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21/06/2011 - 17:25

São Paulo bombando. Aqui tem show em galeria, museu, salão de baile de idosos, casinha, casarão, apartamento, livraria, loja e… cemitério

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Este texto abaixo eu escrevi há duas semanas só para o Caderno 2, do jornal “O Estado de S.Paulo”, mas a coisa toda já deu uma andada significativa boa, por isso resolvi dar uma atualizada e botar aqui na Popload. A história soa mais ou menos assim.

A banda inglesa Yuck, uma das revelações da nova música e destaque de grandes festivais do planeta, toca hoje em São Paulo na União Fraterna, um charmoso local de bailes para idosos na Lapa. Não é no Beco, não é no Studio SP, não é no Emme, Via Funchal, Clash, Citibank Hall ou qualquer outro tradicional “corredor” paulistano de bandas indies internacionais. É num salão de bailes da Terceira Idade.

Domingão besta passado, ali pelas 20h, na “ressaca” do Palmeiras goleando no Brasileiro, esperando o “Pânico” começar, resolvi sair do sofá e ir até o bairro do Cambuci, num casarão com grande quintal em que nos fundos tem um curioso puxadinho de dois andares. Em cima tinha um monte de beliche e a passagem para uma lage, dessas boas para pendurar a roupa lavada. Tinha várias toalhas secando ali. No andar debaixo do puxadinho, num cômodo com pé-direito alto, a banda gaúcho-carioca Brollies & Apples arrebentava a todo gás com seu electrogrunge sexy, vistas por umas 40 pessoas, embaixo de uma decentíssima estrutura de som e luz que abrigaria, na mesma programação, shows de um cara de Moçambique, a volta do famoso grupo paulistano Jumbo Elektro, Joe e a Gerência, bandas de Santa Catarina e Rio Grande do Norte. Eu estava na Casa Fora do Eixo, a sede da entidade agitadora e aglutinadora que monitora bandas e festivais do país todo e aos domingos faz um churrascão com cerveja e pencas de bandas relevantes para a cena.

Onde eu quero chegar:

Os ares da nova música, quando ela surgiu no começo dos anos 2000 graças às revigorantes guitarras de Strokes e White Stripes, não eram muito bem respirados numa cidade noturna infestada por notívagos chamada São Paulo.
Uma nova era para a musica independente estava tomando forma e os que se sentiam impelidos a (1) deixar de caçar os tais mp3 no Napster, (2) interromper as conversas definitivas nas salas virtuais de discussão pop (3) e desligar o computador para sair na balada atrás da “nova ordem” rodavam, rodavam, rodavam e caiam sempre no mesmo endereço: um bar-muquifo na Rua Augusta, onde o DJ era colocado num vão embaixo da escada e as bandas num palco (?!) onde mal cabia a bateria. Se a banda tivesse mais que três integrantes, então, o quarto elemento tocava no chão, ao nível do público.

Corte para 2011. Há pouquíssimas semanas, na mesma Rua Augusta, TRÊS novos endereços para a música independente (seja ela hoje em dia o novo e velho rock, a nova eletrônica, a nova MPB, o indie-fashion e todas as misturas possíveis e as inimagináveis desses estilos) foram inaugurados. Os clubes/bares Beat Club, The Society e Caos se juntam aos novíssimos Lab e Beco SP, mais os “velhos” Vegas, Studio SP, Inferno, Outs, Tapas, para compor uma rua musical que nem Londres tem. Nem Berlim tem. Talvez só Austin.
Aí você vai além da Augusta e coloca Clash, Lions, Casa92, Bar Secreto, Milo, Alberta, Glória, Neu, Estúdio Emme, Funhouse, DJ Club, Dorothy Parker, Alley, Sonique, Container e vários outros. E então está composta a São Paulo à noite, independentemente falando, indie-eletronicamente falando, enfim, (nova) musicalmente falando.

Essa movimentação cosmopolitana noturna incontrolável, aliada às outras fortes manifestações culturais da cidade e ao momento econônimo, ecológico futurístico do Brasil fez São Paulo abocanhar o número um do cada vez mais reconhecido Ranking Zeitgeist da Hub Culture na edição 2010. Significa dizer que São Paulo foi eleita a principal cidade no mundo para se estar hoje. Na frente de Berlim e São Francisco, respectivamente segundo e terceiros colocados.
Lembra 2001/2002, né? Orbital, o DJ debaixo da escada e o palco que não cabia a banda toda?
Pois é. Tem muito mais. E agora vem o curioso de toooooda a história.
São Paulo não se contenta com o “boom” de bares, clubes e casas de shows dos últimos dez anos. Vai muito além. Acompanhe:

* a nova música no salão de bailes de idosos – hoje, no União Fraterna, show da banda indie britânica Yuck, evento fechado, festa privada de uma grande marca de material esportivo.

* a nova música no Cambuci – Enfileiramento dominical de bandas independentes brasileiras num puxadinho do casarão da galera do Fora do Eixo. Cerveja de graça.

A banda Brollies & Apple, que toca em julho no festival indie-gigante Porão do Rock, em Brasília, se apresentando domingo passado nos fundos da Casa Fora do Eixo, no Cambuci

* a nova música no museu – No começo deste mês, o MIS – Museu da Imagem e do Som, recebeu o DJ, produtor e compositor alemão Lopazz, para ocupar a área externa verde do museu, ao pôr do sol, na sétima edição do projeto Green Sunset, iniciativa “alta cultura” que está lotando cada vez mais.

O DJ francês Joakim tocou na área verde do MIS, em maio. Foto do Charroni

* a nova música em casa – Aqui é mais dentro de casa que a Casa Fora do Eixo, pensa. No sábado passado, o Cantor Mudo e a Sonora Vaia se aprentaram na Casa do Mancha, na Vila Madalena, em São Paulo. Isso mesmo: você paga ingresso, entra na residência do Mancha, pega uma bebida no bar montado no quintal do Mancha, arruma um lugar na sala e fica vendo (se der) a banda tocando no quarto. Dá para ver também da varanda, pelo lado de fora, se você achar um espaço perto da janela. Os shows na Casa do Mancha começam lá pelas 19h, não muito tarde. Porque o Mancha tem que dormir depois. No domingo teve show do Jair Naves no quarto do Mancha. É o literal indie domiciliar.

