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21/10/2008 - 12:24

* Não, a foto aí não é o Kanye West.
* Vamos falar muuuuuito de Kanye West hoje. Por motivos óbvios e também porque ele recebeu a imprensa nesta semana aqui em São Paulo para a audição de seu novo disco. Perdi essa por dois motivos. Primeiro porque tinha o julgamento do Kleber no mesmo horário. Segundo que, quando rolou isso de audição em Los Angeles, o Kanye West botou na sala de audição 40 mulheres peladas. Vou repetir: 40 mulheres peladas. Vinte negras, 20 brancas. Todas lindas. Na sala, as negras na frente, as brancas atrás. Os jornalistas entraram, sentaram e sem nenhuma explicação o disco começou a rolar. Quando acabou, os jornalistas foram retirados da sala, sem ninguém falar nada. Aqui em São Paulo ia estar o Thiago Ney, o Jamari França, um povo do G1, do iG, o Humberto Finatti… Quando o CD vazar na internet eu ouço, hahahaha.
* A nossa semana começou com notícias muito fortes. Primeiro o Paul Weller cancelou sua participação no Tim Festival, porque um brasileiro da banda dele não conseguiu visto para o… Brasil. !?!?!. Depois foi anunciado que o Wilson Sideral abre os shows da banda REM no Via Funchal. Mas quer saber a pior?
* Noel Gallagher também não vem mais para o Tim Festival. Parece que a propaganda de TV do festival, que destacava o guitarrista do Oasis em meio às imagens das atrações desta edição 2008, saiu de circulação.
* TRAVIS NO RIO - Então ficamos assim, quanto aos shows de abertura para o REM no Brasil. Sideral em São Paulo, Nenhum de Nós (Nóis?) em Porto Alegre e TRAVIS no Rio. Vou repetir: Travis no Rio.
* TRAVIS? “NO, RIO…” - Hahaha. Foi tudo um erro de comunicação da equipe do REM. O grupo escocês Travis, que toca com a banda de Michael Stipe na Venezuela e Peru, não vai ser a atração de abertura do Rio. Temo pelos cariocas sobre qual vai ser a banda de abertura que vão colocar lá…

O cara de amarelo aí no meio é o Dan Deacon, atração paulistana de sexta no Tim Festival, em foto de sua apresentação no Coachella. Não dá para perder um show assim, né?
* TIM FESTIVAL - PERA LÁ - E um dos maiores festivais de música da história brasileira vai começar, aos trancos e barrancos. Com cancelamentos, boatos de baixíssimas vendas de seus ingressos caros e repercussão negativa entre a galera em geral, especialmente em São Paulo, e principalmente quando comparado ao “bem costurado” festival Planeta Terra, que para o importante “mercado Paulistano” virou “O” festival desde o ano passado. Mas no meio dessa bruma de desconfiança não dá para ignorar um evento que traz para perto de nós o seguinte:
- um show incrível como o do rapper Kanye West, um dos nomes mais celebrados do mundo pop hoje, por qualquer vertente que se olhe.
- a urgência sonora do Klaxons, que faz um show punk olhando para um futuro esquisito, que incomoda, mas de cima do palco faz transbordar uma energia tão sólida que quase dá para pegá-la com a mão.
- o sensacional Dan Deacon, de estripulias eletrônicas tão experimentais malucas quanto pop, que toca com galera no palco e podia tanto estar na sala de sua casa quanto numa galeria de arte. E com um adendo: ele é de Baltimore, talvez a cena musical (não só) mais impressionante hoje nos EUA.
- a confusão sonora e moderna da meninada do MGMT, banda dos hits indies mais intensos de 2008, e que ao vivo consegue fazer a mais legal e também a pior apresentação do rock hoje, mas nunca desinteressante.
- a melancolia artística do National, acentuada pela voz grave mortal de Matt Berninger.
- fora o Neon Neon fazendo o show “De Volta para o Futuro”, a anarquia divertida “punk-leste-europeu” do Gogol Bordello etc.
Não se engane. O Tim está longe de ser um festival a ser ignorado em São Paulo.
* JÁ ERA - Sinal definitivo dos tempos, este blog foi avisado de que a Amoeba Records, a maior loja de discos do mundo e templo de quem ainda gosta de CD e vinil na mão para apreciar capa, encarte e tal, decidiu abrir sua “digital music store” no próximo verão (deles), em junho/julho de 2009. E o foco vai ser a nova música, independente. A Amoeba, loja fantástica e gigante que tem três sedes na Califórnia (LA, San Francisco e Berkeley), é daquelas que qualquer funcionário sabe quem é a Micachu. E que se entra com carrinho ou cestinha de supermercado, mesmo hoje quando ninguém (ou quase) compra mais CDs.
* JESUS E EU - Quando me disseram “Quer fazer uma entrevista com William Reid?”, achei engraçado e improvável. Primeiro, óbvio, fui dizendo que certamente queria. Mas achei quase impossível falar com o guitarrista do Jesus & Mary Chain, grande atração do festival Planeta Terra, ser humano mais intempestivo que Liam e Noel Gallagher juntos.
