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19/10/2009 - 17:52

Pegação, causação e trilha indie: Sorry, London. Mas São Paulo já tem seu “Skins”. E mais: Julian Casablancas, o corpo da Jennifer, Stones, Arctic Monkeys e a relação do Twitter com o mundo em que vivemos

* 1… 2… 3… Gravando.

* Demorou, mas estamos aqui.

* Este post ia se chamar merecidamente “Megan Fox e a cena de abertura de ‘Garota Infernal’ “. Mas achei melhor não.

420
Bapho, música boa e tinturas avermelhadas. Cena do seriado independente “420″, que estreia em novembro

* “420″: SÃO PAULO GANHA SEU SERIADO-CAUSAÇÃO – Um “bapho” na cabeça e uma câmera na mão. “Skins” who? “Gossip Girls” my ass. São Paulo recebe a partir de novembro as primeiras transmissões virtuais de “420″, um seriado sobre amizade, loucurinhas, gente cool e muita música. Idéia do “rising star” videomaker Felipe Dall’Anese, figurinha fácil da cultura clubber paulistana, “420″ será uma coleção de curtas de uns 8 minutos cada que serão postados semanalmente em um site a ser divulgado.
Partindo da idéia de que “a vida dos meus amigos daria um seriado”, o diretor juntou um cast de 10 pessoas amigas, não atores, não amigos e atores para montar personagens que de certa forma representem o lifestyle de quem sai para clubes, shows, festinhas em casa, passeios, encontros, exposições em São Paulo. O que for, desde que reúna uma boa historinha que mereça ser enquadrado de modo estiloso dentro de um vídeo de oito minutos.
“420″ conta com uma galera atuante de SP, em sua maioria, mas que se relaciona com amigos de BH, Porto Alegre, Londres.
No Twitter, já rolou uma “ação” de divulgação”, um link-viral em stopmotion e trilha cool mostrando o que vem por aí.

O nome “420″ é um símbolo internacional de contracultura e é normalmente associado à maconha. Mas também serve como número-código para subversão. Seja indicando um horário (4:20), uma data (20 de abril).
“No nosso caso usamos mais pela subversão mesmo”, falou em entrevista à Popload o personagem Alex Magalhães, que jura não saber quem é Rodrigo Guima, o sujeito que eu sempre encontro nas baladas de São Paulo. Me confundi quando vi o vídeo-teaser de “420″. Rodrigo Guima tem o jeito do Alex, a cara do Alex, a voz do Alex. Mas se o Alex diz que ele não é o Rodrigo…
E é isso. Quem frequenta a noite paulistana provavelmente já viu alguma vez os personagens de “420″, que quando assumirem seus papéis no seriado vão ignorar suas verdadeiras identidades.
Porque eles vão estar no mundo real, e daí vem a brincadeira realidade-ficção que vai ser a marca de “420″. Você vai encontrar as pessoas da série discotecando em clubes reais, de baladas reais, ou postando coisas no Twitter, tendo perfil no Facebook, subindo foto em Flicker.
Já convidei o Alex Magalhães (e não o Rodrigo Guima) para tocar no Vegas, por exemplo.
Os primeiros episódios de “420″ vão ser de apresentação de seus personagens. Em “420″, por exemplo, você vai conhecer a Jessica.

* POPLOAD EM BUENOS AIRES. PORÃO DO ROCK NA ARGENTINA - Hein? Intercâmbio indie cada vez mais forte, país baratinho para o “poderoso” real. O festival brasiliense Porão do Rock, um dos principais eventos do calendário independente brasileiro, armou parceria boa com os hermanos e realiza uma edição especial na capital argentina em dois dias. Serão quatro bandas nacionais (Autoramas, Macaco Bong, Mundo Livre e Móveis Coloniais de Acaju), cinco argentinas (entre elas a El Mato un Policia Motorizado) e uma uruguaia. Tudo acontecendo sexta e sábado próximos no Niceto, clube tradicional de indie rock do delicioso bairro de Palermo. E a Popload vai estar em Buenos Aires para ver isso.

* JULIAN CASABLANCAS SOLTA UMAS “FRAZES” PARA OS JOVENS - A Popload preparou um preview do álbum de Julian Casablancas, o stroke solo da vez. “Phrazes for the Young”, o CD, tem lançamento previsto para o finalzinho de outubro, dia 30. Inclusive mencionam que no Brasil o disco sai dia 4 de novembro. Vamos ver se procede.
Sobre o “Phrazes for the Young”, pelo que deu para sentir, é Strokes sem ser Strokes, entende? Nem tem tanta guitarra marcante quanto em sua banda famosa, mas seu vocal é tão marca registrada de uma época que chega a ser difícil a tentativa de separar as coisas. Enfim.

Em seu site, Casablancas mostrou outra música inédita e inteira, “River of Brakelights”. Não tão boa quanto “11th Dimension”, mas ainda assim bem a pena a escutada.

* REM EM DUBLIN EM SÃO PAULO - Assim. Semana que vem, dia 27, a veterana banda americana REM lança seu álbum duplo ao vivo, “Live at the Olympia”, com 39 músicas tiradas de uma residência de cinco dias que o grupo de Michael Stipe no importante teatrão de shows em Dublin, Irlanda, em 2007. Junto com o álbum a banda lança (só no exterior) o DVD “This Is Not a Show”, documentário de uma hora sobre essa temporada irlandesa de shows que serviu como ensaio aberto para o grupo reviver no palco suas clássicas músicas e fazer os últimos ajustes para o CD “Accelerate”, que seria lançado meses depois.
Pois bem. “This Is Not a Show”, o documentário do REM, vai ter pré-estréia exclusiva nesta quarta-feira em São Paulo, às 23h, no Studio SP.
O ingresso para essa exibição custa R$ 10, para quem mandar nome para a lista do Studio SP.

E o trailer de “This Is Not a Show” é assim:

* O MUNDO, SEGUNDO O TWITTER - Uma compilação do melhor (?!) da rede social nos últimos cinco dias (mais da semana passada). Como conseguimos viver tanto tempo sem Twitter, hein?

@phelipecruz Então resumindo: o menino que tava no balão na verdade não tava no balão e sim numa caixa que tava no chão? ok… uau! notícia do ano!

@ana_freitas Gente, e esse twitter inteiro cobrindo o balão?

@diegomaia E não tinha nada dentro do balão. A tag tinha que mudar de #saveballoonboy para #savejournalism

@flaviadurante Jesus (Luz) cheio de dentes no país dos banguelas: http://bit.ly/23ONj9 (via @luizcesar)

@fabilipo Se a Madonna não canta em show pq o namorado dela não pode ser DJ e não tocar?

@flaviadurante PQP, o zeze araujo abalou paris e bangu! publicou vários scans da noite ilustrada da @erikapalomino no facebook! http://migre.me/94tC

@arnaldobranco Leo: eu torço pra Argentina. Copa sem Argentina é tipo a Segunda Guerra Mundial sem os nazistas. #gênio

@DanielKastro Conheça The Daniel Castro Band aqui: http://www.myspace.com/danielcastrosblues

@neozeitgeist Portugal leva piada a sério “Portugueses exigem retratação de Maitê Proença por piadas sobre o país” http://bit.ly/RWD5f

@vitorfasano Quantos portugueses são precisos para afundar um submarino? Dois, um pra bater na porta e o outro pra abri-la. rs! VF #FREEmaitê

@fabilipo Video: O Hitler apoia a Maitê Proença e detona os portugueses. Ui! http://tumblr.com/xra3juckp

@pattoli WOW! um cara tentou adicionar minha mãe no orkut pedindo: “me a seita?” hahahaha

@aomirante Conspiração Filmes oferece US$ 15 mi p/ Woody Allen. Me pergunto se falar em ‘conspiração’ p/ um neurótico surtirá efeito.

@azaroseuquerida Já ouviram a música do menino do the moldy peaches com participação do amarante? http://bit.ly/25nJym

@rafaellosso Nenhum amigo. #tuitesuainfancia

@barbaragancia Fui uma criança traumatizada. Essa coisa d passar férias na gélida Suíça, enquanto todo mundo de divertia no Guarujá deixou marcas profundas

@realwbonner Viver quase 46 anos, casar, ter filhos, escrever um livro, ralar, plantar um pé de feijão e descobrir que é flooder – seja lá isso o que for.

