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06/07/2009 - 13:34

Brüno. Andreas. Alex Monkeys. Alex Ferdinand. Michael. E o Noah

* Brüno

* This is a song for anyone/ With a broken heart (Noah and the Whale).

* Popfellas?

* Trident de sabor chocolate+menta. Sorvete de Goodbye Yellow Brickle Road”, da Ben & Jerry’s, com a foto do Elton John no potinho e sabor de chocolate + peanut butter, com pedaços de balas Brickle de café e pedaços de chocolate branco. Que mais, Londres?

* Mais isso:

* Ele é fashionista. Ele é austríaco. Ele é fabuloso. Ele é o Brüno. E a Inglaterra só fala dele. Por causa do filme dele, que estréia sexta-feira aqui. E por causa do Brüno a Inglaterra está uma bagunça.

* Brüno está na TV, nas capas das revistas, no ônibus de dois andares, em tamanho natural em totens de papelão em muitos lugares da cidade. Brüno é bobagem pop, but I like it.

* Fazia tempo que eu não vinha a Londres no verão, acho. No verão mesmo, esses com Sol, dias lindos e noite começando 22h30. Um milhão de moradores e o triplo disso de turistas nas ruas, todos com caras de felizes. De artes a música a cinema a gastronomia a literatura, passando obviamente pela música, tudo acontece aqui. Você faz 100 coisas num dia e volta para casa com a sensação de vazio por ter perdido outras 500.

* Basement Jaxx, Dizzee Rascal, Madonna, The Streets, The Virgins, Killers, Kanye West, Florence and the Machine, Snow Patrol, Dogs, Digitalism, Afrika Bambaataa, Fischerspooners, Jack Penate, Silversun Pickups, Lil Wayne, Siouxsie discotecando, Glen Matlock tocando Sex Pistols acústico (??), Take That (??), !!! (???). Perdi tudo isso nos últimos três dias. Ou, melhor, “deixei de ver”.

* Vamos ver se eu não deixo de ver o Franz Ferdinand e o Passion Pit hoje no iTunes Festival. Esse festival de atrações duplas cujo lema é “31 Noites, 62 Bandas, 1 Lugar” que acontece todo dia, de 1º de julho a 31 de julho no Roundhouse, em Camden Town.

* PIXIES TOCANDO O “DOOLITTLE” - Vende que nem água desde este último final de semana os ingressos para a residência de quatro noites da seminal banda Pixies no Brixton Academy, em Londres. O sobrevivente Frank Black vai reunir novamente sua turma para tocar apenas o seu segundo álbum, o fantástico “Doolittle”, de cabo a rabo, mais os B-sides de seus poderosos singles. Os shows, aqui em Londres, acontecem em outubro, de 6 a 9. A turnê do “Doolittle” começa na verdade na Irlanda, dia 1º/10 e se extende depois com apresentações únicas na Alemanha, Bélgica, Holanda e França.

“Doolittle”, terceiro álbum se você não considerar o “Come on Pilgrim” um EP, é de 1989 e portanto está fazendo 20 anos, por isso a turnê comemorativa. Um dos mais importantes documentos do rock alternativo americano, que ajudaria a moldar o rock nos anos 90, o “Doolittle”, todo artístico, bíblico e cheirando a morte, começa com “Debaser” e termina com “Gauge Away” e qualquer uma de suas 15 músicas é um clássico. “Here Comes Your Man”, fácil, foi a música que mais tocou na história em rádios de rock do Brasil. Não é raro o álbum aparecer nas infindáveis listas de melhores discos de todos os tempos.

Se essa turnê for durar, eu tenho um palpite bobo de onde ela pode passar.

* ALEX MONKEYS – O mundo indie espera ansioso pelo dia 24 de agosto, quando o Arctic Monkeys, aquela banda, lança (oficialmente) seu aguardado “Humbug”, terceiro álbum da carreira deles. Enquanto “Humbug” não aparece nem pela net, “Crying Lightning”, o primeiro single, que já apareceu aqui na Popload em versão ao vivo no festival australiano Big Day Out, foi lançada hoje na Radio One aqui em Londres, pelo sempre esperto Zane Lowe. Dá uma olhada no jeitão “cantor de cabaré” do Alex.

* ULYSSIIIIIIIIIIIIIIIIS – FRANZ FERDINAND AO VIVO – Rolou o grande show da banda escocesa Franz Ferdinand no famoso Roundhouse, casa onde até o Jimi Hendrix tocou quando ele era do tamanho do Franz Ferdinand, hehe. Parte do festival iTunes, realizado todos os dias de julho no Roundhouse com duas bandas diferentes, o FF teve abertura do Passion Pit. Imagens e/ou vídeos do pequeno grupo de Boston entram no próximo post.

O show do Franz Ferdinand teve temperatura interna de 200ºC, para variar. Nenhuma novidade até aqui no astral da apresentação da turma “gente boa” do Alex Kapranos. O negócio é que me surpreendeu as músicas novas (do disco “Tonight”) estarem mais explosivas ao vivo do que os grandes hits da banda. Esperava obviamente o contrário. Dá uma olhada em “Ulysses”.

Foi impressão minha ou no começo do vídeo o Kapranos fez o “Moonwalking”? You never, you never, you never, you never, you never…

Falando nisso, claro que teve uma homenagem do Franz para o astro pop morto recentemente. Os escoceses tocaram uma música especial para o cara. Veja só:

Estou zoando, óbvio. Foi mal, Michael.

O show do FF no Roundhouse começou tranquilão, galera comportada, então fui indo bem para perto do palco. Logo veio o pandemônio Franz e aí era tarde demais para eu sair de lá. No decorrer dos posts eu vou colocando uns “momentos Franz”. Por enquanto, confira no setlist do show quais foram as músicas que eles tocaram.

* NOAH, A BALEIA E A MÚSICA MAIS BONITA DO MUNDO HOJE - Essa é de cortar o coração. Cortar, estraçalhar, pisotear. Está alto verão na Inglaterra, mas por aqui as pessoas sentem a alma gelar quando toca no rádio a belíssima “Blue Skies”, novíssima música do quarteto Noah and the Whale, banda de Londres que lança seu segundo CD dia 31 de agosto.
Noah and the Whale seria chamada de banda folk se fosse dos EUA, como todas as bandas de som tranquilo e elaborado o são hoje em dia. Tem violão? É folk.
Mas aqui se trata de um grupo de perfect pop, baseado em guitarras, que usa piano ou metal na hora em que quer machucar. Sabe banda que tinha tudo para ser do norte da Inglaterra ou da Escócia, que compõem naqueles cenários lindos e solitárias de paisagens verdes de um lado e mar de pedra no inverno de outro?
“Blue Skies”, a música, é da estirpe de canções especiais e arrebatadoras quando surgem, na linha “Silent Sigh”, do Badly Drawn, ou “In My Place”, do Coldplay, quando o Coldplay era…
A música do Noah and the Whale começa direta: “This is a song for anyone with a broken heart. This is a song for anyone who can’t get out of bed”. Sério…
Na verdade, “Blue Skies” é “para cima”, hahaha. Com esperança. A felicidade vai vir, acredita a música. Embora seja duro esperar por ela, completa.
O grande “problema” de “Blue Skies”, para mim, é o “broken” cantado no começo pelo delicado Charlie Fink. Ele canta “broken” de um modo… quebrado, sofrido, propositadamente desafinando. Repara para ver.
“Blue Skies” tem original no MySpace da banda ou neste único vídeo que eu vi para a música no Youtube, em versão ao vivo, em show de Toronto (Canadá).