Passei os anos 90 inteiro (exageeeero) pedindo para entrevistá-lo, mas nunca consegui. Sempre me davam o irmão, o vocalista Jim Reid, para conversar.
Numa histórica (para mim, pelo menos) entrevista que fiz para o caderno Ilustrada da “Folha”, em 1998, eu estava conversando com o irmão Jim Reid, em Londres, num camarim minutos antes de certo show deles, quando William irrompeu dando bica na cadeira, xingando todo mundo, quase quebrando o espelho, porque tinham perdido uma guitarra sua na volta de uma apresentação na Áustria.
Jim: “William, estou com um jornalista aqui”.
William: “Perdão. Não é nada com vc. Mas digam para esses retardados que não vou fazer passagem de som porra nenhuma”.
E saiu batendo a porta e terminando por destruir com um chute a cadeira que já estava deitada no chão.
* O show mais tarde, no Royal Festival Hall, foi desastroso e histórico ao mesmo tempo. Sonoramente caótico, o casca-grossa William Reid tocava ao mesmo tempo que continuava xingando todo mundo. Eu, que tinha presenciado o xilique dele no camarim, fiquei de olho fixo no guitarrista. Ele fazia sinal de negação com a cabeça, abaixava toda hora para arrumar os pedais, mexia direto nos amplificadores tão furiosamente que parecia que ia derrubar tudo. Isso porque era um show de lançamento do ótimo CD “Munki”, apresentado pelo lendário radialista John Peel e com participação de Bobbie Gillespie (Primal Scream) e Kevin Shields (MY Bloody Valentine).
* Enfim, o William Reid que entrevistei nesta semana nem de longe lembrava o William Rock’n'Roll da década passada. Voz calma ao telefone, barulho de mulher e criança ao fundo, um sotaque escocês americanizado pelos anos vividos na Califórnia, eu perguntei duas vezes se tudo bem de a entrevista rolar, se ele não estava ocupado. “Que nada, não ando com muita coisa para me ocupar ultimamente”.
* A entrevista eu postarei aqui em algum dia da semana que vem. Mas duas coisas já precisam ser esclarecidas. Ele disse que não briga mais há tempos com o irmão Jim, o que eu não sei se isso é bom ou ruim para a aura da banda, você me entende. “As coisas mudam, as pessoas mudam.”
E, não, eles não vão trazer ao Brasil a atriz Scarlett Johansson para cantar “Just Like Honey” ao vivo em São Paulo. “Infelizmente não vai dar para levá-la.”

Cake n’roll. Katy Perry se jogando no bolo em performance no México para a MTV
Foto: MTV Latin America
* BLOC PARTY VERSUS KATY PERRY - A MTV anda demais. Outro tombo em seus video awards, desta vez no Latino, México. Na semana passada quem tomou tombão foi a incrível Katy Perry, que beija meninas e gosta. O tombo dela, na verdade tomboS, teve mais…hum… estilo que o do “nosso” Kele Okereke, do Bloc Party. E, para completar, a Katy Perry nem fez playback. Nem de instrumentos, nem de voz. Oh, Bloc Party. So much to answer for no Terra.

* TIM FESTIVAL - PRA QUEM SERVE O KANYE WEST? - Maior e milionária atração do Tim Festival, a participação de Kanye West, ainda mais no calor do álbum novo a ser lançado, é simbólica para ilustrar a bagunça da música hoje em dia. É o primeiro rapper a ser o maior nome do festival roqueiro que tem alma jazz. Aí, um dia, numa questão poploadica, discutimos por aqui qual seria o público do Kanye West para o show de São Paulo. Concluímos que a maior expressão do hip hop mundial (na companhia de Jay-Z e o “velho” Eminem) não vai levar um público rapper paulistano “de raiz”. Hummm. Rapper sem o público rap. Também não vai levar público do rádio, porque ele nem toca muito em rádio em São Paulo. Aí descobri que uma amiga que curte música eletrônica só vai ao Tim para ver o Kanye West. E no Twitter vimos que alguns indies “nível Milo” fazem questão de conferir o show do rapper americano. Uma amiga querida fã de lugares playba e coisas como Jack Johnson andou me perguntando sobre o Kanye West, porque ela ganhou ingressos Vip e está a fim de ir ver o cara. Está tudo muito confuso.
