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	<title>Popload &#187; Gyusy Ferreri</title>
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	<description>Por Lúcio Ribeiro</description>
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		<title>Popload na Itália: Sinto dizer, mas eu avisei!! ((final))</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 01:04:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lúcio Ribeiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[* Popload na Sicília.

* Você vai chegando a Siracusa e de longe avista uma edificação gigante, branca. Ruínas gregas? Nada. A cidade, que já pertenceu aos gregos antes de os romanos a tomarem, recebe os visitantes com um cemitério. Enooooorme para uma cidade que nem tem uma população extraordinariamente grande. Ê, máfia...
* SIRACUSA É INDIE [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>* Popload na Sicília.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://colunistas.ig.com.br/lucioribeiro/files/2008/09/siracusa.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1591" src="http://colunistas.ig.com.br/lucioribeiro/files/2008/09/siracusa.jpg" alt="placa na estrada para siracusa, sicilia" width="442" height="242" /></a></p>
<p style="text-align: justify">* Você vai chegando a Siracusa e de longe avista uma edificação gigante, branca. Ruínas gregas? Nada. A cidade, que já pertenceu aos gregos antes de os romanos a tomarem, recebe os visitantes com um cemitério. Enooooorme para uma cidade que nem tem uma população extraordinariamente grande. Ê, máfia&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">* <strong>SIRACUSA É INDIE</strong> – O indie está em alta nesta parte bem ao sul da Itália. Mas aqui o termo tem outra serventia. Ele dá nome aos comerciantes que resolveram se rebelar contra a máfia local e não contribuir mais com dinheiro, em troca de “segurança”. Pelo que eu soube, começou com os comerciantes de bancas de frutas. Onde li, dizia até que os “rebeldes” chegam a botar placas na frente do estabelecimento dizendo “esta loja não contribui com a máfia”. Mas, em um rolê rápido pelo centro da cidade, essas placas eu não vi.</p>
<p style="text-align: justify">* <strong>RÁDIOS ITALIANAS</strong> – Estou atravessando o sul da Itália de carro, ao embalo de rádios bem bacanas daqui. Eu, que não acreditava em tantas rádios italianas decentes assim. Tem uma que chama Rádio Ibiza e toca rap francês, electro-rock inglês, experimentações dance italianas, o diabo! Tem a Radio DeeJay, que não compromete. Boa para ouvir os singles “da hora”. A Virgin FM, com sotaque inglês mas programação italiana, que toca basicamente velharia, mas sem xaropices. E tem a 105FM, minha preferida, que transmite direto de Milão. Emissora boa, toca o hoje olhando para o futuro. Muita rádio brasileira devia seguir o exemplo. Bota para rolar indie inglês e americano, rock italiano (a cena local), R&amp;B e rap dos EUA, sem perder o rebolado. Não é que despreza o passado, mas acha mais interessante movimentar a música de agora. Difícil tocar “Under the Bridge”, dos Chili Peppers, ou “Daughter”, do Pearl Jam, ou “&#8230;My Way”, do Lenny Kravitz. Pode até tocar Chili Peppers. Pode até tocar “Daughter”. Mas não faz como as rádios brasileiras, que tocam como se a música tivesse acabado de ser lançada. Com a desculpa de “tocar para as pessoas de 30 e poucos anos”, acreditando em uma cascata que diz que essa é a idade dos que mais ouvem rádio e dos que gostam de músicas “de sua época”. Nhé!</p>
