Deu a louca no Alex Turner, parece. “Suck It and See”, próximo álbum do Arctic Monkeys, será lançado só no começo de junho, mas a pilha dos fãs (e quem sabe não fãs) para botar as mãos nesse disco só aumenta a cada semana.
Primeiro soltaram “Brick by Brick” do nada, no canal deles no YouTube, com o Turner tendo “voz secundária” no som. Depois saiu a notícia que o álbum NÃO foi produzido por Josh Homme, fato que faz a gente imaginar que teremos menos peso. Quem assina a produção é James Ford, antigo parceiro da banda e integrante do Simian Mobile Disco.
Daí quando passam essa ideia de que o disco será mais acessível e nem tão pesado assim, a banda solta 30 segundos de “Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair” (mês passado avisei que já tinha gostado dela sem ouvi-la, veja bem) e todo mundo cai da cadeira (!) bem feliz.
* “Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair” será disponibilizada para download na próxima segunda-feira, dia 11. Depois, será lançada junto com “Brick by Brick” no Record Store Day, dia 16 de abril, em vinil. Dia 30 de maio, será relançada em outros formatos com novas b-sides. Também em maio, o Monkeys faz uma turnê imperdível nos Estados Unidos com o suporte do Vaccines.
O semanário inglês “New Musical Express” divulgou sua tradicional e aguardada “Cool List”, a lista das pessoas mais bacanas, espertas, invejadas, iluminadas na música pop mundial. Os cool, enfim. Ou mais ou menos isso, porque achei a lista desse ano meio caída.
Foram listadas 75 personalidades que estão envolvidas com a cultura pop de alguma forma. O 75º da lista, por exemplo, é o Rivers Cuomo. Até aí tudo bem porque, convenhamos, o Weezer não está nos seus melhores dias.
Mas alguns bambas tipo o Julian Casablancas, a louquinha Lady Gaga e os gênios Jack White e Josh Homme estão apenas na casa dos 50. O Win Butler, mente brilhante por trás do Arcade Fire, ocupa o 35º lugar. Isso sem falar que gente como Beth Ditto, Alex Turner, Lovefoxxx e os irmãos Noel e Liam Gallagher, fichinhas de todas as listas, não estão nessa. Fora o Michael Cera, que mesmo não sendo necessariamente “da música”, poderia ingressar como “pessoa física” ou personagem mesmo, como Scott Pilgrim, herói indie do ano.
No Top 10, menção honrosa para Jonathan Pierce do ótimo The Drums e da bela Beth Consentino, que você viu no post anterior. A primeira colocação ficou com a não menos fofa Laura Marling, que foi nomeada na categoria “revelação” para o Mercury Prize ano passado e que é uma das grandes apostas da nova música inglesa.
Olha só a lista dos 75 “cool” da NME. 1. Laura Marling
2. Janelle Monae
3. Kanye West
4. Beth Consentino, Best Coast
5. Romy Madley Croft, The XX
6. Paul Weller
7. Jonathan Pierce, The Drums
8. Jack Barnett, These New Puritans
9. Carl Barât
10. Darwin Deez
11. Marcus Mumford, Mumford & Sons
12. Simon Neil, Biffy Clyro
13. Hayden Thorpe, Wild Beasts
14. Zola Jesus
15. Robyn
16. Yannis Philippakis, Foals
17. James Murphy, LCD Soundsystem
18. Theo Hutchcraft, Hurts
19. Kele Okereke
20. Ritzy Bryan, The Joy Formidable
21. Jay-Z
22. Jack Steadman, Bombay Bicycle Club
23. Dee Dee, Dum Dum Girls
34. Marina Diamandis, Marina & The Diamonds
35. Jonathan Everything
26. Giggs
27. Jenny Lee Lindberg, War Paint
28. Jamie Reynolds, Klaxons
29. Skream
30. Nicky Wire, Manic Street Preachers
31. Akiko Matsuura, The Big Pink/Comanechi
32. Dan Devine, Flats
33. Willow Smith
34. MNDR
35. Win Butler, Arcade Fire
36. Gerard Way, My Chemical Romance
37. Alex Hewlett, Egyptian Hip Hop
38. Lee Spielman, Trash Talk
39. Orlando Weeks, The Maccabees
40. Ariel Pink
41. Ethan Kath, Crystal Castles