* Neste ano vi o ótimo show “rock’n'roll” do Kanye West no Lollapalooza, já falei sobre isso aqui. Tinha visto um dele em 2002 ou 2003, acho (nossa, estou ruim de datas e com preguiça de googlar), e só tinha eu de branco, praticamente. Mas, neste de 2008, parecia que as mesmas loirinhas que no ano anterior (ou foi 2006?) estavam se matando na tosqueira cool do show do Queens of the Stone Age, agora “malandramente” se requebravam em “Gold Digger”. Beleza, vivemos num mundo globalizado e plural. Mas os blogs americanos ultimamente passaram a se referir a outra “raça” frequentadora dos shows do Kanye West. Os… emos. As últimas músicas que ele lançou eram todas tristes, coração partido blablablá. Para você ter uma idéia, o nome do novo álbum é “808’s & Heartbreak”. Num show da atual turnê dele na Escócia, em dezembro, o próprio Kanye andou se declarando emo, porque a mãe tinha morrido e ele estava dilacerado pelo fato, daí a sensibilidade triste que escorria para sua música. Pois, recentemente, com os últimos singles e tal, acho que ele está levando muito a sério a coisa. Pior, sua nova parcela emo de público é que está levando a coisa mais a sério ainda. Tanto que já circulou nos blogs a seguinte “foto” de Kanye West:

Foto BoUNCe Magazine
* Sim. Este aí da foto é o Kanye West. Quer dizer…
* O KAISER CHIEFS NÃO SABE O QUE ESTÁ FALANDO - O Kaiser Chiefs é o novo Blur. O Kaiser Chiefs é o novo Strokes. O Kaiser Chiefs é o novo… Kaiser Chiefs. O próximo CD da atração master do Planeta Terra está todo na internet e já bombando louco na redação da Popload. Tem produção do Mark Ronson, colaboração da Lily Allen, reggae-rock tipo Strokes e britpop tipo Blur. O último caso cabe bonito às duas melhores faixas do disco, “Can’t Say What I Mean” e “Good Days Bad Days”, que você ouve aí embaixo. Sem falar da nossa “velha” conhecida “Never Miss a Beat”. Claro, falta a urgência nervosa do Kaiser Chiefs de 2004. Mas a banda de Leeds é talvez a que melhor envelhece no “novo rock” inglês. Venha, KC.
KAISER CHIEFS – “GOOD DAYS, BAD DAYS”
* EXTRA, EXTRA - E o Tim anuncia que a cantora Roberta Sá e o cantor Arnaldo Antunes entram no festival, no lugar do Paul Weller. Poim!!
* BECK IS BACK - Nada a ver o titulinho, mas só para não perder a piada. O gênio loser Beck Hansen fez o disco do ano, isso todo mundo sabe. E deste novo CD vem o novo clipe, “Modern Guilt”, há alguns dias circulando pela internet. É bacana a culpa moderna perseguir o Beck, que se rende a ela no final, tadinha. Ou tadinho. A culpa moderna persegue a gente demais, eu acho. Uma amiga disse que o Beck está parecendo a Rita Lee, hahaha. Destaque para a cena do atropelamento.

* O KEANE E O ESTRELATO - Nunca fui chegado ao rock pianinho do grupo inglês Keane, embora ele até tenha algumas poucas boas músicas, na minha opinião. Mas neste mês fiquei bem curioso pelas coisas dessa banda que nasceu das cinzas do britpop. É que a última vez agora que estive em Londres, para o evento “Comes with Music” da Nokia, vi nascer um “complô” da “malévola imprensa inglesa” para botar o Keane-nova-fase rumo ao estrelato, tipo legítimo “sucessor do Coldplay e do U2″. Enfim, um show-surpresa do Keane ia ser o grand-finale do lançamento do badalado serviço de música da companhia finlandesa. E uma apresentação, assim, repentina, ia clarear minhas idéias quanto à banda do problemático Tom Chaplin. O Keane estava lançando disco novo (”Perfect Symmetry”), single novo (”The Lovers Are Losing”), e as críticas no jornais estavam superfavoráveis à nova fase da banda, agora com mais guitarras, agora com um “diferente” Tom Chaplin, recém-saído de um rehab por causa de drogas. Tinha até o lance artístico de um escultor coreano que tinha feito a banda em bronze, no tamanho natural dos integrantes. Não entendi direito para quê, mas tudo chamava a atenção para o Keane. Fui ouvir o single e achei chato. Baixei o disco e não consegui passar das três músicas “mais elogiadas”. Vi o vídeo e achei bizarro de tão ruim. Nem o Oasis faz vídeos qualquer-coisa daquele jeito. Mas estava curioso sobre o show do Keane no evento da Nokia, porque seria para uma platéia de uma festa, que não necessariamente estaria lá no clube por causa deles. “Vamos ver se a banda ganha um público não-dela com o tão-falado novo disco”, pensei. Na terceira música, os convidados da Nokia ou estavam todos de volta ao bar ou já tinham ido embora do lugar. Não rolou. Na quinta canção, eu estava no metrô rumo ao hotel. Decidi parar de perder tempo com a propagada grandeza do Keane.
* Agora o Keane chega direto ao primeiro lugar de álbuns no Reino Unido, desbancando o do Oasis e empurrando para baixo o do Kings of Leon. Definitivamente eu não entendo o Keane.
