* Assim. Kasabian é bom, beleza. Mas essa “Days Are Forgotten” é daquelas músicas da banda beeeem “vagabundas” (já explico) que não dá para aguentar. O “vagabundo” no caso do Kasabian é aquele jeitão britânico “do norte” desleixado, de fazer música entre o cadenciado e o “preguiçoso, tipo uma dancezinha em cima de guitarra, batida safada sem parar, vocal “british” delicioso de “malandro”. Na linh Primal Scream da época do “Screamadelica”, sem a viagem. Ou mesmo Happy Mondays. A música começa e você fala: “Nada demais”. Aí, quando vai ver, está todo balançando a cabeça e os ombros. Amanhã eu já esqueci dela, mas hoje é a “música do ano”.
“Days Are Forgotten” sai como single uma semana antes do novo álbum, “Velociraptor”, que vem à luz oficial no dia 19 de setembro na Inglaterra. A música lado B do single se chama… “Pistols at Dawn”. Não pode ser ruim, também.
A Popload inicia nesta semana uma fase de cobertura especial de grandes festivais europeus. Seja de corpo presente, seja monitorando leitores-colaboradores lá na Europa, em ação conjunta com o blog. Da minha parte, eu parto (hihi) segunda-feira próxima para Londres, se nada fugir do programado. A partir de quinta-feira, na capital inglesa, começa uma temporada de shows diários que incluem Arcade Fire no Hyde Park (mais Vaccines, Beirut, Mumford & Sons e Owen Pallett), Flaming Lips tocando o lendário álbum “Soft Bulletin” na íntegra (mais Dinosaur Jr tocando o disco “Bug” e o Deerhunter tocando o “Milk Man”), Foo Fighters nos megashows do Milton Keynes Bowl (mais Biffy Clyro, Death Cab for Cutie e Tame Impala) e o Pulp no Wireless Festival (com TV on the Radio, Cut Copy, Metronomy, Foals, Horrors, Naked & Famous). Outro destino praticamente certo deste blog é o festival de Benicassim, em julho, na Espanha (Mais Arcade Fire. E Strokes, Arctic Monkeys, Primal Scream tocando o Screamadelica).
* Este blog também está armando uma rede de correspondentes “europeus” para nos enviar o clima, fotos, vídeos e pequenas resenhas. Se você vai para algum festival europeu e quer colaborar com a Popload, entre em contato no lucio@uol.com.br.
* Hoje damos a largada na cobertura dos festivais de verão (e primavera, ainda) 2011. A leitora Isadora Goes cobriu para nós o Southside Festival, na Alemanha, no último final de semana. Confira. Todas as fotos são da Isadora.
Local: próximo a Tuttlingen, no sul da Alemanha, lado oeste. Line up: Foo Fighters, Arcade Fire, The Chemical Brothers, Portishead, Arctic Monkeys, Kaiser Chiefs, My Chemical Romance, The Hives, Suede, Kasabian, The Subways, Gogol Bordello, Two Door Cinema Club, The Kills, Lykke Li, Glasvegas, Friendly Fires, Darwin Deez, Warpaint, The Vaccines, Tame Impala, Miles Kane, Hercules and Love Affair entre outros.
Por Isadora Goes, especial para a Popload.
O Southside, que aconteceu no último fim de semana no sul da Alemanha, é festival irmão do mais antigo e reconhecido Hurricane. Chuva e lama típicas de primavera européia (como ressaltou Win Butler, “nice summer weather”), aspectos audiovisuais dignos da perfeição alemã e público endoidecido digno de festival europeu. Eclética, a escalação apetitosa mesmo em termos europeus foi comparada ao dinossauro Isle of Wight pelo humilde público alemão. De hypes como Two Door Cinema Club (foto abaixo) e The Vaccines a mais experientes como Incubus (passando por um lado do ecletismo um tanto duvidoso, com Sum 41 e My Chemical Romance). Os grandes atrativos do ano eram os grupos/artistas com discos recém-saídos do forno.
No primeiro dia, de cara os mais esperados. Depois de um animado The Hives e um não tão animado The Wombats, o Arctic Monkeys começou com a já clássica “The View from the Afternoon” para delírio dos enlameados fãs. Com a sobriedade e eficácia de sempre, a banda dividiu o show entre os quase hits do novo disco e os já hits de discos anteriores, mantendo-se na linha mais dark e elaborada característica da banda desde seu encontro com Josh Homme. Depois de tocar a quase esquecida mas muito vibrada “When the Sun Goes Down”, Alex Turner se despediu com um frugal “enjoy Foo Fighters”.