42. Nicki Minaj
43. Honor Titus, Cerebal Ballzy
44. Andrew VanWyngarden, MGMT
45. Jack Donoghue, Salem
46. Dave Sitek, TV On The Radio
47. Alexis, Sleigh Bells
48. Plan B
49. Katy B
50. Lady Gaga
51. Josh Homme
52. Tim Harrington, Les Savy Fav
53. LoneLady
54. Julian Casablancas
55. Rose Elinor Dougall
56. Gucci Mane
57. Daniel Blumberg, Yuck
58. Jack White
59. Cee-Lo Green
60. Eva Spence, Rolo Tomassi
61. Ryan Olson, Gayngs
62. Glasser
63. Ernest Greene, Washed Out
64. Tom Hudson, Pulled Apart By Horses
65. Elizabeth Sankey, Summer Camp
66. Cher Lloyd off X Factor
67. Avi Zahner-Isenberg, Avi Buffalo
68. Nathan Williams, Wavves
69. Matt Bellamy, Muse
70. Soulja Boy
71. Bradford Cox, Deerhunter
72. James Blake
73. Caitlin Rose
74. Lewis Bowman, Chapel Club
75. Rivers Cuomo
Este cara, o qual costumo chamar de último grande gênio do rock, que de uma forma ou de outra já esteve envolvido musicalmente com gente como PJ Harvey, Foo Fighters, Primal Scream, The Strokes, Peaches, Biffy Clyro, Arctic Monkeys, Eagles of Death Metal, Them Crooked Vultures e ATÉ com o Queens of the Stone Age, tem uma grande idolatria pelo Pixies, o gigante da música alternativa.
Tanto o Homme quanto o Pixies, você sabe, estarão no SWU na segunda-feira, em Itu. O que muita gente não se recorda (ou não sabe mesmo) é que em 2005, na época do retorno do Pixies, o requisitado Josh apresentou um documentário especial sobre a banda na BBC Radio One.
Intitulado “Time for Heroes”, o programa teve participações especiais do Raveonettes, Liars, Nine Black Alps, do produtor Gil Norton e do jornalista Steve Sutherland e inclui também a primeira entrevista do Pixies no Reino Unido, que foi ao ar em 1992.
O Reading não vai passar batido. Durante mais um fim de semana, todos os olhos da boa música voltados para a Inglaterra. De hoje até domingo rola o Carling Weekend Festival, que literalmente para duas cidades: Reading e Leeds.
Primeiro dia de Reading ensolarado, mas com resquícios da forte chuva que caiu em boa parte da Inglaterra na quinta. O Reading costuma ser um festival mais atrativo pelos palcos “secundários” do que o Main Stage, que costuma ser bem “eclético”.
Nesse primeiro dia, por exemplo, passaram pelo palco principal de Gogol Bordello a NOFX, mas as duas atrações mais esperadas eram o Queens of the Stone Age (estamos contando os dias, Josh) e o Guns N’ Roses, banda headline que acabou criando problemas para o festival.
Não é novidade para ninguém a prática costumeira e farofa do Axl Rose em atrasar demais o início das apresentações do grupo. No começo da semana, Melvin Benn, promotor dos festivais de Reading e Leeds, deu entrevista na BBC avisando que não seria tolerado um atraso de Axl similar ao de 2000, quando o grupo demorou mais de duas horas além do previsto para iniciar seu show. Benn disse que seria seguido à risca o toque de recolher imposto pelos órgãos competentes locais e que em determinada hora os shows teriam que ser encerrados, sem um minuto a mais, pois isso poderia acarretar até no cancelamento dos dias seguintes do festival.
O show do Guns estava marcado para 21h30 e teria duas horas de duração. Mas Axl atrasou cerca de uma hora, o que já gerava diversos protestos do público, do qual boa parte se dispersou para outros palcos/tendas. Quando já era quase meia noite, a banda saiu do palco para o tradicional intervalo antes do bis e, para surpresa de todos, a organização desligou (e não religou) o sistema de som. Axl resolveu pegar um megafone e, acompanhado só pela bateria, cantou “Paradise City”. O set foi encurtado em quase meia hora e ele ameaçou cancelar a apresentação do grupo em Leeds, no domingo.