* YOUNG KNIVES WORLD EXCLUSIVE - mais um, hihi. A Popload anda muito metida. Quem visitou recentemente os estúdios da Rádio Poploaded, o programa de rádio semanal deste blog (com apresentação minha e do reverendo Fábio Massari), foram os ingleses da banda Young Knives. E para uma session ex-clu-si-va. Veja você, Já estamos abrigando sessions de bandas top 20 (21, vai…) da Inglaterra. Até aí tudo normal, se os geek-rockers não resolvessem de última hora fazer nos estúdios do iG mesmo um projeto “adormecido”. Mandaram a nossa produção arrumar bongos e um baixolão (um “baixo acústico”) e arriscaram um set acústico para o programa. Saíram tão felizes com o resultado que pensam em levar a idéia a sério. Sabe aquela do “você ouviu primeiro aqui”? Então, só que dessa vez é para valer. Dá uma olhadinha na ótima “Up All Night” (Poploaded Version), dentro da novíssima TV iG, que tem qualidade melhor que o amigo YouTube. Desculpa, mas tem…

* O baixolão ficou para a próxima, porque na confusão recebemos um contrabaixo do tamanho de uma mulher de 1,80m. O programa Poploaded é apresentado toda semana. Toda sexta-feira entra um novo, sempre com uma session exclusiva, geralmente de banda de destaque no cenário nacional. O blog da rádio passa por rearranjos, mas o programa está ali facinho na barra da direita deste blog. E tanto a TV iG e o Youtube guardam todos os vídeos das sessions apresentadas nos nossos já míticos estúdios. Você perdeu a performance poploadica das francesas Plastiscines? Hein?
* PROMOÇÕES INGRESSOS TIM FESTIVAL E PLANETA TERRA - Primeiro o resultado do segundo ingresso ao Planeta Terra sorteado por este blog. A vencedora é Camila Yorke (parente do Thom?), via email. Agora as novas premiações.
- CINCO PARES de ingressos para a sexta-feira balada do Tim Festival. Os ótimos Dan Deacon e Gogol Bordello mais Switch, Junior Boys e DJ Yoda. Só para comentaristas. E os que ganharem devem retirar os ingressos comigo, em mãos.
- UM ingresso para o festival Planeta Terra, via comentários ou email.
Se joga.
* GONE - Vou nessa! O prometido especial “Revolução Interior” vem no próximo post. Não é por nada o atraso. É que quanto mais eu mexo, mais história sai. Bom começo de Tim Festival.
Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog
Tags relacionadas: Jesus & Mary Chain, Kanye West, katy perry, Tim Festival
29/09/2008 - 08:31
* Ouch. Tive que me ausentar um pouco nos últimos dias. Mas agora estou aqui, alive and kicking.
* O próximo post será escrito direto de Londres. Popload, à convite da Nokia, vai ver de perto o que está acontecendo com a música dentro do celular. E se existe mesmo vida sonora fora do planeta iPhone. No “cardápio inglês”, se tudo correr conforme o imaginado, algum show, um joguinho do Arsenal, outro do Chelsea e um almoço com o Jamie Oliver.
* Este final de semana que passou foi marcado por dois grandes eventos de DJs: primeiro o Skol Beats, o maior festival de heavy metal do Brasil. O segundo, uma festa à fantasia de família em uma longínqua cidade do interior do estado de São Paulo.
* FESTA NO INTERIOR - Eu não sei direito como são as cidades do interior de outros estados, mas não deve ter nenhuma igual às do inteiror de São Paulo, principalmente as pequenas. E isso que eu falo está longe de ter tom pejorativo. Mas então… Numa tal cidade paulista, no sábado, aconteceu uma festa à fantasia para comemorar o aniversário do tio-avô de uma amiga minha, que narrou o fato. O final da história é trágico e sem graça nenhuma, mas o recheio é tão digno de um roteiro do Almodóvar que o caso merece ser dividido. A festa para o patriarca teve três meses de preparativos, banda, DJs e era à fantasia: ou seja, “o assunto” da cidade durante um bom tempo. Então, sábado passado, chegou o grande dia. Mais que ser meramente uma festa à fantasia, numa hora tal iam parar tudo para fazer um concurso para eleger o melhor traje. Acontece que o tio-avô aniversariante achou de morrer no meio da festança, um pouco antes do concurso. Na correria da família para o hospital no qual foi levado o aniversariante, dizem, deram entrada a Ana Maria Braga com um Louro José no ombro, um tio fantasiado de tenista Guga e um rapaz de “Chapeuzinho Vermelho”, além de alguns outros personagens. O tio-avô acabou não resistindo, mas antes pediu para que os familiares voltassem à festa e a continuasse, de alguma forma. E assim foi.
* SKOL METAL BEATS - A leitura a ser feita do Skol Beats 2008 é que, com o inexorável caminho de volta da música eletrônica para os clubes, os grandes festivais deste gênero em particular (e de outros gêneros no geral) estão ficando definitivamente sem forma. Ou então viraram multiforma. Mas a identidade mesmo já era. Isso é ruim?
O Skol Beats, que já foi megahipersuper com 200 palcos de gêneros diferentes e lotado de clubbers, neste último sábado, na edição 2008, se mostrou “só” um bom festival de médio-porte com três palcos/tendas e bem esperto com as novas tendências do… rock pesado. Óbvio, não é isso, mas é mais ou menos isso.
