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24/08/2011 - 11:03

Fãck everything: CSS se libera em Londres

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* CSS, o retorno. Com um álbum novo nas mãos, o tal importante terceiro disco, a banda gringa brasileira antes conhecida como Cansei de Ser Sexy abriu a semana se apresentando em Londres. Primeiro, na segunda-feira, dia de lançamento de “La Liberación”, o CSS tocou na extracool loja de discos Rough Trade, no East London. Ainda na região, ontem a banda fez show no XOYO. Um pouco do que rolou foi o seguinte:

* Música nova no show da Rough Trade.

* O gato do palco.

*foto por thellius

* Música “clássica” no show do XOYO.

* A galere de Londres gostou do show, parece.

Notas relacionadas:

  1. Dez coisas que eu aprendi em Londres em dez dias: o pós-hipster, o “fim do Mundo”, a história da torta de maçã, Weezer, a moda, russos, The Kills kills e mais
  2. London Burning: o indie em chamas
  3. O que os ingleses (e a Popload) acharam do disco novo do CSS
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , ,
10/08/2011 - 11:30

UK Riots: A capa da “New Musical Express” desta semana e a loja do Liam Gallagher destruída

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* I predict a riot!

E a capa do semanário indie “New Musical Express” que começa a circular hoje na Inglaterra e já estava anunciada desde a semana passada, portanto antes dos tumultos político-sociais que varrem o Reino Unido? Eles analisam o legado do Clash e retomam a turbulenta história do punk-76, um dos protestos mais importantes da história da música e não só. Época em que a juventude cara-feia era chamada às ruas para protestar contra a política e a situação econômica do período. E lá estava o Clash causando sua arruaça com músicas como “London’s Burning” (né?), “White Riot” (não muito o caso desta vez, mas também), “London Calling” (“London calling to the underworld/ Come out of the cupboard, you boys and girls“), “Career Oportunities” (sobre desemprego), “Police & Thieves” (“Police and thieves in the streets. Oh yeah! Scaring the nation with their guns and ammunition”).
Coincidência?

* Nem o Liam Gallagher, considerado um dos patrimônios do rock inglês, conseguiu fugir do caos britânico. Ele já contabilizou um prejuízo duplo com todo esse inferno que se transformou a Inglaterra nos últimos dias. Não bastasse a queima de estoque no galpão da Sony, que atingiu também álbuns do Oasis e do seu atual Beady Eye, o Gallagher caçula teve uma de suas lojas Pretty Green atacada. A filial de Manchester, terra natal de Liam, foi um dos alvos dos vândalos que saquearam produtos e quebraram toda a fachada.

Notas relacionadas:

  1. O ritmo continua para Liam Gallagher
  2. Liam Gallagher voltou com um álbum melhor que o “Definitely Maybe”… What?
  3. Domingo em Londres: Liam Gallagher e amigos
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , ,
09/08/2011 - 11:28

London Burning: o indie em chamas

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* A gente já estava imaginando o fim próximo do CD enquanto suporte musical. Mas os tumultos em Londres estão acelerando o processo. Dá uma olhada nas chamas protestantes engolindo o armazém da Sony. Isso foi hoje de madrugada. Significa dizer que estoques de 150 selos independentes foram destruídos no incêndio. De 4AD a Sub Pop, de Rough Trade a Domino.

Milhares de reposição de “21″, o disco campeão da Adele, e boa parte do estoque do CD novo do Arctic Monkeys já eram.

A loja de disco mais cool do planeta, a Rough Trade East, em Londres, está fechada desde ontem, por precaução. Os lançamentos de disco de ontem na Inglaterra estão trancados, sem saída. Duas lojas da rede HMV foram atacadas.

A parada está sinistra na Inglaterra.

A música independente toma partido do quebra-quebra inglês. Enquanto a M.I.A. vai às ruas para distribuir chocolate Mars e chá para os manifestantes, o cantor do Kaiser Chiefs, Ricky Wilson (à direita na foto abaixo), sai de casa para ajudar a limpar a Londres sitiada. E posta fotos em seu twitter. I predict a cleaning!!

*** Fontes: BBC, “NME”, Pitchfork

Notas relacionadas:

  1. The Killers e o indie glamuroso
  2. London, London – O arrastão hipster, a última da moda feminina, ainda o Glastonbury, o disco do Sebastian, o SWU visto daqui e o Foster the People
  3. O Arcade Fire e o desafio inglês: a “Biggest Credible Indie Band in the World” toca hoje em Londres
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , ,
09/08/2011 - 09:30

Tumulto em Londres: o primeiro da gangue a morrer e o Morrissey, o profeta, de papelão. E pelado. Por 50 libras

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Panic on the streets of London. Domingo passado foi dureza na capital inglesa. Tumulto por todos os lados, o pau quebrando feio em Tottenham e, para aumentar a bagunça, teve o show do Morrissey em Brixton, no Academy. RIOT!!!

Burn down the discos. Uma série de gravadoras independentes teve seus armazéns incendiados com os estoques de discos ardendo em chamas durante os protestos que tomam vários pontos de Londres. Domino, XL Recordings, Beggars Banquet e Wall of Sound estão entre as mais afetadas. Um monte de discos do Arctic Monkeys e da Adele foram consumido pelas chamas.
A música já está sendo mesmo afetada pelo “UK Riots”. A cantora encrenqueira M.I.A. avisou que vai sair às ruas para distribuir chá e barras de chocolate Mars para os manifestantes.

Everyday is like Sunday. E no domingo passado, nem aí com o que acontecia nas ruas, o Morrissey tomava para si uma horda de fanáticos que esgotaram os ingressos para vê-lo cantar suas “profecias”. Show emocionante, todo mundo querendo tocá-lo, subir ao palco. Morrissey é o cara da música que mais dá trabalho aos seguranças de palco. No final do show, ele tirou a camisa, limpou o suor nela e atirou à platéia, que a rasgou em pedacinhos em segundo. O brilho do show, no entanto, estava na barraca de merchandising. Um Morrissey em tamanho natural, de papelão e PELADO (com um CD tampando “a frente”) era vendido por 50 libras, uns 130 reais.

