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05/01/2010 - 18:12

Anos 00 – Anos X

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* Popload em Washington, NYC, Brooklyn, Atlanta, São Paulo.

* Feliz 2010, galere. Porque 2009…

* Primeiro post dos anos X, pós-viagem ao gelo polar que quebra nariz e orelhas (e o que mais não tiver coberto por uma lã grossa) nos EUA, está chegando devagarinho.

* Nos EUA, o grande babado do final do ano foi as vendas do Kindle, o suporte eletrônico para ler livros e jornais. Era possível mesmo ver um Kindle ligado em qualquer hora que você entrava num Starbucks ou restaurante. Até em boteco de comida ucraniana eu vi galera comendo pierogi enquanto lia seu livrinho. A Amazon veio com a comprovação: a venda dos “livros virtuais” foram maiores no final de 2009 do que a de livros, hum, “de papel”.

A despeito da galera de sempre, como na música, que sempre aparece saudosa e do contra para dizer que prefere o cheiro e a textura de um livro de papel (o cheiro do vinil ou pegar na mão a capinha do vinil, no caso da música), o Kindle (e suas variações) foi a grande “venda do Natal”, segundo os especialistas americanos.
Peguei um app de Kindle para o iPhone mas ainda não consegui testá-lo para ver se presta.

* LOS PIRATA NO BRASIL (?!) - Num 2010 já cheio de grandes shows, o primeiro bom acontece nesta quinta-feira, no Sesc Santana. A banda indie nacional Los Pirata, do Brooklyn-NY (ué, por que não?) apresenta uma de suas imperdíveis performances, também para mostrar músicas de seu quase acabado disco novo, que será lançado de algum modo neste ano. Hoje em dia é raro um show do Los Pirata em plagas brazucas, porque o guitarrista Paco Garcia habita o bairro que tem mais bandas de rock por metro quadrado no planeta. Mais que as Perdizes, em São Paulo!

Paco Garcia, quando não está cruzando a América com banda de Jazz, tocando no Sxsw, abrindo show em Nova York para o Gogol Bordello ou se apresentando na Casa Branca para a Michelle Obama, vem para São Paulo para reviver o muito vivo Los Pirata.

E no dia seguinte, sexta, o Los Pirata faz um “aconchegante” show no bar CB, na Barra Funda.

Em uma apresentação em 2008 na session ao vivo do Poploaded, o programa de rádio deste blog (co-apresentado com o mítico Fábio Massari), o Los Pirata, sua guitarra branca, seu portunhol e sua bateria infantil se mostraram desta maneira.

* GOSSIP NA… PACHÁ – Falando em show, este internacional meeeesmo e já divulgado aqui neste blog, começa a tomar forma a vinda da incrível Beth Ditto e sua banda Gossip ao Brasil. Segundo li na Vogue RG, serão quatro apresentações do grupo no país, dentro de um festival chamado Vyrus. O primeiro deles teria data: 19 de março, na… na… na… Pachá. Vai acontecer num anexo da casa paulistana, que se chama Global Room e tem capacidade para umas 4 mil pessoas.

* A VOLTA DO PIL - É mais uma daquelas voltas suspeitíssimas, mas como tudo na vida do John Lydon é muito suspeito, então tudo certo. Os Anos 00 não podiam acabar sem o retorno à ativa da ilustríssima banda PIL (Public Image Ltda), grupo que Lydon formou nos anos 70 logo depois do fim dos Sex Pistols, quando assinava Johnny Rotten, inaugurando a famosa era do pós-punk inglês. O PIL realizou uma série de shows em Londres agora em dezembro e eu separei uma das grandes músicas da banda, a incrível e irônica “This Is Not a Love Song”, que nasceu só para ser uma respostinha aos críticos musicais que diziam que Lydon estava se vendendo ao “sistema” e acabou virando um dos maiores hits do PIL.

É óbvio que Lydon, o PIL e a música soam decadentes agora em 2010. Mas ainda é o PIL. E, principalmente, ainda é a “This Is Not a Love Song”.