@inagaki RT @brogui: 10 coisas que precisamos parar de fazer no twitter – http://migre.me/8QyZ – Genial!

@diegomaia O palco indie do Planeta Terra 2009 fica do lado do Castelo dos Horrores. Entenda como quiser http://migre.me/8IVk (via @hectorlima)

@fabiobianchini O lance de “no Planeta Terra, quero saber é dos brinquedos” é MUITA vontade de blasé. Playcenter não tá lá o ano todo?

@vitorfasano @otaviomesquita to descendo para a piscina em 5 minutos… ABS VF

@alisson10 http://twitpic.com/kvdkc – Taí a tão falada capa da Marge Simpson na Playboy americana.

@carcamanos Boa tarde a todos. Se fosse um casamento hoje o Palmeiras mereceria dormir no sofá a semana inteira.

@gravz Um salve pro pessoal do tráfico, que deixou pra expor as rusgas depois da escolha da sede olímpica. Abs.

@leandromp Ah, Rio de Janeiro… justo no meu plantão!?

@flaviadurante “Oi meus queridos! sabe que estava aqui jantando ontem? o keith richards, ele é muito legal” (via @lulusuperpop)

* DE JAGGER PARA ANDY WARHOL: VAI NA MANHA, NÃO VIAJA NA CAPA – Essa história circulou nos últimos dias, não sei se você viu. Apareceu uma carta de 1969 escrita pelo Mick Jagger, dos Stones, para o famoso artista Andy Warhol. A missiva do roqueiro chega a ser um marco da cultura pop. Jagger começa agradecendo Warhol por ter aceitado o convite de fazer a capa do então próximo disco da banda dele. Mas vai tentando dar uma “brifada” cuidadosa porque sabia que o artista poderia aparecer com uma doideira básica dele como capa do álbum. O “pedido” não deu muito certo, pelo que a história da música conta. Ou, se você pensar bem, não poderia ter dado mais certo.
A carta é esta:

jagger

O disco é este:

stones3

Warhol criou a concepção da capa de “Sticky Fingers”, de 1971, considerado um dos grandes álbuns do rock em todos os tempos. O artista botou na ilustração frontal do disco a foto da cintura de uma figura masculina usando um jeans. Como se não bastasse, na capa botou um zíper real. Quando alguém descia o zíper, era revelado o famoso logo dos lábios e língua, marca registrada dos Stones que ali aparecia pela primeira vez.
Alguns problemas aconteceram. Logo rolou o boato que o modelo da calça não era Jagger, e sim o ator Joe Dalessandro, “pupilo artístico” de Warhol, um certo símbolo do pop underground nova-iorquino e principalmente ícone da cultura gay da época. Muitas lojas não queriam botar o disco em suas prateleiras. Além do mais, estocar o “Sticky Fingers”, por causa do zíper real saliente, não era simples. Fora que na hora de empilhar os álbuns o zíper de uma danificava a contracapa do disco da frente.
“Querido Andy, eu deixo o disco em suas capazes mãos, para você fazer o que quiser.”

* ARCTIC MONKEYS: O VÍDEO CANASTRÃO E O LADO B ESPETACULAR – Já postado aqui, postaremos de novo. O vídeo da talvez segunda melhor música do disco novo, “Cornerstone”, é uma beleza. Charmoso, diria. Num fundo branco, Alex Turner canta com cara de canastrão e trejeitos de canastrão, além de estar usando um gravador de play+rec e fones de 1960. O vídeo “estáile”, para quem não viu, é este:

“Cornerstone”, o novo single dos Monkeys, vai ser lançado na internet em novembro e em vinil de 10 polegadas em dezembro. A conversa é a de que o “lado B” vai trazer três músicas inéditas. “Catapult”, “Sketchhead” e ” Fright Lined Dining Room”, sendo que a primeira, dizem, é tão boa que caberia fácil como single do primeiro disco. E a segunda, “Sketchhead”, surf punk em alta velocidade, que circulou como bônus do “Humbug” no iTunes, seu eu fosse o Tarantino botaria fácil numa cena forte do próximo filme. “Sketchhead” é assim:

* HELL YES – O FILME DA MEGAN FOX, O EMO E O INDIE - Estréia nesta sexta-feira nos cinemas daqui o filme “Garota Infernal”, ou “Jennifer’s Body”, no original. Estrelado pela bombshell Megan Fox, a da gloriosa cena inicial e de muitas outras, “Garota Infernal” conseguiu ganhar um slogan brasileiro bom, que diz muito da história: “Qualquer garoto morreria por ela”.
Espécie de “Twilight” para rapazes, “Garota Infernal” traz os clichês bestas de filme de terror nível médio de sempre, mas é ancorado também pelos diálogos espertos e atuais da Diablo Cody (”Juno”) e ainda por muita referência musical boa. E tem a Megan Fox, claro.

- Pra começar, e evitar ao máximo a “spoilerização”, dá para dizer que a Megan Fox mata o emo no filme. Com requintes de crueldade. Como se deve matar o emo, mesmo, eu diria.

- Em outra cena “importante”, o megahit antigo “867-5309/Jenny”, de 1982, foi evocado. Imortalizada pelo Tommy Tutone, o grande hino de certa época causou confusão telefônica em várias cidades americanas em que o número realmente existia, porque a molecada ligava direto para falar com a Jenny. A música ganhou 1 milhão de covers. Uma nobre nos diz respeito: o Nirvana fez cover dela no show de São Paulo, no Morumbi, em 1993. Não lembro agora se fez no do Rio. “8675309″ ainda hoje é lembrada de todo o jeito. Teve um trote de telemarketing famoso nos EUA recentemente em que o número que aparecia na bina dos celulares era “8675309″. A menção ao número ou à música também apareceram em centenas de seriados, desenhos e programas, de “Family Guy” a “Hannah Montana”. Como a Diablo Cody poderia perder a chance de botar “867-5309/Jenny” em “Jennifer’s Body”?

- Tem o Adam Brody, o Seth Cohen de “OC”, impagável como líder de uma banda de death pop (?!), que a cada três frases uma faz referência à cultura pop.

- O filme está cheio de new music das boas e bem colocada na trama: Florence & The Machine, Black Kids, Lissy Trullie. Engraçado ver uma canção como “Death”, do White Lies, embalar um baile de formatura (!). E ficou bom. Tem Hole e Blondie também. E, claro, algumas tranqueiras.

- A capa da trilha é boa, também, não só por causa da Megan Fox.

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* MÚSICA BELEZA, MULHERADA, CALIFÓRNIA - Sim, a banda Girls lançou o single oficial para a lindaça “Laura”, nos últimos dias. “Laura”, já disse aqui, tem o trecho mais profundo da música neste século: “You’ve been a bitch/
I’ve been an ass”. O vídeo-fofura é este:

* PROMOÇÃO PLANETA TERRA FESTIVAL – Ainda na fita o par de ingressos para o festival PT, que acontece no dia 7/11 em SP. É o segundo sorteado aqui. Concorra mandando seus pedidos nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Não quer ver Sonic Youth, Iggy Pop, Ting Tings e Primal Scream de graça?

* PROMOÇÃO MAQUINARIA FESTIVAL – Um par de ingressos para os shows do Faith No More e do Jane’s Addiction em SP, dia 7 de novembro? Pois não…
Comentários neste post ou email para este blog: lucio_ribeiro@ig.com.br.
Bom, você sabe os esquemas…

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* PROMOÇÃO “COBAIN”, O LIVRO – Segue ainda o sorteio de “Cobain”, o livro-”documento” da “Rolling Stone” sobre o grande guitarrista do Nirvana. “Cobain” vai custar nas livrarias R$ 52,90. Mas um, o sorteado aqui, vai custar R$ 0. Vai nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. A imagem acima é a contracapa “classe” do livro, ilustração que saiu na “RS”.

* Encerramos a transmissão por aqui. Se tudo der certo, o próximo post será escrito em terras argentinas. Hasta luego!

