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30/06/2009 - 08:03

Ferrou: Dandy Warhols quis a morte de Michael Jackson. Extra: como o Twitter vai salvar a música. Xi, Brasil: o indie e a gripe. Nheca: o indie e o cocô. E mais Jacko e o Glasto-tal. E o Blur me esperando

* Michael? MICHAEL?

* Correria, hein? Jacko e Glasto agitaram a nossa vida pop nos últimos dias. Obviamente mais o primeiro caso.

Camiseta-sucesso do Glastonbury deste ano. O astro Michael Jackson morria na sexta-feira enquanto o famoso festival britânico estava em plena atividade em seu primeiro dia. Histórica.

* No quesito “minha vida”, algo que está agitando também é uma gripe forte. Mas não é isso que você está pensando, não…

* Popload em Londres. Se tudo sair como o planejado, este blog será escrito nos próximos dias direto da capital inglesa, na companhia de uma galera como Blur, Friendly Fires, Franz Ferdinand, Passion Pit, Foals, Vampire Weekend e. Vamos ver o que rola.

* Estou indo, claro e especialmente, para o Blur no Hyde Park. Porque, você sabe, eu tenho uma parklife.

Não sou só eu. All the people. So many people.

* O “CASO FAITH NO MORE” - Muito ouriço sobre a vinda da turma do Mike Patton para estes lados. A Argentina começaria a vender os ingressos para seu show de outubro nesta segunda-feira, com absurda procura. Em Santiago, as 25 mil entradas já, a esta hora, devem estar esgotadas, tamanho o fuzuê chileno para ver a volta do grupo. Aqui no Brasil… Apesar do silêncio incômodo, a banda, sim, deve estar fechada para vir ao país. O tecladista Roddy Bottum disse que o Faith No More não tocar no Brasil é como se ele comesse seu próprio cocô. Que beleza. Falou “poo”, em inglês, mais infantil. Mas no fim dá na mesma. Vai, Brasil. Anuncia os caras.

* O INDIE E A GRIPE SUÍNA - Essa história é tragicamente boa. Já não basta a crise econômica para ficar atrapalhando os shows gringos futuros… A recente turnê do músico sueco Jens Lekman pela América do Sul (ele tocou em São Paulo, Santiago e Buenos Aires) rendeu ao cantor a “doença da moda”, a gripe H1N1, mais (erroneamente, dizem) conhecida como gripe suína. O coitado está de quarentena, diz. Não pode sair de casa. Está vendo o verão pela janela, disse em seu blog. Lekman sofreu, segundo seus relatos. A doença “pegou” quando ele estava retornando à Europa, num avião da Air France. Tremedeira e alucinações causadas pela febre, que apertou sob o Atlântico. Pediu ajuda a bordo e a delicadeza francesa solicitou que ele esperasse o avião aterrissar. Começou a sofrer “segregação” no vôo, por parte dos passageiros sentados próximos a ele. Foi ao banheiro “se isolar” e desmaiou no vaso. Ele não vai esquecer mais os shows que fez por aqui.

* EXTRA! DANDY WARHOLS QUIS A MORTE DE MICHAEL JACKSON (E, MAIS, A RELAÇÃO DE JACKO COM O INDIE) - Simples assim. A banda de Portland, que já teve sua glória indie e cujo líder tem o descolado nome Courtney Taylor-Taylor, botou em letra de música em 2003 que esperava a morte do astro pop. Tudo por causa dos Beatles. É assim:

Na letra de “Welcome to the Monkey House”, faixa que abre o CD de mesmo nome e que na sequência tem a incrível “We Used to Be Friends”, Taylor-Taylor canta o seguinte:

“When Michael Jackson dies we’re covering Blackbird”.

Michael na época era dono do espólio dos Beatles e tudo o que ligasse o grupo de Lennon & McCartney tinha que ter sua aprovação. E o Dandy Warhols queria fazer uma cover de “Blackbird”. Para isso, precisava que Michael Jackson morresse. Entendeu? Hahaha.

Na letra, Taylor ainda tira uma onda do fato de que o DW fazer uma cover de tal música não seria absurdo, nem considerada cover. Porque quase ninguém conhece “Blackbird” ou sabe que é música dos Beatles. A não ser que alguém no rádio fale isso antes de tocar a canção. Taylor zoando geral.