Causando uma intensa mudança de atmosfera, o Foo Fighters já chegou mandando os dois hits de seu novo disco, a pesada “Bridge Burning” e a incrível “Rope”. Uma hora e meia extasiantes de “Some new shit and some old shit”, nas palavras do próprio Dave Grohl. A linda “Everlong” fechou o show, uma recompensa para os que aguentaram todo o concerto debaixo da chuva, agora temporal.
Portishead foi o primeiro grande do segundo dia. Abrindo o show com um verso em português que dizia algo como “Você tem que aprender, você só ganha o que voce merece”, a banda deixou o público embevecido com seu repertório lento e psicodélico. O Arcade Fire (foto abaixo) veio depois com seu espetáculo audiovisual de uma hora e meia. A quase épica “Wake Up” fechando, como sempre linda. Klaxons e Chemical Brothers encerraram a noite no agito.
Os falados The Vaccines, Friendly Fires e Two Door Cinema Club abriram o domingo com shows semelhantes e previsíveis na despretensão, fazendo a alegria do dançante público jovem. Sem chuva, o Kasabian (foto abaixo) levantou o público com hinos como “Club Foot” e “L.S.F.” Incluindo todos os hits, com foco no álbum “West Ryder Pauper Lunatic Asylum”, a banda apresentou algumas furiosas novas músicas do pronto-para-ser-lançado quarto disco. Digitalism encerrou o festival feliz da vida de tocar em casa.
* O mundo pop interplanetário foi bastante movimentado por três grandes eventos. O primeiro foi o show da Banda Uó no Bar Secreto, em São Paulo. Outro aconteceu em Manchester, Tenneseee, na forma do Bonnaroo Festival, que de uns aos para cá está chamando bastante atenção. O terceiro evento foi o Isle of Wight, maneiríssimo festival do sul da Inglaterra que um dia revelou Bob Dylan e, em 1970, reuniu 600 mil pessoas (dizem) para ver Jimi Hendrix, The Who e The Doors, fora a rapa. A gente começa trazendo um pouco do que foi o Isle of Wight 2011, o da foto abaixo (da “NME”).
- Essa é para as meninas. Os manos countryboys do Kings of Leon mandando “Use Somebody” .
- Esse é (também) para os meninos. O giant Foo Fighters em cinco músicas, começando com “Monkey Wrench” e terminando com “All My Life”.
- Mister Iggy Pop exibindo a forma física e mandando a über-clássica “I Wanna Be Your Dog”. So messed up, I want you here.
- Lembra o We Are Scientists? E a “Nobody Moves Nobody Get Hurt”? Então…
- Liam Fucking Gallagher e seu Beady Eye. Atração do Planeta Terra, aqui tem a ótima “Millionaire”
No próximo domingo, será realizado o sorteio para a próxima fase da FA Cup (Copa da Inglaterra) e, como não poderia deixar de ser, o futebol vai se misturar com a música inglesa. Duas figuras importantes do britrock contemporâneo – Serge Pizzorno, do Kasabian e Noel Gallagher – serão os responsáveis por sortear os cruzamentos que envolvem 64 times, entre eles o Leicester e o Manchester City, times do coração dos dois.
A relação do Kasabian e do Oasis é bem próxima ao futebol, a começar pela devoção dos fãs de cada banda, dadas as devidas proporções de cada uma. Pizzorno, que é torcedor do Leicester, time da cidade natal da banda, costumava fazer com seus amigos de grupo uma espécie de guerrilla gig em dias de jogos. No começo da carreira, eles adoravam armar o cenário de show na porta do estádio, para pegar o público que acabava de sair do jogo e não estava a fim de ir direto para a casa. Uma delas, inclusive, foi para “celebrar” a queda do clube para a segunda divisão inglesa, porque na cabeça deles era uma boa oportunidade de oferecer “música alegre” para compensar a tristeza dos torcedores.