* A IDA DO MICKEY GANG - Como assim, Brasil? Primeiro o Oasis. Agora o Mickey Gang. Assim, do nada, uma das bandas mais promissoras da cena indie nacional chegou a 2010 desfeita. O Mickey Gang acabou, junto com os anos 00. Elogiado até pelo “Guardian” inglês, que os chamou de “a melhor coisa brasileira desde o bom tempo (ou o CSS)” e ainda falou que o “Julian Casablancas parece velhinho perto deste grupo”, o Mickey Gang tinha até um single (“Horses Can’t Dance”) lançado no Reino Unido.

Essa gang de adolescentes de Colatina, Espírito Santo (Espírito Santo, veja bem. E Colatinaaaaaaa!!!), atração master do primeiro Popload Gig, quando o vocalista se apresentou com a camiseta do Jonas Brothers, é dona dos incríveis hits indies “I Was Born In the 90’s” (genial!!!) e “Virgin”.

Bad news. Vou sentir falta deles. Será que o Goos me descola uma camiseta dos dois caras gorfando o nome Mickey Gang, para eu guardar de lembrança?

Poxa, a banda é de Colatina, no Espírito Santo. Não pode acabar assim…

* SOCIAL D. NO BRASIL – Opa, opa, opa! A veterana banda californiana Social Distortion, capitaneada pelo figura Mike Ness, confirma em seu site oficial que vem ao Brasil pela primeira vez em abril. Seriam três apresentações: São Paulo (Via Funchal), Curitiba (Master Hall) e Porto Alegre (Casa do Gaúcho).
Mike Ness, uma das vozes mais reconhecíveis do rock americano ever, chegou a dizer que o que motivou a banda a finalmente vir para a América do Sul foi a quantidade de emails que sempre recebeu e ainda recebe de fãs de Brasil e Argentina, querendo a banda punk californiana por estes lados.
O Social D. é de 1978. Ouvindo os caras, dá para entender como nasceu toda a cena do “novo punk” americano dos anos 90. Green Day que o diga.
O engraçado é que, quando o “novo punk” apareceu nas paradas com tanto êxito, lá nos 90, o já velhinho Social Distortion lançou o grande “White Light, White Heat, White Trash”, álbum de 1996 que botava uma sequência toda própria no título de famoso disco do Velvet Underground para mostrar à nova molecada quem ainda mandava no punk californiano.
Deste disco saiu a incrível “I Was Wrong”, uma balada-punk onde Mike Ness tinha algumas coisas a dizer sobre tudo o que ele tinha feito em seu “passado jovem”.

“I Was Wrong” é esta delícia aqui:

* O post acabou. A premiação de viagem será anunciada no próximo post, nesta sexta. Agora as respostas do quem-é-quem dos guitarristas do rock, aí embaixo. Confira se você acertou muitos.

guitar_heroes

Notas relacionadas:

  1. Mais do que um sentimento: a grande escapada da Popload
  2. Está de bobeira em junho? Mais: Faith No More no Brasil!!!
  3. Julian e o futebol brasileiro. O indie nacional na Casa Branca. Morfina, Jesus e outras “elevações”
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , ,
07/12/2009 - 11:33

Julian e o futebol brasileiro. O indie nacional na Casa Branca. Morfina, Jesus e outras “elevações”

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* Pronto, agora que eu estou aparentemente livre dos remédios narcóticos, dá para escrever uma coisa ou outra sem achar que a tela do computador é realmente uma janela (e não “janela”) que eu tenho que atravessar. Morfina é para os fracos.

kurtjesus

A história recém-descoberta de que Jesus Cristo teria visitado no mundo antigo a Inglaterra e, mais especificamente, Glastonbury, a Jerusalém dos festivais de rock do mundo moderno, é sensacional por si só. Que ele teria utilizado lama para construir na cidade uma casa ou igreja é igualmente, digamos, revelador. E que por conta de tudo isso o figuraça Michael Eavis, o maluco que organiza o Glastonbury, esteja pensando para a histórica edição de 2010 escalar o grupo Jesus & Mary Chain tocando “Psychocandy”, seu seminal primeiro álbum, é algo para se dizer “Amém”. Já vai ter o U2 cantando “Gloria”, hit do seu cristianíssimo álbum “October”. E, não, nem vem, Kurt Cobain: por motivos que fogem desta dimensão não vai ter uma apresentação especial do Nirvana desempenhando a música “Jesus Don’t Want Me for a Sunbeam”

