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29/04/2011 - 17:02

Oasis e Primal Scream em SP. Festival de documentários mostra o filme da Creation Records

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Começou ontem em São Paulo a terceira edição do In-Edit Brasil, Festival Internacional do Documentário Musical, que acontece nas salas do MIS, Auditório Ibirapuera, Cine Olido, Cinesesc, Matilha Cultural e Instituto Cervantes até o próximo dia 8 de maio. Entre 6 e 12/05 acontecerá a versão carioca no Rio de Janeiro. Ao todo, são mais de 70 filmes nacionais e internacionais, dos quais 60 são inéditos no circuito comercial.

Alguns dos destaques da gringa são “Keep on Running”, sobre a Island Records, “Do it Again” (The Kinks), “Gimme Shelter” (Stones) e “What’s Happening! The Beatles in USA”. Estes dois últimos foram dirigidos por Albert Maysles, que será homenageado durante o evento. Aliás, o filme dos Beatles que será exibido é o da primeira versão que nunca foi comercializada e que só pode ser exibida na presença do diretor.

Uma das produções mais aguardadas do evento é “Upside Down”, documentário que conta a história da Creation Records, um dos selos mais marcantes da história da música britânica, fundado na década de 80 pelo músico e produtor escocês Alan McGee, que tem como alguns de seus principais méritos revelar ao mundo bandas como o Jesus and Mary Chain, Super Furry Animals, Primal Scream e um tal de Oasis.

Além de relatos do próprio Alan McGee, personagens importantes das bandas que fizeram parte do selo como Bobby Gillespie, os irmãos Reid e Noel Gallagher também dão seus depoimentos, mesclados a entrevistas, programas de TV e shows da época. Quando o filme foi finalizado, McGee resumiu que a obra é “sobre um lunático que criou uma gravadora e que termina ganhando milhões de libras”.

O filme, dirigido por Danny O’Connor, será exibido neste sábado (30), às 21h, no Cine Sesc. O horário alternativo é domingo, 1º, às 19h no Cine Livraria Cultura 2. No Rio de Janeiro, “Upside Down” será exibido no sábado, 7 de maio, às 19h, no Unibanco Arteplex Rio (Sala 3).

“Upside Down” deve chegar às lojas no mês que vem em DVD e terá exibição mundial no mês de junho. A versão em DVD será acompanhada por uma coletânea especial com bandas que fizeram parte da Creation.

Especialmente no mês de maio, a Popload estará diretamente envolvida com dois expoentes do selo. Teremos Popload DJ Set nos shows do Teenage Fanclub em São Paulo (11, The Week) e Rio (12, Circo Voador) e discotecagem conjunta com Alan McGee, criador do selo, dentro da programação do Festival Cultura Inglesa no dia 27, no Studio SP.

Notas relacionadas:

  1. O amor e o horror. E vice-versa. (fora as datas do Oasis)
  2. London Calling: batom vermelho, peixe e fritas. O maior Reading Festival de todos. Ting Tings indo aí. La Roux fofura. O fim do Oasis? E muito mais (título provisório)
  3. Primal Scream tocando o Screamadelica e Jota Quest tocando o terror
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , ,
10/11/2008 - 16:21

The Ones I Love – Radiohead, REM e o Planeta Terra

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BREAKING NEWS RADIOHEAD
CHILE ANUNCIA DATA OFICIAL E JÁ VENDE INGRESSO; BRASIL E ARGENTINA CONFIRMADOS

O Chile começa NESTA TERÇA-FEIRA, dia 11, a venda dos ingressos para o show da banda Radiohead em Santiago, que acontecerá no estádio San Carlos de Apoquindo. A Argentina deve anunciar nos próximos dias a data da apresentação do grupo de Thom Yorke no comecinho de abril, para o Quilmes Rock Festival. A(s) data(s) do Brasil pode(m) ser ou entre Santiago-Buenos Aires ou logo após a passagem argentina da turnê sul-americana do Radiohead. Nos próximos dias devemos ter uma idéia mais clara de como se dará a etapa brasileira da tour mais esperada dos últimos tempos.
O site oficial da banda já entrega a confirmação oficial para Brasil e Argentina, apesar de não informar nada sobre datas e locais. A tensão continua.