<p style="text-align: justify">* <strong>BAFO NO SHOW DO OASIS</strong> – A banda estava executando o hit “Morning Glory”, no último domingo em uma apresentação no Canadá, quando um cara da platéia invadiu o palco e empurrou o Noel Gallagher para a galera, com guitarra e tudo. O Liam, que estava cantando sem olhar para os lados, não viu o “stage dive” forçado do irmão e ficou sem entender a confusão. Quando se ligou, e os seguranças estavam levando o agressor para fora do palco, Liam saltitou engraçado e deu um safanão no cara. O show parou e a banda saiu de cena. Dizem que nos bastidores o Liam teria dado um chute na cara do fã doido, que foi direto para o hospital. Quando o show foi retomado, o Noel estava normal e o Liam transtornado, tanto que nem cantou muito das “suas” músicas. O vídeo da confusão está aqui.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://br.youtube.com/watch?v=CX5JBsKih0c" target="_blank"><img src="http://colunistas.ig.com.br/lucioribeiro/files/2008/09/070908_tv_oasistoronto.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: justify">* <strong>AMY ITALIANA</strong> – Sempre que a música “Non Ti Scordar Mai Di Me” começava a tocar no rádio, achava que estava ouvindo a inglesa lesada Amy Winehouse cantando italiano. Voz igual, levada igual. Descobri que era uma cantora italiana mesmo, chamada Giusy Ferreri. Depois, no hotel, vendo a MTV local, vi uma mulher parecida com a Amy. Quer dizer, se a Amy não usasse o cabelo de cavalo e fosse bem mais bonita e saudável (italiana). Era a tal Giusy Ferreri. Estou com preguiça de botar o vídeo da italiana aqui, mas o Youtube tem facinho. Dá uma procurada para conferir como seria a Amy Winehouse se ela usasse menos drogas e comesse mais macarrão. Fora que a música é bonita, dramática.</p>
<p style="text-align: justify">* <strong>ORLOFF FIVE FESTIVAL: HIVES, O SHOW DO ANO?</strong> – Por motivos óbvios, eu não consegui estar no Via Funchal, no final de semana passado, para conferir Hives, Melvins e Plastiscines (mais o “nosso” Vanguart). Mas a poploader Ana Bean foi lá, então é como se eu estivesse. E o que a Bean viu foi isso:</p>
<p style="text-align: justify">- “Achei que o show do Franz Ferdinand no Circo Voador, em 2006, tinha sido o mais próximo de Carnaval que um show indie pudesse chegar, mas a micareta do Hives no Via Funchal, sábado, foi tão (ou mais) divertida quanto.<br />
- A noite começou pesaaada (literalmente) com um já grisalho Buzz Osbourne e o seu famoso cabelo Chico César do Mal. Fãs do Melvins se amontoaram e reagiam emocionados a cada movimento das baterias. Quem exagerou na reação, como um moleque que fez o (des)favor de atirar um copo de cerveja no palco, recebeu uma bronca bem-humorada, mas um tanto assustadora da banda. Fizeram a noite dos cabeludos e ex-cabeludos do Via Funchal. As meninas se divertiram com o roadie de sunga azul que circulou pelo palco como se estivesse no calçadão de Copacabana.<br />
- As francesas Plasticines fizeram no Vegas, quinta, o show que deveria ter sido feito no Orloff. No clubinho da Augusta, elas se entenderam com o público e o show foi divertido. Honesto, melhor dizendo. Na imensidão do palco da Via Funchal, elas ficaram perdidinhas. O som não funcionava direito, a vocalista estava tensa e a comunicação com a platéia&#8230; FAIL. Ninguém reagia ao inglês, ou ao português afrancesado, muito menos ao francês das meninas. Começou pesado e acelerado, até perder totalmente a força depois que as três músicas conhecidas (ou não) foram tocadas. Irritadinha, a vocalista começou uma série de berros, encenou uma briguinha com um fã, insinuou um momento clichê lesbo-chic com a baixista, e finalmente perguntou: &#8220;Do you wanna see <em>&#8216;Ze&#8217;</em> Hives???&#8221;. Platéia surta e daí já não tinha muito o que fazer.<br />
- Entram os suecos. Nem precisaram tocar uma nota para o Via Funchal reagir. Elétricos, teatrais, não dava para tirar uma foto que não saísse tremida. Enquadrar o vocalista Howlin&#8217; Pelle Almqvist em suas andanças para lá e para cá e a toda velocidade pelo palco era impossível. O guitarrista Nicholaus Arson (praticamente um Brendan Fraser do rock, haha) conseguiu a proeza de chamar ainda mais atenção, com suas piadas (e escarradas, vale dizer) e brincadeiras bem comédia pastelão. O carisma da banda fez até aqueles chatos e manjados &#8220;Eu Te Amo, São Paulo&#8221; ficarem divertidos. &#8220;Batam Palma!&#8221;, &#8220;Grita aí!&#8221;, &#8220;Parem!&#8221;&#8230; gastaram o português limitado mandando e desmandando na platéia. &#8220;Main Offender&#8221;, já a segunda música do show, provocou um tumulto bom, se é que isso existe. Micareta não é exagero, ninguém parou de pular mais depois disso. O último disco (“The Black and White Álbum”) permeou o show, mas &#8220;Tick Tick Boom&#8221; ficou para o bis, claro. Assim como &#8220;Hate to Say I Told You So&#8221;, que quase fez o &#8220;tumulto legal&#8221; virar coisa mais séria.”</p>