No fim, óóóbvio, a prometida cover dos Beatles há seis anos foi cobrada agora pelos fãs, via internet, NO DIA SEGUINTE DA MORTE DO MJ. Agora vão ter que fazer, hahaha. E botar nas rádios como “música do Dandy Warhols”, porque ninguém vai reconhecer.

No site oficial da banda já tem uma resposta a isso:

“Hey. Since the tragic news of Mr. Jackson’s passing yesterday, we here at the website have been besieged with requests of the status of The Dandys’ cover of The Beatles’ “Blackbird”, as foretold, and some would say, fore-promised (that’s probably not a word), in the title track of our 2003 album Welcome To The Monkey House.
“Please note that this was not an anticipated event and we had no cover of “Blackbird” all rearin’ to go. I mean, how could we? With both Courtney and Fathead currently out of town we cannot say when we will be able to get to this cover of “Blackbird”, but we will, as soon as we are all together and able, since we have come to find that it means so much to a lot of you.”
Genial.

* Ainda neste post, “Jacko e o indie”.

* GLASTONBURY 2009 - O consenso é que o famoso festival lamacento britânico foi “morno” nesta edição. Aham… Acho que, desta vez, só uns 100 shows foram legais, dos 1200 que tiveram. Haha, inglês tem uma outra medida para as coisas. Blur fechando o show com “Universal”, a zoeira indie de La Roux e Micachu, Franz Ferdinand mandando “No You Girls” e Kapranos falando para a multidão “Sometimes I say stupid things because I never wonder how the girl feels. How the girl feels. How the girl feels…”, Dizzee Rascal mandando “Stand Up Tall” e “Bonkers” na sequência no áudio com o público mais louco que eu ouvi (Radio One) desde Chemical Brothers fazendo “Hey Boy Hey Girl” tipo 2000, Neil Young e Paul McCartney cantando juntos “A Day in the Life”, dos Beatles. Esse foi o “Glastonbury chato”, de longe o festival mais fácil, graças à “modernidade”, de ser ouvido e visto sem ter que sair de casa da história. Já falo mais sobre isso.


O Glastonbury sempre deixa a fazenda com esse visual as segundas de manhã… (Foto: foodbymark)


…E geralmente deixa assim quem o acompanha durante todo o final de semana. Ou pelo menos quem tenta acompanhar. (Foto: Crouch24/7)

Mal termina a edição do festival e muita gente já fica tensa, projetando e querendo saber quais bandas vão tocar no Glastonbury do ano seguinte. A crítica especializada corre sempre atrás, querendo saber quais serão as bandas headline e, principalmente, quais bandas novas aparecerão nos palcos alternativos para que sejam criados novos hypes. Enfim, é grande o número de pessoas que considera o Glastonbury o “maior e mais importante festival de música do mundo”. Só que essa máxima de festival mais importante para a música, segundo o Alex Kapranos, não precisa ser necessariamente levada em conta, após uma das frases mais comentadas do último final de semana, falada por ele à BBC. “Você não precisa assistir aos shows para se divertir em Glastonbury. Música aqui é segundo plano”.


É só falar em Glastonbury que aparece a chuva/lama. Mas várias pessoas “don’t give a fuck” para detalhes pequenos como esse. (Foto: Julian Lawson)


Uma das grandes preocupações da organização do evento foi com a gripe suína. Seis pessoas com suspeita, entre as 175 mil que acompanharam o festival, tiveram que se retirar do festival. (Foto: Gigwise)

* Você não está sozinho, Jens. A onda da gripe suína andou preocupando a organização do festival. No começo da semana passada, até andou se falando em um possível adiamento do evento. De acordo com dados prévios do domingo, último dia do festival, seis pessoas foram atendidas e isoladas com suspeita de terem sido infectadas pelo vírus, sendo quatro homens (dois do País de Gales e dois da Escócia), uma garota (escocesa) e uma criança, que estava com sua família. Todos, após medicados e isolados, precisaram deixar o festival.