Há alguns anos o Skol Beats vem sendo o novo Free Jazz. Este último começou todo jazzy, foi dominado por roqueiros e nos últimos anos, na sequência, teve como atração principal um eletrônico (Daft Punk), um pop entre o mainstream e o esquisito (Bjork) e um rapper (Kanye West). Essa “bagunça moderna” nas… hã… tradições musicais não é um mal, necessariamente, mas fico curioso aqui pensando em como vai ser o Skol Beats 2009 e o Tim Festival 2010, por exemplo.
Outro índice engraçado/curioso que presenciei dentre os meus conhecidos na platéia do Skol Beats é que uma atração como a dupla francesa Justice atraiu ao festival eletrônico uma galera superindie, uns que até pouco tempo só queriam saber de hard rock, fãs da Shakira, apreciadores de pós-rock, gente que se mata de dançar som anos 80 na Lôca e meninas trancers de barriga de fora dançando os mesmos passos seja na hora de alguma atração tocando, seja ao som das propagandas do telão. Está cada vez mais complicado amarrar conceitos na música jovem. Nós, jornalistas, que adoramos rótulos, estamos ficando mais e mais confusos, hehe. Mas o certo é que há algo de muito errado ou de muitíssimo certo acontecendo na música hoje. E ainda não estamos conseguindo ver claramente o que é.
* METAAAAAL - O metal no Skol Beats começou com o Mix Hell, dupla-projeto de Iggor Cavalera com sua mulher, Laima. A relativamente nova faceta do Iggor DJ mexendo em botões era alternada com o velho baterista Igor (um “g” só, por favor) reencarnando o passado na sua histórica banda, a über-metal Sepultura. Nunca gostei do Mix Hell, mas no Skol Beats eu não desgostei deles, não. Longe de serem brilhantes, achei que Igor e Laima tocaram direitinho e mantiveram um bom clima para a espera da atração principal, o duo francês Justice. Acabaram o set com o rock eletronizado do MGMT.

Aí veio o Justice com uma apresentação surpreendente morna para quem tem a maior coleção de hits incríveis neste paralelo eletrônica-rock. Era só picotá-los, remexê-los e soltá-los, que a balada ia ser certamente ótima. Mas foi exatamente o que eles fizeram e a apresentação simplesmente “não rolou”. Ou não rolou como uma apresentação do Justice deveria. O som do festival podia estar com um volume uns três graus mais alto, que já ia ajudar. Mas, enfim, na teoria metal da coisa, o Justice é espetáculo eletrônico para se ver de jaqueta preta. Eles, como bons parceiros do selo Ed Banger, são o mais ácido exemplo de metal dance da música nova. Estejam eles botando toque francês no breakdance, na house, no electro, parece que o caminho do som do Justice é sempre em direçao ao rock pesado. Se alguém fuçar na vida passada de Xavier e Gaspard vai descobrir que eles estiveram em alguma banda trash metal, tipo o Iggor. Parte do povo dança batendo cabeça, como se estivessem no show do Metallica. Franz Ferdinand e Klaxons estiveram no set do Justice, mais ou menos.
* E aí depois, pulando o “nosso” Marky, vieram os australianos do Pendulum, cujo show eu perdi desta vez, mas um amigo definiu como uma coisa meio “Linkin Park meets DJ Marky”. Era o que eu precisava saber.
* SEMANA “COMPLICADA” - O Skol Beats acabou, mas pela frente ainda vamos ter 458 shows para ver ainda em 2008, até a Madonna gritar o “Good night, São Pauloooooo” final no Morumbi, em dezembro. Logo na terça-feira agora tem a festança do clube Glória com show da electrofrancesa Yelle, coisa fina. É a balada de inauguração da nova festa IM//A\\PARTY, de Raphael Caffarena (do site Rraurl). Na sexta, 3, tem o terceiro aniversário do clube VEGAS, que neste ano, pelo tamanho do evento, ocorrerá na Flex, ex-Broadway, na Barra Funda. A balada do Vegas, 3, vai ter várias atrações, mas a classuda new disco vai comandar a trilha. A banda americana Glass Candy, de Portland, que já foi dance punk e tem nos vocais a esperta Ida No, é talvez o principal nome da festa. Na sequência tem o DJ set do grande James Murphy e seu parceiro de LCD Soundsystem, Pat Mahoney, ainda na linha (italo) disco. Só balada incrível.
* THE BRITS ARE COMING - Sem perder o embalo, na semana que vem, dia 8, o clube Clash promove o nascimento de um espetacular (para nós) projeto que envolve a cena paulistana e os principais selos indies britânicos. Na forma do espertíssimo show do grupo inglês Young Knives, nasce o projeto INCUBATOR, bancado pelo British Council e com o propósito de pelos próximos três anos fazer o intercâmbio de bandas pequenas do Reino Unido com a América Latina, tendo São Paulo como sede. O primeiro selo britânico a visitar estes lados é o Transgressive Records, hoje pulsante casa de Foals, Mystery Jets, Regina Spektor, Shins e outros. Em cartaz no Clash, dia 8, o energético e “geek” Young Knives e o folk Johnny Flynn, dois bons nomes da Transgressive. Lá embaixo a Popload sorteia ingresso para esses shows do Incubator, semana que vem, mais um disco do Young Knives.