“Blue Skies” está arrebatando tantos fãs que está refazendo os planos da banda. No final de agosto eles lançam o álbum “The First Days of Spring”, que seria puxada por um single que tem o mesmo nome do álbum. “Blue Skies” seria o segundo single, a ser lançado em outubro. A coisa pode se inverter.

Tem uma hora de “Blue Skies” que Fink canta assim:
“This is the last song 
that I write/
While you´re even on my mind/
Cause it´s time to leave those feelings behind
Oh cause blue skies are calling/
But I know that it´s hard”

F*ck….

* LONDRES: POPSCENE – Aqui você anda na rua e encontra coisas assim. Clica para ver maior e inteira:


* BRÜNO: “VASSEVER” - Lá vem ele. Estréia nesta sexta-feira nos EUA e aqui no Reino Unido (e mais em uns 20 países de todo o mundo) o filme “Brüno”, mais uma palhaçada sem sentido do engraçado ator Sacha Baron Cohen, que há uns dois anos deu ao mundo o “Borat”.

“Borat is so 2006″ é a campanha do filme sobre a persona fashionista de Cohen. Não só fashionista. Jornalista fashionista gay austríaco. Ele atua onde o mundo badalado mais gosta: no mundo da moda, das celebridades, do entretenimento. “Brüno” é um desses “mockumentary” dos mais reais.

Se você reparou bem na internet, TV, revistas nos últimos dias, Brüno está em todas. Mas aqui na Inglaterra, para variar, beira o absurdo a onipresença do fashionista gay austríaco e jornalista. Se você pensa que a coisa parou naquela papagaiada com o Eminem na premiação da TV, olhe de novo.

Brüno está no metrô, nos ônibus, no “Guardian”, no “Times”, em 100 programas de TV nos cinco canais abertos da Inglaterra, nas rádios, em bonecos de papelão de tamanho natural em porta do cinema, em conteúdo de celular, nos pendrives de brinde do “News of the World” no domingo passado. Óbvio, Brüno foi destaque da parada gay em Londres no final de semana.

O “Observer” de domingo passado trouxe na capa de sua “Woman Magazine” um “cara”. Chamado Andreas. Ele é o Brüno real. Gay, fashionista, austríaco. É o assistente direto da estilista Vivienne Westwood, a “madrinha do punk”.

“Brüno”, o filme, que estréia no Brasil no dia 31 de julho (podia ser pior), tinha outro nome quando a idéia de sua realização surgiu. Assim: “Bruno – Delicious Journeys Through America for the Purpose of Making Heterosexual Males Visibly Uncomfortable in the Presence of a Gay Foreigner in a Mesh T-Shirt”. Mas optaram apenas por “Bruno”, haha. O filme está confundindo os órgãos que estabelecem a censura, da Austrália à Alemanha. Na Austrália, que é sossegada nesse sentido, “Brüno” chegou a ganhar um R 18+ e teve de ser editado para passar para mais gente.

Brüno, que fala um “inglês austríaco”, recentemente botou fogo no programa do apresentador Conan O’Brien, no “The Tonight Show”. A entrevista foi bem engraçada e o “fashionista austríaco” fez sua sexy dance na mesa de O’Brien, para depois sentar no colo do apresentador.

Brüno e o Michael – Uma cena contendo uma zoação a La Toya Jackson, irmã do MJ, foi removida às pressas do filme numa edição extraordinária, antes de o filme ser distribuído. Com a repentina morte do astro pop, caiu fora o momento em que Brüno, aloprando a La Toya, rouba o celular dela para ligar para o Michael.

Vou poupar você de ver mais cenas do “Brüno”, tirando a foto gigante do começo do post, hahaha. Mas já lhe digo que Brüno é gente fina. Adotou uma criancinha africana. Trocou por um iPod. E botou o bebê dentro de uma caixa e despachou como bagagem na viagem de volta à América.

Tal qual Borat, Brüno zoa geral e sem medo. Dizem que, se você achou “desconfortável” a cena em que o Borat vai ao banheiro e traz o “resultado” num saco plástico à mesa de um jantar fino, espere ver o que ele aprontou no Arkansas, terra onde “minorias” não são muito bem-vindas.

Sacha Baron, ou o Brüno, foi até uma cidade redneck para promover um grande evento de luta livre. Fake, óbvio. Criou o evento “Blue Collar Brawlin” e disse que iam ter cinco grandes lutas a apenas U$ 5 o ingresso, balada cheia de garotas e com cerveja gelada custando U$ 1. Espalhou o flyer com a info e recebeu na “arena” cerca de 1.500 pessoas. Depois de quatro lutas medíocres, o público local já achando que foi ludibriado, entrou no ringue os dois últimos oponentes. Brüno e um sujeito apresentado como “Straight Dave”, hahaha.
Começaram a “luta”, um rasgando a roupa do outro, e passaram a se beijar e se lamber no ringue. Foi mais ou menos isso o que aconteceu…

Cinema de arte.

* POPFELLAS: A “NOVA” BALADA - Crescem os empreendimentos Popload Inc. Já tem o blog, vai ter o site, tem a rádio Poploaded, o festival Popload Gig e agora… Popfellas. Na verdade, a POPFELLAS é a significativa repaginação da parte que me cabe na Rockfellas, a festa de rock do clube Vegas, um dos mais importantes espaço de baladas do país. De balada e agora de shows.

A partir desta quinta, feriadão dia 9, temos uma pequena mudança na minha residência de mais de três anos. O underground vai virar “overground”. Minha balada sai do porão, ganha o palco para bandas e o salão principal do Vegas, porque “os modernos estão tomando conta da Rockfellas, empurrando o ‘rock velho’ para baixo”, disse um dos donos do clube.

Então, já que é assim, ganho companhia de dois outros DJs, o Rafael Urenha (Party Íntima) e o Focka, para tocar indie dance, disco punk, funk metal, electro rock e todas as combinações dessas vertentes, misturadas.

E vai ter banda. As principais movimentações de novo rock e afins da cena indie brasileira vão ganhar precioso espaço no palco do Vegas. Nesta quinta, a estréia fica por conta do incrível The Name, disco punk sério de Sorocaba, São Paulo. Porque, não sei se você notou, Sorocaba está bom-ban-do.

A Popfellas vai ter esse formato, então, a partir de quinta agora e quinzenalmente. Dia 23, as discotecagens da balada vão abrir espaço para o “internacional” trio Télépathique, fino.

Logo mais divulgo outros detalhes da Popfellas e a programação de agosto. Por enquanto, fique com o flyer. Sinta-se convidado à Popfellas.

* PROMOÇÃO LONDRES – Segue o sorteio dos famosos “prêmios de viagem”. Melhor: acrescidos de outro bem bacana. Concorra nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Jump.
1. Uma camiseta lindona, verde, tamanho M, oficial, da volta do Blur. É para meninos (ou ideal para). Tem o cachorro de óculos na frente e “blur” grande atrás, com menção ao Hyde Park 2009.
2. Uma “Q” his-tó-ri-ca do Michael Jackson, que saiu depois da morte do MJ, mas não é sobre a morte do Mj. Me entende?
3. Os singles “Can’t Stop Feeling”, novíssimo, e “No You Girls”, do Franz Ferdinand.
4. Uma camiseta “de meninas” do Franz Ferdinand. Tamanho M. Rosa. Lindona. Da última turnê.