Quando se pensa em Glastonbury, todo ano o Franz Ferdinand é sempre citado (antes) como banda a ser escalada e (após) como um dos shows mais comentados do festival. (Foto: BBC)


Parece o Horrors, mas é o Klaxons, que apareceu em show-surpresa, fazendo referências a filmes Tim Burton, trajados como personagens de “Beetlejuice”, “Edward Mãos de Tesoura” e “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça”. Mas o detalhe principal: tocaram só as “velhas”. Apenas duas músicas novas do álbum que deve ser lançado em… em… 2010. Então, Klaxons? A new rave já…(Foto: BBC)

Outro assunto “off” que tomou conta do Glastonbury, lógico, foi a morte de Jacko, que morreu um dia antes do início oficial do evento, assim como aconteceu com outra lenda, Jimi Hendrix, que tombou 24 horas antes da primeira edição do festival. As bad girls supercomentadas Lily Allen e Lady GaGa fizeram discursos sobre o fato. O Neil Young entrou no palco tocando o clássico “Hey Hey, My My” dizendo que “o Rei se foi, mas nunca será esquecido”, enquanto fazia uma pose com o punho levantado. Mas quem teve a manha mesmo foi a louquinha Karen O., do Yeah Yeah Yeah’s. Antes de tocar “Maps”, um dos hits da banda, ela disse que “gostaria de dedicar esta música a Michael Jackson. E também a todas as mamães aqui presentes…” What?


A lenda Neil Young chegou, fez pose de Michael Jackson e saiu do Glastonbury como umas das apresentações memoráveis da história do evento. (Foto: NME)


Provavelmente o show mais aguardado do evento, Damon Albarn apareceu com seu Blur para encerrar a edição 2009 do Glastonbury. (Foto: Getty Images)

* QUEM OUSA PARAR O HYPE DO PHOENIX? SEUS FÃS! - Está virando polêmica interessante essa bombação atual em torno da “cinematográfica” banda francesa Phoenix, capitaneada pelo velho conhecido Thomas Mars, pai da filha da diretora Sofia Coppola. Ao mesmo tempo que os franceses experimentam uma bombação “nível Coldplay” na cena americana (o termo não é meu), fãs indies dos caras estão o-di-an-do o novo CD do grupo, “Wolfgang Amadeus Phoenix”, o de “pop classique”. A afirmação é a de que nenhuma música nova seria boa o suficiente para, por exemplo, fazer parte do disco “Alphabetical”, de 2004. Hahaha.

Mas o fato é que o Phoenix segue aparecendo bem nos EUA. Os shows estão loucura. Eles se despediram dos palcos americanos (momentaneamente) domingo passado, quando tocaram com ingressos esgotados em Los Angeles. Em Nova York, como a Popload reportou, o Phoenix causou sensação. O gás “americano” foi tanto que um dos integrantes tombou doente, por causa de estafa. Hahaha. Integrante do Phoenix com estafa é demais. Coitado, justo agora que a banda, a partir de quinta agora e a partir de Calais, na França, vai dar a volta ao mundo e só vai parar de tocar em dezembro.

Em abril, eles se apresentaram no “Saturday Night Live”. No mês passado, tocaram para milhões via programa do David Letterman. Só na semana passada, a banda teve música na trilha de seriado americano e de programa da MTV. E, para completar, tocaram no programa do Jimmy Kimmel para outros milhões. A performance, esta aí embaixo, foi para a fofa “Lisztomania”, o hit atual. Veja.

* JACKO E O INDIE - Tirando a história do Dandy Warhols “desejando” a morte do Michael Jackson, o indie já cruzou o caminho do Rei do Pop em outros momentos marcantes. Alguns deles (me ajuda se tiver outros):

- A grande revolução do rock nos anos 90 contou com uma “participação especial” do nosso amigo Michael Jackson. O monumental “Nevermind”, segundo álbum do Nirvana, foi lançado em setembro de 1991, ali no submundo do indie. O terremoto causado por Kurt Cobain, o rock sujinho e “Smells Like Teen Spirit” começou a tremer tudo e aumentar de intensidade até que, em janeiro de 1992, o mundo mudou. O “Nevermind” chegou ao primeiro lugar da “Billboard”, desbancando do topo adivinha quem? Michael Jackson e seu álbum “Dangerous”.