* SUPERMARÇO TRAZ MASSIVE ATTACK - Guarda seu 13º. Março de 2010, por algum motivo cósmico, virou o que a gente costumava ter em outubro/novembro: uma época de muitos shows internacionais. Parece que foi adicionada à lista do supermarço a grande banda inglesa Massive Attack, outrora de trip hop, que excursiona pela América do Sul no começo do ano que vem para promover seu novo álbum, “Heligoland”, a ser lançado em fevereiro. O CD terá convidados como Damon Albarn (Blur), a galera do TV on the Radio e, talvez…, Mike Patton.

Por enquanto, teria “escapado” apenas a data do show do Massive Attack em Santiago, no Chile: 2 de março. Vamos ver como a coisa anda.

Um desenho do supermarço de shows está assim rascunhado: Franz Ferdinand, Coldplay, Gossip, Guns n’ Roses, Bat for Lashes, Massive Attack. Se você estender para abril, dá para botar na conta U2 (talvez) e Popload Gig 3 (talvez).

* MELHORES DE 2009: THE XX - A especialíssima banda inglesa XX programou a linda “VCR” como seu próximo single, se é que isso ainda exista. “VCR”, como 98% da pequena obra do XX, é daquelas canções que ajudaram a inaugurar o conceito bizarro de indie-minimal, que imagino vai encher as caixas sonoras em 2010. Música calminha, simples até a medula, das que dão a impressão que até você que nunca encostou num instrumento pode tocar e cantar. Enfim, música para ouvir no quarto de luz apagada.

Tirando o blablá, essa “VCR” é de doer a alma. Nela o jogralzinho garota-garoto do XX funciona de modo absurdo. Ela falando que ele costumava ter respostas para tudo e que vendo as coisas em fita VCR ela achava que eles eram superstars. Ele desejando ir para o fundo do mar viver em outras companhias. Adoro a parte “We live half in the daytime/ We live half at Night”.
Poesia baratinha + som econômico cheio de barulhos eletrônicos simplórios + ela canta + ele canta = …

Parece filhos hipotéticos do pessoal do New Order/Joy Division ganhando tecladinhos e baixo de Natal.

E tem o lado B do single “VCR”, que vai ser a inédita “Insects”, que circulou por blogs ingleses semana passada.

* JULIAN CASABLANCAS: “STROKES MELHOR DA DÉCADA? NÃO É BEM ASSIM” – Entrevista com o “difícil” Julian Casablancas, à luz do disco solo e de sua primeira turnê longe dos amigos dos Strokes. Saiu no “Guardian”, há alguns dias. O jornalista meio chocado com a “agressividade leve e a incomunicabilidade” do Casablancas. “O que você gostaria que eu dissesse?” é o título do texto, para dar uma idéia. Julian não concorda que os Strokes foram um dos principais grupos da década. “Você não acha que sua banda devolveu a graça ao rock, deixou o rock ’sexy’ novamente?”, perguntou o Tim Jonze, conhecido jornalista inglês de música, editor do diário britânico. “O que eu acho é que os Strokes ajudaram a difundir o indie rock. É o que eu acredito que fizemos.”

* Essa é velha, já tinha visto uma vez, mas por alguma carga d’água não dei na Popload. Então, já que eu esbarrei nela, aqui está. Tem uma foto famosa do Julian Casablancas batendo bola em um sítio no Rio de Janeiro. O pai do Julian mora lá, O stroke tem até irmãozinho brasileiro. Logo a conexão é tão clara quanto a do “carioca” Fabrizio Moretti com o Brasil. Você vai ver na foto, o time do Julian, o terceiro de pé, estava invicto no Rancho Santo Antônio.

jcasablancas_06

* JOHNNY CASA BRANCA: O INDIE NACIONAL CHEGA… À CASA DO OBAMA – CSS? Bonde do Rolê? O mais longe que o indie nacional jamais pensou em alcançar aconteceu semana passada. A história é direta e reta. Líder de uma das bandas indies nacionais mais incríveis desta década, a formação portunhol Los Pirata, o guitarrista João Erbetta tocou na Casa Branca, famosa residência oficial do presidente dos EUA. Erbetta, Paco Garcia quando o Los Pirata exige a persona, residente atual do bombado bairro nova-iorquino do Brooklyn, foi um dos convidados para uma festa organizada pela Michelle Obama, a mulher do homem. Erbetta sugeriu a banda Yamomanem, de Washington DC, para acompanhá-lo. O “encomendado” era um repertório mais “jazzy”. Mas Erbetta, que tem discos solo de surf rock instrumental, acabou desempenhando seu prórpio som e mandando até “Tico-Tico no Fubá” para a primeira-dama, li no site da revista “Época”. Nice!