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
14/10/2009 - 11:49

World exclusive: REM escolhe a Popload para estréia de música. Mais: Dizzee Rascal gênio, Cobain no Brasil (ué! é verdade), Dirty Projectors + Holger em SP e o dia em que Beavis & Butt-Head analisaram o Radiohead

* Opa!

************* BREAKING NEWS *************

What’s the frequency, Lúcio?

Esta foi boa. Recebi um email da Warner americana dizendo que o grupo americano REM escolheu a Popload para estrear uma música do próximo lançamento da banda, o “Live at Olympia”, registro ao vivo tirado de cinco shows-”ensaio” em Dublin em 2007. O disco, um álbum duplo com 39 músicas, chega às lojas dos EUA e Europa no final do mês.

Os “REM guys” querem saber se você está interessado em tocar “Wolves, Lower” para seus leitores, dizia a mensagem.
“W.h.y. n.o.t.?”, respondi.

O REM está selecionando blogs do mundo todo para fazer o avant-premiere do disco ao vivo. Para cada um a banda envia uma música diferente. A da Popload foi incrível: o clássico “Wolves, Lower”, a primeira música do primeiro EP do REM, de 1982. Esta que você ouve aqui, agora.

Em julho de 2007 o REM invadiu Dublin e fez do teatrão Olympia uma residência de cinco noites para testar ao vivo as músicas novas, misturadas às antigas, tocando apenas para familiares, amigos, membros de fã-clubes e adores da banda de várias partes do planeta. Muitas das músicas do álbum “Accelerate”, de 2008, apareceriam ao vivo nos shows do Olympia e também serviram de treino para a turnê mundial, que logo aconteceria e acabaria passando pelo Brasil (novembro).

Além da Popload, pelo que entendi, no Brasil outro blog foi escolhido para veicular uma música do “Live at the Olympia” em premiere. É o blog gaúcho Volume, que mostra em primeira mão a versão ao vivo da linda “These Days”, com uma historinha breve do Michael Stipe na introdução dizendo que fez a música depois de um “very dark period”.
Tanto a Popload quanto o Volume, soube, estavam entre os blogs sugeridos à banda por um publicitário brasileiro que conhece os REM.

************* BREAKING NEWS *************

* Listen!
Money talks, mmm-hmm-hmm, money talks
Dirty cash I want you, dirty cash I need you, woh-oh

* Ok, você deve estar ouvindo falar em certos espaços rockers virtuais por aí que minha “participação” no VMB 2009, que envolveu o Massacration e a Múmia, foi “combinada” e teria rendido até um “cachê” para mim, tudo mais.
O que eu tenho para dizer é que nada tenho para dizer.

E também sobre o próximo vídeo do Massacration não posso falar nada.

prodigyovos
A música pop se vira como pode. Show da banda inglesa Prodigy na Bielorrússia, agora em outubro, foi anunciado em… ovos. Ovos de quitandas, supermercados, granjas. Por quê? Porque sim… O Prodigy toca em SP e Rio nos próximos dias 23 e 24, respectivamente. Engana-se quem acha que a banda electropunk “já deu”… Apresentação do Prodigy no Reading Festival deste ano foi incendiária e absurdamente lotada, pelo que eu li (não vi este)

* Falando em “dirty cash”, o termo da hora é este: “Dirtee Cash”.

* DINDIM SUJO - O Dizzee Rascal está muito perto do que a gente pode chamar de gênio do pop. O cara é fera. O rapper inglês se dá bem entre os grimes, os raggas, os indies, os eletrônicos. Toca com o Arctic Monkeys, em Ibiza, no Top of the Pops, é parceiro do Calvin Harris. Toca em rádio inglesa fuleira e é rei da Radio One.
Já fez um excelente show só no Rio, no Tim Festival 2005. Para ninguém. Estava ensurdecedoramente alto, quase punk. Grime mais ininteligível e sujo que o normal. Sem concessão.
Não só ninguém conhecia, como se apresentou tardão e no mesmo horário que alguma atração grande que não lembro agora (Wilco?).
No Reading Festival neste ano, era assim: Dizzee não estava na escalação do evento. Mas nas barraquinhas de bebida ou tenda de qualquer coisa nas cercanias do festival, perto do camping, com som bombando (tudo lá tem som bombando), se tinha uma galera dançando de mãos para cima, como se não houvesse amanhã, era Dizzee Rascal que estava tocando.

Dizzee Rascal lançou há poucas semanas seu quarto álbum, “Tongue & Cheek”. Para você ter idéia do impacto do disco no pop inglês, os três singles lançados antes do CD cheio (”Dance wiv Me”, “Bonkers” e “Holiday”) pegaram o primeiro lugar nas paradas. Essa recém-lançada “Dirtee Cash”, o quarto single, saiu para download no finalzinho de setembro e hoje é provavelmente a música mais tocada no Reino Unido.
“Dirtee Cash”, do Rascal, tem samplers de “Dirty Cash”, de Stevie V, hino dance do começo dos anos 90 que tocava num nível Madonna/Michael Jackson à época.

* ZUMBIS - Agora uma pausa para uma notícia importante, em relação ao último post. Pesquisadores de uma universidade de Ottawa, no Canadá, baseados em estudos sobre doenças contagiosas, revelaram que a humanidade não está preparada para sobreviver a um ataque de zumbis. O problema, segundo a pesquisa científica, e o que difere a praga dos zumbis diante de outras doenças que se espalham, é que a criatura pode se regenerar facilmente (a não ser, claro, que seja decapitada ou queimada).
A notícia não é zoeira. Foi dada no Yahoo News e no site da BBC. Eu é que não…

* CAKE NO BRASIL FAIL(ED) - Xi, Indie Rock Festival. O Cake não vem mais? Parece que é a banda galesa Super Furry Animals que volta ao país para ocupar a vaga do Cake. Além disso, o grupo brasileiro Mombojó também pulou fora da escalação inicial. O Holger e o Gogol Bordello estão mantidos, ao que tudo indica. Sobre o Super Furry Animals, uma vez alguém traduziu por aqui o nome da banda como Animais Super Furiosos. :))
O Indie Rock Festival, se não tiver mais nenhum chacoalho, está marcado para acontecer nos dias 13 de novembro (Rio, Fundição Progresso) e 16 (SP, Via Funchal).

* NIRVANA: O LIVRO – Está previsto para chegar por aqui nos próximos dias uma reedição à brasileira do livro “Cobain”, articulação literária da “Rolling Stone” gringa nos anos 90 que a filial brazuca bota agora nas nossas prateleiras, como parte dos tributos sem fim que o líder do Nirvana vem recebendo (ou sempre recebe, como preferir).

CAPA COBAIN ROLLING STONE

“Cobain”, cuja capa limpa aí de cima emula uma das famosas capas da história da “RS” americana (a da edição póstuma, em 1994, em foto do famoso Mark Seliger), apresenta mais de 50 fotos especiais, desenhos e entrevistas do guitarrista nos poucos anos de Nirvana, que levaram a revista a acompanhar de perto desde o estrondo que a bandinha de Seattle causou no rock até a morte de seu líder, em 1994, já na condição de principal banda de rock do planeta.

- PROMOÇÃO “Cobain”, o livro. A Popload bota a sorteio uma cópia do livro-”documento” da “Rolling Stone” sobre o grande guitarrista do Nirvana. “Cobain” vai custar nas livrarias R$ 52,90. Quer de graça? Tenta a sorte nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br.

* NIRVANA: O DVD - Seria o pirata do DVD do show do Reading Festival 1992 melhor que o oficial? Enquanto novembro não chega trazendo o DVD que a Universal lançará, com o registro da famoooooooosa performance que o Nirvana fez no gigantesco festival inglês, da qual eu já falei aqui perto de 1400 vezes, começa a aparecer nos blogs americanos a informação que o produto oficial não traz nada demais para quem já (1) tinha a fita de vídeo pirata que circulou forte nos anos 90, (2) já tinha visto na internet e muitos trechos no YouTube, (3) tinha comprado (como eu) o DVD pirata-oficioso que apareceu em lojas inglesas no começo deste ano, bastante reportado aqui na Popload.
É assim. No pirata tem a passagem de som, que o ofical parece não trazer. As imagens vêm da mesma filmagem, tiradas de uma transmissão de TV. Alguns ângulos de câmera são diferentes, mas no geral é praticamente o mesmo. O truque do oficial é dar um zoom na transmissão, para dar o toque “diferente”. Mas nem sempre, dada a qualidade indie (digamos) das imagens, não pega bem. A vantagem do oficial é não trazer a tarja dos minutos, que vem quase no meio da tela no pirata. Dá uma olhada num comparativo de imagens que um blog gringo fez.

nirvana-at-reading-compare

Aqui, a performance do Nirvana para “School”, tirada do DVD oficial, que sai agora em novembro.