Eu juro que compraria um se eu estivesse lá. Tudo bem que ia dar trabalho de trazer o “souvenir” no avião.

A leitora Luciane Angelo estava no Brixton Academy domingo, tirou foto do Morrissey de papelão (mas não comprou) e conta abaixo como foi o tumulto. O tumulto no Brixton Academy.

“O ex-Smiths aproveitou o palco do O2 Academy Brixton para dar sua opinião sobre as manifestações da população em Tottenham, norte de Londres, depois que a polícia matou lá um homem de 29 anos, na última quinta-feira. ‘Alguém aqui acha que o David Cameron (primeiro-ministro) já botou os pés em Tottenham? Eu acho que não’. E ainda citou as manifestações do ano passado, quando o principe Charles foi atacado. ‘O que nossa mídia tendenciosa chamou de ataques estudantis foi o Charles e Camila aparecendo cara a cara com o povo britânico, sem a proteção do Palácio de Buckingham e da polícia. Ri por semanas com o que aconteceu com eles’. Já que Londres estava pegando fogo, Morrissey nem teve tempo de falar mais sobre o atentado na Noruega, que aconteceu recentemente. (Morrissey, durante um show, comparou o assassinato em massa com a ação diária do McDonald’s).

Passado o momento desabafo, o ex-Smiths fez um show impecável de 1h e meia para os fãs que lotaram o O2 Academy Brixton. Entre uma ajeitada no topete e outra ele cantou vários sucessos dos Smiths (veja o setlist abaixo), fora uma cover de Lou Reed. Ao final do show, o ídolo tirou a camisa e jogou para o público. Mas quem queria levá-lo mesmo para casa podia comprar um Morrissey em tamanho real, peladão e de papelao por 50 pounds.”

A lista das músicas do show de domingo

I Want The One I Can’t Have
Irish Blood, English Heart
You’re The One For Me, Fatty
You Have Killed Me
Scandinavia
Ouija Board
Black Cloud
People Are the Same Everywhere
Alma Matters
Action Is My Middle Name
Speedway
Satellite of Love (Lou Reed)
I Know It’s Over
Everyday Is Like Sunday
There Is a Light That Never Goes Out
I’m Throwing My Arms Around Paris
Art-Hounds
Meat Is Murder
First of the Gang to Die

Notas relacionadas:

  1. Popload em Londres: vampiras, tiros, facadas e a “new grave”
  2. Post Morrissey do dia – Come, Armageddon! Come!
  3. Dez coisas que eu aprendi em Londres em dez dias: o pós-hipster, o “fim do Mundo”, a história da torta de maçã, Weezer, a moda, russos, The Kills kills e mais
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , ,
11/07/2011 - 07:30

Dez coisas que eu aprendi em Londres em dez dias: o pós-hipster, o “fim do Mundo”, a história da torta de maçã, Weezer, a moda, russos, The Kills kills e mais

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* Popload em Londres. God save the queen.

* Agora que estou deixando minha cidade favorita, resolvi dividir aqui com você algumas coisas que eu aprendi em Londres nestes últimos dias.

1. A brincadeira em Londres hoje em dia, pelo menos neste verão e dado o povo que circula por suas ruas, é que a cidade está constituída por 10% de ingleses, 40% de gente de todas as nacionalidades do mundo menos a Rússia e 50% de… A expressão americana “The russians are coming”, símbolo da guerra fria, nunca foi tão atual. Pelo menos em Londres.

2. A coisa para a cantora pé-na-jaca Amy Winehouse jamais foi necessariamente “leve”, mas parece que está piorando. A estrela soul inglesa, de intensos 27 anos, finalmente teria se controlado quanto às drogas, mas está afundada na bebida. Amigos preocupados foram à imprensa dizer que só na semana passada Amy teve três apagões em casa por causa de porres com vodka. “She is drinking herself to death”, alertam.

3. Will & Kate? O casamento do ano na Inglaterra aconteceu há pouco mais de uma semana, quando em três dias de cerimônias várias a supermodel rock’n’roll Kate Moss se uniu ao roqueiro Jamie Hince, da incrível dupla The Kills. O casal anda numa, segundo relatos, agitadíssima lua-de-mel de duas semanas na riviera francesa, à bordo de um superiate. Tanto que um terremoto de cinco segundos que atingiu a região de Cannes e St. Tropez (5.3 na escala Richter, o maior desde os anos 60) nesta semana e assustou o povo da região nem “abalou” os recém-casados, que não descem do megabarco para nada e andam promovendo festas e até shows de rock no mar, frequentados pelos caras do Kasabian e até pelo Bono, dizem. Mas dizem que “a notícia” do casamento do rock foi mesmo patrocinada pela parceira de Jamie no The Kills, a malucaça style Alison Mosshart, na cerimônia da sexta retrasada. Dizem que, bebaça e num “momento Amy Winehouse” forte, ela protagonizou o mais longo e mais chato (às vezes constrangedor) discurso de padrinhos da história, precisando ter seu microfone tomado de suas mãos. Título da história, contada pelo “The Sun”: “How to Kills a party!”. Tirando para a Kate Moss e para o próprio Jamie, dizem que o discurso foi tão embaraçoso-engraçado quanto o que a Monica fez no aniversário de 35 anos do casamento dos pais dela e do Ross, em “Friends”.

4. Morrissey, ser humano maravilhoso e ex-cantor dos Smiths, começou a vender ingresso sexta passada para dois recém-anunciados show em Londres em agosto: um no Brixton Academy, outro no Palladium. No momento, só restam alguns ingressos ainda para o primeiro deles. Para o Palladium já era. O cara não anda fraco, não. No momento, Morrissey está rodando a Europa com a turnê que passou pelo Glastonbury, a maioria deles com ingressos esgotados. Hoje tem show sold-out na Dinamarca. Abaixo, o pôster classe do Morrissey para as duas apresentações de Londres, que na verdade é o pôster de toda a turnê, adaptado à ocasião.

5. Popload na moda. Popload é tendência. Nos festivais, nas baladas e nas ruas, a galera só veste roupa listrada. Camiseta branca com listras azuis é o novo jeans. Está uma coisa exagerada, até. Tipo galerinha saindo TODO MUNDO junto de listrado. Olha só. E já prepara o modelito para os vários festivais “de verão” aí do Brasil, de agosto a novembro. Fiz até uma vinhetinha, haha.

