se dedicar à carreira de ator. Já o Muse fechou toda a programação com o show meio épico meio exagerado de sempre, tocando na íntegra o ótimo álbum “Origin Of Symmetry”. Os vídeos e as fotos contam um pouco mais.
Tomada aérea da arena de Reading lotada para o último dia de festival
Tá achando que se divertir na lama é peculiaridade apenas do Glastonbury?
Ed Macfarlane, do Friendly Fires, resolveu mostrar seu gingado para o público bem de perto
O fofo grupo Warpaint, que vem ao Brasil abrilhantar o Popload Gig 8 em outubro, faz seu show hipnótico de sempre em uma das tendas no Reading
O Interpol, também com passagens reservadas para o Brasil, se apresentou na arena principal
O The Streets, de Mike Skinner, fez seu último show na história em festivais. Em 2012, ele pretende seguir carreira como ator. “Preciso fazer outras coisas. Estou ficando velho”, avisou Mike, no palco
O Muse encerrou o Reading 2011 com seu show apoteótico e tocou o “Origin Of Symmetry” na íntegra
De hoje até domingo acontece na Inglaterra o monumental combinado de festivais nas cidades de Reading e Leeds, um dos mais importantes eventos do calendário anual da música.
Com revezamento de line-up entre as duas cidades nestes três dias, as atenções são mais voltadas para a cidade de Reading, porque é lá que geralmente as coisas acontecem, como os históricos shows do Nirvana em 1991 e 1992.
Aliás, 2011 marca – além dos 20 anos do “Nevermind” – 20 anos também da primeira apresentação do Nirvana no evento. A importância da ligação entre festival e Nirvana é tamanha que a organização resolveu reproduzir o show de 1992 (que foi lançado em DVD) em telões nas duas cidades. Em Leeds, vai ser hoje. Em Reading, no domingo, como uma das “atrações” de encerramento do evento.
Aliás, 2011 marca os 20 anos em que EU fui pela primeira vez ao Reading Festival, vi o Cobain anunciar a “música nova” “Smells Like Teen Spirit” todo bebaço (para aliviar), depois de reclamar do preço do ingresso para galera, Nirvana tocando tipo com sol na cara, o sexto da lista do dia etc. Mas isso é uma outra história. Voltando a 2011.
O line-up do Reading deste ano, para variar, está bem… variado. Metronomy e Warpaint, futuras atrações do Popload Gig, estão escalados. O Beady Eye do Liam Gallagher e do Planeta Terra toca hoje no palco da NME/Radio 1, onde também terá o Vaccines, ex-PT. Recentemente as duas bandas trocaram farpas via imprensa.
Os headliners deste ano são My Chemical Romance, Strokes e Muse (de novo). A boa nova é que o Muse vai tocar o “Origin of Symmetry” na íntegra. No sábado, antes do Strokes, tem Pulp, que tem sido bem mais interessante ultimamente já que os nova-iorquinos têm feito shows, digamos, preguiçosos.
No total, serão mais de 200 shows. A Popload fará sua tradicional cobertura do Reading com fotos, vídeos e informações costumeiras durante todo o fim de semana.
* Ainda o Lollapalooza. O de Chicago, veja bem. Porque agora a gente tem o “nosso”.
Sabe o Kills aí em cima, né? Então…
Mesmo para quem não estava lá, graças ao Youtube e ao Twitter dá para dizer que “participamos” do festival neste ano, não?
E, de tudo o que vimos, lemos e ouvimos, qual foi o melhor show?
Qual você acha? Eu votaria no…
* Agora quando nos referirmos ao Lollapalooza teremos que botar “USA”, não? Afinal, temos o Lolla Brazuca a partir de ontem.
O Lollapalooza americano completa 20 anos de idade com esta edição 2011. O festival, que está sendo realizado desde ontem no incrível Grant Park, em Chicago, cercado pelo lago Michigan e um dos mais incríveis skylines do planeta, vai até amanhã à noitão, com quase 100 mil pessoas por dia vendo quase 200 bandas em três dias de evento.
Fundado em 1991 pelo motherfucker craze shit Perry Farrel, do Jane’s Addiction, o Lollapalooza nasceu itinerante, inaugurou a “Nação Alternativa” dos anos 80/90 e de anos para cá sentou pé em Chicago.
Voltando à edição 2011, que está tendo boa parte transmitida ao vivo no canal do Lollapalooza no Youtube, o primeiro dia foi bem agitado. Procurei resenhas falando mal do show do Coldplay ou aquelas piadinhas narrando a cafonália interpretativa do Chris Martin, mas não achei. Parece que foi showzão, se é que dá para aguentar quinze minutos seguidos de Coldplay hoje em dia.
Mas os EUA adoram o Chris. Mesmo ele “homenageando” a Amy Winehouse daquele jeito… A bem da verdade, a cantarolada de “Rehab” emendando em “Fix You” ficou bem melhor que a feita quarta passada.
Agora, achei o começo do show do Coldplay bem intenso. Essa nova “Hurts Like Heaven”, que vai estar no disco novo, é truly bem boa. Aí emendaram com “Yellow”.
Na mesma hora, no outro palco principal do Lolla, o Muse fazia seu ataque sonoro bacana misturado a uma masturbação indie-espacial que costumeiramente não dá para suportar. Tudo combinado com fogos, luzes de causar epilepsia e uma cutucada no Coldplay, na hora em que Matt Bellany foi agradecer ao público que preferiu ver o Muse: “Vocês escolheram o certo”. Na média, parece que o concerto agradou.
The Kills, deu para ver no Youtube, deu para ler nos blogs e sites, elevou à milésima potência a sensualidade de Chicago inteira na hora de sua performance. The Kills é f*da. VV cantando e mexendo o corpo do jeito que ela mexe, Hotel fazendo sua guitarra bluseira roncar esgarçada, festival cool com visual incrível, calor gostoso de fim de dia de verão, em que escurece só 10 da noite. Que mais para uma noitezinha “qualquer” em Chicago?