No início desse ano, o Kasabian foi o responsável por lançar a camisa oficial que a Inglaterra usaria na Copa do Mundo. O detalhe é que isso aconteceu durante um show do grupo em Paris, terreno inimigo. A rivalidade entre Inglaterra x França pode ser comparada à de Brasil x Argentina. O vocalista Tom Meighan saiu do palco e voltou para o bis vestindo a camisa, sob vaias. Mesmo assim, ele continuou “desafiando” a plateia e começou a cantar “Fire”, música oficial da trilha da Premier League, e os ânimos foram contidos. Seria como se o Carlinhos Brown vestisse uma camisa do Brasil em um show em Buenos Aires, o que no fundo não seria má ideia…
Já Noel Gallagher é uma espécie de embaixador do Manchester City, time médio que é mais conhecido por ser rival do United, clube mais popular de lá. Sempre que pode, viaja até sua cidade natal para ver jogos do time. É figurinha carimbada no estádio do clube, costuma dar entrevista coletiva após os jogos como se fosse um jogador e regularmente participa de programas da rádio Talk Sport “analisando” a rodada. Na época do Oasis a banda nunca se apresentou no estádio do rival Manchester United, por exemplo. Atualmente está em exibição nos cinemas da Inglaterra um documentário sobre a temporada passada do City e um dos personagens centrais da história é o Gallagher.
O sorteio da FA Cup será transmitido ao vivo pelo site oficial da entidade e pela iTV britânica. Por lá, anda rolando constantemente essa chamada na TV, como se fosse propaganda de uma luta de boxe.
* Hey, kool thing. Senta aqui do meu lado. Tem uma coisa que eu quero perguntar a você. Eu só quero saber o que você…
* A NOITE EM QUE EU TOQUEI NO SONIC YOUTH - E o i-na-cre-di-tá-vel show do Sonic Youth domingo em Santiago COMEÇOU desse jeito aí em cima… Com cara de fim de mundo. Essa foi a extensão barulhenta da primeira música, “Teen Age Riot”, que abriu o concerto do SY no Chile, o único na América Latina pelo menos até o fim do ano, parece. Fiquei surpreso com o show. Thurston Moore (tímido-maluco), Kim Gordon (de vestinho azul) e o resto da banda pareciam ter todos 20 anos de idade. Cheios de gás. Duas horas de shows, três voltas para bis, algumas guitarras destruídas.
Até eu toquei guitarra neste show, hahaha. Eu estava perto da grade num momento ali quase no fim da apresentação, quando o Moore foi destruir sua guitarra num dos monitores. Depois, não contente, achou de vir em direção da galera e botou a guitarra para a massa tocar. Eu nem queria ficar perto da bagunça, mas veio uma onda humana por trás e fui espremido em direção da grade. Aí, com 1 milhão de pessoas me empurrando e a guitarra bem na minha frente, só me restou… tocar.
* KOOL THING - Os vídeos do Sonic Youth que eu fiz estão sonoramente “aquela beleza”, mas não dava para fazer nada muito melhor, já que eu estava colado nas caixas. A bateria parecia estar tocando dentro da minha orelha. Vou colocar alguns vídeos na minha conta de YouTube, além dos que eu botar aqui no post. Este aqui embaixo é de “Kool Thing”. Repara na Kim Gordon. Ela tem mesmo 56 anos?
* RADIOHEAD E “CREEP” NA PRIMEIRA – O último show da bendiiiiiiiiita primeira turnê do Radiohead pela América do Sul terminou sexta-feira à noite no maldiiiiiiiiiiito Estádio Nacional, em Santiago, Chile. A questão em shows assim, raros, da banda do Thom Yorke, é: será que eles vão tocar “Creep”? Em São Paulo, quase não tocaram. Foi a última, depois até que o show já tinha “encerrado”. Aqui em Santiago, na segunda apresentação da banda no famoso estádio chileno (parece que a primeira, na quinta, foi estranha, confusa), “Creep” foi logo tocada de início. Simples assim.
* Isso me lembrou de um show do Mudhoney em Londres, em 1991, o ano em que o “punk broke”. Foi uma semana antes de o Nirvana mostrar no Reading Festival 1991, pela primeira vez em um evento grande, a fatal “Smells Like Teen Spirit”. E algumas semanas antes de o álbum “Nevermind” ser lançado e o indie rock mudar o mundo (hehe). Até aquele momento, o hit indie maior e “da hora” era “Touch Me I’m Sick”, do Mudhoney. E aí, no abarrotado show deles no Astoria, Mark Arm assim que entra no palco já pega o microfone e fala: “Para vocês não encherem nosso saco, toma aí ‘Touch Me I’m Sick’”. Thom Yorke não chegou a dizer a mesma coisa no Chile, tocando “Creep” de primeira. Mas o Radiohead me lembrou o Mudhoney nessa.