6. Pelo menos no circuitinho indie-do-indie em Londres circula bastante o nome da banda The History of Apple Pie, quinteto lo-fi de molecada liderado por uma japonesa ruiva. Recentemente lançaram o single “You’re So Cool”, musiquinha fofa que conta a triste história de um sorvete na praia que é rejeitado por tudo e por todos até que a japa ruiva da banda resolve lambê-lo.

7. Você se diverte com a nomenclatura hipster no Twitter, né? Pois saiba que Londres já tem sua área PÓS-HIPSTER: o bairro Dalston, no lado oeste da capital inglesa, o East London. Há algum tempinho, é o lugar que “está pegando” na cidade. Galera alternativa, artistas, grupos de teatro de vanguarda, clubinhos, novos bares, cineclubes, restaurantes sujinhos. Dalston é o novo Shoreditch, bairro mais ou menos vizinho, também no East londrino. A geografia do novo cool inglês funciona, a grosso modo, da seguinte maneira: faz alguns anos, o que bomba em Londres nas artes, nas lojas de roupas cools e/ou vintage, hotéis butique e principalmente na gastronomia alternativa (que vai de altos restaurantes aos famosos indianos em fila, passando pelas marmitinhas chinesas para comer sentado no meio da rua ou na calçada em frente a lojas como a Rough Trade) se concentra perto do centro da cidade, a City, para o Oeste. Da região sisuda de escritórios e “firmas” entrando para o lado East, Shoreditch e a região “irmã” de Hoxton tem sido e ainda é “o lugar”. Até há pouco tempo, era o “Centrão abandonado” deles, lugar mais esquecido, mais cheio de imigrantes toscos, mais isolado das movimentações gerais da cidade: consequentemente, o lugar mais barato para se viver, abrir coisas novas, montar negócios. Então, expulsa pelos preços e cansados do superpovoado West End, Soho e tal, a “Galera” partiu para a conquista do Oeste. Shoreditch e Hoxton continuam bombando lindamente, mas têm agora um milhão de hipsters e neo hipsters circulando para lá e para cá e um agravante: o governo inglês mirou no East London a região das principais arenas da Olimpíada e muitas das acomodaçãos para os Jogos de 2012, que estão mudando a cara da cidade. Com isso vem maaaais gente para a região e a consequente especulação imobiliária. Então os hipsters-hipsters (haha) estão sendo obrigados a entrar mais para o Oeste, um pouco fora do radar olímpico. Chegaram em Dalston.
Olha o desfile de conceito. Dalston, sua cara de periferia “sujinha”, lugar de imigrantes africanos, turcos, jamaicanos, hippies desempregados que vivem só com o seguro do governo, está repleto agora dos velhos hipsters, dos hispsters que fundaram Shoreditch e agora querem fugir de lá, ou seja os pré-hispsters, que ao mesmo tempo agora já são pós hipsters. Hahahaha. Que beleza.
Num rolê no bairro, parei no superultraindicado bar Dalston Superstore, um pub gay desleixado-artsy que tem a pura nata do hipsterismo inglês atual. Lugar de cerveja Red Stripe e Kirin (japonesa), mais uns hambúrgueres deliciosos que vai mudando a luz, afastando as mesas e aumentando radicalmente o som conforme a hora passa e a galera começa a lotar o lugar. Aí o DJ assume, tocando com mixer e CDJs na vertical!! Quando tudo esquenta, eles abrem o “basement” e botam uma atração descolada para tocar. No próximo sábado, dia 16 de julho, a famosa dupla escocesa do barulho Optimo faz um set de 5 HORAS no porão do Superstore, enquanto o Severino e amigos diverte o povo que está no bar.
Vamos supor que você frequentava o Jardins, em São Paulo, e passou a achar que o cool era o “lado B” da Vila Madalena. Quando todo mundo começou a ir para lá, você migrou para o Baixo Augusta ou para as Perdizes, atrás de “novas idéias”. Com o esgotamento dessas regiões e a chegada da moçada das camisas pólo com bandeiras e números grandes estampados, você resolveu ir para o Jardim Danfer, quebrada da Zona Leste, porque ali abriram dois ou três bares, tem um restaurante local bom, outro mais jovem-transado e dá para você cruzar a galera do Roots Rock Revolution ou Database animando umas festas na vizinhança. Com tooooodas as proporções guardadas (de segurança a transporte), isso é Dalston hoje.

8. A banda americana Weezer – lembra? – fez na última quarta-feira um bombado show no enorme Brixton Academy, aqui em Londres, enquanto Arctic Monkeys e Tylor The Creator tocavam em outros cantos da cidade. Foi mais ou menos o mesmo show que o Weezer fez em poucas cidades americanas, há alguns meses, basicamente a performance especial ao vivo dos discos velhos “Azul” e “Pinkerton”, os dois primeiros. Amigos que compareceram ao Academy disseram que o show descambou logo para o e-mo-cio-nan-te. River Cuomo inspirado e tal. Chegaram a tocar para inglês ver a versão deles para “Paranoid Android”, do Radiohead. Abusado, Cuomo.

9. Circulou ontem em Londres a última edição do jornal dominical “News of the World”. Jornal de alcance nacional de 168 ANOS DE IDADE, patrimônio histórico inglês da fofocaiada e notícias populares, o “News of the World” foi “axed” (machadado) para sempre porque saiu grampeando celulares de muita gente para tentar descobrir escândalos, crimes e outras podreiras, a ponto de interferir em investigações policiais graves. O jornal era a versão de domingo do popularíssimo “The Sun”, assim como o “Observer” é o “jornal irmão” dominical do poderoso “The Guardian”.
Com tanto jornal grande e poderoso na Inglaterra, ninguém da “classe inteligente” lia (mais) o “News of the World”, que já teve muita importância no Reino Unido todo, não só pela exposição safada das celebridades, mas por abraçar causas sociais, apresentar grandes reportagens, cobrir elogiosamente futebol (a rodada importante do futebol inglês acontece aos sábados). Mas, para um jornal que já chegou a ter 8.5 MILHÕES de leitores (pensa que “Folha”, “Estado” e “O Globo”, no auge, venderam perto de 1 milhão), a notícia do fechamento do “NOTW” abalou o país. O “The Sun” manchetou, no dia do anúncio: “World’s End”. Genial. A “Economist” mandou o esperadíssimo título “It’s the end of the World as we know it”. O “Daily Telegraph” trouxe na sua prestigiosa capa as garrafais: “Goodbye, cruel World”.
Em sua última edição, a de ontem, o “News of the World” deixou de existir vendendo 4.5 milhões de exemplares.
No show do Pulp no megafestival escocês T in The Park, Jarvis Cocker prestou sua homenagem ao jornal histórico, limpando sua bunda com ele. Jarvis “wipes his arse”, para ficar mais “british”.