De resto, várias belezuras indies não desapontaram. O Two Door Cinema Club foi aquela descarga elétrica contagiante de sempre, o Foster the People mandou bem inclusive fazendo cover do Neil Young de tão abusados, a dobradinha do rapper Tinie Tempah mais o maluco do laptop Girl Talk empolgou geral, o Naked and Famous virou oficialmente o novo MGMT, o Crystal Castles continua o bom show retardado de sempre…
Ainda sobre o Foster the People, como é simpático o vocalista Mark Foster, não? Viram no show do Youtube? Que minirock star… Cada pequena música do disco de estréia deles parecia um grande hit.
Com o sol de meio-dia, 13h na cara, Vaccines de um lado e Smith Westerns de outro fizeram shows bem honestos. Sem clima e hora para empolgação master, mas arrancando aplausos fortes quando as canções acabavam. Deram um sanguinho bom. O Justin Young, do Vaccines, até falou: “Obrigado por caírem da cama cedo para nos ver”.
Esses moleques recém-escolarizados Kids These Days, de Chicago, são tudo isso mesmo?
Em fotos e vídeos, o primeiro dia do Lollapalooza foi assim:
******** AS FOTOS
O dia em Chicago começou com a notícia anunciada por Perry Farrell: o Lolla vem ao Brasil em 2012
Público se aglomera e formas longas filas na entrada do Lolla, no histórico Grant Park
Muita gente ainda estava à procura por ingressos. Os 270 mil colocados à venda para este ano – recorde histórico – já estão esgotados
A louquinha Alice Glass para variar se joga na galera durante o show do Crystal Castles
A ora doce, ora possuída Alison Mosshart, do Kills, em uma das apresentações mais aguardadas do primeiro dia
Invasão mexicana forte em Chicago só para ver o Muse
Mario e Luigi super bem na fita, hein?
Galera do Two Door Cinema Club concede entrevista para uma rádio local no backstage do Lolla
Matt Bellamy, do Muse, faz malabarismos virtuosos (não só para os mexicanos) com sua guitarra em Chicago
Justin Young literalmente vestiu a camisa do seu incrível Vaccines
O Coldplay, atração do Rock In Rio em setembro, apresentou suas novas canções e homenageou Amy Winehouse mais uma vez com “Rehab
******** OS VÍDEOS
* Fotos: Chicago Tribune, Time Out, WXRT Radio, Spin
Existem algumas peculiaridades no mundo pop que só mega festivais como o Lollapalooza podem proporcionar. Quando alguém programa uma visita a um evento desses, a primeira grande expectativa é relacionada às atrações. Depois de divulgadas as bandas, a segunda preocupação passa a ser uma lista de prioridades do tipo: “qual banda assistir?”, “qual palco é mais interessante?”, “quero pegar grade no show X”, “pretendo ir ao banheiro durante o show Y”…
É comum nesses festivais grandes atrações se rivalizarem. No Glastonbury passado, por exemplo, os megas U2 e Primal Scream tocaram no mesmo horário. De um lado, o Bono e sua trupe com o primeiro show do U2 em festivais após muito tempo. Do outro, o Bobby Gillespie conduzindo o Primal Scream “só” com o show do Screamadelica.
O próprio Primal Scream, semanas depois, passou por situação parecida. A banda, que é atração de luxo do Popload Gig 7, você sabe, tocou no mesmo horário do Coldplay no festival escocês T in The Park. Certa hora, a organização pediu para o Primal Scream abaixar o volume do som porque estava “abafando” o show do Chris Martin (em todos os sentidos).
Hoje, o Lollapalooza vai mostrar uma disputa digna de Premier League, do tamanho de um Manchester United x Liverpool. Dois potenciais headliners, Coldplay e Muse têm o mesmo horário para começarem e terminarem seus shows. Entre 20h15 e 22h (horário de lá), o Coldplay toca no palco Bud Light, enquanto o Muse toca no Music Unlimited.
O engraçado disso tudo é que Coldplay e Muse são as bandas britânicas de maior sucesso nos Estados Unidos nos últimos anos. Chega a ser cômica essa disputa, mas até pode dar uma noção do que a galera americana está preferindo ouvir hoje em dia. A alusão com o futebol nem é tão viagem assim da Popload, tanto que o Chris, baixista do Muse, levou a sério a disputa e se preparou para o show de hoje treinando no CT do Chicago Fire, clube de futebol da cidade. Duvida?
Apesar do Lolla estar sendo transmitido em dois canais do YouTube, vai passar ao vivo só o do Coldplay. 1 a 0 para o Chris Martin. Ou não.
Vai que o Terra, nessa “briga” Strokes x Liam Gallagher, resolve fazer a mesma coisa? Hihi.
A Popload segue com o sorteio de DOIS PARES de ingressos para os shows do U2/Muse, que vão tomar conta do Morumbi nos próximos dias. As entradas são de CADEIRA SUPERIOR AZUL 01 (CATIVAS). Um par de convites vale para o show do domingo (10/4) e o outro para o show de quarta-feira (13/4).
É só pedir via Comentários neste e no outro post. Para facilitar, coloque o dia desejado. O vencedor que não apontar o dia eu vou entender que pode ir em qualquer um dos dois.
Para ajudar, faça seu pedido no post lá embaixo, relativo aos ingressos. Mas se quiser fazer por aqui, tudo bem também.
O ingresso para o domingo tem sorteio e aviso amanhã, sexta. O de quarta-feira será anunciado na segunda.
Embaixo, fotos e vídeo da editoria de Cultura do iG sobre a transformação do Bono através dos tempos.
* Os ingressos foram cedidos à Popload pela empresa de telefonia Oi, que apresenta a U2 360º Tour no Brasil
Mais de 170 mil pessoas lotaram três vezes o estádio do Estudiantes, em La Plata, para acompanhar a turnê 360 do U2, que traz na bagagem o Muse, banda considerada de “primeira linha” no mercado de boa parte do mundo hoje.
