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03/09/2009 - 15:11

Reading Fest Extravaganza, Belchior e Vanusa, Vagner Love, Sonic Youth e/ou Snow Patrol, vídeo do Yeah Yeah Yeahs, Nick, Hornby, Summer e Tarantino (título provisório)

* Popload em Reading. Popload em Londres. E, ufa, Popload em São Paulo.

* Lá e cá, risonho e… lííííímpido.

* Costas, check! Joelhos, check! Pernas, check! É, voltei inteiro.

* Soube na volta que acharam o Belchior, o “nosso Richey Edwards” (Manic Street Preachers). Com a diferença que o Belchior foi encontrado no Uruguai três meses depois de “desaparecer”, enquanto o Richey sumiu em 1995, foi “visto” desde o México até a Grécia e por fim foi declarado morto no final do ano passado. Só que agora, parece, o Brasil está envolvido com outro mistério pop: onde anda a Amelinha?

* Poploadmania. Think less but see it grow. Like a riot, like a riot, oh! I’m not easily offended.

* Lembra que eu falei que eu não achei a camiseta Reading-Oasis tipo a do Glastonbury-Michael Jackson? Então… Achei!

* QUEM NO PLANETA TERRA? – Antes de falar de lá, um papinho sobre aqui?
1) Eu sei que não dá para confiar em argentinos na semana de Brasil x Argentina
2) Tirando o Primal Scream, a gente acertou todos os nomes gringos da escalação do festival Planeta Terra até agora.
Posto isso, venho dizer o seguinte. Me bateram da Argentina que o headliner do PT 2009 pode sair destes dois nomes, ambos fortemente em negociação com os hermanos: Sonic Youth e Snow Patrol.
Kataplááá!!!
O primeiro é o primeiro, em atual gás de dar inveja os meninos do Bombay Bicycle Club, a atual banda mais energética do planeta.
O segundo, inédito no Brasil, e de um certo passado indie glorioso e em um atual perigoso caminho ao mainstream-novela das oito, devo confessar: eu gosto. Tudo bem?

* E OS MAIORES NO MAIOR DOS READING FORAM… – Vou dar uma geral neste post sobre o que está sendo considerado o maior dos últimos Reading Festival. Mais gente (150 mil), melhor escalação (Radiohead, Arctic Monkeys, Kings of Leon como headliners), melhores veteranos (showzaços de Faith No More, Prodigy, Ian Brown), maiores novidades (Big Pink, Bombay Bicycle Club, La Roux, The XX). Sobre o que eu vi, o que eu li, escutei, o que perguntei aos amigos, vou dizer quem foi os melhores, em um ângulo pessoal ou puxando para tal.

Antes, queria dizer, mesmo correndo o risco de parecer metido, arrogante, exibido e tal, que… Quem matou a pau, tenda absurdamente lotada, pista dançando do começo ao fim, clima total de festa, todas as músicas sendo gritadas, foi uma certa atração do último Popload Gig.


“Hellooooo, Reading. We are the Friendly Fires and you are the incredible second best audience we’ve played this month”

Mas então. Meu Top 5 de sete bandas do Reading 2009 foi:

1. Radiohead
2. Friendly Fires
3. Passion Pit
4. Big Pink e La Roux
5. Gossip, The XX

(1) É aquilo que a gente viu. Show lindo para os ouvidos e olhos. Mais modern jazz, electrojazz que indie ou rock, embora o começo com “Creep”, para os ingleses que não viam a banda tocá-la há séculos, foi matador. Vi só uma hora de show, pelos motivos óbvios, e porque ali do lado ia começar a La Roux.
(2) Foi a catarse coletiva já citada. E, independente de qualquer coisa, pensa: umas 10 mil pessoas gritando para uma banda que tocou há algumas semanas para 1000 no Circo Voador e 500 no Studio SP.
(3) Foi meu terceiro Passion Pit ao vivo. Uma no Sxsw, show cool mas caótico, bagunçado mesmo de banda parecendo tocar pela segunda vez na vida. Outra abrindo para o Franz Ferdinand em Londres em julho, show burocrático e chato, até. E esta no palco dois do Reading, abarrotado, vibe incrível, uma música boa atrás da outra.
(4) Big Pink começou irregular, como é o disco. Viajante sem sair do lugar, shoegaze mais climático que climáááático. Aí começaram a carregar na eletronice, a guitarra subiu, a atmosfera começou a ficar pesada e densa e pesada e densa… O final com as mágicas “Velvet” e “Dominos” matou. Como dizem no twitter, morriumpouquinho. A La Roux no mesmo palco, mas num outro dia e contexto, joga com o jogo ganho. A galera AMA a moça, canta tudo, eletropop quase vagabundo mas com muito charme, com uma parte chatinha, outra sensacional. Não há meio-termo. Mas as boas, tipo “In for the Kill”, “Bulletproof”, “I’m Not Your Toy”, “Quicksand”, fazem o local em que ela toca o melhor lugar do mundo para estar.
5) O Gossip é aquilo. Beth Ditto despachada, enlouquecendo num crescente, clima de show para amigos, músicas novas bem boas ao vivo, músicas “velhas” absurdas e o final com “Standing in the Way of Control” para o mundo acabar. A “nova sensação” XX é uma delícia ao vivo, para uma banda tão parada. Mistura de Cure com Pixies, jogralzinho ele-ela na medida, banda que explora os minimalismos quase silêncio com uma genialidade absurda para ver em um grupo tão novo. Thom Yorke deve adorá-los.

* ISTO FOI O READING:
- Outros shows bem bons: Horrors, Kings of Leon, Metronomy, Yeah Yeah Yeahs (perfeito se não fosse no palcão principal), Bombay Bicycle Club e, acredite, Bloc Party (a parte que eu vi).
- Show que confundiu: Arctic Monkeys. Na hora, achei alguns momentos bons, outros burocráticos. Ninguém muito empolgado com as músicas novas. Mas na hora em que ouvi, depois, no especial da Radio One, achei muito bom.
- Show que não rolou de jeito nenhum: Kaiser Chiefs.
- Show que eu não vi, mas amigos acharam o máximo: Faith No More, Florence & the Machine, White Denim, Dinosaur Pile-Up e… Them Crooked Vulture, a banda do Josh Homme + Dave Grohl + John Paul Jones que tocou de surpresa, sem ser anunciada, no palco 2, tipo sábado 4 da tarde.
- Várias: “Sex on Fire”, do Kings of Leon, e “When the Sun Goes Down”, do A.Monkeys, foram as duas músicas mais absurdamente cantadas alto pela galera no Reading. Parece que no Faith No More teve uma par delas. E “Death”, do White Lies, teve lá sua glória; Popload e a moda: camisa xadrez que um dia foi grunge e hoje é folk foi tendência. Pintura na cara teve mais no Reading deste anos do que quando o Collor sofreu impeachment. O “must” era fazer bigodes e focinho de gato no rosto. Homem e mulher. No show do Bombay Bicycle Club, pensei que ia rolar esmagamento de pessoas. Ou, pior, de adolescentes. Quando você achava que não havia espaço para mais ninguém, lá vinha uma orda de 20 teens raivosos querendo chegar perto do palco. Foi assim da primeira à última música. Medo.

* O READING 2009 EM TRÊS VÍDEOS
1) Beth Ditto fazendo dancinha na explosiva “Jealous Girls”

2) Um vídeo “especial” para “Heads Will Roll”, do Yeah Yeah Yeahs

3) A sensação Big Pink, japa girl na batera, mandando “Velvet”

* Mais Reading, com outros vídeos e fotos, logo mais.

* ALL YOU NEED IS (VAGNER) LOVE – Sumiço do Belchior, fim do Oasis, Reading Festival, disco novo da Scarlett Johansson, Popload em Londres? Nenhuma notícia pop foi tão importante nos últimos dias do que a contratação do Palmeiras para o campeonato brasileiro: o Vagner Love, o craque do amor, que passou cinco anos entre as russas e agora deve estrear sábado no Palestra Itália.
Além de uma Copa da UEFA e duas taças do Russão (?!?!), o atacante traz na bagagem a inspiração para duas bandas europeias batizadas com seu nome. A primeira é de Manchester e se chama isso mesmo, Vagner Love. A segunda é uma espécie de Village People alemão-anos-2000 e é batizada de Wagner Love, com W. Eu e meu amigo do Planalto, o Eduardo Palandi, somos os fãs oficiais brasileiros de ambas as bandas.