Sempre me lembro da resenha da revista “Kerrang” para o show do Nirvana no Reading 1992. “Você tem que ter estado nesse show. Se por um acaso você não foi, minta que foi sim”.

* PROMOÇÃO PLANETA TERRA FESTIVAL – O primeiro par de ingressos sorteado para o festival PT, que acontece no dia 7/11 em SP, saiu para o seguinte ser humano:

Elisa Ribeiro, São Paulo, SP (no relations)
por email

No total, são dois pares de entradas que estão à baila. Logo mais, o anúncio do segundo vencedor. Concorra mandando seus pedidos nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Não quer ver Sonic Youth, Iggy Pop, Ting Tings e Primal Scream de graça?

* PROMOÇÃO MAQUINARIA FESTIVAL – Um par de ingressos para os shows do Faith No More e do Jane’s Addiction em SP, dia 7 de novembro? Pois não…
Comentários neste post ou email para este blog: lucio_ribeiro@ig.com.br.
Bom, você sabe os esquemas…

* DIRTY PROJECTORS EM SÃO PAULO – Atração do sempre movimentado Goiânia Noise festival no final de novembro, o delicioso grupo indie experimental Dirty Projectors, do Brooklyn, está confirmado mesmo para tocar aos paulistanos no clube Clash no dia 2 de dezembro, conforme já havíamos soprado por aqui. A coisa fica melhor ainda quando sabemos que a banda local Holger, com seu show novo, vai abrir para os americanos. Baladinha boa, essa.

* O JANE’S ADDICTION MANDA UM “SALVE” PARA O BRASIL - Stephen Perkins, o baterista do grupo do Perry Farrel, gravou um vídeo dizendo que está louco para vir tocar no Maquinaria Festival, dia 7 de novembro (lembrando, o mesmo dia que o Planeta Terra…). E ainda mandou um sambinha para nós, todo simpático. Deixa o cara. :))

* HEY, BEAVIS!!!! - Recordar Beavis & Butt-Head é viver. Com a boataria sobre uma possível volta da dupla mais retardada que a cultura pop já viu, mas agora como “adultos” em seus 60 anos, virou uma onda (pelo menos entre meus amigos) de voltar a vasculhar os episódios do desenho da MTV que de uma vez só marcou, alegrou, espelhou e criticou sem dó os anos 90. Nessa cheguei no episódio em que eles analisam o vídeo de “Creep”, do Radiohead. Posso dizer que, junto com “Twin Peaks”, “Arquivo X”, “Simpsons” e “Friends”, a dupla odiando a parte calma da música do Radiohead e esperando desesperados a parte “pesada” foi um dos grandes momentos da TV mundial nos anos 90.

* POPFELLAS, POP!UP - DJ set marathon nesta quinta e sexta. Começa que tem Popfellas no Vegas, quinta, com as discotecagens de sempre (DJ Me, Rafael Urenha e Focka) e pocket show da banda anglo-brasileira 2AM. Permita-me o toque: veja esses caras antes que eles vão para Londres gravar no Abbey Road. Na sexta a Pop!Up retorna ao novo-clube Alley, o da charmosa vista para a urbanidade. O ótimo DJ Fiervo completa o elenco que tem o DJ Eu (de novo…), Fabricio Funhell Miranda e Gil Crew Barbara. Só bamba (tirando…).
Tamus juntu?

* Está bom por agora, não?

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , ,
09/06/2009 - 08:59

A perda eterna da fé e o caminho ao inferno. E o que você perdeu, ou não, no bombado Popload Gig

* If man is 5, then the devil is 6, then God is 7.

* Pronto. O Popload Gig entrou para o calendário oficial dos festivais independentes com estilo, pompa, circunstância e cinco shows, um monte de gente bonita, clima de paquera.

Público do Clash durante show da banda americana No Age no sábado, primeiro dia do Popload Gig. O clube estaria mais cheio logo depois, durante a apresentação da dupla Matt & Kim. Foto de Ulisses Barbosa

* Mas o Popload Gig já era. Vem aí o Popload Gig 2.

15 de agosto, Rio de Janeiro
FRIENDLY FIRES + uma banda internacional (TBC) + uma banda nacional (TBC)
17 de agosto, São Paulo
FRIENDLY FIRES + uma banda internacional (TBC) + duas bandas nacionais (TBC)

* QUEM? QUEENS? - O Faith No More, parece, confirmou seu show em Santiago, Chile, para o dia 30 de outubro. Um show no Brasil e outro na Argentina estão programados para a turnê. Isso tudo beleza. A gente aqui já sabia. O negócio é que, circula no Chile, que o QUEENS OF THE STONE AGE está convidado para tocar na mesma balada por lá. Será que a banda mais cool do rock viria para cá também?

O Faith No More lançou nesta segunda-feira, na Inglaterra, a coletânea de nome com a cara do Mike Patton: “The Very Best Definitive Ultimate Greatest Hits Collection”. Tem 28 músicas, incluindo raridades, lados B e a genial “We Care a Lot”.

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MATT & KIM – SÁBADO – POPLOAD GIG, EM SP

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* ADIVINHA QUEM É A MAIOR BANDA DE ROCK DO MUNDO HOJE… - …Segundo a famosa, adulta e sempre ahn… criteriosa revista inglesa “Mojo”, que quase nunca dá bola para bandas dos anos 2000 para cá.

* FIVE POINTS PALM HEART EXPLODING TECHNIQUE - O mundo pergunta: do que morreu afinal o graaaaande ator David Carradine, 72, herói das séries de Kung Fu dos anos 70 e o Bill de “Kill Bill”, do Tarantino? Até o FBI está investigando. O ator foi encontrado morto semana passada na Tailândia, com uma corda que percorria seu pescoço, seu pulso e seu pênis. Técnica bizarra de masturbação, que envolvia a obtenção do prazer interrompendo o fluxo de oxigênio para o cérebro? Ele teria sido assassinado por uma gangue de kung fu xiita, a mesma responsável pela misteriosa morte do ator Bruce Lee nos anos 70, como sua família alega?
A última pergunta. Você sabia que a “five points palm heart exploding technique”, o jeito que a Uma Thurman “matou” Carradine em “Kill Bill”, causando a explosão interna do coração dele com o toque de seus dedos, é uma técnica que existe?

* COLDPLAY, TRICKY, KILLERS, METALLICA E… SIMPLE MINDS? – De acordo com informações que percorrem os bastidores de shows pela América do Sul, estariam acertadas as vindas dessas bandas todas no segundo semestre (Metallica em janeiro/2010), inclusive a veterana (30 anos) escocesa que um dia ousou disputar com o U2 o trono de maior grupo da Terra. As datas do Coldplay seriam estas aqui, para cinco shows em novembro: “24-26-27-29-30 Brazil”.

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THE VIEW – DOMINGO – POPLOAD GIG, EM SP

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POPLOAD GIG – FOTOS

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* A FRAUDE DO ARCTIC MONKEYS - Lá vem a banda do Alex Turner e seus nomes de discos… Depois de batizar o primeiro álbum de “Whatever People Say I Am, That`s What I’m Not”, veio o segundo: “Favourite Worst Nightmare”. Agora a Inglaterra pergunta o que seria “Humbug”, o recém-anunciado título de seu terceiro disco, o (1) influenciado por Jimi Hendrix, (2) produzido no deserto pelo Josh Homme (Queens of the Stone Age), que será lançado primeiro no Japão no dia 19 de agosto. O diário inglês “Guardian”, em uma de suas investigações”, descobriu que “humbug” pode ter um significado de “fraude” ou “impostor”. O que remete à encanação da banda no nome do primeiro CD, de ter um sucesso injustificado.