- No Brit Awards de 1996, o gênio Jarvis Cocker, do Pulp, simplesmente invadiu o palco enquanto Jacko se apresentava, fazendo pose de Jesus Cristo e rodeado por criancinhas. A intenção de Jarvis – que pouco tempo atrás disse ter se arrependido – era a de protestar contra o comportamento do Rei do Pop e como a mídia o tratava, como um semi-Deus. Isso foi na época em que Michael Jackson estava sendo acusado dos primeiros supostos crimes de pedofilia.
Jarvis subiu ao palco correndo e mostrou a barriga. Logo em seguida, foi abordado pelos seguranças. Na época até falaram que três crianças que participavam da apresentação sofreram ferimentos causados pelo Jarvis, mas isso depois foi desmentido.
A repercussão foi gigante, ganhou destaque na mídia e muita gente deu opinião. Uma das mais célebres foi a do Noel Gallagher. “Jarvis é totalmente inocente. Ele é uma estrela. Tudo que ele fez foi subir ao palco e mostrar a barriga, mas na Inglaterra as pessoas acharam isso algo chocante. Não é algo como ele chegar no palco e acertar a cabeça do Michael com um taco de baseball. Para Michael Jackson vir até este país depois de tudo o que vem acontecendo, e vocês sabem do que estou falando, vestindo uma manta branca e levantando a mão pensando que é o novo Messias, alguma coisa está acontecendo. Quem ele pensa que é? Eu?”

Algumas covers indies para músicas arrasa-quarteirões de Michael Jackson também são conhecidas. Tem desde o Chris Cornell (ex-Soundgarden) e o fofo Belle & Sebastian interpretando “Billie Jean” até Fall Out Boy (indie?) e Neil Finn “fazendo o Michael” cada qual a seu modo. Inclui-se na lista o Ian Brown (ex-Stone Roses), que botou duas covers de Jacko em CD: “Thriller” e, óbvio, “Billie Jean”. Dois players para você:

* THE WAY WE LIVE NOW – Esta deve virar uma coluna fixa aqui na Popload, para falarmos do mundo de hoje e dessa coisa da modernidade, hahaha. O título (foi mal que deixei em inglês mesmo, mas fuck it) é uma homenagem a uma saborosa seção do “New York Times”. Comecei no último post, como “O mundo e a modernidade”. Acaba que…

- O técnico mais caro do Brasil, Wanderley Luxemburgo, R$ 550 mil mensais e mais “valioso” que o Muricy e o treinador da seleção brasileira, foi demitido do Palmeiras. Bomba na grande imprensa? Nada. O próprio Luxa postou a notícia no blog dele e no Twitter. Foi aquela bola de neve de informação na noite de sexta. A TV deu muitas horas depois. Os jornais deram muitas horas depois. O papo rendeu discussão velha mídia x nova mídia, de novo. No Twitter, óbvio. O caso me lembrou de certa forma a história TMZ-Michael Jackson. Até alguns veículos online demoraram a dar a notícia, porque queriam checar a informação, embora tal informação tenha sido dada pelo próprio envolvido. Tempos confusos. Não para nós.

- O diário inglês “Guardian”, talvez o mais bacana jornal do mundo, criou um tópico especial para sua cobertura do festival Glastonbury, que aconteceu na Inglaterra no último final de semana. Debaixo de toda resenha do show tinha um resumo chamado “In a Tweet”: 140 toques explicando de modo direto qual foi a do show analisado. E a luxuosa versão online do jornal botou todos os seus jornalistas twittando direto do festival.

- Esta é enviada pelo poploader candango Eduardo Palandi, gênio: “Minha contribuição para o “the way we live now”: pizza. A tecnologia está revolucionando o processo de pedir uma pizza: a Domino’s inventou um rastreador de pedidos que é surreal, porque rola um lance-a-lance na internet ou por SMS, desde o momento em que você fecha a compra até a entrega, passando pela montagem, pelo forno e pelo empacotamento. Com uma certa “narração” dos lances que até identifica os funcionários, tipo “Mike levou a pizza ao forno” ou “Tom saiu com ela para entrega”.
- “Mas não é só isso”, continua Palandi. “Tem a moda das pizzarias no Twitter. A primeira foi a NakedPizza, de Nova Orleans, que trocou a veiculação de seus telefones nos veículos de entrega e na placa do lado de fora da loja pela divulgação do endereço do microblog. E ganhou mais de 5 mil seguidores em três meses. Depois disso, a Pizza Hut começou a explorar as possibilidades do Twitter, chegando a colocar, no “New York Times”, um anúncio de “procura-se twitteiro de verão”, para “narrar, em 140 caracteres ou menos, o que rola na Pizza Hut”. Por aqui, a Uma Pizza, de Florianópolis (@umapizza), está entrando na onda, aceitando pedidos por MSN, Skype ou por aquela geringonça das antigas que chamamos de telefone. E, se você mencionar um código divulgado apenas no Twitter da pizzaria, e que muda a cada dia da promoção, ganha 10% de desconto.”