1. A primeira é um trio de moleques de Manchester que faz power pop de três minutos como se fosse 1993 (Sebadoh, Teenage Fanclub… Green Day?). A Popload ouviu e concluiu: se Vagner Love jogasse no Manchester United, perigava de “This Is Not a War” e “We Don’t Care” virarem hinos de arquibancada da maior torcida inglesa, tipo “Seven Nation Army” (White Stripes) na Itália. Veja e ouça com seus próprios olhos e ouvidos: myspace/vagnerloveband.

2. A Wagner Love surgiu na Alemanha em 2003 (a de Manchester é de 2007). Ao invés do popzinho underground, é um quarteto assinado com a EMI local, que faz uma mistura de Phoenix com Jorge Vercilo (!) cantando em inglês. Ficou com medo? Não se preocupe, é mais para o lado do Phoenix, já que o hit “I know”, emplacado na trilha do filme “Jogos de Amor em Las Vegas”, é muuuuito parecido com “Too young”, do primeiro disco dos franceses.

*** Agora uma pausa para os nossos comerciais ***

* POPLOADED 122 - Está em cartaz na Rádio Poploaded a edição 122 do programa co-apresentado por Lúcio Who e o gênio Fábio Massari. No playlist, só balas: Friendly Fires exclusivo ao vivo na passagem de som do Studio SP, Dwarves, Deerhunter, Eve & Benga, Electric 6, Decemberists, XX entre outras. Na famosa session ao vivo de banda nacional, a apresentação do grupo electrogrungesexy Brollies & Apples, em vídeos classe gravados na Rua Amauri, pelos mascarados. Tipo este.

* POPFELLAS APRESENTA NO PORN – O ótimo duo paulistano No Porn, dos festeiros Luca e Liana, se apresenta nesta quinta-feira em pocket show na balada rock Popfellas, com discotecagens deste aqui, de Rafa Urenha e do Focka. Mesmo se eu não tivesse a “obrigação” de tocar, eu jamais perderia esta balada. Wicked!

 

*** Fim dos nossos comerciais ***

* CARACA: ROCKBAND DO RADIOHEAD? - Hahahahaha.

* CARACA: MAS O DOS BEATLES É BEM SÉRIO - Rolou no final de semana passado, mas como eu estava absorvido no Reading, não tinha visto.

* CARACA: E O DO KURT? – Este é para o Guitar Hero 5, também old news, mas serve no “pacote” dos Beatles real e do Radiohead fake. Nesse jogo o Kurt Cobain pode tocar e cantar qualquer coisa: de “Smells Like Teen Spirit” a… Bon Jovi. Aí alguém aproveitou para fazer o Kurt cantar “You Give Love a Bad Name”, sendo que Love, neste caso, foi uma direta para a Courtney Love. Hehe.

* LOGO MAIS - Popload no cinema: Tarantino, ETs e o filme sensação de 2009. Popload na literatura: O Nick Hornby que veio parar na minha mão. E os sambistas do indie. Foram os prêmios ingleses. Só loucura.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
27/08/2009 - 14:13

London Calling: batom vermelho, peixe e fritas. O maior Reading Festival de todos. Ting Tings indo aí. La Roux fofura. O fim do Oasis? E muito mais (título provisório)

* Popload em Londres. Heading to Reading.

* A primeira pergunta que me fizeram quando eu mostrei meu passaporte brasileiro no controle de entrada no país no aeroporto de Londres foi: “Where is Belchior?”

* Ela curte batom vermelho, peixe com fritas, suco de laranja e de vez em quando uma viagenzinha até o litoral. Essa é o tipo de garota que o Mike Skint, líder da Skint and Demoralised, admira. Tipo garota simples, que não está nem aí para moda ou para ficar caçando “gatos”, diz Mike, na letra de “Red Lipstick”.

* Uma ooooutra garota especial, que a Inglaterra inteira a.d.o.r.a., e eu também, é esta aqui.