Detalhe: o pirata João Erbetta foi convidado para tocar de novo na Casa Branca na semana que vem. “Não sei se vai dar para ir de novo”, diz o guitarrista, desencanado da turma do Obama.
Será que uma hora dessas, para um festa menos careta, o Los Pirata toca na casa mais famosa do mundo?

* O Los Pirata faz dois shows no começo de janeiro em São Paulo, a princípio. Um no Sesc Santana (dia 7) e outro no CB (dia 8).

* O TWITTER E O MELHOR DA SEMANA (PASSADA) – Bom, como não rolou o post sexta, fica para hoje o que aconteceu de mais… mais… mais… “destacável”. Vai soar meio defasado, mas enfim, foi isso.

@narcisaoficial Odeio futebol, mas adoro copa! Copacabana PALACE

@pedrobeck Outro dia mandei sms p/ minha mae escrito “email” p/ ela olhar o email. ela me liga e diz “tem email seu no meu cel mas só ta escrito email”

@anabean Picolé de QUEIJO não é legal http://bit.ly/5OlId3

@vcunha UNFOLLOW FRIDAY: @realWbonner @paulosalimmaluf @luanapiovani @Boninho @Veja

@caioo Lombardi says: ‘leila, segura. nós vamos morrer’

@pedrobeck HAHAHAHA. Tão falando ai que o Twitter vai mudar o “What’s happening?” por “Who’s dead?” (via @jramanzini).

@guardianculture Arcade Fire to release new album in 2010 http://bit.ly/7mup71

@athosampaio Tatu obeso – O VÍDEO – http://bit.ly/7Lj64o

@spiceee Curto q jornais vinculem a piada de robin williams c/o histórico de drogas, como se precisasse estar drogado pra fazer piada c/o rio.

@marconil Não acredito em ETs. Acho difícil que outro planeta reuna as três condições indispensáveis à vida: luz, oxigênio e cerveja.

@MGoldschmidt Na globo o repórter pergunta: “o time começa como líder e perde de 4…”. Pô, vamos construir melhor a frase? “de 4″ é muita humilhação…

@disarm_ Amor é quando minha mãe faz café pro meu pai e toma um gole antes, pra ter certeza que está do gosto dele.

@FabioRex Eu queria uma vez fazer umas sungas com o logo “o câncer da prostata no alvo da moda” mas achei q não ia vender muito.

@MarcoBezzi AC/DC = Antes da Chuva/Depois da Chuva

@mautex RT @zimbinsky: AC/DC alert! Cuidado: nem tudo que tem cabelo comprido no show é mulher.

@rbressane O que me assusta é: por que a Folha prefere grafar ‘boceta’ a ‘buceta’? Boceta é caixa, segundo os lusos. Buceta é outra coisa

@MyHolger Ver a @luizamell dançando ao som de Holger foi algo inesperado!! #latipordentro

@portaldogeologo Executivos americanos apostam em retomada do mercado de carvão. E não, não é por causa do seu churrasco de fim de ano: http://bit.ly/71SJg1

@sergueirock Eu nunca morderia um animal para maltratá-lo… mas confesso que uma vez mordi a bunda de um holandês. Recomendo, people.

* POPLOAD E O REGGAE (!!!!) - Por que não? Nesta quarta-feira se apresenta na Clash Club (Barra Funda) a banda americana Easy Star All-Stars, aquele grupo famoso em fazer versões dub, ska e dancehall para álbuns clássicos do rock, tipo “OK Computer”, do Radiohead, e “The Dark Side of the Moon”, do Pink Floyd. Até para os Beatles eles fizeram uma versão dancehall.