“A você o meu muuuuuito obrigado. E tchau mesmo”, diz a manchete da última edição do “News of the World”

Jarvis fazendo sua tocante homenagem ao fim do “News of the World”, durante show do Pulp no fim de semana

A cafeteria cool Breakfast Club também citou o fechamento do famoso jornal britânico

10. Hoje sai na Inglaterra o disco novo do Horrors, “Skying”, como deu para ver desde o final de semana por todos os lugares, por todas as rádios, vitrine de lojas e no metrô (foto abaixo).

* E a partir de amanhã, se tudo der certo, Popload em Barcelona, a caminho de Benicassim. Arriba!

Notas relacionadas:

  1. Girls and boys: a triunfal volta do Blur. Londres está “swinging”. O sambão do Friendly Fires na Popload Gig 2. Michael Jax e o incrível caso da capa da “Q”. Franzzzzz, Fred Perry, prêmios f*d*. Que mais, hein…
  2. London, London – O arrastão hipster, a última da moda feminina, ainda o Glastonbury, o disco do Sebastian, o SWU visto daqui e o Foster the People
  3. O Arcade Fire e o desafio inglês: a “Biggest Credible Indie Band in the World” toca hoje em Londres
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , ,
07/07/2011 - 14:00

Austra e a electro-opera canadense

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* Popload em Londres.

* Deixando as barulheiras de Arctic Monkeys e Odd Future à parte, Londres vê só delicadeza sonora, hoje, com CINCO shows sold-out nesta noite. Tem a bela Adele tocando no festival do iTunes (com transmissão ao vivo e show disponível em streaming logo depois no iTunes). Tem o grupo emo-indie Death Cab for Cutie, de Seattle, tocando no lendário Brixton Academy. Tem o multiestiloso Ed Sheeran desfilando folk e loops no Scala. Tem o indie-lo-fi americano do Eels, lembra dele? E tem show da banda…

* …AUSTRA!

* Trio de electro-opera (adorei essa definição), essa formação canadense está só colecionando elogios aqui na Inglaterra, em blogs americanos, aquele circuito normal. A banda, de Toronto, é de encantar mesmo, se você curte um som meio new wave velha classuda e som futurista espacial. O “negócio” do Austra é a voz incrível da loiraça Katie Stelmanis (foto acima), tipo Kate Bush, tipo The Knife.

* Banda do selo Domino, o Austra lançou há pouco tempo o álbum de estréia “Feel It Break”, que em resenhas é raro não ter a palavra “fenomenal” e “viciante”.

* Curti bem os dois singles do disco, essa primeira que dá para ouvir abaixo, “Lose It”, e “Beat and the Pulse”. Mais embaixo ainda tem uma apresentação incrível do Austra no festival South by Southwest (Texas) deste ano, desempenhando a famosa “Lose It”. E na sequência o vídeo “proibido” (no Youtube) para “Beat and the Pulse”. Vai que é sua.

Austra – Lose It by DominoRecordCo


AUSTRA "Beat and the Pulse" by domino

* Mesmo sem ingresso para o Austra hoje (aliás, para nenhum de hoje), vou tentar ir ao show. Vamos ver.

Notas relacionadas:

  1. The Killers e o indie glamuroso
  2. Beady Eye hoje à tarde, ao vivo, de Londres
  3. Arctic Monkeys 1 x 1 Tyler the Creator
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , ,
07/07/2011 - 10:04

Arctic Monkeys 1 x 1 Tyler the Creator

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* Popload em Londres.

* Aí teve o show do Arctic Monkeys no Roundhouse, a dez minutos andando desde o Electric Ballroom, onde eu e o Tyler the Creator estávamos. Eu quietinho na minha e ele causando tumulto com seu Odd Future, no Electric Ballroom lotadaço. Os Monkeys tocavam no iTunes Festival, com abertura do ótimo Miles Kane.

* Saí do Tyler, peguei o metrô, cheguei ao hotel, liguei o computador e lá estava ela: a apresentação toda do Arctic Monkeys, em qualidade excelente, disponível no iTunes. Não sei se é porque meu computador está identificado como em solo europeu, mas acho que aí no Brasil o show (os shows) está disponível, não? Alguns amigos reclamaram…

* Enfim, quase uma hora e vinte de pancada arcticmonkeyana da boa, com os clássicos e as novas de uma banda em um impressionante gás juvenil, mesmo depois e por causa de quatro excelentes álbuns.

* O show começou com uma do último disco, o recém-lançado “Suck It and See”. A improvável-para-se-começar-um-show “Library Pictures”, ótima. Óbvio, quando o concerto do Arctic Monkeys estava acabando o Alex Turner chamou ao palco o amigo Miles Kane, que assumiu a guitarra do monkey em “505″, que vai lentinha, lentinha, até virar um pandemônio depois do segundo minuto. Olha.

Quer mais pandemônio, Brian?

Notas relacionadas:

  1. Who the fuck are Arctic Monkeys?
  2. Direto do pub, Arctic Monkeys diz à Popload que “provavelmente” virá ao Brasil em novembro
  3. Arctic Monkeys 0 x 1 Tyler the Creator
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , ,
07/07/2011 - 09:21

Arctic Monkeys 0 x 1 Tyler the Creator

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* Popload em Londres.