* a nova música no apartamento – Outra nova sede da música independente é o Apartamento Oitenta, situado no Baixo Augusta, que recebeu recentemente shows de Nevilton, Pelico, Los Pirata e, na última sexta-feira, teve Rafael Castro e os Monumentais.
Você chega ao prédio e toca a campainha do interfone do duplex de cobertura no número 80. Se a capacidade do apê não tiver ultrapassado 120 pessoas, vão deixar você pegar o elevador e subir. Ali você paga e entra. Tem show, DJs, um quintal bonito… Enfim, uma festa indie no apê.

Show recente do Rogério Skylab no Apartamento Oitenta, no Baixo Augusta

* a nova música na livraria – Tem o que tem em uma livraria: livros. Mas tem também shows, DJs, exposição de fotos, encontro de fãs de HQ, vende CDs de bandas independentes e outros “negócios” culturais. Amanhã, na denominada Livraria da Esquina, estão marcados shows das bandasLouye e S.U.N. A Livraria da Esquina fica na Barra Funda.

* a nova música na loja – No último dia 27 de maio, a banda indie Cabana Café se apresentou em show gratuito na loja American Apparel, grife americana de moda jovem que de dois em dois meses mais ou menos bota uma banda nova para tocar dentro de sua loja. Afastam-se os varals de roupas, guardam alguns dos manequins para o público não botâ-los para dançar e encosta a banda na vitrine principal. Rua Oscar Freire.

* a nova música na galeria – Inaugurado em 2009 como uma galeria de arte independente, o Espaço +Soma logo foi criando a fama de “espaço cultural multidisciplinar” para dar lugar, entre as obras, à nova música e afins. Com calendário musical esporádico mas intenso, o +Soma recebeu no último dia 28 de maio o DJ set do músico americano Questove, importante nome do hip hop americano de ontem e de hoje, seja como baterista ou produtor. Neo-soul na neo-galeria, que já foi frequentada por Michael Stipe e recentemente abrigou show pocket de Lou Barlow (Sebadoh, Dinosaur Jr).

* a nova música no cemitério – Não tem um mês, a dupla inglesa agora banda Fujiya & Miyagi apresentou suas novidades eletrônicas em uma balada armada na Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte paulistana. Se o endereço já causa estranhesa no circuito “normal” de shows e baladas, o que dá para falar, então, quando se sabe que a apresentação foi no cemitério local? A ligação da música viva com o mundo dos mortos é de responsabilidade do núcleo Voodoo Hop, agitadores culturais que criam eventos artísticos atípicos no Brasil todo, sempre com o endereço da festa mantido sobre sigilo até poucos dias antes do evento, quando não no próprio dia. Divulgada no sistema boca-a-boca (real ou virtual), a Voodoo Hop atua principamente em algum lugar inusitado de São Paulo. 200 pessoas enfrentaram os 10ºC para ver o F&M tocar no cemitério. A festa era chamada Cinetério.

Notas relacionadas:

  1. Que beleza! The Drums em São Paulo em abril, fechado. Devendra Banhart também deve vir
  2. Yuck em São Paulo! Semana que vem!!
  3. Vinte minutos de Cribs em São Paulo
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , ,
10/06/2011 - 17:19

O Melhor do Twitter – edição do Cancelamento, do Esgotamento, da Despedida

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* Nem tudo está perdido. Não tem Cut Copy, mas tem O Melhor do Twitter, que se você pensar bem é um “cut” e depois um “copy”. Ok, ok…

Falando em “copy”, parece que tem outros sites, blogs e portais fazendo seu “melhor do Twitter”. Ficamos lisonjeados.
E que semana esta, hein? Despedida do Ronaldo, o Brasil na Copa, o esgotamento do Planeta Terra enquanto ingressos de festival, a porra do vulcão do Chile, o Cut Copy cancelado no Rio, o Cut Copy cancelado em São Paulo, a incrível guitarrinha do Google, a guitarrinha do Google usada para o mal, o Eduardo, a Mônica, mais da Banda Mais,  o iPad dos Jetsons, os manos hipsters e os descolados do hip hop.

Cacete, esta semana está fuego!

@malvados Encontrei o Zeca Camargo caminhando no Jardim Botânico no final de semana. Não cobrei o cara.

@lulusupertop Lucas excluiu a redetv da minha televisao desde dezembro nem tinha reparado

@LucasLvp Imagina que loco o Kurt Russell e o Ben Harper formam uma banda cover de Nirvana chamada Kurt com Ben.

@Lord_Voldemort7 If you play a Ke$ha song backwards, you hear messages from Satan. Even worse, if you play it forwards you hear Ke$ha.

@claudiotognolli Frio e dez graus nos Jardins: governo de merda

@inagaki Liguei a televisão só pra entender a piada alastrada nos TTs de que a Fátima Bernardes está fantasiada de Olivia Palito. É, faz sentido. :)

@jampa Quando me pedem um viral, eu espirro. RT @bjomeliga: O viral que deu mais certo no mundo foi a gripe.

@netorodrigues Digito “festival planeta terra” na Tickets For Fun e aparece “Hermanoteu na Terra de Godah Pré-Venda”. Não era bem isso que eu queria, sabe

@idioteque123 A timeline começa a ficar tensa com o início das vendas dos ingressos do planeta terra VAMOS ACOMPANHAR

@nathaliailovatt Mas eu nem acordei e os ingressos do planeta terra já chegaram no segundo lote

@leoeoleo Segundo informações de @dardenne, a filosofia do Planeta Terra é simples: primeiro lote = um ingresso, segundo lote = dois ingressos

@lucioribeiro Os ingressos cabiam na penteadeira, parece

@nananeri Planeta Terra esgotado no site do Tickets For Fun #QUEROVERNACOPA

@tubets ACABOU, ACABOU, É TETRA! RT @superoito: Segundo o @lucioribeiro, os ingressos do #planetaterra esgotaram.