* Por enquanto é isso.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , ,
03/07/2009 - 11:37

Girls and boys: a triunfal volta do Blur. Londres está “swinging”. O sambão do Friendly Fires na Popload Gig 2. Michael Jax e o incrível caso da capa da “Q”. Franzzzzz, Fred Perry, prêmios f*d*. Que mais, hein…

* Popload em Londres. Hot in Heeerre, Brasil!

* Não tem outro jeito. All that you can do is watch them play.

* 50 mil pessoas num calor de matar (33 graus) não podem estar erradas. O Blur, na quinta, fez o show mais cantado por público que eu vi desde que a Mallu mandou “Tchubaruba” no Milo, no ano passado. Estou zoando, óbvio.

* Zoando com a história da Mallu. Sobre o Blur, foi bem sério. Vou contar mais lá embaixo.

* POPLOAD GIG 2 - Oficializou. O segundo festival promovido por este blog está ganhando forma. No MySpace da banda inglesa Friendly Fires já aparece a POPLOAD GIG, que ainda vai ter (possivelmente) uma banda gringa e (certeza) três nacionais, a serem anunciadas.

É engraçado olhar a lista de shows de uma banda tão cool como o Friendly Fires e ver os seguintes anúncios:

3 jul 2009 – Roskilde
4 jul 2009 – Eurokeenes
11 jul 2009 – T in the Park
12 jul 2009 – Oxegen Fest
15 jul 2009 – iTunes Festival

19 jul 2009 – Benicassim

9 ago 2009 – Lollapalooza
15 ago 2009 – Circo Voador (Popload Gig) – Rio de Janeiro
17 ago 2009 – Popload Gig – São Paulo
28 ago 2009 – Reading Festival
29 ago 2009 – Creamfields
30 ago 2009 – Leeds Festival
11 set 2009 – Bestival (Isle of Wight)

O Friendly Fires ia fazer um dos shows de abertura para o Blur, no Hyde Park, na quinta. Na segunda-feira, em info interna, fui avisado que a banda não tocaria, porque houve algum desacordo lá. Cheguei aqui e os jornais e a “Time Out” anunciando o Friendly Fires no Hyde Park. Estranho. Mas, na hora, a banda havia sido substituída pela Golden Silvers. Não achei ruim, até, mas qual teria sido o problema? Hoje, em boato que corre aqui em Londres, o Friendly Fires foi limado pelo Blur, porque seu vocalista disse em recente entrevista: “Nunca fui muito fã do Blur. Na época do sucesso deles, eu era um ‘Oasis kid’”.
Será que foi por isso? Não é possível que a briga Oasis vs. Blur vive até hoje.

* Este post está sendo escrito enquanto a Inglaterra espera a TV mostrar ao vivo a semifinal de Wimbledon, com o mais novo ídolo pop britânico do momento, o jogador Andy Murray. O cara, maior simpático, está ganhando no noticiário aqui do Michael Jackson, da crise mundial, da menininha Bahia, que sobreviveu só ela no acidente de avião que matou 153 no Oceano Índico, e do teenager de Londres que morreu de gripe suína, com a doença chegando forte na capital Londres. Xi…

* Então, o Murray. A fabriquinha brit de transformar tudo em pop está forte nele, hoje o herói nacional disparado. O último jogo Murray, que é escocês, ganhou sob uma temperatura de 40ºC. Já está sendo chamado de Red Hot Murray. No diário “Independent” desta sexta-feira, a foto principal da capa é a Maggie, a cachorra colie engraçada do Murray, com a qual o tenista treina movimentos jogando “frisbee”. Maggie foi levada a Wimbledon a pedido do tenista, para deixar o dono mais calmo com a pressão. Sério.

* Murray é o primeiro inglês a chegar numa semifinal de Wimbledon desde 2002. Se ganhar hoje, será o primeiro britânico numa final do torneio xodó da Inglaterra desde 1938. Se for campeão, então, vai igualar o feito de 1936 do Fred Perry, hoje o dono da marca de camisetas pólo mais cool do mundo, vestida por todas as bandas inglesas, pelo Murray e pelo Damon Albarn ontem no show.

* MAICOL JAXON - Eu tinha ficado assustado com o número de revistas oportunistas no Brasil tentando faturar com a morte do rei do pop, mas na Inglaterra o choque foi brutal. A impressão que tem é que até revista de jardinagem traz o Jacko na capa.
E, não. Ainda não achei para comprar a camiseta “I was at Glasto when Jacko died”. Acho que já era. No show do Blur tinha um sujeito com uma. Se eu achar eu compro. Tudo bem que eu nem estive no Glastonbury. Fook it! Se eu fosse fazer a minha “I was at home when Jacko died” não teria a menor graça.
As duas últimas histórias mais “legais” do Michael Jackson por aqui foram:
1. A onda de fãs se suicidando depois da morte do ídolo. Foram 12 até agora, no mundo todo, a maioria sósias do Michael Jackson. Teve o russo Pável, 31, o mais conhecido sósia do Michael na Rússia (como assim?), que cortou os pulsos quando soube que o MJ tinha ido desta e foi socorrido por paramédicos, ainda com vida, quando estava ensanguentado na banheira. Ficou puto. Reclamou e disse que assim que tiver alta vai se matar. Faz sentido. Pável se veste como Michael Jackson desde os 9 e afirmou que quer ir “se encontrar” com o ídolo.
2. Moonwalking. Os jornais daqui, na quinta, deram cadernos especiais para o 40º aniversário do Homem andando na Lua. Num paralelo com a famosa dança do Michael Jackson, o especial de um dos jornais (ou o “Guardian”, ou o “Independent”, não lembro) deu o título “The Original Moonwalker”, para uma reportagem com o astronauta Neil Armstrong, o primeiro ser humano a caminhar na lua.

* BLUR, “GIRLS & BOYS” - Foi um hit atrás do outro. O maior “singalong” dos últimos tempos. 50 mil pessoas fazendo guerra de garrafas de cerveja (de plástico. A patrocinadora do show, a Tuborg, vendia só cerveja em garrafas de plástico duro, em vez de servi-las em copo de papel. Aí…). O primeiro dos dois shows oficiais da volta do Blur sacodiu o Hyde Park. Veja o vídeo de “Girls & Boys”.

* Agora “Tender”, gravada de um modo, hum, não-ortodoxo.

* Não deu para o Murray… Coitada da Maggie… Pobre Inglaterra… Supera, Fred Perry.

* EU E O FF, A BANDA MAIS BACANA DO MUNDO - Reza a lenda que eu tenho um ingresso para ver o show especial do Franz Ferdinand nesta segunda-feira aqui em Londres, dentro do iTunes Festival, com abertura da espertíssima nova banda americana Passion Pit. Vamos ver se a coisa funciona, para depois eu contar como foi. Enquanto isso, o FF (o Franz Ferdinand, não o poploadico Friendly Fires) solta mais um de seus vídeos bacanas, para a gostosa “Can’t Stop Feeling”, onde a banda é amassada, estapeada, atacada por ursos de pelúcias. “Can’t Stop Feeling”, o single, sai nesta segunda na Inglaterra. Vou comprar para mim, claro. Para mim e para você.

* EU E O FF, A SEGUNDA BANDA MAIS BACANA DO MUNDO - Então, a banda de brit-samba Friendly Fires está no segundo Popload Gig, festival/festa orquestrada a partir deste blog, porque não basta escrever, não é mesmo? Depois eu conto quem vai estar no Popload Gig 3 (outubro) e quem pode aparecer no Popload Gig 4 (talvez março). Os shows puxados pelo FF (o Friendly Fires, não o Franz…) acontecem no Rio de Janeiro, dia 15 de agosto, um sábado (o melhor dia para estar no Rio de Janeiro), e dia 17 em São Paulo (uma segunda-feira, o melhor dia para um show em São Paulo, fácil).