* SONIC YOUTH E WILCO - Buenos Aires dá como oficial as presenças por lá, em 2009, dos grupos Sonic Youth (março) e Wilco (abril). Os dois nomes já circulam por revistas de shows na capital Argentina. Sonic Youth e Wilco há tempos negociam suas vindas para este lado do Equador, que deveriam ocorrer neste ano. Mas menos mal que compareçam a nossa cena no começo do ano que vem.
* ARCTIC MONKEYS NO CINEMA - E em DVD. Circula na internet, desde a semana passada, trailer do DVD “Arctic Monkeys at the Appolo”, famoso clube indie de Manchester que foi sede do último show da turnê mundial da banda de Alex Turner, ainda em dezembro do ano passado. O DVD será lançado na Europa no dia 3 de novembro, mas o filme do show entrará em cartaz em meados de outubro em alguns cinemas da Inglaterra. É praticamente o mesmo show que o Brasil viu no ano passado. E começa a 200 por hora, com “Brianstorm”. Aqui, o trailer de “Arctic Monkeys at the Appolo”.

* O.A.S.I.S. - Nesta segunda sai o single. Na semana que vem sai o álbum. Vou repetir: “Dig Out Your Soul” é incrivelmente bom. Até que enfim, Oasis!!! A “Rolling Stone” alemã destaca a banda em sua linda capa, a melhor da história do Oasis, a banda com mais capas de qualquer coisa da história da música. O álbum chegará às lojas junto com o início da turnê britânica do grupo, que vendeu cerca de 200 mil ingressos para 18 shows em pouco mais de uma hora. A leva de apresentações começa em Liverpool e passa por cidades como Londres, Cardiff e Glasgow. Hoje pela manhã, o Oasis anunciou um show especial para o dia 26 de outubro, no BBC Electric Proms, especial que acontece todos os anos, promovido pelo canal de comunicação inglês. A apresentação tem tudo para ser especial por dois motivos. (1) A banda será acompanhada por uma orquestra composta por 50 pessoas e (2) o show de abertura será do Glasvegas.
Veja a capa e confira aqui a faixa que abre bem o disco novo, “Bag It Up”.

OASIS – “BAG IT UP”
* MGMT – A banda mais importante do mundo, hoje.
Óbvio que é brincadeira, mas… Não existe atualmente banda que esteja estimulando e dando origem a tantas versões ‘remix’ de suas músicas. Isso vai desde os malucos eletrônicos do Soulwax à baba-pop Katy Perry, aquela que, você sabe, se tornou fenômeno nas paradas após ter dito, em forma de música, que beijou uma menina.
A banda indie inglesa The Kooks não fica atrás e, a exemplo do Soulwax, já fez sua versão para “Kids”.
O Justice também emprestou suas habilidades ao MGMT, fazendo remix oficial de “Eletric Feel”, som que está na versão single.
O Mix Hell também tocou MGMT, como já citado neste post.
Sem contar os inúmeros trabalhos feitos por DJ’s mundo afora. A coisa fica séria quando você procura por “MGMT remix” no Google ou MySpace da vida.
O MGMT, você sabe, é atração confirmada para o TIM Festival, que acontece mês que vem.
Em meio a todo esse leque de versões, a Popload entrega a performance de Katy Perry para “Electric Feel”.
KATY PERRY - “ELECTRIC FEEL” (MGMT Cover)
* PREMIAÇÃO DA SEMANA - Segue a folia de ingressos da Popload para os principais eventos de São Paulo. A coisa só aumenta.
1. Um ingresso para o Planeta Terra Festival
2. Um ingresso para o show do Tim Festival do dia 23/10, em São Paulo (Gossip, Klaxons, Neon Neon)
3. Um PAR de ingressos para o Mudhoney no Clash, em São Paulo, dia 16/10.
4. Três ingressos, com o CD de bônus, para o show do Young Knives no Clash, no dia 8/10, no projeto Incubator.
5. Dois PARES de ingressos para a festança de aniversário do Vegas, na sexta agora, dia 3, com shows do Glass Candy e discotecagem de James Murphy + Pat Mahoney (LCD Soundsystem), entre muitas atrações.
- Vem nessa. Emails ou comentários estão valendo.
- Para registro. O ingresso do Skol Beats saiu para Bianca Guerra.
* Eu volto. Acho.
Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog
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08/09/2008 - 22:04
* Popload na Sicília.

* Você vai chegando a Siracusa e de longe avista uma edificação gigante, branca. Ruínas gregas? Nada. A cidade, que já pertenceu aos gregos antes de os romanos a tomarem, recebe os visitantes com um cemitério. Enooooorme para uma cidade que nem tem uma população extraordinariamente grande. Ê, máfia…
* SIRACUSA É INDIE – O indie está em alta nesta parte bem ao sul da Itália. Mas aqui o termo tem outra serventia. Ele dá nome aos comerciantes que resolveram se rebelar contra a máfia local e não contribuir mais com dinheiro, em troca de “segurança”. Pelo que eu soube, começou com os comerciantes de bancas de frutas. Onde li, dizia até que os “rebeldes” chegam a botar placas na frente do estabelecimento dizendo “esta loja não contribui com a máfia”. Mas, em um rolê rápido pelo centro da cidade, essas placas eu não vi.