@FabioRex E já pensou se Pepê e Neném são confirmadas para o Planeta Terra e você que comprou o ingresso antes delas serem anunciadas?

@jsebba Liam Gallagher e Julian Casablancas: em meia hora de sinuca você se movimenta mais do que os dois somados depois de 1h30 cada no palco

@naati_ WE ARE MAD FER IT!

@cherguevara Podem confessar, essa sangria desatada é só pra escrever “ingresso do terra garantido” no caption da foto do comprovante, né?

@_cecilialara PLANETA TERRA U AINT NO PAUL MCCARTNEY OK

@flaviadurante Pq agora chamam todo mundo de hipster?? quem fica em fila pra comprar ingresso é indie! hipster só vai se tiver vip!

@Nilda Carnastrokes edição 2011 garantido

@tiposdehipster Hipster que vendeu a coleção de Lomos pra comprar o ingresso do Planeta Terra e descobriu que tava esgotado.

@nananeri Se tá essa confusão pra conseguir ingresso pro Terra por causa dos Strokes magina se eles ainda fossem bons como em 2000-2005 né?

@daialeide AÊ, MARCHA CONTRA A @t4f NO PRÓXIMO SÁBADO NA PAULISTA

@flaviadurante Indies Sem Terra (IST) estão tentando organizar um festival paralelo utilizando crowdfunding http://on.fb.me/ku7kYJ

@tiposdehipster Cancelamento do show do Cut Copy no Rio, e esgotamento dos ingressos do Planeta Terra causam terremotos de magnitude 9.8 na escala Hipster

@pedrobeck O Planeta Terra continuará por aqui amanhã, amigos

@notaspradiscos Temporada de shows na cidade = por que vocês não param de ser coitados?

@mitsudiz O segredo de não esquentar a cabeça com compra de ingressos é simples: não goste de nenhuma banda. Comigo funciona.

@faabio Primeiro lote da restituição do imposto de renda este ano foi mais falso que o de ingressos pro planeta terra :(

@bomdiaporque Esse papo de voo cancelado por causa de vulcão me parece ser inveja que a América Latina tem dos europeus.

@LucasLvp Minha namorada pediu pra eu ensinar ela a tocar violão, devo me preocupar com as possibilidades dela virar sapatão? Alguém tem estatísticas?

@joaomarcio O que mais me chocou nessa história do Wolf Maya ser condenado por racismo é descobrir que o nome dele é WALFREDO JUNIOR.

@timjonze I constantly listen to two songs playing simultaneously and don’t notice until the end. What does this say about modern music?

@doassis Orquestra de (google) les paul: http://www.youtube.com/watch?v=nXMz_1VH0vs

@GenteCuriosa Combinación de teclas para tocar “Happy Birthday” : qqwqre qqwqtr qqoutr iiutyt . En el teclado de Doodle de Google.

@kikedii “Hey Jude” en Google #Doodle! 53 3562 2348 875654 566 6987865 12365 54321

@ricapancita NÃO PERCAM MINHA APRESENTAÇÃO TOCANDO CLASSICOS NA GUITARRINHA DO GOOGLE AMANHÃ NO STUDIO SP A PARTIR DAS 21H #CEDOESENTADO

@ricapancita MINHA VIDEO-AULA “GUITARRINHA DO GOOGLE INICIANTE” TÁ SAINDO EM DVD TB ACOMPANHA CD COM TEMAS DE BLUES PRA VC PRATICAR O SOLINHO

@lucasbraga Oração da Banda da Cidade 987 5765357 5765356 676767676797 676767676797 65677 57656567 57653265 #googledoodle

@danielsavio Pato Fu anuncia que próximo álbum será gravado inteiramente com a guitarra do google

@nananeri MAIS DE 50 MÚSICAS PARA TOCAR NO GOOGLE DOODLE – http://t.co/or9USA2

@taticont Comercial da Vivo com Legião Urbana é a nova Banda Mais Bonita da Cidade da semana? É isso, produção?

@Tonkiel Eduardo e mônica uma música que faz apologia a pedofilia (eduardo tinha 16)

@FabioRex Se encontraram no parque da cidade, a Monica de Malu e o Eduardo de Camelo.

@oimperador A Mônica explicava pro Eduardo coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar VAI PLANETA!

@vyktorb O eduardo achou estranho e melhor não comentar mas a mônica era mais gorda que no avatar do twitter

@Raphildis A monica fazia medicina e falava alemão mas duvido que sabia a diferença entre o charme e o funk

@doni O Eduardo acabou com a vida da Mônica.

@victorleal1 Eduardo e Mônica? Acho que Tempo Perdido tinha mais a ver com a Vivo.

@celsodossi Eduardo e Mônica ficaram tão apaixonados que acabaram trocando os celulares para TIM, só pra falar de graça à vontade o tempo todo.

@rebiscoito Repensando a senha que coloco pra abrir o iPhone. Com ela, nunca terei a chance de conhecer um Eduardo como no vídeo da Vivo

@diboua Impressao minha ou a Monica tava na marcha da maconha? http://bit.ly/iWYCfj

@amaurigonzo Filme de “Faroeste Caboclo”. Filme de “Eduardo e Mônica”. Amigo gay pergunta quando vai ter versão hardcore de “DANIEL NA COVA DOS LEÕES”.

@mrguavaman Vocês aí reclamando: poderia ser um clipe de ~faroeste calaboc~. Pensem nisso.

@LuCardoso72 Sei não, mas ouvi boatos de que estariam fazendo um clipe de “Bichos escrotos” pro aniversário de 200 anos da DD Drin.

@caffarena Quem diria que o Eduardo e a Mônica frequentavam o @zcarniceria e o @lionsnightclub, hein?

@FabioRex Cebolinha e Mônica eram nada parecidos, ela tinha uns dentão e ele falava tlinta e tlês.