O FF (não o…), além de ter sido mesmo limado de participar como abertura do show do Blur porque declarou que no britpop era fã do Oasis (hahahaha), fez um showzaço no Glastonbury Festival. Para você ter uma idéia de como é a banda ao vivo, no aquecimento Popload Gig, aqui embaixo tem um bom trecho do show do FF (…) no Glasto 2009 para você ouvir e/ou baixar.

 


* VOCÊ E O GLASTONBURY - O site FitaK7, de onde você pega esse Friendly Fires ao vivo no Glastonbury, tem muitos outros shows do gigantesco festival britânico para download, armado por um brasileiro em “turnê” particular pelos festivais europeus de verão. E ele, o Lício Daf, libera para visitas: pode se aproximar das apresentações do Franz Ferdinand, Blur, Neil Young, PeteR Doherty, Passion Pit, Ting Tings, Nick Cave, Bon Iver, Kasabian, Doves, Fleet Foxes, Bloc Party etc. O site, segundo o Lício e agora o Lúcio, é todo seu.

* MICHAEL JACKSON E O INCRÍVEL CASO DE AZAR E SORTE DA “Q” MAGAZINE - Como meu eterno ritual de chegada na Inglaterra, já no aeroporto eu compro todos os jornais e revistas que eu consigo, antes de pegar o trem para o centro de Londres. Entre as revistas que eu joguei rapidinho na minha “own private” sacola da alegria, estavam o (raro) especial da “Time” e a “Q” com a capa do Michael Jackson, bonitona, que reluzia dentre as centenas de revistas em memória ao Rei do Pop blablablá.
Aqui está a capa da “Q”.

Agora olhe bem para ela. Mas bem mesmo. Ela não faz NENHUMA menção à morte do Michael. Porque ela foi produzida, rodada e distribuída horas antes de o ídolo pop morrer. A “Q” do Michael Jackson é uma revista “Q” normal sobre o Michael Jackson, motivada pela turnê de 50 shows e a residência do astro no O2 Arena, tal e coisa.

Foi mais ou menos assim. A revista fechou sua capa na quinta-feira e começou a ser rodada em gráfica. Na sexta, quando alguns pacotes dela já chegavam distribuídas em vários pontos do Reino Unido, veio a notícia de que o cara da capa, o MJ, havia morrido. No sábado, a “Q” estava lindona com Michael Jackson na capa, surgindo junto com a comoção mundial pela morte do cantor americano.

“Michael Jackson Desmascarado” é a manchete da “Q”. Não houve tempo para nenhuma mudança editorial por parte da revista. Nem um adesivo daqueles tradicionais tipo “ano do nascimento – ano da morte”. Seu editor-chefe, no site da publicação musical, pede desculpas para quem possa ter ficado “ofendido” com a revista do Michael não falar da morte do Michael.

Mas o caso é que a “Q” nunca vendeu tanto.

Eu comprei a revista super achando que era um belo “tributo” ao MJ. A revista “desmascarando” o eterno mascarado (por cirurgias, maquiagem) agora que ele estava morto. Qual o quê.

De todo modo comprei duas. Uma para eu guardar, óbvio, e outra para botar a sorteio aqui. Essa “Q” é histórica.

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When I feel heavy metal… Damon Albarn vai “pra galera” durante show no Hyde Park, em Londres. Foto: WENN.com

A mnha viagem à Inglaterra do Blur foi bancada em parte pela Folha de S.Paulo. O material que me cabia foi publicado no jornal, no caderno ilustrada, neste sábado. Aqui eu reproduzo o que saiu, sem os naturais cortes de edição. O Blur, a volta e o Hyde Park. Quase 15 anos depois do auge do Britpop, os caras ainda são os reis. Sem ofensa, Noel. O título é de vocês, também.

* Woo-hoo! As 100 mil pessoas arrastadas a um parque no coração de Londres e as outras 80 mil se aventurando na lama do festival Glastonbury só para vê-la não podem estar erradas. A banda Blur, grupo-ícone britânico dos anos 90 e uma das mais queridas formações musicais da Inglaterra, está oficialmente de volta. Pelo menos enquanto o verão europeu durar.
O quarteto tão famoso pela vasta coleção de “canções para cantar junto” quanto pela eterna briga com o “grupo rival” Oasis fez nesta quinta e sexta passadas dois colossais shows no Hyde Park, na região central da capital inglesa. As apresentações avalizaram o retorno à ativa do Blur todinho original, celebrando a volta às boas relações (ou pelo menos da relação suportável) do carismático vocalista Damon Albarn com o marcante guitarrista Graham Coxon, depois que o último largou a banda em 2002 e o primeiro resolveu pelo final dela, no ano seguinte.

O Blur é a banda do verão 2009, como o foi em vários verões dos anos 90. Os shows do Hyde Park na verdade nem foram os primeiros em que os ingleses viram a olho nu a celebrada volta dos heróis do britpop. Mostraram ensaios na internet, treinaram ao vivo em pequenos concertos em clubinhos e lojas de discos e recentemente estrelaram o gigantesco Glastonbury, um dos principais eventos de música do planeta.

Mas no Hyde Park, na “parklife” para lembrar um de seus maiores singles, o brilho todo era do Blur. Damon,
Coxon, o baixista Alex James e o baterista Dave Rowntree estavam lá. Os fãs antigos estavam lá. E os novos também estavam lá.
Na quinta-feira, em show assistido pela Folha, chegou a ser comovente em muitos momentos o seu desfile de músicas pegajosas sendo acompanhado em coro pelas 50 mil pessoas que há tempos esgotaram os ingressos para as duas apresentações.

Na sexta, em show parecidíssimo, as 50 mil pessoas pareciam 100 mil. O lugar estava mais cheio que no dia anterior, certeza. O resto era igual: a sequência das músicas, o sol forte do começo (”She’s So High”), a noite linda no fim (”The Universal”), a empolgação de Damon Albarn.
“De toda história dessa nossa volta, tudo começou pensado para este show de sexta, o primeiro a botarmos os ingressos a venda. Vocês… Vocês…”, engasgava Damon Albarn, se afastando do microfone.

Foram shows gloriosos. Até na hora em que a voz do não-mais-jovem Damon falhava o “backing vocal” de milhares fazia o show transcorrer como se fosse 1994. Nos hits “Girls & Boys”, “Song 2″ e “Tender”, é quase exagero dizer que Damon Albarn parecia um “coadjuvante” com o microfone na mão.

A tour – Houve uma época em que o Blur e o Oasis eram o Michael Jackson e Madonna da música jovem britânica: primeiras posições das paradas, a vida pessoal de seus líderes devassada sem dó nos tablóides, suas canções definindo um estilo de vida e até servindo de trilha ao resgate de um amor próprio que a Inglaterra havia perdido.
Mas, assim como substituiu a América grunge, a “Cool Britannia” também teve seu fim, quando o Oasis entrou em crise criativa e o Blur perdeu seu guitarrista, soltou um disco não muito inspirado (“Think Tank”, de 2003) e sumiu do noticiário musical.
Agora, uma recém-lançada coletânea dupla e alguns badalados megashows (vistos por quase 200 mil pessoas em três apresentações), o Blur está mais que vivo. Neste fim de semana, tocam em Lyon, na França. Depois, na semana que vem, são as principais atrações dos megafestivais Oxegen (Irlanda) e T in the Park (Escócia).