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* Voltamos agora com a nossa programação normal…

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Ruby, Ruby, Ruby, Rubeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

* Respondendo a pergunta feita no post anterior: Foals!!

* Então ficamos assim: Rapture 2007, Foals 2008. Para o Planeta Terra 2009 fica a sugestão de “melhor show do ano que vem”: Friendly Fires (que nem tem performance ao vivo tão espetacular assim, mas até lá eles aprendem) .

* O Planeta Terra é um excelente festival? É. Ele tem problemas? Tem.

* TOP 5 POPLOAD – O CAP, Conselho Aleatório Popload, elegeu os principais shows do festival. Não reflete necessariamente minha opinião, viiiiu. Nem vi Breeders. Acho que o Animal Collective, mesmo com o som embolado do começo, merecia estar aí no Top 5. Mas preciso respeitar os conselheiros.

1. Foals
2. Breeders
3. Kaiser Chiefs
4. Spoon
5. Felix da Housecat

* AUMENTA ISSO AÍ - Rapidinho e antes das considerações gerais, eu achei o seguinte: do pouco que eu vi, a performance do Offspring, o patinho feio do festival, estava bem honesta. Assim como foi a da principal atração do evento, o Jesus & Mary Chain. O tempo se mostrou cruel para as duas bandas, mas a força das canções de ambos os grupos garantia o astral (força essa mais das músicas dos escoceses que da dos americanos, óbvio). Tanto Offspring quanto J&MC pareciam estar numa rotação mais devagar um pouco do que o gás que costumavam dar no palco no passado, mas um grande problema do Planeta Terra prejudicou as duas atrações, na minha opinião muito mais o grupo dos irmãos Reid. O som do palco principal era muito baixo. E um guitarrista como William Reid, cuja guitarra mudou o rock independente de certo modo, não podia ter o som de seu instrumento tão limpinho e equalizado no mesmo volume com o baixo e a bateria. É tipo trazer o Jimi Hendrix e não privilegiar a guitarra do cara. No grande show da volta da banda, no Coachella Festival 2007, foi exatamente o que fizeram: guitarra no talo. Gás no Jesus. Aí sim o Jesus & Mary Chain não ficou parecendo uma banda cover de Jesus & Mary Chain. No PT, foi um show bonito, porque as músicas são bonitas. Mas poderia ter sido tão bem melhor…
Detalhe: todas as bandas trouxeram seus técnicos de som ao Planeta Terra.

* PLANETA TERRA 2008 – O QUE VALEU. E O QUE NÃO…

- WIN:
- a correria para pegar o comecinho de um show legal (i.e., Foals) tendo que dispensar o hit no final de outro show legal (i.e., “ Just Like Honey” , dos Mary Chain). Ai sim deu a sensação de estar num festival de verdade.
- a estrutura continua campeã. O PT é “ O” festival. Pena que a Vila dos Galpões vai virar um shopping center e o Planeta Terra vai mudar de lugar.
- ver a alegria dos tiozinhos café-piu-piu a cada acorde do Jesus. Air Guitar em câmera lenta quase.
- Bloc Party bem mais animado que na Argentina, mas ainda bem mais desanimado do que a gente esperava.

- FOALS, esse sim, o melhor show do festival e, sem exagero, o show do ano (qual foi o outro show do ano mesmo? Hives?). Lotou a tenda indie, conquistou quem conhecia e quem nem sequer sabia que eles existiam. Incrível. Daí você sai do palco principal, com um Jesus quase operando por instrumento e com um público mais reagindo por nostalgia que empolgação, e cai ali, na tenda fervida do Foals. Cada um na sua, mas nunca um show foi tão na hora certa como esse. Começou com algumas cabeças se mexendo e terminou com a tenda inteira dançando. E a criançada estilo público Mallu Magalhães que sabia todas as letras? De onde elas vêm? A maior troca de energia banda-público-banda do festival.
- Bloc Party e Kaiser Chiefs tinham que ter tocado no palco indie, que é o lugar deles. Aí a coisa seria nervosa. Palco grande é para banda gigante. Enfim, não ia caber e não podemos ter tudo. Mas seriam outros shows.
- sair no finalzinho já meio capenga do Bloc Party e chegar a tempo de ouvir “Cannonball” no show do Breeders. Bateu um pequeno arrependimento de não ter ido antes. Kim Deal emocionada no violão e muita gente cantando junto.
- Kaiser Chiefs: apesar do som baaaixo demais, aglomerou a população flutuante do festival com uma seqüência de hits non-stop. Show quadradão e sem alteração alguma com o de Buenos Aires, mas divertido e intenso. Ok, a gente não precisava de tanto cofrinho exposto e o vocalista Ricky Wilson demonstrava um pouco demais o cansaço acumulado: a voz falhava, estava ofegante e quase que aquela calça skinny não aguenta tanto sobe e desce… Mas ninguém se importou com isso. Fechou bem o dia.