* Depois de ter “fumado um cigarro” com o Alex Turner em um pub da Columbia Road no dia anterior e de ele ter soltado um “Yeah, probably” sobre a chance de o Arctic Monkeys ir para “um festival” no Brasil ainda neste ano, dei cano no show da banda dele no Roundhouse, ontem à noite.
Optei por ver as estripulias do Tyler the Creator e seu Odd Future, ou Wolf Gang, ou OFWGKTA.
Acha que eu fiz bem?

Queria ver o rapper californiano Tyler de novo, principalmente num clube fechado e inglês. Não entendi nada do show dele no Coachella. Muito barulho, muita zona. O Motorhead parecia o XX perto daquilo.

Sou curiosíssimo sobre por que o Tyler the Creator e seus amigos do coletivo Odd Future se tornaram a maior banda de rap do mundo e um dos mais “talked-about” seres da música de hoje. E lá fui eu. Com o Alex Turner tenho um encontro marcado semana que vem.

O Odd Future fez dois shows (terça e quarta) esgotadíssimos no Electric Ballroom, em Camden Town, um clube talvez do tamanho do Clash, de São Paulo, se somarmos as áreas todas. A apresentação a que eu compareci foi a de ontem. E era sair do metrô e virar a direita. Bam!
Nem as pessoas passavam a catraca da estação, já tinha cambista abordando forte para vender entradas pelo dobro do preço. Na porta do clube, seguranças organizavam a fila de entrada, que dobrava o quarteirão e ia aumentando, aumentando.

Os ingleses estavam sentindo o “fenômeno Tyler the Creator” em uma de suas estréias. Pelo que eu entendi de um dos MCs do Odd Future falando, eles tinham tocado uma vez em Londres em outra ocasião. Essa era a segunda. Por isso, a bagunça na frente da balcão de camisetas do Odd Future, Wolf Gang, o que tivesse escrito, foi intensa do momento em que as portas do clube se abriram até o show começar.
Tinha camiseta de gatinho, tinha de cruz invertida. Isso define bem as facetas de Tyler. Parece um moleque com cara de levado às vezes, noutras um tipo barra pesada de dar medo. “Um verdadeiro gênio ou só um menino peralta”, como questionaram ambas as revistas “Q” e “Time Out”, ao anunciar os dois shows de Londres.

Antes da apresentação, Tyler parece seu amiguinho fofinho. Não faz duas semanas, ele deixou a imprensa brasileira esperando ao telefone por duas horas porque na hora combinada estava vendo Cartoon Network. Jornais e revistas de grande circulação nacional ouviam um “Ele está incomunicável no momento, tente mais tarde” dos assessores, enquanto naquele exato momento Tyler entregava qual desenho estava vendo no Twitter.

Na hora em que o bicho já está pegando no palco, DJ bombando umas batidas abafadas, rappers do Odd Future correndo de lá para cá, soltando “shit”, “fuck”, “swell” (gíria para uma coisa legal, “da hora”) e palavrinhas homofóbicas e violentas aqui e ali, Tyler entra em cena andando com a ajuda de muletas. A galera urra. Ele explica que está com o pé quebrado, vai ter que cantar sentado, mas já avisa para um setor da platéia a sua frente que é ali que ele vai dar um de seus famosos saltos do palco na galera. “Vai ser bem aí. Vê se não me deixem ir para o chão?”, mandou essa.

O Odd Future em Londres tem no palco Tyler, o DJ Syd the Kid e quatro MCs puladores e gritadores. Eu achei que no Coachella tinha sete no palco. Depois eu li que um deles, o Earl Sweatshirt, Tyler explicou, não pode ir à Londres porque a mãe não deixou. Prendeu o menino em Samoa, onde mora. Tyler tem 20 anos, alguns dos MCs têm 18, 19. Um tem 23. Sweatshirt tem 17.
O menino negou que “estava preso” pela mãe, que não tinha a ver a história de que ela não queria dar a permissão para ele viajar com o grupo. Tudo isso num email à revista “The New Yorker”. Tyler disse “Bullshit”. O email foi escrito pela mãe malévola do Sweatshirt, falou o líder do Odd Future. Vai vendo.

Por meia hora, antes do show do Odd Future, Syd the Kid esquenta a galera com uma discotecagem hip hop bagunçada, mas boa. Pelo menos o público parecia estar curtindo bastante. Talvez porque tivesse na Inglaterra, ele soltou uma versão hip hop para “In for the Kill”, electropop delícia da inglesinha La Roux. A versão tem uns beats tímidos superados pelo vozeirão da La Roux por uns dois minutos. Depois a música é atropelada por uma deformidade grave na voz de La Roux, uma batida seca tipo bumbo de escola de samba e um baixão alto e estourado dando o ritmo. A galera pirou.

“I’m a fucking walking paradox/ No I’m not”. O show do Odd Future, mesmo comandado por um sentado Tyler, é brutal. Deu para entender um pouco por que os chamam de hip hip punk. É tudo muito cru, muito tosco. Mas o som sai das caixas com uma energia e uma “sinceridade” impressionantes. Tudo grave, tudo aparentemente fora de ritmo, a palavra atravessando tudo. Os Racionais MC’s são mais melodiosos. Mas tudo parece ser uma diversão sem fim no palco. Enquanto um MC canta “sua parte”, os outros fazem menção de estar concordando muito com o que diz a letra, de estar achando tudo muito legal, muito divertido, muita amizade. De vez em quando baixava um santo rapper no Tyler que, mesmo sentado, movimentava os ombros violentamente para dançar, já que do quadril para baixo devia doer.

Perto de mim tinha um japonês cara de classe média dançando muito e levantando a mão para seguir o ritmo do som do Odd Future. Os movimentos dele eram até violentos, trombador, dado que a casa estava lotada e seu balanço empolgado empurrava as pessoas. Um oriental classe média na Inglaterra supercompenetrado na banda de hip hop de moleques doidos da Califórnia.

Entendi um pouco melhor o fenômeno Tyler the Creator/Odd Future. Não muito. Só mais um pouco. Swell!!!

“I don’t know where all the anger comes from. It’s just this dark place that I go to when I’m alone. We all do”, The Creator, Tyler

Vê aí se você acha alguma graça na coisa. O vídeo é tosco como tem que ser.