Brasil? – A questão agora é se Albarn e Coxon vão levar à frente a idéia de parar mesmo com o Blur no final deste verão, embora continuem recebendo propostas para tocar em outros países. A Folha apurou que a banda estuda um convite para se apresentar no Brasil no final do ano.

Damon Albarn – “Eu me sinto privilegiado na vida por não fazer nada durante anos e, quando voltamos, encontramos isso aqui”, falou o emocionado Albarn apontando para todos os lados do mar de gente prestigiando a volta do Blur, no Hyde Park.

O setlist dos shows – ‘She’s So High’, ‘Girls and Boys’, ‘Tracy Jacks’, ‘There’s No Other Way’, ‘Jubilee’, ‘Badhead’, ‘Beetlebum’, ‘Out of Time’, ‘Trimm Trabb’, ‘Coffee & TV’, ‘Tender’, ‘Country House’, ‘Oily Water’, ‘Chemical World’, ‘Sunday Sunday’, ‘Parklife’, ‘End of a Century’, ‘To the End’, ‘This Is a Low’, ‘Popscene’, ‘Advert’, ‘Song 2′, ‘Death of a Party’, ‘For Tomorrow’, ‘The Universal’. Só hit, do começo ao fim. Assim é fácil o show ser inesquecível.

O disco. Uma das bandas mais conhecidas do pop inglês, o Blur voltou mirando em novas conquistas, com um olho no resgate dos fãs anos 90 e com outro na meninada internética anos 2000.
No pacote “volta do Blur”, além dos bombados shows, está o lançamento da compilação dupla “Midlife – A Beginner’s Guide to Blur”. O velho Blur para a nova geração.
A coletânea, lançada no Reino Unido naquele “velho” formato anteriormente conhecido como CD e também no mercado virtual dos mp3s, está previsto para aparecer em lojas brasileiras em agosto.
Este “manual” do Blur traz 25 músicas que conta a história dos 20 anos de carreira da banda de Damon Albarn desde láááá em 1991, quando lançaram o primeiro álbum atropelados pela revolução sonora americana (Nirvana e cia.), passando pelos anos dourados do britpop e chegando até o sétimo e último, o CD “Think Tank”, de 2003, quando Albarn já estava completamente imerso em sons africanos e dub.
Se a molecada moderna vai adotar ou não as músicas que ajudaram a construir a sonoridade dos anos 90, fica a pergunta. Mas um disco que reúne canções como “Parklife”, “Girls & Boys”, “Song 2″, “Coffee & TV”, “Tender” e “Beetlebum” tem muito poder.
Agora, em 2009, o Blur ainda tem o que oferecer ao pop? É um grande desafio para o grupo e seu clube de adoradores. A banda primeiro precisa continuar e gravar coisas novas. Depois, para quem começou sua carreira no final dos tempos do vinil, atravessou o auge das vendas de CDs, agora terá de mostrar fôlego renovado na era digital como novo modelo de negócios.
Mas, se tudo der errado para o Blur, se essa paquera com a nova geração não vingar e a festejada volta aos palcos não durar mais que um verão, uma coletânea como esta “Midlife” fica como uma belíssima despedida.

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* PROMOÇÃO LONDRES - Agora assim. É a hora dos famosos “prêmios de viagem”. Até eu quero esses, hehe. Concorra nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Jump.
1. Uma camiseta lindona, verde, tamanho M, oficial, da volta do Blur. Tem o cachorro de óculos na frente e “blur” grande atrás, com menção ao Hyde Park 2009.
2. Uma “Q” his-tó-ri-ca do Michael Jackson, a que não é sobre a morte mas saiu no dia da morte. Me entende?
3. Os singles “Can’t Stop Feeling”, novíssimo, e “No You Girls”, do Franz Ferdinand.

* Segunda tem mais post e mais prêmios. Went.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , ,
19/05/2009 - 08:52

Ih!!! Encontrei o “novo Nirvana” (versão final)

* Hahahaha. Eu sei que você adora títulos desse naipe. Mas eu achei mesmo, fazer o quê?

* POPLOAD em Brighton. Popload em Londres. And everything is going to the beat. And everything is going to the beat. And everything is going to the beat.

O Great Escape Festival 2009 está muerto. Longa vida ao Great Escape Festival 2010

* South by Southwest extravaganza, The Great Escape 2010, planos para o Bestival fantasiado de ET (o tema deste ano), 40 anos do Woodstock e o filme do Ang Lee, o incrível Popload Gig em sua edição s01e01. Este é o melhor ano para os festivais ou é só impressão?

* Mais sobre festivais (europeus) lá embaixo…

* Faz alguns anos que eu frequento um showzinho aqui, outro lá, mas isso nunca tinha me acontecido. No sábado passado eu estava indo ver, no começo da noite, o show de uma banda que eu gosto bem, chamada The Chapman Family, gurizada destruidora de palcos e instrumentos e tal. Era num clube chamado Concorde 2, tipo quase à beira-mar. Meio afastado, tinha que andar uns dez minutos na orla, para chegar. Acontece que estava ventando tanto na hora, tanto, TANTO, que eu NÃO CONSEGUI chegar ao clube. Juro que eu tentei. Para cada passo que eu dava, voltava dois. A ponto de ficar com medo de ser arremessado ao mar pela ventania, tipo o guarda-chuva de uma menina que estava à minha frente!!!!! Hahaha. Voltei e entrei no Audio, que estava perto de mim na hora, para ver pela segunda vez o Chew Lips. Os Chapman Family ficam para a próxima.

* Sim, eu encontrei não só o “novo Nirvana” como o tal DVD do tal show que a tal banda de Seattle fez no Reading Festival 1992. O pirata, óbvio, porque a Universal só vai lançar o “oficial” (o que é oficial hoje em dia, mesmo?) em… novembro. Sim, eu comprei dois. Sim, eu vou sortear um aqui.

* O Reino Unido está vermelho. Vermelho de vergonha e vermelho de alegria.
1. Na política, estourou há alguns dias aqui um escândalo envolvendo parlamentares e gasto indevido de dinheiro público. Conhece essa história? Membros do Parlamento inglês foram descobertos usando suadas libras dos pagadores de impostos em supermercados, viagens, quitando dívida de casa, até aluguel de filme pornô. Com a grana dos súditos da rainha. Aqui a execração desses políticos espertões, nos jornais, rádios e TVS, está tão intensa que eu estou quase tendo dó deles (NOT!). Está custando cargos e desculpas públicas. Tem um orador do Parlamento que gaguejava tanto para se explicar aos colegas, em transmissão AO VIVO pela TV, que quase eu fui lá emprestar uma grana para ele dar uma viajada à minha custa. O senhor, 63 anos, pode ser o primeiro do garboso cargo de orador a ser expulso do Parlamento britânico em 314 anos (1695!!!!!!), por corrupção. Cada país encontra um jeito seu para lidar com essas coisas…
2. O Manchester United, dono da maior torcida da fanática Inglaterra e o principal time hoje do planeta, ganhou a liga daqui de novo, bateu recordes etc. e tal. Voltou a circular com força por aqui a máxima que guia os torcedores do time do Cristiano Ronaldo. “Manchester United, kids, wife. In THAT order.” Acho “absurdo” esse tipo de fanatismo, mas…