* O FANTASMA DO COBAIN – Na semana que vem, na Inglaterra, estréia num teatro de Londres a peça “Nevermind”, que consiste na história de um jornalista da “NME” que recebe a visita do fantasma do Kurt Cobain. Hahaha. Essa eu quero ver.
O texto é bizarro. Parece que o jornalista anda tão deprimido, tudo dando tão errado, que o Kurt do além chega para questionar se seria corajoso ou covardia o cara deprê se matar.
A peça fica até julho em cartaz, a princípio. E, sim, a peça não estará sendo encenada nos teatros do West End. Ela é indie. Passa em Angel.

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HOLGER – SÁBADO – POPLOAD GIG, EM SP

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POPLOAD GIG – FOTOS

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* AH, O JORNALISMO - Enquanto o twitter virou capa da “Time”, o grande “The Boston Globe”, um dos mais prestigiosos jornais americanos e pertencente ao grupo que dirige o “New York Times”, deve mesmo fechar, como estava ameaçando desde alguns meses. O “Globe” deve, adivinha, viver apenas na internet.

* AH, NÃO! DEVENDRA REMIXANDO OASIS? - A mistura é bizarra. Apareceu do nada hoje, no site oficial do Oasis, uma remix de “(Get Off Your) High Horse Lady”, feita pelo riponga Devendra Banhart. De acordo com o site, Noel Gallagher pediu para o Devendra fazer uma “versão livre” para qualquer música que ele quisesse do mais recente álbum de sua banda, “Dig Out Your Soul”. Ao que tudo indica, isso nem será lançado oficial, mas o resultado, um Oasis em ritmo de bossa nova (!?!?), pode ser conferido aqui:

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NO AGE – SÁBADO – POPLOAD GIG, EM SP

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POPLOAD GIG – FOTOS

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* DRAG ME TO HELL - Estreou recentemente nos EUA o terror zoado “Drag Me to Hell”, que aqui vai se chamar “Arraste-me para o Inferno”, quando estrear no Brasil, na segunda semana de agosto.
Nada mais errado dizer que o filme é do diretor do “Homem Aranha”, o hoje bombado Sam Raimi. O apropriado é dizer que “Arraste-me para o Inferno” é obra do desmiolado Sam Raimi, autor da cultuada trilogia “Evil Dead”, a mais engraçada série desgraçada de horror ever.
A “chamada” para este seu mais recente filme, que representa sua volta ao controle do horror repulsivo e farofa desde o afastamento para o “cinema sério”, em 1993, é muito boa. O “tagline” é assim: “Christine Brown tem um bom emprego, um namorado bacana e um futuro brilhante. Mas em três dias ela vai para o inferno”.
Não sou de postar trailers aqui, mas esse merece, para o caso de você querer conhecer a fofa Christine Brown (Alison Lohman):

Amigos que viram o filme nos EUA “pagaram um pau” para “Drag”. Não que o longa vai reinventar o terror. Mas é porque traz Sam Raimi de volta ao filme B da pior espécie, o que no caso é bom sinal. “Arraste-me para o Inferno” é mais afetivo que “grande cinema”, me explicaram. Estou nessa.
Pensa: o filme tem um gato preto na trama.
Tentei ver este último Sam Raimi na porção cinematográfica do South by Southwest, o festival do Texas, em março. O cineasta escolheu o Sxsw para fazer a estréia mundial do filme.
Sem chance nenhuma. Riram até da minha cara quando eu perguntei como conseguia ingresso para a disputadíssima sessão.

O problema de tudo, o porquê de eu estar escrevendo sobre isso agora, é que parece já circular pela internet cópias de “Drag Me to Hell” tiradas de DVD chinês, com excelente imagem. Saco.
Estou no “velho novo” dilema.
As cópias de “câmera” já estavam rolando há algum tempinho. Curioso para ver pelo menos o comeciiiiiinho, baixei até uma que tinha o selo do festival de Cannes em seu início.
Pensa 2: parece que filmaram a tela na sessão do filme do Sam Raimi no prestigioso festival de Cannes e botaram na internet.
Enfim. Vamos ter o que falar do Sam Raimi ainda no futuro próximo. Isso se não formos para o…

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MICKEY GANG – DOMINGO – POPLOAD GIG, EM SP

* WHEN I FEEL HEAVY METAL – Bom, acabou por agora. Os vencedores das últimas promo (e algumas novas) serão anunciados no próximo post. Antes de ir embora para o feriado, queria deixar isso aqui para você ver. Nada demais. Apenas o BLUR ENSAIANDO “SONG 2″ AGORA EM 2009.

 

* Até mais.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , ,
03/04/2009 - 11:15

Com as luzes apagadas é menos perigoso… Tributo a Cobain e um milhão de outras coisas no maior post do mundo


(((atualização final)))

* Bom dia, boa tarde, boa noite.

* Fala, Kurt. Beleza?

* Eu já falei aqui que o Nirvana foi o “meu Beatles”? Pois então. Nem é na comparação das músicas. Well, whatever, nevermind. O negócio é que, para lembrar os 15 anos da morte do gênio loser da geração 90, Kurt Cobain, que estourou os miolos em Seattle em 5 de abril de 1994, no fim do post vai ter uma certa homenagem pessoal ao Nirvana, numa espécie de intersecção da minha vida com a do Cobain: (1) um áudio exclusivo da polícia de Seattle falando do “corpo” encontrado na casa de Kurt Cobain, talvez do próprio, em apuração minha para o jornal “Notícias Populares”, um dos primeiros veículos no Brasil a saber do “assassinato-depois-suicídio” do guitarrista do Nirvana; (2) foto do incrível show do grupo em 1991, no famoooooso Reading Festival daquele ano, “the year that punk broke”, tipo duas semanas antes do lançamento do Nevermind e da consequente mudança de rumo da história da música; e (3) fotos também do “guia Nirvana de Seattle”, o chamado Nirvanapalooza, que eu fiz em 2007 depois de uma viagem à terra do grunge, mostrando os lugares tipo a casa onde o guitarrista viveu seus últimos dias e morreu, seu “túmulo”, o bar onde rolaria o primeiro show em Seattle se tivesse aparecido alguém para ver. O clube onde a SubPop fez a festa de lançamento do “Nevermind”, o bar onde “Smells Like Teen Spirit” foi mostrada pela primeira vez ao vivo etc. e tal.

* Chega às bancas nos próximos dias a edição brasileira da revista “Rolling Stone” com DUAS capas com Kurt Cobain, por ocasião do aniversário de 15 anos de sua morte. Uma capa “edição de colecionador”, com foto P&B. Outra “normal”, com chamadas. A tiragem é meio-a-meio para as capas. Dentro, o material de texto da revista traz originais da “RS” americana com a última entrevista do líder do Nirvana e outro escrito sobre os últimos dias de Cobain em vida.

Capa da “RS” americana na edição da morte do Cobain. A capa da “RS” brasileira é diferente dessa, mas a imagem é do mesmo ensaio do famoso fotógrafo texano Mark Seliger

* No próximo sábado, dia 4, o clube paulistano Outs dedica sua bombada noite para um “Tributo ao Nirvana”, com show da banda Delinquents 90, com participações de várias figuras indie cantando músicas do Nirvana, além de discotecagens especiais em homenagem à banda de Cobain/Grohl/Novoselic.

* MISSA PARA O KURT. EM MINAS GERAIS… – Em Formiga, Minas Gerais, em uma certa igreja da cidade, dois rapazes que eu conheço costumam rezar missas para lembrar o Cobain. Em missa católica, pelo menos no interior e até onde eu sei, você vai lá e paga 1 real para o padre rezar a missa em intenção da pessoa. Aí, logo no começo, o padre costuma falar “Essa missa é em memória de fulano, sicrana…”. E, no meio dos nomes que o padre fala, lá em Formiga, costuma ter um “Kurt Donald Cobain”. Eles dizem que vão rezar uma pelo aniversário de 15 anos da morte do Cobain. Como rezaram uma em 2004, nos dez anos. Acha que não? Eles mostram a prova. E, MELHOR: eles mostram o padre FALANDO. Genial.

