Anos 00 – Anos X
* Popload em Washington, NYC, Brooklyn, Atlanta, São Paulo.
* Feliz 2010, galere. Porque 2009…
* Primeiro post dos anos X, pós-viagem ao gelo polar que quebra nariz e orelhas (e o que mais não tiver coberto por uma lã grossa) nos EUA, está chegando devagarinho.
* Nos EUA, o grande babado do final do ano foi as vendas do Kindle, o suporte eletrônico para ler livros e jornais. Era possível mesmo ver um Kindle ligado em qualquer hora que você entrava num Starbucks ou restaurante. Até em boteco de comida ucraniana eu vi galera comendo pierogi enquanto lia seu livrinho. A Amazon veio com a comprovação: a venda dos “livros virtuais” foram maiores no final de 2009 do que a de livros, hum, “de papel”.
A despeito da galera de sempre, como na música, que sempre aparece saudosa e do contra para dizer que prefere o cheiro e a textura de um livro de papel (o cheiro do vinil ou pegar na mão a capinha do vinil, no caso da música), o Kindle (e suas variações) foi a grande “venda do Natal”, segundo os especialistas americanos.
Peguei um app de Kindle para o iPhone mas ainda não consegui testá-lo para ver se presta.
* LOS PIRATA NO BRASIL (?!) - Num 2010 já cheio de grandes shows, o primeiro bom acontece nesta quinta-feira, no Sesc Santana. A banda indie nacional Los Pirata, do Brooklyn-NY (ué, por que não?) apresenta uma de suas imperdíveis performances, também para mostrar músicas de seu quase acabado disco novo, que será lançado de algum modo neste ano. Hoje em dia é raro um show do Los Pirata em plagas brazucas, porque o guitarrista Paco Garcia habita o bairro que tem mais bandas de rock por metro quadrado no planeta. Mais que as Perdizes, em São Paulo!
Paco Garcia, quando não está cruzando a América com banda de Jazz, tocando no Sxsw, abrindo show em Nova York para o Gogol Bordello ou se apresentando na Casa Branca para a Michelle Obama, vem para São Paulo para reviver o muito vivo Los Pirata.
E no dia seguinte, sexta, o Los Pirata faz um “aconchegante” show no bar CB, na Barra Funda.
Em uma apresentação em 2008 na session ao vivo do Poploaded, o programa de rádio deste blog (co-apresentado com o mítico Fábio Massari), o Los Pirata, sua guitarra branca, seu portunhol e sua bateria infantil se mostraram desta maneira.
* GOSSIP NA… PACHÁ – Falando em show, este internacional meeeesmo e já divulgado aqui neste blog, começa a tomar forma a vinda da incrível Beth Ditto e sua banda Gossip ao Brasil. Segundo li na Vogue RG, serão quatro apresentações do grupo no país, dentro de um festival chamado Vyrus. O primeiro deles teria data: 19 de março, na… na… na… Pachá. Vai acontecer num anexo da casa paulistana, que se chama Global Room e tem capacidade para umas 4 mil pessoas.
* A VOLTA DO PIL - É mais uma daquelas voltas suspeitíssimas, mas como tudo na vida do John Lydon é muito suspeito, então tudo certo. Os Anos 00 não podiam acabar sem o retorno à ativa da ilustríssima banda PIL (Public Image Ltda), grupo que Lydon formou nos anos 70 logo depois do fim dos Sex Pistols, quando assinava Johnny Rotten, inaugurando a famosa era do pós-punk inglês. O PIL realizou uma série de shows em Londres agora em dezembro e eu separei uma das grandes músicas da banda, a incrível e irônica “This Is Not a Love Song”, que nasceu só para ser uma respostinha aos críticos musicais que diziam que Lydon estava se vendendo ao “sistema” e acabou virando um dos maiores hits do PIL.
É óbvio que Lydon, o PIL e a música soam decadentes agora em 2010. Mas ainda é o PIL. E, principalmente, ainda é a “This Is Not a Love Song”.
* A IDA DO MICKEY GANG - Como assim, Brasil? Primeiro o Oasis. Agora o Mickey Gang. Assim, do nada, uma das bandas mais promissoras da cena indie nacional chegou a 2010 desfeita. O Mickey Gang acabou, junto com os anos 00. Elogiado até pelo “Guardian” inglês, que os chamou de “a melhor coisa brasileira desde o bom tempo (ou o CSS)” e ainda falou que o “Julian Casablancas parece velhinho perto deste grupo”, o Mickey Gang tinha até um single (“Horses Can’t Dance”) lançado no Reino Unido.
Essa gang de adolescentes de Colatina, Espírito Santo (Espírito Santo, veja bem. E Colatinaaaaaaa!!!), atração master do primeiro Popload Gig, quando o vocalista se apresentou com a camiseta do Jonas Brothers, é dona dos incríveis hits indies “I Was Born In the 90’s” (genial!!!) e “Virgin”.
Bad news. Vou sentir falta deles. Será que o Goos me descola uma camiseta dos dois caras gorfando o nome Mickey Gang, para eu guardar de lembrança?
Poxa, a banda é de Colatina, no Espírito Santo. Não pode acabar assim…
* SOCIAL D. NO BRASIL – Opa, opa, opa! A veterana banda californiana Social Distortion, capitaneada pelo figura Mike Ness, confirma em seu site oficial que vem ao Brasil pela primeira vez em abril. Seriam três apresentações: São Paulo (Via Funchal), Curitiba (Master Hall) e Porto Alegre (Casa do Gaúcho).
Mike Ness, uma das vozes mais reconhecíveis do rock americano ever, chegou a dizer que o que motivou a banda a finalmente vir para a América do Sul foi a quantidade de emails que sempre recebeu e ainda recebe de fãs de Brasil e Argentina, querendo a banda punk californiana por estes lados.
O Social D. é de 1978. Ouvindo os caras, dá para entender como nasceu toda a cena do “novo punk” americano dos anos 90. Green Day que o diga.
O engraçado é que, quando o “novo punk” apareceu nas paradas com tanto êxito, lá nos 90, o já velhinho Social Distortion lançou o grande “White Light, White Heat, White Trash”, álbum de 1996 que botava uma sequência toda própria no título de famoso disco do Velvet Underground para mostrar à nova molecada quem ainda mandava no punk californiano.
Deste disco saiu a incrível “I Was Wrong”, uma balada-punk onde Mike Ness tinha algumas coisas a dizer sobre tudo o que ele tinha feito em seu “passado jovem”.
“I Was Wrong” é esta delícia aqui:
* O post acabou. A premiação de viagem será anunciada no próximo post, nesta sexta. Agora as respostas do quem-é-quem dos guitarristas do rock, aí embaixo. Confira se você acertou muitos.

Notas relacionadas:
- Mais do que um sentimento: a grande escapada da Popload
- Está de bobeira em junho? Mais: Faith No More no Brasil!!!
- Julian e o futebol brasileiro. O indie nacional na Casa Branca. Morfina, Jesus e outras “elevações”