* Mas o que você queria mais saber sobre a Inglaterra está aqui, agora: o menino Alfie, 13 anos, NÃO é mesmo o pai da filha da Chantelle, sua namorada de 15 e que ele teria engravidado quando tinha 12. Saíram os resultados do teste de DNA. Quando a história explodiu, em fevereiro, Alfie veio a público dizer que o filho era dele, o que chocou a Rainha. Mas daí outros moleques novinhos aparecendo reclamando a paternidade da criança. Chegou-se a conclusão de que a filha é de um tal de Tyler, de 15 anos. Ê, Chantelle…

* QUER TOCAR NO DEPECHE MODE? - A veterena e grande banda inglesa Depeche Mode, moderna, lançou (ou lançaram por ela) um ótimo application para iPhone, um dos famosos “apps”. O grupo, que vai ao Brasil para shows, em outubro, aproveitou a onda dos apps para incrementar o papo em cima de seu mais recente disco, “Sounds of the Universe”. Com o app você pode, além de receber notícias da banda etc., remixar as músicas do CD do jeito que você quiser, acrescentar batidas, mexer no vocal, uma belezura. Depeche Mode, app, som do universo. Tudo a ver. E, claro, app é a nova tendência para lançamento de discos/músicas/novas bandas do pop. Para que você simplesmente vai apenas ouvir um álbum novo quando você pode “participar” dele?

Ah. O app do Depeche mode custa 5 dólares, quase a metade do preço do CD (forçando um pouquinho). Já os apps do Passion Pit e do Black Lips, por exemplo, são de graça.

* OLHA O BRUNO!!! - O chapa carioca Bruno Natal tem o esperto blog URBe, mas não só. Bruno tem também seu nome nas prateleiras de lojas de Brighton e Londres e nas resenhas de revistas e jornais ingleses recentes graças ao DVD “Dub Echoes”, documentário que fez sozinho, produziu e editou sobre as andanças do dub da Jamaica ao som contemporâneo. Da Jamaica ao Rio de Janeiro e ao hip hop.

* A PRINCIPAL BALADA INDIE DO MUNDO? - Bom, essa foi a Trash, com certeza, pilotada pelo grande Erol Alkan no famoso clube eletrônico The End, em Londres. Mas acabou faz um anos, porque o Alkan “traiu o indie” e foi se dedicar à produção eletrônica, principalmente. Agora o título ficou dividido entre a Rockfellas do Vegas e a Funhell nas primeiras quartas do mês, mas minha modéstia impede que… Hahahaha. Estou zoando, óbvio.
O negócio é que faz tempo que ouço falar de uma certa balada indie no clube Digital, em Brighton, lugar meio moderno, meio decadente que fica num dos arcos que sustentam o famoso calçadão da praia. Ou seja: cinco passos da porta do Digital em direção ao mar e você já está na areia/pedra.
Em especial, no Digital, tem a chamada Stonelove, às sextas, que se vende como a balada “101% Indie Rock’n'Roll”. Escuto muito falar dela, de quem toca, da frequência bonita etc. Toda banda que está por Brighton acaba indo na Stonelove, parece.
Nestes dias de Great Escape a coisa ficou meio confusa por lá. Queria ir, mas a casa foi lugar do festival e seu palco ia até tarde com atrações, então a Stonelove funcionou meia-boca. Deixei para lá.
Meia-boca, mas ainda assim… Foram duas Stonelove no período do festival, edições especiais, só com três horas de duração. Teve na quinta do festival, a “Part 1″, com os Maccabees fazendo DJ set. Na sexta, os convidados das picapes eram os caras do Futureheads.

Os cartazes da Stonelove enfeitam Brighton. São todos p&b, em cima de fotos de ícones pop, dos Strokes ao Clash, do Oasis a Keith Moss. Bem cool. Fiz umas fotos de cartazes que estão nas ruas da cidade, chamando para a festa. Dá uma olhada.

* FESTIVAIS DE VERÃO - Nos últimos dias a imprensa britânica foi inundada pelos infalíveis “guia dos festivais”, já que o verão se aproxima aqui em cima apesar do ar geladinho que ainda sopra. É festival que não acaba mais. Parece até que cresceu o número, desde os últimos anos. Enquanto no Brasil…

O “Times” publicou sua lista dos CEM melhores festivais de verão. A do “Observer” foi menor, mas mais bonitinha. Saiu mais ou menos assim:

- o melhor festival para… levar a família: Latitude Festival. Dias 16 a 19 de julho, na Inglaterra. Tem área especial “para a família”, com lojas, lugar para as crianças brincarem etc. Atrações: Pet Shop Boys, Nick Cave, Doves, Magazine, Editors, Passion Pit, Little Boots…
- o melhor festival para… ecletismo: Meltdown. De 13 a 21 de junho, na Inglaterra. Festival que vai do alhos ao bugalhos, geralmente idealizado em seu line-up por alguma figura importante da música, de algum modo. Neste ano o curador é o jazzista Ornette Coleman. Vai ter de Yoko Ono a You La Tengo. Mike Patton inclusive. E os jazz.
- o melhor festival para… TUDO: Glastonbury. De 24 a 28 de Junho, na Inglaterra. É isso mesmo. Lá acontece de tudo. E todo mundo toca. Não tem muito erro, tirando a chuva e a lama. Mas nem choveu o ano passado…
- o melhor festival para… fazer sinal de chifrinho: Download. Dias 12, 13 e 14 de junho, na Inglaterra. Esse é do metaaaaaaaaal. ZZ Top, Prodigy, Def Leppard, Marilyn Manson e a galera nova do mal estão na escalação deste ano.
- o melhor festival para… um final de semana bem doido: Bestival. De 11 a 13 de setembro, na Ilha de Wight. Festival à fantasia, mais ou menos isso. Fora a música boa, serve para a galera “se soltar”, entende? Neste ano: Massive Attack, Doves, MGMT, Kraftwerk, Klaxons, Lily Allen e centenas de outros.
- o melhor festival para… ravers. Creamfields. Dias 29 e 30 de agosto. Você acha que não existe mais um bacana festival de eletrônica, aquela alegria participativa, moçada dançando com sorriso na cara parecendo não haver amanhã? É que você não foi no Creamfields. O inglês, claro. Neste ano: Mylo, Basement Jaxx, Dizzee Rascal, Paul van Dyk, entre outros.
- o melhor festival para… “teenage kicks”: Reading & Leeds Festival. De 28 a 30 de agosto, na Inglaterra. Talvez o mais normal dos festivais anormais do Reino Unido, o Reading é da molecada. Tenta chegar perto do palco em um show bom, tenta? Em 2009: Radiohead, Arctic Monkeys, Kings of Leon e mais uns 120 nomes.
- o melhor festival para… dar uma viajada: Benicassim. De 16 a 19 de julho, na Espanha. É um dos melhores festivais do mundo para se ir. Moçada linda, praia gostosa, as tapas e vinhos bons e baratos. E, claro, os shows do começo da noite até alta madrugada. Os headliners deste ano: Oasis, Killers, Kings of Leon, Paul Weller, Franz Ferdinand e a rapa.

* O NOVO NIRVANA - Senhoras e senhores, é assim. Foi o grande show do Great Escape Festival, festival que aconteceu no último fim de semana em Brighton, litoral inglês, evento líder na Europa como vitrine para a música nova e sobre o que está vindo por aí no pop. A banda é de Leeds, chama-se DINOSAUR PILE-UP, formada por Kurt Cobain, Chris Novoselic e Dave Grohl, e foi a melhor performance entre as 30 que eu vi e as 270 que eu perdi nos três dias de festival. Agora só quero que você veja um trechinho do show deles, que eu gravei em vídeo escuro, embaçado, porque o lugar tinha luz quase zero, e era só um pouco melhor e maior que o Milo Garage, se você me entende. No próximo post, eu conto mais sobre eles. E, não, o menino vocalista não é o “young Kurt Cobain”. Lembra “um pouquinho”, vá lá.