Agora, Bono, Matt Bellamy & Cia. se preparam para os shows no Morumbi, aqueles que a busca pelos ingressos quase iniciou uma 3ª Guerra Mundial no final do ano passado.
A grande novidade do U2 nos shows argentinos foi a volta de “Even Better Than The Real Thing” ao setlist. A banda irlandesa não tocava um de seus maiores clássicos desde 2001.
No show de ontem, o U2 recebeu o cantor León Gieco e juntos executaram a canção “Sólo Le Pido A Dios”. Isso indica que, no Brasil, poderemos ter algum convidado especial local. Não vale dizer que vai ser o Carlinhos Brown…
Já o Muse tem tocado um setlist curto (em média 8 músicas, 50 minutos). A boa nova é que incluíram “Supermassive Black Hole” no show de ontem. Ela não vinha sendo executada nos primeiros shows aqui na América do Sul.
O show do U2 tem em média 2 horas e 20 de duração e, dizem, não tem sido tão “político” como nas últimas turnês, apesar da agenda do Bono incluir compromissos dessa natureza, como se reunir com a Dilma…
O U2 começou sua turnê sulamericana ontem em Santiago, no Chile, diante de 80 mil pessoas no Estádio Nacional. Durante mais de 2 horas, Bono & Co. tocaram quase 25 músicas no seu palco megalomaníaco. Emendaram “Beautiful Day” e “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” logo no início e provocaram uma catarse coletiva chilena.
Uma das “dúvidas” que pairavam é se o Muse faria seu set completo. Não foi. Durou cerca de 50 minutos.
SETLIST – U2, Santiago
1. Beautiful Day + Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (trecho)
2. I Will Follow
3. Get On Your Boots
4. Magnificent
5. Mysterious Ways
6. Elevation
7. Until The End Of The World + Anthem (trecho)
8. I Still Haven’t Found What I’m Looking For
9. One Tree Hill (participação especial – Francisca Valenzuela)
10. Pride (In The Name Of Love)
11. In A Little While
12. Miss Sarajevo
13. City Of Blinding Lights
14. Vertigo
15. I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight + Two Tribes (trecho)
16. Sunday Bloody Sunday
17. Scarlet
18. Walk On + You’ll Never Walk Alone (trecho)
19. One
20. Mothers Of The Disappeared (trecho) + Where The Streets Have No Name Encore:
21. Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me
22. With Or Without You
23. Moment Of Surrender
SETLIST – Muse, Santiago
1. Plug In Baby
2. Resistance
3. Time Is Running Out
4. United States Of Eurasia
5. Uprising
6. Starlight
7. Stockholm Syndrome
8. Knights of Cydonia
Começa hoje a mega turnê sulamericana do mega grupo de rock U2 e que tem em sua bagagem a já quase mega banda Muse, que abrirá todos os shows da turma do Bono a partir de hoje, em Santiago, no Chile. La Plata (dias 30/3, 2 e 3/4) e São Paulo (9, 10 e 13/4) serão as próximas paradas.
Desde o começo da semana, fãs se aglomeraram nos arredores do Estádio Nacional de Santiago até cerca de uma hora atrás, quando foram abertos os portões. O show do Muse deve começar por volta de 20h (com expectativa de set quase completo). O do U2 deve ter início entre 21h30 e 22h e pode durar até 2 horas e meia.
O U2 esteve ontem no Estádio Nacional para checar os últimos detalhes da montagem do seu palco “pequeno” e fazer a passagem de som. A banda executou quase 20 músicas (entre takes e sons completos), boa parte delas sem Bono.
Esta é a primeira visita do U2 à América do Sul em 5 anos. A última vez dos irlandeses por aqui foi em 2006, quando a banda fez dois shows em São Paulo. Agora eles repetem a dose e tocam somente na capital paulista outra vez, só que em 3 datas. A venda de ingressos ocorrida no final do ano passado foi marcada por uma busca brutal e sangrenta, seja por internet, telefone ou pontos físicos. Se fossem 10 shows, todos esgotariam em poucas horas, fácil. São esperadas mais de 250 mil pessoas nos três shows do Morumbi.
A Popload vai ficar de olho no que Bono, Matt & Co. aprontarão em terras chilenas hoje.
Ultimamente não se fala em outra coisa (talvez no Kidiaba). Como era de se esperar, tem sido uma batalha árdua e sangrenta para conseguir ao menos 1 dos quase 270 MIL ingressos para os três shows que o U2 fará em São Paulo, com abertura do Muse.
Mesmo com todo o aparato montado pela T4F, produtora do evento, são inúmeros os relatos de fãs que não conseguiram comprar entradas para os shows dos dias 9 e 10 de abril. A nova e última batalha começa amanhã, quando serão vendidos os ingressos da derradeira apresentação da Tour 360 no país, marcada para o dia 13/04/2011.
Em um levantamento rápido feito pela Popload junto a fãs que não conseguiram comprar ingressos, cada um conta sua aventura e apontam “erros” em todos os canais de venda, tipo (1) site que não entra, (2) telefone que não funciona ou (3) ponto de venda físico com fila interminável, seja em venda ou até mesmo durante pré-venda.
Abaixo alguns relatos enviados para a Popload na tarde desta quarta-feira.
Wagner Caetano “Fiz meu cadastro no site do U2.com para poder participar da pré venda de ingressos para fãs. Aguardei até o dia informado que seria a pré venda e consegui depois de muito custo entrar no sistema do tickets for fun. Selecionei várias opções de compras que me diziam estar disponíveis mas nenhuma deu certo. Sempre dava um erro na hora de avançar na compra. Foi isso até meu tempo de compra expirar. Tenso e com medo de perder mais uma vez a chance de comprar o ingresso entrei novamente depois de uns 30 minutos no site e coloquei a opção dele sugerir a melhor opção pra 4 ingressos adultos pois nem opção de meia entrada tinha. Daí ele me mostrou arquibancada superior laranja a bagatela de 380 cada ingresso mais taxa de conveniência e taxa de entrega. Como já estava desesperado, comprei assim mesmo. Não era o lugar que queria, mas diante das circunstâncias e desinformação acabei optando por comprar pra não ficar de fora. Mas aqui em SP os cambistas fazem uma farra. Na venda de ingressos para o primeiro show eles fizeram um rodízio na fila, pagaram idosos e grávidas para ficar na fila preferencial e acabaram com os ingressos em minutos. É complicado, pois a gente sabe que tem agências de turismo por aí vendendo ingressos superfaturados.”