Três bandas destaques que virão ao Brasil neste segundo semestre tiveram shows elogiados. No NME / Radio 1 Stage, o Phoenix e o Yeasayer fizeram shows concorridos. No palco principal não teve para ninguém, nem para o Axl: o show mais transe do dia foi do Queens of the Stone Age. Acompanhei a transmissão pelo site da BBC e quase chorei como se eu estivesse lá na grade, com uma camisa escrito “Josh Homme é Deus”. Neste sábado, a escalação do palco principal estará bem interessante. Passam por lá o Cribs, Modest Mouse, o punk Libertines e uma tal de Arcade Fire.
Um aviso direto para você que não tem ingresso
Isso porque nem bem havia começado o festival…
O Phoenix, que enfrentou uns problemas técnicos no início do show, tem dois shows marcados para o Brasil em novembro
A molecada do Two Door Cinema Club, apenas com o álbum de estreia na bagagem, abarrotou uma das tendas alternativas do Reading e fez um dos shows mais concorridos do dia
Principal atração do SWU (não é?), Josh Homme e seu QOTSA fizeram um show como se o mundo fosse acabar amanhã
Axl Rose chegou atrasado e o show do Guns foi encurtado por causa do horário
++ VÍDEOS ++
++ TWITTER ++
@hannahnatasha Is off to Reading Festival 2010! Sleeping in a tent for 3 nights, covered in mud, having beer thrown over me, it’s gonna be awesome
@WillCouper I can’t even feign shock that Axl Rose acted like an ungrateful, disrespectful clod at Reading.
@TheycalledmeJay Gnr refusin to play leeds after trouble at reading, axl rose your a prick!
@_Ropitas Axl Rose belongs at Donington. Reading and Leeds don’t understand.
@cubamorgan Wow. Reading is heavy so far. The alcohol has cured my mangled foot. Phoenix were great.
@david_griffin83 Trying to ignore the fact that Reading is this weekend not helped by homepage off BBC being QOTSA at Reading. Lalalalalalnothappeninglalala
@jubartolassi Ontem eu chorei vendo o show ao vivo do QOTSA, os melhores tocando no reading festival *-*
@mattiebennett Reading. Day Two. QOTSA smashed it last night. G n R did not. Today’s highlights: Black Angels, Frank Turner and Arcade Fire. Bye!
@Clemency Highlight of Reading today was Mothibi and Joey doing a guitar and drum duet of smoke on the water in the #QOTSA dressing room
@seekingjess Perdi QOTSA até no Reading hoje. HAHA.
@Yagorb QOTSA no Reading foi um dos shows mais antológicos qeu eu já vi, e só foram 11 músicas. PQP.
* Este post vai crescer ainda com mais fotos, vídeos, impressões via Twitter de quem está lá ou quem está de olho, tipo a gente.
* O NOVO ARCTIC MONKEYS: NO VOCAL, JIM MORRISSON!!!!! - Uma “conexão uruguaia” botou a Popload em contato com detalhes do novo álbum da banda inglesa Arctic Monkeys, aquela. “Humbug”, o terceiro álbum do grupo que bagunçou a fronteira dos mundos virtual e real na música lá em 2005, só vai ser lançado em agosto. Mas o disco já causa o alvoroço da caça incessante nos milhares de BitTorrents por aí, desde que, sabe-se, chegou às mãos das sucursais da Warner (e EMI em alguns lugares no mundo todo), para ser distribuído a pessoas da indústria musical, jornalistas etc.
O primeiro single de “Humbug” é a deliciosa canção “Crying Lightining”, que no início do ano botei em vídeo aqui no blog, tirada de apresentação em janeiro do AM no Big Day Out, o gigante festival australiano.