<p style="text-align: justify">* E o tumulto do Hives em São Paulo pode ser visto no vídeo de “Hate to Say I Told You So”, aí embaixo.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://br.youtube.com/watch?v=uln4qKpqfy4" target="_blank"><img class="aligncenter" src="http://colunistas.ig.com.br/lucioribeiro/files/2008/09/070908_tv_hivessp.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: justify">* <strong>A VOLTA DO MARS VOLTA? –</strong> Acho que já fiz esse título-piadinha em alguma outra ocasião, mas vale o repeteco. A banda de indie progressivo (haha) The Mars Volta vai estar por estes lados da América do Sul no começo de novembro. Não sei nada sobre o Brasil, mas parece que os shows viagem-barulho deles estão garantidos no Chile e na Argentina. Em Santiago, por exemplo, o TMV toca com o REM no dia 3 de novembro e com o Jesus &amp; Mary Chain no dia 4. Deve sobrar para nós, espero.</p>
<p style="text-align: justify">* <strong>PROSTITUTAS ANÃS –</strong> Na lista de exigências da veterana banda americana Melvins, atração das boas do festival Orloff Festival, que balançou SP no final de semana passado, constava esse estranho pedido. A produção não conseguiu satisfazer os rapazes. E eles, bacanas, nem reclamaram. Ah, pediram cuecas-tanguinha também. É sério!</p>
<p style="text-align: justify">* <strong>UNIDOS PELO BOB DYLAN – </strong>Os folks também amam. Mallu Magalhães e Helio Flanders (Vanguart) são o novo casal indie da cidade.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://colunistas.ig.com.br/lucioribeiro/files/2008/09/katyperry1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1621" src="http://colunistas.ig.com.br/lucioribeiro/files/2008/09/katyperry1.jpg" alt="katy perry no vma" width="192" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify"><strong><br />
* EU CORAÇÃO KATY PERRY –</strong> Vou falar aqui: eu curto a Katy Perry. Ela é o Artic Monkeys da música pop baba americana. Explico: cada um bem na sua, e musicalidade à parte (óbvio), tanto Perry quanto os Monkeys constroem preciosas letras sacadíssimas sobre seu cotidiano. Os ingleses na vida árida de um moleque de Sheffield em sua cidade sujinha e (quase) sem graça. Ela no dia-a-dia “difícil” de uma garota da Califórnia, com seus namorados emos e suas amigas eeeeeewwww. Kate Perry tem sido uma das músicas do meu “verão”, aqui na Itália. “I Kissed a Girl” anda tocando mais que Madonna, que estava sendo bombada aqui na Europa por causa da passagem da sua turnê-furacão, essa que vai para o Brasil em dezembro. Da Perry, ainda se ouve bastante a “Ur So Gay”, o primeiro single, a música que ela fez para o namorado que demorava para se arrumar mais do que ela, na hora de saírem. E nesta semana está sendo lançado o novo single dela, “Hot N Cold”. A letra não é tão “polêmica” quanto a dos seus dois hits anteriores. Mas, tanto quanto a música em si, é bem esperta.  De novo, Kate se refere ao namorado (acho, pode não ser). Ao namorado bipolar. Uma hora é isso, outra hora é aquilo, reclama Perry. “We fight we break up/ We kiss we make up.” A música é um pequeno fenômeno dentro do fenômeno que é Katy Perry. Ela já havia entrado nas paradas de singles de download na Austrália, Canadá e EUA antes mesmo de ele ser lançado como tal, só porque a galera curtiu a música quando baixou o álbum. Na Inglaterra, enquanto “I Kissed a Girl” está em primeiro lugar, “Hot N Cold” já toca bastante. Nas rádios inglesas, tiraram o “bitch” da letra. Entrou “chick”, no lugar. A foto acima é de Katy Perry chegando segunda passada na gravação do VMA, o principal prêmio da MTV americana.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>* ACABOU? -</strong> Ainda volto aqui para anunciar a promoção da semana e os ganhadores do prêmio francês. Rianna em São Paulo e Florianópolis em fevereiro, é?</p>
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