* COMING UP NEXT – No próximo post, o incrível Popload Gig (hein?!), mais sobre o novo Nirvana, mais sobre o Great Escape, Brighton e a Inglaterra. O ganhador do All Star Kurt Cobain e o novo sorteio, um All Star POPLOAD (heeeein?!?). Mais: minas peladas, a mulher mais linda do pop atual, o indie e a crise econômica mundial, o indie e a gripe suína, this and that.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , ,
02/10/2008 - 09:55

Popload em Londres: vampiras, tiros, facadas e a “new grave”

((( atualizado – versão final com cobertura do VMB )))

* Popload em Londres. Vou repetir a última parte do título: “new grave”.

london

* Não tem lugar no mundo mais deliciosamente pop que aqui. Na Inglaterra até o Status Quo volta a tocar. Por exemplo: vai ter o filme novo do James Bond? Então nas paradas entram música e vídeo de uns caras da indie baba Scouting for Girls para a música “James Bond”, em que eles cantam “I wish I was James Bond. Just for the day. Kissing all the girls…”. E tem também a história do time de futebol Cluj, da Transilvânia…

* Nesta sexta-feira, no lendário Brixton Academy, palco onde já vi pisarem Pixies, Morrissey, Nick Cave, Strokes e tantos outros, vai acontecer o incrível show de… Claudia Leite.

* Esta não tem a ver com a viagem, mas parece mesmo uma “viagem”. Pode acreditar: vem aí o Indie Rock Festival.

* Cheguei a Londres na terça-feira e já procurei o que fazer. Uma olhadela na “Time Out” e vi que, naquela noite à toa da terça qualquer iam rolar os seguintes shows, cada um em um clube diferente: Bloc Party, Brett Anderson, The Duke Spirit, Hot Club de Paris, Rascals, Steve Wonder, a gravação aberta de um programa de TV com Kooks e Kaiser Chiefs e outra coisa que agora esqueci. Mas perdi todos, porque eu acabei indo ao futebol.

* FUTEBOL É POP - Fui ver o gigante inglês Arsenal contra o campeão português Porto, pela Liga dos Campeões da Europa, o torneio de futebol mais badalado do mundo depois da Copa. Aqui no intervalo tocam coisas tipo Ida Maria, “I Like You So Much Better When You’re Naked”. Coisa fina. Aí, no segundo tempo, com o Porto já levando uma sacolada do time da casa, uma substituição é anunciada no sistema de alto-falantes do estádio. “E no Porto, sai Fulano e entra… Hulk”. O cara do som já tirou um barato ele mesmo. A galera saudou o cara como se fosse um jogador do Arsenal que estava saindo depois de fazer 10 gols. Então, depois, passou a grunhir como o Hulk verde toda hora que o cara pegava na bola. Poim!

* FUTEBOL É POP 2 - Nesta mesma rodada da Liga dos Campeões, um outro gigante inglês, o Chelsea, foi à Transilvânia jogar contra o time local Cluj, novato e praticamente a “sensação” do torneio. Não teve um só jornal sério que deixou escapar a chance de fazer uma piadinha relacionando a visita do Chelsea à terra dos vampiros e do Drácula, em especial. Há seis anos, o Cluj estava na terceira divisão da Romênia. Hoje, com quatro brasileiros no elenco, já disputa o torneio de clubes mais importante do mundo, tendo feito história há uma semana, quando ganhou do time da Roma, na Itália. Mas enfim. Com o “sucesso” do Cluj no futebol, a Inglaterra resgatou do limbo o duo disco-pop Cheeky Girls, duas irmãs gêmeas da Transilvânia, da mesma cidade do time, que andaram pelo pop inglês por volta de 2004, 2005. O primeiro hit de destaque das vampirinhas Cheeky Girls voltou a tocar agora, dá para acreditar? É a música de edificante nome “The Cheeky Song (Touch My Bum)”, eleita a pior música de todos os tempos quando foi lançada, em enquete realizada pelo Channel 4. Na “canção”, as Cheeky Girls mandam ver a seguinte frase: “Come and smile, don’t be shy/ Touch my bum, This is life”. Se fosse no Brasil, ia ser o “Melô da Passada de Mão”. Que beleza! Se você tiver um segundo da sua vida para jogar fora, o horrível vídeo desta música está fácil no YouTube.

* O CINEMA, JEAN CHARLES E A FORÇA DOS BLOGS - Em cartaz em Londres há algumas semanas está o filme americano “The Righteous Kill”, estrelado pela dupla de bambas Al Pacino e Robert De Niro. O pôster do filme está estampado como propaganda em vários metrôs de Londres, inclusive na estação de Stockwell. No alto do cartaz, sobre o nome dos atores, está a frase-mote: “Não há nada errado em dar alguns tiros, desde que eles acertem as pessoas certas”. Aí um blog notou a infelicidade de o pôster com a tal frase estar exatamente na estação onde o brasileiro Jean Charles de Menezes foi fuzilado por engano pela polícia inglesa, confundido com um terrorista suicida carregando bombas. Um blog notou a coincidência macabra da propaganda certa no lugar errado na semana passada, exatamente quando o júri que cuida do caso foi à estação para inspecionar o local do incidente. Deste blog a notícia foi parar no Popbitch, um blog de maior repercussão. Do Popbitch, saiu no blog de cinema do “Guardian”. Nesta quarta, passando por Stockwell, decidi descer para ver se o pôster estava lá. Tinham tirado.

flickr – annie mole

jean charles

* GLASVEGAS E A “NEW GRAVE” - Hahaha. Eu não aguento esses rótulos legais. Já falei aqui da atual banda indie mais badalada do Reino Unido, a escocesa Glasvegas, famosa por sons obscuros e letras desgraçadas sobre assassinato, estupro, suicído e facadas. Agora, na viagem, lembrei também da incrível banda nova inglesa White Lies, aqui de Londres. Vi esses caras em fevereiro, no festival de bandas novas de Brighton, de tanto que estavam recomendados por todos os lugares. Banda tão nova e com som grandioso tipo U2. O vocal do tal Harry Mc Veigh é impressionante de bom. O White Lies também é responsável, junto com o Glasvegas, pela nuvem negra que sobrevoa o pop britânico, assistida pelo fantasma de Ian Curtis, do Joy Division. Todos das duas bandas só aparecem vestidos de preto. Essa onda tétrica pós-Editors/Interpol é chamada de dark-pop e “new grave”, referência aos movimentos new rave/wave, mas com a palavra que significa “túmulo”, em inglês. Na semana passada foi lançada como single a impressionante “Death”, cuja letra é narrada por alguém já morto, vendo “o mundo dos vivos de uma nuvem, tentando entender o que está acontecendo. O álbum de estréia do White Lies sai em janeiro de 2009 e vai ter o nome de “To Lose My Life”. Se você quer juntar essa galera que curte “new grave” com os teens que amaram os rituais funerários do My Chemical Romance no ano passado, fique à vontade.

* Olha só as ligações. “Death”, do White Lies, ganhou remix fino e pesado do bombado Crystal Castles, dupla canadense de indie eletrônico. Outro remix para “Death” foi feito pelo grupo local Haunts (”Assombrações/Assombrados”), outro membro da new grave que vem ganhando destaque. O Haunts é banda de rock mais tradicional (mas com um vocal de certo parentesco com o Sisters of Mercy) e também um elogiado projeto de remixadores. O último remix que o Haunts fez foi para… “Move”, do CSS.