Jean Finatti “Tentei comprar na bilheteria do Estádio do Pacaembu em São Paulo, fiquei cerca de 5 horas na fila. Havia muitos cambistas comprando ingresso mesmo com a presença da polícia militar no local. Aliás polícia essa que não fez nada além de reter dois cambistas só pra dizer que fizeram alguma coisa. Faltou energia nas bilheterias, e o sistema de vendas da Tickets For Fun caiu várias vez mantendo a fila parada. O problema é que os outros pontos de venda continuaram a vender ingressos. Quando só restavam duas pessoas a minha frente a bilheteria fechou. Conversando com um dos caixas ele me disse que seria anunciado o terceiro show, o que eu ja esperava. Logo que sai da fila um cambista veio tentar me vender um ingresso e mais uma vez a polícia militar nada fez.
A Time For Fun piorou a organização da fila prejudicando muitas pessoas. É inadmissível um sistema de vendas sofrer tantas baixas e ser tão instável. Agora e torcer para que a saga pelos ingressos do terceiro show possa ser completada!”
Renata Bruna “O site da T4f saiu totalmente do ar aqui em casa, não abriu até ter esgotado. Por telefone foi a mesma coisa, deu ocupado até esgotar.”
Nathália Martin “Minha amiga que é assinante do U2.com não poderia comprar os ingressos porque estaria na faculdade, ela me passou os dados e eu ficaria encarregada de comprar os ingressos. A pré-venda iniciou-se às 10hrs do dia 1º e eu estava tentando comprar os benditos ingressos: por quase 2 horas, o site deu todo o tipo de erro: não aceitava meu cpf, recusou meus cartões e, com o limite de 4 ingressos por código do U2.com, somente consegui comprar 3 ingressos, já que na hora do checkout, o site me informava que todos os ingressos estavam esgotados. Finalmente consegui comprá-los.
No dia 7, a partir da meia noite, loguei no site novamente pois precisava de 2 ingressos para a minha irmã e minha amiga e, novamente, foi a mesma palhaçada – mas desta vez, os ingressos se esgotaram e a minha amiga, que trabalhou até às 5 da manhã, saiu do serviço e foi direto para o shopping Center Norte, em SP. Havia uma fila enorme e desorganizada, cheia de cambistas e a organização T4F sabia deste fato. Em menos de meia hora após o início das vendas, os organizadores disseram aos presentes que os ingressos haviam se esgotado, mas que eles não ficassem tristes pois um segundo show aconteceria.
Estou revoltada com o descaso da T4F… Aliás, a Tam Viagens está vendendo pacotes de viagens com ingressos inclusos e os mesmos estão esgotados? Onde?
Sei que não sou a única que passou por este problema, mas é sacanagem demais ver a assessoria de imprensa da Time For Fun (acho que o nome da companhia é punintended mesmo: hora de diversão com a nossa cara!) negar problemas com a venda de ingressos quando 90% das pessoas podem relatar problemas acontecidos durante as vendas.”
Andréa Ferreira “Eu fiquei tentando entrar no site desde 5 pra meia-noite. No começo, mais ou menos nos 10 ou 15 minutos depois da meia-noite, ficava com aquela tela azul com o botão de ‘Tente Novamente’. Aí teve uma hora que nem essa tela azul eu não consegui acessar, o site parou de carregar aqui, como se ele estivesse fora do ar. Quando eu consegui entrar finalmente, tem aquele negócio de só poder ficar 15 minutos no site, pra outros acessarem. Deu aquele problema de ‘a cota pode não estar disponível’, e normalmente ficar apertando o ‘continuar’ resolve, só que eu fiquei apertando continuar pelos 15 minutos que eu tinha, e não consegui. E durante esses 15 minutos que eu tava tentando, a Time For Fun anunciou no Twitter que as vendas pela internet não seriam mais feitas porque não tinha mais ingresso, e isso era 1:30 da manhã. Aí eu desisti mesmo, tava estressada demais já, pedi pra uma amiga comprar pra mim lá na bilheteria no Rio.”
Juliana Mendonça “A primeira vez que tentei comprar ingressos para o show do dia 9 foi dia 4, fiquei desde as 22:30 da noite (23:30 de Brasília) tentando acessar o site, onde aparecia uma mensagem dizendo que os ingressos só começariam a ser vendidos 00:00, mensagem a qual ficou sendo exibida até mais ou menos meia noite e vinte. Passado este momento, a mensagem exibida era outra: o site está sobrecarregado pois 4.500 compras estão sendo feitas, agora você está numa sala de espera com capacidade para 90.000 acessos. Tente novamente. E tentei, fiquei até 2:00 dando atualizar, quando vi que em vez de melhorar a situação só piorava, (nem a mensagem que dizia que você estava na sala de espera aparecia mais) desisti.
No dia seguinte entrei em contato com vários amigos, nenhum havia conseguido comprar, por mais que ficassem até altas horas atualizando a página, foi quando me disseram que os ingressos tinham acabado.
No dia 7 (venda para o publico geral) a cena praticamente se repetiu, só que pior, não aparecia mais nada, só uma mensagem do próprio servidor de que a pagina havia excedido o tempo limite. Na pré-venda para o show do dia 10 consegui entrar 2:00 no
site, mas aí só tinham ingressos para algumas arquibancadas, (das quais é melhor assistir o show pela tv do que nas mesmas).
Devido a dificuldade encontrada na pré-venda nem tentei a venda para o público geral. Mas é isso aí, keeping the dream alive para o show do dia 13.”