@tiposdehipster Se fosse hoje em dia, a Mônica seria lomógrafa, blogueira e analista de social media, e o Eduardo faria Administração na FAAP #mônicahipster

@tati_bernardi A banda mais bonita da cidade se mata com o melhor bolo de chocolate do mundo após Eduardo e Monica virar o assunto mais discutido do país.

@oimperador Galera só uma ideia para acabar com as marchas: vamos prender o vão livre do Masp.

@amaurigonzo Num entendo vocês – porque o Die Antwoord era ficção engraçada e o Odd Future é REALIDADE DAS RUAS?

@danielganjaman Calouros que sempre curtiram rock inglês/americano e agora manjam de rap porque ouvem Odd Future, Das Racist e Tyler, The Creator. #Hipsters

@cirilodias O rapper era hipster mas não era hipster e agora o hipster virou rapster e o rapper não gosta do hipster que virou rapster

@rodrigosalem Eu seria bem idiota se falasse “Gente que nasceu na quebrada e ouve Belle & Sebastian, Strokes e Radiohead”. Fica a dica.

@fczuardi Aliás… na festa junina, como diferenciar alguém fantasiado de caipira de um hipster que usa bigode e camiseta xadrez por vontade própria?

@camilorocha Vamos começar a campanha JACK JOHNSON GO HOME? Se a gente não se cuidar, ele vai acabar tocando com A Banda Mais Bonita da Cidade

@NMENewsFeed Indie website Pitchfork.com to be subject of new movie http://dlvr.it/VhlhN

@alemaouc O pianista do shopping crystal tá tocando clocks do coldplay. no mundo ideal começava agora uma flashmob c todo mundo cantando quero te dar.

@waynecoyne Cool package!!! 3 new songs motherfuckers!!!!! http://t.co/3cwgmmG

@g_jareta Eu tenho orkut, e você que tuita foto de cebola frita do Outback no instagram?

@nandofeitosa O Robinho tá parecendo a Grace Jones!

@prosopopeio Como um país que não consegue nem fazer um gol arranjado na despedida do Ronaldo quer sediar uma copa do mundo?!

@aperteoalt O Brasil joga no esquema TODOS CORRE.

@danieldias Esse lance agora do galvão gritando “OLHA A CHANCE DO BRASIL” seguido de um toque errado resume toda a história do país

@tiposdecoxinha Coxinha que foi procurar o poema que o Galvão declamou na despedida do Ronaldo para postar no Facebook.

@silvioluiz Q PENA O GORDO MERECIA UMA FESTA MELHOR

@LucasLvp Dizem que a câmera engorda. Então, acho que o Ronaldo comeu umas 5.

@etironi Sei não, mas as obras para a construção do time da Copa estão meio atrasadas, não?

@inagaki No ritmo em que Ronaldo está dando essa volta olímpica, a Globo vai tocar “Deixa a Vida me Levar” valendo por várias reencarnações.

@terciors Alguém precisa avisar pro Ronaldo acelerar essa volta olimpica. O metrô fecha 00h18, vai ter gente voltando a pé pra casa.

@pedrobeck A volta olimpica que vai dar a volta no Ronaldo.

@momezzo Chega Ronaldo, vc vai ficar todo assado!!

@aperteoalt O término da volta Olímpica do Ronaldo foi programado para coincidir com a cerimônia de abertura da Copa no Brasil.

@gpoli Começou dentinho, brilhou cascao, terminou monica

@microcontoscos As 10 coisas que ninguém viu na despedida de Ronaldo – http://migre.me/50wJ7

@aalyssonbr Aí o Ronaldo encerra a carreira com um “BEIJO DO GORDO. MUAH!”.

@mitsudiz Crowdfunding nenhum pagaria um jogo desses

@ricardolombardi O jogo mais horrivel da cidade.

@justplay Uma rede social para as pessoas comentarem o que está passando na TV naquele momento.

@ibere Por que homem bombadão quando está falando no celular levanta o cotovelo até a altura dos olhos?

@malvados Uma praga da propaganda é o mascotinho. Acho feijão, computador, celular e papel higiênico com perninha e bracinho CAFONA DEMAIS.

@dearblankplease Dear Selena Gomez, Somebody told me you had a boyfriend who looks like a girlfriend. Sincerely, The Killers. http://lil.as/4m1

@popmatapoesia A gleisi hoffmann tem cara de atriz de seriado norteamericano em que a trama se passa em um hospital

@BartBarbosa Não tenho iPad, iPod, iPhone. Sou do tempo em que “Apple Store” era só uma barraquinha de fruta na feira

@LucasLvp Fiquei sabendo que as lojas da Apple são climatizadas com ar condicionado. Ninguém pode abrir Windows.

@georgemacedo Minha relação com balada é assim: quanto mais perto chega do horário, menos vontade eu tenho de ir

@_LuckyBastard: Então teve o Cut, o Copy, mas faltou dar o paste. (dsclp)

@superbeat: me falaram q A Banda Mais Bonita da Cidade vai substituir o Cut Copy hj a noite

@wly_bhz Yes! Agora tenho chance de vê-los. RT @rraurl: show do Cut Copy em SP foi cancelado.

@NicDuarte eu aqui, com frio, dor de cabeça e fome e esses hipster do caraio reclamando de show de Cut Copy

@luciocaramori EXCLUSIVO: Cut Copy teria cancelado show por causa da concorrência com a festa Lucioland! #amarelaram

@joaopaulotozo Cut Copy cancelou. To contando os minutos pra aparecer algum mané pra dizer que isso “só poderia acontecer no Brasil mesmo”.

@dgdgd Cancelamento do Cut Copy não afeta hipsters. Eles já são afetados. E sofriam as consequências de um cataclisma q ainda nem chegou ao Brasil.

@davirocha Nada contra programas de qualidade de vida, acho ótimo, mas o que vai ser dessa geração sem desenhos todo dia de manhã na TV?

@lmegale A tecnologia de radares de São Paulo é dos Jetsons. A do asfalto é dos Flintstones

@MarcoBezzi O iPad dos Jetsons. http://t.co/ZfYtuHA

@chicobarney Fala muito sério que o filme do humorista-conceitual Bruno Mazzeo é basicamente a mesma história de American Pie?