* “Combinando” com a arrastaaaaaaaaada e sinistra música “Stabbed”, canção que está no recém-lançado álbum do Glasvegas e sobre a onda de facas que assombra as autoridades britânicas, foi divulgada na imprensa inglesa nesta semana a impressionante foto abaixo. É a imagem de raio-X de um menino de 16 anos ferido por uma facada na cabeça na frente de um supermercado em Londres, em novembro passado. O assunto voltou à tona porque: (1) o moleque da gangue que atacou o rapaz foi condenado nesta semana pela justiça inglesa. Na cena do crime ele deixou cair um boné. Através do DNA de um fio de cabelo do esfaqueador teen, a polícia chegou a sua casa dias depois do ataque. (2) o menino do raio-X sobreviveu.

faca em teenager ingles

* O VÍDEO DO RADIOHEAD - A banda divulgou o trabalho escolhido entre milhares no concurso “Faça você o vídeo de ‘Reckoner’”, a poderosa canção do CD “In Rainbows” lançada como single na semana passada. Na verdade, pelo que eu entendi, o Radiohead escolheu quatro vídeos, e daí o vencedor. Quem faturou uma grana e a honra de ter feito um vídeo OFICIAL para o Radiohead foi o francês Clement Picon. O vídeo, artsy, é o que eu sempre costumo dizer para um vídeo do Radiohead: viagem bem louca. Tipo isso:

* VMB 2008 E O DIA EM QUE O BLOC PARTY FOI VAIADO… – Você acha que a Popload está badalando em Londres sem ficar de olho no que está acontecendo aí no Brasil-il-il? Nem a pau! Principalmente com a já tradicional festa ao vivo de bafóns, micos, escorregadas, vergonhas alheias e uma coisa ou outra que realmente  presta na mais importante festa da MTV brasileira. E tem gente que não gosta do VMB… O atual olho paulistano deste blog, a Ana Bean, deu uma espiada na noite de gala da nossa music television, não acreditou no que fizeram com o Bloc Party (ou o que a banda fez com ela mesma) e conta o que você viu ou o não viu na balada do Marcos Mion:

Quer dizer que teve playback importado no VMB? Que beleza. Adoro premiações ao vivo onde tudo pode dar errado. Ainda mais com twitter, youtube, flickr  etc, todos à postos para eternizar qualquer fiasco. E a MTV resolveu premiar o “webhit do ano” sem imaginar quantos webhits ela mesmo ia criar só nessa noite. O “não-show” (hihi) do Bloc Party, o tombo do Kele, o Mion de Mallu Magalhães, o Chimbinha eleito o Guitar Hero dos Sonhos (!!!), o guitar hero real Andreas Kisser com os cabelos ao vento em momento “arquivo confidencial”, a banda punk do Xúnior, os go-go boys do Bonde, o “we are the furfle world” apoteótico… Programão. Ou não.

Não estamos aqui para discutir quem ganhou (alguma surpresa com os prêmios do NX Zero?) ou deixou de ganhar, porque o bom senso indica que isso é o que menos que interessa. E as coberturas min-a-min do twitter estão aí pra isso.

O tombo (?) de Kele foi apenas um detalhe da aparição-fiasco do Bloc Party no VMB

O que importa mesmo é o TOP TEN POPLOAD VMB 2008:

1. “Troféu WebHit V.A.”: era quase jogo ganho. Poderia ser da banda punk(?) red-hot-chilli-pepperiana do Júnior ex-Sandy, ou da união de Fresno com Chitão & Xororó, ou até mesmo do SEMPRE vergonhoso quadro da banda dos sonhos. Mas o prêmio vai para o playback mal feito do Bloc Party. Lembrou Titãs no Chacrinha dublando “Sonífera Ilha”. O único que fingia que tocava era o coitado do guitarrista Russell Lissack. Para piorar, enquanto a banda era vai-a-da, Okereke resolveu desfilar pelo palco feito cantor em programa de auditório dominical e levou um tombo. O baterista pára de “tocar”, o baixista se joga na platéia… e o Lissack continuou lá. Firme e forte.

2. “Funcionou”: a abertura estilo “Emmy meets Oscar” do Marcos Mion rolou bem. Mion é bom. Já o dente branco quase fluorescente contra o bronze artificial não funcionou tanto.

3. “Não deveria ter funcionado, mas… rolou”: É… “Evidências” (em versão quase math-rock eu diria) é bem emo no final das contas.

4. “Pela úúúl-ti-ma veeeez”: pior que ouvir esse trecho do NX0 várias vezes, foi ouvir o mantra da Vanessa da Mata com o Ben Harper outras tantas. Meu Deus do céu!

5. “Susto da Noite”: as Mulheres Fruta anunciando o Bonde do “Rolé”.

6. “Troféu Malandragi”: Marcelo D2 fazendo Marcelo D2. Duas vezes. Nem pra dar uma mudadinha?? Quase pior que o playback.

7. “Momento Adnet”: vai tirar o vmb 2009 do Mion, dizem? Já tirou o 2008. Senti falta do José Wilker e do mini hang-loose. =)

8. “Momento Faustão”: esqueceram de chamar a professora da primeira série do Andreas Kisser.

9. “Momento fashionista”: camiseta do Queens of the Stone Age em alguém do NX0, João Gordo de maitre, Adnet em estilo carioca-pride de bermuda, e Pitty… de Pitty.

10. As frases da noite:

- Paulo Miklos: “Quero ver o show de uma banda inglesa que eu adoro: Bloc Party”.

- Mari Moon para Vanessa da Mata: “Você se preocupa mais com o cabelo, com a maquiagem ou com a roupa?”
Vanessa da Mata para o mundo: “Eu me preocupo com a mata, com o verde (…), com a razão social das coisas”.

- Marcos Mion imitando a Mallu Magalhães e cantando no ritmo “Tchubaruba”: “Meu Deus, eu disse ‘porra’, minha mãe vai brigar! (…) Eu não sou a Sandy e quero dar dar dar dar dar”.

- Supla, em depoimento emocionado sobre Andreas Kisser: “He’s a fucking great guy. Guitarrista que não tem ego. Hendrix não tinha ego!”

- “Emo é o caralhooooo”, alguém do NXZero ao ganhar algum prêmio.

- “Quem sabe faz ao vivo. Ou não.”  Mion, na volta do “show” do Bloc Party.

* Depois desta do VMB, nem tenho como continuar. O post pára por aqui. Segunda tem mais. O que me resta é anunciar a…

* PREMIAÇÃO DA SEMANA – Segue a folia de ingressos da Popload para os principais eventos de São Paulo. Mas a lista de prêmios está turbinada com o show especial grunge do Mudhoney. Tome tento.
1. Um ingresso para o Planeta Terra Festival
2. Um ingresso para o show do Tim Festival do dia 23/10, em São Paulo (Gossip, Klaxons, Neon Neon)
3. Um PAR de ingressos para o Mudhoney no Clash, em São Paulo, dia 16/10.
4. URGENTE: um par de ingressos para ver Glass Candy e LCD DJs nesta sexta na festa aniversário de 3 anos do Vegas. Só no email.

Vem nessa. Emails ou comentários estão valendo (tirando o do Vegas). No próximo post tem ingressos para o festival Hagen Dasz Mix Music. Tchau!

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , ,
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