- Na noite de terça veio o aviso: “Hoje, pizza em dobro. Peça o regulamento pelo msn (umapizza@hotmail.com) ou ligue e se informe (48) 3028-xxxx. Palandi exclama: “Peça o regulamento pelo MSN? Cacete!!”

- Por último, mas não menos importante, aliás uma das coisas mais importantes que eu soube em anos (hahaha, adoro frases assim), e que vai ser bem esmiuçada em próximos posts, é que… veja bem… O TWITTER VAI SALVAR A MÚSICA. Vou resumir. Depois explico melhor.

A Amanda Palmer, uma integrante pequena de uma banda pequena de um cena pequena, que era cantora-pianista do grupo The Dresden Dolls, está encontrando A REVOLUÇÃO do indie! Ela revelou que ganhou recentemente U$ 19 mil dólares no Twitter. Em 10 horas. Ela fez uma campanha no Twitter para quem estivesse de bobeira numa sexta-feira à noite, como ela. Ofereceu camisetas. Vendeu todas. Ofereceu um show exclusivo aos seguidores dela na rede social. Vendeu centenas de ingressos. Tudo pelo twitter. Depois fez um pequeno leilão com trecos assinados por ela. Faturou US$ 19 mil. Seus mini-posts em 140 toques foram retwittados, ganharam tradução em várias linguas, repercutiram em blogs etc.
Palmer diz que não faturou 1% disso vendendo seus discos solo. Ela afirma que está pensando seriamente em abrir um site chamado “Huge State of the Music Industry and How Everything Is Going to Have to Change”. Vamos supor que uma artista tão pequena como a grande Amanda Palmer tenha, sei lá, apenas 30 mil fãs. Enquanto o Metallica tenha, sei lá, 30 milhões. 1) A Amanda Palmer em 10 horas ganhou US$ 19 mil com uma simples twittada. 2) Imagina quando artistas grandes descobrirem o Twitter. Voltaremos ao assunto.

* Bom, chega. Agora, se nada der errado, o próximo post será “obrado” da Inglaterra. Óbvio, vai rolar um sorteio “presente de viagem”, relativo ao show do Blur no Hyde Park e outras coisas pop que eu descolar em Londres. Então, pode ir se manifestando nos comentários, porque a concorrência começa aqui. E, lembre-se. Ainda não está resolvido o “problema dos comentários engolidos”. Então tente postar só palavras. Evite links e outros efeitos. Beleza?

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
03/11/2008 - 16:15

Qualé?!?

* Vai, Obama!

obama

* Popload na Argentina. Popload nos clubes de SP. Credenciais de imprensa para o esgotado Planeta Terra. Ainda o Tim Festival. William. Kurt. Estamos chegando, Brasil.

* É melhor você saber por mim do que por aí, nas ruas. A Popload, expandindo sua atuação no mercado, vai lançar em breve uma linha de camisetas de várias cores, tamanhos, skinny, pólo e “normais”, com os dizeres “Popload: the hype machine” e “Popload: não leio, não lerei”, entre outros. Hein?!?

* Não. A camiseta não vai vender na Daslu!!

* Amiga minha foi ao show da banda americana !!! na Argentina, domingo passado. Em hora tal lá, com a galera aplaudindo no final de uma canção, o vocalista do grupo solta, todo agradecido. “Obrigado, Buenos Aires”, assim mesmo, como estou escrevendo. E depois: “Sorry. ‘Obrigado’ is the only word I can say in spanish”. Poim! Foi a nossa vingança da eterna frase americana que diz que “Buenos Aires é a capital do Brasil”.