E a Popload sorteia dois pares de ingressos para o show do grupo nova-iorquino ESAS. Para concorrer, basta mandar sua solicitação nos comentários aí embaixo. Lá pelas 16h desta quarta eu aviso os ganhadores por email. Vai pro reggae?

* DISCO DO ANO -Vem no próximo post. Deu preguiça de elaborar. Também os últimos ganhadores do DVD do Primal Scream chega logo mais.

Notas relacionadas:

  1. O indie nacional está nu (peladão, mesmo). Popload Gig 2. O Faith No More, o Killers e o Franzzzz na nossa mira. O Pata e o Julian. Os Monkeys e a La Roux
  2. Anatomia de um hit indie nacional. A música ruim mais legal do momento. Green Day na(o) Terra? Ting Tings também? Serviços de utilidade pública. O Gui Fest. E o Arctic Monkeys. E é isso aí.
  3. A morte (e o renascimento) do indie. A maldição da múmia. A semana no Twitter. E outras histórias
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , ,
20/03/2009 - 18:37

Spank spank spank e o menino do Rio

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******** BREAKING NEWS: Radiohead no Rio ***********

* E a Popload não está – fisicamente – presente no meio do turbilhão Radiohead-In-Brasil, mas é como se estivesse. E nem digo isso pela quantidade de tweets que posso ler daqui mesmo de Austin, mas pela quantidade de sms que chegam real-time a cada braçada do Thom Yorke nas ondas de Ipanema.

Foto: EGO / WENN

* MENINO DO RIO – E não tinha outra maneira de abrir esse breaking news… É praticamente o fim do indie como nós o conhecemos. Eis que o Thom Yorke surge para provar ao mundo (as fotos estão rodando os blogs gringos, vocês viram?) que indie também pega jacaré, reflete na areia e exibe a boa forma. Ou quase isso.

* Confesso que não conheço boa parte das pessoas que me mandam sms neste exato momento para descrever o show no Rio, mas já vou agradecendo de antemão. Valeu, galere! =) Vamos às primeiras impressões dos leitores Popload via live-sms. A cobertura na íntegra a gente deixa para o show em São Paulo, certo? E parece que foi assim:

- Primeira boa notícia: “boa parte dos fãs do Los Hermanos já estava desmaiada (bebida?) antes do show do Kraftwerk começar”.

- “Apoteose semi-vazia”. Alguém tinha alguma dúvida?

- “15 Step abre o show”. Sem marchinha, mas há relatos de uma bandeira da Mangueira no palco. WTF, Thom Yorke? Já abduziram o gringo.

- “Segue com All I Need.”

- “Cariocas seguem conversando normalmente, em alto e bom som.”

- “There There. Gente chorando paca”

- “Ok. Agora vai. Tocaram Karma Police. Comoção geral” – no twitter principalmente.

- Depois de Nude, seqüência matadora: Weird Fishes, National Anthem, No Surprises, Jigsaw e Idioteque.

- “Idioteque tá meio pancadão, viu”

- Alguém manda o seguinte sms: “Entrou uma voz falando de Companhia das Letras. Ou mais ou menos isso. Comenta-se que deva ser alguma intervenção poética”. Hã? Alguém mais ouviu alguma coisa em português?

- “E neguinho continua falando pra c*ralho. Ninguém presta atenção no show!”.

- “Juro que ouvi um berro de Radiohead is Fuck vindo do além. Aaaaaah começou Street Spirit”

- “O show tá passando rápido demais. Agora Bodysnatchers, a única realmente legal do disco novo”. N.E.: discordo!

- “Show segue com Videotape, How to Disappear Completely e…”

- Recebi vários desse ao mesmo tempo: “PARANOOOID”. Não precisa dizer mais, acho.

- “A Apoteose parece até cheia agora. Galera cantando junto”

- “To vendo o show ao lado do Cigano Igor.” Chegaram relatos sobre o Rodrigo Santoro também, mas achei o Cigano mais interessante.

- “House of Cards e JUST”

- “Outro quase pancadão: Everything in Its Right Place. E nada de Creep ainda, hein”

- “Creeeeep! Morri.”

- “Só no Brasil uma música dessas é interrompida por: ‘água mineraaaaaal! água mineraaaaal!’ Vou te contar, viu”

* Fotos e videozinhos logo mais.