La Roux : Bulletproof : Down The Front

* A GAROTA DO FISH & CHIPS – Engraçada a história da ótima música “Red Lipstick”, do grupo Skint & Demoralised, que está tocando bastante aqui em Londres. Primeiro que o single, lançado agora em julho, é de… 2007. Já teve dois vídeos, mas nunca tinha “acontecido”. Alguma coisa que eu ainda não tive tempo de entender aconteceu para tanto a música quanto a banda de Mike Abbott, de 20 anos, pegarem. Abbott, também conhecido como Mike Skint, é desses poetinhas de rua que escreve sobre o cotidiano de um cara “normal” inglês. Abbott é de Wakefield, cidade perto de Leeds. O som de sua banda, pelo que eu percebi, é tido como se o Arctic Monkeys tocasse com o Streets no vocal e nas letras. Não achei tanto. Mas o negócio é que “Red Lipstick” é muito bacana, jovem, cheia de gás, bem inglesa, com sua historinha de seu cantor preferir garotas simples, tipo “Common Peoople”, do Pulp. Ouve ela.

“Red Lipstick” na verdade é o terceiro single do primeiro álbum do Skint & Demoralised, que só vai ser lançado em janeiro do ano que vem, considerado desde já o primeiro grande disco de 2010. Veremos. Pelo nome, o disco promete: “Love and Other Catastrophes”.

A primeira coisa que eu fiz quando me instalei foi ligar o rádio do quarto do hotel. Tava na Virgin FM. Primeiro tocou “Zombie”, do Cranberries, hahaha. Depois, “Red Lipstick”.

* TING TINGS NO PLANETA TERRA - O PT está engrenando e a briga promete esquentar. O festival do Playcenter confirmou que o espertíssimo duo Ting Tings, daqui, está indo tocar aí no dia 7/11, a data mais agitada da história de São Paulo. Niiiiice! A gente já tinha cantado essa bola. O N.A.S.A. e o grupo Copacabana Club, atração do último Popload Gig, engrossam a escalação nacional.

* DIA 7/11 PLACAR MOMENTÂNEO – PLANETA TERRA vs. MAQUINARIA – De um lado da cidade, Primal Scream e Ting Tings. Em outro canto do ring… Do outro lado da cidade, Jane’s Addiction, Faith No More e Deftones, no festival Maquinaria (Chácara do Jockey). Em qual você vai? Manifeste-se, para gente já ir traçando um panorama de quem vai onde.

* CUIDADO COM ELE. MIKE PATTON VEM AÍ - Atração pomposa do Maquinaria Festival, o evento-rival do Planeta Terra, uma coisa que não se pode dizer de um show do Faith No More é que ele é monótono. Muito pelo contrário. Não costuma sobrar caixa acústica sobre caixa acústica dos palcos pelos quais a veterana banda americana passa. Porque o Mike Patton, você sabe, é fo*a! Se o show do Brasil for um pouco parecido com os que eles estão fazendo na turnê européia, vai dar medo.
1) A gente já mostrou aqui o vídeo de o Mike Patton comendo o cadarço do próprio tênis em pleno show da Hungria. E depois puxando o cordão para fora do estômago e o devolvendo para o tênis.
2) Agora na Bélgica, no famoso festival Pukkelpop, no último dia 20. Um cara saltou do palco na galera enquanto Patton mandava uma canção. Até aí, tudo certo. O problema foi que o stage-dive do sujeito foi mal calculado e ele enfiou a cara na grade, estourando todos os dentes e saindo inconsciente do local direto para o hospital. O FNM parou o show e o Mike Patton desceu para ir ver o cara. Olha isso:

Repara no cantinho do vídeo o Patton cantando “Midlife Crisis” e, ali à esquerda dele, tipo aos 20s de vídeo, o fã surgindo e decolando do palco para o que seria uma aterrissagem bem dolorida.

3) Por fim, Mike Patton z.o.a.n.d.o. a galera da área VIP, postada na frente do palco, provavelmente nem aí com o show, parada, falando no celular. Patton provocou geral, mandou se f*der, zoou o celular, desceu, beijou uma mina na boca, fez os caras cantarem no microfone sem saber.