 

* O áudio da missa de 2004. Sério, estou emocionado até…

* O CHILE E A CACHORRADA SOLTA – A história do post passado, em que nas ruas de Santiago tem quase tanto cachorro solto nas ruas do que cidadãos andando para lá e para cá na cidade, rendeu bastante. Fábio Carbone, paulistano que também foi a Santiago ver o Radiohead, também notou a cachorrada e fez fotos. Inclusive a de um cachorro solto no… SHOW DO RADIOHEAD. Vê isso, peloamordedeus.

Não dá para ver, mas este cachorro está chorando porque está tocando “Creep”. Até deu as costas para o palco…

Esta foto é do brother Bruno Granato, outro que foi ao Chile ver Radiohead/Blondie/Sonic Youth. Na imagem, cão que chegou cedo para ver o Radiohead. Mas deixou claro para a dona, a mina de azul, que quer ver o show sozinho

* O RADIOHEAD E O SHOW DE SÃO PAULO - Você aguenta maaaaaaais Radiohead neste blog? A última (de hoje), prometo. O “reservado” Thom Yorke, na folga, foi fazer uma visita à cidade de Valparaíso, cidade litorânea colorida na costa do Pacífico, onde o poeta Pablo Neruda tinha uma casa etc. Abordado por um brasileiro (claro…) na rua, Thom Yorke se viu diante da pergunta “Nos shows da América do Sul, qual o momento que você achou mais importante?”. Yorke respondeu: “A hora em que o público cantou ‘Paranoid Android’ em São Paulo”.

* Menti. Aquela não era a “última do Radiohead”. A derradeira vez que eu falo do Radiohead aqui por algum tempo é esta: agora no dia 1º de abril (não é mentira) saíram luxuosas “edições de colecionador” dos primeiros discos da banda inglesa. Tem a do “Pablo Honey”, do “The Bends” e do “OK Computer”. Todas com o álbum em si mais raridades, demos, radio sessions, ao vivo e o escambau. Tem essas “Collector’s Edition” com DVD, em tiragem limitada. No Japão, parece, saiu o “In Rainbows” com um DVD com as famosas “From the Basement”, conhecidas gravações ao vivo no estúdio aqui organizadas de modo bonito.

* Menti de novo. E esta sim, prometo, é a última do Radiohead por ora. No Chile eles fizeram dois shows. Vi o lindo segundo, o da sexta. E o primeiro, do dia anterior, foi tumultuado. Problemas técnicos deixaram o Thom York furioso. Ele parava de cantar e cruzava os braços durante algumas canções (”All I Need” foi terrível), abandonou a banda no palco. Voltava, ficava puto e saía de novo, essas coisas. Aqui tem uma amostra do chilique do Yorke, banda esperando o cara voltar ao palco, regendo a platéia no grito chamativo “Olê, olê, olêêêê, Thom Yooooooorke, Thom Yooooooooorke”. Veja o piti. E, de quebra, a performance de “Nude”, inteira.

* MAIS SONIC YOUTH: “100%” AO VIVO EM SANTIAGO - Já que voltei a falar do Chile, Radiohead e tal, toma mais um vídeo da espetacular apresentação “das antigas” do amado grupo nova-iorquino Sonic Youth, domingo passado. Começa com o Thurston Moore fazendo umas coisinhas com a guitarra…

* “VICE” BRASILEIRA SAI EM MAIO - O primeiro número da “Vice” brasileira, esperada edição nacional da talvez mais cool (e mais louca) revista jovem do planeta, mensal e gratuita, sai agora em maio. Parece que em maio, lá fora, vai ter uma edição “Brazil” da “Vice”, como parte da “política de estréia” da revista em um país.

* Para quem não conhece, a “Vice” é uma espécie de irmã malvada e nervosa da “nossa” revista “Trip”, com muito mais música esperta em suas páginas, em textos escritos por galera que manja bem. Vamos ver se a edição brasileira segue essa linha, hummm, ortodoxa de fazer revista boa.

A foto acima ilustra a reportagem “O Que Está Acontecendo com o País de Gales?”, importante investigação sobre o estado atual do pé na jaca dos galeses, com “complicados” resultados depois das madrugadas etílicas. Esse é o tipo de matéria que sai na “Vice”.

* Quem vai ser o editor-chefe da “Vice” brasileira é o Ademir Correa, ex-editor da “Rolling Stone” daqui, que deixa seu posto para o chapa Paulo Terron, do blog With Lasers, meu “vizinho” de iG. Dança das cadeiras no indie brazuca.

* KOOKS NO BRASIL - Acho eles legais, apesar dos cabelos de ursinho. Molecada boa, com banda feita por causa do David Bowie. O Kooks traz seu brit pop (atenção, é separado mesmo) ao Brasil em junho, parte de uma turnê sul-americana nada indie. Bastante dinheiro envolvido. Na Argentina é dia 10/6. Em São Paulo, por volta do dia 15.

* ENQUETE: O MAIOR SHOW INTERNACIONAL NO BRASIL EM TODOS OS TEMPOS (E UM CERTO PRÊMIO) – Continua a apuração da enquete mais famosa deste blog, feita de tempos em tempos, mas que agora parece completa, porque o Radiohead passou finalmente por aqui.
Uma parcial do que está dando, surpresa!!!!!!, é isto aqui:
- Radiohead liderando com quase o triplo de votos do segundo colocado
- Madonna e Pixies disputando o segundo lugar voto a voto; os fãs da Madonna votaram em bloco, levantando suspeitas de fraude no comitê apurador Popload
- mais atrás, boa disputa num bloco com: Franz Ferdinand, U2, Killers, Arcade Fire e Pearl Jam
- Sonic Youth e Foals fechando o top 10

Continue votando nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Quem mandar seu show predileto corre o risco de ganhar, no sorteio:
* UM ingresso para o show do Oasis em São Paulo, em maio, no “gostoso” Anhembi.

 

* A NOKIA E O CELULAR INDIE - Popload multimídia. O famoso serviço Nokia Comes With Music, lançado no ano passado em Londres com a presença da Popload (thank-you-very-much), chega ao Brasil em maio. Quem adquirir o celular último-tipo Nokia 5800 Express Music com tela de toque, segundo anuncia a mais poderosa empresa de celular do planeta, poderá baixar no celular ou no PC, por um ano inteiro, gratuitamente e sem limites, todo o acervo das quatro grandes gravadoras (Warner, EMI, Universal e Sony), fora as músicas de todos os artitas de cerca de 150 selos independentes brasileiros e mais de mil internacionais.
O “modelo de negócio” Nokia Comes With Music é uma tentativa da empresa finandesa de barrar o imbarrável poderio da Apple, seu iPhone, seu iTunes.
Vou repetir o que eu disse aqui quando a Popload cobriu o lançamento do Comes With Music em Londres, em outubro: A maior empresa de celulares do mundo proporcionando a seus clientes baixarem quantas músicas quiserem das bandas que quiserem. E de graça. Não é bem assim, mas é mesmo assim. A Nokia festejou acordo incrível com as principais gravadoras do planeta, mais um monte de selos independentes, para disponibilizar por UM ANO aos clientes da empresa o download de qualquer canção de seus elencos. Para tal, a pessoa precisa comprar o celular específico da companhia nórdica, que sairá custando 218 libras (279 euros, 377 dólares, 818 reais sem os impostos). Quando o prazo de fidelidade acabar, em 12 meses, o dono do Nokia 5310 Express Music pode manter no computador ou no celular todas as músicas baixadas, para sempre. Com o ano completado, se o usuário do aparelho Nokia quiser manter-se como cliente da empresa, terá de pagar pelos novos downloads a partir da data. Mas as músicas já baixadas permanecem dele.
A Popload tentou à época respostas para as perguntas ‘Eu, enquanto cliente da Nokia, posso passar minhas músicas baixadas gratuitamente para um amigo que não tem celular nem usa serviço da empresa, via celular mesmo ou pelo computador? Posso queimar um CD virgem com essas músicas?’ Depois de muito custo, chegou uma resposta do tipo ‘Não pode. Haverá uma proteção para o uso exclusivo do cliente Nokia’. Mas deu para perceber que eles sabem bem o que acontece hoje em dia com ‘proteções’ e exclusividade’ assim que o produto aparece no mercado.”