* Tyler depois do show, no Twitter, sobre insônia, fome e dor no pé:

Notas relacionadas:

  1. Detroit expulsa Tyler the Creator e o Odd Future do palco
  2. Tyler the Creator bagunça a Espanha (e a TV americana)
  3. Tyler, the Bieber. Tyler no South Park. Tyler vomitando na Pitchfork
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , ,
06/07/2011 - 14:00

Popload nos festivais de verão da Europa. Hoje: o Wireless, o “festival do Pulp” (Inglaterra)

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* Popload em Londres.

* O festival era o Wireless, mas não tinha wifi. :)

* Evento de três dias, a Popload só compareceu no dia comandado pelo Pulp, em seu “show do retorno” em Londres.

* O Wireless Festival do domingo passado, dia 3, foi o primeiro show marcado pelos heróis do britpop Pulp em Londres, quando anunciaram o “comeback”. Foi mais um megaevento na arena de muitos megaeventos em que foi transformado o Hyde Park, colossal parque no coração de Londres. O mesmíssimo lugar em que, dias atrás, o canadense Arcade Fire arriscou sua pele indie comandando um showzaço na capital inglesa para 60 mil pessoas.

Jarvis Cocker, do Pulp, em um dos raros momentos em que ele canta e não fala, no Hyde Park, domingo passado

* E aí, então, chegou a vez de o Pulp reencontrar Londres, depois do reinado britpop dos anos 90, dos espirros que vendiam milhares de discos, das arenas lotadas, dos tablóides, do chute na bunda do Michael Jackson. O dândi master Jarvis Cocker, coração e mente da banda, disse que a maioria dos hits do Pulp foram feitos em Sheffield, na cidade natal da maioria dos integrantes. Mas que uma das principais músicas do grupo não só foi composta em Londres como refletia geograficamente a “trama” que a cercava: o megablaster sucesso “Common People”.

* E lá estavam de novo, no Hyde Park, outras 60 mil pessoas para ver o Pulp, ouvir “Common People” e passar um belo domingo no parque.

* O Wireless tinha três palcos em plena atividade. E, dos shows que a Popload conseguiu pegar, não teve um “mais ou menos”. Até o veeeeeelho The Hives, banda sueca da idade dos Strokes e White Stripes que entrou forte naquela bagunça do “novo rock”, até a hora em que eu fiquei estava desempenhando seu costumeiro show a 1000 por hora, cheio de falação e guitarra alta. É incrível como “Hate to Say I Told You So” funciona!!

Are you having a good time?”, pergunta o Pelle, do Hives, com a galera respondendo o óbvio. Foto do “Drowned in Sound”

* Não quero fazer aqui propaganda de mim mesmo, mas o show do Metronomy, atração do próximo Popload Gig, foi de chorar de bom. Mesmo naquele palcão imenso, no começo do dia, luz do sol (tímido) na cara, a banda mandou seu electropop fino, que foi envolvendo, envolvendo, envolvendo e… Eita banda boa esse The Horrors, não? Outra formação indie especial que em meio às mesmas “adversidades” (palco gigante, festival no começo do dia…) teve um desempenho ótimo na execução de seu som dark, sujinho, misterioso que ficaria muito mais apropriado em um clube escuro. Na tenda menor (no caso, entenda como se fosse do tamanho do HSBC Brasil em SP, por exemplo), brilharam os neozelandeses do Naked and Famous e o Foals, com shows lindos de morrer. O primeiro em sua sensibilidade kiwi eletropop de climas etéreos e “ataques indies” perfeitos. O segundo, nosso velho conhecido e que em setembro acompanha o Chili Peppers ao Brasil, botando a tenda abaixo com seu rock matemático.

A japozelandesa do fofo The Naked and Famous, durante o Wireless Festival. Outra do “Drowned in Sound”

* O ótimo TV on the Radio, até onde eu peguei, fez um show correto. Só correto. Sem empolgar, sem se mostrar empolgado. Por algum motivo, enfiaram o grupo electroindie australiano Cut Copy numa tenda pequena, o terceiro palco do Wireless. Não precisava muito, abarrotou de gente “baladeira”. O som no começo estava bem ruim. Parecia show em clube brasileiro, hahaha. Mas da metade para a frente melhorou bem. E o bicho pegou. O Cut Copy, só para lembrar, teve show adiado no Brasil em junho e está com a data remarcada para 21 DE OUTUBRO, no HSBC Brasil, em São Paulo. Não perca jamais.

* Depois, no final de tudo, veio o Pulp em si, como se agora fosse, sei lá, 1996. A banda está mais velha, mas o som não corroeu com o tempo. Jarvis Cocker fala, fala e fala do mesmo jeito. O grupo parece que musicalmente nunca parou. E os velhos hits continuam hits: “Do You Remember the First Time”, “Babies” e “Disco 2000″ fez muita gente e lágrimas pularem, que eu vi.

Notas relacionadas:

  1. Popload nos festivais de verão da Europa. Hoje: Southside (Alemanha)
  2. Popload nos festivais de verão da Europa. Hoje: o “festival” do FLAMING LIPS (Inglaterra)
  3. Popload nos festivais de verão da Europa. Hoje: o “festival” do FOO FIGHTERS (Inglaterra)
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , ,
05/07/2011 - 08:52

Beady Eye hoje à tarde, ao vivo, de Londres

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* Popload em Londres.

* O iTunes anuncia a transmissão hoje, às 8 da noite (4 da tarde no Brasil), do show da banda do Liam Gallagher, direto da imponente casa de espetáculos Roundhouse. A apresentação do Beady Eye, atração do “nosso” festival Planeta Terra, pode ser vista também por iPhone e iPad, bastando baixar o aplicativo do iTunes Festival, de graça.

O iTunes Festival, que começou dia 1º de julho agora com um concerto do Paul Simon e vai até o dia 31 com shows diários, reunirá 62 artistas/bandas na Roundhouse. O mote do festival é: “31 dias, 62 bandas, 1 lugar”. Pelo que eu entendi, todo dia vai ter uma transmissão ao vivo. Depois, o show do dia fica ainda disponível por alguns dias para quem não pegá-los ao vivo.