* GOSSIP GIRL - Opa. The Big Bang Theory e Two and a Half Men estréiam temporada nova na Warner nesta semana, ambos na terça-feira. E opa, opa. Outra que chega novinha é “Gossip Girl” (às quartas), em seu segundo ano. Parece que o seriado vem “hardcore” na nova temporada. Vi os dois primeiros episódios e não senti a libido tão abalada assim. De todo modo, nos EUA circulam dois cartazes. O oficial, tipo “a série que é o pesadelo de todo pai americano”, e o “não-tão oficial”, tipo de blog.

cartaz gossip girl

* Falando em seriado, e “Heroes”, hein?
Uma das séries mais bacanas um dia desses e que hoje está difícil de aguentar, a saga dos super-heróis “humanos”, no começo de sua terceira temporada, passa por uma crônica falta de idéias ou, muito pelo contrário, tem idéias demais, o que a deixa esquizofrênica. Para falar a verdade, desde o meio da segunda temporada eu já não entendo mais nada. Capa recente da “Entertainment Weekly” dá a manchete para “Fallen Heroes”, e diz que não só a cheerleader e o mundo precisam ser salvos, mas o programa também.
“Heroes”, que já chegou a ter 16 milhões de telespectadores, agora consegue no máximo 8 milhões, em queda livre. E vários de seus principais roteiristas estão debandando.

* PLANETA TERRA – SUBSTITUTO DO SUBSTITUTO - O DJ francês de house Sébastien Léger vai substituir o DJ Justin Robertson, que ia substituir o escocês Calvin Harris. Robertson, que entrou no line-up do festival na semana passada, alegou motivos pessoais e não vem mais.

* PLANETA TERRA – ENTREVISTA JESUS & MARY CHAIN - O cara botava para quebrar. No palco e fora dele. Porra-louca, nunca esteve nem aí para nada, era azedo em entrevistas (quando as dava), brigava em público com o irmão (Noel e Liam quem?), entrava no palco sem dar oi, saía do palco sem dar tchau, entre outras casca-grossuras. Já que era para ser tosco, fez o rock desviar da reta ao fazer o disco mais “inaudível” da história, um álbum vital para essa coisa chamada “indie” (”Psychocandy”, 1985). É o principal responsável direto pelo termo “noise” no rock e, no caso do Brasil, por causa das 567 bandas que inspirou por aqui, pelo termo “guítar”. Assim mesmo, com um acento estranho e brasileiríssimo no “i”.
Esse era William Reid, guitarrista do seminal (mesmo) Jesus & Mary Chain, importantíssima banda britânica dos anos 80/90 e hoje talvez a principal atração do festival Planeta Terra, que acontece sábado que vem.

william reid

O William Reid que eu entrevistei semana passada era um outro. Atendeu docemente o telefone na primeira ligada. Paizão, parecia segurar uma criança no colo, de tão cristalino que vinha pelo telefone o barulho de alguém chorando. Perguntei umas três vezes se tudo bem de a entrevista acontecer em outra hora e ele insistia. “Não, tudo bem. Dá para falar”.
Beleza, vamos nessa. Mas que William é esse?

Popload: Alguma expectativa em tocar de novo no Brasil?
William Reid:
Todas. Quero rever a platéia brasileira. Faz 18 anos que tocamos aí pela última vez… Lembro que comemos bem no Brasil quando estivemos aí.

William Reid com saudade do povo brasileiro, em um show que aconteceu quase 20 anos atrás? Com a data do show do Brasil em 1990 na ponta da língua? Lembrando da comida? Que William Reid é esse?

Popload: Nestes quase 10 anos que o Jesus & Mary Chain desapareceu do pop, o que mais você sentiu falta na música?
Reid:
De gastar horas e horas no estúdio. Adorava passar tempos lá, burilando músicas, melhorando. Nunca fui muito de palco. Nunca me senti muito bem tocando na frente de pessoas.

Bom, este William Reid já faz um pouco de sentido.

Popload: Do jeito que a banda parecia se odiar quando acabou, foi difícil resistir à tentação de voltar a tocar juntos?
Reid:
Desta vez foi fácil. Primeiro porque todo mundo mora em lugares diferentes. Depois porque as coisas mudam, as pessoas mudam… As coisas mudam [repete, meio pensativo...].

As coisas mudam. As pessoas mudam. E, óbvio, os shows mudam. A atual apresentação do J&MC revela que a banda não tem mais o pique do passado, mas os irmãos Reid padecem do tempo com mais dignidade que 90% das bandas que voltam à ativa, como a Popload pode conferir no festival de Coachella no ano passado. “Não acho que estamos fazendo feio. As músicas estão lá, intactas. O Jim anda com dificuldade de agachar, como no passado. Mas isso é assim mesmo”.