* Pareeeeeeeeece que a Nokia no Brasil, para bombar seu lançamento e seu serviço de música, vai fazer uma história com “shows indies no Brasil”. Foi o que me falaram.

* DO SXSW PARA O GLÓRIA – Neste sábado todos os caminhos indies levam para o clube Glória (Bela Vista), se você estiver em São Paulo. A segunda edição da descolada festa IM//A\\PARTY (na primeira teve a francesa Yelle) traz o australiano Miami Horror, acompanhado da dupla conterrânea Bag Raiders. Rock de guitarras my ass. Miami Horror é um produtor dance de 22 anos, de Melbourne. Era um dos “tem que ver” no último South by Southwest, maior festival de música nova do planeta, que acontece em Austin, Texas. Já o Bag Raiders, da mesma linha synth-disco, se apresenta pela segunda vez no Brasil. Veio num evento do site Rraurl, no Vegas, no ano passado. Completa o line-up da festa o performer Bo$$ in Drama, o DJ Pomada e os produtores da festa, o WE//R\\DJS. Corrão!

* TRIBUTO A COBAIN: ÁUDIO EXCLUSIVO DA POLÍCIA DE SEATTLE ANUNCIA PROVÁVEL MORTE DE COBAIN – Texto da Popload de 2001, ainda na Folha Online na seção Pensata.

“História que eu já contei aqui algumas vezes, em abril de 1994 trabalhava na redação do ‘Notícias Populares’, chefiada pelos conhecidos Álvaro Pereira Jr e Paulo Cesar Martin (ambos do programa de rádio ‘Garagem’, hoje), também adoradores do Nirvana. Quando o Álvaro ligou para dizer que tinha uma conversa circulando sobre um suposto ‘assassinato’ de Kurt Cobain, ficamos malucos. Fui atrás do caso e cheguei à seguinte mensagem na secretaria eletrônica da polícia de Seattle.

Na gravação, uma voz feminina da polícia de Seattle conta que um sujeito telefonou para lá dizendo ter visto, na residência de Cobain, um homem com as características físicas de Kurt Cobain e que este havia sido ferido com um tiro na cabeça e estava desfalecido no chão de um dos aposentos na casa. E que a polícia estava investigando.”

* TRIBUTO A COBAIN: “COBAIN ME VENDEU UMA CAMISETA DO NIRVANA”, POR ÁLVARO PEREIRA JÚNIOR - Esta história é bem famosa entre os chegados. E além, até. O jornalista e amigo APJ, editor-chefe do “Fantástico”, colunista do “Folhateen” e testemunha ocular do levante do rock americano do rock do final dos 80/começo dos 90, conta à Popload sobre o dia em que Kurt Cobain o vendeu uma camiseta do Nirvana à beira do palco, logo após um certo show pequeno da banda em 1990. Show que nem gostou tanto assim, segundo ele. Mas a camiseta era legal.

“”Boa noite, bem-vindos ao Man Ray. Meu nome é Dwayne Bruce, da rádio WFNX. Por favor, deem as boas-vindas a esses sodomitas, viciados em crack, adoradores de Satã, filhos da puta do cacete da gravadora Sub Pop… NIRVANA!’
O dia é 18 de abril de 1990. O clube é o Man Ray, na cidade em que eu morava, Cambridge, região de Boston. Eu e meu amigo Jim Erickson, hoje um respeitado repórter especializado em astronomia, estávamos lá para ver qual era a do Nirvana.
Eu não sabia quase nada sobre a banda. Só conhecia ‘School’, que o Dwayne Bruce tocava no seu programa de domingo à noite na WFNX. E tinha recebido dicas de alguns amigos do Brasil, que escutaram o primeiro álbum, ‘Bleach’, e adoraram.
Já o Jim… Não era exatamente fã de rock alternativo. Tinha ido de alegre a alguns shows comigo, viu que eram lotados de mulher e começou a frequentar.
Era a turnê do album ‘Bleach’, ainda com Chad Channing na bateria. Duas faixas de ‘Nevermind’, que sairia só no ano seguinte, já faziam parte do setlist: ‘Breed’ e ‘In Bloom’.
Eu poderia dar uma de profeta e dizer que, ali no Man Ray, percebi que o futuro do rock estava a minha frente. Mas não foi assim. Nem gostei muito do show. Achei hard rock e Led Zeppelin demais, queria algo mais punk. Mesmo assim, algumas coisas eram óbvias. As principais: a energia monstruosa da banda no palco e a cartarse que provocava na plateia.
Mergulhado na vibe da loucura, cheguei perto do palco, depois do show, para comprar uma camiseta da Nirvana. Fui atendido pelo próprio Cobain, tão ‘cansado’ que não conseguia nem falar o preço da camiseta. Ele só mostrava as mãos espalmadas, indo e voltando: dez dólares. Comprei.
A estampa era uma paródia da capa de ‘Two Virgins’, de John Lennon. Sobre as fotos de Lennon e Yoko pelados, aplicaram as carinhas de Cobain e Novoselic.
A história teria terminado aí, se ‘Nevermind’ não tivesse vindo, se o Nirvana não tivesse se tornado maior do que a vida, se o muro entre ‘alternativo’ e ‘mainstream’ não tivesse sido definitivamente dinamitado.
Aí contei o lance da camiseta para amigos, contei na ‘Folha’, na ‘Bizz’, no ‘Fantástico’, na ‘Folha’ de novo…
O caso entrou para a história (para a minha história, pelo menos). E o melhor é que é verdade.
Se você se interessar, há mais detalhes desta apresentação do Man Ray e de TODOS os outros shows da vida do Nirvana aqui.”

* TRIBUTO A COBAIN: POPLOAD NO READING FESTIVAL 1991 – Texto da Popload de 2004, também ainda na Folha Online, por conta do aniversário de 10 anos da morte de Cobain:

“Naquele 23 de agosto de 1991, todas as luzes pop iluminavam a cidadezinha de Reading, leste de Londres, onde centenas de bandas de rock disputam anualmente a atenção de público, imprensa e gravadoras naquele que é considerado o principal festival de música pop do mundo.
O primeiro dos três dias de evento teve atrações como Iggy Pop, Sonic Youth e Pop Will Eat Itself, mas o aviso foi dado: ‘Chegue cedo para ver esse Nirvana’.
Para mim, não precisou falar duas vezes. Morava no Reino Unido na época e já ouvia sem parar o primeiro disco do grupo, ‘Bleach’ (1989), graças a uma fita cassete de um amigo.
Junte-se a isso a curiosidade sobre ‘Nevermind’, que chegaria às lojas em um mês, e pronto: lá estava eu cedinho para ver o Nirvana.
Da hora em que Cobain ligou seu instrumento até o pulo descabido de guitarra e tudo sobre a bateria, no final, deu cravados 32 minutos. Durante esse tempo, quatro ‘músicas novas’: ‘Drain You’, ‘Smells Like Teen Spirit’ (o que foi aquilo?), ‘Come As You Are’ e ‘Breed’.
Em meio a isso, Grohl tirando de gozação, na bateria, o começo de ‘Sunday Bloody Sunday’ (hino do U2); Cobain ’surfando’ na platéia em pleno solo de guitarra; cantando ‘The End’, dos Doors, com voz fúnebre, para anunciar a chegada da última música do show; Novoselic arremessando de longe seu baixo em Grohl.
O show acabou. A estática platéia viu Cobain, já sozinho no palco, levantar em meio ao que sobrou da bateria. Como se nada tivesse acontecido na última meia-hora, ele se abaixou para pegar uma garrafa de cerveja do chão e saiu andando.
Por mais imprevisível que fosse o estouro da banda, era difícil não acreditar que o rock depois daqueles 32 minutos seria diferente.”

A banda Nirvana se apresenta no Reading Festival inglês, em 1991; Kurt canta, os cabelos de
Novoselic, com camiseta do Dinosaur Jr., balançam ao vento; e um punk moicano, convidado
para dançar no palco durante o show, dá as costas ao público; Dave Grohl está sumidoatrás da bateria. Daria tudo para lembrar qual canção era tocada nessa hora
Foto: Lúcio Ribeiro (Hein?!)