* Arctic Monkeys (amanhã), Adele, Friendly Fires, White Lies, Naked & Famous, Foo Fighters, Katy B, Coldplay, Mogwai, Noah & The Whales são alguns dos muitos nomes do iTunes Festival.

Notas relacionadas:

  1. Domingo em Londres: Liam Gallagher e amigos
  2. Olha o que te espera, terráqueo. Beady Eye no David Letterman
  3. O Arcade Fire e o desafio inglês: a “Biggest Credible Indie Band in the World” toca hoje em Londres
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , ,
04/07/2011 - 09:07

Popload nos festivais de verão da Europa. Hoje: o “festival” do FLAMING LIPS (Inglaterra)

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* Popload em Londres.

* Muitas bandas têm tentado. Mas desde os anos 90 não tem formação roqueira (eletrônica, o que for) mais maluca, lunática, sensorial e “psicodélica do bem” do que os Lábios Flamejantes de Oklahoma (alô, Fábio Massari).

Daí que o Wayne Coyne, o líder do Flaming Lips, armou neste palácio ao norte de Londres um show especial, sexta-feira passada, para sua banda tocar na íntegra o incrível álbum “The Soft Bulletin”, de 1999. Como atrações de abertura, convidou os grupos Deerhoof, para este tocar o disco todo “Milk Man” (2004), e Dinosaur Jr, que desempenhou faixa a faixa o disco “Bug” (1988). Um festival de álbuns clássicos e saudosos. Noite especialíssima.

Para ir a um show do Flaming Lips, você precisa ir vestido de acordo com a ocasião

E foi aquilo que a gente já sabe: Wayne, com uma raposa enroscada ao pescoço, andando sob o público dentro da bolha gigante, balões coloridos de deixar o Arcade Fire com inveja e chuva de papel picado num volume quase igual ao da festa Party Intima, em SP. No som, o impecável, emocionante e lindo desempenho do Flaming Lips costumeiro. Wayne Coyne é gênio.

Olha o clima do show, pelo vídeo abaixo:

Notas relacionadas:

  1. Chemical Brothers + Flaming Lips = vídeos novos
  2. Flaming Lips sertanejo
  3. O Arcade Fire e o desafio inglês: a “Biggest Credible Indie Band in the World” toca hoje em Londres
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , ,
30/06/2011 - 10:48

O Arcade Fire e o desafio inglês: a “Biggest Credible Indie Band in the World” toca hoje em Londres

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* A banda canadense Arcade Fire faz hoje sua mais ousada performance na Inglaterra desde que saiu gritando em coro “O Oooo O O O O Oooooooooooo” de Montreal, circa 2004. O grupo é o grande promotor de seu próprio show no gigantesco Hyde Park, o coração verde de Londres. Mas a julgar pelo esgotamento dos ingressos a tarefa vai ser tranquila.

O Arcade Fire tem ilustres convidados para o show de hoje. Os “locais” Mumford & Sons e Vaccines, mais o americano Beirut, tocam como atrações de abertura. Ou dentro do “Festival do Arcade Fire”.

Win Butler, flagrado bem no momento “O Oooo O O O O Oooooooooooo”

Para este concerto de Londres, a banda promete alguma “surpresa” do tipo “balões do Coachella”, as bolas iluminadas em sincronia que transformou o final da performance deles no megafestival da Califórnia num espetáculo à parte.

A “Time Out” daqui, o principal guia semanal de uma cidade do planeta, chama o Arcade Fire de “The Biggest Credible Indie Band in the World”. E diz para quem ficou sem ingresso para implorar por um de algum jeito. Ou então armar um piquenique no Hyde Park bem perto das cercas que separam o show do resto do parque. “Just be there”, recomenda.

O Arcade Fire de máscaras, imitando a badalada festa paulistana Lucioland: The Biggest Credible Indie Band in the World

Notas relacionadas:

  1. O Melhor do Twitter: o futebol, o debate presidencial, Katy Perry, Google Wave e o show que mostrou por que o Arcade Fire é o U2 do indie
  2. Arcade Fire versão Polaroid
  3. Arcade Fire just wanna have fun
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , ,
29/06/2011 - 08:11

London, London – O arrastão hipster, a última da moda feminina, ainda o Glastonbury, o disco do Sebastian, o SWU visto daqui e o Foster the People

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* Popload em Londres. Vai começar a folia. Vem em mins, Vaccines!

* Você sabe que chegou à Inglaterra quando, assim que passa pela indiana de cara feia da alfândega, pega a mala e sai do aeroporto para o mundo está tocando “Supersonic”, do Oasis, alto, em algum lugar. Entra na WH Smith para comprar uma água com “flavour” de morango e tem uma Beyoncé de papelão em tamanho natural anunciando uma revista qualquer.

* E aí? Todo mundo aí no Brasil felizão com o anúncio do SWU, o Black Eyed Peas voltando no mesmo ano ao Brasil e o Neil Young só indo para palestrar? Mas pera lá: tem o Snoop Dogg tocando o “Doggumentary”. E, calma: tem umas 60 bandas para revelarem ainda.

Falando em bandas tocando seus álbuns, tipo Primal Scream chapando o Glastonbury com o show do indie-psicodélico “Screamadelica”, olha o que tem em Londres sexta-feira.

* Olha só. Não quero dar idéia para os Novos Curitibanos, mas em um pub aqui no agitado bairro de Shoreditch estão anunciados shows de uma tal de… FRANK SINATRA COVER. Vou tirar a foto da porta, para botar aqui. Ou não.

* Saiu a “New Musical Express” desta semana. A edição que chega hoje às bancas traz na capa, óbvio, a cobertura total do enlameado Glastonbury, que aconteceu no final de semana. O foco da “NME” são os shows “surpresa” que aconteceram no festival neste ano: apenas Radiohead e Pulp.