O Jesus & Mary Chain toca no Planeta Terra, em São Paulo, às 20h30 no sábado. William Reid contou ainda, na conversa telefônica direto da Califórnia, que já trabalha em um álbum de inédita da banda, a ser lançado no ano que vem. Mas talvez não arrisque nada novo no Brasil. “Será um show só de hits nossos, não poderia ser de outro jeito.” Como vai ser o álbum? “O de sempre. Alguma melodia, bastante barulho. É o que sabemos fazer.”

* POPLOAD NO PERSONAL FEST (BUENOS AIRES) – Neste final de semana tivemos uma prévia do que vai ser o Planeta Terra em São Paulo, no sábado que vem. O Personal Fest, este ano em estilo ‘esporte-fino’ (gravatas rosa com o logo do festival eram distribuídas na porta), dividiu em dois dias uma parte das bandas que aparecem por aqui nesta semana. Além do Spiritualized. E do Mars Volta. Além do REM!!! A enviada especial Ana Bean conta como foi.

bloc party no personal fest, foto de ana bean
Kele Okereke no telão, gente desinteressada no chão. O show do Bloc Party no Personal Fest foi morno. Ânimo, Bloc Party! Sábado é aqui em São Paulo!!
Foto: Ana Bean

* BLOC PARTY NO PERSONAL: FAILED? - Diferentemente do Planeta Terra, em que o público teen (abaixo dos 18) não pode entrar para ver a Mallu Magalhães (16), o festival argentino foi… família. Pais e filhos, menores de idade, colegiais… Isso significa álcool zero. Nas tendas, só se vendiam água e Pepsi. E alguns salgadinhos tipo Doritos. Nada de briguinhas, tumultos, galera se abraçando emocionada… Talvez isso explique a empolgação-zero do público apático que recebeu o Bloc Party ainda de dia, com sol bombando na cabeça. Além de ter errado na seqüência de músicas novas seguidas por outras mais lentas e experimentais, a banda nem se comunicou com a platéia, chegando até a zombar da falta de ânimo das pessoas. Que fique claro que não foi um show ruim, só mal planejado e sem vontade. Faltando pouco para o final do show Kele Okereke decidiu “presentear os que gostam da banda desde 2005″ e mandou uma seqüência de hits. Mas muita gente já tinha desistido e trocado de palco para esperar o Kaiser Chiefs. Kele ainda disse que estava contente por estar na América do Sul “pela primeira vez”. Ainda bem que ele já esqueceu o show-papagaiada na MTV, em São Paulo, no mês passado.
(O Bloc Party toca no festival Planeta Terra, SP, sábado, às 23h45. Na segunda, dia 10, a banda se apresenta no Circo Voador, no Rio)

* KAISER CHIEFS NO PERSONAL: SÓ ALEGRIA – A banda já tinha a vantagem do show à noite, com mais cara de balada. Apesar de movidos a água e Doritos, a platéia foi bem receptiva às brincadeiras do vocalista Ricky Wilson, com as tradicionais frases-ganha-platéia em espanhol. Como tem feito em outros shows da turnê, o KC entrou ao som de “Money for Nothing”, do Dire Straits. Intercalaram as canções novas com as mais conhecidas, deixando tudo mais fácil. Para dar uma idéia, “Everyday I Love You Less and Less” foi a segunda do show. Ganhou a galera do começo. As músicas novas vieram mais pesadas e velozes ao vivo, ainda bem. Assim alguns solos desnecessários de guitarra passaram bem despercebidos.
(O Kaiser Chiefs toca no Planeta Terra, em SP, sábado à 1h30, portanto já no domingo)