* Se você tem ou sabe de alguma história parecida e quer fazer seu desabafo, manda bala nos comentários deste post. Nosso intuito é tentar entender até que ponto uma banda como o U2 não consegue ser vista por todo mundo que quer ingresso, se o problema é a oferta/demanda, se o U2 é grande demais para o Brasil ou se o erro está mesmo no sistema de vendas de ingressos para eventos de grande porte, independentemente de qual produtora organiza.
Todo mundo quer ver o Bono. Ou quase todo mundo. Seguindo a tendência e a expectativa das vendas do primeiro show, a segunda data do U2/Muse (10 de abril) já está com todos os seus ingressos esgotados.
Nas pré-vendas pela internet, reservadas ou para fã-clubes ou para clientes de determinados bancos/cartões, a média foi sempre uma, duas horas de venda para se esgotarem todos os lotes.
No início da madrugada de hoje, 0h em ponto, começou a venda geral pelo site Tickets for Fun. 60 minutos depois já não havia mais ingressos. A informação é que, no mesmo horário, centenas de pessoas enfrentavam frio e chuva no Credicard Hall, bilheteria oficial, esperando pela abertura das vendas em pontos físicos hoje, 10h. Meio dia já estavam todos esgotados não só lá, mas nos pontos de venda restantes também.
A rádio CBN destacava em sua programação pela manhã que foi grande a confusão no Pacaembu. As informações é que a fila estava desorganizada, os representantes da T4F chegaram em cima da hora e aumentaram ainda mais a confusão ao tentar “organizar” a fila. Fora isso, cambistas atuaram livremente. Conseguiam comprar os ingressos para em seguida já vender para fãs na fila a preços absurdos, tudo isso contando com a conivência da Polícia Militar.
No início da tarde, a T4F confirmou o “terceiro e último” show da Tour 360 para o dia 13 de abril (como a Popload entregou aqui semana passada, baseando-se em um erro do sistema da venda de ingressos da Tickets for Fun que listava a data).
A pré-venda para fãs cadastrados no site do U2 começa amanhã às 10h e se encerra dia 17, 20h. Para o fã clube, as vendas são limitadas a 4 ingressos por pessoa. A venda para clientes Citibank/Credicard será dias 18 e 19 (limite de 6 ingressos por pessoa). A venda para o público geral acontece dia 20, pelos mesmos canais de sempre.
Com alguns minutos de atraso após a meia noite, começou a pré-venda para os shows do U2/Muse para clientes Citibank (cartões Credicard e Diners) via internet e, como já era de se esperar, a correria foi insana.
O setor de Pista, provavelmente o ingresso mais “desejado” até pelo preço tentador e pela falta técnica de uma Área Vip gigante, se esgotou em menos de 60 minutos. Na hora seguinte, praticamente todos os ingressos de cadeira também evaporaram. Restaram (e ainda restam) poucos ingressos de arquibancada para essa pré-venda destinada à internet.
Ontem, horas antes da abertura da venda a T4F informava que foi desenvolvida toda uma plataforma especial do site para que o sistema não caísse. A capacidade é de até 4500 vendas simultâneas, sendo que existe uma “sala de espera” que comporta até 90 mil internautas. Enquanto fica nessa “sala de espera”, aparece uma mensagem com um botão “Tente Novamente” e o sistema atualiza automaticamente de 30 em 30 segundos, que é o período em que se abre “novas vagas” para compra. Além disso, é estipulado um prazo de 12 minutos para que a compra seja realizada. Cada usuário pode adquirir, no máximo, 6 ingressos. Mesmo com todo este aparato, foi grande o número de reclamações nas redes sociais de que o sistema ou não funcionava ou ficava eternamente na tal “sala de espera”. Quem conseguiu acessar disse que a navegabilidade do site durante a compra é prática e rápida e o email de confirmação chega minutos depois.
A partir da manhã deste sábado, o Call Center (4003-0806) e os pontos de venda físicos começaram também a funcionar com novos lotes para todos os setores. Essa pré-venda Citibank termina amanhã (domingo). Na segunda, 6, membros do fã clube do Muse terão essa regalia. Na terça, abre a venda geral que provavelmente será um caos em termos de procura. “Tranquila” mesmo foi apenas a primeira etapa de vendas, para membros do fã clube do U2.
Uma segunda data da 360 Tour em São Paulo é praticamente certa, com possibilidade de haver inclusive um terceiro show em solo brasileiro. Morumbi? Porto Alegre? Rio?
A verdade é que estes são apenas os primeiros capítulos da saga por procura pelos ingressos para ver o Bono e o Matt Bellamy…
Faz pouco tempo, eu avisei, pedi e quase implorei para botarem um freio no Muse. Falei que a banda estava matando o rock. Eu gosto do Muse, sempre faço questão de deixar claro. Mas de uma hora pra outra, os caras com um som progressivo/espacial messiânico simplesmente abarrotaram o mercado europeu e americano, passaram a tocar em estádios e arenas em tudo quanto é lugar, viraram atração principal em mega festivais, estamparam capas de revistas de todos os gêneros, ATÉ de música. Chegou uma hora que a conceituada inglesa “Q” botou em sua capa uma chamada para o Glastonbury: “U2 vs Muse: quem vai vencer?”. Eu estava em Paris alguns meses atrás e o grupo do Matt Bellamy tinha simplesmente dois shows com 160 mil ingressos esgotados para fazer no Stade de France.
Quando eu falei que o Muse estava matando o rock, muita gente levou a sério. Mas era para levar mesmo, afinal de contas eles cismaram até em soltar um disco voador nos shows, como se a banda tivesse chegando nas arenas vinda de outro planeta.
Só que agora eu tenho a humildade para voltar e dizer que o Muse está salvando o rock.