- FAIL:
- a correria para pegar o comecinho de um show legal (i.e., Foals) tendo que dispensar o hit no final de outro show legal (i.e., “Just Like Honey” , dos Mary Chain). Festival é assim…
- falta de sinalização clara nos portões de entrada e staff mal informado do lado de fora do evento.
- cadê os sorvetes Rochinha?
- o som baixo demais do palco principal. Dava até para marcar encontro pelo celular sem precisar berrar.

- desastre sonoro no show do Animal Collective, parece que causado por um integrante da técnica da banda. O que seria um dos shows do festival, acabou morno. O desencontro da mixagem no começo fez a banda perder umas três músicas do seu set. As duas primeiras canções saíram completamente emboladas e a banda tocou de mau humor e saiu espumando do festival. O Animal Collective já faz um show esquisito e fora dos padrões, mas aquilo foi esquisito “ from hell”.
- hummm. Spoon foi o show da vida de muita gente, como ouvi de amigos. Tenho até vergonha de dizer que achei bom-normal, às vezes arrastado.
- Bloc Party se desculpando pelo playback e por ter desrespeitado “an entire nation” por causa da farofada da MTV foi um pouco demais. Bastava ter feito um show mais empolgante e estava tudo certo.
- Offspring temendo exposição de rugas e proibindo as fotos do fosso dos fotógrafos.
- Transmissão do festival no site vazada nos telões do palco principal. Aquilo foi um pouco vergonha alheia demais. Aquele convidado bizarro era o Silvinho BlauBlau?? Erraram todos os nomes de música, quase. Até os nomes DAS BANDAS. Kaiser Chiefs virou Kaiser Chelfs, ou algo do tipo. Um cuidadozinho básico em que o festival vacilou.

* COBERTURA POPLOAD PLANETA TERRA – Textos: Lúcio Ribeiro e Ana Bean. Leitores convidados: Itaici Brunetti (texto) e Ulisses Barbosa (fotos).  Chinfras: Alisson Guimarães.

* FOTOS - Clicou nas imagens da galera?

blocpartyrio

Foto: Mariana De Biase

* ENQUANTO ISSO, NO RIO DE JANEIRO: BLOC PARTY – Aêêê sim, Brasil. O show esperto, indie, bem colocado que a banda Bloc Party fez no Circo Voador, nesta segunda, BOMBOU. Palco menor, banda animada, público “violento”. Tudo em seu verdadeiro habitat. Agora sim foi o Bloc Party que a gente conhece beeeeeeeeem. Olha a loucura. No sábado, show burocrático. Na segunda, histórico.


* REM – NÃO VOLTE PARA ROCKVILLE!!! -
O histórico REM encerra nesta terça sua turnê brasileira, em São Paulo, uma série de duas apresentações na cidade. Na noite de segunda, no bis, eles tocaram “(Don`t Go Back to) Rockville”, música que não chega a ser uma surpresa do setlist, mas é muito especial para quem acompanha a banda de Michael Stipe desde o começo. Ela chega a ser tão… especial… que até a assessoria do show nem colocou ela no email de divulgação à imprensa. “Rockville”, que nem é mais cantada por Stipe em shows, tem a voz do baixista Mike Mills e apareceu no bis do show de segunda no Via Funchal. Foi Mills quem fez a canção em 1984 para sua namorada, tentando fazê-la mudar de idéia e não retornar para Rockville, Maryland. Só este country-pop choroso já vale a ida ao Via Funchal nesta terça.

* De todo modo, tem as outras tantas músicas incríveis do REM. Tipo esta:

* CHEGA - Ia botar mais coisas pop aqui, inclusive uma promoção de camiseta cool. Mas fica tudo para o próximo post. Até!