@crisdias Angry Birds em 3D offline (ou seja, ao vivo) http://t.co/N1SRRL6 Arquivar em “ideias que eu queria ter feito”

@JotaJotaJunior A pior hora para se ter uma ataque cardiaco é durante um jogo de mimica! – palavras do meu avô!

@LucasLvp Ser famoso no twitter é tipo ser rico no Banco Imobiliário.

@realMORTE Sarampo voltando com tudo. Velhos clássicos não morrem jamais.

@Eddiemasses Eu Nintendo como você pode ter uma Atari por aquele sujeito, você só pode estar Sega.

@taticont Radiohead, Pixies, Smashing Pumpkins, Belle and Sebastian e CSS na trilha sonora do Globo Mar. Tem que ver quem é esse indie aí.

@silviolach Um dia todos as celebridades vāo ter 15 minutos pra sair da fama.

@zambinos Poucos sabem mas o primeiro nome do galvão bueno é sandro

@marcelorodrigo A vida é muito curta pra ficar removendo USB com segurança

@jadekdd BALL CONCERT ((SHOW DE BOLA))

@GabrieLouback “imagine there’s no twitter. it’s easy if you try”

@faabio Popload tendência: RT @g1 Assuntos do dia no Twitter – quarta-feira, 8/6/2011http://glo.bo/iN7e6I

Notas relacionadas:

  1. O Melhor do Twitter – edição “Billy Corgan is such a lazarento”
  2. O Melhor do Twitter – edição Planeta Terra
  3. O MELHOR DO TWITTER – edição TODOS OS SHOWS E UM “NO-SHOW”
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , ,
06/10/2009 - 13:59

Girls

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So sentimental. Not sentimental no!

Ok. O “efeito Múmia” me trouxe umas duzentas novas adesões no Twitter e umas outras centenas no Facebook em DOIS DIAS. Isso me assusta mais que o susto em si. Whatever, hahaha.

E também me leva a pensar: a MTV é tão popular assim entre “os jovens”? Não, o Twitter e o Facebook é que são.

nirvana

* CAN YOU FEEL MY LOVE BUZZ? - Um dos discos mais incríveis e cheios de energia feitos pelo ser humano, o álbum “Bleach”, o primeiro do Nirvana, faz 20 anos neste ano e vai ganhar um relançamento de luxo em novembro.
A lendária gravadora Sub Pop, de Seattle, vai recolocar no mercado o disco, no formato CD e em um vinil branco, com um bônus absurdo: um show inteiro da banda em Portland, em 1990, mixado agora pelo renomado produtor Jack Endino, o mesmo que botou sua assinatura na feitura do “Bleach” lá em 1990, quando era meramente um “produtorzinho local”.
A Sub Pop disponibiliza, como aperitivo, a fantástica versão de “Scoff” do show de Portland. Nirvana no mais puro gás, a guitarra de Cobain gritando, a bateria estraçalhando como se fosse o último show da história, Novoselic provavelmente sangrando os dedos para acompanhá-la no baixo, Cobain com uma voz juvenil berrando “Gimme back my alcohol” como se não houvesse amanhã. Que banda!

* ADVENTURELAND - Acaba de chegar direto ao DVD, pulando a etapa “cinema” no Brasil por algum motivo sinistro que até entendemos, mas não entendemos, o filme “Adventureland”, produção indie americana deste ano que já virou cult nos EUA e Europa.
O filme, sobre amores de verão, também pode grosseiramente ser descrito como a história de um moleque nos anos 80 que precisou levantar um dinheiro em um parque de diversões onde ele não podia deixar ninguém ganhar o urso de pelúcia na corrida de cavalinhos. E o que o Lou Reed tem a ver com isso? E o que a boneca Kristen Stewart (a heroína de “Twilight”) tem a ver com isso?

Só como registro barato de inconformismo: “Adventureland” é dirigido por Greg Mottola, que fez os deliciosos “Daytrippers” há alguns anos e “Superbad”, mais recentemente.
Cita Judas Priest, toca “Rock Me Amadeus” do Falco, mistura Velvet Underground, Cure e Crowded House, tem a Kristen usando camiseta do Husker Du.
E, enquanto só agora chega ao Brasil e só no DVD, passou lindo nos cinemas argentinos em junho.
Não dá.

* PROMOÇÃO PLANETA TERRA FESTIVAL: SONIC YOUTH, PRIMAL SCREAM, IGGY, MAXIMO PARK, METRONOMY E VOCÊ - A Popload deu a largada no sorteio de DOIS PARES de ingressos para o festival PT, que acontece no dia 7 de novembro no Playcenter, em São Paulo. Concorra mandando seus pedidos nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. E já disse: por favor, não faça como a menina vencedora do ingresso do Franz Ferdinand, que quase teve um infarte quando recebeu meu email avisando do resultado. Não sou adepto da filosofia de que leitor bom é leitor morto, hehe.

* A MÚSICA MAIS BACANA DO MUNDO HOJE 1 – Não é porque um monte de gente decente (Crookers, Fake Blood, Peter Bjorn & John e pelo menos uns dez outros bambas) está remixando a música “Animal”, da banda sueca Miike Snow, que eu acho a canção um sopro de alto astral no pop atual.
Nem é pelo vídeo… singelo… que eu gosto desse “reggae sueco” (!).
Nem liguei quando, nas últimas viagens à Inglaterra, eu escutei a música 100 vezes por dia.
Talvez seja o refrão em que o vocalista barbudo usa falsete para dizer “I change shapes just to hide in this place but I’m still, I’m still an animal”.
Ou o comecinho que o cara diz havia um tempo em que o mundo dele era só “Daaaaaaaaaaaarkness, darkness-darkness”.