* VULTURES – Já é quente o burburinho no mundo pop em torno do Them Crooked Vultures, a nova-super-banda formada por Josh Homme, Dave Grohl e John Paul Jones, com o auxílio do guitarrista Alain Johannes. O grupo, que deve lançar seu álbum de estreia ainda este ano, tem aparecido de “surpresa” em alguns festivais e shows.
Para se ter ideia, eles foram atração surpresa do show “surpresa” do Arctic Monkeys na Brixton Academy ontem, em Londres, que eu consegui perder.
Na internet já rola número considerável de filmagens e gravações piratas dessas aparições. A Popload entrega duas das mais legais que apareceram até agora. A primeira, “Caligulove”, gravada no último final de semana no Lowlands, famoso festival holandês. A outra é “Dead End Friends”, em vídeo registrado no show de abertura para o Arctic Monkeys, ontem.

*****

* O MAIOR DOS READING - Popload no Reading Festival. Quando dizem que o indie anda cambaleante na Inglaterra, o público britânico responde bem forte na hora de ir para um dos maiores eventos musicais do planeta. Prometendo um “novo sistema de volume de som” e com três heróis do indie de headliner, o Reading Festival 2009 ampliou sua capacidade para 170 mil pessoas e ainda assim esgotou todos os seus “passes do final de semana” e os ingressos diários em menos de TRÊS HORAS de vendas.

Os principais nomes deste ano, no topo da escalação, são o hoje megapopular (na Inglaterra) Kings of Leon, o hoje crescidinho Arctic Monkeys, de bombado disco novo, e o hoje soberano em todas as mídias Radiohead.
Elencando mais de 120 atrações em pelo menos três agitados palcos com bandas estrelas, veteranos, novidades, ultranovidades e outras que nem sabem que são novidades, o Reading deste ano está sendo esperado aqui como um dos maiores festivais de tempos recentes.
Como disse o “Daily Telegraph”, ninguém duvida que o Glastonbury é o “pai dos festivais” britânicos. Mas na hora de inovar, ousar, dar uma guinada, este papel é o do Reading.
De Faith No More a The XX, de Yeah Yeah Yeahs a La Roux, de Gossip, Glasvegas e Bloc Party a Big Pink, Horrors e Bombay Bicycle Club, todo mundo está no line-up do Reading.
E a Popload vai dar uma espiada in loco no Reading 2009 e vai contar por aqui sobre os 10% de informação que uma pessoa bastante atenciosa consegue captar num evento dessa magnitude.

- Óbvio que eu vou dar uma espiada no show do Friendly Fires na tenda NME/Radio One. Já estou morrendo de saudade da banda.

- Um material com um histórico bacana que eu andei lendo sobre a diferença político-social e cultural do Reading e do Glastonbury eu prometo para mais tarde, quando rolar um tempinho para escrever.

++ FOTOS – SEXTA ++


Bem-vindo ao maior Reading de todos os tempos.
(Foto: KYJenny)


Oi?!
(Foto: BBC)


O Horrors foi o primeiro “comentário” do dia. Eles apareceram na tenda da NME/Radio One lotaaaada e mandaram um show só com canções do “Primary Colours”, segundo bom álbum da banda. O Farris abriu o show com o recado “Hello Reading, I can’t control myself”.
(Foto: BBC)


O figura Mike Patton, que chega ao Brasil com seu Faith No More em novembro para o dia mais sangrento da música pop nacional.
(Foto: BBC)


Do Popload Gig para o Reading: é o Friendly Fires marcando presença nos festivais mais legais do mundo hoje. Não é?
(Foto: BBC)


O Kings Of Leon fechou a primeira noite do Reading, no palco principal. A banda de Caleb foi a mais requisitada dos festivais de verão na Europa e entrou definitivamente na “1ª divisão” do rock por aqui.
(Foto: BBC)

++ FOTOS – SÁBADO ++


Sensibilizada, a galera faz homenagem e clama para que Belchior reapareça.
(Foto: NME)


Nem só de tensão vive o Reading. Sempre sobra um tempinho para dar uma relaxada…
(Foto: NME)


O sol ainda era absurdo quando o Eagles Of Death Metal subiu ao palco principal. A banda tem show marcado para a 12ª edição do Porão do Rock, em Brasília, no mês que vem. Possivelmente única data latina.
(Foto: BBC)


O eterno Stone Rose Ian Brown embalou o público com músicas de sua carreira solo e uma versão especial de “Fools Gold”, clássico de sua antiga banda.
(Foto: NME)