No início desta semana, em show no Staples Center, principal ginásio de Los Angeles, onde jogam os Lakers, ao final da ótima “Stockholm Syndrome” o Bellamy mandou mais de 8 MINUTOS só de riffs aleatórios: três do Rage Against the Machine, três do Nirvana, três b-sides. Ele costuma fazer isso, já, mas quase dez minutos de citações do rock merecem registro.
Ao que parece, a ordem foi: : “School + riff + Execution Commentary + Township Rebellion + Agitated intro + Agitated outro + War Within a Breath + Negative Creep + Dead Star + Endless Nameless”.
A coisa parece estar esquentando de vez para o assunto “U2 na América do Sul”. A Popload já vem ventilando faz um tempo que Bono e sua trupe devem aparecer por aqui entre março e abril.
Notícias vindas do Chile dão conta de que o grupo vem mesmo por essa época, mas com duas boas novas: supostas datas para Chile, Argentina e Brasil e o detalhe da banda de abertura: o Muse.
É mais ou menos assim. A banda que tem o palco/produção mais colossal do mundo pode ter como abertura uma outra banda que simplesmente costuma soltar um disco voador no meio da galera em seus shows. Tem tudo para ser transcendental. O Muse abriu alguns shows da 360º Tour do U2 na Europa e Estados Unidos e atualmente é a “bola da vez” na gringa.
As supostas datas seriam 25 e 26 de março em Santiago (Estádio Nacional), 31 de março e 1º de abril em Buenos Aires (ou La Plata, como dissemos aqui semana passada) e dias 7 e 8 de abril em São Paulo (provavelmente no Morumbi).
Os ingressos, segundo o site U2Chile, devem ser colocados à venda em outubro.
* Popload no Glastonbury 2010. Só no espírito, mas está valendo.
A Popload vai trazer o melhor dos melhores do Glastonbury 2010, que neste fim de semana dividirá os noticiários com a Copa do Mundo, especialmente na Europa e aqui na Popload, lógico.
Pilton (Inglaterra) será mais uma vez invadida por gente cool, antenada e esquisita de todos os cantos do mundo para a histórica 40ª edição do Glastonbury, maior evento de música e afins ao ar livre, que deve receber cerca de 180 mil visitantes até o próximo domingo, na fazenda de Mr. Michael Eavis.
A área gigante da fazenda receberá em seus 45 (!!!) palcos atrações teatrais, circenses, de dança e, também, muita música, de todos os estilos, do rock ao jazz.
Glastonbury é o típico evento em que todos os ingressos se esgotam em poucos dias, 6 meses antes dele acontecer e sem ninguém saber qual banda vai tocar em qual palco.
Tradicionalmente o festival rende registros épicos em foto e vídeo, porque não só de shows vive Glastonbury. Muita chuva e lama costumam acompanhar o festival nesta época de verão europeu. Somando-se isso aos parques de diversões e todos os tipos de drogas lícitas ou não que estão ao alcance de qualquer um no evento, às centenas de shows e rodas de discussão em torno de tendências que são de interesse público hoje em dia (como política, tecnologia, comportamento, etc.), é comum encontrar antes mesmo do início oficial do evento fatos/fotos tipo essa:
Príncipe Charles em visita ao festival hoje pela manhã
Sempre muito se discute sobre as atrações da Pyramid Stage (arena principal) meses e meses antes do anúncio oficial. Para a edição de quadragésimo aniversário, o Glastonbury havia escalado como headliners a lenda Stevie Wonder; o Muse, que atualmente tem a turnê mais concorrida do verão europeu e o U2, que faria sua primeira apresentação em um festival após praticamente duas décadas. Bono & Cia. seriam os responsáveis por encerrar a primeira noite de shows na arena principal (amanhã), mas o vocalista do U2 precisou passar por uma cirurgia mês passado e o show foi cancelado. Em cima da hora, Michael Eavis convocou a turma do Gorillaz, que passa a ter o show mais comentado nesses últimos dias porque há uma grande expectativa que o grupo virtual mistureba de Damon Albarn receba diversos convidados como Snoop Dogg e Mark E Smith. Lou Reed, parece, já foi confirmado.
O Glastonbury 40 começa oficialmente amanhã, mas hoje alguns dos 45 palcos já estarão funcionando e recebendo bandas que vem sendo bem comentadas na blogosfera, como Two Door Cinema Club e Local Natives. Ontem, durante o jogo da Inglaterra, cerca de 20 mil pessoas que lá já estavam acampadas acompanharam nos telões a classificação sofrida do time inglês para as oitavas-de-final da Copa.
Outro fator que chama a atenção é a escalação das bandas de sábado no palco principal. Além do Dead Weather, que passa a ser a atração “normal”, estão programados shows da Shakira (!), Scissor Sisters com participação da Kylie Minogue (!!) e o Muse, a banda que está matando o rock e levando até um disco voador para seus shows (!!!).
* Já vou falar do The Drums. E dos Pixies confirmado no Brasil. E do Popload Gig 3 NESTA SEMANA. Antes, tem o seguinte.
* Alguém precisa acabar com a banda inglesa Muse. Antes que eles acabem com o rock. Ou o punk precisa ressurgir com três acordes para dar fim nessa progressividade espacial do Matthew Bellamy. Cadê os Sex Pistols? Por que o Malcolm McLaren foi morrer justo agora?
Antes, veja bem. Eu GOSTO de Muse. Sempre gostei. Mais antes do que agora, na verdade. Mas ainda assim.
Aí eles viraram gigantescos na Inglaterra. Depois, constatei no começo do ano, circa Coachella, que os caras estavam imensos, tocando em arenas, nos EUA, mercadão difícil para os britânicos. Inclusive foram headliner no maior festival americano, o do deserto.
Então, aqui em Paris, lá vou eu comprar revistinhas de música na banca. E vejo que tem a mais recente edição da revista inglesa “Q”, de JULHO, que acabou de sair, trazendo na capa dupla um especial do Glastonbury. A chamada é a seguinte: “U2 vs Muse – Quem vai vencer o Glastonbury”. A capa já estava pronta antes de o U2 desistir de tocar. E a revista saiu. Com o Muse na capa e o U2 na contracapa.