* A MÚSICA MAIS BACANA DO MUNDO HOJE 2 - Esta aqui é nossa velha conhecida, talvez a música que eu mais toquei em pista neste ano. Mas como a minha amiga Manu foi a um show deles em Atlanta, Georgia, e captou esse vídeo absurdamente feliz, a gente bota aqui uma das canções favoritas do ano, fácil. “Think less but see it grow. Like a riot, like a riot, ooooooooooooooooh!”

* A MÚSICA MAIS BACANA DO MUNDO HOJE 3 - Lembro que em maio, em Brighton, no festival Great Escape, eu tentei entrar num show tipo o do Charlatans (não lembro ao certo) e não consegui. Olhei a programação para ver outra coisa e vi que ia rolar perto dali, num clube do tamanho da pista da Neu e com uma pilastra no meio para “facilitar” a visão, o show da banda Girls, de San Francisco. Os blogs americanos vinham sendo muito generosos com o Girls (que ao contrário do que o nome indica são dois caras e uns colaboradores fixos, todos machos, para a versão ao vivo) e eu pensei: vou lá. Hoje, de tanto que se fala do Girls, a reencarnação jovem e indie do Elvis Costello, para reverberar o mínimo que dizem deles, a banda jamais tocaria num clube pulgueiro como aquele de Brighton, em que nem cabia no palco baixinho (um deles ficou tocando no chão), não tinha camarim nem para deixar as mochilas e os cases de guitarra.
Hoje o Girls é uma das bandas novas mais faladas da blogosfera. Há duas semanas lançaram seu primeiro álbum, chamado… “Album”, que diz a lenda foi inteiramente composto pela dupla líder da banda em “estado beeeem alterado”.
O disco é aberto pela ótima “Lust for Life”, que a gente fala aqui há tempos. Mas essa “Laura”, a música dois do álbum “Album” (sorry…), é uma belezura.

O nome Girls da banda deve ter sua razão nas amigas dos seus integrantes, que ilustram todos os vídeos do grupo e não são poucas nem feias.
E, no meio de tantas garotas, óbvio, tem uma, “the one”, a Laura, esta da música. O vocalista lembra bem dela na hora em que lava a roupa suja, na letra, esta da música: “She’s a bitch, I’m an ass”.

E veja o “fun fact” do primeiro comentário deste post, aí embaixo, escrito pelo Pedro Hollanda.

* FESTIVAIS LÁ E AQUI - Lá. O gigantesco Glastonbury 2010, que ninguém sabe quem vai tocar e vai ser realizado mais ou menos daqui a 10 meses na Inglaterra, já tem todos os seus ingressos esgotados. Sold out! Foram 180 mil ingressos consumidos em pouco menos de 15 horas.
Aqui. O festival About Us, que acontece em novembro em São Paulo, uma boa idéia com uma péssima curadoria, periga ter o pior line-up de todos os tempos em qualquer lugar do mundo e desde a realização do Woodstock, em 1969: Sting, Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes e Lenine. O engraçado é que é um festival cujo lema é a “construção de um mundo melhor”.

* A MORTE E O RENASCIMENTO DO INDIE… E DO EMO - Continuando o papo começado no último post, o que eu tenho a dizer é:
- O pessoal da Funhell, balada de quarta-feira do clube Funhouse inclusive em que eu…, pede para este blog desmentir a história de que eles estariam saindo do tradicionalíssimo endereço indie. Não é bem assim como eu falei, segundo eles. Tá?
- Guilherme Barella, o cabeça da tradicionalíssima festa indie Peligro, que recém-acabou, escreveu dizendo que quem acabou foi só a festa. O selo e distribuidora vão voltar em breve, remodelados: “O fim da Peligro foi apenas simbólico. Tá, talvez fosse um símbolo importante, mas é uma prova de que a gente, parte da turma de 99, também está se renovando. Estávamos planejando mudanças demais e fazia mais sentido começar algo novo”, afirmou Barella. “A gente não morreu. Estamos aí, com vontade e se reinventando sem parar.”
- Isso devia ter acontecido antes do VMB, para ver se a MTV teria tempo de salvar sua premiação “engessada”, mas o fato é que o Pete Wentz (Fall Out Boy) teve cortado em palco o seu cabelo chapinha fru-fru, fato que de certa forma decretou o fim do emo. O Wentz, veja bem, o maior símbolo emo do mundo, muito por causa do seu cabelo. Espero que minhas leitoras da coluna da “Capricho” também entendam o recado urgentemente e parem de pedir através de 1 milhão de emails para eu falar do Cine, hehe.

Era assim…
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Ficou assim…
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- Aí o Thom Yorke larga momentaneamente o Radiohead e aparece de franjinha quase emo, músicas quase emo (Alô, Pete?) em uma banda nova tipo superformação (Flea, o produtor Nigel Godrich, baterista do REM/Beck…) que conta ainda com um brasileiro (!) que toca em uma banda de forró (!!).
O projeto ainda não tem nome e a nova turma do Yorke fez um “show ensaio” na sexta, numa casa pequena chamada Ecoplex, em Los Angeles, onde eles se aqueceram para tocar em uns daqueles shows-secretos-nãotãosecretos no teatro Orpheum, domingo e segunda agora. Yorke cantou umas b-sides do Radiohead, tipo “Paperbag Writer”, músicas do álbum “The Eraser” e duas novas: “Open the Floodgates” e “Skirting on the Surface”, que você curte abaixo.
Será que o Thom Yorke quer… ganhar o VMB?

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* HOLGER, THE NEXT BIG SP THING - A ótima banda paulistana Holger tocou semana passada no festival de música nova Pop Montreal, do Canadá. A performance do grupo no evento arrancou rasgados elogios em crítica no site da revista americana “Paste”, publicação importante no mundo indie dos EUA. O texto, assinado pelo editor-chefe da “Paste”, dizia que o Holger era a grande descoberta do festival: “Um pouco de Vampire Weekend, um pouco de Passion Pit e muita diversão”, escreveu o entusiasmado jornalista americano.

Parece que um vídeo do Holger no Pop Montreal está prestes a aparecer. Assim que ele surgir, a gente bota ele bem aqui.