* RÁDIOS ITALIANAS – Estou atravessando o sul da Itália de carro, ao embalo de rádios bem bacanas daqui. Eu, que não acreditava em tantas rádios italianas decentes assim. Tem uma que chama Rádio Ibiza e toca rap francês, electro-rock inglês, experimentações dance italianas, o diabo! Tem a Radio DeeJay, que não compromete. Boa para ouvir os singles “da hora”. A Virgin FM, com sotaque inglês mas programação italiana, que toca basicamente velharia, mas sem xaropices. E tem a 105FM, minha preferida, que transmite direto de Milão. Emissora boa, toca o hoje olhando para o futuro. Muita rádio brasileira devia seguir o exemplo. Bota para rolar indie inglês e americano, rock italiano (a cena local), R&B e rap dos EUA, sem perder o rebolado. Não é que despreza o passado, mas acha mais interessante movimentar a música de agora. Difícil tocar “Under the Bridge”, dos Chili Peppers, ou “Daughter”, do Pearl Jam, ou “…My Way”, do Lenny Kravitz. Pode até tocar Chili Peppers. Pode até tocar “Daughter”. Mas não faz como as rádios brasileiras, que tocam como se a música tivesse acabado de ser lançada. Com a desculpa de “tocar para as pessoas de 30 e poucos anos”, acreditando em uma cascata que diz que essa é a idade dos que mais ouvem rádio e dos que gostam de músicas “de sua época”. Nhé!
* BAFO NO SHOW DO OASIS – A banda estava executando o hit “Morning Glory”, no último domingo em uma apresentação no Canadá, quando um cara da platéia invadiu o palco e empurrou o Noel Gallagher para a galera, com guitarra e tudo. O Liam, que estava cantando sem olhar para os lados, não viu o “stage dive” forçado do irmão e ficou sem entender a confusão. Quando se ligou, e os seguranças estavam levando o agressor para fora do palco, Liam saltitou engraçado e deu um safanão no cara. O show parou e a banda saiu de cena. Dizem que nos bastidores o Liam teria dado um chute na cara do fã doido, que foi direto para o hospital. Quando o show foi retomado, o Noel estava normal e o Liam transtornado, tanto que nem cantou muito das “suas” músicas. O vídeo da confusão está aqui.

* AMY ITALIANA – Sempre que a música “Non Ti Scordar Mai Di Me” começava a tocar no rádio, achava que estava ouvindo a inglesa lesada Amy Winehouse cantando italiano. Voz igual, levada igual. Descobri que era uma cantora italiana mesmo, chamada Giusy Ferreri. Depois, no hotel, vendo a MTV local, vi uma mulher parecida com a Amy. Quer dizer, se a Amy não usasse o cabelo de cavalo e fosse bem mais bonita e saudável (italiana). Era a tal Giusy Ferreri. Estou com preguiça de botar o vídeo da italiana aqui, mas o Youtube tem facinho. Dá uma procurada para conferir como seria a Amy Winehouse se ela usasse menos drogas e comesse mais macarrão. Fora que a música é bonita, dramática.
* ORLOFF FIVE FESTIVAL: HIVES, O SHOW DO ANO? – Por motivos óbvios, eu não consegui estar no Via Funchal, no final de semana passado, para conferir Hives, Melvins e Plastiscines (mais o “nosso” Vanguart). Mas a poploader Ana Bean foi lá, então é como se eu estivesse. E o que a Bean viu foi isso:
- “Achei que o show do Franz Ferdinand no Circo Voador, em 2006, tinha sido o mais próximo de Carnaval que um show indie pudesse chegar, mas a micareta do Hives no Via Funchal, sábado, foi tão (ou mais) divertida quanto.
- A noite começou pesaaada (literalmente) com um já grisalho Buzz Osbourne e o seu famoso cabelo Chico César do Mal. Fãs do Melvins se amontoaram e reagiam emocionados a cada movimento das baterias. Quem exagerou na reação, como um moleque que fez o (des)favor de atirar um copo de cerveja no palco, recebeu uma bronca bem-humorada, mas um tanto assustadora da banda. Fizeram a noite dos cabeludos e ex-cabeludos do Via Funchal. As meninas se divertiram com o roadie de sunga azul que circulou pelo palco como se estivesse no calçadão de Copacabana.