Notas relacionadas:

  1. Feliz 2009, Brasil-il. Radiohead e Coldplay confirm…
  2. EVERYBODY HEARTZ
  3. Pergunta para você: Jesus ou Foals?
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , ,
07/11/2008 - 15:37

Pergunta para você: Jesus ou Foals?

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* Resolvi abrir um post novo, para fazer essa pergunta rápida. E aí, Brasil? Hein?!?

* REM em Porto Alegre, entrevista do Foals, a lista dos prováveis melhores shows do Planeta Terra, como o festival se prepara para receber suas 15 mil pessoas. E mais outras coisas. Se não estiver tudo aí embaixo já, uma hora hoje vai estar.

* PLANETA TERRA FESTIVAL: AS FOTOS, O PAJÉ, O FIM DOS GALPÕES – A Popload fez um tour nesta sexta-feira para conferir como estava a preparação final do festival Planeta Terra. Embaixo de chuva, deu para ver quase tudo pronto para o evento receber as 15 mil pessoas que esgotaram os ingressos da edição deste ano. O cenário está lindão, ainda mais bonito que o do ano passado. Uma pena que esta deve ser o último acontecimento do Planeta Terra na Vila dos Galpões. O local, já no ano que vem, vai dar lugar a um shopping center. Tenho aqui uma sugestão de novo lugar para o PT 2009. Anhembi!!!! Hahahaha, tô zoaaaaando.

* Quanto à CHUVA, como essa que despencou sexta no final de tarde, parece que não está assustando a organização do Planeta Terra. O festival teria contratado os serviços do Cobra Coral, também conhecido como Pajé, um sujeito que garante céu aberto e sem nuvens para qualquer evento que usa seu, digamos, dom. Figura conhecida no Carnaval do Rio, o Pajé, pelo que eu entendi, sobrevoa os locais solicitantes e joga alguma substância nas nuvens, “forçando” uma chuva na véspera, para limpar o céu para o dia seguinte. Bom, se foi isso mesmo, a chuva de sexta em São Paulo pode ter sido obra do Pajé. Juro que essa é nova para mim.

* O PLANETA TERRA, EM FOTOS - Veja como estão montados os palcos do festival de sábado. Aproveita, porque não vai dar mais para vê-los vazios assim.

O palco principal do Planeta Terra, que neste sábado recebe Jesus & Mary Chain e Mallu Magalhães

O palco indie, lugar onde vai acontecer os shows de Animal Collective e Foals

O galpão dance, em que o Mylo vai discotecar

* OS MELHORES SHOW DO PLANETA TERRA? Ninguém me perguntou, mas assim mesmo vou dizer. Popload e a expectativa dos cinco melhores shows do festival paulistano deste sábado.

1. Animal Collective - A coisa é maluca, fora de controle. Um show deles é punk, outro pode ser pop, às vezes é mais eletrônico que o Chemical Brothers. Pode ser calmo, pode ser violento. Mas é sempre intenso.
2. Foals - Parece um ensaio aberto. A banda vai experimentando sons, como se fosse uma jam session indie. Aí acha o ponto e solta no meio uma das músicas do seu brilhante “Antidotes”, o CD de estréia. Sim, eles tocam “Hummer”. Xi, Jesus.
3. Kaiser Chiefs - Além de as músicas, velhas ou novas, serem boas, Ricky Wilson é um misto de cantor e comandante de torcida. Não tem como ser ruim.
4. Bloc Party - A banda está meio esquisita. Playback desnecessário na TV, músicas novas ortodoxas, remédios para depressão, show morno na Argentina no final de semana passado. Mas ainda confio na banda e nos shows incríveis já visto deles.
5. Spoon - Acho que não tem como ser ruim, né?
6. Brothers of Brazil - Papito!!!!!