* MEU JEITO FAVORITO: BLACK DRAWING CHALKS EM SP - Falando em next big thing, show da banda goiana feroz Black Drawing Chalks no clube Inferno, na última sexta-feira, com participação do ex-forgotten boy Chuck Hipolitho. Parecia Mudhoney em Seattle, Strokes em Nova York, White Stripes em Detroit… I mean, tirando o fato de que eles não são de SP, pareciam em casa, pela simbiose total público-banda. Ok, estou exagerando. Mas é mais ou menos isso.

* PIXIES FAZENDO O “DOOLITTLE” - Amigo meu mandou nesta terça um SMS direto de Londres, dizendo que estava na porta do Brixton Academy tentando comprar ingresso para ver a turnê dos Pixies tocando só o seminal “Doolittle”, o segundo disco. A turnê européia começou semana passada em Dublin com três shows esgotados e chegou nesta terça a Londres para mais quatro shows esgotados. Enfim, meu amigo estava evitando pagar 60 libras de cambista e eu pensando que esse preço, uns 160 reais, é a metade que custou o Franz Ferdinand na The Week. Metade. Mas, enfim, ele achou por 20 libras e entrou feliz.

Tem um vídeo legal dos Pixies terminando o primeiro show dessa turnê, na Irlanda, semana passada, e se despedindo da galera. Pela reação do povo, acho que eles gostaram da apresentação…

If man is five, than the devil is 6. Rock me, joe.

* JÁ JÁ TEM MAIS - O post não acabou não…

* Acabou sim. Volto com o novo na quinta. Descolei ingressos para o Maquinaria Festival, também. Quer?

Notas relacionadas:

  1. Pergunta para você: Jesus ou Foals?
  2. Popload Gig, o Faith No More, o Dinosaur Pile-Up, algumas francesas nuas, a cantora mais linda do mundo, cinco sorteios incríveis e o futuro da humanidade (versão final)
  3. Suck it! – Iggy Pop no Planeta Terra? O filme indie deste ano e os Pixies no karaokê! Pavement e o Holger. Dinosaur Pile-Up e o Nirvana. O incrível livro de fotos do grunge. Hoje é dia 22 de setembro de 1991
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , ,
02/10/2009 - 09:45

A morte (e o renascimento) do indie. A maldição da múmia. A semana no Twitter. E outras histórias

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* Boça maldito, hahahahaha. “The mummy loves heavy metaaaaaaaaaaaaaaal”.

* Glorioso em um dia, sonolento no outro. A performance do Franz Ferdinand na festa do vídeo da MTV, para “No You Girls, uma noite depois do show da The Week, perdeu em animação, peso e muito susto (hein?) para a do Massacration.

* E eu que pensei que a coisa mais apavorante da noite era estar sentado muito perto dos caras do Jota Quest. Hahaha, quase engoli o iPhone.

* Falando em apresentação para a TV…

* WALKMEN NO BRASIL - Numa semana de divulgação de vários shows futuros por aqui, chega à Popload a ótima notícia que o ilustríssimo grupo do grande Hamilton Leithauser toca em São Paulo e outras praças em dezembro. Luxo.

* QUEM PRECISA DO MGMT QUANDO SE TEM… FRANK JORGE - “Quero dar uma banda. Quero dar uma volta. Quero… dar um rolêêêê.”
Gênio.

* PROMOÇÃO PLANETA TERRA FESTIVAL: SONIC YOUTH, PRIMAL SCREAM, TING TINGS E VOCÊ - Vamos começar isso de uma vez. A Popload dá a largada no sorteio de DOIS PARES de ingressos para o festival PT, que acontece no dia 7 de novembro no Playcenter, em São Paulo. Concorra mandando seus pedidos nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. E, por favor, não faça como a menina que faturou o ingresso do Franz Ferdinand, que quase teve um infarte quando recebeu meu email avisando do resultado. Obrigado.

* O INDIE MORREU? QUE “NOVO INDIE” É ESTE? - Nesta sexta-feira, na Funhouse, pela conversa que tem corrido pelos bastidores indies, deve acontecer uma das últimas edições da festa “R-Evolution”.
Tradicional festa indie das sextas-feiras, a “R-Evolution” existe desde que a Funhouse existe, tipo 2002.

- A Funhouse foi um dos primeiros redutos paulistanos a fazer a “virada da cultura indie” do marasmo para a animação, como um resultado material da revolução virtual do começo dos anos 2000, e na esteira da revigoração do rock, chacoalhado à época pelos novinhos Strokes e White Stripes.
Só que, sete anos depois, a Funhouse está perdendo seu fôlego, com o fim da antiga “R-Evolution” e a mudança de endereço da “Funhell”, a bombada festa de quarta-feira que deixa o lugar para ir fazer bagunça às sextas no clube Vegas.

- Neste sábado, o velho-de-guerra grupo paulistano Jumbo Elektro lança na choperia do Sesc Pompéia o “Terrorist”, seu propagado último álbum. E, dizem eles, a apresentação ao vivo no Sesc pode ser a última da banda.

- Não faz muito tempo, a festa Peligro, outro “monumento indie” paulistano, que era de um núcleo de agitadores que promovia shows, lançava discos e começou na outrora famosa garagem do Milo, encerrou suas atividades, dentro do clube Neu.

- Lá na Inglaterra, um dos grandes nomes do rádio britânico dos últimos 15 anos pelo menos, o locutor Steve Lamacq, foi tirado fora do ar pela Radio One e colocado somente com programas na internet.

- Eu, frequentador de rock e de noite há muitos anos, tenho notado faz tempo que o gás da turma que protagonizou a tal “virada” em 2000/2001 acabou e eles estão saindo de cena. E, mais ainda, percebendo que o “flip” geracional virou total. A chavinha girou.

- Nessas minhas andanças para tocar em festas de vários lugares do Brasil, nunca gostei muito de tocar em Porto Alegre, por exemplo. Até este ano.
Antes, achava as festas meio devagares, uma galera a fim de “clássicos” indies ou rock standard mais do que de novidades. Nada de mistura de estilos. Característica local.
Pois agora em 2009 já estive por lá tocando em umas três ocasiões e percebi que o público gaúcho é outro, mais animado, mais antenado, olhando para a frente, mais receptivo ao novo. Nova característica local.