Veja bem: Muse rivalizando com U2. E Muse na capa, empurrando o U2 para a “capa 2″, a contracapa. E, de novo, na capa, a chamada para o Muse era “Vamos ser a primeira banda no espaço”, declaração de seu líder. Porque o Bellamy acredita que eles vão sofrer uma abdução enquanto estiverem tocando. Espera que não acabou.
Aí, aqui na França, eu já sabia, o Muse está gigante. Já são há um tempinho. E dá-lhe revista especial sobre o Muse nas bancas. E Muse tocando muito nas rádios. E Muse nos jornais. Outdoors com o Muse. A banda vai tocar em Paris sexta e sábado no Stade de France, o gigantesco estádio da cidade. Os dois dias esgotadaços faz tempo. Ok.
Aí um amigo me mandou um videozinho de um show do Muse na Suíça, semana passada, cuja apresentação é essa:
O indie-ópera, indie-progressivo, indie-drama britânico conquistou a América, definitivamente.
Nesta semana, o trio inglês Muse botou em seu MySpace cerca de meia-hora em streaming do show que realizou no Key Arena, em Seattle, agora em abril.
Depois de ver, no começo dos anos 2000, o Muse tocar para 50 pessoas num bar sem palco de Nova York, juro que eu me perguntei “será?” quando vi o Coachella Festival anunciar a banda como um de seus headliners.
Acabei parando, mais por curiosidade, para ver uns 15 minutos do show no festival do deserto e entendi um pouco da simbiose que a banda inglesa e o público americano haviam desenvolvido.
Ainda assim, vendo essa cerca de meia hora de gravação que a banda colocou nesta semana em seu MySpace, do show de Seattle na mesma turnê que a do Coachella, dá para enxergar melhor que o Muse conseguiu nos EUA ir mais longe, em razoável número de anos, que Oasis, Blur e Radiohead, outros grandes do rock britânico.
Depois de lotar várias arenas gigantes, Madison Square Garden, Coachella e escambau nos EUA, o Muse ainda tem bastante gás para voltar em setembro aos EUA para uma segunda parte da turnê. Juro que estou impressionado, Matthew Bellamy.
* Popload no Rio de Janeiro. Este blog matou a família e foi ao cinema.
* Agora sim!!! O “Oi, Tudo em cima?” e o “Lumix Planos Odontológicos” estão me seguindo no Twitter.
* MUSE ZOANDO NA ITÁLIA - Não muito contentes em ter que tocar playback num programa cafona da TV italiana, o Muse deu uma de Nirvana e deu uma avacalhada na hora de mostrar seu novo single, “Uprising”.
O Nirvana, na lendária apresentação no saudoso programa inglês “Top of the Pops”, talvez o mais cafona de todos os programas musicais da história (ok, tem o quadro com banda do programa do Galvão Bueno na SporTV…), mandou “Smells Like Teen Spirit” com Kurt Cobain cantando tipo Johnny Cash e Grohl e Novoselic fazendo micagens em cima de base instrumentral pré-gravada.
Agora o Muse na Itália foi playback geral descarado mesmo, com os caras da banda britânica trocando os instrumentos, mostrando Bellamy na bateria com cara gozada.
No programa, o Muse foi anunciado pela loirona italiana apresentadora como uma banda “eclética, inovativa e corajosa”. Que beleza!
* VÍDEO DO ANO: FLAMING LIPS - Wayne Coyne é bem louco e curte bastante os animaizinhos, tudo isso normal. E poderia ser um sapo. Karen O é bem louca e deixou o Brasil na mão neste ano, embaçando e por fim dando um “não” ao convite do Planeta Terra para vir tocar em São Paulo. Mas que ficou classe este vídeo do Flaming Lips, participação da cantora do Yeah Yeah Yeahs, cantando a profunda “I Can Be a Frog”, isso ficou. Mais o vídeo que a música, na verdade.
Coyne é gênio.
“I Can Be a Frog” vai estar no álbum “Embryonic”, 12º disco dos Lábios Flamejantes de Oklahoma que “sai” em outubro e tem participação também nos moleques hipongos do MGMT.
* PAVEMENT É DE PASSAR MAL (MESMO) – Continua a série de louvação à volta da grande banda Pavement, que revela planos de fazer turnê MUNDIAL em 2010. Ai, ai. Agora relembramos o vídeo da linda “Rattled by the Rush”, uma música “menor” (haha) da banda de Stephen Malkmus, de 1995. O vídeo foi retirado da programação da MTV americana à época porque as pessoas ligaram para reclamar que ficavam tontas e de estômago embrulhado quando o assistia. Minha memória é falha, mas acho que o Beavis & Butthead fez uma zoeira incrível num episódio só por causa desse vídeo do Pavement. Veja ele (antes de almoçar ou jantar).
* TONIGHT: POP!UP - Nesta sexta, mais conhecida como hoje, a festa Pop!Up, projeto quinzenal deste blog que junta numa só as principais festas rock de SP e acontece no charmoso clubinho Alley, local totalmente integrado à malha ferroviária nacional, vai ter a presença convidada do incrível DJ Fiervo, além dos caras que estão aí no flyer. Os caras com os nomes escritos, quero dizer. Não os da foto. E digo mais, para não restarem dúvidas: os nomes dos DJs residentes não correspondem aos sujeitos da imagem, embora sejam visualmente parecidos até. What a mess!
* PROMOÇÃO F.R.A.N.Z. F.E.R.D.I.N.A.N.D. - Poucas coisas nesta vida é tolerável deixar passar. Uma delas é o show único que a banda escocesa Franz Ferdinand fará em São Paulo na próxima quarta-feira, dia 30, na The Week. Vi recentemente uma apresentação da banda em Londres, show dessa turnê do disco “Tonight: Franz Ferdinand”, e posso dizer que eles ficaram melhores ao vivo do que já eram. Está desesperado porque não conseguiu nenhum dos 500 ingressos que se esgotaram em minutos quando colocados a venda? Não tem problema. A Popload tem dois deles para sortear. Para concorrer aos DOIS únicos ingressos que restam no mundo para o show do FF em SP, tudo o que você tem que fazer é ir ali nos comentários ou no lucio_ribeiro@ig.com.br e… pedir. Sem perguntas, sem frases.