* Aqui em Santiago, Radiohead começando o show na sexta com “Creep”. O Blondie, no sábado, iniciando sua apresentação com “Hanging on the Telephone”. E Sonic Youth no domingo mandando de primeira “Teen Age Riot”. Talvez essa tenha sido a “melhor sequência de primeiras músicas numa série de shows na mesma cidade no mundo em todos os tempos”. Estou errado, será?
* Antes de falar mais do espetacular último show latino do Radiohead, preciso dizer que de um modo bizarro PERDI o Blondie. Sério. Era uma noite “anos 80″ do festival Pepsi Music e estavam programados para tocar o cantor farofa Rick Astley, o A-ha e a banda de Debbie Harry. Até aí beleza. No ingresso dava a entender que a noite seria Astley-Aha-Blondie, nessa ordem. No jornal daqui, dizia que o Rick Astley ia abrir. E lá fui em tentar chegar “só” para o Blondie. Eu caminhando em direção do complexo, a gigante arena chilena entupida de gente, quando do lado de fora ouvi alguma coisa do tipo “Boa noite, Chileeeeee”, proferido por uma voz feminina. Aí entro e pergunto para as pessoas da porta como tava o andamento dos shows. “O Blondie acabou de tocar. Agora é o Rick Astley. Depois tem A-ha”. Aí começa a gritaria e o Astley manda a famoooosa “Never Gonna Give You Up”. Entrei por dois segundos no lugar, senti a “vibe”, virei as costas e fui embora. Fueeeeeeeen!
* RADIOHEAD ALEGRE E… HUMANO - Como o show de quinta em Santiago parece ter sido bagunçado e tenso, por causa de problemas técnicos que irritavam o Thom Yorke, o concerto de sexta foi uma alegria só. Alegre e “diferente”.
Já tinha visto o Radiohead ao vivo algumas vezes nesta minha vida de shows, mas antes a banda nunca tinha parecida tão… humana.
Não sei como foi em SP e Rio, porque os perdi, mas aqui no Chile o quesito “viagem”, que sempre dá um caráter extraterrestre para as apresentações do Radiohead, foi aliviado ao máximo.
Bem-humorados, faladores, o Radiohead foi mais uma banda “normal” no último show da turnê latina. Mais “orgânico”. Mais rock, menos efeitos. E isso esteve longe de ser ruim. Pelo contrário.
Começaram com “Creep” e terminaram no terceiro bis, com “Paranoid Android”. Perfeito. Ir embora com “Raaaaaaaaaaaaaaaaaaain down” na cabeça foi demais.
* TUDO NO LUGAR CERTO: RADIOHEAD FAZENDO R.E.M - E teve mais: pouco antes de começar a escandalosamente boa “Everything in Its Right Place”, do “Kid A”, Thom Yorke canta, no jeito Thom Yorke de cantar, o hit “The One I Love”, do REM. Dá uma olhada.
* O CHILE E A CACHORRADA -É incrível o número de cão sem dono que vaga por Santiago e Valparaíso, a cidade por onde passei, na visita ao Chile. São muitos, grandes, andam em bandos, às vezes uma “turma” de quatro, cinco. Para lá e para cá. Parecem espertos, parecem bem nutridos. Se eles se viram bem assim, beleza. Mas achei engraçado o comportamento vespertino deles. Eles deitam e dormem por todos os lugares. Tiram a siesta mesmo. Em praça, no ponto de ônibus, aos pés de telefones públicos, em escada, no meio de guardas fazendo segurança nas ruas. Não tem lugar certo para o sono da tarde da cachorrada chilena. Fiz umas fotos da siesta canina. Assim:
* Eu estava num dos metrôs da bacana Santiago quando veio um aviso, nos falantes. “Por favor, por questão de segurança, não sentem no chão do trem. Repetindo: sentem-se apenas nos assentos”. Pensei: “What?”
Depois comecei a reparar. Não tem essa de banco para os chilenos. A galera senta em todo e qualquer lugar. No trem, na plataforma, na frente da porta do metrô. Confesso que, na hora ali em um metrô cheio e sem assentos disponíveis, me deu uma vontade de sentar no chão mesmo. No Chile, como os chilenos.