* FASHIONISMO URGENTE - Dando um rolê inicial pelas ruas do lado “East” de Londres, vi um negócio que me lembrou de um outro negócio e me surpreendeu (pelo lado positivo, ok). Não entendi se é a “nova moda”. Vou tentar explicar.
Lá pelo começo dos anos 2000, em outra visita a Londres, registrei aqui na Popload que havia me “chamado a atenção” a história de as meninas nas ruas, metrô, pubs, shows usarem calça sem cintura lá embaixo e com a calcinha puxada para cima. Tempos depois qualquer leitora da “Capricho” desfilava assim em show do NX Zero. Pois bem.
Andando ontem por aqui, na mesma calçada mas na mão contrária veio em direção a mim uma garota bonita, superbem-vestida, mas com um detalhe: com a calça toda escancarada na parte da frente, botão e zíper abertos, tipo wide-open. Toda à mostra, compondo um triângulo invertido bem destacado, sua calcinha preta. Pensei em correr até ela para avisá-la que, ao sair do banheiro, “esqueceu” de fechar a calça. Mas, pensei, eu estava em Shoreditch. Deve ser assim mesmo. A averiguar.

* Voltando ao assunto Beyoncé, Glastonbury e shows surpresa, e a apresentação secreta da diva pop americana segunda à noite em Londres, um dia depois de ela cantar e dançar para 75 mil pessoas no Glastonbury? Foi no Empire, de Shepherd’s Bush. E de graça. Tinha 1.750 fãs sorteados na internet. A lista de convidados “especiais”, tirando o Jay-Z: Adele, Ewan McGregor, Gwyneth Paltrow, Tom Ford, Stella McCartney, Alisson The Kills. E Beyoncé cantou “Bohemian Rhapsody”, do Queen.

* ARRASTÃO HIPSTER - Sempre que apareço por aqui tem alguma modalidade fora-da-lei envolvendo a molecada inglesa. Desta vez o que está preocupando as autoridades locais é uma onda de “arrastão hispster” bem violento. Inocentes meninos e meninas entre 10 e 16 anos estão sendo atacados por nada inocentes meninos e meninas entre 14 e 18, na ida ou no caminho de volta da escola. Uma tal Fagin Gang está apavorando estudantes no sul de Londres para roubar iPhones, Blackberries, eventuais iPads e cartões de crédito. É o chamado arrastão hipster. Às vezes as gangs são compostas só de garotas teens. Às vezes usam aquelas máscaras balaclava, tipo meia para cobrir o rosto.
O nome da gang ser Fagin remonta ao personagem vilão do romance “Oliver Twist”, de Charles Dickens, um dos maiores escritores ingleses da história. Fagin, no livro do órfão Oliver, é um velhusco interceptador de produtos roubados. Agora, na Inglaterra atual, a polícia procura alguns “Fagin”, os caras que escalam e monitoram a gang de meninos ladrões violentos de Londres, recebendo da molecada os iPhones e BBs roubados, dando uma “comissão” pelo crime. Barra. Olha um grupo de meninas espancando um carinha para tomar dele seu iphone, em cena flagrada por uma câmera de segurança.

* Óbvio, já dei uma passada rápida pela Rough Trade, a loja de discos mais cool do mundo, num mundo que tem agora pouquíssimas lojas de discos. Entre os álbuns destacados logo na entrada da loja está o novo do artista francês de electro Sebastian, chamado “Total”. Sebastian é da turma do selo cool Ed Bangers. Dizem que o disco dele é uma ótima solução para quem ficou desapontado com o novo do Justice. Já viu a capa do disco do Sebastian? Esta aqui no display da Rough Trade?

* FOSTER THE PEOPLE - Sabe a música “Pumped Up Kicks”, da ensolarada banda californiana Foster the People, né? Um dos sucessos indies do ano passado, ela ganhou lançamento lançamento britânico, em single, na semana passada, com capa diferente da versão americana e tal. Dei uma procurada na Rough Trade e me falaram: “Esgotou duas prensagens, chega mais nesta semana”. Caraca. Vou passar de novo outra hora e, se tiver, comprar para mim. Quer que eu bote uma cópia do vinil de 7 polegadas a sorteio aqui? Se quiser, pode ir pedindo nos comentários. Como eu acho que não será muita gente que vai querer esse “mimo Popload” exatamente, sua chance de ganhar essa belezurinha aumenta bastante. Está a fim?

* AMANHÃ NA POPLOAD - Um certo show aí do Arcade Fire em Londres e o tal… Japanese Pop Star! :)

Notas relacionadas:

  1. Toda a fofurice do Warpaint no Glastonbury 2011
  2. E a maior estrela do Glastonbury 2011 é…
  3. Glastonbury 2011 – Domingo. O dia em que…
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , ,
24/06/2011 - 09:28

The Killers e o indie glamuroso

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* Indie rock & roll is what I need!

* A hoje multimilionária banda The Killers, comandada pelo “Freddy Mercury dos anos 2000″ Brandon Flowers, tem sacudido a agitada Inglaterra destes dias. Hoje o grupo de Las Vegas é a atração principal do festival Hard Rock Calling, realizado no gigantesco Hyde Park. Mas a notícia meeeeesmo sobre o Killers é outra: como aquecimento para o show do parque, o grande Killers reassumiu sua “porção 2004″, voltou aos velhos e bons tempos de banda indie e fez duas apresentações no pequeno Scala, venue modesta da capital inglesa, ontem e anteontem. Tipo um Beco SP ou Estúdio Emme, pensa.

* Desta vez não teve xaropada de caubói, fogo, palco grandioso, Flowers vestido de pirilampo. “800 pessoas no show. Foi maneiro ver os caras ’stripped down to basics’ de novo. Apenas uma banda de rock, sem fantasias, telão, letreiro luminoso. Talvez por isso eles tenham começado com ‘Glamorous Indie Rock & Roll’, de acordo com a ocasião”, disse o amigo “londrino” Ricardo Guimarães, que esteve no show ontem à noite.

Confira o Killers cantando a “velha” “Glamorous Indie Rock & Roll”, que só apareceu no primeiro disco na versão inglesa, os superhits “Somebody Told Me”, “All The Things That I’ve Done”, “Mr. Brightside” e uma nova, “Rising Tide”, em imagens dos shows de ontem e de quinta.

Notas relacionadas:

  1. A guerra mundial da música e a fada verde
  2. O indie nacional está nu (peladão, mesmo). Popload Gig 2. O Faith No More, o Killers e o Franzzzz na nossa mira. O Pata e o Julian. Os Monkeys e a La Roux
  3. Your bus is on fiiiiiiiire!
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , ,
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