* JULIAN CASABLANCAS - Ainda a música nova e solo do cantor dos Strokes, “Eleventh Dimension”, meio disco, meio Pet Shop Boys. Gostei bastante dela. Só isso. Muito obrigado.
* IGGY POP NO PLANETA TERRA: OFICIAL - O padrinho do punk vem mesmo se juntar ao elenco 1991 do Planeta Terra 2009, conforme a Popload soprou dias atrás. E com os Stooges (sem, claro, o Ron Asheton, morto há poucos meses). O show vai ser especial: Iggy e os Stooges executarão faixa a faixa o clássico álbum “Raw Power”, de 1973, que começa só com “Search and Destroy”.
* FOO FIGHTERS NOVO – Veio à tona nesta semana a música nova do Foo Fighters, “Wheels”, uma das duas inéditas (a outra é Word Forward) que estarão na compilação de singles “Greatest Hits”, nas lojas reais e virtuais em novembro. A coletânea ainda vai ter o clássico “Everlong”, em versão acústica. As inéditas foram gravadas pelo grande produtor Butch Vig, nome dourado da época do grunge, cujas mãos moldaram o “Nevermind”, do Nirvana, e o “Siamese Dreams”, do Smashing Pumpkis, entre outros. Ouve a bonitona “Wheels”, aí.
* O HYPE DA MALU – Veja bem. Polêmica envolvendo a Malu, não a Mallu, hein? Aqui no Rio de Janeiro, só se fala em três coisas: Petkovic, o festival de cinema e a garota Malu. Outra Mal(l)u envolvida em hype e polêmica. Desta vez o “talk of the town” há algumas semanas é a adolescente Malu Rodrigues, atriz e cantora da adaptação brasleira para o musical alemão “O Despertar da Primavera”, em cartaz na cidade. Na peça, que trata de descoberta sexual, incesto e homossexualidade, Malu, 16 anos, mostra os seios em cena que simula um ato sexual. Prevendo babafá, a bela Malu, que nunca namorou, foi emancipada pelos pais, para ninguém cair matando em suas cenas ousadas.
* O QUE EU APRENDI COM O TWITTER NESTA SEMANA – A nova seção campeã de audiência da Popload, o espacinho dedicado ao que a gente viu de melhor (ou não) nesta semana no Twitter, volta neste post. Informações legais, curiosidades, bobagens, lições profundas de vida. Tem de tudo. E foi assim:
* @trabalhosujo O Segredo da Felicidade -http://migre.me/7AfM
@the_augustosto Sabendo de um show foda que vai rolar por aqui em novembro, mas nao posso contar ainda. eu ja to ansioso desde ja!
@NMEmagazine Damon Albarn to direct London Olympics 2012 opening ceremony? http://bit.ly/w7fgW
@anabean Ponto para a da “Esquire” com o Clinton: as capas de revista mais polêmicas de todos os tempos http://tinyurl.com/n5reus (* via @aitel )
@flaviadurante Estudantes chilenos imitam vídeo do @franzferdinand e são convidados por @alkapranos p/ show http://migre.me/7AX2 (via @nacholira)
@alkapranos Today’s prize goes to these guys: http://bit.ly/12Ko7j If they ever want to come to a gig, they’re on my personal list.
@lilyroseallen I’ve set up a new blog where i’ll be posting other artists views on the whole piracy debate.
@lilyroseallen And i’ve shut down the blog, the abuse was getting too much.
@neozeitgeist 59 minutos de The Twelves http://toomanysebastians.blogspot.com … Ótimo, como sempre. (via alguém que me esqueci)
@djmulherben Gibbard casando com a zooey deschannel: UM TAPA NA CARA DA SOCIEDADE ou A REVANCHE DOS NERDS. http://migre.me/7qOh
@OCriador Turbulência é o modo pelo qual Eu converto a maioria dos ateus.
@markopana De acordo com o Lucio Ribeiro, o Nelson Rubens dos festivais, Iggy Pop deve ser o próximo nome a ser confirmado, no lugar do YYY.
@malvados Terceira semana seguida que o “Fantástico” vem buscar pauta no Twitter.O fluxo de informação inverteu.
@OCriador O Michael Jackson é muito mais esquisito pessoalmente.
@marcelohessel Não dá pra fazer uma premiação só com o tapete vermelho? A limusine deixa, dá a volta no quarteirão, pega do outro lado, e fica tudo certo.
* A PROGRAMAÇÃO DO PLANETA TERRA - Vai no Sonic Youth? Esquece o Metronomy. Quer ver o Iggy Pop? Mas e o Ting Tings então? Saiu a programação do festival do Playcenter, que vai acontecer NO MESMO DIA do Maquinaria. Ficou assim:
Palco principal
16h – 17h – Macaco Bong
17h30 – 18h30 – Móveis Coloniais de Acaju
19h – 20h – Maximo Park
20h30 – 21h45 – Primal Scream
22h15 – 23h45 – Sonic Youth
0h15 – 1h30 – Iggy Pop and The Stooges
2h – 3h – Etienne de Crecy (live act)
Palco 2
18h – 19h – Ex!
19h30 – 20h30 – Copacabana Club
21h – 22h – Patrick Wolf
22h30 – 23h40 – Metronomy
0h – 1h – The Ting Tings
01h30 – 02h30 – N.A.S.A.
Lúcio Ribeiro é jornalista de cultura pop. Edita o Popload e é colunista do “Caderno 2″ (Estadão), da MTV, das revistas “Capricho” e “Homem Vogue”. É curador do festival Popload Gig, já na terceira edição, e DJ residente dos clubes Vegas e Lions, além de viajar o Brasil tocando em festas de rock.