* Chile musical. Não sou lá muito conhecedor das coisas sonoras chilenas, mas pelo pouco que vi num canal de vídeos local e sapeando a “Rolling Stone Chilena” eu deduzo que o que pegou por lá pelo menos num mero fim de semana de março são duas bandas/vídeos… de fora do Chile. Passa muito o vídeo de “La Octava Maravilla”, da banda argentina Massacre. Música velha, mas vídeo razoavelmente novo. E, mais, um vídeo muito louco de uma famosa dupla porto-riquenha de reggaeton, a Jowell & Randy. Ainda não entendi se o Jowell & Randy tem duas músicas diferentes, a “Un Poco Loco” e a “Un Poco Loca”, ou é a mesma, com letra diferente, se é diferente. Mas curti a versão remix da música, em ritmo-malandragem. Outro que eu vi que bomba lá, desta vez chilena, é a banda Canal Magdalena, de Valparaíso, uma espécie de Oasis local, guardada as proporções. Não curti muito. Uma tal de “Lady Love Me” toca “bastante”.
Bom, de tudo, vou deixar aqui o vídeo do Massacre. Adoro o “maravidja” falado de “maravilla”.
* FESTIVAL DE READING E LEEDS - Está fraca a escolha de headliners para um dos principais agrupamentos de gente e música do mundo, o Reading Festival e seu espelho, o Leeds Festival. Radiohead, Arctic Monkeys com disco novo e Kings of Leon. Festival inglês anda “broca” de ver, pela “selvageria indie”, mas pelo menos a noite dos Followill deve arrastar a maior quantidade de mulheres para um show de rock na Inglaterra desde os Beatles. Estou brincando, claro.
* KASABIAN MEETS DRÁCULA – A partir de hoje até o próximo dia 3 de abril, o Kasabian estará disponibilizando seu novo single – “Vlad the Impaler” (sério) – em seu site oficial para download gratuito. A faixa faz parte do terceiro álbum do grupo, o “West Rider Pauper Lunatic Asylum” e é bem… bem… Beastie Boys. Vlad é o Drácula da vida real.
A premiere do single vai ao ar “oficialmente” no programa do Zane Lowe, nesta terça. Mas o Kasabian já entregou o clipe, dirigido pelo Richard Ayoade, que costuma fazer vídeos para o Arctic Monkeys (lembra deles?) e conta com a participação do comediante Noel Fielding, encarnando o… Vlad.
Apesar de ser lançada como música de trabalho, “Vlad the Impaler” não será o primeiro single a sair naquele formado antigo, em lojas. Em 1º de junho, chega ao mercado o single de outra música, chamada “Fire”. Uma semana depois sai o álbum.
Chega de falatório. Vê aí o novo vídeo sangrento do Kasabian.
* O MAIOR SHOW GRINGO NO BRASIL EM TODOS OS TEMPOS - Ok, acho que agora dá para fazer uma apuração mais justa. Em tempos em tempos rola por aqui a lista dos principais shows internacionais que o Brasil já viu, sempre na SUA opinião, mas ela tinha sempre uma “falha”: o Radiohead nunca tinha vindo para cá. E agora veio. E agora olha nós aqui outra vez.
* Em setembro do ano passado, não sei se você lembra, fizemos a mesma enquete e deu o seguinte, no top 10:
1. Franz Ferdinand no Motomix – 46 votos
2. Arcade Fire no TIM Festival – 44
3. Pixies em Curitiba – 41
4. Iggy & the Stooges no Claro que È Rock – 38
5. Strokes no TIM Festival – 36
6. U2 2006 – 35
7. Nirvana no Hollywood Rock – 31
8. Pearl Jam – 29
9. Killers no TIM Festival – 28
10. Flaming Lips no Claro que È Rock – 27
* Vamos ver se agora o Radiohead vai furar o bloquei do Top 10, de tão sensacional e incrível e absurdo que foi, segundo os comentários por todo lugar?
* Então lá vai a pergunta: Em sua opinião, qual foi o principal show internacional que o Brasil já viu em sua história? Pode ser mais que um, no máximo três. Estou curioso para (1) ver onde o Radiohead entra e (2) se de setembro para cá esse resultado acima muda, porque tivemos algumas coisas de lá para cá, tipo todo o Tim Festival 2008, o Planeta Terra. O A-Ha…
* Mande seus votos para os comentários aí embaixo ou para o email lucio_ribeiro@ig.com.br. Vou bolar uma listinha de prêmios para “esquentar” a votação.
Lúcio Ribeiro é jornalista de cultura pop. Edita o Popload e é colunista do “Caderno 2″ (Estadão), da MTV, das revistas “Capricho” e “Homem Vogue”. É curador do festival Popload Gig, já na terceira edição, e DJ residente dos clubes Vegas e Lions, além de viajar o Brasil tocando em festas de rock.