* Indo além na lembrança desse Reading 1991, faltou dizer que parte do line-up do palco principal naquele primeiro dia, o da sexta, tinha Iggy Pop fechando, Sonic Youth, Dinosaur Jr (consegue ver o rock americano abalando?), Nirvana e as Babies in Toyland. O Nirvana, algumas semanas antes de lançar o “Nevermind”, tocou durante a luz do dia, para umas 2 mil pessoas. No ano seguinte, meses depois de lançar o tal CD, sozinho arrastou 120 mil pessoas para o Reading 1992. Isso dá mais ou menos a medida do que foi e quão rápido foi o “fenômeno Nirvana”. Simples assim.

* Lembro que na semana pós-show do Nirvana no Reading 1991 já tinha fita cassete da apresentação completa à venda em Camden Town, coisa bastante comum na época. Ouvindo a fita depois, na hora em que o Nirvana tocou a “nova” “Smells Like Teen Spirit” para os ingleses, na introdução da música o Kurt falou uns dois minutos de coisas que não davam para entender, de tão “loaded’ que ele estava. Reclamou do preço do ingresso do festival, chiou com algumas outras coisas e começou “Teen Spirit” de modo abrupto, a 200 km por hora.

* TRIBUTO AO NIRVANA: A NIRVANAPALOOZA – Em 2007 fui a Seattle pagar uma dívida pessoal com minha história. Finalmente consegui conhecer a cidade que projetou o Nirvana para o mundo, visitei a Sub Pop, os bares onde Cobain e turma percorreram na pindaíba de banda iniciante antes de explodir, rondei a casa onde Kurt se matou. Enfim, fiz uma pequena Nirvanapalooza. O especial, publicado na Popload e na “Folha de S.Paulo”, cai bem aqui, em republicação, nestes 15 anos sem Kurt.
Em 2007, a reportagem tinha esta cara:

ESPECIAL: A NIRVANA TOUR EM SEATTLE -
Em meio a esse revival involuntário de Nirvana que ocorre de tempos e tempos e agora vem em forma do documentário “About a Son”, da cisma dos seriados de TV, do filme do Clive Owen e da Popload em Seattle (hehe), seguimos os passos da trajetória da banda na cidade do grunge, do bar em que iriam tocar pela primeira vez mas ninguém apareceu até a casa onde Kurt Cobain botou fim a tudo, com um tiro de espingarda na cabeça. Vem aí para o Nirvanapalooza. Agradecimentos ao “Washington Post”, que forneceu os endereços certinhos e o “como chegar”.

1. A casa de Kurt Cobain
(171 Lake Washington Boulevard E)
Esta é a casa onde Cobain se matou, na estufa da casa (greenhouse), quando resolveu acabar com sua agonia existencial estourando os miolos com uma espingarda. O suicídio aconteceu em abril de 1994, apenas três meses depois de o líder do Nirvana se mudar com Courtney Love e a filha para o casarão de três andares na região de Madrona e virar vizinho do dono da Starbucks e de Peter Buck, guitarrista do REM. A greenhouse foi derrubada depois, por Courtney Love. O corpo de Cobain foi encontrado três dias depois do tiro, por um eletricista

2. Viretta Park, o “túmulo” de Cobain
(também na Lake Washington, ao lado da casa)
O parque vizinho à casa de Cobain é mais ou menos o cemitério onde “está” o líder do Nirvana. Ele foi cremado e parte de suas cinzas foram jogadas no Viretta Park. Dois bancos do parque guardam em grafite e caneta as mensagens dos fãs, em várias línguas. No sábado passado, em um dos bancos, tinha um colar preso ao banco e um bilhete para Kurt, deixado por um francês. Comecei a ler, mas achei mancada (não era para mim) e devolvi no lugar onde estava.

3. Sub Pop Records, o endereço antigo
(1932 First Avenue)
Aqui foi o endereço da grande fase da Sub Pop na articulação da explosão do grunge, no final dos anos 80. O contrato do Nirvana para o album “Bleach” foi assinado aqui. A Sub Pop atualmente tem seus escritórios no 2013 da Fourth Ave.

4. OK Hotel Cafe
(212 Alaskan Way S.)
Aqui neste hotel à beira da baía, embaixo de um viaduto tipo o Minhocão, de SP, funcionava também no anexo um clube onde “Smells Like Teen Spirit” foi mostrada ao vivo pela primeira vez, em abril de 1991. Parece que um terremoto danificou a estrutura do clube e ele teve que ser fechado, só funcionando agora o hotel.

5. The Central Tavern
(207 First Avenue.)
Reza a lenda que este lugar ia ter o primeiro show do Nirvana em Seattle, em 17 de abril de 1988. Mas ninguém apareceu no bar, nem os três bêbados largaram o balcão para ir prestigiar a banda na hora do show. Então o Nirvana nem tocou. Alguns meses depois o grupo voltaria à Central Tavern e faria um showcase para executivos da Sub Pop, que renderia o famoso contrato com a gravadora.

6. The Vogue
(2018 First Avenue)
O Vogue mudou de endereço. Hoje no lugar original funciona uma loja de roupas com cabeleireiro (?!), chamada Vain. Uma semana depois de não tocar no Central Tavern, o Nirvana finalmente faz seu primeiro show em Seattle, agora com gente na platéia. O estacionamento que ficava ao lado do Vogue (hoje na 1516 11th Ave.) ficou famoso porque, conta a história, Kurt Cobain estava tão nervoso com o show que saiu dele direto para vomitar escondido entre os carros.

7. Moore Theater
(1932 Second Avenue)
O primeiro “grande” show do Nirvana, no entanto, aconteceu no Moore em junho de 1989, quando a banda abriu para Mudhoney e Tad, já heróis locais. Um ano depois, voltou ao Moore para abrir para o Sonic Youth. Logo depois ficou tão gigante que não iria ser mais possível para o Nirvana ter a honra de tocar no Moore fechando uma noite.

8. Crocodile Café
(2200 Second Avenue)
O mais charmoso clube indie de Seattle foi inaugurado no bairro de Belltown no meio (e por causa) da revolução grunge, em 1991, cerca de cinco meses antes de o álbum “Nevermind” ser lançado. Captou todo o buxixo em torno do Nirvana, embora a banda só tenha tocado lá uma vez, de surpresa, em 1992, já quando era a maior banda de rock do mundo. [O clube chegou a fechar suas portas em dezembro de 2007, mas foi reaberto agora em 2009]

9. Re-bar
(1114 Howell St.)
Casa de Cabaré que foi lugar da famosa festa de lançamento do “Nevermind”, em setembro de 1991. O Nirvana e sua turma de amigos tumultuaram o ambiente, armando uma guerra de bebida e, depois, de comida. Foram expulsos do lugar pelos donos do Re-bar, que, segundo a lenda, amaldiçoaram o tal disco novo. Não demorou muito daquele dia, o álbum iria bater nas 10 milhões de unidades vendidas.

10. Experience Music Project
(325 Fifth Avenue, “embaixo” do Space Needle)
O maior museu de rock do mundo, com uma parte dedicada ao grunge. Ali tem uma das guitarras de Cobain, xerox do contrato do Nirvana com a Sub Pop, o pôster original do show do Nirvana com Tad e Mudhoney no Moore, a folha onde ele escreveu a letra de “Downer” e outras nirvanices.

11. International Fountain
(Seattle Center, também “embaixo” do Space Needle)
Ali perto do museu do rock está o parque da International Fountain, área onde 5 mil pessoas se reuniram para “velarem” Kurt Cobain, assim que souberam de sua morte. Na área ao lado da fonte, dois dias depois da descoberta do corpo (8 de abril de 1994), foi veiculada em público uma gravação de Courtney Love lendo (e comentando) o bilhete suicida do marido, para milhares de fãs em vigília. Na fita, ela chama Kurt Cobain de “asshole” e “fucker”. Love acaba dizendo para os fãs não ouvirem as famosas palavras finais de Cobain, que estavam no bilhete: “It is better to burn out than to fade away”, inspirada em letra de Neil Young.

* Pronto. Era mais ou menos isso.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , ,
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