O eletrônico Prodigy apareceu para fazer o seu show punk de sempre.
(Foto: BBC)


A fofa Beth Ditto se jogou na galera. Que amou.
(Foto: BBC)


O novo Alex apresentou o novo show do novo Monkeys. As reações do público e da imprensa inglesa ficaram meio “divididas”…
(Foto: NME)

++ FOTOS – DOMINGO ++


Casa lotada esperando por Thom Yorke no último dia do festival
(Foto: NME)


O Passion Pit fez um dos shows mais concorridos entre tendas espalhadas pelo festival, neste domingo.
(Foto: NME)


A louquinha Karen O. é sempre um show a parte nas apresentações do seu YYY’s
(Foto: NME)


R-A-D-I-O-H-E-A-D.
(Foto: BBC)

*****

* E AGORA, NOEL? 28 de agosto pode passar a ser conhecido como “o dia em que o Oasis acabou”. Os boatos começaram no final de semana passado, quando a banda cancelou uma de suas apresentações no V Festival britânico. A alegação oficial foi que Liam Gallagher estava com laringite.
Nesta sexta, o grupo estava escalado para fechar a primeira noite do importante festival Rock En Seine, em Paris. Mas, minutos antes da apresentação, o Oasis cancelou o show, que era esperado por mais de 30 mil pessoas, único dia do evento com ingressos esgotados.
Um porta-voz da organização do festival foi ao microfone e noticiou que o motivo do cancelamento foi “mais uma briga” entre os invocados irmãos Liam e Noel Gallagher, no backstage.
A organização do Rock En Seine anunciou ainda que a banda cancelou de vez sua atual turnê (que teria mais dois shows neste final de semana) e que irá divulgar um comunicado em seu site oficial (oasisinet.com) ainda hoje.

* OASIS UPDATE: A STATEMENT FROM NOEL – “It’s with some sadness and great relief to tell you that I quit Oasis tonight. People will write and say what they like, but I simply could not go on working with Liam a day longer. Apologies to all the people who bought tickets for the shows in Paris, Konstanz and Milan.”

Xiii Oasis…

* BALADA EM SP: ALLEY – Hoje é dia da nova balada indie mais famosa da cidade. Vou faltar por motivos óbvios, apesar do nome no flyer. Mas te falo uma coisa. Se eu tivesse aí, eu iria. Viu?
Sabe quem é o “tema” do flyer desta quinzena, né?

* ACABOU? - Claro que não. Logo mais tem mais, incluindo os famosos “prêmios de viagens”. Um deles foi pedido nos comentários: o single em vinil de “Crying Lightning”, do Arctic Monkeys. Vai se adiantando…

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , ,
13/07/2009 - 19:16

O indie nacional está nu (peladão, mesmo). Popload Gig 2. O Faith No More, o Killers e o Franzzzz na nossa mira. O Pata e o Julian. Os Monkeys e a La Roux

* Opa! Tô aqui, tô aqui. Não abandonei o barco, não. É que…

* Popload em Sao Paulo, Brazil-il.

* This time, baby, I will be bulleeeeeeeeeeeetproof.

* Repara no relevo. Está chegando a segunda edição da

* POPLOAD GIG 2 - Está (quase) tudo pronto e garanto: vai ser loucura. Definidos os esquemas do segundo festival internacional realizado neste ano por este blog, que vai ter como atração internacional a incrível banda inglesa Friendly Fires e será realizado no Rio de Janeiro e em São Paulo. Ficou assim:

Dia 15/8, Circo Voador, Rio de Janeiro
- FRIENDLY FIRES
- Copacabana Club
- Brollies & Apples

Dia 17/8, Studio SP, São Paulo
- FRIENDLY FIRES
- Atração Surpresa (a confirmar)
- Copacabana Club

A atração surpresa do show de São Paulo, a ser definida até quarta-feira agora, pode ser nacional ou internacional. Ou os dois, hehe. Os ingressos para Rio e SP devem começar a ser vendidos semana que vem, com locais de venda e preços divulgados até o final de semana. Para o show de São Paulo, no Studio SP, o total de entradas vendidas devem ser de 400. Correria.