* JESUS? É VOCÊ MESMO? - Deixei a banda escocesa fora da lista para pagar para ver. É o grande nome do festival Planeta Terra, mas pode não ser o melhor show. Mesmo com toda representação da banda na minha humilde vida passada, acho que não vou ver a apresentação dos irmãos Reid inteira, porque perto dali vai estar tocando o Foals. Enfim. Escolhas… O J&MC tocou nesta noite de quinta no Peru. Set de 1h20, duas músicas novas. “Head On” foi a segunda canção do show, “Reverence” encerrou. Não teve I Hate/I Love Rock’n'Roll. Tocaram cover do Pink Floyd. O lugar era para 2.200 pessoas e perto de 1.500 viram o concerto. No rol das bandas antigas que voltam, o J&MC atual ficou no meio do caminho entre a energia juvenil do velho Pixies e a decrepitude triste do Echo & The Bunnymen. Confira o setlist do show da banda na quinta à noite. É a lista de músicas que eles costumam executar, mesmo. Não deve variar para o Planeta Terra.

* Aqui, Jesus & Mary Chain em ação nesta quinta à noite, no Peru, a última apresentação antes de São Paulo.

* Haha. Eu estava zoando com a história de a Mallu cantar “Just Like Honey” no show do Jesus. Mas eu já não me surpreendo com mais nada no rock…

* R.E.M. AO VIVO NO BRASIL – Confira “Everybody Hurts”, enviada à Popload pelo pessoal do blog Conversation, extraída do primeiro show da turnê brasileira no estádio do São José, também agora conhecido como “Zequinha Stadium”, nesta quinta em Porto Alegre. A banda de Michael Stipe ainda toca no Rio de Janeiro (HSBC Arena, 8/11) e em São Paulo (Via Funchal, 10 e 11/11).

* ENTREVISTA PLANETA TERRA: FOALS ENCARA JESUS EM SP - E o “show mais 2008″ do festival corre o risco de passar batido por causa de um “show anos 90″. Numa espécie de blasfêmia indie, a nova banda inglesa Foals desafia Jesus.
“Não me importo de estar tocando no mesmo horário que o Jesus & Mary Chain”, diz Yannis Philippakis, vocalista e guitarrista do Foals, em entrevista por telefone direto da Inglaterra. “Festival é assim mesmo. Chega a ser cruel ver bandas boas tocando no mesmo horário que outras. Mas existe sempre alguém para ver seu show, então é para essas pessoas que a gente vai se matar no palco.”


Foals em ação no Reading Festival deste ano. Você vai vê-los no Indie Stage enquanto o Jesus & Mary Chain estará tocando no palco principal?
Foto: BBC.co.uk

Uma das bandas mais interessantes da nova safra inglesa do cruzamento rock e dance, o Foals se apresenta no Planeta Terra às 20h30. Meia hora antes, o grupo escocês veterano e reformado Jesus & Mary Chain já vai ter iniciado seu segundo show em São Paulo, depois de ter tocado na cidade em 1990.
A diferença de formação das duas bandas britânicas é de 20 anos. Mas para o rock moderno do Foals isso não faz a menor diferença.
“Há pouco mais de um ano a gente não tinha um single lançado. Hoje já nos chamam para tocar em festivais grandes em lugares como o Brasil. Alguém aí deve conhecer nossa música, não é possível”, afirma Philippakis. “Quando penso nessas coisas em aviões eu acho muito assustador. Mas paro logo de pensar para não enlouquecer”.
Muito além da combinação do estilo indie + dance music, o Foals espichou sua música para um lado experimental, às vezes mínimo, às vezes máximo, progressivo, calculado, o que levou a banda à classificação de “rock matemático”.
“Isso é bobagem. Nem sei o que é rock matemático. Se existe uma definição que caiba ao nosso som é música caótica, direta e violenta”, tenta explicar o líder da banda.
O Foals lançou seu álbum de estréia em março deste ano, na Inglaterra, pelo hoje cultuado selo Transgressive Records. Chama “Antidotes” e tem produção de Dave Sitek, o músico da banda TV on the Radio que virou o “produtor do momento” na música independente. Nos EUA, o disco do Foals foi lançado em abril pelo histórico selo Sub Pop. Até chegar ao Planeta Terra, a banda circulou por muitos dos grandes festivais de música do mundo, como Glastonbury, Reading e Lollapalooza. Para fechar o ano, vem ao Brasil “desafiar Jesus”.
Está bom para uma banda que há pouco mais de um ano não tinha um single lançado, não?

* Não pensa que acabou.

Notas relacionadas:

  1. Feliz 2009, Brasil-il. Radiohead e Coldplay confirm…
  2. Qualé?!?
  3. EVERYBODY HEARTZ
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , ,
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