Ouvi a música do CD novo por telefone (haha) e ela é idêntica ao que foi mostrado ao vivo na Austrália, no começo do ano. “Crying Lightning” é bem assim:
A letra é bem boa, inteira. Um trecho diz assim:
And your past times
Consisted of the strange
And twisted and deranged
And I hate that little game you had called
Crying Lightning
Em janeiro saiu publicado aqui, baseado no vídeo postado do Big Day Out, que “Crying Lightning” mostrava uma nova faceta de Alex Turner: cabeludão, musiquinha trippy, e terminando a música com um grito de “Crying” que mais parecia “Fireeeeeeeeee”…
Essa história se confirmou para quem já está ouvindo arquivos confidenciais de “Humbug”, com uma faca da Warner/EMI/Domino no pescoço e uma ordem judicial o esperando se a pessoa ousar vazar o disco.
Minha “conexão uruguaia”, que está “inconformado” com o “Humbug”, relatou que o disco do Arctic Monkeys vai ser assim:
“Quem espera peso por causa da produção do Josh Homme vai se decepcionar muito com o novo Arctic Monkeys. Se eles pegaram alguma coisa do Queens of the Stone Age, foi o climão, bem mais viajante, com camadas de som. Na primeira música o vocal está irreconhecivel! Não tem crédito aqui no que me passaram, mas eu nem tenho certeza que seja o Alex cantando! Parece o Jim Morrison, hahahaha.
Não consigo muito imaginar essas musicas novas em show. São climáticas demais. Tem momentos que as guitarras parecem do Portishead (mas nao em tooooooodos os momentos).
Não estou me conformando com esse disco. Tem umas canções que começam super Arctic Monkeys, aí viram outra coisa. Mas também não sei se isso é tão absurdo assim, se você pensar na evolução do primeiro para o segundo CD deles.
Tem uma música que parece os momentos mais Sabbath do Queens of the Stone Age. É uma dessas que eu falei, que começa AM e depois vira outra coisa. Chama “Pretty Visitors”.
Tem um lance também que é que a banda gravou 12 músicas com o Josh Homme e 12 com o James Ford (Simian Mobile Disco). Mas só tem faixas no disco. Então é possível que “Humbug” tenha, sei lá, uma ou duas produzidas pelo Homme apenas. Não tenho detalhes disso aqui.”
Um confuso áudio para a sabbathiana “Pretty Visitors”, tirada das apresentações oceânicas do Arctic Monkeys no começo do ano, está aqui.
“
De novo, a lista das músicas de “Humbug”, o novo disco do Arctic Monkeys, marcado para ser lançado primeiro no Japão, no dia 19 de agosto. Inglaterra e EUA, na semana seguinte.
“My Propeller”
“Crying Lightning”
“Dangerous Animals”
“Secret Door”
“Potion Approaching”
“Fire and the Thud”
“Cornerstone”
“Dance Little Liar”
“Pretty Visitors”
“The Jeweller’s Hands”
Aqui, para terminar este item Arctic Monkeys, você ouve a climática “Dangerous Animals”, que tem uns batidões bons.
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* “URUGUAJAS” - Primeiro algumas reclamações da minha “estréia” em Montevidéu, cidade que eu não conhecia: a internet uruguaia é esquisita e fraca. Mesmo nas lans. Mesmo nos hotéis legais. Tem site que abre, outros que não abrem. Que pasa¿ // Outra coisa: eu não caibo nos táxis preto e amarelo de lá. Em nenhum táxi. Tem uma divisória opressora de madeira que divide os bancos da frente (motorista) e a parte detrás (passageiros). Se você passa de 1,70m de altura, coitado dos seus joelhos. // Tirando isso, Montevidéu é belezura. Maior astral, maior gastronomia. Centrinho velho, calcadão gigante á beira do Rio da Prata. // O Uruguai todo está apaixonado por uma… lutadora de boxe profissional. Cecilia Comunales, a boxeadora gata. Ela ganhou uma luta importante dia destes na Argentina e mereceu um especial na ESPN. Nesta quinta à noite ela iria lutar em Montevidéu em busca de sua quinta vitória seguida como profissional. Mas tive que vir embora…
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* A JUVENTUDE DO SONIC YOUTH - No maior gás, o veterano e seminal grupo nova-iorquino Sonic Youth está forte no noticiário pop, sendo lançando vídeo novo, botando informativos legais no Twitter, dominando os blogs americanos ou tocando para milhões na TV americana. O grupo veio de uma turnê européia forte e agora embarca, a partir da semana que vem, em Chicago, num giro americano que só vai acabar no final do ano.