* O FAITH NO MORE E O PLANETA TERRA – Não me refiro em perda da fé no planeta Terra, por causa do desequilíbrio ambiental, tal e coisa. É sobre o festival, mesmo. A história pode não ter nada a ver uma com a outra, mas pode ter tudo a ver. O grande Faith No More está marcando sua data para show no Brasil no dia 7 de novembro. E o Planeta Terra Festival, cuja idéia inicial era ser realizado no dia 14 de novembro, parece que está mudando para o dia 7.

Ouvi um papo ainda de Grizzly Bear estrelando o palco indie do Terra Fest. Que lindo. Mas vamos esperar para ver como acontece.

* O ARCTIC MONKEYS ESTÁ C.H.E.G.A.N.D.O - “Humbug”, o novo disco da banda sheffieldiana Arctic Monkeys, sai ainda em agosto, primeiro dia 19 no Japão. Mas praticamente todas as suas faixas já estão prontas para ser ouvidas na forma ao vivo, via YouTube. Neste começo de julho o grupo andou excursionando pela Europa Central (Polônia, República Checa, Áustria, Sérvia, Croácia) e não faltam vídeos de esperta qualidade para checarmos qual é do terceiro álbum deles, em alto e bom som. Isso enquanto o disco todo, de estúdio, não vazar das mãos de jornalistas que já o receberam. A Popload escolheu para botar aqui o vídeo da música “Secret Door”, que encerrou o show de Praga, na semana passada. Mas é fácil ter acesso a vários outros. “Secret Door” é a quarta faixa de “Humbug”

No domingo passado, o superjornal “Observer” publicou esta capa incrível sobre a “nova fase” da banda, chamando os meninos de “a coisa mais irrestível e convincente a acontecer na musica nos últimos cinco anos”.

O texto do jornal faz uma comparação de quem era a banda quando começou e quem é a banda hoje, mais, hum, madura. Ou não:

Tradução livre: “A lenda corre mais ou menos assim: quatro garotos de Sheffield ganham instrumentos de Natal e começam a ensaiar na garagem. Minutos depois eles viram um fenômeno, lançam dois singles que ficam em primeiro lugar na seqüência, lançam um primeiro álbum absurdo, viram headliners do Glastonbury, ganham uma porrada de prêmios e chegam ao segundo e bombado álbum. Nesse meio tempo, ainda mexem com a indústria musical ao esnobarem grandes gravadoras, revelarem músicas novas nos shows e por se manifestarem incansavelmente via MySpace”.

O mais fascinante/interessante, para o reporter, parece ser o baterista, que só virou mesmo o baterista porque não sobrou nenhum outro instrumento para ele escolher. Ele assume o papel de palhaço da banda, e o único a ainda ter, assumidamente, uma cara de moleque. Os outros, entre cabelos compridos e até barba, parecem ter amadurecido antes dele.

Pergunta ao vocalista Alex Turner se ele se vê como um menino ou um homem (a banda toda tem 23 anos). Ele responde: “Agora que deixei meu cabelo crescer, a maioria das pessoas me vê como uma mulher. Uma adolescente dos anos 70. E eu não me importo.”

Outra pergunta ótima: o jornal questiona Turner se, ao mudar-em para o Brooklyn, Nova York, a milhares de km de distância de Sheffield e daquilo tudo que o construiu, as letras do AM não vão perder todas as referências que marcaram as histórias cotidianas cantadas pela banda. Turner dá com os ombros e diz: “Há muitas outras coisas sobre o que falar em uma letra”.

* THE KILLERS NO BRASIL - A coisa está vindo aos pedaços. Mas a deliciosa banda cafona The Killers toca no Brasil em alguma data entre 21 e 26 de novembro, é o que está se desenhando. O grupo do Brandon Flowers, o caubói de Las Vegas, começa o giro sul-americano em Lima, Peru, em 19 de novembro. Os shows da Argentina e Chile também estão certos. Em Buenos Aires é dia 27. Em Santiago, 29. E, sim. A turnê conjunta com o Coldplay foi abortada. Não vai mais rolar.