- As francesas Plasticines fizeram no Vegas, quinta, o show que deveria ter sido feito no Orloff. No clubinho da Augusta, elas se entenderam com o público e o show foi divertido. Honesto, melhor dizendo. Na imensidão do palco da Via Funchal, elas ficaram perdidinhas. O som não funcionava direito, a vocalista estava tensa e a comunicação com a platéia… FAIL. Ninguém reagia ao inglês, ou ao português afrancesado, muito menos ao francês das meninas. Começou pesado e acelerado, até perder totalmente a força depois que as três músicas conhecidas (ou não) foram tocadas. Irritadinha, a vocalista começou uma série de berros, encenou uma briguinha com um fã, insinuou um momento clichê lesbo-chic com a baixista, e finalmente perguntou: “Do you wanna see ‘Ze’ Hives???”. Platéia surta e daí já não tinha muito o que fazer.
- Entram os suecos. Nem precisaram tocar uma nota para o Via Funchal reagir. Elétricos, teatrais, não dava para tirar uma foto que não saísse tremida. Enquadrar o vocalista Howlin’ Pelle Almqvist em suas andanças para lá e para cá e a toda velocidade pelo palco era impossível. O guitarrista Nicholaus Arson (praticamente um Brendan Fraser do rock, haha) conseguiu a proeza de chamar ainda mais atenção, com suas piadas (e escarradas, vale dizer) e brincadeiras bem comédia pastelão. O carisma da banda fez até aqueles chatos e manjados “Eu Te Amo, São Paulo” ficarem divertidos. “Batam Palma!”, “Grita aí!”, “Parem!”… gastaram o português limitado mandando e desmandando na platéia. “Main Offender”, já a segunda música do show, provocou um tumulto bom, se é que isso existe. Micareta não é exagero, ninguém parou de pular mais depois disso. O último disco (“The Black and White Álbum”) permeou o show, mas “Tick Tick Boom” ficou para o bis, claro. Assim como “Hate to Say I Told You So”, que quase fez o “tumulto legal” virar coisa mais séria.”
* E o tumulto do Hives em São Paulo pode ser visto no vídeo de “Hate to Say I Told You So”, aí embaixo.

* A VOLTA DO MARS VOLTA? – Acho que já fiz esse título-piadinha em alguma outra ocasião, mas vale o repeteco. A banda de indie progressivo (haha) The Mars Volta vai estar por estes lados da América do Sul no começo de novembro. Não sei nada sobre o Brasil, mas parece que os shows viagem-barulho deles estão garantidos no Chile e na Argentina. Em Santiago, por exemplo, o TMV toca com o REM no dia 3 de novembro e com o Jesus & Mary Chain no dia 4. Deve sobrar para nós, espero.
* PROSTITUTAS ANÃS – Na lista de exigências da veterana banda americana Melvins, atração das boas do festival Orloff Festival, que balançou SP no final de semana passado, constava esse estranho pedido. A produção não conseguiu satisfazer os rapazes. E eles, bacanas, nem reclamaram. Ah, pediram cuecas-tanguinha também. É sério!
* UNIDOS PELO BOB DYLAN – Os folks também amam. Mallu Magalhães e Helio Flanders (Vanguart) são o novo casal indie da cidade.

* EU CORAÇÃO KATY PERRY – Vou falar aqui: eu curto a Katy Perry. Ela é o Artic Monkeys da música pop baba americana. Explico: cada um bem na sua, e musicalidade à parte (óbvio), tanto Perry quanto os Monkeys constroem preciosas letras sacadíssimas sobre seu cotidiano. Os ingleses na vida árida de um moleque de Sheffield em sua cidade sujinha e (quase) sem graça. Ela no dia-a-dia “difícil” de uma garota da Califórnia, com seus namorados emos e suas amigas eeeeeewwww. Kate Perry tem sido uma das músicas do meu “verão”, aqui na Itália. “I Kissed a Girl” anda tocando mais que Madonna, que estava sendo bombada aqui na Europa por causa da passagem da sua turnê-furacão, essa que vai para o Brasil em dezembro. Da Perry, ainda se ouve bastante a “Ur So Gay”, o primeiro single, a música que ela fez para o namorado que demorava para se arrumar mais do que ela, na hora de saírem. E nesta semana está sendo lançado o novo single dela, “Hot N Cold”. A letra não é tão “polêmica” quanto a dos seus dois hits anteriores. Mas, tanto quanto a música em si, é bem esperta. De novo, Kate se refere ao namorado (acho, pode não ser). Ao namorado bipolar. Uma hora é isso, outra hora é aquilo, reclama Perry. “We fight we break up/ We kiss we make up.” A música é um pequeno fenômeno dentro do fenômeno que é Katy Perry. Ela já havia entrado nas paradas de singles de download na Austrália, Canadá e EUA antes mesmo de ele ser lançado como tal, só porque a galera curtiu a música quando baixou o álbum. Na Inglaterra, enquanto “I Kissed a Girl” está em primeiro lugar, “Hot N Cold” já toca bastante. Nas rádios inglesas, tiraram o “bitch” da letra. Entrou “chick”, no lugar. A foto acima é de Katy Perry chegando segunda passada na gravação do VMA, o principal prêmio da MTV americana.
* ACABOU? - Ainda volto aqui para anunciar a promoção da semana e os ganhadores do prêmio francês. Rianna em São Paulo e Florianópolis em fevereiro, é?
Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog
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