- No show do Oasis este ano no Rio de Janeiro, em vez de encontrar os indies cariocas das antigas cantando abraçados “Live Forever” e outros hits dos 90 da banda (da época em que ela era boa), vi um Citybank Hall abarrotado por molecada, todos gritando letra por letra as músicas novas.

- Os lugares em que toco aqui em São Paulo cada vez mais enche de moçada de 20 e pouquinhos anos. Menos até. No Alley tem um grupinho cativo de jovens indies coreanos que não perdem uma Pop!Up. Indies coreanos!!! No Vegas, na PopFellas, uma vez praticamente interpelei na pista uma garota tipo 18, 19 anos que cantava com conhecimento espantoso qualquer coisa que eu tocava na pista. De La Roux a XX, de Dirty Projectors a Passion Pit, dos “mais conhecidos” MGMT a Friendly Fires.
- Eu: “Onde você se informa sobre música? Qual rádio você escuta? Que revista e jornal você lê?”
- Ela: “Nada disso que você falou. Tem um milhão de lugares em que eu fico caçando coisas sobre música, mas todos na internet”.

- Antigamente um ser que estava nas baladas mais pela música do que por outras coisas (leia-se “paquera”), o indie era considerado em sua maioria um ser nerd, assexuado e que pouco dançava em pista. Uma balada na Funhouse ou no Milo, minhas amigas costumavam (costumam) dizer, sempre acabava (acaba) no “0 a 0″. Hoje, tenho visto, o novo indie é bem mais dançarino e “pegador”. E acaba levando o “velho indie” a tomar gosto pela história também.

- Talvez nada a ver ou tudo a ver. Teve uma reportagem mais ou menos recente do jornal “The Guardian” que dizia que o Friendly Fires, uma das bandas indies mais bacanas dos últimos anos, odeia quando chamam a banda de indie: “Nosso som tem mais a ver com a Madonna”, declaram.

- E, possivelmente o maior exemplo de que a chave geracional visivelmente e abruptamente virou na música pop, compare estas duas trilhas sonoras de filmes novos:

1) “500 Dias com Ela”. O filme indie do ano, garoto de uns 20 e tantos ou 30 e poucos tem desventuras amorosas com mocinha de mesma idade. A trilha sonora foca Smiths, Joy Division, embora tenha até um Belle & Sebastian e alguma coisa mais nova…
2) “New Moon”, o novo longa da saga vampiresca “Twilight”. O filme tem em sua trilha para teenagers de 11 a 17 anos Thom Yorke (!), Muse, Killers, Lykke Li, Grizzly Bear, Editors…

O indie como o conhecíamos está morto. Um “novo indie” pegou o bastão e está muito vivo. Essa foi só uma pensata inicial sobre o assunto. A gente volta a ele mais vezes, tenho certeza.

* O QUE EU APRENDI COM O TWITTER NESTA SEMANA – Mais uma edição da seção campeã de audiência da Popload, o espacinho dedicado ao que a gente viu de melhor (ou não) nesta semana no Twitter. Vimos isso:

@manuellasg: a maior modalidade nas Olimpiadas no Rio? Corrida de bala perdida

@redufit RT @ftrc RT @amandamelito: atitude seria Marcelo Camelo com uma camiseta “free polanski”

@pterron: Melhor momento do VMB: Lúcio Ribeiro vs Múmia.http://tinypic.com/r/msk3e0/4

@lucioribeiro: Cacete, q susto [com a múmia]. Depois achei q era o thiago ney, haha

@abazzan: AHAHAHAHAHA a múmia zuou o lucio ribeiro, pode muito ir embora kapranos

@djmulher A DANI CALABRESA é o ZACHARIAS de VESTIDO COQUETEL. #VMB

@anabean Desculpa, tô chegando no VMB agora e posso ter perdido alguma coisa, mas… por que a Marina Person tá fazendo a Vanusa on ecstasy?

@NMEmagazine Pixies kick off ‘Doolittle’ tour in Dublin http://bit.ly/18IIE9

@neozeitgeist: packt like sardines in a crushd tin box#franzferdinand

@vcunha Chris Novoselic escreve sobre o Nirvana, a briga com Axl Rose e Brian May: http://bit.ly/3hpGXS

@tiagoagostini A cover de “Time To Pretend” do Frank Jorge q foi melhor que todo show do MGMT http://bit.ly/2m2GMa

@hectorlima Trailer da série FLASH FORWARD c\ suas infos do facebook: http://www.flashforwardexpe… via @sagas

@caffarena Gente, o Doctor Who tá namorando a mina da banda dos modeletes cariocas!! Bafo!!!!!!! http://bit.ly/U9wVM

@pitchforkmedia Portishead working on new album. Geoff Barrow: “if all goes well it could be [out] in a year’s time”.

@arnaldobranco Devem ter dito pro Tarantino que ele teria que assistir a algum filme brasileiro.

@trabalhosujo Tropa de Elite sueca – http://migre.me/7LAq

* Não pensa que acabou, não, Brasil. Mas, enquanto não volto, vou deixar vocês com uma banda incrível:

Notas relacionadas:

  1. Ferrou: Dandy Warhols quis a morte de Michael Jackson. Extra: como o Twitter vai salvar a música. Xi, Brasil: o indie e a gripe. Nheca: o indie e o cocô. E mais Jacko e o Glasto-tal. E o Blur me esperando
  2. Jane’s says “Yes”! O incrível XX! O incrível Flaming Lips! E mais outras coisas incríveis.
  3. O filme indie do ano. Noel Gallagher anunciando quem ganhou prêmios da Popload. Bono fazendo um “rap” esquisito e exclusivo para o blog. Kanye West tomando o meu microfone e dizendo que… Mais: “Paris” em Paris. A dance music do Julian Casablancas. E o que a gente aprendeu com o Twitter nesta semana
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , ,
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