* MICHAEL JACKSON R.I.P. – PARTE 8.430 – Já foi, Michael?
Numa madrugada destas geladas de São Paulo, noite besta de segunda-feira numa já esvaziada região de bares sempre lotados, um cara atravessou a rua “moonwalking”. Sozinho, sem querer saber se alguém estava vendo, provavelmente motivado pelo álcool, num tributo tardio e involuntário. Achei engraçado. Mas o tributo mais bacana que eu vi neste post-mortem do esquisito Rei do Pop aconteceu na semana passada na incrível praça perto da Estação Central de Estocolmo, na Suécia. Foi um instantâneo armado por um coletivo de dança, que contou com a participação do poooovo. Rapidinho, foram lá, fizeram e foram embora. Cool.

* HELLO, GLASTONBURYYYYY: A INCRíVEL LA ROUX – O encantamento no último Glasto da menina topetuda La Roux, dona de três músicas entre as 10 mais legais DO ANO, foi de uma espontaneidade linda. Ela cantando seus hits anos 80-00, o astral lá em cima, galera no embalo, banda feliz, tenda feliz. Tipo comovente. Dá uma olhada em “In for the Kill” e “Bulletproof” e me diga se você não dava um braço para estar naquele meio.

* TOMORROW: FRANZ FERDINAND - Esse tomorrow, vale dizer, significando “2010″. A banda escocesa Franz Ferdinand, um dos grupos mais legais da história, está marcando uma turnê sul-americana para março do ano que vem. A gente aguenta esperar, né? Enquanto isso, fica com estes “momentos Franz Ferdinand”, pá-pum, gravados por mim no show deles na semana passada em Londres, no iTunes Festival.

* JULIAN, WHAT THE F*UCK?!? – Apareceu finalmente o projeto solo do Julian Casablancas, o vocalista dos Strokes. Psicodelia esquisita na qual nem o às vezes estranho MGMT conseguiu alcançar em seu mais alto nível de hipponguice. O “Guardian”, para variar, matou a pau no título de seu post: “Julian goes solo (and proggy)”. Julian total proggy. Essa viagem aí abaixo é um teaser do álbum solo do moço, chamado “Phrazes for the Young”. Vamos torcer para que seja mesmo apenas um teaser de algo, hum, diferente, dentro do que a gente espera do Julian boy.

* PATA GOES SOLO (AND NAKED) – Ninguém segura esse menino. O Pata deve ser o cara que mais trabalha no indie nacional, hoje. Pode ser encontrado em todas as baladas “pesquisando” sons, está envolvido na feitura do disco de sua banda (ele é um dos vocalistas e compositores do Holger) e acaba de sair em carreira solo para formar o Pata & The Maxi Mazels, um interessante projeto que relê e traveste a seu modo pequenas pérolas do indie internacional e até nacional.

Seu MySpace entrega tudo que foi produzido até agora. De versões de Built to Spill até Jackson Five, passando pelo “nosso” Copacabana Club. Vem bem mais por aí.

O Pata já produziu dois vídeos. Um para “Just Do It”, o “hit” do Copacabana Club. E, bem mais “conceitual”, para “Ain’t No Cure for Love”, sua versão sofrida e bucólica para a linda canção de Leonard Cohen. Vídeo no qual Pata, destemido, aparece pelado.

Pata & The Maxi Mazels fazem sua noite de estréia agora no dia 17 de julho, sexta-feira, no Neu. O Pata é o de chapéu. Bom, talvez nem precisasse falar. Agora você já deve conhecê-lo BEM, pelo vídeo.

* PRONTO - Mais um dia, então, para concorrer aos “prêmios ingleses” do último post. No próximo tem o resultado dos vencedores. Concorra nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Lembrando os prêmios:
1. Uma camiseta lindona, verde, tamanho M, oficial, da volta do Blur. É para meninos (ou ideal para). Tem o cachorro de óculos na frente e “blur” grande atrás, com menção ao Hyde Park 2009.
2. Uma “Q” his-tó-ri-ca do Michael Jackson, que saiu depois da morte do MJ, mas não é sobre a morte do Mj. Me entende?
3. Os singles “Can’t Stop Feeling”, novíssimo, e “No You Girls”, do Franz Ferdinand.
4. Uma camiseta “de meninas” do Franz Ferdinand. Tamanho M. Rosa. Lindona. Da última turnê.

* Para acabar mesmo, deixa eu perguntar uma coisa. Você vai no Alley sexta-feira, né?

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
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