* REM NO PERSONAL: STIPE SONIC YOUTH - Hinos de futebol e um engraçado “Olêêê Olêêê… Mai-Kéél Mai-kéél” ficavam cada vez mais altos, e parecia que não ia caber mais gente ali. De repente o palco “ligou”, veio a edição de som e luzes sincronizadas com as imagens nos telões coloridos (o mesmíssimo palco da tour européia), o figurino impecável de Michael Stipe, a interatividade via telão com a platéia e um setlist com 24 (vinte-e-quatro!) músicas. Mais: Michael Stipe tocando guitarra (segundo alguém da banda, ele não fazia isso desde 1989), a banda desempenhando ao vivo a linda e corta-pulsos “Everybody Hurts” (veja abaixo), que depois de tempos fora do setlist reapareceu na atual turnê sul-americana e por fim o senhor Stipe se jogando sem medo no meio do público (quase não conseguem tirá-lo do meio do povo). E também teve muito Obama. Em forma de música, de discurso, em imagens no telão, em canção anti-Bush.
Impossível ter saído do show sem ouvir a sua música preferida do REM: estavam todas lá. De “Orange Crush” a “Losing My Religion”, esta já no bis. O bis, vale destacar, veio depois de Stipe mandar bilhetinhos (escritos na hora e mostrados à platéia através dos telões) incitando a platéia a pedir por mais. Seria cafona se fosse, sei lá, o U2, mas Michael Stipe com seu esmalte preto descascado pode. “Man on the Moon” fecha o show e Stipe é carregado pelos companheiro de banda enquanto encarna o Sonic Youth e dispara a fazer distorções na guitarra. Parece que vai ficar pequenininho esse Via Funchal…
(O REM abre a turnê brasileira nesta quinta, em Porto Alegre. No sábado, o grupo toca no Rio. Semana que vem, segunda e terça, é a vez de São Paulo)

* AINDA O TIM FESTIVAL (1): MGMT NÃO ENTENDEU - O brother carioca Bruno Natal, do esperto blog URBe, invadiu os camarins do Tim Festival na Marina da Glória e fez um vídeo-entrevista com a banda americana MGMT. Numa hora lá um dos meninos, o Andrew, dizia que ficou meio decepcionado com o público. “Ouvi dizer que os ingressos estavam caros, né? Era tipo 250 reais para ver o Kanye West…”, se espantou Andrew. Aí é engraçado um explicando para o outro na banda que no festival tinha que pagar ingresso para ver os shows de cada um dos palcos. “That’s insane”, disse um deles. O vídeo da entrevista com MGMT logo após a apresentação do grupo no Tim Rio está aqui.

* AINDA O TIM FESTIVAL (2): KLAXONS AMOU - Parece, pelo título. Chamadinha para reportagem da “New Musical Express” que sai nesta quarta tem a manchete “Braziliant” e analisa como foi o show do Klaxons em São Paulo, depois de 18 meses de hiato da banda.

*  AINDA O TIM FESTIVAL (3) KANYE POLÊMIKA - O Globo Online levanta a história da tal “banda” do Kanye West, nas polêmicas apresentações do rapper superstar no Rio e em São Paulo. Diz o jornalista Antônio Carlos Miguel em seu blog no site do jornal que “alguns músicos brasileiros teriam sido contratados para encenar a pseudo banda”. Que instrumentos foram montados atrás do cenário, mas que na verdade “a banda dele não veio”. O Tim Festival, por meio de sua assessoria de imprensa, diz que a informação do “Globo” é mentirosa.

* OASIS SEM FIM -
Falando em “NME”, a capa da revista nesta semana vai trazer de noooooooooovo a banda dos Gallagher, em reportagem sobre a “turnê do ano”. Mas o bacana mesmo rolou de notícia nesta segunda à noite. Tava tudo muito calmo na turnê indoor do Oasis pelo Reino Unido.
Até que, na chegada da banda à Glasgow, onde o Oasis faz shows nestas terça e quarta, Noel tirou onda com os jornalistas, informando logo: “Meu irmão não está comigo aqui hoje; escolheu ir para outro lugar”. Indagado sobre por qual razão Liam não o acompanhava, Noel apenas fez um sinal com os ombros. Lá vem…

* Dá uma olhada na “NME”. Veja o “Klaxons no Brasil” nas chamadas do canto esquerdo.

oasis

* WASSUP 2008 - Wassup  Wazzup  Whazzup  Whassup  Whats  Up  Whass. A movimentação pop provocada nos EUA pelo “fenômeno Obama” é maravilhosa. Tipo este vídeo abaixo, de uns caras que já tinham “atacado” nas últimas eleições. O vídeo teve 4 milhões de exibição, já. E o divertido é a briga política séria nos comentários. Bem, está explicado o título deste blog.

* CREDENCIAL POPLOAD PLANETA TERRA - Sua última chance. Em alguma hora amanhã eu mando aos organizadores do festival os dois leitores-repórteres que vencerem o sorteio (via comentários ou no email). Certo?

* Agora chega!

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , ,
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