Nesta semana, lançaram o vídeo para a música “Sacred Trickster”, que está no recente disco deles, “The Eternal”. O vídeo mostra três meninas bonitinhas de peruca fazendo um terrorismo… colorido. Nada demais. O bacana está em duas performances ao vivo para a TV, uma virtual e outra bem real. Começando por esta última, confira a banda apresentando ao vivo a música “Sacred Trickster” no ultrabadalado programa do David Letterman. Depois, o grupo mandando a inesquecível “Schizophrenia”, de 1987, em performance especial para a Pitchfork TV.
* JANE’S ADDICTION: O QUE É BOM PARA A ARGENTINA É BOM PARA O BRASIL - Em Buenos Aires rola forte o papo de que Faith No More (já confirmado) mais Jane’s Addiction e Prodigy estrelariam o Pepsi Music 2009, no finalzinho de outubro/começo de novembro. Logo…
* BONDE DO ROLÊ & KOOKS - Sexta-feira agitada em São Paulo, com duas atrações internacionais, como não? A banda inglesa Kooks traz seu show bem decente para o Via Funchal, em apresentação única no país. Depois, a pedida é ir ao Studio SP, onde o quarteto Bonde do Rolê retoma o caminho dos shows para mostrar músicas de seu novo álbum, em fase de finalização.
A Popload bota você para dentro do show do Bonde no Studio SP, com uma camiseta de lambuja. O sorteio de dois (2) pares de ingressos + a camiseta para ver a banda indie mais famosa da história de Curitiba só vai rolar via email, no lucio_ribeiro@ig.com.br. Deixe certinho nome e telefone. Vou ligar por volta das 18h desta sexta para avisar os(as) vencedores(as).
A camiseta do Bonde, coleção novinha, é uma dessas aí abaixo, que a Laura está mostrando.
Além do show do Bonde, os DJs Chernobyl e Edu K farão as discotecagens da noitada indie-funkeira do Studio SP.
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* “URUGUAJAS 2″ - Artilharia pesada nas ruas por causa da eleição presidencial, que rola semana que vem no Uruguai. Corpo a corpo, outdoor, pichações em muro, bandeira nas casas, rádio, TV, bares, porta de estádio. O engraçado (para mim) é que um dos candidatos se chama José Mujica. Óbvio que sempre me lembrava do “nosso” José Mojica, o Zé do Caixão. Por isso expressões tipo “Mujica é mais segurança”, “Mujica para melhor o ensino”, “Mujica vai transformar o Uruguai em um país sério” me arrancavam um sorriso solitário nas ruas de Montevidéu.// Impressão minha ou a rádio da galera lá, a Futura FM, 91.1 (dá para ouvir na internet), só toca música indie uruguaia? Ou uruguaia, argentina, paraguaia. Enfim, indie-hermano. Ouvi bastante a rádio nos dois dias em que estive por lá. A programação era constituída de um blablablá em que os locutores passavam horas discutindo notícias e falando bobagens (imagino). Eles pareciam se divertir muito. Quando não era isso, tocavam muito rock independente latino. Cool.// No Uruguai, como é no Chile, a cachorrada anda solta e em bando. //
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* BOM…: Me enrolei na operação (é por uma boa causa), portanto a história da Suruba Indie vem no próximo post. Acabo aqui este, anunciando que a Ana Paula Monte, o Guilherme Melles e a Flavia Marina de Barros ganharam os ingressos + camiseta para irem ao show do Bonde do Rolê. Juro, mas juro mesmo, que divulgo os ganhadores do All Star e do celular da Motorolla no próximo post. E tenho dito.
Lúcio Ribeiro é jornalista de cultura pop. Edita o Popload e é colunista do “Caderno 2″ (Estadão), da MTV, das revistas “Capricho” e “Homem Vogue”. É curador do festival Popload Gig, já na terceira edição, e DJ residente dos clubes Vegas e Lions, além de viajar o Brasil tocando em festas de rock.