RADIOHEAD – SETLIST – APOTEOSE 20/03/2009
15 step
Airbag
There There
All I Need
Karma Police
Nude
Weird Fishes/Arpeggi
The National Anthem
The Gloaming
Faust Arp
No Surprises
Jigsaw Falling Into Place
Idioteque
I Might Be Wrong
Street Spirit (Fade Out)
Bodysnatchers
How To Disappear Completely

Encore 1
Videotape
Paranoid Android
House of Cards
Just
Everything In It’s Right Place

Encore 2
You And Whose Army?
Reckoner
Creep


Thom, o menino do Rio, trouxe seu Radiohead pela primeira vez ao Brasil. (Foto: JPLages)


O disco voador, digo, palco, do Radiohead ilumina a Apoteose. (Foto: SeLuSaVa)

********* Popload em Austin, Texas *************

* E aí? Muita tensão por causa do Radiohead? Já viu que o Caetano Veloso já está para lá e para cá com os caras? Xiiiii. É inacreditável como os ingressos para o Radiohead estão disponíveis para compra há meses, não tinha esgotado até esta sexta e ainda chegam a mim uns desesperados perguntando se eu não tinha ou não conhecia alguém que tivesse ingressos “para vender”.

* Aqui no Texas, estou quase pedindo socorro. Tem show do meio-dia às 2h da matina. Muitos, vários, em todos os lugares. Você consegue saber de 10% deles. O resto escapa bonito. Mas o Sxsw, o maior encontro no mundo da velha guarda com (e principalmente) a nova onda da música, é assim mesmo. Não adianta chorar.

* Da janela do meu hotel escuto o barulho na janela de uns três shows em lugares diferentes, chegando embolados. O dia todo. Na minha TV, tem um canal só para o festival South by Southwest (programação, vídeos de algumas das 2000 bandas participantes, cenas AO VIVO). E todas as tardes tem banda tocando no saguão do hotel, num palco improvisado no meio do vai-e-vem de malas, hóspedes, gente entrando, gente saindo. A música aqui é tratada como coisa séria.

* BRASIL-IL-IL-IL - A história do indie brasileiro invadindo o Texas não é brincadeira. A coisa está séria. É mais ou menos assim:

1) O Holger tocou no anexo do Beauty Bar, descolado bar que tem em toda cidade boa americana, e aqui em Austin já vi desde Yeah Yeah Yeahs a The Horrors, passando por Bonde do Rolê. O show foi incrível, nem era da programação oficial (eles tocam “para valer” sábado, no Club 115, aqui no Sxsw) e tinha bastante gringo com cara de quem estava gostando da apresentação, cada vez mais, à medida que o concerto ia rolando. A energia que o Holger passa ao vivo, ainda mais no gás da primeira apresentação fora do Brasil, foi de contagiar até o barman. Fiz um vídeo de “Nelson”, a primeira música. Ali de lado do palco, com o som do microfone mal chegando ao vídeo, mas que dá a medida do que esses moleques paulistanos tocam e vibram. Foi indescritível.

2) Garotas Suecas. Ainda não cruzei com show deles por aqui, uma certa neo jovem guarda brasileira razoavelmente falada em blogs americanos, já. Mas a revista “Spin” meteu o Suecas na lista das 20 atrações (das 2000) que uma pessoa no Sxsw não deve perder por nada. Olha isso.

3) O incrível Los Pirata, que hoje em dia é mais internacional que paulistana, tem cruzado os EUA com shows e ensaio há dias, para preparar o próximo disco. Estavam em San Antonio, aqui “ao lado” de Austin, gravando o CD. E chegaram sexta para dois shows no South by Southwest. A pedido da Popload, enviaram um vídeo de uma nova música, direto do estúdio de San Antonio. É da música nova “Filipino Weird”, protopunk cavalar que vai dar inveja ao Queens of The Stone Age de não ser deles, quando o Josh Homme ver isso.

* Deu?

Notas relacionadas:

  1. Feliz 2009, Brasil-il. Radiohead e Coldplay confirm…
  2. R.a.d.i.o.h.e.a.d (na Argentina)
  3. A Fiona, o Shrek e o ingresso
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , ,
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